The Bulgarian Voices Angelite feat. Huun Huur Tu and Sergei Starostin - Fly, Fly My Sadness
Categories :
/Nix . Ambient . Drone . World Music
Gênero: Música tradicional tuvana
País: Rússia/ Bulgária
Ano: 1996
Comentário: Aqui no Ignes Elevanium, nós nos esforçamos todos os dias procurando nos confins da Internet e em seus lugares mais sujos por músicas e artistas que sejam superlativamente interessantes, bizarros, undergrounds e de vanguarda. Poucas vezes postamos algo que seja tradicional, lugar-comum ou coisas que se pode achar na seção de música pop da loja da Saraiva.
Pois bem. Esse conceito não serve tão bem quando falamos da música tradicional de certos lugares da Ásia Central...
...já que o TRADICIONAL deles é o nosso AVANT GARDE!!!
Sobre a Máquina - Sobre a Máquina
Categories :
/Nix . #ExhaleTheSound2013 . Ambient . Drone . Noise
Gênero: Drone/ Ambient/ Noise
País: Brasil
Ano: 2013
Comentário: Olá moças e rapazes, meninos e meninas. Venho cá dizer o quão feliz estou de poder presenciar um dos festivais mais lindos desse nosso Brasil, o Exhale the Sound Festival. São vinte bandas dos gêneros musicais mais bonitos deste cosmos, Sludge, Drone, Post Rock, Grind e mais lindezas desses segmentos, todas condensadas num festival de um dia apenas.
Muito pouco tempo pra apreciar todos os artistas, mas tempo suficiente pra sentir os murros e chutes sonoros.
The Haxan Cloak - Excavation
Categories :
/Pedro Henrique . #2013 . Ambient . Dark Ambient . Drone
País: Inglaterra
Ano: 2013
Comentário: Confesso que não tenho lá muita bagagem pra escrever sobre Dark Ambient, mas nos últimos meses eu vinha descobrindo muitos trabalhos do Ambient comum pra me acompanhar nas horas de estudo. Muito Brian Eno, Andrei Machado, Eluvium, dentre outras coisas, me fizeram criar um gosto pela calmaria do piano e instrumentos afins, a ponto de às vezes eu me flagrar ouvindo esse tipo de música encorajadora mesmo quanto não estou debruçado nos livros. Pensei "porque não experimentar a versão mais sombria?" Se o original era bom, o sorumbático também deveria o ser.
E, de fato, o é. Mas não serve para estudar. A não ser que você queira que as palavras entrem na sua mente num ritmo de tensão, ou que você deseje criar um clima de que você esteja na iminência de tomar uma facada na jugular entre um capítulo e outro. Sim, essa é a proposta do Dark Ambient: fazer música de filme de terror. Não das partes de perseguição, mas das partes de tensão. Aquelas em que o diretor precisa preparar o ambiente quando uma merda vai acontecer, para que o potencial do susto seja muito maior no espectador.
E nesse quesito, acredito que 2013 não tenha nos brindado com trabalho mais horripilante do que Excavation, do The Haxan Cloak. Trata-se do projeto mais elaborado de Bobby Krlic, do Reino Unido, que já havia lançado um álbum homônimo em 2011. Retorna agora, dois anos depois, com um dos melhores registros do gênero na última década.
O maior trunfo do registro são as frequências alcançadas por alguns dos tons utilizados pelo artista, capazes de fazer o chão tremer - num sentido sombrio, não no contexto utilizado pela Ivete Sangalo. A atmosfera nebulosa é adornada por gritos esparsos, que parecem revelar algum tipo de angústia sem explicação. Por tudo isso, não é exatamente uma audição fácil, algo que vá soar tranquilo para todos os ouvidos. Por isso mesmo, entretanto, é que o disco merece tanta atenção.
Em resumo: uma experiência visceral. Música pra ser absorvida com muito receio, por causar sensações diversas aos seus ouvintes, e por isso mesmo quase impossível de ser ouvida continuamente por muito tempo. É preciso dar uma pausa entre uma sessão de tortura auditiva e outra, para não se deixar levar mais a fundo pela melancolia que toma conta do registro. E o mais impressionante: embora, a uma primeira vista, não se pareça com nada, a capa sintetiza com precisão o conteúdo do registro. Incerteza e escuridão.
Tracklist:
- "Consumed" - 1:39
- "Excavation (Part 1)" - 8:10
- Excavation (Part 2)" - 4:13
- Mara" - 3:13
- "Miste" - 5:38
- "The Mirror Reflecting (Part 1)" - 3:11
- The Mirror Reflecting (Part 2)" - 7:07
- "Dieu" - 5:12
- "The Drop" - 12:56
Spotify
Gnaw Their Tongues - For All Slaves... A Song Of False Hope (EP)
Categories :
/Forbidden . Ambient . Ambient Black Metal . Dark Ambient . Drone . Noise
Gênero: Dark Ambient/Drone/Noise/Black Metal
País: Holanda
Ano: 2008
Comentário: Gnaw Their Tongues é o nome pelo qual Maurice de Jong, aka Moniker, um holândes de nacionalidade, mas que nasceu aqui pertinho no Suriname, lança suas experimentações musicais no campo do Drone, Black Metal e princpalmente Ambient. Ativo desde 2005 e tendo já uma discografia imensa, Moniker faz um dos mais criativos projetos dentro do chamado Ambient Black Metal da atualidade, embora se considerado um campo mais abrangente, não seja tão diferenciado assim, como comentarei mais adiante. For All Slaves... é na realidade um EP, embora possua 58 minutos de duração, e uma excelente porta de entrada pra conhecer o Gnaw Their Tongues.
Ao longo da sua discografia as influências do projeto são inúmeras, abrangindo nomes como Boris e Earth, até Lustmord, Burzum e Merzbow. De um disco pra outro a sonoridade do cara muda, as vezes sutilmente outras drásticamente. Um dos elementos que se mantém constante em todos os lançamentos é o uso extenso da densidade do Drone, mas sem se apegar ao uso de guitarras; Moniker faz uma coisa extremamente interessante pra alcançar essa densidade, pegando diversas influências da música do cinema para criar uma vibe totalmente opressiva que lembra uma trilha sonora de filme de terror levada ao extremo da coisa com a adição dos vocais desesperados do Black Metal, extremamente abafados porém totalmente visíveis em meio a atmosfera sonora criada pelo cara. E "atmosfera" sonora nunca soou tão perfeito pra se descrever uma banda, pois a profundidade das paredes sonoras são tão texturizadas (a lá Nadja) que passam longe de serem monolíticas, soando mais como flutuações macabras de uma vibração sonora totalmente negativa que vem na forma de muito noise, muitas dissonâncias, e muitos berros de Moniker, totalmente incorporados a essa nuvem musical de forma a soarem mais como um instrumento nessa salada de Noise do que chamando atenção verdadeiramente pra si.
Esse EP particularmente tem muitas semelhanças com o trabalho do Nadja, embora seja muito menos monolítico e muito mais aterrorizantemente macabro. O nível de obscuridade que Moniker consegue dar ao Gnaw Their Tongues é simplesmente absurdo, e em alguns álbuns (o que não é o caso desse, que é um dos mais leves) chega a ser realmente opressivo, um verdadeiro desafio terminar de ouvir. Outra banda cujas atmosferas sonoras se assemelham por vezes ao trabalho de Moniker é o Godspeed You! Black Emperor, que embora seja anos luz mais melódico, possui o hábito de incorporar a música cinematográfica para intensificar a densidade das passagens mais ambient (metais, cordas, orquestrações sintetizadas, sons industriais e afins, numa vibe de música pra um enredo evidente). Portanto o Gnaw Their Tongues é uma perfeita amálgama de diversos campos da música ambient e experimental, onde o "Black Metal" da coisa é extremamente discutível, mas está lá, na forma dos vocais rasgados e da atmosfera fria e macabra.
Enfim, sinceramente, é ingrato resenhar uma banda tão indecifrável quanto o Gnaw Their Tongues, especialmente pelo fato que a cada audição novos elementos surgem por detrás das cortinas mórbidas da sonoridade de Moniker. Só posso dizer com certeza é que fãs de bandas tão distantes quanto Xasthur, Burzum, Lustmord, Merzbow, Nadja, Sunn O))), Corrupted, Godspeed You! Black Emperor ou Boris, certamente encontrarão aqui algo ao qual se apaixonar. Mas estejam preparados pra encarar uma viagem muito mais macabra, mórbida, obscura e sinistra do que estão acostumados. Gnaw Their Tongues é um trabalho genial por conseguir passar ao ouvinte a sensação mais pura e simples de terror e desespero misturando um monte de influências. Apreciem.
PS: Os discos do Gnaw Their Tongues estão todos disponíveis no Bandcamp e por preços absurdamente risíveis, a nível de 2 dólares, por aí. Esse EP aqui, no entanto, eu não encontrei lá, mas se quiserem o resto da discografia, vale muito a pena comprar ao invés de baixar. Incentivem o cara.
Tracklist:
1. For All Slaves... a Song of False Hope I 08:56
2. The Uncomfortable Silence in Between Beatings 09:36
3. A Fiery Deluge 08:04
4. My Womb is Barren and I Want Revenge 09:06
5. Aderlating 15:26
6. For All Slaves... a Song of False Hope II 07:35
Download:
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Álbum completo no Youtube:
Karin Park - Highwire Poetry
Categories :
/MarcosAlves . #2012 . Alternative Pop . Dark Ambient . Drone . Electropop . Indie Rock . Synthpop
País: Suécia
Ano: 2012
Comentário: A primeira coisa que você irá notar ao ouvir esse disco é a semelhança entre as vozes de Karin Park e Karin Dreijer Andersson (The Knife/Fever Ray). Vencida esta barreira a essência de suas músicas pode ser apreciada e a surpresa diante da qualidade sonora é certa. O pop sombrio de Karin Park preenche o ambiente enquanto sua voz dotada de notável profundidade completa o cenário.
Claramente influenciada por artistas como Gary Numan e Depeche Mode, Karin Park nos entrega em seu 4° disco, Highwire Poetry, uma sucessão de músicas tão diversas e densas que torna cada minuto do disco uma experiência nova e envolvente. Criada em um pequeno vilarejo sueco e mais tarde enviada para um colégio missionário japonês não é uma surpresa a singularidade de suas músicas.
Faixas como "Restless", "Fryngies" e "Wildchild" evidenciam as influências citadas anteriormente, enquanto faixas mais experimentais como "New Era" e "6000 Years" dão um brilho a mais ao disco. Karin ainda flerta com o dubstep em "Tiger Dreams", uma das melhores de Highwire Poetry.
O parceiro musical de Karin é seu irmão, David Park, mas, chega de comparações com o The Knife.
Tracklist:
1. Restless
2. Fryngies
3. Tension
4. Tiger Dreams
5. New Era
6. Wildchild
7. Explosions
8. 6000 Years
9. Thousand Loaded Guns
10. Bending Albert Law's
MEGA
NASA Voyager Recordings - Symphonies Of The Planets 1-5
Categories :
/Áquila Teófilo . Ambient . Drone . Noise
Gênero: Space Music, Ambient, Drone, Noise (tags meramente aproximativas)
País: Universo (não é som produzido na Terra)
Ano: Sondas lançadas em 1977
Comentário: Esteja preparado para experimentar uma nova dimensão do nosso Sistema Solar através da mais excitante jornada jamais empreendida pela humanidade. O épico vôo espacial das Voyagers I e II através do nosso Sistema Solar. A série única de gravações (5 volumes) é criada a partir de gravações originais feitas pelas sondas Voyager das "vozes" eletromagnéticas dos planetas e Luas do nosso Sistema Solar. Embora o espaço seja virtualmente um vácuo, isso não significa que nele não haja som. O som existe na forma de vibrações eletrônicas. Os instrumentos a bordo das Voyager, especialmente desenhados, realizaram experiências especiais para captar e gravar estas vibrações, tudo ao alcance da audição humana.
[...]
Estas gravações vieram de uma variedade de diferentes sons do ambiente.
1. A partir da interação do vento solar com a magnetosfera dos planetas, que libera particulas ionicamente carregadas dentro de uma frequência de vibração em um alcance audível.
2. Da própria magnetosfera.
3. Das ondas de rádio trepidantes presas entre o planeta e a superfície no interior da sua atmosfera.
4. Ruídos de campos eletromagnéticos no interior do próprio espaço.
5. Da interação de partículas carregadas dos planetas, suas luas e o vento solar.
6. De partículas carregadas a partir dos anéis de determinados planetas.
Esta foi uma tradução feita (às pressas) por mim (com a ajuda de minha mãe, rs) do conteúdo informativo sobre estas gravações. Estes sons são especiais, pois não há qualquer ser humano tocando qualquer instrumento. Ouvir estas gravações é ter a plena consciência de estar ouvindo o som do nosso Universo, é estar em conexão com o Cosmos. Estão disponíveis aqui cinco "álbuns" (assim chamados meramente por convenção). Cada álbum possui apenas uma "música", de duração aproximada de metade de uma hora. Não quis taxar como discografia, pois não se tratam de discos lançados na concepção mais comum do gênero e, além do mais, existe um outro disco que possui mais dez músicas, cada uma delas durando, também, cerca de meia hora, sendo um "álbum" de duração gigantesca e que exige mais trabalho por si só. Ainda assim, me sinto no dever de trazer este também qualquer dia. =D
O "som" que aqui ouvimos é na realidade uma conversão de diversos fatores do ambiente já citados. As sondas foram lançadas em 1977 e provavelmente já venceram as barreiras de nosso sistema planetário.
Eu poderia passar horas e horas falando sobre a magnitude da experiência que é ter acesso a este tipo de material, mas seria bastante inconveniente para uma modesta postagem. Depois que descobri tais gravações, as tenho usado frequentemente para meditação e para relaxar. Aliás, para quem gosta de "sentir" a música em sua plenitude, recomendo que reserve um momento tranquilo para deitar, pôr os fones de ouvido e se deixar levar pela sinfonia dos planetas. O som se aproximaria um pouco daquilo que chamamos de drone ou música ambient. Seria uma espécie de união entre uma versão mais light de Sunn O))) e Tangerine Dream, mas isto é apenas uma aproximação ingênua, pois é realmente de dificílima descrição.
Porco na Cena #8 - Elma & Kevin Drumm
Categories :
/Nix . #Porco na Cena . Ambient . Dark Ambient . Drone . Noise . Sludge Metal . Sludge/Drone
Barulho, mormaço e tempo abafado: esta é a descrição de um dia comum na cidade de São Paulo. Multiplique por dois o ''barulho'': esta é a descrição da noite de ontem no Centro Cultural São Paulo (comumente chamado de Centro Cultural Vergueiro, por estar exatamente ao lado da estação de trem supracitada), que aliás, é um lugar interessante à beça! Logo ao chegar no local, me deparo com pessoas estudando, lendo, jogando xadrez e- MEL DELS- dois guris jogando Yu- Gi- Oh. É um lugar que irei bater cartão daqui em diante, vide os eventos que sempre rolam por lá.
Noite passada foi a vez da banda paulistana Elma, juntamente com o músico ''chicaguense'' Kevin Drumm (que, para minha surpresa, é um fã de Black Metal segundo o Wikipedia) para redobrar o clima caótico da noite de sábado. Elma vem com seu Sludge e pitadas de Drone, ainda que bastante enérgico; e Kevin Drumm, ao contrário do que imaginei, se apresenta separadamente, com uma performance única e uníssona com seu já conhecido Noise/ Drone.
Pignes LIVE! # 9 - The Knife - Silent Shout: An Audio Visual Experience
Categories :
/MarcosAlves . #Pignes LIVE . Dark Ambient . Drone . Electropop . Experimental . Indie Pop . Trip-Hop
País de Origem: Suécia
Quando: 12 de Abril de 2006
Onde: Gothenburg, Suécia
Comentário: O duo de música eletrônica sueco The Knife, esbanja esquisitice. Formada em 1999 pelos irmão Karin Dreijer Andersson e Olof Dreijer, a banda mistura vários estilos que vão do Ambient ao Synthpop dançante presente em músicas do disco Deep Cuts, por exemplo. Uma aura de mistério envolve a banda, com seus integrantes reclusos a banda quase nunca aparece em público e até 2006, ano de lançamento do ótimo Silent Shout, não tinha feito show algum, foram 7 anos até o primeiro show.
Silent Shout: An Audio Visual Experience é o registro de um dos shows da primeira turnê da banda. Como o próprio nome sugere, é uma experiencia que vai além da música, com efeitos visuais que deslumbram a platéia e tornam o concerto tão interessante. As músicas ficaram muito diferentes ao vivo, algumas versões ficaram até mesmo melhores do que as de estúdio, outras, nem tanto. Fato é que Silent Shout: An Audio Visual Experience é uma visão interessante sobre uma banda interessante e é um deleite para os fãs, que puderam, à época, ver finalmente um show da banda que já tinha lançado três discos ótimos e essenciais para qualquer fã do gênero (se é que se pode encaixá-los em algum gênero específico).
Certa vez, ouvi alguém dizer que se pudesse escolher apenas uma voz para ouvir para o resto da vida, seria a voz de Karin Dreijer Andersson. A impressão que tive após Silent Shout An Audio Visual Experience é que a minha escolha seria a mesma.
Tracklist:
1. Pass This On
2. The Captain
3. We Share Our Mother's Health
4. You Make Me Like Charity
5. Marble House
6. Forest Families
7. Kino
8. Heartbeats
9. Silent Shout
10. From Off To On
Audio:
FreakShare // Depositfiles // Bayfiles // Badongo // Rapidgator
Video:
Parte 1: Jumbofiles
Parte 2: Jumbofiles
Pignes LIVE! # 4 - Peter Murphy & Trent Reznor - The 2006 Radio Sessions
Categories :
/MarcosAlves . #Pignes LIVE . Alternative Metal . Ambient . Dark Ambient . Drone . Industrial
Gênero: Industrial, Dark Ambient, Drone
País de Origem: Inglaterra - Estados Unidos
Quando: 07 de junho, 13 de junho, 23 de junho e 1 de julho de 2006
Onde: Atlanta, Washington, Boston e Chicago, Estados Unidos
Comentário: O que acontece quando pessoas incríveis se reúnem? Coisas incríveis, certo? E foi exatamente isso que aconteceu em meados de 2006, quando Trent Reznor (Nine Inch Nails, How To Destroy Angels) resolveu se juntar a Peter Murphy (Bauhaus) para algumas sessões em rádios nos Estados Unidos, e são essas sessões que eu vos trago.
Vamos a um pequeno resumo da carreira desses dois artistas. Trent Reznor, após ter passado por bandas meio duvidosas, coloridas e extravagantes como o Exotic Birds e o Slam Bamboo (Sério, vale a pena demais ver esses dois vídeos) formou uma das bandas mais importantes dos anos 90, o Nine Inch Nails. Com um som agressivo e caótico a banda conquistou milhões de fãs ao redor do mundo e lançou discos fundamentais como "Pretty Hate Machine", "The Downward Spiral" e "The Fragile". Após o fim do Nine Inch Nails, em 2009, Trent formou uma nova banda com sua esposa e Atticus Ross, o How To Destroy Angels e também tem trabalhado com trilhas sonoras de filmes, chegando a ganhar um Oscar em 2011 pela trilha sonora de The Social Network, feita em colaboração com Atticus.
Peter Murphy foi o vocalista de uma das bandas mais importantes do Pós Punk britânico, o Bauhaus, banda que detem um dos maiores hinos góticos, "Bela Lugosi's Dead". Após o fim do Bauhaus, em 1983, Peter Murphy se envolveu em outros projetos, lançando em sua carreira solo discos que eram bem diferentes daquilo que o Bauhaus fazia, obtendo grande êxito com os discos Love Hysteria e Deep. Em 1998 o Bauhaus se reuniu para uma turnê comemorativa de 20 anos, se separando novamente em 2008 e dessa vez, segundo seus integrantes, não haverá volta.
Atlanta, 07 de junho de 2006.
A Primeira dessas sessões foi em Atlanta, na rádio 99X, onde foram tocadas as músicas "Head Like A Hole", "Hurt" ambas do Nine Inch Nails e "Sanity Assassin" do Bauhaus. "Head Like A Hole" soou bem diferente da original, mais lenta e sombria com os vocais de Murphy contrastando com os de Trent no refrão.
Tracklist:
1. Head Like A Hole
2. Sanity Assassin
3. Hurt
Washington, 13 de junho de 2006.
1. Dreams
A terceira sessão contou com as participações de Atticus Ross (How to Destroy Angels e parceiro de Trent nas trilhas sonoras de The Social Network e The Girl With The Dragon Tattoo) e o então baixista do Nine Inch Nails, Jeordie White (ex A Perfect Circle, mais conhecido como Twiggy Ramirez, ex-baixista e atual guitarrista da banda de Marilyn Manson). O show foi feito em uma sala para uma pequena audiencia e é na minha opinião a melhor de todas, com uma versão hipnotizante de "Reptile", e covers de Normal's e Iggy Pop, além de uma música de Peter Murphy.
Tracklist:
1. Reptile
2. Warm Leatherette
3. A Strange Kind Of Love
4. NightClubbing
Chicago, 1 de julho de 2006.
A quarta e última sessão (haveria uma quinta, mas infelizmente foi cancelada) aconteceu em Chicago, na rádio Q101 e é uma homenagem a uma das bandas preferidas de Trent, o Joy Division. Quatro músicas foram tocadas em versões de tirar o fôlego e fazem jus ao legado do Joy Division.
Tracklist:
1. Dead Soul
2. Warsaw
3. Atmosphere
4. Twenty Four Hour
Download:
MEGA // Novafile
OvO - Discografia
Categories :
/Násser . #Discografia . #Female Fronted . Avant-Garde . Drone . Experimental . Noise . Noise Rock
Gênero: Experimental/Avant-Garde/Noise/Drone/Bizarro/etc.
País: Itália
Periodo de Atividade: 2001-Presente
MySpace || Lastfm
Releases:
Tracklist:
1.Ingresso - (2:53)
2.Gara di Ballo - (2:28)
3.Short Hermit - (0:26)
4.Crash - (2:32)
5.Ari Up Parte 1 - (2:36)
6.Ti Amo Assassina - (4:05)
7.Hell Yeah! - (2:54)
8.Ari Up Parte 2 - (6:35)
9.Mezzanotte - (1:17)
10.II Velo Strappato - (3:13)
11.610 Ragazze Nella Vasca Rossa - (4:25)
12.Senza Titolo - (0:40)
Download:
(68mb,320kbps)
Mediafire || Depositfiles
Tracklist:
1.Buteradi Neve - (2:14)
2.Nema Problema - (3:09)
3.Uru-Uru - (0:13)
4.Maman - (0:18)
5.Mara Nere - (4:40)
6.Cape Ambelos - (3:08)
7.Villa Amalias - (0:17)
8.Taksim - (0:18)
9.Rakia - (2:27)
10.Nel Bel Mezzo del Cortile Dell... - (2:07)
Download:
(26mb,192kbps)
Mediafire || Depositfiles
Tracklist:
1.Candida - (1:48)
2.La Peste - (3:49)
3.Ombra Nell Ombra - (5:02)
4.Efesto - (2:59)
5.La Saponatrice di Ferrara - (2:52)
6.Spezzata - (4:25)
7.L'Anno del Cane - (5:12)
8.Phiphenomena - (8:27)
9.Signora Bella Con Cane Gentille - (1:02)
Download:
(78mb,320kbps)
Mediafire || Depositfiles
Tracklist:
1.Anime Morte - (1:54)
2.Fobs Unite - (0:38)
3.Coco - (3:27)
4.Mammut - (2:58)
5.Voodoo - (4:17)
6.Due Paia di Cuori - (2:26)
7.Rio Barbaira - (5:05)
8.Miastenia - (20:09)
Download:
(48mb,192kbps)
Mediafire || Depositfiles
Tracklist:
1.Ostkreuz - (2:50)
2.Tiki 2020 - (2:31)
3.Casa Bruciate - (2:22)
4.Croce del Gud - (2:06)
5.Haiku 1 - (0:18)
6.Crocevia - (6:46)
7.Rigaer Strasse - (2:19)
8.Tiki 2010 - (2:40)
9.Respiro - (1:26)
10.Haikue - (0:18)
11.Via Crucis - (13:07)
Download:
(58mb,256kbps)
Mediafire || Depositfiles
Tracklist:
1.Lungo Computo - (2:26)
2.Nosferatu - (3:21)
3.Marie - (4:17)
4.PenumbraY Caos - (7:28)
5.Orcus - (2:46)
6.Smelling Death Around - (9:55)
7.Catacombecatacombe - (2:34)
8.La Bestia - (1:08)
9.The Owls are Not What They Look Like - (7:55)
10.In Ogni Caso Nessun Rimorso - (1:56)
Download:
(79mb,256kbps)
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KTL - IV
Categories :
/Forbidden . Ambient . Dark Ambient . Drone . Industrial . Noise
Gênero: Drone/Ambient/Industrial
País: EUA/Áustria
Ano: 2009
Comentário: Uma das maiores surpresas pra mim ao ver o lineup do sonar foi o KTL, dupla essencialmente de Ambient Music formada pelo músico avant-garde austríado Peter "Pita" Rehberg e o americano Stephen O'Malley, conhecido por inúmeras bandas íconicas no meio do Drone entre elas o Sunn O))). Quer dizer, surpresa no contexto deles tocarem em terra brasilis, por que a banda tem o perfil ideal do festival, que é um dos maiores festivais focados em música "não convencional" do mundo.
A dupla se uniu em meados de 2006 com o objetivo de criar a trilha sonora de um espetáculo teatral baseado no Kindertotenlieder, que é uma versão orquestrada de poemas do poeta alemão Friedrich Rückert composta pelo compositor romântico austríaco Gustav Mahler, criado pelos diretores de teatro Gisèle Vienne e Dennis Cooper, um franco-austríaco e um americano, respectivamente. O espetáculo teve a sua premiére em 2007 e de lá pra cá o grupo já lançou 4 álbuns, sendo que está pra lançar o quinto em 2012. Todos os álbuns tem uma relação com o espetáculo teatral, mas como acontecerá no Sónar, a dupla faz shows independentes do espetáculo regularmente.
A sonoridade da dupla é bem característica, apesar de minimalista. E eu diria até que é uma união de dois artistas de estilos bem diferentes, que acabam convergindo pelo fato de ambos terem o mesmo objetivo. Explicando melhor, Pita Rehberg é um artista bem diferente de O'Malley, enquanto o americano sempre se focou mais num som lúgubre, pesado e calcado em guitarradas intensas, Pita é um artista mais focado na cena Eletronica avant-garde, especialmente o Noise. Porém ambos os gêneros tem duas coisas essenciais em comum: primeiro o apego minimalista, e segundo o "vazio" músical cheio de sentido que criam. Com esses ingredientes, o KTL tem um som bem diferente do Sunn O))), com menos guitarras e mais dissonâncias, uma grande influencia do Industrial e até do Noise. Embora algumas vezes apareçam uma guitarra aqui e ali, o grande cerne do disco é um amontoado selencionado de sons bem concretos em conjunto com sons editados, recortados e colados quase aleatoriamente. A lá Stockhausen, eu diria.
Enfim, é complicado definir muito aprofundadamente a sonoridade do KTL por que ela é bem anárquica em si própria como o próprio estilo propõe, mas certamente agrada aos fãs do gênero, por que tem todos os elementos básicos somados a diversas influencias, desde o Dark Ambient ao Noise e ao Industrial. E certamente será um show que valerá a pena ser visto no Sónar.
Site Oficial: O'Malley // Peter Rehberg
Tracklist:
1. Paraug 03:54
2. Paratrooper 21:22
3. Wicked Way 04:12
4. Benbbet 15:20
5. Eternal Winter 05:24
6. Natural Trouble 09:24
Links:
Bayfiles // Depositfiles // Ifolder
The Knife - Discografia
Categories :
/MarcosAlves . #Discografia . Alternative Pop . Ambient . Dark Ambient . Drone . Electronic . Electropop . Experimental . Indie Pop . Opera . Synthpop . Trip-Hop
País: Suécia
Comentário: The Knife é uma banda formada em 1999 na Suécia por Karin Dreijer Andersson e Olof Dreijer, dois irmãos geniais e muito reclusos, raramente são vistos em público ou dão entrevistas e até o lançamento do aclamado "Silent Shout" em 2006 a banda nem mesmo fazia shows. A banda ficou conhecida mundialmente após um cover de uma de suas músicas, "Heartbeats" do disco Deep Cuts, aparecer em um comercial da Sony. Após esse episódio várias outras músicas foram usadas em comerciais e levando os, assim, ao reconhecimento a nível mundial.
O primeiro show aconteceu em 2006, 7 anos depois da formação. Após a confirmação de vários shows ao redor do mundo foi anunciado o lançamento de um DVD, Silent Shout: An Audio Visual Experince.
Antes do The Knife, Karin era a vocalista de uma banda Indie Pop chamada Honey Is Cool, e em 2009 lançou seu primeiro disco solo sob o nome Fever Ray, o disco foi considerado um dos melhores daquele ano e é um dos meus preferidos de todos os tempos.
O primeiro disco, auto-intitulado, foi lançado em fevereiro de 2001, e trazia o single "N.Y. Hotel". O segundo disco, Deep Cuts, de 2003, trazia um som muito diferente de seu antecessor. Com músicas muito mais bem produzidas o disco teve maior repercussão, o The Knife até ganhou um Grammis (é assim que o Grammy é chamado na Suécia) de melhor grupo pop, porém, eles boicotaram a cerimônia, mandando em seu lugar duas mulheres vestidas de gorila em protesto ao domínio masculino no meio musical. O disco também foi indicado a disco do ano, mas eles perderam para o Cardigans. Deep Cuts traz algumas das melhores músicas da carreira da banda, como "Heartbeats", "Pass This On", "Listen Now", "You Take My Breath Away" e "Is It Medicine".
No mesmo ano a banda foi chamada para fazer a trilha sonora do filme
Em 2006 foi lançado aquele que é considerado por muitos o melhor álbum do The Knife, Silent Shout. O disco é bem mais sombrio e menos pop do que Deep Cuts. Silent Shout teve uma recepção super favorável por parte da mídia e dos fãs, sendo nomeado pelo Pitchfork como melhor disco do ano, e traz um dos maiores hits da banda "Marble House."
No ano de 2010 foi lançada aquela que é, para mim, a obra prima do The Knife, a ópera inspirada na Origem Das Espécies de Charles Darwin. Sinceramente, não dá pra ser melhor do que isso. O disco é uma parceria entre The Knife, Mt. Sims e Planningtorock e foi composto para a ópera "Tomorrow, In A Year" produzida pelo grupo performático dinamarquês Hotel Pro Forma. O disco conta com participações da mezzo-soprana Kristina Wahlin, a atriz dinamarquesa Lærke Winther e o cantor pop sueco Jonathan Johansson.
Em 2013 o The Knife lança seu quarto disco do estúdio. "Shaking The Habitual" é um disco extenso, de densidade ímpar, que vai na contramão de sucessos radiofônicos como aqueles encontrados no "Deep Cuts" ou no "Silent Shout" e mergulha em uma atmosfera intensa, sombria e experimental. Talvez fruto das experiências recentes da banda, com o "Tomorrow, In A Year" e o projeto solo de Karin, o Fever Ray. A temática do disco remete ao fim da riqueza extrema, como revelado pelo duo. Batidas eletrônicas densas embaladas por letras de cunho político transformam esse disco em algo intrigante e completamente diferente da proposta anterior do grupo. Em músicas que variam de 55 segundos a quase 20 minutos o The Knife consegue com este registro ir além dos limites da própria criatividade e faz deste disco um dos melhores do ano.
Discos:
The Knife (2001)
Tracklist:
1. Neon
2. Lasagna
3. Kino
4. I Just Had To Die
5. I Take Time
6. Parade
7. Zapata
8. Bird
9. N.Y. Hotel
10. A Lung
11. Reinder
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Deep Cuts (2003)
1. Heartbeats
2. Girls Night Out
3. Pass This On
4. One For You
5. The Cop
6. Listen Now
7. She's Having a Baby
8. You Take My Breath Away
9. Rock Classics
10. Is It Medicine
11. You Make Me Like Charity
12. Got 2 Let U
13. Behind The Bushes
14. Hangin Out
15. This Is Now
16. Handy-Man
17. The Bridge
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Hannah med H Soundtrack (2003)
Tracklist:
1. Real Life Television
2. Hannah's Conscious
3. Handy Man
4. High School Poem
5. New Year's Eve
6. Three Boys
7. This Is Now
8. The Bridge
9. Copenhagen
10. Wanting To Kill
11. Jane's Sneaking
12. Vegetarian Restaurant
13. At The Café
14. A Different Way
15. Poetry By Night
16. Listen Now
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Silent Shout (2006)
Tracklist:
1. Silent Shout
2. Neverland
3. The Captain
4. We Share Our Mother's Health
5. Na Na Na
6. Marble House
7. Like a Pen
8. From Off To On
9. Forest Families
10. One Hit
11. Still Light
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Tomorrow, In a Year (2010)
Tracklist:
DISCO 1
1. Intro
2. Epochs
3. Geology
4. Upheaved
5. Minerals
6. Ebb Tide Explorer
7. Variation Of Birds
8. Letter to Henslow
9. Schoal Warm Orchestra
DISCO 2
1. Annie's Box
2. Tumult
3. Colouring Of Pigeons
4. Seeds
5. Tomorrow In A Year
6. The Height Of Summer
7. Annie's Box (Alt. Vocal)
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Shaking The Habitual (2013)
3. A Cherry On The Top
4. Without You My Life Would Be Boring
5. Wrap Your Arms Around Me
6. Crake
7. Old Dream Waiting To Be Realized
8. Raging Lung
9. Networking
10. Oryx
11. Stay Out Here
12. Fracking Fluid Injection
13. Ready To Lose
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Burning Witch - Crippled Lucifer
Categories :
/Forbidden . Doom Metal . Drone . Drone Doom . Sludge Metal . Sludge/Drone
Gênero: Sludge/Drone/Doom Metal
País: EUA
Ano: 1998
Comentário: Se você conhece a dupla Stephen O'Malley e Greg Anderson, provavelmente você é um fã do Drone Doom Metal, do Sunn O))) e de outras inúmeras bandas a qual pelo menos um dos membros da dupla faz parte. A primeira banda onde os dois realmente coexistiram como músicos se chama Thorr's Hammer e é uma banda que vale muito a pena dar uma olhada. Só que a banda teve seu fim prematuramente, quando a vocalista norueguesa Runhild Gammelsæter teve que retornar a seu país ao fim do seu intercâmbio - bendito o seja - nos EUA. Das cinzas do Thorr's Hammer surge então o Burning Witch, que incorporava-se na figura de Stephen, Greg e Jamie Sykes na bateria, além dos depois contratados Edgy 59 para o posto de vocalista e G. Stuart Dahlquist para o baixo.
No entanto antes que qualquer coisa pudesse ser lançada pela banda, Greg Anderson dá adeus a mesma para se dedicar ao Goatsnake. Enquanto isso, nas mãos de ninguém menos que Steve Albini, o primeiro EP da banda tomava forma sob o nome de Towers.... Logo depois Sykes passa as baquetas a B.R.A.D. para o lançamento, ainda no mesmo ano de 1998, de Rift.Canyon.Dreams, segundo EP do grupo. Ao término deste segundo registro a banda acaba mais uma vez e nesta, em definitivo, em favor dos outros projetos dos membros do grupo. Mas logo depois, pela recém criada gravadora chefiada por Stephen e Greg, a Southen Lord, é lançado Crippled Lucifer (Seven Psalms For Our Lord Of Light), que é a união dos dois EP's lançados pela banda em um único material.
Com pouco mais de uma hora de duração, o disco que é comumente chamado pelo mais prático e econômico título de Crippled Lucifer é baseado especialmente no Sludge Metal, ao contrário do Thorr's Hammer que era quase um Funeral Doom hipnótico e mais acelerado. E ser mais caído ao Sludge significa, entre outras coisas, que o vocal de Edgy 59 não pode ser nada menos que berros agudos desesperados tendo como acompanhamento riffs extremamente pesados e cadenciados mas ao mesmo tempo com uma levada bem menos monolítica que o Thorr's, se deixando levar por uma pegada muito mais suingada. E essa vibe pesadamente malemolente se completa com os vocais limpos dandos as caras aqui e acolá. Uma receita perfeita para um bom Sludge Metal ainda com a adição de um peso a mais dado pelas tendências dronísticas das afinações baixas tradicionais de Stephen.
Absurdamente clássico do estilo, especialmente nos seus derivados mais obscuros e pesados. Recomendadíssimo, ouçam.
PS: "Pesadamente malemolente" foi a melhor definição de Sludge Metal que vocês já viram, admitam.
MySpace
Tracklist:
1. "Warning Signs" 8:22
2. "Stillborn" 11:57
3. "History of Hell" 6:03
4. "Sacred Predictions" 7:05
5. "Country Doctor" 10:20
6. "Tower Place" 5:25
7. "Sea Hag" 14:18
Links:
Mediafire//Megashares//Depositfiles
The Girl With The Dragon Tattoo - OST
Categories :
/MarcosAlves . Ambient . Dark Ambient . Darkwave . Drone . Electronic . Experimental . Industrial . Original SoundTrack . Post-Industrial
País: Estados Unidos
Ano: 2011
Comentário: 'The Girl With The Dragon Tattoo' é um filme de 2011, dirigido por David Fincher (Seven, Fight Club) e estrelado por Daniel Craig e Rooney Mara. A adaptação do livro 'Män som hatar kvinnor', escrito por Stieg Larson, é um remake de um filme sueco de 2009. 'The Girl With The Dragon Tattoo' conta a história de Mikael Blomqvist, um jornalista que teve sua carreira destruída após perder um caso de difamação contra um grande empresário sueco. Blomqvist é contratado para tentar decifrar o sumiço de uma garota há 40 anos, que possivelmente foi assassinada. Durante as investigações Mikael conhece Lisbeth Salander, brilhantemente interpretada por Rooney Mara.
O filme recebeu 5 indicações ao Oscar, inclusive uma de melhor atriz para Rooney Mara, o trailer pode ser conferido aqui.
A trilha sonora ficou por conta de Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Atticus Ross, parceria que lhes rendeu um Oscar pela trilha sonora do filme The Social Network, de 2010, também dirigido por David Fincher. A trilha sonora tem cerca de 3 horas e conta com um cover de “Immigrant Song” com participação de Karen O (Yeah Yeah Yeahs) que toca na bela seqüência inicial do filme e um cover de “Is Your Love Strong Enough?” creditada ao How To Destroy Angels, projeto de Trent Reznor e Atticus Ross. A trilha sonora foi lançada em formatos físicos e digitais, inclusive uma versão Deluxe contendo 6 vinis de 180 gramas.
Antes do lançamento oficial foi liberado um sampler com 6 faixas. No dia desse lançamento Trent Reznor escreveu no site oficial do Nine Inch Nails, “Nos últimos quatorze meses, Atticus e eu trabalhamos duro em 'The Girl with the Dragon Tattoo' de David Fincher. Nós rimos, nós choramos, nós perdemos nossas cabeças e no processo fizemos algumas das músicas mais lindas e perturbadoras de nossas carreiras.”.
'The Girl With The Dragon Tattoo' é excelente, uma obra prima, e a trilha sonora não fica para trás. É um trabalho incrível de Trent Reznor e Atticus Ross. Posso afirmar que foi uma grande injustiça não ter recebido indicações ao Oscar de melhor filme e ao de melhor trilha sonora.
O filme fica como indicação do Pignes.
Tracklist:
DISCO 1
1. Immigrant Song
2. She Reminds Me Of You
3. People Lie All The Time
4. Pinned And Mounted
5. Perihelion
6. What If We Could?
7. With The Flies
8. Hidden In Snow
9. A Thousand Details
10. One Particular Moment
11. I Can't Take It Anymore
12. How Brittle The Bones
13. Please Take Your Hand Away
DISCO 2
1. Cut Into Pieces
2. The Splinter
3. An Itch
4. Hypomania
5. Under The Midnight Sun
6. Aphelion
7. You're Here
8. The Same As The Others
9. A Pause For Reflection
10. While Waiting
11. The Seconds Drag
12. Later Into The Night
13. Parallel Timeline With An Alternate Outcome
DISCO 3
1. Another Way Of Caring
2. A Viable Construct
3. Revealed In Thaw
4. Millenia
5. We Could Wait Forever
6. Oraculum
7. Great Bird Of Prey
8. The Heretics
9. A Pair Of Doves
10. Infiltrator
11. The Sound Of Forgetting
12. Of Secrets
13. Is Your Love Strong Enough?
MEGA
Stalaggh - "Discografia"
Categories :
/Ariel C. . #Discografia . Ambient Black Metal . Dark Ambient . Drone . Experimental . Noise
País: Holanda
Comentário: Antes de tudo, algumas coisas devem ser ditas... Quando se trata de uma banda como Stalaggh − onde as faixas-testes é que são lançadas e os álbuns não possuem mais do que 300 cópias − deve-se evitar usar a tag “discografia”. Ademais, embora você a tivesse completa, ainda assim e, digo isto por mera intuição, você teria a impressão de estar faltando algo; desta forma, o termo “discografia” aqui é mais simbólico do que propriamente factual, haja vista que a discografia de Stalaggh jamais estaria completa, por isso coloco discografia entre aspas. Do mesmo modo, enquadram-se as outras tags, as quais inutilmente tentam transmitir o som desta banda ou o que provavelmente você encontrará aqui.
Por fim, acredito que este post é tão-somente o resultado de 20 anos de existência, alguns meses de pesquisa e conversas com uma certa pessoa... Pois se o limite entre a miséria e a pobreza é passar fome, o limite entre gostar de músicas “estranhas” e ser um doente mental é Stalaggh!
Considerada pela NME uma das bandas mais difíceis de se ouvir de todos os tempos e por alguns como a representação da aniquilação de toda vida humana, Stalaggh supostamente fora formada em 2001, por quem?! Isto é algo que talvez nunca saibamos, pois os membros da mesma até hoje nunca deram as caras, nunca tocaram ao vivo, nunca deram uma entrevista, nem absolutamente nada (e provavelmente continuarão assim)... Tão-somente gravaram suas músicas − e devo ressaltar aqui: da forma mais experimental que já existiu, deixando todas as bandas, como Einstürzende Neubauten e Diagnose: Lebensgefahr (que seguem essa linha de experimentalismo não importando em qual segmento musical) no chinelo! − e pronto. De fato, não acredito que ficaram conhecidos por terem divulgado o que faziam. Acredito que, se a conhecemos hoje é porque algum X9 não satisfeito em obter a sua cópia, fez uma cópia para alguém e esse alguém fez para outro e assim foi até o material finalmente cair na internet. E, cá entre nós, ainda bem que o material vazou, hein?!
Stalag é uma palavra alemã e foi o nome de um dos campos de extermínio nazista, durante a II Guerra Mundial. O “G” e o “H” a mais dariam o sentido de “Holocausto Global”. Suas músicas são gravadas em instalações de hospícios e os vocais são feitos pelos próprios doentes que lá residem para que as emoções/sensações sejam absolutamente verdadeiras. Durante este processo, duas histórias ficaram muito conhecidas: 1º - um dos “vocalistas” convidados foi condenado por, aos 16 anos, esfaquear brutalmente sua mãe mais de 30 vezes. 2º - um dos “músicos” de Stalaggh foi quase assassinado por um dos “vocalistas” durante a gravação.
Se a música se consolidou ao longo dos séculos como uma forma de arte e a arte pode muito bem ser inspirada na fuga da realidade, o que Stalaggh faz é exatamente o contrário: a consolidação musical da realidade, em sua forma verdadeira: cruel e desesperadora. Então, aqui você não encontrará uma musicalidade aconchegante (você nem encontrará musicalidade!), nem letrinhas alegres e positivas (só há gritos), tampouco forças/vontade para seguir com a sua vidinha medíocre e paz espiritual, afinal, como disse o filósofo Nietzsche: “Uma visita ao hospício mostra que a fé não prova nada”.
Khanate - Things Viral
Categories :
Gênero: Sludge/Drone/Doom Metal
País: EUA
Ano: 2003
Comentários: Antes de começar uma resenha do Khanate, é preciso ressaltar algumas coisas. Este disco, lançado pelas lendárias Hydra Records e Southern Lord Records, provocou as mais diversas reações no mundo da música ao ser lançado, com fatos que chamam a atenção, como por exemplo receber nota 1.0 (ruim) pelo Sputnick Music e ao mesmo tempo 3.5 (excelente) dos usuários (de um máximo de 5), sendo que uma grande parte votou mais que 4. Além disso, no Metal Archives (que não serve como parâmetro, mas ok) ganhou 52%, sendo o álbum menos cotado da discografia da banda, enquanto está entre os 50 melhores álbuns da década de 2000 na opnião de um crítico famoso que eu esqueci completamente o nome (me lembra Kot). Enfim, cá temos algo totalmente do tipo "ame ou odeie". E eu amo.
Pra quem não se ligou ainda disso, Khanate se formou em 2001 quando dois caras se conheceram num show do Isis, e esses caras eram ninguém menos que James Plotkin (baixo) e Stephen O'Malley (guitarra). Enquanto Plotkin tem como suas bandas mais famosas o Khanate e o Khlyst, o O'Malley tem uma penca de bandas nas costas incluindo o maior fenômeno do Drone: Sunn O))). Khanate foi, por assim dizer, a primeira banda do O'Malley no meio do Drone extremo de verdade, visto que as bandas que ele tinha antes de formar o Khanate lidavam com o Doom Metal extremo de maneiras diferentes, como o Burning Witch mais caído pra um Sludge influenciado pelo Black Metal e o Thorr's Hammer no Funeral Doom. Aqui a bagaça realmente fica séria, com os vocais de Alan Dubin - que garanto, se você nunca ouviu Khanate vai ser a primeira coisa com a qual se surpreenderá. Não só é um dos vocais mais bem feitos do estilo, como une duas caracteristicas marcantes: ser extremamente rasgado e ser totalmente entendível. Apesar de passar uma agonia claustrofóbica excruciante, cada verso das letras é de fácil entendimento na voz de Dubin. Isso é muito interessante.
Além disso, claro, vem a parte maravilhosa do instrumental desse disco. Ao contrário do primeiro disco dos caras, homônimo, este - o segundo - é mais etéreo, com mais "dronadas" e passagens ambient. Stephen produz aqui várias paredes sonoras e texturas profundas, com uma distorção altíssima unida a afinações graves e o baixo de Plotkin criando - sem exageros que me são habituais - um dos mais excruciantes e agonizantes albuns que eu já ouvi. E aí que está o problema, eu acho.
Things Viral não é um disco para momentos de relaxamento, muito pelo contrário, o principal objetivo do disco é passar uma sensação de desconforto e agonia. Talvez por isso muita gente entenda errado essa mensagem da banda e critique esse disco. Mas se você é fã do Stephen O'Malley e suas estripulias pelo mundo da música extrema, esse disco não será nenhuma surpresa. E dentro do contexto do estilo é um dos melhores discos da década passada tranquilamente. Portanto, espero que gostem.
Tracklist:
1. Commuted 19:13
2. Fields 19:50
3. Dead 09:27
4. Too Close Enough to Touch 11:11
Links:
Mediafire
Megaupload
Outros Links (Mirrorcreator)
PS: Coisa rara aqui, um clipe de Drone. E puta merda, se era pra ser agoniante a proposta foi muito bem executada...
Sobre A Máquina - Areia
Categories :
/Damien Willis . #Bandas Amigas . #Produto Nacional . Dark Ambient . Drone . Drone Doom . Electronic . Experimental . Instrumental . Post-Industrial . Post-Rock
País: Brasil (Rio de Janeiro)
Ano: 2011
Selo: Sinewave
Comentários: No dia 28 de fevereiro vocês conferiam aqui o debut do Sobre A Máquina, Decompor, que conseguiu chamar a atenção da blogosfera, de sites especializados e até da mídia impressa. A banda idealizada por Cadu Tenório e tendo na sua formação também os músicos Emygdio Costa e Ricardo Gameiro decidiu então revelar seu segredo: Não havia segredo algum, ou pelo menos é o que acreditamos.
A simplicidade foi fundamental na criação de tal disco, e junto com ela, o feeling pessoal de Cadu T. e seus comparsas. Mas o que se destaca, o que fica no ar e ecoa por nossos cérebros são as texturas formadas por ruídos típicos do drone e ferragens do industrial. Essas camadas, mixes e ambiências tornam o produto final um verdadeiro emaranhado de idéias, barulhos e imagens. Eis que surge a complexidade.
Mas a data de hoje servirá como mais um ponto de referência do mais novo trabalho dos caras, Areia, que parece ter saído dos galpões cheios de ferrugem e cavacos para tomar um ar na areia das praias cariocas num dia nublado, onde os ruídos desconcertantes das máquinas dão lugar para o som das ondas que terminam se chocando com as pedras litorâneas.
O ar arejado mexeu com os três músicos que desta vez criaram um material bem mais melódico, se assim posso dizer. A acessibilidade musical combina contrariamente com o rotina das metrópoles e estabelece novos ânimos à sua música. Mas nos tempos atuais é preciso muito mais que a brisa do mar para se encontrar com a plena 'paz'. Deixam transparecer aqui que, embora estejam a passeio, sabem que mais tarde voltarão para os conflitos diários.
A universalidade é mantida, característica que faz do seu som representante de cada um de nós, mas agora com maior requinte. Um dos culpados é o russo Alexander Zhemchuzhnikov, que deu todo um toque jazzístico ao álbum com seu sax tenor. A ambiência mudou um pouco, mas continua sempre super-carregada, o que nos leva a crer que A Máquina estará sempre presa a eles.
Porém Sobre A Máquina pode ter ido navegar, mas levou consigo todas as ferramentas, maquinários barulhentos e aparelhos eletrônicos. A angústia agora divide espaço com a refrescância marítima. Do cão urbano mecânico à garça — também mecânica.
Arte gráfica por Thiago Modesto.
Tracklist:
01. Língua Negra
02. Barca
03. Foz
04. Garça
Download oficial
Stewin' - Inutitled Ep
Categories :
/Damien Willis . #Bandas Amigas . #Produto Nacional . Ambient . Drone . Electronic . Experimental . Instrumental . Noise
País: Brasil (Vitória - Espírito Santo)
Ano: 2011
Comentário: Aos que acompanham o blog e possuem o mínimo de curiosidade pela nossa seção "Banda Amigas" já devem ter percebido que o forte, o gênero mais explorado e os elementos mais usados são o ambient, o drone, o noise, o post-rock, a música eletrônica... Além é claro com muito recheio de experimentalismo, cobertura de atmosfera e cristais de psicodelismo. Uma delícia!
E hoje trago mais um projeto que se aventura por estes meios, o Stewin', idealizado por Evandro Depiante, liberado sobre o título de Inutitled EP e que fora finalizado em abril deste ano (e nos enviado em maio, mas tudo bem, já estou cansado de me culpar pela demora). Apesar da demora, Evandro só lançou o Aokaprism Split, um split com as bandas Migwud' e Didico, mas que também merece destaque e ganhará um post no futuro.
Entrando no mundo de Inutitled ep, ou mesmo de Stewin', noto que não se usa muito um som contínuo e alto para dar atmosfera a todas as faixas, mas sim a mesma é criada por sons estranhos que constantemente mudam de ritmo, pausam, alteram sua tonalidade... Embora isso não altere em nada o andamento rítmico das faixas, pois seguem seu rumo dando sinais de marcapassos, que no caso me refiro ao som de um baixo — embora por vezes imite-se/use-se outros instrumentos para tal. Com isso temos músicas feitas de vazios. Sim, sem ter como explicar para vocês, é como se onde normalmente tivesse uma guitarra ou notas no teclado, simplesmente, na maioria do tempo, não há nada, e quando há é pouca coisa.
Sem poder desmistificar melhor o disco, o que posso dizer é que tem uma singularidade, não total, mas tem algo de estranho nele. O melhor é que este lado estranho é o grande charme do projeto.
MySpace//LastFM//BandCamp
Tracklist:
1.Uma Mente Genial Num Momento De Insanidade 03:38
2.Analisando Tudo Acontecendo... 04:22
3.Parafusos 03:06
4.Bad Trip Infinita I 05:02
5.Bad Trip Infinita II 04:36
6.Bad Trip Infinita III 02:53
Mediafire//BandCamp
Dirge - Wings Of Lead Over Dormant Seas
Categories :
/Forbidden . Ambient . Atmospheric Sludge . Drone . Drone Doom . Prog/Sludge . Sludge Metal . Sludge/Drone
País: França
Ano: 2007
Comentários: Quando se lê o rótulo "Drone" ou "Ambient" logo se pensa em uma coisa monótona e chata, ainda mais quando se vê que o que temos aqui trata-se de um álbum duplo contendo uma música de 60 minutos de duração, totalizando os dois discos mais de 2 horas de play. Apesar disso, garanto uma coisa: São 2 horas de uma viagem nada monótona, que passam mais tranquilamente que muitos álbuns de 30, 40 minutos de riffs repetitivos. Inspirado claramente por Neurosis, Isis e Earth, a banda usa e abusa de efeitos atmosféricos misturados à guitarras pesadas do Sludge num ambiente etéreo, ao mesmo tempo que sufocante.
Formada em 1994 em Paris, Dirge é uma banda que começou como mais uma de Industrial Metal nos anos 90, mas lentamente foi se aproximando de uma origininalidade - embora sempre à sombra dos mestres Neurosis e Nadja, é importante dizer - compondo uma identidade musical que se destaca dos outros grupos do gênero num ponto crucial: Fazer um disco de 2 horas de duração com ritmos cadenciados e contrastantes, é um dos mais difíceis desafios musicais. Cada nota é bem definida, e cada efeito bem colocado. As "paredes" sonoras não desanimam, até pelo fato de vocais fazerem um papel importante na diversidade do álbum. Apesar de "Wings of Lead Over Dormant Seas", faixa única do segundo disco, ser praticamente instrumental, ela é o grande ápice do disco, que parece na realidade ter uma introdução de uma hora no disco 1, tal a grandiosidade e diversidade da faixa.
Enfim, apesar dos gêneros um tanto quanto famigerados, aos amantes de bandas como Neurosis, Isis, Nadja e Cult Of Luna, é um material quase obrigatório. A banda inclusive já saiu em tour com o Cult Of Luna, Baroness e o Earth, e surpreendentemente com o Nasum. Álbum excelente para passar um bom tempo entretido e após duas horas de Sludge/Drone ainda querer ouvir mais.
Myspace
Site Oficial
Tracklist:
Disco 1:
1 - Meridians
2 - End Infinite
3 - Epicentre
4 - Lotus Continent
5 - Nulle Part
Disco 2:
5 - Wings Of Lead Over Dormant Seas
Download:
Depositfiles
Easy Share
Megaupload
Megashare
Ziddu
Rapidshare
Zshare
Filefactory
Sendspace
Mediafire
Hotfile
Badongo




































