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terça-feira, 11 de outubro de 2016
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Decembre Noir - Forsaken Earth

3 comentários

Gênero: Doom/Death Metal
País: Alemanha
Ano: 2016

Comentário: Decembre Noir é uma banda alemã da cidade de Erfurt, na Turíngia, que se formou em 2008 e lançou seu debut em 2014. Forsaken Earth é seu segundo álbum, lançado em Agosto. E o fato é: matou uma saudade imensa que eu tinha de um álbum nesse nível de Doom/Death.

Estamos aqui falando de uma banda, em todos os efeitos, pequena e pouco conhecida no cenário. Porém de uma qualidade tanto técnica quanto criativa descomunal dentro de um gênero onde bandas, atualmente, só se destacam em dois sentidos: serem profundamente melancólicas onde outras bandas ainda não chegaram, ou em serem mais experimentais dentro do estilo o quanto puderem. Estamos falando de um estilo infelizmente saturado, onde ouvir os clássicos muitas vezes vale mais a pena que notar novos releases. Decembre Noir, no entanto, preza por outro caminho, o mesmo que muitas bandas falharam: o de reinventar fórmulas clássicas de maneiras efetivamente boas. E consegue.

O disco é calcado fortemente nas bases atuais do estilo, de bandas como Swallow The Sun, October Tide ou Novembers Doom, mas consegue ter uma identidade própria evidente em todas as faixas. Essa identidade própria aparece na forma com que a banda lida com as variações de velocidade. No geral, os riffs são, obviamente, cadenciados e melancólicos, mas a cozinha frequentemente se arrisca em blast beats e levadas mais rápidas, o que dá um peso descomunal ao som da banda, que é já naturalmente pesado devido a afinação grave e levada arrastada.


Aos fãs de Novembers Doom, por exemplo, arrisco dizer que Decembre Noir soará especialmente incrível. Fora os americanos do Novembers, pouquíssimas bandas arriscam instrumentais tão constantemente próximos do Death Metal quando se trata de Death/Doom atual, sob o risco imimente de diminuir a carga emocional do estilo. O que justamente não só não ocorre com Novembers Doom e Decembre Noir, como é exatamente intensificado quando se reunem vocais ocasionalmente limpos com o instrumental esporrante. Os vocais limpos de Decembre Noir não são tão melódicos, o que eu particularmente considero totalmente condizente com a proposta mais direta da banda, ainda que em certas músicas claramente uma maior melodia não faria tanto mal. Mas os riffs não tão lentos são perfeitamente bangeáveis e isso torna a musicalidade da banda fluida, ainda que melancólica, algo que soa maravilhosamente bem.

Para quem, assim como eu, estava saturado de repetitividade em novos lançamentos em Death/Doom, mas, ao mesmo tempo, não conseguia parar de ouvir bandas como Swallow The Sun, Draconian, Novembers Doom, October Tide, Doom:VS e afins: ouça sem medo. Caso sejas novo no estilo, Decembre Noir também não deixa de ser um excelente convite. Forsaken Earth é ótimo, sólido e foge da monotonia muito bem.



Tracklist:

1. In This Greenhouse of Loneliness and Clouds 06:42
2. Small.Town.Depression 06:46
3. Ghost Dirge 05:45
4. The Vast Darkness 08:42
5. Waves of Insomnia 14:17
6. Distant and Unreachable 07:40

OUÇA: Spotify

domingo, 18 de janeiro de 2015
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Desolate Shrine – The Heart of the Netherworld

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Gênero: Death Metal
País: Finlândia
Ano: 2015

Comentário: Hora de retomar as atividades e compartilhar com vocês ao longo do ano as bandas que chamaram minha atenção. Já estamos na segunda metade do mês de Janeiro, que já tem uma lista de lançamentos interessantes para se acompanhar.

O primeiro álbum que trago aos seguidores do Ignes Elevanium em 2015, é o terceiro álbum de estúdio dos finlandeses do Desolate Shrine. The Heart of the Netherworld veio com a missão de manter as boas críticas recebidas pelos dois lançamentos anteriores.

Assim como ocorreu nos outros álbuns da banda, The Heart of the Netherworld traz toda aquela influência do Death Metal Old School, mas não se limita apenas em repetir aquilo que muitas bandas fazem. Claro que a banda não tem uma sonoridade sem igual, algo que você vai escutar e sair falando para todos os seus conhecidos que encontrou uma sonoridade nova, longe disso. Mas dizer que o Desolate Shrine não possui qualidade, seria um erro.

A banda soube como inserir muito bem elementos vindos do Black Metal e Doom Metal. O álbum com cerca de uma hora de duração é composto por sete faixas, que trazem uma sonoridade carregada por uma atmosfera sombria e sufocante. Desde a faixa "Intro", que abre o disco, a banda lança o ouvinte nessa atmosfera citada.

O instrumental ficou bem elaborado, trazendo guitarras que variam entre momentos em que soam um pouco estridentes e outros momentos em que tem certa dissonância. A faixa de divulgação do álbum, intitulada "Black Fires of God", traz um instrumental direto e bem agressivo, com ótima participação dos dois vocalistas, além de uma bateria altamente impactante. A faixa que leva o nome da banda, vai de um início muito cadenciado e com leves dedilhados na guitarra, além de uma percussão calma, à um instrumental que sabe combinar passagens mais sombrias e pesadas.

"Leviathan" é outra faixa de destaque. Mantendo a a fórmula das guitarras mais dissonantes com um instrumental sufocante, a banda é capaz de equilibrar tudo de maneira que o ouvinte não perca o interesse. Os guturais cavernosos contidos na faixas são ótimos, e quando combinados com os vocais mais ríspidos, tem um resultado bem interessante. A faixa título é uma "pedrada" com doze minutos de duração, trazendo uma ótima evolução ao decorrer do tempo. Riffs insanos se estendem ao longo da faixas, que traz passagens mais estáticas e algumas com o instrumental mais arrastado. A faixa se encerra com uma bela passagem acústica, demonstrando como a banda se empenhou em trabalhar uma sonoridade mais rica e variada.

O álbum foi lançado pela Dark Descent Records, a mesma gravadora de bandas que lançaram ótimos álbum em 2014, como: Empitness, Horrendous e Thantifaxath. De momento, posso dizer que a aposta da gravadora nos finlandeses do Deslote Shrine foi um acerto. The Hearth of the Netheworld soa agradável, trazendo uma sonoridade extrema que não soa limitada aos rótulos que podem ser atribuídos ao Desolate Shrine.





Tracklist:

01. Intro
02. Black Fires of God
03. Desolate Shrine
04. Death
05. We Dawn Anew
06. Leviathan
07. Heart of the Netherworld

Ouça em: Spotify


terça-feira, 18 de novembro de 2014
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Horrendous - Ecdysis

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Ao lançar seu álbum de estréia The Chills no ano de 2012, o Horrendous se apresentou como mais uma banda que buscava resgatar a essência do Death Metal em sua melhor época. O álbum de estréia rendeu boas críticas, trazendo uma banda com um grande potencial a ser utilizado em seus próximos trabalhos.

Em Ecdysis, o Horrendous premia aqueles que confiaram e apostaram que a banda poderia repetir o impacto causado com o primeiro álbum. A banda consegue resgatar elementos do Death Metal sueco e da cena americana, e dar uma cara mais atual ao som. Ecdysis consegue prender a atenção do ouvinte desde seu momento inicial, com uma sonoridade bastante agradável, bem produzida e que demonstra uma progressão em relação ao seu antecessor.

A banda soube como introduzir um repertório que não causa cansaço ao ouvinte, trazendo passagens mais intensas, um peso sob medida e até passagens acústicas, como ocorre na faixa instrumental The Vermillion. Focando na parte brutal da sonoridade, creio que os apreciadores do estilo não irão reclamar de faixas como Nepenthe e Heaven's Deceit, que são bem estruturadas e apresentam solos memoráveis. Outra característica marcante do álbum é a clareza no instrumental, permitindo ao ouvinte ter uma nitidez mais precisa de cada instrumento.

Lançado pela Dark Descend Record, Ecdysis traz um total de 10 faixas que totalizam cerca de 44 minutos de duração. Mais um lançamento de qualidade dentro do Death Metal no ano de 2014 e possivelmente um dos destaques dentro do estilo. O Horrendous vem para se reafirmar como uma banda que não quer ser apenas mais uma no meio de tantas outras.




Tracklist:

01. The Stranger
02. Weeping Relic
03. Heaven's Deceit
04. Resonator
05. The Vermillion (Instrumental)
06. Nepenthe
07. Monarch
08. When The Walls Fell (Instrumental)
09. Pavor Nocturnus
10. Titan

Ouça em: Spotify


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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Sepultura - Roots

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Gênero: Death Metal / World Music / Nu Metal / Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 1996

ComentárioGlobal Metal, documentário dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn, é um retrato didático e contemplativo da hegemonia mundial do gênero por todo globo. Através deste exímio trabalho descobrimos a existência de cenas em lugares inóspitos como na Índia, Indonésia e Israel, países estes cuja cultura local interfere, mas ao mesmo tempo acrescenta diversidade sonora de inúmeras bandas locais que sobrevivem no underground graças à um público devoto e seleto. Mas porque fazer menção a este trabalho já que o objetivo, como o título entrega, é falar sobre Roots do Sepultura? Simples: o filme realizado em 2008 inicia justamente no Brasil tendo como foco o legado deixado pelo álbum e o seu efeito mundo afora.

Lançado em 1996, Roots é de longe o mais ousado disco dos brasileiros do Sepultura. Max durante entrevista presente em Global Metal justifica essa ousadia dizendo que não há necessidade de se copiar a estética sonora gringa, pois existe no meu próprio país uma identidade cultural enorme e de alguma forma posso e tenho que expor este legado agregado ao meu trabalho. E é justamente esta herança o diferencial deste clássico.

Produzido por Ross Robinson e a própria banda, o disco traz à tona elementos já tradicionais ao grupo como as sonoridades tharsh, death, mas agora acrescida de muita brasilidade. Para tanto, o hoje malfadado Carlinhos Brown foi a peça crucial neste processo. Responsável pela parte percussiva do álbum, ele agregou ainda outros instrumentos nacionais como o berimbau e o timbau, recursos este que adicionaram ainda mais peso a música do Sepultura. Imagine uma canção/hino como "Ratamahatta" sem estes elementos? Impossível. Não obstante, para ainda mais se aprofundar em nossas raízes o grupo passou dias como os índios Xavantes, no Mato Grosso do Sul. A convivência gerou não só uma nova visão de mundo como também a faixa instrumental "Itsári" gravada junto a tribo.

Mas não é só no campo sonoro a grande diferença visível neste disco. Nas letras a herança punk de Max Cavalera ainda predomina ("Attitude", "Spit" são bons exemplos), porém agora há espaço para abordar nossas origens indígenas associado ao passado sangrento desta era como visualizamos na pungente canção de abertura "Roots bloody roots".

Voltando a sonoridade é admirável o encontro promovido na faixa "Lookaway". Nu metal na essência, gênero que aliás ainda engatinhava, a faixa tem guitarras em afinação baixa, arrastada e conta com Jonathan Davis (Korn) e o mestre Mike Patton (Faith No More) nos vocais, criatura e criador respectivamente.  

Infelizmente este é o último disco com a formação clássica da banda. Após o fim da turnê Max abandonou a banda, após homéricas brigas entre os integrantes. Ele formaria anos mais tarde o elogiado Soulfly e retomaria a parceira com seu o irmão no Cavalera Conspiracy. O Sepultura mudou substancialmente a formação e nunca mais seria o mesmo.  Porém, o estrago já estava feito.

P.S. Esta edição contém como duas bônus tracks duas: as covers de  "Procreation (of the wicked)" do Celtic Frost e "Symptom of the universe" do Black Sabbath.


Tracklist:

01 - Roots bloody roots
02 - Attitude
03 - Cut - Throat
04 - Ratamahatta
05 - Breed apart
06 - Straighthate
07 - Spit
08 - Lookaway
09 - Dusted
10 - Born Stubborn
11 - Jasco
12 - Itsári
13 - Ambush
14 - Endagered species
15 - Dictatorshit / Canyon Jam (hidden track)
16 - Procreation (of the wicked) - Celtic Frost cover
17 - Symptom of the universe - Black Sabbath Cover

DownloadMEGA

sábado, 14 de dezembro de 2013
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Resurrection - Embalmed Existence

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1993

Comentário: Acordei sedento pra compartilhar algo clássico, e veio a minha cabeça: "Por que não uma banda da Flórida, daquelas de death metal, e que não seja coxinha??". Ai logo me ocorreu Ressurection, e lá fui correndo upar esse disco, que é o único full-llenght da primeira fase da banda, e é de longe o melhor, sem sombra de dúvidas.

Como citado a cima, o grupo teve 2 fases, uma que durou de 1990 a 1996, ficando sem atividades até 2005, quando retornaram e gravaram uma demo e um disco em 2008, e permanecem na estrada até hoje. Esse album tem em sua formação Alex Marquez na bateria, Charles Haines e John Astl nas guitarras, Dave Scott no contrabaixo e Paul Degoyler nos vocais.

O disco trás um som muito técnico e linear, com um ar característico dos anos 90 pra mim e não foge em nada da qualidade dos grupos de Tampa. Mesmo sendo um disco relativamente curto, que não chega nem em 40 minutos de execução, o que vemos aqui é algo bem competente e honesto. A capa retrata bem o que eu quis dizer com "caracteristico dos anos 90", assim como a produção, que tem aquela sujeira e abafamento muito comum em plays dessa época.    

As narrações no começo das canções pode parecer chato pra alguns, é o que torna o album peculiar, e é até divertido. "Disembodied" abre o disco de maneira soberana, com uma bateria soberba, é permeada de quebradeira rítmica, além de um bumbo veloz, uma paulada. Os riffs também são bem criativos, e o contrabaixo sempre em evidência enriquecem muito o trampo. A faixa título é mais cadenciada, com um vocal bem focado e um contrabaixo genial, tem uma grande sacada que são arranjos feitos no teclado. Eu não poderia deixar de citar a cover do Kiss, que eu achei um pouco sem peso, muito igual a original, sem inovar, a não ser pelo vocal gutural, eles poderiam ter acelerado, ou brutalizado, mas feito algo diferente, mas mesmo assim, bom cover.

Resolvi postar esse disco, que não é muito cultuado, e até pouco conhecido, pra mostrar que a Flórida vai além de Deicide e Obituary, e essa é uma prova do que eu estou falando. Um disco muito bom, com todo gosto e nuance do Death Metal 90tista, um belo exemplar e download obrigatório pra quem gosta do "Deathão" clássico e esta um pouco estafado de coisas novas.Enjoy!!

Facebook  / Myspace

Tracklist:
1.Disembodied - 03:20      
2.Rage Within - 04:01    
3.Embalmed Existence - 04:30      
4.Smell of Blood - 03:53      
5.Torture Chamber - 03:53      
6.Eyes of Blind - 05:05      
7.Test of Fate - 04:11      
8.Pure Be Damned - 05:13      
9.War Machine (Kiss cover) - 04:37    

Download:
Mega / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer / Zippyshare
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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Pigsty - Planet Of The Pigs

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Gênero: Grindcore/Death Metal
País: República Tcheca
Ano: 2009

Comentário: Topi, Bormman, Otyn e Ubina, esses são os quatro integrantes de uma das bandas mais cruéis de grindcore da Republica Tcheca. O primeiro nos vocais, que são tremendamente brutais. O segundo na guitarra, levando muita energia e peso. O terceiro na bateria, equilibrando ritmos bem construídos com a maior quebradeira. E o ultimo no baixo, mantendo o ritmo – as vezes junto à guitarra, à bateria ou liderando o som.

O álbum começa sem dar a impressão de um grind pesado e louco, na verdade o som que começa a aparecer é muito mais puxado ao death metal muito bem feito. Logo começa a pesar e pesar e a porradaria surge. Na segunda musica do álbum “Brand New Dawn”, eles já mostram o trabalho com uma brutalidade inegável e sem abandonar certa ordem. É um grindcore bem audível e violento!

Os vocais em inglês com passagens em tcheco gritados em coro dão uma sensação de imersão muito boa no ambiente da música. As musicas falam de morte, álcool, drogas, sexo, gore e ódio, tinha como ser melhor? Não! 

Eu vou destacar a música “Pure Business” porque a letra dela é ótima e tem algumas partes no idioma materno da banda, isso dá bsatante valor pra musica. A melodia em si é bem gostosa de ouvir, tem uma sonoridade muito boa e, apesar de não ser a mais elaborada do disco, é uma das melhores.

O disco é impecável, 31:21 minutos de grincore bem executado. E quem é fã da vertente sabe que quanto mais você vai pra leste na Europa, mais sinistro o grind vai ficando, está aqui uma prova disso.


                                              Site Oficial / Last.fm / Facebook

Tracklist:
1. Inspection Report – 3:34
2. Brand New Dawn – 2:23
3. Untranslatable – 3:06
4. Time Has Come – 2:49
5. Demon Alcohol – 3:54
6. Santa’s Las Ride – 2:28
7. Just A Playground – 3:42
8. Pure Business – 2:43
9. It’s Too Easy – 3:28
10. Reborn – 3:10

Download: 4shared / Mega

segunda-feira, 25 de novembro de 2013
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Deicide - In the Minds of Evil

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Aqui retorno eu, um pouco frustrado com 2013 após um 2012 espetacular em relação a discos inéditos, com um lançamento bem aguardado pelos fãs do death metal clássico, que é o meu caso. Oriundos de Tampa na Flórida, um dos reivindicados berços do estilo, Deicide mostra força no seu 11º full-lenght, em 24 anos de carreira.

A banda conta com os fundadores Glen Benton (vocais e contrabaixo) e Steve Asheim (guitarras), além de Kevin Quirion (guitarras) e Jack Owen (bateria). In the Minds of Evil é mais um capítulo da história que prova que a saída dos irmãos Brian e Eric Hoffman, não causou um impacto profundo no grupo a longo prazo, como se esperava.

O album em si é matador, pesado e direto, muito direto, pois a faixa mais longa não chega a 4 minutos. Em pouco mais de 36 minutos, o disco traz 11 músicas que nos esmaga e ensurdece no melhor estilo Deicide. O mais interessante é a identidade que o grupo criou através dos anos, facilmente deciframos quem está tocando mesmo antes de Benton abrir a boca, seja pelo estilo dos riffs, do timbre das guitarras ou pelos duetos nos solos. 

A faixa que dá nome ao trabalho merece destaque, abrindo o disco de maneira estupenda com um refrão marcante e um ritmo visceral, é uma paulada sonora de respeito. "Godkill" tambem merece destaque, com um riff muito marcante, traz uma bateria brutal e um vocal em seu ápice. "Thou Begone" é a minha favorita, tem um riff mais "trash", uma guitarra mais gritante e um vocal mais grave, além da variação ritmica que a batera promove.

Um disco para os fãs de Deicide, com todos os elementos que tornaram a banda um fenômeno e uma lenda. Destaque para a linearidade, a proposta direta e a força que o grupo adquire a cada novo trampo. Refrões de fácil digestão, peso sobre-humano e elementos dos primórdios do Death Metal que marcaram o conjunto como únicos, permeiam esse novo cd. O melhor trabalho desde "The Stench of Redemption", um dos melhores discos do ano.

Website / LastFM

Tracklist:
1.In the Minds of Evil - 03:53   
2.Thou Begone - 03:44    
3.Godkill - 03:11    
4.Beyond Salvation - 02:57    
5.Misery of One - 03:21    
6.Between the Flesh and the Void - 03:54    
7.Even the Gods Can Bleed - 02:58    
8.Trample the Cross - 03:00    
9.Fallen to Silence - 03:09    
10.Kill the Light of Christ - 03:30    
11.End the Wrath of God - 03:13    

Download:
Mega / Zippyshare / Freakshare / Cloudzer / Rapidshare
domingo, 24 de novembro de 2013
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Bandas Amigas #3 - Ressonância Mórfica, Secta & Primaz e Hollowood

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Bem meus caros, quem já acompanha o blog a algum tempo talvez reconheça essa coluna, que tanto ficou esquecida nos últimos tempos. Bandas Amigas é onde nós, desde os tempos mais primórdios, postamos de forma condensada as bandas que nos enviam material - não que deixemos de posta-las individualmente em posts próprios de vez em quando. Só que aqui, além da resenha individual como seria uma resenha, procuramos entre nós todos desta humilde casa analisar e dar nossas opiniões sobre três bandas selecionadas ao acaso dentre as que nos enviaram material nos últimos meses. E a partir de agora a coluna será semanal, saindo todo final de semana. Espero que assim consigamos fazer justiça a tantas e tantas pérolas independentes, nacionais e internacionais, que nos enviam material toda semana e que nos últimos tempos infelizmente não pudemos postar por inúmeras razões. Mas bem, vamos lá.

Como já estávamos sem postar essa coluna a bastante tempo, nesta edição trouxemos três nomes que já estavam engavetados no nossos arquivos pignianos a bastante tempo. O grindcore formado em Manaus mas sediado em Goiânia do Ressonância Mórfica, o Rap lusitano do Secta & Primaz e o rock experimental despojado paulistano do Hollowood.

Continue lendo e vamos conhecer esses caras.


Ressonância Mórfica

Formada em 1998 em Manaus-AM, posteriormente mudando-se para Goiânia-GO, o Ressonância Mórfica é uma banda de grindcore extremamente interessante, fora do clichê e que já lançou até a data apenas um full-lenght e um EP, além da demo. Com vocais em português e sonoridade pesada porém cadenciada, a banda nos surpreendeu desde o início, quando esperávamos um Grindcore mais direto. E isso foi ótimo, sem dúvida a fórmula da banda chamou nossa atenção por ser cativante ainda que diferenciada, mesmo que as influências sejam notadas claramente em cada acorde como vindo das bandas de grindcore canônicas, mas com uma dose cavalar de influência do Crossover nacional (vide Ratos de Porão e Gangrena Gasosa).



"O conceito é interessante, consegue fugir da sonoridade usual do grindcore e soam mais atmosféricas do que outras bandas do gênero, porém o uso de gutural "falado" em português acaba soando meio cômico lembrando a Banda Ritual, acaba por perder a seriedade. "
- Koticho
"Puta banda, tem um conceito e uma estilística foda, soa pesada, mas o vocal cantado em português é uma faca de dois gumes. Cantar em português é interessante, mas acho que faltou nojeira, ficou muito claro o que o cara canta, e isso incomoda meus ouvidos, tipo um cara dando lição de moral em português com voz gutural. Na minha concepção o vocalista poderia ser mais ininteligível, mais escarrado, mais brutal. A parte instrumental tem um guitarrista muito bom, que arruma riffs bem inteligentes, mesmo usando algumas nuances de punk/ hc (vide cunnilingus), nada que empobreça o trampo. Faltou também um pouco de brutalidade na batera" 
- Nagano

Ressalto ainda que colocar no full  um poema musicado do Augusto dos Anjos agregou bastante valor a podridão do esquema. Mas, por fim, seguem os links que a bandas nos enviou:

Agregados Onimodos Malditos
2005

Tracklist:

1. Pasquim 03:03
2. Sentimento Exaustivo 01:50
3. Mnp 02:15
4. Reação Irracional de Destrutividade 01:53
5. Lisarb na Contramão 02:31
6. Aleivosia 01:39
7. Plutocracia 04:49
8. Cunnilingus 02:20
9. Penumbra 02:59
10. Quiproquo 03:41
11. O Deus Verme 04:29

Ouça:
Soundcloud (com o full todinho disponível)  // Myspace // Site // Facebook




Secta & Primaz 
Advindos de Lisboa, Secta & Primaz é uma dupla parte do Hip Hop Tuga, o Hip Hop português, sediados em Marinha Grande. Secta é um rapper que participou, além desta que nos enviaram, várias outras mixtapes com vários outros artistas, e assim com Primaz (aka Primaz Lirix) fazem parte um projeto chamado RESI2430, que se descreve como: "RESI2430 é um projecto musical oriundo da Marinha Grande que actua principalmente no panorama do hip-hop “tuga”. Composto pela integração de três antigas formações de hip-hop desta cidade, expõem o seu trabalho em diversos formatos como poesia, ilustração, musica, produção, ou beatbox.". A dupla nos enviou sua mixtape, Caneta, Papel e Bolas, que se apresenta como um bootleg, mas tem uma produção bem limpa e perfeitamente apreciável. Como eu particularmente não sou o melhor conhecedor de Hip Hop deste blog, deixo-vos com a análise dos meus colegas:

"Rap português numa linhagem semelhante ao de nomes que fazem um trabalho mais melancólico no underground americano como o Sadistik, tem uma produção bacana com bom uso de samples e beats. Acostumando com o sotaque português, que sempre acaba por soar estranho para os brasileiros, pode se tornar algo interessante e promissor. " 
- Koticho

"Gostei do som Secta & Primaz. Por ser uma mixtape, lançada em 2012, dá um certo ar de inacabado, mas a proposta deles é rap old-school: muitos samples, scratches, rimas bem construídas. As canções são curtas e diretas. Eles fazem parte dum movimento cultural de Lisboa chamado "Resi2430" que mescla outros elementos da cultura hip-hop." 
- Bruno Lisboa

Caneta, Papel e Bolas
Mixtape, 2012


Tracklist: 22 faixas não-intituladas

DOWNLOAD: Mediafire

Conheça melhor o Secta & Primaz:

Facebook (Secta-Mate) // Soundcloud











Hollowood 
Formados em 2007 na capital paulista, o Hollowood é uma míriade de combinações musicais girando em torno da espontaneidade do punk, do math rock, do post-hardcore, do emo e do post-rock. Como descreveram a si mesmos no email que recebemos: "Começou com o clássico “amigos de colegial que se juntam pra tocar uns hardcore”. Hoje, Dan (voz/guitarra), INSS (guitarra/voz), Renato (baixo/voz) e Kajiro (bateria) fazem músicas em que cabe hardcore, math rock, metal, pop, "indie"... Seja o que for — se for real.". Não tem descrição melhor que isso mesmo. O instrumental é divertido, complexo e cativante, e o vocal apela pro post-hardcore/emo/pop punk de forma intensa. A banda nos enviou dois materiais ao longo de 2012, um single contendo as faixas "Undone" e "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head) Blues" e um EP, Zero. Sem dúvida vale a pena a conferida pra quem curte bandas como Toe, Algernon Caldwallader, This Town Needs Guns e muitas outras que eu poderia citar.

"Banda bem ativa do cenário alternativo/underground paulistana, o instrumental da Hollowood é carregado de influências de bandas da cena de math-rock japonesa, nomes como Ling Tosite Sigure, toe e te' se fazem bem aparentes, porém, o vocal com timbres "adolescentes" em faixas como Zero acaba por soar excessivamente pop punk, fazendo lembrar mais de Blink 182 do que das outras influências citadas, em outras canções quando isso não se mostra tão aparente com os vocais puxando mais para o emo e post-hardcore dos anos 90 acabam por fluir bem melhor com todo o conjunto." 
- Koticho
Single
2012


Tracklist:

01. Undone
02. "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues

DOWNLOAD: Mediafire



Eu realmente curti o instrumental dessa música.


Zero (EP)
2012

Tracklist:

1 - Zero
2 - Bordeau Waltz
3 - Undone
4 - "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues
5 - Z.E.R.O.M.I.X.

Ouça e baixe no Bandcamp:




Conheça melhor o Hollowood:

Facebook//Canal do Youtube//Soundcloud

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Então é isso galera, espero que tenham curtido essa edição de ressurgimento da seção e aguardem semana que vem com novas bandas. Valorizem os caras, se curtir e for da sua cidade, procure ir nos shows, e se não for, comprar o material da banda, acompanhar o que ela vem fazendo e tudo mais.

E acima de tudo: um obrigado gigantesco a todas as bandas que apareceram aqui e que nos enviam uma tonelada de material todo mês. Nós iremos postar todas, podem ter certeza. É extremamente gratificante receber tanta coisa boa, de tantos lugares e estilos diferentes. Continuem firmes!

Até semana que vem!
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte I

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Olá, minha galera bonita de Deus e Belzebu! O Pignes sente-se orgulhoso em dizer que encarou horas de viagem dentro de uma estufa móvel (leia-se: um ônibus cheio de gente suando por todos os poros sob um sol de humildes quarenta graus à sombra) a caminho de Belo Horizonte no último fim de semana, para trazer pra vocês a cobertura completa (ou quase) deste grande evento do underground e da música alternativa de nossa Terra de Santa Cruz. Foram vinte e duas bandas numa apresentação contínua e sem pausas pra fôlego, espremidas num tempo de mais ou menos onze horas de shows que reuniram grandes, bons, velhos e novos nomes do hardcore, sludge, post metal e da música experimental em geral. E foi num clima eclético e frenético que o festival organizado pelo blog Exhale the Sound transcorreu.

Por conta do número enorme de bandas envolvidas nesta resenha, ela será dividida em dois posts. Leia e exale o som da música torta.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013
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5 Stabbed 4 Corpses - Dance or Die

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Gênero: Brutal Death Metal / Grindcore
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Por causa de alguns lançamentos eu poderia dizer que o ano de 2013 já poderia acabar, pois muita coisa que eu sou verdadeiramente fã lançaram disco de inéditas esse ano, e vos trago o segundo full-lenght da melhor banda de grindcore que eu ouvi nos últimos anos, e a qual eu sou verdadeiro entusiasta e fiel seguidor.

Formado por Mella (contrabaixo), Alex (bateria), Slava (guitarra) e Rico (vocais), esse quarteto, que se mantêm sem modificações desde a formação do conjunto, faz um som que eles denominam "Bloody Samba Grind", e como bom brasileiro, esse "samba" ficou meio exagerado, existe sim um swing pouco ou jamais visto em outras bandas de grindcore, mesmo nas mais grooveadas, e isso é uma coisa que me agrada e que a difere da sacolada de bandas iguais que nascem e morrem diariamente.

Falando do disco em si, a evolução em relação ao anterior é gritante. O que pode parecer uma faca de dois gumes é em relação a gravação, a produção e mixagem. Tudo soa muito cristalino, tudo audível, maravilhoso, e é quando eu me pergunto: Será que um abafado ali, uma sujeira acolá, uma guitarra mais pegada não daria uma podridão benéfica?? Bom, ai vai do gosto, na minha opinião só faltou um pouquinho mais de peso e de podreira nas guitarras, no resto soa tudo perfeito.

O disco conta com 15 canções executadas magistralmente em pouco menos de 40 minutos, isso mesmo, canções despejadas como tem que ser. Passagens cantadas em espanhol, bateria quebrada, bumbos duplos humanamente tocados, e um vocal soberbo, maravilhoso, acho que Rico é o melhor cantor do estilo que eu já ouvi. Versátil e preciso, usa muitas técnicas que incluem pig squeal, gritaria, náusea, urros, tudo como tem que ser, no momento certo, posso dizer que a leitura da música é algo que ele domina.

Um trabalho que beira a perfeição e que me faz cada vez mais fã. Essa banda que na minha humilde concepção, é a melhor que eu tive o prazer de conhecer, caminha a passos largos em direção ao reconhecimento. Direto, coeso, com uma leitura musical perfeita, esse grupo tem muito a crescer e se tornar uma dos mais renomados do mundo. Um dos grandes lançamentos de 2013, obra prima de uma curtíssima discografia, mas que já tem credenciais a ocupar grandes festivais. Um album pra se ouvir de pé, se você procura uma nojeira e uma porrada na cara, seu disco é esse, masterpiece, sem mais.

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Tracklist:
1.Dance or Die - 02:46    
2.Pig Celebration - 02:40    
3.Divvy Girls Toy - 02:42    
4.Romantic Slaughter Boy - 02:33    
5.Ride a Knife - 03:40    
6.Butt, Butt, Happy Fistfuck - 01:36    
7.Grannies Gang Bang -     03:13    
8.Drunken Monkeys - 01:54    
9.Sick Big Clit - 03:09    
10.Psycho Dance - 02:49    
11.Whore of Bloody Samba - 02:04    
12.Drunken Monkeys - 03:01    
13.Skank or Wank - 02:08    
14.Entrails Stew for BBQ - 02:25    
15.Final Masturbation - 02:27

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segunda-feira, 29 de julho de 2013
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Exhumed - Necrocracy

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Gênero: Death Metal / Grindcore
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Parem as máquinas!! Tenho o prazer de trazer o ultimo disco dessa banda que considero a melhor e mais completa do grindcore mundial, e que aqui mostra que está em excelente forma, com um peso raramente visto, associado a aura mística que envolve o grupo, trás mais um grande lançamento nesse ano surpreendente.

Oriundos da Califórnia, esse atual quarteto conta com o líder, cabeça e fundador Matt Harvey nos vocais e guitarra, Rob Babcock no contrabaixo e backing vocals, Bud Burke que já fora baixista em sua primeira passagem pelo conjunto, assume a outra guitarra, enquanto Mike Hamilton segura as baquetas.

Com 9 faixas oficialmente gravadas, esse play que trago-lhes conta com nada mais, nada menos que 5 bônus. É pura porrada nos tímpanos, é coisa linda, sem choro. Com uma técnica apuradíssima, sem podreira em produção nem mixagem, vemos aqui o auge de uma banda mítica. Tudo soa perfeito, e o inicio do pesadelo começa na faixa inicial, tirando uns efeitinhos meio modernosos no vocal, a canção abre o disco com excelência. "Necrocracy" é a pérola do album, que música foda, a bateria está soberba, aliás, o contrabaixo estalando é lindo e os duetos das 6 cordas completam a faixa que dá nome ao trabalho. Das faixas bônus gostei muito de "Chewed up, Spit Out", essa sim trás a raiz, o peso do grindcore, com um minuto e meio de porrada suficientes pra te ensurdecer.  Se formos comparar com o "Gore Metal" e "Anatomy is Destiny", esse trabalho apresenta músicas muito mais limpas, mais trampadas, mais cristalinas, sem aquele "quê" tosco que os mais saudosistas adoram, e eu também, mas essa é uma fase já vivida nos discos anteriores, e pra mim, esse é um puta disco, que não deve em nada, absolutamente nada aos anteriores.

Preparem-se para um banho de caos, sangue, vômito e pus, que é isso que encontraremos aqui. Extremamente maduro e agressivo, esse disco nos trás uma banda que achou o auge, e não traiu o estilo, aliás, evoluiu e encontra-se em uma fase muito iluminada. Tire o papai, a mamãe e as crianças da sala e mergulhe nesse mundo do Splatter que esse grupo nos proporciona. Imprescindível, sem mais.

Myspace / Twitter

Tracklist:
1.Coins Upon the Eyes - 04:03    
2.The Shape of Deaths To Come - 04:37    
3.Necrocracy - 04:09    
4.Dysmorphic - 04:45    
5.Sickened - 04:44    
6.(So Passes) the Glory of Death - 04:25    
7.Ravening - 03:59    
8.Carrion Call - 03:56    
9.The Rotting - 03:51      
10.The Beginning After the End (Bonus Track) - 4:29
11.Not yet Dead Enough (Bonus Track)  - 3:55
12.E Pluribus, Mortem (Bonus Track) - 2:45
13.Chewed up, Spit Out (Bonus Track) - 1:29
14.Go for the Throat (Bonus Track) - 0:53

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quinta-feira, 27 de junho de 2013
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Cauterization - Males Infestus (Demo)

1 comentários
Gênero: Blackened Death Metal
País: Brasil
Ano: 2011

Comentário: Como é bom voltar a postar o estilo que me trouxe pra esse blog, e que é sabido por todos que é o meu favorito. E pra brindar, vos trago esse excelente demo de uma banda nacional que desponta como uma das grandes do cenário, e que sem dúvidas é um dos grandes aparecimentos tupiniquins dessa década.

Esse power trio foi formado em 2008 em Presidente Prudente / SP, e conta com Trojillo Jr. na bateria, Well Moia no baixo e backing vocals, e a estonteante, linda, competente (até me faltaram elogios) Maysa Rodrigues, que comanda toda a bagaça, assumindo os vocais principais e as guitarras.

No meu caso, por se tratar de uma demo, ser independente e talz, eu esperava um som mais cru, rachado, com uma produção menos caprichada, mais suja, e foi exatamente ai que eu me enganei. O trampo é uma coisa sensacional em um todo, a começar pela arte da capa. A gravação é límpida, a mixagem muito bem feita, não abafando nada, com todos os instrumentos perfeitamente audíveis. O release nos trás 4 músicas, sendo a primeira uma introdução, e as outras 3, petardos que nos lembram o supra sumo da escola nacional de death metal.

Aqui nesse trabalho, tudo soa perfeito. A bateria é algo impressionante, carrega toda a brutalidade em si, não alivia, bumbos a milhão e porrada ultra violenta e veloz nos tambores dão o ritmo em quase toda a totalidade do disco. O contrabaixo faz o dele, fazendo as bases das canções, mas Well Moia manda muito nos vocais viscerais, contrastando muito bem com o vocal principal, me remetendo a época de ouro do nosso aclamado Torture Squad. Maysa mostra brutalidade com um vocal extremamente grave, um gutural dos mais perversos e poderosos que eu já vi. Pra completar ainda empunha a guitarra de maneira estupenda, fazendo riffs old school a dar com pau, cavalgadas e solos lindos e precisos, além de extremamente harmoniosos.

Apesar de sempre estar postando os medalhões, compartilho essa pérola do metal nacional, que mostra que mesmo se as lendas se aposentarem, não estaremos carentes de boas opções. Se em uma demo, esse som já sai brutal e estupendo, aguardo o full-lenght que se continuar com essa pegada e essa qualidade, tem tudo pra ser o melhor disco de death em décadas. Imperdível, como diria o craque Neto: "Pra falar a verdade, um baita disco, diga-se de passagem".

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Tracklist:
1.Unpurification Ov Sacred - 01:00    
2.Infernal Battlefield - 03:58    
3.Males Infestus - 04:00    
4.Triumphal Obscuressence - 04:01    

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domingo, 16 de junho de 2013
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Amon Amarth - Deceiver of the Gods

6 comentários
Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: Acabou a agonia e venho compartilhar o disco mais esperado por mim nesse ano de 2013, e como um grande fã da banda, vejo que minha espera valeu a pena. Formado em 1988 foi uma das precursoras do Viking Metal, e teve origem em Estocolmo com o nome de Scum, em 1992 teve o nome mudado para Amon Amarth, que significa Montanha da Perdição em Sindarin (língua élfica , língua de Beleriand, língua nobre), baseado na obra já muito explorada, O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien.

Em seu 9º full-lenght e com apenas 3 mudanças no lineup, o grupo conta com uma formação intacta desde 1998, quando entraram Fredrik Andersson na bateria e Johan Söderberg nas guitarras. O restante dos músicos são os fundadores do projeto: Ted Lundström no contrabaixo, Olavi Mikkonen nas guitarras e Johan Hegg nos vocais.

Gravado no Backstage Studios em Derbyshire/UK e lançado pela Metal Blade Records, o album tem uma produção de dar inveja. Andy Sneap foi o responsável técnico do trabalho, nos trazendo  uma mixagem perfeita e cristalina, fazendo tudo parecer perfeito. A arte da capa ficou por conta do já carimbado Tom Thiel, que é constante no trabalho do conjunto desde 2001, e usa a mesma temática mítica já característica nos cds anteriores.

Em pouco mais de 47 minutos, o disco é extremamente contundente, direto e pesado. Com 10 canções lineares, é porrada de ponta a ponta. "Deceiver of the Gods" é a faixa de abertura, e como eu sempre defendo que a primeira é a mais importante, pois é nela que decidimos se vamos continuar a audição ou não, aqui ela é perfeita, forte, ríspida, com um refrão potente, e é candidata a permanecer no setlist das turnês para sempre. "Hel" merece destaque pela participação do semi-deus Messiah Marcolin, e propositalmente ou não, tem uma pegada mais Doom. O contraste das vozes de Marcolin e Hegg ficou bem legal, além de um ambiente mais "faraônico", mas senti falta de uma passagem solo do ex vocalista do Candlemass. A faixa "Warriors of the North" é a mais longa e a minha preferida. Melódica, com uma vasta variedade de riffs e mudanças rítmicas, é daquelas que poderíamos tirar mais alguma música de dentro dela. Destaque para as guitarras, com duetos soberbos e muita criatividade, já vale o disco.

A espera valeu muito a pena, um puta disco, forte, potente, poderoso, sem frescura e nenhuma firula. Na minha concepção, o melhor lançamento de 2013 até aqui. Um trabalho que faz os Deuses Vikings sentirem orgulho de serem citados e bradados, e os fãs seguirem fiéis e orgulhosos com um trabalho como esse, que sem dúvidas, foi feito totalmente pra quem acompanha e é entusiasta da banda, como esse que vos escreve. Masterpiece.

Obs.: Disco duplo Deluxe Edition, contando com um cd com 4 canções bônus.

LastFM / Myspace

Tracklist:
CD1
1.Deceiver of the Gods - 04:19
2.As Loke Falls - 04:38    
3.Father of the Wolf - 04:19    
4.Shape Shifter - 04:02    
5.Under Siege - 06:17    
6.Blood Eagle - 03:15    
7.We Shall Destroy - 04:25    
8.Hel - 04:09    
9.Coming of the Tide - 04:16    
10.Warriors of the North - 08:12

CD2
1.Burning Anvil of Steel - 04:27
2.Satan Rising - 04:20
3.Snake Eyes - 03:12
4.Stand Up to Go Down - 03:27

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quinta-feira, 30 de maio de 2013
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Suidakra - Eternal Defiance

1 comentários
Gênero: Black Metal / Death Metal / Folk Metal
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Hail pignos, pignas, pignetes e piganos, trago-vos mais um excelente trabalho lançado nesse ano, dessa horda que já tem 19 anos e tem um catálogo de lançamentos realmente irretocável, e não será esse disco que maculará esse perfeito cartel.

Suidakra já é uma banda mais que consolidada no meio. Seu líder e único remanescente da formação original, Arkadius "Akki" Antonik, é responsável pelos vocais, guitarras e teclados. Além dele, o baterista Lars Wehner faz parte do time desde 2001. O baixista Tim Siebrecht e o outro guitarrista e cara por trás dos vocais limpos, Marius "Jussi" Pesch, se juntaram em 2012 e gravaram esse disco lançado no mês de maio.  Farei uma menção honrosa a Tina Stabel, a responsável pelos vocais angelicais e que mesmo não fazendo parte do line-up oficial, é figurinha carimbada nos trabalhos do grupo desde Crógacht, de 2009.

O release lançado pela AFM Records, conta com 10 músicas em pouco mais de 45 minutos de execução, e o que se vê é um trabalho extremamente bom, com identidade, sem oscilações e muito maduro. Tudo que se espera de Suidakra está aqui. Gaitas de fole, guitarras melódicas, vocais agressivos e contrastado, além de uma cozinha muito segura e perfeita. Os destaques desse play são "Inner Sanctum", que após uma introdução instrumental chega como um soco na cara do ouvinte, como uma faixa de "abertura" deve ser, soa poderosa, com uma base de guitarra de extremo peso e growl vocals do inicio ao fim, mostrando a face Death/Black na sua essência . "March of Conquest" é a faixa de trabalho e nos brinda com a faceta Folk, com vocais femininos, bagpipes e teclados, com uma sonoridade melódica e é a mais acessível do album, com um clipe muito bem produzido que vocês podem ver abaixo. "Damnatio Memoriae" é a derradeira e a mais linda de todo o release. Com violões extremamente lindos, mostra o quão foda são os músicos. O vocal limpo é presente em toda a canção e é como se fosse um alento orquestrado que fecha o trabalho de maneira épica.

Aqui encontramos mais um caso em que ser "mais do mesmo" é algo de extrema importância. Essa banda é um dos casos em que a identidade e a coerência de todos os discos, são o suficiente para os fãs e entusiastas do estilo. Para aqueles que acabam de conhecer o trabalho do conjunto, indico qualquer um dos 11 full-lenghts, e podem ter certeza de que vão encontrar algo soberbo. Disco épico de uma horda épica, mais um masterpiece de 2013, eu garanto!

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.Storming the Walls - 03:18      
2.Inner Sanctum - 05:10      
3.Beneath the Red Eagle - 04:55    
4.March of Conquest - 03:51    
5.Pair Dadeni - 03:51      
6.The Mindsong - 05:40      
7.Rage for Revenge - 04:54    
8.Dragon's Head - 05:24    
9.Defiant Dreams - 04:28    
10.Damnatio Memoriae - 04:02

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terça-feira, 21 de maio de 2013
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Dark Tranquillity - Construct

1 comentários
Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: Formado em 1989 com o nome de Septic Broiler (tendo o nome mudado para o atual em 1991), essa banda dispensa apresentações, sendo uma das pioneiras do Gothenburg Melodic Death Metal, que virou uma tendência e uma escola, firmando esse nome como um gênero a parte dentro do Death Metal.

Contabilizando mais de 20 anos de carreira, a formação do grupo está mais do que consolidada desde 1999, contando com Martin Henriksson na guitarra e contra-baixo, Anders Jivarp na bateria, Niklas Sundin na guitarra, Martin Brändström nos teclados e  Mikael Stanne nos vocais.

Construct é o décimo full-lenght do conjunto e trás uma banda madura, muito consistente e competente no que se propõe a fazer. Facilmente na primeira audição se percebe os elementos que transformaram esse grupo como em um dos mais importantes e influentes no estilo. "For Broken Words" abre o disco de maneira morna, é uma excelente música, mas acho que poderia ser substituída  por "The Silence in Between", que soa mais pesada e mais direta, com um refrão e um peso absurdo. Abusando de passagens mais introspectivas, "Uniformity" é a canção que poderia sintetizar o disco. Mais carregada, um vocal limpo a tira colo e uma ambientação dark, dita a proposta do conjunto nesse trabalho e ao longo da carreira, ganhando até um clipe. Na minha concepção "Weight of the End" é a melhor faixa do album, com um jeitão mais "dazantiga", um riff bem feito e uma levada mais cadenciada, o que é constante no disco, nos trás um vocal que não alivia em nenhum momento. Temos que salientar o alto nível da produção e da performance da banda em um todo, soando cristalino e perfeito em todas as partes técnicas.

Esse album que vos trago é um dos grandes lançamentos do ano, soando com maturidade e coesão, muito devido a sua formação consistente que perdura e tende a continuar até o fim dos tempos. Ponto positivo para a facilidade de fazer hits, nunca perdendo a identidade, o que conta muito para os fãs, dá credibilidade e soa honesto. Uma coisa que eu estimo é quando ouço o trabalho novo de uma banda "padrão no estilo", e ela soa como ela mesmo, e é exatamente isso que ocorre aqui. Dark Tranquillity, que ao contrário de muitos, não precisa se reinventar e jogar toda uma carreira pelo ralo, sendo o bastante soar como ela mesmo e a cada nova empreitada, mostra que ainda tem muita lenha pra queimar, e é isso que faz um fã feliz. Indicadíssimo.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.For Broken Words - 04:34
2.The Science of Noise - 03:50    
3.Uniformity - 05:31    
4.The Silence in Between - 03:32    
5.Apathetic - 03:29    
6.What Only You Know - 04:01    
7.Endtime Hearts - 03:59    
8.State of Trust - 04:06    
9.Weight of the End - 04:56    
10.None Becoming - 04:31    

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sexta-feira, 10 de maio de 2013
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Obituary - Discografia

4 comentários
Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Anos de Atividade: De 1988-1997, 2003 até os dias atuais

Comentário: Vos trago aqui nesse humilde espaço, uma das bandas que moldaram meu gosto por death metal, e creio que tenha influenciado nos gostos e nos trabalhos de muita gente. No longínquo ano de 1984, cinco jovens da Flórida formaram um conjunto chamado Executioner, mas em 1986 descobriram que em Boston tinha uma banda com o mesmo nome, e então mudaram para Xecutioner, mantendo a mesma fonética, mas dando um jeito diferente na grafia. Em 1988 assinaram contrato com a Roadrunner e mudaram definitivamente para Obituary, e assim alcançaram o ápice na carreira e ficaram conhecidos como são hoje.

Um dos grandes feitos desse grupo foi manter a maioria dos integrantes durante a carreira, o que foi fundamental para manter a essência intacta. O grupo de jovens que contava com Donald Tardy (bateria), Trevor Peres (guitarra), Daniel Tucker (contra-baixo), John Tardy (vocais) e Allen West (guitarra em 3 passagens) tiveram apenas mudanças de baixistas e guitarristas, mantendo os irmãos Tardy além de Peres por toda a carreira. O inicio do conjunto foi tocando covers de Celtic Frost e Venom, mas foi quando ouviram Possessed que decidiram o que realmente queriam fazer, e apartir dai, criaram um jeito novo de fazer death metal, inovando nos vocais, parecendo mais brutal e contundente do que já fora visto outrora.

terça-feira, 7 de maio de 2013
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Contrastic - Contrastic

0 comentários
Gênero: Death Metal / Grindcore
País: República Checa
Ano: 2000

Comentário: Melhor do que postar alguma coisa realmente boa, é postar coisas que gostamos de verdade e que temos como parâmetro dentro de um determinado estilo, e esse é extamente o que acontece nesse post que vos trago. Após um certo tempinho sem trazer um grind na esperança de um lançamento bombástico, cansei de esperar e trouxe cá o melhor disco da era pós-"Napalm" na minha opinião. Contrastic é uma banda da República Checa, formada em 1993 que tem apenas esse full-lenght, além de 1 demo e 3 splits, mas o grupo já esta prometendo um release novo pra 2013.

Esse album foi gravado com Polu nas guitarras, U.B.I.N.A. no contra-baixo,  Trisy na bateria e programações e Putti nos vocais.

Esse disco é uma obra de arte a começar pela capa, que é uma gravura da Ariel da "A Pequena Sereia" que sugere que seja pintada a mão por uma criança. O album tem menos de meia hora de duração e já é o suficiente pra ser lembrado nas discussões. É um disco que não soa brutal, extremo, mas tem uma produção e os detalhes impecáveis e a habilidade dos músicos é perceptível até aos mais leigos. Influências que vão do punk/hc ao goregrind, além de elementos de música eletrônica, prog, pornografia, diversão, estão entre uma infinidade de  nunaces presentes nesse trabalho riquíssimo. O guitarrista abusa dos efeitos e distorções pouco usados no estilo, aparece com Uaua e mais uma pá de coisas q soaram extremamente legais, com riffs muito criativos, sem perder o peso. A presença de synths, além da quebradeira da bateria e alguns pianos são visiveis por todo trabalho. O vocalista merece uma citação a parte, pois é muito versátil, usando growl, pig squeal, ou apenas a garganta limpa, além do belo coro que ora ou outra aparece.

Excelente trabalho em relação a produção, mixagem e arranjos, tudo soando perfeito e cristalino, um dos melhores discos de Grind/Death Metal já feito, curto, mas não tão direto, soando único, e um dos casos raros de "neo-grind" ou "avant-garde grind core", e por mais estranho que pareçam esses rótulos, após ouvir o trabalho, percebe-se que estes gêneros veêm naturalmente na cabeça. Indispensável pra quem curte grindcore e pra quem gosta de música boa, com certo experimentalismo, mas tudo sem parecer absurdo e indigesto.

Facebook / Myspace / LastFM

Tracklist:
1.War Laws? - 03:52    
2.Verchrottung Durch Arbeit - 03:07    
3.Sex with Four Walls - 03:46    
4.Y.F.C. - 00:55    
5.Chopin's Ulcerous Colic - 01:04    
6.The Letter - 03:24    
7.I Feel Dislike - 00:33    
8.Vocalic System from the Perspective of a Social Distinctivness - 03:10    
9.Unattractive "M" - 01:37    
10.About... - 08:25     

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segunda-feira, 15 de abril de 2013
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Porco na Cena #23 - Carcass

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Pra quem é fã de Death Metal ou Grindcore é desnecessário falar da importância que o Carcass teve para o rumo das coisas, e que chamá-los de lenda não é exagero. Lembro bem dos tempos em que comecei a ouvir a banda, eles eram um grupo morto que sequer dava indícios de um novo respiro, mas estava tudo bem, o legado deixado já era o suficiente para fazer qualquer fã do gênero feliz. Eis que em 2007 fora anunciado uma reunião dos ingleses, vários shows marcados pelos principais festivais europeus, parecia algo exclusivo, jamais sonharia com eles por aqui, eis que em 2008 rolou, o primeiro show do Carcass em terras brasileiras, a reunião parecia especial, temporária, e que aquela seria uma oportunidade única, mas ledo engano, em 11 de abril de 2013 o Carcass veio mais uma vez mostrar o porque de serem lendas e dar uma aula de Death Metal em São Paulo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
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Orphaned Land - Discografia

3 comentários
Gênero: Doom / Death / Folk Metal
País: Israel
Ano de atividade:1991 - Atualmente

Comentário: É com muito orgulho que vos trago a discografia dessa banda, que na minha opinião, é uma das mais fodásticas e completas de folk metal já criadas até hoje. Lembro-me que em 2004, um então amigo, apareceu com o cd dessa banda, importado e que ele havia pago muito caro. Esse disco era o Mabool, que tinha uma arte incrível, faixa multimídia e tudo que se tem direito,  na primeira audição fui surpreendido com um soco na cara, eu nunca havia ouvido nada parecido com aquilo, e mesmo quase uma década se passou e esse grupo continua com trabalhos brilhantes e extremamente peculiares. Desde então ouvi vários conjuntos com a mesma temática, e com qualidade indiscutível, mas nada que superasse Orphaned Land em nenhum quesito.

Formada em 1991 com o nome de Ressurrection, teve seu nome mudado para o atual em 1992 e contava com Kobi Farhi nos Vocais(1991 até hoje), Matti Svatizky nas Guitarras base e violões(1991-2012), Yossi Sassi na guitarra solo, violões e instrumentos folk de corda(Oud, Saz, Chumbush, Bouzouki) além de Piano (1991 até hoje), Itzik Levi nos teclados, piano e samplers(1991-2000), além da cozinha formada por Uri Zelcha no contra-baixo(1991 até hoje) e Sami Bachar na bateria(1991-2000). Com mais de 20 anos de carreira, houveram mudanças na formação, mas menteve-se a espinha dorsal, mudando de baterista 3 vezes, passando pelo posto Eran Asias(2000-2004), Avi Diamond(2004-2007) além do atual Matan Shmuely que assumiu após saida de Diamond. Chen Balbus substituiu Svatizky nas guitarras e Eden Rabin teve uma passagem de 2001 a 2005 como tecladista. Mesmo com essas alterações, nada foi mudado no aspecto musical do grupo, que ainda conta com o apoio de Shlomit Levi nos vocais femininos desde 2004.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012
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Incantation - Vanquish in Vengeance

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Há quem torça o nariz para essa afirmação, mas os Estados Unidos da América foi o grande berço do nosso Death Metal, tendo uma época iluminada nos anos 80, trazendo as maiores lendas do gênero, como Death, Possessed, Cannibal Corpse, Morbid Angel, pra citar apenas os mais popularescos, e nessa mesma onda popular e lendária, vem essa banda que vos trago. "Vanquish in Vengeance" é o nono full-lenght desse grupo formado em 1989 na Pennsylvania.

Ao longo de sua carreira, várias formações foram vistas nessa banda, sendo eles talvez os que mais utilizaram músicos diferentes ao vivo, chegando a ser absurdo o número de pessoas que já passaram pelos palcos com John McEntee durante seus 23 anos de carreira. A formação do disco em questão , conta com o já citado e único membro fundador John McEntee, fazendo os vocais e a guitarra solo, além de Alex Bouks  na guitarra base. Na cozinha, Chuck Sherwood é o responsável pelo contra-baixo e Kyle Severn toma conta da bateria.

Com um som muito característico e bem definido em relação ao Incantation, esse disco me da um ar nostálgico em cada audição, mostrando um som realmente "Old School". "Ascend into the Eternal" tem todos os elementos que o verdadeiro fã do estilo aprecia. A guitarra com riffs firmes, bends gritantes, a batera com uma variação linda, perfeita, indo do marasmo a insanidade em poucos segundos. O vocal gutural e extremamente adequado, soando bem old, destaque para os solos realmente inspirados e a cadência do meio da canção, com um tema de guitarra que cola na cabeça. Sem dúvidas, a faixa candidata a ser a mais trabalhada. A faixa que dá nome ao trabalho é bem rápida, com um baixo realmente monstruoso, se destacando muito, com algumas passagens solo. A bateria mantém a linearidade do disco, com uma variação das guitarras, monstrando riffs extremamente rápidos ficando por conta das 6 cordas, ao invés dos tambores, ditar o ritmo da canção, ponto pro solo ultra-rápido. " The Hellion Genesis" é de longe a melhor faixa do album. Com um contra-baixo estralando, o vocal começa com escarradas e logo vem a melhor passagam "guitarristica" do trampo. Tudo soa perfeito, mas a cavalgada das 6 cordas é o supra sumo  do Death Metal, sem mais.

Sou contrário a fazer comparações públicas sobre trabalhos diferentes de uma mesma banda (eu o faço quando é inevitável), entendo que cada disco faz parte de uma fase, uma influência que os músicos tem na época das composições, dentre outros infindáveis aspectos que contam na hora da concepção do disco. Esse disco é um trabalho novo, mas com um "quê" muito old school, com guitarras soando como nos anos 90, um disco realmente muito bom. Um trabalho que apesar de não soar clássico, não deve nada em relação aos albums da vasta carreira do Incantation, me surpreendendo na audição. Trata-se de um disco para verdadeiros fãs do "Death Metal". Fãs de modern/melodic/avant garde passem longe, pois aqui teremos uma verdadeira aula com os professores do metal oitentista. The Old School Will Set the New Standards.Enjoy!!

Myspace / LastFM

Tracklist:
1.Invoked Infinity - 03:17    
2.Ascend into the Eternal - 04:34    
3.Progeny of Tyranny - 03:45    
4.Transcend into Absolute Dissolution - 06:49    
5.Haruspex - 03:56    
6.Vanquish in Vengeance - 03:15    
7.Profound Loathing - 08:02    
8.The Hellions Genesis - 04:17    
9.From Hollow Sands - 03:09    
10.Legion of Dis - 11:17 

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