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domingo, 13 de outubro de 2013
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Hijokaidan - Noise From Trading Cards

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Gênero: Noise
País: Japão
Ano: 1997

Comentário: Hijokaidan é uma banda japonesa de Noise formada em 1979 em Kyoto. Se você já ouviu falar de Noise pelo menos alguma vez na vida, você sabe que o ninho de várias das mais conhecidas bandas e projetos de Noise é o Japão. E um pouco dessa fama vem por causa do Hijokaidan, uma banda seminal no gênero que influenciou dezenas de artistas que surgiriam nas décadas seguintes até os dias atuais.

Noise From Trading Cards é o décimo terceiro disco da banda e talvez onde os caras atingiram seu auge. Aqui temos essencialmente duas faixas longas e uma terceira faixa de livre improvisação gravada ao vivo. A primeira coisa a se ressaltar sobre o Hijokaidan é que esta é de fato uma banda, em muitas de suas composições bateria e vocal são extremamente presentes, mesmo que coadjuvando com paredes de noise brutalmente caóticas, muitas vezes geradas não só por sintetizadores, mas também por guitarras e baixos altamente distorcidos. Mas não, isso não traz a menor musicalidade ao grupo, tudo é completamente anárquico e infernal. Os vocais, quando aparecem, são esgueladamente berrados, de uma forma tão intensa, que conseguem rasgar a nuvem metálica das distorções presentes, de forma a soar completamente desesperados e guturais. As texturas sonoras são cuidadosamente justapostas em ruídos estridentes, soando como se estruturas metálicas gritassem desesperadas, ao lado de bases graves e frequentes incursões totalmente aleatórias de guitarra e bateria, caóticas e intensas.

A musicalidade do Hijokaidan deve ser ouvida com a consciência que a experiência da banda não é musical, mas visual. A parte do fato que os shows da banda (veja vídeo abaixo) sempre foram totalmente regados a mais intensa insanidade, quando se escuta Hijokaidan de olhos fechados e mente aberta, o que vemos é um cenário devastando-se rapidamente numa chuva de peças metálicas abrindo crateras num chão deformado e claustrofóbico. A sensação de querer que tudo se torne o mais caótico possível é totalmente satisfeita ao se ouvir Hijokaidan. E aí é que a banda encontra o âmago da música Noise.

Ouvir Noise não é uma coisa para todas as pessoas. Porém, eu, francamente, vejo uma similaridade tão intensa entre as paredes sonoras caóticas do Noise com outras construções sonoras que tem o mesmo objetivo - destruir - em outros estilos, que se torna pra mim atualmente bastante curioso que não existam muitos fãs de Noise entre fãs de estilos como Ambient, Metal Extremo e especialmente Grindcore. Hijokaidan é uma excelente porta de entrada para a parte mais brutal, pura e intensa do estilo.



Tracklist:

1 - What A Nuissance!  27:33
2 - Knocking On Hell's Door 13:50
3 - April 8 1996 San Francisco 10:08


Download:

MEGA

domingo, 19 de maio de 2013
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Jason Crumer - Let There Be Crumer

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Gênero
: Noise/Ambient/Harsh Noise
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Muitas resenhas dos trabalhos de Jason Crumer começam assim: "Sempre gostei da proposta da música Noise, mas nunca consegui encontrar um disco que eu conseguisse digerir, até ouvir Jason Crumer". No entanto, alerto aos mais desavisados, que o estilo de Jason continua sendo profundamente minimalista e quase totalmente livre de qualquer estrutura musical, sendo assim, portanto, um artista cujos trabalhos devem ser escutados por ouvidos definitivamente dispostos a ouvir música experimental, como todo artista de Noise. Mas Jason Crumer é, de fato, um artista de Noise diferenciado e incrivelmente melódico, se deixada de lado qualquer esperança de se ouvir algo familiar por aqui.

Apesar de se encaixar definitivamente na cena Noise e levar costumeiramente o rótulo de 'Harsh' Noise, Crumer tem uma sonoridade que em todos os álbuns oscila entre um minimalismo próximo de ser melódico e paredes sonoras extremamente pesadas típicas do Noise e Harsh Noise, mas que no entanto nos emergem lentamente por entre trechos ambient totalmente hipnóticos, fazendo com que nada soe chocante, por mais rasgado e intenso que nos seja apresentado. E é essa oscilação que faz dos trabalhos do cara tão 'acessíveis' e sofisticados. Let There Be Crumer é o mais recente lançamento de Jason, e, embora eu não tenha ouvido tudo, dentre os discos que ouvi é o que mais gostei, sendo que eu me apaixonei por tudo que escutei desde a primeira audição.

Os trechos mais leves e ambientados são comparáveis ao de artistas como Lustmord, que soam ao mesmo tempo melódicos, minimalistas e extremamente sombrios. Mas a faceta industrial da sonoridade surge em todos os cantos discretamente, em sons metálicos e estridentes que vão se encaminhando para paredes sonoras de várias camadas e se transformando de vários modos até obter uma estrutura vagamente musical ainda que constituída de sons completamente concretos. Os trechos mais intensos e pesados de Noise não são, como já descrito, nada jogados subitamente em nós, mas ao mesmo tempo são intensos o suficiente pra serem impactantes. A forma com que Jason manipula os elementos do Noise é extremamente clínica e precisa, de forma que absolutamente nada parece forçado, num estilo naturalmente composto de colagens justapostas.

Em resumo, é um disco pra quem gosta de música experimental a esse nível e quem quer conhecer música experimental na sua forma mais sofisticada.




Tracklist:

Parte Um: Infantile Supremacy (By the Time I get to Durham)
01) I. Lovelock, NM
02) A. Self Pity Fuck
03) II. Truckee, CA
04) A, All Friends and Old Flames

Parte Dois: Male Heroine of Passive Suffering (Marginal Stomp)
05) III. Chicago, IL
06) A. Days Inn (Revenge)
07) B. Knights Inn (Revenge)

Parte Três: Subterranean Forces Blind Grinding (Climax)
08) IV. Sault Ste. Marie, MI
09) V. Let there be Crumer
10) VI. Ending


Download:

MEGA//Bayfiles//Gamefront//Outros Links no Mirrorcreator
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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Vários - O Massacre Eletrônico, 11 way Split!

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Gênero: Grind/Cybergrind/Eletrônico
País: Brasil
Ano: 2009

Comentário: O Massacre Eletrônico é um mega split com 11 bandas da nata do Cybergrind brasuca, incluindo a maior banda de todos os tempos que reina suprema sobre todos os estilos musicais, o divino Barney, formada pelos excelentes e técnicos músicos xMaxyx e Forba, este que vos escreve. Aqui teremos 85 lindas e singelas faixas de podridão musical de bandas do nosso querido Cybergrind, estilo caracterizado em unir o Grindcore às baterias eletrônicas, tons de Noise e outras experimentalidades. Baixem os amantes da arte de fazer música ruim, principalmente pra valorizar a banda dos seus uploaders favoritos!

PS: Inclui a nova faixa do Barney, Anaphylactic Shock During An Endoscopy, feita com muito carinho e amor.

Tracklist:

[Pinto Sujo]

01 - Cheiro de Bosta de galinha (parte 1)
02 - O grande cú se se abrindo entre as nuvems
03 - Ah...
04 - Matei
05 - Lapis roxo
06 - Coisas do inferno
07 - Sr.Sujeira
08 - Cheiro de Bosta de galinha [parte 2]

[Im Bastard]

09 - Satanic Pokemons Fuck The Virgin Girl
10 - Acid Intestinal Gore Fucking
11 - Cowboys Likes Noisecore
12 - Mind Destruction
13 - Nuclear Bomb of Sperm
14 - Virtual Terror
15 - Fuck You Bastard! You Have HIV
16 - Pigs Penetrated in Angelica (Bonus Track)

[Cafénoise]

17 - Brain is the most complex biological structure
18 - cafénoise-pulmonary arteries carry blood from heart to the lungs
19 - Autopsy photo
20 - Ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não
21 - Arteries can be separated into gross anatomy, at the macroscopic level, and microscopic anatomy, which must be studied with the aid of a microscope
22 - Necropsy video

[Sexual Maniako]

23 - Esguicho Anal
24 - Fazendo Sexo Anal E Dando Choques Com Fios Desencapados Na Sua Buceta
25 - Um Maniako Sexual Sozinho Em Um Quarto Com Uma Debil Mental
26 - Com A Minha Rola Vou Te Arrebentar Por Dentro
27 - Sexualidade Anormal
28 - Anal Forçado Com Fortes Estocadas
29 - Centímetros De Terror
30 - Fábrica De Homicídios

[Extraterrestrial Hypothesis]

31 -Allegations of evidence
32 -Controversial cases
33 - Physical evidence
34 - Rode In Space Ships
35 - Physiological effects
36 - Unconventional Flying Objects a scientific analysis
37 - Unusual aerial observations
38 - Roswell Incident

[God Pussy]

39 - Teletubbies is gay
40 - PsicoCyberViolaNoisePussy
41 - Reality of slum
42 - Psykonoise
43 - Harshtafary
44 - Ambienty
45 - Bdshit!
46 - Experimentalmentemusicallixo

[BxRxOxMxDx - Brutal Rajada Orgasmática de Merda Diarrética]

47 - Arrancando a buceta da prostituta
48 - Gordo
49 - Infecção uretral causada por dejetos anais
50 - Leitão eletrocutado sofrendo pra disgraça
51 - Males hemorroidais
52 - pútrido ritual carnificínico e escatológicamente excitante
53 - Sonhos Orgasmáticos
54 - Um amiguinho

[xBarneyx]


55 - Anaphylactic Shock During An Endoscopy
56 - You Suffer (Napalm Death Cover)
57 - Shut The Fuck Up Kids
58 - Into The Grind
59 - Emoviolence
60 - Opus Cum

[Furunculo Anal]

61 - Capivara Sensual Bastarda
62 - Perda de Sangue Preto Pelo Ânus
63 - O Reinado Putrefato do Leitão Sem Cabeça
64 - Trichomonas Vaginalis, Vaginite Atrófica, Neisseria Gonorrhoeae
65 - Estupro Coletivo da Mendiga Tetraplégica
66 - O Retorno da Vulvite Crônica
67 - Hemorróida Orgasmática Purulenta da Velha Que Se Masturbou Com a Garrafa de Cloro
68 - Doente Mental Necrosado Sarnozo Purulento Gozando Pús no Cú da Ninfeta Sadomasoquista (Necrose Vaginal)

[xHxRxC - Herpes Retal Canal]

69 - Diarréia Crônica
70 - Have do Mutilador e as suas Putinhas
71 - Psicodelia Anal
72 - Crise de sífilis
73 - Interações Medicamentosas
74 - Nick Back são umas Bichas
75 - Bucetinha Solta na Have
76 - Emoxzero is a shit
77- Kubanakam

[FxFxCx - Fuck Fuck Cherolaine]

78 - Bobi Era O Cara
79 - Se Voce Me Der A Buceta Eu Te Pago Um MC Donalds
80 - Na Balada
81 - Eu tenho 2 Pistolas e 1 38
82 - Put Your Hands Up
83 - VideoGame, Parar De Jogar, NUNCA (Joguinho do comi-comi)
84 - Festa Di Preiboy
85 - Anal Show

Download: Megaupload // Mediafire // Hotfile // Outros Links


quarta-feira, 20 de outubro de 2010
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SPK - Leichenschrei

2 comentários
Gênero: Industrial/Noise
País: Austrália
Ano: 1982
Comentários: Antes de mais nada, SPK é uma banda muito mais conceitual que musical, não só por ter uma musicalidade absurdamente experimental, mas principalmente pelas suas motivações históricas, seus propósitos e sua atmosfera cult.

A início de conversa, o nome, SPK (as vezes escrito ""), ao longo da trajetória da banda teve diferentes significados, mas o mais conhecido é Socialist Patients Kollective, que foi o nome de um grupo de pacientes mentais (e um médico, chamado Dr. Wolfgang Huber) de um hospital psiquiátrico alemão, na cidade de Heldelbert, formado em 1968. O grupo tinha a ideologia de que o Capitalismo seria o responsável por criar as doenças mentais que afetavam não só a eles como milhares de outros pacientes psiquiátricos, e que a única forma de reverter essa situação seria uma revolução - violenta, se necessário. Em 1970 publicaram um manifesto bastante interessante, onde, entre outras coisas, exclamavam que o suicídio seria um assassinato, e o assassino seria o capitalismo, em vista que a loucura e o desespero advinham do sistema. Em 1971, depois de muitas atividades e ações revolucionárias, o grupo se dissolve, com muitos de seus membros presos, mortos e Dr. Huber até hoje vivo, publicando vários livros sobre o assunto. Muitos dos membros do SPK migraram para a RAF (Red Army Faction, também conhecida como Baader-Meinhoff Gang), um outro grupo revolucionário e violento de ideais anarco-socialistas. (fonte)

Enfim, toda essa história entra em contato com a banda SPK a partir do ponto que Revell (aka Operator, Oblivion, EMS AKS) conhece Neil Hill (aka Ne/H/il), ambos trabalhando em um hospital psiquiátrico, onde entram em contato com a SPK original acima descrita, daí tirando inspiração para muitos temas da banda que viriam a criar. Um dos motes da SPK original altamente utilizada nos trabalhos da banda seria: "Transforme a doença numa arma", e a teoria de que o único tratamento eficaz para as doenças psiquiátricas seria a violência - seja ela sonora, visual ou estética -, e que todos nós tinhamos algum nível de doença. A banda já teve vários contribuintes e Os 3 primeiros discos da banda eram de um Industrial seco e barulhento, com batidas hipnóticas e um quase "transe" que ficava imerso em um mar de barulhos e batidas selecionadas. Ao vivo, a banda expunha as mais variadas formas de violência visual, desde vídeos de mutilações horrendas, arquivos médicos à pornô hardcore e atos grotescos como comer o cérebro cru diretamente da cabeça de uma cabra. A partir de 1984 o som da banda começava a mudar, para uma coisa mais comercial e dançante (acredite!). A banda deixou de ser "banda", e hoje em dia Revell trabalha em Hollywood compondo trilhas de filmes.


Não ainda não acabou! (Sou chato com essas coisas, se não gostou, o link do download está ali embaixo, seu preguiçoso ignorante u.u)

Leichenschrei significa "O Grito do Cadáver" e, como poderá ser lido no encarte do álbum que eu coloquei junto do cd nesse post, é um estudo sobre mensagens sublimnares, usando as variadas camadas do som industrial da banda. Num pequeno artigo chamado Dokument II a banda explicita suas intenções com o disco e comenta exemplos do que pretende passar. Antes de mais nada, claramente não há nada que vá prejudicar ninguém a escutar esse disco, mas certamente a sensação que fica na mente ao acabar de ouvir o disco é de que tinha algo a mais ali. Musicalmente, é um álbum espetacular - na minha visão - pois é perceptível em meio a toda a barulhada batidas incríveis e ritmos que hoje em dia povoam a música eletrônica mais "dark", e até mesmo a música eletrônica mais popular, em seus estilos mais despretenciosos (especialmente o psy).  Claro que há de se ter ouvidos atentos para reparar esses detalhes, mas uma ouvida mais superficial já é o bastante pra sentir a atmosfera pertubadora e doentia do SPK.

(Pra você que começou a ler por aqui, saiba que você é um inútil, perdeu uma boa história e que morra na ignorância u.u)

Enfim, resumidamente, Leichenschrei é um álbum recheado e transbordando de história, de atmosfera cult, e de uma banda que é muito mais que simplesmente uma banda. Altamente recomendado para aqueles que curtem se aventurar pelas mais loucas e sombrias viagens da música como um todo. Conheçam.

PS: Ainda existe um documentário homônimo,  veiculado junto com o disco, que expunha imagens visualmente chocantes, samplers de filmes e outras coisas estranhas, usando óbviamente como trilha o disco, que pode ser conferido no youtube.   (porra, ainda tinha um "PS"?) 

PS2: Antes que reclamem, sim, no arquivo as músicas estão dividas em dois arquivos chamados "Side A" e "Side B", contendo todas as músicas abaixo. Infelizmente eu esqueci de dividir antes de upar, mas relaxem, é bom que dá uma maior sensação de que está ouvindo o LP original :).

(chato pra caralho esse cara, ainda fez um SEGUNDO PS! E pra falar de um defeito!)


Tracklist:

Side A:
1- "Genetic Transmission" – 3:17
2- "Post-Mortem" – 2:24
3- "Desolation" – 1:18
4- "Napalm (Terminal Patient)" – 2:39
5- "Cry from the Sanatorium" – 2:26
6- "Baby Blue Eyes" – 2:38
7- "Israel" – 2:46
8- "Internal Bleeding" – 1:46
9- "Chamber Music" – 3:26

Side B:
10- "Despair" – 4:45
11- "The Agony of the Plasma" – 3:03
12- "Day of Pigs" – 4:18
13- "Wars of Islam" – 4:31
14- "Maladia Europa (The European Sickness)" – 3:50


Download (Megaupload)
Download (Mediafire) 




Quem escreve e faz os uploads:

 
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