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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
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Disemballerina - Disemballerina

2 comentários

Gênero
: Neofolk/Doom Metal ("acústico")
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Já aviso logo: quem ao menos parou pra ler com mais atenção o gênero dessa banda aí encima, e portanto tem algum remoto interesse em Neofolk, Neoclássico, Música de Câmara, Doom Metal e bandas na linha do Agalloch, vai com certeza absoluta encontrar em Disemballerina uma nova banda favorita. Ah, e como o texto será um pouco longo, já vai ouvindo o que lhe aguarda com essa demo enquanto lê o contexto, pra ter certeza que vai valer a pena ficar até o final:



Dito isto, vamos em frente. Disemballerina é um projeto elaborado por inicialmente três individuos: Ayla Holland (Violão, Banjo e Bandola), Myles Donovan (Viola, Harpa e Mandola) e Jennifer Christensen (Violoncelo), mas que atualmente conta também com Marit Schmidt (Viola) - se eu tiver dito alguma besteira aqui, por favor me corrijam, encontrei pouca coisa precisa sobre a formação atual da banda. A cidade donde vem a banda já conta grande parte de sua história: Portland. Aos mais chegados, a região de Portland é pivô de uma das mais interessantes cenas de Black Metal atuais, o chamado Cascadian Black Metal. Para os desavisados, é uma corrente de bandas com temáticas bem próximas do Neofolk europeu, musicalidade e intensidade, como Agalloch, Fell Voices e Wolves In The Throne Room. Mas apesar de eu ter citado o Black Metal, essa vibe tomou conta cena musical de Portland e é lotada de bandas intimistas e com temáticas filosóficas e profundas, dos mais variados estilos, desde o Sludge Metal até a música de câmara, como é o caso aqui. Fora da região de Cascádia, o maior expoente dessa musicalidade é sem dúvida o Drudkh.

Mas por quê Cascadian? Cascádia é uma região entre os Estados Unidos e o Canadá, à beira do pacífico, que revela um movimento independentista desde o século XIX, e que hoje em dia reside sua motivação à independência num projeto chamado por muitos de "eco-socialismo". Cascádia é lar de diversas reservas naturais, e estando ela dentro de dois países com um voraz capitalismo predatório, não é de se surpreender que lá exista muita gente querendo governar a si próprio. E também não surpreendentemente, então, a música produzida nessa região tem uma proximidade fantástica do neopaganismo europeu e da melancolia da fuga para a floresta. 

Disemballerina entra nessa história como uma banda formada por, como vocês já notaram, instrumentistas eruditos, mas com toda a vibe Cascadiana intacta. Tanto a influência cavalar e monstruosa do Neofolk, quanto a melancolia do Doom Metal e até mesmo a violência do Black Metal estão sumarizadas na sonoridade do grupo, ainda que numa fórmula totalmente inortodoxa. Projetos com músicos eruditos se aproximando da música extrema não são raros - Apocalyptica ta aí pra (desmoralizar) provar isso - mas francamente eu nunca ouvi nada como essa demo do Disemballerina. Sim, essa é uma demo, embora tenha seus 31 minutos de duração. Tudo aqui é emocionante, belo e poderoso. Poderosa é a melhor palavra para descrever o Disemballerina, pois ela toca profundamente, intensamente e a sensação bucólica que imprime em nossa alma dura muito tempo depois de ouvida. Simplesmente, como eu disse no início, é algo completamente imperdível pra quem curte remotamente os estilos dessa banda e todo esse clima citado.

Pra felicidade geral, a banda deve lançar seu primeiro Full-Lenght em 2014. Aguardo mais do que ansiosamente.



Tracklist:

1- Saturn Return
2- Thieves' Oil
3- The Walking Dead
4- Drown
5- Hex

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
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Giuseppe Tartini - The Devil's Trill (Il Trillo del Diavolo)

1 comentários

Gênero: Música Barroca
País do Compositor: Itália
Ano: Da composição: por volta de 1713; Desta gravação em especial: 1979.

Comentário:

A Itália do século XVIII era, sem sombra de dúvidas, o maior celeiro cultural de música da época e suas produções neste contexto serviam de modelo para muitos outros locais, inclusive o Brasil. Foi essa Itália de Vitali, Torelli, Corelli, Vivaldi, Geminiani, Locatelli e Veracini que trouxe ao mundo Tartini que traria influência de tais artistas e sintetizaria muito de suas obras em suas composições.

A obra mais conhecida de Tartini, que vos é apresentada nesta postagem, conhecida como Il Trillo del Diavolo (O trilo do diabo) além do virtuosismo traz consigo a curiosa história de ter se criado uma lenda a respeito de um possível pacto com o coisa ruim.

domingo, 25 de agosto de 2013
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La Batalla - Cantigas D'amigo

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Gênero: Erudita/Medieval/Folclórica
País: Portugal
Ano: 1984

Comentário: Quando eu comecei a estudar sobre a escola literária do Trovadorismo me encantei pelas líricas em galego-português e comecei a imaginar como seriam as melodias delas, como os bardos cantavam aqueles poemas, e como tocavam. La Batalla com certeza não reproduz o mesmo som que eles faziam,  mas chegam perto o suficiente cantando no idioma original dos poemas, que é o galaico-português e com acompanhamentos instrumentais maravilhosos, que incitam sua imaginação e te levam à um castelo medieval ou para o campo simples onde uma dama lamenta sobre seu parceiro que saiu em campanha.

Criado por Pedro Caldeira Cabral em 1984 e composto por músicos com diferentes formações na área musical, o grupo usa de replicas de instrumentos medievais criados pelo próprio Pedro Caldeira para criar uma sonoridade tão fiel a musica medieval. Alem dos instrumentos, a banda usa de trajes e decorações especiais para criar um ambiente certo nos shows. As letras são, como o nome do disco diz, cantigas de amigo escritas por vários trovadores, incluindo D.Dinis, rei de Portugal. Cantigas de amigo trazem o ponto de vista da donzela que se vê desamparada ao pensar em seu amado que está longe, seja pelo motivo que for.

Vou destacar a musica “Cantiga 100” por que ela e uma das que eu mais gostei, é um canto bem religioso e forte. Este é um cd muito bom de se ouvir como um todo, algumas musicas instrumentais são excelentes e acredito que são uma ótima trilha sonora para um RPG ou uma leitura de fantasia medieval.

                                                             Site Oficial / Last.fm

Tracklist:
Lado A
01 - En Lisboa Sobre Lo Mar (Séc. XIII) – 2:26
02 - Ductia (Séc. XIII) – 3:11
03 - Ay Eu Coitada (c. 1199) – 6:10
04 - Valamos, Irmana (Séc. XIII) – 4:38
05 - Ai Flores, Ai Flores Do Verde Pino – 5:18
Lado B
01 - Cantiga 322 (Sec. XIII) (Versão Instrumental) – 2:30
02 - Ondas Do Mar De Vigo (Séc. XIII)  - 5:40
03 - Mandad'el Comigo – 4:43
04 - Trotto (Séc. XIV) -  2:09
05 - Cantiga 100 – 2:49
06 - 5ª Estampida Real (Séc. XIV) – 1:48
 

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Samuel R. Auras - Awaken

3 comentários
Gênero: Piano/ Instrumental/ Ambient e Erudita
País: Brasil (SC)
Ano: 2011

Comentário: Por um lado Samuel R. Auras parece ser o tipo de pessoa que encara a rotina de tocar e compor como meros hobbies, mas com desenvoltura próxima dos profissionais. Por outro lado vaga pelo amadorismo, por conta de uma produção que se aproveitou apenas daquilo que havia em seu alcance, e nada mais, e pelo desconhecimento também, já que se não fosse por um amigo (Eduardo Luann Wojcikiewicz Duarte Silva) talvez seu som não chegasse aos meus ouvidos tão cedo. Contudo, mesmo com tal amadorismo e sonoridades por vezes artificiais (o que não é nenhum pecado para um músico sem grandes pretensões, além da grande desculpa vir dos equipamentos utilizados), vindas não somente dos teclados, mas de todo um conjunto de sonoridades que acompanham seu piano e preenchem buracos, ainda assim nota-se a cautela do músico para com suas obras ao ponto de ficar óbvio o quanto seus dedos foram capazes de produzir com tanto requinte sequências instrumentais tão belas, criativas e com aquele gostinho de introspecção.

Este é o "Awaken", seu primeiro "disco" (a real é que nada indica que o músico se preocupou com a divulgação de seu trabalho) composto, gravado e editado sozinho enquanto tinha de se dedicar às aulas e bolsa de pesquisa em Química. Pode-se dizer que o disco soa coeso, existe uma química da primeira à última faixa (quase pior que a piada do pavê), que variam em intensidade praticamente "filmística" (segundo o amigo de Samuel, era a intenção), como sendo dramáticas, melancólicas, épicas e esperançosas, na maioria das vezes à soar orquestral mesmo. Em seu canal no Youtube Samuel ainda nos presenteia com sua habilidade em tirar no piano temas de séries, jogos, filmes e até obras eruditas.

Infelizmente não consegui contato com o músico, e juro que tentei, o que impossibilitou obter mais informações e alguma foto/imagem com a mínima qualidade possível para ilustrar este post. Mas nada disso se reflete de forma negativa ao Awaken, que foi aprovado por todos os nossos colaboradores, então baixe o disco logo abaixo ou ouça via streaming.



Tracklist:
The Sevehr Song
Silent Wind
Remember
Beyond The Storm
Dreams
Nightmare
Awaken
Overbreak
Dawn
The Ascent
Questions
Face The Unknown
Until We Meet Again
Alive (The Aftermath)

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
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Henry Purcell - Music For a While

0 comentários
Gênero: Música barroca
País: Compositor e intérprete: Inglaterra
Ano: Da composição: 1692; Da gravação: 1979

Comentário:

É tendência minha procurar sempre as coisas mais dramáticas e melancólicas possíveis, mesmo que estejamos falando da música erudita. E foi numa dessas que descobri a maravilhosa melodia de Henry Purcell, intitulada O Solitude. Confesso que foi somente por causa dessa música que me interessei pelo resto de suas composições. Confesso, também, que não foi nada fácil encontrar este álbum que vos posto.

Porém, eu preciso deixar bem claro que, se você não estiver habituado a este tipo de música, terá uma certa resistência. E essa resistência muito provavelmente terá sua origem na técnica vocal utilizada. No caso deste álbum, as músicas são cantadas pro Alfred Deller, um famoso contratenor inglês. Contratenor é um tipo de canto exclusivamente masculino que tem como sua característica um registro agudo, geralmente conhecido apenas como falsete.

Sabendo disto e, portanto, estando ciente de que o que você ouve não é um vocal feminino (pois para ouvidos destreinados realmente parece ser), torna-se mais fácil apreciar toda a beleza empregada nestes cantos. Primeiro, pelas suas melodias que são belas e agradáveis, sempre calmas. Nota-se, também, que são músicas de composição até simples, porém, sem deixarem de ser complexas. Segundo, pela beleza de suas letras, composições que geralmente exaltavam a solidão, o espírito elevado, a nobreza da alma humana, odes à natureza e sua relação com o espírito humano.

A tais magníficas composições, deve-se a poesia que brotara durante a curta vida de Henry Purcell (apenas trinta e seis anos). Às vezes, parece-nos que a vida se diverte com as habilidades dos grandes gênios e toma-lhes seus instrumentos naturais apenas para testar-lhes até o limite. Tal como Beethoven e sua surdez progressiva, Purcell, que cantava no coral da Capela Real, ainda muito jovem adquiriu problemas com sua voz, o que o impediu de continuar cantando, mas não o impediu de compor jamais.

Por último, para tentar ser o mais breve possível, quero deixar apenas um trecho desta que é uma das mais belas músicas já compostas, tanto pela melodia, quanto pela poesia e pela mensagem.

O solitude, my sweetest choice! Places devoted to the night, Remote from tumult and from noise, How ye my restless thoughts delight! O solitude, my sweetest choice! O heav'ns! what content is mine To see these trees, which have appear'd From the nativity of time, And which all ages have rever'd, To look today as fresh and green As when their beauties first were seen.



Tracklist:

01. The Plaint - 07:32
02. If Music Be The Food Of Love - 02:23
03. I Attempt From Love's Sickness - 02:03
04. Fairest Isle - 02:48
05. Sweeter Than Roses - 03:22
06. Not All My Torments - 02:01
07. Thrice Happy Lovers - 02:53
08. An Evening Hymn - 05:06
09. From Roses Bow'rs - 07:14
10. O Lead Me To Some Peaceful Gloom - 02:56
11. Retired From Any Mortal's Sight - 02:55
12. Music For A While - 04:04
13. Since From My Dear Astrea's Sight - 03:59
14. O Solitude - 05:55

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sábado, 8 de setembro de 2012
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Vincenzo Galilei – Fronimo

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Gênero: Música renascentista (Erudita)
País: Itália
Ano: Escrito: 1568 | Revisão: 1584 | Performance (Andrea Damiani): 2012

Comentário: Pai do fundamental Galileu Galilei, Vincenzo Galilei (1533 — 1591) também fez sua contribuição para a ciência, mais precisamente para a "ciência-musical", aliando o estudo da música — como de fato uma ciência — ao amor à sua sonoridade; ao emprego da física como essencial para sua perfeita compreensão e ao mesmo tempo se desviando da matemática pura e abstrata que era usada como  a base para o entendimento e criação musical.

"Ao contrário do que Galileu e alguns teóricos musicais defendiam no século 16, Vincenzo demonstrou que a música não poderia ser embasada nas ideias pitagóricas abstratas vigentes na época de razões de números inteiros, mas sim no fenômeno físico sonoro."

Embora eu não estude física e tão pouco música, entendo que Vincenzo ia contra o estudo da música formulado apenas sob um olhar aritmético, mas sim mostrava considerar as frequências e a sonoridade, e também as teorias filosóficas de Aristóteles, o que podemos entender como algo muito mais ligado à física e aos sentidos perceptivos.

Como músico se mostrou um compositor interessantíssimo, considerado uma figura importantíssima para a música renascentista, além de ter seu nome incluso como uma das bases para a ascensão da música barroca. É também pai do virtuoso alaudista Michelagnolo Galilei.

Quanto ao material que trago aqui, se trata da interpretação e performance do italiano Andrea Damiani sobre algumas obras de Vincenzo e que se encontram no livro Fronimo Diálogo di Vincenzo Galilei, escrito pelo próprio Vincenzo, um manual sobre alaúde que incluía peças inteiras (uma versão digitalizada do manuscrito original pode ser visto aqui).

Enfim, vou parar por aqui antes que comece a falar besteiras sobre o que não sei, mas leiam aqui o artigo que usei como base para esta mísera resenha. Também aos mais interessados existe uma pesquisa que deu vida ao livro Vincenzo Galilei contra o número sonoro de Carla Bromberg (projeto de doutorado em história da ciência, realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC)) e que se encontra aqui para compra.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012
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Wim Mertens - Best Of

3 comentários

Gênero: Contemporany classical, minimalism
País: Bélgica
Ano: 1997

Comentário:
Eis aqui um trabalho interessantíssimo da música contemporânea! O som aqui exposto, apesar de estar, diversas vezes, sob a designação de "música erudita", soa bastante acessível e, por vezes, diria eu, até popular. Wim Mertens é um músico que eu não consigo deixar de lado, pois, de vez em quando resolve reaparecer uma melodia sua em minha consciência adormecida e eu corro logo para ouví-lo.

Antes de mais nada é necessário dizer que Wim Mertens é musicólogo (sua formação em ciências políticas e sociais acaba não sendo tão relevante para o nosso propósito aqui). Eu arriscaria dizer que sua música é experimental, mas ultimamente esta palavra vem sendo tão banalmente utilizada que não sei se seria uma boa descrição. Porém, é impossível negar que, para o cenário no qual está inserido, Mertens produz um som "Avant-garde". De qualquer forma, é, também, minimalista. Ele não nega que aprecia o fato de que sua música seja "tão popular quanto pode ser."

De fato, o meu primeiro contato com sua música foi no filme Nós que aqui estamos por vós esperamos, (recomendadíssimo) apesar de eu, na época, sequer saber da existência do compositor. Quando me dispus a ouvir seu material lembrei: "êpa! Isso é familiar". Experiências à parte, este álbum que vos trago, com seu título auto-explicativo, é uma seleção de suas supostas melhores obras. Achei por bem postar esse álbum em especial, pois, nosso amigo compositor não cansa de compor novas músicas e lançar novos álbuns (em seu total mais de 50!) Suas obras mais "famosas", digamos assim, estão nesse álbum, tais como Struggle for pleasure e Maximizing the audience, apesar de minhas preferidas serem Often a bird e Iris (o fato destas duas serem trilha do filme anteriormente citado é mera coincidência). Iris é a música mais "profunda" do álbum, em minha opinião, pois, além da linda linha melódica do piano, é acompanhada por um vocal em falsete cantando numa língua imaginária resultando no despertar de sensações incríveis e belas, sensações essas que são realmente estranhas, não sei dizer se é algo bom ou ruim, sei apenas que são bastante contemplativas.

Enfim, está aqui um compositor "erudito" que vai muito além das linhas já traçadas por outros de seu ramo, que sabe utilizar-se de meios não convencionais para criar músicas com melodia simples, belas e muito tocantes.

MySpace//LastFm//Site

Tracklist:

01. Struggle for pleasure - 04:01
02. Birds for the mind - 04:51
03. Close cover - 03:23
04. Their duet 03:36
05. Humility 03:02
06. Often a bird - 03:49
07. 4 mains - 3:17
08. No testament 3:58
09. Iris - 9:55
10. Hors-nature - 3:22
11. Maximizing the audience - 11:50
12. The scene - 1:48

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quarta-feira, 25 de abril de 2012
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Dmitry Borisovich Kabalevsky - Kabalevsky - Preludes and Fugues

2 comentários
Gênero: Piano, Classical
País: Rússia

Intérprete: Alexandre Dossin
País: Brasil
Ano: 2009

Comentário: Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou um expert em música erudita, mas sou sim um grandíssimo admirador. Não lembro exatamente onde encontrei uma música de Kabalevsky, mas a encontrei e daí decidir que deveria baixar um álbum. Custei um pouco a encontrar (também não lembro onde encontrei).

Kabalevsky foi um compositor russo que nasceu em 1904 e morreu há relativo pouco tempo, em 1987. O que mais chama atenção em sua carreira é o fato de sua filiação ao Partido Comunista soviético. É interessante notar, do ponto de vista histórico, que a música nessa época (e por que hoje seria tão diferente?) estava intimamente ligada com as demandas políticas. O Partido Comunista sempre foi muito forte em suas propagandas e formas de coerção e, obviamente, a música sempre foi um meio muito prático de chegar perto das massas. Os compositores soviéticos que não declaravam seu patriotismo em suas músicas ou que declarassem oposição ao regime comunista eram taxados de “formalistas”. Kabalevsky, nesse contexto, sempre se interessou por temas patrióticos e foi um dos compositores que ajudaram a criar a União dos Compositores Soviéticos.

Quanto à sua música, ao contrário de muitos outros compositores russos, Kabalevsky possuía uma tendência mais “popular” em suas obras, pode-se dizer que eram “de fácil audição”. Ele se destacou em suas composições para piano e também compôs para peças de teatros e filmes do cinema mudo. Outra coisa bem interessante sobre ele é que demonstrava interesse em educação musical, tendo desenvolvido projetos musicais em várias escolas com crianças e até mesmo escreveu um livro sobre o assunto.

O intérprete desse álbum, os prelúdios e fugas, é Alexandre Dossin, um brasileiro de Porto Alegre, que tem se destacado bastante como um exímio pianista. Ganhador de diversos prêmios nacionais e internacionais, Dossin já fez interpretações de obras de grandes músicos, como Tchaikovsky e Liszt.

Depois desse pequeno apurado histórico (em que espero não ter cansado o leitor), falarei agora um pouco (dessa vez pouco mesmo) sobre minhas impressões quanto à música em si. O álbum é de fácil “digestão musical” e as músicas são “simples” (destaque: entre aspas). Mas não sei exatamente o porquê, porém vejo uma certa similaridade entre os compositores russos, mesmo que de épocas distintas e visões políticas diferentes. Acho que (espero que não seja apenas eu) noto algo de bélico e triunfante em suas músicas e Kabalevsky não foge à essa minha regra imaginária.

Destaco aqui a música “Allegro tenebroso”, uma interessante cadência musical que achei fantástica... e tenebrosa.

Ah, acho importante citar que, pra quem gosta de fazer scrobble, eu encontrei pelo menos três páginas diferentes desse mesmo compositor no site da Last.fm, por conta de desorganização com o nome (e olhe que deve haver mais), mas eu optei por transcrever o nome completo que, apesar de não ser a página mais executada, é a mais organizada.


LastFm // Site de Alexandre Dossin

Tracklist:

1. Preludes (4) for piano, Op. 5: No. 1. Semplice
2. Preludes (4) for piano, Op. 5: No. 2. Vivo e leggiero
3. Preludes (4) for piano, Op. 5: No. 3. Moderato quasi andante
4. Preludes (4) for piano, Op. 5: No. 4. Andantino
5. Preludes (24) for piano, Op. 38: No 1. Andantino
6. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 2. Scherzando
7. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 3. Vivace
8. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 4. Andantino
9. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 5. Andante sostenuto
10. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 6. Allegro molto
11. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 7. Moderato e tranquillo
12. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 8. Andante non troppo - Semplice e cantando
13. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 9. Allegretto scherzando
14. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 10. Non troppo allegro, ma agitato - Recitando, rubato
15. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 11. Vivace scherzando
16. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 12. Adagio
17. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 13. Allegro non troppo
18. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 14. Prestissimo possibile
19. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 15. Allegro marcato
20. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 16. Allegro tenebroso
21. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 17. Andantino tranquillo
22. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 18. Largamente con gravità
23. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 19. Allegretto
24. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 20. Andantino semplice
25. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 21. Festivamente (non troppo allegro)
26. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 22. Scherzando. Non troppo allegro
27. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 23. Andante sostenuto
28. Preludes (24) for piano, Op. 38: No. 24. Allegro feroce
29. Preludes and Fugues (6) for piano, Op. 61: No. 1. in G major, 'A Summer Morning On The Lawn'
30. Preludes and Fugues (6) for piano, Op. 61: No. 2 in C major, 'Becoming A Young Pioneer'
31. Preludes and Fugues (6) for piano, Op. 61: No. 3 in E minor, 'An Evening Song Beyond The River'
32. Preludes and Fugues (6) for piano, Op. 61: No. 4 in A major, 'At The Young Pioneer Summer Camp'
33. Preludes and Fugues (6) for piano, Op. 61: No. 5 in C minor, 'The Story Of A Hero'
34. Preludes and Fugues (6) for piano, Op. 61: No. 6 in F major, 'A Feast Of Labour'


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sábado, 28 de janeiro de 2012
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Karlheinz Stockhausen - Gesang Der Jünglinge

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Gênero
: Música Erudita/Música Eletrônica/Musica Concreta
País: Alemanha
Ano: 1955

Comentário: Muito se fala, mas pouco se ouve dos trabalhos do compositor alemão Karlheinz Stockhausen. Nascido em 1928 num vilarejo alemão, Stockhausen desde seus sete anos começou a estudar piano clássico e em 1950, com 22 anos, já havia concluido suas primeiras composições, ainda não muito revolucionárias. Em 1951 no entanto Karlheinz começou a estudar serialismo, um método de composição, porém rejeitando o método dodecafônico (uma sequência de 12 notas) usada por Schoenberg no início da década de 20. Desse estudo resultaram alguns trabalhos já bastante influentes como Klavierstücke de 1952. Prolífico como seria ao longo de toda a carreira, Stockhausen continuaria seus estudos frenéticamente e em dezembro ainda de 52, ao lado de Pierre Schaeffer, compositor, engenheiro de som e radialista francês que já trabalhava na já mais domesticada música eletrônica - que teve sua genêse real bem antes de Stockhausen, ao contrário do que muitos superficialmente julgam - começa a trabalhar em estudos de música concreta, ramo da música eletrônica e experimental idealizada em grande parte por Schaeffer.

E é nesse contexto que surge Gesang Der Jünglinge, um trabalho que reune elementos de música eletrônica e música concreta, com doses cavalares da criatividade monumental de Stockhausen. Gravado entre 1955 e 1956, o que temos aqui é um compêndio de sons, técnicas e visão que seria influente em inúmeros ramos da música ao longo de todo o século XX. É injusto citar apenas este trabalho como um dos responsáveis estilos baseados em música concreta, como Ambient, Industrial, EBM, Drone, Dark Ambient, Noise, sem citar também sua influência sobre todos os estilos de música eletrônica que se usam de elementos como vocais editados, loops de sons ambiente, a famosa onda senóide tanto usada na música eletrônica e também a manipulação de toda a dinâmica dos sons produzidos. Elementos que pra nós são totalmente comuns na música eletrônica porém em 1956 fazia parte de uma das vanguardas da música erudita sob a forma do que seria conhecido como serialismo total.

Além de toda sua importância dentro da história da música, o disco ainda tem suas peculiaridades. O trabalho é composto basicamente de sons eletrônicos e concretos, em conjunto com vocais editados de um soprano polonês de apenas 12 anos chamado Josef Protschka, criando atmosferas ao mesmo tempo cruas e melódicas. É um trabalho desconcertante que se mantém perfeitamente atual mais de 60 (eu disse SESSENTA) anos depois de sua criação. Como eu já comentei com algumas pessoas, se o Sunn O))) lançasse este disco em 2012, achariamos perfeitamente natural, atual e criativo. Stockhausen é uma das princiapais fontes da qual bebem todos os artistas avant-garde do século XX que se baseiam na música concreta e na música eletrônica. Portanto, álbum absolutamente obrigatório.

PS: Fiz o possível e imaginável pra que eu, mero estudante de física, não ousasse falar como se fosse um legítimo estudante de música. Portanto tentei poupar uma certa profundidade acerca dos assuntos mais técnicos, e qualquer besteira que eu tenha dito, sinta-se perfeitamente a vontade pra me corrigir ou adicionar alguma coisa, ficarei muito grato!

Tracklist:

01 - Gesang Der Jünglinge 13:17
02 - Kontakte (1.Tell)    11:28
03 - Kontakte (2.Tell)    23:24

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Bayfiles
Mediafire
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(infelizmente a prévia não tem os últimos minutinhos da música, não reparem)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
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Richard Wagner - Der Ring des Nibelungen

7 comentários
Gênero: Erudita/ Ópera
País: Alemanha
Anos: Solti: 1958-1965 gravadora DECCA: 1984

Wikipédia: Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) é um ciclo de quatro óperas épicas do compositor alemão Richard Wagner. Elas são adaptações dos personagens de personagens mitológicos das sagas nórdicas e do Nibelungenlied.
Wagner escreveu o libreto e a música por cerca de vinte e seis anos, de 1848 a 1874. Entretanto, ele não se dedicou exclusivamente a isso durante esse período. As óperas que compõem o ciclo do anel são, em ordem cronológica do enredo: Das Rheingold (O Ouro do Reno), Die Walküre (A Valquíria), Siegfried e Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses). Apesar delas serem apresentadas como obras individuais, a intenção de Wagner era apresentá-las em série.
A primeira apresentação de todo o ciclo aconteceu em Bayreuth, 13 de agosto de 1876. Das Rheingold já havia estreado em Munique em 1869, a contragosto do autor.

Comentário: Para delírio dos adoradores de música clássica é que trago este belíssimo material. Der Ring des Nibelungen é o tipo de arte que poucos ouvirão, e dos que ouvirão, menos ainda são aqueles que terminarão.
Não por ser enfadonho ou mesmo ruim [bate na madeira por blasfemar contra uma obra de Wagner] mas sim por que cada ópera tem de 24 minutos e 10 segundos à 01 hora e 33 minutos, e olha que as mesmas foram divididas em 3 ou 4 atos, assumindo assim este tempo descrito.
Enfim, não há o que dizer sobre um trabalho como este, com suas 14 horas e 6 minutos de perfeição organizados em 15Cds. Na verdade há sim, mas me faltariam palavras para tanto, então, como um miserável na arte da música, me calo e ouço, apenas. Esta belezinha de BOX está sendo vendida por $147.99 $120.93 na Amazon.
Mais informações na Wikipédia.

Compositor: Richard Wagner
Condutor: Sir Georg Solti
Orquestra: Vienna Philharmonic Orchestra

Performance: Hans Hotter, Birgit Nilsson, Kirsten Flagstad, Dietrich Fischer-Dieskau, Wolfgang Windgassen, Ira Malaniuk, Claire Watson, Set Svanholm, Waldemar Kmentt, Eberhard Wächter, Paul Kuen, Hetty Plümacher, Oda Balsborg, Kurt Böhme, Gustav Neidlinger, Walter Kreppel, Jean Madeira, George London, Gerhard Stolze, Dame Joan Sutherland, Marga Höffgen, Helen Watts, Maureen Guy, Dame Gwyneth Jones, Lucia Popp, Christa Ludwig, Gottlob Frick, Anita Välkki, Grace Hoffman, Vera Schlosser, Vera Little, Claudia Hellmann, Brigitte Fassbaender, Régine Crespin, Helga Dernesch, James King, Berit Lindholm, Marilyn Tyler

Tracklist:
Das Rheingold (The Rhine Gold)
[dividido em 4 atos/faixas]
Die Walküre (The Valkyrie)
[dividido em 3 atos/faixas]
Siegfried
[dividido em 3 atos/faixas]
Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods)
[dividido em 4 atos/faixas]

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
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Franz Schubert - Complete Trios

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Gênero: Música Erudita
País: Áustria
Ano: 1994

Comentário: Franz Peter Schubert, nascido na cidade de Himmelpfortgrund, em 31 de Janeiro de 1797, na Áustria, foi um prolífico compositor, tendo composto mais de 600 canções, 9 sinfonias, músicas sacras, óperas, e uma grande quantidade de música para piano solo. Morreu cedo, em 1828, aos 31 anos, na cidade de Viena. Alguns historiadores apontam para a causa da sua morte febre tifoide, mas não é consenso, e é também sabido que ele havia contraído sífilis, em 1822. Schubert não alcançou reconhecimento em vida, e teve um histórico de vida conturbado, não se fixava em nenhum emprego, e em durante algum tempo, foi sustentando por amigos, morrendo em completa pobreza.

Mas como é de costume, por ter acontecido com vários artistas, seu sucesso foi póstumo, e após sua morte, seu trabalho foi ganhando notoriedade e popularidade, sendo que hoje, ele é considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico, e na totalidade da sua vasta obra, é possível notar as influencias dos dois períodos, sendo que nas suas composições finais, como essa que estou postando, é notório que ele alcançou uma maturidade musical maior.

“Schubert: Complete Trios” contem canções para piano, compostas nos seus últimos anos, quando já sabia que estava doente e morrendo, mas parece que a doença, e a contemplação da iminente morte, deu uma inspiração especial a Schubert, que nessa incrível obra nos agracia com maravilhosas canções, todas cheias de requinte e beleza, fluidas, melódicas, carregadas de sentimento, e cheias de virtuosismo e complexidade, mas de maneira sutil e cativante, coisa típica do período romântico. Com certeza é uma obra para ser apreciada, e não apenas ouvida.

A interpretação fica por conta do Grumiaux Trio e do Beaux Arts Trio, que executa as canções de forma impecável.

[LastFM]

Tracklist:

CD1:
1.B flat, D.581 - 1. Allegro moderato - (5:34)
2.B flat, D.581 - 2. Andante - (5:04)
3.B flat, D.581 - 3. Menuetto (Allegretto) - (4:00)
4.B flat, D.581 - 4. Rondo (Allegretto) - (5:45)
5.B flat, D.471; Allegro - 1. Allegro - (8:21)   
6.B flat, Op.99 D.898 - 1. Allegro moderato - (10:46)
7.B flat, Op.99 D.898 - 2. Andante un poco mosso - (10:06)   
8.B flat, Op.99 D.898 - 3. Scherzo (Allegro) - (6:08)
9.B flat, Op.99 D.898 - 4. Rondo (Allegro vivace) - (8:45)   
CD2:
1.E flat, Op.100 D.929 - 1. Allegro - (12:43)
2.E flat, Op.100 D.929 - 2. Andante con moto - (8:57)
3.E flat, Op.100 D.929 - 3. Scherzo. (Allegro moderato - Trio) - (6:56)
4.E flat, Op.100 D.929 - 4. Allegro moderato - (12:39)   
5.B flat, D.28 "Sonata": Allegro - (8:28)   
6.E flat, Op.posth. 148 D.897 "Notturno" - (13:07)

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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Vitamin String Quartet - 13 Releases

3 comentários
Gênero: Instrumental / Erudito / Rock / Pop
País: Estados Unidos


Comentário: Do Heavy Metal ao Pop; do mainstream ao underground; de Tool e Nine Inch Nails a Lady Gaga, Adele e Tupac Shakur: não há uma área sequer que não tenha sido abrangida pela vasta produção do Vitamin String Quartet. A Vitamin é a gravadora que os capitaneia, e quarteto de cordas é a expressão largamente utilizada para denominar, geralmente, um agrupado de dois violinos, uma viola (ou violeta) e um violoncelo. Tal é a composição do grupo que, ao que se sabe, não conta com um lineup fixo.
Seus releases são compostos de tributos a álbuns em específico, a estilos pré-determinados, ou aos maiores hits da carreira de determinada banda. É assombrosa a qualidade das gravações, e quando se compara com as canções originais, percebe-se que aquilo demanda muito estudo e dedicação, pois cada arranjo, cada instrumento, cada riff das faixas originais são reproduzidos com maestria na homenagem.
O grupo chegou, recentemente, à marca dos trezentos releases. Sim, TRE-ZEN-TOS. Abaixo, disponibilizo alguns dos meus preferidos.


[ Site Oficial / LastFM ]




Releases:

Álbum: Strung Out on Taking Back Sunday
Ano: 2006


Tracklist:


  1. Cute Without the ‘E’ (Cut From the Team)
  2. This Photograph Is Proof (I Know You Know)
  3. You Know How I Do
  4. One-Eighty by Summer
  5. Number Five with a Bullet
  6. You’re So Last Summer
  7. A Decade Under the Influence
  8. New American Classic
  9. Ghost Man on Third
  10. Little Devotional
  11. Set Phasers to Stun
  12. You’re Good News (To Me) (Original composition inspired by the music of Taking Back Sunday) 



Álbum: Shape and Colour of My Heart: TheString Quartet Tribute to Foo Fighters
Ano: 2005


Tracklist:
  1. Big Me
  2. All My Life
  3. Have It All
  4. Times Like These
  5. Everlong
  6. I’ll Stick Around
  7. Learn To Fly
  8. Headwires
  9. This Is A Call
  10. My Hero
  11. Monkey Wrench
  12. Anytime

Bayfiles


Álbum: Vitamin String Quartet Tribute to 30 Seconds to Mars
Ano: 2009


Tracklist:
  1. Echelon
  2. The Kill
  3.  Edge of the Earth
  4. Attack
  5. A Beautiful Lie
  6. From Yesterday
  7. Welcome to the Universe
  8. A Modern Myth
  9. The Fantasy
  10. Capricorn (A Brand New Name)
  11. Here, There Be Monsters (Original composition inspired by the music of 30 Seconds to Mars)


Álbum: The String Quartet Tribute to Breaking Benjamin
Ano: 2008

Tracklist:
  1. Polyamorous
  2. Next to Nothing
  3. Sugarcoat
  4. Shallow Bay
  5. Wish I May
  6. Simple Design
  7. So Cold
  8. Follow
  9. Rain
  10. Believe
  11. Break My Fall
  12. A Yellow Sky (original composition inspired by the music of Breaking Benjamin)

Álbum: The String Quartet Tribute to Coheed and Cambria's In Keeping Secrets of Silent Earth: 3
Ano: 2006

Tracklist:
  1. The Ring in Return
  2. In Keeping Secrets of Silent Earth: 3
  3. Cuts Marked in the March of Men
  4. Three Evils (Embodied in Love and Shadow)
  5. The Crowing
  6. Blood Red Summer
  7. The Velourium Camper I: Faint of Hearts
  8. The Velourium Camper II: Backend of Forever
  9. The Velourium Camper III: Al the Killer
  10. A Favor House Atlantic
  11. The Light & the Glass
  12. Hanging In The Balance (Original Composition)

Bayfiles

Álbum: The String Quartet Tribute to Coldplay
Ano: 2002

Tracklist:
  1. Yellow
  2. In My Place
  3. God Put A Smile On Your Face
  4. Clocks
  5. Shiver
  6. Trouble
  7. Everything's Not Lost
  8. Don't Panic
  9. Daylight
  10. Windows (original comp. inspired by the music of Coldplay)

Bayfiles

Álbum: The String Quartet Tribute to Fall Out Boy
Ano: 2005

Tracklist:
  1. Sugar, We’re Goin’ Down
  2. Dead on Arrival
  3. Of All the Gin Joints in All the World
  4. Sophomore Slump or Comeback of the Year
  5. Homesick at Space Camp
  6. A Little Less Sixteen Candles, a Little More “Touch Me”
  7. Chicago Is So Two Years Ago
  8. Grenade Jumper
  9. Dance, Dance
  10. Grand Theft Autumn/Where Is Your Boy
  11. Nobody Puts Baby in the Corner
  12. Radiation Boy (Original Composition)

Bayfiles

Álbum: Say Your Prayers Little One: The String Quartet Tribute to Metallica
Ano: 2004

Tracklist:
  1. Enter Sandman
  2. Ride The Lightning
  3. One
  4. Master Of Puppets
  5. Unforgiven
  6. Wherever I May Roam
  7. Through The Never
  8. And Justice For All
  9. Hero Of The Day
  10. Fade To Black
  11. Nothing Else Matters

Bayfiles

Álbum: The Dream Is Real: The String Quartet Tribute to Senses Fail
Ano: 2007

Tracklist:
  1. Tie Her Down
  2. Lady In A Blue Dress
  3. You're Cute When You Scream
  4. Buried A Lie
  5. Bite To Break Skin
  6. Rum Is For Drinking, Not For Burning
  7. Slow Dance
  8. Choke On This
  9. NJ Falls Into the Atlantic
  10. Let It Enfold You
  11. Irony Of Dying On Your Birthday
  12. Angela Baker And My Obsession With Fire
  13. Martini Kiss

Bayfiles

Álbum: The String Quartet Tribute to System of a Down
Ano: 2003

Tracklist:
  1. Science
  2. Aerials
  3. Spiders
  4. Know
  5. Needles
  6. Forest
  7. Cubert
  8. Peephole
  9. Toxicity
  10. Mespot (original comp. inspired by the music of System of a Down)

Bayfiles

Álbum: The String Quartet Tribute to The Beatles
Ano: 2005

Tracklist:
  1. Come Together
  2. Eleanor Rigby
  3. Hello Goodbye
  4. Just Like Starting Over
  5. Penny Lane
  6. Band On The Run
  7. She Loves You
  8. Beautiful Boy
  9. All You Need is Love
  10. Hey Jude
  11. Hard Day’s Night
  12. Imagine
  13. Let It Be
  14. Can’t Buy Me Love
  15. Ticket To Ride
  16. Instant Karma
  17. Something
  18. Yesterday
  19. Nowhere Man
  20. Mind Games 

Bayfiles

Álbum: The String Quartet Tribute to The Killers
Ano: 2005

Tracklist:
  1. Jenny Was A Friend Of Mine
  2. Mr. Brightside
  3. Smile Like You Mean It
  4. Somebody Told Me
  5. All These Things I’ve Done
  6. Andy, You’re A Star
  7. On Top
  8. Change Your Mind
  9. Believe Me Natalie
  10. Midnight Show
  11. Everything Will Be All Right
  12. Big Rig (Original Track)

Bayfiles

Álbum: Strung Out on The Used: The String Quartet Tribute
Ano: 2007

Tracklist:
  1. A Box Full of Sharp Objects
  2. The Taste of Ink
  3. Buried Myself Alive
  4. Blue and Yellow
  5. On My Own
  6. Take It Away
  7. I Caught Fire
  8. All That I've Got
  9. Light with a Sharpened Edge
  10. Let It Bleed
  11. Yesterday's Feelings
  12. Hard to Say
Bayfiles
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
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Black Violin - Black Violin

2 comentários

Gênero: Hip Hop/Música Erudita
País: Estados Unidos
Ano: 2008

Comentário: Eu sempre procuro conhecer artistas que fazem mistura de gêneros distintos, criando assim sons bem peculiares, e nessa minha busca eu tenho me deparado com misturas bastante inusitadas. Um desses casos foi o Gangstagrass, e agora na mesma linha do Hip Hop não convencional, eu vós apresento o Black Violin, dupla formada pelos amigos e colegas de colégio Kev Marcus (violino) e Wil B. (viola), que possuem uma proposta simples, mas inovadora, misturar música classica com Hip Hop.

Ambos de formação musical clássica, começaram a aprender a tocar seus instrumentos ainda na infâcia, e se conheceram no colegio, então depois de se formarem no ensino médio, conseguem bolsa para a universidade e assim Kev ingressa na Florida International University e Will na Florida State University. Mas enquanto ainda estava na faculdade Kev conhece o empresário Sam G, e então convida seu amigo Will para fazer dupla com ele, dando início a parceria musical que culminou na formação do Black Violin.

Eu particulamente gostei bastante do trabalho dos caras, é tudo muito bem feito, tudo encaixando, os violinos dão um requinte as canções, deixando as músicas agradaveis, mas acho que pelo fato de não ser uma coisa convencional e que as pessoas estejam acostumadas a ouvir a dupla ainda não caiu no mainstream, e apesar de já terem saido em turnê com o vocalista do Linkin Park, Mike Shinoda e seu projeto pararelo Fort Minor, dividirem o palco com Alicia Keys no Billboard Awards, e feitos vários shows pelo mundo, continua no underground, o que acho que seja uma injustiça.

Na estrada desde 2004 somente em 2008 eles lançam sua prmeira full-length, álbum homônimo, onde eles colocam a ideia inicia em pratica, e o resultado dessa inusitada união é algo simplesmente fenomenal, um otimo trabalho que pode agradar a ouvintes com preferencias musicais distintas. Outra coisa é que no álbum a dupla mostra que suas influências vão além do Hip Hop e da Música Classica, extrapolando para o Jazz, Pop, Eletronic, Tango, etc.


[Site/MySpace/LastFM]

Tracklist:

1.Brandenburg - (3:33)
2.Jammin' - (3:20)
3.Sleepin' - (3:45)
4.No Words - (4:11)
5.Don't Wanna Lose You - (3:55)
6.Dirty Orchestra - (2:48)
7.All for U - (2:37)
8.Chance - (4:15)
9.My Story - (3:58)
10.I'm a Ryder (Feat. DMX) - (3:01)
11.Get Down - (3:50)
12.Inspiration - (3:50)
13.Fanfare - (3:47)
14.Good Music - (3:26)
15.Missing U - (4:49)
16.Gypsy - (4:42)

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
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Gioachino Rossini - Il Barbiere di Siviglia

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Gênero: Música Erudita/Ópera
País: Inglaterra
Ano: 1958

Comentário: Il barbiere di Siviglia (O barbeiro de Sevilha) é uma ópera-bufa (ópera cômica) escrita por Gioachino Rossini (Pésaro,  1792 - Paris, 1868), e é uma das suas obras mais famosas. É composta de dois atos e foi baseada na obra do dramaturgo francês Pierre Beaumarchais, Le Barbier de Séville. Foi escrita em tempo recorde, por volta de 13 dias. Na sua estreia não agradou ao publico, e chegou a receber vaias da plateia, mas nas suas apresentações seguintes acabou caindo nas graças dos espectadores, se tornando uma das óperas mais celebres de todos os tempos.

A história gira em torno de Rosina, que está presa na casa de Bartolo, um medico velho e avarento que quer casar-se com ela, porém o Conde de Almaviva, um jovem rico e elegante, está apaixonado por Rosina, e recebe a ajuda do seu amigo Fígaro, o barbeiro da cidade, que sempre dá um jeito de participar de todos os planos e intrigas, para conquistar então a sua amada.
A ária, mais conhecida é "Largo Al Factotum", que é cantada pelo Fígaro e em certa altura começa a repetir seu nome várias vezes, "Figaro, Figaro, Figarooooo…".

Recordo de na minha infância, ter ouvido essa ária, ou pelo menos parte dela, diversas vezes, que por seu caráter cômico, apareceu em vários desenhos animados, como Perna Longa, Pica Pau, Tom e Jerry, etc.

O disco que estou disponibilizando aqui foi gravado em 1958, e remasterizado em 1997, recebendo o selo da EMI Classics. Foi Interpretada pela Orquestra Filarmónica de Londres com Fritz Ollendorf (Bartolo), Tito Gobbi (Fígaro), Gabriella Carturan (Berta), Luigi Alva (Conde de Almaviva), Nicola Zaccaria (Don Basilio), Mario Carlin (Fiorello), Maria Callas (Rosina) e conduzido pelo maestro Alceo Galliera.



Tracklist:

CD1:
1.Atto I, Sinfonia - (6:42)
2.Atto I, Introduzione - Piano, pianissimo, senza parlar - (2:55)
3.Atto I, Cavatina - Ecco ridente in cielo - (4:09)
4.Atto I, Recitativo - Ehi, Fiorello - (1:05)
5.Atto I, Coro - Mille grazie, mio signore - (1:56)
6.Atto I, Recitativo - Gente indiscreta! - (0:33)
7.Atto I, Cavantina Largo al factotum - (4:42)
8.Atto I, Recitativo - Ah, che bella vita! - (3:44)
9.Atto I, Canzone - Se il mio nome saper voi bramate - (2:55)
10.Atto I, Recitativo - Oh, cielo! - (1:00)
11.Atto I, Duetto - All'idea di quel metallo - (8:10)
12.Atto I, Cavantina - Una voce poco fa - Io sono docile - (6:16)
13.Atto I,  - Sì, sì, la vincerò - (4:05)
14.Atto I, Aria - La calunia è un venticello - (3:38)
15.Atto I, Recitativo - Ah! Che ne dite - (2:52)
16.Atto I, Duetto - Dunque io son... tu nom m'inganni - (5:08)
17.Atto I, Recitativo - Ora me sento meglio - (1:27)

CD2:
1.Atto I, Aria - A un dottor della mia sorte - (4:59)
2.Atto I, Recitativo - Finora in questa camera - (0:30)
3.Atto I, Finale I - Ehi, di casa, maledetti - (8:32)
4.Atto I, Finale I - Che cosa accadde - (1:06)
5.Atto I, Finale I - Zitti, chè bussano - (2:33)
6.Atto I, Finale I - Fredda ed immobile - (3:03)
7.Atto I, Finale IMa signor... ma un dottor... - (4:42)
8.Atto II, Recitativo - Ma vedi il mio destino! - (0:44)
9.Atto II, Duetto - Pace a gioia sia con voi - (2:27)
10.Atto II, Recitativo - Insomma, mio signore, chi è lei - (3:02)
11.Atto II, Aria - Contro un cor che accende amore - (5:54)
12.Atto II, Recitativo - Bella voce! Bravissima! - (0:35)
13.Atto II, Arietta - Quando mi sei vicina - (0:56)
14.Atto II, Recitativo - Bravo, signor barbiere, ma bravo! - (2:43)
15.Atto II, Quintetto - Don Basilio!... Cosa vego! - (4:02)
16.Atto II, Quintetto - Buina sera, mio signore - (5:17)
17.Atto II, Recitativo - Che vecchio sosprttoso! - (0:29)
18.Atto II, Aria - Il vecchirtto cerca moglie - (3:20)
19.Atto II, Tempolare (Orchestra) - (249)
20.Atto II, Recitativo - Alfine eccoci qua - (1:02)
21.Atto II, Terzetto - Ah, qual copo inaspettatoo! - (5:47)
22.Atto II, Recitativo - Ah, disgraziati noi! - (2:15)
23.Atto II, Finaletto - Di sì felice innesto - (2:03)

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domingo, 4 de setembro de 2011
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Requiem for a Dream - OST

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Gênero: Música Erudita, Instrumental, Eletrônica, Ambient
Ano: 2000
País: E.U.A.

Comentário (Justificativa): PORRÃ! Estão revivendo outro post?! Não exatamente. Apenas, como muitos dos antigos e os fucking tr00s frequentadores já perceberam, muitas coisas mudaram no Ignes, uma delas é que estamos optando por maior qualidade em nossos posts... O que isso quer dizer?! Quer dizer que agora é obrigatório ter um comentário digno no post e, para quem já havia visto esta OST, também percebeu que não havia comentário e muito menos dignidade nele! Então, para desesp... alegria geral da nação, acostumem-se por um tempo com certos revivais feitos por mim.

Comentário (OST):Certo, já sabemos que o filme Requiem for a Dream é foda, foi dirigido pelo Darren Aronofsky e a trilha sonora foi composta pelo Clint Mansell e Kronos Quartet. Esse que, ainda ao lado de seu companheiro cinematográfico Aronofsky, participou de The Fountain e Black Swan (este último que eu mesma postei). Pesquisando, constatei que: muito se endeusou o filme, resenhou sobre o mesmo, recebeu críticas sobre a resenha, recebeu pedras, atirou pedras e pouco se falou propriamente dita sobre a trilha sonora; algo que para mim é um verdadeiro erro; desta forma, meu intuito aqui é expor a minha percepção sobre a trilha sonora, buscando argumentos no próprio filme...

A palavra latina “Requiem” significaria repouso, morte. Traduzindo o título do filme seria algo como “Morte para um sonho”, exposto de forma subjetiva quando, no fim do filme, todas as personagens − das quais ultrapassaram o ápice (guardem essa frase) em busca de seus sonhos − aparecem deitadas sobre a cama (este ato simbolizaria “a morte de seu sonho”).

Se você apenas ouvir a trilha sonora de Requiem for a Dream, você notará duas coisas: 1- todas as músicas dão a sensação de serem incompletas/inacabadas até chegarem em Lux Aeterna; 2- ela (a trilha sonora) é confusa, porque uma música de algum modo se conecta a outra, mas elas estão todas embaralhadas e transmitem sensações diferentes (medo, extroversão, letargia, etc.). Há um constante misto de clássico com contemporâneo, seja de forma isolada ou misturada de fato. Contudo, é unânime que a música tema transmite a exata sensação que o próprio filme passa: Ultrapassagem angustiante do ápice, como se não houvesse nada após... É como se você buscasse o que você quer sem se importar com o que acontecerá depois.

As músicas são “inacabadas” porque a nossa vida é inacabada... Se você pegar qualquer ato seu sem o final, ele parecerá sem sentido, não é mesmo?! Ademais, não podemos esquecer que o filme conta a história de várias pessoas ao mesmo tempo (daí viria a "confusão"). A única música que tem sentido completo é Lux Aeterna, a qual toca no final do filme enquanto todos aparecem deitados; ou seja, ela diz que ali é o fim (a morte), todavia apenas como sensação... Pois se você lembrar, uma das cenas que precede este fim é o Harry indo até o final da ponte em busca da sua namorada e, quando ele chega lá, ele cai... Isso quer dizer que este inconseqüente ato de ultrapassar o limite tende apenas a uma coisa: cair (a sofrer). Contudo, Lux Aeterna não é o fim, pois ela não finaliza o álbum (o filme)... Quem finaliza é Coney Island Low e veja só: ela tem sentido incompleto como as outras. Esta música indica que, embora haja a sensação de fim, aquele não é o fim (se você notar, os sonhos morreram, mas as personagens continuam vivas no fim do filme)... 

Quiçá, agora você possa entender por que se sentiu mal quando assistiu a este dramático filme... Porque, a meu ver, ele apenas usou as drogas como exemplo àquilo que nós vivemos diariamente: a busca pelo que sonhamos e como estamos sujeitos a errar na hora de desejar algo/conseguir o que queremos e, mais que isso, sempre haverá uma conseqüência para nossos atos da qual inevitavelmente teremos de arcar!

Obs: Não sei... acho este filme subjetivo demais e, exatamente por isso, sinto que ainda não compreendo certas coisas... a começar pela própria capa: o olho (que comumente significa "a janela da alma"), a mulher vestida de vermelho no fim de uma ponte e observando o mar (o mar aqui, ou melhor, a água simbolizaria a morte ou o ato de morrer; a ponte seria o caminho que se percorreu até a morte; a mulher vestida de vermelho, eu não sei o que significa e por aí vai). Ou talvez, ele seja isso aí mesmo e, no entanto, eu o esteja complicando. Enfim...

Tracklist:

Summer

01. Summer Overture (2:36)
02. Party (0:28)
03. Coney Island Dreaming (1:04)
04. Party (0:36)
05. Chocolate Charms (0:25)
06. Ghosts of Things to Come (1:33)
07. Dreams (0:44)
08. Tense (0.38)
09. Dr. Pill (0:42)
10. High on Life (0:11)
11. Ghosts (1:21)
12. Crimin' & Dealin' (1:44)
13. Hope Overture (2:31)
14. Tense (0:28)
15. Bialy & Lox Conga (0:45)

Fall 

16. Cleaning Apartment (1:28)
17. Ghosts Falling (1:11)
18. Dreams II (1:02)
19. Arnold (2:35)
20. Marion Barfs (2:22)
21. Supermarket Sweep (2:14)
22. Dreams III (0:32)
23. Sara Goldfarb Has Left the Building (1:17)
24. Bugs Got a Devilish Grin Conga (0:57)

Winter 

25. Winter Overture (0:19)
26. Southern Hospitality (1:23)
27. Fear (2:26)
28. Full Tense (1:04)
29. The Beginning of the End (4:28)
30. Ghosts of a Future Lost (1:51)
31. Meltdown (3:56)
32. Lux Æterna (3:54)
33. Coney Island Low (2:13)

Download: Megaupload // Mediafire // Hotfile // Outros Links

segunda-feira, 22 de agosto de 2011
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The Royal Philharmonic Orchestra - Hits Of Pink Floyd

1 comentários

Gênero: Música Erudita / Rock Progressivo
País: Inglaterra
Ano: 1994
Comentários: Eu pensei que já existia esse álbum aqui, mas para minha grata surpresa, eu estava enganado, então resolvi compartilhar ele com todos vocês. O nome do disco já é auto explicativo, trata-se de uma orquestra interpretando grandes sucessos de uma das melhores bandas de todos os tempos, Pink Floyd. Tudo isso sem voz, apenas com os instrumentos fazendo o que seria eles cantando, juntamente é claro, com uma banda de Rock fazendo o acompanhamento, e alguns solos também. Os arranjos foram muito bem feitos e pensados, onde os vozes se alternam entre os vários instrumentos da orquestra. Hora a banda está com a voz principal, hora tudo passa para a orquestra, com abuso de instrumentos de percussão e os metais. Foi inevitável uma coisa: em certa altura do disco, me peguei pensando em como seria MUITO foda se o Pink Floyd original tivesse gravado um álbum junto com uma orquestra. Mas enfim, como não temos isso, fiquem com essas versões maravilhosas de músicas como Shine On You Crazy Diamond, Us & Them e principalmente, na minha opinião, a melhor música desse álbum, que é Time.

Tracklist:

01 - Shine On You Crazy Diamond
02 - Money
03 - Us & Them
04 - Hey You
05 - Another Brick In The Wall
06 - Wish You Were Here
07 - Time
08 - The Great Gig In The Sky
09 - In The Flesh

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terça-feira, 16 de agosto de 2011
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Vadrum - Classical Drumming

1 comentários
Gênero: Música Erudita/ Instrumental/ Bateria
País: Itália
Ano: 2011

Comentário: Bom, acho que todo mundo aqui conhece. Andrea Vadrucci (aka Vadrum) é aquele baterista que ficou famoso na Internet por conta de seus vídeos onde fazia tributos e covers (ao seu próprio modo) de trilhas sonoras lendárias da série "Super Mario Bros" e a abertura de "The Simpsons". Também por covernar bandas como Metallica, Dream Theater, temas de Tenacious D e MacGyver, além, é claro, das versões para composições eruditas. Estas últimas foram selecionadas, e mais um monte de outras, formando assim o Classical Drumming, primeiro disco de Vadrum inteiramente dedicado ao trabalho em conjunto de uma orquestra. Não conheço esta orquestra, mas parece ser local e conta com 36 músicos, onde executam peças eruditas de compositores variados ao lado do baterista — uma união virtuose, realmente.
Assim sendo, não tem nada além do que o músico já mostrara anteriormente, mas agora são 20 músicas para apreciar, julgar ou apenas matar a curiosidade.
Sem ter muito o que dizer, segue o link da sua biografia disponível no lastfm.
Particularmente, como uma coletânea/tributo, eu gostei, embora não ache que as baquetas tenham valorizado todas as faixas.

Site/Canal/LastFM

quarta-feira, 20 de julho de 2011
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Black Swan - OST

3 comentários
Gênero: Instrumental/Música Erudita/Orchestral/OST
Ano: 2010
País: Estados Unidos

Comentário: Indubitavelmente um dos melhores filmes lançados ano passado. Do clássico (sublime) ao moderno (angustiante), a trilha sonora de Black Swan (pt: Cisne Negro) fora composta por Clint Mansell, em cuja característica é exatamente esta: fazer releituras de músicas clássicas, de forma a adaptá-las ao contexto e contemporanizá-las. Esta protuberante marca se evidencia em um dos mais famosos filmes dos quais compôs a trilha sonora: Requiem For A Dream. Ao lado do diretor Darren Aronofsky (em ambos os filmes), Mansell conta histórias com suas músicas através de sensações causadas por verdadeiros e inconstantes zênites sonoros.

Em Cisne Negro, por causa da natureza mais clássica do filme, o trabalho musical é mais elegante e geralmente atua em três registros: ambiência, descrição e explosão dramática.

Heitor Augusto

O álbum oscila tal qual a personagem principal (Nina) se perde em si mesma... Uma busca incessante pela perfeição, a existência de conflitos internos e pressão externa. A trilha sonora de Black Swan, enraizada em Tchaikovsky e influenciada por goles de expressionismo alemão, é um ciclo de declives e aclives musicais, onde o triste e o belo terminam e começam onde o obscuro e o voraz começam e terminam.



Tracklist:
01. Nina's Dream
02. Mother Me
03. The New Season
04. A Room Of Her Own
05. A New Swan Queen
06. Lose Yourself
07. Cruel Mistress
08. Power, Seduction, Cries
09. The Double
10. Opposites Attract
11. Night Of Terror
12. Stumbled Beginnings...
13. It's My Time
14. A Swan Is Born
15. Perfection
16. A Swan Song (For Nina)



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