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domingo, 17 de julho de 2016
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Seedna - Forlorn

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Gênero: Atmospheric Black Metal
País: Suécia
Ano: 2016

Comentário: Tornar o Black Metal 'atmosférico' não é necessariamente uma tarefa difícil, dada a natureza fria e lúgubre do gênero, e eu diria até que atualmente a forma mais ortodoxa do gênero é justamente seguindo a receita burzunesca de atmospheric black metal. No entanto, desde o início dos anos 90, o DSBM reinventou de certa forma a vertente atmosférica do gênero com um tom mais suicida, sarcástico e depressivo que o usual. Muitas bandas a partir daí então tentaram arduamente praticar o estilo sem necessariamente ser DSBM mas acabaram sendo, pois beberam demais nessa fonte já enviesada. Lamentavelmente, portanto, hoje em dia não é fácil encontrar bandas legitimamente boas no estilo, e nesse meio, fui feliz de encontrar o Seedna.

Seedna foi formado em 2012 pelos irmãos Emil (na época, bateria) e Erik (baixo) na Suécia e desde então lançaram três registros (sendo um split com o projeto de Harsh Noise sueco Phí), com Forlorn sendo o mais recente e, tecnicamente, o "debut" oficial da banda, já que é o primeiro full-length dos caras lançado por uma gravadora. O visual da banda, propositadamente foca em nos imergir numa atmosfera desconcertante, como podem ver no vídeo a seguir, de um show da banda gravado em Tidalhom, na Suécia, em 2014. Nada totalmente original, é verdade, mas eu particularmente acho fantástica e integralmente essencial a teatralização que um visual assim traz aos shows de bandas nesse estilo.


(As músicas deste show não estão contidas nesse disco, só pra constar).

A sonoridade é um misto claro de Black Metal com influências de Post-Metal, Post-Rock (nas vibes mais lúgubres e etéreas possíveis, nada de melodias) e principalmente Dark Ambient. O Doom Metal aparece aqui e ali por consequência, mas aparentemente não há nenhuma amarra ao estilo que o faça ser centro das atenções em algum momento. O instrumental é excelente em reunir todas essas vibes harmonicamente. As guitarras são densas e pesadas, exatamente como deveria ser no estilo, de forma que nenhum tremelo é ouvido isoladamente, mas apenas como parte de uma orquestra brutalmente fria e nefasta. Abyss, sexta faixa do disco e minha preferida, por exemplo, abre com um riff absurdamente maravilhoso que reúne todas as características que eu poderia elogiar nas guitarras da banda. A bateria cadencia quase o tempo inteiro, mas quando precisa ser mais violenta, o é de forma bem precisa e as variações de ritmo são excelentes e respondem maravilhosamente bem ao que esperamos ouvir. Trechos mais acústicos, clássicos do estilo, estão presentes o tempo todo e são executados de forma que o peso não se dissolve completamente com eles. Essa característica torna as músicas incrivelmente fluidas e o disco muito bem coeso, ainda que tenha músicas extensas como Wander com seus 22 minutos.

O vocal, no entanto, poderia ser mais flexível. Quase o tempo inteiro em que rolam vocais rasgados agudos eles parecem mal colocados. Os momentos de sussurros e vocais mais graves recaem muito melhor. A saber de bandas como Deathspell Omega, não são vocais rasgados que fazem do Black Metal, Black Metal de verdade, então realmente não me incomodaria se isso mudasse. Mas a interpretação do vocalista Olle é excelente, independentemente disso. Quando é preciso colocar raiva e intensidade, isto é posto de forma crucial. Em momentos mais intimistas, os sussurros e murmúrios recaem como mais um instrumento em meio a toda a atmosfera, também como exatamente deveria ser.

Forlorn é um excelente disco para quem, como eu, estava sedento de Black Metal atmosférico e um pouco carente de bandas no estilo que não caíssem diretamente no DSBM. Apesar da melancolia, o disco traz uma vibe mais obscura e sinistra que necessariamente depressiva. Certamente no entanto não estamos de frente a uma banda original ou completa, há muitos elementos onde o grupo pode evoluir e suas sonoridade ainda nos remete a clássicos do estilo em muitos momentos. Mas a incorporação de elementos do Dark Ambient pelo instrumental é fantástico. Nos últimos tempos poucas vezes, fora os trabalhos de projetos absurdos como o Gnaw Their Tongues, eu senti o peso que essa vibe tem. Então Forlorn sem dúvida passou no crivo.



Tracklist:

1: Hourglass 3:20
2: Wander 22:20
3: Passage 5:13
4: Frozen 8:44
5: Eternal 8:07
6: Abyss 11:29
7: O 2:31


Download:

MEGA, 320 Kbps

Compre: Bandcamp

quarta-feira, 1 de junho de 2016
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Schammasch - Triangle

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Gênero: Avant-Garde / Black Metal
País: Suíça
Ano: 2016

Comentário: Muitas vezes as ideias mais ambiciosas de algumas bandas não resultam exatamente naquilo que elas gostariam, o resultado final pode ser até uma decepção. No caso do Schammasch não é isso o que acontece. De um nome desconhecido por mim, a banda agora é frequente na minha playlist por conta do ótimo álbum Triangles.

Ambicioso é a palavra mais adequada para descrever o álbum. Após ler críticas favoráveis à respeito do álbum, resolvi conferir e tirar minhas próprias conclusões. O álbum possui todo um lado conceitual e é divido em 3 partes, 3 cds distintos, totalizando um total de uma hora e quarenta minutos de duração.

Pela sua longa duração, admito que não algo fácil de escutar e captar exatamente tudo proposto com facilidade, ainda mais se tratando de 3 cds com características diferentes. O primeiro cd é intitulado "The Process of Dying" e traz uma sonoridade fácil de ser assimilada com certos trabalhos do Blut Aus Nord e Deathspell Omega. É formado por seis faixas sendo duas instrumentais, as demais seguem uma sonoridade repleta de riffs dissonantes e uma levada atmosférica bem agradável, além dos vocais excelentes e variados. O ritmo das músicas alternam entre passagens mais agressivas e momentos cadenciados. Destaque para a faixa "Aweking from the Dream of Life".

O segundo cd é intitulado Metaflesh e é composto por cinco faixas. É aqui que o álbum evolui e se desprendo um pouco das influências óbvias apresentadas no primeiro cd. A parte instrumental no segundo cd é mais expandida em relação ao primeiro. A faixa "Metanoia" tem uma pegada progressiva ótima, com riffs bem trabalhados e é conduzido por um vocal limpo bem agradável. "Satori" já possui um ritmo mais cadenciado, destaque para o ritmo tribal na bateria e os vocais realizando verdadeiros cânticos, criando aquele clima ritualístico sombrio. "Above the Stars of God" é a melhor faixa do álbum pra mim, digo isso sem nenhuma dúvida. Incrivelmente construída, a faixa evolui de uma maneira sútil, repleta de passagens mais progressivas e melódicas e os vocais combinados criam uma sensação única e bem tocante na faixa.

O terceiro cd é intitulado "The Supernal Clear Light of the Void" e é composto por cinco faixas. O Schammasch entrega ao ouvinte uma última parte focada em faixas conduzidas por um instrumental dark ambient e com ritmos tribais. As faixas tem uma atmosfera bem densa, com vários cânticos, uso de saxofones e até uma vibe mais drone, como na faixa que encerra o álbum. Meu destaque é para a faixa "Maelstorm".

Triangle é ambicioso e possui uma sonoridade vasta, sendo que cada um dos 3 cds que formam o álbum poderiam muito bem serem lançados de maneira independente, levando em conta suas características únicas entre si. É uma experiência sonora incrível em que a banda se empenhou muito e está repleta de participações (principalmente nos vocais), e fico ansioso pra ver o que o Schammasch pode nos oferecer no futuro. 



Tracklist:

CD1:

01 – Crepusculum
02 – Father’s Breath
03 – In Dialogue with Death
04 – Diluculum
05 – Consensus
06 – Awakening from the Dream of Life

CD2:

01 – The World Destroyed by Water
02 – Satori
03 – Metanoia
04 – Above the Stars of God
05 – Conclusion

CD3:

01 – The Third Ray of Light
02 – Cathartic Confession
03 – Jacob’s Dream
04 – Maelstrom
05 – The Empyrean

Ouça em: Spotify

domingo, 16 de agosto de 2015
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Bulldozing Bastard - Under the Ram

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Gênero: Black / Speed Metal
País: Alemanha
Ano: 2015

Comentário: O Bulldozing Bastard é um duo alemão criado em 2012 por Irön Kommander e Genözider, que aposta numa fórmula bastante conhecida e utilizada para criar sua sonoridade. Under the Ram é o segundo álbum de estúdio do duo e traz um conteúdo bem agradável para aqueles que gostam de um som mais direto, veloz e que resgata a essência de bandas clássicas, principalmente dos anos 80.

A banda que se auto intitula como Bastard Metal, tem uma sonoridade nos moldes de bandas como Midnight e Gehennah, trazendo toda aquela influência de nomes como Motörhead, Venom e dos italianos do Bulldozer. Dito isso, é óbvio que Under the Ram não soará nada inovador para aqueles que conhecem as bandas citadas, mas a maneira que o duo conduziu o álbum consegue um resultado bem eficiente e agradável.

Desde a abertura com Queen of the Night, o Bulldozing Bastard entrega ao ouvinte uma série de riffs saudosistas, solos empolgantes, vocais sujos e com os tradicionais refrões em coro, uma levada d-beat e linhas de baixo bem marcantes. Essas características se mantém como os pilares da sonoridade da banda, que ao longo dos 31 minutos de duração do álbum, não deixa o ritmo cair com suas faixas enérgicas e velozes. Alleys of the Underground é a minha favorita em Under the Ram, traz um timbre de guitarra mais  marcante e linhas de baixo mais notáveis, sem citar os ótimos solos ao decorrer da faixa. Once the Dust has Settled encerra o álbum da melhor maneira possível, trazendo um refrão contagiante e um instrumental mais trabalhado, com um riff principal absolutamente matador.

Under the Ram foi lançado no dia 13 de Maio pela High Roller Records (que possui um catálogo bem interessante). O álbum consegue manter as características apresentadas pela banda em seu debut lançado em 2012, além de mostrar que o amadurecimento da banda está resultando em faixas mais sólidas e bem tocadas. Parecido com muita coisa que você já ouviu antes, mas que continua surtindo o mesmo efeito de sempre, Under the Ram leva o saudosismo ao ouvinte de uma maneira simples e eficaz.



Tracklist:

01. Queen of the Night
02. Tornado
03. Mayhem Without Mercy
04. Full Speed Ahead
05. Brassknuckle Deathstrike
06. Under the Ram
07. Alleys of the Underground
08. Let the Bastard Roar
09. Black Metal Slut
10. Once the Dust Has Settled

Ouça em: Rdio ou Spotify


sexta-feira, 7 de agosto de 2015
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Pyramids - A Nothern Meadow

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Gênero: Experimental / Ambient / Black Metal / Shoegaze
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Em seu álbum de estréia os americanos do Pyramids mostraram uma sonoridade bem experimental, contando com o vasto repertório de influências e sonoridades exploradas. O álbum teve uma recepção favorável e com boas críticas, mostrando uma banda que tinha potencial a ser explorado. O álbum de estréia foi lançado em 2008, seguido por diversas colaborações do Pyramids com nomes como Nadja, Mammifer e Horseback, além de ter faixas remixados por bandas como Ulver e Lustmord.

Analisando tudo isso, pode se dizer que  o Pyramids teve anos de grandes experiências e que permitiram a banda uma bagagem maior para o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. A Nothern Meadow foi lançado no dia 17 de Março pela Profunde Lore Records, contando com as participações de Vindsval (Blut Aus Nord) e Colin Marston (Gorguts, Krallice).

Se comparado ao debut, uma característica que evoluiu em A Nothern Meadow é que o desenvolver das faixas flui mais naturalmente, sem aquela sensação de estarem dispersas ou perdidas. Para uma banda que faz uma experimentação com elementos do Industrial, Dark Ambient, Shoegaze, Post-Rock, Drone e Black Metal, a sonoridade soa precisa e bem estruturada. Normalmente em algum momento do álbum, um desses estilos é mais utilizado que os outros, mas a combinação em si foi muito bem feita.

A atmosfera do álbum é pesada, trazendo passagens mais sufocantes em que o instrumental é mais denso. Ainda há momentos em que a música do Pyramids ganha um tom mais simples e com um clima mais agradável. Alguns riffs  no álbum lembram bastante alguns utilizados pelo Blut Aus Nord na trilogia 777, assim como a programação da bateria (que foi feita por Vindsval). Os vocais trazem um tom mais pacífico e calmo na maior parte do álbum, diferenciando-se do instrumental, mas em algumas partes é utilizado um vocal ríspido que combina muito bem com as o tom do instrumental.

Pode-se dizer que a sonoridade apresentada pelo Pyramids é algo complexo e com um clima bem introspectivo, o que pode não agradar aqueles que não estão habituados com esse tipo de proposta. Em A Nothern Meadow, o Pyramids traz um álbum sombrio, depressivo e instigante, Música torta e estranha, mas que agrada a quem procura mais na música do que apenas uma ideia óbvia e fácil de digerir, A Nothern Meadow conduz o ouvinte à uma experiência no lado mais sombrio da mente ao longo de 50 minutos. Destaque para a faixa I Am Sorry, Goodbye.



Tracklist:

01. In Perfect Stillness, I’ve Only Found Sorrow
02. The Earth Melts Into Red Gashes Like The Mouths Of Whales
03. The Substance Of Grief Is Not Imaginary
04. Indigo Birds
05. I Have Four Sons, All Named For Men We Lost To War
06. I Am So Sorry, Goodbye
07. My Father, Tall As Goliath
08. Consilience

Ouça em: Spotify


sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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Inter Arma - Sky Burial

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Gênero: Blackened Sludge / Doom / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: A ideia de combinar diversos gêneros e características musicais com o intuito de criar algo diferente, não é fácil e nem sempre irá atingir o resultado esperado. Mas quando o resultado é positivo e consegue ser ainda melhor do que até os membros da banda poderiam imaginar, a certeza é de que o álbum vai render ótimas críticas. O Inter Arma passou pelas duas situações.

Não é tarefa fácil moldar uma sonoridade mais adversa e obter êxito logo de cara, o álbum de estréia Sundown serviu mais como parâmetro e referência daquilo que a banda precisava desenvolver para atingir o resultado esperado. Eis que a banda lança no ano de 2013 o Sky Burial. De início, a sonoridade pode não ser agradável para o ouvinte, a faixa de abertura "The Survival Fires" é um convite de boas vindas ao caos. O álbum requer atenção e calma do ouvinte, pois cada detalhe e características contidas vão se completar formando algo único.

O álbum é um prato cheio para aqueles que desejam escutar algo mais abrangente e completo. Riffs pesados, passagens mais melódicas e progressivas, sonoridade arrastada, vocais que beiram a insanidade e uma bateria arrasadora, são algumas das características encontradas em Sky Burial. As faixas possuem uma evolução surpreendente e trazem consigo uma dualidade de características, que permitem apontar similaridades entre as faixas, e ao mesmo tempo, diferencia-las.

Um álbum no qual a sonoridade vai sofrer muitas alterações no que se diz respeito a combinações de estilos, mas que não perde sua identidade. A sonoridade amena que se inicia na instrumental The Long Road Home (Iron Gate) e que serve de introdução para a seguinte The Long Road Home, predomina por um longo período, apresentando ótimos arranjos no violão e guitarra acústica (além do lap steel muito bem inserido), e termina num ritmo intenso, agressivo e caótico na segunda faixa citada. Em Destroyer, temos a combinação de elementos vindos do Sludge e Doom, adicionando uma percussão que lembra algo do Neurosis. Já na instrumental Love Absolute, a banda apresenta mais algumas facetas voltadas ao psicodelismo, southern e folk. A faixa título que encerra o álbum, pode ser descrita como um mix de tudo o que se é apresentado no álbum, resultando numa combinação incrível.

Sky Burial é um álbum com sensações distintas e uma sonoridade que traz uma combinação audaciosa. O plano principal é o som pesado e agressivo, que se torna ainda mais belo com o passar do tempo e traz vários elementos de estilos variados afim de se criar um som com identidade própria.




Tracklist:

01. The Survival Fires 10:10
02. The Long Road Home (Iron Gate) 03:41
03. The Long Road Home 10:06
04. Destroyer 10:13
05. ‘Sblood 06:21
06. Westward 09:48
07. Love Absolute 04:01

Download: Sendspace


Quem escreve e faz os uploads:

 
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