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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
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oOoOO - Without Your Love

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Gênero
: Witch House/Chillwave/Ambient/Experimental
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: oOoOO é a alcunha pela qual se apresenta Christopher Dexter Greenspan, um rapaz estadunidense que inciou as atividades do projeto em 2008 e é considerado, ao lado especialmente do Salem, como um dos percussores do Witch House. Without You Love é o primeiro e único full-lenght do projeto até a data, lançado ano passado.

A sonoridade do oOoOO foge aos padrões do Witch House como conhecemos pelo Salem ou por outros projetos com nomes mais legais como †‡† (Ritualz) ou ~▲†▲~ (Xwxwxwxwv), sendo extremamente intimista, cadenciado e ambient;  úmido como deveria ser, mas não tem toda a densidade opressiva do Witch House, dando lugar a um ambiente leve e romântico. Mas ao mesmo tempo é obscuro, intenso e instigante. Toda a edição de vocais é simplesmente maestral para sintetizar a sonoridade mais essencialmente dreamy possível.

Ao longo do disco de pouco mais de 40 minutos somos convidados a um ambiente onde tudo soa familiar, ainda que distorcido como numa trip alucinógena entorpecente. O Witch House tem o dom de arrombar a realidade com uma sonoridade totalmente alienígena, mas em oOoOO isso não é nada violento, muito pelo contrário, e esse é todo o diferencial. As batidas não são pesadas, opressivas - são instigantes. Comparando com outros trabalhos na cena, é seminal mesmo que tenha sido lançado a menos de um ano. O Witch House tem muito a oferecer e a se recriar, e oOoOO é um dos expoentes disso tudo.

Without Your Love tira seu nome de um filme francês dos anos 70 para complementar mais ainda sua melancolia. Muito provavelmente é algo do tipo ame-ou-odeie, e certamente pede o clima correto para sua apreciação. Mas vale a pena a experiência de passar alguns minutos numa dimensão onde a música tem outra cara. Dark Wave at its finest, ainda que hoje em dia chamemos isto de outro nome.



Tracklist:

1.Sirens  5:43
2.Stay Here  4:05
3.3;51 AM  2:46
4.Without Your Love  3:15
5.On It   3:52
6.Crossed Wires  3:37
7.Mouchette  3:21
8.The South  3:08
9.Misunderstood  4:36
10.5;51 AM  1:23
11.Across A Sea  5:01


Download:

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
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Keep Shelly In Athens - At Home

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Gênero: Downtempo, Dream Pop, Ambient, Experimental, Trip Hop, Synthpop, Chillwave
País: Grécia
Ano: 2013

Comentário: Originário da Grécia, o duo Keep Shelly In Athens surgiu em 2010, no auge do movimento relâmpago que foi o witch house. At Home, segundo full lenght deles, segue a mesma linha sombria e densa de In Love With Dusk/Our Own Dream, na verdade é uma compilação de dois Ep's, lançado em 2012 e que também apareceu por aqui no Pignes.

Nas palavras da vocalista Sarah P. “Nós ouvíamos bastante Oasis e coisas do tipo. E eu também tinha influências de darkwave. Então há certa mistura e no começo estávamos um pouco receosos com isto. Mas então decidimos seguir toda esta diversidade (...) nós misturamos todas essa essas coisas e tentamos criar algo novo.”

Não muito diferente de seu antecessor, At Home é recheado de vocais suaves, batidas densas e sintetizadores. A faixa de abertura, ‘Time Only Exist To Betray Us”, se destaca como uma das melhores do disco, seguida da ótima ‘Oostende’. A banda encontra um dos seus melhores momentos na seqüência ‘Room 14 (I’m fine)’, música que se destaca por sua linha de baixo, ‘DIY’ e ‘Knife’ que com seu riff de guitarra e vocais que lembram os tempos áureos do Yeah Yeah Yeahs conquista todo e qualquer ouvinte. Vale a pena citar também o belíssimo vídeo da faixa 'Recollection', que se encontra no final deste post.

At Home me parece um disco perfeito para ser ouvido em um fim de tarde, em um cenário urbano, cinzento, de um dia chuvoso, como este em que escrevo essa resenha.

Tracklist:
1. Time Exists Only To Betray Us
2. Oostende
3. Recollection
4. Flyway
5. Higher
6. Madmen Love
7. Stay Away
8. Room 14 (I'm Fine)
9. DIY
10. Knife
11. Sails
12. Hover
13. Back To Kresnas Street
14. Addictions

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segunda-feira, 3 de junho de 2013
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Slow Magic - Triangle

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Gênero: Chillwave
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Estamos em um praia nos anos 80. Ok, agora você está no clima do disco. Chillwave ou Glo-fi, enfim, foi um gênero que realmente me sugou; eu creio que por suas características mesmo: som que nos traz uma nostalgia (mesmo eu nem tenha vivido há época). Simples, mas que exalta a maior função da música, que é passar algum tipo de emoção que seja cativante, que nos faça querer bater o pezinho ou músicas tristes que nos façam refletir de algum modo.

VASCULHEI a internet quase toda, faltou somente nossa Deep Web (Orkut) ou a verdadeira Deep Web para achar informações do Slow Magic, porém nada. É, meu amigo, o Google não ajudou muito em me fornecer as informações sobre a vida dos participantes, influências etc... mas fica aqui esse bloquinho sem informações, quando conseguir algo eu atualizo.

O disco é simples e bem elaborado, com sintetizadores, com texturas exuberantes. Batuques de tambores ao longo do disco destacam a sonoridade ''exótica''. Enfim, mas de qualquer modo você consegue facilmente distinguir o que está ''acontecendo'' nas faixas, diferentemente do que anda rolando no meio da produção eletrônica de alguns outros gêneros, que parecem mais cópias mal feitas de Dubstep, que no fim acabam soando como uma salada mista azeda ou um liquidificador louco.

As melódicas são marcantes, são grande destaque. Isso também é um dos efeitos Glo-fi aka Chillwave, ah, sei lá. (Destacando Feel Flows) Sabe, é uma sensação muito gostosa, flui muito bem, disco para você dar aquele play após um dia agitado (Escutem, Youths).




Tracklist:

1. Corvette Cassette
2. Toddler Tiger
3. Feel Flows
4. Youths
5. Moon
6. Circle
7. Sorry Safari
8. Music


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