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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
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Call of the Void - Ageless

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Gênero: Grindcore / Crust / Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Qualquer dúvida sobre a qualidade do segundo álbum de estúdio do Call of the Void que eu poderia ter, desapareceu em questão de minutos. Bastou eu dar play em Ageless para notar que a banda não está para brincadeira.

A banda faz um mix de diversos estilos e consegue criar uma sonoridade absurdamente agressiva, direta e suja. Imagine mesclar elementos de Grindcore com Sludge, Crust Punk e Hardcore, certamente você vai se lembrar de pelo menos uma banda que já tenha feito isso antes. Mas não estou cobrando originalidade do Call of the Void, o resultado final de Ageless fala por si próprio. 

Se com Dragged Down a Dead End Path a banda já deixou claro sua proposta, Ageless serve para mostrar que a banda tem potencial para esse tipo de sonoridade. O álbum possui guitarras que seguem um padrão similar, sempre num tom mais agressivo e com poucos momentos mais "limpos". A bateria e o baixo acompanham de perto o ritmo e característica das guitarras. O vocal totalmente harsh, traz consigo toda a fúria que o instrumental transmite ao ouvinte. 

Sem dar muitas voltas, as faixas se encaixam perfeitamente dentro do contexto do álbum. A ferocidade da faixa Truth in Bone é o primeiro grande momento do álbum na minha opinião, com grande destaque para o baterista Gordon Koch. A faixa "R.I.S." por sua vez é uma das mais curtas do álbum e traz uma influência perceptível do Converge. A banda incluiu duas faixas instrumentais, I e II respectivamente, só consigo imaginar que estão ali para dar uma "pausa para respirar" ao ouvinte. O combo iniciado com a faixa The Hive e que se estende até a faixa Honor Among Thieves, é devastador. Uma sequência de 4 faixas que distribuem uma pancadaria da melhor qualidade.

Ageless foi lançado no último dia 6 de Fevereiro, pela Relapse Records. São 34 minutos de uma sonoridade bem intensa e agressiva, construída com diversas influências e muito bem encaixadas dentro da proposta da banda. 




Tracklist:

01. Old Hate
02. Truth In Bone
03. The Sun Chaser
04. R.I.S.
05. Black Ice
06. I
07. The Hive
08. Cold Hands
09. Long Knives
10. Honor Among Thieves
11. II
12. Ageless

Ouça em: Spotify

:
terça-feira, 13 de maio de 2014
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Asilo - Comunión

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Gênero: Sludge / Doom / Crust / Experimental
País: Argentina
Ano: 2014

Comentário: Conheci a banda Asilo no ano passado através do single Geografias / Wardance, lançado em 2012. A banda criada no ano de 2010 lançou seu primeiro álbum de estúdio no dia 2 de Abril, o qual escutei recentemente e me agradou bastante.

O quarteto que forma a banda se empenhou muito na criação do álbum e o resultado ficou excepcional. Um registro com cerca de 53 minutos de duração, distribuído em 10 faixas e que consegue prender a atenção do ouvinte.

A sonoridade da banda é bem interessante, mesclando elementos do Sludge, Doom, Crust e ainda conta com uma vibe meio experimental, tudo isso torna o registro bem rico musicalmente. A atmosfera apresentada alterna entre momentos de ira, angústia e até mesmo partes mais sombrias. O instrumental arrastado e pesado é uma constante no som da banda, que conta com momentos cheios de distorção. O tipo de vocal utilizado, soa completamente insano e perturbador, combinando perfeitamente com o tipo de som feito pela banda.

"Geografias" é a faixa de abertura e já havia sido lançada num single como disse no início da resenha. Após um começo numa levada mais Ambient, o instrumental cru e pesado dita o ritmo, com o vocal entoando toda insanidade possível. Não consigo imaginar faixa melhor pra abrir um álbum como esse. Comunión surpreende com faixas como "(Epidemia mundial del desencanto)", onde a agressividade é deixada de lado e a banda nos apresenta mais um pouco do seu lado Experimental e flerta com uma sonoridade mais Ambient. Conduzida por um piano e acompanhada por alguns efeitos mínimos ao fundo, a sensação de profundidade causada pela faixa é maravilhosa, com as letras sendo ditas com calma e vagarosamente. Existem mais duas faixas que seguem a mesma proposta, sendo elas "(Anti voz)" e "(No a la vida)". Mas a pancadaria sonora é a principal faceta da banda, faixas como "La Paciencia del Cuchillo" e "Miedo y Curiosidad", vão de encontro ao sentimento de caos e ódio criado pela banda.

Comunión é sem dúvida um daqueles álbuns que não pude deixar passar despercebido, o Asilo se mostra uma banda capaz de surpreender e criar uma sonoridade de arrancar elogios daqueles que apreciam esse tipo de som, além de fortalecer a cena musical da Argentina. Para aqueles que tiverem o interesse, todo material da banda está disponível pra download no Bandcamp e no profile do banda no LastFm.




Tracklist:
01. Geografías
02. Pichiciega Fe
03. (Epidemia Mundial del Desencanto)
04. La Paciencia del Cuchillo
05. Arquitectura del Silencio
06. (Anti Voz)
07. Dinámica del Cambio
08. Miedo y Curiosidad
09. (No a la Vida)
10. La Ultima Voluntad

Download: Bandcamp

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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Fukpig - 3

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Gênero: Black Metal / Crust / Grindcore
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: O último álbum de estúdio dos necropunks ingleses do Fukpig, foi lançado em Janeiro de 2012 e recebeu o nome 3, fazendo referência ao fato de ser o terceiro álbum de estúdio da banda (sério?). A banda é oriunda de Birmingham na Inglaterra e os membros atuais são Paul Kenney (Rot/Mistress) que usa o pseudônimo Misery e é irmão do Mick do Anaal Nathrakh. Paul tocou baixo numa série de shows do Anaal Nathrakh entre os anos de 2006 e 2010. O outro membro é Duncan Wilkins (Horde/Mistress), que usa o pseudônimo Drunk. Além de outros 3 que participam exclusivamente das performances ao vivo da banda.

O álbum segue na mesma linha dos primeiros, com aquela dosagem da bagagem das outras bandas que os necropunks fizeram/fazem parte. Diferente dos dois álbuns anteriores, a banda usa uma faixa introdutória. Mas logo em seguida a porrada começa com Alcohol and Necropunk. Sua guitarra esmagadora acompanhada por um ritmo d-beat, são incríveis. Outra característica da banda, são as partes com apenas vocal e bateria, muito útil na criação do som da banda. A sonoridade do álbum não foge da característica da Alcohol and Necropunk, contendo em alguns instantes um synth com um tom sinistro ao fundo... mas mantém a pancadaria da melhor qualidade. Experimente escutar músicas como Calculated Tyranny, A Matrix Made of Shit ou The Eulogy of a Crushed Romantic no volume máximo, é impossível manter o corpo parado!

Os assuntos retratados nas letras do Fukpig, também merecem destaque. Hack e Mean World por exemplo, fazem críticas aos meios de comunicação. Democracy Reset, faz crítica ao governo, e Fascist Moron, tem um título autoexplicativo. Isso é apenas uma prévia que dou, o álbum contém um total de 16 faixas e cerca de 34 minutos de duração.

O álbum continua nos moldes dos anteriores e acredito que agradou todos os fãs da banda, além de atrair novos. A sonoridade agressiva e veloz, com uma temática vinda de uma visão odiosa referente à certos assuntos que rolam no país da banda, mantém a cara do Fukpig em 3, além de nos deixar ansiosos por mais um álbum de estúdio da banda.



Tracklist:

01. ...
02. Alcohol and Necropunk
03. Hack
04. Mean World
05. Democracy Reset
06. Fascist Moron
07. Unattainable Ideals
08. A Matrix Made of Shit
09. Hope Stings Eternal
10. Archaic Beliefs
11. Trogalodyte
12. Calculated Tyranny
13. Delight in the Dying of the Light
14. In the Absence of your Saviour
15. This World is Weakening
16. The Eulogy of a Crushed Romantic


Download: Mega / Mediafire


quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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God Demise - S/T

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Gênero
: Crust/Sludge
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Não é preciso se estender muito nessa resenha, quem leu o gênero da banda já curtiu sem eu precisar dizer mais nada. Mas acreditem, tem muito mais em God Demise do que simplesmente o óbvio e bem mais do que se espera de um álbum cuja duração é menos que 10 minutos.

Gravado em casa, S/T é o primeiro trabalho dos belorizontinos, que formaram a banda no final do ano passado. É um misto despretencioso de sujeira hardcore advinda de todas as direções possíveis - sludge, doom, d-beat, crust, grind - e uma pegada particular brutalmente obscura, que a diferencia e define. Os vocais são miméticos, ora soando totalmente sludge, como na faixa Sightless ora soando perfeitamente Crust, com em Allright Eyes. Isso sem falar na profundidade que tomam na última faixa, Abound In Hate. O instrumental é condizente com essas variações, ora arrastadíssimos, ora totalmente atmosféricos com um pézinho no Noise e ora completamente energéticos.

A gravação caseira da demo é incrivelmente perfeita pra sonoridade do grupo: Ao mesmo tempo que é limpa o suficiente para a veia Crust sobressair sem obstáculos, é suja na medida certa pros arrastões do sludge corroerem as caixas de som de dentro pra fora. E como a banda aposta, como já descrito, numa pegada mais obscura e intensa, o baixo tem papel especial na receita e toma essa responsabilidade com louvor em todas as faixas. S/T é uma daquelas demos que deixam uma vontade absurda de ver onde essa idéia vai dar.

God Demise é uma das bandas que eu mais to ansioso pra ver ao vivo no Exhale The Sound Festival, que vai rolar semana que vem, dia 9 de Novembro, em Belo Horizonte. Ao vivo os caras devem mostrar toda a pegada que a demo nos incita. Fiquem de olho nesses caras, recomendado demais.

Teaser dos caras pro festival:




PS: Essa capa da demo é fodona.

Tracklist:

1. Unaware Mind 02:22
2. Slumbering 01:47
3. Vagary 01:36
4. Alight Eyes 01:35
5. Sightless 01:27
6. Abound in Hate 01:03



quinta-feira, 24 de outubro de 2013
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Reiketsu - Discografia

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Gênero
: Crust/Hardcore/D-beat
País: Brasil
Ano: 2009 - Atualmente

Comentário: Reiketsu é uma banda brasileira formada em 2008 em São Paulo pela dupla Bruno Ternoval (guitarra, vocais) e Kiko (guitarra, vocais). Logo após sua primeira demo, lançada de forma despretenciosa, o grupo passou a receber atenção no cenário underground paulistano com seu misto de Crustcore melódico (ou Neocrust, para os mais íntimos, na veia de From Ashes Rise e Tragedy) e uma pegada de d-beat intensa, com direito aquele clima de hardcore underground brasileiro que só a gente tem, chegando até mesmo as raias do post-metal sludgeante a lá Neurosis em alguns momentos inspirados. Com essa bagagem, o Reiketsu lançou até a data sua demo em 2009, dois splits e mais recentemente um full-lenght, Cinza, que é um absurdo. Simplesmente um absurdo.

O som do Reiketsu chama minha atenção principalmente pelos vocais, que são absurdamente intensos e marcam presença de forma cavalar na sonoridade da banda, sendo performados tanto por Bruno, que tem um vocal grave e potente, quanto por Kiko e Tiago (baixo), que possuem vocais mais agudos e rasgados. Essa combinação de vocais casa perfeitamente com a mistura de ritmos da banda, ora atmosféricos postmetalizados, ora totalmente d-beat intensos e agitados, graças ao trabalho fenomenal de Saulo, o baterista. A melodia sempre está presente, mas o peso da banda faz com que ela nos chegue de forma totalmente arrasadora aos ouvidos. Então pode ser melódico, mas não é moleza.

Reiketsu é uma excelente banda para os, como eu, aficcionados pela sonoridade sincera do hardcore nacional, e mais especialmente ainda quem curte essa veia crustcore/d-beat em conjunto com vibes atmosféricas. A soma disso tudo fica bastante original na banda, imprevisível e cativante. Recomendadíssimo, de verdade.

O grupo está no cast do festival Exhale The Sound que vai rolar dia 9 de Novembro em Belo Horizonte, com mais uma penca de bandas do mesmo nível de talento. Segue aí o teaser dos caras pro evento:




Quem escreve e faz os uploads:

 
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