Mostrando postagens com marcador Thrash Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Thrash Metal. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Avatar

Revocation - Deathless

0 comentários

Gênero: Technical Death / Thrash Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Enquanto algumas bandas demoram para lançar material inédito, o Revocation vem presenteando seus fãs com certa frequência. Pouco mais de um ano após o último lançamento, o grupo americano lançou seu quinto álbum de estúdio, intitulado Deathless. O Revocation trocou a Relapse Records pela Metal Blade Records, uma mudança que aparentemente trouxe novos ares e motivação para o grupo.

Deathless traz um Revocation mais revigorado, algo que pode ser notado já nas faixas iniciais do álbum. O desempenho positivo do baixo e da bateria tiveram grande importância para tornar o álbum mais consistente. Os guitarristas  David Davidson e Dan Gargiulo demonstram uma capacidade técnica impressionante, nos brindando com riffs empolgantes e solos devastadores. O vocal também se destaca, seja nas partes agressivas ou nas partes limpas, demonstra uma grande qualidade e contribuiu para o resultado final do álbum. 

Não é fácil apontar as faixas de maior destaque do álbum, pois todas me agradaram muito. A faixa título tem um refrão daqueles marcantes e alguns do melhores riffs do álbum. A instrumental Apex reforça os elogios feitos à dupla de guitarristas, mostrando uma combinação e transição do som feito pela banda, indo de encontro com partes do Jazz. Witch Trails, faixa que encerra o álbum, confirma a evolução de Davidson como cantor, além de possuir um instrumental agressivo e de muita qualidade.

Contando com uma produção de muita qualidade, Deathless nos apresenta um Revocation em ótima fase. O álbum é coeso, trazendo faixas num mesmo nível de qualidade, além de brindar aos antigos e futuros fãs da banda com um registro bem empolgante.




Tracklist:

01. A Debt Owed to the Grave
02. Deathless
03. Labyrinth of Eyes
04. Madness Opus
05. Scorched Earth Policy
06. The Blackest Reaches
07. The Fix
08. United in Helotry
09. Apex
10. Witch Trials

Download: Sendspace


quinta-feira, 1 de maio de 2014
Avatar

Black Magic - Wizard's Spell

0 comentários

Gênero: Heavy / Speed / Thrash Metal
País: Noruega
Ano: 2014

Comentário: Bandas fazendo uma sonoridade que resgata a tônica de bandas clássicas do Metal do final da década de 70 e início da década de 80, não são novidade pra mim e nem pra ninguém. Usualmente, a grande maioria passa despercebida por não me causar empolgação com o som realizado. Mas com o Wizard's Spell do Black Magic foi diferente.

A banda criada no ano de 2006, deu vida ao seu álbum de estréia somente agora em 2014. O duo norueguês é composto por Jon (baixo, guitarra e vocal) e por Sadomancer (bateria e vocal), esse último o qual  já conhecia por seu trabalho no ótimo Deathhammer

Sem muita firula, o álbum é de fácil assimilação para aqueles que admiram nomes clássicos do Metal 70's e 80's. Uma vez que a banda absorve e incorpora influências de nomes da NWOBH como Angel Witch, além de bandas como Mercyful Fate e Slayer (essencialmente do Show No Mercy). 

O álbum é bem animador e direto, um revival feito com uma fidelidade imensa às bandas nas quais se inspiraram. Faixas como "Rite of the Wizard" e "Night of Mayhem", trazem o lado mais agressivo e dinâmico da banda, duas faixas bem animadoras que emplacam uma série de ótimos riffs e uma bateria sólida. A instrumental "Voodoo Curse" e a ótima "Thunder", mostram talvez os dois momentos mais inspirados da banda no álbum, ambas possuindo uma evolução incrível, além do instrumental e vocais arrasadores. 

Wizard's Spell conquista pela simplicidade e por ser um revival bem elaborado. Para os amantes da sonoridade  da NWOBHM combinada com bandas percursoras do Thrash Metal, o álbum vai certamente agradá-los. 33 minutos de um revival marcante e que empolga logo de cara, vale a pena dar uma chance ao Black Magic.


Tracklist:
01 - Black Magic
02 - Rite of the Wizard
03 - Voodoo Curse
04 - Thunder
05 - Death Militia
06 - The Ritual
07 - Night of Mayhem
08 - Possessed
09 - Embrace by the Occult

Download: Mediafire

quinta-feira, 6 de março de 2014
Avatar

Pantera - Vulgar display of power

1 comentários

Gênero: Thrash metal / Groove Metal / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1992

Comentário: "O passado é um lugar estranho", assim pondera o cantor britânico Morrissey, num dos momentos de interação com o público no disco ao vivo Live at Earls Court. Tal afirmação é, talvez, a melhor maneira de tentar compreender os primórdios do Pantera.

Com carreira iniciada na década de 80, o hoje ícone mor da segunda leva do thrash metal safra anos 90 foi durante os anos inicias uma banda que condessou o que pior existiu no período: o glam metal. Tal aposta durou cerca de quatro álbuns, todos quase indignos de nota. O cansaço e o fracasso resultaram numa enorme guinada para algo mais pesado e sujo: o ótimo Cowboys from hell. Mas se o disco lançado em 1990, apesar de inovador, ainda carregava heranças do malfadado passado é exatamente em Vulgar Display of power que o grupo texano atingiu o seu ápice criativo.

Produzido por Terry Date, produtor que seria responsável por grande parte da discografia da banda, o disco reúne o que de melhor a trupe de liderada por Phil Anselmo, vocalista e um dos melhores frontman de todos os tempos. De um lado temos as já clássicas guitarras de Dimebag Darrel que carregam de melodias dissonantes suas canções que primam por muito peso e distorções. Anselmo foi responsável pela temática das letras que primam, como a capa pode indicar, por retratar a violência e brutalidade quotidiana. Carregado de hinos, temos aqui desde os mundialmente famosos singles "Mouth for war", a enrustida balada "This love", "Hollow" e "Walk" que, de longe, sintetiza todo o poderio da banda dada a sequência de riffs marcantes cometidos por Dimebag que somada a ótica desafiadora impressa por Anselmo nos versos e a cozinha precisa formada por Rex Brown e o baterista Vinnie Paul criam o que talvez seja a clássica canção que será eternizada pelo público fã deste gênero. Ainda vale fazer menção as ferozes e rápidas "Fucking hostile" e "Rise"; o groove presente em "Regular people (conceit)" e peso absurdo cometido em "By demons be driven".    

O álbum segue até hoje com um dos discos mais influentes da seara thrash, groove e heavy metal. Todo e qualquer ouvinte do som pesado perpassa por este clássico que em 2012 comemorou 20 anos de existência com reedição de luxo contendo uma faixa a mais, "Piss", e um DVD contendo performances ao vivo e os vídeos clipes do período.

A banda seguiria produzindo discos que seriam cada vez mais pesados e sucessos de público e crítica, mas infelizmente um "fã" assassinou Darrell em plena performance em 2004.

A volta e o futuro do grupo seguem em aberto, mas com chances remotas infelizmente.

O que nos resta é seguir ouvindo este petardo.
 

Tracklist:

01. Mouth for war
02. A new level
03. Walk
04. Fucking hostile
05. This love
06. Rise
07. No good (attack the radical)
08. Live in a hole
09. Regular people (conceit)
10. By demons be driven
11. Hollow

Download: Mediafire

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Avatar

Soulfly - Primitive

1 comentários

Gênero: Nu Metal / Thrash Metal
País: Brasil / EUA
Ano: 2000

Comentário: Soulfly dispensa apresentações, banda criada pelo Max após sair do Sepultura. Bem, eu realmente adoro a banda, mesmo não estando tão ligado nesses últimos trabalhos por gosto mesmo, mas os primeiros trabalhos da banda me fascinam.

Escolhi o “Primitive”, primeiro por adorar a sonoridade crua e a temática do álbum, vejo muito de influências tribais, africanas e nordestinas no álbum, isso realmente me agrada. Segundo pelo dia de hoje, 13, ser aniversário do cara que mandou eu ouvir o álbum (e mais uma porrada de coisa que esporadicamente vou postando aqui), então, resolvi sentar e fazer essa resenha – mesmo que não me sinta totalmente apto para resenhá-lo, aqui estou fazendo. Parabéns ae Gud!

Então, Back To The Primitive funciona como um prelúdio para o restante do álbum, dando a prévia da temática e sonoridade da banda. O berimbau de início da música mais os gritos do Max são o começo ideal para o álbum: pesado e pulsante; visceral. Não poderia ter outra música para abrir o “Primitive”, se não fosse essa volta ao primitivismo, com bastante percussão e bateria marcante.

Pain conta com um dos melhores vocais do Max no álbum, com uma batida quase em loop, além é claro da participação do Chino Moreno, vocalista do Deftones (que dá todo um diferencial na faixa) e do Grady Avenell, do Will Haven. Bring It é porradera pura, não dá pra descrever em outra palavra. É porrada no melhor estilo que o Max pode oferecer, seguida de um pedaço de calmaria no meio da faixa, só pra atenuar. E mais porrada, mais bateria e gritos do Max, mais do que o melhor do álbum pode oferecer.

O álbum é bastante coeso entre si, as faixas combinam-se e todas enaltecem a estética característica dos primeiros trabalhos do Soulfly. Jumpdafuck conta com participação do Corey Taylor, aliás, em participações o álbum é recheado de nomes do nicho musical do Soulfly – e é um álbum incrível também por isso, pois as participações fazem diferença para as faixas, o Corey aqui, por exemplo, dialoga muito bem com o Max, mesclando sua voz em calmaria com a brutalidade que o Max impõe a faixa: uma das melhores e mais coesas participações do álbum, além do que, antes o fim, o Corey aparece em seu vocal rasgado também, imperdível.

Mulambo é uma das minhas faixas preferidas do álbum. Muito do tribal do álbum, além do Max cantar em português (sim, eu vejo isso como um bônus na faixa). À faixa me remete – tematicamente – a Nação Zumbi, mas com a pegada do Soulfly e bastante percussão, até porque o álbum pede isso.

Pulando um pouco, vamos pra Terrorist, com participação do Tom Araya. A faixa já abre com uma das melhores percussões tribais do álbum e a participação do Tom, que mesmo que não fizesse muita coisa, o que não é o caso, já seria fodalizante pra faixa. Porque ele é o Tom Araya e eu simplesmente não consigo desgostar de nada que ele participa, até porque eu acho que não tem como. Não, nem tem.

O álbum conta ainda com mais algumas faixas, uns lives e uns bônus, mas para terminar vou falar de Soulfly II e o quanto essa faixa me agrada sem destoar do álbum. É de longe mais tribal do álbum e a mais branda, de fato. Eu que sou viciado pra caramba com percussões desse tipo não consigo ouvir a faixa uma vez só, fora que ela mescla muitos elementos e eu fico tentando pescar todos, mas como disse, não me sinto apto para julgar totalmente o álbum, não sou imparcial. Todavia, essa faixa, creio eu, deveria requerer uma atenção especial – estética e tematicamente para o álbum é uma das mais valiosas.

Ah, ouçam também Tribe (live) que abre em referência clara a Zumbi e sua Nação. 



Tracklist:
01. Back To The Primitive
02. Pain
03. Bring It
04. Jumpdafuckup
05. Mulambo
06. Son Song
07. Boom
08. Terrorist
09. The Prophet
10. Soulfly II
11. In Memory Of...
12. Fly High
13. Eye For An Eye
14. Tribe
15. Soulfire
16. Soulfly (Universal Spirit Mix)

DownloadMEGA


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Avatar

Sepultura - Roots

0 comentários


Gênero: Death Metal / World Music / Nu Metal / Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 1996

ComentárioGlobal Metal, documentário dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn, é um retrato didático e contemplativo da hegemonia mundial do gênero por todo globo. Através deste exímio trabalho descobrimos a existência de cenas em lugares inóspitos como na Índia, Indonésia e Israel, países estes cuja cultura local interfere, mas ao mesmo tempo acrescenta diversidade sonora de inúmeras bandas locais que sobrevivem no underground graças à um público devoto e seleto. Mas porque fazer menção a este trabalho já que o objetivo, como o título entrega, é falar sobre Roots do Sepultura? Simples: o filme realizado em 2008 inicia justamente no Brasil tendo como foco o legado deixado pelo álbum e o seu efeito mundo afora.

Lançado em 1996, Roots é de longe o mais ousado disco dos brasileiros do Sepultura. Max durante entrevista presente em Global Metal justifica essa ousadia dizendo que não há necessidade de se copiar a estética sonora gringa, pois existe no meu próprio país uma identidade cultural enorme e de alguma forma posso e tenho que expor este legado agregado ao meu trabalho. E é justamente esta herança o diferencial deste clássico.

Produzido por Ross Robinson e a própria banda, o disco traz à tona elementos já tradicionais ao grupo como as sonoridades tharsh, death, mas agora acrescida de muita brasilidade. Para tanto, o hoje malfadado Carlinhos Brown foi a peça crucial neste processo. Responsável pela parte percussiva do álbum, ele agregou ainda outros instrumentos nacionais como o berimbau e o timbau, recursos este que adicionaram ainda mais peso a música do Sepultura. Imagine uma canção/hino como "Ratamahatta" sem estes elementos? Impossível. Não obstante, para ainda mais se aprofundar em nossas raízes o grupo passou dias como os índios Xavantes, no Mato Grosso do Sul. A convivência gerou não só uma nova visão de mundo como também a faixa instrumental "Itsári" gravada junto a tribo.

Mas não é só no campo sonoro a grande diferença visível neste disco. Nas letras a herança punk de Max Cavalera ainda predomina ("Attitude", "Spit" são bons exemplos), porém agora há espaço para abordar nossas origens indígenas associado ao passado sangrento desta era como visualizamos na pungente canção de abertura "Roots bloody roots".

Voltando a sonoridade é admirável o encontro promovido na faixa "Lookaway". Nu metal na essência, gênero que aliás ainda engatinhava, a faixa tem guitarras em afinação baixa, arrastada e conta com Jonathan Davis (Korn) e o mestre Mike Patton (Faith No More) nos vocais, criatura e criador respectivamente.  

Infelizmente este é o último disco com a formação clássica da banda. Após o fim da turnê Max abandonou a banda, após homéricas brigas entre os integrantes. Ele formaria anos mais tarde o elogiado Soulfly e retomaria a parceira com seu o irmão no Cavalera Conspiracy. O Sepultura mudou substancialmente a formação e nunca mais seria o mesmo.  Porém, o estrago já estava feito.

P.S. Esta edição contém como duas bônus tracks duas: as covers de  "Procreation (of the wicked)" do Celtic Frost e "Symptom of the universe" do Black Sabbath.


Tracklist:

01 - Roots bloody roots
02 - Attitude
03 - Cut - Throat
04 - Ratamahatta
05 - Breed apart
06 - Straighthate
07 - Spit
08 - Lookaway
09 - Dusted
10 - Born Stubborn
11 - Jasco
12 - Itsári
13 - Ambush
14 - Endagered species
15 - Dictatorshit / Canyon Jam (hidden track)
16 - Procreation (of the wicked) - Celtic Frost cover
17 - Symptom of the universe - Black Sabbath Cover

DownloadMEGA

terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Avatar

Slayer - Seasons in the abyss

0 comentários

Gênero: Thrash Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1990

Comentário: Descrever em palavras o poderio e o legado deixado pelo Slayer é pífio por demais, afinal trata-se de uma das bandas mais influentes de todos os tempos e qualquer coisa que se diga a respeito não fará jus a banda. Dizer que os americanos fazem parte do chamado Big 4 (nomenclatura criada associar os quatro gigantes do thrash metal, leia-se Metallica, Anthrax, Megadeath e o próprio Slayer) é também reducionista, não contemplativa. Mas alheio a tudo e a todos tentarei escrever impressões acerca de Seasons in the abyss.

Lançado na década de 90, o disco marca o retorno da parceria com o produtor Rick Rubin, midas com quem o grupo havia trabalhado em álbuns essenciais como Reign blood e South of heaven, que aqui novamente consegue criar algo inicialmente impossível: equalizar divinamente distorções e brutalidade em canções hermeticamente complexas e audíveis em suas minúcias.

Seasons in the abyss é de certa forma uma continuidade natural de dos trabalhos juntos ao produtor, pois há espaço para canções velozes como em "Born of fire" ou "Hallowed point", perfeitas odes ao pogo, na qual é possível ouvir todo o potencial avassalador do baterista Dave Lombardo, um verdadeiro monstro das baquetas. Há também músicas mais arrastadas e melódicas como "Blood red" e "Skeletons of society" que atestam o caráter técnico da dupla Kerry King e o falecido Jeff Hanneman, indo além das doses cavalares de centenas de riffs por minuto.

No quesito letras ganha destaque o tom de revolta como em "Blood red", que faz menção aos protestos sangrentos ocorridos na China em 1989 e no hino antibélico "War Ensemble"; "Dead skin mask" fala sobre o assassino Ed Gein. Tom Araya, baixista, vocalista e líder do grupo, é o responsável pelos versos da maioria das canções, comprovando sua habilidade como estudioso da maldade humana.

Os vínculos e os pitacos de Rubin se encerrariam aqui, pois nos discos seguintes a figura do mesmo só aparece como "produtor executivo" já que ele é o dono da gravadora responsável por lançar os discos do Slayer mundo afora. Porém, o legado deste clássico atemporal ainda é visível até hoje.      
        

Tracklist:

01 - War Ensemble
02 - Blood red
03 - Spirit in black
04 - Expendable youth
05 - Dead skin mask
06 - Hallowed point
07 - Skeletons of society
08 -Temptation
09 - Born of fire
10 - Seasons in the abyss

Download: MEGA

terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Avatar

Evile - Skull

1 comentários
Gênero: Thrash Metal
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Esta brutalidade sonora foi herança de meu grande amigo e ex-upador Násser, quem nos presenteou ano passado com a belíssima Discografia de Evile. Banda, esta, que traz a peculiaridade de resgatar o Thrash Metal perdido lá nos anos 80. E para os novatos como eu, já digo que, para quem ouve a banda pela primeira vez, será inevitável à comparação ao Metallica, sobretudo devido ao timbre do vocalista Matt Drake. No entanto, à medida que as músicas passam e reaparecem no inevitável replay – afinal, é muita quebradeira para se ouvir só uma vez! –, você meio que acaba se acostumando e encontrando a idoneidade da banda!

Lançado em Maio deste ano, Skull é o quarto álbum da banda e aparece entre um dos álbuns mais bem produzidos da banda e digo isso levando em consideração o primeiro álbum, cujo vocal mais irrita que agride! Para quem é um ogro das antigas e curte o feijão com arroz bem feito, mas gosta de acrescentar/inovar Skull é o álbum do ano. Afinal, apesar de figurar como um álbum do Thrash Metal Classicão, Skull tem variações mais evidentes dentro do gênero (o que de algum jeito também é uma característica de Evile).

Começa com uma porrada no ouvido de Underworld e segue selvagem até a faixa nº5 – Tomb –, uma quase baladinha que deixa 7 minutos para você respirar e prepara o terreno para faixa seguinte, Words of the Dead, música esta com uma guitarra mais caótica e uma expressão maior do baixo. A partir daí o peso uniforme com as inúmeras variações de ritmos dentro de uma mesma música continuam até a apoteótica A Sinister Call que, em suma, é o "prelúdio desgraçado do fim" (destaco a ambiguidade destas palavras devido à introdução instigante da música e, em minha humilde opinião, uma das melhores do álbum, da qual fora encaixada perfeitamente para encerrar o álbum)!

Apesar de passar longe de uma especialista no assunto, sempre achei o Thrash Metal um gênero musical firulento, muito embora seja essencialmente bruto/cru, ou seja, para mim que descendo dos instrumentos sampleados e subjugados a sintetizadores, esbarrar nos engates estruturais ritmados provocados pelas guitarras de base frenéticas acompanhadas dos bumbos ritualísticos e furiosos de bateria auxiliados por linhas duras de contrabaixo, onde o vocalista se cala àquela guitarra presunçosa que emerge solando, de uma maneira geral, Skull é devastador!

Site / Myspace / Lastfm ]

Tracklist:
01. Underworld
02. Skull
03. The Naked Sun
04. Head Of The Demon
05. Tomb
06. Words Of The Dead
07. Outsider
08. What You Become
09. New Truths Old Lies
10. A Sinister Call (Bonus Track)

Download: Mega / 4shared

Faixa 02: Skull

sábado, 28 de setembro de 2013
Avatar

Soulfly - Savages

3 comentários
Gênero: Groove / Thrash Metal
País: Brasil / Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Sempre tive muito preconceito em relação a essa banda e a tudo que os irmãos Cavalera faziam solo ou em parceria, ainda mais quando ouvi o primeiro disco do Soulfly quando foi lançado, e não me agradou o som proposto, e me desliguei de tudo, de todo o trabalho que era feito, e quando vi o novo disco e soube que não trataria de um som nu-metal tribalista, pensei: "Por que não? Vou dar uma chance pra ver se gosto", e estou aqui falando sobre esse trabalho novo.

Formado em 1997 pelo Cavalera mais velho, esse é o novo full-lenght do grupo, e aposta num groove thrashera, e conta com Marc Rizzo nas guitarras, Tonny Campos no contrabaixo, Zyon Cavalera, o primogênito de Max na bateria e o próprio criador do projeto nas guitarras bases e vocais.

O disco lançado pela Nuclear Blast me causou um baque extremamante positivo na primeira audição, ainda mais porque fui descrente em relação ao que eu ouviria. Eu já esperava um som modernoso, porque repito, eu nunca tinha ouvido nada desde o homônimo de 1998 e foi ai que cai do cavalo. É uma porrada, sem frescurera, direto, com riffs contundentes e vários elementos que me agradaram. A começar pela guitarra, firme, coesa, rica, e com umas nuances de timbres e distorções que me lembram muito o sepultura  em algumas passagens, mas em sua maioria usa uma distorção poderosa e até certo ponto básica. O contrabaixo faz lá sua basiqueira acompanhando sem inovar, e a batera, que esta a cargo de Zyon, não titubeia em nenhum momento, lembrando as levadas do tio rockstar. Uma porrada nos tambores, viradas precisas e um punch muito foda, mostrando muita maturidade pra um jovem de 20 anos e calando a boca da  galera na base da porrada. E o que falar do Max??? (momento depoimento de orkut) O cara está um monstro, apesar de usar alguns efeitinhos de vocais abafados e talz, o que eu acho totalmente desnecessário, o cara apavora. Muito urro, raiva e técnica, me fez lembrar da época de ouro do "Beneath the Remains", impossível o entusiasta do estilo não associar e imaginar uma (im)possível volta apoteótica.

O album inteiro é um petardo do começo ao fim, com as músicas "Bloodshed" e "Master of Savagery" como meus destaques, mas não vou falar detalhadamente dos destaques músicais, e sim dos comentários que me fizeram ouvir esse disco. Aqui acabou o mimi nu-metal mulecão criado com a vó. Muitos meninões falando: "Soulfly acabou pra mim"; "Preferia o som tribal"; "Esperava um metalcore"; "Soulfly old bla bla bla". Pelo menos esse album é um genuino trabalho de Thrash Metal, sem frescura e me faz ter uma esperança no futuro da banda. É pauleira do começo ao fim, é o mais próximo a raíz brasileira que vejo um conjunto chegar em anos. Está tudo aqui, violência, protesto, raiva e sem, REPITO, sem triablismo e ingredientes do  nu/metalcore.

Foi o album que mais me surpreendeu esse ano, por minha descrença em relação ao grupo, meu preconceito, e por nunca ter ouvido nada desde 1998 do conjunto. Album sem frescura, porrada, e convido aos leitores que assim como eu, ávidos pelo bom e velho thrashão, que conheça esse disco, e tire suas próprias conclusões. Para os fãs antigos que esperam tambores primitivos e um som moderno, como a banda costumava fazer, passe longe, pois esse cd é algo totalmente fora dos antigos propósitos. Basta esperar pra ver se essa é apenas uma fase, ou se realmente essa nova cara veio pra ficar, é o que eu espero. Tire o preconceito da cabeça, esqueça tudo que você já ouviu sobre a banda, e baixe o album sem medo e deixe-se surpreender. Porrada que eu garanto.

Facebook / Myspace

Tracklist:
1.Bloodshed - 06:55
2.Cannibal Holocaust - 03:29    
3.Fallen - 05:55    
4.Ayatollah of Rock 'n' Rolla - 07:29    
5.Master of Savagery - 05:10    
6.Spiral - 05:34    
7.This Is Violence - 04:23    
8.K.C.S. - 05:15    
9.El Comegente - 08:17    
10.Soulfliktion - 05:43    

Download:
Rapidshare / Mega / Freakshare/ Zippyshare / Cloudzer

quarta-feira, 17 de abril de 2013
Avatar

Sodom - Epitome of Torture

0 comentários
Gênero: Thrash Metal
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Entra ano e sai ano, as especulações sobre o que vem por ai, a expectativa de um grande nome lançar um trabalho novo, além de várias coisas que iremos conhecer, boas ou não, é o que estimula e faz um fanático por música como eu continuar a querer descobrir e compartilhar o que eu acho válido, e é exatamente o que ocorre nesse post. No quesito "lançamento de lendas" não vejo nada acima desse aqui neste ano corrente.

Sodom deveria dispensar apresentações, mas pra quem não conhece, é um trio alemão de thrash metal formado em 1981, que esta lançando seu 14º full-lenght, com uma carreira irretocável e uma sonoridade pioneira que os colocam, na minha humilde opinião, como a maior banda de thrash do mundo, junto com Kreator talvez, mas um passo acima de todas as demais certamente, e esse album me fez ter certeza disso.

Liderado por Tom Angelripper, baixista e vocalista e único membro original, conta também com Bernemann na guitarra, com riffs e solos cada vez mais contundentes, e Makka, o caçula de grupo, com um trabalho muito competente com as baquetas.

Lançado pela famigerada Steamhammer (gravadora especializada em metal, que já lançou Angra, Annihilator, Kreator, Manowar e uma diversidade de medalhões), é um disco com uma produção impecável, com o nível de "sujeira" corretíssimo, e uma identidade artística que só poderia ser do Sodom. Uma coisa muito importante no meu conceito é a arte da capa, e esse ficou a cargo do famosíssimo Meran Karanitant, que tem Catalepsy, Enthroned, Six Feet Under, entre várias outras em seu cartel, e consegue exprimir com muita competência o que já é tradição nos albums desse conjunto, um caos bélico e apocaliptico. Sobre as canções, é um disco linear, coerente, coeso, pesado, com uma sequência perfeita, o que deixa as coisas muito fáceis de serem analisadas. O grande hit é a faixa de abertura e que ao meu ver, pode integrar o setlist dos shows pra sempre, com um riff cativante, uma bateria que não tem frescura e o vocal entoando um refrão mais que grudento, tem tudo pra ser um clássico. A canção homônima do disco é outra que merece destaque. Com uma levada mais tradicional, tanto ritmica, como da guitarra, nos remete ao Sodom "Napalm in the Morning", se é que me entendem. "Invocating the Demos" tambem entra como uma das minhas favoritas, como é massa um contra-baixo introduzindo uma canção com tanta imponência e maestria, além da quebradeira da batera quebrando tudo e o vocal na mais plena forma.

Como é legal e gratificante resenhar e compartilhar bandas que formaram a identidade musical de uma geração, e que conseguem fazer um som cada vez melhor, se rejuvencer, manter o espírito e a natureza do que fora outrora e que nunca deixaram de ser, e não viraram piada e nem uma paródia de si mesmos, mesmo com mais de 30 anos. Um disco sensacional, lindo, beirando a perfeição, da banda que ajudou a criar minha identidade músical e uma das únicas bandas de thrash que eu respeito toda a obra. Um cd que funcionará muito bem ao vivo, coeso, soberbo, pesado, no auge da forma e maturidade ou resumindo tudo isso em uma só palavra: S.O.D.O.M. Baixe e veja por si só.


LastFM / Myspace

Tracklist:
1.My Final Bullet - 04:40      
2.S.O.D.O.M. - 03:46      
3.Epitome of Torture - 03:31
4.Stigmatized - 02:56      
5.Cannibal - 04:19      
6.Shoot Today - Kill Tomorrow - 04:01    
7.Invocating the Demons - 04:25    
8.Katjuscha - 03:43      
9.Into the Skies of War - 03:51      
10.Tracing the Victim - 04:46

Download:
Rapidshare / Mega /Freakshare / Queenshare / Turbobit / Cloudzer
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Avatar

Celtic Frost - Discografia

1 comentários

Gênero: Black/Thrash/Death Metal, Hard Rock/Thrash Metal, Doom/Death/Gothic Metal
País: Suíça
Anos em atividade: 1984-2008

Comentário: Em 1982 surgia em Zurique, na Suíça, uma das bandas chave no desenvolvimento de todos os subgêneros mais pesados e malvados do Metal, bem como influenciando recursivamente o punk e o hardcore: o Hellhammer. E da curta vida do Hellhammer, dois de seus membros, Tom 'Warrior' Fischer e Martin Ain, seguiram com uma nova banda, o Celtic Frost. E eles conseguiram novamente expandir as fronteiras do Heavy Metal e influenciar uma imensa quantidade de bandas à sua frente, seja pelos seus primórdios ligados ao Black e o Death Metal, ou a sua fase mais recente, que perambulou pelos caminhos do Doom Metal e das influências do Gothic Rock.

É bom lembrar que no início dos anos 80 vários estilos musicais pesados estavam surgindo ao mesmo tempo, sejam instrumentalmente como o metal extremo ou líricamente como o Post-Punk, a vibe da Batcave e o Gothic Rock. Havia uma onda de estilos sombrios e maléficos surgindo aqui e ali, naquilo que se convenciona chamar de Darkwave. E nessa vibe surgiu o Celtic Frost, embebido não somente nas influências do próprio Metal como Black Sabbath e Venom, como fora dele, como Bauhaus e Christian Death. E tudo isso ainda influenciado por uma outra das mais influentes bandas do final dos anos 70 e início dos 80, o Discharge. Ou seja, o Celtic Frost conseguiu com maestria unir em uma única sonoridade toda uma vibe suja e sombria que aparecia já em diversos pontos do espectro musical mundial. E isso se deu a princípio naturalmente, mas depois lentamente desenvolvendo-se em várias experimentações que tornaram a banda ainda mais interessante.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Avatar

Megadeth - Discografia

3 comentários

Gênero: Thrash Metal / Heavy Metal / Hard Rock
País: EUA
Anos em Atividade: 1983–2002; 2004–atualmente

Comentário: Dave Mustaine era guitarrista do Metallica em 1982. Ele ajudou a escrever algumas canções, e gravou algumas músicas com a banda. Mas no ano seguinte, ele foi humilhantemente expulso da banda, devido ao seu exagero no uso de álcool e drogas, e seu comportamento agressivo. Ao ser demitido, Mustaine foi largado bêbado num ônibus. Foi aí que começou mais famosa e mais tradicional guerra do Heavy Metal.

Mustaine não encarou muito bem sua expulsão. Bem pelo contrário, ele queria vingança, sangue, morte! Então decidiu criar sua própria banda, que seria muito mais rápida, mais pesada, mais bem feita do que o Metallica. Eis que surge o Megadeth.

A rixa entre as duas bandas durou bastante tempo, e cresceu junto com as mesmas. Metallica e Megadeth se tornaram, talvez, as duas maiores bandas do Thrash Metal, e carregaram sua rivalidade até mesmo para os fãs. Aparentemente, Mustaine já fez as pazes com Hetfield e cia. Inclusive, voltaram a dividir o mesmo palco, nas apresentações do Big Four, as quatro grandes bandas do Thrash Metal, que conta também com Slayer e Antrhax. É um "final" feliz para a rivalidade que ajudou a criar esta maravilhosa banda, o Megadeth, cuja discografia apresentarei agora, de maneira bem sucinta.

sábado, 24 de novembro de 2012
Avatar

Destruction - Spiritual Genocide

1 comentários
Gênero: Thrash Metal
País: Alemanha
Ano: 2012

Comentário: Um grande número de pessoas acreditam que 2012 pode ser realmente o fim do mundo, e acho que esse é o caso de muitas bandas. Coincidência ou não, medalhões consagrados da música como Kiss, Kreator, Aerosmith, Overkill, Testament, entre várias outras (aguardem, que ainda vem mais por ai), mandaram pro ar discos de inéditas, e esse é o caso do nosso aclamado trio alemão de thrash metal. Esse é o 13º disco de um cartel invejável, contando com alguns EPs, demos e lives, sai do forno apenas 1 ano e 9 meses após o lançamento do pouco badalado e até abaixo das expectativas "Day of Reckoning".

Com um power trio consolidado desde 2010, as duas lendas do thrash mundial Mike Sifringer e Marcel Schirmer contam com o batera Vaaver que gravara também o disco anterior, para fazer um som rápido, marcante e muito maduro. Nota máxima para Gyula Havancsák que foi o responsável pela arte da capa, trazendo de volta o açougueiro com uma coroa de espinhos, bela capa.

Com 11 faixas e 2 bônus tracks, o grupo trás exatamente o que se espera deles. Seguindo a coerência de minhas resenhas, nessa parte de comentar as músicas, destaco algumas canções. A primeira é "Spiritual Genocide", que é uma porrada nos tímpanos. Mike usa toda a sua maturidade e criatividade pra fazer um riff fenomenal e solos soberbos, com uma bateria extremamente precisa, o vocal é a cereja do bolo. Melhor do que nunca Schimer lança um refrão extremamente grudento, ponto muito positivo. Muito linear e coerente, o disco mantem a mesma pegada e o mesmo ritmo, sem descanço. "City of Doom" tem um riff genial, uma cavalgada do contra-baixo e uma bateria simples, sem invenções. "Legacy of the Past" é a grande sacada do disco. Duas entidades do Thrash Metal mundial cantam nessa faixa. Tom Angelripper (Sodom, que ja participara outras ocasiões de discos do Destruction) e Gerre (Tankard) contribuem pra uma faixa extremamente pesada e nada acessível, talvez a mais porrada do trabalho, extremamente violenta. Em uma das bônus tracks do trampo, "Carnívore" que é a música de trabalho, tem uma versão com convidados ilustres da época do Mad Butcher, são eles Olly Kaiser na bateria e Harry na guitarra, relembrando a formação clássica, que era um quarteto então.

Excelente disco, com quase 50 minutos de pura violência, trazendo músicos no auge da forma, com composições legais, e muito peso. Ponto positivo pela participação convidados tão importante para a história do metal. Um disco muito bom, rápido, linear, para fãs da banda, mostrando exatamente o que queremos de uma lenda que ainda tem muita lenha pra queimar.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.Exordium - 01:03    
2.Cyanide - 03:21      
3.Spiritual Genocide - 03:39    
4.Renegades - 03:55    
5.City of Doom - 04:01    
6.No Signs of Repentance - 03:24    
7.To Dust You Will Decay - 04:21    
8.Legacy of the Past (Guest Version) - 04:50    
9.Carnivore - 04:28    
10.Riot Squad - 04:12    
11.Under Violent Sledge - 04:09
12.Princess of the Night (Bonus Track) (Saxon cover) - (03:51)
13.Carnivore (Bonus Track) (Guest Version) - (04:29)

Download:
Freakshare  / Crocko / Bayfiles / Bitshare / Gamefront / Queenshare / Sendmyway / Rapidgator

segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Avatar

Cripper - Antagonist

0 comentários
Gênero: Thrash Metal
País: Alemanha
Ano: 2012

Comentário: Hail pignetos e pignetes, depois desse breve hiato, é com muito prazer que vos trago esse quinteto alemão que faz um thrash metal muito bem executado e limpo. Esse grupo foi formado em 2005 em Hannover, e lançou nesse ano de 2012 o seu terceiro full-lenght, e que na minha singela opinião é bem superior aos dois anteriores.

A formação da banda na gravação desse disco contava com Dennis Weber na bateria, Christian Bröhenhorst na guitarra e backing vocals, Jonathan "Mad" Stenger na guitarra, Bastian Helwig no contra-baixo, mas na página da banda como baixista atual esta Gerrit Mohrmann, que outrora tocara ao vivo, e entrou na banda oficialmente em junho de 2012, e a cereja no bolo é Britta Görtz nos microfones. Fazendo um breve comentário sobre os instrumentos, a cozinha chama muito atenção, e é a responsável pelo "groove" da banda, com uma batera muito precisa, rápida, com os detalhes e as evoluções coesas, sem inventar, o que eu acho indispensável em uma banda de metal de verdade. O contra-baixo é tocado, com muito destaque e precisão. Os riffs de guitarra estão bem tradicionais, vastos e variados, podendo ser cantarolados em sua maioria, mas o ponto fraco são os solos, bem rápidos no mau sentido, durando poucos segundos e feitos meio as pressas, com isso sendo uma nova tendência de algumas bandas, quando não a extinção da parte em que o guitarrista pode mostrar seu valor. O vocal é muito pesado, forte, não devendo nada pra ninguém, e sua comparação com a Angela do Arch Enemy é inevitável, no meu parecer, algumas influências são visiveis, mas para por ai, tirem vocês as próprias conclusões.

Nesse album pode ser destacadas algumas faixas, como a primeira, "New Shadow", que já chega mostrando todo o poderio do grupo, e é a mais direta, com um riff poderoso, bateria matadora e com um refrão que cola na hora, o grande hit do cd. "Totmann" começa com uma percursão interessante e tem como destaque os riffs meio orientais, mas é cadenciada e um pouco massante. A canção "Clean" é aquela que faz qualquer baixista delirar, com um começo arrasador, com o destaque do baixista, que engole a música, e todo o resto perde o sentido, excelente música (video abaixo mostra a performance matadora). "Cocoon" fecha o disco como uma verdadeira B-side, sendo a mais longa, e onde a banda tenta colocar tudo que ficou pra trás em uma única faixa, sendo aquela que eles demonstram que não teve dedo de nenhum  produtor ou algo externo. Música muito agradável e bem variada, destoando do resto do disco que é coerente e apesar de ser grooveada, é sem muita inovação.

Essa banda vem evoluindo a cada trabalho, e tem espaço para mais crescimento, ainda mais com uma vocalista do sexo feminino fazendo com muita competência o que muito marmanjo não consegue, e músicas feitas com muita precisão e feeling, que são ingredientes básicos para satisfazer os fãs e angariar novos simpatizantes. Trabalho de altissimo nível, com produção impecável, arte e pormenores soberbo, mais do que recomendado, tanto pelo disco em si, quanto pelo trabalho perfeito de Britta, essa sim fazendo valer o download.


Myspace / LastFm / Site Oficial

Tracklist:
1.New Shadow - 03:38      
2.Not Dead Yet - 03:32      
3.Animal of Prey - 02:51      
4.Totmann - 04:39      
5.Hegemony - 03:04      
6.Clean - 04:00      
7.General Routine - 04:06      
8.Dogbite - 04:20      
9.Another Lesson in Pain - 03:18      
10.Damocles - 03:56      
11.God Spoken Prayer - 03:06      
12.Cocoon - 06:03

Download:
Megashares  / Bitshare / Bayfiles / Crocko / Freakshare / Fileflyer

terça-feira, 26 de junho de 2012
Avatar

Possessed - Death Metal [DEMO]

0 comentários
Gênero: Thrash / Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1984

Comentário: Hail Pignes e Pignetes, estou aqui em minha 20ª postagem, e por ser uma postagem comemorativa (not), trago-lhes a origem da maioria do material que eu costumo postar, o grande Death Metal, e suas vertentes. Possessed é na minha opinião a banda mais cultuada de thrash/death do mundo, por tudo que representa, apesar de ter penas 2 full-lenghts em 29 anos de carreira, sendo o debut "Seven Churchs, o primeiro disco de Death Metal da história, deixando pra lá o Thrash. O grupo foi formado na Califórnia em 1983 pelo Baterista Mike Sus e pelo guitarrista Mike Torrao, os dois em plena adolescência, juntando-se a eles a lenda Jeff Becerra no contra-baixo e vocal, e Brian Montana na outra guitarra, e com esse lineup vieram a gravar a demo mais importante da história do Death Metal, e que veio a dar o nome ao estilo.

Comentando a formação, como um bando de adolescentes puderam fazer um trabalho que revolucionaria totalmente a música? Via-se ali uma bateria totalmente sólida, madura, com uma velocidade que já não era novidade, apesar da pouca variação, tinha uma pegada e um punch que não deviam pra nenhum nome da época. As guitarras são a diferença da banda, com solos velozes e curtos, riffs totalmente grudentos, inspiradíssimos, saindo dali a grande escola do death, acho que um professor lendário nunca tivera tão pouca idade. O contra-baixo é correto, na linha da guitarra, como de costume, sem inovações, e o vocal, esse sim, é foda. Sem guturais, sem gritos, urros, e sim cantados, e me assusta uma voz madura num piá de 15 anos, deixando claro que os caras não estavam pra brincadeira.

Essa legendária demo tape conta com 3 canções clássicas, tocadas em quase 11 minutos, e soa tudo muito bonito. A produção independente é uma sujeira só, não podendo ser diferente, pois uma tape gravada por um pessoal que acabara de sair das fraldas, sem recursos, e mesmo assim fazendo um trabalho que deixa muita coisa famosa ai no chinelo. Deveria servir de exemplo, pois hoje em dia com tudo digital e em mãos, um produtor experiente faz umas merdas ai sem tamanho. Essa postagem não é uma versão remasterizada, então é cru, se aproximando da demo da época, e ai que está o romantismo pouco compreendido. A primeira música é a que da nome ao release, e é o masterpiece do clássico, com tudo perfeito. Riff sem comentário, vocal soberbo, baixo totalmente audível (sim, dando um baile em algumas produções da EMI, SONY e afins), a bateria rápida, com paradas interessantes. "Evil Warriors" é a faixa mais bem feita, com um riff ultra rápido, solos encaixados de maneira surpreendente, e aqui sim, o batera mostra versatilidade e competência, mesmo sendo deixada de lado em algumas compilações e shows. A demo fecha com a clássica "Burning in Hell", sendo a origem dos clichês nas bandas de metal. Música rápida, sem frescura, sem paradas, riffs mais simples, mas tem seu charme, ainda mais na cadenciada do meio da canção, que funciona muito bem, sendo aqui onde thrash perde um pouco a força, e o death metal mostra a cara.

A pergunta que não quer calar: Teria por quê postar esse disco? Na minha humilde opinião sim, pois uma pessoa que gosta de algum tipo de arte, como música, poesia, estilo, etc, não pode negar sua raiz, e não pode ser alheio em relação a sua origem, sua evolução, e de onde vem o que é ouvido hoje em dia. Essa banda não é o Death Metal de hoje, claro que não, esta mais pra thrash, mas assim como Venom, seus álbuns foram o que deram inicio ao movimento que está em maior evidencia hoje em dia, que é o metal extremo. Fica aqui a origem de tudo, para os mais novos conhecerem, e os mais velhos que só conhecem de nome ou tem vontade de ouvir de novo, e também para nunca mais o pessoal falar a asneira que o Death Metal se chama assim por causa da banda DEATH. Curtam a evolução, respeitem as raizes e busque da onde veio o que você escuta hoje, é muito importante.

Obs. Coloquei no preview uma apresentação da canção "Death Metal" no Wacken dee 2007, onde mostra Jeff Becerra numa performance emocionante, numa cadeira de rodas (ele foi baleado em um assalto em 1989 e ficou paralítico), sendo ele o único membro da formação clássica (o primeiro vocalista, Barry Fisk cometera suicídio), que ainda leva a bandeira do Possessed e principalmente do Death Metal, diferente de muito mélacueca de merda, engrandecendo ainda mais o legado da maior banda de Death Metal do mundo.

MySpace//LastFM

Tracklist:
1.Death Metal - 03:17
2.Evil Warriors - 04:20
3.Burning in Hell - 03:20 

Download:
2sharedDepositfilesFreakshareBayfilesCrockoZippyshareBadongo

sexta-feira, 15 de junho de 2012
Avatar

Evile - Discografia

3 comentários

Gênero: Thrash Metal
País: Inglaterra
Periodo de Atividade: 2004-Presente

Comentário: Evile (pronunciado "eeh-vile”) é uma banda inglesa formada pelos amigos de escola Matt Drake (vocal e guitarra) e Ben Carter (bateria), junto com Ol Drake (Guitarra), que é irmão de Matt, e Mike Alexander (baixo). A banda iniciou suas atividades em meados de 2000, e começou apenas como uma banda cover do Metallica, chamada Metal Militia. Até que em 2004, eles resolvem deixar de lado os covers, e passaram a compor suas próprias canções, mas com o compromisso de trazer o velho e saudoso Thrash Metal dos anos 80. Acho que a banda teve além de tudo coragem, porque se propor a tocar um Thrash nos moldes antigos é já de imediato se colocar em uma posição vulnerável, e se sujeitar as inevitáveis comparações com os grandes nomes do cenário, o que por se só já é uma tarefa difícil, e além de tudo, teriam de recriar essa sonoridade, que possui um padrão bem estático, sem soar superficial ou como copias baratas das bandas já consagradas. 

Então com essa audaciosa proposta, a banda vai com tudo e lança em 2007 seu primeiro álbum, intitulado “Enter the Grave”, produzido por Flemming Rasmussen, responsável, dentre outros trabalhos, por também produzir três álbuns do Metallica. O trabalho recebeu criticas positivas, e mesmo com as influencias evidentes do Metallica, Exodus, Slayer, Testament, entre outros, a banda conseguiu mostrar que tinha sua própria identidade, sendo recebida com entusiasmo por muitos, e já angariando alguns fãs nos EUA, Japão e Europa.

Já gozando de um relativo sucesso e empolgados com a boa recepção do seu primeiro trabalho, em 2009 lançam o segundo disco “Infected Nations”, dessa vez produzido por Russ Russell, que trabalhou com bandas como Napalm Death, The Exploited, Dimmu Borgir, entre outras. O álbum seguiu a mesma linha do seu anterior sem muita variação, mas mantendo a qualidade, e as influências. Então a banda sai em turnê pela Europa para promoção no novo trabalho, mas infelizmente durante a turnê, o então baixista, Mike Alexander, morre, vitima de embolia pulmonar, o que foi sem duvidas um choque para os seus membros. Mas com a agenda cheia, e o recente trabalho lançando, a banda não pode perder tempo e seguiu em frente, e colocou para comandar o baixo Joel Graham, antigo Rise to Addiction, dois meses depois da morte de Mike. Apesar da perda, a banda manteve a sua qualidade e coesão, e o novo integrante aderiu bem ao grupo.

Após dois anos de trabalho, a banda, agora já estabelecida no meio, e com um séquito números de fãs, lança mais um álbum, em 2011, intitulado “Five Serpent's Teeth”, também produzido por Russ Russell, e como era de se esperar, manteve a mesma linha dos seus anteriores. E dentre as faixas do disco encontra-se a canção “In Memoriam”, que é uma homenagem a Mike.

Como disse no inicio, a proposta da banda é ousada, mas creio que ela tem se saído bem nesses trabalhos, e apesar do padrão, que não é muito aberto a mudanças, eles tem tentado inovar, mas de maneira sutil, com alguma coisinha de Death Metal, e variações até que normais dentro do gênero. É claro que ela não agradou a todos, ainda mais aqueles que insistem em compara-los com as bandas já consagradas. E como eu já havia dito, isso é uma coisa inevitável, mas de toda forma descabida, como a maioria desses tipos de comparação entre bandas é. Porque eu posso ter uma afinidade maior pelo Metallica ou Annihilator, mais isso não invalida a importância do Megadeth no cenário musical, ou do Pantera, do Slayer, Forbidden, Exodus, Testament, ou de qualquer outro grande nome da cena. Até bandas nem tão conhecidas, desempenharam o seu papel no desenvolvimento e estabelecimento do estilo, assim, como hoje, eu penso que o Evile desempenha um papel importante, porque mesmo soando como os dinossauros do passado, e o vocalista que as vezes tem um jeito de cantar meio “Hetfieldiano”, consegue dar um cara nova ao Thrash old school, mas sem distorcê-lo ou deforma-lo, apenas dando uma polida, lustrando, revitalizando-o, mantendo a tradição, só que com sua própria identidade, subindo nas costas dos gigantes do passado, sim, mas também deixando sua marca no meio da cena Thrash.

Site || MySpace || Lastfm

Álbuns:


Álbum: Enter the Grave
Ano: 2007

Tracklist:

1.Enter the Grave - (4:30)
2.Thrasher - (3:09)
3.First Blood - (4:20)
4.Man Against Machine - (6:21)
5.Burned Alive - (5:54)
6.Killer from the Deep - (4:40)
7.We Who Are About to Die - (7:43)
8.Schizophrenia - (4:18)
9.Bathe in Blood - (6:22)
10.Armoured Assault - (5:38)

Download:
(87mb,256kbps)


Álbum: Infected Nations
Ano: 2009

Tracklist:

1.Infected Nation - (5:33)
2.Now Demolition - (5:46)
3.Nosophoros - (5:29)
4.Genocide - (7:42)
5.Plague to End All Plagues - (5:55)
6.Devoid of Thought - (5:37)
7.Time No More - (4:00)
8.Metamorphosis - (7:40)
9.Hundred Wrathful Deities - (11:41)

Download:
(94mb,256kbps)

Álbum: Five Serpent's Teeth
Ano: 2011

Tracklist:

1.Five Serpent's Teeth - (5:34)
2.In Dreams of Terror - (5:09)
3.Cult - (4:52)
4.Eternal Empire - (5:34)
5.Xaraya - (6:04)
6.Origin of Oblivion - (5:06)
7.Centurion - (5:46)
8.In Memoriam - (5:48)
9.Descent Into Madness - (4:26)
10.Long Live New Flesh - (5:17)

Download:
(124mb,320kbps)


Álbum: Skull
Ano: 2013

Tracklist:

01. Underworld
02. Skull
03. The Naked Sun
04. Head Of The Demon
05. Tomb
06. Words Of The Dead
07. Outsider
08. What You Become
09. New Truths Old Lies
10. A Sinister Call (Bonus Track)

Download:

[MEGA]
domingo, 10 de junho de 2012
Avatar

Pignes LIVE! # 8 - Sodom - One Night in Bangkok

1 comentários
Gênero: Black / Thrash Metal
País de Origem: Alemanha
Quando: 28 de julho de 2003
Onde: Bangkok, Tailândia 

Comentário: Trago nesse post, o terceiro e último disco, propriamente dito, ao vivo desta que talvez seja a banda mais pesada da tríade thrasher alemã, que diferentemente das outras duas, Destruction e Kreator, manteve uma carreira linear, que apesar das mudanças de line-up, a mudança do som e das temáticas, esse é o grupo que mantem os seguidores mais ávidos e fiéis, dentre as demais bandas citadas acima. Sodom foi formada em Gelsenkirchen, região industrial da alemanha, em 1981, por Aggressor, guitarrista e vocalista que deixou a banda em 1984, e Tom Angelripper no contra-baixo, que permanece até os dias de hoje e também assumiu os vocais, e foi influenciada principalmente por Motörhead, lançando sua primeira demo em 1982, e seu primeiro full-lenght em 1986. Até o primeiro release, Sodom tinha uma imagem ligada ao satanismo, que foi apagada após o disco Obsessed by Cruelty, e adotou temáticas da guerra, explícitas em discos com nomes como "Agent Orange", "code Red" e "M-16".


Esse show é um registro de 22 anos da banda, que até esse momento tinha gravado 10 discos em estúdio. Álbum esse gravado em Bangkok, na Tailândia, no dia 28 de julho de 2003, trás uma formação com o power trio Tom Angelripper nos Vocais e contra-baixo, Bernemann nas Guitarras e Konrad "Bobby" Schottkowski na bateria. Essa formação foi a mais sólida da história, durando de 1997 até 2010, com a saida do baterista, e nessa apresentação eles mostraram estar no auge, parecendo ter 3 guitarristas no palco, tamanho o peso de Bernemann. A interação com o público também é um destaque por parte de Angelripper, platéia essa que participa do concerto de uma maneira audível e empolgante, apenas engrandecendo os clássicos, que pareciam já ser contundente o suficiente.



Nessa apresentação eles tentaram cobrir as várias fases da banda em pouco mais de 01:38hrs, em um disco duplo. O show trás  4 canções do último disco lançado até então, o "M-16": "Among the Weirdcong", "Napalm in the Morning", "I Am the War", e "M-16". O disco "Code Red" foi representado por "Code Red", "Tombstone" e "The Vice of Killing". Os anos 90, que foi considerada a fase mais punk, foi representada pela "Fuck the Police", "Masquerade in Blood", "Sodomized", "Eat Me!" e "Die Stumme Ursel". Os clássicos dos anos 80 estavam presentes, e aqui a banda mostrou o poder com músicas como: "Outbreak of Evil", "Agent Orange", "Sodomy & Lust", "Ausgebombt" e "Blasphemer", só clássicos. Sem ignorar a maior influência, o show contou com um cover pesadíssimo de "Ace of Spades" do Motörhead, e com uma faixa inédita até então, que seria lançada apenas em 2006 no disco "Sodom", "The Enemy Inside". Uma lendária apresentação para um país esquecido por grande parte da mídia, mostrando porque o Sodom talvez seja a maior banda de Thrash Metal de todos os tempos.

MySpace//LastFM

Tracklist:
Disco 1:
1.Among the Weirdcong - 05:03     
2.The Vice of Killing - 04:22     
3.Wachturm - 03:04     
4.The Saw Is the Law - 03:36     
5.Blasphemer - 02:46     
6.Sodomized - 02:55     
7.Remember the Fallen - 04:18   
8.I Am the War - 04:11     
9.Eat Me! - 02:54     
10.Masquerade in Blood - 02:52     
11.M-16 - 04:31     
12.Agent Orange - 05:43     
13.Outbreak of Evil - 03:34

Disco 2:
1.Sodomy and Lust - 05:32
2.Napalm in the Morning - 06:15
3.Fuck the Police - 03:19
4.Tombstone - 04:08
5.Witching Metal - 02:49
6.The Enemy Inside - 04:34
7.Die stumme Ursel - 02:50
8.Ausgebombt - 04:36
9.Code Red - 04:07
10.Ace of Spades (Motörhead cover) - 02:44
11.Stalinhagel - 08:00

Download:
Cd1:
RapidgatorBadongoBayfilesDepositfilesBitshareFreakshare

Cd2:
RapidgatorBadongoBayfilesDepositfilesBitshareFreakshare



domingo, 3 de junho de 2012
Avatar

Pignes LIVE! # 7 - Ratos de Porão - Ao Vivo No Circo Voador

2 comentários
Gênero: Punk Rock, Crossover Thrash, HardCore
País de Origem: Brasil
Quando: 18 de Novembro de 2006
Onde: Rio de Janeiro, Brasil

Comentário: Formado em meio a explosão do movimento Punk no Brasil (recomendo o documentário Botinada), o Ratos de Porão surgiu da vontade de alguns garotos paulistanos de fazer música, assim como as milhares de bandas que surgiram em São Paulo naquela mesma época, inspirados pelo movimento Punk que começava a se formar na cidade. O primeiro lançamento do Ratos foi na coletânea SUB, de 1983, que originalmente seria um disco completo do Cólera, porém outras bandas foram convidadas para o lançamento, além do Ratos foram convidados Psykóze e Fogo Cruzado. Durante as gravações do SUB um gordinho se encontrava na plateia, era ele o futuro vocalista da banda e traidor do movimento (como bem lembrado pelo maior Punk do país, Dado Dolabella), João Gordo.

Durante seus mais de 30 anos de carreira a banda sofreu diversas mudanças em sua formação e lançou grandes discos, que variavam entre o Punk e o Thrash, característica principal da banda. Com discos importantíssimos como Crucificados Pelo Sistema, Cada Dia Mais Sujo E Agressivo, Brasil e Anarkophobia, e músicas clássicas como "Agressão Repressão", "AIDS Pop Repressão" e "Beber Até Morrer" o Ratos de Porão é uma das bandas mais importantes do "movimento" Punk brasileiro e uma das mais importantes do país.


Em Novembro de 2006 o Ratos de Porão, que a essa altura contava, e ainda conta, com Jão (guitarra), João Gordo (vocal), Boka (bateria) e Juninho (baixo), fez uma apresentação histórica na lendária casa de shows carioca Circo Voador, esbanjando fúria, brutalidade e qualidade em set impecável. Com músicas de quase todas as fases da banda, incluindo o então recém-lançado Homem Inimigo do Homem, esse show foi lançado apenas em 2010, 4 anos depois de sua gravação, e é uma verdadeira aula de como se fazer um grande show. Brutal, sujo, agressivo, rápido, violento, pesado, barulhento, esse é certamente um dos melhores registros da banda ao vivo.

PS: o único ponto fraco desse show é o João Gordo sem camisa, ninguém merece.


Tracklist:
1. Intro
2. Pedofilia Santa
3. Engrenagem
4. Expresso da Escravidão - Poluição Atômica
5. Toma Troxa
6. Arranca Toco
7. Agressão Repressão
8. Descanse em Paz
9. Não Me Importo
10. Crucificados Pelo Sistema
11. Pobreza - Caos
12. Bad Trip
13. Covardia de Plantão
14. Morte ao Rei - Anarkophobia - Mad Society
15. Problemão
16. Morrer - Sofrer
17. Aids, Pop, Repressão
18. Beber Até Morrer
19. Crocodila - Bico do Corvo
20. Suposicollor
21. Amazônia Nunca Mais
22. Tattoo Maniac - Lei do Silêncio - Gil Goma - Ignorância - Farsa Nacionalista
23. Crianças Sem Futuro
24. Velhus Decréptus
25. Crise Geral

DepositFiles // JumboFiles

sexta-feira, 25 de maio de 2012
Avatar

Kreator - Phantom Antichrist

16 comentários
Gênero: Thrash Metal
País: Alemanha
Ano: 2012

Comentário:No pensamento desse que vos posta, música é uma coisa atemporal, se agrada ao ouvinte, tanto faz se é o ultimo lançamento de todos, ou se é um disco de 1800. Muita gente não curte os trabalhos novos de algumas bandas, só ouvindo os clássicos, mas os lançamentos de 2012 estão quebrando esses paradigmas. Parece que todas as lendas estão em processo criativo e mandando trabalhos lindos e Kreator é uma banda dessas, atemporal, um Deus do thrash metal. Uma respeitável história, sendo esse o 13º disco de estúdio, tem seus altos e baixos, como alguns trabalhos um pouco questionados, como "Cause for Conflict" de 1995, "Outcast" de 1997 e a parceria do grupo com Tilo Wolff do Lacrimosa, que fizeram na minha opinião o disco mais fraco, "Endorama", de 1999. Esse mais novo trampo tem tudo pra seguir clássicos como "Violent Revolution", "Extreme Aggression" e "Pleasure to Kill", de tão foda que é.

Eu não sei de que planeta veio Sami Yli-Sirniö, mas na minha humilde opinião, é algo sobre-humano o que esse cara faz no quesito "riff". O cara é um animal, o trabalho das guitarras é lindo, soberbo, supremo, com duetos, solos, tudo impecável. Vi uma matéria do guitarrista do Metallica dizendo que tem mais de 800 riffs prontos pro novo trabalho, mas aposto que Sami o deixará com vergonha quando ele ouvir esse disco. O contra-baixo faz seu trabalho galopante, com seu arroz e feijão bem feito. A bateria come solta, com bumbos duplos furiosos, pegada titânica, tudo perfeito. A voz do Thrash Alemão, Mille Petrozza, esta no auge da sua forma. Sua voz única casa perfeitamente com tudo, e tem ajuda de um coro perfeito, em alguns refrãos, daquelas canções onde se dá pra imaginar o público cantando junto nos shows, soberbo.

O disco começa com uma introdução instrumental curta, colada com a canção que da nome a trabalho "Phantom Antichist", que é candidatissíma a clássico, pois cola de uma maneira, que me arrepiou quando eu ouvi, os riffs lindos, e um pré refrão tão cativante, que deixa o refrão em segundo plano. Tudo perfeito. "From Flood into Fire" é aquela que cadencia, que mostra detalhes, riquezas, com o refrão em coro, que ao vivo vai fazer os ogros cabeludos chorarem. A faixa "United in Hate", começa com um lindo violão, como prenuncio de um petardo, quando Ventor chama no prato china, e Petrozza urra, a cabeça balança automáticamente, linda música. A canção mais trampada é "The Few, the Proud, the Broken", com uma introdução de bateria, bumbos a velocidade da luz, um riff matador, minha preferida. A última faixa é a mais bela do cd "Until our Paths Cross Again", puro feeling, tudo perfeito, tudo majestoso, é aqui que se nota a sensibilidade de uma balada, mesmo essa música acelerando mais que tudo depois da metade, ainda sim é uma balada.

Não fico muito empolgado com lançamento de bandas clássicas, não espero muito, mas isso aqui é o masterpiece do thrash. Essas bandas clássicas desse estilo, ou que pelo menos se auto-rotulam, tem que comer muita farinha pra chegar perto desse cd. Nasceu um clássico?? Não sei, muito cedo, e os fãs reagem de maneira diferente. Parece que em 2012 é mesmo o fim, e os músicos de uma maneira geral sentem isso e deixam a criatividade a flor da pele. Esse álbum não deve nada a nenhum clássico de qualquer época do Heavy Metal, um disco pra se ouvir de pé. Exageros?? Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

MySpace//LastFM

Tracklist:
1.Mars Mantra - 01:18    
2.Phantom Antichrist - 04:31
3.Death to the World - 04:53    
4.From Flood into Fire - 05:26    
5.Civilization Collapse - 04:13    
6.United in Hate - 04:31    
7.The Few, the Proud, the Broken - 04:37    
8.Your Heaven, My Hell - 05:53    
9.Victory Will Come - 04:14    
10.Until Our Paths Cross Again - 05:49 

Download:
Rapidshare  / Depositfiles / 2shared / Crocko / Bayfiles / Badongo

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.