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quinta-feira, 16 de julho de 2015
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Wand - Golem

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Gênero: Garage Rock, Noise Rock, Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Uma miscelânea de gêneros como Garage Rock, Grunge, Noise, Punk e Psychedelic Rock convergindo em uma explosão surreal de guitarras barulhentas. Essa é uma ótima definição do que os californianos do Wand apresentam em seu segundo disco, o viciante Golem.

As influências citadas pela banda durante o processo de composição do disco (Melvins, Sleep e Electric Wizard) ficam bem claras nas faixas iniciais. O disco abre com o riff pesado e com ares de Black Sabbath de “Unexplored Map”, uma música relativamente curta. Em seguida a pesadíssima “Self Hypnosis in 3 Days” abusando de riffs simplistas e de um noise rock latente. “Self Hypnosis in 3 Days”  é definitivamente o maior destaque do disco.

Todo o peso presente nas faixas anteriores é interrompido pela onírica “Melted Rope”, fortalecendo os argumentos daqueles que comparam o Wand a um ‘Tame Impala mais pesado’. Apesar da indiscutível qualidade da música, essa parece meio deslocada no contexto do albúm.

Importante ainda destacar a quase pop “Cave in”. Uma música que, localizada no meio do disco, é uma espécie de meio termo entre os extremos apresentados neste disco.

Após as barulhentas “Floating Head” e “Planet Golem” o disco encerra com “The Drift”, uma faixa quase toda feita com sintetizadores, reafirmando a diversidade de estilos que perpassam ao longo de Golem.


Tracklist:
1. The Unexplored Map
2. Self Hypnosis In 3 Days
3. Reaper Invert
4. Melted Rope
5. Cave In
6. Flesh Tour
7. Floating Head
8. Planet Golem
9. The Drift

Ouça: Spotify


quinta-feira, 9 de abril de 2015
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Os mutantes - Os mutantes

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Gênero: Psicodélico, experimental
País: Brasil
Ano: 1968

Comentário:
Os mutantes é, sem duvida, não só um dos discos mais importantes do tropicalismo, como também é um dos melhores. Ele traduz de uma forma espetacular o que o tropicalismo representou na  musica. Toda a influencia que esse movimento estava recebendo, as novidades que o Brasil estava ganhando, e que alguns repudiavam, o experimentalismo, a critica a sociedade, tudo isso está nele.

O disco se inicia com a musica “Panis Et Circenses”, e começa com uma letra que faz critica as pessoas “caretas” e acomodadas que estão tão ocupadas em morrer. “A Minha Menina” é uma das musicas que eu mais gosto nesse disco, o modo como ela começa, com aqueles acordes de violão, e depois um riff sujo e distorcido de guitarra que serve como antítese aos  acordes que abriram a música, tudo isso sendo acompanhados por uma incrível percussão. E, pode ser só comigo, mas essa musica tem uma sonoridade envolvente por causa desse ritmo e dessa letra.

“Adeus Maria Fulo” puxa mais para o experimentalismo, quanto “Senhor F” apresenta um alivio cômico no disco por causa de sua letra, além de possuir uma sonoridade bem semelhante aos Beatles.

A parte mais psicodélica fica a cargo de “Batmacumba”, que vem caracterizada com sons distorcidos e uma percussão animada lembrando um ritmo de capoeira.

Não tem como dizer não para esse disco, além de ser importante para o Brasil, é uma aula pra quem reclama da musica brasileira.

Tracklist:
1 Panis Et Circenses
2. A Minha Menina
3. O Relógio
4. Adeus Maria Fulo
5. Baby
6. Senhor F
7. Bat Macumba
8. Le Premier Bonheur Du Jour
9. Trem Fantasma
10. Tempo No Tempo

Ouças em: Spotify
segunda-feira, 24 de março de 2014
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Portugal. The man - Evil friends

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Gênero: Psychedelic rock / Progressive rock / Indie pop
País: Estados /unidos
Ano: 2013

Comentário: "Gostava mais da banda nos primórdios. Hoje não gosto mais". Quantas e quantas vezes ouvimos tal afirmação ante inúmeras bandas que, de alguma forma, optaram por guinadas sonoras drásticas. Histórias relacionadas a tal fênomeno são inúmeras e talvez uma das manifestações mais recentes desta alcunha foi o lançamento de Evil friends, mais recente rebento do Portugal. The man, uma das bandas mais queridas da atualidade.

Lançado em 2013, o disco aponta novos caminhos sonoros que já figuravam no álbum anterior, o também ótimo In the mountain in the cloud. Se inicialmente a banda, que está na ativa desde 2006, era crua e experimental, tal sonoridade foi lapidada até o derradeiro trabalho. Para tanto, a presença de Danger Mouse foi essencial. Famoso pelas elogiosas produções junto ao Black Keys, Norah Jones, Broken Bells e Gnarls Barkley, Mouse imprime aqui a sua identidade retrô, fator este que contribui e muito para o resultado alcançado.

Apostando numa sonoridade que mescla doses equilibradas de indie, rocks psicodélico e progressivo, a nova roupagem permitiu a produção de singles de sucesso como a ótima "Modern Jesus" e "Purple yellor red and blue", faixa esta que faz parte do jogo FIFA 2014. "Creep in a t-shirt", cuja letra aborda de forma madura o sentimento de perda e vontade desenfreada de seguir em frente, a pulsante "Hip hop kids" e a delicada "Sea of air" se destacam na seara ensolarada. Em contrapartida, o tom lúgrebe domina "Waves" a única faixa que destoa da atmosfera alegre do álbum em termos de melodia.

Por fim, acredita-se que da mesma forma que é possível dar credibilidade à bandas que seguem a mesma fórmula que a consagraram seja aceitável novas roupagens de quando em vez. Logicamente desde que a mesma seja de alta qualidade. E aqui temos um belo registro da segunda vertente.
  

Tracklist:

01. Plastic soldiers
02. Creep in a t-shirt
03. Evil friends
04. Modern Jesus
05. Hip hop kids
06. Atomic man
07. Sea of air
08. Waves
09. Holly roller (hallejuah)
10. Someday believers
11. Purple yellow red and blue
12. Smile

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quinta-feira, 6 de março de 2014
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Kiss The Anus Of A Black Cat - Hewers Of Wood And Drawers Of Water

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Gênero
: Neofolk
País: Bélgica
Ano: 2010

Comentário: Formada em Gent, Bélgica, em 2004, o Kiss The Anus Of A Black Cat foi felícíssimo ao escolher seu nome. Derivado de um ritual mágico de bruxas medievais, nada encaixa melhor na sonoridade mística da banda, apesar da nossa visão moderna nos forçar a achar estranho.

A temática do grupo é, em todas as formas, mágica: xamanismo, ocultismo, bruxaria, satanismo; tudo se encaixa numa vibe totalmente ritualística. As músicas tem levadas hipnóticas, com bases acústicas e os vocais trêmulos, intensos e maravilhosos de Stef Heeren. Quando achamos estar diante de algo leve e sadio, rapidamente as músicas se tornam máquinas do tempo nos levado a uma obscura Europa medieval, onde o limite entre o explicável e o inexplicável era muito mais tênue. Não é um Neofolk bruto, apocalíptico ou desolador, mas é totalmente imersivo e orgânico como deveria ser.

Hewers Of Wood And Drawers Of Water é de fato o quarto lançamento da banda, e para muitos perde um pouco da essência original do grupo. Eu particularmente considero um disco entre a distopia de um Death In June e a melodia romântica de um Rome. Kiss The Anus Of A Black Cat se disfarça bem de acessível, mas é opressivo o suficiente pra não o ser. Psicodélico também o é, mas é monocromático ao mesmo tempo. Ainda há de se citar o uso magistral de elementos de rock psicodélico, como os ocasionais teclados, que incentivam a sensação nostálgica na sonoridade do grupo, sem perder de forma alguma a organicidade que o Neofolk necessita. Tudo é combinado de forma exata e coesa.

Já vejo os sátiros correndo em círculos à minha volta.



Tracklist:

1. Hewers of Wood and Drawers of Water 04:52
2. All Your Ghosts Are Worried 03:24
3. Argonaut and Magneto 04:51
4. Harrow  05:17
5. Veneration 05:00
6. Taking the Auspices 05:58
7. Feathers of the Wings of the Angel Gabriel 04:22
8. All the Heroes Run in Amour  03:14
9. Wander and Waiver 02:17

Download:

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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Beck - Odelay

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Gênero: Hip-hop / Rap /‎ Anti-folk /‎ Noise Rock / Punk Rock / Experimental / Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1996

Comentário: No final da década de 90 a finada revista Bizz, referência mor naquela época para fãs de boa música, elegeu na edição de novembro de 1999 os "100 melhores discos da década".  Como não poderia deixar de ser, "Nevermind" do Nirvana está no 1º lugar, fato este justo vide o enorme legado deixado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic. Porém, se há um disco que marque o que fora esta década Odelay do Beck pode ser tomado como referência.

Se na década de 80 havia a predominância por bandas eletrônicas e seus sintetizadores,  a década seguinte veio à tona com um novo propósito: a miscelânea. Antes gêneros que não dialogavam entre si (como heavy metal e punk; rap e rock; entre tantas outras distinções) agora andavam de mãos dadas rumo aos primeiros lugares da parada da Billborad. Era a famigerada onda "alternativa".

Pegando carona nesta tendência, Beck Hansen uniu todo o seu conhecimento musical e sua versatilidade neste quinto álbum de sua carreira. Não há meio termo para cantor: para ele tudo pode conviver em plena harmonia. "Devil's Haircut", o cartão de visita, une um sample de  James Brown, bateria sincopada e vocais distorcidos. Já "Hotwax" utiliza de guitarra slide, batidas e scratches oriundos do rap e gaita. "Novacane" promove o encontro do rock com vocais rap, aproximando a sua sonoridade aos Beastie Boys.  "Jack-ass" é folk na essência e utiliza da melodia de "It's all over now, baby blue", de Bob Dylan.  "Where it's at" é rap old school e utiliza de várias samples de vozes oriundos de um obscuro álbum chamado Sex for Teens: (Where It's At). "Minus" é punk rock com linha de baixo sinuosa. "Readymade" comete o improvável encontro entre "Desafinado", de Tom Jobim, com o experimentalismo. E estes são só alguns exemplos.

A carreira de Beck seguiria ainda mais versátil seja em Midnite Vultures, disco em que se aproxima da sonoridade funk; Sea change, disco predominantemente folk; The information, álbum em que aposta suas fichas no rap; ou até mesmo cairia nos braços do rock alternativo em Modern Guilt, mas tudo em Odelay  fora executado de forma única, ímpar e nunca antes imaginada.

Tantos predicados, mas, apesar de tudo, ainda sim existem muitos detratores de sua música que o consideram um mero emulador de sonoridades de terceiros...

Meros mortais entendam: quando o assunto é música é possível ser muitos, é possível ser um. Mas ser Beck é impossível. Inigualável.


Tracklist:

01 - Devil's Haircut
02 - Hotwax
03 - Lord Only Knows
04 - The New Pollution
05 - Derelict
06 - Novacane
07 - Jack-ass
08 - Where it's at
09 - Minus
10 - Sissyneck
11 - Readymade
12 - High 5 (rock the catskills)
13 - Ramshackle
14 - Diskobox

Download: Mega / 4shared

sexta-feira, 17 de maio de 2013
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Kadavar - Abra Kadavar

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Gênero: Stoner rock / Rock Psicodélico
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Quem ouve desavisado o novo disco da banda Kadavar pode achar que se trata de algum disco perdido do início dos anos 70. No fundo, ele não estaria errado. Os caras fazem um som diretamente influenciado pelo hard rock e o psicodelismo daquela época. Black Sabbath logo vem a mente. Uma audição mais atenta, porém pode logo perceber que não se deve exagerar tanto. Existe uma forte adequação ao que chamamos hoje de stoner e alguns lugares comuns do rock "pesado" atual são perceptíveis.

É uma espécie de Kyuss fundido com Black Sabbath com uma produção bem limpa, sem muito peso direto nas guitarras. É interessante o suficiente para garantir que não seja apenas uma cópia de outros. Soa bem como revival.

A guitarra sola bem, não muito distorcida. O baixo e o batera vão com sede ao pote. O som parece uma máquina de engrenagem a todo vapor. É uma tijolada. Eu, particularmente, gosto bastante. Acho os caras talentosos e bem preparados no som deles. Não revitalizam um gênero do passado mas dão um belo exemplo. Só que é ai que está o problema. Esse disco tem razão de existir? Seria ele bom? Fico pensando nisso bastante.

Por um lado, os caras são talentosos. Provavelmente estão fazendo música que gostam. O gênero, apesar de antigo, tem muitos amantes. Eles não são completamente viuvos, tendo, como eu disse, influências de coisas novas, mas relativamente discretas.

Por outro, música e arte, na minha opinião, tem de ter uma correlação com o momento histórico delas. Não digo que todo mundo precisa ser de vanguarda e inovador, mas pelo menos é necessário dialogar com os problemas e ânsias sonoras da sua geração. Não dá pra fingir que nada está acontecendo a sua volta. Quem tinha que fazer o som que eles estão fazendo hoje, uns podem dizer, já fez.

No fim, não sei ao certo que lado é o correto. Acho que não posso dar tanto crédito ao disco quando existem muitas bandas tentando quebrar convenções ou entender melhor novos sons. Eles já estão trabalhando em cima de uma receita de bolo bem estabelecida. Não tem muito erro. Mas será que isso faz deles menos capazes ou importantes do que o pessoal mais em termos com a sua própria época?

Acho que cabe a vocês descobrir.




Tracklist:

1. Come Back Life - 5:02
2. Doomsday Machine - 4:47
3. Eye of the Storm - 6:04
4. Black Snake - 4:24
5. Dust - 4:12
6. Fire - 5:18
7. Liquid Dream - 4:12
8. Rhythm for Endless Minds - 4:16
9. Abra Kadabra - 3:02
10. The Man I Shot - 7:04

Download: MEGA Mirror Creator
sábado, 16 de fevereiro de 2013
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Blue Cheer - Discografia

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Gênero: Blues / Hard Rock / Psycodelic Rock / Acid Rock
País: Estados Unidos
Anos de Atividade: 1966 a 2009 (com vários hiatos durante os mais de 40 anos)

Comentário: Tudo nessa nossa existência tem um ínicio, um ponto de partida, e se for uma história de sucesso, todo mundo quer ter sido o primeiro, o pioneiro a pensar naquilo, e se tratando de heavy metal, Blue Cheer se não foi a pioneira, estava entre as que geraram o que conhecemos como música pesada hoje em dia. Com um som psicodélico pesadíssimo para época, foi um dos criadores dos riffs que ficaram conhecidos com o Black Sabbath. Ao decorrer da carreira, a maturidade e outras influências musicais, a banda fez um som mais calcado no acid rock, tendo influências do country e até do pop em seus discos dos anos 80.

Fundado na califórnia, a primeira formação do conjunto foi Dickie Peterson(contra-baixo e vocais) , Eric Albronda(bateria) e Leigh Stephens(guitarra). Albronda mais tarde foi substituído por Paul Whaley, que junto com Jerre Peterson (guitarra), Vale Hamanaka (teclados) e Jerry Whiting (vocais e gaita) completavam o lineup. Albronda continuou produzindo e co-produzindo os cinco primeiros álbuns do Blue Cheer. Uma curiosidade é a respeito do nome da banda. Algumas fontes dizem que foi baseada em tabletes de LSD comuns na época, mas outros dizem que foi inspirado em um sabão comum nas mercearias locais. Outra curiosidade foi que Blue Cheer decidiu adotar uma configuração power trio após ver Jimi Hendrix tocar no Festival Pop de Monterey. Hamanaka e Badejo foram convidados a sair. Jerre Peterson não quis permanecer no grupo por solidariedade deixando Dickie, Leigh  e Paul como um trio. Outras fontes dizem que o trio desertor abandonou por conta da pesada tournê a qual passaram.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
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The Experience Nebula Room - Happiness is a Live Experience + Christmas Single 2012

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Gênero: Rock instrumental/ Alternativo-psicodélico-progressivo/ Hard rock/...
País: Brasil (RS)
Ano: 2012 e 2013

Comentário: O Natal já passou, o ano velho já se foi, mas ainda assim lhe convido a conferir mais um trabalho que, muito além de festejar tal data, teve como intenção agradecer àqueles que apoiaram a The Experience Nebula Room. Se trata do single "Christmas Single 2012", que veio tardio, mas isso pouco importa quando na verdade temos aqui uma banda que mesmo nos seus primeiros passos, visto sua formação em 2011, esbanja uma sonoridade própria e intensa desde uma demo/single, a "Ignition", e que reafirmou-se totalmente no EP ao vivo "Happiness is a Live Experience", registrado durante o Grito Rock Festival de 2012 no Rio Grande do Sul.

Formada por Rafael Rechia (Guitarra/ Vocal), Eduardo Custódio (Baixo/ Bateria/ Vocal) — ambos integrantes da também gaúcha The Sorry Shop de Régis Garcia — e Nicholas Lucena (Bateria/ Baixo/ Vocal) — que também recebe agradecimentos —, o som do TENR faz muitas referências, dedurando suas inspirações, que vão de Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Pink Floyd até ícones dos anos 90 como Nirvana e Alice In Chains, mas sem se deixar levar pela falta de personalidade, o que poderia facilmente ocorrer ao incrementar seu som com psicodelias, progressividades e até pegadas hardrock carimbadas na história, mas dão a volta por cima com uma coerente virtuose barulhenta instrumental sem solos longos mas de riffs atraentes... Por isso que poderei dizer que a banda veio em boa hora, tanto pela onda 70's revival que circula o globo como pelas bandas nacionais instrumentais que vem surgindo e agradando muitos ouvidos — tímpanos nacionais e gringos.
Coisa fina!


Tracklist:
  1. Blackout
  2. Full of Steam
  3. Mr. Lazybones
  4. Scapegoat
  5. Smokestack Song
  6. So Stoned
Download: Mediafire





Tracklist:
  1. Breaking News
  2. Wanna Dance?
Download: Mediafire

sábado, 24 de novembro de 2012
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Deus Nuvem - Waving At Us, We've Provoked

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Gênero: Rock psicodélico, experimental
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: E tornando periódicos meus discursos de ''não posto faz tempo, por falta de tempo'', desta vez trago um lançamento da Terra de Santa Cruz. Último dia do feriado prolongado, e finalmente um sol, ainda que tímido, dá as caras, chamando a galerinha sedentária pra brincar um pouco no playground. E também não evita que os nerds musicais corram atrás da boa música; a propósito, sendo uma banda carioca, faz a gente pensar no quão vasta é a cena da música de vanguarda do Rio de Janeiro - aqui mesmo vocês poderão conferir algumas resenhas de bandas relacionadas, como Chinese Cookie Poets. Desta vez representando o legítimo Rock psicodélico experimental, o Deus Nuvem faz uma bela incrementação com elementos de Fusion e World Music, com belas pitadas de Rock progressivo - e não poderia ser diferente numa banda que tem o mesmo espírito de Gentle Giant e King Crimson.

E logo na música de abertura de Waving at us, We've Provoked, essa influência se mostra latente: os breves dois minutos de Provoking mostra grande influência dos grupos britânicos de Prog Rock daquela era mais áurea do estilo, os idos anos 70.

O trio é formado por Leo M Pe nas guitarras, synths e no clarone (que não mostra seus aspectos graves neste álbum), Philip Moraes no baixo e Dagotta Cereno na bateria, mas conta também com a participação ampla de outros artistas e uma verdadeira orquestra é regida, com a participação de um saxofonista, um trombonista, uma percussionista (mostrando bem o lado World Music influenciado pela cultura africana) e um violoncelista; este último aparece em conjunto com o baixo melodioso em Death of the I e com o belíssimo conjunto formado pelo sax e pelo piano (enquanto o violoncelo se mantém em pizzicatadas). Day 2 é um brevíssimo instrumental, uma brincadeira com os sintetizadores, que apenas abre a passagem para as bases de piano, bateria um pouco mais enérgica de Red Sun Part I, e um amontoado de solos bem compostos na qual todos os instrumentos dão as caras, de forma e de outra - e é uma mistureba lindíssima de se ouvir! Me arrisco a dizer que toda a psicodelia que a banda queria passar em seu álbum está contida nessa faixa.

Essa amálgama de texturas e nuances no som do Deus Nuvem é o que torna a banda singular. O efeito proporcionado pelos metais cobertos com solos inspirados de guitarra e piano, auxiliados pelo conjunto etéreo formado pelo violoncelo e pelos sintetizadores (que aparecem mais mascarados) é uma constante que se mostra mais forte três últimas canções; Red Sun Part II é a continuação imediata de sua primeira parte, com uma intensidade diminuída, o que se mantém em Omniverse com melodias mais voltadas aos pianos, e encerrando de maneira branda um belíssimo lançamento do grande Deus Rinoceronte que invade os céus cariocas.



Tracklist:

1- Provoking
2- Death of the I
3- Triângulo
4- Day 2
5- Red Sun Part I
6- Red Sun Part II
7- Omniverse

Download: Mediafire // Depositfiles

quarta-feira, 14 de novembro de 2012
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Violeta de Outono - Violeta de Outono

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Gênero: Progressive Rock, Psychedelic Rock, Post-Punk, Space Rock
País: Brasil
Ano: 1995

Comentário: Segundo o site oficial da banda, em março de 1984 "Surge o Violeta de Outono, banda ainda sem nome paralelamente ao Zero. Encontros esporádicas num porão do bairro de Pinheiros, São Paulo, deram origem à banda, formada por Fabio Golfetti, Claudio Souza (ex-membros da primeira formação da banda Zero) e Angelo Pastorello. O som, um resultado da inspiração do rock psicodélico/progressivo e elementos de arte contemporânea, arquitetura e artes visuais".

Esta é uma breve "definição" inicial da banda sobre si e com certeza é um bom resumo para se ter uma idéia do que se está prestes a ouvir. Porém, não é totalmente suficiente. Há algo de único no som do Violeta, primeiramente, pelo fato de ser um tanto destoante do som que se vinha fazendo no Brasil na década de 1980, o que não quer dizer que a banda estava deslocada de seu tempo, até por que o seu período de surgimento foi essencial para que o som se apresentasse da forma como se apresentou; segundo por que as influências observáveis formam uma mescla bem interessante, apesar de não ser única, como eu pude descobrir mais tarde.

Violeta de Outono me foi apresentada como pós-punk. Isso não parecia fazer muito sentido, afinal, em minha cabecinha o rock progressivo e o pós-punk eram um ótimo exemplo de extremos opostos musicais. Mas eu estava enganado. Para ser mais sucinto, eu acreditava que o progressivo deveria ser "refinado" demais, enquanto o pós-punk teria que ser bem "despojado". Só que, se a gente analisar direitinho, vez ou outra os dois bebem águas da mesma fonte, como o experimentalismo e o psicodelismo. A banda parece possuir um tom nostálgico em relação à psicodelia tão presente nos anos 60 e 70. De fato, se você não conhece a banda, é difícil acertar que se trata de uma música oitentista, a não ser por um fator: a influência, ainda que tímida do pós-punk e do new wave.

Não gosto de deixar de fora minhas impressões pessoais acerca do que ouço, apesar de acreditar que as experiências são distintas e únicas para cada pessoa. Contudo, Violeta de Outono me toma em uma sensação de sinestesia em que dançam, loucos e vibrantes, sons, cores, luzes cintilantes e texturas. É um som encorpado e ondulante. É uma experiência sonora que pode petrificar alguns e derreter outros.

Impressões viajatórias à parte, este álbum é uma reedição em CD de dois discos anteriores, "Violeta de Outono" e "Em toda a parte". As músicas nele contidas contêm, eu diria, a essência da banda, que está ativa até hoje. Pra quem deseja conhecê-la mais a fundo, recomendo muitíssimo que acesse o site, que é muito bem feito e com links bem interessantes a se explorar.

Pois bem, à música, que é bem mais esclarecedora que minhas palavras!



Tracklist:

01. Dia Eterno - 03:36
02. Outono - 03:35
03. Declínio de Maio - 05:03
04. Noturno Deserto - 04:33
05. Faces - 03:41
06. Sombras Flutuantes - 06:25
07. Tommorrow Never Knows - 03:46
08. Luz - 04:12
09. Retorno - 01:16
10. Rinoceronte na Montanha de Geléia - 03:19
11. Em Toda Parte - 03:36
12. Vênus - 04:01
13. Outra Manhã - 02:53
14. Ilhas - 03:09
15. Aqui e agora - 04:43
16. Dança - 03:28
17. Lunática - 01:53

Tempo total: 01:03:19

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
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Porco na Cena # 15 - Macaco Bong

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Não encontrei o flyer nem do show nem da tour, então o álbum com a macaca pelada vai quebrando o galho.

Indo pela acepção erudita do termo ''canção'', nunca poderíamos dizer que bandas instrumentais compõem canções - já que o propósito da mesma é ter, sobre uma estrutura montada de refrões e versos, o destaque ao vocal. Os cuiabanos do Macaco Bong também fazem algo um pouquinho além da música, das canções e de toda essa nomenclatura- os caras fazem uma viagem! E assim foi o show do dia 26/ 10 na zona leste de São Paulo, no SESC Belenzinho - aí vocês param por um momento e percebem a quantidade de shows bons que são anunciados e programados nesses SESCs da vida. Não conhecia o lugar até então, que é ''um pouquinho'' maior que o daqui de Santo André - aquela piscina estava convidativa demais, vide o calor da noite. Calor que ficou pra fora da comedoria, onde rolou o show do Macaco; um lugar agradável, que comportaria bem mais pessoas do que foram e, que mesmo não sendo tantas, agitaram e mostraram que realmente o som da banda não é pra ficar parado.

A organização do SESC, sempre profissional (não estou chupando as bolas do SESC, que fique bem claro), iniciou o show com um leve atraso, já às dez para as dez da noite. Eu, com uma latinha de Cerpa na mão e um baita sanduba sobre a mesa, só fui me levantar pra assistir ao show quando os moçoilos já haviam subido ao palco e apresentavam a primeira canção de seu último trabalho, que fez um bom serviço ao chamar a atenção do público para danças e tímidos headbangs. Agrada também pela mescla de psicodelia, ainda que não tão escancarada (mas que ainda assim proporciona um estado de transe a quem ouve), com os riffs pesados de Heavy Metal e, entre os trechos mais cadenciados (que realmente puxam o ouvinte para uma tímida dança de ''dois pra cá, dois pra lá''), alguns riffs mais amaciados do resultado de mais uma mescla - do Metal com Post Rock.

domingo, 23 de setembro de 2012
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Malachai - Ugly Side Of Love

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Gênero: Psychedelic
País: Inglaterra
Ano: 2010

Comentário: Bom, agora que vocês já foram atraídos a este post por esta bela capa, deixem-me começar dizendo que não sou um fã assíduo do gênero, na verdade, conheço pouquíssimo sobre o mesmo...
No entanto, lá estava eu, jogado no sofá em plena madrugada; quando resolvi ter um ataque alérgico ao tirar a poeira do meu Fifa 11, do Play 2.

 Entre um espirro e outro, acabei reparando na trilha sonora do jogo, e entre as faixas pop, indie e eletrônicas, um achado: Snowflake.
Essa intrigante faixa me chamou a atenção, principalmente no epifânico momento em que fiz três gols no Carreer Mode e, seguindo o Novo Testamento Domingal Brasileiro, by Faustão, vim ao computador pedí-la. Ao terminar de assistir o clipe, meu pensamento era um só: baixar este álbum.

 Maldito pensamento esse, devo confessar. Passei o resto da madrugada procurando-o e, além de não jogar outra partida, nem se quer o encontrei.
Pesquisei em todos os confins que conhecia da internet: Google, torrents, fóruns, servidores de downloads e até mesmo a versão à la Internet Explorer do Google, o Bing; em vão.
 Cheguei a entrar em um site russo e: "AH MEU DEUSO, ACHEI, P#$%1!@"...
Mas, é como dizem né, alegria de pobre dura pouco: o link estava offline. Juro que demorei outros dois ou três dias até conseguir baixá-lo. E depois de todo esse esforço, um brinde à minha empreitada em meu Santo Graau da Coca-Cola.

 Crônica a parte, o disco começa bem. Extremamente bem eu diria. Warriors e Shitkicker ascendem-o até a já citada obra-prima da banda. Apartir daí, o trabalho parece se aprofundar cada vez mais em devaneios dedicatórios à década de 60; que devo confessar, não me prendem a atenção.
 Segue assim até How Long, que traz novamente riffs marcantes e bem compostos, ajudando significantemente na conclusão deste raríssimo debut. E para não perder o espírito hippie da coisa, o orgão e a lentidão da última faixa provocaram-me novamente bocejos. Fazendo desse álbum, um ótimo EP.



Tracklist:
1. "Warriors" - 3:06
2. "Shitkicker" - 3:21
3. "Snake Charmer" - 1:10
4. "Snowflake" - 3:31
5. "Blackbird" - 2:16
6. "Moonsurfin'" - 1:34
7. "Mech's Theme" - 0:56
8. "Only For You" - 2:48
9. "Lay Down Stay Down" - 2:33
10. "Another Sun" - 2:26
11. "How Long" - 3:12
12. "Fading World" - 3:56
13. "Simple Song" - 1:56

Download:
 Mega
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
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Ash of Nubia - Ash of Nubia

1 comentários

Gênero: Post Rock, Rock Alternativo
País: Itália
Ano: 2012

Comentário: E eis que, após a segunda derrocada do PIGNES, nós voltamos com mais força para mostrar que os revolucionários têm mais poder que os opressores! E é com esse discurso clichê e piegas que eu dou início ao meu primeiro post pós- guerra. Durante algum tempo, nós redatores do PIGNES trocamos umas ideias sobre como levar o blog adiante, torná- lo mais interessante, atrativo- e vocês poderão acompanhar o resultado em novas colunas e nos posts que se seguirão.

Pois bem, é feriado de Independência, ótimo dia pra postar algo relacionado a conflitos, ao nacionalismo ou mesmo música marcial, não? E é mesmo. MAS, digo que o EP dessa banda italiana me fez ignorar completamente tudo isso. Sim, é um EP com três músicas apenas, é curto, e por isso a resenha também será curta (o lance aqui é vapt- vupt).

Podemos dizer que se trata de um ótimo lançamento de Post Rock e, forçando um pouquinho a barra, talvez dê pra chamar de Rock Psicodélico (alguns chamarão de stoner, não sei por que diabos, mas tenho certeza que chamarão de stoner). E os elementos que você já espera estão lá: trechos acústicos com a estética própria do estilo, riffs baseados no Rock Alternativo (sei que não há rótulo mais abrangente que esse, mas tenha em mente que o Rock alternativo que eu falo é seguindo a linha 'indie'), vocais enevoados- embora nem tanto- e viagem. É, viagem. Por isso o tal do ''Rock Psicodélico'' ali em cima. É som pra se ouvir num fim de tarde de domingo, pra dar aquela animada, também levando em conta que as canções são um tanto enérgicas.

Be What You Breathe abre o álbum já mostrando essa dinâmica. A bateria se mantém no pique e as guitarras se alternam numa distorção e na acústica, afinal ninguém é de ferro. Os vocais se mostram tímidos e aparecem raramente (o que faz a gente perdoar quem colocou a tag ''instrumental'' no LastFM da banda) e embora, como de praxe, eles tenham uma ênfase mínima, são mais consistentes que muitos do estilo. Logo entra a melhor música do EP, Wrong Mistakes in the Right Place. Cristo, ela é muito empolgante! Ao vivo deve funcionar muito bem. Não precisa escutar muitos segundos pra perceber como a intro e as melodias que se seguem têm um direcionamento diferente entre si- escute a canção e entenda o que eu estou dizendo. Mas ainda assim elas funcionam muito bem! Nesse universo do Post Rock/ Post Metal, trechos acústicos com fraseados inteligentes são um deleite. Esta faixa é totalmente instrumental, e os vocais não fazem a mínima falta. Dust of Hope, em contrapartida, já faz o vocalista mostrar um pouco mais o gogó; o riff inicial é mais pesado que o das anteriores, fora isso os elementos se mantém basicamente os mesmos: a bateria enérgica, o baixo muito aparente (e que chamou a minha atenção mais do que tudo), os trechos acústicos. Mas a vez agora é mesmo do vocalista, que canta com muito mais vontade, com o acompanhamento de backings. E terminando a canção, melodias acústicas aliadas a bases distorcidas que formam uma atmosfera bela e nebulada, típica do estilo, mas com um pouco mais de energia provinda das terras mediterrâneas.

Bandcamp//LastFM

Tracklist:

1- Be What You Breathe
2- Wrong Mistakes in the Right Place
3- Dust of Hope

Download: Mediafire//Depositfiles

quarta-feira, 13 de junho de 2012
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The Smashing Pumpkins - Oceania

3 comentários
Gênero: Alternative Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Confesso que não esperava muito de Oceania, como um fã antigo da banda estava decepcionado com os lançamentos recentes da banda de Billy Corgan, todavia, fui surpreendido por esse disco, o nono disco de estúdio da banda. Oceania faz parte do conceitual Teagarden By Kaleidyscope, é um álbum dentro de outro, por assim dizer. As músicas de Oceania soam bem melhores do que tudo aquilo que a banda lançou desde Zeitgeist, em 2007, que marcou a volta da banda, com apenas Billy Corgan e Jimmy Chamberlin. Em Oceania, Billy é o único membro original, o que rendeu muitas críticas à banda.

Nesse novo disco Billy tenta retomar os elementos que fizeram da banda uma das mais importantes dos anos 90, guitarras sujas e pesadas contrastando melodias bem arranjadas e os vocais tão característicos de Billy, como pode ser ouvido na faixa de abertura "Quasar" que lembra bastante o hino dos Pumpkins "Cherub Rock", mas ao mesmo tempo, os elementos tão presentes nas músicas mais recentes da banda aparecem, como o uso de sintetizadores por exemplo, e talvez seja isso que torna Oceania interessante, a conjugação do velho Smashing Pumpkins e o novo Smashing Pumpkins. O disco tem grandes momentos, como "Panopticon" e a faixa título do disco, não chega a ser um clássico como Siamese Dream e Mellon Collie And The Infinite Sadness, mas merece certa atenção.

Vale ainda destacar a atuação dos "novos" membros da banda, Nicole Fiorentino e Mike Byrne, que nesse disco mostram de vez que são competentes o suficiente para uma banda do porte do Smashing Pumpkins.

Tracklist:
1. Quasar
2. Panopticon
3. The Celestials
4. Violet Rays
5. My Love Is Winter
6. One Diamond, One Heart
7. Pinwheels
8. Oceania
9. Pale Horse
10. The Chimera
11. Glissandra
12. Inkless
13. Wildflower

Depositfiles // Crocko // Bayfiles

terça-feira, 29 de maio de 2012
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Hail Spirit Noir - Pneuma

4 comentários

Gênero: Progressive/Psychedelic Rock/Black Metal
País: Grécia
Ano: 2012

Comentário: Tenho postado ultimamente algumas coisas bem não convencionais aqui, algumas bandas de vanguarda que fazem misturas inusitadas, dando nova roupagem ao Rock e/ou Metal. E sempre quando eu acho que não vou mais me surpreender, eu me deparo com algo totalmente inesperado, como é o caso da banda Hail Spirit Noir, proveniente da Grécia, fundada em 2010, mas que foi lançar seu primeiro trabalho só agora no inicio de 2012, “Pneuma”, pela gravadora Code666 Records, a mesma responsável pelo lançamento do álbum “Portal Of I” do Ne Obliviscaris. E sem a menor sombra de dúvidas, em minha opinião, esses dois trabalhos já figuram entre os melhores lançamentos de 2012.

O álbum de estreia da banda tem pouco tempo de lançamento, mas já está bem difundido no meio underground, e recebendo criticas bastante positivas, e isso se deve a habilidade, criatividade e originalidade dos seus membros, que dentre outros projetos, também são integrantes da banda de Avant-Garde Black Metal Transcending Bizarre?, e são eles: Dim (Baixo e Violão), Theoharis (Guitarra e vocal) e Haris (Teclado). E só o fato de saber da procedência dos seus integrantes já se pode imaginar que a musicalidade do Hail Spirit Noir não é nada ordinária e completamente fora dos padrões.

Podemos encontrar em alguns lugares o estilo da banda sendo definido como Progressive/Psychedelic Black Metal, mas só essa classificação não te dá a real ideia do som que a banda executa, que é também difícil de descrever. Acho que seria mais adequado dar uma breve descrição de música por música, mas isso deixaria a resenha muito extensa (devido a minha prolixidade), então vou tentar destacar as características mais marcantes encontradas por todo o álbum, só pra você ter uma noção e já ir preparando os seus ouvidos.

Pois bem, na audição você vai encontrar elementos de Black Metal, como vocais rasgados, algumas passagens de guitarra mais agressivas, e a atmosfera obscura e meio raivosa em algumas ocasiões, sem falar nas temáticas das canções, que fala sobre demônios e ocultismo, temas recorrentes em bandas de Black Metal. Mas as influências do Black Metal estão longe de serem predominantes, unido a isso temos diversas influências que nos remetem a bandas de décadas anteriores, como passagens mais folk, pitadas de psychobilly, alguma coisa de Jazz, o vocal limpo cheio de feeling, riffs de guitarra hipnotizantes, assim como os solos, a condução da bateria, o incrível trabalho do teclado e dos sintetizadores, que unidos a outros elementos mais discretos, criam um clima mais retro, que nos faz lembrar bandas de Prog/Psychedelic/Space Rock dos anos 60 e 70, algumas como The Doors, The Who, King Crimson, entre outras.

A descrição do parágrafo acima pode soar estranha, e confesso que se eu tivesse lido uma descrição como essa antes de escutar a banda, eu iria pensar que as canções seriam uma bosta, mas é completamente o oposto. Os caras consegue executar essa mistura de estilos de forma primorosa, e as passagens que lembram o rock dos anos 60 e 70 são tão cheias de pegada e feeling, que é como se os caras tivessem entrado em uma máquina do tempo e voltassem ao passado para gravar a parte instrumental, o resultado é um som saudoso, mas ao mesmo tempo moderno e agressivo, em que passagens progressivas e psicodélicas são intercaladas com a agressividade do Black Metal, cedendo lugar uma pra outra ou, em determinadas ocasiões, coexistindo de maneira harmoniosa, criando atmosferas incríveis e um contraste fantástico e viajante. Portanto, véi, na boa, baixa esse álbum ae, e let your devil come inside!

Site || MySpace || Lastfm

Tracklist:

1.Mountain Of Horror - (5:16)
2.Let Your Devil Come Inside - (3:23)
3.Against the Curse, We Dream - (6:25)
4.When All Is Black - (5:22)
5.Into The Gates Of Time - (13:21)
6.Haire Pneuma Skoteino - (3:49)

Download:
(84mb,320kbps)
Mediafire || Depositfiles || Bayfiles || UppIT
domingo, 13 de maio de 2012
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High Tide - Discografia

1 comentários
Gênero: Progressive Rock, Hard Rock, Psychedelic Rock, Art Rock, Proto Metal
País: Inglaterra
Anos em Atividade: 1969-1970, 1989-1990

Comentário: O final da década de 60 e início da década de 70 marcou um dos melhores momentos na história do Rock. Títulos universalmente conhecidos, como "Woodstock" e "Sgt. Peppers", por si só, já dizem tudo. Nesta época, o Psychedelic Rock estava carregado de belos frutos, que serviram de base para o desenvolvimento do Progressive Rock e do Heavy Metal. Neste período, inúmeras bandas criaram músicas geniais que, infelizmente, se perderam ou ficaram esquecidas no tempo. Jamais esquecidas por completo, mas, talvez, ofuscadas pelo brilho do que veio a sucedê-las. Essas músicas se misturavam entre os estilos Psyche, Heavy e Prog.

High Tide é uma das bandas desse meio. Não está estre as mais conhecidas, mas não chega a ser uma raridade, sendo que seu primeiro álbum é sempre citado em listas que coletam os tops da época ou de seu estilo.

Portanto, deixo claro a partir de agora: você que deseja baixar apenas um álbum desta discografia, baixe "Sea Shanties", o primeiro e mais renomado disco da banda. Não vou arriscar dizer que este é o melhor de todos, mas além de ser considerado a masterpiece do grupo, já leva em si o fundamental de sua sonoridade.

O que há de mais marcante do som do High Tide é o uso intenso de violino. High Tide foi uma das bandas pioneiras em usar violino juntamente ao Rock, e o fez de forma peculiar e deslumbrante. Em Sea Shanties, o som do violino elétrico de Simon House se enreda com a guitarra distorcidíssima de Tony Hill, e fazem um som espantosamente bem elaborado, especialmente quando se tem em vista o ano de gravação do álbum, 1969. Sea Shanties é marcante de várias formas: além da qualidade técnica e artística, o disco foi extremamente inovador quanto ao desenvolvimento do Rock falado no início do texto. As guitarras pesadíssimas anunciam o nascimento do Metal, o desenvolvimento dinâmico do som anuncia a explosão do Rock Progressivo (há quem cita Sea Shanties como o primeiro álbum de Progressive Metal da história). Isto sem deixar de lado o característico clima do Psychedelic Rock, principalmente no que tange às melodias e aos riffs dos momentos mais calmos. E mesmo com longas faixas instrumentais, o vocal também impressiona, muito forte, chegando a lembrar o estilo de Jim Morrison.

Os primeiros segundos da primeira faixa, Futilist's Lament já mostra tudo isto. A guitarra que introduz o disco já assusta por tamanha distorção. O violino bizarro se junta, e a música parece ficar bagunçada. Há grandes períodos instrumentais, onde os instrumentistas parecem brigar para ver quem é melhor, criando assim, passagens vituosas e excitantes. Mudanças drásticas de tempo e de peso são comuns. Com algumas pitadas de Jazz, Sea Shanties se assemelha às vezes ao épico Birds of Fire do Mahavishnu Orchestra.



Formada em 1969, a banda lançou seu primeiro disco neste ano, o segundo em 1970, mas se separou durante a gravação de um terceiro álbum no mesmo ano. Entretanto, durante a década de 70, House e Hill se juntaram e criaram muitas músicas sozinhos, sem ainda lançar nada. Os demais discos foram publicados só entre 1989 e 1992 - seis álbuns, praticamente tudo de uma vez. Não pude constatar as datas exatas de lançamento de cada disco, visto que várias fontes apontam datas diferentes.

O segundo álbum, High Tide (1970), também muito renomado, é menos pesado, mais organizado. O Prog Rock aparece mais aqui, com uma pitada também de Folk. Dos demais álbuns, Insteresting Times (1989) foi gravado durante a década de 70 e tem grande presença de música eletrônica, bem chegado ao New Wave mesmo, se fazendo assim, o álbum mais distinto da banda. Precious Cargo e The Flood são coletâneas de demos, B-sides e canções deixadas de fora dos primeiros álbuns. Várias destas canções estão nos álbuns aqui disponibilizados, como bônus tracks. A Fierce Nature composto e tocado por Tony Hill, e se assemelha aos lançamentos antigos. Ancient Gates e The Reason Of Success levam consigo longas faixas, cheias de improvisações intrumentais bem agradáveis. Há ainda uma coletânea, denominada Open Season, composta em maior parte por canções dos álbuns mais recentes.

High Tide é um ótimo exemplo do som Psyche-Hard que fez um dos melhores momentos do Rock entre o fim dos anos 60 e início dos anos 70. Peço licença a todos para, rapidamente, citar aqui um outro blog dedicado à música - The Day After the Sabbath, que vem publicado dezenas de coletâneas de bandas realmente underground ativas nesse período. Acreditem, é música boa que não acaba nunca. 


Progarchives || LastFM


Releases:

 Álbum: Sea Shanties
Ano: 1969

Tracklist:

02. Death Warmed Up
03. Pushed, But Not Forgotten
04. Walking Down The Outlook
05. Missing Out
06. Nowhere
07. The Great Universal Protection Racket (Bonus)
08. Dilemma (Bonus)
09. Death Warmed Up (Demo, Bonus)
10. Pushed, But Not Forgotten (Demo, Bonus)
11. Time Gauges (Bonus)

Download:
(165mb, 320kbps)
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 Álbum: High Tide
Ano: 1970

Tracklist:

01. Blankman Cries Again
02. The Joke
03. Saneonymous
04. The Great Universal Protection Racket (Bonus)
05. The Joke (Demo)
06. Blankman Cries Again (Demo)
07. Ice Age (Bonus)

Download:

(153mb, 320kbps)




 Álbum: Interesting Times
Ano: 1989

Tracklist:

01. Nightmare
02. The Nexialist
03. Survival
04. Ice Age
05. Dream Beam
06. Movie Madness
07. The Reason Why
08. Strike a Light
09. Rock Me On Your Wave
10. Heartstream

Download:
(65mb, 192kbps)
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  Álbum: Precious Cargo
Ano: 1990

Tracklist:

01. Blood Lagoon
02. Quest
03. Inflight
04. Ice Age
05. Movie Madness
06. Exploration
07. Rock Me On Your Wave

Download:
(77mb, VBR ~ 250kbps)
Links em breve...





   Álbum: The Flood
Ano: 1990

Tracklist:

01. Unearthed
02. All of one race
03. Static in the attic
04. The ballad of Norris Mill
05. The Flood
06. Unhinged
07. Light your torch
08. The great universal confidence trick
09. Icarus Phoenix
10. Ice Age
11. Steady in E

Download:
(98mb, 320kbps)
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   Álbum: A Fierce Nature
Ano: 1990

Tracklist:

01. Chess
02. Roll on
03. A Fierce Nature
04. Tribute
05. Time to change
06. Incitement
07. Power and Purpose

Download:
(100mb, 320kbps)
FileFlyer





   Álbum: Ancient Gates
Ano: 1990

Tracklist:

01. Resonance
02. Golden Space
03. Raga Kanda
04. Aht Variant
05. Ancient Gates-Starless Skyli

Download:
(158mb, 320kbps)
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   Álbum: The Reason of Success
Ano: 1990-1992 (?)

Tracklist:

01. Garage Gods
02. Elephant Trails
03. The Whid
04. Raga Misra
05. Turn yourself down

Download:
(128mb, 320kbps)
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   Álbum: Open Season (Compilation)
Ano: 2000

Tracklist:

01. Open Season
02. Unearthed
03. Static In The Attic
04. The Ballad Of Norris Mill
05. The Great Univarsal Confidence Trick
06. Icarus Phoenix
07. Unhinged
08. All Of One Race
09. Resonance
10. Turn Yourself Down
11. Light Your Torch
12. Steady In E
13. Garage Gods
14. Spindle

Download:
(184mb, 320kbps)
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terça-feira, 8 de maio de 2012
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Rose Kemp - Unholy Majesty

3 comentários
Gênero: Folk, Doom Metal, Drone Doom, Rock Psicodélico, Noise Rock, Stoner Rock, pitadas de Neofolk e música neoclássica, boas doses de experimentalismos, e uma porrada de outras influências musicais distintas
País: Inglaterra
Ano: 2008

Comentário: Sinceramente, às vezes a gente acha que já viu todo tipo de gêneros juntos, mas descobrimos, também, que sempre há algo novo por aí. E este álbum que vos posto é de uma singularidade bela.

Esta interessante cantora/instrumentista chegou até mim através de uma recomendação de uma amiga, que mostrou-me a música Nature's Hymn, que achei belíssima desde o primeiro instante. Por muito tempo, porém, só tive essa música dela pra ouvir e, apesar de ser algo de uma beleza sombria, não conseguia me mostrar com clareza o porquê das tags "singer-songwriter" e "doom metal" juntas. Resolvi baixar o álbum... não me arrependi.

Pra começo de história é bom falar que a musicalidade que a gente encontra aqui, ao meu ver, é homogênea, ou seja, não estamos falando de uma música que destoa completamente da outra, sem parecer que fazem parte do mesmo artista, ou do mesmo álbum. Pelo contrário, apesar das influências diversas, é notório que ela conseguiu encontrar uma certa "essência" para guiar suas músicas, uma harmonia, um guia. Mas isso não quer dizer, também, que este é um álbum em que as músicas sejam todas muito parecidas, pois não são! Não conheço os outros trabalhos dela para falar com mais propriedade, mas pelo que pesquisei, dos álbuns precedentes, o primeiro possuía uma linha mais acústica, enquanto as gravações seguintes já teriam uma dose mais forte de rock (não gosto de usar esse termo isolado).

Esse é o terceiro álbum de estúdio de Rose Kemp, e parece ser nele que ela encontra sua direção. A atmosfera é bastante sombria, sendo notados elementos do gênero Drone, bem como é possível notar experimentações com o chamado Noise Rock. Apesar de ser diversas vezes taxado como Doom Metal, eu não diria que o álbum como um todo pode ser considerado um álbum de metal, embora seja impossível, também, negar tal influência em todo o álbum (a última música, The Unholy, talvez seja a que mais se aproxima dessa descrição com mais êxito). Há também momentos que não soam tão "trevosos", como é o caso da música Nature's Hymn, de natureza mais tranquila. Iremos sempre ouvir, no decorrer do álbum, guitarras com muito peso e distorções ao lado de ambientações mais suaves, mas acho que é na música Nanny's World que é possível notar uma influência maior de um rock'n'roll mais "pegado", um Stoner Rock, talvez. Fico um pouco a dever nas minhas tentativas de descrever tais músicas, pois, realmente, é sempre um desafio tentar rotular trabalhos experimentais.

Porém, o que mais me surpreendeu não foi exatamente o experimentalismo em si, pois, embora eu tenha realmente gostado, sei que sempre existem uns loucos por aí decididos a fazer um som único. Minha surpresa foi saber de onde surgiu esta moçoila, com seus menos de trinta anos. Pois bem, ela é, na verdade, filha de um casal de músicos (a saber: Maddy Prior e Rick Kemp) que participam de uma mesma banda, chamada Steeleye Span, (banda essa que a própria Rose chegou a participar nos vocais em shows, durante sua adolescência) que toca um folk rock com influências celtas, um som aparentado com o que o mais famoso, Fairport Convention, faz. Bem, minha surpresa reside no fato de que o mais comum, hoje, é ver os filhos de artistas que tocam sons loucos (sem generalizar, claro), rendendo-se aos sons genéricos populares, esses que fazem sucesso na grande mídia (não estou discutindo qualidade aqui, pois sei que ela também existe na grande mídia). De qualquer forma, fico feliz em saber que alguém resolveu enveredar por caminhos tortuosos não-convencionais, acabando por adentrar no universo louco dos experimentalismos.

P.S.: O álbum mais recente, Golden Shroud, de 2010, parece seguir na mesma linha de experimentalismos, porém mais sombrio e com músicas mais longas, só que eu ainda não tive muito contato com este, mas assim que possível tentarei traze-lo para cá =)


MySpace//LastFm//Site

Tracklist:

01. Dirty Glow - 4:59
02. Nanny's World - 3:17
03. Bitter and Sweet - 4:00
04. Flawless - 4:25
05. Saturday Night - 4:57
06. Nature's Hymn - 4:34
07. Wholeness Sounds - 4:08
08. Vacancies - 5:04
09. Milky White - 3:33
10. The Unholy - 9:06


Links:

RapidShare//MegaShares//BayFiles//Badongo

O único vídeo ao vivo com gravação decente que achei, mas se assistir até o fim vale muito a pena:


terça-feira, 1 de maio de 2012
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Graveyard - Graveyard

2 comentários


Gênero
: Hard Rock/Psychedelic Rock/Blues Rock/Stoner Rock/Heavy Met...aquele rock sinistro, pesado e psicodélico dos anos 70, pronto.
País: Suécia
Ano: 2008

Comentário: O álbum é de 2008, mas a vibe é do final dos anos 60 e início dos 70. Quando bandas como Led Zeppellin, Blue Cheer e Black Sabbath iam moldando o que se tornaria anos depois o nosso querido e amado Heavy Metal, através do Pyschedelic Rock, Blues Rock e uma boa pegada mais pesada e distorcida, que ficou conhecida como Hard Rock. Porém o gênero começou desde cedo a se diversificar absurdamente e logo no inicio da década de 70 começavam a surgir bandas com temáticas e vibes completamente opostas dentro do estilo, como, por exemplo, os Scorpions na Alemanha em 73 e o Pentagram nos EUA em 71. Graveyard é então uma banda sueca formada em 2006 que bebe da fonte de bandas da vibe justamente do Pentagram e do Sabbath, que exploram a obscuridade, os filmes trash, o misticismo e a morte, que viriam a motivar gêneros que surgiriam só depois como o Doom Metal, o Black e o Death Metal, por exemplo.

Mas além de todo esse background histórico que uma banda profundamente imersa no "revival" traz, o Graveyard é, por si só, uma excelente banda que transmite toda essa energia setentista com personalidade, passando longe de ser um mero tributo. São o que se poderia dizer de continuação do trabalho criado pelos monstros primordiais do estilo, no mais alto nível. Este é o primeiro disco dos caras, lançado em 2008, que é um dos discos mais grudentos que eu escutei nos ultimos tempos (e olha que esse é naturalmente um estilo extremamente viciante, com esses vocais melódicos e esses riffs cadenciados, e o Graveyard se destaca). Os vocais, divididos entre Joakin Nilsson e Jonatan Larocca, também guitarristas, são um dos pontos fortes da banda e do disco, e principalmente do estilo, pois são bem apaixonados, intensos e melódicos, compondo excelentes refrões. Os riffs são aquele esquema cadenciado e com solos permeando algumas músicas, de forma que são cativantes e nada cansativos, embora isso ainda acometa infelizmente algumas bandas do estilo. Não é o caso do Graveyard, e muito disso também se deve ao baterista Axel Sjöberg e ao baixista Rikard Edlund que seguram bem as pontas numa cozinha sinistríssima e toda psicodélica, com aquelas viradas constantes usando mais do que simplesmente prato-bumbo-caixa, explorando bem os tons, e o baixo muito melódico, mais do que simplesmente acompanhando guitarras e bateria.

No geral não é difícil se apaixonar pelo Graveyard, seja você fã ou não das bandas mais clássicas, a sonoridade do grupo é totalmente atual e original, mesmo que bebendo de fontes setentistas. E a pegada da banda é totalmente viciante, os vocais são extremamente grudentos, com um instrumental psicodélico e pesado, ao mesmo tempo que bem melódico. No mais, as letras são naquele velho estilo sinistro e místico, valendo muita a pena dar uma olhada também.

E pra finalizar, esse post to fazendo após um pedido da galera do twitter (embora eles tenham pedido Classic Rock, eu tava louco pra postar essa banda e finalmente tomei vergonha na cara, espero que gostem, mas vou ver se providencio também uns clássicos mais roots), onde rola de vez em quando umas interações bem legais, dicas e tal. Então baixa esse disco e segue nóis lá ouvindo essa belezinha pra entrar na vibe, lindeza obscura psicodélica revival maravilhosa. Ou por aí.

MySpace

Tracklist:

1- "Evil Ways" – 3:28
2- "Thin Line" – 5:24
3- "Lost in Confusion" – 3:23
4- "Don't Take Us for Fools" – 4:02
5- "Blue Soul" – 6:17
6- "Submarine Blues" – 2:25
7- "As the Years Pass By, the Hours Bend" – 4:41
8- "Right Is Wrong" – 4:27
9- "Satan's Finest" – 5:31

Links:

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segunda-feira, 30 de abril de 2012
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José Cid - 10.000 anos depois entre Vénus e Marte

1 comentários
Gênero: Rock Progressivo, Space Rock
País: Portugal
Ano: 1978

Comentário: Olá você que gosta de rock progressivo das antigas com muito sintetizador, temática espacial e cara de tiozão. Eis aqui um álbum maravilhoso, uma pérola do rock progressivo. Descobri esse cara acho que pelas minhas andanças pela LastFm e resolvi que deveria baixar e ouvir. Os motivos que me incentivaram foram: 1. é rock progressivo, 2. possui temática espacial, 3. as letras são em português, e português de Portugal (meio óbvio se você notou o país de origem).

Ao pesquisar sobre esse cara, notei que, infelizmente, esse foi o seu único trabalho neste estilo e tema. Todos os outros trabalho de José Cid, até onde sei, estão muito distantes do prog, aventurando-se muito mais no fado, músicas populares e folclóricas portuguesas e uma ou outra coisa com influência de jazz e doses de psicodelismo (principalmente no início da carreira). Ter sido uma criação bastante diferenciada dos outros trabalhos, no entanto, não diminui o brilho do álbum, (Ah, quem dera que o cara voltasse a fazer sons nesse estilo!) que parece ter sido pensado em todos os seus mínimos detalhes de forma a ser uma verdadeira viagem. E essa viagem é um atrativo para amantes de ficção científica! Usarei aqui a citação da própria Wikipédia sobre esse disco:

"Com base em ficção cientifica, o conceito é que, 10.000 anos depois da auto destruição da humanidade, um homem e uma mulher viajam de regresso para a Terra para a repovoar novamente. O tom das músicas é de contemplação sobre os erros do passado da humanidade e de esperanças futuras. A maioria das canções é influenciada por bandas como Moody Blues ou Pink Floyd."

Eu imagino o quanto isso deveria ser entusiasmante para jovens da época amante de boas músicas e boas histórias (para me certificar disso, procurei meu pai para dar seu parecer e ele curtiu muito, apesar de não ter conhecido antes). Eu acredito que nessa época as histórias de ficção científica tinham um caráter todo especial, pois os avanços tecnológicos no sentido da exploração espacial ainda não eram tão vastos quanto são agora, e isso despertava, creio eu, uma vontade de explorar todos esses mistérios novos que naquele momento pareciam bem mais possíveis, pois o homem havia pousado na Lua já em 1969 (não discutirei aqui as teorias conspiratórias =P). Apesar disso, o disco não obteve tanto sucesso na época, em Portugal.

E sobre a musicalidade? Bem, como já foi dito antes na citação, há muita influência de grupos de prog como Pink Floyd e The Moody Blues. Há predominância do uso de sintetizadores e também do Mellotron (um aparelhinho, para quem ainda não sabe, que é uma espécie de teclado que utiliza sons pré-gravados, muito usado por bandas dessa época), mas há também passagens com solos de guitarra muito bem executados. Existem excelentes faixas instrumentais, como Fuga Para o Espaço e Memos. O primor da obra é tanto que é citada na revista Billboard entre os 100 melhores álbuns de rock progressivo. É uma verdadeira pérola lusitana para os amantes do bom e velho prog rock.

Ps.: No arquivo que está aqui disponível, há ainda um pequeno brinde. Não lembro exatamente onde consegui baixar este álbum, mas ele veio com uma música adicional, Vida (Sons do Quotidiano), que faz parte de um EP lançado em 1977 (e, portanto, um ano antes desse álbum) que tem o mesmo título e que só possui essa música, porém divida em duas partes e o melhor é que também é rock progressivo, porém, a temática não é mais o espaço e sim, a vida (oh, é mesmo?) Enfim, enjoy! =)


Site//LastFm

Tracklist:

01. O Último Dia na Terra - 4:21
02. O Caos - 6:00
03. Fuga Para o Espaço - 8:10
04. Mellotron, o Planeta Fantástico - 6:43
05. 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte - 6:05
06. A Partir do Zero - 4:43
07. Memos - 2:07
Extra: Vida (Sons do Quotidiano) - 12:37


Links:

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