Cult of Luna & Julie Christmas - Mariner
Categories :
Gênero: Atmospheric Sludge Metal / Post-Metal
País: Suécia / Estados Unidos
Ano: 2016
Comentário: Eu sempre achei interessante álbuns colaborativos e parcerias entre artistas, sendo eles de gêneros musicais parecidos ou reunindo gêneros diferentes, afim combinar ideias parecidas ou criar algo híbrido. Muitas dessas parcerias que aconteceram ao longos dos anos resultaram em algo que me agradou além do esperado, valendo citar Neurosis e Jarboe, o Sunn O))) por duas vezes sendo uma delas com o Boris e a outra com o Ulver, Ufomammut e Lento, e mais recentemente entre o Cult of Luna e a Julie Christmas.
O Cult of Luna é uma das minhas bandas favoritas de Post-Metal, álbuns como Salvation, Somewhere Along the Highway e Vertikal, possuem uma qualidade impressionante e uma sonoridade única, colocando a banda num patamar acima que muitos outros nomes do estilo. Em Mariner, a banda se junta à Julie Christmas, que fez sua carreira nas bandas Battle of Mice e Made Out of Babies, e o resultado não poderia ser melhor.
A abertura do álbum acontece com a faixa A Greater Call, trazendo uma sonoridade bem nos moldes apresentados nos álbuns do Cult of Luna. O início lento e atmosférico cede espaço para um instrumental intenso e pesado, repleto de guitarras dissonantes e synths se destacando, que servem de plano de fundo para os vocais de Persson e Julie. Nesta faixa Julie aparece como um backing vocal para Persson, mas a combinação cria algo agradável e belo. Em Chevron, é onde a parceria começa a demonstrar claramente seu resultado, o instrumental repleto de riffs grandiosos, uma percussão sólida e uma atmosfera densa muito bem reforçada pelo teclados e synths, alavancam a performance de Julie Christmas ao longo da faixa, onde ela demonstra toda sua capacidade e variações de vocal. Sendo pouco acompanhada pelo vocal de Persson, Julie rouba a cena definitivamente, seja gritando ou nos encantando com seu doce vocal, valendo destacar os minutos finais que trazem um clima belo e sereno com a combinação do vocal de Julie e o instrumental bem executado do Cult of Luna. The Wreck of S.S. Needle é a faixa que mais me agradou em Mariner. Novamente a parceria se mostra eficiente, com o Cult of Luna apresentando um instrumental com diversas variações de ritmo e uma pegada que me lembra muito algo feito em Vertikal. Julie por sua vez, tem total controle e destaque na faixa, impondo seu vocal de maneira que combina perfeitamente com o instrumental, nos ganhando novamente e impressionando com o final explosivo da faixa. Approaching Transition é a única faixa que não envolve a Julie, consistindo numa faixa extensa e de ritmo cadenciado, ela dá uma quebra de ritmo no álbum, antes do que seu final agressivo coloque as coisas no lugar novamente. Cygnus fecha o álbum de maneira esplêndida. Nela a dualidade nos vocais de Persson e Julie retorna, e de uma maneira em que os dois se alternam na liderança. O instrumental se mantem pesado e bem atmosférico, principalmente nos momentos finais acompanhando a combinação caótica e bela entre os vocais de Julie e Persson.
Mariner não soara novidade quanto ao instrumental para aqueles que já conhecem o trabalho do Cult of Luna, pois a banda demonstra diversos aspectos de seus trabalhos anteriores. O diferencial e ponto alto do álbum, é justamente a presença da Julie Christmas. É impressionante como o vocal dela se encaixa perfeitamente com esse tipo de instrumental, em todas as variações que ocorrem ao decorrer das faixas. Fica aquela vontade de ver novamente essa parceria acontecendo e com ambos evoluindo o que foi feito em Mariner. Sem dúvidas um dos lançamentos mais agradáveis do ano.
Tracklist:
01 - A Greater Call
02 - Chevron
03 - The Wreck of S.S. Needle
04 - Approaching Transition
05 - Cygnus
Ouça em: Spotify
Crib45 - Marching Through The Borderlines
Categories :
/Damien Willis . #2014 . Alternative Metal . Atmospheric Sludge . Post-Hardcore . Post-Metal
País: Finlândia
Ano: 2014
Comentário:
Mais tardio do que este post, Marching Through The Borderlines foi parido em abril de 2014, cinco anos após o primeiro e até então único full-length da banda Crib45, o Metamorphosis, um dos discos das levas subsequentes da cena post-metal que mais me agradaram, assumindo posições elevadíssimas no meu ranking ficcional (pois não existe de fato, não costumo piramidar discos). Foi um disco de estreia memorável, muito embora a banda não tivesse tanto reconhecimento. Bom, pelo menos não se ouvia falar de Crib45 por aqui.
Apesar da espera, Marching Through The Borderlines se mostrou igualmente bem conduzido, ainda apresentando, vez ou outra, os saborosos saxofone e clarinete do primeiro disco e o vocal convincente de Teemu Mäntynen. A diferença, aos meus ouvidos, em relação ao lançamento anterior está numa produção mais caprichada — embora, tenho de confessar, a produção mais "natural" é um dos pontos que mais me fez gostar de Metamorphosis —, em passagens eletrônicas de bom caimento e algumas outras performances bem pontuais no decorrer da obra.
A saída de vários integrantes também causou uma dissemelhança entre as obras, já que alguns deles eram também vozes de apoio. Uma pena, já que os vocais limpos ao lado do som rasgado, alto e ao mesmo tempo grave emitido por Teemu era de uma complementação belíssima. Entretanto, há de se notar que este disco foi conduzido de forma que necessitasse um pouco menos de vocais de apoio e, quando chega a hora, não apresentam tanto destaque como ouvíamos antes, principalmente porque aqui é comum estarem gritando, envoltos de muita distorção provinda das guitarras. Mas no geral, os novos integrantes se saíram bem e não tenho queixas.
Enquanto o Metamorphosis nos alegra a cada música, tornando-as individualmente memoráveis, deixando as vezes um pequeno vácuo no feeling entre elas, Marching Through The Borderlines parece se preocupar mais com o todo, com a coesão entre as nove faixas. Um álbum diferente, com uma nova formação (à exceção de Teemu) e que soa naturalmente mais moderno, mais alternativo que seu antecessor.
Ambos os discos, assim como singles e EPs, podem ser ouvidos através do Spotify.
Izah - Sistare
Categories :
Gênero: Atmospheric / Progressive Sludge Metal
País: Holanda
Ano: 2015
Comentário: Com a grande variedade de bandas lançando material novo a cada dia que passa, é impossível acompanhar de maneira que se tire proveito de tudo aquilo que mereça um pouco da nossa atenção. Em algumas ocasiões eu arrisco, me deixo levar pela capa e estilo designado à banda. Com o Izah, foi exatamente isso o que ocorreu.
Tracklist:
01 - Indefinite Instinct
02 - Duality
03 - Finite Horizon
04 - Sistare
Ouça em: Spotify
Callisto - Secret Youth
Categories :
/Finck . #2015 . Atmospheric Sludge . Post-Metal . Post-Rock
Gênero: Atmospheric Sludge / Post-Metal /Rock
País: Finlândia
Ano: 2015
Comentário: Eu imaginei que teria a mesma disposição de acompanhar os lançamentos em 2015 assim como tive em 2014, mas infelizmente não escutei muita coisa nova em janeiro. Mas alguns dos lançamentos que saíram já eram aguardados por mim com grande ansiedade. Um deles é o novo álbum dos finlandeses do Callisto, que lançaram no último dia 30 o álbum intitulado Secret Youth.
A ansiedade em torno deste lançamento se dá pelo fato do estilo creditado à banda ser um dos meus favoritos, somado aos quase 6 anos de espera desde o lançamento do último álbum de estúdio da banda. Como ocorre com muitos nomes do estilo, o Callisto vem aprimorando sua sonoridade com o passar dos anos, experimentando novas sonoridades e métodos de composição, afim de criar uma sonoridade autêntica em meio à um estilo onde muitas bandas caem dentro de clichês e falta de inspiração.
A primeira amostra do material contido no novo álbum, se deu pelo single da faixa Backbone, lançado em novembro de 2014. A faixa possui uma linha de baixo marcante, acompanhada por uma bateria num ritmo agradável, além de guitarras bem suaves. A combinação entre o ótimo vocal limpo e o harsh potente dita o ritmo da faixa, que se desdobra de maneira bem calma.
O álbum apresenta uma sonoridade bem agradável e familiar para aqueles que conhecem o estilo, numa levada bem atmosférica e com poucos momentos de instrumental mais agressivo. A faixa de abertura "Pale Pretender" deixa isso bem evidente. Passagens mais estáticas, guitarras mais melódicas e suaves, além do bom uso de samples. Outra faixa que exemplifica bem a ideia do álbum, é a "Lost Prayer". Um instrumental bem elaborado e de fácil assimilação, onde o papel desempenhado pelas guitarras contribuiu bastante para o resultado final.
Secret Youth não é um álbum "pesado", aposta em melodias mais calmas e uma atmosfera limpa e tocante para conquistar o ouvinte. A qualidade da produção ajudou muito para que o álbum soasse agradável, levando em conta o fato da banda se empenhar em criar um instrumental mais abrangente e elaborado. O vocalista Jani merece destaque, o rapaz possui um belo vocal que consegue se encaixar muito bem nesse tipo de sonoridade, além de possuir um ótimo alcance e feeling.
Lançado pela Svart Records, o álbum possui 10 faixas e cerca de 53 minutos de duração. Por mais que o álbum esteja longe de ser algo brilhante, tem potencial para surpreender e uma qualidade incontestável. É interessante ver o Callisto elaborando sonoridades ainda mais atmosféricas e incorporando mais elementos de outros estilos, tudo isso feito de forma bem coesa.
Tracklist:
01. Pale Pretender
02. Backbone
03. Acts
04. The Dead Layer
05. Lost Prayer
06. Breasts of Mothers
07. Grey Light
08. Ghostwritten
09. Old souls
10. Dam’s Lair Road
Ouça em: Spotify
Crib45 - Metamorphosis
Categories :
/Damien Willis . Alternative Metal . Atmospheric Sludge . Post-Hardcore . Post-Metal
País: Finlândia
Ano: 2009
Comentário: Metamorphosis é o primeiro e único full-length da banda Crib45, que só lançara duas demos e um EP. Formada em 2002, na cidade de Helsinki, Finlândia, Crib45 começou como uma banda de Grunge, mas que felizmente evoluiu para uma sonoridade ainda mais alternativa e experimental. A sonoridade da mesma é muito boa e mesmo original. É pesada e lenta, como outras bandas do estilo, porém com uma beleza desigual em meio ao clima mórbido, melancolista, que até demonstra requintes de "progressividade". Tudo isso fortalecido por suas letras que falam sobre a fraqueza humana, tristeza e a dor.
A banda praticamente não possui informações escritas, deixando-nos apenas a par de sua música da forma mais importante e significativa que existe, que é através de áudios e vídeos que mostram, mesmo depois de quase 10 anos de estrada, que a banda ainda está se encontrando e tem um longo caminho a ser explorado. Principalmente porque, tendo como principais influências bandas do nipe de Perfect Cirle, Nine Inch Nails, Faith No More, Khoma, Cult of Luna, Isis, Callisto e Deftones, é muito difícil fazer algo ruim e certamente eu lhes digo que é uma interessante revelação a ser acolhida.
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte II
Categories :
/Nix . #ExhaleTheSound2013 . #Porco na Cena . Atmospheric Sludge . Experimental . Hardcore . Noise . Post-Metal . Post-Rock . Sludge/Doom
Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte I
Categories :
/Nix . #ExhaleTheSound2013 . #Porco na Cena . Atmospheric Sludge . Death Metal . Emo . Hardcore . Sludge Metal
Olá, minha galera bonita de Deus e Belzebu! O Pignes sente-se orgulhoso em dizer que encarou horas de viagem dentro de uma estufa móvel (leia-se: um ônibus cheio de gente suando por todos os poros sob um sol de humildes quarenta graus à sombra) a caminho de Belo Horizonte no último fim de semana, para trazer pra vocês a cobertura completa (ou quase) deste grande evento do underground e da música alternativa de nossa Terra de Santa Cruz. Foram vinte e duas bandas numa apresentação contínua e sem pausas pra fôlego, espremidas num tempo de mais ou menos onze horas de shows que reuniram grandes, bons, velhos e novos nomes do hardcore, sludge, post metal e da música experimental em geral. E foi num clima eclético e frenético que o festival organizado pelo blog Exhale the Sound transcorreu.
Por conta do número enorme de bandas envolvidas nesta resenha, ela será dividida em dois posts. Leia e exale o som da música torta.
Noala - Humo
Categories :
/Nix . #ExhaleTheSound2013 . Atmospheric Sludge . Post-Metal
Gênero: Sludge, Post Metal
País: Brasil
Ano: 2013
Comentário: Eis que chegamos, enfim, à reta final de postagens sobre o Exhale the Sound Festival pois, em algumas horas, estarei tomando o ônibus mais tr00 do Brasil a caminho de Belo Horizonte. Espero que nós, redatores do Ignes Elevanium, tenhamos acertado ao dar um panorama geral do evento aos nossos leitores e espero realmente que eu possa encontrá-los por lá.
Batillus - Furnace
Categories :
/Forbidden . Atmospheric Sludge . Black/Doom . Doom Metal . Sludge Metal . Sludge/Doom
Gênero: Doom/Sludge/Black Metal
País: EUA
Ano: 2011
Comentário: Batillus é uma banda bem nova no cenário estadunidense do Doom Metal mais extremo, tendo se formada em 2008, mas no entanto de lá pra cá já tendo lançado 3 splits, 2 EPs, 1 Full e estar prestes a lançar mais um Full em 2013. Furnace é o debut da banda, de 2011, e um imperdivel disco pra fãs de bandas como Burning Witch, Monarch!, Thou e afins.
A sonoridade de Furnace é um constante misto de um instrumental voltado para diversas vertentes do Doom Metal com vocais bem além do próprio estilo, bem mais pesados, rasgados e intensos que o previsível. O mais interessante da banda é que o instrumental oscila entre trechos cadenciadíssimos onde a banda se aproxima bastante de um Funeral Doom extremamente seco, até momentos mais pesados onde a influência do Sludge e até mesmo do Stoner Metal é evidente. E nesses trechos é que os vocais de Fade Kainer são melhor aproveitados, dando um feeling excelente e até mesmo uma pegada levemente diferenciada pra outras bandas do estilo, permanecendo extremamente violento e arrastado ao mesmo tempo.
Quem curte bandas como o Eyehategod, que pratica um Sludge mais obscuro, provavelmente se sentirão em casa com o Batillus, e ainda vão ganhar o fato que a banda pega outras influências interessantes no seu som, mas nessa mesma vibe obscura e violenta. Há a presença não muito constante de teclados aqui e lá na sonoridade, algo meio inesperado pra uma banda desse estilo, porém que combina muito bem em certos momentos mais cadenciados e próximos a um Funeral Doom pesado, como dito antes. Em certos momentos a banda no entanto cai de cabeça no Black Metal, seja com blast beats ou seja com vocais extremamente abafados e rasgados. No entanto, nesses trechos, as guitarras permanecem bem cadenciadas o que torna a sonoridade mais próxima de um DSBM extremamente lúgubre, o que combina extremamente bem com o Sludge Metal. Então fica tudo em casa, e flui muito bem.
Batillus é uma excelente banda que se propõe a fazer um estilo relativamente saturado mas o faz com excelente proficiência e ainda tem seu diferencial em detalhes muito importantes. Recomendado que apreciem enquanto o novo da banda não sai, e a previsão é sair em março, pois os teasers do disco preveem um excelente lançamento pra 2013 no estilo.
Tracklist:
1. ...And The World Is As Night To Them 08:53
2. Deadweight 05:39
3. Uncreator 03:39
4. The Division 08:21
5. What Heart 07:44
6. Mautaam 10:08
Download:
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Cult of Luna - Vertikal
Categories :
/Koticho . #2013 . Atmospheric Sludge . Post-Metal . Post-Rock . Prog/Sludge . Progressive Metal . Sludge Metal
Gênero: Atmospheric Sludge Metal/Post-Rock/Electronic
País: Suecia
Ano: 2013
Comentário: Foram 5 anos desde que o Cult of Luna lançou Eternal Kingdom, seu ultimo álbum até então. Fora também o maior hiato que a banda manteve entre um disco e outro desde seu debut auto-intitulado, onde mantiveram uma frequência de até então, 2 anos na gravação de cada trabalho. Os suecos lançaram 5 discos na década passada e se firmaram como um dos nomes mais proeminentes em uma das reinvenções mais interessante que o heavy metal ganhou nos anos 2000, a tal da nova safra do metal progressivo, ou post-metal, ou atmospheric sludge metal, chame como quiser.
O disco é longo, como eu disse, precisa de calma para ser degustado, desde sua introdução com a faixa The One que puxa muito para o industrial e também para o clima de Metropolis com estruturas lineares, remetendo justamente ás maquinas do filme de Lang. Á seguir I: The Weapon abre de fato o disco com uma potência absurda, logo em seu primeiro segundo o urro de Klas Rydberg surge monstruosamente com guitarras pesadas que trabalham ao longo da faixa sempre junto de toques eletrônicos e momentos contrastantes de melancolia, porém, isso só guarda a surpresa que vem a seguir, Vicarious Redemption, o grande destaque do disco. Um épico de 20 minutos, mais de 5 minutos apenas de introdução numa crescente digna das melhores bandas de post-rock acompanhada por batidas repetitivas (lembra o que eu falei sobre as maquinas de Metropolis?) para então por fim chegar uma progressão de acordes, uma nova crescente em clima soturno e por fim a porrada sonora, o sludge vem visceral e se mantém até que OPA, WOB WOB WOB, pois é, por cerca de 30 segundos o Skrillex ataca e uma dose de wobble bass, é descarregado, confesso que comecei a rir na primeira vez que aquilo surgiu, o negócio pula na sua cara do nada, mas quer saber? até que ficou legal, e a pancada continua, o peso só aumenta até chegar no estado de caos, Vicarious Redemption é forte, e grande concorrente a música do ano na opinião de quem vos fala. (Eu sei que ainda é muito cedo pra isso, mas o negocio é do caralho).
O resto do disco mantém o mesmo padrão de qualidade, após Vicarious temos The Sweep, um quase que interlúdio eletrônico, meio sci-fi, projetado por urros macabros de "Hail falls; Burn like fire; Hate turns; The swell. The end." Sinchronicity sendo a que mais se aproxima do metal industrial com sua repetição de riffs e suas inúmeras camadas eletrônicas. E o disco segue nessa interação eletro-metal, onde é interessante notar como muitas vezes as batidas eletrônicas servem pra dar um boost nos graves deixando o disco ainda mais pesado, mas também serve para exprimir a parte atmosférica do disco, criando aquele climinha que todos adoram do contraste entre o agressivo e o melancólico. Por fim o disco é encerrado por Passing Through, onde Klas demonstra mais uma vez que muito além de rasgados e guturais viscerais, possui belos vocais limpos, que funcionam muito bem em faixas calmas e melancólicas (And With Her Came The Birds do Somewhere Along The Highway é uma das coisas mais lindas da vida).
Vertikal é um grande álbum, daqueles que crescem a cada ouvida e que mesmo tendo sido lançado nos primeiros dias de Janeiro, deve ser lembrado no final do ano por todas aquelas listas de melhores que todo mundo adora publicar.
Tracklist
1.The One 2:16
2.I: The Weapon 9:24
3.Vicarious Redemption 19:51
4.The Sweep 3:09
5.Synchronicity 7:13
6.Mute Departure 9:08
7.Disharmonia 0:45
8.In Awe Of 9:56
9.Passing Through 6:03
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Envy - Insomniac Doze
Categories :
/Koticho . Atmospheric Sludge . Post-Rock . Screamo . Sludge/Drone
Ano: 2006
País: Japão
Comentário: Dificil dizer que Envy é uma banda japonesa, visto que seu som é completamente ocidentalizado, as músicas são cantadas em inglês, e as bases instrumentais também remetem a dois gêneros tipicamente do lado de cá do mundo, o Screamo praticado com fortissimas influências de Post-Rock.
Insomniac Doze representa uma grande evolução na sonoridade do grupo, vindo de trabalhos mais puxados pro Screamo cru e agressivo, este álbum recebe uma enorme injeção de Post-Rock que aqui se torna um elemento tão relevante quanto o hardcore anteriormente. O trabalho consegue equilibrar os dois lados perfeitamente, sendo um ótimo representante tanto de um gênero como de outro, esses que mesmo tão distintos, ao mesmo tempo se completam tão bem, assim como Pax Cecilia e o Suffocate For Fuck Sake, dois outros expoentes dessa união podem nos mostrar.
À parte disso, as guitarras são brilhantes, talvez o elemento mais relevante na música desta banda, visto toda a coerência melódica com que elas são tocadas. Os temas são homogêneos, têm atmosferas brilhantes capazes de agradar desde fãs de Jesu, ou até mesmo Sun O))), podendo igualmente cativar os fãs de Suis La Lune ou Orchid. Fazendo referência rápida aos vocais, estes se alternam de um spokenword quase sussurrado ao completamente oposto das guitarras, raivosos e desesperados, dando aquele belíssimo contraste entre o bruto e o belo que quando bem trabalhados e sem soar brega, acalenta tão bem nossos ouvidos.
Tracklist
1. Further Ahead of Warp
2. Shield of Selflessness
3. Scene
4. Crystallize
5. The Unknown Glow
6. Night In Winter
7. A Warm Room
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Blank Faces- Freefall
Categories :
/Nix . Atmospheric Sludge . Instrumental . Post-Metal . Post-Rock . Progressive Metal . Sludge Metal
Love Sex Machine - Love Sex Machine
Categories :
/Rômulo Alexander . #2012 . Atmospheric Sludge . Post-Metal . Sludge Metal . Sludge/Doom
País: França
Ano: 2012
Comentário: Love Sex Machine. Um nome burlesco com uma capa irreverente. Se você olhar os títulos das faixas do álbum ("Anal on Deceased Virgin" ou "Killed With a Monster Cock") você irá pensar que esta banda é mais uma piada da turma do Grindcore. Mas ao ouvir o álbum de estreia desta banda, sobre a qual há poucas informações, você verá que os caras levam sua música a sério.
Bem, talvez não tão a sério, pelo menos quanto à temática revelada nos títulos das canções. Mas o som é muito bem elaborado. Não se trata de Grindcore, mas é um Sludge muito barulhento. Segundo descrição no Bandcamp da banda, sua música soa como o fim do mundo. De fato. Guitarras com afinações muito graves, distorcidas sem piedade, fazendo riffs lentos e intensos em meio a uma barulheira constante que não posso afirmar que vem apenas das guitarras. Mas é esse noise de distorções que garante a elegência do trabalho, pois gera uma atmosfera obscura e visceral para as canções, que se constroem com certa irregularidade.
Ademais, eu posso dizer o mesmo que comentei quanto ao trabalho do Jucifer: uma estranha mistura de primitivismo e elegância na música desta estranha banda, que provavelmente irá agradar aos fãs do Sludge grave e violento. O melhor de tudo é que o material é disponibilizado abertamente, sem as frescuras de Copyright. Apreciem.
Facebook || Bandcamp
Tracklist:
1. Anal On Deceased Virgin 05:35
2. Deafening Peepshow 04:30
3. Fucking Battle 02:37
4. Antagonism Can STFU 02:59
5. Plenty Of Feelings 02:26
6. Vagina Curse 05:20
7. Killed With A Monster Cock 04:44
8. Warstrike Takes The Piss 04:35
Bandcamp
(Mp3 320kbps 78mb)
Rapidshare
Abraham - An Eye On The Universe
Categories :
/Damien Willis . Atmospheric Sludge . Post-Metal . Sludge Metal
País: Suíça
Ano: 2011
Comentário: É sempre bom contar com o aparecimento de novas bandas que já conseguem transmitir maturidade, técnica, boas influências e originalidade logo no primeiro disco, e este é o caso de Abraham. Com seu debut 'An Eye On The Universe', lançado em 2011, colocaram-se automaticamente ao lado de bandas como Cult of Luna, Baroness, Neurosis, Poison The Well e tantas outras que, embora possuindo claras diferenças, são óbvias influências, acarretando em naturais comparações.
Os músicos já possuíam um pouco mais de experiência por virem das bandas Kruger e Nabokoff, mas Abraham em si só foi formada em 2007 sob o nome de Le Baron Vampire e, segundo a banda, praticariam um post-hardcore. Leve engano, pois temos aqui muito mais que um simples post-hc (que já seria muito bom, deixo claro). O quinteto na verdade pratica um híbrido de post-hardcore, sludge e se aproveita muito da atmosfera. O resultado — mesmo para quem não gosta muito de rótulos — é uma maravilhosa espécie de post-metal/atmospheric sludge metal e é aí que se torna inevitável associá-la às belezas desta categoria aqui (clique).
Além da atmosfera a banda apresenta muito peso e um vocal que segura a bronca com competência, embora as vezes meio apagado pela alta dose de violência do instrumental. Ainda sobre o vocal, temos aquela deliciosa variação de graves ao estilo Baroness, gritos e limpos (estes sim nos remetem ao post-hc), embalando principalmente as partes mais viajantes e quase sempre servindo de backvocals — mas, não sempre.
No geral não tenho lá o que negativar, é um excelente disco com todas as suas partes funcionando adequadamente, por mais que tenha havido uma confusão da própria banda em se classificar. Mas isso é bobagem e ela sabe que foi bem aceita, começando por ser lançada pelo selo Pelagic Records, o mesmo de bandas como The Ocean, Earthiship e God is an Astronaut.
MySpace//LastFM//Facebook
//Mediafire//
From Oceans to Autumn - Discografia
Categories :
/Damien Willis . #Bandas Amigas . #Discografia . Atmospheric Sludge . Instrumental . Post-Metal . Post-Rock
País: EUA
Atividade: 2006 — atualmente
Comentário: Se tem uma 'cena' que não me enjoa, certamente é esta post-rock/metal com toques profundos de shoegaze. Em alguns casos um experimentalismo é, como o nome sujere, experimentado. Mas aqui não é tanto o caso. From Oceans to Autumn fica bem numa pegada intermediária entre as primeiras bandas do estilo e as atuais 'progressivas', lembrando muito mais de bandas como Alcest, Amesoeurs, Les Discrets, Lengsel, Lantlôs, Líam, ..., (clube do "L") — ou seja, ainda possui aquela lembrança forte do black metal — do que um 'outro' grande movimento ainda em expansão composto por Fura, Crib45 e até The Bronzed Chorus, bandas marcadas por toda uma criatividade voltada à transformar a melancolia e morbidez em algo mais experimental ainda, de tal forma que é possível até mudar o humor do gênero. Também nota-se uma influência aparentemente proveniente de bandas como Isis, Earth e Rosetta, constituindo num reflexo drone e sludge.
Embora toda essa citação e influências, os integrantes do FOtA mostram que sempre existe espaço para novas bandas e para belas composições, que mesmo soando parecido com o que já existe por aí, ainda assim demonstra potencial e criatividade própria.
Informações quanto à banda me dizem que, formada em 2006, fora fundada pela dupla Brandon Helms (guitarras, samples) e Allen Knight (baixo) na Carolina do Norte, EUA, mais tarde chamando Eddie McDaniel (bateria) & Jodi Haas (guitarra). Em paralelo — mas também entre hiatos — existiu/existe abanda Mountains Among Us, que eu pretendo postar numa outra oportunidade.
Pela banda ser nova no netlabel Silber eu deduzo que o mesmo tenha feito uma campanha, divugando-na e a seu recente EP, sendo que uma dessas campanhas fora enviada para nosso e-mail. Então quem enviou o material foi o netlabel, não a banda em sim. Também só existem uns dois materiais disponibilizados de graça, porém eu tomei a liberdade de incrementar este post e trazer para vocês a pequena discografia do grupo. Mas isso na verdade pouco importa, baixem, divulguem — e se puderem comprem, lembrando que ela disponibiliza seus discos via bandcamp, e lá é um refúgio de bandas orgasmicêntricas que liberam seus trabalhos de graça e/ou com preços insignificantes em relação à música que fazem — mais este material de prefixo "post-".
LastFM//MySpace//Tumblr(site)//Netlabel//BandCamp
1.The Flood 08:50
2.The Fall 09:18
BandCamp
On Earth As It Is... (2010)
01. The Gathering
02. Forever October
03. Past The Breakers I: The Walk
04. Past The Breakers II: Beneath Shattered Skies
05. Past The Breakers III: Redeemer
06. 1618
Mediafire//Megaupload//OutrosLinks
Equanimity (2010) [EP]
1.The Calm 03:44
2.Blue 05:59
3.Barren Land 07:58
4.Lattitudes 07:48
BandCamp
From Oceans to Autumn & Fire On The Horizon (2008) [Split]
1.Morella (Fire On The Horizon) 13:42
2.Hold The Light Higher (Fire On The Horizon) 16:41
3.Right Where I want To BE (From Oceans To Autumn) 07:24
4.Reach (From Oceans To Autumn) 13:40
5.On My Way Home (From Oceans To Autumn) 14:11
Rapidshare Part1 - Mediafire Part2 // Megaupload Part1 - Part2 // OutrosLinks Part1 - Part2
Calmed By The Tide (2007) [re-issue]
1. From Oceans
2. I, Alone
3. Slow & Weight
4. Let the Tide Carry You
5. Drifting in Silence
6. On My Way Home
7. To Autumn
Rapidshare//Megaupload//OutrosLinks
Lento - Earthen
Categories :
/Rômulo Alexander . Ambient . Atmospheric Sludge . Post-Metal
Gênero: Post-Metal / Sludge Metal / Ambient / Post-Rock
País: Itália
Ano: 2007
Comentário: Pode-se dizer que Lento é uma banda de duas caras.
Quando começamos a ouvir seu álbum Earthen, damos de cara com três guitarras fazendo um som instrumental pesadíssimo, guiado por riffs muito graves em tempos bem lentos. Os acordes são repetitivos, mas profundos. Um tipo de música com foco, que parece perfurar os ouvidos a cada batida.
A situação muda quando se inicia a terceira faixa, Subterrestrial. Aqui temos uma assustadora canção ambiente, o que se repete nas faixas Emersion of the Islands e Leave. Com melodias discretas e evolução bem gradual, estas canções são legais para fechar os olhos e viajar para paisagens desertas e tenebrosas.
O peso está presente nas canções Hadrons, Need, Earth e Currents, sendo que esta última carrega consigo o clima atmosférico das canções ambiente. Portanto, apenas nesta faixa a face pesada da banda se mistura com sua face ambiente. Este fato pode ser um tanto polêmico. Será que foi uma boa jogada se focar em cada estilo separadamente? Por mais que as canções sejam diferentes entre si, o álbum me parece bastante coeso no que se refere às sensações por ele transmitidas. E talvez tenha sido esta a intenção da banda: levar o ouvinte a um mesmo ponto através de dois caminhos diferentes.
Lento lançou neste ano um novo álbum, denominado Icon. Ainda não escutei o trabalho, mas ele está aberto para download e streaming gratuito no link divulgado no Myspace da banda.
Myspace || Last.fm
1. Hadrons
2. Need
3. Subterrestrial
4. Currents
5. Emersion of the Island
6. Earth
7. Leave
Megaupload || Mediafire || FileSonic || Outros links no Mirrorcreator.com
Neurosis - Given To The Rising
Categories :
/Forbidden . Atmospheric Sludge . Doom Metal . Post-Metal . Sludge Metal . Sludge/Doom
País: EUA
Ano: 2007
Comentários: Formada em 1985 como uma banda de Hardcore/Punk, Neurosis é uma das, senão a, mais influentes bandas de Metal da história. A gradual evolução do Hardcore da banda para um ritmo mais cadenciado e pesado, mas com a mesma agressividade e ousadia, levou a uma natural progressão ao Sludge Metal. Adicionado a isso doses cavalares de ambient, percussões, atmosferas sombrias e psicodélicas, o Neurosis se tornava também um dos percussores do Post-Metal. Given To The Rising é o mais recente full-lenght de estúdio da banda, lançado já fazem 4 anos.
O álbum traz toda essa história que eu acabei de contar, com a maturidade de uma banda com seus 22 anos de carreira, na época. Os fãs da banda eu tenho certeza que já escutaram o disco, então vou poupar referências aos discos anteriores e explorar mais as características do disco. Uma delas é o vocal rouco e rasgado ao mesmo tempo de Scott Kelly, uma das "caras" da banda e um dos pontos que mais facilmente fez a banda caminhar ao Sludge Metal. O trabalho instrumental da banda é diversificado, a sonoridade passa de um atmosférico que envolve sua mente, até passagens mais pesadas onde Scott quebra tudo com seu vocal particular e as guitarras embebidas de notas graves exploram toda a agressividade do Sludge. Mas a linearidade do disco, que dá a particularidade essencial do Neurosis, é a cadencia de um sludge pesado mas compromissado com uma viagem psicodélica, disposta a qualquer preço que tenha que pagar, mesmo momentos onde o único instrumento é o baixo, em outros percussões tribais, e outros minimalismo que intermedeiam todo o disco (e todos os outros discos do grupo também).
Em suma, Neurosis é algo que só o Neurosis consegue ser; embora existam muitas e muitas bandas que não passam de tributos a esses caras, como o Mastodon e o Minsk. Se você curte uma pegada pesada mas o mesmo tempo viajante, mas sem ficar maçante e se estender em passagens ambient longas demais, Neurosis é algo que você já deveria ter conhecido, e este álbum é um excelente começo, em vista que é um dos mais acessíveis da carreira da banda, que já chegou a patamares mais experimentais em outros discos como o aclamadíssimo A Sun That Never Sets. Sem mais delongas, álbum essencial.
1. Given to the Rising 08:55
2. Fear and Sickness 07:13
3. To the Wind 07:38
4. At the End of the Road 08:25
5. Shadow 02:26
6. Hidden Faces 05:33
7. Water is Not Enough 07:03
8. Distill (Watching the Swarm) 09:13
9. Nine 02:28
10. Origin 11:48
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Dirge - Wings Of Lead Over Dormant Seas
Categories :
/Forbidden . Ambient . Atmospheric Sludge . Drone . Drone Doom . Prog/Sludge . Sludge Metal . Sludge/Drone
País: França
Ano: 2007
Comentários: Quando se lê o rótulo "Drone" ou "Ambient" logo se pensa em uma coisa monótona e chata, ainda mais quando se vê que o que temos aqui trata-se de um álbum duplo contendo uma música de 60 minutos de duração, totalizando os dois discos mais de 2 horas de play. Apesar disso, garanto uma coisa: São 2 horas de uma viagem nada monótona, que passam mais tranquilamente que muitos álbuns de 30, 40 minutos de riffs repetitivos. Inspirado claramente por Neurosis, Isis e Earth, a banda usa e abusa de efeitos atmosféricos misturados à guitarras pesadas do Sludge num ambiente etéreo, ao mesmo tempo que sufocante.
Formada em 1994 em Paris, Dirge é uma banda que começou como mais uma de Industrial Metal nos anos 90, mas lentamente foi se aproximando de uma origininalidade - embora sempre à sombra dos mestres Neurosis e Nadja, é importante dizer - compondo uma identidade musical que se destaca dos outros grupos do gênero num ponto crucial: Fazer um disco de 2 horas de duração com ritmos cadenciados e contrastantes, é um dos mais difíceis desafios musicais. Cada nota é bem definida, e cada efeito bem colocado. As "paredes" sonoras não desanimam, até pelo fato de vocais fazerem um papel importante na diversidade do álbum. Apesar de "Wings of Lead Over Dormant Seas", faixa única do segundo disco, ser praticamente instrumental, ela é o grande ápice do disco, que parece na realidade ter uma introdução de uma hora no disco 1, tal a grandiosidade e diversidade da faixa.
Enfim, apesar dos gêneros um tanto quanto famigerados, aos amantes de bandas como Neurosis, Isis, Nadja e Cult Of Luna, é um material quase obrigatório. A banda inclusive já saiu em tour com o Cult Of Luna, Baroness e o Earth, e surpreendentemente com o Nasum. Álbum excelente para passar um bom tempo entretido e após duas horas de Sludge/Drone ainda querer ouvir mais.
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Site Oficial
Tracklist:
Disco 1:
1 - Meridians
2 - End Infinite
3 - Epicentre
4 - Lotus Continent
5 - Nulle Part
Disco 2:
5 - Wings Of Lead Over Dormant Seas
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Rosetta - A Determinism Of Morality
Categories :
/Koticho . Atmospheric Sludge . Post-Metal . Shoegaze . Sludge Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2010
Comentário: Rosetta é mais uma daquelas bandas formadas por amigos nerds no colégio que conseguiram desenvolver um som interessante e criativo e se consagrar com o passar dos anos. Eles descrevem o som da banda simplesmente como “metal para astronautas”, obviamente isso é dito em tom de humor, mas reparando bem, até que faz sentido.
Como dito anteriormente, o quarteto é formado por nerds que adoram astronomia e temas que envolvem o espaço sideral, os albuns anteriores “The Galilean Satellites” e “Project Mercury” provam isso. Coincidentemente o nome da banda (que não foi inspirado na Rosetta Stone), é também o nome de um Satélite.
Agora em 2010 os caras lançaram o A Determinism Of Morality, provavelmente o melhor trabalho até agora, e que os sagrou de vez como uma das bandas mais proeminentes do Post-Metal, gênero tão em evidência atualmente. Considero o Rosetta como os sucessores do Isis, a belissima banda que chegou ao fim recentemente em 2010, temos aqui uma bela banda de Post-Metal/Sludge com letras interessantissimas e influências que variam do pesado Sludge do Neurosis até ao angelical My Bloody Valentine.
Tracklist
1. Ayil 4:59
2. Je N'en Connais Pas La Fin 6:49
3. Blue Day For Croatoa 6:37
4. Release 5:36
5. Revolve 6:43
6. Renew 6:08
7. A Determinism Of Morality 10:50
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Suffocate For Fuck Sake - Blazing Fires And Helicopters On The Frontpage Of The Newspaper. There´s A War Going On And I´m Marching In Heavy Boots
Categories :
/Koticho . Atmospheric Sludge . Post-Hardcore . Post-Metal . Post-Rock . Sludge Metal
Gênero: Post-Rock/Post-Metal/Post-HardcorePaís: Suécia
Ano: 2008
Comentário: Ok, você já teve a atenção chamada pra esse post a partir do enorme título que nomeia este album. Mas já aviso que isso não é nada, todas as 8 faixas que compõe esse álbum possuem um comprimento semelhante. Antes de mais nada, tratamos aqui de um álbum de Post-Rock, e sinceramente eu diria, meu álbum preferido de Post-Rock. Ok, também não é um álbum comum de Post-Rock, como encontraríamos em um Sigur Rós ou GY!BE. Nesse mar de saturação que se tornou o gênero, volta e meia encontramos algum trabalho que se destaca e tem sua dose de originalidade, é o caso desse projeto sueco.
Tracklist
1 Blue lights and sunshine 9:06
2 I got worried... I was so freaking scared of that window, you know 7:03
3 We are driving through darkness 6:35
4 Twentysix and Full of Plans 17:16
5 A Japanese Flag 7:50
6 I Keep My Eyes On The Ground, Afraid Of Meeting Someone I know 4:26
7 Empty 3:44
8 They Try To Cheer Me Up By Saying I Did Once Live a Functioning Life 11:12
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