Gênero: Rock psicodélico, experimental País: Brasil Ano: 2012
Comentário: E tornando periódicos meus discursos de ''não posto faz tempo, por falta de tempo'', desta vez trago um lançamento da Terra de Santa Cruz. Último dia do feriado prolongado, e finalmente um sol, ainda que tímido, dá as caras, chamando a galerinha sedentária pra brincar um pouco no playground. E também não evita que os nerds musicais corram atrás da boa música; a propósito, sendo uma banda carioca, faz a gente pensar no quão vasta é a cena da música de vanguarda do Rio de Janeiro - aqui mesmo vocês poderão conferir algumas resenhas de bandas relacionadas, como Chinese Cookie Poets. Desta vez representando o legítimo Rock psicodélico experimental, o Deus Nuvem faz uma bela incrementação com elementos de Fusion e World Music, com belas pitadas de Rock progressivo - e não poderia ser diferente numa banda que tem o mesmo espírito de Gentle Giant e King Crimson.
E logo na música de abertura de Waving at us, We've Provoked, essa influência se mostra latente: os breves dois minutos de Provoking mostra grande influência dos grupos britânicos de Prog Rock daquela era mais áurea do estilo, os idos anos 70.
O trio é formado por Leo M Pe nas guitarras, synths e no clarone (que não mostra seus aspectos graves neste álbum), Philip Moraes no baixo e Dagotta Cereno na bateria, mas conta também com a participação ampla de outros artistas e uma verdadeira orquestra é regida, com a participação de um saxofonista, um trombonista, uma percussionista (mostrando bem o lado World Music influenciado pela cultura africana) e um violoncelista; este último aparece em conjunto com o baixo melodioso em Death of the I e com o belíssimo conjunto formado pelo sax e pelo piano (enquanto o violoncelo se mantém em pizzicatadas). Day 2 é um brevíssimo instrumental, uma brincadeira com os sintetizadores, que apenas abre a passagem para as bases de piano, bateria um pouco mais enérgica de Red Sun Part I, e um amontoado de solos bem compostos na qual todos os instrumentos dão as caras, de forma e de outra - e é uma mistureba lindíssima de se ouvir! Me arrisco a dizer que toda a psicodelia que a banda queria passar em seu álbum está contida nessa faixa.
Essa amálgama de texturas e nuances no som do Deus Nuvem é o que torna a banda singular. O efeito proporcionado pelos metais cobertos com solos inspirados de guitarra e piano, auxiliados pelo conjunto etéreo formado pelo violoncelo e pelos sintetizadores (que aparecem mais mascarados) é uma constante que se mostra mais forte três últimas canções; Red Sun Part II é a continuação imediata de sua primeira parte, com uma intensidade diminuída, o que se mantém em Omniverse com melodias mais voltadas aos pianos, e encerrando de maneira branda um belíssimo lançamento do grande Deus Rinoceronte que invade os céus cariocas.
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