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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
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Body Void - Ruins

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Gênero: Sludge / Doom
País: Estados Unidos
Ano: 2016

Comentário: Surgindo das cinzas da Devoid, Body Void é um trio vindo de São Francisco da Califórnia e tem como objeto produzir um som visceral, nervoso e com muito peso. O álbum Ruins foi lançado em 16 de Junho e reúne 4 faixas de uma sonoridade atordoante, repleta de riffs poderosos, vocais furiosos e agonizantes, além de um clima caótico e soturno contido ao longo do álbum.

O trio formado por Will Ryan (guitarra, vocal), Parker Ryan (baixo) e Edward Holdgerson (bateria), consegue criar um Sludge / Doom cru, direto, sem firula, algo já claramente nítdo na faixa de abertura Swan. A banda sabe como adicionar elementos vindos do Crust e Drone ao longo das faixas.

Toda agressividade da veia Crust da banda é distribuída em Erased, faixa seguinte. Um ritmo pesado, mais veloz e com aquele d-beat sob medida ditam o rumo da faixa. Monolith é auto explicativa, a banda cria um ritmo monolítico e intensamente pesado ao longo da faixa. Suja, arrastada, com timbres graves e pesados, além da bateria carregada que soa como um trovão, tudo isso sendo liderado pelo vocal inquieto do Will Ryan, a faixa traz uma verdadeira devastação sonora ao ouvinte. A faixa título encerra o álbum e é a minha favorita. Durante 16 minutos, a banda leva o ouvinte a uma jornada única, com uma densidade vinda de uma atmosfera sombria e fria. Um rimo mais cadenciado com uma forte pegada Drone, a faixa traz uma construção bem elaborada e não perde a qualidade. A banda ainda soube encaixar uma passagem mais psicodélica na segunda metade da faixa, o tom mais destacado, estridente e chapado da guitarra durante um solo que se estende até os instantes finais, onde a banda alterna entre todo peso e intensidade possível ao melhor estilo de nomes como Primitive Man e Burning Witch, com ritmos cadenciados num clima mórbido e cavernoso. Um dos releases mais interessantes que escutei até o momento e fico ansioso desde já por mais material da banda.




Tracklist:

01 - Swan
02 - Erased
03 - Monolith
04 - Ruins

Ouça: Bandcamp

 
quarta-feira, 8 de junho de 2016
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Cough - Still They Pray

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Gênero: Sludge / Stoner / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2016

Comentário: Quando uma banda que você gosta muito fica por um longo período sem lançar um álbum novo, é normal que a ansiedade seja imensa quando a banda em questão anuncia que está gravando material inédito. E quando finalmente o álbum é lançado (ou vaza na web), você de imediato sente uma necessidade imensa de escutá-lo como se não houvesse amanhã. Acredito que muitos passam e passarão por isso ao longo dos anos assim como eu, que recentemente pude acabar com uma espera de quase seis anos sem um álbum novo dos americanos do Cough.

Para aqueles não familiarizados com o nome ou mais precisamente com o som da banda, o Cough cria um som não recomendado para ouvidos mais sensíveis, a banda tem um peso característico que sabe combinar muito bem com climas mais sombrios, melancólicos ou "chapados". Desde o álbum de estreia intitulado Signum Luciferi, a banda já demonstrava uma qualidade satisfatória e um som que não deixa a desejar entre as bandas mais recentes do estilo. O Cough conseguiu subir um degrau acima com o lançamento do seu segundo álbum, o excelente Ritual Abuse (o qual eu já resenhei aqui no Ignes, lembram?), que é muito bem recebido por grande parte daqueles que gostam do estilo. E agora, a banda volta com tudo no seu terceiro álbum de estúdio intitulado Still They Pray.

O álbum possui todos aqueles elementos agradáveis que a banda demonstrou nos trabalhos anteriores, entregando oito faixas de qualidade. Logo de cara vem a empolgante "Haunter of the Dark", conduzida por riffs agradavelmente arrastados e com solos frenéticos, destaque para o refrão cativante que gruda no ouvido logo na primeira audição. "Possession" é uma faixa poderosa e marcante, muito bem estruturada trazendo aquela variação nos vocais que marcaram a sonoridade da banda nos álbuns anteriores. O Cough ainda traz uma faixa lembrando a pegada de "Crooked Spine" do Ritual Abuse, a "Let it Bleed" é uma balada bad tip bem construída, bem chapada e num clima de angústia que é muito presente no álbum. A faixa de encerramento leva essa ideia ainda mais além, ""Still They Pray" é uma faixa acústica sombria e introspectiva e o momento de calmaria após toda agressividade que a banda lançou ao longo do álbum, uma pegada e vibe que lembra a "Evergreen" do Windhand, por exemplo. A minha favorita é a "The Wounding Hours", que foi uma das faixas divulgadas antes do lançamento do álbum. Trazendo aquele instrumental arrastado e que ganha um toque bem sombrio com o uso do órgão ao fundo, os vocais ríspidos e angustiantes dão um clima soturno à faixa, e os riffs são devidamente marcantes, criando uma atmosfera densa e profunda.

Still They Pray é o lançamento do ano que mais me agradou até o momento, por mais que fosse um álbum que eu aguardasse ansiosamente, a expectativa que tinha em relação a ele foi superada, o Cough mostra um amadurecimento e evolução notáveis ao decorrer do álbum, solidificando ainda mais o seu nome como uma das melhores bandas do estilo dos últimos anos. O álbum foi produzido pelo Jus Oborn do Electric Wizard, vale muito conferir!




Tracklist:

01. Haunter Of The Dark
02. Possession
03. Dead Among The Roses
04. Masters Of Torture
05. Let It Bleed
06. Shadow Of The Torturer
07. The Wounding Hours
08. Still They Pray

Ouça em: Bandcamp


sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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Inter Arma - Sky Burial

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Gênero: Blackened Sludge / Doom / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: A ideia de combinar diversos gêneros e características musicais com o intuito de criar algo diferente, não é fácil e nem sempre irá atingir o resultado esperado. Mas quando o resultado é positivo e consegue ser ainda melhor do que até os membros da banda poderiam imaginar, a certeza é de que o álbum vai render ótimas críticas. O Inter Arma passou pelas duas situações.

Não é tarefa fácil moldar uma sonoridade mais adversa e obter êxito logo de cara, o álbum de estréia Sundown serviu mais como parâmetro e referência daquilo que a banda precisava desenvolver para atingir o resultado esperado. Eis que a banda lança no ano de 2013 o Sky Burial. De início, a sonoridade pode não ser agradável para o ouvinte, a faixa de abertura "The Survival Fires" é um convite de boas vindas ao caos. O álbum requer atenção e calma do ouvinte, pois cada detalhe e características contidas vão se completar formando algo único.

O álbum é um prato cheio para aqueles que desejam escutar algo mais abrangente e completo. Riffs pesados, passagens mais melódicas e progressivas, sonoridade arrastada, vocais que beiram a insanidade e uma bateria arrasadora, são algumas das características encontradas em Sky Burial. As faixas possuem uma evolução surpreendente e trazem consigo uma dualidade de características, que permitem apontar similaridades entre as faixas, e ao mesmo tempo, diferencia-las.

Um álbum no qual a sonoridade vai sofrer muitas alterações no que se diz respeito a combinações de estilos, mas que não perde sua identidade. A sonoridade amena que se inicia na instrumental The Long Road Home (Iron Gate) e que serve de introdução para a seguinte The Long Road Home, predomina por um longo período, apresentando ótimos arranjos no violão e guitarra acústica (além do lap steel muito bem inserido), e termina num ritmo intenso, agressivo e caótico na segunda faixa citada. Em Destroyer, temos a combinação de elementos vindos do Sludge e Doom, adicionando uma percussão que lembra algo do Neurosis. Já na instrumental Love Absolute, a banda apresenta mais algumas facetas voltadas ao psicodelismo, southern e folk. A faixa título que encerra o álbum, pode ser descrita como um mix de tudo o que se é apresentado no álbum, resultando numa combinação incrível.

Sky Burial é um álbum com sensações distintas e uma sonoridade que traz uma combinação audaciosa. O plano principal é o som pesado e agressivo, que se torna ainda mais belo com o passar do tempo e traz vários elementos de estilos variados afim de se criar um som com identidade própria.




Tracklist:

01. The Survival Fires 10:10
02. The Long Road Home (Iron Gate) 03:41
03. The Long Road Home 10:06
04. Destroyer 10:13
05. ‘Sblood 06:21
06. Westward 09:48
07. Love Absolute 04:01

Download: Sendspace


terça-feira, 16 de setembro de 2014
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Kongh - Sole Creation

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Gênero: Progressive Sludge / Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: Me recordo com facilidade da primeira vez em que me deparei com esse álbum e de como me surpreendi com ele. De início confesso que antes de ouvi-lo, pensei que se tratava de apenas mais uma banda genérica do estilo, trazendo todos os detalhes e características que estão presentes em bandas com essa mescla de sonoridades.

Mas eu me surpreendi agradavelmente quando resolvi conferir a primeira faixa do álbum, o Kongh não era apenas mais uma banda qualquer e sua sonoridade era algo que não se restringia apenas à esfera do Sludge/Doom. Daí fui procurar informações sobre a banda e vi que possui um tempo até considerável de carreira (está completando 10 anos em 2014). Os membros não são nomes conhecidos, tirando o fato de que o baixista e vocalista da banda, David Johansson, já tocou em algumas performances ao vivo do Cult of Luna

Mas enfim, falando um pouco sobre o Sole Creation, já havia citado que a sonoridade da banda é um pouco mais ampla do que lhe é atribuída por alguns. Os suecos sabem pegar a base do Sludge/Doom e combinar com alguns elementos vindos do Progressivo e do Post-Metal. Logo de cara nos deparamos com a agressiva e intensa faixa título, um petardo de 10 minutos que não economiza nos riffs. O interessante é ver a evolução da faixa, que alterna em momentos mais distintos e variando entre o harsh vocal e o limpo.

Se "Sole Creation" tinha como principal tom a agressividade, a faixa seguinte "Tamed Brute" tem um tom de calmaria. Mas não se engane com isso, pois a banda se desprende dessa característica em certos momentos. Riffs arrastados cedem espaço à um instrumental mais elaborado e com arranjos mais interessantes, com o vocal limpo tendo maior destaque nessa faixa. "The Portals" mantém a pegada da faixa título, trazendo de volta a agressividade dominada por alguns dos riffs mais sujos e pesados do álbum. 

O álbum se encerra com "Skymning", faixa mais singular e easy listening do álbum. Dona de um psicodelismo incrível, a faixa se desenvolve entre riffs pesados e vocais melancólicos. O tom mais ameno que predomina em boa parte da faixa é deixado de lado no final, quando a banda encerra o álbum da maneira em que o começou: com peso e agressividade.


Sole Creation despertou meu interesse pela banda e acredito que o de muitos. Se comparado aos outros dois álbuns de estúdio lançados, a sonoridade desenvolvida é de assimilação mais fácil e mostra uma banda transitando dentro dos estilos que se propôs a tocar, experimentado e fazendo um dos álbuns que mais me agradaram em 2013.





Tracklist:

01 - Sole Creation
02 - Tamed Brute
03 - The Portals
04 - Skymning

Download: Sendspace


quarta-feira, 20 de agosto de 2014
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YOB - Clearing the Path to Ascend

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Gênero: Sludge / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: A cada ano que passa, acredito que um fato seja constante na vida daqueles que acompanham algum cenário musical ou banda, que é justamente a expectativa e ansiedade em torno de algum futuro lançamento. Tal fato ocorreu comigo diversas vezes esse ano, tendo em vista a quantidade de bandas interessantes que apresentaram material novo em 2014 e também a necessidade de compartilhar isso com vocês. A última banda que me proporcionou esse momento foi o YOB.

Com uma reputação já consolidada no cenário a que pertence, os americanos do YOB retornam com seu novo álbum de estúdio. Clearing the Path to Ascend marcou o o retorno da banda com material inédito após um período de 3 anos e a mudança de gravadora feita pela banda, que agora pertence ao selo da Neurot Recordings (administrada por membros do Neurosis).

Clearing the Path to Ascend apresenta o YOB fazendo o que sabe de melhor e mais uma vez trazendo um ótimo estoque de riffs e faixas inspiradas. A faixa de abertura é "In Our Blood", com um instrumental bem arrastado e pesado, conduzido pela ótima alternância no vocal de Mike Scheidt. A música transmite uma sensação sombria bem notável em sua segunda metade. "Nothing to Win" é a faixa mais dinâmica do álbum. Seu instrumental é mais acelerado em relação às demais faixas, mesmo que ainda um pouco distante das faixas mais agressivas já feitas pela banda. O instrumental mais acelerado é acompanhado dos berros soltados por Scheidt, e o baterista Travis Foster se destaca bastante no ritmo contínuo e agressivo apresentado pela bateria.

As duas últimas faixas trazem consigo uma sensação bem sombria e melancólica, duas características que já eram perceptíveis no início do álbum mas que atuam como plano principal nessas faixas. "Unmask The Spectre" apresenta um instrumental muito bem elaborado, com o contraste entre as partes lideradas por riffs pesados e as partes onde o instrumental possui uma ritmo ameno e estático, com Scheidt cantando de maneira bem angustiante. A faixa evolui e alterna bastante o ritmo, mas sempre mantendo a qualidade e a sensação melancólica. "Marrow" é uma daquelas faixas que te conquistam logo na primeira vez em que se escuta o álbum. Ela apresenta uma carga emocional bem tocante que vai aumentando com o decorrer da faixa. Os ótimos arranjos feitos pela banda e o instrumental bem agradável são dois pontos de destaque na faixa. Os backing vocals que acompanham Scheidt em certos momentos são excelentes. Tudo isso executado diante de um clima bem sombrio e envolvente.

Em Clearing the Path to Ascend o YOB apresenta um álbum com uma sensação bem sombria e que fica melhor a cada audição feita, apresentando uma produção que manteve a mesma qualidade dos registros anteriores. A banda soube manter sua essência e aprimorar características já utilizadas em trabalhos anteriores, elevando para outro patamar e o resultado é bem satisfatório. 




Tracklist:

01 - In Our Blood
02 - Nothing to Win
03 - Unmask the Spectre
04 - Marrow

Download: Mega

terça-feira, 13 de maio de 2014
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Asilo - Comunión

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Gênero: Sludge / Doom / Crust / Experimental
País: Argentina
Ano: 2014

Comentário: Conheci a banda Asilo no ano passado através do single Geografias / Wardance, lançado em 2012. A banda criada no ano de 2010 lançou seu primeiro álbum de estúdio no dia 2 de Abril, o qual escutei recentemente e me agradou bastante.

O quarteto que forma a banda se empenhou muito na criação do álbum e o resultado ficou excepcional. Um registro com cerca de 53 minutos de duração, distribuído em 10 faixas e que consegue prender a atenção do ouvinte.

A sonoridade da banda é bem interessante, mesclando elementos do Sludge, Doom, Crust e ainda conta com uma vibe meio experimental, tudo isso torna o registro bem rico musicalmente. A atmosfera apresentada alterna entre momentos de ira, angústia e até mesmo partes mais sombrias. O instrumental arrastado e pesado é uma constante no som da banda, que conta com momentos cheios de distorção. O tipo de vocal utilizado, soa completamente insano e perturbador, combinando perfeitamente com o tipo de som feito pela banda.

"Geografias" é a faixa de abertura e já havia sido lançada num single como disse no início da resenha. Após um começo numa levada mais Ambient, o instrumental cru e pesado dita o ritmo, com o vocal entoando toda insanidade possível. Não consigo imaginar faixa melhor pra abrir um álbum como esse. Comunión surpreende com faixas como "(Epidemia mundial del desencanto)", onde a agressividade é deixada de lado e a banda nos apresenta mais um pouco do seu lado Experimental e flerta com uma sonoridade mais Ambient. Conduzida por um piano e acompanhada por alguns efeitos mínimos ao fundo, a sensação de profundidade causada pela faixa é maravilhosa, com as letras sendo ditas com calma e vagarosamente. Existem mais duas faixas que seguem a mesma proposta, sendo elas "(Anti voz)" e "(No a la vida)". Mas a pancadaria sonora é a principal faceta da banda, faixas como "La Paciencia del Cuchillo" e "Miedo y Curiosidad", vão de encontro ao sentimento de caos e ódio criado pela banda.

Comunión é sem dúvida um daqueles álbuns que não pude deixar passar despercebido, o Asilo se mostra uma banda capaz de surpreender e criar uma sonoridade de arrancar elogios daqueles que apreciam esse tipo de som, além de fortalecer a cena musical da Argentina. Para aqueles que tiverem o interesse, todo material da banda está disponível pra download no Bandcamp e no profile do banda no LastFm.




Tracklist:
01. Geografías
02. Pichiciega Fe
03. (Epidemia Mundial del Desencanto)
04. La Paciencia del Cuchillo
05. Arquitectura del Silencio
06. (Anti Voz)
07. Dinámica del Cambio
08. Miedo y Curiosidad
09. (No a la Vida)
10. La Ultima Voluntad

Download: Bandcamp

quinta-feira, 8 de maio de 2014
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YOB - The Great Cessation

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Gênero: Stoner / Sludge / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Criada no final dos anos 90, YOB é uma banda americana oriunda da cidade de Eugene no estado do Oregon, dos Estados Unidos. Logo de início sinto a obrigação de dizer que é uma das bandas mais fascinantes que conheço e que Mike Scheidt (fundador da banda), é um cara que ganhou meu respeito, não só pelos trabalhos lançados no YOB, mas por suas empreitadas com LumbarMiddianVhöl e carreira solo.

A banda possuí 6 álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo, um split e uma demo. Entre os álbuns eu escolhi o The Great Cessation, lançado em 2009. O álbum marca o retorno da banda após cerca de 4 anos separada. Além de Scheidt (guitarra e vocal), a banda ainda conta com Travis Foster (bateria) e Aaron Rieseberg (baixo). O álbum é daqueles que rapidamente caem no gosto do ouvinte, principalmente se for alguém já acostumado com sonoridades similares. O álbum traz um clima obscuro, onde o instrumental pesado e os vocais insanos de Scheidt ditam o ritmo.

5 faixas que totalizam uma hora de duração, é assim que The Great Cessation nos é apresentado. A faixa de abertura é "Burning the Altar", que já mostra ao ouvinte um pouco do que o álbum tem para nos apresentar. Riffs sujos e pesados, um baixo que se destaca, uma bateria impecável e a alternância do vocal de Scheidt dando um toque final. Ensurdecedora, assim descrevo a faixa "The Lie That Is Sin". Após um início despretensioso, a faixa ganha um instrumental de grande agressividade e intensidade, onde novamente o vocal hipnotizante de Scheidt completa de maneira única a faixa. Não poderia deixar de citar a faixa título. "The Great Cessation" é uma das músicas definitivas do YOB e sem sombra de dúvidas uma das melhores. São 20 minutos do que se transforma em uma viagem na mente do ouvinte. Belos arranjos num clima escuro logo em seus instantes iniciais, nos levam de encontro com uma faixa que conta com um instrumental mais cadenciado, bem arrastado e que transmite uma sensação de agonia.

The Great Cessation marcou o retorno do YOB após o período separado e acredito que assim como eu, muitos tem um apego muito grande por ele. Um álbum que vai agradar aqueles que gostam de  uma sonoridade mais arrastada, conduzida por riffs memoráveis e com uma boa dose de psicodelismo em certos momentos.


Tracklist:
01. Burning the Altar
02. The Lie That is Sin 
03. Silence of Heaven 
04. Breathing From the Shallows 
05. The Great Cessation

Download: Mega

sexta-feira, 21 de março de 2014
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Ramesses - Misanthropic Alchemy

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Gênero: Sludge / Doom Metal / Death Metal
País: Inglaterra
Ano: 2007

Comentário: Aqueles que acompanham o Electric Wizard certamente conhecem o Ramesses devido à Mark Greening e Tim Bagshaw, ambos participaram da banda no período de 1995 à 2002, tocando bateria e baixo respectivamente. Após a saída do Electric Wizard montaram o Ramesses, adicionando Adam Richardson (Lord of Putrefaction, Pombagira) à formação, este responsável pelo baixo e vocal no álbuns da banda, enquanto Bagshaw ficou com o posto de guitarrista.

Após a banda iniciou suas atividades no ano de 2003, lançou algumas demos, um ep e participou de um split, mas só no ano de 2007 lançou seu primeiro álbum de estúdio. Misanthropic Alchemy é um álbum de grande qualidade e que impulsionou a banda no cenário underground na época.

O álbum foi muito bem elaborado e as composições se destacam pela intensidade e variedade. No início do álbum já temos noção dessa variedade, Ramesses Part 1 abre o álbum de maneira intensa, rápida, carregada de riffs impiedosos, um baixo desconcertante, Greening destruindo na bateria e o vocal poderoso de Adam liderando tudo. A faixa seguinte que leva o nome de Ramesses Part 3, já tem uma abordagem diferente, na qual os instrumental arrastado e os vocais limpos e guturais se alternando, dão certo charme à música.

Existem samples de filmes que são utilizados em algumas faixas, que ajudaram a criar uma atmosfera sombria no som da banda e muita distorção no instrumental, aumentando a variedade no álbum. A faixa que mais me agrada no álbum é Coat of Arms, trazendo uma guitarra mais "limpa" e distante daquele clima opressor e sombrio encontrado no restante do álbum, até que Adam recomece a destruição sonora nos minutos finais da faixa, onde a dualidade de vocais limpos e guturais dão um diferencial incrível. Adam também merece destaque pela sua performance no baixo, além  Greening e Bagshaw que também se sobressaem nesta faixa.

Misanthropic Alchemy é um álbum empolgante, recomendado pra quem estiver com vontade de escutar algo bem pesado, sombrio e intenso. A banda parou as atividades recentemente, uma vez que, todos os membros se encontram em outras empreitadas. Greening voltou para o Electric Wizard, Bagshaw está no Serpentine Path e Adam no 11 Paranoias.



Tracklist:
01. Ramesses Part 1
02. Ramesses Part 3
03. Lords Misrule
04. Coat of Arms
05. Terrordactyl
06. Before the Jackals
07. Earth Must Die

Download: Mediafire

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
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Cough - Ritual Abuse

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Gênero: Sludge/Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2010

Comentário: O Cough é uma banda americana formada na cidade Richmond no estado da Virginia, no ano de 2005. A formação atual da banda é Joseph Arcaro (bateria), David Cisco (vocal e guitarra), Brandon Marcey (guitarra) e Parker Chandler (baixo e vocal), que também é o baixista do Windhand. A banda já lançou um Ep, dois álbuns de estúdio e dois Splits. Hoje irei abordar o segundo álbum de estúdio da banda, o "Ritual Abuse" lançado no ano de 2010.

O álbum é composto por cinco faixas e possui cerca de 54 minutos de duração, Na edição japonesa do álbum contém uma faixa bônus chamada Acid Witch, a qual não inclui nessa resenha. Vale citar que Brandon é creditado no álbum, mas não participou das gravações, ele entrou na banda pra exercer a função de segundo guitarrista na turnê do álbum. É interessante ver quando uma banda consegue expandir seus horizontes como o que ocorreu com o Cough. Seu álbum de estréia "Sigillum Luciferi" já havia chamado a atenção e gerando uma ótima repercussão no underground. Em "Ritual Abuse" a evolução do que foi feito no álbum anterior é bem notável e satisfatória. O peso descomunal, o baixo arrastado, os riffs pesados, sujos e distorcidos e a bateria acompanhando precisamente cada nota executada, são as características mais marcantes no álbum. Os vocais também continuam incríveis, sejam os harsh carregados de ódio, desde os vocais limpos carregados de um tom de psicodelismo.

O álbum se inicia com "Mind Collapse", uma verdadeira obra prima do Sludge/Doom Metal. Sua atmosfera pesada, depressiva e evolvente são noticiadas bem no início da faixa. As variações de ritmo são totalmente incríveis, a distorção da guitarra, num ritmo lento e profundo, servindo de base para os vocais gritados e outrora limpos. A faixa ainda conta com algumas distorções feitas no sintetizador, dando um ar completamente sobrenatural. "A Year In Suffering" em seus momentos iniciais me faz lembrar do trabalho desempenhado pelo Electric Wizard no álbum Witchcult Today. A faixa tem um ritmo mais cativante ao contrário da faixa de abertura, aquele clima soturno e arrastado foi deixado de lado. Os vocais limpos predominam nos momentos iniciais, vindo à somar positivamente em meio a ótimas linhas de baixo, riffs pesados e solos carregados de psicodelismo. Na segunda metade da faixa, os vocais gritados são adotados, sendo executados paralelamente com o vocal limpo. "Crippled Wizard" é possivelmente a faixa mais easy listening do álbum. Possui um instrumental malévolo e bem executado, culminando no refrão onde a dualidade dos vocais causam um impacto único. A faixa dá uma acelerada no ritmo (algo até meio incomum na banda), apresentando outro ótimo solo de guitarra. "Crooked Spine" é minha faixa favorita no álbum. Inicialmente se revela como uma faixa de abordagem mais triste, ditada por um vocal limpo, calmo, longe daquilo que vinha sendo apresentado pela banda. A guitarra com um tom mais acústico em dualidade com ótimas linhas de baixo vão de encontro à um refrão envolvente e que tem a mesma sensação de profundidade mostrada nos momentos iniciais da faixa. A quebra e alteração de ritmo, se dá por mais um ótimo solo na guitarra, seguido de um riff sujo e pesado. A última faixa "Ritual Abuse" traz a mesma abordagem contida nas duas primeiras faixas do álbum: riffs lentos e arrastados, vocal principal gritado, longa duração e ótimas alternâncias no ritmo. O peso desconcertante dá as caras logo no início da faixa, onde os vocais entoam um clima de ódio profundo. As alterações no ritmo ocorrem, criando uma atmosfera pesada no decorrer da faixa. Em seus instantes finais reina um momento de silêncio, onde novamente o uso de sintetizadores vêm criar um clima sobrenatural na faixa, que após alguns minutos volta com seus riffs cheios de peso vindo a encerrar o álbum.

"Ritual Abuse" é um álbum excelente e deixou aquele gosto de quero mais nos ouvintes. Já se passaram mais de 3 anos desde seu lançamento e nesse período a banda só participou de dois splits (com The Wounded Kings e Windhand, respectivamente), contribuindo com uma faixa em cada, caracterizadas por possuírem uma longa duração, beirando os 20 minutos cada uma, talvez dando a entender aquilo que pode ser feito em um futuro lançamento. No mais, aproveitem essa maravilha de álbum!


Tracklist:
01 - Mind Collapse
02 - A Year In Suffering
03 - Crippled Wizard
04 - Crooked Spine
05 - Ritual Abuse

Download: Mega

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
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Dopethrone - Dark Foil

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Gênero: Sludge/Doom Metal
País: Canadá
Ano: 2011

Comentário: O Dopethrone é uma banda canadense criada no ano de 2008, em Montreal. O nome da banda é inspirado no clássico álbum Dopethrone do Electric Wizard. A formação da banda é composta por Vincent (vocal e guitarra), Vyk (baixo) e Big Borman (bateria) e já lançou 3 álbuns de estúdio até o momento, com probabilidade de lançar o quarto álbum no ano que vem.

Eu conheci a banda por acaso no ano de 2011, justamente através de uma resenha sobre o Dark Foil. Confesso que de início não levei muita fé na banda, certa parte por minha falta de conhecimento na época sobre a cena Sludge/Doom do Canadá. Mas logo após escutar o álbum, pude perceber que a banda é ótima e muito interessante, além de buscar mais informações sobre a banda e a cena canadense.

O álbum é composto por 6 faixas e tem duração total de aproximadamente 44 minutos. A banda evoluiu bastante nesse álbum em relação ao seu anterior Demonsmoke, cravando em Dark Foil uma sonoridade que se resume numa combinação de Weedeater e Church of Misery, resultando num som altamente viciante e agradável.

A faixa de abertura que leva o mesmo nome do álbum, é um ótimo cartão de boas vindas com sua sonoridade baseada em riffs pesados, distorcidos e os vocais raivosos do Vincent. Tap Runner é a seguinte, mantendo o peso da anterior, tendo como momentos de destaque as paradas que cedem espaço para um dos riffs mais agradáveis encontrados no álbum, a faixa é bem elaborada e bem groovy. Porcelain God é mais cadenciada que as demais, mantendo as características básicas. Ain't no Sunshine é um cover de uma canção do cantor americano Bill Weathers. Cover esse que ficou muito interessante, a banda soube como moldar a música dentro da sonoridade Sludge/Doom e criar algo belo. Zombi Powder é a faixa mais longa do álbum, com pouco mais de 14 minutos de duração, onde é o marco do psicodelismo encontrado em Dark Foil. A última faixa do álbum é Cosecha De Sangre, conduzida por um riff esmagador e muito empolgante, o baixo e a bateria em harmonia, e Vincent detonando no vocal.

Dark Foil é um álbum bem interessante mesmo não sendo inovador, mas capaz de agradar todos os fãs do estilo. É de fato o melhor registro da banda, que segue realizando seus shows mundo afora e conquistando seu público. A banda ainda tem muito o que oferecer e potencial de sobra pra emplacar mais álbuns de qualidade.


Tracklist:

01. Dark Foil
02. Tap Runner
03. Porcelain God
04. Ain't No Sushine
05. Zombi Powder
06. Cosecha De Sangre

Download: Mega


domingo, 17 de novembro de 2013
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte II

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Pois bem minha gente! Como prometido, aqui está a segunda parte da cobertura pigniana do Exhale the Sound Festival, ocorrido em BH em 9 de novembro de 2013. Foi um festival cansativo por abranger o dia todo, e debaixo de um sol de secar lagartos; mas é claro que o êxtase em ver tantas bandas boas executarem suas músicas ao vivo, da melhor forma, sobrepujou qualquer sacrifício que este branquelo tenha feito sob aquela camada de vitamina D e câncer de pele iminente. 

E suor, principalmente suor.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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God Demise - S/T

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Gênero
: Crust/Sludge
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Não é preciso se estender muito nessa resenha, quem leu o gênero da banda já curtiu sem eu precisar dizer mais nada. Mas acreditem, tem muito mais em God Demise do que simplesmente o óbvio e bem mais do que se espera de um álbum cuja duração é menos que 10 minutos.

Gravado em casa, S/T é o primeiro trabalho dos belorizontinos, que formaram a banda no final do ano passado. É um misto despretencioso de sujeira hardcore advinda de todas as direções possíveis - sludge, doom, d-beat, crust, grind - e uma pegada particular brutalmente obscura, que a diferencia e define. Os vocais são miméticos, ora soando totalmente sludge, como na faixa Sightless ora soando perfeitamente Crust, com em Allright Eyes. Isso sem falar na profundidade que tomam na última faixa, Abound In Hate. O instrumental é condizente com essas variações, ora arrastadíssimos, ora totalmente atmosféricos com um pézinho no Noise e ora completamente energéticos.

A gravação caseira da demo é incrivelmente perfeita pra sonoridade do grupo: Ao mesmo tempo que é limpa o suficiente para a veia Crust sobressair sem obstáculos, é suja na medida certa pros arrastões do sludge corroerem as caixas de som de dentro pra fora. E como a banda aposta, como já descrito, numa pegada mais obscura e intensa, o baixo tem papel especial na receita e toma essa responsabilidade com louvor em todas as faixas. S/T é uma daquelas demos que deixam uma vontade absurda de ver onde essa idéia vai dar.

God Demise é uma das bandas que eu mais to ansioso pra ver ao vivo no Exhale The Sound Festival, que vai rolar semana que vem, dia 9 de Novembro, em Belo Horizonte. Ao vivo os caras devem mostrar toda a pegada que a demo nos incita. Fiquem de olho nesses caras, recomendado demais.

Teaser dos caras pro festival:




PS: Essa capa da demo é fodona.

Tracklist:

1. Unaware Mind 02:22
2. Slumbering 01:47
3. Vagary 01:36
4. Alight Eyes 01:35
5. Sightless 01:27
6. Abound in Hate 01:03



domingo, 28 de julho de 2013
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Royal Thunder - CVI

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Gênero
: Stoner Rock/Sludge/Doom Metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Pensa naquele brinquedo da sua infância que você tinha muita estima, mas o tempo vai passando e você deixa ele de lado. Ou até um brinquedo que era de seus pais ou avós. Imagina o reencontro com esse brinquedo, e a tudo que ele representou . É justamente essa sensação que a Royal Thunder trás. É como escutar uma banda clássica dos anos 70, só que com toda sofisticação e peso dos dias de hoje. Criando um clima sombrio e psicodélico, as musicas vão passando e você percebe que cada uma delas tem um tom especial de selvagem ao calmo.

A banda e formada por Mlny Parsonz–baixo/vocal, Josh Weaver –guitarra, Jesse Stuber- batera. Os vocais femininos da Mlny com certeza marcam a banda, não pense que por causa deles a musica fica mais leve, a voz dela acompanha tão bem o som que te joga pra outro mundo. A parte instrumental trabalha tão harmonicamente que é quase impossível por defeito.

O tema lírico do disco envolve bastante os sentimentos de quem escreveu e umas viagens meio loucas metafóricas sobre algo que ainda não descobri, mas deve ser alguma coisa sentimental também.

Vou dar destaque para a musica sleeping witch, foi a primeira que escutei, foi a que mais me marcou, é de longe um dos melhores sons que já escutei esse ano. Mais do que indicado conferir o material dessa banda.

Facebook / myspace  /  Last.fm  /  bandcamp

Tracklist:
1. Parsonz Curse - 6:57
2. Whispering World - 3:49
3. Shake And Shift - 9:13
4. No Good - 3:33
5. Blue - 9:30
6. Sleeping Witch - 6:45
7. South Of Somewhere - 6:33
8. Drown - 8:19
9. Minus - 2:09
10. Black Water Vision - 5:51

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sexta-feira, 1 de março de 2013
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VA - Doommantia Vol. 1

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Gênero:
Doom Metal (Stoner, Sludge, Drone, Doom/Death, Tradicional, Pyschedelic Rock)
País
: Vários
Ano: 2012

Comentário: Doom Metal, um dos principais subestilos do Heavy Metal, muito provavelmente inclusive o primeiro de todos, cadencia e obscurece a música desde os anos 70. Lá se vão tantas décadas, onde o estilo se desmembrou em vertentes tão diversas como o popular Stoner Metal e o extremamente obscuro Funeral Doom, além da vibe atmosférica do Drone e o peso do Doom/Death ou do Sludge Metal. Nesse meio tempo milhares de bandas surgiram em todo mundo, mas nada se compara ao boom que o estilo teve dos anos 90 pra cá, quando surgiram bandas como My Dying Bride, Katatonia, Anathema e Paradise Lost, e nos anos 2000, com a internet. Internet que expandiu os limites do estilo de uma forma tão absurda que facilmente hoje em dia podemos ter acesso a bandas do estilo advindas do mais diversos cantos do globo, como a 1000 Funerals do Irã, o YOB do Japão, o Orphaned Land de Israel, o Mar de Grises do Chile e o Grämlich da África do Sul. E isso graças a sites de divulgação do estilo, como por exemplo, o Doommantia.

Na ativa a vários anos, o site se dedica a resenhas e entrevistas, de álbuns e artistas do gênero, em suas mais diversas vertentes, e se tornou uma referência no assunto, especialmente depois que criou o fórum Doommantia, um dos melhores lugares da internet pra se discutir Doom Metal com gente de todos os cantos do mundo. Porém, chegamos a parte da história que infelizmente é o objetivo deste post. O site foi cofundado por Ed Barnard, que ergueu o site de um mero blog à um site dedicado ao estilo como era até julho do ano passado, quando Ed sofreu um ataque do coração. Desde então Ed passou a necessitar de medicamentos caríssimos e cuidados médicos intensivos.

Ed e uma peita do Burning Witch. Moral.
Ed Barnard tem uma doença cardíaca congênita chamada de Síndrome de Eisenmenger. Seu mais eficiente tratamento é uma cirurgia delicada e de custo estapafúrdio, com os quais Ed não pode arcar. Após o acontecido, Ed conseguiu arduamente seguir sua vida até que, devido aos custos totais de cuidados médicos de internação, o cara foi despejado da casa onde morava e atualmente vive em abrigos, de favor ou na rua. Sim, a situação é trágica nesse nível. A situação de Ed gerou diversas atitudes de apoio ao cara, desde o apoio psicológico de toda a comunidade que acomapanhava o site, até ajuda financeira advinda de shows beneficentes, doações de amigos e até mesmo uma doação direta da Earache Records, uma das mais conceituadas gravadoras de Metal Extremo do mundo. Porém nada disso ainda foi suficiente para Ed, que piora a cada dia mais, como visto em atualizações postadas regularmente por sua esposa Sally Doomvixen no próprio Doommantia e nos fóruns.

Em vista disso, uma das mais legais formas de angariar custos em benefício de Ed foi esta coletânea que vos posto, Doommantia Vol. 1, um compêndio de nada mais nada menos que 39 bandas de Doom Metal de todo o globo e de mais variadas vertentes em mais de 4 horas de música, tudo isso coroado pelo lindíssimo artwork produzido pelo artista Coby Ellison e custando meros 7 dólares, em torno de 14 reais, disponível via download no Bandcamp. 7 dólares que além de ajudar Ed, traz consigo uma fantástica coletânea com somente bandas de qualidade surpreendentemente boa, do inicio ao fim. Desde Sludge, Death/Doom, Stoner e Psychedelic Rock até Drone, a seleção é realmente incrível. Eu confesso que adquiri a coletânea para ajudar Ed, mas me surpreendei positivamente logo na primeira audição com a qualidade das bandas aqui presentes. Então, esse post além de ser um apoio à Ed e ao Doommantia, é uma forma de apresentar-vos a uma das mais fantásticas coletâneas do estilo que vocês podem encontrar por aí.

Óbviamente neste post não haverá links para download, vou deixar apenas o link da coletânea no Bandcamp para que comprem e ajudem Ed se se interessarem. Só pra citar, a pouco mais de dois anos atrás o criador do Ignes Elevanium, Alexandre Ferreira, nosso querido Alx, faleceu devido ao mesmo problema cardíaco. Uma infeliz coincidência que só nos motiva ainda mais à divulgar a coletânea e tentar ajudar Ed da forma como podemos. Ajudem também. E lembrem-se: eu não estou exagerando só por que é uma causa nobre. A coletânea é realmente excelente. Vale muito a pena. Doações de qualquer valor independentes da coletânea também podem ser realizada no próprio site do Doommantia, à direita, via paypal. E é isso, agora é com vocês.

Tracklist:

1. Blackwolfgoat - Tyche 04:11
2. At Devil Dirt - Let It Flow 06:57
3. Low Gravity - 27 Names 07:42
4. Ichabod - Hollow God 05:46
5. Fister - Deaf Wish 04:40
6. Undersmile - Anchor 12:43
7. Compel - A National Acrobat (Black Sabbath) 06:50
8. Iron Man - Choices (Acoustic) 04:28
9. Wizard's Beard - Subirse el Muerto 08:34
10. OceansRainbow - Metatron's Cube 12:28
11. Beelzefuzz - Peace Mind 02:35
12. Conan - Hawk as Weapon (Live) 06:50
13. Lazarus Complex - The Least of These 04:42
14. Spyderbone - Your God 05:15
15. Order of the Owl - Cocaine Super Demon (7-Inch Edit) 05:55
16. Dope Flood - Uncertain 04:42
17. War Injun - War Injun 07:50
18. Heathen Bastard - Cannabis Giganticus 03:17
19. Halmos - Theory 05:56
20. Križ - Surrounded by Evil (Fulfilled with Love) 04:22
21. Bongripper - Sex Tape 04:12
22. Demonaut - Fallen/Risen 05:15
23. In the Company of Serpents - Malice 07:38
24. Switchblade Jesus - Oblivion (Live) 07:08
25. Pale Divine - Black Coven 06:10
26. When the Deadbolt Breaks - The Scavengers Daughter 07:24
27. Bastard of the Skies - Grays Sports Almanac 03:49
28. Gorgantherron - Cemetery Shoes 03:31
29. Screaming Mad Dee and Alex Vanderzeeuw - The Situation Dies 02:47
30. Chowder - The Innsmouth Look 03:40
31. War Iron - Inch Cape 12:09
32. Hollow Leg - Warbeast 06:41
33. Crawl - Butchers Hollar 02:48
34. Desolation - The Light is Gone 10:35
35. Ketea - Quiet Ruin 09:18
36. Sludgethrone - Tortured Reach 07:00
37. Vulture - Long I Crawl 05:38
38. Wolfpussy - Last Call 03:25
39. The Departure - Farewell 03:50

Pra ouvir e comprar no Bandcamp:



Só pra sacarem o nível da coletânea, temos coisas a esse patamar aí no meio. Finíssimo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
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Batillus - Furnace

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Gênero
: Doom/Sludge/Black Metal
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Batillus é uma banda bem nova no cenário estadunidense do Doom Metal mais extremo, tendo se formada em 2008, mas no entanto de lá pra cá já tendo lançado 3 splits, 2 EPs, 1 Full e estar prestes a lançar mais um Full em 2013. Furnace é o debut da banda, de 2011, e um imperdivel disco pra fãs de bandas como Burning Witch, Monarch!, Thou e afins.

A sonoridade de Furnace é um constante misto de um instrumental voltado para diversas vertentes do Doom Metal com vocais bem além do próprio estilo, bem mais pesados, rasgados e intensos que o previsível. O mais interessante da banda é que o instrumental oscila entre trechos cadenciadíssimos onde a banda se aproxima bastante de um Funeral Doom extremamente seco, até momentos mais pesados onde a influência do Sludge e até mesmo do Stoner Metal é evidente. E nesses trechos é que os vocais de Fade Kainer são melhor aproveitados, dando um feeling excelente e até mesmo uma pegada levemente diferenciada pra outras bandas do estilo, permanecendo extremamente violento e arrastado ao mesmo tempo.

Quem curte bandas como o Eyehategod, que pratica um Sludge mais obscuro, provavelmente se sentirão em casa com o Batillus, e ainda vão ganhar o fato que a banda pega outras influências interessantes no seu som, mas nessa mesma vibe obscura e violenta. Há a presença não muito constante de teclados aqui e lá na sonoridade, algo meio inesperado pra uma banda desse estilo, porém que combina muito bem em certos momentos mais cadenciados e próximos a um Funeral Doom pesado, como dito antes. Em certos momentos a banda no entanto cai de cabeça no Black Metal, seja com blast beats ou seja com vocais extremamente abafados e rasgados. No entanto, nesses trechos, as guitarras permanecem bem cadenciadas o que torna a sonoridade mais próxima de um DSBM extremamente lúgubre, o que combina extremamente bem com o Sludge Metal. Então fica tudo em casa, e flui muito bem.

Batillus é uma excelente banda que se propõe a fazer um estilo relativamente saturado mas o faz com excelente proficiência e ainda tem seu diferencial em detalhes muito importantes. Recomendado que apreciem enquanto o novo da banda não sai, e a previsão é sair em março, pois os teasers do disco preveem um excelente lançamento pra 2013 no estilo.




Tracklist:

1. ...And The World Is As Night To Them 08:53
2. Deadweight 05:39
3. Uncreator 03:39
4. The Division 08:21
5. What Heart 07:44
6. Mautaam 10:08

Download:

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
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Acid Bath - Discografia

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Gênero
: Sludge Metal
País: EUA
Ano: 1991-1997

Comentário: Lousiana pertence aos EUA, mas é um estado banhado pelas águas do Caribe. Talvez isso explique a musicalidade efervescente dessa terra, especialmente em uma das cidades mais musicalmente prolíficas dos Estados Unidos, Nova Orleans. Se Lousiana já era um ponto de convergência musical mundial com o Jazz e o Blues, no final dos anos 80 e início dos anos 90 outro estilo típicamente influenciado justamente pelo Blues surgiria por lá: o Sludge Metal. Bandas como Down, Crowbar, Eyehategod e Soilent Green reinventaram a fusão de Metal de Hardcore na forma de um Doom Metal bluezado, mas ao mesmo tempo visceral como o Hardcore. E nesse caldeirão de influências que era o Sludge Metal surgiram várias bandas que expandiam ainda mais esse leque de influências (a exemplo do Melvins, de Washington, que antecipava as revoluções do Metal americano e em especial o Sludge, o Grunge e o Stoner quase a todo novo disco que lançava). Entre essas bandas está o Soilent Green que mesclava nesse contexto o Grindcore, e o astro desta discografia que vos posto, o Acid Bath que foi uma das bandas do estilo mais ousadas em mesclar influencias a sonoridade original do gênero.

Porém, o Acid Bath ao contrário de todas as outras bandas de Lousiana que citei não vinha de Nova Orleans, e sim de uma cidade de 33 mil habitantes ao sul de Nova Orleans chamada Houma (que é um dos maiores exemplos da desigualdade social nos EUA, evidenciada pelo fato de que mais de 20% da população da cidade vive abaixo da linha da pobreza). Talvez isso explique como o Acid Bath é diferente, único e particular em relação a cena do Sludge de Nova Orleans. Enquanto estas últimas eram bandas em sua maioria viscerais e pesadas, o Acid Bath bebia de influencias menos intensas. Especialmente o Gothic Rock, o Country Rock e o que viria a explodir na forma do Grunge. E isso tudo aliado ao bluezísmo característico do Sludge e aos vocais inconfundíveis de Dax Riggs que seguravam a responsabilidade dos vocais rasgados do Hardcore ao mesmo tempo que tinha um vocal limpo incrivelmente influenciado pelo Country que o tornava completamente único.

segunda-feira, 16 de julho de 2012
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Porco na Cena #1 - Eclipse Doom Festival V

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Olá amiguinhos, amiguinhas e inimiguinhos, estamos aqui novamente para apresentar uma nova seção no Pignes. Esta que no entanto não é nova em nossos propósitos, já pensavamos em criar algo congênere a muito, muito tempo mesmo. O Porco na Cena será uma coluna de resenhas de shows e festivais que nós do Ignes frequentamos. E acho que vocês vão adorar essa idéia.

Uma coisa que sempre pensamos e tivemos como chave no nosso propósito com o blog é a importância dos shows e festivais. Somos um blog com conteúdo pra download incrivelmente extenso, que muitos criticam fortemente por sermos 'ladrões de propriedade intelectual', porém somos também grandes frequentadores de shows e festivais (e também colecionadores de mídias físicas, e vem surpresa por aí no que concerne a isso). A relação entre as duas coisas está no fato que enquanto tentamos propagar a cultura de forma aberta através dos downloads, os shows e festivais permanecem experiencias únicas de contato com os artistas que um download, mesmo de um DVD, jamais poderá reproduzir totalmente. Dessa forma a idéia de resenhas de shows surge naturalmente sem a presença de downloads, exceto bootlegs que podem aparecer ocasionalmente. A idéia aqui é incentivar mesmo a presença nos shows contando as experiencias não só musicais que ocorrem num evento desse. E o primeiro festival que vamos mostrar aqui é um festival incrivelmente legal que ocorreu em terra brasilis com bandas nacionais de um estilo que só agora vem sendo valorizado dentro do Brasil: O Doom Metal. 


Espero que curtam essa nossa iniciativa e o primeiro capítulo dessa nova saga, o Eclipse Doom Festival V que aconteceu em São Paulo no dia 15 de Julho deste nosso 2012 e foi produzido por uma iniciativa muito legal dentro da cena do Metal brazuca, a União Doom Metal BrasilQuem foi lá, conferiu os shows e traz a resenha pra a gente é o Nixespero que curtam e vamo em frente ver o que rolou por lá.

sábado, 14 de julho de 2012
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Iron Monkey - Our Problem + We've Learned Nothing (EP)

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Gênero: Sludge Metal
País: Reino Unido
Ano: 1998 (o EP é de 1999)

Comentário: É com essa capa horrívelmente condizente com a sonoridade do disco que o Iron Monkey, banda de Nottingham formada em 1994, estampava seu segundo e último full-lenght. 'Iron Monkey' é o título de um filme cult de 1977 produzido em Hong Kong protagonizado por um lutador de Kung Fu e justamente mestre na modalidade do Macaco. Em 1993 saia um remake do mesmo filme então suponho eu que para uma banda nascida em 94 praticando uma das mais intensas e diretas variantes do Metal, a inspiração no filme foi sem dúvida uma boa escolha de nome.

A banda fazia parte da famosa e mítica Earache Records, deonde raramente vem algo ruim (ou leve) e assim sendo a banda pra mim e pra muita gente permanece como uma das mais incriveis bandas do Sludge Metal da época. Apesar de influenciada por nomes pesados do estilo como Grief, Crowbar e Eyehategod, que em geral remontavam suas origens na década de 80, o Iron Monkey ia além com vocais bem (sério, até mais que o Eyehategod e o Grief) rasgados mesmo, e um instrumental também mais cadenciado que o Crowbar, embora tenha suas foderásticas passagens bastante Hardcore Punk com baterias bem agitadas e guitarras com afinações lindissimamente graves. Naturalmente como é fácil de notar, todos os bons elementos do Sludge Metal dos anos 90 estão presentes no Iron Monkey e o fato de pertencer ao plantel da Earache somado a isto nos dá quase que a plena certeza que não iriamos nos decepcionar ao ouvir o som dos caras.

E realmente, poucas bandas tem o peso desses caras, a citar o próprio Eyehategod e algumas bandas mais recentes como o Thou e o Cough, que no entanto, são bem mais atmosféricas e ligadas ao Doom Metal. Dentre as bandas que tentam manter mais vívidas a pegada de hardcore punk, o Iron Monkey é sem dúvida uma das mais pesadas. Mas peso não é tudo, e o feeling presente nos riffs e nas levadas de bateria fazem absurdamente bem o papel de fechar todos os buracos que uma banda que se calcasse somente no peso deixaria. Os vocais são fantásticos, Johnny Morrow tem um rasgado incrivel que não varia muito durante o álbum mas é um dos grandes destaques do disco. Infelizmente o cara faleceu em 2002 e a banda dedicou a ele uma coletânea lançada no mesmo ano com lives e b-sides chamada Ruined by Idiots.

A banda que já não produzia muito material desde um EP (este que posto aqui neste mesmo post, We've Learned Nothing, na mesma vibe do disco) e um Split com os japoneses do Church Of Misery lançados em 1999, acabou encerrando suas atividades de vez no mesmo ano. Mas em 2009 foi lançado um boxset com os dois álbuns dos caras, o homônimo de 1997 e este aqui. E só pra complementar as informações interessantes sobre os caras, ainda tem o fato que o baterista da banda era ninguem menos que Justin Greaves, que já tocou no Electric Wizard, no Teeth Of Lions Rule The Divine e atualmente lidera o aclamadíssimo Crippled Black Phoenix. Portanto nota-se claramente que a receita que construia a banda tinha tudo pra dar incrivelmente certo: músicos incriveis, uma gravadora especializada em bandas extremamente pesadas que proporcionou uma produção limpíssima ao disco e influencias da melhor qualidade. Mas se ainda restar dúvidas, recomendo demais todas as prévias.

Tracklist:

1 - Bad Year 6:09
2 - Supargorgonizer 3:59
3 - Boss Keloid 5:23
4 - IRMS 6:29
5 - House Anxiety 3:49
6 - 2 Golden Rules 4:34
7 - 9 Joint Spiritual Whip 19:58
8 - Omi Bozu (Wisdom Of Choking) 13:13

Mais as tracks do EP:

9 - Sleep To Win 1:40
10 -Arsonaut 9:55
11- Kiss Of Death 4:48


Links:

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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Love Sex Machine - Love Sex Machine

2 comentários
Gênero: Sludge Metal / Sludge Doom / Sludgecore / Post-Metal / Noise / Experimental
País: França
Ano: 2012

Comentário: Love Sex Machine. Um nome burlesco com uma capa irreverente. Se você olhar os títulos das faixas do álbum ("Anal on Deceased Virgin" ou "Killed With a Monster Cock") você irá pensar que esta banda é mais uma piada da turma do Grindcore. Mas ao ouvir o álbum de estreia desta banda, sobre a qual há poucas informações, você verá que os caras levam sua música a sério.

Bem, talvez não tão a sério, pelo menos quanto à temática revelada nos títulos das canções. Mas o som é muito bem elaborado. Não se trata de Grindcore, mas é um Sludge muito barulhento. Segundo descrição no Bandcamp da banda, sua música soa como o fim do mundo. De fato. Guitarras com afinações muito graves, distorcidas sem piedade, fazendo riffs lentos e intensos em meio a uma barulheira constante que não posso afirmar que vem apenas das guitarras. Mas é esse noise de distorções que garante a elegência do trabalho, pois gera uma atmosfera obscura e visceral para as canções, que se constroem com certa irregularidade.

Ademais, eu posso dizer o mesmo que comentei quanto ao trabalho do Jucifer: uma estranha mistura de primitivismo e elegância na música desta estranha banda, que provavelmente irá agradar aos fãs do Sludge grave e violento. O melhor de tudo é que o material é disponibilizado abertamente, sem as frescuras de Copyright. Apreciem.



Facebook || Bandcamp

Tracklist:
1. Anal On Deceased Virgin 05:35
2. Deafening Peepshow 04:30
3. Fucking Battle 02:37
4. Antagonism Can STFU 02:59
5. Plenty Of Feelings 02:26
6. Vagina Curse 05:20
7. Killed With A Monster Cock 04:44
8. Warstrike Takes The Piss 04:35



Download: 
(Mp3 320kbps / FLAC)
Bandcamp

(Mp3 320kbps 78mb)
Rapidshare
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
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Jucifer - Throned In Blood

0 comentários

Gênero: Sludge Metal / Noise Rock
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Jucifer é uma das bandas mais curiosas que conheço. Se você, leitor, ainda não conhece, saiba que deveria. Talvez sua falta de reconhecimento se deva à instabilidade em seu som, o que gera dificuldade em encaixar seu trabalho em um cenário, ou mesmo classificá-lo em um estilo.

A banda (é melhor dizer "a dupla") já foi apresentada aqui no blog, veja o post clicando aqui. O post é antigo e, neste momento, os links estão desatualizados. Mas a resenha é do álbum "If Thine Enemy Hunger", talvez o trabalho mais eclético da dupla (recomendadíssimo!). E sua sonoridade é exatamente como foi descrita: barulhenta, mas com momentos melódicos, passeando pelo Post-Rock, Alternativo e boas doses de Shoegaze. Este álbum é seguido por "L'autrichienne", um longo disco conceitual, que se mostrou um pouco menos eclético.

"Throned In Blood", o álbum apresentado neste post, veio para definir de vez o som do Jucifer. O álbum é cru, bruto, direto. Sua proposta, segundo dizem, é focar no clima que embala as apresentações ao vivo da dupla, marcadas pelo peso e simplicidade do trabalho do casal: Edgar Livengood, na bateria, e Amber Valentine, com uma guitarra excessivamente distorcida, milhares de amplificadores e berros assustadores; pouco condizente com a bonita aparência da garota.

Ao contrário dos álbuns anteriories, "Throned In Blood" limita sua sonoridade ao desempenho dos elementos básicos - guitarra, bateria, vocais rasgados - fazendo assim, um Rock voltado ao extremo, muitas vezes beirando Death e Black Metal, Punk, Hardcore, mas mantendo-se principalmente no estilo que podemos chamar de Sludge/Doom. Desta forma, apesar de ser um álbum focado, ainda há um certo nível de ecletismo e de instabilidade no som da dupla. De fato, há momentos arrastados intercalados com momentos puramente Grindcore, e um resquício de melodia na voz de Amber. Há uma estranha mistura de primitivismo e elegância musical neste trabalho. É possível sentir um clima  amigável, apesar da guitarra dissonante e constante, apesar do feeling intenso de ira/ódio, este bem condizente com a temática do álbum, que aborda os horrores da guerra.


Site Oficial || MySpace

Tracklist:
01. Throned In Blood
02. Contempt
03. Work Will Make Us Free
04. Return Of The Native
05. Disciples Of An Expanding Sun
06. Hiroshima
07. Rifles
08. Good Provider
09. Spoils To The Conqueror
10. Armageddon



Download: 
(81mb, 320kbps)

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.