Comentário: Uma das maiores surpresas pra mim ao ver o lineup do sonar foi o KTL, dupla essencialmente de Ambient Music formada pelo músico avant-garde austríado Peter "Pita" Rehberg e o americano Stephen O'Malley, conhecido por inúmeras bandas íconicas no meio do Drone entre elas o Sunn O))). Quer dizer, surpresa no contexto deles tocarem em terra brasilis, por que a banda tem o perfil ideal do festival, que é um dos maiores festivais focados em música "não convencional" do mundo.
A dupla se uniu em meados de 2006 com o objetivo de criar a trilha sonora de um espetáculo teatral baseado no Kindertotenlieder, que é uma versão orquestrada de poemas do poeta alemão Friedrich Rückert composta pelo compositor romântico austríaco Gustav Mahler, criado pelos diretores de teatro Gisèle Vienne e Dennis Cooper, um franco-austríaco e um americano, respectivamente. O espetáculo teve a sua premiére em 2007 e de lá pra cá o grupo já lançou 4 álbuns, sendo que está pra lançar o quinto em 2012. Todos os álbuns tem uma relação com o espetáculo teatral, mas como acontecerá no Sónar, a dupla faz shows independentes do espetáculo regularmente.
A sonoridade da dupla é bem característica, apesar de minimalista. E eu diria até que é uma união de dois artistas de estilos bem diferentes, que acabam convergindo pelo fato de ambos terem o mesmo objetivo. Explicando melhor, Pita Rehberg é um artista bem diferente de O'Malley, enquanto o americano sempre se focou mais num som lúgubre, pesado e calcado em guitarradas intensas, Pita é um artista mais focado na cena Eletronica avant-garde, especialmente o Noise. Porém ambos os gêneros tem duas coisas essenciais em comum: primeiro o apego minimalista, e segundo o "vazio" músical cheio de sentido que criam. Com esses ingredientes, o KTL tem um som bem diferente do Sunn O))), com menos guitarras e mais dissonâncias, uma grande influencia do Industrial e até do Noise. Embora algumas vezes apareçam uma guitarra aqui e ali, o grande cerne do disco é um amontoado selencionado de sons bem concretos em conjunto com sons editados, recortados e colados quase aleatoriamente. A lá Stockhausen, eu diria.
Enfim, é complicado definir muito aprofundadamente a sonoridade do KTL por que ela é bem anárquica em si própria como o próprio estilo propõe, mas certamente agrada aos fãs do gênero, por que tem todos os elementos básicos somados a diversas influencias, desde o Dark Ambient ao Noise e ao Industrial. E certamente será um show que valerá a pena ser visto no Sónar.
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