Gênero: Alternative Rock / Indie Rock
País: Inglaterra
Ano: 2013
Comentário: "Ex- guitarrista do The Smiths", assim será lembrado o trabalho de Johnny Marr nos anais do música pop. Injustiça esta imensurável. De fato, o legado criado pela dobradinha Morrissey / Marr à frente do finado grupo é até hoje sentida e visualizada no cenário musical, mas não sejamos tão reducionistas.
Fora da curta, turbulenta e genial banda que o projetou para a música, Marr formou diversas parceiras que renderam elogios do público e da crítica, seja com o The The ou com a supergrupo Electronic (formado por Bernard Summer do New Order, Neil Tennant e Chris Lowe do Pet Shop Boys). Houve até espaço para uma inusitada e memorável união com o grupo Modest Mouse (que rendeu dois elogiados discos). Contasse ainda inúmeras participações especiais em discos de Beck, Talking Heads e Brian Ferry. Há aqueles que estranhem a demora, mas após décadas interruptas de dedicação a música de "outros", The messenger é oficialmente seu primeiro registro solo.
Mais do que um disco de rock, o álbum é registro das convicções emocionais e políticas de Marr. A faixa "I want the heartbeat" é uma crítica feroz ao mundo tecnológico. "Lockdown" critica o confinamento humano nas grandes cidades. "Generate! Generate!" vai de encontro a vida ao dilema de seguir seus próprios instintos ou levar uma regrada e vazia. "New town velocity" versa sobre a liberdade e abandonar o lugar comum e seguir novos caminhos.
Musicalmente o disco traz à tona, como não poderia deixar de ser, a herança dos tempos dos Smiths, pois riffs simples, diretos e melódicos dão o tom. Exemplos desta linhagem são "Upstarts", "European me" e a faixa título. Há espaço também para faixas mais suingadas como "Word Starts attack" e até mesmo faixas aceleradas como a já citada "I want the heartbeat" e "Sun & Moon";
"Don't want to be the messenger", assim profere Johnny na faixa título, mas isto é visivelmente uma antítese de suas intenções. Como músico, Marr não almeja meramente tocar o coração das pessoas. The messenger é uma ode a reflexão para com o mundo, onde a falência de valores é predominante. O seu estado de insatisfação é latente e alheio a letargia que impera nas mentes humanas, o guitarrista inglês segue acreditando num mundo melhor.
Por fim, espera-se que não tarde por demais o segundo álbum solo, pois o resultado aqui alcançado é deveras superior a muitos dos seus congêneres indies que muito ainda tem a aprender com este verdadeiro mestre deste estado da arte que comumente chamamos de música.
(Site oficial / Facebook)
Tracklist:
01. The Right thing right
02. I want the heartbeat
03. European me
04. Upstarts
05. Lockdown
06. The messenger
07. Generate! Generate!
08. Say Desmene
09. Sun & moon
10. The crack up
11. New town velocity
12. Word starts attack
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