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domingo, 1 de março de 2015
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Fifty Shades of Grey - OST

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Gênero: Jazz / Blues / Pop
País: EUA
Ano: 2015

Comentário: Se analisado de uma forma superficial, o filme conta sim uma sequência lógica dos fatos; muito embora, ao ler o livro, os fatos ficam mais lúcidos na historia, se comparados a Crepúsculo, por exemplo. É óbvio que dificilmente alguém assistirá ao filme sem sequer ter qualquer ideia sobre a historia. Terminei de ler recentemente o primeiro livro e reconheço que a escrita de E L James me irrita um pouco (principalmente nas partes de “deusa interior” e “inconsciente”). E quando penso que vim de uma escola erótica pautada nas obras de Anais Nin, percebo quão a autora precisa ainda amadurecer.

Comparo muito a trilogia de 50 tons à saga Crepúsculo. Sim, da saga, eu li 3 dos 4 livros e assisti a todos os filmes; por isso, quando digo que 50 Tons de Cinza nem de longe te faz querer ter um AVC nos primeiros 5 minutos de filme é porque sei do que estou falando! Contudo, é inegável a concepção clichê das inseguranças de um determinado tipo de mulher que se vê envolvida por um cara que igualmente se contrapõe no quesito qualidades e que faz a linha “podre de rico e problemático” e que te quer a qualquer custo. De qualquer forma, meu intuito nesse post não é a historia, pois cada um deve e pode tirar suas próprias conclusões.

Então, o que realmente foi relevante e me deixou estarrecida ao assistir o filme foi a trilha sonora. Não acompanhei as notícias pré-estreia do filme, logo, não sabia que o responsável pela OST seria o maravilhoso Danny Elfman. Claro, para quem está acostumada a uma versão dark ou deep de filmes que Danny costuma assinar a trilha sonora, eu jamais esperaria que seria ele em 50 tons e também não esperava a sequência maravilhosa de músicas.

Podemos sim afirmar que Danny foi muito feliz na escolha das músicas cuja sonoridade remetia a um clima erótico, possesso e/ou romântico. E, mais incrível que isto foi o fato de serem músicas atuais, de uma maneira geral, e que ainda houve espaço para formação clássica de Elfman. No entanto, a essência é erótica e acredito que não fui a única a se surpreender, por exemplo, com a versão de Crazy In Love tocada no filme, a qual foi direto para minha lista de músicas que superaram a versão original! Em suma, acredito que a trilha sonora acabou roubando a cena e, por vezes, até mesmo se sobrepondo às atuações. É uma sequência de músicas envolventes e lindas que devem ser escutadas independentes ao filme.

Site Oficial / Trailer

Tracklist:
01. Annie Lennox - I Put A Spell On You
02. Laura Welsh - Undiscovered
03. The Weeknd - Earned It (Fifty Shades Of Grey)
04. Jessie Ware - Meet Me In The Middle
05. Ellie Goulding - Love Me Like You Do
06. Beyonce - Haunted (Michael Diamond Remix)
07. Sia - Salted Wound
08. The Rolling Stones - Beast Of Burden (Remastered)
09. AWOLNATION - I'm On Fire
10. Beyonce - Crazy In Love (2014 Remix)
11. Frank Sinatra - Witchcraft (2000 Remaster)
12. Vaults - One Last Night
13. The Weeknd - Where You Belong
14. Skylar Grey - I Know You
15. Danny Elfman - Ana And Christian
16. Danny Elfman - Did That Hurt?

Ouça: Spotify

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
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The Wolf of Wall Street OST

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Gênero: Jazz / Blues / Rock / Pop / Soul / Rap / Latino
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Martin Scorsese sempre capricha em suas seleções sonoras para seus filmes e o recém lançado O lobo de Wall Street não é diferente. Se em sua carreira Scorsese primou pela versatilidade de gêneros fílmicos (comédia, drama, musical, ação, aventura entre tantos outros), visualizamos aqui nesta trilha o reflexo desta qualidade.

Organizada por Randall Poster e Marty, as escolhas aqui primam em sua maioria pelo caráter clássico do cancioneiro americano. À começar temos um standard jazz "Mercy, Mercy, Mercy" cometido pelo saxofonista Cannonball Adderley. Na ala do jazz ainda temos pérolas garimpadas de Allen Toussaint, Ahmad Jamal e Eartha Kitt, na ótima "C'est si bon". A porção blues fica por conta das presenças de canções de Elmore James, Howlin' Wolf e Bo Didley que comparece com duas canções: "Pretty Thing" e "Road Runner". Joe Cuba e Jimmy Castor são responsáveis pela porção latina da trilha com as ótima "Bang! Bang!" e a hilária "Hey Leroy your mama is callin you" respectivamente. O rock, gênero onipresente de suas trilhas, dá o tom com o clássico de Billy Joel "Movin' out" e também clássica versão para o hino "Mrs. Robinson" cometida pelo saudoso Lemonheads. O blues country "Meth lab Zoso sticker", da promessa 7horse, é a prova de que o diretor está também de olho no que acontece na cena musical atual. A vertente pop é representada pelo pop experimental de Malcolm McLaren e a oitentista "Never say never" de Romeo Void. Vale ainda fazer menção a corretíssima versão para "Goldfinger" (tema de 007), realizada por Sharon Jones e seus Dap Kings, que surge ao vivo durante o filme na cena do casamento do personagem central Jordan Belfort, interpretado brilhantemente por Leonardo Dicaprio.

Por fim, a trilha em si já é digna de audição por si mesma, mas vale a pena o exercício de assistir ao filme que estréia oficialmente dia 24 de janeiro no Brasil, pois mais do que meramente colocar canções durante as cenas rodadas, Scorsese prima por escolhas nas quais música e cena dialogam abertamente. Sem contar que há outras surpresas sonoras tais como Foo Fighters, Devo e Cypress Hill. É ver para crer.

P.S. A escolha de "Black Skinhead", de Kanye West, como faixa amostra é o fato da mesma ter sido utilizada num dos trailers promocionais do filme e, além disso, é, indiretamente, um hino para a obra em si. A mesma está presente no link de download abaixo em versão ao vivo como bônus.    

Tracklist:

01. Mercy, Mercy, Mercy - Cannonball Adderley
02. Dust my brown - Elmore James
03. Bang! Bang! - Joe Cuba
04. Movin' out - Billy Joel
05. C'est si bon - Eartha Kitt
06. Goldfinger - Sharon Jones and the Dap-Kings
07. Pretty thing - Bo Didley
08. Moonlight in Vermont - Ahmad Jamal Trio
09. Smokestack Lightnin' - Howlin' Wolf    
10. Hey Leroy your mama is callin you - Jimmy Castor
11. Double Dutch - Malcolm McLaren
12. Never said Never - Romeo Void
13. Meth lab Zoso sticker - 7horse
14. Road Runner - Bo Didley
15. Mrs. Robinson - Lemonheads
16. Cast your fate to the wind - Allen Toussaint
17. Black Skinhead - Kanye West

Download: MEGA

sábado, 16 de novembro de 2013
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Edward Artemiev - Solaris, The Mirror, Stalker - Music From The Motion Pictures

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Gênero: Soundtrack/ Electronic/ Ambient/ Dark Ambient
País: Rússia
Ano: 1999 Filmes: 1972 – 1975 – 1979

Comentário: Disco contendo a trilha sonora de três grandes filmes cults do mestre cineasta russo, Andrei Tarkovsky, que, na maioria de seus trabalhos une a ficção científica a uma visão muito filosófica, política, social, incrementando uma porção generosa de drama existencial.

Quanto às trilhas, do compositor Edward Artemiev, o que dizer. Como os filmes são lentos, reflexivos e possuindo várias cenas estáticas, as trilhas são mais etéreas, ruidosas e constantes. A maioria, apesar de etérea, deixa transparecer sentimentos e momentos como "uma descoberta", "uma viajem", "um sonho", "transtornos", "pensamentos" e coisas do tipo, igualmente presentes nos filmes de Tarkovsky. Portanto podem ser agradáveis, ou perturbadoras, mas mantendo uma onda de progressismo, música ambiente, dark ambiente, experimental e aquele mínimo de influencia erudita.

Como o título do disco destaca, as músicas são dos filmes Solaris (1972), The Mirror (1975) e Stalker (1979). Solaris, ou "Solyaris" é uma ficção científica rodeada de mistério, drama, aventura e romance. Rodado numa variação de P&B e Cor, em alemão e russo, é inspirado no romance de Stanisław Lem. Veja a sinopse. Já The Mirror, ou "Zerkalo", é como uma biografia dramática envolto da atmosfera da guerra. Também é P&B e em cor, uma das marcas registradas de Tarkovisky, desta vez nos idiomas russo e espanhol. Veja a sinopse. E por fim, Stalker, aventura, drama, fantasia, mistério e ficção científica em russo, adaptação da novela de sci-fi Roadside Picnic, dos irmãos Strugatsky. Sinopse.

Deixo ao final deste post, um video-slide da última faixa do disco, Dedication To Andrei Tarkovsky.

Tracklist:
01. Stalker - Theme 4:18
02. Stalker - Train 4:35
03. Solaris - Ill 4:31
04. Solaris - Station 3:21
05. Solaris - Listen To Bach (The Earth) 3:03
    *Composed By - J. S. Bach*
06. The Mirror - Exodus 6:57
07. Stalker - They Go Long 4:38
08. Solaris - Dream 6:58
09. Stalker - Meditation 5:21
10. Solaris - Ocean 11:30
11. Solaris - Picture P. Brueghel "Winter" 5:33
12. Solaris - Return 4:45
13. Dedication To Andrei Tarkovsky 9:21

Download: Uploaded

terça-feira, 20 de agosto de 2013
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The Man with the Iron Fists - OST

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Gênero: Hip-Hop/Rap, R&B e Neo-Soul
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: RZA ataca novamente!
Provavelmente o mais bem sucedido membro do lendário grupo de rap Wu-Tang, Robert Diggs parece ter aberto mão de sua carreira como MC para trabalhar apenas com produções; sejam elas qual forem, já que trabalhou com Jay-Z e Kanye West em Watch the Throne e, ano passado, até contribiu com vocais no EP Letur-Lefr, de John Frusciante.

Bandcamp / Last.fm

 Mas, se engana (e muito) quem pensa que essa mudança tira-o do foco dos holofotes. Na verdade, essa parece até ter inflado ainda mais seu ego, como podermos ver no mais recente longa metragem de Quentin Tarantino, onde RZA não só estrelou o personagem principal como também exerceu o cargo de produtor executivo, sendo responsável por toda a trilha sonora. O resultado? Bom, ele ganhou um espacinho aqui no blog, então hei de imaginar-se que foi muito bom...

 A proposta de O Homem dos Punhos de Ferro é simples: trazer de volta um clássico gênero antigo. Porém, para que faça sucesso, é necessário que adapte-o, atualize-o. E, se essa resenha fosse sobre o filme estaríamos falando de asiáticos e suas artes marciais, mas como se trata da trilha sonora, estamos falando mesmo é sobre R&B, Soul e sua mescla com o Hip-Hop. -- Na verdade Neo-Soul, mas isso é só um detalhe. Assim como a participação do The Black Keys.



 A produção conta com grandes nomes. Dentre eles algumas figurinhas já carimbadas dos fãs de rap, como membros do Wu-Tang Clan (Method Man, Raekwon e outros), também novos nomes como Kanye West, Wiz Khalifa e até Freddie Gibs.
No entanto, o destaque vai para o outro lado da moeda, vai para os verdadeiros cantores: Corrine Bailey Rae, Mable John, Frances Yip, The Revelations e Tre Williams -- porque afinal, venhamos e convenhamos, hip-hop não foi feito para compor filmes... Deixo, portanto, pra eles o pódio, mas mais especificamente para os últimos dois pela belíssima canção "I Forgot To Be Your Lover" (abaixo).

Tracklist:
1. "The Baddest Man Alive" The Black Keys & RZA - 3:51
2. "Black Out" Ghostface Killah, M.O.P. & Pharoahe Monch - 4:12
3. "White Dress" Kanye West - 3:35
4. "I Forgot To Be Your Lover" The Revelations feat. Tre Williams - 3:22
5. "Get Your Way (Sex Is A Weapon)" Idol Warship - 4:11
6. "Rivers of Blood" Wu-Tang Clan & Kool G Rap - 4:41
7. "Built for This" Method Man, Freddie Gibs & StreetLife - 4:25
8. "The Archer" Killa Sin - 2:56
9. "Just Blowin' In The Wind" RZA & Flatbush Zombies - 4:34
10. "Chains" Corrine Bailey Rae - 3:42
11. "Tick, Tock" Pusha T, Raekwon, Joell Ortiz & Danny Brown - 6:18
12. "Green Is The Mountain" Frances Yip - 2:58
13. "Six Directions of Boxing" Wu-Tang Clan - 4:51
14. "Your Good Thing Is About To End" Mable John - 2:58
15. "I Go Hard" Wiz Khalifa, Ghostface Killah & Boy Jones - 4:17

Download:
domingo, 13 de janeiro de 2013
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Cashback - OST

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Gênero: Instrumental, Ambient
País: UK
Ano: 2006

Comentário: Muito embora as várias versões de Requiem for a Dream e Black Swan gravadas por Clint Mansell ainda estejam eternamente em meu pedestal, devo dizer que eu há tempos não ouvia uma trilha sonora tão envolvente quanto essa a qual posto cá, que por si só me comoveu! Mas ela não foi composta por Guy Farley para ser apenas uma playlist, uma seleção de músicas aleatórias e sem contexto; ela pertence a um filme e, como tal, conta uma historia...

Cashback surgiu originalmente em 2004 como curta-metragem e apenas em 2006 ganhou formas de longa. Há quem diga que Cashback (longa) é apenas uma extensão do primeiro (curta), e algumas cenas foram extraídas do próprio curta. O filme conta a historia de Ben, um estudante de Artes Plásticas que, após terminar seu relacionamento com Suzy, passa a sofrer de insônia e, por isso, procura meios de passar o tempo vago até arranjar um emprego em um supermercado no período noturno.

O enredo do filme se passa basicamente nas relações e análises do próprio personagem principal a respeito das pessoas e acontecimentos no supermercado. Com isso, Ben nos mostra sua visão e seu dom em observar de vários ângulos e tão minuciosamente tudo ao ponto de literalmente parar o tempo. Dirigido e escrito por Sean Ellis, o longa possui uma narração em primeira pessoa e, junto a determinados ângulos, é possível imaginar-se dentro da própria historia!

A curiosidade do filme para com a trilha sonora é que esse aborda temas triviais, visões e narrações que qualquer um de nós poderia ter. Como é comum colocar os fones nos ouvidos e fechar-se em um mundo paralelo; ver tudo com a sonoridade escolhida enquanto pensamento vai longe... Esta é praticamente a descrição da cena inicial do filme, quando toca a faixa nº1. Assuntos tão triviais e vistos de uma perspectiva tão igualmente comum que chega ser engraçado, o famoso: tragicômico!

A mágia desta trilha sonora está justamente nessa tragédia que o filme aborda. É ela quem enfatiza a dor, a reflexão, os questionamentos e complexidade que a narrativa de Ben tenta nos passar frame a frame. E quando não há diálogo ou narrativa, restando apenas imagens, a trilha sonora se encarrega de dizer o que é necessário. Como na cena "She was never far from my mind", quando Suzy aparece correndo em um campo aberto em câmera lenta... Que cena ABSURDAMENTE linda e ao mesmo tempo angustiante!

Confesso com um pouco de vergonha que, geralmente, sei que um filme é lindo para mim quando as lágrimas começam a brotar nos cantos de meus olhos... Neste filme, algumas vieram, contudo, o que ficou foi a reflexão; a visão do artista para beleza seja onde for; e principalmente para o olhar minucioso que muitas vezes não temos mas poderíamos ter para vida!

Trailer

Tracklist:
01. Casta Diva - Jeni Bern
02. Breaks Up
03. Photos
04. Suzy
05. Inside - Bang Gang
06. Frozen
07. Sharon
08. Drawling
09. The Challenge
10. Someone There
11. Saturday School
12. Pittsburgh
13. Dust
14. The Proud Gallery
15. She - Grand Avenue
16. Enchanted April - Slovak Radio Symphony Orchestra
17. Jerk It - The Gypsies
18. You Can't Hurry Love - The Concretes
19. Snack Bar Loung - Evil 9
20. You are not Through - Evil 9
21. Funk the Rich - Malente

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
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The Perks of Being A Wallflower - OST

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Gênero: "Rock Alternativo", Ambient
País: Vários
Ano: 2012

Comentário: Já disse uma vez que o princípio para "tachar" algo de "alternativo" é não saber definir a coisa em questão. De fato, eu não sei definir os gêneros musicais desta trilha sonora, pois ela é um misto de pop do passado, daquela "velharia" que a garotada "moderninha" de hoje anda escutando. Penso até que se essa trilha sonora fosse um aplicativo, ela seria sem dúvida o Instagram!

Charlie (personagem principal) é o retrato caricatural das gerações pós-90: retraído, com tremenda dificuldade para interagir com as pessoas, sem amigos, vindo de uma família típica (mãe, pai, irmão mais velho que faz faculdade e irmã mais velha que é veterana na escola), e que encontra na escrita o modo para libertar seus "demônios" - que não são poucos! E tudo isso nós descobrimos em forma de cartas enviadas a alguém (que talvez nem exista). O filme é baseado no livro de mesmo nome (pt. "As vantagens de ser invisível"), do autor Stephen Chbosky; e traz algumas estrelas teens como Nina Dobrev (a Elena da série The Vampire Diaries) e Emma Watson (aquela do Harry Potter); além do ator conhecido por aqueles que piram em filmes dramáticos (como eu): Ezra Miller (Sim, o gostoso psicopata de "We need to talk about Kevin").

De uma maneira geral, o filme é sutil, tão sutil ao ponto de passar quase despercebido o porquê de tantos traumas de Charlie. Por conseguinte, a trilha sonora é leve e até mesmo uma volta no tempo, pois ela é pano de fundo de várias situações das quais todo mundo já passou algum dia (como viver um momento depressivo ao som de Asleep dos Smiths). No mais, "As vantagens de ser invisível" não é nenhuma obra-prima (como diria Nagano) arrebatadora (daquelas que te arrancam lágrimas sem piedade), talvez tenha feito sucesso pelo elenco (que vai de Harry Potter a American Horror Story), pela temática polêmica... É um filme "bobo" para pessoas "bobas" como eu.

P.S.: Que se foda o filme, a trilha sonora tem Dear God do XTC e Heroes do Bowie, isso já é suficiente para mim!

Tracklist:
01. The Samples - Could It Be Another Change
02. Dexy’s Midnight Runners - Come On Eileen
03. Galaxie 500 - Tugboat
04. New Order - Temptation
05. The Innocence Mission - Evensong
06. The Smiths - Asleep
07. Cracker - Low
08. Sonic Youth - Teenage Riot
09. XTC - Dear God
10. Cocteau Twins - Pearly-Dewdrops’ Drops
11. Michael Brook - Charlie’s Last Letter
12. David Bowie - Heroes

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012
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Mannen Som Elsket Yngve - OST

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Gênero: Pós-punk, Punk
País: Vários
Ano: 2008

Comentário: Minha historia para com este filme é irônica! Deixe-me contá-la...
Até o presente momento, minha rede social preferida é o Tumblr (não me perguntem por que) e nela é comum gifs/imagens de séries e filmes, com frases, etc. Pois bem, foi assim que eu conheci Mannen Som Elsket Yngve: através de uma imagem do filme. A priori, o que mais me chamou atenção, sem ainda saber que se tratava de um fime, fora a beleza do rapaz ruivo na foto (o personagem principal). Então, descoberto que aquilo era um filme, fui em busca da historia do mesmo e acabei por descobrir a trilha sonora; que, de longe, é a mais falada; até mesmo mais do que o próprio filme! Claro, o que esperar de um filme cuja trilha sonora traz hits de: The CureBuzzcocksThe Jesus & Mary ChainSoft Cell e mais uma penca de bandas norueguesas (que cantam em norueguês – OLHA QUE COISA LINDA)! Portanto, eu meio que me apaixonei pelo filme, mesmo sem vê-lo, só por causa da trilha sonora!

A minha busca pelo filme e sua respectiva trilha sonora não foi fácil! Fui ao esgoto da internet em busca deles, revirei os sites mais duvidosos do outro lado mundo, com idiomas indecifráveis (Google Tradutor, obrigada!), à procura do filme e da trilha sonora, mas ambos estavam disponíveis apenas via Torrent (eu não baixo por torrent, infelizmente). Então, humildemente, eu cheguei com meus parceiros upadores do blog e expliquei a situação, prontamente Renato se propôs a baixar por torrent e upar para mim a trilha sonora. No dia seguinte, lá estava eu pirando com minha trilha sonora (sem sequer ter visto o filme). Desiludida, após avisar todos os sites que disponibilizavam o filme que os links estavam offline e ter pedido para uparem em todos os sites de filmes que eu sigo; sem nenhuma resposta; nenhuma perspectiva; publiquei em meu Facebook o quão queria ver este filme... E eis que meu anjo salvador surge novamente dizendo que tinha o filme e que uparia para mim. E assim, graças ao Renato, estou cá postando essa belíssima trilha sonora (Muito obrigada mesmo, Rê)!

Mannen Som Elsket Yngve ficou conhecido pela sua tradução literal em português “O Homem Que Amava Yngve”; dirigida por Stian Kristiansen e baseada no livro de mesmo nome do autor Tore Renberg. Fala das descobertas envoltas a nossa vida, sobretudo no quesito sexualidade, na definição do que queremos na fase da adolescência. E de como encarar isso pode ser perturbador e ir ao extremo (suicídio). É uma obra que fala dessa intensidade da qual os adolescentes, de maneira geral, estão sujeitos e mostra isso de modo engraçado, sutil e até mesmo clichê, como o personagem principal (Jarle Klepp) que, cansado de ser tímido e sem emoção alguma na vida, decide mudar isso; conhece o melhor amigo Helge Ombo com quem, posteriormente monta uma banda de Punk Rock (a Mathias Rust Band) e acaba por namorar uma das meninas mais bonitas da sala de aula. E tudo isso vem abaixo quando um aluno novo, chamado Yngve, chega em sua sala... 

Quero dizer, é clichê por que: 1- Quem nunca quis ter uma banda quando era adolescente (ainda mais de Punk Rock)? 2- Quantas pessoas não se questionaram sobre sua sexualidade nesse período tão encharcado de experimentações? 3- Qual filme nunca usou a música Ever Fallen in Love do Buzzcocks para falar de amor não correspondido? Entre outros. E eu nem estou falando da corriqueira fantasia de ser uma(um) verdadeira(o) “Zé” e namorar o(a) menino(a) mais bonito(a) da escola!

A maioria das músicas é em norueguês e eu não faço a mínima ideia do que elas dizem. No entanto, não é de se assustar que Tainted Love do Soft Cell toque em um momento de impasse, de “fuga”; tampouco que Just Like Heaven (a música que toca no Trailer) do The Cure seja pano de fundo de um momento de felicidade, de filmagem amadora. Portanto, acredito que todas as músicas contam uma historia: de ascensão e queda, de dúvida e lembrança. E de revolta minha pela cena mais linda (a final), quando toca Love Will Tear Us Apart do Joy Division (banda linda) – como um prelúdio do fim... Essa música não entrou na trilha sonora oficial! Mais que droga!


domingo, 2 de dezembro de 2012
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Highschool of the Dead - OST

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Gênero: Instrumental, Eletronic, J-Rock
País: Japão
Ano: 2010

Comentário: Quem nunca vibrou com Dragon Ball? Um amigo meu (Lima Júnior) até cantava a seguinte paródia: “Se chorei ou se sorri, o importante é que todos os episódios de Dragon Ball Z eu assisti”. Lá pelos anos 90, eu também pirava com As Guerreiras Mágicas de Rayearth! Mas aí nós crescemos e deixamos isso para trás (ou não). No meu caso, muito embora o filme da minha vida seja em desenho animado (The Nightmare Before Christmas), eu já não gosto mais de ficar assistindo esses animes ou desenhos animados. Do mesmo modo, uma pessoa mais perspicaz já teria notado que eu também não gosto de música japonesa.

- Ariel, nem Moi Dix Mois e Malice Mizer?

Não!
E é irônico que, seguindo a perspectiva de que um anime é uma série, esses dias saiu uma publicação no Yahoo News sobre séries que eram boas, mas não vingaram...

- Mas o que tudo isso tem a ver com esse post?

Highschool of The Dead (Gakuen Mokushiroku -  学園黙示) foi um mangá escrito por Satou Daisuke, desenhado por Satou Shouji e que começou a ser publicado em 2006 pela revista Dragon Age. Em 2010, veio o anime produzido pela Madhouse, a qual lançou 12 episódios na primeira e única temporada exibida. A animação conta a história de um grupo de estudantes junto a uma enfermeira que tentam sobreviver a um apocalipse zumbi, este iniciado na clássica forma de “um belo dia, quando ninguém sequer podia imaginar, alguém aparece e morde outra pessoa; e assim todos viram zumbis!”. No Brasil, este anime se restringiu ao mundo otaku, haja vista que até a dublagem de alguns episódios foi feita de maneira bem amadora. Em 2011 e este ano ainda houve cogitações sobre a segunda temporada, mas nada foi confirmado, propagando ainda mais a desesperança entre os fãs. Sendo assim, o status da série é “em hiato/sem perspectiva de voltar”. Uma pena!

A trilha sonora fora lançada em dois discos distintos: o primeiro (ED Álbum H.O.T.D.) contento apenas as músicas de encerramento, totalizando 12 faixas (uma para cada episódio) das quais são cantadas por Kurosaki Maon; e o segundo (Highschool of the Dead OST) com as músicas estruturais (digo “estruturais” como músicas predominantemente instrumentais que, geralmente, baseiam e tonalizam a atmosfera da cena e que até me atrevo a descrever como "Dark Ambient") do anime, possuindo 25 faixas que foram compostas por Wada Takafumi; sendo ambos os álbuns lançados no mesmo ano (2010). Além desses, também fora lançado em 2010, um single da música de abertura, “HIGHSCHOOL OF THE DEAD” composta/tocada por Kishida Kyōdan & The Akeboshi Rockets, com outras versões.

Particularmente, eu não sei dizer o porquê de gostar deste anime. Talvez seja por conta dos zumbis ou ainda, quem sabe, por conta de querer muito um Hirano (daquele jeito mesmo: gordinho, nerd e fascinado por armas de fogo) só para mim!

sábado, 10 de novembro de 2012
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Eternal Sushine of the Spotless Mind (OST)

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Gênero: Soundtrack
País: Estados Unidos
Ano: 2004

Comentário: O ser humano e suas confusões...
Assim se desenrola o mais-que-perfeito filme de Kaufman, dirigido por Gondry e que passou quase despercebido em 2004. Joel Barish (Jim Carrey) é um cara calmo que mantém um namoro de dois anos com Clementine Kruczinsky (Kate Winslet), quando, devido a crise no relacionamento, esta decide apagar Joel de sua memória. Por 'começar a desgostar' de Clementine e para acabar com todas os problemas que derivaram dessa atitude (a dela), Joel decide fazer o mesmo, entretanto percebe que o que sente por ela é bem maior que qualquer outro sentimento e começa a fugir do processo de 'limpeza de memória'.
A maior parte do filme se desenrola na mente de Joel durante essa 'formatação das lembranças' ligadas a Clementine. Existem as histórias paralelas de Stan (Mark Rufalo) e sua paixão por Mary Svevo (Kirsten Dunst) - e a paixão desta pelo Dr. Howard Mierzwiak (Tom Wilkinson) - e Patrick (Elijah Wood) e sua nova namorada, Clementine.

Cheio de idas e vindas, de divagações sobre relacionamentos, sobre o que que é amor, sobre ética, sobre verdade e sobre mentira...

A trilha sonora é composta em sua maioria por pequenas canções (intrumentais) - a maioria dos filmes, há uma grande canção da qual se usa apenas um pequeno fragmento) - que são executadas em sua totalidade durante as cenas e quase todas de composição de Jon Brion. É dele também a ótima 'Everybody's Gotta Learn Sometime', executada por Beck. Destaque também para 'Peer Pressure'.

"Meet me in Montauk..."

To T...


Tracklist

01. Jon Brion - Theme
02. Electric Light Orchestra - Mr. Blue Sky
03. Jon Brion - Collecting Things
04. The Polyphonic Spree - Light and Day
05. Jon Brion - Bookstore
06. The Polyphonic Spree - It's The Sun
07. Lata Mangeshkar - Wada Na Tod
08. Jon Brion - Showtime
09. Beck - Everybody's Gotta Learn Sometime
10. Jon Brion - Sidewalk Fight
11. Don Nelson - Some Kind of Shuffle
12. Jon Brion - Howard Makes It All Go Away
13. The Willowz - Something
14. Jon Brion - Postcard
15. The Willowz - I Wonder
16. Jon Brion - Peer Pressure
17. Jon Brion - A Dream Upon Waking
18. Jon Brion - Strings That Tie To You
19. Jon Brion - Phone Call
20. Don Nelson - Nola's Bounce
21. Jon Brion - Down The Drain
22. Jon Brion - Row
23. Jon Brion - Drive In
24. Jon Brion - Main Title
25. Jon Brion - Spotless Mind
26. Jon Brion - Elephant Parade


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terça-feira, 24 de abril de 2012
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The Informers - OST

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Gênero: OST, SynthPop
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário:The Informers é um filme mediano com uma trilha sonora incrível. Lançado em 2009 o filme retrata sete histórias diferentes acontecendo simultaneamente na Los Angeles da década de 80. O filme é uma adaptação de uma série de histórias de mesmo nome escritas por Bret Easton Ellis (o mesmo de American Psycho) publicada pela primeira vez em 1994, as histórias retratam a decadência da época e pessoas que preenchem seu vazio com álcool, drogas e sexo casual. O filme conta com nomes como Billy Bob Thornton, Kim Basinger e Winona Ryder em seu elenco. O Trailer pode ser conferido aqui.

A trilha sonora, maior atrativo do filme, é composta por clássicos do Synth Pop oitentista, como o hit "Cars" de Gary Numan, e por novas composições, feitas ao estilo da época, como a genial, incrível, transcendental "Only You", eu poderia escrever páginas e mais páginas de elogios a essa música e toda a sua beleza melancólica, que embala a melhor cena do filme. O filme talvez valha a pena somente pela sua trilha sonora, a cena icônica onde é tocada "Only You" e o fato da bela atriz Amber Heard passar quase metade de suas cenas nua.

Tracklist:
1. New Gold Dreams - Simple Minds
2. Dance Hall Days - Wang Chung
3. Shadows Of The Night - Pat Benatar
4. Only You - Justin Meldal-Johansen, Jason Falkner, Justin Stanley and Dave Palmer
5. Safety Dance - Men Without Hats
6. I Ran (So Far Away) - A Flock Of Seagulls
7. Cars - Gary Numan
8. The Devil Made Me Do It - 7RAY
9. Gone For Good - Justin Meldal-Johansen, Jason Falkner, Justin Stanley
10. Another Night - Justin Meldal-Johansen, Jason Falkner, Justin Stanley
11. In a Scarlet Sky - 7RAY

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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The Girl With The Dragon Tattoo - OST

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Gênero: Post Industrial, Dark Ambient, Experimental, OST
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: 'The Girl With The Dragon Tattoo' é um filme de 2011, dirigido por David Fincher (Seven, Fight Club) e estrelado por Daniel Craig e Rooney Mara. A adaptação do livro 'Män som hatar kvinnor', escrito por Stieg Larson, é um remake de um filme sueco de 2009. 'The Girl With The Dragon Tattoo' conta a história de Mikael Blomqvist, um jornalista que teve sua carreira destruída após perder um caso de difamação contra um grande empresário sueco. Blomqvist é contratado para tentar decifrar o sumiço de uma garota há 40 anos, que possivelmente foi assassinada. Durante as investigações Mikael conhece Lisbeth Salander, brilhantemente interpretada por Rooney Mara.

 O filme recebeu 5 indicações ao Oscar, inclusive uma de melhor atriz para Rooney Mara, o trailer pode ser conferido aqui.

A trilha sonora  ficou por conta de Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Atticus Ross, parceria que lhes rendeu um Oscar pela trilha sonora do filme The Social Network, de 2010, também dirigido por David Fincher. A trilha sonora tem cerca de 3 horas e conta com um cover de “Immigrant Song” com participação de Karen O (Yeah Yeah Yeahs) que toca na bela seqüência inicial do filme e um cover de “Is Your Love Strong Enough?” creditada ao How To Destroy Angels, projeto de Trent Reznor e Atticus Ross. A trilha sonora foi lançada em formatos físicos e digitais, inclusive uma versão Deluxe contendo 6 vinis de 180 gramas.

Antes do lançamento oficial foi liberado um sampler com 6 faixas. No dia desse lançamento Trent Reznor escreveu no site oficial do Nine Inch Nails, “Nos últimos quatorze meses, Atticus e eu trabalhamos duro em 'The Girl with the Dragon Tattoo' de David Fincher. Nós rimos, nós choramos, nós perdemos nossas cabeças e no processo fizemos algumas das músicas mais lindas e perturbadoras de nossas carreiras.”.

'The Girl With The Dragon Tattoo' é excelente, uma obra prima, e a trilha sonora não fica para trás. É um trabalho incrível de Trent Reznor e Atticus Ross. Posso afirmar que foi uma grande injustiça não ter recebido indicações ao Oscar de melhor filme e ao de melhor trilha sonora.

O filme fica como indicação do Pignes.

Tracklist:

DISCO 1
1. Immigrant Song
2. She Reminds Me Of You
3. People Lie All The Time
4. Pinned And Mounted
5. Perihelion
6. What If We Could?
7. With The Flies
8. Hidden In Snow
9. A Thousand Details
10. One Particular Moment
11. I Can't Take It Anymore
12. How Brittle The Bones
13. Please Take Your Hand Away

DISCO 2
1. Cut Into Pieces
2. The Splinter
3. An Itch
4. Hypomania
5. Under The Midnight Sun
6. Aphelion
7. You're Here
8. The Same As The Others
9. A Pause For Reflection
10. While Waiting
11. The Seconds Drag
12. Later Into The Night
13. Parallel Timeline With An Alternate Outcome

DISCO 3
1. Another Way Of Caring
2. A Viable Construct
3. Revealed In Thaw
4. Millenia
5. We Could Wait Forever
6. Oraculum
7. Great Bird Of Prey
8. The Heretics
9. A Pair Of Doves
10. Infiltrator
11. The Sound Of Forgetting
12. Of Secrets
13. Is Your Love Strong Enough?

MEGA

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
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Howard Shore - The Lord of the Rings - Discografia

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Gênero: Soundtrack/ Orquestrado
País: Nova Zelândia/ Reino Unido
Ano: 2001, 2002 e 2003
Compositor: Howard Shore/ London Philharmonic Orchestra/ London Voices e participação da New Zealand Symphony Orchestra

Comentário: Senhor dos Anéis e sua influência sobre a música:
Muitos músicos e bandas também inspiraram-se não só no Senhor dos Anéis como em outras obras de Tolkien. As letras de músicas de algumas bandas dos anos 1970 é recheada de referências à obra do autor. Led Zeppelin é provavelmente o mais famoso grupo diretamente inspirado em Tolkien, e possui quatro músicas com referências explícitas, como Ramble On e The Battle of Evermore. Outras bandas dos anos 1970 inspiradas no autor são Camel, Rush e Styx. The Beatles pode até não ter sido musicalmente influenciados, mas eles tinham a intenção de fazer um filme baseado em O Senhor dos Anéis. A idéia não saiu do papel, se é que chegou a ele. A banda alemã Improved Sound Limited, em seu segundo album, gravou a música "The dark lord", referência direta ao senhor dos aneis e Tolkien.

Mais tarde, nos anos 1980 e 90, bandas de metal encontraram lugar para Tolkien em suas músicas, muitas vezes usando a parte má da obra dele, os personagens e hostes ruins. As bandas alemãs Blind Guardian que possui entre outras referencias a Tolkien, no álbum Nightfall in Middle-Earth, contando história das Silmarils e a banda Helloween com o álbum Master of the Rings. A finlandesa Nightwish (que possui a música Elvenpath, que faz alusão a Elbereth e a Lórien) são famosas bandas de metal.

Fora do rock, muitos artistas New Age foram influenciados pelo trabalho Tolkieniano. Enya escreveu uma música chamada Lothlórien, e compôs duas músicas para o filme A Sociedade do Anel: May It Be, cantada em Inglês e em Alto-élfico e Aníron, cantada em Élfico-cinzento. Além dela outros muitos artistas encontraram na obra de Tolkien a inspiração para sua música.


Sobre sua trilha sonora:
A música da trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis foi composta, orquestrada e conduzida por Howard Shore. Shore escreveu quase 12 horas de música para O Senhor dos Anéis, 10 horas inseridas na versão em box The Complete Recordings CD/DVD. (O restante é composto de 2 horas de música alternada, composições não utilizadas, e estarão sendo liberados no final de 2008.) Shore compôs uma música emocionante, em forma de ópera, desenvolvendo na trilha sonora mais de 80 leitmotivs específicos, que caracterizam as culturas da Terra-Média as quais se referem. Shore iniciou seu trabalho com a música para a Sociedade do Anel, no final de 2000 e gravou a primeira peça de música (a seqüência MORIA) na Primavera de 2001. Música suplementar para a versão em DVD foi gravada em março de 2002. Um processo semelhante foi seguido para As Duas Torres e O Retorno do Rei, com a última sessão a ter lugar em Londres em 20 de março de 2004.

A música foi feita, principalmente, pela London Philharmonic Orchestra e a London Voices, com a New Zealand Symphony Orchestra contribuindo com algumas das primeiras músicas de MORIA.

A trilha sonora para a Sociedade do Anel e O Retorno do Rei ganharam o Academy Awards em 2002 e 2004. O último filme também ganhou um Oscar de Melhor Canção, bem como os Globos de Ouro de Melhor Trilha Sonora Original - Motion Picture e Melhor Canção Original. A música de Shore para O Senhor dos Anéis se tornou o maior sucesso de sua carreira , e é uma das mais populares trilhas sonoras orquestrais para filme de todos os tempos.

Temas desenvolvidos:
Nota: Os nomes e descrições destes temas vêm das anotações de Doug Adams e do Complete Recordings LotR Annotated Score.

Um Anel
"The History of the Ring": Triste, melancólico e sinistro. Se a trilha sonora possui um tema central seria este. A primeira vez que a música é ouvida é quando o título "O Senhor dos Anéis" aparece.

"The Seduction of the Ring": Este tema, realizado por um coro de meninos murmurando, representa a tentação esmagadora do Um Anel. O tema aparece quando Boromir, Aragorn, e Faramir são tentados pelo Um Anel.

"The Evil of the Ring" (Mordor/Sauron): O terceiro tema para o Um Anel é realizado por trompetes alucinados que anunciam o horror trazido pelo poder da Sombra, é ouvido na primeira cena que aparece Mordor e a Torre Negra.

O Condado e os Hobbits
"Pensive Setting": Normalmente tocado por uma flauta doce, representa a paz e tranquilidade dos hobbits e de seu lar. Usado nos momentos em que os hobbits pensam no Condado e em momentos emotivos entre eles. Aparece logo no início no momento em que Frodo está lendo um livro debaixo da árvore e quando ele abraça Gandalf.

"Rural Setting": Uma melodia bem campestre que é apenas ouvida no Condado, logo depois do Pensive tocar. Representa a vida simples e feliz dos hobbits no campo.

"Hymn Setting": Uma versão mais trabalhada do Pensive Setting, tocada nos momentos de maior emoção entre os hobbits. Você ouve ela quando Sam e Frodo chegam no milharal e se abraçam no barco no rio Anduin.

"A Hobbits Understanding": Os hobbits deixam o Condado e vivem momentos de dor e descobertas, este tema é usado para sublinhar estes momentos difíceis mais corajosos que os hobbits passam. Você o ouve na lição ensinada por Gandalf para Frodo em Moria e no Anduin quando Frodo lembra desta cena.

"Hobbit Outline": Acompanhamento divertido, ouvido antes, durante e depois do primeiro Pensive no filme e na cena de Gandalf na toca de Bilbo.

"Hobbit Skip Beat": Outro acompanhamento, ouvido sob o som do Rural e Pensive enquanto Gandalf cruza o Condado até o Bolsão. Melhor ouvido na cena de Merry e Pippin treinando com Boromir.

"Hobbit Two Step": Como uma marcação de dança, este acompanhamento mostra o lado infantil do povo hobbit. Ouvido depois que Gandalf passa pela Vila dos Hobbits e de uma melodia mais lenta.

"Hobbit End Cap": Este encerramento, é melhor ouvido na cena em que as crianças hobbits ficam desapontadas esperando os fogos de artifício de Gandalf.

Mordor
"The Ringwraiths": Tema tocado por trompetes como se fosse uma variação do Evil theme, quase sempre acompanhado por coral. É o tema dos Espectros ouvido quando eles deixam Minas Morgul e em todos os seus ataques. Apenas na perseguição do Condado pode-se ouvir bem as trombetas antes do coral entrar.

"Descending Third Motif": Música que acompanha quase todas as cenas de Mordor e dos Espectros, ouvida logo depois do encontro dos hobbits com o primeiro Espectro no Condado. Quando os exércitos da Última Aliança marcham no Prólogo, você também pode ouvir uma versão em marcha do tema.

"Threat of Mordor": Quando Gandalf ouve algo do lado de fora da janela, em Bolsão, e descobre Sam espiando, você pode ouvir este tema tenso que como o nome diz representa a constante ameaça de Mordor.

"Mordor Skip Beat Ostinnato": Acompanhamento com variações, ouvida nas cenas de Gandalf andando em Minas Tirith e antes dos Espectros subirem o Amon Sul.

"Mordor Outline": Apenas ouvida de fundo no final da Batalha dos Magos (Gandalf X Saruman) como um constante ribombar de tambores. Será mais desenvolvida nos próximos filmes.

Isengard
"Isengard": Também utilizando-se de trompetes, ele age como o anúncio de uma nova era na Terra-Média trazida por Saruman, a era da máquina. Ouvido em todas as cenas de Isengard.

"Five Beat Pattern": Tema de percussão que segue essa medida de cinco, representando os orcs, raça guerreira e selvagem. Recebe sons metálicos quando se mistura ao tema de Isengard, simulando os sons das máquinas de Saruman.

Terceira Era da Terra-Média
"Power of Mordor": Tema variado que se utiliza de percussão e pode ser ouvido na hora que Frodo mostra o Um Anel no Conselho de Elrond, quando Saruman fecha as portas de Orthanc prendendo Gandalf e quando este traduz para Frodo a inscrição no Anel em Bolsão.

Elfos
"Arwen": Em tons doces e acompanhado por um coral de vozes femininas, caracterizando a cultura élfica, é apresentado junto com Arwen em sua chegada na floresta.

"Rivendell": Tema cheio de beleza, que representa o fim da civilização élfica. Ouvido assim que Frodo desperta e sai para passear com Sam em Valfenda. Dividido musicalmente em duas partes: os arpeggios, que podem ser ouvidos na cena da chegada de Legolas, Gimli e Boromir em Valfenda, no final da conversa entre Elrond e Gandalf e logo depois de Boromir pegar Narsil, representando a linhagem de Elros - a humana - e, a melodia acompanhada dos corais, representando a linhagem de Elrond - a élfica.

"Lórien": Música exótica e ameaçadora que representa os segredos e perigos da Floresta Dourada. É ouvida logo no início do filme já que é Galadriel que narra a história dos Anéis do Poder e da chegada da Sociedade em Lórien.

Anões
"Moria": Tema ouvido melhor durante a fuga da Sociedade de Moria, são como como cinco impulsos sonoros, ecos na imensidão do Reino dos Anões.

"Dwarrowdelf": Representando a tristeza e beleza do Reino dos Anões, é desenvolvida durante a chegada da Sociedade nos Salões Superiores.

"Dark Places of the World": Assim que Gimli salta a fenda você ouve este trecho, ligado aos perigos de Moria, são duas notas nos trompetes.

Sociedade do Anel
"Fellowship of the Ring": Fanfarra heróica pela primeira vez desenvolvida completamente no final do Conselho de Elrond.

"Heroics of Aragorn": Ouvido na primeira aparição de Aragorn em Bree e melhor desenvolvida na cena de luta dele com os Uruks no Amon Hen, representa a coragem e heroísmo dele. Por vezes confundido com o tema Fellowship of the Ring por sua similaridade intencional, aquele tema como parte deste representando a importância de Aragorn na Sociedade.

Homens e seu Mundo
"Realm of Gondor (in Decline)": Tema que se usa de sopros ouvido melancolicamente enquanto Boromir fala no Conselho. Mais desenvolvido no último filme.

"Minas Tirith": Enquanto Aragorn e Boromir conversam em Lórien é possível se admirar com a bela melodia deste tema, carregado de esperanças.

Criaturas da Terra-Média
"Watcher in the Water": Melodia estranha em três notas ouvida quando a Sociedade espera Gandalf abrir o Portão de Moria. Os sons graves fazem alusão ao perigo submerso no lago.

"Cave Troll": Ouvido no momento em que o troll ataca Frodo, ao fundo ouve-se um tambor descompassado representando o movimento desajeitado mas perigoso da criatura.

"Balrog": Tema agressivo tocado logo depois que Gandalf alerta sobre o perigo do Balrog que se aproxima deles e que devem fugir.

Gollum
"Pity of Gollum": Tema triste por vezes sinistro que caracteriza o sofrimento e angústia deste personagem, normalmente utiliza-se de oboé e sopros. Ouvido logo depois da cena em que Gollum encontra o Um Anel.

Comentário: Não pude deixar de lado essa magnífica descrição, fizeram um trabalho completo, dessa vez tenho que admitir, a Wikipédia acertou a mão, claro que ela acertou a mão inúmeras vezes, mas o fato é que o texto está traduzido, e também, se trata de informações sobre uma trilha sonora, e isso não se vê sempre. Fora isso, eu adoro o livro, as adaptações, e logo sua trilha, mas paro aqui, já nem tem mais o que escrever, e talvez nem poderia.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
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Sucker Punch - OST

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Gênero: Alternativo, OST
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Sucker Punch conta a história de uma jovem que é internada em um hospício e encontra refugio em um mundo de fantasias, enquanto planeja uma fuga antes que sofra uma lobotomia. Em sua fantasia o hospício é um bordel da década de 60, onde a personagem se junta a quatro outras internas/dançarinas para coletarem 5 itens necessários para sua fuga. Dentro dessa fantasia ela se transporta para uma realidade alternativa e é nessa realidade onde acontecem as melhores cenas do filme, cenas de ação de tirar o fôlego e referencias diretas ao mundo dos games,é um filme visualmente muito bonito, que acontece em vários níveis diferentes. Sucker Punch é aquele tipo de filme que divide opiniões, ou você ama ou odeia, não existe meio termo.

A trilha sonora do filme é um dos maiores atrativos, conta com musicas de artistas como Björk (um remix incrível de “Army Of Me”), Queen, e Alison Mosshart (The Kills/The Dead Weather). Emily Browing, que interpreta BabyDoll, personagem principal do filme, cantou em três faixas, “Asleep”, cover de The Smiths, “Where Is My Mind?” do Pixies e “Sweet Dreams (Are Made Of This)” do Eurythmics, que toca na sequencia inicial do filme (essa do vídeo aí embaixo). O disco foi considerado pela critica como uma das melhores trilhas sonoras do ano, o ponto fraco do disco é a participação do Rapper Armageddon no Mash-Up de “I Want It All” e “ We Will Rock You” do Queen, sacrilégio é a palavra correta.

Tracklist:
1. Sweet Dreams (Are Made Of This)
2. Army Of Me (Sucker Punch remix)
3. White Rabbit
4. I Want It All/We Will Rock You (Mash-Up)
5. Search and Destroy
6. Tomorrow Never Knows
7. Where Is My Mind?
8. Asleep
9. Love Is The Drug

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sábado, 17 de setembro de 2011
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Welcome To The Dollhouse - OST

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Gênero: Um misto de literal Garage Rock com Flashback Romântico 80’s
País: E.U.A
Ano: 1995

Comentário: Dirigido por Todd Solondz, Welcome To The Dollhouse (pt. Bem-vindo à casa de bonecas) é um filme dramático caractural da realidade, com toque de humor amargo, onde você não ri e, sim, fica com o coração apertado. Fala sobre bullying e como, por vezes, você não encontra apoio na sua família e como isto tende a um final infeliz... A trilha sonora, claro, foi escolhida para combinar com o filme, sendo assim, por ser um filme de humor amargo e drama doce, possui músicas cafonas meio oitentistas, grudentas, melosas e, por vezes, alegrinhas.  Do mesmo modo, a própria música tema é tocada em uma cena que, posso apostar, todos acharam engraçadinha: quando a personagem principal, apaixonada e sonhadora, dança ao observar seu amado bonitão − que nunca terá − tocar e cantar.

O filme é recomendado para quem assim como eu sofreu por ser feio, não teve apoio e cresceu pensando que, no fim, os bonitões é que se dão bem!

Tracklist:
01. Welcome To The Dollhouse (Theme)
02. Sweet Candy
03. Welcome To The Dollhouse
04. Throb
05. For Real
06. Happy Anniversary
07. Love Will Find A Way
08. A Veenu Shalom Aleichem
09. Evening Of Desire
10. Masquerade
11. O! What A Dream It Was


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domingo, 4 de setembro de 2011
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Requiem for a Dream - OST

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Gênero: Música Erudita, Instrumental, Eletrônica, Ambient
Ano: 2000
País: E.U.A.

Comentário (Justificativa): PORRÃ! Estão revivendo outro post?! Não exatamente. Apenas, como muitos dos antigos e os fucking tr00s frequentadores já perceberam, muitas coisas mudaram no Ignes, uma delas é que estamos optando por maior qualidade em nossos posts... O que isso quer dizer?! Quer dizer que agora é obrigatório ter um comentário digno no post e, para quem já havia visto esta OST, também percebeu que não havia comentário e muito menos dignidade nele! Então, para desesp... alegria geral da nação, acostumem-se por um tempo com certos revivais feitos por mim.

Comentário (OST):Certo, já sabemos que o filme Requiem for a Dream é foda, foi dirigido pelo Darren Aronofsky e a trilha sonora foi composta pelo Clint Mansell e Kronos Quartet. Esse que, ainda ao lado de seu companheiro cinematográfico Aronofsky, participou de The Fountain e Black Swan (este último que eu mesma postei). Pesquisando, constatei que: muito se endeusou o filme, resenhou sobre o mesmo, recebeu críticas sobre a resenha, recebeu pedras, atirou pedras e pouco se falou propriamente dita sobre a trilha sonora; algo que para mim é um verdadeiro erro; desta forma, meu intuito aqui é expor a minha percepção sobre a trilha sonora, buscando argumentos no próprio filme...

A palavra latina “Requiem” significaria repouso, morte. Traduzindo o título do filme seria algo como “Morte para um sonho”, exposto de forma subjetiva quando, no fim do filme, todas as personagens − das quais ultrapassaram o ápice (guardem essa frase) em busca de seus sonhos − aparecem deitadas sobre a cama (este ato simbolizaria “a morte de seu sonho”).

Se você apenas ouvir a trilha sonora de Requiem for a Dream, você notará duas coisas: 1- todas as músicas dão a sensação de serem incompletas/inacabadas até chegarem em Lux Aeterna; 2- ela (a trilha sonora) é confusa, porque uma música de algum modo se conecta a outra, mas elas estão todas embaralhadas e transmitem sensações diferentes (medo, extroversão, letargia, etc.). Há um constante misto de clássico com contemporâneo, seja de forma isolada ou misturada de fato. Contudo, é unânime que a música tema transmite a exata sensação que o próprio filme passa: Ultrapassagem angustiante do ápice, como se não houvesse nada após... É como se você buscasse o que você quer sem se importar com o que acontecerá depois.

As músicas são “inacabadas” porque a nossa vida é inacabada... Se você pegar qualquer ato seu sem o final, ele parecerá sem sentido, não é mesmo?! Ademais, não podemos esquecer que o filme conta a história de várias pessoas ao mesmo tempo (daí viria a "confusão"). A única música que tem sentido completo é Lux Aeterna, a qual toca no final do filme enquanto todos aparecem deitados; ou seja, ela diz que ali é o fim (a morte), todavia apenas como sensação... Pois se você lembrar, uma das cenas que precede este fim é o Harry indo até o final da ponte em busca da sua namorada e, quando ele chega lá, ele cai... Isso quer dizer que este inconseqüente ato de ultrapassar o limite tende apenas a uma coisa: cair (a sofrer). Contudo, Lux Aeterna não é o fim, pois ela não finaliza o álbum (o filme)... Quem finaliza é Coney Island Low e veja só: ela tem sentido incompleto como as outras. Esta música indica que, embora haja a sensação de fim, aquele não é o fim (se você notar, os sonhos morreram, mas as personagens continuam vivas no fim do filme)... 

Quiçá, agora você possa entender por que se sentiu mal quando assistiu a este dramático filme... Porque, a meu ver, ele apenas usou as drogas como exemplo àquilo que nós vivemos diariamente: a busca pelo que sonhamos e como estamos sujeitos a errar na hora de desejar algo/conseguir o que queremos e, mais que isso, sempre haverá uma conseqüência para nossos atos da qual inevitavelmente teremos de arcar!

Obs: Não sei... acho este filme subjetivo demais e, exatamente por isso, sinto que ainda não compreendo certas coisas... a começar pela própria capa: o olho (que comumente significa "a janela da alma"), a mulher vestida de vermelho no fim de uma ponte e observando o mar (o mar aqui, ou melhor, a água simbolizaria a morte ou o ato de morrer; a ponte seria o caminho que se percorreu até a morte; a mulher vestida de vermelho, eu não sei o que significa e por aí vai). Ou talvez, ele seja isso aí mesmo e, no entanto, eu o esteja complicando. Enfim...

Tracklist:

Summer

01. Summer Overture (2:36)
02. Party (0:28)
03. Coney Island Dreaming (1:04)
04. Party (0:36)
05. Chocolate Charms (0:25)
06. Ghosts of Things to Come (1:33)
07. Dreams (0:44)
08. Tense (0.38)
09. Dr. Pill (0:42)
10. High on Life (0:11)
11. Ghosts (1:21)
12. Crimin' & Dealin' (1:44)
13. Hope Overture (2:31)
14. Tense (0:28)
15. Bialy & Lox Conga (0:45)

Fall 

16. Cleaning Apartment (1:28)
17. Ghosts Falling (1:11)
18. Dreams II (1:02)
19. Arnold (2:35)
20. Marion Barfs (2:22)
21. Supermarket Sweep (2:14)
22. Dreams III (0:32)
23. Sara Goldfarb Has Left the Building (1:17)
24. Bugs Got a Devilish Grin Conga (0:57)

Winter 

25. Winter Overture (0:19)
26. Southern Hospitality (1:23)
27. Fear (2:26)
28. Full Tense (1:04)
29. The Beginning of the End (4:28)
30. Ghosts of a Future Lost (1:51)
31. Meltdown (3:56)
32. Lux Æterna (3:54)
33. Coney Island Low (2:13)

Download: Megaupload // Mediafire // Hotfile // Outros Links

quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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Adrian Younge - Black Dynamite OST

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Gênero: Funk/ Soul/ Porn Groove/ OST
País: EUA
Ano: 2009

Comentário: DYNOMATE!! DYNOMATE!! Filme pra negão nenhum botar defeito... bem, talvez não seja bem por aí. Black Dynamite é um filme atual mas rodado de forma à imitar e relembrar os anos 70. Neste quesito já vemos potencial, pois mesmo eu ao assisti-lo me indaguei: "Isso não pode ser de 2009!", devido à ótima captação que fizeram. Outro quesito definitivo é a ação e porraderia, daquelas que deixam escapar que os atores nem se tocam e já caem ao chão agonizando de dor — com certeza feito de propósito, alimentando assim a parte comédia do filme. Romance ao estilo cafajeste e toda uma exaltação do poder negro são um terceiro ponto importante, se não o mais. A referência a outros filmes de época parece estar clara, como que quase um tributo, sobre tudo ao gênero blaxploitation, porém consegue chamar a atenção toda para si como se fosse um dos únicos. O humor também está presente nas falas, roupas e no protagonista, um afro-americano, veterano no Vietnã e ex-CIA que decide fazer a limpa após a morte de seu irmão mais novo.
Mas um filme tão divertido e original assim deveria ganhar sua própria score. Porém eis que a irmandade black também tem seu pessoal de alta confiança e qualidade. Adrian Younge, com apoio de toda uma equipe de primeira, se encarregou da música e compôs uma trilha perfeita que soa como um disco digno de ser visto nas prateleiras das lojas, não somente como mais uma score ignorada pelos ~~cinéfilos~~. Com muito funk, soul e talvez até uma presença trip-hop e lounge, contando ainda com potentes vocais femininos e masculinos (também negros, a coisa aqui é preta!).

LastFM

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Original Motion Picture Score: Fight Club - Music by The Dust Brothers

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Gênero: Eletrônica / Minimal
País: Estados Unidos
Ano: 1999

Comentário: Desde a primeira vez que assisti, emudecido, aos cento e trinta e nove minutos de Clube da Luta, criou-se dentro de mim uma espécie de obssessão. Assisti mais umas oito ou nove vezes, decorei as falas, as cenas, elaborei e pesquisei teorias diversas, consegui gravar, até mesmo, os exatos momentos em que as mensagens subliminares surgem na tela. Li o livro - constatando que, pela primeira vez, a adaptação aos cinemas era tão boa quanto a obra original - e procurei outros títulos do mesmo autor, Chuck Palahniuk, genial propagador do humor negro e das situações perturbadoras. Mestre das palavras frenéticas.
Além disso, como não poderia deixar de ser, fui atrás da trilha sonora. E, com alegria, constatei que a versão musical da história condiz com a qualidade do enredo. The Dust Brothers, dupla americana de música eletrônica, já havia sampleado álbuns de artistas consagrados, como Beck e Beastie Boys, e produziu batidas, ora melódicas, ora agressivas, que muito bem acompanham as clássicas cenas da película.
Há muita variação nos recursos, sendo que a dupla se vale de instrumentos desde o piano até a guitarra, passando por tambores, e de ritmos que vão do batidão ao sossego pleno.
Os títulos das faixas ilustram cenas do filme, e nos fazem relembrar de cada momento a que se referem. Ótima pedida, não só pros aficcionados por Tyler Durden como eu, mas também pros fãs de música eletrônica.
PS: eu coloquei um bonus track, que não consta da OST, mas que toca no final, quando estão subindo os créditos: Pixies - Where's My Mind.

Tracklist:
  1. "Who Is Tyler Durden?" - 5:03
  2. "Homework" - 4:35
  3. "What Is Fight Club?" - 4:45
  4. "Single Serving Jack" - 4:14
  5. "Corporate World" - 2:42
  6. "Psycho Boy Jack" - 2:57
  7. "Hessel, Raymond K." - 2:49
  8. "Medulla Oblongata" - 5:59
  9. "Jack's Smirking Revenge" - 3:59
  10. "Stealing Fat" - 2:21
  11. "Chemical Burn" - 3:35
  12. "Marla" - 4:22
  13. "Commissioner Castration" - 3:06
  14. "Space Monkeys" - 3:18
  15. "Finding The Bomb" - 6:50
  16. "This Is Your Life" (feat. Tyler Durden) - 3:31


Download:

MP3 - 128kbps
Mediafire / Megaupload / Mirrorcreator
sábado, 20 de agosto de 2011
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Chico Buarque - Os Saltimbancos Trapalhões

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Gênero: OST/ Musical/ MPB
País: Brasil
Ano: 1981

Comentários: "...Dez mil cambalhotas, cem mil cambalhotas (Bravo! Bravo!). Maxicambalhotas, extracambalhotas (Bravo! Bravo!)...". Acho que posso dizer que é unânime a influência dos Os Trapalhões nos brasileiros e até portugueses que aqui visitam. Numa faixa etária entre 20 e 40 anos (mas também recebendo vistas de qualquer outra idade), acredito que todos sentem saudades. Embora hoje possam parecer bobos, antes seus filmes eram o que havia de melhor na TV. Ou melhor, ao menos o que nos faziam rir muito.
Isso sem contar a série de TV, que com suas esquetes davam vida à piadas velhas, mas que também sabiam ser originais.

Seus filmes sempre me foram marcantes por mostrarem um lado pobre, carente, e triste, mesmo envolta de tanta palhaçada. Também das misturas, que vão desde o quarteto formado por um eterno-palhaço-com-pinta-de-boiola, um negão-bebum-sambista, um careca-baixinho-ex-vendedor-de-sapatos e o nordestino-cabeça-chata-e-grande (me processem, vamos!) passando para os cenários cheios de terra (sim, você leu Terra, grama, etc) e fechando nas trilhas sonoras, que eram basicamente MPB. Claro, também havia aqueles filmes fantásticos, mitológicos e sobrenaturais... Agora, não me venha discutir as reais intenções... apenas se tiver uma bola de cristal.
Bom, mas eu sou suspeito para falar destes caras e provavelmente deixarei este texto melo-nostálgico demais... vamos então para o filme/ost em questão:

Em Os Saltimbancos Trapalhões temos a reprodução do Os Saltimbancos (letras de Sergio Bardotti e música de Luis Enríquez Bacalov, com versão em português de Chico Buarque), que por sua vez fora baseado no Os Músicos de Bremen, dos Irmãos Grimm. Contos estes (qualquer das duas versões) que acredito que também muitos já tenham lido, ouvido (sempre ouvia na casa de minha avó) ou mesmo visto, pois é também uma grande peça teatral.
Mas nesta aqui também temos no comando o Chico Buarque, um músico que já declarei idolatria. Mussum, Zacarias, Didi e Dedé também emprestam suas vozes e piadis, além de outras vozes como da atriz Lucinha Lins (estava um pitelzinho neste filme... e canta bem), Bebel Gilberto (filha de João Gilberto e da cantora Miúcha, e sobrinha de Chico Buarque) e Elba Ramalho, com sua voz singularmente esplendorosa.

Espero que tenham gostado, pois serei eternamente um fã deste quarteto... e quero morrer prêtis se eu estiver mentindo!

Quem vai querer? Mala, malinha, maleta!?.... bolsa, bolsinha e... sandalha japonesa!?
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
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Tron: Legacy OST

2 comentários

Gênero: OST / Eletrônico
País: Filme: E.U.A / Trilha: Ingelaterra
Ano: 2010

Comentário: Temos aqui uma excelente trilha, de um excelente filme feita por uma das maiores duplas de música eletrônica da história. O filme Tron: Legacy continua a história do filme original, gravado em 1982 e trilha foi composta pelos franceses do Daft Punk. Os arranjos de orquestra ficaram por conta Joseph Trapanese, gravados em Londres por uma orquestra que contou com 85 músicos. Com essas informações já podemos deduzir que as músicas são uma mistura de eletrônico com música erudita. A princípio, pode parecer uma combinação um tanto quanto estranha, mas ao escutar todo o álbum, com calma, vemos que tudo com composto com uam genialidade incrível, onde não é preciso estar assistindo ao filme para se sentir imerso no universo de Tron. É tudo feito sob medida, as batidas dos sintetizadores se misturando com os violinos e cellos. É quase indescritível a sensação, só mesmo escutando para poder julgar e tirar as próprias conclusões. Ao assistir o filme, podemos notar o cuidado que o Daft Punk teve ao compor as músicas, pois cada uma delas, se encaixa perfeitamente na cena em questão, se tornando uma parte fundamental na cena. Na minha opinião, sem as músicas, as cenas ficariam completamente descaracterizadas. 

*Zona de Spoiler*
Talvez uma das cenas que mais chamem a atenção, é a parte em que Flynn vai na boate procurar a ajuda de Gem. A música certamente compõe toda a cena, com aquela cara de boate futurista, e toda aquela batalha rolando. Claramente podemos notar que a trilha foi muito cuidadosamente pensada para esse momento em especial do filme. Tem várias outras cenas que chamam a atenção, mas talvez esta seja um momento que ilustre mais claramente o que eu quis dizer em relação à genialidade na relação cena/trilha sonora.
*Fim da zona de Spoiler*

Se eu posso chamar a atenção para algumas músicas, eu fico com as faixas 10 e 13. A primeira é um Adágio LINDO, que conta com um solo maravilhoso de cello no fim, e a terceira se eu não me engano, embala a cena que eu citei ali em cima. É um eletrônico no melhor estilo Daft Punk. Essa é mais uma das trilhas que eu recomendo fortemente escutar com bons fones de ouvido.

Tracklist:

01 - Overture
02 - The Grid
03 - The Son of Flynn
04 - Recognizer
05 - Armory
06 - Arena
07 - Rinzler
08 - The Game has Changed
09 - Outlands
10 - Adagio for Tron
11 - Nocturne
12 - End of Line
13 - Derezzed
14 - Fall
15 - Solar Sailer
16 - Rectifier
17 - Disc Wars
18 - C.L.U.
19 - Arrival
20 - Flynn Lives
21 - Tron Legacy (end titles)
22 - Finale

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quarta-feira, 20 de julho de 2011
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Black Swan - OST

3 comentários
Gênero: Instrumental/Música Erudita/Orchestral/OST
Ano: 2010
País: Estados Unidos

Comentário: Indubitavelmente um dos melhores filmes lançados ano passado. Do clássico (sublime) ao moderno (angustiante), a trilha sonora de Black Swan (pt: Cisne Negro) fora composta por Clint Mansell, em cuja característica é exatamente esta: fazer releituras de músicas clássicas, de forma a adaptá-las ao contexto e contemporanizá-las. Esta protuberante marca se evidencia em um dos mais famosos filmes dos quais compôs a trilha sonora: Requiem For A Dream. Ao lado do diretor Darren Aronofsky (em ambos os filmes), Mansell conta histórias com suas músicas através de sensações causadas por verdadeiros e inconstantes zênites sonoros.

Em Cisne Negro, por causa da natureza mais clássica do filme, o trabalho musical é mais elegante e geralmente atua em três registros: ambiência, descrição e explosão dramática.

Heitor Augusto

O álbum oscila tal qual a personagem principal (Nina) se perde em si mesma... Uma busca incessante pela perfeição, a existência de conflitos internos e pressão externa. A trilha sonora de Black Swan, enraizada em Tchaikovsky e influenciada por goles de expressionismo alemão, é um ciclo de declives e aclives musicais, onde o triste e o belo terminam e começam onde o obscuro e o voraz começam e terminam.



Tracklist:
01. Nina's Dream
02. Mother Me
03. The New Season
04. A Room Of Her Own
05. A New Swan Queen
06. Lose Yourself
07. Cruel Mistress
08. Power, Seduction, Cries
09. The Double
10. Opposites Attract
11. Night Of Terror
12. Stumbled Beginnings...
13. It's My Time
14. A Swan Is Born
15. Perfection
16. A Swan Song (For Nina)



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