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sexta-feira, 27 de abril de 2012
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Curumin - Arrocha

3 comentários
Gênero: MPB Experimental
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: Acredito que Luciano Nakata Albuquerque, músico paulistano, multi instrumentalista, tenha atingido, sob a alcunha de Curumin, o máximo de fama que um artista alternativo pode alcançar sem transpor a barreira polêmica que os separa do temido e desejado mainstream. No entanto, parece claro que essa transferência não foi realizada não por falta de oportunidade, mas sim por inexistência de interesse: Curumin, no posto em que está, vai muito bem, obrigado.
Com o lançamento de Achados e Perdidos, em 2005, a personalidade tranquila, desencanada, do cantor, sua mistura de estilos, essencialmente Samba, Jazz e Hip Hop, chamaram a atenção e criaram uma boa base para o lançamento de, quase três anos depois, o seu segundo disco, Japan Pop Show, que trouxe aquilo que lhe faltava para entrar, de vez, no gosto da plateia do underground: "aquela" música, que identifique o artista e que venha à cabeça logo que seu nome é citado: Magrela Fever.
Com mais quatro anos de distância entre seu último lançamento, nos deparamos agora com Arrocha, terceiro disco de um já consolidado e reconhecido artista, que trouxe para seu séquito fãs de renome, como Arnaldo Antunes, por exemplo. A obra demorou mais que o esperado, pois estava quase pronta quando Luciano descobriu que seria pai ("como não deu pra adiar o filho, adiamos o disco" - palavras do próprio). E logo no título sua maior característica é evidenciada: a inserção e misturança de elementos da música regional brasileira, de vários cantos do país, inclusive.
O experimentalismo no mix de estilos, aliás, sempre foi o traço mais forte do trabalho de Curumin. Em Arrocha, isso não é diferente, e, na verdade, é até mesmo mais acentuado que nos registros anteriores. A novidade fica por conta do mundo eletrônico, fonte da qual Curumin passou a beber sem vergonha alguma.
As letras, sempre com muitas gírias e palavras não muito convencionais, são outro aspecto diferenciado de seu trabalho. O seu estilo de canto, ainda, é bastante inequívoco. Arrastado e, por vezes, intencionalmente impreciso, pode até desagradar a alguns, com razão, mas por fim acaba sendo mais um diferencial no todo que forma a aura de artista completo e destacado que o circunda.
Pra mim, guardadas as devidas proporções, Arrocha é o Caravana Sereia Bloom masculino de 2012. A MPB alternativa tem muito o que crescer ainda, e boa parte desse crescimento se dará pelas mãos nipônico-paulistas e indígenas de Curumin. É o retrato da miscigenação em forma de música.


[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Afoxoque" - 3:17
  2. "Selvage" - 3:22
  3. "Treme Terra" - 4:15
  4. "Passarinho" - 3:23
  5. "Paris Vila Matilde" - 2:12
  6. "Tupãzinho Guerreiro" - 2:21
  7. "Vestido de Prata" - 4:11
  8. "Doce" - 3:11
  9. "Blinblin (Intro)" - 0:14
  10. "Blinblin" - 1:54
  11. "Sapo Garimpeiro" - 1:19
  12. "Accorda" - 2:03
  13. "Pra Nunca Mais" - 2:31
  14. "Bambora" - 1:01


Download:

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    sábado, 24 de março de 2012
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    Baiano e os Novos Caetanos - Baiano e os Novos Caetanos

    2 comentários
    Gênero: MPB, Forró, Samba-rock
    País: Brasil
    Ano: 1974

    Comentário: Formado pelo humorista, cantor, compositor e ator Arnaud Rodrigues ("O Povo Brasileiro" e "Coronel Totonho" de A Praça é Nossa), pelo humorista, ator, escritor e pintor Chico Anysio e pelo músico Renato Piau, o Baiano e os Novos Caetanos, que faz uma pequena troca em seu título com os nomes do conjunto Novos Baianos (que estavam ganhando grande evidência na época) e Caetano Veloso, surgiu nos anos 70 apresentado como uma sátira ao tropicalismo cujo principais elementos eram o humor, o engajamento, a aparência nordestina e as críticas cantadas/interpretadas por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, respectivamente, surgidos no Chico City). Além das letras e dessa estética humorística, o trio contava com um instrumental muito bem elaborado e criativo, cheio de referências e fazendo utilização de variados instrumentos. Contudo a sonoridade apresenta um outro diferencial por conta das palmas, assovios, gritos de platéia e frases soltas que fazem do disco uma espécie de quadro ao estilo de Chico City, mesmo.

    Mas por traz dessas óbvias características existe um disco de indignação à ditadura e apoio aos artistas presos e exilados durante este período negro. Mais especificamente, tanto os personagens como as músicas surgiram após a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que nem mesmo fora devidamente noticiado por conta da censura. Este disco era como uma carta aberta, qualquer um poderia olha-la, mas somente aqueles que buscavam a liberdade iriam entendê-la e por isso tem seu lugar garantido ao lado de muitas outras cartas musicadas compostas naquela época.
    Cada faixa (onze ao todo) possui sua peculiaridade, mas todas transpiram brasilidade, seja pelos instrumentos utilizados, pelo ritmo, modo de interpretação dos humoristas, dizeres populares ou qualquer outra característica presente nesta pérola. É de certa forma um emaranhado de sonoridades nas quais podemos destacar a MPB e toda sua diversidade, além do samba-rock e forró.

    Este é o primeiro de uma série de cinco discos creditados ao Baiano e os Novos Caetanos e por isso cabe a você buscar conhecer os demais. Como você fará isso pouco me importa, apenas não deixe mais esta obra nacional somente aos ouvidos dos velhotes.

    Em tempo aproveito para deixar aqui meus pêsames a todos que, independente de preconceitos com certos canais e programas, puderam acompanhar, mesmo que parcialmente, a carreira do Chico Anysio, que está num patamar elevadíssimo dividindo espaço ao lado de outros grandes nomes do humor do país. Também vale relembrar a carreira e personagens de Arnaud Rodrigues, que fez parte dos meus tempos de intretenimento televisivo.

    segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
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    Mawaca - 4 Releases

    1 comentários


    Gênero: Folk/World Music/Música Antiga
    País: Brasil
    Periodo de Atividade: 1994-Presente

    Comentário: O Brasil é um país de uma diversidade cultural sem igual, isso devido à imigração de povos de diversos lugares do globo. Os imigrantes sempre vieram impulsionados por uma infinidade motivos, na maioria das vezes a procura de uma segunda chance, na esperança de começar uma nova vida em um país diferente.

    Esses povos se fixavam aqui no Brasil, e o adotavam como nova pátria, mas além das suas esperanças, essas pessoas também traziam algo mais, os seus costumes, as suas tradições e cultura, o que fez do nosso país essa colcha de retalhos cultural que é hoje.

    Então partindo desse principio básico, um grupo de músicos brasileiros se dispuseram a pesquisar as raízes culturais de diversos povos do mundo e procurar as conexões com a música brasileira, recriando e reinventando tradições musicais antigas das mais diversas etnias, inclusive as indígenas brasileiras.

    A diversidade cultural já tem inicio pelo nome do grupo, que possui significados semelhantes em diferentes línguas. O termo Mawaca (de pronuncia Mauaca), significa cantores-xamãs, que segundo a etnia hausa do norte da Nigéria recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos. Esse nome foi escolhido logo no início da formação do grupo e só depois de algum tempo é que os integrantes descobriram que o termo, com algumas variações na escrita, estava presentes no léxico de outras línguas. O mesmo termo na língua japonesa pode significar canto sagrado, canto harmônico. Para uma tribo de índios do Xingu, são os mensageiros entre as aldeias. É o nome de uma comunidade indígena vive nas margens do rio Orinoco e que praticava a antropofagia e é também o nome de um lugar sagrado de aguas andinas.

    Formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de dez línguas, são elas: línguas indígenas brasileiras, espanhol, búlgaro, finlandês, japonês, húngaro, swahili, grego, árabe, hebraico, ioruba e português. Além das cantoras o Mawaca é formado por um grupo instrumental também bastante diverso, tocando instrumentos como: acordeom, violoncelo, flauta, violino e sax soprano, baixo, além dos instrumentos de percussão como as tablas indianas, derbak árabe, djembés africanos, berimbau, vibrafone, pandeirões do Maranhão e marimba.

    O grupo consegue fundir todos os elementos em uma harmonia perfeita, misturando o passado com o presente, o santo com o profano, os mais diversos estilos, criando uma música de múltiplo alcance, capaz de remeter aos mais diversos povos e culturas, de maneira autentica, magnifica e até transcendente.

    Aqui tem um pequeno documentário sobre o grupo:


    Cada trabalho do grupo é uma peça única, onde exploram diferentes culturas. Abaixo estão a descrição sucinta, dos quatro álbuns postados aqui.

    Astrolábio Tucupira.Com.Brasil: Nesse trabalho o grupo Mawaca apresenta canções africanas, portuguesas, indígenas, árabes, japonesas, italianas.

    Os Lusíadas: O CD é o resultado da trilha sonora criada para o espetáculo teatral "Os Lusíadas" produzido por Ruth Escobar em São Paulo (2000), este projeto é a primeira versão musical do poema épico português.

    Pra Todo Canto: Já neste trabalho o grupo incorpora influências, como a indígena brasileira, finlandesa, indianas, japonesas, espanhola, hebraica, mulçumana, música regional brasileira, entre outras.

    Rupestres Sonoros: Aqui o Mawaca faz uma homenagem aos povos indígenas brasileiros, revelando uma curiosa relação entre as pinturas rupestres e as canções indígenas. Nesse CD o grupo apresenta arranjos arrojados sobre canções dos índios Suruí de Rondônia; dos Kayapó do Xingu; dos Wari do Guaporé; dos Kaxinawá do Acre, entre outras.

    [Site/MySpace/LastFM]

    Releases:

    Álbum: Astrolábio Tucupira.Com.Brasil
    Ano: 2000

    Tracklist:

    1.Vinheta Astrolábio - (1:17)
    2.Koi Txangaré - (1:33)
    3.Maçadeiras - (1:53)
    4.Roxinha Da Sanabria - (4:40)
    5.Sopros Do Oriente - (5:06)
    6.Reis - (1:43)
    7.Anonimatus - (1:44)
    8.Ladainhas - (1:153)
    9.Alvissaras - (4:18)
    10.Qyria Yefefya - (4:46)
    11.Tambores De Mina - (3:51)
    12.Maracatus - (4:00)
    13.Nana D´aitoni - (4:01)
    14.Nihon Pizzi - (1:52)
    15.Cangoma - (3:31)
    16.Cacuriá - (4:52)
    17.Cauim - (3:49)
    18.Aguerê De Lansã - (2:17)
    19.Ciranda Indiana  - (6:33)






    Álbum: Os Lusíadas
    Ano: 2001

    Tracklist:

    1.Cais - (3:05)
    2.Kalika - (7:15)
    3.Despedida - (1:22)
    4.Largo Oceano - (3:03)
    5.Mauritania - (3:32)
    6.Congo - (1:58)
    7.Tempestade - (3:01)
    8.Orientes - (3:28)
    9.Salalekum - (6:15)
    10.Caminha das Índias - (3:28)
    11.Puro Amor - (3:07)
    12.Tanta Tormenta - (5:57)
    13.Doce Amparo - (3:03)
    14.Velas - (3:01)
    15.Boa Viagem - (1:11)
    16.Monções - (4:56)
    17.Fado - (1:32)
    18.Abertura Cais - (2:14)
    19.Epifânia Lusíadas - (2:34)
    20.Ninfas - (2:18)
    21.Despertar - (1:40)
    22.Sedução - (2:00)


    Álbum: Pra Todo Canto
    Ano: 2004


    Tracklist:

    1.As Sete Mulheres do Minho - (3:28)
    2.Êh Boi! - (1:44)
    3.Dendê Com Curry - (0:49)
    4.Kali - (5:33)
    5.Lamidbar - (3:25)
    6.Acometado - (4:15)
    7.Ahkoy Té/Hotaru Koi - (3:11)
    8.Soran Bushi - (2:20)
    9.Mawaca pra Qualquer Santo - (5:20)
    10.Cangoma Me Chamou - (3:13)
    11.Tango Dos Chavicos - (3:29)
    12.Et Dodim - (4:48)
    13.Boro Horo - (6:30)
    14.Salam! - (3:50)
    15.Asadoya Yunta - (3:50)
    16.Gayatri Mantra - (11:00)






    Álbum: Rupestres Sonoros (O Canto dos Povos da Floresta)
    Ano: 2008

    Tracklist:

    1.Mawaca - (5:28)
    2.So Perewatxe - (3:09)
    3.Duo Wari - (1:29)
    4.Canção Kayapó - (6:22)
    5.Ahkoy Té - (3:20)
    6.Tamota Moriore - (3:51)
    7.Waiko Koman - (0:50)
    8.Koi Txangaré - (3:00)
    9.Matsã Kawã - (2:22)
    10.Tupari - (3:52)
    11.Asurini - (2:47)
    12.Ciranda Indiana Remix - (5:01)



    domingo, 11 de dezembro de 2011
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    Os Originais do Carimbó de Marituba - Os Originais do Carimbó de Marituba

    5 comentários
    Gênero: Carimbó (Música Regional Brasileira)
    País: Brasil (Marituba - PA)
    Ano: ???

    Comentário: Há tempos venho pensando em postar algo de minha terra; algo que não fosse uma xoxota peluda, nojenta e enorme ocupando parte da Home do blog. Então, pensei em um ritmo regional chamado Carimbó. Encaro o Ignes como um blog difusor de música, não sendo esta retilínea, pragmática e de bases fundamentais chulas. Deste modo, ainda acho válida a minha tentativa de propagar músicas boas e desvalorizadas, sobretudo, pelos (e para os) próprios paraenses. Aliado a isto, está o meu sentimento de pertencimento cultural, aflorado por conta do plebiscito do qual ocorreu hoje para saber se a população paraense gostaria ou não que o estado do Pará fosse dividido. Sendo assim, devo ressaltar que este post é, acima de tudo, um desabafo.

    A palavra Carimbó vem do Tupi “Curi” − que quer dizer “pau” − e “Mbó” − que por sua vez significa “oco” ou “furado”. Juntando temos a ideia de pau oco, ou, neste caso, pau que produz som. Carimbó ou Curimbó, em algumas regiões do Pará como é chamado, propriamente dito era o modo como os indígenas chamavam os tambores de diferentes dimensões dos quais baseiam o ritmo da música. A dança do carimbó possui traços indígenas (os passos monótonos dos pés e do ritmo), africanos (tornaram-no uma espécie de derivado do batuque africano) e lusitanos (dos quais contribuíram também para o ritmo, devido ao acompanhamento que faziam com o estalar dos dedos da mão). Esta dança até os dias atuais possui diversos e pequenos rituais envolvidos, desde os passos utilizados até as roupas dos dançarinos e instrumentos dos músicos.

    Confesso que nada sei a respeito do grupo Os Originais do Carimbó de Marituba. Pois a verdade é que o Pará possui muitos pequenos grupos musicais voltados ao Carimbó, que geralmente tocam em datas festivas pelo interior do estado. Contudo, pouco há de incentivo a esses grupos, sobretudo, no quesito divulgação. Alguns deles conseguem gravar alguma coisa, porém, na maior parte dos casos, sempre desse jeito independente e com pouquíssimos recursos. É fato que todo paraense tem/sabe uma música de carimbó, porém sempre de modo muito incompleto a respeito de quem a fez. Por exemplo, a foto utilizada neste post, eu tive de pegar na internet e montá-la a grosso modo, mas ela não é a capa do álbum, aliás, consegui este álbum tão-somente por conta de um trabalho acadêmico do qual fiz. As letras das músicas falam da região paraense, de suas belezas naturais, de seu folclore, dos seus hábitos e do seu cotidiano. Como são voltadas ao popular e ao resgate da memória de um povo, trazem letras simples e carregadas de traços paraenses, com uma musicalidade repetitiva e pegajosa. Na verdade, se vocês prestarem atenção, uma música sempre parece iniciar com o ritmo do fim da outra.

    É interessante o modo como este grupo procura não falar de Belém em si, muito embora eles pertençam à região metropolitana (Marituba é uma localidade metropolitana); eles falam das regiões do estado, como na música No Lago da Princesa: O lago da Princesa fica em uma ilha muito famosa da região do salgado paraense chamada de Ilha de Algodoal. Na música Carimbó do Apuí, o grupo fala do município de Peixe-boi, um de seus famosos igarapés chamado Apuí e em um dos pratos mais típicos do Pará, o peixe assado com açaí. É esta questão cultural algo primordial neste plebiscito que aconteceu hoje. Perguntam-me sempre se o Pará for dividido, se eu continuarei sendo paraense. A resposta é sim. Todavia, o importante é que se dividirem o estado nada mais disso que eu escrevi até aqui existirá. Se as pessoas tivessem consciência do quão a identidade cultural é essencialmente importante na vida de um povo, elas sequer pensariam em destruir isto. Eu realmente sinto vergonha de termos chegado tão longe com esta nossa RIDÍCULA política partidária da qual usou o sofrimento da população como pretexto para seus objetivos. Muito se fala a respeito do etnocentrismo dos quais os paraenses comumente são alvo. Todavia, a meu ver, esta é a maior manifestação de desrespeito à cultura paraense da qual sofremos.

    P.S.: Desculpem-me pelo desabafo e pelo texto enorme.

    Tracklist:
    01. As Belezas do Pará
    02. Os Originais do Carimbó
    03. Carimbó Pau e Corda
    04. Canoa Pequena
    05. Meu Dendezal
    06. Terra de Umari
    07. Carimbó da Preguiça
    08. No Lago da Princesa
    09. Carimbó do Apuí
    10. Festas no Interior
    11. Nós Somos de Marituba
    12. Pantoja do Pará
    13. Carimbó do Curupira
    14. Faixa sem nome
    15. Eu Sou do Norte

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    segunda-feira, 7 de novembro de 2011
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    RAPadura Xique-Chico - Fita Embolada do Engenho

    2 comentários

    Gênero: Hip Hop/Rap/Música Regional Nordestina
    País: Brasil
    Ano: 2010

    Comentário: O norte e nordeste brasileiro são regiões castigadas pela falta de chuva e muito pobres economicamente, mas em contrapartida sempre foram terras férteis para grandes artistas, sendo uma das regiões mais ricas quando se trata de cultura. E eis que hoje vou apresentar pra vocês um cabra da peste que só corrobora a minha afirmativa. Seu nome de batismo é Francisco Igor Almeida dos Santos, mas é mais conhecido como RAPadura Xique-Chico, nome bastante sugestivo que faz referencia ao seu tipo de arte e ainda remete aos elementos da cultura nordestina.

    Francisco nasceu em Lagoa Seca, vila do município de Fortaleza, no Ceará. Aos 13 anos teve de deixar sua terra natal junto com família, em busca de melhores condições de vida e se mudaram para Brasília, terra de origem de conhecidos nomes do rap brasileiro, e sob essa influencia, RAPadura começa a compor, mas ao invés de abordar temas comuns ao rap, como opressão à população marginalizada da periferia, e utilizar um linguajar com expressões típicas das comunidades pobres dos grandes centros urbanos, o RAPentista nordestino usou como inspiração para as suas canções a saudade que sentia de sua terra natal, abordando temas da cultura regional nordestina, usando em suas canções expressões e o sotaque típicos.

    Em 2006 faz uma participação notável foi na faixa "A Quem Possa Interessar" do CD Aviso às Gerações, do rapper brasiliense GOG. E após isso começa a ganhar uma maior notoriedade, chegando a vencer a categoria "Grupo ou Artista Solo Norte/Nordeste" do Prêmio Hutúz de 2007. Dois anos depois, foi escolhido no mesmo prêmio como um dos três melhores cantores/grupos das duas regiões na década.

    Mas é em 2010 que ele lança o seu primeiro álbum, “Fita Embolada do Engenho”, álbum bem diverso, que mistura Rap com Repente, e as tradicionais batidas do estilo com elementos da musica regional nordestina como o maracatu, a capoeira, o forró, o baião, cantigas de roda, entre outros.

    RAPadura é dotado de um talento incrível e uma grande originalidade para fazer rap, possuindo uma rapidez extraordinária para cantar suas músicas de maneira fluida e marcante, com letras inteligentes, criativas e rimas ricas, deixando suas musicas grudentas e viciantes.

    “Rapadura é tudo que existe de moderno e autêntico na nova música brasileira, um rap contundente, ideológico e totalmente mergulhado na rica cultura nordestina. Não dou seis meses para ele estar viajando pelo mundo, por estar à frente do seu tempo, e com certeza ter condições de provar que o Rap Brasileiro tem uma nova cara. A cara do Brasil. Finalmente!”. - Ferréz, escritor

    [Site/MySpace/LastFM]

    Tracklist:

    1.Fita Embolada do Engenho - (4:15)
    2.Amor Popular - (4:15)
    3.É Doce Mas Num é Mole - (4:14)
    4.Moça Namoradeira - (4:55)
    5.Tu e Eu - Sinopse - (4:01)
    6.Rima Junina - (4:14)
    7.Maracatu de cá pra lá - (5:11)
    8.Norte Nordeste me Veste - (4:45)

    Download:

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    domingo, 9 de outubro de 2011
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    Jorge Ben Jor - Samba Esquema Novo

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    Gênero: Sambalanço / Jazz / Bossa Nova
    País: Brasil
    Ano: 1963

    Comentário: Para entender o disco de estréia de Jorge Ben é fundamental entender a efervescência cultural que o país passava no ínicio dos anos 1960. O advento da Bossa, a redescoberta do Samba e os primórdios do rock com a Jovem Guarda. Estes movimentos que, eram opostos ideologicamente na época, se encontram na música de Jorge Ben.

    Diferente da concepção da Bossa Nova, Jorge Ben trouxe um balanço jamais antes visto na música popular brasileira. Retornou com aquela malandragem dos sambas de Noel Rosa. Sem parnasianismos. Fez do vocabulário de esquina, prosa. A fonética? Toma outro significado diante das interpretações de Jorge Ben. Em "Por Causa De Você, Menina", seu terceiro hit, Ben pronuncia: "Voxê passa e não me olha, mas eu olho pra voxê".

    Os maiores destaques do disco estavam em "Mas Que Nada", "Chove Chuva" e "Por Causa de Você, Menina". O sucesso foi tanto que, em pouco tempo, Ben já desfrutava o status de hitmaker nos EUA. Ainda que fosse por causa das versões de Sérgio Mendes para as suas canções. Mais recentemente, o grupo Black Eyed Peas fez uma versão para sua canção "Mas Que Nada".

    Embora alguns críticos da época terem afirmado que as letras de Jorge Ben eram infantis e suas harmonias pobres e que ele não passaria de fenômeno passageiro. Sabemos que não foi isto que realmente aconteceu. Com o passar dos anos, Jorge soltou ainda mais as amarras para a experimentação. A cara do Rio de Janeiro, a cara do Brasil.

    Site Oficial

    Tracklist:
    01 - Mas Que Nada
    02 - Tim, Dom, Dom
    03 - Balança Pema
    04 - Vem Morena, Vem
    05 - Chove Chuva
    06 - É Só Sambar
    07 - Rosa, Menina Rosa
    08 - Quero Esquecer Você
    09 - Ualá Ualalá
    10 - A Tamba
    11 - Menina Bonita Não Chora
    12 - Por Causa de Você, Menina

    Download: Megaupload Mediafire Hotfile Rapidshare 

    quinta-feira, 15 de setembro de 2011
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    Satanique Samba Trio - Discografia

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    Gênero: Música Experimental/ Samba/ Jazz fusion/ Rock
    País: Brasil
    Atividade: 2002 — atualmente

    Comentário: O diabo é o pai do rock, padrinho do samba e reza a lenda que a música experimental surgiu após sua tentativa de fazer algo diferente de tudo que já existia. Sabe como é o tédio né.
    Satanique Samba Trio deve ser o quinteto/sexteto (essa porra demoníaca só cresce) de maior orgulho para satã, incorporando o samba, o jazz fusion, o rock, a bossa nova e misturando tudo com muito espírito de porco, maldições e experimentalismo, criando assim uma das sonoridades mais originais dos últimos tempos na terra do bom futebol (bom, não foi uma boa f(r)ase...), carregado de demônios pra nenhum exorcista botar defeito.
    Como disse acima, o Satanique Samba Trio é um sexteto, cujo surgimento ocorre em 2002 direto da capital brasileira e do poder nacional, Brasília, para o mundo com intenções nem um pouco bondosas. Seu líder é conhecido por Munha e sua maior característica e empreitada é fazer músicas sobrecarregadas com a mais obscura e insaciável sede de quebrar os dogmas da MPB, e se possível da forma mais sangrenta possível, espalhando o caos e intimidando todos os que se dizem tradicionalistas.
    Tendo como influências alguns nomes como Gustav Mahler, Dmitri Shostakovich, Anton Webern, Luc Ferrari, Stravinsky, Barão de Samedi, Karlheinz Stockhausen e Pierre Henry, além de toda uma influência anônima nacional, da qual podemos dedurar Hermeto Pascoal e Tom Zé, e outros músicos e grupos deste meio. Mas mesmo sem declarar as suas influências, sem dar nomes aos bois, ainda assim é clara toda a mistureira, como se o sexteto tivesse também habilidades de bruxaria, guardando em seu porão — entre prateleiras empoeiradas, vasilhames antigos e poções específicas — uma gama grande de ingredientes, que podemos listar à partir do samba, da bossa nova, maracatu, choro, de toda uma impregnação da cultura afro-brasileira e partindo para a universalidade da música erudita contemporânea, do noise, jazz, mal olhado,...
    Tudo isso parece ter um gosto e aroma horrível, mas não chega a tanto. Aromatizantes, condimentos,  corantes são usados para disfarçar aparência, cheiro e sabor. Nada foi jogado de qualquer maneira, havia sim um propósito para cada coisa, por mais embromado que pareça.
    As partes funcionam bem, tudo bem construído, e são sempre convidativas, embora por vezes a curiosidade esteja à frente da satisfação. É o que eles chamam de "estética do Satanismo Tropical".

    Se você está convencido e quer ouvi-los, arriscando sua sorte abrindo brechas para possessões demoníacas em sua vida: Siga em frente, mas não diga que eu não avisei — pode ser que precise de uma sessão de descarrego na igreja mais próxima!

    Ainda falando asneiras aqui, digo que minha recomendação é começar a ouvir pelo último lançamento, Bad Trip Simulator #2, onde temos um trabalho realmente alucinante. Já postei uma música deles, que na realidade veio junto na minha coletânea de Música Brasileira. Também indico esta mini entrevista aos que tiveram um mínimo de interesse.



    Misantropicalia (2004)
    Tracklist:
    01. Teletransputa (01:37)
    02. Canção Para Atrair Má Sorte Ato I (02:05)
    03. Deus Odeia Samba Rock (01:03)
    04. Canção Para Atrair Má Sorte Ato Ii (03:53)
    05. Gafieira Bad Vibe (01:23)
    06. Canção Para Atrair Má Sorte Ato Iii (05:05)
    07. Seis Temas Tropicais Para Mestre Lúcifer (I) (00:07)
    08. Seis Temas Tropicais Para Mestre Lúcifer (Ii) (00:18)
    09. Seis Temas Tropicais Para Mestre Lúcifer (Iii) (00:04)
    10. Seis Temas Tropicais Para Mestre Lúcifer (Iv) (00:11)
    11. Seis Temas Tropicais Para Mestre Lúcifer (V) (00:06)
    12. Seis Temas Tropicais Para Mestre Lúcifer (Vi) (00:12)
    13. Canção Para Atrair Má Sorte Ato Iv (04:55)
    14. Dança Das Quiumbas (11:22)
    Mediafire//Megaupload//OutrosLinks



    Sangrou (2007)
    Tracklist:
    01. Os Sininhos Dizem Morte (01:03)
    02. Kit de Amputaçao Asasulista (01:08)
    03. Estilo Ricky Ramirez (01:44)
    04. Auto-Retrato Em Tripas de Cach (01:17)
    05. Chuva de Sangue Em Exu (Pe) (02:20)
    06. Salsa Em Carne Viva (01:43)
    07. Comendo Faca (02:27)
    08. Todos os Santos Na Grelha (01:53)
    09. A Alma Boca Afora (02:13)
    10. Morre, Brasília! (02:03)
    11. Cancerbol (01:44)
    12. Auto-Retrato Em Tripass de Cac (02:02)
    13. Salve Satã E Ponto Final (03:04)
    14. Diabolyn (08:22)
    15. Canção Para Atrair Má Sorte (A (00:59)
    16. Peça Para Pó, Pele E Osso Em D (01:11)
    Mediafire//Megaupload//OutrosLinks



    Bad Trip Simulator #2 (2010)
    Tracklist:
    01. Lambada Post Mortem (02:52)
    02. Cabra da Peste Negra (02:11)
    03. Ana Lidia Resurrection (02:18)
    04. Self-Destructing Samba-Reggae (01:43)
    05. Tagua York City Molestus Ostinato (02:05)
    06. DF Death Trap (02:28)
    07. Luciferi Turn Turn (01:38)
    08. Cancro Molly (01:31)
    09. Deprelicius (01:56)
    10. Batriptronics #14 (01:57)
    11. Herpes Soul & Samba Zoster (01:53)
    12. Estilo Ricky Ramirez (original mix) (01:39)
    13. Pentagramarama (01:20)
    14. Kit de Amputacao Asasulista (01:08)
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    sexta-feira, 15 de julho de 2011
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    The Charque Side Of The Moon

    14 comentários
    Gênero: Prog rock/ Psychedelic/ Experimental/ Música Regional Brasileira
    País: Brasil
    Ano: 2008

    Comentário: Este não é apenas um disco, mas também um verdadeiro mash up. Provocativo simplesmente por incorporar o sal que só o povo nordestino/nortista — mais especificamente Paraense — possui, pode causar calafrios em muitos que não suportam reinvenções, sobre tudo com clássicos deste naipe, no caso Dark Side Of The Moon.

    A homenagem, se é assim que posso chamar, une ao som original boas doses de guitarrada, cumbia, lundum, brega e surf music, temperando-o bem ao modo do Pará. Aliás, aqui entra o Charque, que se não fosse a Internet eu jamais saberia que é a carne-seca, ou algo próximo também da carne-de-sol (e claro, apelido da genitália feminina). Essa é a proposta do The Charque Side Of The Moon, projeto idealizado, executado e salgado por Luiz Felix, guitarrista e vocalista da banda La Pupuña — além de grande fã de Pink Floyd — que visa não alterar o disco, mas sim deixá-lo mais particular. “A idéia era manter a concepção do disco todo, mas dar a ele um sotaque paraense”, conta Luiz.

    Mas o disco não é só Floyd e Felix. Tal projeto contou com a co-produção de Fabrício Jomar, além de participações (15 ao todo) como de Sammliz, vocalista da banda Madame Saatan, que interpretou Money. Porém desconheço os demais músicos, mas músicos da nova geração do rock foram chamados, e também de outras cenas, como o grupo de carimbó Os Baioaras, a technobrega Gaby Amarantos e Mestre Vieira, do qual já ouvira falar pois sé nada menos que o criador da guitarrada, e assim é conhecido.

    Embora toda essa suruba, o disco não foge do verdadeiro espírito pink floydiano, pelo contrário, o mantêm. Toda a melancolia, o psicodelismo (que acaba sendo presenteado com o próprio experimentalismo aplicado pelos músicos brasileiros), e o ar crítico. Tudo está aqui, mas, como supracitado pela blogosfera, bem mais salgado.

    Belo resultado, uma maneira sensacional de quebrar um pouco o gelo do prog rock e de rever certos conceitos sobretudo quanto à música do norte e a re-utilização da cultura de massas.

    LastFM//ManRecords (English)

    Tracklist:
    1. Speak to me/ Breathe
    2. On the run
    3. Time
    4. The great gig in the sky
    5. Money
    6. Us and them
    7. Any colour you like
    8. Brain damage
    9. Eclipse

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    terça-feira, 29 de março de 2011
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    O Rappa - Rappa Mundi

    5 comentários
    Gênero: Rock alternativo/ Reggae/ Rap rock
    País: Brasil
    Ano: 1996

    Comentário:
    Nasceu como uma banda 'de acompanhamento' para os shows do regueiro jamaicano Papa Winnie, que viera ao país no ano de 1993, mas logo no segundo CD, se tornou uma das bandas brasileiras de maior originalidade e ao mesmo tempo conseguindo enorme aceitação do público, possuindo grande destaque na Mídia desde então. Como um turbilhão de ritmos é que O Rappa sempre foi conhecido, que traduzindo significa uma mistura de reggae, rock, hip hop, rap, samba, sampler, funk, MPB e certamente mais alguma coisa, já que 'limitar' não é um verbo conjugado pela banda. E falando em conjugações e verbos, o que seria de O Rappa sem as letras de, principalmente, Marcelo Yuka, baterista e compositor na época? Não só dele pertencem a maioria da letras como também as melhores entre todas do O Rappa. A união de uma pegada marcante, de melodias grudentas, do inconfundível vocal de Falcão e das letras, muitas vezes polêmicas, de Yuka, viraria hit principalmente entre os jovens, independente de sua classe social.

    Até hoje a banda lançara 5 álbuns de estúdio, no qual Rappa Mundi é de longe o melhor e mais simbólico. Como segundo lançamento, precedido pelo homônimo de 1994, este álbum possui os maiores hits da banda, e digo mais, a maior concentração de hits — que no caso preferiria chamar de 'ótimas músicas' devido a ambigüidade desproposital que o termo Hit possa gerar — que nunca mais veremos. Mas, aceitaria ver minha língua queimando por um outro material à altura deste.
    Com faixas como "A Feira" (Marcelo Yuka, O Rappa), "Vapor Barato" (Waly, Macalé), "Hey Joe" (Bill Roberts, vs: Ivo Meirelles, Marcelo Yuka) e "Pescador de Ilusões" (Marcelo Yuka, O Rappa), Rappa Mundi é sem dúvida o ápice, mas sua fórmula ainda é usada em Lado B Lado A de 1999, contudo em 2003, O Silêncio Q Precede O Esporro se difere bastante, mesmo possuindo algumas das melhores e mais marcantes músicas, como "Reza Vela" e "Mar de Gente", mas desestimulado pelo 7 Vezes, lançado em parceria com a Claro em 2008, e o último até o momento.

    Mas voltando ao Rappa Mundi, ele começa com a descontraída A Feira, faixa esta que apesar de ritmicamente mais aceitável, aborda as drogas e claro, sua ilegalidade. De forma resumida, retrata o tráfico de drogas que não possui dia nem hora; é acessível a todas as classes sociais; e quem ganha mesmo com isso são os grandes traficantes. Miséria S/A é ainda mais clara, mas menos polêmica, entretanto não menos realista ou cruel. Para quem pega ônibus/metrô e se depara todos os dias com pessoas pedindo dinheiro e/ou vendendo amendoins, balas e coisas do gênero, essa música é apenas um reflexo. Hey Joe conta com a participação de Marcelo D2 e pode ser definida como "Também morre quem atira". Parando por aqui, já que teríamos 14 faixas para comentar, os dados e informações relevantes são que, Vapor Barato é uma regravação de Gal Costa, Óia o rapa! é uma composição de Lenine e Sérgio Natureza, e Hey Joe é uma versão nacional para o sucesso de mesmo nome de Jimi Hendrix. A formação neste disco é Falcão (vocal e guitarra), Marcelo Yuka (bateria), Xandão (guitarra e backing vocals), Marcelo Lobato (teclados, sampler e backing vocals) e Lauro Farias (baixo, baixo synth e backing vocals).

    LastFM//MySpace
    domingo, 13 de março de 2011
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    Cartola - Cartola II

    7 comentários
    Gênero: Samba
    País: Brasil
    Ano: 1976


    Comentário
    Angenor de Oliveira foi o maior sambista da história, mas você deve conhecê-lo por Cartola. Um pecado aqui no Ignes não termos ainda esse álbum. Trago-lhes aqui uma das obras-primas de nossa música. Sendo eleito o oitavo melhor disco brasileiro de todos os tempos pela Rolling Stone e segundo melhor por eu mesmo.

    Para mim, é sempre difícil falar de gigantes, como esse, sem parecer redundante e, ao mesmo tempo, dando uma idéia relativa da importância do que falo. Cartola II traz os grandes sucessos do menino que nasceu homem e morreu moleque. Viveu no morro da Mangueira, aonde conheceu amigos como Carlos Cachaça e aonde seria um dos fundadores da renomada escola de samba. Com a perda precoce de sua mãe, abandonou cedo os estudos. Tornou-se famoso na década de ’30 e desapareceu nas décadas seguintes. Felizmente foi redescoberto no futuro, alcançando a gloria na velhice. No entanto, ainda hoje não possui a valorização merecida. Assim como aconteceu com, seu admirador, Heitor Villa-Lobos. Poderia ficar horas falando de gigantes deixados ao relento pelo grande público. Ary Barroso, Noel Rosa, Tião Carreiro e Pardinho, Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Altemar Dutra, Tonico e Tinoco, Wilson Batista. Mas que tal pararmos por aqui?

    São doze belas composições com arranjos simples que são assimilados rápido. Como ele mesmo dizia: “Gosto de fazer samba de dor de cotovelo, falando de mulher, de amor, de Deus, porque é isso que acho importante e acaba se tornando uma coisa importante.” São sambas despretensiosos e apaixonantes. Os acordes boêmios do violão, auxiliados pela flauta dão um charme a “O Mundo é um Moinho”, uma de suas mais belas letras. “Minha” tem todos os elementos que seriam eternizados no samba como cuíca, cavaquinho, surdo. Além de um coral de vozes e um trombone. “Sala de Recepção” e “Ensaboa” contam com a participação especial de Creusa Cartola. Sendo que esta última é enraizada no sertanejo de raiz. Possui até a famosa viola caipira. “As Rosas Não Falam” é a mais introspectiva do álbum, flauta linda, interpretação linda.

    Resumindo, um álbum que todo brasileiro deveria escutar ao menos uma vez na vida. Recomendo!

    Como, em corpo tão franzino, coube alma e criatividade tão grandes?

    Tracklist
    01. O Mundo é um Moinho
    02. Minha
    03. Sala de Recepção
    04. Não Posso Viver Sem Ela
    05. Preciso me Encontrar
    06. Peito Vazio
    7. Aconteceu
    08. As Rosas Não Falam
    09. Sei Chorar
    10. Ensaboa
    11. Senhora Tentação
    12. Cordas de Aço

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    sábado, 19 de fevereiro de 2011
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    Edu Krieger - Correnteza

    4 comentários
    Gênero: Samba / MPB / Forró (?)
    Ano: 2009
    País: Brasil

    Comentário Edu Krieger, nome artístico de Eduardo Lyra Krieger, é um cantor, compositor e instrumentista. Natural da cidade do Rio de Janeiro, começou sua carreira fazendo trilhas sonoras para peças de teatro e acompanhando artistas da MPB, como o maestro e sanfoneiro Sivuca. Em 2007 lançou seu primeiro álbum solo, inteiramente autoral. Suas composições têm sido gravadas por nomes de destaque da música brasileira, como Maria Rita e Roberta Sá.

    Correnteza, segundo disco de Krieger, é mais limpo e puro que o primeiro. A maior parte é composta apenas de violão (de oito cordas) e voz. Inclusive, que voz! Além disso, as letras são interessantíssimas e, algumas vezes, muito bem humoradas. Como em "Graziela" aonde figura vários elementos da música nordestina. Conta a história do próprio Edu, quando se aventurava por salas de bate-papo. "Desestigma" é outra letra inteligente e engraçada que dedico à meus amigos tr00ls. "Correnteza" é um samba que, se mestre Cartola estivesse entre nós, certamente se orgulharia.

    Resumindo, Edu Krieger se encaixa em grupo novo de artistas brasileiros que usa o samba como base, mas que percorre por influências de toda música brasileira. Com facilidade e criatividade inigualável. Inclusive já fez parcerias com (pásmem) Oscar Niemeyer.

    Pessoal, hoje a resenha foi bem curta como perceberam. Foi propositalmente por que encontrei um video, do próprio Edu, falando do disco. E afinal, quem tem mais propriedade pra falar de uma música do que quem a criou? Recomendo que todos, no mínimo, vejam o vídeo. Vai valer a pena!



    Tracklist

    01. Correnteza
    02. Feira Livre
    03. Desestigma
    04. Clareia
    05. Galileu
    06. Sobre as Mãos
    07. A Mais Bonita de Copacabana
    08. Ela Entrava
    09. Rosa de Açucena
    10. Quando Ela Ri
    11. Graziela
    12. Serpentina

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    sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
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    Ostheobaldo - Discografia

    3 comentários
    Gênero: Hardcore/ Rock Alternativo
    País: Brasil
    Ano: 1996

    Comentário: Ostheobaldo era a típica banda de rock brasileira que satirizava tudo o que sabia, via, lia e ouvia sobre o Brasil, uma forma diferente e muito mais divertida de patriotismo. Seja política, discriminação, religião, problemas sociais diversos, cultura (ou falta dela), pilantragem, entre outros temas, tudo com bom humor, sarcasmo e sem pregos na língua. A banda lembra nossos queridos Mamonas Assassinas mas numa versão muito mais crítica, pelas letras que satirizavam nosso dia-a-dia, pelos besteiróis que pouco fazem sentido e pelas misturas de ritmos e instrumentos ao velho rock. Também uniam o heavy metal e o punk, de forma irônica, ao funk carioca, a batucada e aos ritmos nordestinos que seguiam regidos por berimbaus, triângulo e percussões.

    O nome Ostheobaldo soa desconhecido e novo para muitos, e nostálgico para poucos. Esta foi a banda que, sem dúvida alguma, foi a responsável pela criação do Tihuana. A banda, formada pelo vocalista Jonny, o guitarrista Léo, o baixista Román, o percussionista Baía e o baterista P.G. lançou apenas 2 Cds, Ostheobaldo (1996) e Passa o Corredor (1998), tendo seu fim em 1999 com a saída de Jonny. Mas com o fim de Ostheobaldo nascia o Tihuana, agora com Egypcio assumindo os vocais e conseguindo muito mais espaço e seguidores, até porque seu primeiro álbum recebeu nada mais, nada menos que um disco de ouro.

    O destaque maior vai para o debut, que foi uma fábrica de canções hilárias e dificulta a escolha somente alguma representante. A primeira, Ostheobaldo, é como uma apresentação, mostrando a hipocrisia e a falsa moral, no caso dos policiais. Arrasa Quarteirão (que possui um clipe bem humorado) mostra o poder da mulata e suas curvas. Funk do Edmilson une o funk carioca com o metal. Homem com H é um cover punkeado e muito cômico do grande Ney Matogrosso. La Poronga critica a roubalheira religiosa, citando o Papa e a Igreja Católica e Edir Macedo com sua IURD, convidando-lhe que chupe sua la poronga. E podemos deduzir o que CincoContraUm se refere, então sem maiores explicações. Não só estas, mas todo o CD é louvável, malandro, crítico e empolgante.


    Já o "Passa o Corredor" é totalmente diferente, nem parece ser a mesma, por vezes. A banda tentou algo mais sério, menos diversão e mais maduro, algo comum, como podemos ver em bandas como Ultraje a Rigor, Tihuana, Titãs e outras, que se mostram bem diferentes logo no segundo álbum. Mas as letras ainda (algumas) continuam recheadas de sarcasmo. A música sim sofreu maiores mudanças. Nota-se que a intenção é falar com o público, e não apenas fazer música para pular e se descabelar, que por outro lado assumiram uma pose mais HC e durona. Ritmos como groove, hiphop e uma produção melhor são apresentados. Para muitos, a banda perdeu sua identidade nele, e pessoalmente, não me empolga como o primeiro. Mas o disco é bom e conta com Preta Véia e seu clipe, Docemá, El Cafetón e Tô na Boa.

    Não precisaria nem dizer que para quem ouve Raimundos, Mamonas, Virgulóides, Comunidade Nin-Jitsu, Catapulta e mesmo o Tihuana, esta se trata de uma audição obrigatória.

    PS: É extremamente difícil encontrar informações, fotos e capas, então se houver alguma coisa errada (principalmente com relação às fotos), comentem.
    PS²: Gostaria de colocar os clipes, mas tanto o do Arrasa Quarteirão, como do Preta Véia "sumiram" do Youtube. Assim sendo, fiquem com o áudio que upei e uma raridade, em péssimo áudio, que achei no Seutoba.

    LastFM
    Ostheobaldo
    Tracklist:
    1. Ostheobaldo
    2. Arrasa Quarteirão
    3. Funk do Edmilson
    4. Homem com H
    5. Porque Você me Ama...
    6. Pega, mata e come
    7. La Poronga
    8. Tem Vagabunda
    9. Cincocontraum
    10. O Coelho e o Jabuti
    11. É Coisa do Passado (vinheta)


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    Passa o Corredor (1998)
    Tracklist:
    1. Preta Véia
    2. El Cafetón
    3. Quando Eu Contar Até Três...
    4. Docemá
    5. Povo de Roma
    6. Remenex (vinheta)
    7. Tô na Boa
    8. Tá na Mente
    9. Nêga
    10. Que Q'eu Vou Fazer?
    11. Os Mortos Não Falam
    12. Corre Vicente
    13. Passa o Corredor


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    quarta-feira, 20 de outubro de 2010
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    Gabriel o Pensador - Quebra-Cabeça (3/8)

    0 comentários
    Gênero: Hip Hop/ Rap/ Rock/ MPB
    País: Brasil
    Ano: 1997
    Comentário: Terceiro disco, lançado em 1997. Segundo a wiki, este é o álbum de maior sucesso comercial do Pensador, merecedor do disco de platina duplo.
    Fica até claro, com uma música com a letra e o trocadilho de "Pátria Que Me Pariu". A cômica "2345meia78", música dedicada aos que se encontram na secura. "Cachimbo da Paz", com a participação especial de Lulu Santos, um de seus maiores Hits. Mas não pára aqui, o CD ainda conta com "+ 1 Dose", com participação do Barão Vermelho, "Dança do Desempregado", um samba responsa, daquelas músicas que ficam escondidas na mídia, mas se tornam hits populares. E olha só, "Festa da Música", algo bem light e divertido, deixando um pouco de lado seus protestos, mas não menos rico, com vários elementos e citações de músicos e artistas conhecidos numa única música, brincalhão, cita desde Roberto Carlos até Sepultura. E para finalizar, algo inédito, um instrumental, "O Sopro da Cigarra".

    Outro destaque deste disco são as linhas de contrabaixo, que marcam principalmente 2345meia78, Cachimbo da Paz e Festa da Música... aliás, boas pedidas para quem curte algo como Ed Motta.

    De fato é um álbum para agradar até quem não gosta/ouve muito rap (assim como eu).

    Baixe também:
    1. Gabriel o Pensador (1993);
    2. Ainda É Só o Começo (1995);

    Site | MySpace | Blog

    Tracklist:
    1. Pátria que me Pariu
    2. 2345meia78
    3. Cachimbo da Paz (part. especial Lulu Santos)
    4. Sem Saúde
    5. Pra Onde Vai?
    6. En La Casa
    7. + 1 Dose (part. especial: Barão Vermelho)
    8. Dança do Desempregado
    9. Eu e a Tábua (part. especial: Evandro Mesquita, Márcia Bulcão e Hannah Lima, todos membros do grupo Blitz)
    10. Bala Perdida
    11. Festa da Música
    12. O Sopro da Cigarra

    Download: Rghost||Megaupload||Mediafire

    quarta-feira, 29 de setembro de 2010
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    Cangaço - 2 Demos

    6 comentários
    Gênero: Death Metal/ Folclórico
    País: Recife, Pernambuco, Brasil
    Ano: 2010

    Biografia: O Cangaço iniciou suas atividades no final de 2009 em Recife, com Rafael Cadena nas guitarras e vocais, Magno Lima no baixo e vocais, ambos remanescentes do Vectrus e Arthur Lira vindo do Preatcher Masterdomme. A proposta artística da banda é juntar os opostos musicais da região em que surgiu. Ousar com um Metal agressivo e fortes influências de grandes nomes da música brasileira nordestina como Fred AndradeSivuca e Luciano Magno.
    As letras refletem o processo de mudanças provocadas pela crescente velocidade da informação no caminho do autoconhecimento da humanidade. A primeira demo da banda foi concluída contendo tanto músicas do antigo Vectrus como da nova fase como Cangaço. Através dessa gravação e com menos de um ano de banda, o Cangaço tem no currículo importantes eventos como a classificação para a final do Pré-AMPCarmetalFestival de Inverno de Garanhuns e a vitória na seletiva do Wacken Metal Battle Brasil 2010.
    Acima de tudo o Cangaço surgiu como prova de que barreiras culturais não são mais do que atrasos na evolução humana e que pessoas de todas as regiões do mundo tem condições de apresentar propostas e melhorias artísticas independentes de limitações sociais.

    Comentário: É ISSO AÍ, O POST FOI ATUALIZADO. CORRIGI O LINK, ADD A NOVA DEMO E COLOQUEI UM CLIPE QUE CONSISTE NUMA COMPILAÇÃO DE IMAGENS - Tenho o prazer de poder divulgar o trabalho desta banda nordestina, que além de originalmente mente-aberta, tem uma personalidade sonora pouco vista, aliás, ouvida. Também deve ser levado em conta a vitória no Wacken Metal Battle Brasil 2010 e a próxima apresentação da banda no Wacken Open Air, Alemanha, [como representante do Brasil ] que foi justa, já que eles possuem capacidade para tal. Apesar de terem o meu apoio, sou sincero em dizer que a banda tem de melhorar, mas pelo visto isso não é nenhum problema pois a mesma se encontra em constantes ensaios para fazer bonito no Wacken, e além dele.
    Não esperem por "folkzinhos".
    Material cedido pela banda.

    E-mail: cangacometal@gmail.com
    Myspace: www.myspace.com/cangacometal
    Telefone: +55 (81) - 8860-7407/8614-0052

    Banda:
    Magno Lima - Baixo/Vocal
    Rafael Cadena - Guitarra/Vocal
    Arthur Lira - Bateria



    DEMO
    Tracklist:
    1. - Devices of Astral
    2. - Gilgamesh
    3. - Opposing
    4. - Ghost of Blood
    Download

    PARABELO {demo}
    Tracklist:
    1. - Intro
    2. - Corpus Alienum
    3. - Logical Mistakes
    4. - Statu Variabilis


    sábado, 25 de setembro de 2010
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    Chico Correa & Electronic Band

    0 comentários

    Gênero
    : Jazz, Rock, Electronic, Música Regional Brasileira,
    País: Brasil
    Ano: 2006

    Comentario: De João Pessoa, na Paraíba, o projeto musical Chico Correa & Electronic Band aponta uma trilha saliente na paisagem sônica brasileira e funde referências sertano-agrestes a aspirações globo-locais. O trabalho da banda impressiona pela liberdade com que seus músicos encontram parentescos entre gêneros tão diversos quanto rock, funk, bossa nova, baião, samba de coco, jazz, trip hop, dub e outros.
    No disco os ritmos vão do agrestewerk cangaçi-gangsta de ‘Coco de elevador’ ao eletrofunk que é a praia em que transita ‘Eu Pisei Na Pedra’, enquanto ’Mangangá’ mistura rock e maracatu, mas com uma fórmula diferente da usada pelo mangue-beat. Outras pistas: ‘Bossinha’, ‘Baião Lo-fi’… A fauna humana local é representada por ‘Lelê’ (toada de saudade interestelar) e ‘Odete’ (Drum ‘n’ roots). Ao vivo, o grupo atua um live-PA: Chico manipula a parafernália eletrônica e conduz a guitarra, a graciosa voz de Larrisa dispara glissandos mouriscos e o quarteto de jazzistas galopa faixas de áudio que sincronizam o tradicional samba-de-coco-de-engenho paraibano com células de step-funked breakbeat.


    Pagina Oficial
    MySpace
    Blog

    Tracklist

    1. Eu Pisei Na Pedra (4:06)
    2. Cantador (1:31)
    3. Mangangá (4:24)
    4. Bossinha (3:17)
    5. Coco De Elevador (4:12)
    6. Terra (3:14)
    7. Baião Lo-fi (5:28)
    8. Lelê (3:59)
    9. Odete (remix 2006) (4:47)
    10. Baile Muderno (3:13)
    11. Descanso De Tela (2:16)
    12. Cantador (Armando Antonio Remix) (5:18)
    13. Bossinha (Aquilez Remix) (9:00)
    (Só clicar em uma das faixas para fazer download)

    Download
    domingo, 22 de agosto de 2010
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    Brasileirinho - Grandes Encontros do Choro Contemporâneo

    0 comentários
    Gênero: Choro, chorinho e chorão/ OST
    País: Há! Só pode ser Brasil!
    Ano: 2004

    Comentário: Hoje trago uma maravilhosa e empolgante criação brasileira. Sem passear por histórias {deixo isso para quem entende}, sigo comentando sobre o disco mesmo.

    "Brasileirinho - Grandes Encontros do Choro Contemporâneo" é na verdade um Documentário de Mika Kaurismäki, que conta a história desta brasilidade sonora. Infelizmente ainda não tive o prazer de poder "estudar" tal regionalismo em formato som e vídeo, mas o que posso dizer das músicas é que esbanjam uma simplicidade rica, uma complexidade clara, um clima de descontração sem cair no vulgar, um instante de paz sem se desfazer em momento algum do traje de guerra.

    As faixas são por vezes bem distintas. Algumas nos remetem ao samba de esquina, tocado nos bares mais movimentados das grandes cidades. Outros são elegantes e ponderados, parentes próximos da Bossa e destaque de bares ao ar livre e restaurantes com música. Mais à frente temos uma semelhança nordestina e mais além espanhola, ainda dando carona ao partido-alto e ao samba-de-terreiro, mas também buscando em algumas, soar samba-jazz... Os metais, pandeiros, violões, flautas... só ajudam a torná-lo imperador.

    As pessoas costumam degradar o Samba, a Bossa-Nova e até mesmo o Chorinho, mas se dizem apreciadoras das mais diversas formas de Jazz... hipócritas, tudo isso é Jazz, Jazz à brasileira meus caros amigos, meus caros colegas e reconhecido internacionalmente. E aliás, desafio aos depreciadores, a executarem algum choro com precisão, swing e com maestria ;}

    O que lhes trago aqui é na verdade somente a trilha sonora deste DVD. É alegre, só nos "tropicões" e "cambaleões". Mas também é altamente rico, senhorio, cult. Consegue viajar pelo melancólico saudosista, que de um salto já está pronto para a festa malandra. Música de calça social, camisa de mangas arregaçadas, sapatos polidos e batuque de pé e de mão.

    Virtuosismo, improvisação e "swingueira"!

    Como vão notar mais abaixo na tracklist, temos os nomes dos músicos, mas não todos, então fica aqui outros dos nomes envolvidos: Trio Madeira Brasil {Marcello Gonçalves (violão 7 cordas), Zé Paulo Becker (violão), Ronaldo Souza (bandolim)}, Paulo Moura, Yamandu Costa, Zé da Velha e Silvério Pontes, Joel Nascimento, Jorginho do Pandeiro, Marcos Suzano, Maurício Carrilho, Luciana Rabello.

    É isso, provavelmente poucos irão se interessar, mas meu objetivo está sendo concluído. Aceitamos comentários.

    PS: Um documento se encontra dentro da pasta com mais informações.

    Tracklist:
    01- Machucando - (Adalberto de Souza)
    02- Santa Morena - (Jacob do Bandolim)
    03- Um Chorinho Pra Você (Severino Araújo)
    04- Um Calo De Estimação - (Zé Da Zilda / José Thadeu)
    05- Assanhado (Jacob do Bandolim)
    06- Brejeiro (Ernesto Nazareth)
    07- Degenerado (W. Rocha Ferro)
    08- Chorinho de Gafieira (Astor Silva)
    09- Papo de Anjo (Radamés Gnattali)
    10- Foi Uma Pedra Que Rolou (Pedro Caetano)
    11- Formosa (Baden Powell / Vinícius de Moraes)
    12- Agüenta Seu Fulgêncio (Lourenço Lamartine / Jacob Do Bandolim)
    13- Bole Bole (Jacob Do Bandolim)
    14- O Bom Filho à Casa Torna (Bonfiglio de Oliveira)
    15- Barracão (Luiz Antônio / Oldemar Magalhães)
    16- Cochichando (Pixinguinha / João de Barro / A. Ribeiro)

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    quarta-feira, 30 de junho de 2010
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    Tihuana - Ilegal

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    Gênero: Rock Alternativo/ Funk / Punk Rock/ Rapcore/ Reggae
    País: Brasil
    Ano: 2001

    Comentário: Melhor CD do Tihuana? Não sei... mas é o mais engraçado e louco com certezaaaa ("Eu to chapaaadoooo"). Ilegal é o primeiro CD do Tihuana, logo após de ter tirado o "casaco-ostheobaldo", agora, com Egypcio nos vocais. Bom, Tihuana é uma mistureira, mas é gostoso de ouvir, e acho que todos já ouviram algo deles, então dispensa apresentações neh? Sobre o disco, apesar de ser o primeiro, é um dos que mais tiveram músicas notáveis, como "Praia Nudista", "Pula!", "Tropa de Elite" e a metafórica "Eu Vi Guinomos". Tão notáveis que garantiu um Disco de Ouro para banda. Então, se palavras como "rapcore", "reggae", "ritmos latinos", "funk" não te assustam... baixe essa representação do rock brasileiro!
    Mas achou uma merda?...
    ...Então!
    Pula, pula, filha da pula!
    Pula, filha da pula!
    :D

    Tracklist:
    1. "Praia Nudista" - 3:35
    2. "Pula!" - 3:02
    3. "Taca Fogo" - 4:33
    4. "Que Ves?" - 3:25
    5. "Te Gusta Tihuana?" - 3:38
    6. "Ilegal" - 1:18
    7. "Tropa de Elite" - 3:14
    8. "Clandestino" - 3:19
    9. "Summertime" - 4:14
    10. "R.T." - 0:40
    11. "É Guaraná!" - 2:39
    12. "Eu Vi Gnomos" - 4:06

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    quinta-feira, 24 de junho de 2010
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    Andre Abujamra - Discografia

    2 comentários
    Gênero: Pop Rock/ Alternativo/ Experimental/ Afro-beat
    País: Brasil

    Comentário: Sinceramente, não sou lá um grandissíssimo fã da musicalidade do paulistano André Cibelli Abujamra, porque assim como o Zeca Baleiro, Abujamra aproveita cada estilo musical, é um verdadeiro zé chupança da música (no 'bom' sentido). Mas tem muita coisa que gosto, é claro. É o tipo do artista que se você não gostar do ritmo de certa música, ainda terá sua letra como recompensa, e esse é o forte dele (Nem todas, tem umas letras bem nonsense e outras focadas no cadomblé). Suas letras muito dizem, você ouve, logo reflete. Pena que, um grande artista como este, esteja ainda fora do alcance dos ouvidos e olhares de muitos, principalmente aqui no Brasil. Muitas vezes suas músicas fazem enorme sucesso, e até vão parar nas "paradas de sucesso" em alguns lugares do país, mas, na voz de outros cantores. Como é o caso na belíssima "O Mundo", que faz parte da trilha de uma das atuais novelas da Tv Bobo, cantada por nada menos que um time de primeira: Lenine, Zeca Baleiro, Chico César e Paulinho Moska (Dizem que a Zélia Duncan também participou, mas não consegui perceber sua voz (Se eu estiver errado, por favor me corrijam, não encontrei informações, foi tudo de ouvido)). Outra coisinha, Andre Abujamra não é somente compositor e cantor (como se isso fosse pouco) mas também multinstrumentista e ator.
    Abujamra, em 1985, junto com Maurício Pereira, montou a banda Os Mulheres Negras, e se autodenominavam a terceira menor big band do mundo. O som deles era um pop rock experimental com instrumentos eletrônicos. Lançaram somente dois álbuns, Música Serve para Isso (1988) e Música e Ciência (1990). Com o fim da banda, Abujamra participou da banda Karnak, e hoje, está em carreira solo.
    Pensei em fazer num único post, a adição de sua carreira solo, Os Mulheres Negras e Karnak, mas vou deixar como está, somente linkando para os demais posts que eu irei criar.

    O Infinito de Pé
    Voltando um pouco, vamos falar deste CD, Infinito de Pé. Não vou mentir e bancar o "apreciador, amante e pucha-saco da música brasileira", não! Digo que não gostei de todas as músicas, mas também não cheguei a odiar. O que não me agradou é o fato de não ter gostado de algumas letras, e também por achar alguns ritmos cansativos, como é o caso da "Nóis Eh Sampli", um som eletrônico mais para o Hiphop. "Namburuquê" é talvez a única letra que realmente detestei, mas isso foi por questões de crença mesmo. As 3 primeiras são muito boas por suas batidas formadas por ritmos brasileiros, um belo trio logo de cara. "Curriculum" não é uma música, ou é, não sei, rs. Se trata de uma "autobiografia" (??) de 10minutos totalmente falada, mas com um pouco de melodia, um violão de fundo e outros instrumentos que entram e saem ao decorrer dela. Sobre as letras, destaco "70%", "Elevador", "Essa Música Não Existe" (a música mais "rocker" do CD), "Infinito de Pé", "O Dah Ho" e "Olho Azul".


    Retransformafrikando
    Pra começo de conversa, eu nem sabia da existência deste CD ao começar a resenhar este post. Destaco o criativo encarte (Vocês dizem: Puta que o pariu, você está louco? Nunca vi uma capa tão tosca e feia em toda minha vida!), mas calma, não estou falando do "casal de mim mesmo" (gostaram né? eu que inventei), mas sim das outras partes do encarte onde se encontram as letras. Esse álbum, se não me engano, veio após a cirurgia de redução de estômago que o Andre fez, e então, resolveu transformar isso em arte, no caso, em música. Mas que fiquem na curiosidade, dentro do álbum, estão os encartes, basta baixarem.
    Sobre a música, parece até outro cantor, pois aquela coisa louka do primeiro, meio que se foi, o álbum parece ser mais direto em seu som, várias faixas encrustadas no rock influênciado por demais ritmos, mas é muito simples assim mesmo, comportado de mais, parece que as músicas se repetem. Na verdade, nem sei o que dizer deste álbum, não consigo nem ao menos indicar uma música. E nem vou.

    Outra coisa interessante, Andre está fazendo divulgação do lançamento de seu próximo CD (MAFARO) em vídeos no Youtube, o lance é que, isso começou vários meses antes (ainda no começo de 2009), e o lançamento ainda está previsto para Abril deste ano. Outra coisa, tais vídeos na sua maioria, são sátiras em cima de vídeos que nada tem relação, o que pra mim, é engraçado e criativo.
    SIM, ele é filho do grande Antônio Abujamra - Mão de fogo.

    Site//Myspace

    O Infinito de Pé (2004) 
    Tracklist:
    1. Olho azul
    2. Infinito de pé
    3. Nóis eh sampli
    4. O dah oh
    5. Essa música não existe
    6. Natureza
    7. Tempo
    8. Atoto
    9. Namburuquê
    10. Palmeira do deserto
    11. 70%
    12. Elevador
    13. Blue Rose, Senha do motim
    14. Magina de Pipo
    15. Curriculum
    Mediafire

    Retransformafrikando (2008)
    Tracklist:
    1 - Retransformafrikando
    2 - Babaloo
    3 - Pangea
    4 - Menor é melhor
    5 - Arroba de dor
    6 - Tattoo
    7 - Lagrimar
    8 - Estrago o ninho
    9 - Senhores do Tempo
    10 - Ceilão
    11 - Churrasquinho grego
    12 - Afriko
    13 - Amor caquinho
    Mediafire

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