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quarta-feira, 15 de junho de 2016
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Cult of Luna & Julie Christmas - Mariner

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Gênero: Atmospheric Sludge Metal / Post-Metal
País: Suécia / Estados Unidos
Ano: 2016

Comentário: Eu sempre achei interessante álbuns colaborativos e parcerias entre artistas, sendo eles de gêneros musicais parecidos ou reunindo gêneros diferentes, afim combinar ideias parecidas ou criar algo híbrido. Muitas dessas parcerias que aconteceram ao longos dos anos resultaram em algo que me agradou além do esperado, valendo citar Neurosis e Jarboe, o Sunn O))) por duas vezes sendo uma delas com o Boris e a outra com o Ulver, Ufomammut e Lento, e mais recentemente entre o Cult of Luna e a Julie Christmas.

O Cult of Luna é uma das minhas bandas favoritas de Post-Metal, álbuns como Salvation, Somewhere Along the Highway e Vertikal, possuem uma qualidade impressionante e uma sonoridade única, colocando a banda num patamar acima que muitos outros nomes do estilo. Em Mariner, a banda se junta à Julie Christmas, que fez sua carreira nas bandas Battle of Mice e Made Out of Babies, e o resultado não poderia ser melhor.

A abertura do álbum acontece com a faixa A Greater Call, trazendo uma sonoridade bem nos moldes apresentados nos álbuns do Cult of Luna. O início lento e atmosférico cede espaço para um instrumental intenso e pesado, repleto de guitarras dissonantes e synths se destacando, que servem de plano de fundo para os vocais de Persson e Julie. Nesta faixa Julie aparece como um backing vocal para Persson, mas a combinação cria algo agradável e belo. Em Chevron, é onde a parceria começa a demonstrar claramente seu resultado, o instrumental repleto de riffs grandiosos, uma percussão sólida e uma atmosfera densa muito bem reforçada pelo teclados e synths, alavancam a performance de Julie Christmas ao longo da faixa, onde ela demonstra toda sua capacidade e variações de vocal. Sendo pouco acompanhada pelo vocal de Persson, Julie rouba a cena definitivamente, seja gritando ou nos encantando com seu doce vocal, valendo destacar os minutos finais que trazem um clima belo e sereno com a combinação do vocal de Julie e o instrumental bem executado do Cult of Luna. The Wreck of S.S. Needle é a faixa que mais me agradou em Mariner. Novamente a parceria se mostra eficiente, com o Cult of Luna apresentando um instrumental com diversas variações de ritmo e uma pegada que me lembra muito algo feito em Vertikal. Julie por sua vez, tem total controle e destaque na faixa, impondo seu vocal de maneira que combina perfeitamente com o instrumental, nos ganhando novamente e impressionando com o final explosivo da faixa. Approaching Transition é a única faixa que não envolve a Julie, consistindo numa faixa extensa e de ritmo cadenciado, ela dá uma quebra de ritmo no álbum, antes do que seu final agressivo coloque as coisas no lugar novamente. Cygnus fecha o álbum de maneira esplêndida. Nela a dualidade nos vocais de Persson e Julie retorna, e de uma maneira em que os dois se alternam na liderança. O instrumental se mantem pesado e bem atmosférico, principalmente nos momentos finais acompanhando a combinação caótica e bela entre os vocais de Julie e Persson.

Mariner não soara novidade quanto ao instrumental para aqueles que já conhecem o trabalho do Cult of Luna, pois a banda demonstra diversos aspectos de seus trabalhos anteriores. O diferencial e ponto alto do álbum, é justamente a presença da Julie Christmas. É impressionante como o vocal dela se encaixa perfeitamente com esse tipo de instrumental, em todas as variações que ocorrem ao decorrer das faixas. Fica aquela vontade de ver novamente essa parceria acontecendo e com ambos evoluindo o que foi feito em Mariner. Sem dúvidas um dos lançamentos mais agradáveis do ano.



Tracklist:

01 - A Greater Call
02 - Chevron
03 - The Wreck of S.S. Needle
04 - Approaching Transition
05 - Cygnus

Ouça em: Spotify

sexta-feira, 23 de outubro de 2015
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Crib45 - Marching Through The Borderlines

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Gênero: Post-Metal/Atmospheric Sludge
País: Finlândia
Ano: 2014

Comentário:
Mais tardio do que este post, Marching Through The Borderlines foi parido em abril de 2014, cinco anos após o primeiro e até então único full-length da banda Crib45, o Metamorphosis, um dos discos das levas subsequentes da cena post-metal que mais me agradaram, assumindo posições elevadíssimas no meu ranking ficcional (pois não existe de fato, não costumo piramidar discos). Foi um disco de estreia memorável, muito embora a banda não tivesse tanto reconhecimento. Bom, pelo menos não se ouvia falar de Crib45 por aqui.
Apesar da espera, Marching Through The Borderlines se mostrou igualmente bem conduzido, ainda apresentando, vez ou outra, os saborosos saxofone e clarinete do primeiro disco e o vocal convincente de Teemu Mäntynen. A diferença, aos meus ouvidos, em relação ao lançamento anterior está numa produção mais caprichada — embora, tenho de confessar, a produção mais "natural" é um dos pontos que mais me fez gostar de Metamorphosis —, em passagens eletrônicas de bom caimento e algumas outras performances bem pontuais no decorrer da obra.

A saída de vários integrantes também causou uma dissemelhança entre as obras, já que alguns deles eram também vozes de apoio. Uma pena, já que os vocais limpos ao lado do som rasgado, alto e ao mesmo tempo grave emitido por Teemu era de uma complementação belíssima. Entretanto, há de se notar que este disco foi conduzido de forma que necessitasse um pouco menos de vocais de apoio e, quando chega a hora, não apresentam tanto destaque como ouvíamos antes, principalmente porque aqui é comum estarem gritando, envoltos de muita distorção provinda das guitarras. Mas no geral, os novos integrantes se saíram bem e não tenho queixas.

Enquanto o Metamorphosis nos alegra a cada música, tornando-as individualmente memoráveis, deixando as vezes um pequeno vácuo no feeling entre elas, Marching Through The Borderlines parece se preocupar mais com o todo, com a coesão entre as nove faixas. Um álbum diferente, com uma nova formação (à exceção de Teemu) e que soa naturalmente mais moderno, mais alternativo que seu antecessor.

Ambos os discos, assim como singles e EPs, podem ser ouvidos através do Spotify.

domingo, 1 de fevereiro de 2015
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Callisto - Secret Youth

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Gênero: Atmospheric Sludge / Post-Metal /Rock
País: Finlândia
Ano: 2015

Comentário: Eu imaginei que teria a mesma disposição de acompanhar os lançamentos em 2015 assim como tive em 2014, mas infelizmente não escutei muita coisa nova em janeiro. Mas alguns dos lançamentos que saíram já eram aguardados por mim com grande ansiedade. Um deles é o novo álbum dos finlandeses do Callisto, que lançaram no último dia 30 o álbum intitulado Secret Youth.

A ansiedade em torno deste lançamento se dá pelo fato do estilo creditado à banda ser um dos meus favoritos, somado aos quase 6 anos de espera desde o lançamento do último álbum de estúdio da banda. Como ocorre com muitos nomes do estilo, o Callisto vem aprimorando sua sonoridade com o passar dos anos, experimentando novas sonoridades e métodos de composição, afim de criar uma sonoridade autêntica em meio à um estilo onde muitas bandas caem dentro de clichês e falta de inspiração.

A primeira amostra do material contido no novo álbum, se deu pelo single da faixa Backbone, lançado em novembro de 2014. A faixa possui uma linha de baixo marcante, acompanhada por uma bateria num ritmo agradável, além de guitarras bem suaves. A combinação entre o ótimo vocal limpo e o harsh potente dita o ritmo da faixa, que se desdobra de maneira bem calma.

O álbum apresenta uma sonoridade bem agradável e familiar para aqueles que conhecem o estilo, numa levada bem atmosférica e com poucos momentos de instrumental mais agressivo. A faixa de abertura "Pale Pretender" deixa isso bem evidente. Passagens mais estáticas, guitarras mais melódicas e suaves, além do bom uso de samples. Outra faixa que exemplifica bem a ideia do álbum, é a "Lost Prayer". Um instrumental bem elaborado e de fácil assimilação, onde o papel desempenhado pelas guitarras contribuiu bastante para o resultado final.

Secret Youth não é um álbum "pesado", aposta em melodias mais calmas e uma atmosfera limpa e tocante para conquistar o ouvinte. A qualidade da produção ajudou muito para que o álbum soasse agradável, levando em conta o fato da banda se empenhar em criar um instrumental mais abrangente e elaborado. O vocalista Jani merece destaque, o rapaz possui um belo vocal que consegue se encaixar muito bem nesse tipo de sonoridade, além de possuir um ótimo alcance e feeling.

Lançado pela Svart Records, o álbum possui 10 faixas e cerca de 53 minutos de duração. Por mais que o álbum esteja longe de ser algo brilhante, tem potencial para surpreender e uma qualidade incontestável. É interessante ver o Callisto elaborando sonoridades ainda mais atmosféricas e incorporando mais elementos de outros estilos, tudo isso feito de forma bem coesa.




Tracklist:

01. Pale Pretender
02. Backbone
03. Acts
04. The Dead Layer
05. Lost Prayer
06. Breasts of Mothers
07. Grey Light
08. Ghostwritten
09. Old souls
10. Dam’s Lair Road

Ouça em: Spotify

sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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Inter Arma - Sky Burial

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Gênero: Blackened Sludge / Doom / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: A ideia de combinar diversos gêneros e características musicais com o intuito de criar algo diferente, não é fácil e nem sempre irá atingir o resultado esperado. Mas quando o resultado é positivo e consegue ser ainda melhor do que até os membros da banda poderiam imaginar, a certeza é de que o álbum vai render ótimas críticas. O Inter Arma passou pelas duas situações.

Não é tarefa fácil moldar uma sonoridade mais adversa e obter êxito logo de cara, o álbum de estréia Sundown serviu mais como parâmetro e referência daquilo que a banda precisava desenvolver para atingir o resultado esperado. Eis que a banda lança no ano de 2013 o Sky Burial. De início, a sonoridade pode não ser agradável para o ouvinte, a faixa de abertura "The Survival Fires" é um convite de boas vindas ao caos. O álbum requer atenção e calma do ouvinte, pois cada detalhe e características contidas vão se completar formando algo único.

O álbum é um prato cheio para aqueles que desejam escutar algo mais abrangente e completo. Riffs pesados, passagens mais melódicas e progressivas, sonoridade arrastada, vocais que beiram a insanidade e uma bateria arrasadora, são algumas das características encontradas em Sky Burial. As faixas possuem uma evolução surpreendente e trazem consigo uma dualidade de características, que permitem apontar similaridades entre as faixas, e ao mesmo tempo, diferencia-las.

Um álbum no qual a sonoridade vai sofrer muitas alterações no que se diz respeito a combinações de estilos, mas que não perde sua identidade. A sonoridade amena que se inicia na instrumental The Long Road Home (Iron Gate) e que serve de introdução para a seguinte The Long Road Home, predomina por um longo período, apresentando ótimos arranjos no violão e guitarra acústica (além do lap steel muito bem inserido), e termina num ritmo intenso, agressivo e caótico na segunda faixa citada. Em Destroyer, temos a combinação de elementos vindos do Sludge e Doom, adicionando uma percussão que lembra algo do Neurosis. Já na instrumental Love Absolute, a banda apresenta mais algumas facetas voltadas ao psicodelismo, southern e folk. A faixa título que encerra o álbum, pode ser descrita como um mix de tudo o que se é apresentado no álbum, resultando numa combinação incrível.

Sky Burial é um álbum com sensações distintas e uma sonoridade que traz uma combinação audaciosa. O plano principal é o som pesado e agressivo, que se torna ainda mais belo com o passar do tempo e traz vários elementos de estilos variados afim de se criar um som com identidade própria.




Tracklist:

01. The Survival Fires 10:10
02. The Long Road Home (Iron Gate) 03:41
03. The Long Road Home 10:06
04. Destroyer 10:13
05. ‘Sblood 06:21
06. Westward 09:48
07. Love Absolute 04:01

Download: Sendspace


quarta-feira, 11 de junho de 2014
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Lantlôs - Melting Sun

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Gênero: Post-Rock / Post-Metal / Shoegaze
País: Alemanha
Ano: 2014

Comentário: O Lantlôs sempre foi uma banda que procurou moldar sua sonoridade ao decorrer dos álbuns, sempre apresentando uma nova faceta ou característica. Isso se repetiu no quarto trabalho de estúdio da banda intitulado Melting Sun, onde a sonoridade explorada parte para outro caminho, se diferenciando dos seus anteriores.

Uma das primeiras mudanças que ocorreram foi justamente entre os membros da banda, a qual teve a saída do Neige (Alcest e mais uma variedade de outras bandas) que ficou por conta do vocal nos dois álbuns anteriores da banda, Neon (2010) e Agape (2011) respectivamente. Com a saída de Neige, Markus Siegenhort (ou Herbst) ficou responsável pelo vocal, onde o tipo harsh apresentado nos álbuns anteriores foi deixado de lado, cedendo espaço para um vocal limpo e mais melódico em certas partes.

As seis faixas que compõem o álbum são de grande qualidade e muito cativantes, detalhe que se é notado desde a faixa de abertura. "Azure Chimes" e sua atmosfera envolvente tratam de preparar o ouvinte para o clima contido no álbum, o instrumental bem trabalhado e o vocal de Siegenhort são de beleza incrível. Confesso que na primeira vez em que escutei o álbum, repeti essa faixa diversas vezes antes de partir para a próxima. "Cherry Quartz" vem logo em seguida, seu início ameno focado apenas na guitarra cede espaço para um instrumental envolvente e um vocal tocante, um dos melhores momentos do álbum. Outra faixa que merece destaque é a "Jade Fields", apresentando uma sonoridade com partes mais pesadas do que a característica do álbum, além de um clímax incrível criado pelo vocal de Siegenhort sendo muito bem acompanhado pelo backing vocal, no decorrer da metade final da faixa. As demais faixas não fogem do padrão apresentado pelas citadas anteriormente, mantendo o mesmo nível.

Melting Sun é fascinante e muito bem produzido, é um álbum que se torna ainda mais belo a cada vez que é reproduzido. Uma experiência incrível e bastante satisfatória, deixando a dúvida do quê será feito futuramente pela banda, uma vez que os caminhos explorados em Melting Sun abriram um leque de possibilidades para os lançamentos futuros.




Tracklist:
01. Melting Sun I: Azure Chimes
02. Melting Sun II: Cherry Quartz
03. Melting Sun III: Aquamarine Towers
04. Melting Sun IV: Jade Fields
05. Melting Sun V: Oneironaut
06. Melting Sun VI: Golden Mind

Download: Sendspace

domingo, 20 de abril de 2014
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Australasia - Discografia

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Gênero: Post-rock/ Post-metal
País: Itália
Ano: 2012, 2013 e 2014

Comentário: Não se engane com este nome, Australasia não é uma banda com elementos aborígenes localizada em algum território entre a Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné ou aquelas pequenas ilhas que poucos sabem de sua existência — que dirá seus nomes —, mas sim um duo italiano fazendo aquele post-rock sempre bem-vindo. Por vezes com uma pegada mais pesada do metal a la black metal justificado principalmente pelos blast beats, mas mantendo um certo elo etéreo guitarrístico para não fugir da proposta, enquanto que em outros momentos soa-se até dançante, com a ajuda de sintetizadores e vocais femininos.

Assim soa "Sin4tr4", o primeiro registro de Gian (guitarra/synths) e Rico (bateria) todo instrumental (sem contar a faixa "Apnea" que conta com uma ajudinha feminina) e que, segundo a banda, tem ares do grandessíssimo Ennio Morricone assim como também do extremo e underground mundo do metal. Isso acaba gerando músicas bem interessantes ao ponto de fato conseguirem escapar um pouco da mesmice que algumas bandas instrumentais teimam em reproduzir. Contudo aqui posso notar uma diferença bem grande entre as faixas, o que me acaba soando bem experimental. Não é como se fosse um post-rock mais pesado durante todo o disco, ou atmosférico durante os seus 22:18. Não, pelo contrário, existem mudanças bruscas de intensidade, fazendo com que nos desfrutemos de sentimentos diferentes. Isso é ótimo, mas é arriscado, eu diria, ao se pensar num disco com 7 músicas da qual a proposta pede por uma coerência. Bom, eu aprovei, não senti maiores prejuízos e na verdade pouco ou nada me incomodou já que tudo parece soar tão bem.

Mas Sin4tr4 se tratava de um EP, então em 2013, Gian Spalluto — que agora assina o projeto como músico multi-instrumentista: AUSTRALASIA is an evolutionary musical project, a collective featuring an alternating array of musicians and led by multi-instrumentalist Gian Spalluto. — lança o full length "Vertebra", um disco com 10 faixas, das quais "Antenna" e "Apnea" já haviam sido apresentadas no EP anterior, e as novas composições são igualmente belas. Deixando como exemplo para aguçá-los temos "Aorta", segunda música mais longa do álbum e que inicia com uma sonoridade que já resume bem o que esperar dali em diante, e com o final trazendo vocais femininos juntamente do piano. E aí, logo em seguida, "Vostok" dá o ar da graça com uma breve introdução eletrônica, que tende a volta mais tarde, a não ser no final em que eu sou surpreendido por um violão que me remeteu à forma brasileira de fazer música... mas não chegou a tanto, felizmente, pois Vertebra não é um disco para se experimentar tanto... quem sabe em outra ocasião. Já as demais novas faixas trazem mais peso, leveza, dissociação entre corpo e alma e assim por diante. Um belo disco lançado pelo selo Immortal Frost Productions.

E finalizando este post, o Australasia lançou em fevereiro deste ano um cover de Twin Peaks Theme, em homenagem ao compositor de trilhas sonoras Angelo Badalamenti, mas mantendo a característica ambiente.


Tracklist:
  1. Antenna 
  2. Spine
  3. Apnea 
  4. Scenario 
  5. Satellite 
  6. Retina 
  7. Fragile
Download/Comprar: BandCamp



Tracklist:
01. Aorta
02. Vostok
03. Zero
04. Aura
05. Antenna
06. Volume
07. Vertebra
08. Apnea
09. Deficit
10. Cinema

Download/Comprar: MediafireImmortal Frost Productions



Tracklist:
1.Twin Peaks Theme

Download/Comprar: BandCamp

quinta-feira, 27 de março de 2014
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Amalthea - In the Woods

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Gênero: Post-Metal / Sludge Metal
País: Suécia
Ano: 2014

Comentário: A banda sueca Amalthea começou com uma sonoridade baseada em um Hardcore/Screamo. Com o lançamento do EP "The World Ends With You", a sonoridade da banda mudou para o Post-Metal, estilo que foi muito bem trabalhado em seu segundo álbum de estúdio, chamado In the Woods.

O quarteto formado por Per Skytt (guitarra, vocal), Erik Skytt, (bateria), Jeremias Valsten (baixo) e Simon Mellergårdh (baixo), conseguiu aprimorar a sonoridade desenvolvida no EP que antecedeu o álbum, trazendo 7 faixas muito bem produzidas e inspiradas.

A sonoridade não vai soar como novidade para aqueles que já conhecem o gênero, e para aqueles que ainda não conhecem ou tem vontade de aprofundar mais nele, garanto que o álbum vai corresponder à suas expectativas. O instrumental ficou bem agradável, com todos os membros tocando com qualidade. A atmosfera profunda e tocante ganhou ainda mais com o uso de trompete e trombone em algumas faixas. A alternância entre vocal limpo e harsh, como sempre se torna um dos pontos altos nas bandas do estilo, algo que não foi diferente em In The Woods, com Per Skytt sabendo impôr o alcance ideal e o tom certo em sua performance.

A faixa Harm me agradou bastante, contendo partes mais tranquilas onde a percussão tímida, os dedilhados na guitarra e o trompete ao fundo, dão uma atmosfera incrível no som, enquanto as partes pesadas destacam a técnica que a banda possui. Vapour tem uma variação de ritmo bem agradável, apresentado um vocal limpo bem melancólico em seu decorrer em contraste com o harsh, além de um belo instrumental que novamente esbanja qualidade.

In the Woods não soa inovador, mas é de fato um álbum bem interessante e agradável. A banda em muitos momentos soa como seus conterrâneos do Cult of Luna, que é uma banda que me agrada muito. De qualquer modo, o álbum é altamente recomendado para aqueles que gostam do estilo e apreciam um material bem produzido e tocado.



Tracklist:
01. Rain
02. The Fall
03. Harm
04. Field
05. Vapour
06. Rust
07. End

Download: Mediafire 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
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Alaskan - Despair, Erosion, Loss

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Gênero: Sludge / Post-Metal
País: Canadá
Ano: 2014

Comentário: A banda canadense Alaskan foi formada em meados dos anos 2000, já lançou 2 álbuns de estúdio, 2 EP's e um Split. Despair, Erosion, Loss é o segundo álbum de estúdio da banda, lançado após cerca de 3 anos do seu antecessor Adversity; Woe, que foi disponibilizado recentemente pra download no Bandcamp do Alaskan. A banda consiste num trio formado por Scotty (bateria), Gary (guitarra e vocal) e Cory (vocal e baixo).

Despair, Erosion, Loss possui 6 faixas e cerca de 37 minutos de duração. O álbum começa de maneira empolgante com Sacrifice, combinando passagens mais calmas com outras cheias de peso, num clima totalmente de desespero criado pelos vocais precisos e marcantes. Esbanjando técnica e precisão ao longo de seus 5 minutos de duração, a faixa se encerra numa combinação perfeita entre os vocais rasgados e o instrumental pesado. Fiend é a faixa seguinte, começa de maneira menos explosiva se comparada com a faixa anterior. Aqui as coisas caminham tranquilas, num ritmo lento imposto pela banda. Só por volta de dois minutos decorridos de faixa que há uma alteração no ritmo, na qual o instrumental pesado alterna bons momentos na guitarra, acompanhada pelas ótimas linhas de baixo e uma bateria sólida e precisa. A parte final da faixa é de uma beleza incrível, após um momento de ritmo lento, com o instrumental executado de maneira calma ao fundo, enquanto o vocal vai nos conduzindo à uma verdadeira pancadaria no final da faixa, tudo isso num clima de desespero transmitido pelo vocal e o instrumental vindo a fortalecer esse sentimento. Inferno começa de maneira agitada, com o peso se destacando deste início, num instrumental harmonioso e do vocal despejando palavra por palavra, frase por frase, construindo algo incrível. As partes instrumentais não deixam a desejar, esbanjando muita técnica e talento, a banda consegue criar nos momentos finais da faixa, uma atmosfera singular, tocante e o mais importante: sincera. Submerged inicialmente me lembra o Isis na época do Celestial, uma faixa pesada, agressiva e impetuosa. Repentinamente ocorre uma quebra de ritmo que muda totalmente a cara da faixa, onde existe um ruído estridente ao fundo, em meio ao instrumental quase ausente, antes retornar ao peso inicial que a faixa havia apresentado. O início de Guiltless por um momento nos faz pensar que seria uma faixa calma, mas não. Após alguns instantes o vocal surge acompanhado do instrumental novamente pesado, aqui num tom ambíguo de sentimentos, sendo eles raiva e agonia. A atmosfera criada pela banda é muito bela, mesmo nas partes mais lentas e calmas, onde apenas dedilhados na guitarra e uma percussão quase que mínima ditam o ritmo ou no final dinâmico e pesado, onde a banda consegue envolver o ouvinte na atmosfera contida na faixa. Eternal é a faixa de encerramento e minha favorita no álbum. A alternância constante no instrumental, a atmosfera profunda e a sensação de desespero transmitida por ela, são sensacionais! Pouco antes dos 3 minutos de faixa, temos um dos momentos mais belos do álbum, uma sequência instrumental linda, cheia de harmonia, serena e caminha de maneira sublime, até que novamente surja o vocal agressivo e a faixa ganha um final explosivo e muito bem executado.

Despair, Erosion, Loss é algo muito bom de se ouvir, com certeza vai te envolver na atmosfera criada pelas faixas e lhe proporcionar bons momentos. Uma informação bacana é que todo material da banda está encontra disponível pra download gratuito em sua página do Bandcamp. Fica aí a dica para aqueles que assim como eu, apreciaram cada segundo deste álbum incrível!


Tracklist:
01. Sacrifice
02. Fiend
03 Inferno
04. Submerged
05. Guiltless
06. Eternal

Download: Mega


sábado, 18 de janeiro de 2014
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Bandas Amigas #7 - Odilara, Fura e Nvblado

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Odilara
O alto astral de Odilara é suficiente para quebrar a rotina desse blog que é tão envolto de estranhezas ruidosas, nebulosidades e tantas outras palavras esquisitas e sequer existentes. Isso porque a banda se propõe a fazer aquele mpb alegre e descontraído, utilizando inclusive de uma boa pegada de samba rock — que continua em alta —, mas com certa liberdade, abrindo janelas para a criatividade e agregando outras influências e instrumentações. Uma fórmula interessante, que não transforma o gênero, mas dá continuidade de forma autêntica e promissora naquilo que já fora reinventado. E assim segue o quinteto mineiro que em 2010 lançou um disco auto intitulado e, coincidentemente, soando como um retrato da música brasileira que já existia, embora já demonstrasse qualidade. Agora com "Janela Pro Mundo" buscaram fazer algo que garantisse uma identidade própria ao grupo, mesmo continuando a usar a fórmula antiga. Não se pode dizer se a fórmula foi aperfeiçoada, isso dependerá de gostos, mas certamente o resultado pareceu bom e garante aos mineiros do Odilara um lugar ao sol. Destaco a preocupação com a artwork, que vocês poderão notar ao baixar o zip; também pelo trabalho totalmente autoral, a não ser pelo o cover/homenagem a Wilson Simonal, que só agregou malemolência ao disco.

Pignianos sobre esse som:
"Janela Pro Mundo carrega o estigma da brasilidade tropical em cores fortes diluídas, onde até a pronúncia do nome da banda soa em calmaria: O-D-I-L-A-R-A; da poesia simples que utiliza termos do cotidiano como “Deixa vacilar pra baixar a bola, e se vacinar” para construírem seus versos breves, dos quais são cantados predominantemente pelos belos e doces vocais de Andréa. Este é um álbum de ode à serenidade dos dias ensolarados!"
— Ariel C.

"Odilara é um louvor a brasilidade. As faixas complementam-se em estilo e referências, na sonoridade da banda vi o Brasil no mundo e vice-versa, o release da banda não poderia ser mais exato: de fato vão de Noriel Vilela à Radiohead pra fazer um gênero que cresci ouvindo - um bom e autêntico samba, daqueles que você vai batucando na palma da mão, que pega fácil e contamina. Fazem samba fácil; vívido!"
— Lucas Bruno

"Instrumentistas de primeira, porém, com sonoridade reciclada que não traz nada de novo. Deve agradar os frequentadores de barzinhos e fãs de Nova MPB no geral, o que não é meu caso."
— Koticho

"Dona de uma temática simples e bem produzida, o grupo belo horizontino prima pelo samba, mas nada impede que outros elementos participem, pois há espaço para scratches (tradicionais do rap), elementos eletrônicos, um flerte com a mpb e um leve aceno para o rock. Destacam as faixas "Tantas vezes", a versão acelerada de "Nem vem que não tem" de Wilson Simonal, e o samba rock "4 k"."
— Bruno Lisboa

Disco: Janela Pro Mundo
Ano: 2013
Gênero: Samba/ Samba-rock/ MPB

Tracklist:
01 – Vou Assim Devagar
02 – Aquela Beleza
03 – Desencanto
04 – Em Todo Lugar
05 – Ed. Liberdade
06 – A Virada
07 – Tantas Vezes
08 – O Que Eu Quiser
09 – Varanda do Ser
10 – Liquidado
11 – 4 K
12 – Nem Vem Que Não Tem

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Links: Facebook/Soundcloud/Site





Fura
Embora nova no mundo, Fura já vem aparecendo neste blog desde que lançou seu primeiro material lá em 2010/2011, e sempre agradou bastante. Até porque o quarteto demonstra bastante técnica e criatividade, preenchendo esse mundo musical com mais um belo projeto de post rock/metal. Isso já seria o bastante para que você devesse dar aquela espiada no som dos caras, mas o quarteto apimenta as coisas dizendo que são de vários lugares do mundo e que se juntaram para criar algo. Infelizmente essa história não é desembrulhada pela banda, sequer sei qual a nacionalidade dos músicos (ou se são todos da Espanha, mas estavam morando em outros países... pois é de lá que o disco é assinado). Enfim, o importante é que Marc Tudurí, Manuel Oriol, Luciano Pugliese e Álvaro Medina sempre se preocuparam muito com a estética musical e visual de seu projeto, criando músicas de grande qualidade e intensidade, além de artworks sempre atrativas, principalmente neste disco homônimo. E se eu pudesse destacar mais alguma coisa, para que angarie ouvintes, eu diria que a masterização ficou por conta de Magnus Lindberg, percussionista do Cult of Luna. Mas é só um detalhe, a qualidade já é parte da pré-criação do Fura.

Pignianos sobre esse som:
"Post-Rock com pegada, pesado e intenso, cheio de influências legais de outros gêneros, uma das melhores bandas que já apareceram no quadro do Bandas Amigas. "
— Koticho

"A proposta da banda é fazer um som que remeta à ideia de um furão (fura em catalão) em seus hábitos exploratórios e ágeis que se alternam com o profundo sono que tem o animal durante a maior parte do tempo. Fura faz um rock instrumental moderno e competente. A intensidade das guitarras é digna de destaque."
— Rômulo Alexander

Disco: Fura
Ano: 2013
Gênero: Post-rock-metal/ Ambient/ Experimental/ Math-rock/ Instrumental

Tracklist:
1.Belisari 03:47
2.Omeia 07:09
3.Cornia 06:02
4.Ushuaia 04:34
5.Sibil·la 07:37
6.Askja 06:17

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Links: Facebook/BandCamp






Nvblado
Se a primeira banda deste post foi capaz de trazer a harmonia, então a segunda preparou seus ouvidos para que Nvblado fechasse com o caos total. Advindo de Balneário Camboriú, SC, Nvblado é formado por Felipe Garcia (Guitarra), Marcel Machado (Bateria), Camilo Machado Garcia (Baixo) e pelos búfalos Renan Pamplona (Vocais) e Felipe Mattos (Guitarra) — mas se você conheceu Búfalo antes, não se deixe enganar por aquele lo-fi sadwave. Nvblado também pode te carregar por meio de uma instrumentação lenta e introspectiva, mas a beleza é outra. É negra, densa e, ao mesmo tempo, cheia de combustões espontâneas, trazendo, com seu screamo, angústia e desespero para dentro de um post-rock constituído de uma beleza mórbida envolvente. Já as letras, gritadas, são um show à parte para a depressão.
Apesar da banda existir há alguns anos, "Afogado" é o primeiro lançamento (independente), um disco que se sobressai em relação à outras bandas do gênero, e isso não é graças somente ao screamo, mas também por um clara tentativa (bem sucedida e no ponto certo) de experimentar. E que capa bacana.
"E quando você fala, suas palavras caem como pedras sobre mim, soterrando tudo o que sinto. Mas tudo o que eu queria ao seu lado, na verdade, era só me sentir um pouco mais vivo." — trecho de Avalanche Pt. II

Pignianos sobre esse som:
"Nvblado é o resumo de toda uma angústia acumulada. A faixa "Angústia" soa de fato, como uma verdadeira angústia deve ser: tranquila e explosiva, acalenta e mordaz. A sonoridade - e conceito - da banda muito me agradam por evocarem em mim uma angústia terrível que dificilmente sinto com música, vai além do desconforto angustiante, é de fato um conflito, como se fosse um mar que salva ou afoga. Enfim, de fato a banda me agradou pelo seu tom sóbrio, vai direto pros fones."
— Lucas Bruno

"Screamo e Post-Rock se mostrou um casamento muito frutífero quando bandas como Envy e Suffocate For Fuck Sake resolveram apostar na mistura. A melancolia e beleza natural dos timbres do post-rock contrastam de forma ideal com os vocais ásperos e sofridos do screamo, resultando em músicas densas e carregadas de emoções, como a própria faixa Angustia do grupo, onde é impossível ouvir e não se perder no mesmo mar de angustia declamado pela banda."
— Koticho

"Urgente e explosivo. São alguns dos adjetivos cabíveis ao Nvblado. Utilizando de elementos tradicionais e oriundos do post-rock, a sonoridade usufrui do silêncio subsequenciado do esporro. Ecos de Sonic Youth e Refused são sentidos numa simples comparação, mas resultando em algo autoral e poderoso."
— Bruno Lisboa

Disco: Afogado
Ano: 2013
Gênero: Post-rock/ Screamo

Tracklist:
1.Afogado 02:09
2.Angústia 06:38 (clipe)
3.Morada 03:33
4.Avalanche Pt. II 08:28
5.Arpoador 10:38
6.Artemisia 05:55

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Links: Facebook/BandCamp/Soundcloud


E aí, gostou?
Se tem sugestões, ou possui uma banda/projeto solo e quer vê-lo aqui no blog, basta acessar este post para ter acesso ao nosso e-mail e entender como proceder para divulgar sua banda: DIVULGUE SUA BANDA (promote your band).
Não prometemos publicar tudo, mas prometemos ouvir tudo e, aquilo que acharmos minimamente interessante, faremos o possível para publicar.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
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Crib45 - Metamorphosis

4 comentários
Gênero: Atmospheric Sludge/Post-Hardcore
País: Finlândia
Ano: 2009

Comentário: Metamorphosis é o primeiro e único full-length da banda Crib45, que só lançara duas demos e um EP. Formada em 2002, na cidade de Helsinki, Finlândia, Crib45 começou como uma banda de Grunge, mas que felizmente evoluiu para uma sonoridade ainda mais alternativa e experimental. A sonoridade da mesma é muito boa e mesmo original. É pesada e lenta, como outras bandas do estilo, porém com uma beleza desigual em meio ao clima mórbido, melancolista, que até demonstra requintes de "progressividade". Tudo isso fortalecido por suas letras que falam sobre a fraqueza humana, tristeza e a dor.

A banda praticamente não possui informações escritas, deixando-nos apenas a par de sua música da forma mais importante e significativa que existe, que é através de áudios e vídeos que mostram, mesmo depois de quase 10 anos de estrada, que a banda ainda está se encontrando e tem um longo caminho a ser explorado. Principalmente porque, tendo como principais influências bandas do nipe de Perfect Cirle, Nine Inch Nails, Faith No More, Khoma, Cult of Luna, Isis, Callisto e Deftones, é muito difícil fazer algo ruim e certamente eu lhes digo que é uma interessante revelação a ser acolhida.

FanSite||BandCamp
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
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Neurosis - Honor Found in Decay

0 comentários

Gênero: Sludge / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: O Neurosis é a banda que mais escuto atualmente, e não é pra menos! Os caras fazem um som incrível, muito bem elaborado e interessante. A banda é bastante influente e tida como pioneira do Post-Metal.

Na época em que esse álbum saiu, vi alguns comentários negativos sobre ele... e até hoje gostaria de saber o motivo. O que temos aqui é uma obra de arte que vai se completando a cada música executada, na qual a atmosfera triste, desesperada e certas vezes confusa, ditam o ritmo do álbum.

Uma banda que sempre vem moldando seu som, experimentando, arriscando e acertando. Honor Found in Decay nos trás a bagagem adquirida pela banda em todos esses anos, com a mesma proposta dos anteriores, mas modificada necessariamente para se desmembrar dos demais. As guitarras pesadas, a distorção em alguns momentos, os pianos, sintetizadores e órgão se misturam pelas faixas, lideradas pelos vocais de Scott Kelly Steve e Von Till, que por mais uma vez deram conta do recado e conseguiram transmitir com clareza as emoções, sentimentos e desabafos contidos nas letras. Se você escutar o álbum e não se agradar de primeira, não me culpe. O álbum está além da captação ágil e simples dos nossos ouvidos e mentes, como em todos os trabalhos da banda, é algo que você vai descobrindo e redescobrindo com o passar dos dias e cresce de maneira singular dentro do seu conceito.

O ponto alto do álbum na minha opinião é My Heart for Deliverance, onde o tom de desespero é marcante e a dúvida quanto à um determinado algo prende o ouvinte, tendo em seu ápice uma explosão de melodias em um atmosfera incrível que somente o Neurosis é capaz de fazer. Mas ainda destaco At the Well e Casting of the Ages, ambas magníficas. Um dos melhores álbuns lançados em 2012 na minha opinião.


Tracklist:

01. We All Rage In Gold
02. At The Well
03. My Heart For Deliverance
04. Bleeding The Pigs
05. Casting Of The Ages
06. All Is Found… In Time
07. Raise The Dawn

Download: Mediafire

 
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
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Noye - Away

2 comentários

Gênero: Sludge / Post Metal
País: Rússia
Ano: 2012

Comentário: Os russos do Noye criaram a banda no ano de 2010 e lançaram seu álbum debut no ano de 2012. O quarteto é mais um que resolveu se aventurar no Sludge/Post Metal. A banda é composta por Andrey Severin no baixo, Andrey Ermakov na bateria, Captain Beard na guitarra e Evgeniy Severin no vocal e guitarra.

Land of Silence and Darkness é a abertura do álbum, trata-se de uma faixa instrumental, eletrônica e experimental, uma característica mantida em todas as faixas instrumentais contidas no álbum, que servem de interlúdio entre uma música e outra. A faixa Mire, inicialmente tem uma pegada bem agradável, conduzida por uma série de ótimos riffs, que são acompanhados pelo ótimo vocal de E. Severin, que mantém um excelente nível ao decorrer da faixa, sempre potente e fazendo valer o instrumental. Dead Stones é uma faixa conduzida por uma série de ótimos riffs e com leves distorções em alguns momentos.

Spinners segue a mesma proposta das demais, seu diferencial é a distorção e efeitos contidos em quase toda a faixa. Dark Wing é a seguinte, mais uma faixa instrumental, que prepara o ouvinte para  Fracture, que apesar de ter uma duração curta, é uma faixa impressionante. Sludge da melhor qualidade, agressivo e sem firulas. O vocal do E. Severin está impecável nessa faixa. Gjöll é mais uma faixa instrumental, na mesma pegada eletrônica das instrumentais anteriores.

Hrimthurs vem logo na sequência, um jam sensacional, onde os membros da banda esbanjam habilidade e qualidade. O ótimo ritmo criado pela bateria, é acompanhado pelos ótimos riffs, aqui menos agressivos e mais melódicos, além do baixo que não deixa por menos no quesito qualidade. Terror é outra faixa de destaque, E. Severin mescla seu harsh vocal com um vocal mais limpo e com certo tom de agonia em alguns momentos.  Logo após, vem outra instrumental que leva o nome Disconnection. The Shelf é minha favorita do álbum, seu início primoroso, onde as pancadas na bateria somadas aos berros de ódio feitos por E. Severin empolgam o ouvinte. Tenho que elogiar o trabalho desempenhado pelos guitarristas nesta faixa em especial, conseguiram criar riffs impressionantes. A faixa tem uma quebrada no ritmo em certo momento, que cede espaço para um longa sequência de riffs pesados e em alguns momentos cheios de distorção.

O álbum é bastante interessante pra quem já conhece e gosta do gênero, e até mesmo pra quem tem interesse em conhecê-lo. A sonoridade lembra um pouco os dois primeiros álbuns do Cult of Luna, mas com uma abordagem não tão complexa. Mas a banda não é apenas mais uma derivação nesse meio, muito pelo contrário. É uma banda criativa e com uma inspiração nítida, que pode surpreender ainda mais no futuro.




Tracklist:

01. Land of Silence and Darkness
02. Mire
03. Dead Stones
04. Spinners
05. Dark Wings
06. Fracture
07. Gjöll
08. Hrimthurs
09. Terror
10. Disconnection
11. The Self

Download: Mega


domingo, 17 de novembro de 2013
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte II

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Pois bem minha gente! Como prometido, aqui está a segunda parte da cobertura pigniana do Exhale the Sound Festival, ocorrido em BH em 9 de novembro de 2013. Foi um festival cansativo por abranger o dia todo, e debaixo de um sol de secar lagartos; mas é claro que o êxtase em ver tantas bandas boas executarem suas músicas ao vivo, da melhor forma, sobrepujou qualquer sacrifício que este branquelo tenha feito sob aquela camada de vitamina D e câncer de pele iminente. 

E suor, principalmente suor.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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Noala - Humo

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Gênero: Sludge, Post Metal
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Eis que chegamos, enfim, à reta final de postagens sobre o Exhale the Sound Festival pois, em algumas horas, estarei tomando o ônibus mais tr00 do Brasil a caminho de Belo Horizonte. Espero que nós, redatores do Ignes Elevanium, tenhamos acertado ao dar um panorama geral do evento aos nossos leitores e espero realmente que eu possa encontrá-los por lá.

terça-feira, 27 de agosto de 2013
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Ulcerate - Discografia

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Gênero: Technical Death Metal/Avant-Garde (ou 'Atmospheric Technical Death Metal')
País: Nova Zelândia
Ano: 2002-Atualmente

Comentário: Ah, bandas de Death Metal das terras austrais. Como vos adoro.

PS: Temos o novo álbum!
terça-feira, 26 de março de 2013
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Entropia - Vesper

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Gênero: Black Metal / Sludge / Post-Metal
País: Polônia
Ano: 2013

Comentário: Após um tempinho sem postar, e pensando cá com meus botões, fui vendo aqui na minha biblioteca de bandas e me deparei com um lançamento de 2013, mais precisamente de fevereiro, e que mexeu comigo já na minha primeira audição e achei imprescindível compartilhar tal obra com vosotros. Trata-se do debut do quinteto polonês chamado Entropia, que nos brinda com um som caótico, arrastado e muito sombrio.

Tudo nesse album me chamaou a atenção, a começar pela arte da capa, feita por Marcin Gadomski, que na minha opinião retrata muito bem o disco, uma coisa cinzenta, obscura e delicada em certos aspectos. A produção e mixagem também devem ser ressaltados, um disco independente e realmente irretocável, com a sonoridade e ambientação perfeitas, com volumes e nuances poucos vistos por minha pessoa. O lineup conta com Patryk Budzowski na bateria, Michał Duda na guitarra, Damian Dudek nos teclados, Michał Dziedzic nos vocais, guitarra e samplers e Marek Ceńkar no contra-baixo e vocais, formando um time de primeira linha, introsado e muito homogêneo sem o mínimo de equívocos.

O cd é perfeito em sua concepção, e trata-se um trampo temático, com os títulos das canções sendo nomes de grandes pensadores/personagens da história da humanidade. Como de costume nas minhas resenhas, eu comento algumas faixas do trabalho, e muitas vezes eu cito que é dificil escolher uma canção de destaque, e dessa vez é impossível então comentarei o disco ao todo. Por ser um disco coerente, coeso e linear, a variação instrumenal, vocal e lírica é realmente escassa, o trabalho ao todo tem um ambiente melancólico, arrastado, guitarras com riffs extremos e muito bem feitos, contrastando com passagens limpas e harmoniosas resultantes de palhetadas soberbas, bateria que tem batidas hipnóticas, mas que em certo ponto retrata bem o desespero. O baixo é algo realmente presente, e muito estralado, o que na minha opinião enriquece a sonoridade. O vocal visceral é permeado com growled vocals pontuais, o que deixa as coisas maravilhosas. Mas o diferencial fica por conta dos teclados e samplers. Colocados de forma magistral, em algumas passagens singelas, discretas, mas sempre presentes, responsáveis pelas variações das nuances, e por compactar o disco e faze-lo soar como uma única peça.

Um disco maravilhoso, único, uma experiência soberba, um trabalho que nos faz pensar na vida, ou na falta dela, nos levando a agonia e para alguns ápices emocionais. Um cd para se ouvir e ser aclamado após cada audição, masterpiece, um dos grandes lançamentos do ano até aqui, download obrigatório pra quem curte o gênero ou quera apenas um disco lindo pra pensar na (ex)amada.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.Dante - 04:39    
2.Gauss - 07:24    
3.Pascal - 10:24    
4.Vesper - 08:20    
5.Tesla - 09:26    
6.Marat - 09:05

Download:
Mega / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer / Turbobit / Queenshare
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Cult of Luna - Vertikal

1 comentários

Gênero: Atmospheric Sludge Metal/Post-Rock/Electronic
País: Suecia
Ano: 2013

Comentário: Foram 5 anos desde que o Cult of Luna lançou Eternal Kingdom, seu ultimo álbum até então. Fora também o maior hiato que a banda manteve entre um disco e outro desde seu debut auto-intitulado, onde mantiveram uma frequência de até então, 2 anos na gravação de cada trabalho. Os suecos lançaram 5 discos na década passada e se firmaram como um dos nomes mais proeminentes em uma das reinvenções mais interessante que o heavy metal ganhou nos anos 2000, a tal da nova safra do metal progressivo, ou post-metal, ou atmospheric sludge metal, chame como quiser. 

O que temos aqui é mais um trabalho de alta qualidade como seus cinco antecessores, tendo sua maior inspiração nascida do filme Metropolis de 1927, dirigido pelo austríaco Fritz Lang, onde o conceito não aparece vagamente, mas está ali influenciando não só a parte lírica como também sua sonoridade e até sua parte gráfica. Vertikal não é uma obra de fácil absorção, é o tipo de disco que precisa de diversas audições para que sua digestão seja feita por completa (convenhamos, é algo que a maior parte dos bons álbuns progressivos pedem). Suas influências atiram para várias direções, do post-rock ao krautrock, industrial e dubstep (calma, mais pra frente eu explico), e não fique com medo, não há nada desconexo por aqui, muito pelo contrário, o que temos é um trabalho bem coeso. Sem dúvidas a maior inovação em relação aos seus antecessores fora a grande incorporação de elementos eletrônicos permeando todo o disco, e se a parte atmosférica anteriormente sempre fora de grande preocupação, em Vertikal a tradição se mantém, mas apresentada de forma diferente, as passagens acústicas, as guitarras limpas abrem espaço para um uso extremamente constante de programações eletrônicas.

O disco é longo, como eu disse, precisa de calma para ser degustado, desde sua introdução com a faixa The One que puxa muito para o industrial e também para o clima de Metropolis com estruturas lineares, remetendo justamente ás maquinas do filme de Lang. Á seguir I: The Weapon abre de fato o disco com uma potência absurda, logo em seu primeiro segundo o urro de Klas Rydberg surge monstruosamente com guitarras pesadas que trabalham ao longo da faixa sempre junto de toques eletrônicos e momentos contrastantes de melancolia, porém, isso só guarda a surpresa que vem a seguir, Vicarious Redemption, o grande destaque do disco. Um épico de 20 minutos, mais de 5 minutos apenas de introdução numa crescente digna das melhores bandas de post-rock acompanhada por batidas repetitivas (lembra o que eu falei sobre as maquinas de Metropolis?) para então por fim chegar uma progressão de acordes, uma nova crescente em clima soturno e por fim a porrada sonora, o sludge vem visceral e se mantém até que OPA, WOB WOB WOB, pois é, por cerca de 30 segundos o Skrillex ataca e uma dose de wobble bass, é descarregado, confesso que comecei a rir na primeira vez que aquilo surgiu, o negócio pula na sua cara do nada, mas quer saber? até que ficou legal, e a pancada continua, o peso só aumenta até chegar no estado de caos, Vicarious Redemption é forte, e grande concorrente a música do ano na opinião de quem vos fala. (Eu sei que ainda é muito cedo pra isso, mas o negocio é do caralho).

O resto do disco mantém o mesmo padrão de qualidade, após Vicarious temos The Sweep, um quase que interlúdio eletrônico, meio sci-fi, projetado por urros macabros de "Hail falls; Burn like fire; Hate turns; The swell. The end." Sinchronicity sendo a que mais se aproxima do metal industrial com sua repetição de riffs e suas inúmeras camadas eletrônicas. E o disco segue nessa interação eletro-metal, onde é interessante notar como muitas vezes as batidas eletrônicas servem pra dar um boost nos graves deixando o disco ainda mais pesado, mas também serve para exprimir a parte atmosférica do disco, criando aquele climinha que todos adoram do contraste entre o agressivo e o melancólico. Por fim o disco é encerrado por Passing Through, onde Klas demonstra mais uma vez que muito além de rasgados e guturais viscerais, possui belos vocais limpos, que funcionam muito bem em faixas calmas e melancólicas (And With Her Came The Birds do Somewhere Along The Highway é uma das coisas mais lindas da vida).

Vertikal é um grande álbum, daqueles que crescem a cada ouvida e que mesmo tendo sido lançado nos primeiros dias de Janeiro, deve ser lembrado no final do ano por todas aquelas listas de melhores que todo mundo adora publicar.

Tracklist

1.The One 2:16
2.I: The Weapon 9:24
3.Vicarious Redemption 19:51
4.The Sweep 3:09
5.Synchronicity 7:13
6.Mute Departure 9:08
7.Disharmonia 0:45
8.In Awe Of 9:56
9.Passing Through 6:03



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sábado, 15 de dezembro de 2012
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*shels - Plains Of The Purple Buffalo

4 comentários
Gênero: Post-Rock / Post-Metal / Progressive Rock
País: EUA/Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: Aqui está um dos lançamentos mais notáveis de 2011, que agradou a muita gente e, inclusive, ficou bem colocado em nosso Top50 2011. Só faltou uma postagem específica para este trabalho receber o devido destaque aqui no Ignes Elevanium.

"Inspirado." Este é um bom adjetivo para resumir Plains Of The Purple Buffalo numa única palavra. Porém, zilhões de palavras não podem descrever bem quanta inspiração está presente no trabalho do *shels. Idealizado por dois músicos - Mehdi Safa e Tom Harriman - *shels não é exatamente uma banda. Muitos artistas trabalharam com o *shels, tanto em estúdio quanto em apresentações ao vivo, sem se fixar uma line-up definida. Após o lançamento do primeiro álbum, Sea of the Dying Dhow, os artistas envolvidos no projeto *shels tiveram um árduo trabalho para produzir algo que fosse digno de suceder tão belo disco. E o resultado não decepcionou. Pelo contrário, superou expectativas.

Plains Of The Purple Buffalo tem seu título retirado do livro "A História Sem Fim." Sim, o livro cuja versão cinematográfica marcou a infância de muitos de vocês, leitores. E a sonoridade do álbum carrega com excelência a sensação de uma viagem fantástica por planícies que poderiam ser palco de aventuras, de sonhos, de superações. Descrevendo de forma menos poética, Plains Of The Purple Buffalo é um Post-Rock muito sofisticado, bem dinâmico, que apresenta momentos suaves de baixo volume, e momentos de intensos sons, cheios e pesados, muitas vezes se aproximando do Sludge/Post Metal. O disco é longo, e se focaliza no instrumental - os vocais são escassos, muitas vezes se limitam a emitir sons sem palavras, mas estão sempre inseridos no momento mais perfeito. O instrumental, por sua vez, é um tanto complexo, com a utilização de numerosos instrumentos, e a criação de atmosferas encantadoras.

A maneira como *shels explora sua música de forma tão artística é empolgante. Seu trabalho é digno de imensa admiração, tanto pelas sensações transmitidas através da música, quanto pela apreciação das criativas estruturas do som. Talvez eu esteja exagerando na puxação de saco deste álbum, mas é porque realmente não vejo pontos negativos. Trabalho nota 10.


Site Oficial || Myspace

Tracklist:
01. Journey to the Plains
02. Plains of the Purple Buffalo - Part 1
03. Plains of the Purple Buffalo - Part 2
04. Searching for Zihuatanejo
05. Vision Quest
06. Atoll
07. Butterflies on Luci's Way
08. Crown of Eagle Feathers
09. Bastien's Angels
10. Conqueror
11. The Spirit Horse
12. Waking
13. Leaving the Plains


Download:
(174mb, 320kbps)
Mega


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terça-feira, 3 de abril de 2012
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Blank Faces- Freefall

1 comentários


Gênero: Post Metal
País: Polônia

Ano: 2011

Comentário: Da safra de bandas de Post Metal que lançaram seus álbuns no ano passado, creio que nenhuma chamou tanto a minha atenção quanto os poloneses do Blank Faces no seu debut intitulado Freefall. Ok, certo, as bandas desse gênero tem um longo casamento com o Sludge, e embora eu prefira muito mais uma mistura de Post Rock, Prog e Metal do que o velho Post Metal com pegada de hardcore e vocais gritados, considero este álbum o melhor do gênero lançado no ano passado.

O som da banda lembra muito Isis e outros figurões do gênero, mas se diferencia -e muito- por mostrar influências maiores de Prog. Inclusive um amigo meu disse que eles soavam como Neoprog, algo que eu não pude apurar pelo meu desconhecimento nesse gênero... e, embora tenham essa influência, as músicas ainda são minimalistas como todo Post Metal deve ser.

Um dos pontos fortes do álbum é a ambientalização- os teclados, os riffs de guitarra a ele aliados. As canções são bastante atmosféricas, e apesar de os sintetizadores aparecerem meio mascarados por baixo da camada de guitarras e baixo, os pianos vem à tona dando um 'feeling' extra às músicas (confira ''Anxious'' no vídeo abaixo, e Everything Is Still Happening). Outra característica do álbum é que ele é totalmente instrumental, o que, na minha opinião, o deixa mais interessante.

É um álbum que eu recomendo a fãs de Post Metal que puxam mais pro lado do Post Rock do que pro Sludge- pra quem curte If These Tress Could Talk, Tides From Nebula, Alinda e bandas do gênero, é recomendadíssimo.



Tracklist:

1 Intro 01:44
2 The End of the Beginning Marks the Beginning of the End 05:58
3 Anxious 06:13
4 Everything Is still Happening 07:55
5 Like Planets In Slow Motion 05:02
6 ... 02:16
7 Freefall 10:39


Download:

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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Love Sex Machine - Love Sex Machine

2 comentários
Gênero: Sludge Metal / Sludge Doom / Sludgecore / Post-Metal / Noise / Experimental
País: França
Ano: 2012

Comentário: Love Sex Machine. Um nome burlesco com uma capa irreverente. Se você olhar os títulos das faixas do álbum ("Anal on Deceased Virgin" ou "Killed With a Monster Cock") você irá pensar que esta banda é mais uma piada da turma do Grindcore. Mas ao ouvir o álbum de estreia desta banda, sobre a qual há poucas informações, você verá que os caras levam sua música a sério.

Bem, talvez não tão a sério, pelo menos quanto à temática revelada nos títulos das canções. Mas o som é muito bem elaborado. Não se trata de Grindcore, mas é um Sludge muito barulhento. Segundo descrição no Bandcamp da banda, sua música soa como o fim do mundo. De fato. Guitarras com afinações muito graves, distorcidas sem piedade, fazendo riffs lentos e intensos em meio a uma barulheira constante que não posso afirmar que vem apenas das guitarras. Mas é esse noise de distorções que garante a elegência do trabalho, pois gera uma atmosfera obscura e visceral para as canções, que se constroem com certa irregularidade.

Ademais, eu posso dizer o mesmo que comentei quanto ao trabalho do Jucifer: uma estranha mistura de primitivismo e elegância na música desta estranha banda, que provavelmente irá agradar aos fãs do Sludge grave e violento. O melhor de tudo é que o material é disponibilizado abertamente, sem as frescuras de Copyright. Apreciem.



Facebook || Bandcamp

Tracklist:
1. Anal On Deceased Virgin 05:35
2. Deafening Peepshow 04:30
3. Fucking Battle 02:37
4. Antagonism Can STFU 02:59
5. Plenty Of Feelings 02:26
6. Vagina Curse 05:20
7. Killed With A Monster Cock 04:44
8. Warstrike Takes The Piss 04:35



Download: 
(Mp3 320kbps / FLAC)
Bandcamp

(Mp3 320kbps 78mb)
Rapidshare

Quem escreve e faz os uploads:

 
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