Os Melhores Discos de 2014 por Áquila, o Teófilo
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Jeff Johnson & Brian Dunning - Music of Celtic Legends: The Bard & The Warrior
Categories :
/Áquila Teófilo . Ambient . Celtic Music . New Age . World Music
Gênero: Música Celta
País: Estados Unidos/Irlanda
Ano: 1997
Comentário:
Sabe aquelas músicas que possuem o poder mágico de te transportar imediatamente para outra paisagem? Imagino que saiba, mas então te conto outra coisa: imagina agora que a paisagem em questão são verdes planícies irlandesas banhadas por costas serenas, em que as ondas quebram com suavidade contra as rochas. Se andar mais um pouco nesse cenário, logo chegará a um banquete onde há muita música e alegria e onde jovens tocam suas harpas enquanto os guerreiros grandes como ursos descansam de suas batalhas. É um ambiente que me agrada de andar. E é esta paisagem e algumas outras que são evocadas neste álbum.
Os 50 Melhores Discos De 2013
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/Áquila Teófilo . /Ariel C. . /Bruno Lisboa . /daniel . /Forbidden . /Koticho . /MarcosAlves . #2013 . #TOP50
Demorou, mas saiu. Eis a lista com os 50 melhores discos na opinião da vasta equipe do Pignes. Uma lista que reflete perfeitamente o ecletismo de nossos colaboradores, indo do pop chiclete de MIA ao black metal do Peste Noire, passando ainda pelos Stoner Rockers do Red Fang, o rapper Kanye West, o shoegaze do My Bloody Valentine, entre outros vários que passaram pelo blog neste que foi um grande ano para os fãs de música. E agora, nos dias finais de 2013, é a hora de relembrar os discos que nos fizeram passar pelos dias com mais facilidade, pois a música, a música é o que nos move.
Frail - Brilliant Darkness
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/Áquila Teófilo . Black Metal . Depressive Black Metal . Post-Punk . Shoegaze
Gênero: Depressive Black Metal, Shoegaze Black Metal, Post-Punk Black Metal
País: EUA
Ano: 2008
Comentário:
Tempos idos, ventos passados, sombras que já não existem me fazem lembrar que lá pelos idos dos fins de 2008 estas melodias me chegaram aos ouvidos. Na época eu era apenas um entusiasta do metal extremo, mas sem muita bagagem, mesmo que eu não possa dizer que possua tanto, atualmente. Pois bem, se naquela eu já me maravilhava ao ver a mistura do agressivo com o belo e épico, como é o caso das bandas de Pagan BM/Folk BM, ouvir isto foi um choque, algo que modificou pra sempre a minha caminhada musical. Não é exagero, foi um divisor de águas.
Talvez por isso minha cisma em não sair por aí mostrando a todo mundo, sinto ciúmes mesmo (algum torpor contraditório me faz, agora, postar isto). Talvez por isso nunca cansei de ouvir, apesar de, às vezes esquecer num canto empoeirado da memória, sempre que me sinto invadido pelos belos sentimentos da angústia sempre lembro que tem algo pra embalar a triste sina.
Giuseppe Tartini - The Devil's Trill (Il Trillo del Diavolo)
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Gênero: Música Barroca
País do Compositor: Itália
Ano: Da composição: por volta de 1713; Desta gravação em especial: 1979.
Comentário:
God Is An Astronaut - Origins
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Gênero: Post-Rock, Ambient, Eletrônico
País: Irlanda
Ano: 2013
Comentário:
Cold Womb Descent - Space Ambient Trilogy
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Gênero: Dark Ambient, Space Ambient
País: Polônia/México
Ano: 2011, 2012, 2013
Comentário: A NASA pretende levar o homem à Marte, mas esqueça o planeta vermelho. Você pode fazer um vôo bem mais longínquo. E, para isso, precisa apenas da música certa. Apresento-vos a trilogia Space Ambient Trilogy, de Cold Womb Descent.
Syven - Aikaintaite
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Gênero: Dark Folk, Dark Ambient, Tribal, Neofolk, Ritual Ambient
País: Finlândia
Ano: 2011
Summoning - Discografia
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/Áquila Teófilo . #Discografia . Ambient Black Metal . Black Metal
Gênero: Ambient Black Metal, Atmospheric Black Metal, Epic Black Metal
País: Áustria
Ano: 1993 até o presente.
Comentário:
Tolkien foi um ser humano genial e eu estaria desperdiçando tempo ao tentar falar qualquer coisa nova sobre sua figura devido ao seu gigantesco legado e o interesse sempre crescente sobre sua literatura fantástica que fizeram com que seja hoje muito fácil conhecê-lo. Portanto, é alguém que dispensa apresentações. O que importa é que ele foi genial e, como não poderia deixar de ser, acabou influenciando várias gerações. E o seu legado se espalhou para além da literatura, chegando ao cinema e também à música. Sim, Howard Shore, o compositor das trilhas dos filmes adaptados de Tolkien por Peter Jackson, fez uma trilha fantástica para o universo tolkieniano, mas aqui falaremos de um outro tipo de música. Falaremos de Black Metal.
Summoning não é a única banda de black metal que se apropria de elementos do universo tolkieniano. Pelo contrário, há várias bandas que fazem ou fizeram uso do fruto da mente do escritor. Não vou citar, mas AQUI já se pode encontrar um punhado delas. Aliás, a título de informação, Burzum é um verbete da Língua Negra de Mordor que significa "escuridão" e Gorgoroth é uma planície localizada em Mordor. Porém, mesmo com tantas referências a Tolkien no mundo trevoso do black metal, Summoning se destaca em sua proposta.
A quem quiser ler mais e/ou baixar o conteúdo, clique no link a seguir, que está atualizado com o lançamento mais recente, quentinho, saído do forno, além de demos e até um boxed set.
Moondog - Moondog
Categories :
/Áquila Teófilo . Avant-Garde . Experimental . Minimal . Neoclassical
Gênero: Avant-garde, Experimental, Minimalista, Neoclássico
País: Estados Unidos da América
Ano: 1969
Comentário:
Durante a nossa vida nos deparamos com os mais variados tipos de pessoas. Algumas dessas pessoas nós consideramos interessantes. Outras vão além e notamos que há algo que as distingue das demais. Algumas nós até taxamos de gênios. Mas há outro tipo de pessoas e essas são extremamente raras. São pessoas que parecem ter nascido entre nós apenas por algum acidente transcendental (ou uma dádiva divina). Pessoas que sua própria vida é como um livro misterioso e infinito no qual sempre teremos o que aprender. Tenho muita convicção que Moondog era uma dessas pessoas.
Nascido com o nome de Louis Thomas Hardin a 26 de maio de 1916, Moondog parece ter desenvolvido uma sensibilidade artística que poucos experimentaram. Quem nunca ouviu falar desta figura acaba se deparando com uma surpresa atrás da outra ao conhecer fatos sobre sua vida. O primeiro, que é óbvio, é que Moondog era poeta e músico, tendo várias composições de sua autoria. Sua música consiste em experimentações com sonoridades eruditas, sendo notórias as influências do jazz e, muitas vezes, de ritmos tribais. É possível, também, encaixar sua música no chamado minimalismo e, por causa de todas essas influências taxa-se o todo de avant-garde.
Sua música é boa por si só e os aspectos de sua vida não são, de forma nenhuma, uma desculpa para torná-la melhor, porém, é impossível deixar de relacionar a sensibilidade e originalidade de seu modo de viver com suas criações artísticas. Pois bem, o segundo fato interessante sobre Moondog é o de que ele ficou cego aos 16 anos após um acidente com uma dinamite. Há quem diga que, por ter perdido a visão, sua capacidade auditiva tornou-se mais aguçada. Bem, o que sabemos é que, apesar de ter estudado em colégios especiais para cegos e lá ter aprendido os rudimentos da música, Moondog é considerado autodidata, pois aprimorou seus conhecimentos em sua solidão.
Como se tudo isto não bastasse, Moondog foi ainda mais além. Imaginem vocês que este intrigante compositor cego resolver renunciar a um estilo de vida comum e confortável para viver, por vontade própria, nas ruas de Nova Iorque a partir da década de 1940. Apesar de sua deficiência, ele mesmo confeccionava suas roupas, as quais ele fazia segundo a sua representação pessoal do deus nórdico Odin. Esse visual nada convencional numa figura errante pelas ruas da grande metrópole lhe rendeu o apelido de "O Viking da Sexta Avenida", que era a rua de sua "residência".
![]() |
| O Viking da Sexta Avenida, um ser anacrônico. |
Durante o tempo que passou perambulando pelas ruas de Nova Iorque Moondog vendeu seus discos, suas partituras e seus instrumentos (sim, ele criou instrumentos musicais próprios!), além de também tocar ao vivo. Contudo, apesar de que, hoje em dia, muita gente desconheça essa figura, ele não passou totalmente despercebido pelo mundo, pois vários músicos de renome se interessaram na sua figura, dentre os quais podemos citar Philip Glass, Steve Reich e Charlie Parker.
Este álbum, que traz o pseudônimo do compositor, é do ano de 1969, lançado pela Columbia Records. Nele, Moondog atua como regente das músicas que foram executadas por vários músicos. Chega a ser impressionante perceber a qualidade de um trabalho dessa envergadura tendo as rédeas puxadas por alguém que não teve formação erudita. Não por acaso, creio eu, uma das músicas mais belas do álbum, Lament 1 "Bird's Lament", é uma "chacona" e foi feita em homenagem ao então já falecido Charlie Parker. De qualquer forma, o álbum inteiro mostra a criatividade desta estranha (e bela!) criatura, que, ouvi dizer por aí, terá um documentário sobre sua vida pra ser lançado ainda este ano. Espero ansiosamente! =D
Tracklist:
01. Theme - 02:34
02. Stamping Ground - 02:39
03. Symphonique #3 (Ode to Venus) - 05:51
04. Symphonique #6 (Good for Goodie) - 02:47
05. Cuplet - 00:09
06. Minisym #1 - 05:45
07. Lament I, "Bird's Lament" - 01:43
08. Witch of Endor - 06:30
09. Symphonique #1 (Portrait of a Monarch) - 02:37
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Krautrock: The Rebirth Of Germany
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Gênero: Krautrock
País: Alemanha
Ano: 2009
Qualidade: AVI - 508 MB /608x336
Diretor: Ben Whalley
Duração: 58 minutos
Comentário: "Krautrock: The Rebirth of Germany" (Krautrock: O Renascimento da Alemanha) é um documentário que foi produzido pela BBC londrina em 2009. O cenário é a Alemanha do final da década de 60 e início da década de 70. O ambiente é de um país que iniciara duas guerras e as perdera, e que então enfrenta novos conflitos decorrentes da divisão do país em Alemanha Ocidental capitalista e Alemanha Oriental, sob o controle da extinta União Soviética. O sujeito dessa história é uma juventude que sentiu de perto os efeitos da última Grande Guerra, que até o momento não encontrou paz por causa dos conflitos políticos ainda em fervorosa e que descobriu um meio simbólico e efetivo de trazer uma nova perspectiva à sua geração: a música.
A partir daqui você lerá eventuais "spoilers".
Neko Case - Blacklisted
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Ano: 2002
Comentário:
A voz ímpar desta mulher me encantou desde a primeira vez que a ouvi. Neko Case é uma cantora e compositora estadunidense com seus 42 anos de idade e que já participou de alguns outros projetos musicais como é o caso de The New Pornographers. Neko Case iniciou sua carreira solo como "Neko Case and Her Boyfriends", mas atualmente utiliza só o seu nome (o que é uma pena, por que aquele título era legal). Nessa carreira solo ela já possui oito álbuns e este que vos posto, o Blacklisted, é um dos mais apreciados da cantora e, na minha opinião, o melhor que ouvi até o momento.
Blacklisted é um maravilhoso álbum de country alternativo. Apesar das muitas discussões em torno desse termo, vamos dizer que o som executado por Neko Case é uma espécie de country com influências de estilos mais modernos como o indie rock (infelizmente, outro termo muito abrangente), mas que sempre soa com a intensidade do country original da primeira metade do século passado. Na realidade, intensidade é uma palavra que serve pra definir bem as músicas de Neko e isto se deve em grande parte à sua voz forte e marcante, sabendo variar entre os momentos mais sutis e os mais "poderosos".
O álbum tem uma duração de apenas trinta e nove minutos, o que eu considero curta. Mesmo assim, ele já inicia em grande estilo com a música Things That Scare Me que contém em si uma crítica bastante sutil ao tão cobiçado "american dream". Vale salientar que, apesar de Neko ter alcançado certa fama, suas músicas não soam como produtos industrializados em massa para agradar o público (apesar de que realmente agradam), mas nota-se que há profundidade e criatividade artística. Pelo fato de ser curto, é um álbum de facílima audição em que eu acredito ter seu ponto forte em sua parte final, com as últimas músicas, apesar de que não há, em minha opinião, músicas que não sejam boas ou que fiquem apenas como pano de fundo.
A faixa Blacklisted é uma música sensacional que com apenas dois minutos de duração é, ainda assim, uma canção com um forte tom emotivo. Considero genial quando na parte da letra "Slow down fast train/ Take me with you", a instrumentação imita o som de um trem. Em sequência, temos o que talvez seja o maior sucesso da cantora, a música "I Wish I Was The Moon", que foi, de fato, a primeira música dela que ouvi. Não sabia eu que a música fez parte da série True Blood por que não a acompanho, mas pelo visto isto serviu pra dar maior notoriedade à Neko. Temos ainda em seguida uma versão de "Runnin' Out Of Fools", música que já fez sucesso nas vozes de Aretha Franklin e Elvis Costello. Acho que seria arriscado dizer que essa versão é melhor que as outras, mas com certeza consegue se equiparar a elas.
Enfim, para quem curte o estilo ou pretende conhecer, é uma boa pedida, seja você fã de True Blood ou não, como é o meu caso.
Tracklist:
01. Things That Scare Me - 02:30
02. Deep Red Bells – 04:03
03. With Bees (Outro) – 01:35
04. Lady Pilot – 02:26
05. Tightly – 02:16
06. Look for Me (I'll Be Around) – 03:21
07. Stinging Velvet – 02:55
08. Pretty Girls – 03:25
09. I Missed the Point – 01:52
10. Blacklisted – 02:22
11. I Wish I Was the Moon – 03:34
12. Runnin' Out of Fools – 03:05
13. Ghost Wiring – 03:54
14. With Bees (Outro)(Reprise)(Bonus Track) - 02:25
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Lunatic Soul - Discografia
Categories :
/Áquila Teófilo . #Discografia . Art rock . Atmospheric Rock . Dark Ambient . Depressive Rock . Experimental . Post-Rock . Progressive Rock
Gênero: Atmospheric Rock, Art Rock, Dark Ambient, Progressive Rock, Psychedelic, Experimental, Post-Rock, e mais umas coisas parecidas
País: Polônia
Anos em atividade: Desde 2008
Comentário:
A viagem de uma alma lunática e suas experiências no limbo do pós-morte, suas lembranças do passado e um constante conflito acerca da própria sanidade. É sobre isso que se trata Lunatic Soul. A mente por trás de tudo é Mariusz Duda, vocalista e baixista, porém multiinstrumentista, do Riverside que, para quem não conhece (será possivel?), é uma banda cotada como um dos grandes nomes do rock progressivo contemporâneo, com um estilo bastante similar ao de Porcupine Tree. Essa comparação, inclusive, já rendeu boas discussões.
Até o presente momento, o projeto conta apenas com três álbuns. Os dois primeiros são conceituais e para quem se debruçasse sobre as letras das músicas contidas no primeiro álbum, notaria facilmente que a história precisava continuar de alguma forma, e foi justamente isso que foi feito no disco subsequente. De certa forma, apesar dos dois anos de diferença entre um lançamento e outro, é como se fossem um único álbum dividido em dois discos. O terceiro lançamento, no entanto, é essencialmente instrumental.
Apesar de Mariusz Duda ser a alma do projeto e seu grande executor, ele não é responsável por todos os instrumentos tocados em todas as músicas, portanto, tenho minhas dúvidas quanto a Lunatic Soul ser tratada como uma "one man band". Entre seus principais ajudantes figura o nome de Maciej Szelenbaum, que participou dos três álbuns já citados.
Se você se interessou em ler até aqui, clique no "Continue Lendo>>" logo ali abaixo e prepare-se para alguns "spoilers" saudáveis sobre o conteúdo das músicas que o ajudarão, assim pretendo, a participar da viagem junto com esta alma lunática. Pelo conteúdo denso da temática, achei por bem destrinchar pormenorizadamente as músicas tanto quanto possível. Lunatic Soul não é música pra se ouvir como pano de fundo. Ela é complexa, profunda e intimamente reflexiva. Recomendo que trate este material apresentado como se acompanhasse a história de um filme ou um livro se quiser que experiência seja completa.
NASA Voyager Recordings - Symphonies Of The Planets 1-5
Categories :
/Áquila Teófilo . Ambient . Drone . Noise
Gênero: Space Music, Ambient, Drone, Noise (tags meramente aproximativas)
País: Universo (não é som produzido na Terra)
Ano: Sondas lançadas em 1977
Comentário: Esteja preparado para experimentar uma nova dimensão do nosso Sistema Solar através da mais excitante jornada jamais empreendida pela humanidade. O épico vôo espacial das Voyagers I e II através do nosso Sistema Solar. A série única de gravações (5 volumes) é criada a partir de gravações originais feitas pelas sondas Voyager das "vozes" eletromagnéticas dos planetas e Luas do nosso Sistema Solar. Embora o espaço seja virtualmente um vácuo, isso não significa que nele não haja som. O som existe na forma de vibrações eletrônicas. Os instrumentos a bordo das Voyager, especialmente desenhados, realizaram experiências especiais para captar e gravar estas vibrações, tudo ao alcance da audição humana.
[...]
Estas gravações vieram de uma variedade de diferentes sons do ambiente.
1. A partir da interação do vento solar com a magnetosfera dos planetas, que libera particulas ionicamente carregadas dentro de uma frequência de vibração em um alcance audível.
2. Da própria magnetosfera.
3. Das ondas de rádio trepidantes presas entre o planeta e a superfície no interior da sua atmosfera.
4. Ruídos de campos eletromagnéticos no interior do próprio espaço.
5. Da interação de partículas carregadas dos planetas, suas luas e o vento solar.
6. De partículas carregadas a partir dos anéis de determinados planetas.
Esta foi uma tradução feita (às pressas) por mim (com a ajuda de minha mãe, rs) do conteúdo informativo sobre estas gravações. Estes sons são especiais, pois não há qualquer ser humano tocando qualquer instrumento. Ouvir estas gravações é ter a plena consciência de estar ouvindo o som do nosso Universo, é estar em conexão com o Cosmos. Estão disponíveis aqui cinco "álbuns" (assim chamados meramente por convenção). Cada álbum possui apenas uma "música", de duração aproximada de metade de uma hora. Não quis taxar como discografia, pois não se tratam de discos lançados na concepção mais comum do gênero e, além do mais, existe um outro disco que possui mais dez músicas, cada uma delas durando, também, cerca de meia hora, sendo um "álbum" de duração gigantesca e que exige mais trabalho por si só. Ainda assim, me sinto no dever de trazer este também qualquer dia. =D
O "som" que aqui ouvimos é na realidade uma conversão de diversos fatores do ambiente já citados. As sondas foram lançadas em 1977 e provavelmente já venceram as barreiras de nosso sistema planetário.
Eu poderia passar horas e horas falando sobre a magnitude da experiência que é ter acesso a este tipo de material, mas seria bastante inconveniente para uma modesta postagem. Depois que descobri tais gravações, as tenho usado frequentemente para meditação e para relaxar. Aliás, para quem gosta de "sentir" a música em sua plenitude, recomendo que reserve um momento tranquilo para deitar, pôr os fones de ouvido e se deixar levar pela sinfonia dos planetas. O som se aproximaria um pouco daquilo que chamamos de drone ou música ambient. Seria uma espécie de união entre uma versão mais light de Sunn O))) e Tangerine Dream, mas isto é apenas uma aproximação ingênua, pois é realmente de dificílima descrição.
Henry Purcell - Music For a While
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País: Compositor e intérprete: Inglaterra
Ano: Da composição: 1692; Da gravação: 1979
Comentário:
É tendência minha procurar sempre as coisas mais dramáticas e melancólicas possíveis, mesmo que estejamos falando da música erudita. E foi numa dessas que descobri a maravilhosa melodia de Henry Purcell, intitulada O Solitude. Confesso que foi somente por causa dessa música que me interessei pelo resto de suas composições. Confesso, também, que não foi nada fácil encontrar este álbum que vos posto.
Porém, eu preciso deixar bem claro que, se você não estiver habituado a este tipo de música, terá uma certa resistência. E essa resistência muito provavelmente terá sua origem na técnica vocal utilizada. No caso deste álbum, as músicas são cantadas pro Alfred Deller, um famoso contratenor inglês. Contratenor é um tipo de canto exclusivamente masculino que tem como sua característica um registro agudo, geralmente conhecido apenas como falsete.
Sabendo disto e, portanto, estando ciente de que o que você ouve não é um vocal feminino (pois para ouvidos destreinados realmente parece ser), torna-se mais fácil apreciar toda a beleza empregada nestes cantos. Primeiro, pelas suas melodias que são belas e agradáveis, sempre calmas. Nota-se, também, que são músicas de composição até simples, porém, sem deixarem de ser complexas. Segundo, pela beleza de suas letras, composições que geralmente exaltavam a solidão, o espírito elevado, a nobreza da alma humana, odes à natureza e sua relação com o espírito humano.
A tais magníficas composições, deve-se a poesia que brotara durante a curta vida de Henry Purcell (apenas trinta e seis anos). Às vezes, parece-nos que a vida se diverte com as habilidades dos grandes gênios e toma-lhes seus instrumentos naturais apenas para testar-lhes até o limite. Tal como Beethoven e sua surdez progressiva, Purcell, que cantava no coral da Capela Real, ainda muito jovem adquiriu problemas com sua voz, o que o impediu de continuar cantando, mas não o impediu de compor jamais.
Por último, para tentar ser o mais breve possível, quero deixar apenas um trecho desta que é uma das mais belas músicas já compostas, tanto pela melodia, quanto pela poesia e pela mensagem.
O solitude, my sweetest choice! Places devoted to the night, Remote from tumult and from noise, How ye my restless thoughts delight! O solitude, my sweetest choice! O heav'ns! what content is mine To see these trees, which have appear'd From the nativity of time, And which all ages have rever'd, To look today as fresh and green As when their beauties first were seen.
Tracklist:
01. The Plaint - 07:32
02. If Music Be The Food Of Love - 02:23
03. I Attempt From Love's Sickness - 02:03
04. Fairest Isle - 02:48
05. Sweeter Than Roses - 03:22
06. Not All My Torments - 02:01
07. Thrice Happy Lovers - 02:53
08. An Evening Hymn - 05:06
09. From Roses Bow'rs - 07:14
10. O Lead Me To Some Peaceful Gloom - 02:56
11. Retired From Any Mortal's Sight - 02:55
12. Music For A While - 04:04
13. Since From My Dear Astrea's Sight - 03:59
14. O Solitude - 05:55
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Elderwind - Волшебство Живой Природы
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País: Rússia
Ano: 2012
Comentário:
Antes de qualquer coisa, esta resenha foi feita por Júlia, uma leitora do Pignes e que já colaborou antes com este blog, como é possível ver neste link.
"Uma banda de Atmospheric Black Metal como Elderwind merece mais ouvintes na LastFM do que apenas 337. E quando comecei a ouvir, tinha bem menos.
Elderwind é uma banda russa fenomenal que (até agora) só lançou um álbum, o Волшебство живой природы. É um full-lenght lançado no dia 25 de novembro 2012, com apenas 8 músicas sensacionais, uma melhor que a outra. Só tem um membro, cujo nome é Persy, mas não consegui encontrar nenhuma foto para mostrar a vocês.
Sinceramente, não sei que vídeo deles colocar aqui. Não tem música pior ou melhor no álbum porque todas são perfeitas no mesmo nível. Não faz nem um mês que conheci Elderwind e já vou dormir escutando a música Сияние звезд. Confesso que foi uma ladainha só para conseguir decorar os nomes, mas depois que escutei o álbum mais de 20 vezes, acabei me acostumando com os nomes em russo.
Essa banda é do tipo que você chora se aprofundar muito no som. O instrumental é tão denso que quem tem imaginação fértil (como eu) consegue viajar o mundo inteiro sem precisar tirar os fones de ouvido.
Para mim e para todas as outras pessoas que mostrei Elderwind até agora (me falem o que acharam nos comentários), o que mais chamou atenção em todas as músicas foram os efeitos no teclado. É um som tão leve, mas que ao mesmo tempo encaixa perfeitamente com o resto dos instrumentos. Tem um toque especial e diferente de todas as outras bandas de Atmospheric Black."
Como foi dito por Júlia, a experiência é sublime. Apesar de ser este um gênero já muito explorado e não ser novidade, portanto não é necessário explicar em pormenores, suas características, Elderwind ainda assim consegue cativar os ouvidos atentos dos amantes do gênero. Músicas simples, belas, atmosféricas e com todo aquele climão de culto à natureza. Infelizmente, não há muitos dados nem imagens sobra a banda. Sequer achei site oficial ou endereço no MySpace.
Tracklist:
01. В снегах - 05:41
02. Волшебство природы - 07:27
03. Сияние звезд - 06:04
04. Природа застыла во сне - 04:54
05. Последняя зимняя ночь - 07:17
06. Приближение весны - 09:24
07. Когда вновь начнется дождь - 05:32
08. Холод в душе - 06:05
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Pulsar - Pollen
Categories :
País: France
Ano: 1975
Comentário:
Um "pulsar" é uma estrela de nêutrons nos seus estágios finais de vida que emana um fluxo de energia constante. Esse é um dos casos em que o nome de uma banda faz todo o sentido se observado à luz de suas músicas. Pulsar, a banda, é uma das mais proeminentes na cena do rock progressivo francês. É também uma dessas bandas que fazem verdadeiro jus ao rótulo de "space rock", tanto na temática quanto na sonoridade.
Pollen é o seu primeiro trabalho, lançado no ano de 1975. Na realidade, a banda é constantemente mais lembrada por seus trabalhos posteriores, que muitos julgam ter superado o primeiro álbum. De fato, os trabalhos que se seguem são primorosos, sendo um deles, inclusive, um interessantíssimo álbum intitulado Halloween que demonstra uma vertente do rock progressivo que flerta com uma espécie de "horror rock". Mas, apesar de tudo, Pollen é um álbum excepcional em muitos sentidos. Apesar das diversas associações da banda com as bem mais famosas Pink Floyd, King Crimson e Eloy, por emxemplo, (influências que realmente existem, tanto que é dito que Pollen tinha muitas características do Atom Heart Mother) Pulsar consegue em seu álbum de estréia criar uma atmosfera bastante peculiar. Existe uma notável coesão nas cinco músicas, que são permeadas por uma atmosfera "contemplativa" e com melodias bastante "emocionais" (no sentido mais puro que essa palavra possa possuir). Na maior parte do tempo instrumentais, as músicas são temperadas pelo uso do mellotron e por guitarras de fato inspiradas em estilos floydianos, além de uma bela flautinha em algumas passagens. O vocal, cantado em francês (o que, querendo ou não, já confere uma diferenciação causada pela própria sonoridade da língua), apresenta-se num tom dramático e condizente a atmosfera ambiente. Contudo, algo que me parece substancialmente divergente de Pulsar e as bandas de suas influências, como Pink Floyd, é que aqui parece não haver tanto apego ao psicodelismo.
Pollen possui o "germe" do que viria a se consolidar com mais afinco nos álbuns subseqüentes, como o The Strands of the Future, este que já pode ser taxado como uma verdadeira obra de "progressivo sinfônico futurista espacial", (rs), e apesar de não ser tão popularmente conhecida, esta banda acabou por se tornar um clássico do prog de suas terras, quiçá do prog como um todo. Apesar de que a França já possuía bandas que representassem o rock progressivo, como a incomparável Magma (que já possui cinco álbuns resenhados pelo Forba, disponíveis aqui), Pulsar, através do álbum Pollen, foi a primeira banda com larga distribuição na Inglaterra e, conseqüentemente, em toda a Europa.
Ao que parece, a banda ainda está na ativa, tendo seu último trabalho, Memory Ashes sido lançado em 2007. Recomendo como faixa de destaque a maravilhosa suíte faixa-título que, apesar de ser a mais longa do álbum, é a mais intimista, profunda e bem feita, agregando os diversos elementos das músicas anteriores. Foi também a música que eu pus para ser visualizada (está como link na faixa 05, basta clicar).
Tracklist:
01. Pulsar - 03:08
02. Apaisement - 07:26
03. Puzzle/Omen - 08:24
04. Le Cheval de Syllogie - 06:55
05. Pollen - 13:00
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Iona - Discografia
Categories :
/Áquila Teófilo . #Discografia . Ambient . Celtic Music . New Age . Progressive Rock
País: Inglaterra
Ano: Fim dos anos 80 até os dias atuais
Comentário: Encontrei Iona, a princípio, em alguma coletânea por aí de música celta em uma época em que eu estava muito fascinado pela cultura desse povo. Devo dizer que foi um achado magnífico. Iona traz consigo diversas influências que vão desde o jazz, nos primeiros álbuns, até músicas ambient. É fácil deduzir, portanto, que essa banda não costuma tratar a música celta no conceito mais conhecido do gênero. Mas também é verdade que um termo que parece ser bem apropriado para classificá-la seja realmente o "celta progressivo", ou pelo menos até onde isso queira dizer alguma coisa.
A sonoridade de Iona consegue variar muito e num só álbum é possível encontrar ritmos e melodias bem diversificados uns dos outros. Embaladas pela voz de Joanne Hogg, as músicas apresentam-se ora como típico rock progressivo das década de 70 ou 80, ora como uma balada new age. Às vezes, também, as melodias são puramente uma amostra da rica cultura musical celta, e isto com direito a harpas, gaita de foles e flautinhas. Porém, também é possível encontrar uma mistura disso tudo aqui e ali.
Mas não é só o instrumental que remete à cultura celta. As letras também o fazem, e o fazem com certa poesia. O próprio título da banda, Iona, remete ao nome de uma das ilhas do arquipélago das Ilhas Hébridas, na Escócia. O primeiro álbum, de mesmo nome, conta histórias a respeito desse lugar. Também é o álbum que mais utiliza saxofone.
Lengsel - Discografia
Categories :
/Áquila Teófilo . #Discografia . Black Metal . Experimental . Post-Black Metal
Gênero: Progressive Black Metal (antes), Post-Black Metal/Shoegaze (depois)
País:Noruega
Formação:1995
Comentário: Esta postagem deseja fazer menção honrosa ao digníssimo Sr. Damien Willis, quem primeiro postou a discografia desta banda e quem, após eu ter me interessado em reupar os links quebrados, deu-me autorização para refazer a postagem, incluindo o disco mais recente que à época de sua postagem ainda nem sequer havia sido lançado.
Pois bem, formalismos à parte, falemos da banda. Lengsel é uma banda norueguesa de (essencialmente) black metal, fundada no ano de 1995. É uma banda já bem conhecida no underground cristão. Sim, é uma banda que está sob essa designação, porém, como algumas outras bandas que também já conseguiram, o respeito vem sendo adquirido pela sua sonoridade, criatividade e qualidade. As próprias letras inclusive, demonstram interesse pela filosofia, solidão, introspecção e acredito que seja impossível negar a atmosfera "depressiva" permeando suas músicas, sendo mais impossível ainda não notar a constância da nostalgia, fato explicitado, inclusive, pelo próprio nome da banda, que significa "saudade" em norueguês.
Seu primeiro material gravado é do ano de 1997, uma demo sem título e sem cover art, contendo apenas quatro músicas, músicas essas que possuem as características mais marcantes do black metal, sendo taggeadas como Progressive Black Metal, apesar de eu considerar esse um termo um pouco (bastante) complicado de se usar, visto que é um pouco (hm... bastante também) difícil definir o que seria realmente um black metal progressivo. Nesta DEMO temos um som que parece procurar melodias complexas e experimentais e até as consegue, apesar de possuir uma sonoridade ainda bastante aproximada do "black metal" original.
Solace (consolo, em norueguês) é o primeiro álbum de estúdio, pela Endtime Productions no ano de 2000, e pode-se dizer que foi o que deu visibilidade à banda. Aqui encontramos uma sonoridade bem diversa do seu primeiro material, apesar de ainda soar familiar. Neste álbum já podemos encontrar os germes de um outro gênero que vem se consolidando por aí a fora, a saber, o post-black metal, com flertadas de leve com o post-rock e paqueradas tímidas com o shoegaze. O vocal gutural, tão característico do black metal, não é abandonado, porém, podemos observar um boa participação de vocais limpos e sussurrados (alguns até meio inaudíveis). A banda parece ter adquirido uma boa criatividade para melodias complexas e nunca muito parecidas umas com as outras, tornando o álbum sempre uma surpresa e até as próprias músicas, individualmente, mudam sua atmosfera ao longo do caminho. As letras também são frias, tristes, melancólicas, mas, como explicitado no título do álbum, há sempre uma pequena nuvem de esperança, ainda que pareça muito distante.
E se no Solace a banda havia se utilizado muito do experimentalismo, no The Kiss - The Hope, gravado em 2006 pela Whirlwind Records ela não teve a menor piedade em utilizá-lo à exaustão! Confesso que para ouvidos não treinados talvez ele seja o mais estranho e eu presumo que muitas interjeições de espanto foram e serão ditas à primeira audição desse álbum. É realmente difícil dizer onde ele se encaixa, por que acho que até mesmo a banda estava "experimentando" isso. Parece realmente que as coisas ficaram meio confusas, mas no fim, não deixa de ser um álbum brilhante. Digo isso por que se uma música me instiga a ponto de eu querer ouví-la até o fim não posso descartá-la como algo ruim. Mas, no que se basearia esta aparente confusão? Acredito eu que seja a enorme confluência de estilos e influências. Veja bem, o álbum se inicia com An Anonymous Phone-Call and a Dead Line, uma música sombria, com uma atmosfera bem ambient, vocais estilizados (não sei como descrever, hehe) e um ritmo arrastado, lembrando, por vezes um bom sludge metal. Porém, engana-se quem pensa que o álbum caminhará nessa linha! Temos logo após uma música que entrará com muito peso e vocais gritados, a Hell Calls Hell, seguida de uma música que parece ser a união das atmosferas das duas anteriores, a Miss S.C.. Daí o álbum caminha, coisa e tal, até chegar em uma música de um lindo, lento e arrastado jazz! Por um momento, é possível imaginar que você está ouvindo um material novo de The Kilimanjaro DarkJazz Ensemble, porém, depois do jazz experimental de Tales of Lost Love, o álbum volta com peso mais que suficiente em A Little Less to Heal, essa já com maiores características de black metal. Algumas críticas foram negativas em relação à tamanha ousadia dos experimentalismos desse álbum, mas, ao menos pra mim, o resultado foi positivo. O problema não é com as músicas em si, mas a ordem das coisas, pois o álbum sai de momentos tensos para tranquilos muito rapidamente, porém, se isso á uma coisa boa ou ruim, cabe a cada um julgar e o meu julgamento é positivo. (ps. algumas passagens nesse álbum me lembraram a sonoridade de Lifelover e afins =P)
Por último, temos um álbum de compilação lançado em 2011, intitulado com o o nome da banda e, ao que parece, a banda está atualmente sem selo. Este "lançamento", porém, possui pouquíssimo material novo (acho que só uma música), além de músicas revisitadas dos dois álbuns e da Demo anteriores, algumas remasterizadas, outras não, além das faixas bônus. Eu consideraria uma boa pedida pra quem não conhece o som que esses noruegueses fazem se familiarizarem com tudo isso.
Membros:
Tor Magne S. Glidje - Vocals, Guitar (Extol, Ganglión, Mantric)
John Robert Mjåland - Bass (Extol. Ganglión, Mantric)
Ole Halvard Sveen - Drums, Acoustic Guitar, Keyboards (Extol, Ganglión, Bolivar, Mantric)
Discografia:
Lengsel [Demo] (1997)
Solace (2000)
The Kiss - The Hope (2006)
Lengsel (2011)
Violeta de Outono - Violeta de Outono
Categories :
/Áquila Teófilo . Post-Punk . Progressive Rock . Psychedelic Rock . Space Rock
Gênero: Progressive Rock, Psychedelic Rock, Post-Punk, Space Rock
País: Brasil
Ano: 1995
Comentário: Segundo o site oficial da banda, em março de 1984 "Surge o Violeta de Outono, banda ainda sem nome paralelamente ao Zero. Encontros esporádicas num porão do bairro de Pinheiros, São Paulo, deram origem à banda, formada por Fabio Golfetti, Claudio Souza (ex-membros da primeira formação da banda Zero) e Angelo Pastorello. O som, um resultado da inspiração do rock psicodélico/progressivo e elementos de arte contemporânea, arquitetura e artes visuais".
Esta é uma breve "definição" inicial da banda sobre si e com certeza é um bom resumo para se ter uma idéia do que se está prestes a ouvir. Porém, não é totalmente suficiente. Há algo de único no som do Violeta, primeiramente, pelo fato de ser um tanto destoante do som que se vinha fazendo no Brasil na década de 1980, o que não quer dizer que a banda estava deslocada de seu tempo, até por que o seu período de surgimento foi essencial para que o som se apresentasse da forma como se apresentou; segundo por que as influências observáveis formam uma mescla bem interessante, apesar de não ser única, como eu pude descobrir mais tarde.
Violeta de Outono me foi apresentada como pós-punk. Isso não parecia fazer muito sentido, afinal, em minha cabecinha o rock progressivo e o pós-punk eram um ótimo exemplo de extremos opostos musicais. Mas eu estava enganado. Para ser mais sucinto, eu acreditava que o progressivo deveria ser "refinado" demais, enquanto o pós-punk teria que ser bem "despojado". Só que, se a gente analisar direitinho, vez ou outra os dois bebem águas da mesma fonte, como o experimentalismo e o psicodelismo. A banda parece possuir um tom nostálgico em relação à psicodelia tão presente nos anos 60 e 70. De fato, se você não conhece a banda, é difícil acertar que se trata de uma música oitentista, a não ser por um fator: a influência, ainda que tímida do pós-punk e do new wave.
Não gosto de deixar de fora minhas impressões pessoais acerca do que ouço, apesar de acreditar que as experiências são distintas e únicas para cada pessoa. Contudo, Violeta de Outono me toma em uma sensação de sinestesia em que dançam, loucos e vibrantes, sons, cores, luzes cintilantes e texturas. É um som encorpado e ondulante. É uma experiência sonora que pode petrificar alguns e derreter outros.
Impressões viajatórias à parte, este álbum é uma reedição em CD de dois discos anteriores, "Violeta de Outono" e "Em toda a parte". As músicas nele contidas contêm, eu diria, a essência da banda, que está ativa até hoje. Pra quem deseja conhecê-la mais a fundo, recomendo muitíssimo que acesse o site, que é muito bem feito e com links bem interessantes a se explorar.
Pois bem, à música, que é bem mais esclarecedora que minhas palavras!
Tracklist:
01. Dia Eterno - 03:36
02. Outono - 03:35
03. Declínio de Maio - 05:03
04. Noturno Deserto - 04:33
05. Faces - 03:41
06. Sombras Flutuantes - 06:25
07. Tommorrow Never Knows - 03:46
08. Luz - 04:12
09. Retorno - 01:16
10. Rinoceronte na Montanha de Geléia - 03:19
11. Em Toda Parte - 03:36
12. Vênus - 04:01
13. Outra Manhã - 02:53
14. Ilhas - 03:09
15. Aqui e agora - 04:43
16. Dança - 03:28
17. Lunática - 01:53
Tempo total: 01:03:19
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