País: Brasil / Estados Unidos
Ano: 2013
Comentário: Sempre tive muito preconceito em relação a essa banda e a tudo que os irmãos Cavalera faziam solo ou em parceria, ainda mais quando ouvi o primeiro disco do Soulfly quando foi lançado, e não me agradou o som proposto, e me desliguei de tudo, de todo o trabalho que era feito, e quando vi o novo disco e soube que não trataria de um som nu-metal tribalista, pensei: "Por que não? Vou dar uma chance pra ver se gosto", e estou aqui falando sobre esse trabalho novo.
Formado em 1997 pelo Cavalera mais velho, esse é o novo full-lenght do grupo, e aposta num groove thrashera, e conta com Marc Rizzo nas guitarras, Tonny Campos no contrabaixo, Zyon Cavalera, o primogênito de Max na bateria e o próprio criador do projeto nas guitarras bases e vocais.
O disco lançado pela Nuclear Blast me causou um baque extremamante positivo na primeira audição, ainda mais porque fui descrente em relação ao que eu ouviria. Eu já esperava um som modernoso, porque repito, eu nunca tinha ouvido nada desde o homônimo de 1998 e foi ai que cai do cavalo. É uma porrada, sem frescurera, direto, com riffs contundentes e vários elementos que me agradaram. A começar pela guitarra, firme, coesa, rica, e com umas nuances de timbres e distorções que me lembram muito o sepultura em algumas passagens, mas em sua maioria usa uma distorção poderosa e até certo ponto básica. O contrabaixo faz lá sua basiqueira acompanhando sem inovar, e a batera, que esta a cargo de Zyon, não titubeia em nenhum momento, lembrando as levadas do tio rockstar. Uma porrada nos tambores, viradas precisas e um punch muito foda, mostrando muita maturidade pra um jovem de 20 anos e calando a boca da galera na base da porrada. E o que falar do Max??? (momento depoimento de orkut) O cara está um monstro, apesar de usar alguns efeitinhos de vocais abafados e talz, o que eu acho totalmente desnecessário, o cara apavora. Muito urro, raiva e técnica, me fez lembrar da época de ouro do "Beneath the Remains", impossível o entusiasta do estilo não associar e imaginar uma (im)possível volta apoteótica.
O album inteiro é um petardo do começo ao fim, com as músicas "Bloodshed" e "Master of Savagery" como meus destaques, mas não vou falar detalhadamente dos destaques músicais, e sim dos comentários que me fizeram ouvir esse disco. Aqui acabou o mimi nu-metal mulecão criado com a vó. Muitos meninões falando: "Soulfly acabou pra mim"; "Preferia o som tribal"; "Esperava um metalcore"; "Soulfly old bla bla bla". Pelo menos esse album é um genuino trabalho de Thrash Metal, sem frescura e me faz ter uma esperança no futuro da banda. É pauleira do começo ao fim, é o mais próximo a raíz brasileira que vejo um conjunto chegar em anos. Está tudo aqui, violência, protesto, raiva e sem, REPITO, sem triablismo e ingredientes do nu/metalcore.
Foi o album que mais me surpreendeu esse ano, por minha descrença em relação ao grupo, meu preconceito, e por nunca ter ouvido nada desde 1998 do conjunto. Album sem frescura, porrada, e convido aos leitores que assim como eu, ávidos pelo bom e velho thrashão, que conheça esse disco, e tire suas próprias conclusões. Para os fãs antigos que esperam tambores primitivos e um som moderno, como a banda costumava fazer, passe longe, pois esse cd é algo totalmente fora dos antigos propósitos. Basta esperar pra ver se essa é apenas uma fase, ou se realmente essa nova cara veio pra ficar, é o que eu espero. Tire o preconceito da cabeça, esqueça tudo que você já ouviu sobre a banda, e baixe o album sem medo e deixe-se surpreender. Porrada que eu garanto.
Tracklist:
1.Bloodshed - 06:55
2.Cannibal Holocaust - 03:29
3.Fallen - 05:55
4.Ayatollah of Rock 'n' Rolla - 07:29
5.Master of Savagery - 05:10
6.Spiral - 05:34
7.This Is Violence - 04:23
8.K.C.S. - 05:15
9.El Comegente - 08:17
10.Soulfliktion - 05:43
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Cara ouça o Enslaved de 2012 e veja também um quase death metal álbum muito bom e surpreendente.
Já vou pelo inverso, fase preferida do Soulfly pra mim é a nu metal tribal, Back to The Primitive, Mulambo e etc, as melhores músicas
A única coisa que ouvi do Soulfly foi o Enslaved, de 2012; gostei. Curti a Bloodshed, achei a capa bonitona, vou conferir esse também. Valeu!