Gênero: Progressive Rock, Psychedelic Rock, Post-Punk, Space Rock País: Brasil Ano: 1995
Comentário: Segundo o site oficial da banda, em março de 1984 "Surge o Violeta de Outono, banda ainda sem nome paralelamente ao Zero. Encontros esporádicas num porão do bairro de Pinheiros, São Paulo, deram origem à banda, formada por Fabio Golfetti, Claudio Souza (ex-membros da primeira formação da banda Zero) e Angelo Pastorello. O som, um resultado da inspiração do rock psicodélico/progressivo e elementos de arte contemporânea, arquitetura e artes visuais".
Esta é uma breve "definição" inicial da banda sobre si e com certeza é um bom resumo para se ter uma idéia do que se está prestes a ouvir. Porém, não é totalmente suficiente. Há algo de único no som do Violeta, primeiramente, pelo fato de ser um tanto destoante do som que se vinha fazendo no Brasil na década de 1980, o que não quer dizer que a banda estava deslocada de seu tempo, até por que o seu período de surgimento foi essencial para que o som se apresentasse da forma como se apresentou; segundo por que as influências observáveis formam uma mescla bem interessante, apesar de não ser única, como eu pude descobrir mais tarde.
Violeta de Outono me foi apresentada como pós-punk. Isso não parecia fazer muito sentido, afinal, em minha cabecinha o rock progressivo e o pós-punk eram um ótimo exemplo de extremos opostos musicais. Mas eu estava enganado. Para ser mais sucinto, eu acreditava que o progressivo deveria ser "refinado" demais, enquanto o pós-punk teria que ser bem "despojado". Só que, se a gente analisar direitinho, vez ou outra os dois bebem águas da mesma fonte, como o experimentalismo e o psicodelismo. A banda parece possuir um tom nostálgico em relação à psicodelia tão presente nos anos 60 e 70. De fato, se você não conhece a banda, é difícil acertar que se trata de uma música oitentista, a não ser por um fator: a influência, ainda que tímida do pós-punk e do new wave.
Não gosto de deixar de fora minhas impressões pessoais acerca do que ouço, apesar de acreditar que as experiências são distintas e únicas para cada pessoa. Contudo, Violeta de Outono me toma em uma sensação de sinestesia em que dançam, loucos e vibrantes, sons, cores, luzes cintilantes e texturas. É um som encorpado e ondulante. É uma experiência sonora que pode petrificar alguns e derreter outros.
Impressões viajatórias à parte, este álbum é uma reedição em CD de dois discos anteriores, "Violeta de Outono" e "Em toda a parte". As músicas nele contidas contêm, eu diria, a essência da banda, que está ativa até hoje. Pra quem deseja conhecê-la mais a fundo, recomendo muitíssimo que acesse o site, que é muito bem feito e com links bem interessantes a se explorar.
Pois bem, à música, que é bem mais esclarecedora que minhas palavras!
Áquila, obrigado pela resenha! Espero que possa escutar os nossos novos discos ("Vol 7" e "Espectro") para futuras resenhas. Se quiser entre em contato conosco pelo Facebook (procure a página com mais atividades, é a mais recente). Valeu!
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Muito bom o som deles Brasil tem bandas boas só tem que garimpar...
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