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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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Heaven Shall Burn - VETO

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Gênero
: Melodic Death Metal/Metalcore
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Num surto de vontade, cá estou eu postando no meio da madrugada um disco que eu ouvi mais do que esperava ano passado, e que vem de uma das bandas mais interessantes do metal atual. Seja pelo seu peso absurdamente característico do metalcore alemão, que tem pés fincados fortemente no Death Metal Melódico de bandas como At The Gates e Carcass (ou seja, sem vocais limpos aqui, mas muitos riffs pegajosos por todos os lados) ou pela sua temática política fortemente de esquerda.

VETO é o sétimo full-lenght da banda e mostra um grupo maduro, que explodiu com o bombástico Antigone (2004), um disco que abusava de palavras de ordem e riffs que oscilavam entre o famoso "para e vai" dos grooves do metalcore e levadas melódicas entre uma centena de palm mutes. VETO possui a mesma pegada clássica da banda, que são riffs baseados em uma pegada pesadíssima, mas com um background histórico e temáticas muito mais profundas que os discos anteriores da banda. Especialmente pela figura icônica de Lady Godiva, personagem de uma lenda - com requintes históricos - datada no século XIII, de uma nobre inglesa empenhada a convencer seu marido, Leofric, Conde da Mércia, a reduzir impostos sobre a região que governava, asolada por fome e miséria. A lenda conta que, após muita insistência de Godiva, Leofric desafia a esposa a desfilar nua pelas ruas da cidade, montada a cavalo, para que o desejo de Godiva fosse atendido, em tom irônico e sarcástico. Godiva então ordena que todos os cidadãos não saiam de casa e fechem as janelas (afinal, considere que estamos em plena Idade Média) e faz a vontade do marido, que acaba acatando o desejo da Lady, impressionado pela coragem inabalável da esposa e em honra com sua promessa.

Coragem e resistência são palavras recorrentes na lírica do Heaven Shall Burn, e a história de Lady Godiva cai como uma luva. Assim como o título do álbum, VETO - latim para "Proibo" - que é mais uma palavra forte, poderosa e intensa no léxico da banda alemã. As letras são intensas, violentas e cativantes. Os trechos mais intensos do instrumental sempre coincidem com versos mais pegajosos e incitadores, coisas como anti-tirania, defesa das minorias e enfrentamento da autoridade são comuns e largamente disseminadas.

Mas se muito foi dito do instrumental e da lírica, não se pode encerrar-se a resenha sem ser comentado sobre a técnica e o vocal de Marcus Bischoff, que é um monstro dos vocais de rasgados do metalcore, levando-os ao patamar de serem mais intensos e violentos que qualquer banda de Death Metal. Oscilando entre um mais comum rasgado agudo até graves grunhidos, o vocal de Marcus é sempre perfeitamente preciso o suficiente para que as letras são se percam em desnecessárias distorções vocais. Dessa forma incrível, nem mesmo o mais raivoso berro insandecido de raiva mascara a mensagem que a banda quer passar. O vocal de Marcus é, portanto, imprescindível na sonoridade do Heaven Shall Burn.

E nada melhor que ser surpreendido no meio do disco por um cover do Blind Guardian, Valhalla, e seus improváveis vocais limpos em meio ao gutural incrivelmente afinado e tremolos de guitarra. VETO é um must de 2013 que temo ser menos reconhecido do que deveria.




Tracklist:

1.Godiva 04:19
2.Land of the Upright Ones 04:08
3.Die Stürme rufen dich 03:59
4.Fallen 04:29
5.Hunters Will Be Hunted 05:59
6.You Will Be Godless 03:10
7.Valhalla (Blind Guardian cover) 05:29
8.Antagonized 03:33
9.Like Gods Among Mortals 04:20
10.53 Nations 04:06
11.Beyond Redemption 05:46

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
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Porco na Cena #19 - August Burns Red + We Came as Romans

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Quentíssimas noites em São Paulo! Calor esse intensificado pela camada cinzenta de poluição, pelo trânsito e pelo aglomerado de pessoas na frente do Carioca Club. Um local que, ainda que eu não goste tanto, se mostra atrativo quanto aos shows. E, falando em show, este deu o que falar: a polêmica troca de datas e de bandas que fez com que muita gente desistisse de assisti-lo; o que era pra ter sido um show em agosto, com acompanhamento do Carnifex e do The Ghost Inside, foi repassada para o dia dois de dezembro, com We Came as Romans e os brasileiros do Anchor no lugar das duas bandas supracitadas - o que ainda era bastante atrativo.

Com sol a pino, chegamos ao local do show lá pelas 16h, com a abertura da casa prevista para as 16h30. Mas, pra quem já foi pelo menos umas duas vezes no Carioca Club, sabe que pode contar com um atraso de meia, até uma hora, e desta vez não foi exceção; só fomos nos dar conta de que a gente estava em Pinheiros pra ver August Burns Red, e não pra ficar bebendo, quando já passavam das 18h.

quinta-feira, 26 de julho de 2012
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Porco na Cena #3 - The Agonist

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Confesso que hoje em dia o Metalcore/Death Metal Melodico do The Agonist não me empolga tanto, mas as vezes a oportunidade surge, show é show, então fomos prestigiar a apresentação do quinteto canadense que retornou a São Paulo exatamente 1 ano depois de sua primeira apresentação por aqui. 

O local escolhido para o show fora o Carioca Club, tradicional casa paulistana de pagode, mas que nos últimos três anos se tornara um dos principais estabelecimentos para shows de metal e hardcore, uma quantidade absurda de bandas internacionais apareceram por aqui nos últimos anos e passaram por lá. O que na verdade não é uma má escolha, (porém, pro The Agonist foi). Não se tem muitos espaços para shows com a infra-estrutura e tamanho oferecidos pelo Carioca. Possui uma lotação para cerca de 1500 pessoas, palco bom, visibilidade boa de qualquer lugar da casa, acústica razoável, e aparentemente é uma opção de locação bem barata. Porém, os produtores devem ter noção do tamanho da banda que estão produzindo, e não jogar um show numa casa bem maior do que o publico da interessado.
sábado, 14 de julho de 2012
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Demon Hunter - True Defiance

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Gênero: Metalcore/ Groove metal/ Alternative metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Quase tão clichê quanto subestimar uma banda cristã é tentar defendê-la dizendo que ao contrário de muitas, esta é de qualidade e não fica apenas na adoração ao magnânimo senhor do universo (e começar o post dessa maneira não é nada clichê, né Sr. Damien?). Na realidade se eu não pesquisasse, provavelmente demoraria um tempo para saber que Demon Hunter, com este som, com esse groove e com esta aparência se tratava de uma banda cristã (embora algumas das letras e títulos dedurem isso). Mas, já adiantando para as primeiras prováveis caras feias e olhares tortos, tanto a instrumentação como os vocais são no mínimo muito bons e presenciais.

O metalcore é o principal "adjetivo" carregado pela banda que, formada em 2000 na cidade de Seattle, já conta com seis discos e uma carreira promissora, agradando até mesmo um número bastante grande de "mundanos" e "ímpios" (ou seja, não-cristãos), mas neste disco, felizmente, não é o único que ela carregou.

Não ouvi os lançamento anteriores, apenas algumas músicas soltas, mas alguns discos, não todos, já são tachados como tendo uma pegada mais groove. Acontece porém que neste último, True Defiance, a banda deixou seu som mais pesado e com aquele gostinho de bebida amadeirada e envelhecida que o thrash metal apresenta, e isso não é somente eu falando, pois pesquisando mais um pouco podemos notar que os fãs da banda não deixam de citar tal peso, que é um ponto positivo para mim, talvez para os fãs e provavelmente melhor ainda para asvendas e na conquista de novos seguidores.

Apesar disto ainda resta bons indícios de metal alternativo e do próprio metalcore, que fazem deste álbum uma ótima pedida para este ano de 2012.

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quinta-feira, 8 de março de 2012
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Ego Fall - Discografia

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Gênero: Melodic Death/Folk Metal
País: Mongólia Interior/China
Periodo de Atividade: 2001-Atualmente

Comentário: Eu particularmente gosto muito de Folk Metal, não só do Celta e Medieval, mas das bandas em geral que se propõe misturar elementos musicais da sua cultura local, ou de outras culturas especificas, com alguma vertente do Metal. Mas o que acontece é que predominantemente, o que se encontra por ai são bandas que misturam elementos da cultura escandinava, celta e eslava, o que não é ruim, pelo contrario, eu gosto dessa receita, com a gaita-de-fole, harpas, flautas e tudo mais, mas seria interessante também ouvir um Folk Metal influenciado por outras culturas menos conhecidas, menos difundidas, e em lugares que não tem tradição, ou muita expressividade no meio Metal. Conheço algumas bandas desse tipo, e dentre elas essa que posto aqui hoje, que é uma das minhas preferidas. Resolvi postar ela agora por conta também do meu último post sobre música ritualística influenciada pelas raízes do budismo tibetano (aqui), já que essa banda é de uma região próxima, e possuir similaridades culturais. Os membros da banda são provenientes da Mongólia Interior, região autônoma, mas que está sob jurisdição da China. A banda em questão se chama "颠覆M" em Chinês, mas para divulgação internacional usam o nome de Ego Fall.

A banda surgiu por volta do ano de 2000, mas passou por várias mudanças no seu line-up, no nome e no estilo musical, até que por volta de 2007 já estavam com os membros definidos e com uma proposta musical mais concreta, que é um Melodic Death Metal pendendo para o Metalcore, com influências musicais da cultura local.

Em 2008 os caras lançam seu primeiro trabalho, intitulado “Spirit Of Mongolia” e apesar do nome do álbum dar a ideia de que ele viria carregado de influências da cultura local, nesse primeiro lançamento eles foram mais discretos, mesmo que em algumas canções eles fazem uso do canto difónico, e a técnica vocal que eles usam é muito parecida com a que os caras do Phurpa fazem, e os elementos da musica local são menos evidentes, predominando Melodic Death Metal com influencia da música eletrônica, que é possível notar em várias canções, o que deu um contraste bem bacana. Mas mesmo o álbum não sendo tão Folk, ele não é ruim, pelo contrario, achei muito bom, porque os caras conseguem fugir dos clichês desses gêneros já tão desgastados.

Então em 2010 lançam seu segundo álbum, intitulado “Inner M”, fazendo referência a sua terra de origem: Inner Mogolia (Mongolia Interior), e nesse álbum podemos perceber que os integrantes evoluíram musicalmente e já apresentam um trabalho mais consistente e maduro, bem estruturado, que no tocante as influências do Metal continuaram as mesmas, um Death Metal Melódico, com toques de música eletrônica, só que dessa vez lotado de influências musicais da cultura local, tanto que nesse disco algumas canções são em Mandarim e também na língua mongol, diferente do primeiro em que todas as canções são em Mandarim, o que pra mim ficou perfeito, porque apesar de não entender bulhufas, creio que eles conseguiram captar a essência da música regional e misturar de forma coesa com os elementos do Metal. As canções possuem passagens pesadas, com guturais e vocais rasgados, que intercalam com momentos calmos e que evocam uma atmosfera de meditação, com cantos tradicionais, o canto difónico também está presente, ou momentos mais melódicos, com vocal limpo, tudo permeado pelos elementos da cultura local, que às vezes são predominantes, ou em alguns momentos cede o lugar para a agressividade e impetuosidade do Metal, e em contraste, alguns elementos de música eletrônica aqui e ali dão o toque final. Dizendo assim parece que o som é uma bagunça, mas não é, os integrantes unem todos esse elementos de maneira harmoniosa e agradável.

Como não conheço muito a respeito da cultura dos caras, e as informações sobre a banda que encontrei são repetitivas e descrevem quase nada a respeito da influência da música regional, eu não sei listar os instrumentos usados e nem a origem das influências com precisão, mas imagino que devem ser do budismo e ritos xamânicos antigos, que é bastante comum naquela região.

Essa banda pra mim além de um deleite é um achado, e eu realmente tiro o chapéu para o trabalho dos caras, porque conseguiram lançar dois álbuns de extrema qualidade, mesmo sendo de uma região bastante precária tecnologicamente e e que não possui tradição no que se refere ao Metal, de forma que era necessario que fossem para Beijing todo ano para gravar e tentar divulgar o trabalho, e mesmo assim, conseguiram fazer com maestria o que muitas bandas com todos os recursos possíveis, falham miseravelmente.

Extremamente recomendado!

[MySpace//LastFM//Facebook]

Releases:

Álbum: Spirit of Mongolia (蒙古精神)
Ano: 2008

Tracklist:

1.Spirit of Mongolia - (4:50)
2.Gates of Nightmare - (4:33)
3.Holy Totem - (4:28)
4.Self Awakening - (3:36)
5.The Principle of Troublous Times - (4:31)
6.Echo of Abyss - (4:50)
7.Rebirth - (3:36)
8.Requiem - (3:57)
9.Iron Heel - (3:39)

Download:




Álbum: Inner M
Ano: 2010

Tracklist:

1.传说 - (5:07)
2.吹响号角 - (3:53)
3.勇敢的心 - (5:04)
4.苏力德之下 - (4:36)
5.东归 - (3:58)
6.游牧者的骄傲 - (4:10)
7.永恒-瞬间 - (4:24)
8.不灭之火 - (4:48)
9.无疆 - (3:49)

Download:


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
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Norma Jean - Redeemer

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Gênero: Metalcore / Mathcore / Christian
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: Marilyn Monroe foi, talvez, a maior estrela do século passado, que sacudiu o showbiz e o moldou da forma que o conhecemos hoje. Por trás do pseudônimo escolhido, seu nome de nascença, Norma Jean, não foi tão proferido assim pelos seus fãs. Não se sabe exatamente por que, mas foi esse o nome escolhido pelos religiosos rapazes da Georgia para suas iniciante banda, lá pelos idos de 1997.
Redeemer é o terceiro álbum do grupo, e me fascina por diversos motivos: o primeiro deles é, obviamente, a qualidade do registro. Pra quem gosta da chamada música extrema, é uma paulada na cabeça. É grito o tempo todo, sem nenhum vocal mais animadinho para fazer o contraponto. O segundo é exatamente o paradoxo que isso traz. A banda é cristã, e o álbum já denota isso logo em seu título, o que não é diferente em suas letras. Eu imagino o grupo ao lado do Padre, numa Igreja, tocando as músicas desse disco entre o sermão e a homilia.
E o último motivo pode parecer irrelevante para muitos, mas para mim é, algumas vezes, determinante para o meu veredicto sobre o disco: a capa. Olha essa arte! Não, sério, olha bem. Olha de novo. É muito boa.


[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "A Grand Scene for a Color Film" – 3:24
  2. "Blueprints for Future Homes" – 2:49
  3. "A Small Spark vs. A Great Forest" – 5:00
  4. "A Temperamental Widower" – 2:46
  5. "The End of All Things Will Be Televised" – 5:11
  6. "Songs Sound Much Sadder" – 3:04
  7. "The Longest Lasting Statement" – 2:47
  8. "Amnesty Please" – 4:14
  9. "Like Swimming Circles" – 3:04
  10. "Cemetery Like a Stage" – 4:26
  11. "No Passenger : No Parasite" – 4:58



Bayfiles
terça-feira, 15 de novembro de 2011
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Breakdown Of Sanity - Mirrors

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Gênero: Deathcore/Metalcore
País: Suíça
Ano: 2011

Comentário: Banda de Bern/Suíça, formada em 2007 que em 2009 lançam o seu primeiro trabalho. Não alcançando muito reconhecimento, eles voltam para o estúdio, dessa vez decididos a fazer algo que realmente ganhassem destaque, o que é uma coisa difícil de conseguir ultimamente, ainda mais quando se trata de bandas de Deathcore/Metalcore, onde parece que tudo que já podia ser feito, já se fez, então agora em 2011 lançam de forma independe o segundo álbum “Mirrors”.

Acho que a banda conseguiu fazer algo que chame a atenção, e pra mim esse já está entre os melhores lançamentos de 2011.

Normalmente quando uma banda tenta se livrar dos clichês do gênero, ela parte para o experimentalismo, incorporando novos elementos as canções, elementos esses, que não pertencem ao seu estilo, para dessa forma diferenciar seu som das demais, pois bem, esse não é caso dos suíços do Breakdown of Sanity.

A banda usa todos os elementos do Deathcore/Metalcore, principalmente breakdowns, que são abundantes nas suas músicas, mas sem ser tedioso, pelo contrario, todas as músicas empolgam, com exceção de duas faixas “Mary” acústica e instrumental, que pra mim não encaixou muito bem com o resto do álbum, e “Jnana” que tem uma introdução meio acústica também, com uns synthizinhos no fundo. Isso não deixa o álbum ruim, só acho que estão em desacordo com o resto.

Todos os membros dão o seu melhor, e suas performances são impecáveis, deixando o álbum muito bem estruturado e coeso. Começando pelo vocal, que é bem versátil, variando de limpos, para gritados, rasgados e guturais, tudo na hora certa e cheios de sentimento, as guitarras estão sempre presentes com riffs bem sólidos e marcantes e vez ou outra irrompendo com incríveis solos. A bateria então, nem se fala, implacável o tempo todo, sendo que às vezes tem-se a impressão que ela está explodindo na sua cabeça.

[MySpace/LastFM]

Tracklist:

1.Prologue - (2:12)
2.Story Of A Stranger - (3:27)
3.When Silence Breaks - (4:15)
4.Infest - (3:24)
5.The Storm - (3:16)
6.The Chosen Ones - (4:29)
7.Lights Out - (3:16)
8.December - (4:34)
9.Mary - (3:21)
10.Deadline - (4:25)
11.One Bullet Left - (3:51)
12.Jnana - (5:45)
13.We Are The Wall - (2:43)
14.Paralyzed - (4:15)

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
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White Arms Of Athena - Astrodrama

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Gênero: Progressive Metalcore
País: EUA
Ano: 2011
Comentários: White Arms Of Athena é uma banda estadunidense bastante recente, que apresenta seu debut neste ano de 2011, Astrodrama, um álbum conceitual dividido em 4 atos. A princípio, pelo que pude notar, o conceito do álbum gira em torno de temas esotéricos e místicos, anexados a uma temática pós-moderna, envolvendo máquinas fantásticas e viagens no tempo. Foi bem recebido pela crítica especializada, sem no entanto acrescentar nada de novo ao gênero.

É impossível falar de White Arms Of Athena sem remeter ao Between The Buried And Me, influência nítida no decorrer do álbum. Mas a banda não é simplesmente uma cópia discarada, também tem suas particularidades. O som do grupo é marcado por um instrumental pouco convencional, de certa forma até técnico, mas no entanto bastante calcado nas bases do Metalcore, especialmente pela bateria e os constantes breakdowns. Os vocais são em sua maior parte guturais, exceto nos trechos mais viajantes do grupo onde vocais limpos coexistem com levadas que remetem ao Progressivo em sua veia mais psicodélica e alucinógena.

Os contras é que apesar de uma receita promissora, a banda ainda se atém muito aos clichês do Metalcore, ao contrário do Between The Buried And Me e o The Human Abstract, que sabem dosar bem a mistura. E isso torna a banda um pouco cansativa ao final do disco, chegando até a ser um pouco enjoativa.

No entanto é uma excelente pedida aos ainda aficcionados no gênero do Metalcore, pois a eles a banda não decepciona, até pela técnica e riffs bem diferenciados. Postado a pedidos do ganhador do Pignes Game #01, Guilherme.

MySpace
/Site Oficial/Bandcamp

Tracklist:

1. Act I: Evince
2. Act I: Ascend
3. Act II: Creationed
4. Act II: Recreationed
5. Act III: Crown Chakra
6. Act III: Astral Body
7. Act III: In The Encephalon
8. Act III: Superhuman
9. Act IV: Astrodrama
10. Act IV: From Now On

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quarta-feira, 20 de julho de 2011
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Two Faces - Máscaras Indestrutíveis

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Gênero: Post Hc / Screamo / Metalcore
País: Brasil (São Paulo - Praia Grande)
Ano: 2009

Biografia: Banda de Post Hardcore/Metalcore da Baixada Santista (SP), formada no começo de 2009, com o propósito de fazer um som com muita melodia, mas sem deixar a agressividade e break downs de lado para garantir shows com muita energia. Em agosto de 2009 lançamos nosso primeiro EP, com o titulo de: Mascaras Indestrutiveis.

Comentário: O som da banda é basicamente isto descrito. Nenhuma surpresa ou elemento muito relevante, a não ser pelo fato de contribuir para uma continuação de qualidade da cena brasileira de post hc/metalcore. Isso em partes é valorizado pelos vocais em português, pela extensão vocal e melódica do vocalista e do vocal de apoio (que aliás superam o de bandas mais reconhecidas como Gloria), e também pela qualidade instrumental.

Ainda não chegou ao ponto que me faça pirar, confesso que existe um bom espaço (apesar de não ser realmente fã de bandas juvenis/com apelo juvenil), mas o potencial existe e parte dele já fora apresentado em Máscaras Indestrutíveis. Ou seja, o disco é bom sim.

Destaco a faixa Abaixo De Zero e espero que a banda ainda esteja na ativa, já que só recentemente encontrei o e-mail. E-mail este enviado por Rafael Games a um ano e meio.

MySpace//Facebook

Tracklist:
01: Intro
02: Abaixo de Zero
03: Calmaria
04: Libertar-me
05: Lado Obscuro

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sábado, 2 de abril de 2011
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Shai Hulud - Hearts Once Nourished With Hope And Compassion

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Gênero: Hardcore Punk
País: EUA
Ano: 1997
Comentários: Shai Hulud pode ser considerada uma das bandas mais exitosas ao fundir no Hardcore Punk os elementos que vemos hoje em dia no Metalcore. Mas esses elementos não são vocais limpos, nem franjas, nem breakdowns. O Shai Hulud se diferencia das outras bandas de Hardcore Punk pela sua densidade, guitarras firmes e vocais rasgados - ao invés de gritados. Hearts Once Nourished... é o primeiro disco da banda, e traz evidentes todas essas afirmações acima. Em primeiro lugar, a maestria em como usar um som pesado e agressivo para transmitir emoções melancólicas e misantrópicas, é algo que está presente em cada faixa do disco e poucas bandas que eu escutei fazem com tal perfeição. Em segundo lugar, a intensidade das letras e a forma com que o vocalista Damien Moyal as expurga de dentro de si, faz qualquer acorde se tornar grudento e empolgante.

Recentemente, a banda adicionou ao som da banda elementos do Prog Metal, mas neste álbum, essa influência é irrelevante. Criatividade é a cara dessa banda e desse disco, uma excelente pedida pra perceber como a música extrema se desdobra em várias possibilidades de ser agressiva e profunda ao mesmo tempo.

Tracklist:

1-    "Solely Concentrating on the Negative Aspects of Life" – 3:08
2-   "My Heart Bleeds the Darkest Blood" – 2:05
3-    "Outside the Boundaries of a Friend" – 3:32
4-    "Beliefs and Obsessions" – 2:45
5-    "A Profound Hatred of Man" – 3:05
6-    "Beyond Man" – 2:54
7-    "This Wake I Myself Have Stirred" – 2:47
8-    "Eating Bullets of Acceptance" – 2:35
9-    "For the World / If Born From This Soil: Treatments For The Infected Foetus" - 11:56

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
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Devildriver - Pray For Villains

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Gênero: Groove/Melodic Death
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Quarto álbum da carreira da banda, Pray For Villains resume a boa história ascendente do DevilDriver. Formada em 2002 pelo ex-vocal do Coal Chamer, Dez Fafara. O álbum não é muito diferente dos outros da banda, guitarras melódicas mas com muitos palm mutes e as afinações baixas que garantem o peso da banda. Bateria com os bumbos o tempo todo cantando alto, e o baixo ressoante.
O vocal de Dez continua afiado, com refrões cativantes como na ótima "I've Been Sober". Recomendado a amantes da banda já a tempos, e à fãs de bandas como Hatebreed, Lamb Of God e toda essa onda do chamado "Groove Metal". Excelente lançamento.


Tracklist

# Pray For Villains - 4:02
# Pure Sincerity - 4:38
# Fate Stepped In - 5:10
# Back With A Vengeance - 3:42
# I've Been Sober - 5:16
# Resurrection Blvd. - 3:59
# Forgiveness Is A Six Gun - 4:42
# Waiting For November - 5:07
# It's In The Cards - 4:25
# Another Night In London - 3:05
# Bitter Pill - 4:25
# Teach Me To Whisper - 4:01
# I See Belief - 3:55

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
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Maylene And The Sons Of Disaster - III

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Gênero: Southern Rock/Post-Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Eis aqui mais uma banda que, dentre algum gênero megassaturado do rock, consegue se destacar, sendo única em seu próprio estilo. Maylene And The Sons Of Disaster, ou apenas Maylene para os íntimos, é uma banda de Post-Hardcore do Alabama. E como bons filhos do Alabama, o que vemos, e muito, por aqui é o Southern Rock, o bom e velho rock caipira.

A banda é liderada pelo seu vocalista Dallas Taylor, que fora o primeiro vocalista do Underoath, uma das principais bandas dessa geração Post-HC/Screamo/Emo. Mas não, não associe Maylene à Underoath, o que temos aqui é uma banda com bolas, machona, redneck, som pra macho barbudo e suado ouvir (ok, isso soou meio Village People).

Enfim, “III” é o terceiro album da banda (JURA?), lançado em 2009 e meu preferido. A mescla é perfeita entre o Post-Hardcore/Metalcore e o Southern Rock. Desta forma, Maylene se destaca até entre as bandas “irmãs”, que unem o Metalcore com o Southern, como o Every Time I Die e o He Is Legend, fazendo o som mais fiel possível às raízes caipiras, e ao mesmo tempo remodelando de um jeito um tanto quanto moderno, não soando nada antiquado.


Tracklist

01. Waiting On My Deathbed ( 4:02)
02. Settings Scores By Burning Bridges ( 3:52)
03. Just A Shock ( 3:12)
04. Last Train Coming ( 2:31)
05. Step Up (I'm On It) ( 3:27)
06. Listen Close ( 3:40)
07. The Old Iron Hills ( 2:33)
08. No Good Son ( 2:49)
09. Harvest Moon Hanging ( 3:23)
10. Oh Lonely Grave ( 4:11)
11. The End Is Here ... The End Is Beautiful ( 5:11)

Myspace

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Raised Fist - Veil Of Ignorance

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Gênero: Hardcore Punk/Metalcore
País: Suécia
Ano: 2009

Comentário: Sempre digo que Suécia é o país mais foda do mundo no quesito musical. Independente do segmento, seja indie, metal ou hardcore, a quantidade de boas bandas que aparecem por lá é gigante (talvez seja graças a politica de apoio do governo dando infra-estrutura para as bandas, mas isso não vem ao caso).

Raised Fist surgiu em 1993 mais precisamente em Norrbotten, Suécia. O nome da banda é vindo da musica Know Your Enemy do Rage Against The Machine: "Born with an insight and a raised fist...".

O som da banda foi se tornando cada vez mais pesado com o passar do tempo, de um hardcore tradicional foi se metalizando cada vez mais, estamos agora no quinto álbum, que conta com a entrada do baterista Matte Modin, que foi fundador do Dark Funeral. Essa entrada deixou o som dos caras ainda mais puxado pro metal, e ainda dando as caras, claras influências de In Flames, os gigantes suécos do melodeath.

Tracklist

01. I Keep My Secrets Safe
02. Deep Down
03. Why Can't You See?
04. Changing
05. On My Own
06. The Alarming Sound Of A Still Small Voice
07. Say Goodbye
08. The Worst Of Me
09. It's All Over Now
10. What Were We Made For?
11. Is This Real?
12. Nothing Is What It Seems (Without You)
13. Fireflies
14. Out

Myspace

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
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Adramma - The Uncurable Disease [EP]

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Gênero: Melodic Death Metal / Metalcore
País: Brasil (Americana-SP)
Ano Lançamento: 2009

Comentário: A banda Adramma foi formada no final de 2006 em Americana, interior de São Paulo, por Joe Ossuna e Igor Sacilotto, ainda com o nome de Blood Honour. A banda tem como principal influêcia o death metal contemporâneo, tais como Soilwork, Dark Tranquillity, Scar Symmetry e Disarmonia Mundi. Outros estilos que influenciam nas composições, tanto nos arranjos como nos temas das letras são o thrash metal moderno, como Lamb of God, The Haunted e as complexidades do metal de bandas como Meshuggah e Sikth.

O nome Adramma está relacionado com um neologismo inventado pelo guitarrista Ricardo Biancarelli (Arcane Aeon). Seu significado pode ser entendido como "Sem Drama" ou "Sem Piedade", palavras onde são refletidas em suas composições e letras. Letras que retratam temas da natureza humana, medos, introspecção e surrealismo.

Com relação ao novo EP, está sob as bases do death metal, mas executado de uma forma mais melódica e com notáveis influências do thrash. Mas a variante mais importante para uma comparação com outras bandas do estilo é a presença do metalcore e de linhas mais progressistas e grooves, mas que não são tão acentuadas. Não há nada de muito específico ou experimental, mas Adramma conseguiu encontrar um espaço numa estrada musical já muito movimentada.
A banda paulista também adota as letras em inglês e um estilo sonoro tipo exportação.

Tracklist:
1. In Vain
2. Enclosure
3. The Facebreaker
4. Heart Of Glass
5. The Uncurable Disease
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Sikth - Death Of A Dead Day

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Gênero: Mathcore/Progressive Metalcore
País: U.K
Ano: 2006

Comentário: Sikth é uma banda progressiva formada em Hertfordshire, no Reino Unido. Death Of A Dead Day é o segundo álbum da banda, e novamente produzido apenas por eles mesmo estrearam na posição 55 do UK Album Charts, uma boa posição pra uma banda complexa, pesada e underground como eles.

O estilo do Sikth é dificil de definir por causa das diferentes influências incorporadas no som. Comumente são considerados uma banda de Prog Metal por causa de seu jeito unortodoxo mas também são considerados como Technical Metal e Mathcore em virtude da natureza complexa do instrumental de suas músicas.

Tracklist

1. "Bland Street Bloom" - 5:40
2. "Flogging the Horses" - 3:32
3. "Way Beyond the Fond Old River" - 5:02
4. "Summer Rain" - 3:35
5. "In This Light" - 4:24
6. "Sanguine Seas of Bigotry" - 4:17
7. "Mermaid Slur" - 0:47
8. "When the Moment's Gone" - 5:59
9. "Part of the Friction" - 5:13
10. "Where Do We Fall?" - 4:40
11. "Another Sinking Ship" - 4:02
12. "As the Earth Spins Round" - 6:36

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Kittie - In The Black

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Gênero: Groove/Metalcore/Nu metal
País: Canadá
Ano: 2009

Comentário: Kittie provavelmente foi uma das primeiras bandas de "roque paulera" composta só por garotas a fazer sucesso no mundo. Isso lá pelo final da década de 90, durante o auge do Nu-Metal.
As 4 garotas canadenses faziam um som bem carácteristico do gênero, que com o passar do tempo foi sendo lápidado e mais trabalhado. Após uma fase mais "relax", onde a banda chegou bem próximo do Alternative Rock, agora elas voltam quebrando tudo.
In The Black tá um tanto quanto pesado e grooveado, alguns momentos eu me peguei pensando "cacete, isso é Pantera". Os vocais da Morgan é de longe os melhores já produzidos por ela, mostrando uma grande competência tanto nos guturais quanto nos limpos. Mercedes que junto com a Morgan são as unicas remanescentes da formação original, está estuprando a bateria, impressiona por ser uma mulher tocando (sem machismo).

Tracklist

1.Kingdom Come 1:29
2.My Plague 3:05
3.Cut Throat 2:55
4.Die My Darling 2:46
5.Sorrow I Know 3:30
6.Forgive & Forget 3:44
7.Now Or Never 2:35
8.Falling Down 3:08
9.Sleepwalking 3:17
10.Whiskey Love Song 4:29
11.Ready Aim Riot 3:13
12.The Truth 6:42

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
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Poison The Well - Versions

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Gênero: Experimental/Progressive Post-Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2007

Comentário:Se existe uma banda que me passa o profundo sentimento de “eles não recebem o reconhecimento que merecem”, essa banda é o Poison The Well. Os broders de Miami, são praticamente uns dos principais precursores e criadores do que entendemos hoje em dia como Metalcore, uns dos primeiros a unirem o metal e o hardcore, a inserção de vocais berrados e alguns guturais no hardcore da forma como temos hoje.

Porém a banda não parou por aí, ao invés de hoje em dia ser apenas mais uma nesse saturado meio que é o post-hardcore, eles continuaram se reinventando, experimentando e principalmente evoluindo, chegando no que temos aqui em Versions, talvez o ápice da banda.

Descrever o som que temos aqui é um pouco complicado, já que é tageado por aí apenas como “post-hc/experimental”, porém é uma mistura que vai da melancolia intensa e passeia por momentos raivosos e furiosos, um som forte fruto de muita experiência e amadurecimento claro, um álbum completamente competente e constante, que em momento algum deixa o nivel cair.

Em You Come Before You, o álbum anterior, era possivel sentir a banda se remodelando de forma sutil, mas eis que a bomba explode em Versions, praticamente um divisor de estilos e diria até de fãs, já que a grande maioria não sabe enxergar a genialidade aqui contida, e torce o nariz pelo Hardcore não ser a prioridade (mas que de forma alguma é esquecido), tudo aqui é claro, a proposta é diferenciada, é o Poison The Well indo o mais fundo possivel na exploração dos sentimentos pessoais de cada um.

Tracklist

1. "Letter Thing" - 2:28
2. "Breathing's For The Birds" - 3:41
3. "Nagaina" - 4:10
4. "The Notches That Create Your Headboard" - 2:30
5. "Pleading Post" - 3:36
6. "Slow Good Morning" - 5:05
7. "Prematurito El Baby" - 2:53
8. "Composer Meet Corpse" - 2:30
9. "You Will Not Be Welcomed" - 4:46
10. "Naive Monarch" - 2:24
11. "Riverside" - 3:02
12. "The First Day Of My Second Life" - 4:53

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
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Hammathaz - Cursing [Single]

2 comentários
Gênero: Groove metal, Melodic Death/Thrash, Metalcore....
País: Brasil (Sorocaba, São Paulo)
Ano: 2010

Comentário: Hammathaz é uma banda paulista que mescla muita coisa aí, como podem ter notado. O vocal está mais para o Groove e as guitarras, por vezes, fazem algumas linhas técnicas, melódicas e breakdowns. Ou seja, um pouco de tudo.
A banda, formada em 2003, vem lançando apenas Demos durante este tempo, passando até por uma mudança de line-up. Está no momento divulgando este single que será um convite para o novo EP, que está produção.
Infelizmente não temos mais informações. Procurei nos demais endereços da banda, mas pouco encontrei. Também por conter apenas uma música. Em todo caso, o som é muito competente e certamente vale a pena conferir. Não gosto de rebaixar as bandas nacionais, mesmo que com comentários não-mal intencionados, mas Hammathaz certamente lhes fará lembrar da sonoridade e qualidade gringa.

Para ouvir mais, acessem o MySpace da banda e baixem a demo anterior.

Créditos à banda que nos enviou seu material. Obrigado pela confiança e sucesso. Quem quiser enviar uma resenha melhor, é só comentar.


LineUp:
JR JACQUES – VOCAL
GUILHERME MENDES - GUITARRA
ANDERSON ANDRADE – BAIXO
VITOR MACHADO – GUITARRA
DIEGO ANTUNES – BATERIA


Tracklist:
Cursing

Download: Mediafire
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
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A Day to Remember - Homesick

1 comentários

Gênero: Post-Hardcore/Hardcore/Metalcore/Pop Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: A Day to Remember é uma banda estadunidense de Post-hardcore formada na cidade de Ocala, na Flórida em 2003. O que mais chama a atenção do Homesick, são os breakdown nas músicas, ou as 'altas gafanhotagem' do album *-* e é claro também, como a maioria das bandas de Post-Hardcore tem algumas passagens de Screamo e gutural.

MySpace

Tracklist:

The Downfall Of Us All
My Life For Hire
I'm Made Of Wax, Larry, What Are You Made Of?
NJ Legion Iced Tea
Mr. Highway's Thinking About The End
Have Faith In Me
Welcome To The Family
Homesick
Holdin' It Down For The Underground
You Already Know What You Are
Another Song About The Weekend
If It Means A Lot To You

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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Avenged Sevenfold - 2 Releases

11 comentários

Gênero: Alternative Metal, "Metalcore"
País: EUA
Comentários:
Avenged é uma banda de alternative metal, e no inicio da carreira eles tocavam metalcore. A banda é uma das minhas preferidas no momento, e para postar o novo album deles aqui, eu não poderia deixar de postar o album que pra mim foi o mais ÉPICO de 2007 e o meu preferido (e pela maioria dos fãs) do Avenged. Os dois são recomendadissimos baixar, ainda mais que o novo albúm conta com MIKE PORTNOY nas bateras.

Avenged Sevenfold (2007)

Ano: 2007
Comentários: Este albúm marcou ainda mais o Avenged, que tinha sido lançado ao mainstream com o albúm "City Of Evil". Mas este albúm é completamente diferente de tudo o que o A7X (Abreviação para o nome da banda) ja tinha feito. Os integrantes estão em suas melhores formas, eles exploram o uso de outros instrumentos nas músicas (se ve isso logo nos primeiro segundos) como um ponto a mais, não deixando o peso de lado. Quase todas as músicas deste albúm são hits da banda, se fosse para destacar eu destacaria todas, mas vou deixar a "Scream" e a magnifica "A Little Piece of Heaven", que usa elementos teatrais na maior parte da música, um arranjo incrível. BAIXEM
Tracklist:
01. Critical Acclaim
02. Almost Easy
03. Scream
04. Afterlife
05. Gunslinger
06. Unbound (The Wild Ride)
07. Bromptom Cocktail
08. Lost
09. A Little Piece Of Heaven
10. Dear God

Scream:



links: Easy Share/ Megaupload/ Fileserve/ Mediafire/ Sendspace

Nightmare (2010)

Ano: 2010
Comentários: Albúm mais recente da banda, em sua maior parte em homenagem ao baterista "The Reverend", apelido de James Sulivan e chamado de "The Rev", esse carinha ai da foto. O albúm apesar de ter o bom peso da banda conta com mais músicas melancolicas, justo pelo fato da perda de James, tendo músicas em sua homenagem e uma participação dele em "Fiction", um material que ele tinha gravado um tempo antes de morrer. Neste albúm contamos com o mestre Mike Portnoy, que sai do Dream Theater para o A7X (Ele agora é um membro oficial). Por pronunciamento dos membros da banda, eles não sabem se vão continuar com turnês e a gravar.
Enfim, esse albúm está ótimo, começando com músicas pesadas e o hit "Nightmare". E depois temos músicas mais melancólicas como "Buried Alive," "So Far Away (em homenagem ao Rev)" , "Victim", "Tonight The World Dies" e "Fiction". Vemos nesse album a presença dos antigos elementos de metalcore da banda, a muito tempo não usados, como nas músicas "God Hates Us" e também em "Save Me", música de 10 minutos que finaliza o albúm, com um banquete de riffs e ótima letra. Para quem não conhece, recomendo que baixem primeiro o "Avenged Sevenfold" e depois este aqui. enjoy

Tracklist:

01. Nightmare
02. Welcome To The Family
03. Danger Line
04. Buried Alive
05. Natural Born Killer
06. So Far Away
07. God Hates Us
08. Victim
09. Tonight The World Dies
10. Fiction
11. Save Me

links: Easy Share/ Megaupload/ Fileserve/ Mediafire/ Sendspace/ Hotfile



Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.