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quarta-feira, 30 de abril de 2014
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P.H.O.B.O.S. - Tectonics

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Gênero
: Industrial/Doom Metal/Experimental
País: França
Ano: 2005

Comentário: Antes de mais nada, se faz mister a distinção: 'industrial' aqui é aquele industrial corrosivo e altamente experimental, que deu origem a uma multitude de estilos cada vez mais experimentais e corrosivos como o Noise e o Dark Ambient, e não aquele 'industrial' a qual nos referimos quando se tratando de EBM. Portanto P.H.O.B.O.S. não é mais uma daquelas bandas de Industrial Metal que resolveram ter a idéia de mesclar EBM e Metal. P.H.O.B.O.S. é uma das mais intensas, potentes e devastadoras formas de se fazer Metal já compostas, calcando-se totalmente no Noise, no Dark Ambient e no Industrial dos anos 80.

Formada em 2000, a banda foi criada por Frédéric Sacri e Philipe Gerber, em Paris, ainda que somente Frédéric permaneça na banda até hoje. Em 2003 a banda fez sua primeira aparição ao vivo, mas desde então estas continuam sendo raras. A escolha de tudo na banda é criteriosa e precisa: Phobos é o filho de Ares, o deus grego da Guerra, e representa o Medo. Ao lado de seu irmão divino Deimos, que representa o Terror, ambos nomeiam as duas luas de Marte (que é a versão romana de Ares). Phobos representa o pânico que a Guerra trás e, nos mitos, guerreava ao lado de seu pai. Como bem sabemos pelo Martial Industrial, poucas coisas combinam tão bem com industrial como a Guerra. E por que não, o medo? Não raramente os vocais rasgados estridentes na musicalidade do P.H.O.B.O.S. nos instigam um desconforto característico do pavor. Mas se não bastasse isso, ainda há samples de gritos desesperados de dor e terror espalhados por cada nota de guitarra abafada ou batida industrial da percussão da banda.

E em falando de percussão, nenhum título é mais apropriado pra esse álbum quanto "Tectonics". As guitarras no disco são completamente coadjuvantes, num mar de espancamentos industriais percussivos banhados em noise, completamente hipnóticos. A magia causada pela mistura da percussão no front e os vocais e guitarras no background é completamente envolvente, ainda que cause dores de cabeça nos desavisados. Tectonicamente imprimindo suas batidas compassadas de maneira simetrica, porém nada convencional ou previsível, as faixas do disco vão se desenrolando uma mais pesada que a outra.

Mas a música do P.H.O.B.O.S. não é somente cru e visceral, ela também é melódica. Nas profundezas da sonoridade da banda existem acordes melódicos, algumas vezes até lembrando a distorção do Nadja. Isso não torna, no entanto, o disco algo completamente imprevisível - em fato logo na terceira faixa tudo que o P.H.O.B.O.S. tem para oferecer em Tectonics já está posto na mesa. Mas ao mesmo tempo, o disco é exatamente o tipo de coisa para se ouvir com o real intuito de ouvi-lo - portanto nas segundas e terceiras ouvidas o disco cresce absurdamente. Especialmente pelo fato que ficará óbvio com qual humor este deve ser ouvido, em quais circunstâncias e em quais ambientes.

Infelizmente bem pouco divulgado, o trabalho de Frédéric deve ser mais disseminado aos fãs de Metal e Industrial, por que além de extremamente bom é uma das mais perfeitas justaposições dos dois estilos, sem exagerar em nenhum lado. Exageros esses que não se tornaram raros, mesmo num mar de tentativas de fazer essa junção anteriormente.

A banda após esse disco lançou ainda mais dois full-lenghts, onde a sonoridade foi um pouco mais desenvolvida, e esse ano está pra lançar um split com nada menos que o Blut Aus Nord, uma das mais incríveis e pioneiras bandas do Post-Black Metal. Definitivamente aguardando ansiosamente. E além de tudo isso, a arte visual da banda ainda é fantástica, o que pode ser conferido no merchandise da banda, aqui. Realmente é mais uma das coisas que me faz lamentar terrivelmente a disparidade de valor entre o Euro e o Real.




Tracklist:

1. Nietzschean Dynamics 01:44
2. Gregarious 07:11
3. Wisdoom  07:14
4. Monochrome Red 09:21
5. Engulfed In Subduction 04:02
6. Nihil Credo 07:30
7. Inseminator/Matrix 10:22
8. Dormant/Dead End 10:43


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
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Nine Inch Nails - Hesitation Marks

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Gênero: Industrial, Alternative, Experimental, Dark Ambient, Noise
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Resenhar o disco de uma banda pela qual tenho enorme admiração, que significa tanto para mim e com a qual me identifico bastante sem soar tendencioso parece uma tarefa complexa.

O Nine Inch Nails surgiu da mente perturbada do jovem Trent Reznor no final dos anos 80. Com o som caótico de seu disco de estreia, Pretty Hate Machine e o Ep  Broken lançado em seguida, a banda conquistou público e crítica. Mas, foi com o lançamento de The Downward Spiral que a banda explodiu de vez, em um sentido quase literal. A performance do Nine Inch Nails no Woodstock 94 é simplesmente histórica. A imagem de Trent coberto de lama, correndo freneticamente, derrubando tudo e todos que ficassem em seu caminho é a mais icônica de sua carreira. De lá pra cá muita coisa mudou. O som do NIN ficou mais sombrio, mais "acessível", Trent se envolveu com trilhas sonoras, decretou o fim do Nine Inch Nails, se casou, formou o How To Destroy Angels e por fim, resolveu que era hora de voltar com a banda que o consagrou.

Hesitation Marks é o oitavo disco da banda. O disco traz uma sonoridade bem diferente de seu antecessor, The Slip de 2008 e é, provavelmente, o disco mais pop do Nine Inch Nails, o que pode causar certo estranhamento nos primeiros momentos. O primeiro show do retorno já mostrava a nova direção da banda, abrindo com um música nova, 'Copy Of A', já ficava claro que Hesitation Marks seria um disco mais dançante do que o anterior. A verdade é que a escolha dos singles, 'Came Back Haunted' e 'Everything', não fez jus a totalidade do disco. Hesitation Marks é melhor do que eu esperava. Faixas como 'Satellite' te conquistam aos poucos e quando você se dá conta, está se movendo no ritmo da música. 'All Time Low', 'Various Methods Of Escape', 'I Would For You' e 'In Two' são suaves e com batidas mais pop mas, ao mesmo tempo, são sombrias e densas e é essa ambiguidade que faz de Hesitation Marks um disco especial.

No final das contas Hesitation Marks é um ótimo disco mas, peca pela extensão. Esse erro já foi cometido antes no disco duplo 'The Fragile'. Hesitation Marks é mais puxado para o trabalho de Trent Reznor com trilhas sonoras e certamente merece um lugar especial na discografia da banda.

Tracklist:
1. The Eater Of Dreams
2. Copy Of A
3. Came Back Haunted
4. Find My Way
5. All Time Low
6. Disappointed
7. Everything
8. Satellite
9.  Various Methods Of Escape
10. Running
11. I Would For You
12. In Two
13. While I'm Still Here
14. Black Noise

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sexta-feira, 25 de maio de 2012
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Tying Tiffany - Dark Days, White Nights

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Gênero: Electroclash, Synthpop, Shoegaze, Experimental
País: Itália
Ano: 2012

Comentário: Vinda da cena Indie Rock italiana, a ex-baixista, Tying Tiffany, que também já atuou em filmes independentes, lançou em 2005 a primeira música desse novo projeto, que saiu na coletânea Full Body Workout Vol. 2, da gravadora de música eletrônica alemã Get Physical. Em 2005 ela lançou seu primeiro disco, Undercover, e de lá pra cá ela não parou mais, foram dois discos e dois Ep's até chegar ao disco em questão, Dark Days, White Nights.

 Dark Days, White Nights começa com a épica "New Colony", a música é grandiosa, a típica música de abertura. "Dark Day" é mais dançante, e tem mais a cara de Tying Tiffany, "Drowin" faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 12 e é uma grande música. "Sinistral" cumpre o que título promete, é bom gothic rock, ecos de Siouxsie And The Banshees podem ser ouvidos durante a música. "She Never Dies" tem uma batida forte, é a mais dançante do disco. "Universe" e "Unleashed" são duas músicas bem post-industrial. "5 am" tem um clima ambiente que mesmo em meio a barulheira de algumas músicas não destoa do resto do disco, certamente um dos maiores destaques. "White Nights" fecha o disco invocando novamente o clima Gothic Rock.

Tracklist:
1. New Colony
2. Dark Day
3. Drownin
4. Sinistral
5. She Never Dies
6. Universe
7. Unleashed
8. 5 Am
9. Lepers Of The Sun
10. White Night

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terça-feira, 15 de maio de 2012
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oOoOO - Our Love Is Hurting Us EP

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Gênero: Shoegaze, Post Industrial, Synthpop, Dark Wave, Trip Hop
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Projeto de Chris Dexter Greenspan, oOoOO (cuja pronuncia correta é "oh") é uma daquelas bandas que foi incluída naquilo que o Pithcfork Media definiu como Witch House. O primeiro lançamento foi o EP CD-R de 2010, e de lá pra cá a banda vem ganhando reconhecimento, chegando a ser convidada para fazer remixes para bandas como The Big Pink, Him e Marina & The Diamonds.

Our Love Is Hurting Us, assim como os lançamentos anteriores do oOoOO, traz uma sucessão de músicas bem viajadas, com um ritmo envolvente e batidas que remetem ao Trip Hop. A música que abre esse Ep, "TryTry", destoa um pouco do resto do EP, em seguida "Springs", que é um dos maiores destaques desse lançamento, vem carregada de elementos do Tri Hop, como citado anteriormente, bem como a subsequente "Starr", que traz um vocal bem arrastado. "Break Yr Heart" é a música mais "acessível" desse EP, que fecha com o vocal infantil da ótima "NoWayBack".

Tracklist:
1. TryTry
2. Springs
3. Starr
4. Break Yr Heart
5. NoWayBack

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quinta-feira, 26 de abril de 2012
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Marilyn Manson - Born Villain

3 comentários
Gênero: Alternative Metal, Industrial
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: É sempre muito difícil falar de Marilyn Manson. Amado por uns, odiado pela maioria, a banda iniciou suas atividades em 1989, durante sua carreira sofreu mudanças constantes em sua formação e lançou alguns bons discos, vide o clássico Antichrist Superstar de 1996, disco produzido por Trent Reznor (tudo que esse cara toca vira ouro). Os fãs mais xiitas certamente vão se irritar com o texto que se segue.

Fato é que nos últimos anos Marilyn Manson não tem sido feliz em seus lançamentos, havendo uma queda de qualidade significativa. Born Villain, oitavo disco de estúdio da banda, era a oportunidade de Manson voltar com tudo, mas não rolou. Marilyn Manson foi uma banda que eu ouvi bastante na minha adolescência, e vê-los voltar depois de alguns discos não muito bons era algo que eu esperava muito. The High End Of Low foi melhor do que Eat Me Drink Me e a expectativa era que Born Villain fosse melhor do que seu antecessor, o que realmente aconteceu, mas ficou a sensação de que podia ser melhor. A volta de Twiggy Ramirez, que já passou por bandas como Nine Inch Nails e A Perfect Circle, além de ter gravado as guitarras no disco de estreia de Melissa Auf Der Maur (ex-Hole e ex-Smashing Pumpkins), e ter remixado algumas faixas do Oasis, realmente fez diferença, o instrumental nesse disco está impecável.

A sensação inicial que tive ao ouvir o disco era que realmente a banda tinha reencontrado seu caminho, mas infelizmente essa sensação só durou até a quinta faixa, "Slo-Mo-Tion", que, aliás, teria funcionado melhor se fosse só instrumental. O disco abre com "Hey, Cruel World", que é uma ótima faixa de abertura, o clima da música remonta perfeitamente aos tempos áureos da banda e é talvez a melhor do disco, seguida pelo primeiro single desse novo disco "No Reflection" que tem um instrumental ótimo. A sucessão de boas músicas continua com "Pistol Whipped" e "Overneath The Path Of Misery", que foi a trilha sonora de um curta metragem intitulado Born Villain, dirigido por Shia LeBeouf (aquele cara do Transformers)  e lançado por Manson como uma espécie de trailer do novo disco. O que se ouve após a já citada "Slo-Mo-Tion" é uma repetição daquilo que já tinha sido feito em High End Of Low, mais do mesmo. O clima quebra e o disco soa completamente diferente do que estava, com algumas exceções como a excelente "Murderers Are Getting Pretier Every Day".

É interessante ver um artista que tanto cultuei em minha adolescência se recriando, ou pelo menos tentando. Born Villain é um disco que vai agradar os fãs mais recentes, mas aqueles que como eu, estão velhos e entediados, só terão alguns momentos de diversão e nada mais. Espero que os próximos discos continuem com essa melhoria gradual que vem ocorrendo. Em entrevista recente Marilyn Manson disse que esse disco seria a sua volta, bem, ele quase acertou.

Quase me esqueço, a faixa "You're So Vain" é um cover de Carly Simon e conta com a participação do ator, galã e ídolo de todo e qualquer pseudo-cult Johnny Depp.

Tracklist:
1. Hey, Cruel World
2. No Reflection
3. Pistol Whipped
4. Overneath The Path Of Misery
5. Slo-Mo-Tion
6. The Gardener
7. The Flowers Of Evil
8. Children Of Cain
9. Disengaged
10. Lay Down Your Goddamn Arms
11. Murderers Are Getting Prettier Every Day
12. Born Villain
13. Breakin The Same Old Ground
14. You're So Vain
15. No Reflection (Radio Edit)

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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The Girl With The Dragon Tattoo - OST

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Gênero: Post Industrial, Dark Ambient, Experimental, OST
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: 'The Girl With The Dragon Tattoo' é um filme de 2011, dirigido por David Fincher (Seven, Fight Club) e estrelado por Daniel Craig e Rooney Mara. A adaptação do livro 'Män som hatar kvinnor', escrito por Stieg Larson, é um remake de um filme sueco de 2009. 'The Girl With The Dragon Tattoo' conta a história de Mikael Blomqvist, um jornalista que teve sua carreira destruída após perder um caso de difamação contra um grande empresário sueco. Blomqvist é contratado para tentar decifrar o sumiço de uma garota há 40 anos, que possivelmente foi assassinada. Durante as investigações Mikael conhece Lisbeth Salander, brilhantemente interpretada por Rooney Mara.

 O filme recebeu 5 indicações ao Oscar, inclusive uma de melhor atriz para Rooney Mara, o trailer pode ser conferido aqui.

A trilha sonora  ficou por conta de Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Atticus Ross, parceria que lhes rendeu um Oscar pela trilha sonora do filme The Social Network, de 2010, também dirigido por David Fincher. A trilha sonora tem cerca de 3 horas e conta com um cover de “Immigrant Song” com participação de Karen O (Yeah Yeah Yeahs) que toca na bela seqüência inicial do filme e um cover de “Is Your Love Strong Enough?” creditada ao How To Destroy Angels, projeto de Trent Reznor e Atticus Ross. A trilha sonora foi lançada em formatos físicos e digitais, inclusive uma versão Deluxe contendo 6 vinis de 180 gramas.

Antes do lançamento oficial foi liberado um sampler com 6 faixas. No dia desse lançamento Trent Reznor escreveu no site oficial do Nine Inch Nails, “Nos últimos quatorze meses, Atticus e eu trabalhamos duro em 'The Girl with the Dragon Tattoo' de David Fincher. Nós rimos, nós choramos, nós perdemos nossas cabeças e no processo fizemos algumas das músicas mais lindas e perturbadoras de nossas carreiras.”.

'The Girl With The Dragon Tattoo' é excelente, uma obra prima, e a trilha sonora não fica para trás. É um trabalho incrível de Trent Reznor e Atticus Ross. Posso afirmar que foi uma grande injustiça não ter recebido indicações ao Oscar de melhor filme e ao de melhor trilha sonora.

O filme fica como indicação do Pignes.

Tracklist:

DISCO 1
1. Immigrant Song
2. She Reminds Me Of You
3. People Lie All The Time
4. Pinned And Mounted
5. Perihelion
6. What If We Could?
7. With The Flies
8. Hidden In Snow
9. A Thousand Details
10. One Particular Moment
11. I Can't Take It Anymore
12. How Brittle The Bones
13. Please Take Your Hand Away

DISCO 2
1. Cut Into Pieces
2. The Splinter
3. An Itch
4. Hypomania
5. Under The Midnight Sun
6. Aphelion
7. You're Here
8. The Same As The Others
9. A Pause For Reflection
10. While Waiting
11. The Seconds Drag
12. Later Into The Night
13. Parallel Timeline With An Alternate Outcome

DISCO 3
1. Another Way Of Caring
2. A Viable Construct
3. Revealed In Thaw
4. Millenia
5. We Could Wait Forever
6. Oraculum
7. Great Bird Of Prey
8. The Heretics
9. A Pair Of Doves
10. Infiltrator
11. The Sound Of Forgetting
12. Of Secrets
13. Is Your Love Strong Enough?

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sábado, 10 de dezembro de 2011
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Puscifer - Conditions Of My Parole

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Gênero: Post-Industrial/Art-Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Maynard James Keenan, figura estranha, baixinho, ora cabeludo, ora careca e as vezes até com algumas trancinhas bizarras e um senso de humor tão estranho quanto ele. Fora responsável por emprestar sua voz pra uma das bandas mais geniais que o metal progressivo teve o prazer de conhecer, o magnânimo Tool. Como todo gênio hiperativo, uma banda nunca fora o suficiente pra extravasar sua criatividade, então foi responsável por liderar o A Perfect Circle, super banda que contava com ex-integrantes do Smashing Pumpkins e Nine Inch Nails. Mais uma vez com vontade de explorar outras vertentes e dar vazão a sua alma criativa criou o projeto Puscifer, dessa vez solo.

Como todo projeto de sonoridade incaracterizável, eles carregam o também rotulo inclassificável de “Post-Industrial”, uma vaga mistura de rock alternativo com efeitos eletrônicos em sua essência, mas que foge muito de bandas mais tradicionais. Como projeto solo, ele não se preocupa com limites, apenas faz o que tem vontade e julga ser bom, e felizmente o material final é de muito bom gosto. Conditions Of My Parole é aquele típico álbum em que cada música aparenta ser um tanto quanto diferente da outra, mas ao chegar no resultado final é completamente coerente e a qualidade se mantem retilínea, sem decair em nenhum momento.

Com pitadas de Art-Rock, humor sarcástico permeando todo o trabalho, devaneios eletrônicos, passagens por acordes do country, vocais femininos,  batidas de trip-hop e ambientação chillout, guitarras distorcidas e momentos acústicos, isso é apenas parte da salada desse álbum que provavelmente figura dentre os melhores de 2011.

MySpace//LastFM

Tracklist


1."Tiny Monsters"   4:44
2."Green Valley"   3:55
3."Monsoons"   4:17
4."Telling Ghosts"   4:49
5."Horizons"   3:29
6."Man Overboard"   4:19
7."Toma"   3:40
8."The Rapture (Fear is a Mind Killa Mix)"   6:14
9."Conditions of My Parole"   2:54
10."The Weaver"   4:40
11."Oceans"   3:43
12."Tumbleweed"   4:16

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
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Sobre A Máquina - Areia

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Gênero: Experimental/ Post-Industral/ Dark Ambient
País: Brasil (Rio de Janeiro)
Ano: 2011
Selo: Sinewave

Comentários: No dia 28 de fevereiro vocês conferiam aqui o debut do Sobre A Máquina, Decompor, que conseguiu chamar a atenção da blogosfera, de sites especializados e até da mídia impressa. A banda idealizada por Cadu Tenório e tendo na sua formação também os músicos Emygdio Costa e Ricardo Gameiro decidiu então revelar seu segredo: Não havia segredo algum, ou pelo menos é o que acreditamos.
A simplicidade foi fundamental na criação de tal disco, e junto com ela, o feeling pessoal de Cadu T. e seus comparsas. Mas o que se destaca, o que fica no ar e ecoa por nossos cérebros são as texturas formadas por ruídos típicos do drone e ferragens do industrial. Essas camadas, mixes e ambiências tornam o produto final um verdadeiro emaranhado de idéias, barulhos e imagens. Eis que surge a complexidade.

Mas a data de hoje servirá como mais um ponto de referência do mais novo trabalho dos caras, Areia, que parece ter saído dos galpões cheios de ferrugem e cavacos para tomar um ar na areia das praias cariocas num dia nublado, onde os ruídos desconcertantes das máquinas dão lugar para o som das ondas que terminam se chocando com as pedras litorâneas.

O ar arejado mexeu com os três músicos que desta vez criaram um material bem mais melódico, se assim posso dizer. A acessibilidade musical combina contrariamente com o rotina das metrópoles e estabelece novos ânimos à sua música. Mas nos tempos atuais é preciso muito mais que a brisa do mar para se encontrar com a plena 'paz'. Deixam transparecer aqui que, embora estejam a passeio, sabem que mais tarde voltarão para os conflitos diários.

A universalidade é mantida, característica que faz do seu som representante de cada um de nós, mas agora com maior requinte. Um dos culpados é o russo Alexander Zhemchuzhnikov, que deu todo um toque jazzístico ao álbum com seu sax tenor. A ambiência mudou um pouco, mas continua sempre super-carregada, o que nos leva a crer que A Máquina estará sempre presa a eles.

Porém Sobre A Máquina pode ter ido navegar, mas levou consigo todas as ferramentas, maquinários  barulhentos e aparelhos eletrônicos. A angústia agora divide espaço com a refrescância marítima. Do cão urbano mecânico à garça — também mecânica.

Arte gráfica por Thiago Modesto.


Tracklist:
01. Língua Negra
02. Barca
03. Foz
04. Garça


Download oficial
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
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Sobre A Máquina - Decompor

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Gênero: Experimental, Post-Industrial, Dark Ambient
País: Brasil (Rio de Janeiro)
Ano: 2010
Selo: Sinewave

Comentário:
Influenciado por bandas como SPK, Einsturzende Neubauten, Cranioclast, Swans, Sunn O))) e Nadja, o projeto Sobre A Máquina chama atenção e traz orgulho e simpatia aos apreciadores brasileiros (e estrangeiros) deste tipo de música tão pouco visto dentro de nossas fronteiras. Uma variante de experimentalismo sobre as bases mórbidas e desconcertantes do drone e do clima frio do tão orgasmicêntrico post-rock. Uma ebulição resultante de boas e más influências; de diários mentais entendiantes e tediantes; de experiências diversas e de uma canseira quase mortal da vida como ela se encontra hoje; da beleza da simplicidade e talvez da complexidade do falso-belo; da esperança escondida em rostos fechados.
Algo que podemos simplesmente capitar em nosso dia-a-dia; eles capitaram e transformaram em música.

Mas este é meu diálogo; será mesmo que foi a mensagem e as bases usadas por Cadu, Emygdio e Ricardo? Será que o trio carioca, tachado de experimental/post-industrial/dark ambient, concorda com tal descrição? E o que o compositor Cadu T. teria a dizer?
Na verdade ele já disse, em entrevista ao Fernando Augusto Lopes, do blog Floga-se (veja aqui).

Aparentemente foi sim a idéia deles, mas é fácil pensar isso ao tentar decompor seu disco. E não é pra menos um título destes. As músicas parecem realmente serem feitas para 'desmontar' (ou montar), e não é apenas (ressalto: 'apenas') um oportunista jogo de idéias meu sobre o título do álbum (como podemos notar, no encarte ainda existe uma insinuação com o nome Decompor, e claro, com a imagem do 'cão-mecânico'. Mundo cão; mundo mecânico). Após baixar, veja se encontra os elementos casuais de que mencionam. Fique inquieto e ao mesmo tempo conformado e confortado. Sinta a repetição que se mistura com ruídos dos quais se desprendem de suas próprias fontes e passam a perambular ligeiramente pelo ar. Nas belas melodias numa incansável briga com outras sonoridades irritantes. Nisso posso concordar com a resenha feita no Ponto Alternativo, onde também o disco entrara na lista de André Forte dos seus melhores álbuns de 2010.

O álbum foi lançado pelo selo Sinewave — netlabel responsável por apresentar bandas como Black Sea, Amnese, This Lonely Crowd (postada aqui), e outros de semelhante estilo e qualidade — e disponibilizado de graça para ser baixado e distribuído aos quatro cantos da Terra. Mas a parte legal é o reconhecimento do Cadu & Banda para conosco do Ignes Elevanium. Então, boa sorte na caminhada, estaremos aqui para resenhar o próximo álbum.

E assim finalizo este post dizendo que Sobre A Máquina nos ensina que se locomover de ônibus pode ser uma boa fonte de inspiração e de trama de idéias; desde que esteja na janela (a parte chata é a superlotação e um 'calor de 40 graus, às 8 da manhã').

Tracklist:
01. Expediente Contínuo
02. Rotina
03. Fôlego
04. Conflito

Ouça:


Download:
sexta-feira, 10 de abril de 2009
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Die Form - Rose Au Couer Violet

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Gênero: Darkeletro, Post Industrial, Darkwave, Neoclássico
Ano: 1994
País: França

Comentário: Mais um trabalho desse projeto no mínimo perturbador.
O álbum anterior postado por mim, o The Bach Project, é algo bem light se comparado à deformidade (o que o próprio nome do projeto remete), à distorção que Die Form está acostumado a explorar. Die segue e aborda caminhos perigosos da (sub) consciência humana, explorando temas como sadomasoquismo, fé, misticismo, os mais diversos tipos de parafilias, ou seja, a face branca do impuro e seu dualismo.
Musicalmente falando, Die Form, apesar de ser relativamente antigo (1977/78), faz uma sonoridade muito atual, com um experimentalismo que lá para a década de 90 se mostraria em bandas eletrônicas góticas: vocais com distorção, batidas mais agressivas e rápidas, neoclassicismo, etc.

Enfim, é um trabalho muito instigante, de batidas hipnóticas e sexuais.

Altamente recomendado.

Destaque para a faixa Silent Order (Remix D.F)


Tracklist:
01. Cantique II
02. Automatot 994
03. Bite of Dog
04. Eclipse II
05. Silent Order (Remix D.F)
06. Slavsex 994
07. Savage Logic (Remix D.F)



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domingo, 5 de abril de 2009
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Current 93 - Soft Black Stars Over Lisbon

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Gênero: Apocalyptic folk, Experimental, Dark Ambient, Neofolk, Post-Industrial
Ano: 2004
País: Inglaterra
Comentário: Current 93 é um projeto ativ0 desde 1980, fundad0 por David Tibet. Depois de muitos projetos musicalmente inconstantes, Tibet conseguiu achar a medida certa para a construção da sua musicalidade: letras apocalípticas - geralmente que remetem o dualismo em bem e mau, deus e demônio; misticismo; cristianismo, budismo -, vocais distorcidos e a acústica da sonoridade folk . Tibet já fez parcerias com Björk, Nick Cave, Tony Wakeford do Sol Invictus, entre outros.
Esse trabalho, Soft Black Stars, foi gravado no Teatro Ibérico Lisboa, em Portugal. A gravação está muito boa,para um show com platéia e esse trabalho não perdeu em nada da essência do que o Soft Black Stars gravado no estúdio é: Tibet, como sempre, uma mente impenetrável e genial.

Muito bom, recomendo.


Destaque para a faixa A Gothic Love Song


Tracklist:

1. Time Of The Last Persecution
2. God Gave Noah The Rainbow Sign
3. Black Flowers Please
4. Our Lady Of Horsies
5. Larkspuer And Lazarus
6. Neimandswasser
7. Maldoror Est Mort
8. Calling For Vanished Faces II
9. Sleep Has His House
10. Whilst The Night Rejoices Profound And Still
11. Alone
12. Blue Gates Of Death
13. Sunset (The Death of Thumbelina)
14. In The Courtyard
15. Antichrist and Barcodes
16. A Gothic Love Song



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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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Death In June & Boyd Rice - Scorpion Wind

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Gênero: Dark-folk, Martial, Experimental, Post Industrial
Ano de Lançamento: 1996
País: Estados Unidos/Inglaterra
Comentário: Death In June é uma banda de Neo-folk fundada pelo músico Douglas P. em 1981. A banda passou por diversas mudanças estilísticas em todos esses anos, se firmando hoje, como uma banda de neo-folk, fazendo um som acústico, folclórico, porém com letras e temas apocalípticos. Embora por vezes considerada controversa (devido em grande parte a utilização de temas e imagens relacionadas com a Alemanha nazista), em Death In June tornou-se muito influente em certos círculos musicais pós-industrial. Douglas P. foi um músico que influenciou e muito o Neo Folk pós década de 80.

Do outro lado da moeda, temos o multiartista misantropo Boyd Rice. Mais ácido, anti-humano e visceral que qualquer banda de balck metal, em meados da década de 1980 Rice se tornou amigo íntimo de Anton LaVey, fundador e sumo sacerdote da Igreja de Satan, e com isso, tornou-se sacerdote da igreja de LaVey. Ambos amigos compatilhavam dos mesmo ideiais misantrópicos, com o adendo de Rice negar socialmente e de forma fundamentada a consciência coletiva. Rice também é fundador da Sociedade Darwinista ( que promove o autoritarismo, o totalitarismo, a misantropia e tem arraigada em sua filosofia, grande parte do ideal apregoado na Igreja de Satan. Já com o pseudônimo de NON, Rice contruibuiu muito com suas idéias e declamações para bandas de Industrial, Pós Industrial e de Neo-Folk da década de 80/90, como Current 93, Death In June (!) e Rose McDowall. Em 1989, Rice foi fotografado para uma revista chamada Sassy Magazine, com uniformes que faziam apologia ao fascismo. Contra as acusões, Rice respondeu:

"Eu sempre tenho feito de tudo ao meu alcance para evitar a marcação do que faço, ou para evitar rótulos ... Para ser para além de qualquer classificação existente. Infelizmente, eu tenho aprendido ao longo dos anos que, quando se recusa a ser categorizado, há um mundo cheio de pessoas (bem menos qualificadas), ansioas para arrumar o que fazer ou pensar. O rótulo sempre vai prevalecer acima de qualquer coisa, de qualquer verdade ou compreensão. Eu nunca fiz segredo sobre meus pensamentos, ou áreas de interesse, por assim dizer. Sempre fui honesto e aberto. Nunca pretendi ser um cara legal, porque de fato, eu não sou. É impossível ser fiel a si mesmo, e ainda sim ser um 'cara legal'. Pessoas misantrópicas como eu precisam mentir por vezes... não nos damos o luxo de fazer pareceres sobre nós aos outros. (...)"

Bem, a junção de duas 'personalidades' fortes assim, só poderia resultar num projeto musical com melodias hipnotizantes, atmosférica, que levam o ouvinte a um nível de 'abstração consciente'.
Recomendo, um dos trabalhos mais ricos liricamente e musicalmente que já ouvi.

Destaque para a faixa In Vino Veritas

Tracklist:

01. Love Love Love (Equilibrium)
02 Preserve Thy Loneliness
03 In Vino Veritas
04 Paradise Of Perfection
05 Roasted Cadaver
06 The Cruelty Of The Heavens
07 There Is No More Sleep
08 Some Colossus
09 The Path Of The Cross
10 Never
11 Message
12 Funeral For 3
13 A Toast




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domingo, 23 de novembro de 2008
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Die Form - Bach Project

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Gênero: Darkwave, Neoclássico, Dark Eletro, Post-Industrial
Ano: 2008
País: França

Comentário: Die Form é um projeto de Post-Industrial formado na França em 1977/78, pelo multiartista Phillipe Fichot. A banda desde os primórdios usa como tema de suas criações temas tabus, como morte, sadomasoquismo, erotismo, além de combinar elementos musicais com sonoridades eletrônicas 'esotéricas'. Bach Project é, óbvio, um álbum dedicado ao maior compositor erudito de todos os tempos: Johann Sebastian Bach. Primeiramente, a banda apresentou o esboço desse projeto ao vivo durante o Dia Anual de Bach, na cidade alemã de Leipzig, em Janeiro de 2008. Nesse trabalho, as BWVs de Bach foram reformuladas com uma roupagem eletrônica, mítica até, sem perder nada de sua erudição e com a bela voz de Éliane P., integrante da banda desde 1986.
É um projeto muito audacioso, diferente, que agradou até a mim que tenho Bach como inspiração de minha vida e arte. Vale muito a pena conferir.

Destaque para a BWV 243 e claro, para a magnífica BWV 565.



Tracklist:
01. BWV 42-7 Am Abend aber desselbigen Sabbats (Church Cantata)
02. BWV 243-3-4 Magnificat: Quia Respexit & Omnes Generationes
03. BWV 1031 Sonata Nr 2 in Es-Dur
04. BWV 1002 Partita Nr 1 in B Moll
05. BWV 147-5 Bereite Dir Jesu noch itzo die Bahn (Herz und Mund)
06. BWV 1030 Sonata Nr 1 in H Moll
07. BWV 1004 Partita Nr 2 in D Moll
08. BWV 565 Toccata Nr 2 in D Moll
09. BWV 54-1 Aria: Widerstehe doch der Sünde
10. BWV 29 Wir danken Dir Gott wir danken Dir
11. BWV 209 2+3 Recitativ: Non sa che sia dolore & Aria: Parti pur
12. BWV 4 Christ lag in Todesbanden
13. BWV 244-39 Matthäus Passion - Aria: Erbarme Dich mein Gott!

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terça-feira, 26 de agosto de 2008
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Coil - The Backwards LP

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Gênero: Post-industrial Experimental/Acid House/Dark ambient/Noise/Drone/Industrial/Electronic
Ano: 2008
País: Inglaterra

Comentário:
Coil foi uma banda inglesa de música experimental formado em 1982 por John Ballace e Peter Christopherson, mais conhecido como "Sleazy", e são uma das maiores influências da música industrial e experimental.

A banda usa basicamente Sintetizadores como instrumento, inclundo um ANS synthesizer, e Moog synthesizer, tal como bastantes instrumentos sobre os quais eu nunca ouvi falar na vida.
Quem vai baixar acredito que saiba para o que vai, mas baixem, a banda é meio que fodona, e fazem algo diferente.


A1 Careful What You Wish For (9:11)
A2 Nature Is A Language (8:04)
A3 Algerian Basses (5:04)
B1 Copacabbala (6:52)
B2 Paint Me As A Dead Soul (6:31)
B3 Princess Margaret's Man In The D'Jamalfna (8:49)

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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