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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
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Bandas Amigas: Galego

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Artista paulistano que vai do transe atlântico ao trance espacial. Se aventura por diversas linguagens. Em uma de suas musicas diz: "keep me out of the mold, out of the line, outside the rules/ let me follow the unknown, i want to burn me all, all inside you (mantenha-me fora do molde, fora da linha, fora das regras/ deixe-me seguir pelo desconhecido, eu quero me queimar todo, todo dentro de você).

Ao fixar o texto acima, proveniente da página do artista, e encerrar o post desta forma é inevitável não transmitir um sentimento de preguiça. Mas verdade seja dita: a descrição acima realmente resume muito bem o trabalho de Galego.


Mas vale ressaltar diferenças entre seus dois — e que não sejam os únicos — discos. Com uma sonoridade e estética claramente importada do hemisfério norte, um gringo despojado, o disco The Man of Tomorrow lançado em outubro de 2015 faz eficaz uso do eletrônico e do indie/rock alternativo, além das letras em bom inglês. Ou se preferir como o próprio músico avalia: canções que passeiam de forma ousada pelo universo eletrônico-indie-rock-algumacoisa. The Man of Tomorrow se mostra um trabalho realmente pessoal, com Galego participando de todas as etapas (composição, gravação, produção, mixagem e masterização) sozinho.


Em contraste, Transeatlântico (2014) é aquele disco brasileiro para quem gosta da chamada "nova bossa", "nova mpb", no qual temos uma grande variedade sonora, tanto de gêneros como de épocas da música, sendo compatível com o som de músicos e bandas como Leo Cavalcanti, Curumin (que inclusive faz uma participação no disco), Karina Buhr, Cidadão Instigado, ou seja, um tanto swingado, um tanto romântico, um tanto pop, um tanto indie, um tanto tanta coisa. Assim não é difícil imaginar que Transeatlântico foi aceito facilmente, conseguindo o destaque que merecia.
Neste disco Galego dividiu as tarefas com Cris Scabello e Mauricio Fleury, membros do Bixiga 70, além de outros nomes.

Ambos os discos podem ser baixados no site do músico e também estão disponíveis para audição no Spotify e SoundCloud. Ah, e curta a sua página no Facebook.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015
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Drops de bacon #14 - 3 discos nacionais lançados em 2015

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“10”, Valsa Binária (Independente)

Formado pelo quarteto Danilo Derick (guitarra, teclados e variados), Leo Moraes (guitarra e voz), Rodrigo Valente (bateria) e Salomão Terra (baixo), em “10” os mineiros da Valsa Binária apostam numa continuidade natural do primeiro disco lançado em 2011 (disponível também para download gratuito no Bandcamp da banda). Autoproduzido, “10” é composto por 10 faixas que promovem a junção, em plena harmonia, de canções alegres e bem humoradas com melodias introspectivas. Já na abertura o ouvinte é convidado à dança na ótima “Receita”, canção que ironiza as necessidades femininas modernas. O clima jovial é mantido na jovem guardista “Vou Correndo” e na esteticamente folk “A esquina” (única faixa cantada por Danilo). Em contraponto, faixas como “Céu de Abril” e “Dona de si” (conduzida por belo arranjo ao piano) respondem pela porção delicada do álbum. Já em “Melhor Que Sou” e “Quis”, o encontro promovido é entre a dramaticidade com a urgência, conduzida por arranjos atmosféricos e soturnos. A valsa circense “O Palhaço” encerra de modo agridoce o disco que é altamente indicado para os que gostam da sonoridade pop com ares descompromissados.
Nota: 8
Ouça e faça download gratuito em: http://www.valsabinaria.com.br/
Preço: a banda optou pelo formato pague o quanto quiser + frete. O pedido do CD pode ser feito diretamente com o grupo através do e-mail producao@valsabinaria.com.br.

“Piacó”, Iconili (Indepedente)

Formado em 2006, o combo instrumental mineiro Iconili atinge o ápice de sua criatividade em “Piacó”, seu segundo disco, lançado em março de 2015. Sem impor limites a sua já peculiar sonoridade, o álbum (composto por 11 faixas) segue a fórmula afrobeat testada no debute, “Tupi Novo Mundo”, de 2013, mas com abertura para novas sonoridades. Essa proposta já é percebida em “Jorge Botafogo”, faixa de abertura do novo trabalho, onde o clima jazzístico dá o tom. O experimentalismo e a fusão com o carimbó conduzem a faixa título como também a pulsante “Gentil”. Sem deixar a energia cair, a atmosfera dançante é quase interrupta no disco. Afinal é basicamente impossível ficar impassível a faixas como “Nêgo Preto” (conduzida por guitarras em ode a disco music), “Preta de Tataqui” e “Mr. Ok”, canção que promove o encontro de ritmos brasileiros e africanos. Em tempos de alta cozinha, como autênticos chefes culinários, os mineiros do Iconili criaram em “Piacó” um prato bem elaborado, composto por ingredientes diversos que soam saborosos a cada audição. Um dos discos essenciais do ano até agora.
Nota: 10
Ouça e faça download gratuito em: http://www.iconili.com.br/
Preço do CD: R$ 21,00 (compre na loja virtual do grupo em http://loja.iconili.com.br/)

“Garnizé”, Dibigobe (Independente)

Em seu segundo álbum, a turma mineira da Dibigobe trafega pelo caminho da ousadia. Tendo como mote central uma homenagem semi-instrumental ao sambista Ataulfo Alves, o grupo não se rende as armadilhas da mera reprodução dos arranjos originais, pois aposta alto na pessoalidade e a na criatividade ao longo de oito faixas de “Garnizé”. Gravado em Mineapollis (EUA) com produção de Zachary Hollander (que já trabalhou com Explosions in the sky e The Polyphonic Spree), “Garnizé” recria de maneira desconcertante clássicos do compositor de Miraí, MG. Faixas como “Tempos de Criança” (que ganha ares de post-rock carregado de batidas eletrônicas), “Laranja Madura” (relida com elementos do rock e jazz), a desacelerada e bela “Mulata Assanhada”, os ares carnavalescos de “Você Passa, Eu Acho Graça” e a releitura gipsy (ritmo popular nos EUA nos anos 20) para “Aí Que Saudades da Amélia”, que conta com a participação do clarinetista Pat O’Keffe, destacam-se. Mas o climax concentra-se em “Na Cadência do Samba”, única faixa com vocais, onde a presença da icônica cantora mineira Dona Jandira abrilhanta a canção. O resultado final é tão acima da média que deixaria o finado ícone da música popular brasileira orgulhoso.
Nota: 10
Ouça em: https://soundcloud.com/dibigode/sets/garnize
Preço: R$ 50 (vinil). Pode ser adquirido no site www.amusicaquevemdeminas.com.br
Publicado originalmente em Scream & Yell.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
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Drenge - Undertow

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Gênero: Alternative Rock, Garage Rock, Grunge
País: Inglaterra
Ano: 2015

Comentário: Quando o Drenge surgiu, vindo de uma pequena cidade no norte da Inglaterra, com seu primeiro disco era difícil não se render ao então duo formado pelos irmãos Eion e Rory Loveless.

O disco homônimo saiu em meados de 2013 e era uma explosão de riffs pesados e refrões grudentos, a exemplo do carro-chefe, “Bloodsport”. Um disco pesado e recheado de uma frustração que só quem mora, ou já morou, em uma cidade pequena, é capaz de compreender.

O Drenge cresceu, viu o mundo, excursionou com grandes nomes, tocou em grandes festivais e agora conta com mais um membro. A forma que essas mudanças afetaram os irmãos Loveless fica bem clara em Undertow, segundo disco da banda.

Embora faixas como “We Can Do What We Want” (primeiro single do álbum) e “Favorite Son” ainda resgatem o espírito adolescente do primeiro disco, Undertow soa mais maduro, adulto e elaborado.

O maior trunfo do disco certamente reside no fato deste ficar cada vez mais denso, sombrio e pesado a cada música. É fácil perceber a atmosfera do disco se transformando, o que torna de Undertow uma metáfora para a passagem da fúria adolescente (We Can Do What We Want) para as nuances complexas da vida adulta (Standing In The Cold; Have You Forgotten My Name?).

Destaque para a faixa “The Woods”, o melhor trabalho da banda até então.

Tracklist:
1 . Introduction
2. Running Wild
3. Never Awake
4. We Can Do What We Want
5. Favourite Son
6. The Snake
7. Side By Side
8. The Woods
9. Undertow
10. Standing In The Cold
11. Have You Forgotten My Name?

Ouça: Spotify


terça-feira, 3 de março de 2015
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Los Hermanos - 4

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Gênero: Alternative rock / MPB / Samba
País: Brasil
Ano: 2005

Comentário: Transição. Essa é a palavra que define o que 4, último álbum dos cariocas dos Los Hermanos, trabalho que celebra dez anos de seu lançamento em 2015. Controverso para época, o disco não agradou de imediato grande parte do público.

Aguardado por muitos, o sucessor de Ventura, disco solar e enérgico e de relativo sucesso, decepcionou fãs de longa data que se dividiram entre amar ou estranhar o novo rebento. A crítica, por sua vez, polarizou opiniões entre rasgar elogios ou não entender o porquê mais um recondicionamento sonoro. Mas afinal por quê tamanha disparidade?

De fato, para aqueles que acompanharam e devotaram a evolução sonora promovida em Bloco do eu sozinho, 4 representa mais uma guinada musical, a maturidade da maturidade, mas com certo estramento inicial, pois é perceptível a mudança gradual nas composições da dupla Camelo e Amarante, responsáveis por todo o repertório da banda.

Os acordes iniciais de "Dois barcos", canção de Marcelo Camelo, já denunciam que algo diferente estava por vir. As letras existenciais e melancólicas, marca inerente ao trabalho da banda, ainda estavam ali, mas o tom lúgubre e arrastado da canção causaram espanto nos já convertidos admiradores e avaliadores, que não esperavam uma imersão em melodias frias, conduzidas em sua maioria pelo piano de Bruno Medina e por arranjos orquestrados. Características como estas dominam grande parte do disco como percebe-se em "Fez-se mar", "Sapato novo" e "É de lágrima". 

Se Camelo opta por seguir novos caminhos, muito próximos a MPB clássica, Amarante responde, em menor parte, de maneira distinta apostando no que se poderia chamar de "velho Los Hermanos". O hit "O vento" (faixa esta que foi abertura de Malhação), a pungente "Condicional" e "Paquetá", com toda a sua latinidade, são conduzidas por guitarras que muito lembram o que a banda produziu nos primórdios.  

Passado todo este tempo, hoje é possível visualizar com clareza que 4 é um reflexo direto do que a dupla de compositores principais iria produzir de maneira solo anos mais tarde. Camelo seguiu a atmosfera mpbística experimental (como é perceptível nos discos Nós e Toque Dela). Já Amarante apostou em novas parcerias e formou a Little Joy, banda mezzo brasileira mezzo norte-americana, cuja sonoridade jovial alcançou relativo  sucesso. Ironicamente, tempos depois as sonoridades se inverteriam como é visível no disco de estréia da Banda do Mar (projeto de Camelo) e Cavalo (voo solitário de Amarante)  

Querendo ou não, 4 seguirá como o mais contrastante álbum da curta e meteórica carreira. Porém a sua influência e ousadia ainda reverbera na cena musical brasileira. Se algum disco brasileiro pode merecer título de marco zero do que hoje se conhece como "indie-sambinha" este disco tem grande culpa no cartório.

O que o futuro reserva à banda ainda é uma incógnita. Como não há perspectiva de um novo disco, por hora os fãs de longa terão que se contentar com a turnê caça-níquel que em outubro varrerá o solo brasileiro à preços exorbitantes.          

Tracklist:

01. Dois barcos
02. Primeiro andar
03. Fez-se mar
04. Paquetá
05. Os passáros
06. Morena
07. O vento
08. Horizonte distante
09. Condicional
10. Sapato novo
11. Pois é
12. É de lágrima

Ouça: Spotify

terça-feira, 14 de outubro de 2014
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Playlists do Porco #8 - Duos

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Duas pessoas, o número mínimo de integrantes necessários para se formar uma banda e, talvez, o número ideal. Impossível é não ficar surpreso com a energia que flui entre duas pessoas no palco, mostrando que a complexidade musical, tão admirada por alguns, é irrelevante diante da energia que impulsiona uma platéia ao êxtase (e também ao ecstasy).

Do White Stripes ao celular de dois chips, esse formato se mostra ideal. Esta playlist consiste em 9 faixas que passam pelo Stoner, Grunge, Garage Rock e Indie. Sempre respeitando o formato em questão.

Boa audição!



Obs: O Bass Drum Of Death se tornou um trio, mas na época do lançamento da música que está nesta playlist, ainda era uma dupla.

sábado, 9 de agosto de 2014
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Brown Bird - Fits Of Reason

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Gênero: Folk / Indie Rock / Gypsy Music
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Se pudesse eu resumir o "Fits Of Reason" álbum de MorganEve Swain e Dave Lamb, que na época formavam o Brown Bird teria que recorrer a teorias de filosofia da linguagem advindas de Wittgenstein, mas ficarei mesmo com o adjetivo idiossincrático, resume bem esse trabalho.

Esse álbum, ao que tudo indica, é o último sopro do trabalho de Dave Lamb, morto por conta de uma leucemia no dia cinco de abril desse ano, morte bastante lamentável, já que assim que ouvi o trabalho do Lamb em "Fits Of Reason" e li um pouco do que o cara fazia passei a admirar consideravelmente o Brown Bird.

Sem longos rodeios, vamos ao álbum: como já disse idiossincrático ao extremo. A banda apresenta as cordas bem marcadas da Morgan em várias canções, vale citar aqui a introdução de "Barren Lakes". Aliás ao lado de Lamb no Brown Bird, Morgan, cujo principal instrumento é o violino, expandiu-se para tocar violoncelo, contrabaixo, viola e baixo elétrico. Tudo isso para seguir o propósito da banda - explorar e extrapolar limites de gêneros musicais. Por conta disso que se vê tantas referências na sonoridade do álbum: ritmo advindo do Médio Oriente, Psych-rock dos anos 60 e 70, pós-metal, música cigana, música latina  e por esse trilho segue. Por conta dessas referências todas é difícil ver associação do duo com o típico folk americano, mas a presença estadunidense está lá sim, mas escondida por detrás de cordas e tambores do oriente médio e da música cigana, pode ser citada aqui "Bow for Blade", que me parece, de fato, com um bom folk americano - e esse cantado pela Morgan.

Algo que marca bastante o grupo é a forma que eles aparentam ser mais do que um duo, isso porque o Lamb além de cantar também toca percussão com os pés - o que é uma grande vantagem e ganho na sonoridade complexa e misturada da banda, além de que o vocal dele é muito bem encaixado em todos os ritmos que os dão subsídio; a voz dele molda-se sem esforço a cada um desses gêneros que apresentam.

Ultimamente é um dos álbuns que eu tenho ouvido bastante e sem me cansar porque a cada novo play você não sabe o que o espera, as referências são inúmeras - tal qual a capa do álbum. Pois bem, no encaixe da razão, o pássaro marrom soube como manter suas asas bem fortes para voar por todo um universo musical e apresentar, coerentemente, um álbum inovador, marcante e intrigante. Vida longa a idiossincrasia wittgensteiniana em forma de música!



Tracklist:
01. Seven Hells
02. Nine Eyes
03. Bow For Blade
04. Barren Lakes
05. The Messenger
06. Iblis
07. Wayward Daughter
08. Hitchens
09. Abednego
10. Threads Of Measure
11. Caves

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quinta-feira, 10 de julho de 2014
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Garbage & Brody Dalle - Girls Talk

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Gênero: Alternative, Grunge, Indie
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Como citado anteriormente aqui, a parceria entre Garbage e Brody Dalle rendeu frutos este ano. ‘Girls Talk’ é mais um fruto da parceria entre uma das bandas mais importantes da música alternativa dos anos 90 e a eterna musa punk.

O Garbage surgiu em 1993. Liderado por Shirley Manson a banda conta ainda com o lendário produtor Butch Vig. Responsável pela produção de discos seminais como Nevermind (Nirvana), Dirty (Sonic Youth) e Siamese Dream (Smashing Pumpkins), Butch atua como baterista, bem como produtor, do Garbage. A banda fez muito barulho nos anos 90 e após um longo período na geladeira retomou as atividades para o lançamento de Not Your Kind Of People, em 2012.

Brody Dalle surgiu para os olhos e ouvidos do grande público no começo dos anos 2000, liderando o The Distillers. Aos gritos Brody lançou 3 discos com sua banda, sendo o último deles, Coral Fang, o mais aclamado. Após o fim da banda que alavancou Brody, a moça formou o Spinnerette e mais recentemente, no ano de 2014, lançou seu primeiro disco solo, Diploid Love, que conta com Shirley Manson na faixa, “Meet The Foetus/Oh The Joy’.

Girls Talk é um single lançado em comemoração ao Record Store Day 2014, composto por duas músicas, a pesa e sombria ‘Girsl Talk’ e a eletrônica ‘Time Will Destroy Everything’.

Tracklist:
1. Girls Talk
2. Time Will Destroy Everything

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domingo, 6 de julho de 2014
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Brody Dalle - Diploid Love

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Gênero: Alternative Rock
País: Austrália/Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Não se espante por esta capa de notável mau gosto. Diploid Love é um bom disco.

Uma deusa, uma louca, uma feiticeira, Brody Dalle, a eterna vocalista do Distillers, retorna ao mundo da música após o malfadado Spinnerette de 2009. Com uma veia mais punk rock, que remete a banda que alçou a moça de voz ríspida ao patamar que hoje se encontra, Diploid Love, disco estréia de sua carreira solo, é cheio de participações e segue em sentido oposto ao pop Spinnerette.

Mais sombrio e recheado dos gritos característicos de Brody, Diploid Love chegou as lojas em maio deste ano. Com participações de Shirley Manson (Garbage), Nick Valensi (The Strokes), Emily Kokal (Warpaint), Michael Shuman (Queens Of The Stone Age) e Alain Johannes, Diploid Love se destaca entre os lançamentos deste ano, exceto pela capa, que vale ressaltar, é horrível.

O disco abre com “Rat Race” deixando claro que Brody Dale estava de volta com sua voz rouca belíssima e letras pesadas que soam deliciosamente bem juntas. Em seqüência as punks “Underworld” (uma das melhores do disco) e 'Don't Mess With Me' (que rendeu o ótimo vídeo abaixo), abrindo espaço para os gritos rasgados das ótimas 'Dressed In Dreams' e 'Carry On'. “Meet The Foetus/Oh The Joy” traz os backing vocals de Shirley Manson e Emily Kokal. A parceria entre Brody e o Garbage de Shirley Manson rendeu um ótimo single este ano, mas este é um assunto a ser tratado em outra resenha. O início de 'Blood In The Gutters' anuncia mais uma música arrastada, pesada e carregada de gritos que fazem os olhos de qualquer fã da moça brilharem. O disco fecha com 'Parties For Prostitutes' deixando a certeza que Brody Dalle fez um bom trabalho e espantou o fantasma do Spinnerette.

Tracklist:
1. Rat Race
2. Underworld
3. Don't Mess With Me
4. Dressed In Dreams
5. carry On
6. Meet The Foetus/Oh The Joy
7. I Don't Need Your Love
8. Blood In The Gutters
9. Parties For Prostitutes

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quarta-feira, 18 de junho de 2014
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Jesper Munk – For In My Way It Lies

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Gênero: Indie Rock / Blues / Soul / Folk
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Graças ao Spotify (muitos obrigados a chegada desse aplicativo no Brasil, aliás) que conheci o Jesper Munk. Garoto nascido em 92, de Munique, na Alemanha, que apesar da pouca idade, já demonstra uma maturidade imensa em suas composições e sonoridade.

Logo em “Hungry For Love”, já vemos a raiz indie rock do álbum vir a tona. Uma guitarra muito bem marcada, o vocal semi-rasgado de Munk, um típico tom de rebeldia e descontrole na proporção certa e uma letra, de certa forma, visceralmente animalesca; fome de amor, por amor – uma boa letra em uma sonoridade quase agressiva, uma aglutinação perfeita para o estilo de Munk.

O garoto recorre muito ao blues também, só para exemplificar, citarei aqui, “Lady River Song”. Se na faixa anterior Jesper demonstra toda sua agressividade, nessa vemos uma entrega total da extensão de sua voz em comunhão com um puta instrumental. Fazendo coro com “Lady River Song” temos “Drunk on You”, de certa forma assemelha-se a uma baladinha com reminiscências de blues/folk (tal qual “You Won't See Me Go”, mesmo que essa carregue algo mais swingado.) e “Blue Shadows”, última faixa do álbum, na sequência de “Lady River Song” que se utiliza muito bem da guitarra, baixo e vocal, uma tríade de quase suprema excelência para encerrar o álbum.

Uma curiosidade sobre o “For in My Way It Lies”, o título do álbum fora retirado da primeira cena do terceiro ato de Macbeth, de Shakespeare, tentei fazer algumas associações do álbum com a tragédia shakespeariana, suas significações e personagens e talvez acha alguma semelhança entre esse amor e poder e o amor ao poder. É que no álbum de Jesper vemos um lado mais velado, um caminho que deve ser percorrido, de mentiras, ilusões e amores, bem não sei, mas fica como devaneio semi-filosófico por aqui.

Voltando ao álbum, ele tem faixas muito boas “Timeless Throne” evoca uma áurea soul para a sonoridade de Munk, enquanto “Blood or Redwine” tem algo de folk rock em sua essência – o álbum é bem heterogêneo, mas todos os ritmos impregnados nas canções conversam muito bem entre si, tornando o trabalho do Jesper Munk bastante diversificado, mas, de certa forma, homogêneo; com continuidade.

A introdução de “John's a Man” é simplesmente fantástica! Uma gaita muito da foda com uma distorção na voz do Jesper e uma guitarra ritmada por trás de tudo, marcando muito bem a faixa – dando uma inovação incrível ao álbum, fazendo-o ir para uma trilha inexplorada e inesperada; faixa muito boa, curta, mas totalmente coerente para flertar com esse universo de experimentações.

Pois bem, é um trabalho muito bom para um garoto tão novo. Ficarei de olho em seus próximos trabalhos, tendo em vista que, já em seu debut Jesper Munk conseguiu me impressionar e me prender vários e vários dias no caminho que escolheu percorrer.




Tracklist:
01. Seventh street
02. Hungry for love
03. The everlasting good
04. You won’t see me go
05. John’s a man
06. I love you
07. Our little boathouse
08. Drunk on you
09. Timeless throne
10. Blood or red wine
11. Lady river song
12. Blue shadows

Download: MEGA

domingo, 25 de maio de 2014
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Far From Alaska - ModeHuman

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Gênero: Grunge, Indie, Alternative, Stoner
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: ModeHuman certamente irá figurar nas listas de melhores discos nacionais do ano. O quinteto potiguar apresenta em seu disco de estreia uma sucessão de riffs pesados que remetem diretamente aos anos 90, combinados com uma sonoridade moderna em uma deliciosa ambiguidade que torna este um disco divertido e cativante.

O primeiro Ep, Stereochrome, caiu nas graças de Shirley Manson, vocalista do Garbage, com quem o Far From Alaska tocou no Planeta Terra Festival em 2012, mesmo ano em que a banda foi formada. A visibilidade em torno da banda cresceu e no final de 2013 começam as gravações do primeiro disco, ModeHuman.

O disco abre com ‘Thievery’, primeiro single lançado por eles. Fica difícil não traçar um pararalelo entre o Far From Alaska e bandas grunge lideradas por garotas no começo dos anos 90, como o The Breeders ou o Elastica, mas não para por aí. O Far From Alaska ainda tem mais a oferecer. ‘Politks’ é a mais diferente do disco, dançante, pesada e carregada de sintetizadores é certamente um dos destaques deste lançamento. A partir de ‘Another Round’ tudo começa a soar, de alguma forma, diferente e se você ainda não se rendeu ao som da banda, bem, esta é hora. A bela sequência formada pela já citada ‘Another Round’, ‘About Knives’ e ‘Rolling Dice’ impressionam pela qualidade e deixam qualquer ouvinte babando. O terceiro ato começa com ‘Communication’ com um clima mais direcionando ao Stoner Rock setentista que segue até o fim do disco, sendo interrompido apenas pela eletrônica ‘ModeHuman pt. 1’.

O Far From Alaska acerta em cheio com seu disco de estreia. Barulhento, direto, pesado e moderno, ModeHuman não sairá da sua playlist tão cedo.

Tracklist:

1. Thievery
2. Deadmen
3. Dino Vs Dino
4. Politiks
5. Another Round
6. About Knives
7. Rolling Dice
8. Mama
9. Greyhound
10. Communication
11. The New Heal
12. Tiny Eyes
13. ModeHuman pt1
14. Rainbows
15. Monochrome

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sábado, 19 de abril de 2014
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Rolland Hazzard - Young Girls

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Gênero: Blues / Garage Rock / Indie Rock
País: EUA
Ano: 2014

Comentário: Estava com muita vontade de voltar a resenhar pro blog, mas queria resenhar algo que eu nunca tivesse escutado, mas que de “a primeira ouvida” me agradasse ao ponto de me deixar elétrico e morrendo de vontade de resenhar, ensaiei duas resenhas antes dessa, que talvez, um dia eu possa vir a terminar, mas nenhum dos outros dois álbuns me capturou tanto quando o “Young Girls.”

Minhas pesquisas não obtiveram muito sucesso, o que posso dizer da banda é que: O Rolland Hazzard é uma típica banda do interior dos Estados Unidos, oriundos do Texas, formada em 2002, com dois trabalhos anteriormente lançados, o EP “Christmas Day” e o “Christmas Day B-sides. Ok, agora vamos a coisas que me agradaram na banda além da capa que esteticamente eu achei maravilhosa para o álbum: o garage rock despreocupado/despudorado/leve que eles fazem. Não parece, mas sempre que posso recorro a esse estilo e é quase certo de me sentir agradado.

As duas primeiras faixas “Young Girls” e “Gold”, são típicas do estilo que descrevi acima e juntas funcionam muito bem, uma sequência muito bem escolhida para iniciar o álbum, aliás a crescente que “Gold” apresenta é incrível, além de um refrão que fica meio grudado na sua cabeça – um desses famosos refrões-chiclete com uma sonoridade fodalizamente contagiante.

Até “My Name” o álbum segue todo em um up contagiante do típico garage rock texano. “My Name” vem quebrar a estrutura do álbum – e isso é muito bom. Música mais lenta, mais puxada pra um blues, distorções no vocal, cordas bem marcadas, música maravilhosa, tanto na sequência do álbum quanto sozinha, uma das minhas preferidas. “Imaginary Kindgon”, a faixa seguinte, cai no blues e desculpem o palavrão, mas porra, eu estava esperando justamente isso no álbum, bluesão melancólico de vocal sujo e nostálgico – aqui mais um motivo irrefutável pra dar uma chance a banda.

“Baptized”, conta com a introdução instrumental mais linda do álbum, um lindo flerte com o country, se assim posso dizer, as faixas seguintes sequem mais ou menos na mesma linha dela, só há uma nova quebra com “Ghost of Memphis”, um retorno ao blues, aqui mais explosivo; visceral, muito merecido para encerrar o álbum – que em si não tem um ponto alto destacado, mas é despudoradamente bom e intenso; que realmente me agradou em vários sentidos e que eu vou colocar nos meus dispositivos móveis de áudio para ouvir sempre.


Tracklist:
01. Young Girls   
02. Gold   
03. Hether St.  
04.Fuck Around  
05. My Name  
06. Imaginary Kingdom  
07. Tonight's Trouble  
08. Baptized  
09. They Don't Know  
10. Summer Worship   
11. Ghosts of Memphis 

Download: MEGA

domingo, 16 de fevereiro de 2014
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Astari Nite - Stereo Waltz

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Gênero: Pós-Punk, New Wave, Indie, Darkwave
País: USA
Ano: 2014

Comentário: Após longo exílio em terras cruéis existentes por trás do logof, tento voltar lentamente a esta casa que, mesmo ausente, ainda acompanho. Então, sem escrachar com pé na porta, venho cá com sutileza, dessas que não pedem para entrar, mas igualmente não arrombam e transformam a atmosfera aos poucos, eis: Astari Nite.

Esta é uma banda recente, formada em 2010 de uma maneira casual e despretensiosa. Composta por Mychael Ghost (vocal), Illia Tulloch (bateria), Michael Setton (guitarra) e M. Sallons (baixo), e apesar de possuir uma formação crua, produz um som bem trabalhado, encharcado de synths e programação. As primeiras músicas autorais vieram em 2011 e foram lançadas em singles quase isolados entre 2011 e 2013, até finalmente convergirem e emergirem em Stereo Waltz, que se posta como um álbum de músicas “velhas”.

Confesso que, invariavelmente, a primeira coisa que me chamou atenção em Stereo Waltz foi a capa BELÍSSIMA (sim, escrito em caixa alta para reafirmar a beleza) dele! E, claro, depois as próprias músicas que revelam uma leveza sequencial e transformadora. Estes norte-americanos foram buscar na Darkwave a atmosfera única de Stereo Waltz, a qual é imperiosa e não há como não se envolver!

Há também várias passagens sonoras que tonalizam as músicas como algo retrô, daquilo dançante que ficou perdido entre os anos 80 e 90 em bandas como Depeche Mode e, algumas vezes, New Order (os sintetizadores da faixa 5 “I.O. 1987”, por exemplo, mostram isso). Eu ainda posso jurar que tem algo "gaze" nele. Em suma, Stereo Waltz é um apanhado de sonoridades que oscilam entre oitentista, goth, indie, pós-punk, revival e tudo mais, em uma sensação de deja-vu sonoro, quando pensamos “Ei, eu já ouvi isso em algum lugar!”. Quiçá, já em Janeiro, tivemos um dos melhores álbuns do ano e ainda não sabemos!

P.S.: Vale a pena também conferir o videoclipe da música "Pyramids" (faixa 3).

[ Facebook / Bandcamp / Lastfm ]

Tracklist:
01. Contentment
02. Astrid
03. Pyramids
04. Coven
05. I.O. 1987
06. Prayer for Lovers
07. Violently We Try
08. Wendy Darling
09. Red Letter Day
10. Waves

[ Mega ]

domingo, 2 de fevereiro de 2014
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White Lies - Small TV

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Gênero: Post Punk, Indie
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Seguindo o lançamento de Big TV os ingleses do White Lies, um dos melhores representantes dessa nova onda Post Punk, lança o EP Small TV. Composto por cinco canções o EP inclui, além de versões de clássicos da banda e músicas do último disco, covers de Lana Del Rey e Prince.

Formado em 2007 o White Lies ganhou rápida visibilidade com o single 'Death'. O primeiro disco veio em 2009, To Lose My Life... fez a banda cair nas graças da crítica e do público alçando o White Lies a grandes festivais. O disco é uma sucessão de hits como a já citada 'Death', 'Fifty On Our Foreheads', Unfinished Business' e 'From The Stars'. Seguindo o sucesso de seu primeiro disco veio Ritual em 2011 com as ótimas "Strangers' e 'Bigger Than Us'. Em 2013, é lançado o terceiros disco de estúdio, Big Tv.

Em Small TV o White Lies utiliza de elementos mais simplistas e arranjos novos, o que deu muito certo em algumas faixas, como 'First Time Caller' (música de seu último disco) mas peca em outras faixas, como 'I Would Die 4 U'. No geral Small TV é um EP que certamente vai agradar aos fãs dessa ótima banda.

Tracklist:
1. There Goes Our Love Again
2. Ride
3. Firts Time Caller
4. I Would Die 4 U
5. Unfinished Business

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domingo, 22 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #5 - Camarilo, 100 Onces e The Industrialism

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Camarilo
Com um nome que mais parece ter surgido de um jogo de RPG e um vocal de narrador melancólico, Camarilo surgiu a nós e acabou agradando logo de cara. O quarteto de Vitória, Espírito Santo, lançou neste ano seu primeiro trabalho, um EP auto-intitulado com quatro músicas interessantemente bem construídas e de um instrumental convidativo. Mas o vocal é quem definitivamente eleva o espírito da banda e a atenção de nossos ouvidos, apresentando uma certa peculiaridade e soando forte, melancólico, muito bem compreensível e sem se destoar. Segundo os músicos Paulo Fagundes, Gabriel Calil, Luis Oliveira e Nicolas Azevedo, Camarilo é influenciado (...) por uma mesclagem das diversas influências da banda, como hip-hop/rap, trip-hop, folk, post-rock, entre outros. Então confira logo o trampo dos caras.

Pignianos sobre esse som:
"O Post-Rock é um gênero que já ta pra lá de saturado, é verdade, mas isso não impede que tenha suspiros de criatividade e qualidade. O som do Camarilo é envolvente, e seus vocais (fator relativamente raro no gênero) engrandecem o feeling melancólico que a banda se presta a ter."
— Koticho 

"O vocal é o destaque, soberbo, mas o instrumental também é apaixonante. Tudo na banda parece certinho, exceto, curiosamente, a aparente indecisão de gênero entre as faixas - tudo fica entre o post rock e um feeling 'los hermanos' nítido."
— Forbidden

Disco: Camarilo [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock / Indie rock / Alternative

Tracklist:
1.Cosmopolita 02:34
2.Meu Bem 04:43
3.Desencontro 03:56
4.Maçã 03:45

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100 Onces
Viajando até os EUA, mais precisamente em Los Angeles — que até onde notei, sempre se mostrou um berço fértil para bandas bastante interessantes — podemos ouvir o som de dois jovens muito influenciados pelo prog metal, música experimental e outras vertentes, que ecoa na forma de um math rock de vértices sutilmente arredondados que pode ser atribuído à influência do rock progressivo e da experimentação de forma harmoniosa. Tudo soa extremamente bem neste "100 One Says", por mais que agora sejam apenas dois membros, os encaixes das linhas instrumentais não deixam brechas. Aliás, vale destacar que, apesar de algumas frases e gritos, temos aqui um belo material instrumental. E como devem ter percebido com o uso das palavras "neste" e "agora", eles possuem mais dois e anteriores discos. "100 Once Is", em 2011 e com a mesma formação atual, que é Barrett Tuttobene e Richard Ray, e em 2012 lançaram o "Famous In Japan", com uma capa imitando a famosa bandeira anárquica, na forma estilizada e adotada pela Black Flag. Neste disco também contavam com o baixista Nick Van Meter.

Pignianos sobre esse som:
"Na vibe mais clássica do Math Rock teramelístico, a vibe do 100 One Says é técnica, mas cadenciada quando preciso, o que faz o feeling ser constante. É também energética e intensa."
— Forbidden

Disco: 100 One Says
Ano: 2013
Gênero: Math metal/ Experimental rock/ Instrumental/ Punk rock

Tracklist:
1.Oh Me Gee 04:24
2.Copornopocalypse 03:32
3.Conpiracy Keanu 03:08
4.Fucking Guy, No Offense 04:42
5.No 01:33
6.Organicore 03:12
7.Djimi Hendrix 06:33
8.Gary Busey 05:09
9.Cannibals as Leaders 06:01
10.El Chupabillbrah 03:58
11.Sick Ninja 06:10

DOWNLOAD (confira os demais álbuns)
Links: Facebook






The Industrialism
Voltando a atenção para o Brasil (ou nem tanto, visto o espírito "odeio esse calor infernal, quero sumir daqui!"), não é de hoje que conhecemos o projeto The Industrialism, inclusive em 2011 publicamos, a pedido de seu mentor Cesar "M1A1" Alexandre, seu segundo EP "Inconsequential Hallucinations". Agora M1A1 volta com o introspectivo "An Orphan Without Hope", que de cara você vai notar ter pouco haver com a realidade do Rio de Janeiro, seu local de origem. Tudo bem, a melancolia pode estar em todos os lugares do globo e em diferentes situações, mas e esse feeling de tempo enevoado e frio? Contudo esse lançamento não se refere a um material legitimamente novo. An Orphan Without Hope na realidade é composto por peças de piano gravadas em 2003, que embora exista, por vezes, uma sutil utilização de sintetizadores, mostra uma sonoridade bastante diferente daquela que viria aparecer nos trabalhos posteriores, onde a experimentação em música eletrônica determinariam como soaria o The Industrialism ao longo de tantos trabalhos. Pegue este disco, que é denso, mas belo e com bem menos elementos sobrecarregando seu som e compare com o Inconsequential Hallucinations (que pode ser baixado aqui), onde apenas a presença do breakcore já faz toda diferença entre eles.

Pignianos sobre esse som:
"Apesar do nome soar como referência ao gênero industrial, a incursão pela música eletrônica se dá por outros caminhos. A atmosfera sombria e nebulosa do ambient e idm serve de base para o carioca César Alexandre descarregar suas batidas quebradas e aceleradas de breakcore e drum'n'bass em parte de suas produções. Outras produções se aventuram por outros gêneros diversos da música eletrônica, enquanto algumas investem no Dark Ambient, outras carregam influências claras de gêneros como UK Garage.
Uma excelente pedida para fãs de música eletrônica."
— Koticho

"Finissimo som experimental, flerta com o industrial cru, mas o breakcore deixa tudo moderno e digital. Isso tudo sem perder uma vibe obscura. Lindíssimo."
— Forbidden

Disco: An Orphan Without Hope
Ano: 2013
Gênero: Modern Classical/ Piano/ Ambient/ Field Recordings/ Avant-Garde

Tracklist:
1. ...And Delusion Reigns Summertime
2. Illness Ecstatic I
3. Illness Ecstatic II
4. Illness Ecstatic III
5. Gymnopedie III: Lent et Grave

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Links: Facebook//SoundClound



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
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White Lies - Big TV

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Gênero: Rock Alternativo, Indie, Pós-punk
País: UK
Ano: 2013

Comentário: Em minha humilde opinião, de tudo que foi lançado em 2013 e ouvi, Big TV foi o terceiro melhor álbum – ficando atrás apenas de Centhron com seu imbatível Asgard e Ordo Rosarius Equilibrio em seu single sadomaso/ocultista 4Play. Devo ressaltar – já me desculpando pela poseragem – que gostei TANTO desse álbum que nem me sinto preparada para ouvir os outros dois álbuns lançados por White Lies (To Lose My Life, lançado em 2009, e Ritual, lançado em 2007). Então, não reparem na rasgação de seda, mas eu que gosto da brevidade, Big TV (com suas 19 faixas) foi um soco no estômago!

Em sua estrutura, White Lies nasceu ainda durante a escola com Charles Cave (baixo e backing vocals) e Jack Lawrence-Brown (bateria), pois estudavam e sempre tocaram juntos. Harry McVeigh (vocal e guitarra) apareceu alguns anos depois e o trio formou a Fear of Flying, banda esta que, apesar de possuir o line-up básico de White Lies (durante as performances ao vivo, White Lies é complementada por Tommy Bowen nos teclados), ainda não era de fato a banda. Como Fear of Flying, os integrantes a encaravam como um “projeto de fim de semana”, apesar de terem lançado singles e começarem a abrir shows para bandas mais conhecidas. Os membros amadureceram e decidiram dar um tempo, pois Fear of Flying não existia mais em sua ideologia. Por fim, a banda fez o seguinte pronunciamento no Myspace: “Fear of Flying is DEAD... White Lies is ALIVE!”. Assim, em 2007, surge White Lies!

Em um apanhado geral, a sonoridade da banda em Big TV é uma mistura intimista de revival pós-punk – e eu posso estar exagerando, mas tem sim algo de qualquer uma dessas bandas perdidas do final dos anos 80 e início dos anos 90 que “passeavam” pelo pós-punk – de bases alternativas e indies a la Interpol. E aqui devo ressaltar que, na minha concepção de Pós-punk, a influência é tímida, apesar de que tem algo de “old” nesse álbum que me atrai e me prende perdidamente, e ainda me leva a pensar que essa proximidade com Alternative/Indie de Interpol é leviana (é, não gosto de Interpol)!

Big TV é um álbum para se tomar cuidado devido sua dualidade: É um álbum alegre que converge à introspecção. Isto porque é dividido entre as versões oficiais – que são sonoramente mais animadas – e as demos de algumas músicas – que, por sua vez, ganharam versões mais lentas e reflexivas. Adivinha quem chorou horrores ouvindo Be Your Man (faixa 8)? E, sim, nas duas versões! Essa dualidade é explícita também na temática das letras das músicas que falam dos sentimentos recorrentes e sôfregos do ser humano, do ponto de vista pós-moderno; dentre eles, o amor e a solidão.

Big TV (faixa 1) foi a primeira que ouvi do álbum e esta foi implacável! Para mim, é a música que melhor representa o álbum com um todo, tanto em sua sonoridade – nos seus inusitados synths de bate-estaca que anunciam as surpresas sonoras que virão; e digo surpresa porque sonoramente em Big TV é fluida e inconstante; ou seja, para quem está acostumada à mesmice das bandas de Ethereal como eu, por exemplo, Big TV é uma anomalia! – quanto na letra da música, que é repetitiva. No fim, quem não gostar de Big TV (a música) dificilmente gostará de Big TV (o álbum), por isso, deixo-a como amostragem. Mas também destaco o videoclipe retrô de There Goes Our Love Again (faixa 2), a baladinha Change (faixa 7) e Getting Even (faixa 6) – também nesse misto de sentimentos opostos e simultâneos – e a segunda versão de Big TV, que também é linda!



Tracklist:
01. Big TV
02. There Goes Our Love Again
03. Space I
04. First Time Caller
05. Mother Tongue
06. Getting Even
07. Change
08. Be Your Man
09. Space II
10. Tricky To Love
11. Heaven Wait
12. Goldmine
13. Big TV (Demo)
14. There Goes Our Love Again (Demo)
15. First Time Caller (Demo)
16. Mother Tongue (Demo)
17. Getting Even (Demo)
18. Be Your Man (Demo)
19. Tricky To Love (Demo)

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Faixa 1: Big TV

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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The Hunt - The Hunt Begins

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Gênero: Pós-punk, Indie, Alternative
País: USA
Ano: 2013

Comentário: No quesito Pós-punk, 2013 foi um ano prolífero e mais-que-bendito! Para mim, trouxe três grandes revelações do gênero: a primeira foi The Woken Trees com seu debut barulhento NNON, postada por mim mesma. A segunda foi Savages com seu Silence Yourself, filha ingrata postada por Marcos. E por fim, em uma surpresa no finalzinho do segundo tempo, a terceira foi The Hunt!

Não me perguntem muita coisa sobre The Hunt, pois ela ainda é um desses enigmas que são jogados no underground e nós temos o privilégio de esbarrar. Todavia, sua história se entrelaça à banda de pós-industrial Cult of Youth, haja vista que o baixista (Jasper McGandy) e o tecladista/guitarrista (Christian Kount) desta – antes de entrarem para Cult of Youth – foram os fundadores de The Hunt, lá em 2007. Na época, Jasper atendia por J. Vigil – e a voz eufórica em The Hunt Begins é dele! –; Christian ficou nos sintetizadores junto a Frankie, enquanto M.O.B. assumiu a guitarra. O resultado disso foi um LP gravado em 2009 de um pós-punk sujo que nunca fora lançado!

Então, The Hunt Begins nada mais é que um álbum póstumo. Sim, porque The Hunt não existe mais! Este ano, em comemoração aos 100 discos lançados pelo selo, Sacred Bones – gravadora que lançou nomes como Zola Jesus – decidiu resgatar essa pérola e lançá-la, a qual fez tanto sucesso que The Hunt “ressuscitou” excepcionalmente e entrou em turnê. E, convenhamos, existe coisa mais pós-punk que querer beber novamente de uma fonte que secou há anos?!

Em sua estrutura, The Hunt Begins tem toda fúria do contrabaixo que um Pós-punk que se preze tem, junto às batidas firmes e passagens rápidas de bateria, enquanto a guitarra emerge distorcida ou simplória auxiliada pela euforia da voz grave de Jasper. Apesar de ter uma nítida influência da contemporaneidade do Indie/Altenative, pela energia que o álbum em sua totalidade transmite, há também certa influência Punk, não apenas na sonoridade quanto na brevidade das músicas ferozes (The Hunt Begins tem 36 min de duração).

A música em destaque no post é a primeira faixa, The Mountains, e é indubitável o impacto que ela traz do álbum como um todo. Mas também destaco Fifteen Minutes (faixa 2) a qual foi recebida pelo público como um misto de The Cure e Joy Division (?). A potência imponente e romântica de Summer of Hate (faixa 3). A introdução de Set the Rising Sun (faixa 4) que, por incrível que pareça, me lembrou uma versão Pós-punk de Arctic Monkeys. Black and White (faixa 5) é uma das músicas mais furiosas do álbum para mim.  Enquanto a faixa seguinte, Scripts, é a que mais se aproxima da sonoridade da supracitada Joy Division. Trainwreck (faixa 7), por sua vez, já nos deixa em clima de despedida – seria uma boa música para finalizar o álbum, muito embora One Thousand Nights (faixa 9) cumpra bem seu papel. Por fim, eu não gosto nem de imaginar o estrago que esse tipo de som faria em uma festa!


Tracklist:
01. Mountains
02. Fifteen Minutes
03. Summer of Hate
04. Set the Rising Sun
05. Black and White
06. Scripts
07. Trainwreck
08. When The Sky Turns Black
09. One Thousand Nights

Download: Mega / 4shared

sábado, 30 de novembro de 2013
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Johnny Marr - The Messenger

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Gênero: Alternative Rock / Indie Rock
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: "Ex- guitarrista do The Smiths", assim será lembrado o trabalho de Johnny Marr nos anais do música pop. Injustiça esta imensurável. De fato, o legado criado pela dobradinha Morrissey / Marr à frente do finado grupo é até hoje sentida e visualizada no cenário musical, mas não sejamos tão reducionistas.

Fora da curta, turbulenta e genial banda que o projetou para a música, Marr formou diversas parceiras que renderam elogios do público e da crítica, seja com o The The ou com a supergrupo Electronic (formado por Bernard Summer do New Order, Neil Tennant e Chris Lowe do Pet Shop Boys). Houve até espaço para uma inusitada e memorável união com o grupo Modest Mouse (que rendeu dois elogiados discos). Contasse ainda inúmeras participações especiais em discos de Beck, Talking Heads e Brian Ferry. Há aqueles que estranhem a demora, mas após décadas interruptas de dedicação a música de "outros", The messenger é oficialmente seu primeiro registro solo.

Mais do que um disco de rock, o álbum é registro das convicções emocionais e políticas de Marr. A faixa "I want the heartbeat" é uma crítica feroz ao mundo tecnológico. "Lockdown" critica o confinamento  humano nas grandes cidades. "Generate! Generate!" vai de encontro a vida ao dilema de seguir seus próprios instintos ou levar uma regrada e vazia. "New town velocity" versa sobre a liberdade e abandonar o lugar comum e seguir novos caminhos.      

Musicalmente o disco traz à tona, como não poderia deixar de ser, a herança dos tempos dos Smiths, pois riffs simples, diretos e melódicos dão o tom. Exemplos desta linhagem são "Upstarts", "European me" e a faixa título. Há espaço também para faixas mais suingadas como "Word Starts attack" e até mesmo faixas aceleradas como a já citada "I want the heartbeat" e "Sun & Moon";

"Don't want to be the messenger", assim profere Johnny na faixa título, mas isto é visivelmente uma antítese de suas intenções. Como músico, Marr não almeja meramente tocar o coração das pessoas. The messenger é uma ode a reflexão para com o mundo, onde a falência de valores é predominante. O seu estado de insatisfação é latente e alheio a letargia que impera nas mentes humanas, o guitarrista inglês segue acreditando num mundo melhor.

Por fim, espera-se que não tarde por demais o segundo álbum solo, pois o resultado aqui alcançado é deveras superior a muitos dos seus congêneres indies que muito ainda tem a aprender com este verdadeiro mestre deste estado da arte que comumente chamamos de música.        


Tracklist:

01. The Right thing right
02. I want the heartbeat
03. European me
04. Upstarts
05. Lockdown
06. The messenger
07. Generate! Generate!
08. Say Desmene
09. Sun & moon
10. The crack up
11. New town velocity
12. Word starts attack

Download: Mega - 4shared

sexta-feira, 29 de novembro de 2013
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Camille - Le Sac Des Filles

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Gênero: Chanson, Indie
País: França
Ano: 2002

Comentário:
Camille Dalmais é uma das cantoras francesas que tive o prazer de descobrir recentemente.  Mexendo, pesquisando, procurando, em busca de conhecer mais sobre musica francesa, acho ali “Le Sac Des Filles”, primeiro disco de Camille que se mostra um ótimo disco de estreia. É bem difícil ouvir o disco e não se encantar com o carisma que ela demonstra ao cantar, difícil também não se apaixonar pelas melodias bem feitas, que acompanham a voz de Camille perfeitamente.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
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Arcade Fire - Reflektor

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Gênero: Indie Rock / Disco / Dub / Reggae
País: Canadá
Ano: 2013

Comentário: O Arcade Fire é uma anomalia musical. Dono de uma das carreiras mais dispares dos anos 2000 para cá o grupo começou fúnebre, via o essencial e pungente Funeral, manteve a dobradinha baixo-autoestima e ótimas canções em Neon Bible, migrando, assustadoramente, para o lado ensolarado e pop em The Suburbs, disco que lançou o grupo ao estrelato, chegando ao ponto de ganhar o Grammy de Melhor álbum do ano em 2011. De lá para foram 3 anos, turnês elogiadas que migraram de pequenos lugares para estádios, e a conquista de um enorme número de séquito, tanto de público quanto da crítica. E foi com esta vivência tão dispare que os canadenses adentraram ao estúdio para gravar Reflektor.

Produzido por James Murphy (ex-líder do essencial LCD Soundsystem), a banda reprisa a parceira nascida num single conjunto lançado em 2007. Dividido em dois discos bem distintos, a nova empreitada assusta numa primeira audição descuidada. Buscando uma sonoridade que oscilasse entre elementos do indie rock, a trupe de Win Butler estabeleceu o inédito diálogo com sonoridades jamaicanas, seja flertando com o reggae ou o dub em vários momentos, influências estas ligadas diretamente as predileções do produtor da vez.

O disco de número um prima por canções "alegres". O single "Reflektor" já denuncia a gradual mudança. Em seus 7 minutos e 34 segundos, batidas disco dialogam com elementos percussivos e vocais de apoio de, pasmem, David Bowie. "We exist", traz linha de baixo sinuosa e versos em prol da existência ante a frieza humana. "Flashbulb eyes" é puro dub em essência. "Here comes the night time" aparece em duas versões. A presente neste primeira parte inicia-se num proto gipsy punk, mas se entrega ao electro. O pop oitentista surge em "You already know". Encerrando o primeiro "lado" ainda temos "Joan of Arc", faixa que inicia punk, traz vocais etéreos (cortesia de Régine Chassagne) e letra sobre rejeição.

Já o segundo disco responde pela porção introspectiva de Reflektor. A começar pelo reprise de "Here comes the night time" que desta vez surge em versão menor e escura, carregada de sintetizadores e arranjo de cordas. A belíssima "Awful Sound (Oh Eurydice)" aborda de forma explícita o desespero em forma de tragédia grega, mas os arranjos adocicados e os vocais de Régine quase nos convencem do contrário. "It's never over (Hey Orpheus) "novamente aposta na disco music e tem linha de baixo dançante. Além de trazer também referências a mitologia grega, a canção é ode ao filme "Orfeu Negro" lançado em 1969, cujas imagens surgem no vídeo promocional de  "Afterlife", penúltima canção do álbum e segundo single. Para o final é reservada a faixa "Supersymmetry" que em seus quase 6 minutos de duração utiliza de sutis recursos eletrônicos, cordas e ternura numa bela ode a solidão e ao crescimento pessoal.

Por fim, falta ainda dizer algo sobre a faixa síntese do álbum, a ótima "Normal Person". Em alto e bom som Win Butler questiona de início se "há algo tão estranho quanto uma pessoa normal"? Percebesse aqui uma critica ao ser tido como "normal" para os padrões da sociedade que valoriza o ser cruel ou cool em antítese ao amor amor a si e ao próximo.

"I've never really ever met a normal person". Para o Arcade Fire, ser comum nunca fora cogitado. Mais do que isso a banda buscou algo ainda mais valoroso: ser autêntica.
                   

Tracklist:

Disco 1

Reflektor
We Exist
Flashbulb Eyes
Here comes the night time
Normal Person
You already know
Joan of Arc

Disco 2

Here comes the night time II
Awful Sound
It's never over
Porno
Afterlife
Supersymmetry

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sábado, 12 de outubro de 2013
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Glasvegas - Later... When The Tv Turns To Static

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Gênero: Indie, Shoegaze, Britpop, Post Punk, Alternative
País: Escócia
Ano: 2013

Comentário: “Later... When TV Turns To Static”, somente aqueles que já perderam noites e noites de sono, assombrados por uma ideia recorrente, olhando fixamente para a TV, vagando entre os canais em busca de algo que simplesmente não está ali, sabem a força que esse título tem.

O Glasvegas surgiu em Glasgow, no começo dos anos 2000 e rapidamente conquistou as rádios escocesas e chamou a atenção de Alan McGee, conhecido por trabalhar com bandas como Oasis, My Bloody Valentine e Libertines. O primeiro disco veio em 2008 e arrebatou público e crítica elevando a banda a uma das mais interessantes do Reino Unido e garantindo apresentações em grandes festivais europeus. O segundo disco, Euphoric /// Heartbreak \\\, foi lançado em 2011, trazendo um som um pouco diferente e acabou não agradando tanto quanto o seu antecessor. Em 2013, o lançamento de 'I’d Rather Be Dead Than Be With You', primeiro single do novo disco, indicava o retorno do Glasvegas a sonoridade do primeiro disco. Uma escolha certeira, visto a qualidade deste lançamento.

O terceiro disco dos escoceses do Glasvegas é de uma beleza melancólica única. Um registro emocional e profundo que, embalado pelo sotaque carregado do vocalista James Allan, cria uma atmosfera fria que envolve o ouvinte e o conquista a cada segundo. Músicas como 'If'', 'Neon Bedroom' e a faixa que dá nome ao disco fazem deste obrigatório para os fãs do gênero.

Tracklist:
1. Later ... When The TV Turns To Static
2. Youngblood
3. Choices
4. All I Want Is My Baby
5. Secret Truth
6. I'd Rather Be Dead Than Be With You
7. Magazine
8. If
9. Neon Bedroom
10. Finished Sympathy

MEGA // Novafile

Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.