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domingo, 20 de abril de 2014
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Australasia - Discografia

1 comentários
Gênero: Post-rock/ Post-metal
País: Itália
Ano: 2012, 2013 e 2014

Comentário: Não se engane com este nome, Australasia não é uma banda com elementos aborígenes localizada em algum território entre a Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné ou aquelas pequenas ilhas que poucos sabem de sua existência — que dirá seus nomes —, mas sim um duo italiano fazendo aquele post-rock sempre bem-vindo. Por vezes com uma pegada mais pesada do metal a la black metal justificado principalmente pelos blast beats, mas mantendo um certo elo etéreo guitarrístico para não fugir da proposta, enquanto que em outros momentos soa-se até dançante, com a ajuda de sintetizadores e vocais femininos.

Assim soa "Sin4tr4", o primeiro registro de Gian (guitarra/synths) e Rico (bateria) todo instrumental (sem contar a faixa "Apnea" que conta com uma ajudinha feminina) e que, segundo a banda, tem ares do grandessíssimo Ennio Morricone assim como também do extremo e underground mundo do metal. Isso acaba gerando músicas bem interessantes ao ponto de fato conseguirem escapar um pouco da mesmice que algumas bandas instrumentais teimam em reproduzir. Contudo aqui posso notar uma diferença bem grande entre as faixas, o que me acaba soando bem experimental. Não é como se fosse um post-rock mais pesado durante todo o disco, ou atmosférico durante os seus 22:18. Não, pelo contrário, existem mudanças bruscas de intensidade, fazendo com que nos desfrutemos de sentimentos diferentes. Isso é ótimo, mas é arriscado, eu diria, ao se pensar num disco com 7 músicas da qual a proposta pede por uma coerência. Bom, eu aprovei, não senti maiores prejuízos e na verdade pouco ou nada me incomodou já que tudo parece soar tão bem.

Mas Sin4tr4 se tratava de um EP, então em 2013, Gian Spalluto — que agora assina o projeto como músico multi-instrumentista: AUSTRALASIA is an evolutionary musical project, a collective featuring an alternating array of musicians and led by multi-instrumentalist Gian Spalluto. — lança o full length "Vertebra", um disco com 10 faixas, das quais "Antenna" e "Apnea" já haviam sido apresentadas no EP anterior, e as novas composições são igualmente belas. Deixando como exemplo para aguçá-los temos "Aorta", segunda música mais longa do álbum e que inicia com uma sonoridade que já resume bem o que esperar dali em diante, e com o final trazendo vocais femininos juntamente do piano. E aí, logo em seguida, "Vostok" dá o ar da graça com uma breve introdução eletrônica, que tende a volta mais tarde, a não ser no final em que eu sou surpreendido por um violão que me remeteu à forma brasileira de fazer música... mas não chegou a tanto, felizmente, pois Vertebra não é um disco para se experimentar tanto... quem sabe em outra ocasião. Já as demais novas faixas trazem mais peso, leveza, dissociação entre corpo e alma e assim por diante. Um belo disco lançado pelo selo Immortal Frost Productions.

E finalizando este post, o Australasia lançou em fevereiro deste ano um cover de Twin Peaks Theme, em homenagem ao compositor de trilhas sonoras Angelo Badalamenti, mas mantendo a característica ambiente.


Tracklist:
  1. Antenna 
  2. Spine
  3. Apnea 
  4. Scenario 
  5. Satellite 
  6. Retina 
  7. Fragile
Download/Comprar: BandCamp



Tracklist:
01. Aorta
02. Vostok
03. Zero
04. Aura
05. Antenna
06. Volume
07. Vertebra
08. Apnea
09. Deficit
10. Cinema

Download/Comprar: MediafireImmortal Frost Productions



Tracklist:
1.Twin Peaks Theme

Download/Comprar: BandCamp

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
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Bandas Amigas #6 - Lingering Last Drops, Ilusion e The Tape Disaster

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Lingering Last Drops
Apesar de já ter feito parte do selo Sinewave, Lingering Last Drops apresenta neste mais recente lançamento ("no") uma estética muito diferente do que conhecemos por shoegaze, embora seja notável a presença deste gênero na mente, composição e execução de Carlos Paraná (que começou sozinho e, embora não seja mais o única pessoa na banda, a formação é inconstante e não citarei outros nomes). Seu som vai além de melancolia, mas traz também influências que parecem ter vindo de soundtracks de filmes de terror, jazz e até ritmos tribais, que como dito por Carlos: (…) Vai desde os terrores orquestrados de Scott Walker até o batmacumba dos Mutantes.
A banda surgiu em 2006, tendo lançado seu primeiro trabalho "The Lingering Last Drops" em 2009 pelo Sinewave — o que logo anuncia a possibilidade de um shoegaze — e "Daylight or Something Similar" em 2010, que distanciou bastante da sonoridade do primeiro disco. Agora em "no", seu mais recente lançamento, nos é apresentado uma estética diferenciada e com uma forte tendência a barrar alguns ouvintes logo de cara, graças a presença da faixa "Innocent". Ao decorrer do disco, o som se "harmoniza", ao mesmo tempo em que se enegrece e experimenta mais, com o vocal cedendo espaço para uma instrumentação mais melancólica.

Pignianos sobre esse som:
"A proposta como um todo é interessante, easy-listening e tudo mais. Mas o vocal realmente está aquém de todo o resto."
— Forbidden

"O vocal na música "Innocent" pode barrar alguns possíveis ouvintes, ou até servir como um diferencial, mas o mais importante é que o disco funciona estranhamente bem com todo esta psicodelia, drone, elementos eletrônicos, ritmos tribais, influência jazz e outras que enriquecem seu post-rock."
— Damien Willis

Disco: no [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock/ Experimental

Tracklist:
1.innocent 04:13
2.boxes 05:01
3.the moon canyons 04:00
4.iqlusion\flatliner blues 10:12
5.outerspace 03:38
6.false projection 03:51
7.musidora 04:53

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Links: BandCamp//WordPress







Ilusion
Com uma sonoridade e estilo próprio de quem vive na capital paulista (ou você acha que só nordestino e sulista podem ser reconhecidos pela forma de fazer música?), compartilham de certa semelhança com bandas entre Dance of Days e Glória — mas não só isso. É uma banda que ainda engatinha, embora seus integrantes demonstrem boa experiência adquirida de bandas anteriores, trazendo um ar de confiança bastante claro para uma banda que surgiu somente em 2012. Em 2013 lançaram seu primeiro EP, intitulado "Distância" e contendo 6 faixas que exalam o cheiro dos shows paulistanos e arredores. Lançaram também o single "Fim dos Tempos", uma alusão e inclusive lançada na própria data de 21 de dezembro de 2012, dia do fim do mundo (o evento foi adiado), que segundo Guilherme Krol, guitarrista da banda: "Essa foi uma idéia interessante, porque tivemos duas semanas para compor a música e gravar, o que gerou uma correria enorme e muitas noites sem dormir.".
Ilusion é formada por Vazz (Vocais), Ícaro (Guitarra Solo), Krol (Guitarra) e Lêe (Bateria). Saca o clipe de "Outro Lugar".

Pignianos sobre esse som:
"Uma das faixas que mais gostei fora "Fim dos Tempos", onde tanto o vocal como instrumental me convenceram, mesmo com sua sonoridade faltando um bom acabamento e o vocal se desviando as vezes. Aliás, nota-se isso na maioria de suas faixas e talvez uma melhor produção já elevaria muito o som proposto pelos rapazes, mas ficaria contente também com uma sintonia melhor do vocal em determinadas músicas ou passagens. Só que, curiosamente, ainda assim o vocalista marca muita presença, representando demais o som dos caras e sendo bastante cativante. Nenhuma critica mais severa ao instrumental, pelo menos não ao som que a banda se propõe a fazer."
— Damien Willis

Disco: Distância [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-Hardcore/ Metal Alternativo

Tracklist:
1.Outro Lugar
2.Castelos de Areia
3.Monstro
4.Ponto de Partida
5.Fim dos Tempos
6.Não

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Links: Facebook//Soundcloud







The Tape Disaster
Apesar de toda a ecleticidade deste blog, é inegável que um dos pontos fortes, e também fracos de um grupo entre os colaboradores, tanto daqueles que saem, como dos que continuam, é o post-rock e congêneres. E parece não ser o bastante corrermos atrás de bandas do gênero, também temos que aturar que elas apareçam em nossos e-mails (Óh, que tormento!). E dessa forma que The Tape Disaster chegou até nós de uma forma mais direta, porque na real estivera sempre perto, logo ali naquele antro de audição chamado Sinewave. E definitivamente não é uma banda desconhecida neste meio, graças a participação em festivais (alguns deles promovidos pelo próprio netlabel) e lançamento de materiais de grande beleza e profundidade. O quarteto de Porto Alegre, que é Andres Araujo (baixo), Bruno Severo (guitarra), Rubens Formiga (bateria) e Thivá F.S (guitarra), lançou em 2011 seu primeiro EP, intitulado "Realidade Aumentada" e em 2012 "A Voz do Fogo" (Alan Moore detected), este com apenas duas músicas, mas que somam 12 minutos de puro êxtase. Saca o clipe de "Vitor Hugo (Hoje Utopia Amanhã Carne e Osso)".

Pignianos sobre esse som:
"Achei a sonoridade do "The Tape Disaster" bem sinestésica, se puder adjetivar assim, como dizem no release da banda é até rotulável, mas realmente complexo. Acho que as faixas tem aquela introspecção que eles mesmo pregam, mas transcendem, em algum momento, e você se pega indo além da música e se conecta realmente com o que eles fazer. Me agradou muito, de fato. (nem sei se dá pra entender muito disso, mas foi a primeira impressão que a banda me causou)."
— Lucas Rodrigues

"Bandas instrumentais de post-rock/post-hardcore soam maravilhosas quando fazem exatamente o que a gente espera que façam, e com competência. The Tape Disaster é simplesmente isso."
— Forbidden

Disco: A Voz do Fogo [EP]
Ano: 2012
Gênero: Post-rock/ Instrumanetal

Tracklist:
01. A Voz do Fogo
02. Vitor Hugo (Hoje Utopia, Amanhã Carne e Osso)

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Links: Facebook//Soundcloud

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
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Neurosis - Honor Found in Decay

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Gênero: Sludge / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: O Neurosis é a banda que mais escuto atualmente, e não é pra menos! Os caras fazem um som incrível, muito bem elaborado e interessante. A banda é bastante influente e tida como pioneira do Post-Metal.

Na época em que esse álbum saiu, vi alguns comentários negativos sobre ele... e até hoje gostaria de saber o motivo. O que temos aqui é uma obra de arte que vai se completando a cada música executada, na qual a atmosfera triste, desesperada e certas vezes confusa, ditam o ritmo do álbum.

Uma banda que sempre vem moldando seu som, experimentando, arriscando e acertando. Honor Found in Decay nos trás a bagagem adquirida pela banda em todos esses anos, com a mesma proposta dos anteriores, mas modificada necessariamente para se desmembrar dos demais. As guitarras pesadas, a distorção em alguns momentos, os pianos, sintetizadores e órgão se misturam pelas faixas, lideradas pelos vocais de Scott Kelly Steve e Von Till, que por mais uma vez deram conta do recado e conseguiram transmitir com clareza as emoções, sentimentos e desabafos contidos nas letras. Se você escutar o álbum e não se agradar de primeira, não me culpe. O álbum está além da captação ágil e simples dos nossos ouvidos e mentes, como em todos os trabalhos da banda, é algo que você vai descobrindo e redescobrindo com o passar dos dias e cresce de maneira singular dentro do seu conceito.

O ponto alto do álbum na minha opinião é My Heart for Deliverance, onde o tom de desespero é marcante e a dúvida quanto à um determinado algo prende o ouvinte, tendo em seu ápice uma explosão de melodias em um atmosfera incrível que somente o Neurosis é capaz de fazer. Mas ainda destaco At the Well e Casting of the Ages, ambas magníficas. Um dos melhores álbuns lançados em 2012 na minha opinião.


Tracklist:

01. We All Rage In Gold
02. At The Well
03. My Heart For Deliverance
04. Bleeding The Pigs
05. Casting Of The Ages
06. All Is Found… In Time
07. Raise The Dawn

Download: Mediafire

 
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
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Noye - Away

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Gênero: Sludge / Post Metal
País: Rússia
Ano: 2012

Comentário: Os russos do Noye criaram a banda no ano de 2010 e lançaram seu álbum debut no ano de 2012. O quarteto é mais um que resolveu se aventurar no Sludge/Post Metal. A banda é composta por Andrey Severin no baixo, Andrey Ermakov na bateria, Captain Beard na guitarra e Evgeniy Severin no vocal e guitarra.

Land of Silence and Darkness é a abertura do álbum, trata-se de uma faixa instrumental, eletrônica e experimental, uma característica mantida em todas as faixas instrumentais contidas no álbum, que servem de interlúdio entre uma música e outra. A faixa Mire, inicialmente tem uma pegada bem agradável, conduzida por uma série de ótimos riffs, que são acompanhados pelo ótimo vocal de E. Severin, que mantém um excelente nível ao decorrer da faixa, sempre potente e fazendo valer o instrumental. Dead Stones é uma faixa conduzida por uma série de ótimos riffs e com leves distorções em alguns momentos.

Spinners segue a mesma proposta das demais, seu diferencial é a distorção e efeitos contidos em quase toda a faixa. Dark Wing é a seguinte, mais uma faixa instrumental, que prepara o ouvinte para  Fracture, que apesar de ter uma duração curta, é uma faixa impressionante. Sludge da melhor qualidade, agressivo e sem firulas. O vocal do E. Severin está impecável nessa faixa. Gjöll é mais uma faixa instrumental, na mesma pegada eletrônica das instrumentais anteriores.

Hrimthurs vem logo na sequência, um jam sensacional, onde os membros da banda esbanjam habilidade e qualidade. O ótimo ritmo criado pela bateria, é acompanhado pelos ótimos riffs, aqui menos agressivos e mais melódicos, além do baixo que não deixa por menos no quesito qualidade. Terror é outra faixa de destaque, E. Severin mescla seu harsh vocal com um vocal mais limpo e com certo tom de agonia em alguns momentos.  Logo após, vem outra instrumental que leva o nome Disconnection. The Shelf é minha favorita do álbum, seu início primoroso, onde as pancadas na bateria somadas aos berros de ódio feitos por E. Severin empolgam o ouvinte. Tenho que elogiar o trabalho desempenhado pelos guitarristas nesta faixa em especial, conseguiram criar riffs impressionantes. A faixa tem uma quebrada no ritmo em certo momento, que cede espaço para um longa sequência de riffs pesados e em alguns momentos cheios de distorção.

O álbum é bastante interessante pra quem já conhece e gosta do gênero, e até mesmo pra quem tem interesse em conhecê-lo. A sonoridade lembra um pouco os dois primeiros álbuns do Cult of Luna, mas com uma abordagem não tão complexa. Mas a banda não é apenas mais uma derivação nesse meio, muito pelo contrário. É uma banda criativa e com uma inspiração nítida, que pode surpreender ainda mais no futuro.




Tracklist:

01. Land of Silence and Darkness
02. Mire
03. Dead Stones
04. Spinners
05. Dark Wings
06. Fracture
07. Gjöll
08. Hrimthurs
09. Terror
10. Disconnection
11. The Self

Download: Mega


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
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K.Flay - Eyes Shut

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Gênero
: Hip Hop / Rap
País: Estados Unidos da America
Ano: 2012

Comentário: Ta bom, mais uma artista que eu encontrei vendo gente pelada por aí na internet. K.Flay é uma rapper americana que me chamou   a atenção pela sonoridade e sua qualidade, mesmo sem perder a simplicidade. Eu não sou entendedor de rap, nunca fui, nem parece que vou ser num futuro próximo, mas vou arriscar essa resenha.

Misture uns beats legais com um flow maneiro e umas rimas da hora e pronto ela ta aí. K.Flay era ainda uma universitária em Stanford quando começou a escrever suas letras e no começo era mais para uma zoação com o hip hop atual, mas ela curtiu o que fez e então começou a gravar e lançar seu material.

Eyes Shut foi o ultimo EP independente dela, lançado no ano de 2012 com apenas cinco faixas curtas - de 2 a 4 minutos. As letras são cheias de ironia e coisas que são indispensaveis ao estilo. Mesmo assim muitas também tem informações sobre seu pai - quem faleceu quando ainda era bem nova.

A música que eu mais curti foi a “We Hate Everyone” (foi a primeira que ouvi). Ela tem trechos que ficaram simplesmente muito bons, como numa parte onde a musica fica mais suave e ela canta “Decked stacked against me, my heart filled with emptiness, I like it when it’s getting worse” algo como “Enfeites caem sobre mim, meu coração cheio de vazio, eu gosto quando fica pior”. Justamente por isso ela é bem “a música do cd”, tem uma pegada muito boa, é bem grudenta e engraçada.

                                          Site Oficial / Last.fm / Facebook

Tracklist:
1. 10th Ave – 2:12
2. Stop, Focus – 3:36
3. Sunburn – 3:55
4. We Hate Everyone – 4:25
5. Easy Fix – 3:34

Download
: Mega / Mediafire / 4shared
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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Fukpig - 3

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Gênero: Black Metal / Crust / Grindcore
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: O último álbum de estúdio dos necropunks ingleses do Fukpig, foi lançado em Janeiro de 2012 e recebeu o nome 3, fazendo referência ao fato de ser o terceiro álbum de estúdio da banda (sério?). A banda é oriunda de Birmingham na Inglaterra e os membros atuais são Paul Kenney (Rot/Mistress) que usa o pseudônimo Misery e é irmão do Mick do Anaal Nathrakh. Paul tocou baixo numa série de shows do Anaal Nathrakh entre os anos de 2006 e 2010. O outro membro é Duncan Wilkins (Horde/Mistress), que usa o pseudônimo Drunk. Além de outros 3 que participam exclusivamente das performances ao vivo da banda.

O álbum segue na mesma linha dos primeiros, com aquela dosagem da bagagem das outras bandas que os necropunks fizeram/fazem parte. Diferente dos dois álbuns anteriores, a banda usa uma faixa introdutória. Mas logo em seguida a porrada começa com Alcohol and Necropunk. Sua guitarra esmagadora acompanhada por um ritmo d-beat, são incríveis. Outra característica da banda, são as partes com apenas vocal e bateria, muito útil na criação do som da banda. A sonoridade do álbum não foge da característica da Alcohol and Necropunk, contendo em alguns instantes um synth com um tom sinistro ao fundo... mas mantém a pancadaria da melhor qualidade. Experimente escutar músicas como Calculated Tyranny, A Matrix Made of Shit ou The Eulogy of a Crushed Romantic no volume máximo, é impossível manter o corpo parado!

Os assuntos retratados nas letras do Fukpig, também merecem destaque. Hack e Mean World por exemplo, fazem críticas aos meios de comunicação. Democracy Reset, faz crítica ao governo, e Fascist Moron, tem um título autoexplicativo. Isso é apenas uma prévia que dou, o álbum contém um total de 16 faixas e cerca de 34 minutos de duração.

O álbum continua nos moldes dos anteriores e acredito que agradou todos os fãs da banda, além de atrair novos. A sonoridade agressiva e veloz, com uma temática vinda de uma visão odiosa referente à certos assuntos que rolam no país da banda, mantém a cara do Fukpig em 3, além de nos deixar ansiosos por mais um álbum de estúdio da banda.



Tracklist:

01. ...
02. Alcohol and Necropunk
03. Hack
04. Mean World
05. Democracy Reset
06. Fascist Moron
07. Unattainable Ideals
08. A Matrix Made of Shit
09. Hope Stings Eternal
10. Archaic Beliefs
11. Trogalodyte
12. Calculated Tyranny
13. Delight in the Dying of the Light
14. In the Absence of your Saviour
15. This World is Weakening
16. The Eulogy of a Crushed Romantic


Download: Mega / Mediafire


domingo, 1 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #4 - Oxyde Noir, A Transgressão & Thrills And The Chase

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Pois bem, cá estamos de volta, após uma semana, com a edição quatro do nosso quadro Bandas Amigas, onde nós apresentamos a vocês três bandas que nos enviaram material. Três bandas selecionadas por nós num universo de dezenas de bandas que nos enviaram coisas ao longo do tempo em que não tivemos espaço para elas aqui. Tempo este que acabou, e portanto aqui estamos.

Hoje temos uma edição que vai contar com música eletrônica sombria, post-punk e rock alternativo. Deliciem-se.


Oxyde Noir

O Oxyde Noir é uma banda americana de Nova York que se propõe a uma tarefa interessante: compor trilhas sonoras para filmes imaginários. E pelo que se pode perceber, filmes noir. A banda já lançou até a data três aĺbuns, sendo que o primeiro deles, Monochrome, foi-nos enviado para que postassemos, e cá estamos o fazendo.

A sonoridade do grupo é soturna, ainda que eletrônica, hipnotizante e intensa. As batidas lembram trip-hop, enquanto que as melodias lembram o Dark Ambient. É um som indescrítivel mas extremamente bom de se ouvir. E extremamente pictórico, imprimindo em nossas mentes cenários decadentes e serenos. Confiram.

Esse é o tipo de banda que eu imaginaria ouvir numa balada underground russa bancada por um mafioso do petroleo, tipo aquela que o Rammstein toca em Triplo X, sabe? É exatamente essa a atmosfera que o Oxygen Noir me remete. Essencialmente um industrial de construção delicada, mas com várias influências externas, o maior feito desse EP é a criação de uma atmosfera extremamente imersiva e agradável de mergulhar.

- Koticho


Um ótimo exemplo de como utilizar batidas eletrônicas sem perder de vista a dramaticidade da coisa. Um som que soa orgânico, vibrante e insano como deve ser. Só achei que as músicas poderiam se estender um pouco mais, gosto quando esse tipo de atmosfera domina o ambiente por mais tempo.

- Áquila



Conheça melhor o Oxyde Noir: Facebook//Site Oficial

Monochrome
2012


Tracklist:
1.Automat 02:51   
2.Hot Heart 02:54   
3.Alfheim 03:41   
4.Arthropod 03:46   
5.Insect State 03:44

Download: Mediafire









A Transgressão

A Transgressão é uma banda de pós-punk/garage rock da cidade de Campinas, São Paulo. Formada em 2008, a formação explora a mistura entre os estilos citados anteriormente numa atmosfera lo-fi e despretenciosa. O resultado é uma sonoridade despojada, sombria e leve ao mesmo tempo. Darkwave at it's finest.

A banda nos enviou seu EP de 2012, "Um Dia Para o Resto de Sua Vida". Confira.

O cover de A Forest do The Cure que encerra o EP mostra exatamente o que é a banda. Soa realmente como um EP perdido dos anos 80, que bebe direto da fonte da onda mais soturna do Post-Punk, junto da energia que as bandas de Garage Rock carregavam com suas guitarras distorcidas e aceleradas.

- Koticho


Certamente aquela banda ruidosa que pede para ser ouvida ao vivo, em um encontro de bandas locais, tanto quanto em um CD bem produzido, no qual qualquer tentativa de aliviar os ouvidos das transgressões sonoras é coisa para fracos. A banda cumpre o papel, embora seja aquele papel rabiscado e amassado que faz companhia para algumas moedas dentro do bolso. Esse é o espírito. E ainda tem seu charme com músicas que acabam repentinamente. Confesso, porém, que a faixa que dá título ao álbum não me conquistou tanto, acredito em riffs mais marcantes e no investimento em letras em inglês para as próximas gravações. Destaco “Industrial Village Lover” e o cover de “A Florest”, do The Cure.

- Damien Willis



Conheça melhor o A Transgressão: Facebook

Um Dia Para o Resto da Sua Vida
2012 - EP

Tracklist:

1. Constrói e Destrói 4:31    
2. hey You Download 2:53    
3. Visita de Vincent Price 2:38    
4. Industrial Village Lover 3:12    
5. Um Dia Para o Resto Da Sua Vida 2:11

Download: Mediafire









Thrills And The Chase

Banda paulistana, que se define como " trazendo uma roupagem moderna para melodias inspiradas no glam dos anos 70, folk, blues e jazz", mas que no fim das contas soa como uma banda de hard rock dos anos 70/80 em formato moderno, bem produzida e chegada aos retoques comerciais da música atual. Tudo da banda é bem produzido, bonito e chama atenção. A começar pelo visual da banda, indo até a produção dos clipes, como este que podem ver aqui embaixo.

Hard Rock não é exatamente meu gênero preferido, mas não dá pra negar que a Thrills & Chase se esforçou em executar a formula do gênero que já tá pra lá de batido da maneira certinha. É tudo muito bem feito e produzido, o som tem punchy e refrõezinhos grudentos, estão ok dentro da sua proposta, os fãs do gênero devem ficar satisfeitos.

- Koticho


As músicas funcionam muito bem, bom vocal e produção bastante decente que certamente agradarão aos que não esperam surpresas, mas que gostam de um som mais convencional, vamos assim dizer, e com qualidade. Não sou um amante do rock feito pela Thrills & The Chase, que aparenta mostrar o caminho entre a raiz e o fruto do estilo de música que faz, mas destaco o carisma que senti ao ouvir as músicas e a qualidade evidente que pode ser notada impressa logo na capa.

- Damien Willis


Thrills & The Chase neste EP promove o encontro do hard rock com a linguagem pop, pois refrões e riffs grudentos são o tom . A produção é caseira, mas honesta. Destacam-se as faixas "Moping Jack" e "Damsel in Distress", cujo vídeo clipe é muito bem dirigido.

- Bruno Lisboa



Conheça melhor o Thrills And The Chase: Site Oficial // Facebook


Introducing Thrills And The Chase
2013 - EP


Tracklist:

1.Damsel In Distress  4:00
2.Rogue Vogue   3:19
3.One For The Road   1:44
4.Sister Thriller    4:13
5.Moping Jack    3:24
6.Does The World Owe You Anything    4:00


Download: Link Direto




E é isso aí pessoal, ficamos por aqui com essa edição da coluna. Até semana que vem!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
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Satan's Satyrs - Wild Beyond Belief!

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Gênero: NWOBHM/Heavy Metal/Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: "Hail Satan! Hey Lucifer! We are here baby". Fala pra mim, nego: Tem como um play começar de forma mais bonita?

Confesso que não sou o maior entusiasta do mundo quando se trata de bandas atuais que tentam resgatar o espirito do metal oitentista. Não por não curtir o metal feito nessa época, mesmo porque, ja dizia minha falecida vovozinha "Quem não gosta de Hellhammer brasileiro bom não é". O problema é que a maioria das bandas nesse estilo ou se contentam em apenas copiar descaradamente uma determinada banda da época, ou são insossas mesmo. Mas como toda regra tem sua exceção (inclusive essa, mas isso é papo pra conversas sem futuro na mesa de algum bar decadente da Rua Augusta), devo dizer que o Satan's Satyrs realmente me conquistou. Talvez por fazer uma musica que ao mesmo é simples mas que incorpora tantas e tantas referências legais como a NWOBH, speed metal, heavy metal classico, punk e até um pouco de Doom classico!

O Satan's Satyrs surgiu no ano 2009 em Herndon/Virginia (EUA). A principio uma one man band criada pelo baixista e vocalista Clayton Burgess (mais conhecido na quebrada como Claythanas) que influenciado por filmes de horror, filmes de motociclistas e bandas como Electric Wizard, Black Flag e Witchfinder General, gravou de la pra ca uma demo, um EP e um full lenght. Esse material foi gravado somente pelo Claythanas, mas nesse ano de 2013 a banda virou oficialmente um power trio.

O que trago pra vocês nesse post é justamente o full lenght "Wild Beyond Belief!", lançado em 2012 e uma verdadeira pepita para os amantes do metal negro e fétido. Contando com oito pedradas perfeitas, o album é maravilhoso do inicio ao fim. Desde o começo com "Sadist 69" e sua pegada matadora até o fechamento com a doom psicodelica "Satan's Satyrs" é impossivel pular uma unica faixa. Esse lado mais doom psicodélico alias, não se faz tanto presente, mas quando aparece mesmo que sutilmente, brilha mais que o Ronaldo no Corinthians, faixas como "Strange Robes", "Alucard" e a ja citada "Satan's Satyrs" comprovam bem isso. Os solos, se não são virtuosos, aparecem sempre na hora certa e são dignos de figurar no repertório de qualquer air guitar hero que se preze.

A gravação também caiu muito bem para o estilo apresentado pela banda. Propositalmente saturada mas deixando tudo muito audível. Inclusive o vocal agressivo e cheio de reverb, fazendo desse um album imperdivel e perfeito pra você assustar as testemunhas de jeová que batem a sua porta num domingo de manhã.




Tracklist:

01 - Sadist 69
02 - Electric Witchwhipper
03 - Carnival of Souls
04 - Servitors and Myrmidons
05 - Strange Robes
06 - Alucard
07 - Bellydancer's Delight
08 - Satan's Satyrs

Download: MEGA


domingo, 24 de novembro de 2013
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Bandas Amigas #3 - Ressonância Mórfica, Secta & Primaz e Hollowood

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Bem meus caros, quem já acompanha o blog a algum tempo talvez reconheça essa coluna, que tanto ficou esquecida nos últimos tempos. Bandas Amigas é onde nós, desde os tempos mais primórdios, postamos de forma condensada as bandas que nos enviam material - não que deixemos de posta-las individualmente em posts próprios de vez em quando. Só que aqui, além da resenha individual como seria uma resenha, procuramos entre nós todos desta humilde casa analisar e dar nossas opiniões sobre três bandas selecionadas ao acaso dentre as que nos enviaram material nos últimos meses. E a partir de agora a coluna será semanal, saindo todo final de semana. Espero que assim consigamos fazer justiça a tantas e tantas pérolas independentes, nacionais e internacionais, que nos enviam material toda semana e que nos últimos tempos infelizmente não pudemos postar por inúmeras razões. Mas bem, vamos lá.

Como já estávamos sem postar essa coluna a bastante tempo, nesta edição trouxemos três nomes que já estavam engavetados no nossos arquivos pignianos a bastante tempo. O grindcore formado em Manaus mas sediado em Goiânia do Ressonância Mórfica, o Rap lusitano do Secta & Primaz e o rock experimental despojado paulistano do Hollowood.

Continue lendo e vamos conhecer esses caras.


Ressonância Mórfica

Formada em 1998 em Manaus-AM, posteriormente mudando-se para Goiânia-GO, o Ressonância Mórfica é uma banda de grindcore extremamente interessante, fora do clichê e que já lançou até a data apenas um full-lenght e um EP, além da demo. Com vocais em português e sonoridade pesada porém cadenciada, a banda nos surpreendeu desde o início, quando esperávamos um Grindcore mais direto. E isso foi ótimo, sem dúvida a fórmula da banda chamou nossa atenção por ser cativante ainda que diferenciada, mesmo que as influências sejam notadas claramente em cada acorde como vindo das bandas de grindcore canônicas, mas com uma dose cavalar de influência do Crossover nacional (vide Ratos de Porão e Gangrena Gasosa).



"O conceito é interessante, consegue fugir da sonoridade usual do grindcore e soam mais atmosféricas do que outras bandas do gênero, porém o uso de gutural "falado" em português acaba soando meio cômico lembrando a Banda Ritual, acaba por perder a seriedade. "
- Koticho
"Puta banda, tem um conceito e uma estilística foda, soa pesada, mas o vocal cantado em português é uma faca de dois gumes. Cantar em português é interessante, mas acho que faltou nojeira, ficou muito claro o que o cara canta, e isso incomoda meus ouvidos, tipo um cara dando lição de moral em português com voz gutural. Na minha concepção o vocalista poderia ser mais ininteligível, mais escarrado, mais brutal. A parte instrumental tem um guitarrista muito bom, que arruma riffs bem inteligentes, mesmo usando algumas nuances de punk/ hc (vide cunnilingus), nada que empobreça o trampo. Faltou também um pouco de brutalidade na batera" 
- Nagano

Ressalto ainda que colocar no full  um poema musicado do Augusto dos Anjos agregou bastante valor a podridão do esquema. Mas, por fim, seguem os links que a bandas nos enviou:

Agregados Onimodos Malditos
2005

Tracklist:

1. Pasquim 03:03
2. Sentimento Exaustivo 01:50
3. Mnp 02:15
4. Reação Irracional de Destrutividade 01:53
5. Lisarb na Contramão 02:31
6. Aleivosia 01:39
7. Plutocracia 04:49
8. Cunnilingus 02:20
9. Penumbra 02:59
10. Quiproquo 03:41
11. O Deus Verme 04:29

Ouça:
Soundcloud (com o full todinho disponível)  // Myspace // Site // Facebook




Secta & Primaz 
Advindos de Lisboa, Secta & Primaz é uma dupla parte do Hip Hop Tuga, o Hip Hop português, sediados em Marinha Grande. Secta é um rapper que participou, além desta que nos enviaram, várias outras mixtapes com vários outros artistas, e assim com Primaz (aka Primaz Lirix) fazem parte um projeto chamado RESI2430, que se descreve como: "RESI2430 é um projecto musical oriundo da Marinha Grande que actua principalmente no panorama do hip-hop “tuga”. Composto pela integração de três antigas formações de hip-hop desta cidade, expõem o seu trabalho em diversos formatos como poesia, ilustração, musica, produção, ou beatbox.". A dupla nos enviou sua mixtape, Caneta, Papel e Bolas, que se apresenta como um bootleg, mas tem uma produção bem limpa e perfeitamente apreciável. Como eu particularmente não sou o melhor conhecedor de Hip Hop deste blog, deixo-vos com a análise dos meus colegas:

"Rap português numa linhagem semelhante ao de nomes que fazem um trabalho mais melancólico no underground americano como o Sadistik, tem uma produção bacana com bom uso de samples e beats. Acostumando com o sotaque português, que sempre acaba por soar estranho para os brasileiros, pode se tornar algo interessante e promissor. " 
- Koticho

"Gostei do som Secta & Primaz. Por ser uma mixtape, lançada em 2012, dá um certo ar de inacabado, mas a proposta deles é rap old-school: muitos samples, scratches, rimas bem construídas. As canções são curtas e diretas. Eles fazem parte dum movimento cultural de Lisboa chamado "Resi2430" que mescla outros elementos da cultura hip-hop." 
- Bruno Lisboa

Caneta, Papel e Bolas
Mixtape, 2012


Tracklist: 22 faixas não-intituladas

DOWNLOAD: Mediafire

Conheça melhor o Secta & Primaz:

Facebook (Secta-Mate) // Soundcloud











Hollowood 
Formados em 2007 na capital paulista, o Hollowood é uma míriade de combinações musicais girando em torno da espontaneidade do punk, do math rock, do post-hardcore, do emo e do post-rock. Como descreveram a si mesmos no email que recebemos: "Começou com o clássico “amigos de colegial que se juntam pra tocar uns hardcore”. Hoje, Dan (voz/guitarra), INSS (guitarra/voz), Renato (baixo/voz) e Kajiro (bateria) fazem músicas em que cabe hardcore, math rock, metal, pop, "indie"... Seja o que for — se for real.". Não tem descrição melhor que isso mesmo. O instrumental é divertido, complexo e cativante, e o vocal apela pro post-hardcore/emo/pop punk de forma intensa. A banda nos enviou dois materiais ao longo de 2012, um single contendo as faixas "Undone" e "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head) Blues" e um EP, Zero. Sem dúvida vale a pena a conferida pra quem curte bandas como Toe, Algernon Caldwallader, This Town Needs Guns e muitas outras que eu poderia citar.

"Banda bem ativa do cenário alternativo/underground paulistana, o instrumental da Hollowood é carregado de influências de bandas da cena de math-rock japonesa, nomes como Ling Tosite Sigure, toe e te' se fazem bem aparentes, porém, o vocal com timbres "adolescentes" em faixas como Zero acaba por soar excessivamente pop punk, fazendo lembrar mais de Blink 182 do que das outras influências citadas, em outras canções quando isso não se mostra tão aparente com os vocais puxando mais para o emo e post-hardcore dos anos 90 acabam por fluir bem melhor com todo o conjunto." 
- Koticho
Single
2012


Tracklist:

01. Undone
02. "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues

DOWNLOAD: Mediafire



Eu realmente curti o instrumental dessa música.


Zero (EP)
2012

Tracklist:

1 - Zero
2 - Bordeau Waltz
3 - Undone
4 - "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues
5 - Z.E.R.O.M.I.X.

Ouça e baixe no Bandcamp:




Conheça melhor o Hollowood:

Facebook//Canal do Youtube//Soundcloud

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Então é isso galera, espero que tenham curtido essa edição de ressurgimento da seção e aguardem semana que vem com novas bandas. Valorizem os caras, se curtir e for da sua cidade, procure ir nos shows, e se não for, comprar o material da banda, acompanhar o que ela vem fazendo e tudo mais.

E acima de tudo: um obrigado gigantesco a todas as bandas que apareceram aqui e que nos enviam uma tonelada de material todo mês. Nós iremos postar todas, podem ter certeza. É extremamente gratificante receber tanta coisa boa, de tantos lugares e estilos diferentes. Continuem firmes!

Até semana que vem!
domingo, 8 de setembro de 2013
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Lebanon Hanover - The World Is Getting Colder

5 comentários
Gênero: Coldwave, Pós-punk, Minimal
País: UK
Ano: 2012

Comentário: Lebanon Hanover é o retrato caricatural da cena underground goth, onde as músicas são produzidas em uma gravadora independente e os videoclipes são dirigidos, filmados, atuados e editados pelos próprios membros – e ainda no estilo mais clássico de fotografia do que conhecemos como “indie” em cenários e figurinos tumblrísticos. Formada em 2010 por Larissa Gergiou (a.k.a Larissa Iceglass) e William Morris (a.k.a William Maybelline), já possui dois álbuns no currículo, além de um Split lançado em 2011 com a banda alemã La Fete Triste e um single lançado em fevereiro deste ano ("Gallowdance") que, por sua vez, anuncia o lançamento do terceiro álbum da banda agora em setembro.

Muito embora os dois álbuns do duo tenham sido lançados no mesmo ano, The World is Getting Colder em fevereiro do ano passado (2012) e Why Not Just Be Solo em outubro, optei por postar o primeiro, pois este traz a crueza que todo primeiro álbum tem. The World is Getting Colder é a únião de músicas das quais foram produzidas por três anos. Por isso, não é à toa que o videoclipe da música Totally Tot fora produzido ainda em 2010, de maneira bem amadora assim como todos os outros clipes da banda. Why Not Just Be Solo é um álbum de synths e conjunção sonora mais trabalhado e que, no entanto, não perde a linhagem do primeiro álbum. Contudo, se partirmos da ideia do goth bruto, com notas/sonoridades simples, interessa-me mais The World is Getting Colder.

As letras das músicas de Lebanon Hanover são simples, falam de nostalgia e ambientam uma espécie de revival da cena goth 80’s; por vezes são dotadas de ironia escrachada (“Ask me if I’m a goth or a manic depressive”) e contam uma história romântica de questionamentos e (auto)análises urbanoides, tudo em rimas simples e repetitivas, bem como cantadas em inglês e alemão. Na parte instrumental, Lebanon Hanover é uma banda basicamente de sintetizadores; com baterias sampleadas, guitarra (Larissa) com riffs simples e contrabaixo (William) de linhas duras e arrastadas. Sendo assim, é inevitável a altivez dos synths com batidas marcantes e reverberantes, além de simples, repetitivas e lentas em sentido minimalista. Os vocais são alternados, ora o cru vocal de Larissa em tons de lamentos frios em uma música, ora o vocal fantasmagórico de fera chorosa de William na música seguinte.

Em suma, The World is Getting Colder é simples, seja nas levadas frias ou nas letras de fácil assimilação; e que, no entanto, é surpreendente. Por fim, apenas lamento por quem não ouvirá Lebanon Hanover, pois, como diria Y., isso aqui é coisa fina!

P.S.: Para quem quiser ouvir Why Not Just Be Solo é só clicar aqui e recomendo assistirem o videoclipe de Northern Lights.

Facebook || Last.fm || Bandcamp || Soundcloud

Tracklist:
01. Die World
02. Ice Cave
03. No.1 Mafioso
04. Sand
05. Totally Tot
06. Kunst
07. Die World II
08. _
09. Canibal
10. Einhorn
11. Sunderland

Download: Mega


sexta-feira, 23 de agosto de 2013
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FrostSeele - PrækΩsmium

0 comentários

Gênero
: Atmospheric Black Metal
País: Alemanha
Ano: 2012

Comentário: Bandas discípulas do Bathory existem aos montes no Black Metal. One-man bands, praticando algo em torno de um Black Metal com raízes folk, vocais esgueladamente rasgados, um clima gélido, com incursões acústicas por todos os lados e indo bem além dos tremolos e blast beats nas levadas e riffs. A fórmula é manjada. Mas mesmo assim continuam surgindo no mundo inúmeras bandas excelentes nesse nicho.

FrostSeele (grafado com S maiúsculo para não ser confundida com uma outra banda alemã de Black Metal homônima) é um projeto de um alemão que não se identifica, mas que, além de compor (ou programar) todos os instrumentos da banda, ainda faz os vocais e produz materiais de excelente qualidade pro merch do projeto, que podem ser conferidos aqui. É bastante impressionante tanto a qualidade de produção deste, que é o disco de estréia do grupo, quanto a quantidade de instrumentos presentes, que vão desde guitarras à pianos, violoncelos e violinos. Todos compostos de forma totalmente harmônica, sem soarem exagerados em nenhum ponto e se combinando ao longo das músicas de forma perfeita, sutil e progressiva.

A sonoridade do FrostSeele não tem muito mistério, como eu já disse antes, mas o que a faz se destacar dentre tantas bandas do gênero é principalmente a sutileza com a qual os elementos das músicas vão se somando para criar atmosferas geladas porém melódicas e intensas. É de tal forma intensa a melodia da banda, que nem tremolos, blast beats e vocais rasgados conseguem tornar a banda agressiva. Isso é uma característica que poucas bandas de Black Metal tem, e como exemplo disto eu poderia citar o Ne Obliviscaris. Por sinal, Frostseele, embora tenha MUITO menos presença sinfônica, pode-se dizer que tenha a mesma vibe do Ne Obliviscaris só que dentro de uma fórmula 'burzunesca', por assim dizer.

A qualidade de composição é sem dúvida o ponto forte de um disco com 5 músicas longas e nada cansativas. Talvez não tão atmosférico assim, o rótulo "Atmospheric" do gênero que a banda se auto-intitula aparece no fato que as músicas frequentemente tem longos trechos instrumentais e em geral soam como trilhas sonoras, gravando em nossa mente trechos de épicos europeus medievais em meio a florestas de pinheiros lotadas de neve. É bonito, sutil e intenso.

FrostSeele é uma das pérolas escondidas no Black Metal, onde sua poesia se mostra com toda força. Por que se alguém ainda acha que Black Metal é só satanismo e porradaria, certamente tem muito ainda a conhecer as capacidades deste estilo.




Tracklist:


1.Die Architektur des Seins  15:00
2.Diagnose 07:14
3. Du 13:21
4.Tabula Rasa 06:50
5.LD 100  02:04


Download:

MEGA

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