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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
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In Extremo - Kunstraub

2 comentários
Gênero: Folk / Medieval Metal
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Sempre que In Extremo tem um lançamento, eu aguardo ansiosamente com um medo enorme de me decepcionar, como já ocorreu em algumas vezes nesse período que eu conheço o grupo, mas já que eu estou postando aqui, da pra imaginar o que eu achei do novo album. Nascida em Berlin, no ano de 1995, essa banda tem uma carreira mais do que sólida e influente na cena, sendo presença constante em festivais de metal mundo afora. Nesse 10º full-lenght, após um ótimo antecessor, o conjunto trás um trabalho abarrotado de canções candidatas a hits.

Com uma formação já consolidada desde 2000, havendo apenas a saída do baterista Der Morgenstern em 2010, o time tem em seu lineup: Specki T.D.na bateria; Sebastian "Der Lange" van Lange na guitarra; Die Lutter no contrabaixo; Yellow Pfeiffer na gaita de fole, nyckelharpa e shawm; Flex der Biegsame na gaita de fole, shawm e hurdy gurdy; Andre "Dr. Pymonte" Strugala  na gaita de fole, harpa e shawm; e o frontman Das Letzte Einhorn, que além dos vocais, toca gaita de fole e cister. (os instrumentos que eu não sei a tradução, ou não conheço e não são convencionais, eu linkei as imagens nas palavras para uma melhor expressão).

Já calejados e com o feeling mais que apurado, falar da limpeza e da perfeição da produção/mixagem seria "chover no molhado". Lançado pela Vertigo Berlin, esse disco tem tudo que um fã do gênero espera. Sem a famosa introdução (que em 98% das vezes é dispensável) o disco começa com uma canção fantástica e cheia de alternativas, com um refrão muito cativante. O primeiro single do release, "Feuertaufe", saiu com um clipe bem feito e abusa de todos os elementos que tornaram a banda famosa, com uma toada bem pop, e tudo que funciona ainda mais ao vivo, teminhas em gaita de fole e uma ritimica cadenciada, é a que parece ser o carro chefe da tour. A faixa que da nome ao disco é outra que merece destaque da minha parte, aqui a banda usa um pouco mais de peso, com um riff mais heavy metal, usam os instrumentos eruditos apenas nos refrões, focando principalmente na tríade Baixo, guitarra, batera.

Um disco realmente bem feito, mais puxado pro lado comercial, e não vejo problema nisso, a banda parece que tem um poder de fazer hits e permear o disco de canções de fácil apelo e grudentas. Com umas 3 ou 4 canções que são candidatas a permanecer no setlist das turnês futuras, esse trabalho me deixa feliz por nos brindar com tudo que um fã do conjunto espera. Um cd muito previsível e de fácil digestão, isso é o ponto altíssimo dessa banda que em 18 anos de carreira errou muito pouco, e penso eu, que esse trampo seja mais um acerto em cheio. Um disco com a identidade, o cheiro e o brilhantismo da carreira do In Extremo. Download imprescindível e mais um grande lançamento de 2013.

Facebook / Myspace

Tracklist:
1.Der die Sonne schlafen schickt - 03:56    
2.Wege ohne Namen - 04:21    
3.Lebemann - 03:21    
4.Himmel und Hölle - 03:55    
5.Gaukler - 03:51     
6.Kunstraub - 03:22    
7.Feuertaufe - 03:26    
8.Du und ich - 03:29    
9.Doof - 03:49    
10.Alles schon gesehen - 03:28    
11.Belladonna - 04:00    
12.Die Beute - 03:40      

Download:
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
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Corubo - Discografia

1 comentários
Gênero: Folk / Black Metal / Ambient
País: Brasil
Anos de Atividade: De 1999 até os dias atuais.

Comentário: Hail servos de Tupã!! Não é de hoje que vejo vários "nacionalistas" questionando e criticando a atenção dada a bandas europeias de folk, falando que não conhecem Odin, babam ovo dos vikings e mimimi, então os problemas acabaram. O que vos trago aqui é a maior essência étnica nacional que temos, e sim, é com orgulho que disponibilizo a discografia de uma banda que entre várias outras, levam nossa cultura primitiva a tão elevado nível.

quinta-feira, 30 de maio de 2013
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Suidakra - Eternal Defiance

1 comentários
Gênero: Black Metal / Death Metal / Folk Metal
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Hail pignos, pignas, pignetes e piganos, trago-vos mais um excelente trabalho lançado nesse ano, dessa horda que já tem 19 anos e tem um catálogo de lançamentos realmente irretocável, e não será esse disco que maculará esse perfeito cartel.

Suidakra já é uma banda mais que consolidada no meio. Seu líder e único remanescente da formação original, Arkadius "Akki" Antonik, é responsável pelos vocais, guitarras e teclados. Além dele, o baterista Lars Wehner faz parte do time desde 2001. O baixista Tim Siebrecht e o outro guitarrista e cara por trás dos vocais limpos, Marius "Jussi" Pesch, se juntaram em 2012 e gravaram esse disco lançado no mês de maio.  Farei uma menção honrosa a Tina Stabel, a responsável pelos vocais angelicais e que mesmo não fazendo parte do line-up oficial, é figurinha carimbada nos trabalhos do grupo desde Crógacht, de 2009.

O release lançado pela AFM Records, conta com 10 músicas em pouco mais de 45 minutos de execução, e o que se vê é um trabalho extremamente bom, com identidade, sem oscilações e muito maduro. Tudo que se espera de Suidakra está aqui. Gaitas de fole, guitarras melódicas, vocais agressivos e contrastado, além de uma cozinha muito segura e perfeita. Os destaques desse play são "Inner Sanctum", que após uma introdução instrumental chega como um soco na cara do ouvinte, como uma faixa de "abertura" deve ser, soa poderosa, com uma base de guitarra de extremo peso e growl vocals do inicio ao fim, mostrando a face Death/Black na sua essência . "March of Conquest" é a faixa de trabalho e nos brinda com a faceta Folk, com vocais femininos, bagpipes e teclados, com uma sonoridade melódica e é a mais acessível do album, com um clipe muito bem produzido que vocês podem ver abaixo. "Damnatio Memoriae" é a derradeira e a mais linda de todo o release. Com violões extremamente lindos, mostra o quão foda são os músicos. O vocal limpo é presente em toda a canção e é como se fosse um alento orquestrado que fecha o trabalho de maneira épica.

Aqui encontramos mais um caso em que ser "mais do mesmo" é algo de extrema importância. Essa banda é um dos casos em que a identidade e a coerência de todos os discos, são o suficiente para os fãs e entusiastas do estilo. Para aqueles que acabam de conhecer o trabalho do conjunto, indico qualquer um dos 11 full-lenghts, e podem ter certeza de que vão encontrar algo soberbo. Disco épico de uma horda épica, mais um masterpiece de 2013, eu garanto!

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.Storming the Walls - 03:18      
2.Inner Sanctum - 05:10      
3.Beneath the Red Eagle - 04:55    
4.March of Conquest - 03:51    
5.Pair Dadeni - 03:51      
6.The Mindsong - 05:40      
7.Rage for Revenge - 04:54    
8.Dragon's Head - 05:24    
9.Defiant Dreams - 04:28    
10.Damnatio Memoriae - 04:02

Download:
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
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Vreid - I Krig

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Gênero: Black Metal
País: Noruega
Ano: 2007

Comentário: Em 2004 tragicamente se encerrava a trajetória do Windir, banda de Black Metal norueguesa que, apesar de não ter sido tão pop quanto o Burzum, também foi fatídicamente influente e exitosa até a trágica morte do seu frontman Valfar, em 2004, vítima de hipotermia ao tentar atravessar uma floresta congelada. Desse término surgiram diversas bandas levadas a cabo por seus ex-membros, que embora no Windir existissem sob a sombra criativa de Valfar, fora dela acabaram dando origem a bandas com veias totalmente diferentes e, dentre estas, a que mais se destaca é o Vreid, especialmente por que todos seus quatro membros eram membros do Windir. Indo além do Black Metal com fortes raízes folk do Windir, o Vreid apostou desde seu início numa proposta bem mais guardachuvesca, abrangindo diversos estilos numa receita que acabou gerando um Black Metal com ar de tradicional mas com roupagem totalmente nova.

Muitas vezes apontado como Melodic Black Metal ou Thrash/Black Metal, nenhum desses rótulos em minha opnião fazem jus à sonoridade do Vreid. Em seus primeiros discos era visível a influência do Darkthrone na sonoridade do grupo, que embora ainda mantivesse influências melódicas vindas do Windir, apostava em riffs totalmente punkzados e uma bateria perigosamente influenciada pelo D-beat. No entanto, a partir de seu terceiro álbum, I Krig, este que vos posto, a sonoridade do grupo tomou proporções ainda maiores com direito a instrumentos pouco usuais, uma alma folk evidente mas sem a proporção épica de bandas mais canônicas que abraçam esta proposta, e com principalmente uma criatividade imensa pra sair dos riffs tradicionais do Black Metal sem em nenhum momento perder a sensação de se estar ouvindo um Black Metal norueguês de mais alta estirpe.

I Krig é um álbum que consegue cativar de forma tão intensa, que cada novo elemento que a banda adiciona a seu Black Metal ao longo da audição nos entretém perfeitamente, sem susto e sem surpresa. A primeira faixa do disco, Jambyrd já começa com um riff sem tremolos, bastante punk e direto, embora os vocais sejam totalmente ao melhor estilo do Black Metal norueguês da década de noventa, tornando a faixa uma excelente evolução dos trabalhos do Darkthrone. Mas logo depois essa sonoridade dá lugar ao Folk rápido e galopante dos riffs de Under Isen, que no melhor estilo Windir começa rápida e melódica, mesmo que tenha seu "refrão" tipicamente darkthroniano dando as caras cedo ou tarde. Somente essas duas faixas já dão uma excelente idéia do estilo do Vreid: um delicioso misto de riffs com o peso e violência do Black Metal, mas com estrutura e energia totalmente punks, com uma atmosfera folk com direito a epicidade toda a qual o estilo se propõe, sem medo até de usar instrumentos pouco ortodoxos ao Black Metal, coros em quase todas as faixas e tudo mais. Windir e Darkthrone, esses são os nomes a se pensar ao se falar de I Krig, um disco que reune basicamente Punk e Folk num Black Metal totalmente norueguês. E a temática predominante bélica é um elemento que torna a banda ainda mais energética e interessante.

Mais que uma banda que surgiu do Windir, em discos como esse o Vreid criou sua prória identidade, ainda que sentado sobre ombros de gigantes. Sem dúvida um dos melhores álbums de Black Metal da década passada, simplesmente indispensável.



Tracklist:

1. Jarnbyrd 06:29
2. Under Isen 03:35
3. I Krig 08:40
4. Væpna Lengsel 04:03
5. Svart 03:53
6. Folkefiendar 03:57
7. Dei Daude Steig Av Grav 05:12
8. Fangegard 03:58
9.Millom Hav Og Fjell 05:14


Download:

MEGA (breve outros links)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
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Orphaned Land - Discografia

3 comentários
Gênero: Doom / Death / Folk Metal
País: Israel
Ano de atividade:1991 - Atualmente

Comentário: É com muito orgulho que vos trago a discografia dessa banda, que na minha opinião, é uma das mais fodásticas e completas de folk metal já criadas até hoje. Lembro-me que em 2004, um então amigo, apareceu com o cd dessa banda, importado e que ele havia pago muito caro. Esse disco era o Mabool, que tinha uma arte incrível, faixa multimídia e tudo que se tem direito,  na primeira audição fui surpreendido com um soco na cara, eu nunca havia ouvido nada parecido com aquilo, e mesmo quase uma década se passou e esse grupo continua com trabalhos brilhantes e extremamente peculiares. Desde então ouvi vários conjuntos com a mesma temática, e com qualidade indiscutível, mas nada que superasse Orphaned Land em nenhum quesito.

Formada em 1991 com o nome de Ressurrection, teve seu nome mudado para o atual em 1992 e contava com Kobi Farhi nos Vocais(1991 até hoje), Matti Svatizky nas Guitarras base e violões(1991-2012), Yossi Sassi na guitarra solo, violões e instrumentos folk de corda(Oud, Saz, Chumbush, Bouzouki) além de Piano (1991 até hoje), Itzik Levi nos teclados, piano e samplers(1991-2000), além da cozinha formada por Uri Zelcha no contra-baixo(1991 até hoje) e Sami Bachar na bateria(1991-2000). Com mais de 20 anos de carreira, houveram mudanças na formação, mas menteve-se a espinha dorsal, mudando de baterista 3 vezes, passando pelo posto Eran Asias(2000-2004), Avi Diamond(2004-2007) além do atual Matan Shmuely que assumiu após saida de Diamond. Chen Balbus substituiu Svatizky nas guitarras e Eden Rabin teve uma passagem de 2001 a 2005 como tecladista. Mesmo com essas alterações, nada foi mudado no aspecto musical do grupo, que ainda conta com o apoio de Shlomit Levi nos vocais femininos desde 2004.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012
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Pagan Reign - Discografia

2 comentários
Gênero: Black / Folk Metal
País: Rússia
Ano de Atividade: 1997 a 2007

Comentário: Em 1997 surgiria uma banda que seria o maior expoente folk da Rússia, e quem sabe, do mundo, influenciando uma geração. Empunhando machados, clavas e escudos, esse grupo lançou 5 full-lenghts e 1 EP em seus 10 anos de carreira, mas que foram suficiente pra marcar o nome deles na história metal. O nome da horda foi escolhido devido ao estilo pagão que o norte da Rússia vivia a mais de mil anos atrás e deixam claro suas influências viking e pagã.

A banda foi formada por Orey, como uma "one man band", e com a entrada dos demais membros, ele ficou responsável pelos vocais e guitarra, além das composições. Outros membros que também permaneceram até o fim foram Koldun no contra-baixo e Vetrodar na guitarra, flauta, zhaleyka (tipo uma flauta russa), mandolin e violão de 12 cordas, ambos ingressaram no projeto em 1999, a tempo de gravarem Древние Воины, juntamente com  Sloven na bateria (que deixou a banda em 2004 para a entrada de Demosthen,que ficou até o fim) e Gromoslav no teclado (que também saiu em 2004 para a entrada de Lada, que continuou até findar o grupo).

Em seu debut independente, o grupo nos trás um folk/black metal que apesar de muito bem feito, peca na produção, mas compensa com linhas de guitarras puchadas para o metal negro, uma bateria rápida, vocal visceral e uma atmosfera de teclado muito bonita, nos remetendo ao ambiente russo antigo. No segundo disco já pelo selo CDM Records, o cd é melhor produzido, mais pesado, o teclado é bem menos evidente e o amadurecimento dos músicos é explicito, a técinica esta muito mais apurada, e instrumentos como flautas e mandolins estão muito mais presentes e o vocal ganha versatilidade e variações perfeitas, a partir daqui começaram a mostrar a verdadeira identidade dessa lenda do folk. Os próximos trabalhos, o full-lenght Уделы Былой Веры e o EP Во Времена Былин seguem a mesma linha cristalina, pesada e com muito folk, consolidando a banda no cenário mundial, transformando-a em um dos maiores nomes do gênero. Em 2006 seria lançado o melhor disco da horda, com a produção mais impecável, a maturidade músical em seu auge, a precisão inconteste na parte instrumental, e apesar de seus albuns e músicas já terem seus títulos traduzidos para o inglês, Pagan Reign estaria muito grande e tivesse que ser cantado em uma lingua de alcance mundial. Твердь foi então lançado cantado em russo, e simultaneamente saira Ancient Fortress, que era o mesmo album, mas com canções escritas e cantadas em inglês. Após o lançamento do album que mostrara o auge de uma banda ao mundo, em 2007 findava-se o grande nome do Folk Russo, que talvez  tenha alçado voôs mais altos dentre todas do metal local.

Apesar de uma discografia relativamente curta, assim como sua carreira, Pagan Reign é incontestável em relação a música Russa, e é sem dúvidas uma lenda, que talvez tenha tocado o sol ao voar. Um post para mostrar a evolução musical e maturidade de um grupo, que mostrou o orgulho eslavo como ninguem, e serviu de influência para bandas como Arkona e Baradj. Para fãs de folk, de black metal e de música boa e peculiar, enjoy!!

Ps.: Talvez alguns players não identifiquem os caracteres dos nomes das canções.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
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Aquilus - Griseus

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Gênero: Neoclassical Black Metal/ Neofolk
País: Austrália
Ano: 2011

Comentário: 2011 terminou em grande estilo! Ou será que 2012 é que começou bem? Afinal, o debut do Aquilus foi lançado num bendito dia 21 de dezembro do ano passado. Pode isso, Arnaldo? Bem, de qualquer forma, o que primeiramente me chamou a atenção neste álbum (além dos estilos em que estava listado, que me são de grande interesse) foi a capa, lindíssima, remetendo diretamente à arte renascentista. Geralmente eu me dou bastante mal ao ouvir lançamentos usando esse critério, mas desta vez as músicas se mostraram tão bonitas quanto a arte do álbum!

E voltando a atenção às músicas, o que ouvimos neste Griseus de Aquilus é um misto de neoclassical com neofolk, e algumas pitadas aqui e acolá de Black Metal para dar ''aquele'' contraste. O que realmente funciona MUITO bem! De forma pomposa e grandiosamente atmosférica, Waldorf, único integrante da 'banda' (não lembro de nenhuma ''banda de um homem só'' que me decepcionou, até agora) traz a maestria do que ele próprio chama de ''atmospheric metal''. Sim, os teclados aqui tomam conta do negócio na maior parte das canções, junto com os violões (daí o aspecto neofolk) e sim, as passagens neoclássicas são longas. Na primeira vez que eu ouvi este lançamento, senti falta de uma maior presença do Black Metal, o que logo passou após algumas audições.

Logo na primeira canção, Nihil, percebemos bem esse fenômeno. Após uma breve introdução atmosférica e alguns acordes de violões, a distorção das guitarras marca presença com melodias tipicamente do ''metal negro''. E como a canção é longa, isso deixa uma brecha para que Waldorf insira algumas belíssimas melodias de piano lá pros seis minutos de música.

E já falando em melodias de piano, as que mais chamam a atenção são as passagens neoclássicas de Arboreal Sleep, Loss e The Fawn, onde logo na introdução uma passagem remetendo ao classicismo dá as caras. E quanto às passagens neofolk, talvez seja em Latent Thistle que haja o trecho mais escancarado do estilo (trecho que inclusive me remeteu a um bar na Terra Média com hobbits dançando e bebendo).

Enfim, se você gosta de Neoclassical com uma pegada mais extrema, ou se conhece bandas como Nachtreich e Waldgefluster, ouça este álbum. E, como este álbum foi lançado quase na virada do ano passado, não o inclui na minha lista de ''melhores de 2011'' quando a redigi. Mas certamente a teria encabeçado.


MySpace//LastFM//Bandcamp

Tracklist:

1- Nihil
2- Loss
3- Smokefall
4- In Land of Ashes
5- Latent Thistle
6- Arboreal Sleep
7- The Fawn
8- Night Bell


Download: Rapidshare//Mediafire


sábado, 14 de julho de 2012
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Peter Crowley Fantasy Dream - Escapism

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Gênero: Symphonic Power Metal
País: França

Ano: 2012


Comentário: E eis que, após um baita hiato do redator que aqui vos fala, volto para postar esta preciosidade que brilhou na minha lista de lançamentos do ano! Pierre Feal, o prolífico guri francês (que não aparenta ter mais de 20 anos), que usa o pseudônimo de Peter Crowley nos álbuns do Fantasy Dream, lança seu sétimo trabalho em dois anos (ui, quase um Senmuth), sendo Escapism precedido por mais dois álbuns de 2012 (!!!).

Se você observou bem de que estilo é a banda referida e torceu o nariz, digo- lhe que este projeto (já que não parece ser uma ''banda'' propriamente) é bastante diferenciado. Pra começar, passa bem longe daquele symphonic metal conhecido pela plebe do metal, cheio de firulas, pompa e cantos líricos (até porque é um trabalho quase totalmente instrumental, se considerarmos as falas na primeira e oitava canção). O ponto mais forte do álbum são os teclados, muitíssimo bem utilizados- e de forma bastante escancarada em cada música. 

Impossível não ver a beleza dos pianos de Dream Catcher, das flautas em The Campfire e dos synths que as permeiam (há até um acordeon discreto em Moonlight Eternity).

Se por um lado o Symphonic Metal é o estilo chave utilizado por Peter Crowley, o Power Metal o acompanha, ainda que de forma bastante tímida, em alguns riffs de guitarra aqui e acolá, e numa pegada mais tradicionalmente ''tupá- tupá'' da bateria. Ainda assim, não lembra em nada os figurões do estilo- citando o famigerado Rhapsody aqui só pra dar um exemplo. Ou seja, se pra você o Symphonic Metal ou mesmo o Power já saturaram e deram tudo o que tinham que dar, ouça as onze canções de Escapism e seja feliz.


As canções que mais se destacam são Dream Catcher, Arctic Kingdom, White Rose e The Dream of a Child.




Tracklist:

1- Evening Tale... - 03:48
2- Dream Catcher - 05:31
3- Arctic Kingdom - 06:42
4- White Rose - 07:29
5- The Mist of Dreams - 06:22
6- Mystic Vision - 06:27
7- The Campfire - 04:48
8- The Dream of a Child - 08:13
9- Moonlight Eternity - 11:24

Bônus:
10- The Tides of Existence - 06:25
11- Heathen - 08:08


sexta-feira, 13 de julho de 2012
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Al-Namrood - Kitab Al-Awthan

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Gênero: Folk Metal / Black Metal
País: Arábia Saudita
Ano: 2012

Comentário: Depois de um tempo sem postar o glorioso black metal por alguns motivos que permeiam esse gênero, ouvi essa horda que realmente vale a pena ser compartilhada com vosotros. Trata-se de uma banda de Al-Khobar, na Arábia Saudita, formada em 2008, e com uma discografia relativamente grande, pois este disco de 2012 é seu 3º full-lenght. Wikipediando um pouco Al-Namrood significa "O Que Não Crê", e é um personagem histórico antigo que governou o mundo maliciosamente e que dizia "Eu sou o Deus de toda criação".

A banda é um power trio formado por Mephisto (guitarras, contra-baixo e percussão), Ostron (Teclados e percussão) e Mudamer (vocal), e fazem um som que se não é original, é pouco visto e feito magistralmente aqui, com todos os elementos folclóricos possíveis da região do Golfo Pérsico. Não achei referências sobre quem toca a parte de instrumentos folk que não são de percussão (alaúde, bouzouk, mizmar, entre outros), ficando a impressão de serem sampleados, mas sem tirar o brilho. O vocalista usa técnica de canto rasgado mais grave, longe de ser visceral e marcante. Aqui esta mais um dos grupos que o trio guitarra/bateria/contra-baixo são competentes, mas apenas figurantes.

O disco abre com uma música instrumental totalmente folk, "Mirath Al Shar", que já introduz o ouvinte no que está por vir e o que esperar. Seguindo vem o hit "Min Trab Al Jahel", feita pra grudar, acessível, cadenciada, com um riff característico de guitarra, faltando apenas aquela odalisca em uma dança do ventre aproveitando bem todo o instrumental folclórico dequele lugar. O peso da canção fica a cargo apenas do vocal. O álbum segue uma linearidade, até a 5ª faixa, "Al Quam, Hakem Al Huroob", que mostra a faceta mais true, com uma levada mais rápida, participação da guitarra com um riff pesado, o vocal cantado raivosamente, apenas com um teclado fazendo alguns temas árabes, mas só como arranjo, com certeza a mais pesada do trampo. "Kiram Al Mataia" é mais rápida que o de costume nesse disco, com uma bateria quebrada, com o Bouzouk ditando o ritmo e poderia facilente ser a canção que Aladin estava ouvindo quando enfiou sua adaga no bucho de Jaffar.

Esse disco é o mais acessível desta banda, e por se tratar de um povo pouco conhecido e divulgado aqui no ocidente, vale conhecer alguns intrumentos folclóricos de uma maneira prazerosa, que é em uma sinergia com o versátil Black Metal. Um cd que nos remete as areias e o calor escaldante do deserto, sem exageros. Perfeito para ir ao seu harém, pegar sua mais deliciosa Odalisca e revisar o Kama Sutra de frente e verso, e depois que tirar a areia da bunda, chamar o gênio da lâmpada e curtir as 1001 noites no seu tapete voador. Album valioso e download obrigatório.

MySpace // LastFM

Tracklist:
1.Mirath Al Shar - 02:24    
2.Min Trab Al Jahel - 06:47    
3.Hayat Al Khlood - 06:52    
4.Ashab Al Aika - 06:00    
5.Al Quam, Hakem Al Huroob - 05:26    
6.Kiram Al Mataia - 05:13    
7.Ez Al Mulook - 06:14    
8.Bani La'em - 05:18    
9.Wa Ma Kan Lil Sufha Entisar - 03:02

Download:
2shared / Depositfiles / Freakshare

 
sábado, 14 de abril de 2012
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Borknagar - Urd

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Gênero: Black / Progressive / Viking / Folk Metal
País: Noruega
Ano: 2012

Comentário: Trago nesse post o novo trabalho dessa banda que, juntamente com Otyg, são as mais influentes, importantes e as pioneiras nesse estilo folk/viking metal, e dizer que esse álbum é algo sublime seria uma redundância no que se diz respeito a carreira desse super grupo, pois desde o seu início, em 1995, vem evoluindo a cada trampo, e deixando o som cada vez mais complexo, e mais acessível, agradando dos fãs mais antigos que entendem a evolução natural de uma banda, aos fãs que estão sendo iniciados no metal nos dias de hoje. URD, a tosco modo, na mitologia nórdica, é uma deusa representada por uma anciã, que só olha para trás, e guarda os segredos do passado, e isso tem a ver com a volta da banda a falar da natureza, dos elementos, da mitologia, o que foi deixado um pouco de lado no disco anterior chamado "Universal".
 
Falar dos integrantes dessa banda é uma covardia, o instrumental é algo perfeito, que dispensa qualquer tipo de comentário. Os vocais nesse album são divididos entre ICS Vortex, que tambem toca contra-baixo, e foi o responsável pelas linhas limpas do Dimmu Borgir, e o lendário Vintersorg, que fundou o Otyg tambem em 1995, e a homônima  Vintersorg em 1998, também clássica do Viking, que é o responsável pela parte vocal mais extrema. O maior destaque intrumental desse cd é o teclado, que é o total responsável pela atmosfera única que esse disco proporciona com maestria. Esse trabalho foi concebido com o dever de colar na sua mente, sendo muito leviano destacar uma única musica,  mas tenho alguns destaques que talvez resuma o cd. A faixa "Roots" começa com uma cadência mais light, mas logo se torna visível a velocidade, e é uma das musicas mais atmosféricas, com linhas vocais perfeitas e solos de guitarra emocionantes. "Frostbite" tem uma passagem instrumental lindíssima, cadenciada, com acelerações no momento certo, puro feeling do baterista David Kinkade (o mesmo batera do Soulfly), fazendo o ouvinte instintivamente prever a levada naturalmente, e o dueto vocal vocal é impressionante. "In a Deeper World" é mais progressiva, mais natural, mesmo assim emocionalmente linda. Mas não tem como citar a veia prog sem exaltar "The Winter Eclipes", que é a mais longa do cd, e é uma aula de música, em todos os aspectos, instrumentais, vocais, essa musica consegue resumir todo trabalho em uma única faixa, evidenciando a genialidade e a total maturidade dos músicos. Esse trampo ainda conta com 2 bônus, "Age of Creation", e a cover do Metallica " My Friend of Mysery" do Black Album.

O Som da banda soa o mesmo que na época do Origin e do Quintessence, com uma atmosfera antiga, vintage, que nos faz sentir o cheiro do orvalho, o frescor da floresta. A ponta Brazuca do disco fica por conta da arte feita pelo brasileiro Marcelo Vasco, muito forte e bonita. Um disco da volta as origens, de se ouvir de pé, e aplaudir, perfeito, me arrisco a dizer que é o melhor disco do gênero em anos, e com certeza, é um dos melhores, se não o melhor do ano no heavy metal até aqui. O grande diferencial fica por parte da coerência musical. A responsabilidade e respeito com os fãs da banda podem ser o um dos segredos dessa perfeição artística, além de todas essas cabeças legendárias pensando juntas, o que faz dessa banda a suprema dentre todas, sem exageros. Recomendadíssimo pra fãs de Metal em geral ou não, tenho certeza que pode emocionar até os mais eruditos. Obrigatório.

Myspace / Last FM

Tracklist:
1. Epochalypse - 06:08      
2. Roots - 05:55    
3. The Beauty of Dead Cities - 04:15      
4. The Earthling - 06:51      
5. The Plains of Memories - 04:27    
6. Mount Regency - 06:08      
7. Frostrite - 04:50      
8. The Winter Eclipse - 08:45      
9. In a Deeper World - 05:42
10. The Age Of Creation (Bonus Track) - 6:19
11. My Friend of Misery (Metallica cover - Bonus Track) - 6:19

Download:

Depositfiles / Freakshare / Rapidshare / Badongo / Fileflyer

sexta-feira, 13 de abril de 2012
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Spiritual - Pulse

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Gênero: Folk Metal/World Music
País: Alemanha
Ano: 2005

Comentário: Já disse em outro post como eu gosto de bandas de Folk Metal, principalmente daquelas que fojem do padrão celta, eslavo, escandinavo, com gaitas de foles, violinos, viola de roda, etc. E resolvem misturar elementos de outras culturas. Pois bem, esse é o caso desse projeto que posto aqui hoje pra vocês.

Spiritual (também Spi-Ritual ou SpiRitual) é um projeto Alemão, do multi-instrumentista Stefan Hertrich, que também é conhecido como membro da banda de Gothic/Doom Metal Darkseed, ter encabeçado outros projetos de música étnica (Betray My Secrets e Shiva in Exile) e também por compor musicas para jogos de vídeos game.

Infelizmente o projetou rendeu apenas um trabalho, “Pulse”, lançado em 2005. Nesse álbum temos uma obra maravilhosa, que mescla elementos - que me parece ser - de música tradicional do oriente médio e Indiana, com suas percussões, flautas e tudo mais, assim como na forma de cantar, trabalho esse, que fica a cargo da cantora russa Yana Veva, que possui uma voz doce, suave e etérea. Isso tudo aliado a leves batidas eletrônicas, que criam melodias envolventes e relaxantes, bastante atmosféricas, quase ritualísticas, bem no estilo New Age. Então, em contraste a essa tranquilidade sonora, entra Hertrich, com seu vocal, ora gutural, ora rasgado, mas sempre agressivo, riffs de guitarra em baixa afinação, e solos melodiosos e cheios de feeling, que geralmente aprecem no final das canções, com a bateria e o baixo dando o apoio necessário. Essa parte “Metal”, das canções, não possui um estilo bem definido, mas é notavél uma pegada bem puxada para o Industrial, com influências de Gothic e Death Metal, mas que são inundados pelos elementos étnicos, criando, assim, algo único.

As canções normalmente seguem uma estrutura que pode pegar o ouvinte meio desprevenido, já que começam com a parte dos elementos étnicos, suaves e relaxantes, e de repente vem a parte pesada, de rompante, com sua brutalidade instrumental e os vocais nervosos. Sendo que às vezes, saem da brutalidade retornando ao clima calmo, como uma onda, que vai e vem, e ora se misturam numa amálgama, perfeito e coeso.

É um trabalho que une impetuosidade e mansidão, mas de maneira harmoniosa e elegante. Vale a pena ser ouvido!

[LastFM]

Tracklist:

1.This Battle Is Yours - (5:40)
2.Symphony Of Life - (7:39)
3.Nahash - (5:50)
4.Pulse - (8:34)
5.Khundas - (4:59)
6.You Belive - (5:16)
7.Save and Heal - (4:38)
8.Nowhereness - (2:36)

Download:
(99,2mb, 320 kbps)
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sexta-feira, 23 de março de 2012
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Flametal - The Elder

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Gênero: Speed/Folk Metal, Flamenco
País: Estados Unidos
Ano: 2005

Comentário: Essa banda formada em 2004 consegue surpreender na primeira audição, fazendo um som completamente original, sendo uma das poucas bandas a misturar o flamenco ao heavy metal, ainda mais se tratando de californianos, já que o Flamenco se trata de um ritmo espanhol, com musica e dança, muito forte, tendo suas origens na cultura cigana.
 
Esse álbum é o primeiro full-lenght, e já no começo destila tudo que esse ritmo caliente tem a oferecer.
O violão flamenco é o astro principal desse disco, muito marcante em todas as musicas, com solos e arranjos, que te remetem a Madri, mesmo que você nunca tenha ido pra lá. O cajon faz la suas participações, mas a bateria simplesmente destrói, com quebradeiras, bumbos duplos e breakdowns, fazendo a musica oscilar ritmicamente, da velocidade alucinante à calmaria de um solo de violão. Os solos de guitarra são lindos, os riffs tambem são satisfatórios, mas nesse trampo a guitarra elétrica, que é a estrela principal da maioria das bandas, é completamente ofuscada pelo violão flamenco. Um show a parte é uso de palmas,que são caracteristicas dessa cultura musical, perfeitamente encaixadas nas musicas. O vocal é a parte que menos trabalha nesse disco, aparecendo esporadicamente, mas de uma forma marcante, sendo bem grave, e com algumas passagens com corais mais gritados, abrilhantando o momento.

Destaque pra primeira musica, "The Elder", que nomeia o álbum e banda de cara mostra a que veio, além da sensacional "Cuatro Caballeros", totalmente viciante, apenas instrumental, mas é nessa faixa que você se sente num show de rock, e de uma hora pra outra, se vê em uma arena de tourada, gritando "ole", devido a  variação musical, tudo perfeitamente encaixado. Pra quem não conhece, vale o download. Um trampo muito bom. Ideal pra bater cabeça com uma cigana caliente.

Facebook/LastFM

Tracklist:

1. The Elder - (04:15)      
2. Silencio, Escobilla - (03:05)     
3. Red Cobblestone - (04:15)      
4. Bruja Tortura - (05:29)     
5. P'alla Al Inferno Vas - (04:21)      
6. The Summoning - (04:19)     
7. Cuatro Caballeros - (03:43)     
8. Journey Into Fear - (14:43)


quinta-feira, 8 de março de 2012
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Ego Fall - Discografia

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Gênero: Melodic Death/Folk Metal
País: Mongólia Interior/China
Periodo de Atividade: 2001-Atualmente

Comentário: Eu particularmente gosto muito de Folk Metal, não só do Celta e Medieval, mas das bandas em geral que se propõe misturar elementos musicais da sua cultura local, ou de outras culturas especificas, com alguma vertente do Metal. Mas o que acontece é que predominantemente, o que se encontra por ai são bandas que misturam elementos da cultura escandinava, celta e eslava, o que não é ruim, pelo contrario, eu gosto dessa receita, com a gaita-de-fole, harpas, flautas e tudo mais, mas seria interessante também ouvir um Folk Metal influenciado por outras culturas menos conhecidas, menos difundidas, e em lugares que não tem tradição, ou muita expressividade no meio Metal. Conheço algumas bandas desse tipo, e dentre elas essa que posto aqui hoje, que é uma das minhas preferidas. Resolvi postar ela agora por conta também do meu último post sobre música ritualística influenciada pelas raízes do budismo tibetano (aqui), já que essa banda é de uma região próxima, e possuir similaridades culturais. Os membros da banda são provenientes da Mongólia Interior, região autônoma, mas que está sob jurisdição da China. A banda em questão se chama "颠覆M" em Chinês, mas para divulgação internacional usam o nome de Ego Fall.

A banda surgiu por volta do ano de 2000, mas passou por várias mudanças no seu line-up, no nome e no estilo musical, até que por volta de 2007 já estavam com os membros definidos e com uma proposta musical mais concreta, que é um Melodic Death Metal pendendo para o Metalcore, com influências musicais da cultura local.

Em 2008 os caras lançam seu primeiro trabalho, intitulado “Spirit Of Mongolia” e apesar do nome do álbum dar a ideia de que ele viria carregado de influências da cultura local, nesse primeiro lançamento eles foram mais discretos, mesmo que em algumas canções eles fazem uso do canto difónico, e a técnica vocal que eles usam é muito parecida com a que os caras do Phurpa fazem, e os elementos da musica local são menos evidentes, predominando Melodic Death Metal com influencia da música eletrônica, que é possível notar em várias canções, o que deu um contraste bem bacana. Mas mesmo o álbum não sendo tão Folk, ele não é ruim, pelo contrario, achei muito bom, porque os caras conseguem fugir dos clichês desses gêneros já tão desgastados.

Então em 2010 lançam seu segundo álbum, intitulado “Inner M”, fazendo referência a sua terra de origem: Inner Mogolia (Mongolia Interior), e nesse álbum podemos perceber que os integrantes evoluíram musicalmente e já apresentam um trabalho mais consistente e maduro, bem estruturado, que no tocante as influências do Metal continuaram as mesmas, um Death Metal Melódico, com toques de música eletrônica, só que dessa vez lotado de influências musicais da cultura local, tanto que nesse disco algumas canções são em Mandarim e também na língua mongol, diferente do primeiro em que todas as canções são em Mandarim, o que pra mim ficou perfeito, porque apesar de não entender bulhufas, creio que eles conseguiram captar a essência da música regional e misturar de forma coesa com os elementos do Metal. As canções possuem passagens pesadas, com guturais e vocais rasgados, que intercalam com momentos calmos e que evocam uma atmosfera de meditação, com cantos tradicionais, o canto difónico também está presente, ou momentos mais melódicos, com vocal limpo, tudo permeado pelos elementos da cultura local, que às vezes são predominantes, ou em alguns momentos cede o lugar para a agressividade e impetuosidade do Metal, e em contraste, alguns elementos de música eletrônica aqui e ali dão o toque final. Dizendo assim parece que o som é uma bagunça, mas não é, os integrantes unem todos esse elementos de maneira harmoniosa e agradável.

Como não conheço muito a respeito da cultura dos caras, e as informações sobre a banda que encontrei são repetitivas e descrevem quase nada a respeito da influência da música regional, eu não sei listar os instrumentos usados e nem a origem das influências com precisão, mas imagino que devem ser do budismo e ritos xamânicos antigos, que é bastante comum naquela região.

Essa banda pra mim além de um deleite é um achado, e eu realmente tiro o chapéu para o trabalho dos caras, porque conseguiram lançar dois álbuns de extrema qualidade, mesmo sendo de uma região bastante precária tecnologicamente e e que não possui tradição no que se refere ao Metal, de forma que era necessario que fossem para Beijing todo ano para gravar e tentar divulgar o trabalho, e mesmo assim, conseguiram fazer com maestria o que muitas bandas com todos os recursos possíveis, falham miseravelmente.

Extremamente recomendado!

[MySpace//LastFM//Facebook]

Releases:

Álbum: Spirit of Mongolia (蒙古精神)
Ano: 2008

Tracklist:

1.Spirit of Mongolia - (4:50)
2.Gates of Nightmare - (4:33)
3.Holy Totem - (4:28)
4.Self Awakening - (3:36)
5.The Principle of Troublous Times - (4:31)
6.Echo of Abyss - (4:50)
7.Rebirth - (3:36)
8.Requiem - (3:57)
9.Iron Heel - (3:39)

Download:




Álbum: Inner M
Ano: 2010

Tracklist:

1.传说 - (5:07)
2.吹响号角 - (3:53)
3.勇敢的心 - (5:04)
4.苏力德之下 - (4:36)
5.东归 - (3:58)
6.游牧者的骄傲 - (4:10)
7.永恒-瞬间 - (4:24)
8.不灭之火 - (4:48)
9.无疆 - (3:49)

Download:


terça-feira, 14 de junho de 2011
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Vintersorg - Jordpuls

3 comentários
País: Suécia
Gênero: Viking/Folk/Progressive Metal
Ano: 2011

Comentário: De todas as bandas do Vintersorg, sem dúvida o seu projeto solo é o que mais se destaca, talvez pela maior versatilidade da banda, talvez pelo maior empenho ou, principalmente, pela qualidade musical, que é no mínimo estupenda.

O disco começa sem introdução nenhuma, com uma música pesada e agressiva, que mixa maravilhosos guturais com excelentes vocais limpos - que cairam como uma luva no estilo da banda -, e essa mistura é comum no disco todo, dando um maravilhoso contraste, pois o gutural é agudo e bem rasgado, e o vocal limpo é forte e bem potente, como eu disse, de encaixando perfeitamente à proposta do grupo.

A banda contrasta também partes leves com sua sonoridade agressiva natural, entretanto, geralmente é de uma maneira abrupta, sem algum gancho para um aumento de peso gradativo. A banda tem diversas levadas, riffs e influênciaas progressivas, mas isso não impede que o peso e agressividade se propaguem com excelência. As partes acústicas não são compostas apenas de violão, pois flauta e até o piano são instrumentos que fazem parte das melodias do Vintersorg.

Em vários momentos o vocal limpo acaba predominando, com o gutural apenas participando em intervalos, mas não é em todo momento. Um excelente disco, que prova definitivamente que o Vintersorg não pode ser comparado ao Otyg e nem ao Borknagar sem humilhá-los, risos.

Tracklist:
1 .Världsalltets Fanfar - 05:2
2. Klippor Och Skär - 06:12
3. Till Dånet Av Forsar Och Fall 0 - 4:31
4. Mörk Nebulosa - 05:23
5. Stjärndyrkan - 05:06
6. Skogen Sover - 05:54
7. Vindögat - 04:34
8. Palissader - 05:27
9. Eld Och Lågor - 04:14

Line Up:
Andreas "Vintersorg" Hedlund - Vocals, Guitar, Bass, Keyboards
Mattias Marklund - Guitar

Session/live members:
Nils Johansson - Keyboards, Programming
Johan Lindgren - Bass
Benny Hägglund - Drums

sexta-feira, 13 de maio de 2011
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Elvenking - The Winter Wake

0 comentários
Gênero: Power Folk Metal
País: Itália
Ano: 2006

Comentário: O sucesso estável do Elvenking não é muito antigo, pois seu primeiro disco realmente de sucesso, Winter Wake, tem apenas cinco anos de idade. Desde os seus primórdios, o grupo mesclava o Power Metal, Folk Metal e poucos elementos do Metal Extremo, com direito à variações e desequilíbrios de ambos os estilos em todos os seus discos, fator que apesar de poder soar negativamente, passa longe disso.

The Winter Wake é considerado o melhor disco da banda por grande parte dos fãs. Foi nesse disco que a banda caiu do muro pro lado mais Power Metal, mas não deixando elementos e atmosferas folks de lado. Riffs mais velozes e melódicos, algumas músicas com um andamento mais rápido e uma maior ênfase no Power, como já dito anteriormente, são as principais mudanças - dentro dos parâmetros do estilo do grupo - que podemos perceber aqui.

Num geral, não é algo muito diferente do que já foi proposto com o Elvenking, só mostra o som da banda mais maduro e concreto, com alguns pontos extras, como por exemplo o uso de guturais, um cover (Penny Dreadful, do Skyclad) e em certos momentos o uso de teclados. É justificável ser considerado o melhor disco do grupo? Totalmente. Um mix perfeito de dois excelentes gêneros musicais.

Faixas:
1. Trows Kind - 05:57
2. Swallowtail - 04:26
3. The Winter Wake - 04:19
4. The Wanderer - 04:54
5. March of Fools - 05:46
6. On the Morning Dew - 03:30
7. Devil's Carriage - 04:04
8. Rats Are Following - 04:37
9 Rouse Your Dream - 04:48
10. Neverending Nights - 07:01
11. Disillusion's Reel - 02:19

Line Up:
Damnagoras - Vocals
Aydan - Guitars
Gorlan - Bass
Elyghen - Keyboards, Violin
Zender - Drums

sexta-feira, 22 de abril de 2011
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Ensiferum - From Afar

2 comentários
Gênero: Folk/Viking Metal
País: Finlândia
Ano: 2009

Comentários: O forte do Ensiferum nunca foi ter melodias folclóricas feitas por flautas e coisas mais leves, pois a banda sempre deu ênfase para o lado mais agressivo, pesado e heróico, como eles mesmo dizem, do Folk Metal, e não é a toa que Viking Metal pode ser um rótulo para o grupo, tendo em vista que agressividade, batalhas, status tr00 - risos - e afins são o que não faltam na banda. Mas isso não significa que tin whistles e outros instrumentos típicos não façam parte do grupo, pois temos vários riffs épicos feitos pelos mesmos na banda.

E é inegável o fato do grupo ter uma fortíssima influência do Death Metal Melódico, desde os riffs até os vocais. À essa mistura, ainda podemos acrescentar alguns temas orquestrados feitos por teclados, coros magníficos e passagens acústicas, leves e heróicas, contrastando com a maior parte das músicas, que focam no peso e atmosferas medievais indescritíveis.

Outro fato que comprova que o Ensiferum é uma banda singular no meio de tantas, são as guitarras. As mesmas não recebem mais atenção que o normal apenas pela influência no Death Melódico, pois os riffs não são só rápidos e melódicos, mas também extremamente medievais e folclóricos, papel que dificilmente a guitarra ocupa numa banda de Folk Metal.

No mais, vale ressaltar uma coisa: o Ensiferum é a banda com a atmosfera e temática mais incríveis que eu já ouvi, e não é só isso, o Ensiferum é uma das bandas mais incríveis que eu já ouvi.

Tracklist

1. By the Dividing Stream - 03:50
2. From Afar - 04:51
3. Twilight Tavern - 05:38
4. Heathen Throne - 11:09
5. Elusive Reaches - 03:26
6. Stone Cold Metal - 07:25
7. Smoking Ruins - 06:40
8. Tumman Virran Taa - 00:52
9. The Longest Journey (Heathen Throne Part II) - 12:49

Line Up:
Petri Lindroos - Harsh Vocals, Guitars
Markus Toivonen - Guitars, Acoustic Guitars, Banjo, Clean Vocals, Backing Vocals
Sami Hinkka - Bass, Clean Vocals, Backing Vocals
Emmi Silvennoinen - Keyboards, Hammond, Backing Vocals
Janne Parviainen - Drums, Shaman Drum

Guest musicians:
Henri Joensen - Vocals (on Vandraren)
Kaisa Saari - Female Vocals
Jukka-Pekka Miettinen - Backing Vocals
Mikko P. Mustonen - Orchestration, Whistle
Lassi Logren - Nyckelharpa
Timo Väänänen - Kantele
Tobias Tåg - Flute, Tin whistles, Recorder
Olli Varis - Mandolin, Mandola
Jenni Turku - Recorder
Olli Ahvenlahti - Piano

Download (Mediafire)
domingo, 17 de abril de 2011
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Turisas - Stand Up And Fight

2 comentários
Gênero: Symphonic Folk/Viking Metal
País: Finlândia
Ano: 2011

Comentários: Até mesmo antes do lançamento do Stand Up And Fight - terceiro disco do grupo -, o Turisas já era considerado uma das maiores bandas de Folk Metal do mundo. E convenhamos que ter a moral que o Turisas tinha com apenas dois discos não é coisa pra qualquer banda, e isso só prova que o grupo tem no mínimo uma identidade própria, sons característicos e, acima de tudo, uma qualidade musical fora de série.

Apesar de sua pequena discografia - apenas três discos -, o Turisas conseguiu manter o alto nível em todos eles. Não teria música melhor para abrir o disco com The March Of Varangian Way. A música já introduz o álbum com temas épicos, teclados magníficos, peso e uma verdadeira aula de como fazer música de extrema qualidade. Ao longo do Stand Up And Fight temos desde músicas épicas à canções menos pesadas, mais bem trabalhadas e orquestradas, verdadeiras passagens um tanto ecléticas dentro dos parâmetros do Folk Metal.

Destaques são impossíveis de serem feitos, pois a cada música que se escuta a euforia aumenta mais, a ponto de querermos destacar o disco inteiro, cada faixa isoladamente. Músicas como End Of An Empire refletem bem a competência e visão ampla musical da banda, pois a música contrasta bem o peso e a leveza, pois a mesma começa com uma certa agressividade, e depois se torna calma apenas com piano e vocais, porém pouco tempo depois volta a ser a trilha sonora de uma guerra, com corais, orquestras e o próprio piano, mas dessa vez rápido e nada leve, assim como o vocal.

Na minha opinião Stand Up And Fight superou Battle Metal e The Varangian Way, os dois outros discos do Turisas, que já eram muito mais do que excelentes. Apesar de nem sairmos do primeiro trimestre do ano ainda, tenho certeza que esse será um dos cinco melhores do ano. Palavras enaltecedoras não seriam o suficiente para descrever esse disco, quem além de disco é no mínimo uma obra de arte.

Tracklist

1. The March of the Varangian Guard - 03:51
2. Take the Day! - 05:26
3. Hunting Pirates - 03:43
4. Venetoi! - Prasinoi! - 03:49
5. Stand Up and Fight - 05:27
6. The Great Escape - 04:51
7. Fear the Fear - 06:14
8. End of an Empire - 07:16
9. The Bosphorus Freezes Over - 5:37

Bonus Tracks:
01. Broadsword [Jethro Tull cover]
02. Supernaut [Black Sabbath cover]

Line Up:

Mathias D.G. "Warlord" Nygård - Vocals, Keyboards, Programming
Jussi Wickström - Guitar
Hannes "Hannu" Horma - Bass
Tuomas "Tude" Lehtonen - Drums, Percussion
Olli Vänskä - Violin Netta Skog - Accordion

terça-feira, 22 de março de 2011
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Insomnium - 2 Releases

1 comentários


Gênero: Death Metal Melodic, Folk
País: Finlândia

Comentário: Insomnium é pra mim a melhor banda de Melodeath atualmente. Ela talvez não tenha convencido com seus 2 primeiros albúns, mas a cada album percebia a evolução gigante em relação ao anterior, e em função disso trago aqui o melhor album de death melodico que eu ja ouvi, e o seu antecessor. Above The Weeping World é a maior mudança do Insomnium em relação ao seu outro albúm. Com uma qualidade de gravação muito melhor, a banda não usa tanto o Folk nórdico que era usado, mas tem otimos riffs e um otimo vocal gutural de Niilo Sevänen (não tão bom quanto no album sucessor).


Em 2009, a banda lança o "Across The Dark", muito superior a qualquer coisa que eles ja tivessem lançado. O vocal de Niilo esta em sua melhor forma, os riffs se encaixam perfeitamente com o clima melancolico. Este album é um tanto mais melódico e "triste" em relação aos outros, o que não faz a banda deixar de lado o seu peso do death, muitas vezes aliado a melancolia das músicas (como se pode ver em "Against The Stream" que começa rápida e pesada, e no meio da música é até de se parar para ouvir os lindos riffs combinado com o excelente vocal).

Também vemos a presença de um vocal limpo neste album, coisa que não se via nos albuns anteriores. Pode se conferir no refrão viciante de "Where The Last Wave Broke" que mistura o vocal limpo com o gutural, e em uma parte de "Lay Of The Autumn" que também mostra o quanto a banda é boa em fazer musicas mais compridas (a In The Groves Of Death do album anterior tem cerca de 10 minutos, e é por muitos considerada a melhor musica do album) com esta tendo 9 minutos que mostram a experiencia da banda.

Esse post ia ser basicamente apenas para o "Across The Dark", que destaco todas as faixas pelo seu otimo trabalho, e recomendo ouvir desde o começo. Mas também não posso deixar de citar a "Weighed Down With Sorrow" que é a música mais triste do albúm e minha preferida. Mas trago também o "Above The Weeping World" aos que gostaram do albúm seguinte, ou querem conhecer melhor a banda. Os dois são excelentes, mas a minha maior recomendação é para o "Across The Dark", que apreciadores do estilo que ainda não ouviram este album irão se apaixonar. Baixem sem medo.


myspace


Above The Weeping World (2006)
Tracklist:

01. The Gale
02. Mortal Share
03. Draw To Black
04. Change Of Heart
05. At The Gates Of Sleep
06. The Killjoy
07. Last Statemente
08. Devoid Of Caring
09. In The Groves Of Death



Across The Dark (2009)
Tracklist:

01. Equivalence
02. Down With The Sun
03. Where The Last Wave Broke
04. The Harrowing Years
05. Against The Stream
06. Lay Of The Autumn
07. Into The Woods
08. Weighed Down With Sorrow

-> Weighed Down With Sorrow


Quem escreve e faz os uploads:

 
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