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sábado, 17 de maio de 2014
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Titãs – Nheengatu

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Gênero: Punk Rock / Rock
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: Faz tempo que estava esperando esse novo álbum dos Titãs. Esse novo álbum seria uma volta ao “Cabeça Dinossauro” (pelo menos foi o que a banda prometeu) e ao bom punk rock que o Titãs sabe fazer também, talvez não com a mesma fórmula, mas sim com a mesma essência desse aclamado álbum. Isso me instigou a procurar informações sobre o décimo quarto álbum da banda e o que esperar dele – a capa me instigou; obre de um holandês sobre a Torre de Babel, para chegar a Deus e originando vários idiomas espalhados pelo mundo e o título, “Nheengatu” foi esclarecedor. Língua criada pelos jesuítas para unificar a linguagem indígena assim que chegaram ao Brasil, para mim, estudante de antropologia (daqui a um semestre serei um, de fato, assim espero) o conceito do álbum refletiu totalmente o estágio em que nosso país está vivendo, nas palavras do próprio Titãs – “Uma tentativa de fazer uma foto instantânea do Brasil atual, as duas ideias se contrapõem bem: uma palavra (e uma linguagem) de entendimento para tentar explicar um mundo de desentendimento.”

E com essa atmosfera de espera dei o play na primeira faixa do álbum “Fardado” e não me surpreendi que de fato a promessa estava sendo cumprida! “Fardado” é suja, é pesada, é uma típica música de protesto para abrir o álbum, só por ela já podemos concluir que: “Cabeça Dinossauro” vai voltar!

“Nheengatu”, segue em sua vibe suja, decadente, corrompida e politizada. Em termos de temática, “República dos Bananas” é bem inovadora em sua letra e sua maneira de abordagem, além de ser um pouco mais rápida que as faixas anteriores, remete quase diretamente ao som criado pela banda na época de “Cabeça Dinossauro”, por sinal, a faixa seguinte também carrega o mesmo apelo: “Fala, Renata” - que consta também com uma sonoridade muito própria.

Divagando um pouco, acho que, por estarmos em um ano infestado por tantos protestos e manifestações, esse álbum não poderia sair em outra época! Temos um palco ideal montado para esse Nheengatu, para essa confusão de falas diferentes que querem unificar como una, essa desclassificação das minorias diante dos nossos olhos – dessa minoria que consegue, aos poucos, apoio de uma maioria que percebe que ser minoria não necessariamente o faz marginal e esquecido – as minorias, as outras línguas, os vários discursos, não podem ser tomados como únicos, precisamos da relativização que nos cabe, da decência de ver que todos somos, pasmem, humanos e temos nossos direitos!

Ok, passado o momento divagação, voltemos ao álbum: “Canalha” do Walter Franco, é aqui regravada em um ambiente mais iluminado, talvez uma meia-luz, porque a faixa, como a original, apresenta a soturnidade necessária que a faixa clama – e o trabalho da guitarra na faixa é incrível, carrega com o vocal o nível de dor e descontentamento, aqui na medida, que é pedido. Ótima faixa, compõe muito bem com as canções originais do álbum, complementa, não é um mero cover ao acaso: uma excelente ponte entre “Cadáver Sobre Cadáver” e “Pedofilia”

“Pedofilia”, aliás, é uma das melhores faixas do álbum, para mim. A letra é forte, explícita, contendo os argumentos de um pedófilo em um vocal semi-sussurrado, com o peso da soturnidade da faixa anterior e uma bateria apressada, um vocal rasgado no refrão, um experimentalismo no meio e, putaqueopariu, uma faixa foda – o peso do punk rock que um dia o Titãs representou repousam magistralmente nessa faixa.

“Chegada ao Brasil (Terra À Vista)” segue, em ritmo, o refrão da faixa anterior e acho quem e torno repetitivo se falar da letra, mais uma vez suja e problematizando os nossos próprios esteriótipos nessa brincadeira do descobrimento do Brasil, mais uma vez, uma letra muita boa em uma faixa, sonoramente, tão boa quanto. Nesse ponto do álbum chego até a concordar com a “crítica especializada”: um dos álbuns mais bem tocados e gravados do Titãs, de fato, um de seus melhores álbuns.

Antes de escrever essa resenha fui ver o que já escreveram sobre o álbum e concordo que a principal crítica (positiva, até) a ele é o fato de ninguém esperar que dos Titãs surgisse algo tão criativo e tão remetente a fase essencialmente punk da banda. Sou um fã ferrenho do “Cabeça Dinossauro”, tanto que tenho o LP do mesmo, não existe, em cena nacional, uma banda que sabe falar tão bem da realidade política e social que vivemos – ok, os caras estão ricos e estão falando de pobreza e desgraça, mas o discurso ainda é válido, aliás, mais do que válido. Só para constar na resenha: o vocal final de “Flores Pra Ela” é fantástico, fodamente gritado e machistas de plantão que acham que a vida de uma mulher deve ser regrada pelo seu bem-querer, mandos e desmandos: ouçam essa faixa, por favor.

Como não podia deixar de ser, em um álbum tão controverso, sobram também críticas a instituições religiosas em “Senhor”, de certo ponto, até velado. Em minha humilde opinião: não poderia faltar. Nos tempos modernos a salvação está em qualquer esquina, na mão de qualquer um, fazendo o povo que quer ser salvo entregar o que tem e o que não tem em nome de um senhor que eles nem sabem dizer direito quem é. E são dessas questões tão atuais e controversas que o álbum quer falar, colocar em debate, incitar, verdadeiramente, a chama de um debate.

O álbum encerra com “Baião de Dois” e “Quem São Os Animais?” da mesma maneira que começou: tecendo críticas ao atual sistema de vida que nos são impostos, os preconceitos que de antemão colocam em nós e nos fazem engolir como “pela ordem da família e dos bons costumes”, me desculpem, mas se for desse jeito que vamos respeitar os bons costumes eu prefiro os costumes ruins. Se for pra falar assim prefiro erradicar essa nheengatu unificador de discursos diferentes. Vamos queimar a Torre de Babel – não é preciso chegar ao céu, é preciso saber respeitar as diferenças aqui em terra.




Tracklist:
01. Fardado
02. Mensageiro da Desgraça
03. República dos Bananas
04. Fala, Renata
05. Cadáver Sobre Cadáver
06. Canalha
07. Pedofilia
08. Chegada ao Brasil (Terra à Vista)
09. Eu Me Sinto Bem
10. Flores pra Ela
11. Não Pode
12. Senhor
13. Baião de Dois
14. Quem São os Animais?

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sexta-feira, 28 de março de 2014
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Café Tacvba - Re

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Gênero: Latin Rock / Folk music / Punk rock / Pop / Hip-Hop
País: Méxixo
Ano: 1994

Comentário: "Tudo ao mesmo tempo agora": se uma frase pudesse sintetizar o que foram os famigerados e globalizados anos 90 a melhor definição seria esta. E para os adoradores da música composta neste fértil e versátil período talvez não há melhor disco que ilustre tamanha versatilidade sonora do que este Re, segundo álbum dos mexicanos do Café Tacvba.

Lançado em 1994 e produzido por Gustavo Santaolalla, o disco é um primor em termos de gêneros musicais, pois rock, punk, pop, reggae, ska e hip-hop convivem naturalmente entre ritmos latinos como a salsa,  o bolero e norteño, ritmo próximo ao folk, bastante popular na América latina. .

Composto por 20 faixas Re é de fato o trabalho mais popular do quinteto lidero por Rubén Albarrán. São deste objeto chamado disco os hinos "La ingrata", "Esa noche", "El ciclón", "Las flores", "El puñal y el corazón" e a belíssima "El baile y el salón", todas também presentes na essencial coletânea Tiempo transcurrido que traz à tona o supra sumo da banda, cobrindo todos discos lançado até 2001.

Tido pela crítica como como o melhor álbum latino americano de todos os tempos o mesmo é para alguns o "álbum branco" do grupo, em alusão ao soberbo clássico dos Beatles.  Tal afirmação, perfeitamente justificável, pode ser comprovada numa primeira audição.

Por fim, aos desaviados e afortunados que irão ao Lollapalooza Brasil semana que vêm fica a recomendação: assistam à apresentação do grupo. É diversão garantida.      


Tracklist:

01. El aparato
02. La ingrata
03. El ciclón
04. El borrego
05. Esa noche
06. 24 horas
07. Ixtepec
08. Trópico de Cáncer
09. El metro
10. El fin de la infancia
11. Madrugal
12. Pez
13. Verde
14. La negrita
15. El tlatoani del bairro
16. Las flores
17. La pinta
18. El baile y el sálon
19. El puñal y el corazón
20. El bálcon

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
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Husker Du - New day rising

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Gênero: Alternative rock / Post-hardcore / Hardcore / Punk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1985

Comentário: Michael Azerrad, autor do livro Our band could be your life;obra que esmiúça a cena indie norte-americana dos  anos 80, descreve de forma primorosa a eferverscência daqueles tempos no qual uma gama de bandas, ainda obscuras, buscava arduamente seu lugar ao sol no cenário musical. No mesmo temos acessos à relatos de músicos, críticos e pessoas que acompanharam de perto a ascensão e queda desta cena que até hoje repercute tamanha a qualidade. Dentre tantas histórias magnificas a mais relevante delas é talvez a do trio Husker Du.

Formado por Bob Mould (guitarra e voz), Grant Hart (bateria e voz) e Greg Norton (baixo), a banda é do tempo em que a tal "cena alternativa" ainda não tinha nem mesmo nome, fator este que fez com que muitas das bandas desta época (leia-se Black Flag, The Replacements, Minor Threat entre tantas outras) fossem categorizadas meramente como punk, classificação reducionista por demais. Exemplo este é o terceiro álbum Husker Du, New day rising.

Produzido por Spot e pelo grupo em si, é neste álbum em que percebemos que as qualidades e vertentes sonoras de Mould e Hart. Distintos compositores, ambos atendem por características dispares em suas composições que podem ser, sem exagero algum, comparadas ao trabalho cometido por Lennon e McCartney na fase psicodélica dos Beatles. De um lado temos Grant, que responde pelo lado Macca do trio, responsável por canções hermeticamente ensolaradas e com refrões memoráveis carregados de emoção, tanto nas letras quando ao modo desleixado de cantar, como são audíveis em "Terms of physic warfare", "If I told you" (uma das raras parceiras com o guitarrista), a essencialmente punk "Girl who lives on Heaven Hill" e a pérola pop, conduzida ao piano, chamada "Books about UFOs". Bob, por outro lado, responde pela parte urgente, experimental e crua do disco, aproximando-o assim de John. A faixa título, cuja letra é repetição desenfreada  da sentença "novo dia raiando" por todos os seus 2 minutos e 35 segundos já merece destaque e é sem dúvida uma das melhores produções cometidas por eles. Não obstante, o guitarrista é responsável por toda a porção punk/hardcore, seja em canções pegajosas seja em "I apologize" e "I don't know what you're talking about", na elogiada "Celebrated summer" (coverizada inclusive pelo Anthrax), nas aceleradas "Whatcha drinkin'" e "Plans I make" ou na desconjuntada, distorcida e surreal "How to skin a cat".

Infelizmente, a união do trio não duraria por muito tempo. Drogas, desavenças e suicídio do empresário (David Savoy) sucumbiriam e provocaram o fim. Após este disco a banda gravaria ainda outros três grandes álbuns e encerraria de fato suas atividades.                          

De certo, anos mais tarde comprovariam que legado deixado pela banda seria enorme. Afinal muitas bandas da safra anos 90 afirmam ser o trio de Minnesota ser a sua grande influência. Vale lembrar inclusive que o Pixies nasceu de um anuncio postado com os seguintes dizeres "banda procura baixista que goste de Peter, Paul and Mary e Husker Du". De tempos em tempos muito outros artistas pagariam tributo e se hoje Mould e Hart seguem elogiadas carreiras solos muito se deve ao trabalho realizado nos anos de ouro desta década.
         

Tracklist:

01. New day rising
02. Girl who lives on Heaven Hill
03. I apologize
04. Folk lore
05. If I told you
06. Celebrate summer
07. Perfect Example
08. Terms of physic warfare
09. 59 times the pain
10. Powerline
11. Books about UFOs
12. I don't know what you're talking about
13. How to skin a cat
14. Whatcha drinkin'
15. Plans I make

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domingo, 22 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #5 - Camarilo, 100 Onces e The Industrialism

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Camarilo
Com um nome que mais parece ter surgido de um jogo de RPG e um vocal de narrador melancólico, Camarilo surgiu a nós e acabou agradando logo de cara. O quarteto de Vitória, Espírito Santo, lançou neste ano seu primeiro trabalho, um EP auto-intitulado com quatro músicas interessantemente bem construídas e de um instrumental convidativo. Mas o vocal é quem definitivamente eleva o espírito da banda e a atenção de nossos ouvidos, apresentando uma certa peculiaridade e soando forte, melancólico, muito bem compreensível e sem se destoar. Segundo os músicos Paulo Fagundes, Gabriel Calil, Luis Oliveira e Nicolas Azevedo, Camarilo é influenciado (...) por uma mesclagem das diversas influências da banda, como hip-hop/rap, trip-hop, folk, post-rock, entre outros. Então confira logo o trampo dos caras.

Pignianos sobre esse som:
"O Post-Rock é um gênero que já ta pra lá de saturado, é verdade, mas isso não impede que tenha suspiros de criatividade e qualidade. O som do Camarilo é envolvente, e seus vocais (fator relativamente raro no gênero) engrandecem o feeling melancólico que a banda se presta a ter."
— Koticho 

"O vocal é o destaque, soberbo, mas o instrumental também é apaixonante. Tudo na banda parece certinho, exceto, curiosamente, a aparente indecisão de gênero entre as faixas - tudo fica entre o post rock e um feeling 'los hermanos' nítido."
— Forbidden

Disco: Camarilo [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock / Indie rock / Alternative

Tracklist:
1.Cosmopolita 02:34
2.Meu Bem 04:43
3.Desencontro 03:56
4.Maçã 03:45

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100 Onces
Viajando até os EUA, mais precisamente em Los Angeles — que até onde notei, sempre se mostrou um berço fértil para bandas bastante interessantes — podemos ouvir o som de dois jovens muito influenciados pelo prog metal, música experimental e outras vertentes, que ecoa na forma de um math rock de vértices sutilmente arredondados que pode ser atribuído à influência do rock progressivo e da experimentação de forma harmoniosa. Tudo soa extremamente bem neste "100 One Says", por mais que agora sejam apenas dois membros, os encaixes das linhas instrumentais não deixam brechas. Aliás, vale destacar que, apesar de algumas frases e gritos, temos aqui um belo material instrumental. E como devem ter percebido com o uso das palavras "neste" e "agora", eles possuem mais dois e anteriores discos. "100 Once Is", em 2011 e com a mesma formação atual, que é Barrett Tuttobene e Richard Ray, e em 2012 lançaram o "Famous In Japan", com uma capa imitando a famosa bandeira anárquica, na forma estilizada e adotada pela Black Flag. Neste disco também contavam com o baixista Nick Van Meter.

Pignianos sobre esse som:
"Na vibe mais clássica do Math Rock teramelístico, a vibe do 100 One Says é técnica, mas cadenciada quando preciso, o que faz o feeling ser constante. É também energética e intensa."
— Forbidden

Disco: 100 One Says
Ano: 2013
Gênero: Math metal/ Experimental rock/ Instrumental/ Punk rock

Tracklist:
1.Oh Me Gee 04:24
2.Copornopocalypse 03:32
3.Conpiracy Keanu 03:08
4.Fucking Guy, No Offense 04:42
5.No 01:33
6.Organicore 03:12
7.Djimi Hendrix 06:33
8.Gary Busey 05:09
9.Cannibals as Leaders 06:01
10.El Chupabillbrah 03:58
11.Sick Ninja 06:10

DOWNLOAD (confira os demais álbuns)
Links: Facebook






The Industrialism
Voltando a atenção para o Brasil (ou nem tanto, visto o espírito "odeio esse calor infernal, quero sumir daqui!"), não é de hoje que conhecemos o projeto The Industrialism, inclusive em 2011 publicamos, a pedido de seu mentor Cesar "M1A1" Alexandre, seu segundo EP "Inconsequential Hallucinations". Agora M1A1 volta com o introspectivo "An Orphan Without Hope", que de cara você vai notar ter pouco haver com a realidade do Rio de Janeiro, seu local de origem. Tudo bem, a melancolia pode estar em todos os lugares do globo e em diferentes situações, mas e esse feeling de tempo enevoado e frio? Contudo esse lançamento não se refere a um material legitimamente novo. An Orphan Without Hope na realidade é composto por peças de piano gravadas em 2003, que embora exista, por vezes, uma sutil utilização de sintetizadores, mostra uma sonoridade bastante diferente daquela que viria aparecer nos trabalhos posteriores, onde a experimentação em música eletrônica determinariam como soaria o The Industrialism ao longo de tantos trabalhos. Pegue este disco, que é denso, mas belo e com bem menos elementos sobrecarregando seu som e compare com o Inconsequential Hallucinations (que pode ser baixado aqui), onde apenas a presença do breakcore já faz toda diferença entre eles.

Pignianos sobre esse som:
"Apesar do nome soar como referência ao gênero industrial, a incursão pela música eletrônica se dá por outros caminhos. A atmosfera sombria e nebulosa do ambient e idm serve de base para o carioca César Alexandre descarregar suas batidas quebradas e aceleradas de breakcore e drum'n'bass em parte de suas produções. Outras produções se aventuram por outros gêneros diversos da música eletrônica, enquanto algumas investem no Dark Ambient, outras carregam influências claras de gêneros como UK Garage.
Uma excelente pedida para fãs de música eletrônica."
— Koticho

"Finissimo som experimental, flerta com o industrial cru, mas o breakcore deixa tudo moderno e digital. Isso tudo sem perder uma vibe obscura. Lindíssimo."
— Forbidden

Disco: An Orphan Without Hope
Ano: 2013
Gênero: Modern Classical/ Piano/ Ambient/ Field Recordings/ Avant-Garde

Tracklist:
1. ...And Delusion Reigns Summertime
2. Illness Ecstatic I
3. Illness Ecstatic II
4. Illness Ecstatic III
5. Gymnopedie III: Lent et Grave

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Links: Facebook//SoundClound



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
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Signal Lost - Prosthetic Screams

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Gênero: Punk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2007

Comentário: Ah o punk rock! Quem diria que um gênero tão "limitado" fosse capaz de produzir tanta coisa diversificada e interessante, não é? É o caso da banda que trago pra vocês hoje, o sensacional "Signal Lost". Esse quarteto texano surgiu em 2003 e contava (sim, infelizmente a banda ja acabou) com integrantes de bandas como Deaththreat, Balance of Terror, Severed Head of State e J-Church.

Sobre o som, é um punk melódico muito original e dançante, com ótimos vocais femininos e guitarras que muitas vezes remetem ao post punk oitentista. Aliás, sobre os "ótimos vocais femininos", é impossível não dar um destaque especial a vocalista Ashley. Com um timbre maravilhoso e uma voz carregada de intensidade, melodia e atitude, ela é facil, facil uma das melhores vocalistas que ja vi dentro desse estilo. Dando muita personalidade e - porque não -até um acento pop a canções como a bombástica "Terminal" por exemplo.

Infelizmente, a banda acabou em 2007, depois de deixar 5 registros entre demos, LPs (esse que trago a vocês, é o ultimo full lançado pela banda) e splits, mas sua música continua aí. Forte, dançante e original. Antes de finalizar o post, só mais um detalhe: Se tiver a oportunidade de adquirir esse LP, não perca tempo. Essa capa original é simplesmente linda com esses detalhes dourados e o azul claro ao redor.


Tracklist:

01 - Blurry Vision
02 - Terminal
03 - Simulation
04 - Stop Motion Reality
05 - Casualty Routine
06 - Second Voice
07 - Never Looking Back
08 - La Beaute Est Dans La Rue
09 - Therapy
10 - Ghost Dance



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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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Guadalupe Plata - Guadalupe Plata

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Gênero: Punk Blues
País: Espanha
Ano: 2013

Comentário: Eu, particularmente, nunca tinha escutado falar de Punk Blues. Mas é exatamente assim que as pessoas têm definido esse trio de músicos vindos diretos da Andaluzia, Espanha. O seu novo disco, Guadalupe Plata - haja imaginação - foi lançado no começinho de 2013 e, desde então, se tornou um dos meus favoritos do ano.


Trazendo doses de punk, blues, música latina, country e rock sulista, o disco não soa derivativo. É um som orgânico, que, apesar de repleto de influências, não parece um recorte e colagem pelo simples incapacidade de decidir um estilo ou tipo de música.

Com um baixo marcado e uma bateria invocada, o disco parece uma jam session intercalada por alguns solos mais contidos. O próprio vocal costuma fazer entradas típicas dessas tão tradicionais sessões de improviso de Blues mundo afora.

Músicas como Demasiado explicitam essa mistura. Ao mesmo tempo com uma forte pegada de blues, uma guitarra puxando pro country e uma bateria que foge bastante aos dois estilos, a canção leva ainda mariachis, herança latina.

Outras, como El Blues Es Mi Amigo, já são mais rápidas, puxando para o punk. O vocal aparece, muito de vez em quando, e deixa a bateria, a guitarra e o baixo fazerem o trabalho. O som é nervoso, sem muito espaço para abstração. Algumas distorções e ruídos dão o toque mais lo-fi ao disco.

A atmosfera de baixo orçamento, inclusive, dá todo um charme ao trabalho. É quase como aquela sensação de ouvir Kyuss e se sentir no meio do deserto californiano. Aqui, no caso, o lugar são os cerrados da Andaluzia, muitas vezes tanto terra de ninguém quanto o interior norte-americano.

Um trabalho realmente exótico, na falta de termo melhor, Guadalupe Plata agrada diversos tipos de ouvinte, puxando para uma mistura concisa, pesada e cheia de atmosfera. Daqueles lançamentos que têm que surgir todos os anos, pelo bem da diversidade musical, essa é uma homenagem aos diversos gêneros interioranos da música popular americana e espanhola. Uma obra interessante tanto pela soma das influências quanto pelo resultado final.




Tracklist:
1. Lamentos - 1:09
2. Rezando - 3:42
3. Rata - 1:55
4. Oh my Bey! - 4:57
5. Demasiado - 2:08
6. Funeral de John Fahey - 2:14
7. Esclavo - 4:06
8. El Blues es mi Amigo - 2:17
9. Voy Caminando - 4:25
10. Milana - 2:54
11. Jesus está llorando - 3:08
12. No me ama - 3:58
13. Santo Entierro - 4:00

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
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Satan's Satyrs - Wild Beyond Belief!

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Gênero: NWOBHM/Heavy Metal/Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: "Hail Satan! Hey Lucifer! We are here baby". Fala pra mim, nego: Tem como um play começar de forma mais bonita?

Confesso que não sou o maior entusiasta do mundo quando se trata de bandas atuais que tentam resgatar o espirito do metal oitentista. Não por não curtir o metal feito nessa época, mesmo porque, ja dizia minha falecida vovozinha "Quem não gosta de Hellhammer brasileiro bom não é". O problema é que a maioria das bandas nesse estilo ou se contentam em apenas copiar descaradamente uma determinada banda da época, ou são insossas mesmo. Mas como toda regra tem sua exceção (inclusive essa, mas isso é papo pra conversas sem futuro na mesa de algum bar decadente da Rua Augusta), devo dizer que o Satan's Satyrs realmente me conquistou. Talvez por fazer uma musica que ao mesmo é simples mas que incorpora tantas e tantas referências legais como a NWOBH, speed metal, heavy metal classico, punk e até um pouco de Doom classico!

O Satan's Satyrs surgiu no ano 2009 em Herndon/Virginia (EUA). A principio uma one man band criada pelo baixista e vocalista Clayton Burgess (mais conhecido na quebrada como Claythanas) que influenciado por filmes de horror, filmes de motociclistas e bandas como Electric Wizard, Black Flag e Witchfinder General, gravou de la pra ca uma demo, um EP e um full lenght. Esse material foi gravado somente pelo Claythanas, mas nesse ano de 2013 a banda virou oficialmente um power trio.

O que trago pra vocês nesse post é justamente o full lenght "Wild Beyond Belief!", lançado em 2012 e uma verdadeira pepita para os amantes do metal negro e fétido. Contando com oito pedradas perfeitas, o album é maravilhoso do inicio ao fim. Desde o começo com "Sadist 69" e sua pegada matadora até o fechamento com a doom psicodelica "Satan's Satyrs" é impossivel pular uma unica faixa. Esse lado mais doom psicodélico alias, não se faz tanto presente, mas quando aparece mesmo que sutilmente, brilha mais que o Ronaldo no Corinthians, faixas como "Strange Robes", "Alucard" e a ja citada "Satan's Satyrs" comprovam bem isso. Os solos, se não são virtuosos, aparecem sempre na hora certa e são dignos de figurar no repertório de qualquer air guitar hero que se preze.

A gravação também caiu muito bem para o estilo apresentado pela banda. Propositalmente saturada mas deixando tudo muito audível. Inclusive o vocal agressivo e cheio de reverb, fazendo desse um album imperdivel e perfeito pra você assustar as testemunhas de jeová que batem a sua porta num domingo de manhã.




Tracklist:

01 - Sadist 69
02 - Electric Witchwhipper
03 - Carnival of Souls
04 - Servitors and Myrmidons
05 - Strange Robes
06 - Alucard
07 - Bellydancer's Delight
08 - Satan's Satyrs

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sábado, 23 de novembro de 2013
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Nashville Pussy - High as Hell

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Gênero: Rock and Roll/Hard Rock/ Punk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2000

Comentário: Comemorando a segunda passagem do Nashville Pussy pelo Brasil, que vem fazendo shows matadores pelo país todo (como eu bem pude presenciar no ultimo dia 21 de Novembro em Londrina), trago a vocês em meu primeiro post musical do blog essa verdadeira jóia do rock pauleira mundial.
Caso você não esteja familiarizado com o som dessa banda de Atlanta, imagine se os caras do ZZ Top cruzassem com os caras do Motorhead e tivessem um filho que alem de fã de Sex Pistols e AC/DC ainda enxergasse em Larry Flynt um exemplo de vida a ser seguido. O Nashville Pussy seria esse filho!
Hard Rock sujo em seu estado mais bruto, com um pé fincado no punk e outro na musica de raiz americana (notadamente o blues e o country). Tudo isso abençoado pela santa trindade: sexo, drogas e rock and roll. Alias, nem da pra esperar nada politicamente correto de uma banda que carrega a palavra "Pussy" no nome né?
"High as Hell" é o segundo CD da banda e o melhor em minha humilde opinião, já que não é tão cru quando o primeiro e nem tão "polido" (aspas mais que necessárias, já que chamar qualquer álbum da banda de polido chega a ser quase uma heresia) quanto os posteriores. Curiosamente, esse é o ultimo trabalho lançado com a formação original da banda, tendo em vista que a baixista Corey Parks saiu da banda antes de gravar o terceiro CD. Completam a banda ainda os marmanjos Blaine Cartwright nos vocais e guitarra e Jeremy Thompsom na bateria, alem da guitarrista Ruyter Suys, uma especie de "Angus young com peitões ligada no 220" que se destaca individualmente com seus solos arrebatadores por todas as musicas do disco. Alias, ao vivo ela também é um espetáculo a parte, dançando, andando de joelhos, fazendo caretas, assoviando e chupando cana, enfim, COIDILOCO MEU BRÓDI.
Ao dar play no Cd você ja se depara com roncos de motores e a bateria frenética de "Strutin Cock" anunciando uma das melhores musicas de abertura que eu ja ouvi em toda minha vidinha besta. E o ritmo não cai um segundo sequer durante toda a audição dessa belezura. Passando pelas maravilhosas "She's got the drugs", "Wrong side of a gun" com seu riff mais pegajoso que chicletes Ploc com figurinhas do É o Tcham, a quase hardcore "Piece of Ass", a AC/DCiana faixa titulo, "Go to Hell" com sua pegada blues e letra fantástica e culminando com a catártica "Drive", é só paulada boa do inicio ao fim do cd.
Enfim, não tem muito mais o que dizer sobre a banda. Baixe esse disquinho, coloque as brejas no freezer, renove o estoque de destilado vagabundo e chame os amigos pra festa. Como diz a atriz e filosofa Christiane Torloni "HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!"




Tracklist:
01. Struttin’ Cock
02. Shoot First And Run Like Hell
03. She’s Got The Drugs
04. Wrong Side of a Gun
05. Piece of Ass
06. High as Hell
07. You Ain’t Right
08. Go to Hell
09. Rock ‘N’ Roll Outlaw
10. Let’s Ride
11. Blowjob From a Rattlesnake
12. Drive


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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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Beck - Odelay

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Gênero: Hip-hop / Rap /‎ Anti-folk /‎ Noise Rock / Punk Rock / Experimental / Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1996

Comentário: No final da década de 90 a finada revista Bizz, referência mor naquela época para fãs de boa música, elegeu na edição de novembro de 1999 os "100 melhores discos da década".  Como não poderia deixar de ser, "Nevermind" do Nirvana está no 1º lugar, fato este justo vide o enorme legado deixado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic. Porém, se há um disco que marque o que fora esta década Odelay do Beck pode ser tomado como referência.

Se na década de 80 havia a predominância por bandas eletrônicas e seus sintetizadores,  a década seguinte veio à tona com um novo propósito: a miscelânea. Antes gêneros que não dialogavam entre si (como heavy metal e punk; rap e rock; entre tantas outras distinções) agora andavam de mãos dadas rumo aos primeiros lugares da parada da Billborad. Era a famigerada onda "alternativa".

Pegando carona nesta tendência, Beck Hansen uniu todo o seu conhecimento musical e sua versatilidade neste quinto álbum de sua carreira. Não há meio termo para cantor: para ele tudo pode conviver em plena harmonia. "Devil's Haircut", o cartão de visita, une um sample de  James Brown, bateria sincopada e vocais distorcidos. Já "Hotwax" utiliza de guitarra slide, batidas e scratches oriundos do rap e gaita. "Novacane" promove o encontro do rock com vocais rap, aproximando a sua sonoridade aos Beastie Boys.  "Jack-ass" é folk na essência e utiliza da melodia de "It's all over now, baby blue", de Bob Dylan.  "Where it's at" é rap old school e utiliza de várias samples de vozes oriundos de um obscuro álbum chamado Sex for Teens: (Where It's At). "Minus" é punk rock com linha de baixo sinuosa. "Readymade" comete o improvável encontro entre "Desafinado", de Tom Jobim, com o experimentalismo. E estes são só alguns exemplos.

A carreira de Beck seguiria ainda mais versátil seja em Midnite Vultures, disco em que se aproxima da sonoridade funk; Sea change, disco predominantemente folk; The information, álbum em que aposta suas fichas no rap; ou até mesmo cairia nos braços do rock alternativo em Modern Guilt, mas tudo em Odelay  fora executado de forma única, ímpar e nunca antes imaginada.

Tantos predicados, mas, apesar de tudo, ainda sim existem muitos detratores de sua música que o consideram um mero emulador de sonoridades de terceiros...

Meros mortais entendam: quando o assunto é música é possível ser muitos, é possível ser um. Mas ser Beck é impossível. Inigualável.


Tracklist:

01 - Devil's Haircut
02 - Hotwax
03 - Lord Only Knows
04 - The New Pollution
05 - Derelict
06 - Novacane
07 - Jack-ass
08 - Where it's at
09 - Minus
10 - Sissyneck
11 - Readymade
12 - High 5 (rock the catskills)
13 - Ramshackle
14 - Diskobox

Download: Mega / 4shared

quarta-feira, 23 de outubro de 2013
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Nuit Noire - Infantile Espieglery

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Gênero: Punk / Black Metal
País: França
Ano: 2006

Comentário: Depois de tanto procurar um clássico para postar, resolvi disponibilizar um disco dessa banda que me soa muito peculiar e atraente devido ao cross de estilos que faz de uma maneira nada forçada e muito competente. Formada em 1997 em Toulouse, pelos irmãos Akhron e Tenebras, essa parceria foi encerrada em 2002, e fez Tenebras, como one man band, carregar esse piano até os dias de hoje, mesmo contando com o irmão nos shows desde 2008.

Esse disco teve a 1ª participação de Emilie, que lançou mais dois releases com o Nuit Noire. Ela faz os vocais, enquanto Tenebras toca todos os instrumentos, além de assumir os microfones também. Esse é o terceiro full-lenght de um total de 4, mas não se engane, pois essa banda tem demos e splits a dar com pau, totalizando 20 trabalhos.

O primeiro motivo de eu ter escolhido esse play foi a sonoridade 80tista em pleno 2006 que ele alcançou. Um baita ambiente sujo, pobre e simplório(tudo no bom sentido) que me fez ficar fascinado. As guitarras essencialmente de Black Metal, uma batera simples e uma performance vocal suprema de ambos, me deixaram realmente encantado. "Creatures of the Night" abre o album de maneira linda, com um refrão que cola na mente. "Join Me in the Night" é mais melódica, com uma boa variação vocal de Tenebras, e uma rítmica que soa meio experimental. Mas a minha preferida é "Scrapheap!", puta canção que revira as batcave da vida. Que espetáculo de refrão, que sonoridade ímpar, só por essa faixa já valeria todo o disco.

Esse trabalho está longe de beirar a perfeição, tem uma produção nada exemplar (talvez proposital), o vocal é algo estranho pra quem não está acostumado e tem passagens bem simplórias, mesmo com todos os fatores e nuances, esta muito longe do black metal que foi difundido, tendo no punk um alicerce mais sólido nesse trabalho. Mas tudo aquilo de "defeito" que foi escrito é o que torna o disco peculiar, lindo e soberbo. Não é um play tradicional, mas tem uma coisa muito dificil de se achar, que é honestidade e coração. Mais um lindo trabalho francês, e um disco clássico que me fez olhar a música acima de qualquer superprodução e ver a verdade no trabalho. Recomendadíssimo.

Facebook / Myspace

Tracklist:
1.Creatures of the Night - 02:34
2.Are You Ready for the Night? - 02:15
3.Turn On Your Light - 02:39      
4.Alone? - 02:23      
5.Scrapheap! - 02:36      
6.Join Me in the Night - 02:53
7.Enfant Spectre - 03:09    
8.Les Êtres de Lumière - 02:42    
9.Dans le Noir - 02:32      
10.Rêve de Nuit - 02:11    
11.Fairies Fuck Humans - 02:12    
12.Never Be Like You - 02:44    
13.Osmose - 02:36      
14.Immature Attitude - 02:59

Download:
 Cloudzer / Freakshare / Zippyshare / Rapidshare
terça-feira, 3 de setembro de 2013
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The Killing Moon - A Message Through Your Teeth

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Gênero: Rock Alternativo / Ska
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: Se existe um benefício incontestável da era da Internet é a facilidade com que as mais variadas informações chegam ao seu conhecimento, seja qual for o conteúdo almejado. Detalhes sobre fatos históricos e dados sobre determinada produção cinematográfica passam a compor o seu conhecimento com a velocidade de um raio. No quesito música isso não é diferente: o que antes era algo dificultoso, estimulante da imaginação - por muitos anos, os rostos de alguns músicos permaneciam incógnitos, enquanto suas vozes perambulavam livremente pelos ouvidos alheios - hoje é facilmente atingido em questão de segundos. Por isso, sempre me intrigou a existência de algumas bandas que, embora tenham alcançado alguma notoriedade, ainda que pequena, possuem pouca ou quase nenhuma informação a ser prestada pela grande rede. É o caso do The Killing Moon.
Numa busca preliminar, a maior gama de resultados encontrados se comporá de alusões à clássica faixa do Echo & the Bunnymen. Página da Wikipedia só acerca de uma banda homônima, sem o 'The' inicial, de Death Metal com vocais femininos. Uma página da LastFM às moscas e, pasmem, um perfil ativo no Pure Volume. Esse é o legado online deixado pela banda.
O fato é que conheci essa banda através da energética versão de You Oughta Know, de Alanis Morrisette, constante da coletânea Punk Goes 90s, série que fez bastante sucesso na primeira metade da década de 2000. Naquela época, baixar músicas não era como é hoje. Antes do torrent, antes mesmo de megaupload ou mediafire se difundirem como grandes aliados dos aficionados por música, o esquema era usar a tecnologia peer-2-peer e garimpar faixas sozinhas. Kazaa, Morpheus, Ares e outros tantos programas fizeram a alegria de milhões de internautas, quando ainda se exigia um esforço hercúleo não só baixar mas simplesmente encontrar álbuns completos. Nesse contexto, consegui encontrar apenas mais duas músicas da banda, às quais ainda ouço com bastante satisfação.
Algum tempo depois, quando já era mais fácil fazer download de álbuns em sua totalidade, consegui achar o único EP dessa banda, A Message Through Your Teeth, com mais três faixas além das que eu já possuía. Uma oitiva atenta do registro me trouxe ainda mais dúvidas: o que será que teria dado errado na carreira da banda? O vocalista possui uma vitalidade invejável, e sua voz se entrelaça perfeitamente aos acordes lançados. As letras são bastante interessantes, e os arranjos dos metais de sopro ao fundo dão um toque extremamente especial a essas composições.
É possível notar uma clara influência do boom do Emo daquela época, nos refrões bastante melódicos, mas nada que coloque a banda no rol do marasmo, fazendo-a se dissipar entre tantas outras de som igual que surgiram naquela época e lá ficaram, exatamente por conta de sua inocuidade no quesito inovação. Trata-se de música bem mais madura do que o padrão da época - The Killing Moon está longe de ser uma banda qualquer: em cinco faixas, me conquistou.
O que deu errado? Qual foi a pedra no caminho entre um empolgante EP e um possível estrondoso debut, que nunca chegou a ser lançado? Essas perguntas remanescem sem resposta, e parece que não há muito mais gente interessado nelas. O que fica, entretanto, é um belo registro, símbolo de uma carreira que poderia ser promissora, mas que, assim como o mundo sem Internet, ou esta em seus primórdios, se tornou árida e pouco explorável. Infelizmente.




Tracklist:
  1. "Subject A" - 4:03
  2. "Bottomfeeder" - 4:30
  3. "Sugar Pills" - 3:33
  4. "A Book of Love Stories" - 5:04
  5. "Postcard From Los Angeles" - 3:24


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sexta-feira, 26 de julho de 2013
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DFC - O Mal Que Vem Para Pior

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Gênero: Punk Hardcore / Crossover Trash
País: Brasil
Ano: 2005

Comentário: Destrito Federal Caos, um nome bem descritivo e direto. Assim como a banda, que além da sua formação em Brasília, têm também como um de seus principais objetivos tocar o terror nos malditos políticos... Mas, venhamos e convenhamos, qual banda brasileira de hardcore não se auto descreve dessa mesma maneira?


A diferença, no entanto, é que o quarteto realmente tem uma história, uma legião de fãs e músicas contundentes. O Mal Que Vem Para Pior não é nem de longe o único álbum do grupo (que conta com cinco outros precursores -- sem contar os splits, tapes e coletâneas), contundo, por ser o mais recente me pareceu o mais acessível e, portanto, o mais adequado para esse post.

 Como de costume às bandas (de respeito) nacionais do gênero, as canções (se assim podemos chamá-las) têm grande inclinação política e revolucionária; no entanto, essa última orientação se manifesta através do sempre presente sarcasmo. Rápidas e fortes, as faixas não nos soam estranho, na verdade, nos lembram um outro gigante brasileiro, o Ratos de Porão. E embora muitos malhem o João Gordo, este (ao meu ver) serve como principal anteparo entre essas duas bandas.

 Explico: enquanto o nosso amado gordinho possui uma voz grave, Túlio (o vocalista) possui uma voz mais aguda. E nada mais coerente do que o instrumental fazer júz ao vocal, certo? Portanto, na D.F.C. encontramos guitarras mais ríspidas, leves e menos distorcidas, o que não é comum na outra. Isso, além de dar um ar mais punk, contribui efetivamente na rapidez; tanto instrumental, quanto no vocal (inclusive, vocês podem reparar nisso ao simplesmente baterem o olho na duração das faixas).
São sim, bandas que têm entre si muito mais distinções, no entanto pra mim esse fator torna DFC > Ratos de Porão.
-- Mas ei, você sabe o que falam sobre gosto né: é que nem braço ou você tem, ou não.

Tracklist:
1. "Ciclo dos Tiranos" - 1:05
2. "?" - 0:35
3. "Hidelbrando Chainsaw Massacre" - 0:46
4. "Há Males Que Vem Para Pior" - 0:45
5. "Paranóia Satânica" - 1:15
6. "Jogando Com O Diabo" - 0:37
7. "Nada Sem Valor" - 0:24
8. "Grandes Merda" - 0:39
9. "Play It Again, Tio Sam" - 0:53
10. "Vai Se Fuder No Inferno" - 1:05
11. "Música Para Ouvir Fudendo" - 0:44
12. "Festa da Carne" - 1:00
13. "Ode Ao Ódio" - 0:35
14. "A Vingança de Chorão 3" - 1:13
15. "Existência Ignóbil" - 0:50
16. "Aqui Jazz" - 1:01
17. "Corroído Pelo Ódio 2" - 0:49
18. "Eu Sou Sem Educação" - 1:01
19. "Sadomasoquismo" - 0:51
20. "Eu Quero Vomitar" - 0:42
21. "Terror Doméstico" - 17:53

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quinta-feira, 25 de julho de 2013
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Pulled Apart By Horses - Discografia

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Grunge, Noise Rock, Post Hardcore.
País: Inglaterra

Comentário: Em um pub qualquer da Inglaterra uma banda prepara seu equipamento em um canto. O lugar é escuro, o palco não tem mais de 30 centímetros de altura, mas quando os primeiros acordes são tocados a energia que preenche o lugar é intensa, o público vai a loucura e a banda dá o sangue no palco. Essa é a essência do rock, desde os primórdios, esse é o Pulled Apart By Horses.

Quando conheci a banda passei horas assistindo vídeos de suas apresentações ao vivo. Uma delas em especial chamou a minha atenção. A banda era uma das atrações do festival norte americano SXSW e o local do show parecia ser o fundo da casa de alguém, o palco era montando em um chão de pedra, atrás dos amplificadores tinha uma árvore e uma cerca típica de casas americanas completava o cenário. Mas, o modo que a banda se comportava me deslumbrou, era como se fosse o show mais importante de suas vidas em uma arena para milhares de pessoas, mas na verdade o público não passava de vinte.
sábado, 15 de junho de 2013
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Slow Warm Death - Slow Warm Death

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Gênero: Garage Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Eu gosto de um rock experimental tanto quanto qualquer um aqui. Escutar sons novos e diferentes nunca foi um problema. Mas volta e meia, não dá. Eu preciso de um disco de rock direto ao ponto. Aquele som direto, tocado rápido, alto, com sangue nos olhos. Não precisa ser o mais extremo, nem sou muito disso. O que falta é aquele quê, uma sensação de estar ouvindo algo direto ao ponto, sem rodeios. Esse ano, finalmente, encontrei um novo disco assim; Slow Warm Death é uma banda surgida das cinzas de Snowing, uma banda de emo formada em 2008.

Essa banda original, emo, tentava resgatar as raízes. Era legal, interessante de verdade. Mas a época já tinha passado. Seja por que for, ela acabou rápido, 2011 cerrou o caixão do jovem grupo. Daí, surge o Slow Warm Death, uma banda de rock de garagem. Daqueles bem diretos, que sem rodeios partem pra porrada sonora. Após um pequeno release, é em 2013 que sai o primeiro disco, self titled.

Se o emo resgatado do Snowing não deu muito certo, o rock de garagem que parece do final dos anos 80 soa perfeitamente novo. Talvez por conta da produção, o disco não parece um revival. É atual sem cortar as raízes. Pra ser sincero, na primeira vez que escutei fiquei com a impressão de se tratar de um Arctic Monkeys muito mais legal.

A primeira música começa devagar. Antes do primeiro minuto, porém, o bicho pega. A guitarra entra, o vocalista se solta e as distorções surgem. A bateria, por melhor que seja, fica em segundo plano. O disco é, sem dúvidas, da guitarra. Sem parar, ela carrega o disco. Sobe uma nota mais aguda, sai a distorção, vem música mais doom ou outras punk, ela continua. É uma lembrança de porque, apesar de tudo, a guitarra é o ícone do rock.

De músicas carniceiras para outras bem mais tranquilas - como em blood 2 - a banda faz um pouquinho de tudo. Era, sinceramente, aquilo que estava faltando. Todos os anos dizem que alguém surge pra salvar o rock. Não vejo porque salvar algo que continua soltando coisas desse nível todo ano. O que precisa surgir é um pouquinho menos de pré conceitos. Dê uma chance aos rapazes do Slow Warm Death, se você gosta de rock não irá se arrepender.




Tracklist:
1. Sleep
2. Alone
3. Liar
4. Holy Ghost
5. Crack
6. Kill You
7. Conversation
8. Blood
9. Blood 2
10. Sunburn

Download: MEGA
domingo, 28 de abril de 2013
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VARSOVIE - État Civil

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Gênero: Pós-Punk, Punk, Indie
País: França
Ano: 2009

Comentário: Como alguém um dia aqui no blog disse: “Não existe banda francesa ruim!”. Varsovie é o exemplo verossímil do aparentemente sem graça de outrora que, se escutado com mais atenção, revela uma pérola! Filha legítima do pitoresco cenário underground francês, foi formada em 2005 e possui apenas um EP lançado em 2006, com 5 faixas e cujo nome era Neuf Millimètres. É composta por: Grégory Cathérina (vocal e guitarra), Arnault Destal (composição e bateria) e Rémy Peyre (contrabaixo).

Conheci Varsovie em Novembro do ano passado, mas o que me fez voltar aos downloads esquecidos e dar a merecida atenção a État Civil, foi ouvir esses tempos um cover da música Nowa Aleksandria da banda polonesa de punk rock Siekiera. O curioso desse cover, além da dramática postpunkiista e da conversa hereditária entre um gênero musical e outro, é a “tradução” da letra da música para o francês, a qual originalmente é cantada em polonês. Eu não tenho palavras para descrever como essa música me quebrou:



Claro, o cover não entrou em État Civil – talvez, ele seja lançado apenas em Junho desse ano –, mas por si só resume a essência do álbum: guitarras esguichadas e firulentas que te rasgam em solos, vocais exaltados e derradeiros, baterias imponentes e baixos vorazes e furiosos! Quiçá, État Civil possa parecer não tão intenso, porém não é menos dramático; haja vista que o vocal praticamente declama a letra música, o que te faz sentir em um sarau de poesia. Para mim, a música de Varsovie é frenética e hipnótica. Para todos, é um misto de poesia, nostalgia, decadência e expressionismo francês!

Myspace || Lastfm || Facebook

Tracklist:
01. État civil
02. État d'urgence
03. Clandestine
04. Leningrad
05. Mademoiselle Else
06. Cassandre
07. Retour de flammes
08. La promesse
09. Demain en septembre
10. L'Art de la fugue
11. Inertie

Download: Mega || Outros Links

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
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Osaka Popstar - Osaka Popstar and the American Legends of Punk

1 comentários
Gênero: Punk rock
País: EUA
Ano: 2006

Comentário:
Osaka Popstar é um super grupo de punk rock com integrantes oriundos de algumas das bandas mais épicas e essenciais para a música, só que com um toque mais modesto e por vezes "jovem", não se comparando à genialidade presentes nas bandas associadas.

Seu frontman é John Cafiero, um produtor e diretor de cinema que também já produziu os clipes “American Psycho” e “Dig Up Her Bones” do The Misfits, valendo também a menção ao seu documentário "Ramones Raw" - obviamente sobre o Ramones. Estas bandas também são representadas no super grupo pelo baixista e backing vocal Jerry Only (The Misfits) e por Marky Ramone, ex-baterista do Ramones, tendo passagem também por The Voidoids, Dust e The Misfits.
Completando a staff aparecem os guitarristas Dez Cadena (Black Flag e The Misfits) e Ivan Julian (The Voidoids).

O som em si não transmite grande euforia, na realidade acaba soando mais como uma grande brincadeira competente, uma distração pra não enferrujar, principalmente quando vemos toda essa embalagem a la oriental e seu pé no Japão com os dois covers de animes, um do Astro boy e outro para Sailor Moon. Além disso tenho a impressão de que os músicos ficaram muito em segundo plano, com Cafiero bancando o herói... mas Cafiero tem seus méritos por seus trabalhos, incluindo aqueles em conjunto do The Misfits.

Fora isso é um trabalho interessante para se conhecer, existem músicas com uma sintonia legal, mas só penso que com a união desses mitos poderia-se produzir algo mais marcante.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012
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Mannen Som Elsket Yngve - OST

8 comentários
Gênero: Pós-punk, Punk
País: Vários
Ano: 2008

Comentário: Minha historia para com este filme é irônica! Deixe-me contá-la...
Até o presente momento, minha rede social preferida é o Tumblr (não me perguntem por que) e nela é comum gifs/imagens de séries e filmes, com frases, etc. Pois bem, foi assim que eu conheci Mannen Som Elsket Yngve: através de uma imagem do filme. A priori, o que mais me chamou atenção, sem ainda saber que se tratava de um fime, fora a beleza do rapaz ruivo na foto (o personagem principal). Então, descoberto que aquilo era um filme, fui em busca da historia do mesmo e acabei por descobrir a trilha sonora; que, de longe, é a mais falada; até mesmo mais do que o próprio filme! Claro, o que esperar de um filme cuja trilha sonora traz hits de: The CureBuzzcocksThe Jesus & Mary ChainSoft Cell e mais uma penca de bandas norueguesas (que cantam em norueguês – OLHA QUE COISA LINDA)! Portanto, eu meio que me apaixonei pelo filme, mesmo sem vê-lo, só por causa da trilha sonora!

A minha busca pelo filme e sua respectiva trilha sonora não foi fácil! Fui ao esgoto da internet em busca deles, revirei os sites mais duvidosos do outro lado mundo, com idiomas indecifráveis (Google Tradutor, obrigada!), à procura do filme e da trilha sonora, mas ambos estavam disponíveis apenas via Torrent (eu não baixo por torrent, infelizmente). Então, humildemente, eu cheguei com meus parceiros upadores do blog e expliquei a situação, prontamente Renato se propôs a baixar por torrent e upar para mim a trilha sonora. No dia seguinte, lá estava eu pirando com minha trilha sonora (sem sequer ter visto o filme). Desiludida, após avisar todos os sites que disponibilizavam o filme que os links estavam offline e ter pedido para uparem em todos os sites de filmes que eu sigo; sem nenhuma resposta; nenhuma perspectiva; publiquei em meu Facebook o quão queria ver este filme... E eis que meu anjo salvador surge novamente dizendo que tinha o filme e que uparia para mim. E assim, graças ao Renato, estou cá postando essa belíssima trilha sonora (Muito obrigada mesmo, Rê)!

Mannen Som Elsket Yngve ficou conhecido pela sua tradução literal em português “O Homem Que Amava Yngve”; dirigida por Stian Kristiansen e baseada no livro de mesmo nome do autor Tore Renberg. Fala das descobertas envoltas a nossa vida, sobretudo no quesito sexualidade, na definição do que queremos na fase da adolescência. E de como encarar isso pode ser perturbador e ir ao extremo (suicídio). É uma obra que fala dessa intensidade da qual os adolescentes, de maneira geral, estão sujeitos e mostra isso de modo engraçado, sutil e até mesmo clichê, como o personagem principal (Jarle Klepp) que, cansado de ser tímido e sem emoção alguma na vida, decide mudar isso; conhece o melhor amigo Helge Ombo com quem, posteriormente monta uma banda de Punk Rock (a Mathias Rust Band) e acaba por namorar uma das meninas mais bonitas da sala de aula. E tudo isso vem abaixo quando um aluno novo, chamado Yngve, chega em sua sala... 

Quero dizer, é clichê por que: 1- Quem nunca quis ter uma banda quando era adolescente (ainda mais de Punk Rock)? 2- Quantas pessoas não se questionaram sobre sua sexualidade nesse período tão encharcado de experimentações? 3- Qual filme nunca usou a música Ever Fallen in Love do Buzzcocks para falar de amor não correspondido? Entre outros. E eu nem estou falando da corriqueira fantasia de ser uma(um) verdadeira(o) “Zé” e namorar o(a) menino(a) mais bonito(a) da escola!

A maioria das músicas é em norueguês e eu não faço a mínima ideia do que elas dizem. No entanto, não é de se assustar que Tainted Love do Soft Cell toque em um momento de impasse, de “fuga”; tampouco que Just Like Heaven (a música que toca no Trailer) do The Cure seja pano de fundo de um momento de felicidade, de filmagem amadora. Portanto, acredito que todas as músicas contam uma historia: de ascensão e queda, de dúvida e lembrança. E de revolta minha pela cena mais linda (a final), quando toca Love Will Tear Us Apart do Joy Division (banda linda) – como um prelúdio do fim... Essa música não entrou na trilha sonora oficial! Mais que droga!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
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Słowa We Krwi - Przebudzenie

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Gênero
: Punk/Hardcore
País: Polônia
Ano: 2007

Comentário: Slowa We Krwi (eu não vou usar o aquele "l" cortado da lingua polonesa quando for citar o nome da banda nessa resenha, perdoem a omissão) é uma banda polonesa formada em Białystok que se encaixa perfeitamente sob o pomposo rótulo "Anarco-punk". Com letras politizadas, som estridente e direto e uma vocalista inconfundível, o Slowa We Krwi já seria uma ótima banda, porém seria só mais uma excelente banda do estilo, não fossem vários pequenos detalhes.

Os diferenciais do grupo começam pela já citada vocalista - o grupo tem vocais femininos quase totalitários - que se esguela em polonês das formas mais viscerais possíveis, recitando violentamente letras anti capitalistas, anti consumistas e acima de tudo, anti-qualquer tipo de autoridade. O anarquismo transborda em versos que se tornam ainda mais violentos por serem cantados na lingua polonesa - e as linguas do leste europeu quase todas parecem naturalmente serem "violentas", pelo menos pra nós, acostumados com a frescura das linguas latinas (o francês é o auge disso, diga-se de passagem). Inclusive as bandas mais sensacionais de Punk Hardcore, Screamo e afins, que eu conheci, não por coincidencia, eram do leste europeu, e certamente ao idioma teve influência nisso.

O instrumental tem tudo que se pode esperar de uma banda energética como o Slowa We Krwi -  guitarras com uma levada absolutamente punk, sem firulas ou novidades, bateria esganiçadamente hardcore e o baixo rápido, acompanhando o ritmo da guitarra. Por vezes a sonoridade chega a um D-beat modesto, e os vocais por serem realmente berrados, acabam por aumentar ainda mais essa sensação. Algumas vezes inclusive a banda chegou a me lembrar o Nausea, que apesar de ser bem mais pesado, também tinha vocais femininos.

Excelente banda do estilo, excelentes letras, excelente energia. Vinda de um dos países menos lembrados porém mais importantes pra história do século passado (só lembrar de figuras como João Paulo II ou Lech Walesa, líder do influentíssimo Solidariedade, além de importantes nomes da arte do século XX como Kieslowski para o Cinema e Beksinski para as artes plásticas, entre muitos outros), o Slowa We Krwi é uma consequencia musical de toda esse caldeirão que é a Polônia. E uma consequencia insatisfeita, querendo expurgar toda essa contestação na forma de Punk.


Tracklist:

1 Razem 3:15
2 Żadnego wyboru 4:14
3 Wolny...? 3:05
4 Nie pytam 3:21
5 Walka 4:21
6 Poświęceni chciwości 2:18
7 System płonie 3:14
8 Kiedy przyjdzie czas 1:52
9 Zmartwychwstanie 3:04
10 Outro 3:04


Download:

Bayfiles//Gamefront//Rapidgator//Mirrorcreator (mais links)
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
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Against Me! - Against Me! Is Reinventing Axl Rose

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Gênero: Folk Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2002

Comentário: Esta postagem reúne dois hábitos que não são muito comuns nas minhas postagens: o primeiro deles é a de resenhar algo baseado em impressões pessoais, que só fazem sentido pra mim - vocês entenderão do que estou falando mais adiante. A segunda é começar uma postagem e mandá-la pro ar logo em seguida, sem salvar pra continuar no dia seguinte - essa parte é realmente bem, enfatize-se, BEM rara. Procrastinação reina até quando o assunto é a diversão de escrever sobre música.
Pois bem,  Against Me! Is Reinventing Axl Rose é um álbum ao qual eu dei muita atenção quando descobri, cerca de uns quatro anos atrás, e para o qual, de quando em quando, acabo retornando, pra me consolar quanto a alguma coisa que não vai bem. Trata-se do debut da banda de Tom Gabel - hoje Laura Gabel, por conta de uma corajosa atitude, de cujos detalhes você pode se inteirar aqui - e é com pesar que eu ressalto que nunca mais o Against Me! conseguiu repetir o feito: lançou mais quatro álbuns, todos bons, mas nenhum tão reluzente.
Aqui eu encerro as informações técnicas e começo com a parte pessoal: nunca fui muito chegado a vocais rasgados ou exagerados, e nesse disco é fácil perceber um Gabel gritante, que não alivia suas cordas vocais nem nos versos mais inexpressivos. Apesar dessa minha preferência meio afrescalhada, o disco me conquistou desde a primeira audição, me fazendo vencer mais um preconceito musical.
E acho eu que contornei essa pendência exatamente pelo ar amador que os vocais trazem ao álbum, e isso de forma alguma é algo ruim. Pelo contrário, dá uma noção de que aquilo ali foi feito entre amigos, o que inevitavelmente nos dá a certeza de que foi feito com o coração, e é por isso que as faixas me passam a estranha sensação de que tem algo da minha personalidade naquilo tudo, a incômoda conclusão de que, apesar de toda a barulheira do registro, a irresponsabilidade latente dessas músicas acabam por me acalmar.
É o clima amistoso de, por exemplo, We Laugh At Danger (And Break All the Rules), cujo coro de fundo mostra a grande alegria e carinho com que as composições e arranjos foram feitos, que me ganhou, no tocante à óbvia e irresistível imaturidade da obra. É a esse tipo de música que eu recorro, buscando um alento, quando me dou conta de que esse lance de responsabilidade depois de grande é sério mesmo, e que a volta ao status quo anterior não é uma opção; ou quando, por exemplo, o meu interesse por política me faz perceber que, mesmo o candidato com o qual eu simpatizo, também é defendido por muita gente babaca de argumentos hipócritas, com a mesma ética seletiva que os eleitores do adversário ostentam sem vergonha alguma. Coisas desse tipo que te fazem pensar, assim, a esmo.
Peço perdão mais uma vez pela resenha rasa, mas esse blog não é tão sério, não é mesmo? Já que não há formalidade, já que não recebemos pra isso, nem somos jornalistas, porque não variar um pouquinho? Afinal, essa é a graça da música: o ouvinte interage com som e o transforma aquilo em algo só seu, com suas impressões digitais inapeláveis. Uma música nunca é a mesma coisa pra duas pessoas diferentes. E pra você, o que é a arruaça de Gabel e seus comparsas? Pra mim, de modo incompreensível, faz bem.




Tracklist:
  1. "Pints of Guinness Make You Strong" - 2:40
  2. "The Politics of Starving" - 3:06
  3. "We Laugh at Danger (And Break All the Rules)" - 3:17
  4. "I Still Love You Julie" - 3:12
  5. "Scream It Until You're Coughing up Blood" - 2:29
  6. "Jordan's 1st Choice" - 2:08
  7. "Those Anarcho Punks Are Mysterious..." - 2:24
  8. "Reinventing Axl Rose" - 2:25
  9. "Baby, I'm an Anarchist!" - 2:40
  10. "Walking Is Still Honest" - 2:37
  11. "8 Full Hours of Sleep" - 4:00

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
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Billy Talent - Discografia

2 comentários
Gênero: Punk Rock / Alternative Rock / Post-Hardcore / Melodic Hardcore
País: Canada
Ano: 2001 – Presente.

Comentário: 8 anos após sua formação, o quarteto canadense Pezz, encontrou problemas quanto à patente  ao assinar o contrato oferecido pela Warner Music Canada's A&R,  forçando-os a aderir um novo nome. Este, baseado em um personagem do romance Hardcore Logo, de Michael Turner.

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.