País: Brasil
Ano: 1979
Comentário: Uma das maiores bandeiras desse blog, de uns tempos pra cá, tem sido a exaltação da ecleticidade. A mim, particularmente, muito me agrada saber que posso entrar numa página em que Cannibal Corpse, Tulipa Ruiz e Mos Def podem conviver harmoniosamente, como vizinhos separados pelo simples deslizar da barra de rolagem. Em certa ocasião, li em algum lugar - infelizmente não me lembro onde - que a ecleticidade musical é algo quase que inevitável com o aprocehgar da idade adulta. É claro que sempre haverá alguns estilos específicos que nunca descerão redondo ouvido abaixo, mas, com o passar do tempo, torna-se nítida a tolerância cada vez mais abrangente a coisas que, anteriormente, a molecagem não lhe permitia degustar.
Não que eu seja algum ancião: tenho quase vinte e cinco anos, o que já me fez ter atingido a fase adulta, aquela em que as responsabilidades se multiplicam e os momentos de lazer tornam-se cada vez mais raros, ou melhor, restritos a determinados dias e horários. E que satisfação me invade quando percebo que coisas tão pequenas podem trazer uma oportunidade de recarregar as pilhas pra um novo dia de chatice pós-adolescente. Dentre essas pequenas atividades, se acalmar e prestar atenção numa boa música se revela uma das mais efetivas e baratas formas de se sentir bem.
Qualquer música, desde que seja boa, e pra assim classificá-las não se usa critérios objetivos. Gosto musical é uma coisa muito pessoal: o que lhe parece ruim, pode ser sensacional aos ouvidos alheios, isso porque a subjetividade do gosto musical é algo latente. Conforme os sons perpassam por um ouvido, vai sendo cravejado por impressões pessoais, que obviamente variam de um indivíduo para outro. A música se instala no sujeito de forma que passa a ter para ele um significado indecifrável para outrem. A arte, em geral, provoca nas pessoas sensações diferentes, e com a música não é diferente.
Pelo caráter eclético desse blog; pela injeção de ânimo que nós, postadores, estamos precisando; pelo meu pai e meu avô, que me mostraram belas histórias cantadas por esses dois caboclos desde quando eu tinha uns quatro anos de idade; pela coexistência pacífica entre gêneros musicais distintos; e por um rapaz resenhista que não pode ficar perdido em afazeres jurídicos é que lhes apresento dois dos maiores artistas que esse país já viu: Tião Carreiro e Pardinho. Ouçam sem julgar: o seu Varg Vikernes podem ser o meu Tonico e Tinoco.
Qualquer música, desde que seja boa, e pra assim classificá-las não se usa critérios objetivos. Gosto musical é uma coisa muito pessoal: o que lhe parece ruim, pode ser sensacional aos ouvidos alheios, isso porque a subjetividade do gosto musical é algo latente. Conforme os sons perpassam por um ouvido, vai sendo cravejado por impressões pessoais, que obviamente variam de um indivíduo para outro. A música se instala no sujeito de forma que passa a ter para ele um significado indecifrável para outrem. A arte, em geral, provoca nas pessoas sensações diferentes, e com a música não é diferente.
Pelo caráter eclético desse blog; pela injeção de ânimo que nós, postadores, estamos precisando; pelo meu pai e meu avô, que me mostraram belas histórias cantadas por esses dois caboclos desde quando eu tinha uns quatro anos de idade; pela coexistência pacífica entre gêneros musicais distintos; e por um rapaz resenhista que não pode ficar perdido em afazeres jurídicos é que lhes apresento dois dos maiores artistas que esse país já viu: Tião Carreiro e Pardinho. Ouçam sem julgar: o seu Varg Vikernes podem ser o meu Tonico e Tinoco.
Tracklist:
- "A Vaca Já Foi Pro Brejo"
- "Golpe de Mestre"
- "Rio de Lágrimas"
- "Hoje Eu Não Posso Ir"
- "Duelo de Amor"
- "Travessia do Araguaia"
- "O Pulo do Gato"
- "O Menino da Porteiro"
- "Alma de Boêmio"
- "Rei do Gado"
- "Boi Soberano"
- "Punhal da Falsidade"
Spotify


Essa deve ser a melhor resenha que li no Pignes.
Excelente resenha! Ótimo álbum! Genial o nome do arquivo RAR! :D
Certamente, ótima resenha! Um dia nossos ouvidos de alguma forma amadurecem...
Rapaz, que puta nostalgia! Falou tudo!