Gênero: Indie Pop
País: Estados Unidos
Ano: 2013
Comentário: 2013 tem rendido bons frutos pra música. Entre as dezenas de bons discos sendo lançados por novos artistas, consagradas figuras ou qualquer coisa entre os dois, uma coisa é quase constante. Eles não vêm tocar no Brasil. É uma situação comum - mas que vem mudando aos poucos - e não é de se estranhar.
Uma das raras exceções é a banda
americana, Beach Fossils, que vem em turnê nesse mês de outubro por algumas
cidades do nosso Brasilzão, divulgar seu mais novo disco, Clash the Truth.
Antes de continuar com a resenha, vale ressaltar: O disco é bom. Não é o melhor
disco do ano, nem de longe, mas ficaria triste de ver alguém perder o show dos
caras por não os conhecer.
Formada em 2009, tem
crescido progressivamente em fama no cenário alternativo. Desde seu debut,
'Beach Fossils', o grupo quase tocou
no Brasil uma vez. Contratempos passados, os caras estão de volta com seu indie
pop quase psicodélico. Clash the Truth vem nessa exata pegada.
Contando com 14 faixas, o
trabalho não foge muito à regra. Um vocal ligeiramente etéreo, uma bateria
agitada, a guitarra que lembra um surf-rock em câmera lenta e os ritmos
inconstantes fazem a cara do álbum. É uma aposta segura, que dá certo.
As variações ao modelo da banda,
como as guitarras mais agitadas na faixa Careless, permitem que as demais músicas prossigam sem
soarem repetitivas. É um indie conhecido, sem muitas inovações, mas que dá
prato cheio para os fãs do gênero. Outros métodos de variação são os pequenos
interlúdios de faixas como Brighter e Modern Holiday que também sustentam a duração do trabalho.
A guitarra - lado a lado com os
vocais - predomina ao longo do disco. As músicas e os ritmos são claramente
criados para privilegiar o instrumento, que em certos momentos parece uma
decisão acertada - tendo em vista que o guitarrista parece ser o músico mais
hábil - ou pouco ousada em outros.
No final das contas, o disco caí
bem. Talvez não como um daqueles que fica semanas tocando sem parar na sua
cabeça, mas sem dúvida com presença garantida em momentos de distração. E que,
imagino eu, fica ainda melhor ao vivo, com guitarras no volume máximo. É indie
pop - que apesar dos pesares acabou virando gênero mesmo - feito com qualidade
e certa inspiração. Num mar de 400 nessa leva,
Clash The Truth se destaca.
ps: Para os interessados, os shows rolam dia 01 em Curitiba, 03 no meu Rio de Janeiro e 06 de outubro em São Paulo.
Tracklist:
1. Clash The Truth - 2:03
2. Generational Synthetic - 2:45
3. Sleep Apnea - 2:26
4. Careless - 3:03
5. Modern Holiday - 1:22
6. Taking Off - 3:09
7. Shallow - 3:18
8. Burn You Down - 2:58
9. Birthday - 2:53
10. In vertigo (ft Kazu Makino) - 3:20
11. Brighter - 0:33
12. Caustic Cross -2:41
13. Ascension - 1:30
14. Crashed Out - 3:25
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