Mostrando postagens com marcador /Nóza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador /Nóza. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Avatar

Dark Suns - Orange

1 comentários

Gênero: Progressive/ Art rock
País: Alemanha
Ano: 2011


Comentário: Indo direto ao ponto, com a fome de quem não resenha há décadas, vos trago essa obra prima alaranjada dos sóis negros, de cujo trabalho já falei aqui. Sem brincadeira, durante todo o tempo em que fiquei reclusa deste espaço pigniano, era este álbum que eu estava compulsivamente ouvindo. Amando, vangloriando. Re-ouvindo. Cada música entrava em processo de digestão prazerosa por em média, um mês. Não porque eu sou louca (é bom frisar), mas porque ele é bom de verdade. Porém, é uma jornada cheia de turbulências e mudanças de temperatura. Dá pra explorar várias vibes inusitadas no caminho. Mas é aquela coisa, culpa do Pink Floyd talvez, você tem que ouvir do começo ao fim pra entender a paisagem. Tem fases histéricas, fases contemplativas, fases quebradeira pura e o que dificilmente falta, fases românticas. Ele é completamente diferente do Existence. Sai em disparada pra longe da melancolia profunda e delicada, embora dê umas ensaiadas na queda em busca dela. Mas nunca fica lá no fundo do poço, prefere beirar à loucura do que se cobrir daquele manto gótico e viscoso. Eu diria ainda, que o elemento que controla a sanidade ou a falta dela, é a montanha russa percorrida pelos teclados e o vocal. E tudo isso com um pé nos anos 70. É por isso que eu sou apaixonada por prog, e especialmente pelo Dark Suns, cada álbum é uma aventura.

“Toy”, a música de abertura, está aí bem colocada. Ela em si mesma já traz diferentes fases, já dando o recado do que você vai encontrar. Por ela você também já pode registrar o potencial versátil do vocalista, que vai do suave ao estridente como quem aciona sem querer o alarme do carro do vizinho. Aí você passa por “Eight quiet minutes”, “Elephant” e “Diamond” degustando os picos e quedas da montanha russa, e cai em “Not enough fingers”, pra dar uma anestesiada. Inteira instrumental, ela aparece do nada com calmaria, e injeta um pouco de estabilidade e meditação no meio do caminho. Mas pra não exagerar no descanso, vem “Ghost” e entra direto dando aquela chacoalhada rápida, pra aí mesclar uma deprezinha, e voltar pro stress aventureiro que a essas alturas, você já está se acostumando. Mas a entrada de “That is why they all hate you in hell” é sacanagem. Se você apertar o play desavisado, fica um pouco traumatizado com a gritaria que vai estuprar sua disposição. Mas como eu disse, uma vez acostumado, relaxa e g... você entendeu. A estridência faz parte da emoção, estamos tratando de um álbum anti-tédio, então não reclame. Mas tranqüilo, se você sobreviver a essa, será recompensado devidamente em “Vespertine”, que é a segunda música mais longa do álbum. Então força, conto contigo. Vai rolar um sax nervoso, coisa fina. O finalzinho dela conclui com uma levadinha madura, de quem já passou por muita coisa e sabe manter a serenidade. Depois dela vem “Scaleman”, que não dá moleza, não é só porque você atingiu amostras da iluminação que tem que ficar nessa onda de serenidade. Buda já fez isso pra gente. Tem que dar uma sacudida pra lembrar que é jovem, mas evidenciar um piano, um vocal macio, que é coisa de gente que sabe o que tá fazendo, pra onde vai, de onde vem. É tipo uma lição de moral de quem não perde tempo com lamentações, mostra os erros e o que deve ser aprendido, mas deixa o discurso bonito, jovial e enérgico. Prepara o campo para a próxima geração. “Antipole”, por sua vez, vem com uns coros, meio que dizendo - “Ok, vc chegou no céu. Nós anjos vamos te mostrar o filme da sua vida”. Você se diverte né. Mas também se emociona porque vê muita coisa que dá saudade. Não à toa, essa tem 14 minutos meu caro! É preciso, você chegou até aqui, vai levar tempo pra juntar o quebra-cabeças, se recompor. E em tese, esse seria o fim...

Mas o céu não é o limite. Você ganhou um bônus de 21 minutos e 50 segundos de vida (ou 4 músicas). Tô upando no pacote o “Re-Orange”, EP acústico que te dá uma segunda chance pra pagar os pecados. Mas como você foi uma pessoa muito boa, não é nada difícil, é leve como um... acústico. Como pagar um pecadinho de ter roubado laranjas de um pomar. Inclusive, vem com releituras. Mamão com açúcar (quem sabe você tenha roubado mamões). Essa parte não precisa de nem meio mês pra digerir, é só curtir as 4 seguidas mesmo. Na moralzinha. Rever algumas emoções, já com o gostinho de quem conhece o caminho. “The devil finger´s peace” relê a letra de “Toy”, acrescentando novos insights, numa cor jazz. “Megalomaniacs” fala de “Scaleman”, e é uma das minhas preferidas; traz uma Juliet pra dividir um pouco as emoções de um Romeo que tanto sangra e tanto procura. “The sad song of the elephant man”, que relê “Elephants”, não te tira desse lugar mais sensível, pelo contrário, dá uma reforçada gostosa. Lembra “Stairway to Heaven”. Mas pra não rolar choro ou coisa do tipo, vem “Four quieter minutes”, relendo “Eight quiet minutes”, com um vocal mais malandrinho, porque afinal você sabe que não foi tão bonzinho assim, né? Foram muitas laranjas e muitos mamões... Uns cigarros talvez.

E a capella, só você e o coro das suas próprias outras vozes se despedem dessa jornada que vai dando seu adeus. Seus últimos minutos, seu último mamão, seu último cigarro.

My last cigarette
Here in the sunlit corner
I found that peace
Being just like
Mine.

Tracklist:

1. Toy (3:53)
2. Eight Quiet Minutes (3:53)
3. Elephant (4:55)
4. Diamond (3:14)
5. Not Enough Fingers (4:59)
6. Ghost (6:26)
7. That Is Why They All Hate You In Hell (4:31)
8. Vespertine (8:26)
9. Scaleman (5:21)
10. Antipole (14:13)


Re-Orange Acoustic EP 

1. The Devil Fingers' Peace (6:21)
2. Megalomaniacs (5:12)
3. The Sad Song of the Elephant Man (5:54)
4. Four Quieter Minutes (4:19)

Download:
MEGA

quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Avatar

Porco na Cena #13 - Sweden Rock Festival 2012

3 comentários

É com muito atraso orgulho que apresento a resenha do Sweden Rock Festival! 

Depois de muita aventura, muita emoção, muita vid@ lok@, muito sentimentalismo, muito amor no coração, e se duvidar, uma quase demissão aqui do blog ;p, aqui vai o meu relato representando o Porco na Suécia, finalmente!

Como o prometido, dei um pulo ali naquela terra linda de deus (com pessoas lindas de deus também, só pra caso algum desinformado nunca tenha ouvido falar sobre isso) e tive uma experiência bacaníssima no festival mais organizado que eu já vi e que eu provavelmente vou ver (a não ser que eu vá novamente). 

palco principal do festival + céu sueco ;p
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Avatar

Porco na Cena #10 - Pain of Salvation

9 comentários

Este ano, mais uma vez, me desloquei de Curitiba até nossa querida SP para marcar presença no show da banda da minha vida (e dane-se você que não curte), o Pain of Salvation. Em um intervalo de pouco mais de 1 ano e 3 meses, meus queridos suecos resolveram retornar ao Brasil. O que é muito satisfatório, visto que eles não vinham pra cá desde 2005, ano este, inclusive, em que eu me ferrei bonito. Foi quando o show em Curitiba foi cancelado minutos antes de começar. Eu, que era toda jovenzinha atacada, me frustrei num nível sem precendentes. Até cheguei a organizar um motim para ir na frente do hotel dos caras e reclamar desse disparate! Acreditem, cheguei mesmo a fazer isso. Sabe deus o que a banda pensou daqueles adolescentes nada a ver esperando eles com cara feia no saguão do hotel... Mas pelo menos conseguimos trocar uma meia dúzia de idéias com os caras, já que o show eles ficaram devendo. A verdade é que rolou uma treta com os produtores, pois eles não providenciaram a infraestrutura mínima exigida pela banda. O promotor responsável prometeu colocar tudo em ordem até o momento do show, o que, obviamente, não aconteceu. Putos da vida, o PoS e sua trupe desarmou o circo e mandou beijos. E nem se emocionaram com o meu motim :{

Mas deus existe, deus é bom, deus é mais. Eis que em 2011 eles voltam com tudo. Fui nos shows do Rio e SP. A data dos shows coincidiu com o aniversário do Daniel Gildenlöw, e na noite de autógrafos consegui umas fotinhos e uns mimimi. Até tive tempo de entregar um belo de um presente pra dar ~força~ pra ele. Um tomate loco. Sei lá. Um negócio desse é mágico. Tem que servir pra alguma coisa, haha.

domingo, 3 de junho de 2012
Avatar

Sweden Rock Festival 2012

5 comentários


Sobre: O Sweden Rock Festival é um festival anual que acontece desde 1992, no litoral sudeste da Suécia. Este ano, do dia 6 ao dia 9 de junho, quem participar vai poder ver uma "meia dúzia de quatro, cinco" baita nomes enaltecidos por nós e nossos queridos colegas do universo dos alimentados à base de "leite com pera e ovomaltino na geladeira", a galera HEADBENZ. Não vou citar as bandas uma por uma, porque você já bateu o olho no cartaz e, imagino eu, já está babando de vontade de ir, só pelos primeiros nomes citados ali (tomara né).
Esse lineup realmente tá uma coisa linda de deus, e nem o povo do prog vai conseguir botar defeito (tomara né 2). Todos os dias terá uma leva de sessões de autógrafos, mas nem todas as bandas participarão. O King Diamond, por exemplo, não vai autografar, mas o Adrenaline Mob vai, e pô, acho que tá ótimo.
Serei a correspondente de vocês lá na Suécia e tentarei trazer novas e curiosidades à contento. Obviamente terei acesso à cueca suada do Mike Portnoy, como já citei anteriormente, e já estou leiloando aqui, com entrega no banho de formol, embalada à vacuo. Tá, er, prometo que vou fazer o possível para trazer um material bacana de verdade (não que a cueca suada não fosse, eu sei que vocês bem que queriam, mas né).

E eu queria saber alguma saudação headbanger sueca pra fazer aqui, mas vai ficar para a volta, prometo ;p

Site oficial
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Avatar

Dark Suns - Existence

3 comentários
Gênero: Progressive Metal
País: Alemanha
Ano: 2005

Comentário: HelloooooooooooooooooooooooooooooooooowWwWw galereeeeeem!
BRINCADEIRA VEI! Não vou escrever desse jeito, relaxa, hehe. Já tava se contorcendo aí embaixo dos seus óculos Woody Allen style - na frente do seu charuto cubano - sentado numa pilha de livros sobre a revolução iraniana-malasiana no oeste da Estônia que eu sei!

Mas já que você está lendo e perdendo ~OU~ ganhando seu tempo aqui, saiba que se você for uma pessoa esforçada e baixar o álbum que indico-lho neste momento, você será uma pessoa mais...mais...sabe assim, meio mais ou menos e quem sabe um tanto...MAIS CONHECEDORA DE ROCK PROGRESSIVO ALEMÃO! HAR! Agora chantageei hein.

Mas é o seguinte, vou logo parar com essa coisa colorida toda aqui pq, além de eu não ser baitola, a banda é dark. O sol deles é dark. Todos os sóis deles são dark (beijo pros astrofísicos presentes. Góticos, vocês também serão lembrados. Oi? Astrofísicos também são góticos? Então tá resolvido).

Em 1997 que essa belezura de banda começou, na cidade de Leipzig. Bem, eles começaram com um álbum que ia mais pro doom, chamado "Swanlike" (bom também). Mas depois dele resolveram dar uma abandonada nos vocais guturais e assimilar o jeito mais progressivo de ser, que todos sabemos, será sempre o melhor ;p

É aí que entra o "Existence". Ele começa bem misterioso, com uma introdução que já vai chamando a atenção dos góticos (astrofísicos também, tá bom). Narraçãozinha em tom de vampiro seduzindo, vozes de criança, chuva... Beleza, chegamos na faixa “The Euphoric Sense”, meu xodó. Primeiro pq eu adoro músicas com as palavras euphoria e euphoric (sei lá, peçam pros metidos a Freud explicarem). Segundo porque ela me lembra aquela fase adolescente sentimental que chora ouvindo “Emotion Sickness” do Silverchair na frente do espelho (já que nunca nem ouviu falar de progressivo).

Até aqui você já entendeu que vai ser um álbum denso, com nuances deprês (nuance já é uma palavra que eu não gosto, mas fica aí o registro de que eu sei usá-la). O fato é que em muitos momentos você pode até chegar a lembrar de Anathema, Anekdoten, Porcupine Tree, por aí vai. “Daydream” é uma faixa bem bonita, diria até romântica, pro astrofísico que quer fazer uma serenata para sua gótica na mira. “Her and the Element” dá uma exageradinha no vocal galã-deprê, mas continua sendo uma das músicas marcadamente interessantes do álbum. Enfim, é todo um conjunto de quebras de tempo, teclados quase místicos, picos de emoções pesadas, corações batendo.

E você achava que eu não ia citar como a banda se autodenomina ou denomina o próprio álbum? Cá está, segundo eles, Existence “is a journey through the dreamy emotional worlds of a brittle existence, trying to escape traumatic conditions during the various stages of a process of self-discovery. A musical maze full of intensity” (e vai aprender inglês que dessa vez não vou traduzir, meu amor).

Bom, vc que leu até aqui e ainda não foi convencido a escutar o som dos caras, ou, vc gótico e/ou astrofísico que está, como quem não quer nada, dando um rolê pela Alemanha em junho, pega essa: eles vão fazer um show acústico com o Pain of Salvation dia 8, em Leipzig. No mínimo, no MÍNIMO, eles tem ~contatos~. Er, eles são bons mesmo e inclusive o Kristoffer Gildenlöw, ex baixista do PoS, já gravou com eles.

Deleitem-se!

MySpace//LastFM

Tracklist:

1. Zero (2:09)
2. A Slumbering Portrait (2:32)
3. The Euphoric Sense (5:54)
4. Her And The Element (6:39)
5. Daydream (4:40)
6. Anemone (6:27)
7. You, A Phantom Still (11:17)
8. Gently Bleeding (7:19)
9. Abiding Space (7:10)
10. Patterns Of Oblivion (10:50)
11. One Endless Childish Day (12:59)

Links:

SendMyWay // BayFiles

terça-feira, 24 de abril de 2012
Avatar

Adrenaline Mob - Omertà

19 comentários


Gênero: Progressive/ Heavy Metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Mal se juntaram, esses galãs do rock´n roll, Mike Portnoy e Russel Allen (com mais uns caras bons aí, mas quem se importa depois de saber dos dois primeiros?), já tão dando maior bafafá no mundinho antenado. Em 2011, eles promoveram a banda com o vídeo no qual tocam uma versão de “The Mob Rules”, do Black Sabbath. Aí já jogaram na hand o EP, e num intervalo não muito grande, lançaram o digníssimo "Omertà".

Bom, vocês já perceberam que é a típica banda que não tem erro né?

Vim correndo fazer essa resenha, que já estava fervendo aqui nos neurônios, antes que né, ficasse mto ~last week~. Loguinho vai começar a pipocar em tudo quanto é blog, já senti os primeiros estouros, aí me piquei a mula aqui pro lápis virtual. Porque olha, puta albunzinho bão, irmão!

Ah! E também pq eles vão tocar no s2 Sweden Rock Festival s2 (sucesso sucesso sucesso!), na Suécia ~obviamente~ em junho. Façam suas preces, joguem positividade para esta que vos fala, pq se o papai do céu ouvir direitinho, vocês poderão ler resenhas EXCRUSIVAS desse festival, pignetes, pignetos e pigfilhos!

E tem mais, olha como eles são bonzinhos: na última Black Friday comprei pelo site uma camiseta lindademeudeus e ganhei o EP di grátis sem custo adicional e gratuitamente de forma que não precisei pagar por! Nhó, que amores!
Véi, imagina se eu consigo autografar tudo? Nossa, Nóza!
Ó, se vc, empresário de sucesso que está lendo esse post, fizer o povo do Pignes ficar rico escrevendo unprofessionalmente sobre música, juro que eu te dou a camiseta, o EP, e mais a cueca suada do Mike Portnoy (à qual sem dúvida eu terei acesso), tudo autografadinho, banhado no formol e embalado à vácuo! Me liga tá?

Agora vamos ao que vocês realmente querem ler ;p
Eles se dizem, e eu adoro sempre citar como as bandas se autointitulam, “a musical mafia of the highest order”. Aí vc vê que “Omertà” é um termo bem coisa das máfias, negócio de código de silêncio, essas piras de criminoso destemido. Sim, destemido! Agora traduza isso pro inglês... Pronto! Vc já sabe o nome da música que introduz o álbum: “Undaunted”.
Ela é chique, já chega dando aviso aos wannabe xarope, pra ficarem espertos, que negócio ali é tru. Lá no release do álbum os caras dizem que ela é perfeita pra tocar em uma luta do UFC, haha! Pô, e sabe que é?!
“Psychosane” e “Believe Me” são mais frenéticas, e não menos chiques. Agora, tem "Down to the floor" que é pra acordar os vizinhos depois de uma bela noite agitando e liberando loucamente determinados hormônios, se é que vocês me entendem (...) Algumas baladinhas mais meiguinhas fazem parte do álbum também, mas vou deixar a minha parte mimimi falar só de "Come Undone", versão da original do Duran Duran, que ficou coimailindideus! A vocal do Halestorm participa mto dignamente, aliás, Liebe Lzzy Hale! Mulherzinha por dentro, um bocado ogra por fora, como se deve ser.

Estou terminando esse post lá do chuveiro, cantando "cannot believe you´re taking my heart...TO PIEces" (garganta rasgando = voz aguda) "whOOO do you neeeed? whOOO do you loooove? when you cOOOme undone? (com o sabonete na boca = voz grave).

Apreciem!


Tracklist:
  1. Undaunted (4:45)
  2. Psychosane (4:38)
  3. Indifferent (4:30)
  4. All On The Line (4:21)
  5. Hit The Wall (6:33)
  6. Feelin’ Me (3:55)
  7. Come Undone (4:50)
  8. Believe Me (3:59)
  9. Down To The Floor (3:33)
  10. Angel Sky (4:26)
  11. Freight Train (4:13)



terça-feira, 17 de abril de 2012
Avatar

Von Hertzen Brothers - Stars Aligned

4 comentários


Gênero: Progressive Rock
País: Finlândia
Ano: 2011

Comentário: “Von Hertzen” significa, em alemão, “do coração”. Tinha banda melhor pra eu fazer minha primeira resenha, depois de todo aquele papinho sobre emoções e sentimentos da minha apresentação?

Eles são três irmãos fon Hertzen, do coração e lá da Finlândia. Lugar frio, língua estranha. Homens altos, lindos... Ah, sim, vamos falar da música, DA MÚSICA!

O som deles é inconstante, do jeito que eu gosto. 
Mas...quer saber? Nada do que eu escreva sobre o som dos caras pode ser melhor do eles mesmos divulgam: “these -mad brothers of rock- sound like Foo Fighters playing Pink Floyd’s greatest hits after spending years in India singing Beach Boys” (estes irmãos loucos do rock soam como Foo Fighters tocando os melhores hits do Pink Floyddepois de passar anos na Índia cantando Beach Boys). Tá bom pra você? No mínimo, se você não botou fé, ficou curioso pra ouvir uns 5 segundos de VHB e tentar entender alguma coisa dessa descrição.

“Stars Aligned” é o quarto álbum da banda, um álbum mutcho loco. Mistura um bocado de progpsicodelia com coros bem pop, e alternâncias entre o vocal de Mikko, o vocalista, e Kie, o guitarrista, cuja voz é tão suave, apesar daquela cara de louco e dos seus olhinhos juntos. É bem o tipo de álbum que não enjoa, daqueles que demora pra você assimilar, daqueles que faz com que você pare de prestar atenção no que estava fazendo e tente captar o que está acontecendo na música, e aí se dá conta que já passou... e putz, você já está confuso de novo com outros elementos. É ou não é apaixonante? Acho que bem aproveitado, o álbum te tira do tédio.

Minha faixa preferida é “Miracle”, e a letra, que fala de uma criança psicologicamente reclusa, também vai mexer contigo, ah vai. “Voices in our heads” e “Down by the sea” são outras faixas dignas de preferência. A primeira, tem uma letra bem beliscão em coração peludo (minha mãe adora usar esse termo, bjos pra dona mãe e pra caravana de Curitiba!); já a segunda, faz você mergulhar definitivamente num oceano bem emotivo e admiravelmente turvo, mas sem ser chata, pedante ou melosa.

Vai lá, coragem meu amigo, usa esse teu espaço de ócio que você deve guardar com tanto carinho e se alimenta desse prog que vem do coração. Nada que vem do coração pode ser de má qualidade, né? (ah não ser que tenha a ver com Restart?)

Site Oficial//MySpace

Tracklist:

1. Miracle (4:04)
2. Gloria (4:39)
3. Voices in our heads (6:48)
4. Angel´s eyes (5:56)
5. Down by the sea (4:32)
6. Bring out the snakes (6:49)
7. Repeat mode (6:51)
8. Always been right (3:57)
9. I believe (8:08)


OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.
domingo, 15 de abril de 2012
Avatar

Sandra Nóza Madalena

7 comentários
Eu gosto daquele som que se sintoniza com o meu momento. Blé blé blé, todo mundo fala isso. Dane-se. Música é emocional. Pera, é sentimental. Não, pera, é os dois. Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e as duas coisas são coisas da música.
O fato é que eu sou inconstante, então eu sinto muito e me emociono muito por aí. Mas existem aqueles tipos de som que costumam se repetir por entre as escolhas das minhas inconstâncias, talvez por eles mesmos serem inconstantes em si. Sei lá, os progressivos de todo o tipo me proporcionam essa sintonia. Os velhos, os modernos e até os que ainda estão por vir. Ai eles pipocam nos meus momentos entre uma e outra aventura stoner, pop, hard, heavy, ethereal, space, dream, eletrônica, atmosférica, psicodélica, desert, art, manguebeat, experimental, folk, roots, fusion, afro, trip, industrial, avant-garde, cigana, FODA-SE. Sinto-me muito ridícula nomeando meus sentimentos tão cultamente assim. Cago pra todas essas denominações históricas aí, um dia o povo vai desistir de tanto catalogar e nomear a música. Hoje tudo tem tanto um pouco de tudo. Mas até que esse dia não chega, eu vou eleger a vertente cigana, explorada pelo meu lindomaravilhososensual sidSidney Magal, como inspiração pra essa minha apresentação. Eu não curto estabilizar minhas emoções e meus sentimentos, mas inconstantes mesmo são os ciganos que não curtem parar fisicamente no mesmo lugar. Em homenagem a eles, vou me autointitular Sandra Nóza Madalena, a cigana dançarina de emoções e sentimentos. Eu me ciganeio internamente, através do que me proporcionam todos os gêneros aos quais eu posso ter acesso. E se não tiver acesso ainda, nada me custa fazer umas malas e sair em busca de “enlouquecer, de me perder e me entregar”. 
É isso. Sou inconstante, falo bolacha, vina e penal e agora tô aí com vcs timeee ;]

(foto Guilherme Marinelli)

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.