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sábado, 18 de janeiro de 2014
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Bandas Amigas #7 - Odilara, Fura e Nvblado

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Odilara
O alto astral de Odilara é suficiente para quebrar a rotina desse blog que é tão envolto de estranhezas ruidosas, nebulosidades e tantas outras palavras esquisitas e sequer existentes. Isso porque a banda se propõe a fazer aquele mpb alegre e descontraído, utilizando inclusive de uma boa pegada de samba rock — que continua em alta —, mas com certa liberdade, abrindo janelas para a criatividade e agregando outras influências e instrumentações. Uma fórmula interessante, que não transforma o gênero, mas dá continuidade de forma autêntica e promissora naquilo que já fora reinventado. E assim segue o quinteto mineiro que em 2010 lançou um disco auto intitulado e, coincidentemente, soando como um retrato da música brasileira que já existia, embora já demonstrasse qualidade. Agora com "Janela Pro Mundo" buscaram fazer algo que garantisse uma identidade própria ao grupo, mesmo continuando a usar a fórmula antiga. Não se pode dizer se a fórmula foi aperfeiçoada, isso dependerá de gostos, mas certamente o resultado pareceu bom e garante aos mineiros do Odilara um lugar ao sol. Destaco a preocupação com a artwork, que vocês poderão notar ao baixar o zip; também pelo trabalho totalmente autoral, a não ser pelo o cover/homenagem a Wilson Simonal, que só agregou malemolência ao disco.

Pignianos sobre esse som:
"Janela Pro Mundo carrega o estigma da brasilidade tropical em cores fortes diluídas, onde até a pronúncia do nome da banda soa em calmaria: O-D-I-L-A-R-A; da poesia simples que utiliza termos do cotidiano como “Deixa vacilar pra baixar a bola, e se vacinar” para construírem seus versos breves, dos quais são cantados predominantemente pelos belos e doces vocais de Andréa. Este é um álbum de ode à serenidade dos dias ensolarados!"
— Ariel C.

"Odilara é um louvor a brasilidade. As faixas complementam-se em estilo e referências, na sonoridade da banda vi o Brasil no mundo e vice-versa, o release da banda não poderia ser mais exato: de fato vão de Noriel Vilela à Radiohead pra fazer um gênero que cresci ouvindo - um bom e autêntico samba, daqueles que você vai batucando na palma da mão, que pega fácil e contamina. Fazem samba fácil; vívido!"
— Lucas Bruno

"Instrumentistas de primeira, porém, com sonoridade reciclada que não traz nada de novo. Deve agradar os frequentadores de barzinhos e fãs de Nova MPB no geral, o que não é meu caso."
— Koticho

"Dona de uma temática simples e bem produzida, o grupo belo horizontino prima pelo samba, mas nada impede que outros elementos participem, pois há espaço para scratches (tradicionais do rap), elementos eletrônicos, um flerte com a mpb e um leve aceno para o rock. Destacam as faixas "Tantas vezes", a versão acelerada de "Nem vem que não tem" de Wilson Simonal, e o samba rock "4 k"."
— Bruno Lisboa

Disco: Janela Pro Mundo
Ano: 2013
Gênero: Samba/ Samba-rock/ MPB

Tracklist:
01 – Vou Assim Devagar
02 – Aquela Beleza
03 – Desencanto
04 – Em Todo Lugar
05 – Ed. Liberdade
06 – A Virada
07 – Tantas Vezes
08 – O Que Eu Quiser
09 – Varanda do Ser
10 – Liquidado
11 – 4 K
12 – Nem Vem Que Não Tem

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Links: Facebook/Soundcloud/Site





Fura
Embora nova no mundo, Fura já vem aparecendo neste blog desde que lançou seu primeiro material lá em 2010/2011, e sempre agradou bastante. Até porque o quarteto demonstra bastante técnica e criatividade, preenchendo esse mundo musical com mais um belo projeto de post rock/metal. Isso já seria o bastante para que você devesse dar aquela espiada no som dos caras, mas o quarteto apimenta as coisas dizendo que são de vários lugares do mundo e que se juntaram para criar algo. Infelizmente essa história não é desembrulhada pela banda, sequer sei qual a nacionalidade dos músicos (ou se são todos da Espanha, mas estavam morando em outros países... pois é de lá que o disco é assinado). Enfim, o importante é que Marc Tudurí, Manuel Oriol, Luciano Pugliese e Álvaro Medina sempre se preocuparam muito com a estética musical e visual de seu projeto, criando músicas de grande qualidade e intensidade, além de artworks sempre atrativas, principalmente neste disco homônimo. E se eu pudesse destacar mais alguma coisa, para que angarie ouvintes, eu diria que a masterização ficou por conta de Magnus Lindberg, percussionista do Cult of Luna. Mas é só um detalhe, a qualidade já é parte da pré-criação do Fura.

Pignianos sobre esse som:
"Post-Rock com pegada, pesado e intenso, cheio de influências legais de outros gêneros, uma das melhores bandas que já apareceram no quadro do Bandas Amigas. "
— Koticho

"A proposta da banda é fazer um som que remeta à ideia de um furão (fura em catalão) em seus hábitos exploratórios e ágeis que se alternam com o profundo sono que tem o animal durante a maior parte do tempo. Fura faz um rock instrumental moderno e competente. A intensidade das guitarras é digna de destaque."
— Rômulo Alexander

Disco: Fura
Ano: 2013
Gênero: Post-rock-metal/ Ambient/ Experimental/ Math-rock/ Instrumental

Tracklist:
1.Belisari 03:47
2.Omeia 07:09
3.Cornia 06:02
4.Ushuaia 04:34
5.Sibil·la 07:37
6.Askja 06:17

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Links: Facebook/BandCamp






Nvblado
Se a primeira banda deste post foi capaz de trazer a harmonia, então a segunda preparou seus ouvidos para que Nvblado fechasse com o caos total. Advindo de Balneário Camboriú, SC, Nvblado é formado por Felipe Garcia (Guitarra), Marcel Machado (Bateria), Camilo Machado Garcia (Baixo) e pelos búfalos Renan Pamplona (Vocais) e Felipe Mattos (Guitarra) — mas se você conheceu Búfalo antes, não se deixe enganar por aquele lo-fi sadwave. Nvblado também pode te carregar por meio de uma instrumentação lenta e introspectiva, mas a beleza é outra. É negra, densa e, ao mesmo tempo, cheia de combustões espontâneas, trazendo, com seu screamo, angústia e desespero para dentro de um post-rock constituído de uma beleza mórbida envolvente. Já as letras, gritadas, são um show à parte para a depressão.
Apesar da banda existir há alguns anos, "Afogado" é o primeiro lançamento (independente), um disco que se sobressai em relação à outras bandas do gênero, e isso não é graças somente ao screamo, mas também por um clara tentativa (bem sucedida e no ponto certo) de experimentar. E que capa bacana.
"E quando você fala, suas palavras caem como pedras sobre mim, soterrando tudo o que sinto. Mas tudo o que eu queria ao seu lado, na verdade, era só me sentir um pouco mais vivo." — trecho de Avalanche Pt. II

Pignianos sobre esse som:
"Nvblado é o resumo de toda uma angústia acumulada. A faixa "Angústia" soa de fato, como uma verdadeira angústia deve ser: tranquila e explosiva, acalenta e mordaz. A sonoridade - e conceito - da banda muito me agradam por evocarem em mim uma angústia terrível que dificilmente sinto com música, vai além do desconforto angustiante, é de fato um conflito, como se fosse um mar que salva ou afoga. Enfim, de fato a banda me agradou pelo seu tom sóbrio, vai direto pros fones."
— Lucas Bruno

"Screamo e Post-Rock se mostrou um casamento muito frutífero quando bandas como Envy e Suffocate For Fuck Sake resolveram apostar na mistura. A melancolia e beleza natural dos timbres do post-rock contrastam de forma ideal com os vocais ásperos e sofridos do screamo, resultando em músicas densas e carregadas de emoções, como a própria faixa Angustia do grupo, onde é impossível ouvir e não se perder no mesmo mar de angustia declamado pela banda."
— Koticho

"Urgente e explosivo. São alguns dos adjetivos cabíveis ao Nvblado. Utilizando de elementos tradicionais e oriundos do post-rock, a sonoridade usufrui do silêncio subsequenciado do esporro. Ecos de Sonic Youth e Refused são sentidos numa simples comparação, mas resultando em algo autoral e poderoso."
— Bruno Lisboa

Disco: Afogado
Ano: 2013
Gênero: Post-rock/ Screamo

Tracklist:
1.Afogado 02:09
2.Angústia 06:38 (clipe)
3.Morada 03:33
4.Avalanche Pt. II 08:28
5.Arpoador 10:38
6.Artemisia 05:55

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Links: Facebook/BandCamp/Soundcloud


E aí, gostou?
Se tem sugestões, ou possui uma banda/projeto solo e quer vê-lo aqui no blog, basta acessar este post para ter acesso ao nosso e-mail e entender como proceder para divulgar sua banda: DIVULGUE SUA BANDA (promote your band).
Não prometemos publicar tudo, mas prometemos ouvir tudo e, aquilo que acharmos minimamente interessante, faremos o possível para publicar.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
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Bandas Amigas #6 - Lingering Last Drops, Ilusion e The Tape Disaster

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Lingering Last Drops
Apesar de já ter feito parte do selo Sinewave, Lingering Last Drops apresenta neste mais recente lançamento ("no") uma estética muito diferente do que conhecemos por shoegaze, embora seja notável a presença deste gênero na mente, composição e execução de Carlos Paraná (que começou sozinho e, embora não seja mais o única pessoa na banda, a formação é inconstante e não citarei outros nomes). Seu som vai além de melancolia, mas traz também influências que parecem ter vindo de soundtracks de filmes de terror, jazz e até ritmos tribais, que como dito por Carlos: (…) Vai desde os terrores orquestrados de Scott Walker até o batmacumba dos Mutantes.
A banda surgiu em 2006, tendo lançado seu primeiro trabalho "The Lingering Last Drops" em 2009 pelo Sinewave — o que logo anuncia a possibilidade de um shoegaze — e "Daylight or Something Similar" em 2010, que distanciou bastante da sonoridade do primeiro disco. Agora em "no", seu mais recente lançamento, nos é apresentado uma estética diferenciada e com uma forte tendência a barrar alguns ouvintes logo de cara, graças a presença da faixa "Innocent". Ao decorrer do disco, o som se "harmoniza", ao mesmo tempo em que se enegrece e experimenta mais, com o vocal cedendo espaço para uma instrumentação mais melancólica.

Pignianos sobre esse som:
"A proposta como um todo é interessante, easy-listening e tudo mais. Mas o vocal realmente está aquém de todo o resto."
— Forbidden

"O vocal na música "Innocent" pode barrar alguns possíveis ouvintes, ou até servir como um diferencial, mas o mais importante é que o disco funciona estranhamente bem com todo esta psicodelia, drone, elementos eletrônicos, ritmos tribais, influência jazz e outras que enriquecem seu post-rock."
— Damien Willis

Disco: no [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock/ Experimental

Tracklist:
1.innocent 04:13
2.boxes 05:01
3.the moon canyons 04:00
4.iqlusion\flatliner blues 10:12
5.outerspace 03:38
6.false projection 03:51
7.musidora 04:53

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Links: BandCamp//WordPress







Ilusion
Com uma sonoridade e estilo próprio de quem vive na capital paulista (ou você acha que só nordestino e sulista podem ser reconhecidos pela forma de fazer música?), compartilham de certa semelhança com bandas entre Dance of Days e Glória — mas não só isso. É uma banda que ainda engatinha, embora seus integrantes demonstrem boa experiência adquirida de bandas anteriores, trazendo um ar de confiança bastante claro para uma banda que surgiu somente em 2012. Em 2013 lançaram seu primeiro EP, intitulado "Distância" e contendo 6 faixas que exalam o cheiro dos shows paulistanos e arredores. Lançaram também o single "Fim dos Tempos", uma alusão e inclusive lançada na própria data de 21 de dezembro de 2012, dia do fim do mundo (o evento foi adiado), que segundo Guilherme Krol, guitarrista da banda: "Essa foi uma idéia interessante, porque tivemos duas semanas para compor a música e gravar, o que gerou uma correria enorme e muitas noites sem dormir.".
Ilusion é formada por Vazz (Vocais), Ícaro (Guitarra Solo), Krol (Guitarra) e Lêe (Bateria). Saca o clipe de "Outro Lugar".

Pignianos sobre esse som:
"Uma das faixas que mais gostei fora "Fim dos Tempos", onde tanto o vocal como instrumental me convenceram, mesmo com sua sonoridade faltando um bom acabamento e o vocal se desviando as vezes. Aliás, nota-se isso na maioria de suas faixas e talvez uma melhor produção já elevaria muito o som proposto pelos rapazes, mas ficaria contente também com uma sintonia melhor do vocal em determinadas músicas ou passagens. Só que, curiosamente, ainda assim o vocalista marca muita presença, representando demais o som dos caras e sendo bastante cativante. Nenhuma critica mais severa ao instrumental, pelo menos não ao som que a banda se propõe a fazer."
— Damien Willis

Disco: Distância [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-Hardcore/ Metal Alternativo

Tracklist:
1.Outro Lugar
2.Castelos de Areia
3.Monstro
4.Ponto de Partida
5.Fim dos Tempos
6.Não

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Links: Facebook//Soundcloud







The Tape Disaster
Apesar de toda a ecleticidade deste blog, é inegável que um dos pontos fortes, e também fracos de um grupo entre os colaboradores, tanto daqueles que saem, como dos que continuam, é o post-rock e congêneres. E parece não ser o bastante corrermos atrás de bandas do gênero, também temos que aturar que elas apareçam em nossos e-mails (Óh, que tormento!). E dessa forma que The Tape Disaster chegou até nós de uma forma mais direta, porque na real estivera sempre perto, logo ali naquele antro de audição chamado Sinewave. E definitivamente não é uma banda desconhecida neste meio, graças a participação em festivais (alguns deles promovidos pelo próprio netlabel) e lançamento de materiais de grande beleza e profundidade. O quarteto de Porto Alegre, que é Andres Araujo (baixo), Bruno Severo (guitarra), Rubens Formiga (bateria) e Thivá F.S (guitarra), lançou em 2011 seu primeiro EP, intitulado "Realidade Aumentada" e em 2012 "A Voz do Fogo" (Alan Moore detected), este com apenas duas músicas, mas que somam 12 minutos de puro êxtase. Saca o clipe de "Vitor Hugo (Hoje Utopia Amanhã Carne e Osso)".

Pignianos sobre esse som:
"Achei a sonoridade do "The Tape Disaster" bem sinestésica, se puder adjetivar assim, como dizem no release da banda é até rotulável, mas realmente complexo. Acho que as faixas tem aquela introspecção que eles mesmo pregam, mas transcendem, em algum momento, e você se pega indo além da música e se conecta realmente com o que eles fazer. Me agradou muito, de fato. (nem sei se dá pra entender muito disso, mas foi a primeira impressão que a banda me causou)."
— Lucas Rodrigues

"Bandas instrumentais de post-rock/post-hardcore soam maravilhosas quando fazem exatamente o que a gente espera que façam, e com competência. The Tape Disaster é simplesmente isso."
— Forbidden

Disco: A Voz do Fogo [EP]
Ano: 2012
Gênero: Post-rock/ Instrumanetal

Tracklist:
01. A Voz do Fogo
02. Vitor Hugo (Hoje Utopia, Amanhã Carne e Osso)

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domingo, 22 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #5 - Camarilo, 100 Onces e The Industrialism

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Camarilo
Com um nome que mais parece ter surgido de um jogo de RPG e um vocal de narrador melancólico, Camarilo surgiu a nós e acabou agradando logo de cara. O quarteto de Vitória, Espírito Santo, lançou neste ano seu primeiro trabalho, um EP auto-intitulado com quatro músicas interessantemente bem construídas e de um instrumental convidativo. Mas o vocal é quem definitivamente eleva o espírito da banda e a atenção de nossos ouvidos, apresentando uma certa peculiaridade e soando forte, melancólico, muito bem compreensível e sem se destoar. Segundo os músicos Paulo Fagundes, Gabriel Calil, Luis Oliveira e Nicolas Azevedo, Camarilo é influenciado (...) por uma mesclagem das diversas influências da banda, como hip-hop/rap, trip-hop, folk, post-rock, entre outros. Então confira logo o trampo dos caras.

Pignianos sobre esse som:
"O Post-Rock é um gênero que já ta pra lá de saturado, é verdade, mas isso não impede que tenha suspiros de criatividade e qualidade. O som do Camarilo é envolvente, e seus vocais (fator relativamente raro no gênero) engrandecem o feeling melancólico que a banda se presta a ter."
— Koticho 

"O vocal é o destaque, soberbo, mas o instrumental também é apaixonante. Tudo na banda parece certinho, exceto, curiosamente, a aparente indecisão de gênero entre as faixas - tudo fica entre o post rock e um feeling 'los hermanos' nítido."
— Forbidden

Disco: Camarilo [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock / Indie rock / Alternative

Tracklist:
1.Cosmopolita 02:34
2.Meu Bem 04:43
3.Desencontro 03:56
4.Maçã 03:45

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100 Onces
Viajando até os EUA, mais precisamente em Los Angeles — que até onde notei, sempre se mostrou um berço fértil para bandas bastante interessantes — podemos ouvir o som de dois jovens muito influenciados pelo prog metal, música experimental e outras vertentes, que ecoa na forma de um math rock de vértices sutilmente arredondados que pode ser atribuído à influência do rock progressivo e da experimentação de forma harmoniosa. Tudo soa extremamente bem neste "100 One Says", por mais que agora sejam apenas dois membros, os encaixes das linhas instrumentais não deixam brechas. Aliás, vale destacar que, apesar de algumas frases e gritos, temos aqui um belo material instrumental. E como devem ter percebido com o uso das palavras "neste" e "agora", eles possuem mais dois e anteriores discos. "100 Once Is", em 2011 e com a mesma formação atual, que é Barrett Tuttobene e Richard Ray, e em 2012 lançaram o "Famous In Japan", com uma capa imitando a famosa bandeira anárquica, na forma estilizada e adotada pela Black Flag. Neste disco também contavam com o baixista Nick Van Meter.

Pignianos sobre esse som:
"Na vibe mais clássica do Math Rock teramelístico, a vibe do 100 One Says é técnica, mas cadenciada quando preciso, o que faz o feeling ser constante. É também energética e intensa."
— Forbidden

Disco: 100 One Says
Ano: 2013
Gênero: Math metal/ Experimental rock/ Instrumental/ Punk rock

Tracklist:
1.Oh Me Gee 04:24
2.Copornopocalypse 03:32
3.Conpiracy Keanu 03:08
4.Fucking Guy, No Offense 04:42
5.No 01:33
6.Organicore 03:12
7.Djimi Hendrix 06:33
8.Gary Busey 05:09
9.Cannibals as Leaders 06:01
10.El Chupabillbrah 03:58
11.Sick Ninja 06:10

DOWNLOAD (confira os demais álbuns)
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The Industrialism
Voltando a atenção para o Brasil (ou nem tanto, visto o espírito "odeio esse calor infernal, quero sumir daqui!"), não é de hoje que conhecemos o projeto The Industrialism, inclusive em 2011 publicamos, a pedido de seu mentor Cesar "M1A1" Alexandre, seu segundo EP "Inconsequential Hallucinations". Agora M1A1 volta com o introspectivo "An Orphan Without Hope", que de cara você vai notar ter pouco haver com a realidade do Rio de Janeiro, seu local de origem. Tudo bem, a melancolia pode estar em todos os lugares do globo e em diferentes situações, mas e esse feeling de tempo enevoado e frio? Contudo esse lançamento não se refere a um material legitimamente novo. An Orphan Without Hope na realidade é composto por peças de piano gravadas em 2003, que embora exista, por vezes, uma sutil utilização de sintetizadores, mostra uma sonoridade bastante diferente daquela que viria aparecer nos trabalhos posteriores, onde a experimentação em música eletrônica determinariam como soaria o The Industrialism ao longo de tantos trabalhos. Pegue este disco, que é denso, mas belo e com bem menos elementos sobrecarregando seu som e compare com o Inconsequential Hallucinations (que pode ser baixado aqui), onde apenas a presença do breakcore já faz toda diferença entre eles.

Pignianos sobre esse som:
"Apesar do nome soar como referência ao gênero industrial, a incursão pela música eletrônica se dá por outros caminhos. A atmosfera sombria e nebulosa do ambient e idm serve de base para o carioca César Alexandre descarregar suas batidas quebradas e aceleradas de breakcore e drum'n'bass em parte de suas produções. Outras produções se aventuram por outros gêneros diversos da música eletrônica, enquanto algumas investem no Dark Ambient, outras carregam influências claras de gêneros como UK Garage.
Uma excelente pedida para fãs de música eletrônica."
— Koticho

"Finissimo som experimental, flerta com o industrial cru, mas o breakcore deixa tudo moderno e digital. Isso tudo sem perder uma vibe obscura. Lindíssimo."
— Forbidden

Disco: An Orphan Without Hope
Ano: 2013
Gênero: Modern Classical/ Piano/ Ambient/ Field Recordings/ Avant-Garde

Tracklist:
1. ...And Delusion Reigns Summertime
2. Illness Ecstatic I
3. Illness Ecstatic II
4. Illness Ecstatic III
5. Gymnopedie III: Lent et Grave

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
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São Paulo Ska Jazz - São Paulo Ska Jazz

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Gênero
: Ska/Jazz/Instrumental
País: Brasil
Ano: 2009

Comentário: Realmente incrível. Uma bela noite, de não sei qual dia da semana, uns amigos me convidaram para sair, meu pai então disse que aproveitaria a carona para ir à um show do festival de inverno de minha cidade, logo depois ele me buscaria. Foi então que ele me buscou e me mostrou um disco que ele havia comprado no show, disse que não resistiu, estava impressionado com o show e que eu tinha que ouvir o som daquela banda. Na programação do festival de inverno eles falavam sobre essa banda como um grupo de São Paulo que mistura a musica popular brasileira, o raggae, o rock, blues e outros diversos estilos e usam uma pegada de ska jazz nas musicas.

O CD é muito bom, os músicos, em geral, são muito bons, a maioria é bem jovem, mas são muito profissionais. A banda conta com Marcelo Calderazzo no baixo acústico e elétrico; Renato Guizelini na guitarra, no violão e no bandolim; Ramon Montagner na bateria; Thiago Sousa no piano e teclados; Valentino Menezes na percussão; Manu Falleiros no sax tenor, alto e barítono; Sergio Lyra no tenor, alto e flauta; Joao Lenhari no tompete e no fluegelhorn; Douglas “Tigrinho” no trombone.

Vou destacar um belíssimo cover que eles fizeram em homenagem ao grande Antônio Carlos Jobim. A nona musica do álbum é o “Samba de Uma Nota Só”, e vale dizer que foi muito bem gravada pela banda.

No mais, como um amigo disse, é uma ótima banda para deixar tocando durante um jantar à dois.

                                                Site Oficial / Myspace / Facebook

Tracklist:
1. São Paulo - 03:44
2. 220 - 02:45
3. Alta Frequencia - 03:13
4. Sombrinha - 02:54
5. Fim de Semana - 04:18
6. Estaçao da Luz - 01:49
7. Periferia - 03:21
8. Em algum lugar da America - 04:02
9. Samba de Uma Nota Só - 03:08
10. Skaião - 04:04
11. Rua Augusta - 04:40
12. A Torre - 04:59

Download: MEGA / 4shared / Mediafire

sábado, 29 de junho de 2013
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Estas Tonne - Discografia

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Gênero: Acústico/Instrumental


Comentário: A poucos dias atrás, no Facebook e na internet em geral, bombou este vídeo, de um cara cabeludo inspiradíssimo tocando violão com uma virtuose incrível em meio a uma praça pública, parecendo ser um artista de rua. Esse cara é Estas Tonne, um violonista nascido na União Soviética e com treinamento clássico, mas que se encontrou no violão folk. Apeliado de "Trovador Cigano", Estas é uma coisa tão foda que me fez deixar de postar o usual em troca de divulga-lo por aqui.

Estas nasceu na União Soviética e aprendeu a tocar violão com 8 anos. Viveu em diversas partes do mundo, e após um longo tempo sem tocar violão, resolveu se aventurar nos EUA e começar vida nova. Lá, sem violão e com a perspectiva de trabalhar no cinema, Estas ganhou um violão e resolveu se aventurar em Nova Iorque com artista de rua. Praticamente empurrado por um amigo violinista, a primeira apresentação de Estas foi num trem, ao lado do amigo. Muitos aplausos e elogios depois, Estas resolveu se dedicar novamente a música, porém de forma totalmente despretenciosa. Uma dos preceitos de Estas é ser um artista completamente independente, que embora tenha alguns discos lançados, todos estão disponíveis gratuitamente no seu bandcamp. Claro que você pode doar alguma coisa pra ele, mas o importante pra ele é que a música chegue até você.

E com esse pensamento Estas continuou, como vimos no vídeo que bombou, a tocar nas ruas por onde passava. A sonoridade do cara é um violão instrumental virtuoso, energético e folk. As influências da formação erudita de Estas são visíveis, mas a energia de sua música é totalmente popular. Entre arpejos e tremolos, é difícil não se emocionar com o trabalho do cara, sem exagero. Ao vivo ele consegue conquistar ainda mais, tanto que seus vídeos no youtube tem sempre milhares de views.

Não há muito o que dizer, a música de Estas Tonne é essencialmente sentimento. Dessa forma, convido-os a escutar o vídeo que eu citei lá encima e o que vou colocar de prévia aqui embaixo, e depois clicar no "continue lendo" para baixar o disco do cara - na realidade a discografia completa - via bandcamp. Como já dito, todos os discos podem ser baixados de graça em 320 Kbps, é só clicar no "download" e escolher pagar 0,00 obamas. Porém se quiser doar a quantia que quiser, certamente não será um dinheiro jogado fora. Esse cara merece.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
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Mutus - Mutus [EP]

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Gênero: Rock instrumental mergulhado em blues, psicodelia e experimentalismo
País: Brasil (São Paulo)
Ano: 2012

Comentário: Mais um presente instrumental da música brasileira, desta vez com um super toque do blues, que por vezes parece querer seguir os caminhos do rock anos 70 (aliás, o disco todo possui essa áurea), ou até mesmo o hard rock como nas faixas "Parabolica" e "P&B", mas em geral se mantendo num híbrido de blues rock e psicodelia que por vezes é atacado por demonstrações de experimentalismo, resultando numa sonoridade ainda mais tortuosa — mas não tão tortuosa e variada ao ponto de soar enjoativo. Dá-se também aquela sapiada no funk, jazz e nota-se toda uma influência progressiva. E é assim que ecoa o primeiro EP do power trio santista Mutus e suas 4 faixas, cada qual com suas características e espetáculos próprios, diversificando bem em uma tracklist curta.

Já os integrantes, Bruno Bortoloto, Ivo Escobar e Paula Magário, tocam juntos há mais de 6 anos e apenas em 2012, segundo os rapazes, resolveram oficializar a parceria (e amizade) e batizar sua nova banda de Mutus, uma referência à ausência de voz e, de quebra, um trocadilho à "mútuo", que como podemos ouvir e sentir em seu som, faz todo sentido. O entrosamento é bem claro.

Para finalizar, gostei ainda mais da liberdade do trio ao reproduzir e registrar versões alternativas de suas próprias músicas no Youtube e SoundClound, contendo material ao vivo, jams sessions e brincadeiras, o que os diferencia bastante de artistas que não suportam a ideia de terem suas músicas alteradas, nem que por eles mesmos. Parabéns, nota-se que realmente se divertem produzindo boa música.



Tracklist:
1. Midnight Shuffle
2. Porcelain
3. Parabolica
4. P&B

Download: BandCamp
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Samuel R. Auras - Awaken

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Gênero: Piano/ Instrumental/ Ambient e Erudita
País: Brasil (SC)
Ano: 2011

Comentário: Por um lado Samuel R. Auras parece ser o tipo de pessoa que encara a rotina de tocar e compor como meros hobbies, mas com desenvoltura próxima dos profissionais. Por outro lado vaga pelo amadorismo, por conta de uma produção que se aproveitou apenas daquilo que havia em seu alcance, e nada mais, e pelo desconhecimento também, já que se não fosse por um amigo (Eduardo Luann Wojcikiewicz Duarte Silva) talvez seu som não chegasse aos meus ouvidos tão cedo. Contudo, mesmo com tal amadorismo e sonoridades por vezes artificiais (o que não é nenhum pecado para um músico sem grandes pretensões, além da grande desculpa vir dos equipamentos utilizados), vindas não somente dos teclados, mas de todo um conjunto de sonoridades que acompanham seu piano e preenchem buracos, ainda assim nota-se a cautela do músico para com suas obras ao ponto de ficar óbvio o quanto seus dedos foram capazes de produzir com tanto requinte sequências instrumentais tão belas, criativas e com aquele gostinho de introspecção.

Este é o "Awaken", seu primeiro "disco" (a real é que nada indica que o músico se preocupou com a divulgação de seu trabalho) composto, gravado e editado sozinho enquanto tinha de se dedicar às aulas e bolsa de pesquisa em Química. Pode-se dizer que o disco soa coeso, existe uma química da primeira à última faixa (quase pior que a piada do pavê), que variam em intensidade praticamente "filmística" (segundo o amigo de Samuel, era a intenção), como sendo dramáticas, melancólicas, épicas e esperançosas, na maioria das vezes à soar orquestral mesmo. Em seu canal no Youtube Samuel ainda nos presenteia com sua habilidade em tirar no piano temas de séries, jogos, filmes e até obras eruditas.

Infelizmente não consegui contato com o músico, e juro que tentei, o que impossibilitou obter mais informações e alguma foto/imagem com a mínima qualidade possível para ilustrar este post. Mas nada disso se reflete de forma negativa ao Awaken, que foi aprovado por todos os nossos colaboradores, então baixe o disco logo abaixo ou ouça via streaming.



Tracklist:
The Sevehr Song
Silent Wind
Remember
Beyond The Storm
Dreams
Nightmare
Awaken
Overbreak
Dawn
The Ascent
Questions
Face The Unknown
Until We Meet Again
Alive (The Aftermath)

Download: 4Shared||MEGA

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
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The Experience Nebula Room - Happiness is a Live Experience + Christmas Single 2012

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Gênero: Rock instrumental/ Alternativo-psicodélico-progressivo/ Hard rock/...
País: Brasil (RS)
Ano: 2012 e 2013

Comentário: O Natal já passou, o ano velho já se foi, mas ainda assim lhe convido a conferir mais um trabalho que, muito além de festejar tal data, teve como intenção agradecer àqueles que apoiaram a The Experience Nebula Room. Se trata do single "Christmas Single 2012", que veio tardio, mas isso pouco importa quando na verdade temos aqui uma banda que mesmo nos seus primeiros passos, visto sua formação em 2011, esbanja uma sonoridade própria e intensa desde uma demo/single, a "Ignition", e que reafirmou-se totalmente no EP ao vivo "Happiness is a Live Experience", registrado durante o Grito Rock Festival de 2012 no Rio Grande do Sul.

Formada por Rafael Rechia (Guitarra/ Vocal), Eduardo Custódio (Baixo/ Bateria/ Vocal) — ambos integrantes da também gaúcha The Sorry Shop de Régis Garcia — e Nicholas Lucena (Bateria/ Baixo/ Vocal) — que também recebe agradecimentos —, o som do TENR faz muitas referências, dedurando suas inspirações, que vão de Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Pink Floyd até ícones dos anos 90 como Nirvana e Alice In Chains, mas sem se deixar levar pela falta de personalidade, o que poderia facilmente ocorrer ao incrementar seu som com psicodelias, progressividades e até pegadas hardrock carimbadas na história, mas dão a volta por cima com uma coerente virtuose barulhenta instrumental sem solos longos mas de riffs atraentes... Por isso que poderei dizer que a banda veio em boa hora, tanto pela onda 70's revival que circula o globo como pelas bandas nacionais instrumentais que vem surgindo e agradando muitos ouvidos — tímpanos nacionais e gringos.
Coisa fina!


Tracklist:
  1. Blackout
  2. Full of Steam
  3. Mr. Lazybones
  4. Scapegoat
  5. Smokestack Song
  6. So Stoned
Download: Mediafire





Tracklist:
  1. Breaking News
  2. Wanna Dance?
Download: Mediafire

domingo, 13 de janeiro de 2013
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Cashback - OST

2 comentários
Gênero: Instrumental, Ambient
País: UK
Ano: 2006

Comentário: Muito embora as várias versões de Requiem for a Dream e Black Swan gravadas por Clint Mansell ainda estejam eternamente em meu pedestal, devo dizer que eu há tempos não ouvia uma trilha sonora tão envolvente quanto essa a qual posto cá, que por si só me comoveu! Mas ela não foi composta por Guy Farley para ser apenas uma playlist, uma seleção de músicas aleatórias e sem contexto; ela pertence a um filme e, como tal, conta uma historia...

Cashback surgiu originalmente em 2004 como curta-metragem e apenas em 2006 ganhou formas de longa. Há quem diga que Cashback (longa) é apenas uma extensão do primeiro (curta), e algumas cenas foram extraídas do próprio curta. O filme conta a historia de Ben, um estudante de Artes Plásticas que, após terminar seu relacionamento com Suzy, passa a sofrer de insônia e, por isso, procura meios de passar o tempo vago até arranjar um emprego em um supermercado no período noturno.

O enredo do filme se passa basicamente nas relações e análises do próprio personagem principal a respeito das pessoas e acontecimentos no supermercado. Com isso, Ben nos mostra sua visão e seu dom em observar de vários ângulos e tão minuciosamente tudo ao ponto de literalmente parar o tempo. Dirigido e escrito por Sean Ellis, o longa possui uma narração em primeira pessoa e, junto a determinados ângulos, é possível imaginar-se dentro da própria historia!

A curiosidade do filme para com a trilha sonora é que esse aborda temas triviais, visões e narrações que qualquer um de nós poderia ter. Como é comum colocar os fones nos ouvidos e fechar-se em um mundo paralelo; ver tudo com a sonoridade escolhida enquanto pensamento vai longe... Esta é praticamente a descrição da cena inicial do filme, quando toca a faixa nº1. Assuntos tão triviais e vistos de uma perspectiva tão igualmente comum que chega ser engraçado, o famoso: tragicômico!

A mágia desta trilha sonora está justamente nessa tragédia que o filme aborda. É ela quem enfatiza a dor, a reflexão, os questionamentos e complexidade que a narrativa de Ben tenta nos passar frame a frame. E quando não há diálogo ou narrativa, restando apenas imagens, a trilha sonora se encarrega de dizer o que é necessário. Como na cena "She was never far from my mind", quando Suzy aparece correndo em um campo aberto em câmera lenta... Que cena ABSURDAMENTE linda e ao mesmo tempo angustiante!

Confesso com um pouco de vergonha que, geralmente, sei que um filme é lindo para mim quando as lágrimas começam a brotar nos cantos de meus olhos... Neste filme, algumas vieram, contudo, o que ficou foi a reflexão; a visão do artista para beleza seja onde for; e principalmente para o olhar minucioso que muitas vezes não temos mas poderíamos ter para vida!

Trailer

Tracklist:
01. Casta Diva - Jeni Bern
02. Breaks Up
03. Photos
04. Suzy
05. Inside - Bang Gang
06. Frozen
07. Sharon
08. Drawling
09. The Challenge
10. Someone There
11. Saturday School
12. Pittsburgh
13. Dust
14. The Proud Gallery
15. She - Grand Avenue
16. Enchanted April - Slovak Radio Symphony Orchestra
17. Jerk It - The Gypsies
18. You Can't Hurry Love - The Concretes
19. Snack Bar Loung - Evil 9
20. You are not Through - Evil 9
21. Funk the Rich - Malente

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
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Claro de Luna - Lo Que Ha Sido y Lo Que Será

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Gênero: Post Rock / Ambient / Instrumental / Shoegaze
País: Costa Rica
Ano: 2011

Comentário: É da pequena e bela nação chamada Costa Rica que vem o pouco original, mas belo trabalho denominado Claro de Luna, projeto de um jovem chamado Jose Acuña, que compõe também nos projetos EUS e Ett Abigail, este último que promete se aproximar do experimentalismo da Musique concrète.

Claro de Luna, porém, fica mais distante do experimental, revelando-se um típico Post Rock instrumental, muito agradável até para as pessoas que não se simpatizam muito com a música instrumental. O som é dominado por arranjos de guitarra e synths que se mesclam de forma bem complexa e profunda. A sonoridade lembra um pouco duas das melhores bandas que já surgiram neste planeta - Pink Floyd e Anathema, influências declaradas de Jose Acuña. A performance de Acuña na guitarra é digna de admiração: os arranjos são emocionantes, as melodias tocantes. As melodias se formam sobre um ambiente etéreo e sutil, especialmente em canções como "Implosión" e "Quedarse", o que revela um eco do Shoegaze. Mas há momentos em que o peso domina e surgem riffs que remetem ao Metal - o que acontece na longa "Un Paso en el Aire", que evolui até um clímax intenso e, em seguida, derrete-se na calma "Irse", que encerra o álbum num clima bem adequado.

O que falta em Claro de Luna é só a originalidade que, na verdade, não brota muito facilmente no deteriorado solo desse estilo musical que é o Post Rock. O que temos aqui já foi feito por centenas de bandas encabeçadas por Explosions in the Sky, Godspeed You! Black Emperor, God Is an Astronaut, etc. Mas não é por isso que deixa de ser um interessante álbum para curtir numa boa.

O álbum pode ser baixado gratuitamente no Bandcamp da banda.




Tracklist:
1. Detrás de la Niebla 05:54
2. Perpetuo 04:45
3. La Prisa Por Huir 05:44
4. Implosión 04:52
5. Quedarse 04:41
6. Luces del Cielo 06:40
7. 2.1 03:32
8. Un Paso En El Aire 11:18
9. Irse 08:04


Download:
(Mp3 320kbps / FLAC / Outros)
Bandcamp
Rapidshare || Outros links no Mirrocreator.com
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
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Kashiwa Daisuke - Program Music I

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Gênero: Eletronica/Progressivo/IDM
País: Japão
Ano: 2007
Comentários: Kashiwa Daisuke nasceu em Hiroshima, e logo cedo começou a compor, inicialmente influenciado pelo Rock Progressivo. Com o passar dos anos, começou a se aventurar pelos caminhos da música eletrônica, e hoje em dia tem 3 álbuns lançados, sendo este o segundo, na linha de colagens musicais com toques progressivos e um charme acústico. Program Music I é uma experiência lúdica, nostálgica e abstrata, que remete a nossas fantasias infantis. Composto por duas longas músicas, o álbum tem por objetivo musicalmente contar duas histórias: A primeira, em Stella, se baseia num filme animado japonês de 1927 chamado "Uma Noite no Caminho da Via-Láctea", construída com pianos, violinos, violões e uma batida que remete ao breakcore em alguns momentos, enquanto em outros é leve e cadenciada. A segunda, Write Once, Run Melos tem sonoridade parecida e é baseada em outro filme, onde um camponês grego, Melos, é acusado de conspiração contra um Rei. Mais que musical, o disco é visual, e inspira cenas de nostalgia e tranquilidade, sem deixar de ser épico nas horas certas e cativar. Singelo e emocionante, extremamente recomendado.

Como prévia, no vídeo abaixo, uma pequena parte da primeira faixa.

Tracklist:

01 - Stella - 35:58
02 - Write Once, Run Melos - 25:56

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Justin King - Le Bleu

3 comentários

Gênero: Instrumental/Folk
País: EUA
Ano: 2001

Comentário: É maravilhoso apreciar o trabalho de músicos que sabem como ligar complexibilidade com beleza musical. Justin King é um desses. Fazendo músicas predominantemente instrumentais com violões, o músico utiliza técnicas sofisticadas para fazer belíssimas (belíssimas!) canções.

Justin tem um estilo de vida interessante. além de se dedicar à música - ele é multi-instrumentista e produtor - Justin é fotógrafo, e trabalha com fotojornalismo, tendo atuado no Iraque, Haiti e África. Nas horas vagas, Justin produz pinturas a óleo.

Le Bleu é o disco mais famoso do artista, que ganhou notoriedade na internet através do vídeo abaixo, onde ele executa a canção "Phunkdified" demonstrando habilidade encantadora com seu violão. O álbum é inspirado pelas viagens feitas por Justin ao redor do mundo, e por isto, carrega consigo uma forte presença de sons "culturais" em algumas canções, como o flamenco de "Seville" e a dancinha irlandesa de "A Saucy Jig". Le Bleu é recheado de toques peculiares no violão, com batidas, toques rápidos e algumas brincadeiras geniais com o instrumento (vide "Loco Motives"). Não sei o nome das técnicas utilizadas por Justin para criar tais efeitos, mas segundo alguns textos, ele utiliza tapping, dedilhados, frenzied strumming, slap-and-pop e muitos outros, com diversos tipos de violões.

No decorrer das 19 faixas, muitas sonoridades diferentes são feitas. Algumas canções surpreendem pela velocidade, outras, mais lentas, cuidam de criar atmosferas mais suaves, e SEMPRE com muito feeling, com muita fluidez, sem deixar que a habilidade técnica sobreponha o espírito emocional das canções. E ouvir este álbum é realmente emocionante: canções como "Winter on the Hill" e "Scrabo Tower" atingem o fundo da alma do ouvinte. Depois de todo um trabalho instrumental, a última faixa, "Ashes", mostra que Justin também canta pra caramba.

Obra maravilhosa, escutem sem medo.

Site Oficial || Myspace

Tracklist:

01. Taps
02. Seville    
03. After the Harvest
04. A Saucey Jig
05. Scrabo Tower
06. Northwest of Ju Ju
07. Loco Motives
08. Amazing Grace
09. Pam and Johns House
10. August Train
11. Knock On Wood
12. Winter On the Hill
13. Ashokan Farewell
14. Paris Morning
15. Phunkdified
16. Childs Toy
17. Prinsengracht
18. The Mill Creek
19. Ashes



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domingo, 2 de dezembro de 2012
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Highschool of the Dead - OST

0 comentários
Gênero: Instrumental, Eletronic, J-Rock
País: Japão
Ano: 2010

Comentário: Quem nunca vibrou com Dragon Ball? Um amigo meu (Lima Júnior) até cantava a seguinte paródia: “Se chorei ou se sorri, o importante é que todos os episódios de Dragon Ball Z eu assisti”. Lá pelos anos 90, eu também pirava com As Guerreiras Mágicas de Rayearth! Mas aí nós crescemos e deixamos isso para trás (ou não). No meu caso, muito embora o filme da minha vida seja em desenho animado (The Nightmare Before Christmas), eu já não gosto mais de ficar assistindo esses animes ou desenhos animados. Do mesmo modo, uma pessoa mais perspicaz já teria notado que eu também não gosto de música japonesa.

- Ariel, nem Moi Dix Mois e Malice Mizer?

Não!
E é irônico que, seguindo a perspectiva de que um anime é uma série, esses dias saiu uma publicação no Yahoo News sobre séries que eram boas, mas não vingaram...

- Mas o que tudo isso tem a ver com esse post?

Highschool of The Dead (Gakuen Mokushiroku -  学園黙示) foi um mangá escrito por Satou Daisuke, desenhado por Satou Shouji e que começou a ser publicado em 2006 pela revista Dragon Age. Em 2010, veio o anime produzido pela Madhouse, a qual lançou 12 episódios na primeira e única temporada exibida. A animação conta a história de um grupo de estudantes junto a uma enfermeira que tentam sobreviver a um apocalipse zumbi, este iniciado na clássica forma de “um belo dia, quando ninguém sequer podia imaginar, alguém aparece e morde outra pessoa; e assim todos viram zumbis!”. No Brasil, este anime se restringiu ao mundo otaku, haja vista que até a dublagem de alguns episódios foi feita de maneira bem amadora. Em 2011 e este ano ainda houve cogitações sobre a segunda temporada, mas nada foi confirmado, propagando ainda mais a desesperança entre os fãs. Sendo assim, o status da série é “em hiato/sem perspectiva de voltar”. Uma pena!

A trilha sonora fora lançada em dois discos distintos: o primeiro (ED Álbum H.O.T.D.) contento apenas as músicas de encerramento, totalizando 12 faixas (uma para cada episódio) das quais são cantadas por Kurosaki Maon; e o segundo (Highschool of the Dead OST) com as músicas estruturais (digo “estruturais” como músicas predominantemente instrumentais que, geralmente, baseiam e tonalizam a atmosfera da cena e que até me atrevo a descrever como "Dark Ambient") do anime, possuindo 25 faixas que foram compostas por Wada Takafumi; sendo ambos os álbuns lançados no mesmo ano (2010). Além desses, também fora lançado em 2010, um single da música de abertura, “HIGHSCHOOL OF THE DEAD” composta/tocada por Kishida Kyōdan & The Akeboshi Rockets, com outras versões.

Particularmente, eu não sei dizer o porquê de gostar deste anime. Talvez seja por conta dos zumbis ou ainda, quem sabe, por conta de querer muito um Hirano (daquele jeito mesmo: gordinho, nerd e fascinado por armas de fogo) só para mim!

domingo, 11 de novembro de 2012
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toe - Discografia

10 comentários

Gênero: Math Rock/Post-Rock
País: Japão
Ano de Formação: 2000

Comentário: De uma cena bem característica do rock japonês, o toe surgiu acompanhado de bandas como te', LITE e Mouse On The Keys estruturando uma nova faceta da música instrumental, essa um tanto quanto característica e cheia de nuances. Os anos 90 foram responsáveis por criar aquilo que chamamos de post-rock, bandas como Godspeed You! Black Emperor, Slint e Mogwai definiram como seria a estrutura desse novo segmento do rock, mas fora nos anos 2000 que o gênero realmente pipocou, e um dos países que receberam de braços abertos e ganharam uma grande força nesse meio, fora o Japão. Porém, seria errôneo jogar o toe no baião das bandas de post-rock mais tradicionais, com eles nos é apresentado um formato um tanto quanto diferenciado, que iria até ser copiado por outras bandas, mas nenhuma com a maestria que o toe realiza.

A banda surgiu em 2000 e apenas em 2002 lançou seu primeiro EP, Songs, Ideas We Forgot, no ano seguinte veio com Re:Designed, para apenas em 2005 se aprimorarem e chegar ao ápice de sua carreira, o belíssimo The Book About My Idle Plot on a Vague Anxiety. Com uma sonoridade dinâmica e livre, mesmo que calcada em um post-rock calmo e cheio de sessões rítmicas interessantes, toe abre mão de uma sonoridade grandiosa e megalomaníaca como a empregada por bandas como Explosions In The Sky e Godspeed You! Black Emperor com suas longas peças, e investe numa empreitada com formato minimalista altamente influenciada por jazz e math rock em sua construção.

Particularmente falando, acho bem difícil descrever a sensação que o toe passa sem cair num mar de metáforas,  toe constrói uma linguagem própria, as guitarras essencialmente com timbres limpos e claros criam uma atmosfera agradável e envolvente, em contra partida, evitando que o som caia na monotonia de um mero post-rock/ambient eles usam seu maior trunfo, o baterista Takashi. Virtuose o define, Takashi é capaz de criar os tempos mais complexos e quebrados, e leva todas as músicas do toe para a polirritmia com sua bateria sincopada, ora mais lenta, ora acelerando o andamento da música. Vale ressaltar a performance do quarteto ao vivo, de uma intensidade admirável.

Em termos de evolução, o som do toe não sofreu grandes mudanças nesses 10 anos, não que isso seja um problema ou faça soar repetitivo, longe disso, mas é verdade que a banda de forma admirável conseguiu criar sua zona de conforto, pouco arriscam fora dela, no máximo incorporam elementos como pianos ou passagens eletrônicas em alguma faixa ou outra, nada de grande risco. Mas tudo bem, eles podem.

terça-feira, 18 de setembro de 2012
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Your Schizophrenia - [c]нежное одиночество (Demo)

2 comentários
Gênero: Dark Ambient, Ethereal, Instrumental
País: Rússia
Ano: 2010

Comentário: Um álbum breve de uma artista marcante; da série Conheci pelo Lastfm, e de cujas músicas estão quase todas lá, disponíveis para download em baixa qualidade, é verdade, e, contudo, ainda te impulsionam a procurar cada vez mais, a ir aos sites mais recônditos e duvidosos deste espaço cibernético para procurar o mínimo que seja sobre esta artista, quando tudo o que você precisava saber já estava lá!

Natalia Drepina é a estranha moça por trás de Your Schizophrenia: um projeto solo que sobrevive na internet e vai além da arte em forma de música, pois entrelaça as estranhas e solitárias notas das músicas em fotografias que, de um jeito ou de outro, parecem complementá-las. Uma demo predominantemente instrumental, com um som (literal) de coração pulsante, do vento que sopra, do violino que chora enquanto as notas de piano lamentam, de uma poesia recitada sobre dissonância e uma angustiante música que é cantada com vocais sussurrados, quase infantis, perto de seu final.

Tracklist:
01. Winter Entry
02. The Morning
03. Winter Requiem
04. Interrupt
05. Snow Of My Dreams

Download: Mediafire // Rapidshare // Outros Links

quarta-feira, 15 de agosto de 2012
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God Is An Astronaut - God Is An Astronaut

4 comentários

Gênero: Post-Rock
País: Irlanda
Ano Lançamento: 2008

Comentário: Encabeçado pelos irmãos Kinsella (não estou falando dos mesmos Kinsella de bandas como Cap'n Jazz, American Football e Owen só pra deixar claro), o God Is An Astronaut surgiu na Irlanda em 2002, aproveitando a crescente que o Post-Rock alavancava na época fruto de bandas como Mogwai, Sigur Ros, Explosions In The Sky e Godspeed You! Black Emperor, o gênero estava explodindo com excelentes bandas surgindo, cheias de qualidade e criatividade pra mostrar, o God Is An Astronaut foi uma delas. 

Com o nome retirado de uma citação do filme Nightbreed de Clive Barker, gravaram suas primeiras demos, receberam diversas ofertas de gravadoras (obviamente reconhecendo o potencial que os irmãos apresentavam), mas como exigiam que adicionassem vocais, decidiram recusar todos os convites e criar o próprio selo. Logo chamaram a atenção, tanto pela sonoridade bem trabalhada, quanto pela parte visual que sempre foi uma constante no grupo, fosse em seus trabalhos, clips ou shows, o uso de imagens e vídeos impactantes sempre integraram claramente o trabalho dos irlandeses.

God Is An Astronaut auto-intitulou seu quarto trabalho de estúdio, esse que por sua vez entrega uma faceta muito mais "roqueira" do que anteriormente, quando a banda apostava em um approch mais suave, mais puxado para o ambient, com toques experimentais e até um certo flerte com o Space Rock. Aqui temos guitarras cheias de riffs carregadissimos, Lloyd Hanney com liberdade pra mostrar toda sua virtuose como baterista e tudo isso resultando em performances ainda mais intensas ao vivo (veja o video no final do post para comprovar). Recomendada para todos os amantes do gênero (que convenhamos, se for mesmo fã do gênero já deve conhecer a tempos), e para aqueles que procuram conhecer melhor, serve como uma ótima porta de entrada, sem músicas longas como é comum, já que para muitos acaba se tornando enfadonho, mas ainda assim apresentando momentos intensos como todo bom Post-Rock deve ter.

Tracklist:

01 - Shadows
02 - Post Mortem
03 - Echoes
04 - Snowfall
05 - First Day Of Sun
06 - No Return
07 - Zodiac
08 - Remaining Light
09 - Shores Of Orion
10 - Loss

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segunda-feira, 11 de junho de 2012
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Wim Mertens - Best Of

3 comentários

Gênero: Contemporany classical, minimalism
País: Bélgica
Ano: 1997

Comentário:
Eis aqui um trabalho interessantíssimo da música contemporânea! O som aqui exposto, apesar de estar, diversas vezes, sob a designação de "música erudita", soa bastante acessível e, por vezes, diria eu, até popular. Wim Mertens é um músico que eu não consigo deixar de lado, pois, de vez em quando resolve reaparecer uma melodia sua em minha consciência adormecida e eu corro logo para ouví-lo.

Antes de mais nada é necessário dizer que Wim Mertens é musicólogo (sua formação em ciências políticas e sociais acaba não sendo tão relevante para o nosso propósito aqui). Eu arriscaria dizer que sua música é experimental, mas ultimamente esta palavra vem sendo tão banalmente utilizada que não sei se seria uma boa descrição. Porém, é impossível negar que, para o cenário no qual está inserido, Mertens produz um som "Avant-garde". De qualquer forma, é, também, minimalista. Ele não nega que aprecia o fato de que sua música seja "tão popular quanto pode ser."

De fato, o meu primeiro contato com sua música foi no filme Nós que aqui estamos por vós esperamos, (recomendadíssimo) apesar de eu, na época, sequer saber da existência do compositor. Quando me dispus a ouvir seu material lembrei: "êpa! Isso é familiar". Experiências à parte, este álbum que vos trago, com seu título auto-explicativo, é uma seleção de suas supostas melhores obras. Achei por bem postar esse álbum em especial, pois, nosso amigo compositor não cansa de compor novas músicas e lançar novos álbuns (em seu total mais de 50!) Suas obras mais "famosas", digamos assim, estão nesse álbum, tais como Struggle for pleasure e Maximizing the audience, apesar de minhas preferidas serem Often a bird e Iris (o fato destas duas serem trilha do filme anteriormente citado é mera coincidência). Iris é a música mais "profunda" do álbum, em minha opinião, pois, além da linda linha melódica do piano, é acompanhada por um vocal em falsete cantando numa língua imaginária resultando no despertar de sensações incríveis e belas, sensações essas que são realmente estranhas, não sei dizer se é algo bom ou ruim, sei apenas que são bastante contemplativas.

Enfim, está aqui um compositor "erudito" que vai muito além das linhas já traçadas por outros de seu ramo, que sabe utilizar-se de meios não convencionais para criar músicas com melodia simples, belas e muito tocantes.

MySpace//LastFm//Site

Tracklist:

01. Struggle for pleasure - 04:01
02. Birds for the mind - 04:51
03. Close cover - 03:23
04. Their duet 03:36
05. Humility 03:02
06. Often a bird - 03:49
07. 4 mains - 3:17
08. No testament 3:58
09. Iris - 9:55
10. Hors-nature - 3:22
11. Maximizing the audience - 11:50
12. The scene - 1:48

Links:

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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