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sábado, 11 de outubro de 2014
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You+Me - Rose Ave

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Gênero: Acoustic / Folk
País: EUA
Ano: 20014

Comentário:  O que falar desse álbum que baixei há poucas horas e já considero pacas? Antes de tudo. Estou de volta pessoal, ainda permaneço aqui firme e forte, seguindo sem tempo, porém, deixando de estudar (o que não é grande mérito, mas vá lá) para permanecer aqui postando pra vocês. Então, oi.

Pois bem, vamos aos fatos. O Dallas Green (o cara do City And Colour, que teve seu álbum, Little Hell, muito bem resenhado aqui). lançou um novo álbum. Então, regresso a caminhos já percorridos trazendo novamente o Green para o blog – em uma linda, suave e melódica parceria com a Pink nesse registro.

Atentando-me a detalhes, vamos primeiro a voz da Pink, já citando o ótimo duo que ambos fazem em “Love Gone Wrong”. É de se espantar, até, que uma artista comercialmente conhecida pelas suas performances explosivas consiga, aqui, se metamorfosear em uma delicadeza absurda, em uma melancolia que me parece ser intrínseca ao Dallas Green e que consegue a contagiá-la. A faixa, em sua maioria é voz e violão, no refrão somente que ganha uma percussão bem pontual, mas que fica por detrás dos níveis das cordas bem ritmadas.

Em “From A Closet in Norway (Oslo Blues)” vemos também essa suavidade que vivera escondida na Pink. O vocal do Green nessa faixa funciona como um complemento ideal para que ela se sobressaia – e quando os dois cantam juntos, conseguem transmitir toda essa nostalgia/melancolia/adjetivo triste que o Green me passa nesses seus últimos projetos. De chorar, quase isso.

Capsized”, primeira faixa do álbum, inicia o mesmo em um ritmo menos letárgico do que o resto do registro, trazendo elementos do country e deixando a extensão vocal da Pink se sobressair. Uma percussão bastante marcada inicia a faixa, junto com o vocal do Dallas Green em toda sua potência, seguida pela da Pink, de longe, uma das melhores faixas do álbum.

Bem, bem, única ressalva aqui: em uma “única ouvida” o álbum parece-me pouco variável e repetitivo, mas apresenta coesão entre as faixas e as transições das mesmas. É um álbum que, surpreendentemente, me agradou a ponto de me impulsionar a escrever essa resenha. E surpresa: a união de Dallas Green e Pink (Alecia Moore, de nascença) gerou um ótimo rebento, fazendo-me esperar, ansioso, novos trabalhos dessa parceria.

[Site]


Tracklist:
01. Capsized
02. From a Closet In Norway (Oslo Blues)
03. Gently
04. Love Gone Wrong
05. You and Me
06. Unbeliever
07. Second Guess
08. Break the Cycle
09. Open Door
10.No Ordinary Love

Download: MEGA

 
domingo, 16 de março de 2014
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Steve Von Till - A Grave is a Grim Horse

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Gênero: Folk / Acústico
País: Estados Unidos
Ano: 2008

ComentárioSteve Von Till é um nome conhecido para os fãs do Neurosis, banda onde ele é guitarrista e uma das vozes da banda. Seus projetos paralelos são de grande qualidade, desde o experimental Harvestman até os álbuns solo que realiza. E resolvi falar sobre um dos álbuns solo do Steve, sendo que todos apresentam uma sonoridade que me agrada bastante.

Steve já lançou 3 álbuns solo, dos quais escolhi o último lançado no ano de 2008 e que leva o nome de A Grave is a Grim Horse. O álbum segue a mesma proposta dos dois anteriores, apresentando uma sonoridade Folk com uma pegada Ambient. As faixas sempre apresentam um clima sombrio, introspectivo, criando uma atmosfera bem profunda e melancólica. A construção das faixas combina o uso de guitarra elétrica, E-bow, violoncelo, além de órgão e outros instrumentos. Tudo isso somado ao vocal potente de Steve, resultou em um álbum brilhante e muito bem produzido, que consegue agradar e surpreender o ouvinte.

Das 11 faixas que formam o álbum, quatro são covers de artistas que influenciaram o Steve, ambos excelentes. Destaco os covers de "Clothes of Sand" do eterno Nick Drake e "The Spider Song" do incrível Townes Van Zandt. A maneira com que Steve soube executar tais faixas trazendo para suas características e sem tirar a essência original das mesmas é impressionante. Entre as faixas compostas pelo Steve, aquelas que mais me agradaram foram "Looking for Dry Land" e a faixa título. A primeira tem uma carga melancólica bem grande, talvez maior que nas demais faixas do álbum. É uma das 3 faixas onde é se faz uso de uma bateria, mesmo que de maneira tímida no refrão, combinou perfeitamente com o efeito criado no Pedal Steel juntamente com as belas melodias criadas por Steve na guitarra. "A Grave is a Grim Horse" tem um clima mais envolvente, obscuro, conduzida muito bem pelo instrumental e pelo vocal alternante de Steve.

A Grave is a Grim Horse é um álbum bem produzido e mostra um outro lado de Steve Von Till. Para aqueles que se acostumaram com seus momentos incríveis no Neurosis, com certeza irão apreciar a brilhante carreira solo que ele possuí.



Tracklist:
01. A Grave Is A Grim Horse
02. Clothes of Sand (Nick Drake cover)
03. The Acre
04. Willow Tree (Mickey Newberry cover)
05. Valley Of The Moon
06. The Spider Song (Townes Van Zandt cover)
07. Looking For Dry Land
08. Western Son
09. Brigit's Cross
10. Promises (Lyle Lovett cover)
11. Gravity

Download: Mediafire

sábado, 29 de junho de 2013
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Estas Tonne - Discografia

18 comentários

Gênero: Acústico/Instrumental


Comentário: A poucos dias atrás, no Facebook e na internet em geral, bombou este vídeo, de um cara cabeludo inspiradíssimo tocando violão com uma virtuose incrível em meio a uma praça pública, parecendo ser um artista de rua. Esse cara é Estas Tonne, um violonista nascido na União Soviética e com treinamento clássico, mas que se encontrou no violão folk. Apeliado de "Trovador Cigano", Estas é uma coisa tão foda que me fez deixar de postar o usual em troca de divulga-lo por aqui.

Estas nasceu na União Soviética e aprendeu a tocar violão com 8 anos. Viveu em diversas partes do mundo, e após um longo tempo sem tocar violão, resolveu se aventurar nos EUA e começar vida nova. Lá, sem violão e com a perspectiva de trabalhar no cinema, Estas ganhou um violão e resolveu se aventurar em Nova Iorque com artista de rua. Praticamente empurrado por um amigo violinista, a primeira apresentação de Estas foi num trem, ao lado do amigo. Muitos aplausos e elogios depois, Estas resolveu se dedicar novamente a música, porém de forma totalmente despretenciosa. Uma dos preceitos de Estas é ser um artista completamente independente, que embora tenha alguns discos lançados, todos estão disponíveis gratuitamente no seu bandcamp. Claro que você pode doar alguma coisa pra ele, mas o importante pra ele é que a música chegue até você.

E com esse pensamento Estas continuou, como vimos no vídeo que bombou, a tocar nas ruas por onde passava. A sonoridade do cara é um violão instrumental virtuoso, energético e folk. As influências da formação erudita de Estas são visíveis, mas a energia de sua música é totalmente popular. Entre arpejos e tremolos, é difícil não se emocionar com o trabalho do cara, sem exagero. Ao vivo ele consegue conquistar ainda mais, tanto que seus vídeos no youtube tem sempre milhares de views.

Não há muito o que dizer, a música de Estas Tonne é essencialmente sentimento. Dessa forma, convido-os a escutar o vídeo que eu citei lá encima e o que vou colocar de prévia aqui embaixo, e depois clicar no "continue lendo" para baixar o disco do cara - na realidade a discografia completa - via bandcamp. Como já dito, todos os discos podem ser baixados de graça em 320 Kbps, é só clicar no "download" e escolher pagar 0,00 obamas. Porém se quiser doar a quantia que quiser, certamente não será um dinheiro jogado fora. Esse cara merece.



quinta-feira, 20 de junho de 2013
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Michael Kiwanuka - Home Again

2 comentários

Gênero: Neo Soul / Folk / Acústico
País: Reino Unido
Ano: 2012

Comentário: Quando um grande talento surge dentro de qualquer gênero as pessoas logo tratam de compará-lo a ídolos do passado.  Bill Withers, Terry Callier e Otis Redding são alguns do nomes aos quais Michael Kiwanuka tem sido comparado. Nomes que pretendo postar inclusive, mas o importante aqui, é que ele não fez por menos e recheou seu álbum de referências antigas, em um disco que parece ser anterior a seu intérprete.

Mas em que exatamente consiste o som de Michael Kiwanuka? Simplicidade. Simplicidade nas letras solitárias e nos arranjos. Basicamente algumas flautas bem típicas do Jazz como em Tell Me A Tale, um violão com uma pegada meio Folk e um vozeirão Soul, um disco que as pessoas não escodem que gostam.

Mas tome cuidado, há um precipício entre o que é simples e o que é mal-feito. Se você for escutar Home Again sem prestar muita atenção, vai perder os detalhes que deixam a audição muito mais agradável, como o coro, típico da música gospel, em Bones ou as notas ecoando em Always Waiting. Aprecie sem moderação.


Tracklist:
01. Tell Me A Tale
02. I'm Getting Ready
03. I'll Get Along
04. Rest
05. Home Again
06. Bones
07. Always Waiting
08. I Won't Lie
09. Any Day Will Do Fine
10. Worry Walks Beside Me


Download: DepositFiles//Turbobit//ZippyShare//PutLocker
domingo, 20 de janeiro de 2013
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Empyrium - Weiland

1 comentários
Gênero: Neofolk / Dark Folk / Acoustic
País: Alemanha
Ano: 2002

Comentário: O álbum apresentado nesta resenha, Weiland, é, até agora, o último álbum inédito lançado pela banda alemã Empyrium. Sendo um álbum voltado majoritariamente ao estilo Neofolk, se posiciona distante da antiga proposta da banda, que começou tocando Metal. Até que isto não espanta, tendo em vista que outras bandas que se iniciaram no Metal passearam pelos terrenos do Neofolk mais tarde - destaque para Ulver. Mas o que torna Empyrium especial é que a banda alemã acertou em cheio nessa transição.

Os dois primeiros discos do Empyrium (A Wintersunset e Songs of Moors & Misty Fields) foram muito criticados em razão do uso dos teclados nas canções. Não que o uso do instrumento em si tenha ficado ruim, mas seu volume muito alto e proeminente ofuscou os demais instrumentos naqueles álbuns. São bons álbuns, voltados ao Doom/Folk, mas não é o que o Empyrium fez de melhor. A aposta no Neofolk se iniciou em 1999, com o disco Where at Night the Wood Grouse Plays. Em Weiland, a banda liderada por Markus Stock amadureceu e enriqueceu seu estilo.

Flautas, violinos, pianos, cantos quase operísticos e sussurros são elementos que caracterizam a obra. Lentos trechos de um instrumental que desabrocha de maneiras peculiares - sempre acústico, dedilhados e arranjos que se encaixam um ao outro, fazendo os 50 minutos de Weiland serem ecléticos e magistralmente completos, o que se confirma pela estrutura do disco. Weiland é dividido em três capítulos, que distinguem-se entre si tanto em estrutra quanto em musicalidade (e provavelmente também na temática). Sem desmerecer os demais, destaco o segundo capítulo, compreendido apenas pela canção "Waldpoesie", que com seus quase 14 minutos de duração, transmite várias sensações ao ouvinte, principalmente apreensão. Outro detalhe interessante é o idioma alemão, que foi uma novidade no trabalho do Empyrium. Em todos os álbuns anteriores, as canções eram cantadas em inglês.

Recomendo este disco com muito gosto. É uma música profunda, bem executada, mas orgânica. É maravilhoso ouvir os momentos de silêncio, os dedos arrastando pelas cordas, o dueto dos cantores, a percussão não tão frequente quanto marcante. Deve ser ainda melhor ver uma apresentação ao vivo da banda (uma curiosidade: segundo o site oficial, seu primeiro show se deu apenas em 2011). Aparentemente, a banda está ativa, apesar de tantos anos sem um disco inédito. Espero postar aqui um disco novo um dia, quem sabe tão bom quando Weiland.




Tracklist:
Kapitel I: Heidestimmung
    01. Kein Hirtenfeuer Glimmt Mehr
    02. Heimwärts
    03. Nebel
    04. Fortgang
    05. A Cappella
    06. Nachhall

Kapitel II: Waldpoesie
    07. Waldpoesie

Kapitel III: Wassergeister
    08. Die Schwäne Im Schilf
    09. Am Wasserfall
    10. Fossegrim
    11. Der Nix
    12. Das Blau-Kristallne Kämmerlein


Download:
(66mb, 192kbps)
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
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Justin King - Le Bleu

3 comentários

Gênero: Instrumental/Folk
País: EUA
Ano: 2001

Comentário: É maravilhoso apreciar o trabalho de músicos que sabem como ligar complexibilidade com beleza musical. Justin King é um desses. Fazendo músicas predominantemente instrumentais com violões, o músico utiliza técnicas sofisticadas para fazer belíssimas (belíssimas!) canções.

Justin tem um estilo de vida interessante. além de se dedicar à música - ele é multi-instrumentista e produtor - Justin é fotógrafo, e trabalha com fotojornalismo, tendo atuado no Iraque, Haiti e África. Nas horas vagas, Justin produz pinturas a óleo.

Le Bleu é o disco mais famoso do artista, que ganhou notoriedade na internet através do vídeo abaixo, onde ele executa a canção "Phunkdified" demonstrando habilidade encantadora com seu violão. O álbum é inspirado pelas viagens feitas por Justin ao redor do mundo, e por isto, carrega consigo uma forte presença de sons "culturais" em algumas canções, como o flamenco de "Seville" e a dancinha irlandesa de "A Saucy Jig". Le Bleu é recheado de toques peculiares no violão, com batidas, toques rápidos e algumas brincadeiras geniais com o instrumento (vide "Loco Motives"). Não sei o nome das técnicas utilizadas por Justin para criar tais efeitos, mas segundo alguns textos, ele utiliza tapping, dedilhados, frenzied strumming, slap-and-pop e muitos outros, com diversos tipos de violões.

No decorrer das 19 faixas, muitas sonoridades diferentes são feitas. Algumas canções surpreendem pela velocidade, outras, mais lentas, cuidam de criar atmosferas mais suaves, e SEMPRE com muito feeling, com muita fluidez, sem deixar que a habilidade técnica sobreponha o espírito emocional das canções. E ouvir este álbum é realmente emocionante: canções como "Winter on the Hill" e "Scrabo Tower" atingem o fundo da alma do ouvinte. Depois de todo um trabalho instrumental, a última faixa, "Ashes", mostra que Justin também canta pra caramba.

Obra maravilhosa, escutem sem medo.

Site Oficial || Myspace

Tracklist:

01. Taps
02. Seville    
03. After the Harvest
04. A Saucey Jig
05. Scrabo Tower
06. Northwest of Ju Ju
07. Loco Motives
08. Amazing Grace
09. Pam and Johns House
10. August Train
11. Knock On Wood
12. Winter On the Hill
13. Ashokan Farewell
14. Paris Morning
15. Phunkdified
16. Childs Toy
17. Prinsengracht
18. The Mill Creek
19. Ashes



BayFiles || Megashares
quarta-feira, 18 de abril de 2012
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Florence + The Machine - MTV Unplugged

3 comentários
Gênero: Indie Pop, Art Rock
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: A série MTV Unplugged surgiu em 1989 na MTV americana,e de lá pra cá vários artistas de vários estilos diferentes fizeram parte dessa série, o formato foi adotado pelas MTV's de outros países (da versão Tupiniquim recomendo o Acústico MTV Bandas Gaúchas), e teve seu auge nos anos 90 com performances memoráveis como a do Nirvana em 1993 e do Alice In Chains em 1996.

Esse ano foi a vez de Florence Welsh, acompanhada por sua banda de apoio e um coral a voz de Florence soa lindo como nunca. Algumas músicas ficaram bem descaracterizadas, chegando a causar certo desconforto, como a versão de "Dog Days Are Over", sem toda aquela euforia dançante da versão original soa meio estranha, mas nada que tire a grandeza do disco e a beleza das versões de "Only If For A Night" que abre o disco, "Drumming Song", que mesmo sem a bateria soa incrível, "Never Let Me Go", e o cover de "Jackson", música que fez sucesso na voz de Johnny Cash e June Carter, onde Florence canta acompanhada por Josh Homme, líder do Queens Of The Stone Age. O MTV Unplugged Florence + The Machine é certamente um ótimo disco, mas, para aqueles que não conhecem o trabalho da banda, talvez seja melhor começar por seus discos Lungs e Ceremonials.

Ps: O único vídeo que achei dessa apresentação traz "apenas" o show completo. Aproveitem enquanto ele ainda está no youtube, não acho que vá durar muito.

Tracklist:
1. Only If For A Night
2. Drumming Song
3. Cosmic Love
4. Breaking Down
5. Never Le Me Go
6. Try A Little Tenderness
7. No Light, No Light
8. Jackson
9. What The Water Gave Me
10. Dog Days Are Over
11. Shake It Out
Bonus:
12. Landscape
13. Heartlines
14. Shake It Out

DepositFiles // FreakShare // RapidShare // Badongo // MegaShare // 2Shared

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
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Leafblade - Beyond, Beyond

5 comentários
Gênero: Acoustic, Folk, Atmospheric
País: Reino Unido {Liverpool}
Ano: 2009

Comentário: A pedido da Jessy. estou postando esta bela banda.
Leafblade é uma banda acústica, que calmamente faz um som melancólico, nostálgico, atmosférico e por vezes dark, recebendo assim os rótulos de Dark Folk, Folk Rock, Ethereal... mas não concordo totalmente.
Banda esta que desconheço sua data de formação, lançou um EP em 2006 intitulado "To The Moonlight" e mais recentemente o álbum "Beyond, Beyond", em 2009. A banda não se enquadra totalmente em "folk", já que ela, sutilmente, alterna atmosferas entre suas músicas.

Ora você pensará estar ouvindo um som psicodélico comportado e universal, uma herança das bandas de Rock Progressivo, outrora algo mais futurista, lembrando a atmosfera de bandas de post-rock/post-metal e em defesa do rótulo, ouvirá realmente um som folk, uma viajem ao passado, a cultura renascente de algum lugar com um toque erudito.
O CD é basicamente violões, percussão e efeitos eletrônicos, mas de surpresa recebe a visita do vocal limpo.
Segundo a própria banda, em seu MySpace, possuem influência de nada mais, nada menos que: Led Zeppelin, Simon and Garfunkel, Clannad, Rush, Medievil Babes, Jeff Buckley, Pink Floyd, Bach, Fruit tea.

Por falar em banda, não poderia esquecer de citar os integrantes, que são eles: Sean Jude {Vocals, Guitars, Tin Whistle}, Daniel Cavanagh, atualmente no Anathema {Vocals, Guitars, Keyboards} e Daniel Cardoso {Drums}.
Então é isso, espero que gostem pois eu gostei muito, e aposto que a Jessy. mais ainda ;*

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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Brothers of Brazil - PunkaNova

1 comentários
Gênero: Bossa Nova/ Punk/ Samba-rock
País: Bra(z)il
Ano: 2009

Comentário: O que esperar do Papito? Do nosso Charada Brasileiro? Talvez você não saiba com exatidão, mas certamente o associará a qualquer tipo de loucura. Supla por si só desbanca várias opiniões, tanto aqui, em sua terra natal, como no exterior, onde aparentemente divide sua paixão. Seu visual, maneira de agir e falar passeiam entre o extrovertido, crítico, 'largado', dotado de uma certa intelectualidade e, por vezes, normal. É um cara que declara grande paixão pelo seu país, sobre tudo à cidade de São Paulo, mas seu dialeto impregnado de um inglês impecável mostra que sua paixão vai além de nossas terras. Ele se considera um 'punk louco' e parece consumir tudo quanto é informação, estar em toda tribo e não se limitar, realmente. Punk convicto, nota-se ter seu gosto e estilo guiado por ídolos mais controversos e em maioria bem maleáveis (música), como Sid Vicious, Billy Idol, Iggy Pop, David Bowie e inclusive Elvis Presley, além de outros.
Mesmo sendo conhecido por ignorar a imprensa e suas críticas, o Papito é figura marcante na TV, participando de vários programas — como convidado, integrante ou apresentador —, filmes e além da sua participação no Rock In Rio, por duas vezes.

Tudo isso já seria material mais que suficiente para ser criticado e até malhado, ignorado pelos punks tradicionalistas e por qualquer um que não simpatize com a sua 'loucura'. Mas por ter vindo de uma família importante e politicamente ativa, sempre foi visto como o 'filhinho de papai', o 'rebelde sem causa', e isso é talvez o que mais pesou.

Bom, dane-se, o ex-Tokyo e ex-Psycho 69 sabe se virar e já mostrou que tem uma interessante visão musical. Sabe ser autêntico, mesmo com a óbvia chuva de influências.

Porém Brothers of Brazil precisa de um irmão para ser realizado, e esse irmão é de sangue!

Confesso que não conhecia a carreira de João Suplicy até então, mas levando em conta seu interesse pela música logo cedo (influenciado por Supla) e tendo ótimos professores (Flávio Martins, Mozart Mello e Jargas Barboza + Musicians Institute, Kevyn Lettau e Sérgio Benevenuto), já estava bem treinado ao fazer PunkaNova. Isso porque João tem uma estrada reconhecida por ambientar o rock na bossa nova, ou vice e versa, criando para si uma identidade especial.
Embora tenha a semelhança do rock'in'roll, baby! de seu irmão, João se entrega totalmente ao romantismo, ao samba-rock e aos covers de Elvis Presley in Bossa.

Aí você pensa: Bossa Nova com Punk? Isso deve estar uma bagunça! - Mas é uma delícia de bagunça, onde tudo foi muito bem encaixado. Porém não é exatamente um disco de bossa e punk. Brothers of Brazil não se limita a estes dois estilos e tão pouco vê a necessidade de seguir essa fusão em todas as músicas. Com claras influências clássicas, seja no punk, rock'n'roll, bossa e samba, mpb, blues, folk e até um certo cheirinho de mofo de garagem... tudo é despejado em suas 16 faixas.

O disco é consideravelmente grande para algo 'arriscado' como isso, de misturar gêneros bem distintos, mas os irmãos Suplicy sabiam o que estavam fazendo e criaram um dos mais satisfatórios discos independentes e nacionais que ouvi nos últimos anos. Interessante da primeira à última faixa, o disco soa como "isso é o que várias pessoas, por muito tempo, desejavam ouvir. Também é o que os demais temiam e iriam odiar".
Ambos seguem cantando, mas enquanto Supla segura a base na bateria, João demonstra intimidade com o violão.

Any way, é um disco que eu curto muito; original como uma colcha de retalhos; patrioticamente internacional; requintado e maltrapilho; Supla e João.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
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Michael Franti & Spearhead - Stay Human

1 comentários

Gênero: Funk / Dancehall / Acoustic / Hip Hop / Rap
País: Estados Unidos
Ano: 2001

Comentário: Uma das atrações do palco principal do primeiro dia de SWU, confesso que nunca sequer tinha ouvido falar de Michael Franti, músico, compositor e poeta estadunidense, oriundo de San Francisco, e acabei por me surpreender com tamanho legado de versatilidade que foi empregado em seus trabalhos.
Com dois álbuns solo e mais sete outros liderando o projeto Michael Franti & Spearhead, o músico faz uma verdadeira mistura eclética entre Reggae, Hip Hop, Funk, Lo-Fi, Surf Music, dentre outros tantos outros gêneros que ocasionalmente emprestam suas peculiaridades às composições de Franti.
Trata-se de uma figura excêntrica: um dos últimos românticos do mundo da música, que realmente não se importa com os rios de dinheiro que podem ser oferecidos pelas gravadoras, e só se contenta em poder viver de sua música e ter seu trabalho apreciado pelo público. A título de curiosidade: ele não usa sapatos, nem tênis, nem chinelo. Está sempre descalço. Sabe-se lá por que.
Stay Human é a sua masterpiece. É um álbum conceito, no qual as músicas críticas são entrecortadas por excertos de um fictício programa de rádio, que está fazendo a cobertura do julgamento de Irmã Fátima, uma ativista negra acusada de assassinato. Excelente reflexão sobre as injustiças sociais. O clima do disco é cativante, mesmo tratando de assuntos tão cruéis.

[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Oh My God" - 5:07
  2. "Stay Human Radio Segment: Beginning Radio Station" - 0:53
  3. "Stay Human (All the Freaky People)" - 4:27
  4. "Stay Human Radio Segment: Talking to After" - 0:59
  5. "Rock the Nation" - 4:26
  6. "Sometimes" - 4:05
  7. "Stay Human Radio Segment: Interview to Gov. Franklin Shane 1" - 1:26
  8. "Do Ya Love" - 4:50
  9. "Stay Human Radio Segment: Interview to Gov. Franklin Shane 2" - 1:18
  10. "Soulshine" - 3:58
  11. "Every Single Soul" - 5:44
  12. "Stay Human Radio Segment: Interview to the supportive caller" - 1:02
  13. "Love'll Set Me Free" - 3:57
  14. "Thank You" - 4:55
  15. "Stay Human Radio Segment: Exclusive Interview to Sister Fatima" - 2:30
  16. "We Don't Mind" - 4:49
  17. "Stay Human Radio Segment: Talking to Yesterday" - 0:50
  18. "Speaking of Tongues" - 4:45
  19. "Stay Human Radio Segment: Interview to Brother Jihaal" - 1:36
  20. "Listener Supported" - 4:38
  21. "Stay Human Radio Segment: Breaking News" - 0:44
  22. "Skin on the Drum" - 6:19

Mediafire / Hotfile / Sendspace / Rapidshare / Outros Links







    quarta-feira, 10 de agosto de 2011
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    Anneke Van Giersbergen & Danny Cavanagh - In Parallel

    2 comentários
    Gênero: Acoustic / Rock
    País: Holanda
    Ano: 2009

    Comentário: Para aqueles que, como eu, adoram as bandas Anathema e The Gathering, é maravilho ver Danny Cavanagh (Anathema) e Anneke Van Giersbergen (hoje em carreira solo) tocando juntos. Anathema e The Gathering tiveram uma trajetória semelhante e acumularam muitos fãs em comum. Grandes músicos que são, Danny e Anneke formam, portanto, uma dupla espetacular.

    In Parallel é o áudio de um show acústico realizado pela dupla na Holanda. Para o álbum, foram selecionadas 14 canções. A maioria delas são originadas de seus trabalhos no Anathema, The Gathering e Agua de Annique, mas se incluem também, covers de Massive Attack, Fleetwood Mac, Damien Rice e Dolly Parton. As músicas são interpretadas de forma bem simples, apenas com violão, piano e voz, executados pela própria dupla, ganhando assim, uma atmosfera limpa, direta e centrada nas vozes.

    É um trabalho agradável de se ouvir. Recomendo para quem já conhece e gosta do trabalho de Danny e Anneke em suas bandas de origem. Acho que esses dois poderiam se unir para compor algumas canções juntos... Aposto que sairia muita coisa boa!

    O vídeo abaixo é da turnê da dupla, numa apresentação aqui no Brasil.



    Anneke Site Oficial || Anneke Myspace
    Danny Site Oficial || Anathema Myspace



    Tracklist:

    1 Teardrop         
    2 You Learn About It       
    3 Temporary Peace       
    4 Yalin       
    5 Songbird       
    6 Big Love       
    7 The Blower's Daughter       
    8 One Last Goodbye       
    9 Are You There?       
    10 Day After Yesterday       
    11 A Natural Disaster       
    12 Trail of Grief       
    13 Flying       
    14 Jolene 




    Download:
    (119mb, 320 kbps)
     
    Megaupload || Mediafire || FileSonic || Outros links no Mirrorcreator.com
    segunda-feira, 8 de agosto de 2011
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    The Beautiful Girls - Water

    1 comentários
    Gênero: Alternative Rock / Acoustic / Roots
    País: Austrália
    Ano: 2006

    Comentário: Eu sempre achei estranho uma banda que se chama "The Beautiful Girls" ser composta, apenas, por três caras, mas a incoerência do nome não acarreta consequências ruins: trata-se de uma banda coesa, sincera, que une com maestria os traços principais de Reggae, Rock, Folk e Pop.
     O presente álbum marcou o aniversário de cinco anos de carreira, e compilou as melhores canções do conjunto nessa jornada, com arranjos revisitados e produções aprimoradas. Faz lembrar Jack Johnson, Ben Harper e outros baluartes do gênero, mas com um toque mais alternativo nas composições.
    Óbvio que isso é passível de discussão, mas pra mim, juntamente com o Tame Impala, é o conjunto de maior destaque advindo da terra dos cangurus desde o Silverchair.


    [ Site Oficial / MySpace ]



    Tracklist:

    1. Periscopes - 3:33
    2. Morning Sun - 4:55
    3. On a Clear Day - 6:21
    4. Goodtimes - 2:51
    5. All I Need - 2:40
    6. Water - 4:22
    7. At the First Sign of Trouble - 3:41
    8. Everything Does - 2:28
    9. Music - 3:30
    10. La Mar - 3:58
    11. Blackbird - 3:55
    12. Freedom (Part 2) - 3:40

    Filesonic / Megaupload / Ziddu / Mediafire / Hotfile / Rapidshare
    quarta-feira, 3 de agosto de 2011
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    Amnese - Discografia

    4 comentários
    Gênero: Post-Rock/Lo-Fi/Acoustic
    País: Brasil
    Período em atividade: 2003 - Presente

    Comentários: Em 2003 é criada uma suposta banda por Nelson Barreto, que tinha como proposta tocar música experimental com instrumentos acústicos, e grande influência de pós-rock, rock progressivo e lo-fi. Bom, até aí tudo bem... Mas por quê suposta banda?

    Amnese enquanto banda foi uma grande farsa criada por brincadeira por Nelson Barreto, que, conforme a carta que acompanha o álbum "Sofia e a Curva do Céu", em que ele desmente toda a farsa, não passava de ele mesmo executando todos os instrumentos, e depois que percebeu que o público ouvinte de Amnese não desconfiou de nada, usou essa história, que no começo era uma brincadeira, para manter uma certa ilusão própria. Como o próprio Nelson Barreto diz na carta: 

    "De qualquer forma, a farsa que no início havia sido uma brincadeira, agora havia se tornado uma espécie de proteção para que eu pudesse expor aquilo que deveria ser exposto, sem exibir a mim mesmo. Foi assim que eu mantive a farsa de Amnese." (Carta incluída no arquivo do álbum Sofia e a Curva do Céu, maiores detalhes inclusos na carta.)

    O fato é que nem o próprio Nelson gosta de ver Amnese como um projeto, pois como ele diz, é uma realização, e não uma projeção, e mesmo assim, não haverá a chance de dividir o Amnese como uma banda pra posteriores shows ou eventos, pois o mesmo é indivisível e perderia totalmente o sentido.

    Quanto à sonoridade, Amnese não foge muito à sua proposta, todo o som é acústico e não peca em relação a criatividade. São usados violões com corda de nylon e aço, viola caipira, violão tocado com arco, alguns instrumentos (principalmente percursão) feitos de forma caseira, instrumentos de sopro em algumas gravações, etc. O som é carregado com melancolia e sentimentos tão introspectivos quanto a própria "banda".

    Songs for Rainy Days, gravado em 2003 e lançado em 2007, é composto por músicas compostas por Nelson entre 15 e 17 anos de idade, e envolvem temas bem menos profundos e complexos como nos álbuns posteriores. Como ele mesmo diz, é envolvido de "aborrecência". Mas tal qualidade se mostra ao meu ver, exclusivamente nas letras, porque a música propriamente dita apresenta características extremamente semelhantes ao resto da discografia.

    Apatheia é o álbum mais sombrio, e envolto de morte. Foi composto em forma de uma póstuma homenagem a um amigo próximo de Nelson que havia cometido suicídio no verão de 2001. Por muitas vezes a produção do disco havia sido abandonada por um sentimento grande de tristeza da parte de Nelson. Mas a produção sempre volta à ativa, e Nelson conseguiu terminar o álbum, que veio a ser o que possui a atmosfera mais triste, depressiva e posso dizer desesperadora.

    Sofia e a Curva do Céu é o álbum mais conceitual e filosófico de Amnese, além de ser o primeiro em português. Nelson resolveu pôr conceitos de Nietzsche adquiridos por uma TCC em música, o que se encaixou em perfeita harmonia. Retrata a história do  Egoísta, que resolve desaparecer do mundo, pra ver como o mundo reagiria sem ele.

    Zumbis é um trabalho puramente ambiente, composto para integrar a trilha sonora de um filme independente chamado "Zumbis do Espaço de Lá", como é de costume das trilhas sonoras, todas as faixas retornam a um mesmo tema, como numa sinfonia.

    Ok, My Pussy's Hanging Out of this Fucking Thing, é uma "brincadeira" em forma de EP. Após a desconfiança de algumas pessoas em relação à farsa de Amnese. Nelson resolve prolongar uma piada que havia feito na época, que foi fazer uma gravação em estúdio da música "Baby, One More Time" de Britney Spears. E prolongando, adicionou mais covers de Britney, acrescentando sempre o toque especial da musicalidade de Amnese, deixando as músicas até divertidas de se ouvir.

    Amnese é um trabalho nacional que sem dúvida merecia mais reconhecimento por parte dos fãs do gênero, e mesmo por quem não é fã, merece ao menos uma escutada. É carregado de um sentimento pouco visto ultimamente mesmo nas bandas dessa cena.

    [LastFM]
    Álbum: Songs for Rainy Days
    Ano: 2004
    Tracklist:
    01. Touch Me
    02. Lost Tears Flow
    03. You Went Away
    04. Remember the Boys
    05. Void
    06. The Emptiness of a World
    07. Let you Down
    08. River of my Pain
    09. Welcome Sun
    10. Friends

    Álbum: Apatheia
    Ano: 2006
    Tracklist:
    01. Prologue, a telephone call on the last day of summer
    02. My requiem for his sun, their son
    03. Comprehending the meaning of these tears
    04. Weakness lies on the other side of the gun
    05. Receive the flowers from the mourners
    06. Memento mori
    07. And the ocean carried it away
    08. Epilogue, angels on the first day of summer




    Álbum: Zumbis
    Ano: 2007
    Tracklist:
    1. Zumbi I
    2. Zumbi II
    3. Zumbi III
    4. Zumbi IV


    Álbum: Sofia e a Curva do Céu
    Ano: 2008
    Tracklist:
    01. O dia em que eu resolvi sumir
    02. O egoísta e a fuga
    03. O andarilho (a nona)
    04. A caminhada de Dionísio
    05. Aonde se dobra o céu
    06. Sofia e o verme nos jardins de Réia (a décima)
    07. A insignificância do ser
    08. Cloto, Laquésis e Átropos
    09. Ele está morto! (a morta)
    10. O ocaso de Sofia
    11. O monólogo na descida




    Álbum: Ok, My Pussy is Hanging out of This Fucking Thing
    Ano: 2009
    Tracklist:
    1. Baby one more time
    2. Womanizer
    3. Toxic
    4. Womanizer (pop)
    5. Womanizer (drone)


    quarta-feira, 20 de julho de 2011
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    Owen - 2 Releases + 1 Single

    3 comentários
    Gênero: Acoustic / Indie Rock
    País: Estados Unidos
    Período em Atividade: 2001-presente

    Comentário: Mike Kinsella é um cara versátil. Após o término de sua banda - não muito conhecida - de Math Rock e Emocore, American Football, o músico atirou para dois lados: montou uma banda de Indie Rock chamada Owls, e partiu para um projeto solo, ao qual outorgou a si mesmo o pseudônimo de "Owen". A ideia era tocar ambos paralelamente, mas o segundo projeto acabou consumindo todo o tempo do primeiro, tendo a banda se dissolvido. Participou, ainda, de algumas outras bandas, mas o seu destino no line-up dos conjuntos foi o mesmo do meteórico Owls.
    O solo project, entretanto, seguiu a plenos pulmões. Com um som totalmente diferente das experiências musicais que já havia lançado, Kinsella - ou Owen - partiu pra uma pegada mais acústica, sempre com canções calmas, serenas, com letras, geralmente, de conteúdo. O que é mais interessante nesse quesito, letras, é que há várias referências literárias, como a JD Salinger, Gabriel Garcia Marquez, T.S. Elliot, Oscar Wilde, dentre outros. Misturar música com literatura é algo que, certamente, sempre me atrairá. Ele parece ser um daqueles caras que não se importam muito com o que a crítica vai achar, quer dizer, ele não pensa na recepção do disco antes de lançá-lo, apenas deixa seu talento fluir.
    Aqui, eu selecionei dois dos seus melhores álbuns, na modesta opinião deste uploader que vos fala, e incluí, ainda, um single lançado esse ano, que é fenomenal, contendo a melhor música de sua lavra, na minha opinião.

    Site Oficial / Twitter / LastFM

    Releases:

    2006 - At Home with Owen

    Tracklist:
    1. "Bad News" - 6:31
    2. "The Sad Waltzes of Pietro Crespi" - 3:13
    3. "Bags of Bones" - 3:53
    4. "Use Your Words" - 4:27
    5. "A Bird In Hand" - 2:33
    6. "Windows and Doorways" - 4:47
    7. "Femme Fatale" - 3:35
    8. "One of these Days" - 3:44

    2008 - New Leaves

    Tracklist:
    1. "New Leaves" - 4:12
    2. "Good Friends, Bad Habits" - 3:54
    3. "A Trenchant Critique" - 2:48
    4. "Never Been Born" - 4:43
    5. "Amnesia and Me"- 3:41
    6. "Brown Hair in a Bird's Nest" - 4:30
    7. "Too Scared to Move" - 3:35
    8. "The Only Child of Aergia" - 4:06
    9. "Ugly on the Inside" - 2:56
    10. "Curtain Call" - 4:13


    2011 - O, Evelyn [Single]

    Tracklist:
    1. O, Evelyn - 2:40
    2. Girlfriend in a Coma - 2:17

    sexta-feira, 15 de julho de 2011
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    James Vincent McMorrow - Early in the Morning

    1 comentários
     Gênero: Folk Rock / Acoustic
    País: Irlanda
    Ano: 2010

    Comentário: Vagando entre as bandas de Screamo e Post-Hardcore capitaneadas pela Vagrant Records, podemos encontrar James Vincent McMorrow, imune às gritarias e agitações de seus companheiros de selo, com seu som tranquilão e muito agradável.
    Early in the Morning foi lançado em seu país natal no ano passado, e agora a gravadora traz para os Estados Unidos com quase um ano de diferença. A fuga ao estilo da Vagrant Records tem explicação: o som do irlandês lembra, em diversas faixas, ao de Dallas Green com seu City & Colour, que já lançava seus discos pelo selo desde o Alexisonfire.
    E a calmaria vai se entrelaçando à gritaria: é muito bacana observar que até mesmo as gravadoras que antes eram de um só estilo estão ficando mais flexíveis na hora de compor o seu crew.

    Tracklist:
    1. "If I Had a Boat" - 4:09
    2. "Hear the Noise That Moves So Soft and Low" - 4:02
    3. "Sparrow & the Wolf" - 3:43
    4. "Breaking Hearts" - 4:52
    5. "We Don't Eat" - 4:56
    6. "This Old Dark Machine" - 4:17
    7. "Follow You Down to the Red Oak Tree" - 3:29
    8. "Down the Burning Ropes" - 5:02
    9. "From the Woods!!" - 4:00
    10. "And If My Heart Should Somehow Stop" - 4:36
    11. "Early In the Morning, I'll Come Calling" - 2:37


    Site Oficial / MySpace / LastFm / Twitter

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    segunda-feira, 4 de julho de 2011
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    The Surfers - Songs From The Pipe

    3 comentários
    Gênero: Surf Rock/Acoustic
    País: Estados Unidos
    Ano: 1998

    Comentário: Eis uma perola perdida nos confins da música. Conheci The Surfers aleatoriamente com um CD deles perdido aqui em casa, e desde então gosto de ouvir as fofinhas músicas compostas por esse trio, que apesar de um tanto quanto desconhecidos no mundo da música, são um tanto quanto famosos no habitat natural deles. 

    The Surfers é Peter King, Rob Machado e Kelly Slater, três consagrados surfistas profissionais, principalmente Kelly que é nada mais nada menos que o maior surfista da história, e comedor de famosas do tipo Pamela Anderson e Giselle Bundchen. 

    Por fim, essa é o unico trabalho do grupo, gostosinho de ouvir, minucioso e sutil. Com uma dose leve de melancôlia que por vezes soa poética. Realmente surpreende a qualidade musical que 3 surfistas conseguiram alcançar, os instrumentos por conta de Peter King que é multi-instrumentista são graciosos, e os vocais por Kelly Slater soam naturais como se estivesse em uma rodinha qualquer ao redor de uma fogueira na praia, e ainda assim conseguindo entoar refrões um tanto quanto grudentos.
    Surf Rock, Folk, Alternative Rock, Acoustic, uma bela homenagem a Beach Boys e de tudo um pouco, recomendado pra quem gosta dessa vibe praiera.

    Tracklist

    1. Australia    
    2. Never    
    3. If    
    4. Cause It's Me    
    5. Going    
    6. Not Your Slave    
    7. Spill    
    8. Alone by a Tree    
    9. Hawaii    
    10. Anything from You    
    11. Two Gether      

    sexta-feira, 1 de julho de 2011
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    Nick Drake - Discografia

    5 comentários

    Gênero: Folk/Singer-Songwriter
    País: Reino Unido
    Tempo de Atividade: 1968-1974

    Comentário: Ao começar a pensar em resenhar essa discografia, senti uma certa pressão e logo entendi o porque, aqui estou eu resenhando toda uma obra em que palavras não são capazes de fazer jus a sua qualidade.

    Nick sempre fora aquele típico gênio excêntrico, pode se dizer isso desde o início mesmo, afinal, qual outro músico que você conhece nasceu na Birmânia? Um pedacinho de terra bizarro localizado próximo a China. Tudo bem, ele na verdade tem origem britânica e nasceu lá por causa do trabalho do seu pai e logo voltou a sua terra de origem, mas ainda assim ele tem origem quase que chinesa.

    Ao contrário da grande maioria dos artistas do gênero, que tinham origens marginais e humildes, Nick veio de familia rica, teve a oportunidade de estudar nos melhores colégios e teve uma boa formação músical em casa graças a sua mãe, uma inspirada compositora, pianista, violoncelista e clarinetista. Nick herdou a aptidão da mãe e não demorou em começar a manifestar sua paixão pela música, e grande virtuose com os instrumentos. 


    Nick sempre foi dono de uma personalidade fechada, timida e apática um tanto quanto contraditório, visto que era um rapaz alto e bonitão, lider de time de rugby e de certa forma popular, mas mesmo assim, ninguém dizia conhecer Drake verdadeiramente, era um cara misterioso. 

    De espirito rebelde, Nick passou a fumar muita marijuana e utilizar ácido aqui e acolá, afinal eram anos 60, e ele possuia uma alma aprisionada que queria transceder e se libertar. Creio que todas suas emoções eram exprimidas em suas composições, detentor de uma grande dificuldade de dormir, Nick ouvia música e praticava violão horas a fio pela madrugada até ao amanhecer, foi assim que desenvolveu sua paixão pelo Folk, atitude um tanto quanto reprimida pela sua familia e amigos que eram simpatizantes da música erúdita e não muito fãs de música pop e simplista. 

    A característica mais interessante e que mais se destaca na parte instrumental das composições é sem dúvidas o violão, instrumento o qual aprendeu a tocar com maestria e criatividade, extremamente experimental mas sem soar exagerado, são detalhes minuciosos que dão o ar da graça e passeiam pelas músicas, dissonâncias, contrapontos, sem contar sua afinação um tanto quanto única. Acompanhando o violão, Nick certas vezes usava o piano e o violoncelo que fora ensinado por sua mãe ou até saxofone e clarinete, sempre tocado com grande sentimento.

    As letras, como todo grande músico do folk também tem sua importância essencial, sua grande maioria eram letras tristes e melancólicas, resultado da depressão intrinseca de Drake, mas ainda havia espaço para suas letras ora lisérgicas, e outras declaradamente maconheiras, visto que ele era um grande entusiasta da ervinha, principalmente em seu primeiro álbum.

    Apesar do titulo do álbum “Five Leafs Left”, uma clara referência a cannabis sativa, a capa do álbum verde, e algumas referências em músicas como “The Thoughts Of Mary Jane”, temos um álbum carregado por uma melancôlia sedutora, e com uma maior aproximação a música erúdita dos três albuns oficiais que compôe sua carreira. Esse seu debut espetacular marca o início do fim de Drake, um jovem músico que viria a se tornar referência para o mundo da música postumamente, arrebatando admiradores que vão de Bob Dylan a Trent Reznor, de Leonard Cohen a Robert Smit, todos eles sinceros fãs do belo legado registrado por Nicholas Rodney Drake.

    É verdade que durante vida, Nick fora quase que completamente ignorado, sucesso praticamente nulo, fora só após sua morte em 1974 que começaram a reparar e notar sua genialidade, dali em diante ele foi o único artista a integrar listas de álbuns mais importantes já feitos com sua discografia completa, sua importância se tornou inata no mundo da música (mesmo que sua popularidade ainda seja um tanto quanto restrita). 

    Em Bryter Layter temos o trabalho musicalmente mais avançado, um álbum de folk que é puramente Jazz e o mais experimental. É nítida as mudanças de ritmo, o piano ora rápido contrastando com um saxofone choroso e boêmio, é como se Chet Baker resolvesse apostar no violão. É o caminho de Nick para a depressão a qual cederia futuramente, afinal seriam para si mesmo os versos de “Poor Boy” onde canta “Que pobre garoto, com tanta pena de si mesmo”? É aqui também que encontramos uma das melhores e mais famosas de sua carreira “One of these things first”, a emocionante faixa onde é entoado "Eu poderia ter sido um marinheiro, poderia ter sido um cozinheiro, um amante realmente vivo, poderia ter sido um livro, mas como?"

    Se em 1970 em Bryter Layter, Nick já dava indicios de sua profunda melancolia e depressão, ela chega ao seu ápice em 1973, com seu último e mais aclamado álbum. Pink Moon (a começar pela capa incrivel) é um álbum minimalista, simples, poético com uma atmosfera um tanto quanto densa e profunda. É um álbum inteiro de voz e violão (com excessão da faixa-titulo que conta com piano) gravado em apenas duas sessões de duas horas começadas a partir da meia noite, é um álbum curto, com meia hora de duração mas que acaba sendo perfeito. Inspiradissimo e profundo, apenas isso.
    Infelizmente no ano seguinte, 1974 ele poria fim as suas angustias com uma overdose de barbitúricos. Seu suícidio é considerado contraverso, até hoje não sabem se ele realmente se matou, ou foi uma overdose acidental. Posteriormente ainda foram lançados dois álbuns póstumos que integra essa discografia que estou postando, duas compilações que também contam com algumas gravações inéditas não lançadas enquanto estava vivo.

    Enfim, espero que apreciem essa curta porém belissima obra que considero essencial pra qualquer fã de boa música.


    Five Leaves Left

    Ano: 1969

    Tracklist

    1."Time Has Told Me" – 4:27
    2."River Man" – 4:21
    3."Three Hours" – 6:16
    4."Way to Blue" – 3:11
    5."Day is Done" – 2:29
    6."Cello Song" – 4:49
    7."The Thoughts of Mary Jane" – 3:22
    8."Man in a Shed" – 3:55
    9."Fruit Tree" – 4:50
    10."Saturday Sun" – 4:03

    Bryter Layter

    Ano: 1970

    Tracklist

    1."Introduction" – 1:33
    2."Hazey Jane II" – 3:46
    3."At the Chime of a City Clock" – 4:47
    4."One of These Things First" – 4:52
    5."Hazey Jane I" – 4:31
    6."Bryter Layter" – 3:24
    7."Fly" – 3:00
    8."Poor Boy" – 6:09
    9."Northern Sky" – 3:47
    10."Sunday" – 3:42



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    Pink Moon
    Ano: 1974

    Tracklist

    1."Pink Moon" – 2:06
    2."Place to Be" – 2:43
    3."Road" – 2:02
    4."Which Will" – 2:58
    5."Horn" – 1:23
    6."Things Behind the Sun" – 3:57
    7."Know" – 2:26
    8."Parasite" – 3:36
    9."Free Ride" – 3:06
    10."Harvest Breed" – 1:37
    11."From the Morning" – 2:30



    Rapidshare//DepositFiles//Turbobit//Megashares//WUpload//Megashare//FileFlyer

     Time Of No Reply

    Ano: 1986

    Tracklist

    1."Time of No Reply" – 2:52
    2."I Was Made to Love Magic" – 3:08
    3."Joey" – 3:04
    4."Clothes of Sand" – 2:32
    5."Man in a Shed" – 3:02
    6."Mayfair" – 2:28
    7."Fly" – 3:35
    8."The Thoughts of Mary Jane" – 3:42
    9."Been Smoking Too Long" – 2:13
    10."Strange Meeting II" – 3:32
    11."Rider on the Wheel" – 2:30
    12."Black Eyed Dog" – 3:20
    13."Hanging on a Star" – 2:42
    14."Voice from the Mountain" – 3:40



    Rapidshare//DepositFiles//Turbobit//Megashares//Megashare//WUpload//FileFlyer

    Family Tree

    Ano: 2007

    Tracklist

    1."Come In To The Garden (introduction)" - 0:31
    2."They're Leaving Me Behind" - 3:16
    3."Time Piece" - 0:43
    4."Poor Mum" performed by Molly Drake - 1:38
    5."Winter Is Gone" (Traditional) - 2:42
    6."All My Trials" (Traditional) (with Gabrielle Drake) - 1:55
    7."Kegelstatt Trio for clarinet, viola and piano" (Mozart) - 1:14
    8."Strolling Down the Highway" (Bert Jansch) - 2:50
    9."Paddling In Rushmere" (Traditional) - 0:24
    10."Cocaine Blues" (Traditional) - 2:59
    11."Blossom" - 2:41
    12."Been Smokin' Too Long" (Robin Frederick) - 2:13
    13."Black Mountain Blues" (Traditional) - 2:37
    14."Tomorrow is a Long Time" (Bob Dylan) - 3:40
    15."If You Leave Me" (Dave Van Ronk) - 2:04
    16."Here Come The Blues" (Jackson C. Frank) - 3:53
    17."Sketch 1" - 0:59
    18"Blues Run The Game" (Jackson C. Frank) - 2:25
    19."My Baby So Sweet" (Traditional) (Not on every version of the album) - 1:45
    20."Milk And Honey" (Jackson C. Frank) - 3:00
    21."Kimbie" (Jackson C. Frank) - 3:26
    22."Bird Flew By" - 2:54
    23."Rain" - 3:07
    24."Strange Meeting II" - 4:27
    25."Day Is Done" - 2:20
    26."Come Into The Garden" - 1:59
    27."Way to Blue" - 2:51
    28."Do You Ever Remember?" performed by Molly Drake - 1:37



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