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domingo, 20 de julho de 2014
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Johnny Winter - Johnny Winter

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Gênero: Blues / Blues Rock
País: EUA
Ano: 1969

Comentário: É, meus amigos, o mundo tornou-se um lugar um pouco pior nos últimos dias. Não falo somente do massacre israelense na Palestina ou do abatimento do avião malasiano na Ucrânia. Perdemos Bobby Womack, perdemos Johnny Winter. Johnny era um ótimo exemplo para aquele antigo provérbio: "beleza não põe mesa". Já no caso dele, quem vê aquele magrelo feioso, albino e vesgo tem dificuldade para acreditar no Blues enérgico que ele fazia. Quando o assunto é música, as aparências enganam muitas vezes.

Este disco de 1969 é um dos mais puristas do Johnny e também o meu favorito, mas não necessariamente por causa disso. Dentre as canções acústicas, temos "When You Got A Good Friend", uma das mais famosas de Robert Johnson, que Johnny acertadamente deu seu toque particular, mas não alterou demais a versão original. Eric Clapton parece um menino assustado perto dele. Outra acústica que se destaca é "Dallas", a qual poderia facilmente ser confundida com um clássico do Delta Mississippi, embora seja uma composição original. "I'll Drown In My Tears" é a interpretação vocal mais entregue e honesta, dá quase pra sentir a mesma dor de cotovelo que ele deveria estar sentindo naquela época.

No lado elétrico do disco, temos a uptempo "Good Morning Little School Girl", onde a guitarra do Johnny nos faz até mesmo esquecer a harmônica de Sonny Boy Williamson. Embora a grande estrela do disco, na minha opinião, seja "Be Careful With A Fool" de BB King na qual Johnny deixa sua marca pessoal, seu jeito de tocar que morde para depois assoprar. O disco é mais que recomendado, é obrigatório. Tchau Johnny, vai fazer falta.


Tracklist:
01. I'm Yours And I'm Hers
02. Be Careful With A Fool
03. Dallas
04. Mean Mistreater
05. Leland Mississippi Blues
06. Good Morning Little School Girl
07. When You Got A Good Friend
08. I'll Drown In My Tears
09. Back Door Friend
10. Country Girl
11. Dallas (with Band)
12. Two Steps From The Blues


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segunda-feira, 16 de junho de 2014
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Jack White - Lazaretto

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Gênero: Rock/Country
País: USA
Ano: 2014

Comentário: E chega ao mundão o segundo disco do Mrs. Jack White, “Lazaretto”, que, assim como seu primeiro disco (já resenhado bem aqui), vem se diferenciando de seus outros trabalhos e trazendo agradáveis surpresas. Antes de comentar as musicas, quero falar que o disco já é um marco, pois ele vem com um conceito chamado de “ultra LP”, que torna o disco mais interessante. Não vou ficar explicando o que isso significa, deixo vocês com um vídeo do próprio Jack branco falando, basta clicar aqui.

“Thrree Women” abre o álbum com uma boa energia, trazendo uma dança nos instrumentos, que são pontuadas ao fim dos versos cantados, o que traz uma dinâmica interessante para a musica, como se ela apresentasse os instrumentos que vão ser usados. Ela faz par com “Lazaretto”, que vem logo em seguida, continuando com um tom bem elétrico e animado. Elas duas já mostram uma boa construção musical que não se ouvia antes.

domingo, 8 de junho de 2014
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The Black Keys - Turn Blue

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Gênero: Blues Rock / Progressive rock / Funk / Pop / Soul
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Em meados dos anos 90 o desenho "Pink e Cérebro", criado por Steven Spielberg e Tom Ruegger,  foi uma febre entre crianças e adolescentes. Para os de boa memória, um dos momentos mais célebres da obra era o seu encerramento no qual Pink questionava ao amigo  "o que faremos amanhã à noite?", e Cérebro em tom sinistro respondia "o que sempre fazemos todas as noites. Tentar conquistar o mundo!". A alusão aqui se faz necessária para entendermos um pouco da carreira do duo americano The Black Keys.

Com carreira iniciada em 2001, a banda formada por Dan Auerbach e Patrick Carney surgiu em meio a um revival da cena blues garage na terra do Tio Sam tendo como concorrente de cena o também duo White Stripes. Desta fase foram produzidos 4 álbuns, The big come up, Thickfreakness, Rubber factory e Magic Portion, todos produzidos em caráter lo-fi e próprio, mas que garantiram a exposição merecida seja pelos elogios da crítica, seja pela abertura de shows de artistas do calibre de Beck, Sleater-Kinney e Dashboard Confessional. Mas uma grande parcela do público ainda não havia se rendido ao duo e para tanto a guinada sonora foi necessária.

Em 2008 a mudança gradual começou a ser pavimentada via Attack & release, primeiro disco com um produtor de fato colaborando no processo criativo: o hoje elogiadíssimo Danger Mouse. Mouse, que na época colhia os louros inicias da fama devido ao estrondoso sucesso de projeto Gnarls Barkley, soube manter dosas a essência suja da sonoridade da dupla casando de forma ímpar com uma produção polida resultando num dos discos daquele ano. A parceria deu tão certo que para álbuns seguintes, o ótimo Brothers e o multiplatinado El camino, o trabalho seguiu em plena forma resultando no então sonhado sucesso mundial. Tanto barulho fez com que o duo virasse uma banda, saísse das pequenas arenas e migrasse para ser headliner de festivais mundo afora. Nós, brasileiros, inclusive vivenciamos parte deste fenômeno quando o The Black Keys foi atração principal na segunda noite do Lollapalooza Brasil 2013.

Pois bem, ao que parece a experiência de estar no centro das atenções não foi algo valoroso para o duo e a prova disso é Turn Blue, o mais recente trabalho destes senhores de Ohio. Se nos dois álbuns anteriores, que mais se assemelhavam a coletâneas com dezenas de hits, a aposta agora é o retrocesso em todos os sentidos. Produzido novamente por Danger Mouse, em sua quarta parceira, aqui é visível a saída da proposta de criar hinos a serem entoados em estádios em prol de algo mais intimista e audível em seus detalhes. A canção de abertura "Weight of love" já entrega de bandeja a nova sonoridade: em seus quase sete minutos, a canção mais longa criada pelo duo, temos um longa introdução instrumental, um solo de guitarra e certo ar progressivo setentista, herança talvez do Pink Floyd. O ar retrô, aliás, é o que conduz o disco. "In time" é carregada se suingue beirando ao funk. A faixa título é uma balada que promove o encontro de blues de outrora com um toque de soul. A pegajosa "Fever", primeira single do rebento, soa melodicamente como sobra de Brothers, graças ao seu potencial radiofônico. "Year in review" a bateria ligeiramente acelerada dá o tom para Dan solte o verbo sobre o seu doloroso processo de divórcio, tema este que circunda todo o trabalho. Destacam se ainda a psicodélica "Bullet in the brain", "It's up to you now" faixa que consegue unir a lado rock do velho Keys com o balanço setentista, a literalmente funky "10 lovers" e "Gotta get away", faixa de encerramento, é uma pérola pop que encerra brilhantemente o trabalho que, merecidamente, debutou em primeiro lugar na Billborad.

Por fim, por mais que o plano de dominar o mundo fora deixado de lado há de vangloriar a ousada nova proposta escolhida pelo The Black Keys. Afinal, mesmo que o resultado talvez não agrade os fãs de última hora a qualidade impressa faz com que por muitas e muitas vezes ouçamos o disco para percebermos cada detalhe criado nesta imensidão sonora chamada Turn Blue.      

[Site]

Tracklist:

1. "Weight of Love"  
2. "In Time"  
3. "Turn Blue"
4. "Fever"  
5. "Year in Review"  
6. "Bullet in the Brain"  
7. "It's Up to You Now"  
8. "Waiting on Words"  
9. "10 Lovers"  
10. "In Our Prime"  
11."Gotta Get Away"  

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:
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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Guadalupe Plata - Guadalupe Plata

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Gênero: Punk Blues
País: Espanha
Ano: 2013

Comentário: Eu, particularmente, nunca tinha escutado falar de Punk Blues. Mas é exatamente assim que as pessoas têm definido esse trio de músicos vindos diretos da Andaluzia, Espanha. O seu novo disco, Guadalupe Plata - haja imaginação - foi lançado no começinho de 2013 e, desde então, se tornou um dos meus favoritos do ano.


Trazendo doses de punk, blues, música latina, country e rock sulista, o disco não soa derivativo. É um som orgânico, que, apesar de repleto de influências, não parece um recorte e colagem pelo simples incapacidade de decidir um estilo ou tipo de música.

Com um baixo marcado e uma bateria invocada, o disco parece uma jam session intercalada por alguns solos mais contidos. O próprio vocal costuma fazer entradas típicas dessas tão tradicionais sessões de improviso de Blues mundo afora.

Músicas como Demasiado explicitam essa mistura. Ao mesmo tempo com uma forte pegada de blues, uma guitarra puxando pro country e uma bateria que foge bastante aos dois estilos, a canção leva ainda mariachis, herança latina.

Outras, como El Blues Es Mi Amigo, já são mais rápidas, puxando para o punk. O vocal aparece, muito de vez em quando, e deixa a bateria, a guitarra e o baixo fazerem o trabalho. O som é nervoso, sem muito espaço para abstração. Algumas distorções e ruídos dão o toque mais lo-fi ao disco.

A atmosfera de baixo orçamento, inclusive, dá todo um charme ao trabalho. É quase como aquela sensação de ouvir Kyuss e se sentir no meio do deserto californiano. Aqui, no caso, o lugar são os cerrados da Andaluzia, muitas vezes tanto terra de ninguém quanto o interior norte-americano.

Um trabalho realmente exótico, na falta de termo melhor, Guadalupe Plata agrada diversos tipos de ouvinte, puxando para uma mistura concisa, pesada e cheia de atmosfera. Daqueles lançamentos que têm que surgir todos os anos, pelo bem da diversidade musical, essa é uma homenagem aos diversos gêneros interioranos da música popular americana e espanhola. Uma obra interessante tanto pela soma das influências quanto pelo resultado final.




Tracklist:
1. Lamentos - 1:09
2. Rezando - 3:42
3. Rata - 1:55
4. Oh my Bey! - 4:57
5. Demasiado - 2:08
6. Funeral de John Fahey - 2:14
7. Esclavo - 4:06
8. El Blues es mi Amigo - 2:17
9. Voy Caminando - 4:25
10. Milana - 2:54
11. Jesus está llorando - 3:08
12. No me ama - 3:58
13. Santo Entierro - 4:00

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sábado, 21 de setembro de 2013
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Vintage Trouble - The Bomb Shelter Sessions

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Gênero: Soul Rock / Blues Rock
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Eu pretendia escrever um pouco sobre o Rock In Rio, mas nem foi necessário, o PH escreveu tudo que eu pensava a respeito do festival na sua resenha da Selah Sue, uma boa descoberta diga-se de passagem, porém minha maior surpresa até o momento é este quarteto americano que mistura uma porção de influências em seu repertório, eu estava na academia quando o show passava na TV e fiquei sem fôlego, não por conta dos aeróbicos, mas por causa do som enérgico do grupo.

Os gêneros que mais se destacam na sonoridade do Vintage Trouble são o Rock, o Soul e o Blues. os dois pilares que sustentam a banda são Ty Taylor e Nalle Colt. O vocalista Ty Taylor deve ser algum neto bastardo do James Brown, além de ótimo cantor, o sujeito esbanja energia e carisma, tanto no palco quanto no estúdio. Já o guitarrista Nalle mostra um feeling absurdo, sem falar que ele sabe a hora exata de fazer sua guitarra proeminente.

Eu destacaria a enérgica Blues Hand Me Down, Nancy Lee e seu riff à lá Chuck Berry, Gracefully balada aos moldes das que Solomon Burke fazia, You Better Believe It e sua bem-vinda harmônica, os oito minutos de puro feeling de Run Outta Me, uma interpretação emocionante do Taylor e todas as demais canções. Fico triste de não ter descoberto o grupo antes, mas são coisas da vida, sempre existirão músicas ótimas que nós nunca conseguiremos escutar, Vintage Trouble por outro lado, você não só pode como deveria.


Tracklist:
01. Blues Hand Me Down
02. Still and Always Will
03. Nancy Lee
04. Gracefully
05. You Better Believe It
06. Not Alright By Me
07. Nobody Told Me
08. Jezzebella
09. Total Strangers
10. Run Outta You
11. Love With Me (Recorded at Harvelle's Blues Club)
12. Nancy Lee (Q Radio Session Recording)
13. Come On By
14. Total Strangers
15. World's Gonna Have to Take a Turn Around



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sábado, 13 de julho de 2013
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Pignes LIVE! # 16 - The White Stripes - Nine Miles From The White City/Elephant Demos

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Blues Rock
País de origem: Estados Unidos
Quando: 2 de julho de 2003.
Onde: Aragon Ballroom, Chicago, Estados Unidos.

Comentário: Esse ano o White Stripes comemora 10 anos do lançamento daquele que é, para muitos, o melhor álbum da banda, Elephant. Sim, 10 anos. Parece que foi ontem, mas essa obra prima da música alternativa completou 10 anos e como manda a tradição, sempre que um disco atinge essa marca uma tonelada de material inédito deve ser lançada. Mas, não todo o material, pois deve sobrar alguma coisa pro aniversário de 20 anos.

Elephant redefiniu os rumos da música na primeira década do século XXI. O riff inconfundível de 'Seven Nation Army' ainda hoje é repetido em toda e qualquer festinha indie, em jogos de futebol, manifestações populares e por pessoas de bom gosto em todo o mundo. O disco ainda tem clássicos como "The Hardest Button To Button", "I Want To Be The Boy To Warm Your Mother's Heart" e  "I Just Don't Know What You Do To Myself".
domingo, 9 de junho de 2013
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Ben Harper with Charlie Musselwhite - Get Up!

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Gênero: Blues / Blues Rock
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: O ano de 2013 tem sido maravilhoso para a música, portanto preparem seus ouvidos, pois podemos estar diante do lançamento do ano! Ben Harper se juntou a Charlie Musselwhite e, como se tocassem juntos a décadas, fizeram um disco com tudo que o, bom e velho, Blues tem a oferecer.

O talento de Ben Harper acredito que todos conheçam, o dom de Charlie Musselwhite é que talvez não seja assim tão conhecido, mas foi, ao lado de Paul Butterfield e  Mike Bloomfield, um dos primeiros bluesmen brancos a obter reconhecimento na década de 1960 e, hoje, é um dos maiores gaitistas ainda vivos.

O disco conta com as inesperadamente pesadas Blood Side Out e I Don’t Believe A Word You Say evocando o espírito do Led Zeppelin. As demais canções aproveitam-se da combinação rústica, mas bela, entre a harmônica e o violão, exatamente como a minha favorita, I Ride at Dawn.

No final das contas, Get Up! não é o disco mais original, mas sim, um disco que bebe de suas fontes e de que águas maravilhosas são feitas estas fontes, assim como All That Mastters Now que lembra bastante o clássico It Hurts Me Too, do Elmore James e Don't Look Twice que lembra Sweet Home Chicago, do Robert Johnson. Você não vai querer deixar essa passar!


Tracklist:
01. Don’t Look Twice
02. I’m In I’m Out And I’m Gone
03. We Can’t End This Way
04. I Don’t Believe A Word You Say
05. You Found Another Lover (I Lost Another Friend)
06. I Ride At Dawn
07. Blood Side Out
08. Get Up!
09. She Got Kick
10. All That Matters Now


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sábado, 12 de janeiro de 2013
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Gov't Mule - Gov't Mule

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Gênero: Southern Rock / Blues Rock
País: EUA
Ano: 1994

Comentário: Uma coisa que talvez muitos não saibam é que eu sou grande fã do, bom e velho, rock sulista. O Gov’t Mule (lê-se "Government Mule") é um Power Trio formado pelos então companheiros de Allman Brothers, Warren Wyanes (Guitarra e Vocal) e Allen Woods (Contrabaixo).

Inicialmente a banda foi formada apenas como um projeto paralelo ao Allman Brothers com o intuito de reviver o som das décadas de 60 e 70. Mas o que era pra ser só um projeto paralelo tornou-se um dos melhores grupos formados na década de 90, com o Grunge ainda em alta.

O som é bem simples e refinado, com seus alicerces no Blues. Tudo com bastante feeling, sem masturbação musical. Logo de cara, Mr. Wyanes mostra, a cappella mesmo, a potência de suas cordas vocais, a partir de então, a coisa só melhora. Inclusive é neste primeiro disco que estão duas das minhas canções favoritas deles, Temporary Saint e Painted Silver Light. Som dedicado aos saudosistas e a quem mais se interessar.


Tracklist:
01. Grinnin' in Your Face
02. Mother Earth
03. Rocking Horse
04. Monkey Hill
05. Temporary Saint
06. Trane
07. Mule
08. Dolphineus
09. Painted Silver Light
10. Mr. Big
11. Left Coast Groovies [For FZ]
12. World of Difference

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terça-feira, 13 de novembro de 2012
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Mark Lanegan Band - Blues Funeral

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Gênero: Blues/Alternative Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Dono de uma voz inconfundível, grave, rouca e soturna, Mark Lanegan lança mais um álbum para integrar sua enorme discografia composta de diversas bandas, colaborações e produções solo. Ele que já deixara sua marca como vocalista do Screaming Trees (respeitada banda que fez parte do auge do Grunge de Seattle) e que também participou de produções do Queens Of The Stone Age, além de já ter unido forças com artistas como a PJ Harvey e Isobel Campbell, dessa vez lança mais um álbum da sua carreira solo. Como o próprio título do álbum sugere, não é algo feliz.

Trata-se de uma mistura de um bom blues amplamente inspirado pelos mais diversos estilos, sem soar purista por nenhum momento, misturando o retrô e o moderno, mas carregado das mais tradicionais influências americanas, todo o tom marginal do blues e da cultura fora da lei estão aqui caminhando lado a lado de melodias modernas e criativas, provas disso aparecem em faixas como The Gravedigger’s Song, o primeiro single do álbum que acompanhado de um clip incrível e macabro caminha pelo rock alternativo, ou então em Ode to Sad Disco, que como o “Disco” do nome sugere, é repleta de batidas eletrônicas fazendo referência a uma disco/dance depressiva.

Um álbum de atmosfera única e hipnótica, cheio de sentimentos sorumbáticos e climão arrastado, mas que mesmo assim se prova delicioso de ouvir. Méritos a parte deve ser dado para o Alain Johannes, multi instrumentista responsável por trabalhar com grandes artistas do patamar do Queens of the Stone Age e Chris Cornell que aqui também se torna responsável pela composição instrumental do álbum. Enfim, é um álbum para se ouvir deleitando um bom whiskey vagabundo, jogado em uma poltrona velha e rasgada.

Facebook//LastFM

Tracklist:

01. The Gravedigger’s Song
02. Bleeding Muddy Water
03. Gray Goes Black
04. St. Louis Elegy
05. Riot In My House
06. Ode to Sad Disco
07. Phantasmagoria Blues
08. Quiver Syndrome
09. Harborview Hospital
10. Leviathan
11. Deep Black Vanishing Train
12. Tiny Grain of Truth

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sábado, 16 de junho de 2012
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The Horrible Crowes - Elsie

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Gênero: Alternative Rock/Blues Rock
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Uma pequena pausa após American Slang, terceiro álbum da The Gaslight Anthem, e o irlandês Brian Fallon já resolveu se mandar para um projeto solo. Trocando seus companheiros e a correria de sua banda principal, The Horrible Crowes é – teoricamente – uma banda à la blues rock, onde ele e Ian Perkins esperavam explorar um lado mais cativo, solitário e sentado-em-uma-poltrona-no-escuro-com-um-copo-de-whisky, por assim se dizer.
 (In)felizmente, esse nirvana (estado de espírito) que muitos almejam, não é pra Fallon e Perkins. Não que seja um álbum ruim, não mesmo, só não é o blues que eu esperava. Na verdade, de blues mesmo tem bem pouco. Tem bastante solidão, principalmente se considerarmos as letras apaixonadas. Tem também um fundo bem composto e elaborado que parece fluir de faixa à faixa de acordo com os sussurros do vocalista.
Porém, não tem nenhum solo mais distorcido, nenhum vocal mais imponente e nem um ritmo arrebatador. Portanto, minha conclusão é que esse álbum se trata mais de art rock/indie rock. Digo até que se não eu tivesse lido, apenas ouvido, não desconfiaria que é a intenção era um disco de blues. Enfim, vamos às faixas.
 A rapidinha Last Rites se trata mais de uma introdução, esse trabalho começa mesmo em Sugar. E ah, que começo!
Essa é, de longe, a melhor faixa desse CD. Como já citado, o tema abordado é amor incorrespondido e como toda boa faixa melosa, ela gruda. Behold The Hurricane vem logo em seguida com ritmo e refrão mais agitados; mas não tão distante da sucessora como I Witnessed a Crime, que é praticamente falada, assim como Cherry Blossoms. Depois, podemos contar com os altos e baixos numa boa sequência que vai desde Go Tell Everybody até Black Betty & the Moon. A última faixa volta ao sussurro melancólico de Brian, este que encerra o álbum do mesmo jeito que começa.


Tracklist:
1. "Last Rites" - 1:27
2. "Sugar" - 4:53
3. "Behold the Hurricane" - 4:03
4. "I Witnessed a Crime" - 3:05
5. "Go Tell Everybody" - 4:17
6. "Cherry Blossoms" - 4:07
7. "Ladykiller" - 4:24
8. "Crush" - 3:19
9. "Mary Ann" - 3:35
10. "Black Betty & the Moon" - 3:00
11. "Blood Loss" - 4:04
12. "I Believe Jesus Brought Us Together" - 5:36

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terça-feira, 1 de maio de 2012
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Graveyard - Graveyard

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Gênero
: Hard Rock/Psychedelic Rock/Blues Rock/Stoner Rock/Heavy Met...aquele rock sinistro, pesado e psicodélico dos anos 70, pronto.
País: Suécia
Ano: 2008

Comentário: O álbum é de 2008, mas a vibe é do final dos anos 60 e início dos 70. Quando bandas como Led Zeppellin, Blue Cheer e Black Sabbath iam moldando o que se tornaria anos depois o nosso querido e amado Heavy Metal, através do Pyschedelic Rock, Blues Rock e uma boa pegada mais pesada e distorcida, que ficou conhecida como Hard Rock. Porém o gênero começou desde cedo a se diversificar absurdamente e logo no inicio da década de 70 começavam a surgir bandas com temáticas e vibes completamente opostas dentro do estilo, como, por exemplo, os Scorpions na Alemanha em 73 e o Pentagram nos EUA em 71. Graveyard é então uma banda sueca formada em 2006 que bebe da fonte de bandas da vibe justamente do Pentagram e do Sabbath, que exploram a obscuridade, os filmes trash, o misticismo e a morte, que viriam a motivar gêneros que surgiriam só depois como o Doom Metal, o Black e o Death Metal, por exemplo.

Mas além de todo esse background histórico que uma banda profundamente imersa no "revival" traz, o Graveyard é, por si só, uma excelente banda que transmite toda essa energia setentista com personalidade, passando longe de ser um mero tributo. São o que se poderia dizer de continuação do trabalho criado pelos monstros primordiais do estilo, no mais alto nível. Este é o primeiro disco dos caras, lançado em 2008, que é um dos discos mais grudentos que eu escutei nos ultimos tempos (e olha que esse é naturalmente um estilo extremamente viciante, com esses vocais melódicos e esses riffs cadenciados, e o Graveyard se destaca). Os vocais, divididos entre Joakin Nilsson e Jonatan Larocca, também guitarristas, são um dos pontos fortes da banda e do disco, e principalmente do estilo, pois são bem apaixonados, intensos e melódicos, compondo excelentes refrões. Os riffs são aquele esquema cadenciado e com solos permeando algumas músicas, de forma que são cativantes e nada cansativos, embora isso ainda acometa infelizmente algumas bandas do estilo. Não é o caso do Graveyard, e muito disso também se deve ao baterista Axel Sjöberg e ao baixista Rikard Edlund que seguram bem as pontas numa cozinha sinistríssima e toda psicodélica, com aquelas viradas constantes usando mais do que simplesmente prato-bumbo-caixa, explorando bem os tons, e o baixo muito melódico, mais do que simplesmente acompanhando guitarras e bateria.

No geral não é difícil se apaixonar pelo Graveyard, seja você fã ou não das bandas mais clássicas, a sonoridade do grupo é totalmente atual e original, mesmo que bebendo de fontes setentistas. E a pegada da banda é totalmente viciante, os vocais são extremamente grudentos, com um instrumental psicodélico e pesado, ao mesmo tempo que bem melódico. No mais, as letras são naquele velho estilo sinistro e místico, valendo muita a pena dar uma olhada também.

E pra finalizar, esse post to fazendo após um pedido da galera do twitter (embora eles tenham pedido Classic Rock, eu tava louco pra postar essa banda e finalmente tomei vergonha na cara, espero que gostem, mas vou ver se providencio também uns clássicos mais roots), onde rola de vez em quando umas interações bem legais, dicas e tal. Então baixa esse disco e segue nóis lá ouvindo essa belezinha pra entrar na vibe, lindeza obscura psicodélica revival maravilhosa. Ou por aí.

MySpace

Tracklist:

1- "Evil Ways" – 3:28
2- "Thin Line" – 5:24
3- "Lost in Confusion" – 3:23
4- "Don't Take Us for Fools" – 4:02
5- "Blue Soul" – 6:17
6- "Submarine Blues" – 2:25
7- "As the Years Pass By, the Hours Bend" – 4:41
8- "Right Is Wrong" – 4:27
9- "Satan's Finest" – 5:31

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terça-feira, 17 de abril de 2012
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Jack White - Blunderbuss

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Gênero: Alternative Rock, Garage Rock, Blues Rock, Indie Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Jack White é um músico/produtor conhecido pelo seu trabalho em bandas como White Stripes, The Dead Weather e The Raconteurs. Jack é considerado pela Rolling Stone Magazine como um dos 100 melhores guitarristas da história, entre outros títulos e prêmios conquistados por ele durante sua carreira. Em abril desse ano sai o tão aguardado disco solo. Confesso que fiquei meio desconfiado com o lançamento do primeiro single, "Love Interruption" não é exatamente uma boa música, porém, o segundo single "Sixteen Saltines" uma música excelente, com a cara de Jack White. O disco foi escrito, gravado e produzido inteiro por ele e lançado pela própria gravadora, coisas de Jack White. Os dois singles, "Love Interruption" e "Sixteen Saltines" foram apresentadas no Saturday Night Live. A faixa "Freedom At 21" foi lançada em CDs amarrados a balões de hélio, os fãs que achavam os CDs poderiam fazer um check in no site do músico, indicando onde o CD foi achado.

O disco abre com "Missing Pieces" e um piano suave de White, seguida pela já citada e incrível "Sixteen Saltines", "Freedon At 21" e a dispensável "Love Interruption". A faixa título, "Blunderbuss" é uma baladinha que lembra alguns b-sides do White Stripes. "Weep Themselves To Sleep" é uma faixa que merece destaque, seguida pela dançante "I'm Shakin", "I Guess I Should Go To Sleep" é outra faixa que conta com Jack White no piano, de forma genial. O disco fecha com "Take Me With You When You Go". Blundesbuss é um disco com uma bela capa e que seria perfeito se não fosse por "Love Interruption", na boa, essa música é muito ruim.

Tracklist:
1. Missing Pieces
2. Sixteen Saltines
3.  Freedom At 21
4. Love Interruption
5. Blunderbuss
6. Hypocritical Kiss
7. Weep Themselves To Sleep
8. I'm Shakin'
9. Trash Tongue Talker
10. Hip (Eponymous) Poor Boy
11. I Guess I Should Go To Sleep
12. On an On and On
13 Take Me With You When You Go

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
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The Black Keys - El Camino

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Gênero: Blues Rock/Garage Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Talvez essa tenha sido a última grande surpresa de 2011. The Black Keys aparece com uma carreira ascendente nos últimos 4 anos, mas agora chegou a hora da explosão do duo de Ohio. Aos moldes do que o White Stripes executou em sua carreira (porém essencialmente diferente), o Black Keys constrói um empolgante som apenas com uma simples bateria, e riffs de guitarra empolgantes carregados de influências e referências ao Blues, ao Southern Rock e porque não ao Soul?

Desde Brothers a banda desponta recebendo inúmeras críticas positivas, correndo pelo circuito de festivais mundiais, e talvez já esperando como o auge do grupo, El Camino apresenta isso logo com a sua capa e titulo. O titulo faz referência ao caminho que o grupo percorreu até aqui, e a van da foto não é apenas uma van qualquer, foi a van onde a dupla dirigiu por longas estradas em suas primeiras turnês.

El Camino representa o sétimo trabalho de estúdio deles, temos até então o álbum mais polido, curto, de fácil digestão, catchy e agradável, porém, não perde o lado visceral, cru, garageiro que tanto representa a banda, e isso é o mais importante. Toda aquela reverência ao rock dos anos 70 continua aqui, como se fosse um verdadeiro tributo às bandas de Blues Rock tão aclamadas da época, e com outras diversas influências que vem até da música Gospel tão marcante no Sul dos Estados Unidos.

Enfim temos aqui a banda que atualmente está escalada como headliner do primeiro dia do Coachella, que esgotou ingressos para o Madison Square Garden, que tem como banda de abertura nada menos que o Arctic Monkeys e que muitos aguardam ansiosamente para que venham chacoalhar o Brasil.

Myspace//LastFM

Tracklist

1. Lonely Boy
2. Dead and Gone
3. Gold on the Ceiling
4. Little Black Submarines
5. Money Maker
6. Run Right Back
7. Sister
8. Hell of a Season
9. Stop Stop
10. Nova Baby
11. Mind Eraser

Mega

sábado, 14 de janeiro de 2012
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The Folsoms - Outlaw Country

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Gênero: Alternative Country
País: Brasil
Ano: 2010

Comentário:  "Folsom Prison Blues. O título da música antológica de Johnny Cash deu nome a uma dais mais importantes bandas do Alternative Country brasileiro: o The Folsoms. Em uma sonoridade que integra o Outlaw Country e o Rock Underground o grupo criado em Belo Horizonte em 2005 destaca-se no cenário nacional como uma das mais prestigiadas no estilo.

Conhecida por seu shows marcantes a banda lança em outubro de 2010 seu primeiro CD, pela gravadora 53HC / V8 Records. Com respeito a suas matrizes e com a apresentação de seu repertório autoral o The Folsoms mostra sua habilidade em transitar por públicos diversos sem perder sua essência fazendo uma ponte legítima entre o Country e o Rock."  Texto retirado do Myspace da banda.

Há algum tempo venho pensando em postar alguma banda da minha cidade, optei pelo The Folsoms, pois acho uma das bandas mais interessantes do underground de BH, eles possuem uma sonoridade influenciada pelo mito Johnny Cash e sempre fazem shows muito animados, eu já assisti a uns dois shows deles e posso garantir que é coisa de primeira. Não consegui achar muitas informações sobre eles na internet, o vídeo abaixo tem uma pequena entrevista feita em um programa de TV e uma apresentação da música que abre o disco, a música começa aos 2:54, o resto da entrevista e outras músicas podem ser vistos aqui e aqui.

MySpace

Tracklist:
1. I'm So Tired
2. He Wanted Out
3. White Queen
4. Runaway
5. My Dear Friend
6 You And Me
7. Nobody's Sweet Like My Baby
8. No Goodbyes
9. Lonely Fools
10. Ilusion
11. She
12. The Bourbon King
13. A Carcaça De Um Outro Alguém + Cavaleiros Do Céu

BayFiles

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domingo, 28 de agosto de 2011
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Pignes 60's: Blues/Blues Rock

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A primeira coisa que eu gostaria de dizer é que eu nunca tive a pretensão de, em vinte e poucas canções, sintetizar todo o sentimento e produção musical de um gênero tão extenso e importante quanto o Blues e sua fusão com o Rock. Eu tenho que me eximir um pouco da responsabilidade, claro. Alguns dos vários nomes que não apareceram na coletânea, eu vou postando aos poucos.

A segunda coisa é que eu acredito que, para explicar as minhas escolhas, é necessário uma breve introdução histórica . O Blues nasceu nas fazendas de algodão do Sul dos Estados Unidos. Aonde os negros soltavam a voz para aliviar um pouco o cansaço do trabalho. A primeira geração de bluesmen profissionais era composta de negros incapacitados para o trabalho manual. Blind Lemon Jefferson talvez seja o maior representante desta geração. E foi dessa forma que o Blues de bases harmônicas simples se espalhou rapidamente por todo Sul do Estados Unidos com os músicos intinerantes de vida na estrada.

Até a segunda Guerra Mundial, o principal celeiro musical do Blues era a região do Delta Mississipi. Aquela região seria a responsável pelo aparecimento daqueles que talvez fossem os maiores bluesmen de toda a história, dentre eles, o lendário Robert Johnson. E de um gênero musical único, o Delta Blues que inventaria um truque aprimorado por Elmore James, o Slide. Mas com o ínicio da Segunda Guerra Mundial, o panorama social americano mudou drasticamene. Os negros agora habitavam as periferias das grandes cidades do Centro-Norte como Memphis, mas especialmente, Chicago. E foi nesse cenário urbano que aconteceria a adição de um novo elemento: a guitarra elétrica. Aqui, na adição deste novo elemento, começa verdadeiramente a minha coletânea.

Chicago viu nascer a parceria de Muddy Waters e Willie Dixon que renderia vários blues standards. Buddy Guy e Otis Rush seriam nomes responsáveis pela consolidação do Chicago Blues. Enquanto isso, o solitário John Lee Hooker surgia em Detroit. Os três reis da guitarra elétrica cravariam seu nome na história na música: B.B. King, Albert King e Freddie King. Embora bluesmens como Lightnin' Hopkins e Jimmy Reed não deixassem de ser nomes importantes.

Nesta época, o Rock já havia nascido. Mais do que isto, o Blues era ingrediente fundamental no receita de qualquer banda. De Elvis Presley a Led Zeppelin não havia quem não tivesse sido influenciado. Por isto, Paul Butterfield Blues Band que foi importante levando o Blues aos brancos. Com toda essa agitação nos Estados Unidos era natural que o Blues chegasse a Terra da Rainha. Era tempo do Blues britânico: John Mayall, Savoy Brown, Peter Green e, futuramente, o prodígio, Eric Clapton.

Mas não só o Blues chegou em terras inglesas como também o Rock And Roll. Estas novas bandas influenciadas pelo Rock e Blues formariam o Blues Rock britânico. Muitas delas participariam da chamada "Invasão Britânica". The Animals, The Rolling Stones e, especialmente, o The Yardbirds foram as minhas escolhidas. Eu digo especialmente o The Yardbirds porque a banda ficou famosa por ter, em tempos diferentes, ninguém mais, ninguém menos que Jimmy Page, Eric Capton e Jeff Beck. Que seriam os homens responsáveis pelo desfecho do Blues Rock na decáda de 1960. Enquato Jimmy Page se uniria a Robert Plant e fundaria o Led Zeppelin, Jeff Beck montaria seu Jeff Beck Group supostamente para rivalizar com o Led. Fato é que o resultado do Blues Rock, na decáda de 1970, é o Hard Rock.

Tracklist

01. Fleetwood Mac - My Heart Beat Like a Hammer
02. B. B. King - You Done Lost Your Good Thing Now
03. The Animals - I'm Crying
04. Howlin' Wolf - Back Door Man
05. Lonnie Mack - Memphis
06. Jimmy Reed - Bright Lights, Big City
07. The Rolling Stones - Cry To Me
08. John Lee Hooker - One Bourbon, One Scotch, One Beer
09. John Mayall - All Your Love
10. Muddy Waters - (I'm Your) Hoochie Coochie Man
11. Cream - I Feel Free
12. Albert King - Oh, Pretty Woman
13. The Yardbirds - I'm a Man
14. Elmore James - Done Somebody Wrong
15. Canned Heat - On The Road Again
16. Otis Rush - Homework
17. Savoy Brown - It Hurts Me Too
18. Freddie King - Get Out of My Life, Woman
19. Memphis Slim and Willie Dixon - How Make You Do Me Like You Do
20. Paul Butterfield Blues Band - Two Trains Running
21. Lightnin' Hopkins - Mojo Hand
22. The Jeff Beck Group - Morning Dew
23. Buddy Guy - Money (That's What I Want)
24. Ten Years After - I'm Going Home

Mediafire (Link gentilmente reupado pelo visitante Fred, valeu cara! - agradeçam a ele, bando de maleducados)


sábado, 27 de agosto de 2011
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Johnny Winter - Live Johnny Winter And

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Gênero: Blues Rock
País: EUA
Ano: 1971

Comentário: Eu o deixei fora de uma coletânea de Blues. Podem me queimar, o herege. John Dawson Winter III tornou-se conhecido pelas suas atuações enérgicas nas décadas de 1960 e 1970. Vencedor de Grammys e membro do Hall da Fama do Blues desde 2003, eleito septuagésimo quarto melhor guitarrista da história pela Rolling Stone.

Johnny Winter And foi um disco ao vivo muito popular em seu tempo. Trazia um repertório um pouco mais antigo em ínfimos querenta minutos do Blues de mais alto nível. A versão de Great Balls Of Fire quase tão energética quanto a de Jerry Lee Lewis. Em Good Morning Little School Girl, a banda de Winter mostra a forma que se deve tocar uma guitarra, nem nos percebemos falta da harmônica, tão marcante na versão original de Sonny Boy Williamson I. Long Tall Sally continua o clima festeiro. Johnny B.Goode fecha tudo com chave de ouro.

Disco simplesmente essencial aos fãs do albino mais alucinógeno da história. Dedicado também aos fãs do blues, rock e da boa música em geral.

Tracklist 
01. Good Morning Little School Girl
02. It's My Own Fault
03. Jumpin' Jack Flash - Rock And Roll Medley
04. Great Balls Of Fire
05. Long Tall Sally
06. Whole Lotta Shakin' Goin' On
07. Mean Town Blues
08. Johnny B.Goode

Site Oficial

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sábado, 9 de julho de 2011
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Hugh Laurie - Let Them Talk

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Gênero: Blues / Blues Rock / R&B
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Sabem de uma coisa? Eu sou fã assumido da série House. E como fã posso dizer que a chave do sucesso dela é Hugh Laurie. O britânico incorpora perfeitamente o personagem Gregory House. Dizem que é porque ele próprio é muito parecido com o médico na vida real. O ator mais bem pago da TV americana luta contra a depressão, já escreveu livros e acaba de lançar um disco de Blues.

Nós já o conhecíamos da Band From TV que é um projeto que ele participa. Mas dessa vez é a oportunidade perfeita para conferir se os talentos de Laurie ultrapassam as artes cênicas. Claro que vários atores não deram certo na música: Will Smith, Russell Crowe, Steven Seagal. No entanto, eu não esperava outra coisa dele, se não boa música, já que no seriado é ele mesmo que vive arrancando alguns solos de uma guitarra ou uns belos acordes de um piano.

O disco abre com St. James Infirmary que, de uma introdução melancólica no piano, cresce sinfônicamente até dar lugar à um Blues rosnado e ressentido. Tão bom quanto a versão de Louis Armstrong da canção. Outra carro-chefe do álbum é You Don't Know My Mind que contribui para o clima de melancolia do disco. The Whale Has Swallowed Me é uma das melhores, é como se Hugh estivesse contando uma estória, somente um violão e alguma percussão fazem um fundo sonoro. Faço menção a algumas participações especiais no registro como Tom Jones, Irma Thomas e Dr. John. Embora as faixas com os convidados especiais destoarem um bucado do álbum, é como se elas tivessem sido pegas de discos diferentes e encaixadas só pra "completar", entende? Apesar de não serem ruins é o caso de Tom Jones em Baby, Please Make a Change, Irma Thomas em John Henry e Dr. John em After You’ve Gone. Contudo o clímax do album mesmo é com a canção-título. Let Them Talk traz todo o poder das cordas vocais de Laurie em seu piano que o acompanha desde os 6 anos de idade. É uma canção de amor como não poderia deixar de ser.

Let Them Talk não vai revolucionar a música, não é o melhor lançamento do ano, mas com certeza é uma audição prazerosa de quase uma hora. E eu desafio qualquer um a encontrar uma incursão de atores na música que tenha produzido um registro melhor que o de Hugh Laurie.

Hugh Laurie: "Vou lançar um disco. Sei que atores não costumam fazer algo bom na música, mas esse será legal."

Tracklist
01. St. James Infirmary
02. You Don't Know My Mind
03. Six Cold Feet
04. Buddy Bolden's Blues
05. Battle Of Jericho
06. After You've Gone
07. Swanee River
08. The Whale Has Swallowed Me
09. John Henry
10. Police Dog Blues
11. Tipitana
12. Winin' Boy Blues
13. They're Red Hot
14. Baby, Please Make A Change
15. Let Them Talk

Site Oficial

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sexta-feira, 24 de junho de 2011
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John Mayer - Continuum

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Gênero: Pop Rock/ Blues Rock/ Acoustic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: John Mayer é um guitarrista e cantor americano, ganhador do Grammy por Melhor Performance Vocal Masculina em 2003. O estilo predominante da música de John, desde o início de sua carreira, é o pop rock com leves toques de blues. Uma excelente voz, acompanhada por sua 'carinha' de galã, baladinhas acústicas como "Daughters" e "Your Body is a Wonderland" tornaram John um fenômeno de vendas nos EUA e colocou-o como um dos grandes nomes da música comercial americana.

Eis que em 2006, o sr. Mayer surpreendeu e produziu uma pérola musical chamada Continuum. O álbum é um lindo espécime de álbum repleto de feeling e inspiração musical. A pegada do álbum é totalmente blues. Mas não um blues à la B.B. King. John Mayer criou seu próprio híbrido de blues e pop rock neste álbum. A composição musical foi um grande acerto. Canções lindas, introspectivas e com uma carga emocional fantástica, vide "Belief", "Stop this Train" e "Slow Dancing in a Burning Room".

Um cover de "Bold as Love" de Jimi Hendrix está presente no álbum, e magistralmente executada por Mayer. Que, por falar nisto, é um guitarrista de primeira classe. Não um guitarrista naquele clássico estilo "fritador" que o rock e o metal tanto agraciam. John tem seu estilo bluesy de tocar guitarra, com um sentimento e uma técnica refinadíssima, que torna sua música um prato cheio para os apreciadores dos mestres das 6 cordas com feeling.

Resumindo, apesar de ser, a priori, um artista pop, John Mayer merece muito respeito e admiração, pois, principalmente por este álbum, mostra que tem talento de sobra, feeling pra dar e vender, muita criatividade e tem também grandes 'bolas', pois não é todos os dias que vemos vencedores do Grammy mudando de 'foco' musical e entregando um tapa na cara daqueles que não acreditam em seu verdadeiro talento. Mito.


Tracklist:

1 Waiting on the World to Change (3:21)
2 I Don't Trust Myself (With Loving You) (4:52)
3 Belief (4:02)
4 Gravity (4:05)
5 The Heart of Life (3:19)
6 Vultures (4:11)
7 Stop This Train (4:45)
8 Slow Dancing in a Burning Room (4:02)
9 Bold as Love (4:18)
10 Dreaming With a Broken Heart (4:07)
11 In Repair (6:09)
12 I'm Gonna Find Another You (2:43)



domingo, 22 de maio de 2011
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The Animals - Discografia

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Gênero: Blues Rock / R&B
País: Reino Unido
Ano: 1962-1969 / 1977 / 1983-1984

Biografia: The Animals é uma banda de rock britânica formada na década de 1960. Integraram, junto aos Beatles, Stones e outros, o movimento que ficou conhecido por Invasão Britânica. Mas diferente das demais bandas, os Animals continuaram tocando o Blues com forte influência da música folk. Mais especificamente do expoente folk rock de Bob Dylan. Também influenciaram a banda grandes nomes como: Nina Simone, Chuck Berry, Fletcher Henderson e vários outros grandes do Blues, Jazz e R&B.

A história do conjunto é marcada pela constante troca de integrantes. Muitos acreditam que esse fato se deva à personalidade inflexível de Eric Burdon que, em 1976, deu continuação a banda sobre sob a égide de Eric Burdon and the Animals. Mudando completamente o estilo musical do grupo, abandonando o Blues e dando início a uma fase psicodélica nos Animals.

Nas décadas de 1970 e 1980 os membros originais retornaram, sem sucesso ou repercussão, à atividade. Diante do fracasso, eles selaram o fim de um dos expoentes do R&B de todos os tempos.

Comentário: A prensagem americana de The Animals, primeiro disco do grupo, omitia alguns clássicos da versão britânica. Inclusive isso era muito comum nas bandas da época, lançavam-se álbuns homólogos nos EUA com músicas mais radiofônicas. Mas, independente a isso e independente de como fosse a personalidade de Eric Burdon, sua voz foi o que mais me chamou atenção nesse registro. A voz de Burdon é como os uivos de um velho lobo que fraqueja. Regravando Chuck Berry e outros que compunham a influência obrigatória das bandas de época construíram um registro sólido. Sendo a canção folclórica “House of the Rising Sun” o carro-chefe do disco.

O segundo disco em terras americanas foi The Animals On Tour e, apesar do nome, não é um álbum ao vivo. A obra exibe um The Animals mais inteirado sobre os ritmos americanos. Trazendo como única composição própria o super hit I’m Crying. Apesar das ótimas interpretações, esse álbum não apresentou nenhuma evolução desde o primeiro registro, talvez um aumento das participações de Alan Price nos teclados. São músicas que facilmente poderiam estar espalhados por B-sides e coletâneas.

Animal Tracks, tanto em versão americana quanto britânica, são discos que apresentam poucas composições próprias, manteve-se no mais do mesmo. Embora as interpretações sejam impecáveis.

Animalization (US) foi retirado da versão britânica de Animalism, de 1966, acabou se tornando meu álbum favorito dos Animals. Ainda que algumas músicas tenham sido retiradas da versão britânica em prol de hits. O que, inclusive, atraiu muitos compradores nas terras de Tio Sam. O grupo pela primeira vez conseguiu demonstrar uma face própria ainda que poucas fossem suas composições próprias.

Após 11 anos em hiato os membros originais resolvem se reunir. Foi o disco certo na hora errada. Before We Were So Rudely Interrupted foi lançado em 1977 quando os olhos do mundo estavam voltados à revolução musical conhecida por Punk Rock. Isso acabou abafando um dos discos mais menosprezados da história, trazia uma melancólica mistura que mais parecia ser vinda do Sul dos Estados Unidos do que das terras da Rainha.

Ark foi o registro mais consistente do grupo. O álbum todo estava revolto de uma atmosfera Post-Punk. Possuía momentos alegres, obscuros e agressivos. Fechando com chave de ouro a discografia dos Animals.

P.S.: pessoal, devido a diferença de prensagem que eu expliquei, a discografia está incompleta. Peço encarecidamente que se alguém possuir os discos que faltam, me envie.
P.S.: Eu optei por não disponibilizar os discos da época referente ao "Eric Burdon & The Animals", pois é algo completamente alheio ao som feito pelos Animals originais. Se encaixando muito mais como um projeto solo de Eric Burdon.


The Animals (US)

Tracklist
01. House Of The Rising Sun
02. Blue Feeling
03. The Girl Can't Help It
04. Baby Let Me Take You Home
05. The Right Time
06. Talkin' 'bout You
07. Around And Around
08. I'm In Love Again
09. Gonna Send You Back To Walk
10. Memphis Tennessee
11. I'm Mad Again
12. I've Been Around

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The Animals On Tour (US)

Tracklist
01. Boom Boom
02. Hou You've Changed
03. I Believe to My Soul
04. Mess Around
05. Bright Lights, Big City
06. Worried Life Blues
07. Let the Good Times Roll
08. I Ain't Got You
09. Hallelujah I Love Her So
10. I'm Crying
11. Dimples
12. She Said Yeah

Download: Megaupload Hotfile

Animal Tracks (UK)
Tracklist
01. Mess Around
02. How You've Changed
03. Hallelujah, I Love Her So
04. I Believe My Soul
05. Worried Life Blues
06. Roberta
07. I Ain't Got You
08. Bright Lights Big City
09. Let The Good Times Roll
10. For Miss Caulker
11. Roadrunner

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Animalism (UK)
Tracklist
01. One Monkey Don't Stop No Show
02. Maudie
03. Outcast
04. Sweet Little Sixteen
05. You're On My Mind
06. Clapping
07. Gin House Blues
08. Squeeze Her Tease Her
09. What Am I Living For?
10. I Put A Spell On You
11. That's All I Am To You
12. She'll Return It

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Animalization (US)
Tracklist
01. Don't Bring Me Down
02. One Monkey Don't Stop No Show
03. You're on My Mind
04. She'll Return It
05. Cheating
06. Inside Looking Out
07. See See Rider
08. Gin House Blues
09. Maudie
10. What Am I Living For
11. Sweet Little Sixteen
12. I Put a Spell on You

Download: Rapidshare Megaupload Hotfile

Before We Were So Rudely Interrupted



Tracklist
01. Brother Bill
02. It's All Over Now, Baby Blue
03. Fire On The Sun
04. As The Crow Flies
05. Please Send Me Someone To Love
06. Many River To Cross
07. Just A Little Bit
08. Riverside County
09. Lonely Avenue
10. The Fool

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Ark

Tracklist
01. Loose Change
02. Love Is For All Time
03. My Favorite Enemy
04. Prisoner Of The Light
05. Being There
06. Hard Times
07. The Night
08. Trying To Get You
09. Just Can't Enough
10. Melt Dow
11. Gotta Get Back To You
12. Crystal Nights
13. No John No

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quarta-feira, 4 de maio de 2011
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Mazoon Drive - Mazoon Drive [EP]

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Gênero: Classic Rock
País: São Paulo - Brasil
Ano: 2010

Comentário: Este post é para aqueles que se interessam pelos termos revival, vintage, classic rock e rock nacional. Assim é, basicamente, o Mazoon Drive, que em fluente inglês resgatam o passado e até conseguem nos confundir quanto a sua nacionalidade.
Vinda da Capital Paulista, mais precisamente da Zona Leste, a banda é formada por quatro músicos: Rodrigo Rivera (vocal), Thiago Pavarini (guitarra), Caio Benvindo (baixo) e Bruno Monkra (bateria) que, segundo o fixado por eles e por quem os ouvem: possuem a essência da música negra como o Blues e a Soul Music, Blocos Carnavalescos e diversas músicas de Raíz.

"4 rapazes músicos que nasceram com o interesse de fazer música autoral e espontânea mesclando o peso do Rock protesto, o requinte do Vintage e a marginalidade do Blues. A sonoridade retrata o ambiente no qual fomos criados." — Apesar de tudo isso, eu noto a influência de bandas como a dinâmica Led Zeppelin, a progressiva Deep Purple, a pesada Black Sabbath e ainda um retoque do grunge — assim como do rock alternativo em geral —, fazendo com que a banda, mesmo na tentativa de resgatar o bom e velho rock, tenha seu próprio estilo e não deva nada a ninguém (ou deva a todos).

A banda ainda já se apresentara várias vezes, como no III Festival Rock na Estação, na Feira da Vila (32ª Feira de Artes da Vila Madalena), Manifesto Bar, Café Aurora, outros locais alternativos e até na CB Bar, ao lado de Black Drawing Chalks, umas das maiores revelações nacionais. Também venceu festivais como o Cult in Music, organizado pela Cultura Inglesa e o Festival Novos Acordes, organizado pela Clínica da Música. Além disso o guitarrista Thiago Pavarini participa com notoriedade da atual temporada do programa Geléia do Rock, realizado pelo canal MultiShow e no qual você pode conferir um trecho no Youtube.

Particularmente é uma banda que tem tudo para ganhar ainda mais destaque, principalmente por composições como Black Bones, A Day at the River e Miss Gypsy, porém todas as demais criações são belas e empolgantes. O som da banda está bem unido, desde a 'cozinha', onde a bateria e o baixo seguram com firmeza, porém estilosa, enquanto a guitarra faz marcantes riffs e linhas bem trabalhadas. Ah, e claro, o vocal, que na minha opinião, é um dos maiores destaques da banda, tanto no inglês como em sua tonalidade.

Finalizando, a banda disponibilizou o single para download no Overmundo (faixas: A Day at the River e Miss Gypsy), e deixou as demais faixas que completam o EP nos sites Oi Novo Som e Trama Virtual (ambos necessitam de um simples cadastro). Neste caso, baixem de ambos, reunam em uma única pasta e editem suas músicas seguindo este guia mande in pignes. Você pode entrar em contato com a banda através do e-mail mazoondrive@gmail.com ou pelos telefones 11 6370 2114 (Caio Benvindo) e 11 7302 6395 (Thiago Pavarini).

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OiNovoSom//TramaVirtual//LastFm//mazoondrive@gmail.com

Tracklist:
1. Black Bones
2. A Day at the River
3. Miss Gypsy
4. Streets Again
5. Ahead

Downloads:
Overmundo (single)
OiNovoSom (restante das faixas)
TramaVirtual (idem)

Prévias:
1. Black Bones

3. Miss Gypsy

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.