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domingo, 14 de dezembro de 2014
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Friends of Alice Ivy - The Golden Cage And Its Mirrored Maze

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Gênero: Darkwave, Ethereal, Neoclassical
País: Australia
Ano: 2014

ComentárioE cá estou eu trazendo justiça a um dos discos que não pude colocar no Top 2014. Friends of Alice Ivy passou perto, todavia infelizmente não tive tempo suficiente de absorver a beleza estética Steampunk em forma de romance e sonoridade de The Golden Cage And Its Mirrored Maze – muito embora eu saiba que não teria onde alocá-lo. De qualquer forma, 2014 não pode acabar sem mais esta citação.

Formada em 2007, pela vocalista Kylie e o músico Amps, os mesmos vinham de uma banda chamada Ostia, nos anos 90. Também seguindo a linha Ethereal/Darkwave. Contudo, passado tempo e amadurecimento, Kylie e Amps se juntaram para formar suas próprias canções que figuram curiosamente entre os gostos por Cocteau Twins e Dead Can Dance.

De um lado temos a delicadeza dos celestiais vocais de Kylie: doces, agudos, longínquos e oníricos. Do outro, o instrumental de Amps é minimalista, psicodélico e que decorre a seu tempo. Para mim, The Golden Cage And Its Mirrored Maze é uma viagem solitária, em tons quentes e irreiais de neon que deve ser concebida na totalidade (dificilmente após ouvir a primeira música, você irá querer parar). Este disco corre uniforme, mas igualmente em evidência de sua qualidade.

Site Oficial - Facebook - Lastfm - Spotify

Tracklist:
01. The Aerial Mariners
02. Song of Lyra
03. Miranda
04. False Fox
05. The Sky of the Bright Unfoldings
06. Igraine
07. Oars Under Glass
08. Song of the Willows

sexta-feira, 2 de maio de 2014
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Sol Invictus - In The Rain

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Gênero
: Neofolk
País: Inglaterra
Ano: 1995

Comentário: Tony Wakeford nasceu em 1959, na Inglaterra, e começou sua carreira musical no Punk Rock do Crisis, uma banda associada a extrema-esquerda, ao anti-fascismo e afins. Na época, Tony inclusive fazia parte da SWP (Socialist Workers Party - Partido Socialista dos Trabalhadores), um partido inglês (obviamente) de esquerda.

Porém, em 1980 a Crisis tinha seu fim e após um breve período, em 1981, Douglas Pearce, Tony e Patrick Leagas formam o Death In June. Na mesma época, no entanto, Tony Wakeford se tornou parte da British National Front (NF), uma entidade de extrema-direita (só para brancos) representativa até os dias atuais. Essa mudança de visão (e ativismo) política causou sua expulsão do Death In June em 1984 (e uma série infindável de inimizades até hoje dentro da cena do Neofolk, sem contar os inúmeros artigos ligando o Sol Invictus ao Neonazismo que se encontram na internet - que eu vou deixar a cargo do leitor decidir se são coerentes ou não). O fato é que Tony se refere publicamente a sua participação na NF como: "provavelmente a pior decisão da minha vida" e em inúmeras vezes tentou se mostrar como oposto as doutrinas neofascistas, como em 2011, quando sob tentativas de terem seu show cancelado em Londers devido a acusações de neofascismo, declaram absolutamente taxativamente que são contra quaisquer doutrinas semelhantes, inclusive o Anarquismo Nacionalista. Porém vale lembrar que Tony ainda teve uma banda de post-punk na vibe sinistra dos primeiros trabalhos do Death In June chamada Above The Ruins cuja temática lírica muito se aproximava de da extrema-direita, logo após sua saída do grupo de Douglas Pearce.

Finalmente, em 1987, Wakeford forma o Sol Invictus, sua principal banda até hoje e uma das mais importantes formações do Neofolk. Com uma sonoridade muito mais neoclássica e menos marcial que o Death In June, no Sol Invictus Wakeford demonstra um talento indescritível, uma sensibilidade atemporal e uma profundidade ímpar. Ao longo de uma vasta discografia é difícil citar álbuns isolados, porém In The Rain se destaca a meu gosto pessoal e por isso vos posto aqui.

Lançado em 1995 o disco tem um clima soturno e melancólico, com melodias bastante folk, apocalípticas e sentimentalmente pesadas, ainda que os toques neoclássicos dos instrumentos eruditos sempre presentes torne tudo romântico, de certa maneira. O vocal de Wakeford é soturno e belo, e as letras da banda nos levam a cenas distópicas ainda que abstratas, como se sentimentos pudessem ser devastados. Faixas como Down The Years possuem ainda refrões pegajosos e versos cativantes. O uso do violoncelo no disco é mais do que sublime, especialmente por ser um instrumento bastante grave e a sonoridade da banda de maneira geral soar bastante grave. A duração do disco é outro ponto positivo, são 13 faixas em geral mais longas que o normal, porém equilibradas com interlúdios e faixas mais curtas que tornam o disco bastante agradável de se ouvir linearmente - inclusive recomendo fortemente.

Acima de controvérsias políticas, Sol Invictus é uma das mais importantes bandas do estilo, especialmente por sua influência seminal no estilo. In The Rain é um dentre vários incríveis álbuns lançados pela banda e vale a pena ser ouvido por iniciantes no estilo. E apesar de controversa, a figura política de Wakeford é um excelente parâmetro para o que é o Neofolk: um estilo imerso em diversas siglas políticas europeias e um campo minado para quem leva a sério isso na música. Para ouvidos despreocupados, Sol Invictus é uma experiência musical inigualável, já para ouvidos e cérebros interessados, a biografia de Wakeford é um bônus. 


Tracklist:

1 Europa In The Rain I 1:06
2 Stay 4:47
3 Believe Me 3:52
4 Down The Years 4:22
5 In The Rain 4:41
6 Fall Like Rain 6:28
7 Oh What Fun 2:55
8 An English Garden 4:11
9 The World Shrugged 4:12
10 In Days To Come 4:03
11 Europa In The Rain II 3:18


Download:

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sábado, 29 de março de 2014
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Porco na Cena # 34 - Lebensessenz

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O Lebensessenz, formado pelo seu único integrante Newton Schner Jr, catarinense de alma e de sotaque, é tão aclamado pelo público underground do metal e da música instrumental que fez tours em tudo que é lugar: Alemanha, Itália, Portugal, Ucrânia, sul do Brasil (claro). Só faltava mesmo fazer um show na cidade onde mora este redator aqui.

Santo André, sim! E sua primeira apresentação no estado de São Paulo foi num bairro super agradável, num pub onde eu já havia ido antes. Só não lembrava o caminho.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
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Disemballerina - Disemballerina

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Gênero
: Neofolk/Doom Metal ("acústico")
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Já aviso logo: quem ao menos parou pra ler com mais atenção o gênero dessa banda aí encima, e portanto tem algum remoto interesse em Neofolk, Neoclássico, Música de Câmara, Doom Metal e bandas na linha do Agalloch, vai com certeza absoluta encontrar em Disemballerina uma nova banda favorita. Ah, e como o texto será um pouco longo, já vai ouvindo o que lhe aguarda com essa demo enquanto lê o contexto, pra ter certeza que vai valer a pena ficar até o final:



Dito isto, vamos em frente. Disemballerina é um projeto elaborado por inicialmente três individuos: Ayla Holland (Violão, Banjo e Bandola), Myles Donovan (Viola, Harpa e Mandola) e Jennifer Christensen (Violoncelo), mas que atualmente conta também com Marit Schmidt (Viola) - se eu tiver dito alguma besteira aqui, por favor me corrijam, encontrei pouca coisa precisa sobre a formação atual da banda. A cidade donde vem a banda já conta grande parte de sua história: Portland. Aos mais chegados, a região de Portland é pivô de uma das mais interessantes cenas de Black Metal atuais, o chamado Cascadian Black Metal. Para os desavisados, é uma corrente de bandas com temáticas bem próximas do Neofolk europeu, musicalidade e intensidade, como Agalloch, Fell Voices e Wolves In The Throne Room. Mas apesar de eu ter citado o Black Metal, essa vibe tomou conta cena musical de Portland e é lotada de bandas intimistas e com temáticas filosóficas e profundas, dos mais variados estilos, desde o Sludge Metal até a música de câmara, como é o caso aqui. Fora da região de Cascádia, o maior expoente dessa musicalidade é sem dúvida o Drudkh.

Mas por quê Cascadian? Cascádia é uma região entre os Estados Unidos e o Canadá, à beira do pacífico, que revela um movimento independentista desde o século XIX, e que hoje em dia reside sua motivação à independência num projeto chamado por muitos de "eco-socialismo". Cascádia é lar de diversas reservas naturais, e estando ela dentro de dois países com um voraz capitalismo predatório, não é de se surpreender que lá exista muita gente querendo governar a si próprio. E também não surpreendentemente, então, a música produzida nessa região tem uma proximidade fantástica do neopaganismo europeu e da melancolia da fuga para a floresta. 

Disemballerina entra nessa história como uma banda formada por, como vocês já notaram, instrumentistas eruditos, mas com toda a vibe Cascadiana intacta. Tanto a influência cavalar e monstruosa do Neofolk, quanto a melancolia do Doom Metal e até mesmo a violência do Black Metal estão sumarizadas na sonoridade do grupo, ainda que numa fórmula totalmente inortodoxa. Projetos com músicos eruditos se aproximando da música extrema não são raros - Apocalyptica ta aí pra (desmoralizar) provar isso - mas francamente eu nunca ouvi nada como essa demo do Disemballerina. Sim, essa é uma demo, embora tenha seus 31 minutos de duração. Tudo aqui é emocionante, belo e poderoso. Poderosa é a melhor palavra para descrever o Disemballerina, pois ela toca profundamente, intensamente e a sensação bucólica que imprime em nossa alma dura muito tempo depois de ouvida. Simplesmente, como eu disse no início, é algo completamente imperdível pra quem curte remotamente os estilos dessa banda e todo esse clima citado.

Pra felicidade geral, a banda deve lançar seu primeiro Full-Lenght em 2014. Aguardo mais do que ansiosamente.



Tracklist:

1- Saturn Return
2- Thieves' Oil
3- The Walking Dead
4- Drown
5- Hex

Download:

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sábado, 7 de dezembro de 2013
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Corde Oblique - Per Le Strade Ripetute

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Gênero: Neofolk, Ethereal, Neoclassical
País: Itália
Ano: 2013

Comentário: Não tem jeito, Corde Oblique é o tipo de banda com músicas sonoramente homogêneas – aquelas que não adianta você esperar inovações mirabolantes, pois estas não virão. As músicas são "semelhantes" e, assim, um álbum se emenda ao outro no tempo. Mesmo Per Le Strade Ripetute sendo seu quinto álbum, as músicas dele não diferem tanto daquelas produzidas nesses oito anos de existência. Algo que para mim não interfere nem um pouco na magnitude e paixão pelo trabalho de Riccardo Prencipe.

Contudo, este álbum o qual posto cá é abusivo quanto à sua identidade – delineada e subjetiva. Para quem ouve pela primeira vez, é inegável que a voz dulcícola de Floriana Cangiano (vocalista mais evidente nesta obra) soa, em um primeiro momento, meio Laura-Pausiniana. A cantora abre o álbum declamando os primeiros versos de Averno (faixa 1), após 20 segundos dramáticos de violino e violão. Este drama figurará o encerramento do full-length, quase da mesma maneira: entre choros graves de violinos que correm rápido, silenciam e se esvaem para dar lugar a uma lamentação singela, fugaz e surpresa de violão nos minutos finais de Uroboro (faixa 11).

Enquanto já partimos de Averno e não chegamos em Uroboro, passaremos por Saramago; pelas metamorfoses inexoráveis do ser humano e sua constante procura pela felicidade/paz; pela gravação natural dentro de um templo "fantasma" próximo a Nápoles (Itália) de Riccardo e seu violão (vídeo); por uma declamação atmosférica de hino à deusa Hera; entre outras surpresas que chegam e partem nos levando para o fim do álbum – além de uma interpretação lindíssima em cordas de Requiem for a Dream. Ressalto eufórica que Per Le Strade Ripetute é um – quiçá, O – álbum mais encorpado, de músicas e tons mais intensos em um turbilhão de provocações sonoras que permeiam o clássico e o acústico!

P.S.: Vale lembrar que tem a discografia de Corde Oblique no blog → aqui.

Site / Lastfm / Myspace / Facebook ]

Tracklist:
01. Averno
02. Il Viaggio di Saramago
03. My Pure Amethyst
04. In the Temple of Echo
05. Bambina d’Oro
06. Heraion
07. Due Melodie
08. Le Fontane di Caserta
09. Requiem for a Dream
10. Ali Bianche
11. Uroboro

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quarta-feira, 22 de maio de 2013
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Moondog - Moondog

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Gênero: Avant-garde, Experimental, Minimalista, Neoclássico
País: Estados Unidos da América
Ano: 1969

Comentário:

Durante a nossa vida nos deparamos com os mais variados tipos de pessoas. Algumas dessas pessoas nós consideramos interessantes. Outras vão além e notamos que há algo que as distingue das demais. Algumas nós até taxamos de gênios. Mas há outro tipo de pessoas e essas são extremamente raras. São pessoas que parecem ter nascido entre nós apenas por algum acidente transcendental (ou uma dádiva divina). Pessoas que sua própria vida é como um livro misterioso e infinito no qual sempre teremos o que aprender. Tenho muita convicção que Moondog era uma dessas pessoas.

Nascido com o nome de Louis Thomas Hardin a 26 de maio de 1916, Moondog parece ter desenvolvido uma sensibilidade artística que poucos experimentaram. Quem nunca ouviu falar desta figura acaba se deparando com uma surpresa atrás da outra ao conhecer fatos sobre sua vida. O primeiro, que é óbvio, é que Moondog era poeta e músico, tendo várias composições de sua autoria. Sua música consiste em experimentações com sonoridades eruditas, sendo notórias as influências do jazz e, muitas vezes, de ritmos tribais. É possível, também, encaixar sua música no chamado minimalismo e, por causa de todas essas influências taxa-se o todo de avant-garde.

Sua música é boa por si só e os aspectos de sua vida não são, de forma nenhuma, uma desculpa para torná-la melhor, porém, é impossível deixar de relacionar a sensibilidade e originalidade de seu modo de viver com suas criações artísticas. Pois bem, o segundo fato interessante sobre Moondog é o de que ele ficou cego aos 16 anos após um acidente com uma dinamite. Há quem diga que, por ter perdido a visão, sua capacidade auditiva tornou-se mais aguçada. Bem, o que sabemos é que, apesar de ter estudado em colégios especiais para cegos e lá ter aprendido os rudimentos da música, Moondog é considerado autodidata, pois aprimorou seus conhecimentos em sua solidão.

Como se tudo isto não bastasse, Moondog foi ainda mais além. Imaginem vocês que este intrigante compositor cego resolver renunciar a um estilo de vida comum e confortável para viver, por vontade própria, nas ruas de Nova Iorque a partir da década de 1940. Apesar de sua deficiência, ele mesmo confeccionava suas roupas, as quais ele fazia segundo a sua representação pessoal do deus nórdico Odin. Esse visual nada convencional numa figura errante pelas ruas da grande metrópole lhe rendeu o apelido de "O Viking da Sexta Avenida", que era a rua de sua "residência".
O Viking da Sexta Avenida, um ser anacrônico.

Durante o tempo que passou perambulando pelas ruas de Nova Iorque Moondog vendeu seus discos, suas partituras e seus instrumentos (sim, ele criou instrumentos musicais próprios!), além de também tocar ao vivo. Contudo, apesar de que, hoje em dia, muita gente desconheça essa figura, ele não passou totalmente despercebido pelo mundo, pois vários músicos de renome se interessaram na sua figura, dentre os quais podemos citar Philip Glass, Steve Reich e Charlie Parker.

Este álbum, que traz o pseudônimo do compositor, é do ano de 1969, lançado pela Columbia Records. Nele, Moondog  atua como regente das músicas que foram executadas por vários músicos. Chega a ser impressionante perceber a qualidade de um trabalho dessa envergadura tendo as rédeas puxadas por alguém que não teve formação erudita. Não por acaso, creio eu, uma das músicas mais belas do álbum, Lament 1 "Bird's Lament", é uma "chacona" e foi feita em homenagem ao então já falecido Charlie Parker. De qualquer forma, o álbum inteiro mostra a criatividade desta estranha (e bela!) criatura, que, ouvi dizer por aí, terá um documentário sobre sua vida pra ser lançado ainda este ano. Espero ansiosamente! =D




Tracklist:

01. Theme - 02:34
02. Stamping Ground - 02:39
03. Symphonique #3 (Ode to Venus) - 05:51
04. Symphonique #6 (Good for Goodie) - 02:47
05. Cuplet - 00:09
06. Minisym #1 - 05:45
07. Lament I, "Bird's Lament" - 01:43
08. Witch of Endor - 06:30
09. Symphonique #1 (Portrait of a Monarch) - 02:37


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terça-feira, 12 de março de 2013
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Pensées Nocturnes - Discografia

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Gênero: Neoclassical / Black Metal
País: França
Ano: 2008 - Dias atuais

Comentário: Certa noite estive ouvindo alguns dvds de música que eu tenho e que estavam meio esquecidos e me deparei com a discografia dessa banda, que não é um "grupo" qualquer e isso eu explico logo mais. Formado em 2008 em Paris, na mesma França em que Peste Noire, Deathspell Omega e Neige com seus incontáveis projetos comandam a cena,  Pensées Nocturnes nos brinda com um som clássico, erudito, rico mas muito desesperador, sombrio e único, o que os tornam diferente e muito fascinante.

Na realidade se trata de uma "One man band" idealizada e realizada por Vaerohn, que compõe e toca magistralmente todos os instrumentos. Abusando de instrumentos eruditos como flautas, violinos, pianos entre vários outros, contrasta com guitarras caóticas, vocais viscerais e uma cozinha consistente, e nos tras um ambiente totalmente obscuro, freak e doentio, mas lindo e encantador. Com uma discografia limpa, sem EP nem demos, Vaerohn já lançou três full-lenght, com o quarto pra ser lançado esse ano, e prontamente postado aqui, assim que se tornar disponível.
domingo, 30 de setembro de 2012
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Caprice - Discografia

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Gênero: Neoclassical, Baroque, Ethereal, Neofolk
País: Rússia

Comentário: Esses tempos tenho apelado para o Last.fm para conhecer bandas, já que me falta o tempo para visitar os meus compartimentos secretos nesta imensidão suja cibernética. A ironia é que todo mundo já fazia isso e eu só descobri agora! Enfim, Caprice é outro fruto desta minha vida de desbravadora em terras lastiéfeminianas!

Formado em 1996 e liderado pelo pianista/compositor Anton Brejestovski, esse grupo é outro pupilo da Prikosnovénie, gravadora já conhecida pela sua quedinha por bandas que fazem a linha Ethereal Feérico. Contudo, até 2001 – ano que assinaram com a mesma – os tempos eram outros... No mesmo ano de formação, lançaram seu primeiro álbum intitulado Зеркало (Mirror) e o qual é cantado em russo. Esse álbum fala do fim da vida, da morte e da vida após a morte. E nele é perceptível a influência do Rock Progressivo e até mesmo um certo experimentalismo em algumas passagens de certas músicas. Contudo, a Prikosnovénie veio e as ideias do grupo mudaram junto à gravadora. Eles começaram a se interessar por fadas e elfos; e junto aos vocais doces e agudos – por vezes líricos – de Inna Brejestovskaya e ao idioma Laoris – este criado pelo próprio grupo como a representação da língua que as fadas provavelmente falariam – é a marca do grupo. Possuem uma típica sonoridade acústica clássica, com a utilização de violino, harpas, flauta, clarinete, violoncelo, etc, além de piano e uns synths muito sutis.

Após o contrato com a gravadora, Anton passou a abordar outros temas como a poesia de William Blake e o universo épico de Tolkien, além de escrever as letras em outros idiomas além do russo, como alemão, inglês e o próprio laoris; possivelmente em uma tentativa de ir mais longe do meio musical de onde já viviam no leste europeu. A grande ironia é que Caprice, para nós que vivemos no Ocidente, chegou apenas com sua trilogia das músicas das fadas: Elvenmusic 1, 2 e 3. Estes álbuns são cantados principalmente em laoris e simbolizam as músicas das fadas, mas também são cantados em outros idiomas como o inglês na faixa Faeries Stole Bridget (Elvenmusic 3), pois esta seria o mundo das fadas na percepção humana. Indubitavelmente esta trilogia é a mais famosa do grupo, a que mais encontramos em sites brasileiros e, mesmo tão conhecidos por nós, ainda há uma grande lacuna nas informações disponíveis por aí!

Obs 1: Antes que uma certa pessoinha venha me perguntar qual álbum baixar primeiro, sugiro a seguinte ordem: baixe primeiro a trilogia (se não gostar de Elvenmusic 1 nem continue escutando os outros álbuns de Caprice!), depois passe para o álbum Зеркало. Depois escute qualquer outro álbum desde que não seja o Kywitt! Kywitt!, este possue uma sonoridade mais "densa" o que o torna sutilmente diferente dos demais e, portanto, deveria ser escutado por último.

Obs 2: Normalmente eu não coloco as imagens dos encartes dos álbuns, mas o encarte (covers) do Ginderwodan Part I é tão bonito que abri uma exceção!

Obs 3 (e mais importante): Este post marca a minha utilização do Narod como servidor “âncora”. Este é um servidor russo que atuará em meus posts mais ou menos como o Megaupload fazia. Ele é bem fácil de usar, mas de todo modo elaborei uma “tutorial” que está disponível na nossa barra de Informações: Como usar o narod em 3 passos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012
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Aquilus - Griseus

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Gênero: Neoclassical Black Metal/ Neofolk
País: Austrália
Ano: 2011

Comentário: 2011 terminou em grande estilo! Ou será que 2012 é que começou bem? Afinal, o debut do Aquilus foi lançado num bendito dia 21 de dezembro do ano passado. Pode isso, Arnaldo? Bem, de qualquer forma, o que primeiramente me chamou a atenção neste álbum (além dos estilos em que estava listado, que me são de grande interesse) foi a capa, lindíssima, remetendo diretamente à arte renascentista. Geralmente eu me dou bastante mal ao ouvir lançamentos usando esse critério, mas desta vez as músicas se mostraram tão bonitas quanto a arte do álbum!

E voltando a atenção às músicas, o que ouvimos neste Griseus de Aquilus é um misto de neoclassical com neofolk, e algumas pitadas aqui e acolá de Black Metal para dar ''aquele'' contraste. O que realmente funciona MUITO bem! De forma pomposa e grandiosamente atmosférica, Waldorf, único integrante da 'banda' (não lembro de nenhuma ''banda de um homem só'' que me decepcionou, até agora) traz a maestria do que ele próprio chama de ''atmospheric metal''. Sim, os teclados aqui tomam conta do negócio na maior parte das canções, junto com os violões (daí o aspecto neofolk) e sim, as passagens neoclássicas são longas. Na primeira vez que eu ouvi este lançamento, senti falta de uma maior presença do Black Metal, o que logo passou após algumas audições.

Logo na primeira canção, Nihil, percebemos bem esse fenômeno. Após uma breve introdução atmosférica e alguns acordes de violões, a distorção das guitarras marca presença com melodias tipicamente do ''metal negro''. E como a canção é longa, isso deixa uma brecha para que Waldorf insira algumas belíssimas melodias de piano lá pros seis minutos de música.

E já falando em melodias de piano, as que mais chamam a atenção são as passagens neoclássicas de Arboreal Sleep, Loss e The Fawn, onde logo na introdução uma passagem remetendo ao classicismo dá as caras. E quanto às passagens neofolk, talvez seja em Latent Thistle que haja o trecho mais escancarado do estilo (trecho que inclusive me remeteu a um bar na Terra Média com hobbits dançando e bebendo).

Enfim, se você gosta de Neoclassical com uma pegada mais extrema, ou se conhece bandas como Nachtreich e Waldgefluster, ouça este álbum. E, como este álbum foi lançado quase na virada do ano passado, não o inclui na minha lista de ''melhores de 2011'' quando a redigi. Mas certamente a teria encabeçado.


MySpace//LastFM//Bandcamp

Tracklist:

1- Nihil
2- Loss
3- Smokefall
4- In Land of Ashes
5- Latent Thistle
6- Arboreal Sleep
7- The Fawn
8- Night Bell


Download: Rapidshare//Mediafire


sexta-feira, 15 de junho de 2012
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Ainulindalë - The Lay of Leithian

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Gênero: Neofolk / Neoclassical
País: França
Ano: 2004

Comentário: Trago nesse post uma "One Man Band" absolutamente soberba. Esse projeto francês veio a ativa em 2000, tendo lançado em 2004 seu debut e único disco. Wikipediando um pouco, Ainulindalë é a chamada "Música dos Ainur", que toma parte da obra do autor britânico J.R.R.Tolkien. É a primeira parte do livro "O Silmarillion" (é uma coletânea de trabalhos mitopoéticos de Tolkien), e conta a história da criação dos Ainur, seres angelicais que surgiram do pensamento de Eru Ilúvatar (Deus Supremo, o Único), e é conhecida como a "Sinfonia Maravilhosa ou Grande Música".

Engwar é o nome do responsável por todos instrumentais e composições desse álbum temático. Tudo soa tão leve, tão lindo, tão angelicale e profundo, sem nenhum instrumento elétrico no disco, e abusando de violinos, percurssões primitivas, violões e violas absolutamente perfeitas, flautas, e um vocal extremamente inspirado, sussurado, como se contasse uma história doce, sim, a história dos Ainur.

Por ser um trabalho temático, a coerêcia e a linearidade sobram nesse álbum. Tudo soa tão harmonioso, que poderia ser gravado inteiro em uma única faixa, e mesmo assim não seria cansativo. "Dorthonian" abre o disco com um som ambiente incrível, uma tempestade caindo, um dueto de cordas maravilhoso e uma voz profundamente sussurrada. A faixa "In Menegroth" é mais cantada, e com um belo trabalho dos violões. "The Most Beloved" é na minha opinião a canção mais linda, por tudo, pelo encaixe vocal, pelo trabalho de alta técnica dos violões, o tema do violino supremo e uma percussão ritualística muito bem encaixada. O destaque da "New Spring" fica pelo belo trabalho de flauta, e a melhor música é sem dúvidas "Back Before Thingol". É perfeita, usando todos os recursos, nos remetendo a uma paz espiritual única, e o instrumental chega a comover e acalmar.
  
Esse disco é sem dúvidas um masterpiece do Neoclassical/Neofolk, beirando a perfeição, sem exageros. Diferente da maioria dos meus posts, esse disco é algo pra se ouvir calmamente, pra sempre, sozinho, cada acorde perfeito, e ser levado até a calmaria da Terra Média. Pra quem curte o estilo, e pra quem não conhece, é obrigatório.

MySpace//LastFM

Tracklist:
 1.Dorthonian - 2:44
2.The First Meeting - 1:41
3.In Menegroth - 5:21
4.And Finrod Fell - 3:43
5.The Most Beloved - 5:56
6.Ainulindalë - 4:58
7.New Spring - 1:47
8.Back Before Thingol - 3:26
9.The Hunting of the Wolf - 4:49
10.A Memory in Song - 3:26

Download: 

sexta-feira, 27 de abril de 2012
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RQTN - Monolithes En Mouvement

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Gênero: Ambient, Neoclassical, Post-Rock, Electronic
País: França
Ano: 2009

Comentário: Resenha enviada por Julia Corrêa:

RQTN é um projeto neoclássico/progressivo/eletrônico criado pela mente brilhante do gênio francês Mathieu Artu. Ainda não sei como me auto-declaro pianista compositora mesmo depois de escutar o trabalho desse homem. Mesmo com músicas simples, até os silêncios que intercalam uma música e outra conseguem conquistar e capturar a sua atenção ao longo dos aproximados 36 minutos de álbum. Elas fazem parte do trabalho, da música. É consideravelmente um álbum pequeno, mas com certeza não pode ser desmerecido por isso.

Preciso começar falando sobre a 5ª música do álbum, Remuer les Pieds dans l'Eau, les Yeux Clairs. Afinal, foi a primeira música que eu conheci do projeto. De fato, o nome é muito grande e, à primeira vista, não parece ter relação alguma com a música em si. Todos os nomes das músicas desse álbum são do mesmo jeito, e não passam de 5 minutos. Quando um estrangeiro mexicano lhe mostra algo dizendo que se trata de um projeto neoclássico com mixagens eletrônicas, você geralmente não dá ouvidos... Não sou religiosa, mas agradeço a Deus porque estava usando fones: ele me mandou um link do YouTube e, em 2 minutos de vídeo, já estava entrando em prantos com a perfeição da música. Com essa música, o cara se apresentou um Deus gênio pra mim.

Estamos falando de um álbum que você precisa escutá-lo de olhos fechados, ouvindo com carinho, minuciosamente e atenciosamente cada nota, cada corda de violino ou de cello vibrando, estudando com cautela o cenário e a emoção que a música quer passar. E não precisa ser um gênio estudante de música clássica para entender de sentimento. Ainda não consigo acreditar que RQTN, mesmo com toda a sua genialidade e espetacularidade, ainda apresente 15.629 ouvintes na LastFM hoje em dia e 55 ouvintes dessa música. E ela, ainda assim, não é a mais executada de todas as músicas.

Por fim, se aprecias um bom pianista contemporâneo ou simplesmente boa música, por favor, tenha certeza de que não será desperdício de tempo de forma alguma fazer um básico download do trabalho sensacional e fantástico apresentado pelo grande gênio, Mathieu Artu. Ajudem um bom projeto, sigam no twitter.

P.s.: nem eu nem Áquila consideramos RQTN um projeto Progressivo (não mesmo), mas, em respeito a Mathieu Artu, apresento como neoclássico/progressivo/eletrônico.


Twitter//MySpace//LastFm//Site

Tracklist:

01. Debout, Décharges Passives 3:40
02. Comme Suspendu A Regarder Passer, Sans Jamais Toucher 3:44
03. Le Point Culminant, Le Réveil, Les Mains Brumeuses 5:12
04. Effleurer Du Doigt, Déplacer Les Masses 2:00
05. Remuer Les Pieds Dans L'Eau, Les Yeux Clairs 5:42
06. Aurore, Lettres Manuscrites 5:04
07. Départs Et Décalages 1:24
08. Marcher A L'Envers Et Détourner Le Regard. Sur Le Rebord 5:21
09. Photographies, Emulsion. Interprétations 3:30


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terça-feira, 24 de abril de 2012
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Oda Relicta - Holy Alliance

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Gênero: Neofolk, Martial, Neoclassical, Ambient
País: Ucrânia
Ano: 2010

Comentário: Oda Relicta é um projeto musical que me despertou interesse desde que sobre tal lancei os olhos. Confesso que ao ver as tags imaginei (antes de ouvir, obviamente) um som completamente diferente do que me foi apresentado quando resolvi parar para realmente desfrutar do som. Para ser bem franco, estranhei bastante e isso se deve ao fato de que estava esperando ouvir um típico “martial industrial”, com muita influência da música industrial e uma injetada de marchinhas de guerra aqui e ali. Qual não foi minha surpresa ao notar que, ao contrário do que diziam os rótulos, encontrei muito pouco da tal vertente da música eletrônica nesse álbum, o Holy Alliance (se é que realmente encontrei)! Também é difícil para mim classificar este som numa corrente musical conhecida. O álbum é, na realidade, composto basicamente de música marcial. São marchinhas de bandas marciais, o que é um prato cheio para quem já está acostumado com o estilo e realmente gosta. Porém, antes de falar sobre o conteúdo do álbum em si, me permitirei tentar falar um pouco sobre a “banda” (ou melhor, sobre o pouco das informações que consegui colher).

O projeto musical surgiu da mente de Olegh Kolyada, um músico que, segundo o myspace da banda, era conhecido por seus experimentos com música eletrônica, na cidade de Zhytomyr, na Ucrânia, tendo possuído já dois projetos musicais o Meditarivm e o First Human Ferro. A banda surge em 2005 como uma espécie de homenagem à orquestra militar da cidade, a Zhytomyr Military Brass Orchestra, da qual o tio do Olegh fazia parte. A partir de então, nota-se claramente as influências militares da banda, bem como nuances de música erudita. Tanto é que o segundo álbum, o “Czarstvo Dukha” (que significa O Reino do Espírito) possui a participação de um compositor contemporâneo de música erudita, Mykhayil A. Shukh e é um álbum bem mais “classical/ambient” do que marcial. Um aspecto interessante do Oda Relicta é que a temática por vezes assume uma postura religiosa, não como algumas bandas costumam fazer hoje em dia, com uma espécie de cristianismo pós-moderno, mas, pelo contrário, as músicas (principalmente no álbum Czarstvo Dukha) soam como algo sacro, litúrgico, remetendo-nos à um ambiente (ao menos essa é a imagem que se passa em minha cabeça) de uma celebração sagrada cristã numa esplendorosa igreja durante a Idade Média.

Holy Alliance é o quarto álbum de Oda Relicta e é, talvez, o meu preferido. Ele conta com a participação da Zhytomyr Military Brass Orchestra e também com a Orquestra de Câmara da cidade para as passagens com influências neo-clássicas e com a Antique Music Ensemble nas passagens com influências de músicas folclóricas. Recomendo a quem baixar que, se possível, esteja em um ambiente tranqüilo e com fones de ouvido para melhor apreciação, justamente por que o início do álbum tem o intuito de transportar o ouvinte à um novo ambiente. A primeira faixa, Holy Alliance Introitus, é uma pequena, mas bela, passagem de piano fugindo um pouco ao padrão do álbum como um todo e serve como convite à próxima música, essa que considero a mais bem bolada de todo o álbum, Ars Militaria pt.I: Homewards. Se você se concentrar bem será imediatamente levado à uma paisagem sombria e romântica, um campo de batalha com sons de pássaros, porém também de tiros de armas de fogo, com uma música de fundo cativante. Depois dessa música começam as marchinhas marciais muito bem executadas. Na música V-Day, há uma participação da banda While Angels Watch. Há também uma música que está bem mais caracterizada numa linha folk com direito a gaita de foles, A Dance of Life. As músicas “Ars Militaria” estão dividas em três partes, sempre com toques mais profundos de música neo-clássica. O disco, então, termina com a música Holy Alliance Outroitus, uma passagem de piano, da mesma forma que iniciou.

Sei que pode parecer de difícil digestão a marinheiros de primeira viagem, mas é, sem dúvidas, uma obra-prima (em minha humilde opinião) da música contemporânea, principalmente para quem curte uma temática militar.


Myspace//LastFm

Tracklist:
1. Holy Alliance Introitus - 1:48
2. Ars Militaria pt.I: Homewards - 3:31
3. Victory will be Yesterday - 1:59
4. Slava Patria! - 3:10
5. V-Day! - 3:51
6. A Dance of Life - 3:16
7. Royal Blood - 1:00
8. Ars Militaria pt.II: Allies, to Arms! - 2:11
9. The Crown & The Plough - 3:56
10. The Departed, the Immortal - 1:27
11. Tomorrow was the War - 3:39
12. Pan-Slavonic March - 4:14
13. Ars Militaria pt.III: Golden CrosSword! - 5:40
14. Years Memorial - 2:42
15. Holy Alliance Outroitus - 3:00

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segunda-feira, 2 de abril de 2012
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Nachtreich- Von Dornen und Selbstmord

1 comentários


Gênero: Neoclassical Black Metal
País: Alemanha
Ano: 2006

Comentário:Bem, como meu primeiro post no Pignes, eu tinha escolhido uns dos álbuns que eu mais gosto de ouvir, mas como o destino é um baita fdp ocorreu um baita infortúnio. Mas não é que, por acaso, me lembrei de um álbum (na verdade, uma demo) tão bom quanto?

Nachtreich é uma dupla de músicos alemães que entraram na empreitada do black metal. Os primeiros lançamentos, incluindo os ensaios gravados, foram disponibilizados apenas aos amigos; a primeira demo (que é esta do post) já apresentava os vários elementos do neoclassical que, aliados à estética sombria do black metal, formam canções originais que remetem a um tipo de ''música de câmara encontra o metal extremo''.

O resumo da ópera: bases de guitarra que se apoiam em acordes graves e tocados repetidamente sem vir à tona; a bateria bastante cadenciada e simples- este são os resquícios de metal que o grupo cuidadosamente tratou de deixar mascarados sobre o que realmente está em evidência nesta demo: o quarteto de cordas. E como astros principais, mesclam elementos da música erudita (sem nenhuma forma de virtuosismo, diga- se de passagem) com o clima típico do black metal, especialmente na primeira e terceira faixas.

Agrada principalmente a quem gosta de levadas ambient no black metal, neoclassical em geral e principalmente quem admira ver trabalhos originais e com feeling.

MySpace//LastFM

Tracklist:

1 Von Verzweiflung Und Hoffnung 05:24
2 Von Wehmut Und Einsamkeit 07:55
3 Von Dornen und Selbstmord 06:47

Download:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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Mutyumu - Il y a

9 comentários

Gênero: Avant-Garde/Experimental/Post-Everything/Neoclassical/etc.
País: Japão
Ano: 2008

Comentário: Os Japoneses são criativos, isso é inegável, ainda mais quando suas criações/invenções tendem para o bizarro, nesse quesito, pra mim, eles são imbatíveis. Porque, por mais inocente, banal ou ordinário que qualquer coisa for, eles possuem a incrível capacidade de tornar aquilo em algo bizarro, é como se fosse um toque de Midas, mas ao invés de ouro, transformam em algo em bizarro. Sei que a palavra “bizarro” já possui intrinsicamente uma conotação pejorativa, mas nesse caso, eu a uso apenas para denotar a condição de extraordinário, e fora do padrão. Porque muitas dessas bizarrices japonesas, não necessariamente são ruins, algumas chocam, outras são engraçadas, non-sense, e já algumas, como é o caso desse disco, são fenomenais, verdadeiras obras-primas. Mas porque todo esse falatório? É porque o álbum, ao qual dedico esse post, expressa exatamente o que eu disse, e retrata muito bem a incrível capacidade dos japoneses de serem bizarramente geniais!

Esse com certeza é um dos trabalhos que eu encontrei mais dificuldade para escrever uma resenha, porque ele é extremamente diverso e possui várias influencias. É aquele tipo de banda que você não consegue encaixar em nenhum tipo de gênero e para as quais se inventaram as tags Experimental, Avant-Garde e Post-Qualquercoisa. E para o grupo em questão, ainda não é suficiente.

Mutyumu, foi formada em 2001 no Japão e lançaram seu primeiro full-length, homônimo, em 2006, e o segundo trabalho foi lançado em 2008, “il y a”, esse que aqui apresento a vocês.

Bem esse é um álbum extremamente diverso, e seria impossivel resumir sua essência em uma resenha, portanto vou tentar dar uma visão beeem geral, pra que também a resenha não fique muito extensa e cansativa de ler.

As três primeiras faixas vão te dar uma boa ideia do que está por vir, e é com se preparassem o ouvinte para o resto do álbum. Começa com "intro - ilya -" que é uma puta de uma introdução, praticamente toda tocada por instrumentos de cordas friccionadas, como violino e violoncelo, muito leve e bela, um pouco melancólica e sombria, mas maravilhosa. Depois vem "die Ewige Wiederkunft” que pode pegar o ouvinte de surpresa, já que sai de uma leve e melodiosa introdução, para de rompante entrar uma guitarra e bateria rápidas, e logo depois o piano, para então tocarem freneticamente até darem uma acalmada, e deixar a canção mais leve, bem no estilo J-Pop, com uma bela e angelical voz feminina, dai pra frente à canção alterna de momentos mais suaves, para mais caóticos, com o piano sempre em evidencia. Então na faixa seguinte “L'œil est Dieu” já começa com a vocalista berrando e o instrumental bem caótico, meio post-hardcore. Daí pra frente cada faixa segue o mesmo padrão, que é o de surpreender o ouvinte.

Durante todo o álbum você vai ouvir violinos, violoncelos, piano, órgão, baixo, guitarra, bateria, sintetizadores, etc. Mas e a sonoridade? Bom, essa é extraordinária, do inicio ao fim, mas cada canção é única. Posso tentar citar algumas influências percebidas ao longo do disco que são Death Metal, Post-Hardcore, Post-Rock, Neoclássico, Jazz, Noise, Música Sacra, Folk, J-Pop, etc, etc, etc. Mas tudo isso misturado de forma coesa e executado com maestria pelos integrantes, que são versáteis e virtuosos, de forma que você pode ouvir duas músicas do mesmo álbum e pensar que são de bandas distintas. Um destaque especial para a vocalista Hachisunoit, que pode cantar como um anjo, ou berrar com um demônio. As canções ora são melodiosas, profundas, etéreas, caóticas, descontraídas, reflexivas, sublimes, atmosféricas, envolventes, bizarras, e muito, muito mais.

Essa foi uma falha tentaiva de colocar em palavras aquilo que não se pode expressar. Então sem mais enrolação, baixem o álbum, e desfrutem dessa obra ímpar.

[Site//MySpace//LastFM]

Tracklist:

1.intro - il y a - - (2:25)
2.die Ewige Wiederkunft - (6:14)
3.L'ceil est Dieu - (4:32)
4.toi et moi - (5:21)
5.repetitional existence - (5:52)
6.doxa incarnate - (4:31)
7.unforgiven - (6:12)
8.raison d'etre - (6:20)
9.sappho - (4:54)
10.prayer - (10:27)
11.hai no hi - (4:07)

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
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Erben der Schöpfung - Twilight

4 comentários
Gênero: Gothic Metal, Darkwave, Electro-goth, Neoclássico
País: Liechtenstein
Ano: 2001

ComentárioParticularmente acho bem herege misturar gêneros tão distintos e mais ainda quando um carrega o carma alienado de outro, como é o caso do “Gótico” com Metal. Todavia, este álbum do qual posto cá é um dos maiores exemplos de que heresia bem feita é boa e é gostosa!

Fundada por Oliver Falk, Erben der Schöpfung nasceu entre os anos de 1998/9, sendo composta por Falk (sintetizadores), Sabine Dünser (vocais) e Pete Strait (guitarra/baixo) e, desta forma, caracterizava-se bem mais como um projeto do que propriamente como uma banda. Então, posteriormente, vieram os outros membros: Franky Koller (bateria), Jürgen Broger (guitarra) e Tom Saxer (contrabaixo). Erben der Schöpfung fora na verdade a fonte de vida de uma banda que, mais tarde, ficaria bem conhecidinha entre os amantes de Gothic Metal... Uma banda chamada: Elis.

A entrada de outros membros para Erben der Schöpfung desestabilizou completamente a banda, vieram as inúmeras brigas e, por fim, a justiça decidindo que Falk tinha posse sobre o nome da mesma de modo que os demais integrantes tiveram de deixá-la e formar sua própria banda. E foi assim que Elis nasceu: este nome veio do único single lançado com a formação Erben der Schöpfung/Elis; além da letra conter passagens da poesia de Georg Trakl − poeta austríaco do século XX famoso pela angústia e desespero exacerbados em sua obra.  Erben der Schöpfung sob as costas de Falk até hoje ainda tenta dar alguns passos, chegou a lançar outro álbum, porém a meu ver, parece que o segredo da banda estava mesmo era na formação dela!

Com letras cantadas em alemão e inglês que falam da morte e do tempo (envelhecimento), a sonoridade do álbum está em um ponto de equilíbrio entre guitarras pesadas; nobreza de teclados disfarçados de piano; um-quase-lirismo vocal na predominante voz agudíssima e lamuriosa de Sabine; e, para foder com tudo, sutis ou não batidas eletrônicas. Há um tom de neoclássico e efeitos sonoros dos quais muito me fazem lembrar de carrascos, execuções, objetos de tortura medievais... De fato, é um álbum inconstante que, em determinado momento, te faz tocar aquela guitarra imaginária e, sem mais nem menos, muda e afoga o peso metalístico em synths que te instigam a dançar com a parede!

Tracklist:
01. Elis
02. Sleep and Death
03. By my side
04. Eine Rose fuer den Abschied
05. Niemand kennt den Tod
06. My star
07. Ade
08. Alone
09. Doch sie wartet vergebens

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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Δαιμόνια Νύμφη (Daemonia Nymphe) - Discografia

15 comentários
Gênero: Música da Grécia Antiga (Neofolk, Neoclássico, Ethereal)
País: Grécia

Comentário: E quem melhor para falar sobre os gregos e suas raízes mitológicas do que os próprios gregos?! É fato que o berço da civilização em parte se encontra naquelas longínquas terras, de povos e formas de arte milenares. Quiçá, refletindo a respeito disso e na complexa Mitologia Grega, Δαιμόνια Νύμφηnasceu em 1994 com o intuito de resgatar suas raízes musicais. E em seu percurso de gravações e lançamentos estrangeiros, traduziram seu nome para aquela nossa velha, conhecida e maldita língua “mundial” da qual não me canso de dizer o quão a desprezo: o Inglês. Então, Δαιμόνια Νύμφη passou a ser Daemonia Nymphe e, consequentemente, suas músicas também ganharam traduções. E, mais que isso, tais traduções permearam o cenário mundial sobrepujantemente aos nomes originais, de modo a quase apagá-los. Tanto é que só consegui encontrar os nomes originais das músicas de apenas um dos álbuns!

Assinaram com selos alemães independentes e, posteriormente, como “decolagem” da banda veio o contrato com a NADA famosa e renomada gravadora francesa Prikosnovenie. Chegaram a lançar dois EP’s antes do primeiro álbum vir, de cujo título deste carrega o próprio nome da banda, quais sejam: Ο Βακχικός Χορός Των Νυμφών (The Bacchic Dance of the Nymphs), lançado em 1998; e Τυρβασία (Tyrvasia), lançado em 1999. Estes dois EP’s foram compilados, posteriormente, e lançados em apenas um álbum, em 2004, este último que viria a ser o segundo álbum da banda. Em 2007, lançaram seu terceiro álbum e, ano passado, lançaram um DVD.

Sua música essencialmente é tida como Música da Grécia Antiga ou Folk Pagão, onde os músicos utilizam instrumentos bem antigos feitos por Nicholas Brass exclusivamente para a banda − como lira, barbitos, krotalas (este geralmente era tocado por mulheres dançarinas) e flautas-duplas − com instrumentos contemporâneos. São compostos por 3 mulheres musicistas das quais encarnam o papel de ninfas e 3 músicos homens de base instrumental e vocal.

As letras das músicas são baseadas em rituais de celebração e hinos órficos e homéricos, além de poemas de Safo para Zeus e Hécate. São geralmente cantadas como gritos de guerras distantes pelos vocais masculinos e/ou em tons de festejos ou lamúrias pelos vocais femininos, e por vezes são declamadas ao invés de cantadas; sempre fazendo esse contraste do grave masculino com o etérico feminino, com ares dramáticos, épicos ou de sedução festiva. No palco, também procuram encenar aquilo que cantam, criando atmosferas, utilizando-se de máscaras e vestimentas antigas para isto.

Por fim, acredito que é aqui onde o Ignes assume o papel de difusor de cultura musical. Δαιμόνια Νύμφη é uma viagem no tempo, uma recriação de histórias contadas ao longo dos séculos, um resgate mais que autêntico de uma manifestação cultural que atinge a nós mesmos dos quais estamos tão distantes, conquanto não entendamos nada e nem saibamos pronunciar o nome desta banda, acho válida a tentativa dela de expor para o mundo suas raízes, do mesmo modo acho válida a nossa em apreciar o que esses músicos fazem.

Myspace // Last.fm 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011
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Flëur - Эйфория

0 comentários
Gênero: Folk, Dream Pop, Neoclássico, Ethereal e sei lá mais o quê!
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Um grupo musical com dois membros principais e influências absurdamente indefinidas quanto a sua sonoridade, este é Flëur. Formado em 2000 por Olga Pulatova e Olena Voinarovski, estas são as duas únicas musicistas pertencentes de fato a este grupo, também são as autoras das músicas, conquanto, com o passar do tempo, os outros integrantes já vêem participando da construção sonora, as letras ainda são escritas exclusivamente pelas duas fundadoras.

Flëur me lembra um pouco Kent no quesito popularidade, pois não é um grupo tão conhecido mundialmente, porém, bem famoso na Rússia e Ucrânia. Assinou com a Prikosnovenie logo em seu primeiro álbum e alguns lançamentos posteriores, alguns deles lançados primeiramente na França e com o título traduzido para inglês, muito embora as letras de Flëur até hoje sejam cantadas em russo (olha que coisa linda!).

Quiçá, a maior curiosidade a respeito deste grupo é a incapacidade de se definir um gênero musical que o mesmo segue. Há quem diga que seus primeiros álbuns tendiam para o Ethereal/Neoclássico. O grupo chegou até a criar um termo chamado “cardiowave” para se encaixarem em algo, todavia, este virou mesmo foi o nome de uma gravadora independente! Atualmente, Flëur tende para o Dream Pop, por conta da Prikosnovenie que os associou sonoramente a bandas como Cocteau Twins.

O fato é que em Эйфория a confusão sonora e indefinida é ABSURDA (Sim, escrito com letras em caixa alta e tudo!). Nele você pode encontrar desde um Folk Neoclassista, com direito a bucólicas flautas, a algo mais Soul e eu até posso jurar que há uma certa influência de Bossa Nova em algumas músicas. Enfim, é difícil dizer o que se esperar de Эйфория, apenas que é um álbum inconstante, indeciso, com um nome e cantado em um idioma estranho com sutilezas nobres de instrumentos eruditos e de percussão! (E eu já adianto que a música que coloquei em destaque definitivamente não explicita o que esse álbum traz).

Tracklist:
01. Интро
02. Волна
03. Отречение
04. Новое матное слово
05. Исполинские чёрные грифы
06. Тёплые коты
07. Эйфория
08. Никто не должен прийти
09. Два облака
10. Ресница
11. ...и Солнце встает над руинами
12. Река времён
13. Коралловые небеса
14. Мечты
15. Мы никогда не умрём

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
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Les Secrets de Morphée - Discografia

5 comentários
Gênero: Dark Ambient, Neoclássico, Ethereal
País: França

Comentário: Como já havia anunciado no post do XVIIº Vie: não dá para falar de Les Secrets de Morphée sem falar de XVIIº Vie, haja vista que as duas bandas possuem a mesma essência que convergem da mesma protagonista (?): Karin Mérat, dona do principal vocal nas duas bandas... Sabe aquele tipo de banda que ficou conhecida exatamente por que uma outra banda foi formada a partir dela e esta outra banda fez “sucesso”?! Este também é o caso de XVIIº Vie, retorno a esta banda pelo simples fato de que este post não se trata apenas da discografia de Les Secrets de Morphee, mas também, e sobretudo, pela consolidação de XVIIº Vie em sua forma sólida − aqui entra a ironia do termo “sólido”, pois o XVIIº Vie poderia ser tudo, menos sólido, haja vista que a própria formação do Les Secrets de Morphée é decorrente de uma espécie de crise de identidade!

Assim como o The Frozen Autumn (analogia mode: ON), XVIIº Vie teve o seu período de crise e, ao contrário do mesmo, nunca retornou deste. Sendo assim, a formação do LSM é o resultado desta perda e conseqüente busca por uma nova identidade; de tal modo que não se tem uma data exata (ao menos que seja conhecida) da formação enquanto começo de um projeto/término de uma banda/começo de uma outra banda. Pelas minhas contas cronológicas, o LSM nasceu ainda enquanto o XVIIº Vie existia, no entanto a primeira não seguiu como uma banda paralela e, sim, como herdeira (isto é nítido em sua sonoridade e em referências feitas por aí).

Também pupila da Prikosnovénie, LSM tem em sua formação: Karin Mérat e Amélie Duranteau; ficou "conhecida" após abrir para o Faith and The Muse (banda esta bem conhecida que eu ainda não tomei vergonha na cara e parei para ouvir) e o resultado disto foi a gravação do álbum 5 Avril 2000. Herdando da XVIIº Vie, as temáticas pagães e uma influência nítida de resquício daquele clima Dark New Age (presente de forma explícita na música Ys). Contudo, as semelhanças tendem a parar aí, pois o som feito pela LSM não é climático (é absurdamente introspectivo), não é melancólico (é fúnebre!), não há profecia vocal (há agudíííííssimos lamentos misturados com lirismo). Baseada em percussão pesada, violinos propositalmente esganiçados − no álbum Chuchotements, estes foram feitos por Franck Dematteis (Die Form) − e synths que oscilam entre dor e medo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011
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Die Verbannten Kinder Evas - Die Verbannten Kinder Evas

10 comentários
Gênero: Darkwave, Neoclássico, Dark Ambient
Ano: 1995
País: Áustria

Comentário: Os exilados filhos de Eva foi formada em 1993 por Richard Lerder (SIM! O cara do Summoning) e Michael Gregor, este que já caiu fora da banda há tempos. E a formação atual conta apenas com o próprio Lerder e Christina Kroustali, quem é membro de uma outra banda (ou projeto?) aí. Suas músicas são baseadas nas obras de dois artistas ingleses, quais sejam: John Dowland e Percy Bysche Shelly. Dowlan fora um músico renascentista que ficou conhecido, sobretudo, pela melancolia em suas músicas. Enquanto Shelly carrega o signo de ter sido um dos mais importantes poetas românticos ingleses.

Embebidos no período medieval, a sonoridade que fazem é uma volta dramática/tristonha/climática no tempo, onde utilizam synths misturados com instrumentos líricos, com bumbos de guilhotina, badaladas dos sinos de catedrais e duos vocálicos vitorianos (aqui deve-se ressaltar os vocais masculinos, femininos, sobrepostos e/ou complementares). A proposta em si (não a sonoridade), me lembrou um pouco O Quam Tristis.

Recomendado para seres medievos que ainda vivem entre nós. Amém!



Tracklist:
1 Einleitung
2 The Serpent's Voice
3 Darkened Skies
4 Quod Olim Erat
5 Beneath The Veil Of The Ocean
6 Requiem
7 May No Tears Stain This Holy Ground
8 The Messenger
9 Futile Belief
10 Reflexion Beyond Boundaries
11 Craving Dreams
12 Shadowvale
13 Withering Existence
14 Das Letzte Kapitel

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terça-feira, 19 de julho de 2011
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Medusa's Spell - Last X Hours

3 comentários
Gênero: Neoclassical, Ritual Dark Folk, Neofolk, Dark Ambient
Ano: 2008
País: Itália

Comentário: Bem, mais um projeto do consagrado selo Cold Meat Industry, o selo formentador da bandas estranhas, perturbadoras e musicalmente instigantes. O projeto nascido em 2005 e idealizado por Mara Lasi (teclados, piano e programação) e Daniele Serra (voz, guitarra e programação, investiga sons com atmosferas obscuras, explorando vários estados de espírito, com um requinte e (ultra) romantismo únicos. Medusa's Spell alia vocalizações que são quase declamações como se fossem formentadas para alguma espécie de ritual, sons acústicos de violão e distorções que lembram o industrial de forma repetitiva, perturbadora. A temática gira em torno de dualismos humanos, trabalhados de forma muito metaforizada. Esse álbum em específico conta uma espécie de história com direito a linha lógica cronológica e tudo.

Enfim, é um projeto que acompanho desde 2005 - ano de sua formação - e particularmente, gosto muito.

Recomendo. =)

Destaque para a faixa Why don't you help me?

Tracklist:
01. Prelude
02. Why don't you help me?
03. Black hair
04. Seven hours to execution
05. Six hours to execution
06. Five hours to execution
07. Four hours to execution
08. Three hours to execution
09. Grazia Plena
10. Execution


Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.