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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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Русичі - Щебетала пташечка

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Gênero: Folk-Pop-Rock /Experimental & Alternativo
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Como a Ucrânia chamou atenção para si nos últimos meses, achei que poderia aproveitar o momento para trazer novamente o disco Shchebetala ptashechka (Щебетала пташечка /  A Birdie Twittered) que eu havia publicado anos atrás. Por seu som alegre e boas vibrações, é uma boa para tentar se livrar um pouco das tensões e ao mesmo tempo me mascarar, fazendo-me parecer que só estou preocupado com nossos colegas ucranianos e não tenho a menor intenção de lucrar com essa postagem. Brincadeiras à parte (até porque não ganhamos um centavo sequer), um dos principais motivos por eu indicar o som de Rusychi (Rusyczi / Русичі) é pelo valor mantido ao seu idioma natal, embora não vire totalmente as costas ao inglês, e por apresentar uma mistura entre elementos da cultura ucraniana — à começar pelo seu nome, uma derivação de "rusychies/rutheni", que faz referência aos eslavos orientais, antepassados dos russos, bielorrussos e, claro, dos ucranianos — com o de outras, flertando com reggae, rock alternativo, hip hop, ska e funk.

Acaba não dependendo muito de distorções elétrico-instrumentais, deixando o som extremamente agradável e alegre, dando espaço ainda para outras inserções como o country e até bossa nova/samba, mergulhados na própria atmosfera folk da banda. Rusychi não faz nada de complexo, ou muito estranho, mas sabe como trazer a música popular, do agrado dos mais exigentes e tradicionais, aos ouvidos mais modernos e que buscam fugir da mesmice.

Todos esses elementos são acompanhados por instrumentos como sopilka, ocarina, cane sopilka (todas flautas) e outras, das quais me nego a tentar identificar, e pela voz de Mila Mazur que, com seu vocal presencial, acrescenta muito à banda, merecendo atenção nas entonações e performances quando as músicas caiem em algum estilo diferente e depois voltam ao folclórico.

Destaco a faixa "Вербовая дощечка", uma das músicas que melhor representam o lado folk do disco, servindo de boa introdução. "Грушечка" segue o clima da anterior, porém mais alegre e "Ти до мене не ходи" é agitada, onde a flauta e a guitarra se encaram enquanto o vocal se esforça mais para aparecer. Como última indicação, "Калино-малино", que fecha o disco de forma funkeada, agora liderada pelo vocal masculino, ficando Mila com o backvocal.




Tracklist:
1. Вербовая дощечка
2. Грушечка
3. Мав я раз дівчиноньку
4. Щебетала пташечка
5. Ти казала (Підманула)
6. Ой за гаєм (фрагмент)
7. Мала конопельки
8. Стоїть дівча
9. Ти до мене не ходи
10. Калино-малино

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Shebetala ptashechka ("Bird twittered") from Rusychi on Myspace.
sábado, 27 de dezembro de 2014
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Somi - The Lagos Music Salon

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Gênero: Vocal Jazz / Neo-Soul / World Music
País: EUA-Nigéria
Ano: 2014

Comentário: Eu não escutei muitas novidades neste ano, mas um pouco do que mais me cativou eu gostaria de compartilhar. Somi é americana e descedente de imigrantes ugandenses e ruandenses. Muito jovem, mudou-se com a família para a Zâmbia. Anos depois, retornou e graduou-se em Antropologia e Estudos Africanos na Universidade de Illinois. Seus primeiros discos já indicavam um certo interesse em fundir Jazz, Neo-Soul e música africana. Porém, somente após estar por um ano na região de Lagos na Nigéria, ela encontrou o ponto de equilíbrio ideial para sua mistura, autointitulada "New African Jazz".

O primeiro grande destaque do disco é a revisão da clássica "Lady" do Fela Kuti. Quando o piano começa, a bátida rápida e sincopada, guiada pela bateria, atinge seu clímax nas sessões rítmicas de Saxofone, comuns no trabalho de Fela, que evocam as letras originais (“She gon say / She gon say I be lady-o”). "Lady Revisited" é um poema-manifesto que, ao mesmo tempo, convida a dançar e a reconhecer a força da mulher africana.

Gravado tanto em Nova York quanto na Nigéria, o lançamento também conta com músicos americanos e africanos. Em "Ginger Me Slowly", as bátidas funk de Otis Brown III dão o toque misterioso necessário ao clima de sedução em que Somi convida um garoto a paquerá-la da forma mais gentil possível.

Em geral, eu não gosto de músicas pretensiosas, mas o saldo de "When Rivers Cry" é positivo. A música se inicia com um coral infantil cantando o nome dos países africanos, inesperadamente, dá um salto à música erudita e termina nas, desnecessárias porém afiadas, rimas do Common.

"Brown Round Things" conta a história das prostitutas, nela o pianista Toru Dodo se mantem simples para que os dois protagonistas brilhem. Primeiro a linda voz de Somi e, em segundo, o trombone de Ambrose Akinmusire, tido como um dos grandes nomes do Jazz comteporâneo.

Mas de todas as belas canções que figuram aqui, duas me tocam em especial, "Four African Women" e "Last Song". A primeira é uma adaptação do clássico "Four Women" da Nina Simone. Enquanto a original fala sobre a vida de quatro prostitutas, a adaptação, além de ter uma linha de baixo genial, fala sobre a vida de quatro mulheres africanas, sem medo de tocar em realidades cruéis da região ("Strong enough to carry on after genocide and all my family gone"). A outra canção que também me emociona começa como uma linda balada Soul, mas vai crescendo a medida que a percussão vai entrando e quebrando a melodia.

The Lagos Music Salon é um dos melhores lançamentos que eu pude colocar as mãos este ano, não tenho dúvida. Divirtam-se!

Tracklist:
01. First Kiss: Eko Oni Baje
02. Love Juju #1
03. Lady Revisited (feat. Angelique Kidjo)
04. Ankara Sundays
05. Ginger Me Slowly
06. When Rivers Cry (feat. Common)
07. Brown Round Things (feat. Ambrose Akinmusire)
08. The Story of Monkey
09. Akobi: First Born S(u)n
10. Two Dollar Day
11. Still Your Girl
12. Four.One.Nine
13. Love Nwantinti (feat. In His Image)
14. Four African Women
15. Hearts & Swag
16. Love Juju #2
17. Last Song
18. Shine Your Eye


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quarta-feira, 23 de abril de 2014
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The Bulgarian Voices Angelite feat. Huun Huur Tu and Sergei Starostin - Fly, Fly My Sadness

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Gênero: Música tradicional tuvana
País: Rússia/ Bulgária
Ano: 1996

Comentário: Aqui no Ignes Elevanium, nós nos esforçamos todos os dias procurando nos confins da Internet e em seus lugares mais sujos por músicas e artistas que sejam superlativamente interessantes, bizarros, undergrounds e de vanguarda. Poucas vezes postamos algo que seja tradicional, lugar-comum ou coisas que se pode achar na seção de música pop da loja da Saraiva.

Pois bem. Esse conceito não serve tão bem quando falamos da música tradicional de certos lugares da Ásia Central...
...já que o TRADICIONAL deles é o nosso AVANT GARDE!!!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
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Jeff Johnson & Brian Dunning - Music of Celtic Legends: The Bard & The Warrior

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Gênero: Música Celta
País: Estados Unidos/Irlanda
Ano: 1997

Comentário:

Sabe aquelas músicas que possuem o poder mágico de te transportar imediatamente para outra paisagem? Imagino que saiba, mas então te conto outra coisa: imagina agora que a paisagem em questão são verdes planícies irlandesas banhadas por costas serenas, em que as ondas quebram com suavidade contra as rochas. Se andar mais um pouco nesse cenário, logo chegará a um banquete onde há muita música e alegria e onde jovens tocam suas harpas enquanto os guerreiros grandes como ursos descansam de suas batalhas. É um ambiente que me agrada de andar. E é esta paisagem e algumas outras que são evocadas neste álbum.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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Sepultura - Roots

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Gênero: Death Metal / World Music / Nu Metal / Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 1996

ComentárioGlobal Metal, documentário dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn, é um retrato didático e contemplativo da hegemonia mundial do gênero por todo globo. Através deste exímio trabalho descobrimos a existência de cenas em lugares inóspitos como na Índia, Indonésia e Israel, países estes cuja cultura local interfere, mas ao mesmo tempo acrescenta diversidade sonora de inúmeras bandas locais que sobrevivem no underground graças à um público devoto e seleto. Mas porque fazer menção a este trabalho já que o objetivo, como o título entrega, é falar sobre Roots do Sepultura? Simples: o filme realizado em 2008 inicia justamente no Brasil tendo como foco o legado deixado pelo álbum e o seu efeito mundo afora.

Lançado em 1996, Roots é de longe o mais ousado disco dos brasileiros do Sepultura. Max durante entrevista presente em Global Metal justifica essa ousadia dizendo que não há necessidade de se copiar a estética sonora gringa, pois existe no meu próprio país uma identidade cultural enorme e de alguma forma posso e tenho que expor este legado agregado ao meu trabalho. E é justamente esta herança o diferencial deste clássico.

Produzido por Ross Robinson e a própria banda, o disco traz à tona elementos já tradicionais ao grupo como as sonoridades tharsh, death, mas agora acrescida de muita brasilidade. Para tanto, o hoje malfadado Carlinhos Brown foi a peça crucial neste processo. Responsável pela parte percussiva do álbum, ele agregou ainda outros instrumentos nacionais como o berimbau e o timbau, recursos este que adicionaram ainda mais peso a música do Sepultura. Imagine uma canção/hino como "Ratamahatta" sem estes elementos? Impossível. Não obstante, para ainda mais se aprofundar em nossas raízes o grupo passou dias como os índios Xavantes, no Mato Grosso do Sul. A convivência gerou não só uma nova visão de mundo como também a faixa instrumental "Itsári" gravada junto a tribo.

Mas não é só no campo sonoro a grande diferença visível neste disco. Nas letras a herança punk de Max Cavalera ainda predomina ("Attitude", "Spit" são bons exemplos), porém agora há espaço para abordar nossas origens indígenas associado ao passado sangrento desta era como visualizamos na pungente canção de abertura "Roots bloody roots".

Voltando a sonoridade é admirável o encontro promovido na faixa "Lookaway". Nu metal na essência, gênero que aliás ainda engatinhava, a faixa tem guitarras em afinação baixa, arrastada e conta com Jonathan Davis (Korn) e o mestre Mike Patton (Faith No More) nos vocais, criatura e criador respectivamente.  

Infelizmente este é o último disco com a formação clássica da banda. Após o fim da turnê Max abandonou a banda, após homéricas brigas entre os integrantes. Ele formaria anos mais tarde o elogiado Soulfly e retomaria a parceira com seu o irmão no Cavalera Conspiracy. O Sepultura mudou substancialmente a formação e nunca mais seria o mesmo.  Porém, o estrago já estava feito.

P.S. Esta edição contém como duas bônus tracks duas: as covers de  "Procreation (of the wicked)" do Celtic Frost e "Symptom of the universe" do Black Sabbath.


Tracklist:

01 - Roots bloody roots
02 - Attitude
03 - Cut - Throat
04 - Ratamahatta
05 - Breed apart
06 - Straighthate
07 - Spit
08 - Lookaway
09 - Dusted
10 - Born Stubborn
11 - Jasco
12 - Itsári
13 - Ambush
14 - Endagered species
15 - Dictatorshit / Canyon Jam (hidden track)
16 - Procreation (of the wicked) - Celtic Frost cover
17 - Symptom of the universe - Black Sabbath Cover

DownloadMEGA

sexta-feira, 13 de setembro de 2013
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Irfan - Seraphim

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Gênero: Ethereal, World Music, Experimental
País: Bulgária
Ano: 2007

Comentário: Um dia eu ainda me visto de dançarina do ventre e saio dançando essas músicas por aí! Claro, Irfan não é uma banda propriamente de música folclórica árabe dessas que figuram as mil e uma noites, apesar de falar sobre e sofrer influência! De qualquer forma, esta é mais uma pupila de nossa velha conhecida Prikosnovénie – famosa gravadora independente de Ethereal que lançou obras de Artesia, Caprice, Δαιμόνια Νύμφη (Daemonia Nymphe), Flëur, Les Secrets de Morphée, entre outros. E, do mesmo modo, Irfan não é tããão inédita para o blog assim, haja vista que apareceu na Coletânea de World Music do Matheus Henrique (ironicamente com a mesma música que deixarei em destaque vagabundo!).

Formada em 2001, Irfan traz musicistas que já pertenciam ao cenário da música tradicional local e proviam de bandas como Isihia, Om e Zarathustra. O nome vem de um signo utilizado no Sufismo – uma das correntes do Islão – que vem do árabe/persa e pode ser traduzido como “gnosis”, “conhecimento místico” ou “revelação”. Antes de Seraphim, o grupo possui apenas um álbum, cujo nome é o mesmo da banda e fora lançado em 2003.

As músicas de Irfan, além de sofrerem influência, falam sobre o folclore e música sagrada que permeiam as regiões/povos da Bulgária, Bálcãs, Pérsia, Caucásia, Oriente Médio e África do Norte, bem como a música medieval europeia e bizantina. Para quem não sabe, Hagia Sophia – a música em destaque – ou Santa Sofia é o nome de uma igreja construída em 532-537, em Constantinopla (capital do Império Bizantino), erguida em homenagem à segunda pessoa da Santíssima Trindade; Sophia vem de “sabedoria” e seu nome completo pode ser concebido como “Igreja da Santa Sabedoria de Deus”.

A construção instrumental é baseada em percussão tradicional medieval, violão de sete cordas, viola de gamba, darbuka, daf, bendir, oud, saz, santoor, duduk, entre outros instrumentos tradicionais, principalmente oriundos da Índia. Uma curiosidade sobre Irfan é que esta banda ficou famosa por conta dos vocais etéreos masculinos, dos quais sempre surgem em contraponto e em segundo plano aos místicos vocais femininos de Denitza Seraphimova.

P.S.: Recomendo também a faixa nº 05, "Fei".


Tracklist:
01. Simurgh
02. Invocatio
03. Hagia Sophia
04. Vernal Garden
05. Fei
06. Los Ojos De La Mora
07. Star Of The Winds (Khaukab Al Hawwa)
08. Invocatio II
09. Return To Outremer

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sexta-feira, 12 de julho de 2013
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Altai Kai - XXI Century

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Gênero: Canto difônico, World Music, Folk
País: Rússia (Altai)

Comentário: Tá louco. Há uma baita dificuldade pra encontrar informações básicas sobre este grupo, como os nomes dos integrantes - e, algo que devem ter percebido, as datas dos lançamentos. E também os álbuns em si, que estão meio bagunçadinhos e espalhados pela internet (nessas horas algum russo bem que poderia compilá-las de forma bonitinha num blog ou torrent né).

Altai Kai é um grupo russo formado em 1997 que executa a música tradicional de uma província chamada Altai (duh), vizinha de Tuva e da Mongólia, que são regiões bastante conhecidas por seu folclore e música. E aliás, música que me surpreendeu pela criatividade! Kai é como se chama o ''canto difônico'' na língua de Altai.

Pra quem não sabe do que se trata, dá uma orelhada aqui. É, o cara canta duas notas ao mesmo tempo.

O interessante da coisa é ver como eles conseguem criar melodias belas e riquíssimas, ainda que simples, utilizando uma gama enorme de instrumentos - que vão desde o tradicional violino de duas cordas de crina de cavalo, o morin khuur, até as improváveis harpas-de-boca - além da própria capacidade vocal dos músicos. Pra ilustrar como o gogó deles é poderoso, eles imitam perfeitamente o uivo de lobos, o canto de vários tipos de pássaros e outros animais, além de dominarem diversos estilos de canto difônico (o khoomii, o canto harmônico básico; o sygyt, que lembra uma flauta; o kargyraa, que é bastante grave. Tente localizá-los).

Vale apontar também que os vídeos gravados pela banda são belíssimos, tendo como background as belas paisagens verdes e geladas da Sibéria. Uma imersão profunda pra quem quer conhecer um pouquinho da cultura da Ásia Central.

Facebook//LastFM


Tracklist:

Os títulos estão em inglês, embora os vídeos no Facebook e as letras estejam todas na língua altai.

1- Warrior's Words
2- My Altai
3- Prayers
4- Spring Water
5- Shunu Warrior
6- Jangar Style Song from Ulagan
7- Play, Play, My Khomus
8- Ancient Kai Song and Tunur-Drum
9- Oyim, Oyim, Oy-Oyim
10- Summer
11- Khan-Altai
12- Hero-Warriors
13- Bathing Birds Remix (faixa bônus)

Download: DepositFiles

terça-feira, 25 de junho de 2013
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Deleyaman - Second

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Gênero: Ethereal, Experimental, World Music, Darkwave
País: EUA/França
Ano: 2003

Comentário: Começarei este post como Second se inicia: pelo fim! Então, se eu pudesse resumir em uma frase – que na verdade é uma junção de palavras – o que o álbum é, contém e proporciona, talvez, essa seria: “Dolorosamente sedutor”. Deleyaman não é uma banda muito famosa e, para um conhecedor voraz do assunto, quiçá seja uma dessas que fazem mais do mesmo, afinal, o Ethereal é bem “esteticamente simplório", apesar de profundo. Mas, o que importa não é o que se faz e sim como se faz!

Deleyaman foi formada em 2000 pelo multi-instrumentista Aret Madilian – quem é armênio, mas residia nos Estados Unidos e depois se mudou para França –, Gerard Madilian e Beatrice Valantin. O primeiro álbum, intitulado “00/1” e gravado em 2001, fora feito de maneira caseira e amadora em uma espécie de “home Studio”, e não chegara sequer a ter expressão no cenário underground francês. Cantado predominantemente por Aret, enquanto Beatrice atuava nos backing vocals; falava das obras poéticas antigas dos trovadores armênios. Gerard, por sua vez, assumiu um instrumento antigo chamado “duduk” – é um instrumento de sopro que tem mais ou menos 3.000 anos de idade –; e junto aos sintetizadores, guitarras sampleadas, baixo e percussão feitos por Aret, esta fora basicamente a construção sonora de “00/1” e o primeiro passo para o Second.

Lançado dois anos após o primeiro, Second parece ter sido a continuação triste de 00/1 – bem como o álbum sucedente, o “3”, é mais triste ainda. Então, posso dizer que Second é na verdade um meio termo entre o mais experimental (“00/1”) e o mais triste (“3”). Traz uma pegada meio oriental e os vocais de Aret são muito sedutores, tais quais são lamuriosos os de Beatrice – este álbum marca a atuação de Beatrice como vocal e divisão deste em duetos com Aret. A construção instrumental permanece basicamente a mesma do primeiro, embora em Second já conste a presença da baterista Maria Bjorlingsson, quem divide outros instrumentos estranhos com Gerard e Aret, como o saz (?), oud (??) e def/daf persa (??).

Second é um álbum ao contrário: ele começa triste (com a faixa “Sparrow”) e termina alegre (com a faixa instrumental “Dice”). Suas músicas são cantadas em outros idiomas além do armênio e inglês, como sueco; e vão muito além dos gêneros musicais descritos logo no início do post! De uma maneira geral, é muito difícil categorizar as músicas/álbuns de Deleyaman – principalmente depois que a banda assinou com a gravadora Equilibrium Music e lançaram mais dois álbuns e, recentemente, um single. Então, eu posso dizer que neste mesmo álbum tem algo de Neoclassical, Dark Ambient, New Age e sei lá mais o quê!

P.S.: Destaque para faixa 04, "Ambi Metch".

Site Oficial || Lastfm || Facebook || Bandcamp

Tracklist:
01. Sparrow
02. The Door
03. Îken
04. Ambi Metch
05. Battlefield
06. Lei Lei
07. Yana
08. 5th Day
09. Black Rainbow
10. Arev
11. Dice

Download: Mega || Outros Links

sexta-feira, 13 de abril de 2012
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Spiritual - Pulse

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Gênero: Folk Metal/World Music
País: Alemanha
Ano: 2005

Comentário: Já disse em outro post como eu gosto de bandas de Folk Metal, principalmente daquelas que fojem do padrão celta, eslavo, escandinavo, com gaitas de foles, violinos, viola de roda, etc. E resolvem misturar elementos de outras culturas. Pois bem, esse é o caso desse projeto que posto aqui hoje pra vocês.

Spiritual (também Spi-Ritual ou SpiRitual) é um projeto Alemão, do multi-instrumentista Stefan Hertrich, que também é conhecido como membro da banda de Gothic/Doom Metal Darkseed, ter encabeçado outros projetos de música étnica (Betray My Secrets e Shiva in Exile) e também por compor musicas para jogos de vídeos game.

Infelizmente o projetou rendeu apenas um trabalho, “Pulse”, lançado em 2005. Nesse álbum temos uma obra maravilhosa, que mescla elementos - que me parece ser - de música tradicional do oriente médio e Indiana, com suas percussões, flautas e tudo mais, assim como na forma de cantar, trabalho esse, que fica a cargo da cantora russa Yana Veva, que possui uma voz doce, suave e etérea. Isso tudo aliado a leves batidas eletrônicas, que criam melodias envolventes e relaxantes, bastante atmosféricas, quase ritualísticas, bem no estilo New Age. Então, em contraste a essa tranquilidade sonora, entra Hertrich, com seu vocal, ora gutural, ora rasgado, mas sempre agressivo, riffs de guitarra em baixa afinação, e solos melodiosos e cheios de feeling, que geralmente aprecem no final das canções, com a bateria e o baixo dando o apoio necessário. Essa parte “Metal”, das canções, não possui um estilo bem definido, mas é notavél uma pegada bem puxada para o Industrial, com influências de Gothic e Death Metal, mas que são inundados pelos elementos étnicos, criando, assim, algo único.

As canções normalmente seguem uma estrutura que pode pegar o ouvinte meio desprevenido, já que começam com a parte dos elementos étnicos, suaves e relaxantes, e de repente vem a parte pesada, de rompante, com sua brutalidade instrumental e os vocais nervosos. Sendo que às vezes, saem da brutalidade retornando ao clima calmo, como uma onda, que vai e vem, e ora se misturam numa amálgama, perfeito e coeso.

É um trabalho que une impetuosidade e mansidão, mas de maneira harmoniosa e elegante. Vale a pena ser ouvido!

[LastFM]

Tracklist:

1.This Battle Is Yours - (5:40)
2.Symphony Of Life - (7:39)
3.Nahash - (5:50)
4.Pulse - (8:34)
5.Khundas - (4:59)
6.You Belive - (5:16)
7.Save and Heal - (4:38)
8.Nowhereness - (2:36)

Download:
(99,2mb, 320 kbps)
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quinta-feira, 29 de março de 2012
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Era - Reborn

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Gênero: New Age
País: França
Ano: 2008

Comentário: Todo mundo já ouviu as canções "Divano" e "Anemo". Mesmo os que não conhecem o Era. Para quem não conhece, a coletânea aqui disponilizada traz os maiores clássicos do projeto que é, nas palavras de nosso parceiro Damien, "uma mistura homogênea de música clássica, ópera, canto gregoriano, eletrônica e demais ritmos contemporâneos". Nada mais a acrescentar. Era ganhou fama mundial com suas belíssicas canções, com potentes cantos em "latim", potentes percussões e um bom trabalho eletrônico para fazer a deliciosa mistura do arcaico com o moderno.

O álbum Reborn, o último com composições próprias até o presente, não carrega muito dos elementos que fizeram o Era ser tão querido. Reborn é mais sutil e mais eclético. Talvez por isso tenha decepcionado muita gente. Eu não me decepcionei, pelo contrário, me surpreendi. Reborn mostrou que Eric Lévi, mastermind do projeto, não estava disposto a ficar repetindo sua mesma receita, mas sim, criar algo novo a partir do propósito inicial de seu projeto.

Os cantos presentes em Reborn não carregam toda aquela potência da famosa canção "Anemo". São mais leves, lentos, com melodias menos impactantes, porém, tão profundas quanto. A exceção se aplica à canção que abre e leva o título do álbum, que se assemelha muito aos antigos clássicos e traz de bônus um delicioso solo de guitarra, outra característica bacana do projeto. Esta canção também carrega consigo um clima meio árabe, que será reforçado em outras canções, principalmente em "Prayers", em que o refrão é cantado na língua árabe. Outra peculiaridade de Reborn é a presença maior da música eletrônica. As canções "Dark Voices" e "Come Into My World" nada têm em comum com a pegada operística tradicional, e poderiam ser tocadas em uma festa dançante. Entretanto, fazem um bom contraste com as demais canções. Para completar, a canção "Kilimandjaro", bem suave e bonitinha, cria um momento clichê, mas muito notório no álbum.

O maior erro em Reborn é sua última faixa: um remix da canção "Come Into My World". Com mais de 9 minutos de duração, a faixa tomou muito tempo do álbum para tocar "tuntz tuntz". Ficou massante e acabou com o feeling do álbum que, se terminasse em "Last Song", manteria um clima original e diferente de tudo feito pelo Era.

Site Oficial || Last.FM

Tracklist:
1. Reborn 5:34    
2. Prayers 4:21    
3. Dark Voices 5:02    
4. Sinfoni Deo (Inspired By The Ave Maria Of Caccini) 4:42    
5. Come Into My World (Vocals– Lena Jinnegren) 5:19    
6. Kilimandjaro     4:36    
7. Thousand Words 5:22    
8. After Thousand Words    4:59    
9. Last Song 4:50    
10. Come Into My World (Remix) 9:17    


OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.
quarta-feira, 7 de março de 2012
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Phurpa - Trowo Phurnag Ceremony

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Gênero: World/Folk/Ritualistic Music
País: Rússia
Ano: 2008

Comentário: Phurpa é um projeto russo, que surgiu no ano de 2003 como resultado de uma empreitada, um pouco mais antiga, de alguns músicos dispostos a estudar e recriar tradições musicais de culturas antigas, como as do Egito, Irã e Tibete. Liderados por Alexey Tegin, músico que já integrou bandas de Rock e Industrial, mas que hoje é conhecido por encabeçar projetos musicais místicos e ritualistas, sendo um desses projetos, esse que vos apresento e que também conta com os músicos Eduard Utukin, Andrey Grekov, Dmitry Globa.

Nesse projeto os caras resolveram recriar tradições musicais do budismo tibetano, mas não se atem somente ao budismo em si, a começar pelo nome Phurpa, que é uma das cinco divindades da tradição religiosa conhecida como Bön, que tem origens na Índia e parece preceder o budismo, sendo que de acordo com alguns estudiosos, tal tradição influenciou de forma significativa o budismo na região do Tibete, assim como outras tradições e ritos xamânicos originários de vários cultos ancestrais, e como consequência desse sincretismo, originou-se o budismo tibetano, que se diferencia em vários aspectos do budismo “tradicional”, sendo um desses aspectos seus elaborados rituais de meditação, entre outros. Portanto esse álbum deve ser diferente de tudo que você já escutou até agora, a não ser que você já esteja familiarizado com algumas religiões e filosofias orientais como o hinduismo e o budismo. (Quero deixar claro que não sou um profundo conhecedor do assunto, e gosto de ler sobre esse tipo de coisa apenas por curiosidade, por isso, posso ter falado alguma besteira, portanto, se alguém quiser fazer alguma correção, ou acrescentar algo, fique a vontade).

Mas agora tratando do álbum em si, o que temos, resumindo de forma grosseira, são mantras, mas não de uma forma, digamos, tradicional, como o famoso “Om”, porque todos os mantras são entoados com uma técnica vocal bem parecida com o gutural, que se chama Tantric rgyud-skad, que é na verdade uma vertente ou variação de uma técnica vocal bem antiga, conhecida como Overtone Chant, canto difónico ou ainda canto dos harmónicos, tal técnica requer do praticante a habilidade de manipular os espaços da sua cavidade bucal de forma a produzir dois ou mais sons simultaneamente, sendo esse tipo de canto usado normalmente para rituais de meditação por diversos povos, sendo mais popular na Ásia Central. No álbum em questão, "Trowo Phurnag Ceremony", tais mantras são acompanhados por alguns instrumentos, que pertencem a tradição acima citada, não são nada convencionais e um tanto bizarros, como umas “cornetas” muito compridas, tambores e trompetes feitos ossos e pele humanas, sinetas, etc. Sem contar que os membros se apresentam de uma forma também peculiar, nada daquelas túnicas amarela e vermelha que os monges tibetanos vestem, mas sim uma vestimenta que lembra a de samurais, com uns chapéus pontudos, com um véu na frente de forma a cobrir seus rostos, e nas suas apresentações, criam toda uma ambientação sombria e os seus membros sentados, acendem, o que penso ser incensos, e executam suas canções-ritual.

Pois bem, depois de ler essa resumida descrição, acho que só existem 3 prováveis reações, a de repulsa, curiosidade ou um misto das duas, mas seja qual for o sentimento, eu recomendo que ouçam álbum, mas não posso garantir que vocês iram ter uma agradável audição, mas será no mínimo interessante, já que é bem diferente de tudo aquilo que escutamos por essas bandas ocidentais.

Apesar dos elementos envolvidos no trabalho serem direcionados a meditação, como eu já disse, não é do tipo que estamos acostumados, porque toda a aura das canções é permeada por uma atmosfera bastante sinistra e sombria, e o ambiente criado é muito mais amedrontador do que aqueles criados por muitas bandas de Doom Metal que se vê por ai, mas essa foi a minha primeira impressão, foi o que senti na minha primeira audição, mas com o passar do tempo, a experiência vai mudando, você vai se habituando e, pelo menos no meu caso, agora consigo sentir uma atmosfera mais relaxante e menos obscura. Em todo caso, baixe, relaxe, escute e tire suas próprias conclusões.

[Site//LastFM]

Tracklist:

1.Fundamental Mantra Of Bon - (7:24)   
2.Introduction - (3:18)    
3.The Visualization - (3:43)    
4.Conferring Empowerment And Self-transformation - (32:37)    
5.Emanating The Retinue Of The Deity - (5:05)    
6.The Charge To Action - (4:34)    
7.Puja Offering And Praises - (7:24)

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Mediafire/4Shared/UppIT

domingo, 19 de fevereiro de 2012
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CéU - Caravana Sereia Bloom

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Gênero: MPB/Jazz/World Music
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: Maria do Céu Whitaker Poças, ou apenas CéU surgiu de forma repentina na música brasileira em 2005 e desde então vem acumulando sucesso tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo até indicações ao Grammy. Ouso dizer que Caravana Sereia Bloom, o terceiro, é até agora o melhor disco da cantora, e faço apostas de que repercutirá para a MPB como o álbum do Criolo repercutiu em 2011. O álbum é todo permeado por um jazz gostoso e cheio de glamour, as influências claras da nossa MPB e o que dá todo o diferencial da CéU, ela ser uma cantora moderna que ao invés de estagnar e ocupar apenas mais um espaço dentre as chatonas e estagnadas cantoras já consagradas do gênero, incorpora influências de tudo aquilo que a agrada, seja desde o Afrobeat, passando pelo Soul e R&B até a World Music.

Caravana Sereia Bloom chega a ser poético em alguns momentos dentre todo esse liquidificador de misturas que ele apresenta. CéU consegue demonstrar genialidade seja em curtas faixas como Fffree e seus 1:06 de duração, ou cantando em inglês em seu cover Rocksteady  de “You Won’t Regret It”. Seja no approach pop de Amor de Antigos, no Dub de Vagarosa ou no flerte com o Blues em Retrovisor, Maria surpreende ao criar e reproduzir tudo isso com grande perfeição. Vale apena a ouvida desse que é sem dúvida um must da música brasileira em 2012.

Facebook//LastFM

Tracklist:

1. Falta de Ar
2. Amor de Antigos
3. Asfalto e Sal
4. Retrovisor
5. Teju Na Estrada
6. Contravento
7. Palhaço
8. You Won't Regret It
9. Sereia
10. Baile de Ilusão
11. Fffree
12. Streets Bloom
13. Chegar em Mim

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
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Longa Florata - Rahelica: Música Sefaradita

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Gênero: Folk/Sefaradita/Música Antiga
País: Brasil
Ano: 2001

Comentário: Longa Florata é um grupo brasileiro formado por conceituados historiadores e músicos brasileiros, que tem como objetivo reproduzir da forma mais fiel possível estilos musicais de grupos étnicos antigos, principalmente dos períodos medieval e renascentista. O grupo é formado por Lenora Pinto Mendes, Leonardo Loredo, Márcio Paes Selles e Sônia Leal Wegenast.

O Disco "Rahelica: Música Sefaradita", é uma obra rara e difícil de ser encontrada, mas de extrema qualidade, e tem como objetivo reproduzir as tradições musicais dos povos Sefaraditas. Os Sefaraditas ou Sefarditas foram judeus que habitaram a Península Ibérica até a perseguição desencadeada pela inquisição espanhola, que fez com que eles migrassem para outros lugares do mundo, principalmente para norte da África.

Mas o povo Sefaradita era um povo muito rico culturalmente e davam uma atenção especial para a música, que estava presente em vários seguimentos da sociedade, como em celebrações espirituais e religiosas, cerimonias, canções românticas e exaltações do amor, ou para festas e entretenimento.

Fica difícil saber como era a tradição musical desses povos antigos para nós, leigos, porque atualmente pouquíssimos preservam as tradições. Durante uma rápida pesquisa eu descobri que a maioria das canções do povo Sefaradita era entoada por mulheres e normalmente era sem acompanhamento instrumental, porque tradicionalmente as mulheres cantavam enquanto se ocupavam dos seus afazeres domésticos. Mas em ocasiões especiais as canções também eram cantadas por homens e recebiam um acompanhamento instrumental, e esse acompanhamento era feito por instrumentos de cordas, tais como alaúde, bandolim, kanun, cítara, violino, entre outros, também instrumentos de sopro e percussões.

Mas mesmo com essa dificuldade de se saber das tradições, é notável o empenho e o compromisso dos músicos do Longa Florata em reproduzir de forma fiel as canções, tanto usando instrumentos típicos, como usando a língua, quase extinta, landino que também é conhecida como espanhol sefardita e judeoespanhol, que é semelhante ao castelhano e era falada pelo povo Sefaradita.

Todo o trabalho foi feito como muito esmero e dedicação, e pra mim é uma obra prima. É um álbum extremamente atmosférico e envolvente, e a sua audição remete a um passado longínquo, que se converte ao que parece, em uma viagem temporal, para o ouvinte. Portanto é um álbum que vale muito a pena ouvir e apreciar, para quem já gosta de música antiga então, será um verdadeiro deleite.

LastFM

Tracklist:

1.Rahelica - (3:09)
2.Para Que Quiero Yo Más Bivir - (3:13)
3.Por La Tu Puerta Yo Pasí - (2:02)
4.Porque Llorax Blanca Niña - (6:17)
5.Yo M'enamori D'un Aire - (2:21)
6.Dos Amantes Tengo Mama - (4:37)
7.La Rosa Enforese - (4:22)
8.Ya Viene El Cativo - (1:23)
9.Yo Me Acodro D'aquella Noche - (1:58)
10.Noches, Noches, Buenas Noches - (1:06)
11.Don Amadi - (2:10)
12.Hija Mia Mi Querida - (2:15)
13.Una Pastora Yo Amí - (3:31)
14.Mi Suegra - (2:15)
15.Puncha, Puncha - (2:39)
16.Nani, Nani - (4:22)
17.Arbolicos D'almendra - (2:28)

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
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Mawaca - 4 Releases

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Gênero: Folk/World Music/Música Antiga
País: Brasil
Periodo de Atividade: 1994-Presente

Comentário: O Brasil é um país de uma diversidade cultural sem igual, isso devido à imigração de povos de diversos lugares do globo. Os imigrantes sempre vieram impulsionados por uma infinidade motivos, na maioria das vezes a procura de uma segunda chance, na esperança de começar uma nova vida em um país diferente.

Esses povos se fixavam aqui no Brasil, e o adotavam como nova pátria, mas além das suas esperanças, essas pessoas também traziam algo mais, os seus costumes, as suas tradições e cultura, o que fez do nosso país essa colcha de retalhos cultural que é hoje.

Então partindo desse principio básico, um grupo de músicos brasileiros se dispuseram a pesquisar as raízes culturais de diversos povos do mundo e procurar as conexões com a música brasileira, recriando e reinventando tradições musicais antigas das mais diversas etnias, inclusive as indígenas brasileiras.

A diversidade cultural já tem inicio pelo nome do grupo, que possui significados semelhantes em diferentes línguas. O termo Mawaca (de pronuncia Mauaca), significa cantores-xamãs, que segundo a etnia hausa do norte da Nigéria recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos. Esse nome foi escolhido logo no início da formação do grupo e só depois de algum tempo é que os integrantes descobriram que o termo, com algumas variações na escrita, estava presentes no léxico de outras línguas. O mesmo termo na língua japonesa pode significar canto sagrado, canto harmônico. Para uma tribo de índios do Xingu, são os mensageiros entre as aldeias. É o nome de uma comunidade indígena vive nas margens do rio Orinoco e que praticava a antropofagia e é também o nome de um lugar sagrado de aguas andinas.

Formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de dez línguas, são elas: línguas indígenas brasileiras, espanhol, búlgaro, finlandês, japonês, húngaro, swahili, grego, árabe, hebraico, ioruba e português. Além das cantoras o Mawaca é formado por um grupo instrumental também bastante diverso, tocando instrumentos como: acordeom, violoncelo, flauta, violino e sax soprano, baixo, além dos instrumentos de percussão como as tablas indianas, derbak árabe, djembés africanos, berimbau, vibrafone, pandeirões do Maranhão e marimba.

O grupo consegue fundir todos os elementos em uma harmonia perfeita, misturando o passado com o presente, o santo com o profano, os mais diversos estilos, criando uma música de múltiplo alcance, capaz de remeter aos mais diversos povos e culturas, de maneira autentica, magnifica e até transcendente.

Aqui tem um pequeno documentário sobre o grupo:


Cada trabalho do grupo é uma peça única, onde exploram diferentes culturas. Abaixo estão a descrição sucinta, dos quatro álbuns postados aqui.

Astrolábio Tucupira.Com.Brasil: Nesse trabalho o grupo Mawaca apresenta canções africanas, portuguesas, indígenas, árabes, japonesas, italianas.

Os Lusíadas: O CD é o resultado da trilha sonora criada para o espetáculo teatral "Os Lusíadas" produzido por Ruth Escobar em São Paulo (2000), este projeto é a primeira versão musical do poema épico português.

Pra Todo Canto: Já neste trabalho o grupo incorpora influências, como a indígena brasileira, finlandesa, indianas, japonesas, espanhola, hebraica, mulçumana, música regional brasileira, entre outras.

Rupestres Sonoros: Aqui o Mawaca faz uma homenagem aos povos indígenas brasileiros, revelando uma curiosa relação entre as pinturas rupestres e as canções indígenas. Nesse CD o grupo apresenta arranjos arrojados sobre canções dos índios Suruí de Rondônia; dos Kayapó do Xingu; dos Wari do Guaporé; dos Kaxinawá do Acre, entre outras.

[Site/MySpace/LastFM]

Releases:

Álbum: Astrolábio Tucupira.Com.Brasil
Ano: 2000

Tracklist:

1.Vinheta Astrolábio - (1:17)
2.Koi Txangaré - (1:33)
3.Maçadeiras - (1:53)
4.Roxinha Da Sanabria - (4:40)
5.Sopros Do Oriente - (5:06)
6.Reis - (1:43)
7.Anonimatus - (1:44)
8.Ladainhas - (1:153)
9.Alvissaras - (4:18)
10.Qyria Yefefya - (4:46)
11.Tambores De Mina - (3:51)
12.Maracatus - (4:00)
13.Nana D´aitoni - (4:01)
14.Nihon Pizzi - (1:52)
15.Cangoma - (3:31)
16.Cacuriá - (4:52)
17.Cauim - (3:49)
18.Aguerê De Lansã - (2:17)
19.Ciranda Indiana  - (6:33)






Álbum: Os Lusíadas
Ano: 2001

Tracklist:

1.Cais - (3:05)
2.Kalika - (7:15)
3.Despedida - (1:22)
4.Largo Oceano - (3:03)
5.Mauritania - (3:32)
6.Congo - (1:58)
7.Tempestade - (3:01)
8.Orientes - (3:28)
9.Salalekum - (6:15)
10.Caminha das Índias - (3:28)
11.Puro Amor - (3:07)
12.Tanta Tormenta - (5:57)
13.Doce Amparo - (3:03)
14.Velas - (3:01)
15.Boa Viagem - (1:11)
16.Monções - (4:56)
17.Fado - (1:32)
18.Abertura Cais - (2:14)
19.Epifânia Lusíadas - (2:34)
20.Ninfas - (2:18)
21.Despertar - (1:40)
22.Sedução - (2:00)


Álbum: Pra Todo Canto
Ano: 2004


Tracklist:

1.As Sete Mulheres do Minho - (3:28)
2.Êh Boi! - (1:44)
3.Dendê Com Curry - (0:49)
4.Kali - (5:33)
5.Lamidbar - (3:25)
6.Acometado - (4:15)
7.Ahkoy Té/Hotaru Koi - (3:11)
8.Soran Bushi - (2:20)
9.Mawaca pra Qualquer Santo - (5:20)
10.Cangoma Me Chamou - (3:13)
11.Tango Dos Chavicos - (3:29)
12.Et Dodim - (4:48)
13.Boro Horo - (6:30)
14.Salam! - (3:50)
15.Asadoya Yunta - (3:50)
16.Gayatri Mantra - (11:00)






Álbum: Rupestres Sonoros (O Canto dos Povos da Floresta)
Ano: 2008

Tracklist:

1.Mawaca - (5:28)
2.So Perewatxe - (3:09)
3.Duo Wari - (1:29)
4.Canção Kayapó - (6:22)
5.Ahkoy Té - (3:20)
6.Tamota Moriore - (3:51)
7.Waiko Koman - (0:50)
8.Koi Txangaré - (3:00)
9.Matsã Kawã - (2:22)
10.Tupari - (3:52)
11.Asurini - (2:47)
12.Ciranda Indiana Remix - (5:01)



sábado, 22 de outubro de 2011
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Playing for Change - Songs Around the World

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Gênero: Pop/World Music
País: Vários
Ano: 2009

Comentário: Playing for Change, é um projeto músical do engenheiro de som Mark Johnson que viajou pelo mundo gravando artistas de ruas tocando e/ou cantando músicas Pop de que falam de amor, paz, tolerância, união e apelos por um mundo melhor.

Mark conta que a sua motivação em fazer o projeto veio quando andava por uma estação de metrô de Nova York e viu dois monges, de túnicas brancas, um cantando e o outro tocando violão, com umas 200 pessoas em volta ouvindo, e pensou: “Que incrível habilidade que a música tem de aproximar as pessoas”, porque segundo ele, poucas pessoas entendiam o que estava sendo cantado, mais muitos se emocionavam e alguns até choravam. Diz ainda Mark: “Então percebi que uma boa parte da melhor música que eu ouvia se encontrava na rua, no caminho do estúdio onde eu trabalhava”. Então com a ajuda de Enzo Buono, Mark montou um estúdio móvel de gravação e saíram a percorrer o mundo. O resultado disso é uma obra única e de imensa qualidade, que mistura elementos musicais de várias culturas e regiões do mundo, em versões de músicas famosas como Stand By Me, One love, entre outras.

Mas os idealizadores do projeto não pararam por ai, e além do CD Songs Around the World, que foi lançado juntamente com um DVD, onde havia videoclipes de algumas músicas, foi feito também um documentário, chamado "Peace Through Music”. Também criaram uma fundação sem fins lucrativos “The Playing for Change Foundation" que constrói escolas de música para crianças carentes ao redor do mundo.

[Site]

Tracklist:
1.Stand By Me - (5:10)
2.One love - (4:59)
3.War/No More Trouble - (4:32)
4.Biko - (4:47)
5.Don't Worry - (3:24)
6.Talkin About revolution - (3:46)
7.Better Man - (5:21)
8.Chanda Mama - (3:28)
9.Love Rescue Me - (3:48)
10.A Change Is Gonna Come - (6:07)



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terça-feira, 18 de outubro de 2011
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The Bronx - Mariachi El Bronx

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Gênero: Folk / Alternative Rock / Mariachi / World Music
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Cada país possui arraigado em seu nome algum elemento clichê que atomaticamente surge à cabeça quando a nação é citada. Se eu disser Austrália, você pensará em um canguru. Se eu disser Alemanha, você vai lembrar do nazismo. Se eu disser México, muitos cachaceiros pensarão em Tequila, mas a maioria da população lembrará de maracas, sombreros e, é claro, os famigerados Mariachis. Figuras cômicas, cujas origens remontam ao ocidente do país, esses músicos são o cartão de visita mexicano.
O estilo é tão místico que tem o poder de, até mesmo, influenciar uma banda de Hardcore e Punk Rock, cujos integrantes nem mesmo possuem raízes latinas. The Bronx já havia lançado três álbuns quando decidiu dar uma bela guinada na carreira: de The Bronx passam para El Bronx, fazendo turnês em seu estilo habitual, e outra paralela com o tom mexicano tomando conta de suas canções.
Resultado: fizeram muito mais sucesso do que em sua saga original. Hoje, ao lado do Cage the Elephant, abrem os shows do Foo Fighters em sua mais nova turnê. É um som curioso, realmente, que serve pra mostrar que a desvinculação dos paradigmas pode trazer ótimos e inesperados frutos.

[ Site Oficial / MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Cell Mates" - 2:38
  2. "Litigation" - 4:05
  3. "Despretador" - 3:14
  4. "Quinceniera" - 3:29
  5. "Sleepwalking" - 4:00
  6. "Silver or Lead" - 3:50
  7. "Slave Labor" - 2:38
  8. "Clown Powder" - 4:09
  9. "Holy" - 4:45
  10. "My Brother the Gun" - 3.34
  11. "My Love" - 3:13

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Mariachi El Bronx - 1 by Mariachi El Bronx
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
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Deep Forest - Boheme

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Gênero: New Age, World Music, Electronica
País: França
Ano: 1995

Comentário: Ao montar a coletânea de New Age (parte da recomendadíssima coletânea de estilos musicais fora do Rock, organizada pela galera aqui do Ignes Elevanium) descobri muita coisa legal. Dentre elas, uma das mais interessantes foi Deep Forest, projeto idealizado pelos franceses Michel Sanchez e Eric Mouquet. A proposta da dupla é misturar músicas étnicas tradicionais com música eletrônica. E eles vão bem a fundo com essa proposta, moldando cânticos tribais com muitos efeitos eletrônicos.

Boheme é o segundo álbum lançado pelo Deep Forest. Foi vencedor do Grammy de 1996 na categoria de melhor álbum de World Music, foi muito bem vendido, e ficou bastante famoso. O que mais chama a atenção no álbum são as vozes. Elas são bem estranhas e exóticas. Não sei dizer o quanto são naturais e o quanto são sintetização, mas provavelmente buscam se aseemelhar à peculiaridade do primeiro álbum do grupo, que foi feito, em maior parte, a partir de gravações da UNESCO de músicas tradicionais de povos pigmeus da África. Boheme, por sua vez, é composto por vozes do leste europeu, principalmente da Hungria. Márta Sebestyén é a principal estrela, interpretando três belas canções. Há ainda a participação especial de Peter Gabriel (Genesis) na faixa "While the Earth Sleep". 

O instrumental eletrônico é bem moderno, contrastando com o tradicionalismo das canções. Em alguns pontos, a música fica bem dançante, como no caso de "Cafe Europa". Mas na maior parte do tempo, o clima é mais Chillout, o que faz o trabalho se encaixar bem na rotulação "New Age".

Resumidamente, Boheme é um álbum de música eletrônica inserida em música tradicional, com vozes exóticas, idiomas diferentes, sons curiosos e refrões de "lalalalá" ou "papapapá".

Pesquisando sobre a banda, vi um interessante comentário no blog de Tiago Cruz dizendo: "o Deep Forest, bem lá no deep, era uma picaretagem caprichada - usando os 'povos da floresta', búlgaros, pigmeus ou qualquer outra coisa diferente que produzisse sons que pudessem ser devidamente adaptados para vender aos ocidentais ávidos por parecerem alternativos". A crítica parece válida e, de fato, o Deep Forest teve uma disputa legal com herdeiros de Károly Rostás, intérprete da canção "Freedom Cry", que alegaram nunca terem recebido nada em compensação ao trabalho do cantor, falecido antes do lançamento do álbum. Por outro lado, o Deep Forest contribuiu para fundos de auxílio a pigmeus, ciganos e outras associações ambientais e culturais.

Outros trabalhos do Deep Forest são também muito interessantes. Depois de Boheme, Deep Forest buscou culturas da Espanha, Japão, África e até do Brasil em "Deep Brasil", passando por um álbum um pouco mais distante da World Music chamado "Music Detected".


Site Oficial || Myspace || Last.fm

Tracklist:
1. Anasthasia
2. Bohemian Ballet
3. Marta's Song
4. Gathering
5. Lament
6. Bulgarian Melody
7. Deep Folk Song
8. Freedom Cry
9. Twosome
10. Cafe Europa
11. Katharina
12. Boheme
13. While the Earth Sleeps (European Edition Bonus Track) 


Download:
(100mb, 320kbps)

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
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Banda UÓ - Me Emoldurei de Presente Pra Te Ter

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Gênero: Eletrobrega
País: Brasil
Ano: 2011

Comentário: Há uma tênue linha entre o tosco e notável. Para muitos, a Banda UÓ, advinda do fértil terreno musical goiano, ultrapassou essa faixa limítrofe. A tosqueira sem precedentes constante de sua indumentária, vocabulário e, obviamente, de suas canções conquistou Brasil afora nesse ano, e acabou outorgando ao mundo a máxima de que ser brega está na moda.
O som deles baseia-se numa potente mistura da música do povão com elementos da música eletrônica. Com seu primeiro EP lançado, pretende, agora, alçar voos mais altos. Concorrendo no VMB 2011 na categoria Webhit, prevejo, em breve, aparições em Superpops, Domingos Legais e Altas Horas da vida.
Sendo assim, já que é inevitável que o colorido e animado grupo tome de assalto os ouvidos do Oiapoque ao Chuí, venha para cá nessa dança muito louca que vai te agradar.

Tracklist:
  1. "Não Quero Saber" - 2:45 
  2. "Shake de Amor" - 3:20 
  3. "O Gosto Amargo do Perfume" - 2:24 
  4. "Foi Você Quem Trouxe" - 2:24 
  5. "Louca Paixão" - 3:10

    Download:

    MP3 192kbps

    terça-feira, 26 de julho de 2011
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    Eddie Vedder - Ukulele Songs

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    Gênero: Folk Rock / World Music
    País: Estados Unidos
    Ano: 2011

    Comentário: BOMBA! O Ukulele não é havaiano. Sério, embora muitos o chamem de "guitarra havaiana", sua origem é portuguesa, mais precisamente da Ilha da Madeira. Foi levado ao Hawaii por portugueses que pra lá imigraram para trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar.
    Eddie Vedder, acredito, nunca foi cortador de cana, mas também se encantou pelo instrumento. Nesse segundo álbum solo, o título não poderia ser mais auto-explicativo: Ukulele Songs traz versões de músicas famosas, bem como algumas composições inéditas, baseadas nas quatro cordas do peculiar instrumento musical.
    "Can't Keep", originalmente lançada pelo Pearl Jam no álbum Riot Act, abre o disco de forma enérgica. As músicas que seguem, no entanto, são sempre marcadas pela serenidade inerente ao estilo musical. Um ponto positivo do álbum são os duetos: Cat Power e Glen Hansard fazem delicadas e precisas participações.
    Trata-se de um álbum deveras curto - pouco mais de trinta minutos - mas que, por se tratar de apenas voz e um único instrumento, pode cansar a alguns. No entanto, é música pra deixar rolar enquanto se relaxa. Por mim, Vedder pode continuar materializando suas trips em disco inusitados, como esse aqui.

    [ LastFM / iLike / Twitter ]

    Tracklist:

    1. "Can't Keep" - 2:35
    2. "Sleeping by Myself" - 1:54
    3. "Without You" - 3:18
    4. "More Than You Know" - 2:25
    5. "Goodbye" - 2:28
    6. "Broken Heart" - 2:36
    7. "Satellite" - 2:19
    8. "Longing to Belong" - 2:48
    9. "Hey Fahkah" - 0:08
    10. "You're True" - 3:23
    11. "Light Today" - 2:41
    12. "Sleepless Nights" (feat. Glen Hansard) - 2:39
    13. "Once in a while" - 1:45
    14. "Waving Palms" - 0:37
    15. "Tonight You Belong to Me" (feat. Cat Power) - 1:42
    16. "Dream a Little Dream" - 1:28





    PS: saca só que comentário preciso ali no youtube: "Eddie Vedder, on the rocks, in the sea, with a ukulele. I'm surprised the universe could handle such epic awesome"

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    sábado, 11 de junho de 2011
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    Coletâneas Pignes 2011: World Music

    3 comentários
    Essa sem dúvidas fora uma das coletâneas mais interessantes publicadas, fica ai a recomendação.

    Comentário: Vou fazer uma justificativa rápida da escolha das músicas. Em geral eu queria fazer algo que fosse agradável de escutar, diversificado e que possuísse uma qualidade mínima de gravação.

    World Music por si só é um termo muito vago, sem significado musical. Diz-se apenas da música folclórica de uma cultura interpretada por músicos pertencentes a esta cultura.

    Portanto na coletânea encontramos música de regiões rivais politicamente. A sítar do indiano Ravi Shankar somada à potência vocal do paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan. E isto foi uma das coisas mais interessantes na elaboração da coletânea. Encontrar semelhanças musicais em regiões isoladas geograficamente ou geopoliticamente. Qual não foi minha surpresa ao encontrar na Morna (gênero musical e de dança de Cabo Verde) as mesmas bases da nossa música latina e do samba.

    Outra coisa muito interessante foi ver a mistura de gêneros. A interseção do Blues com a música caribenha (Taj Mahal) ou com a música tradicional da República do Mali (Ali Farka Touré e Tinariwen). O belíssimo ponto de encontro da música árabe com o Jazz representado por Anouar Brahem. No Brasil André Abujamra possui uma extensa obra direcionada a divulgação da diversidade cultural. Ele está presente com sua banda Karnak. A atemporalidade da banda Irfan que conseguiu fundir o moderno Ethereal Wave à música tradicional medieval e búlgara. 

    Todos poderão descobrir o resto se baixarem. Espero que gostem!

    Tracklist

    01. Vandanaa Trayee – Ravi Shankar (Índia)
    02. Tumhain Dillagi Bhool (Part 1) - Nusrat Fateh Ali Khan (Paquistão)
    03. Queen Bee – Taj Mahal (EUA)
    04. Hawai'i '78 - Israel Kamakawiwo'ole (EUA – Hawaii)
    05. Leila Au Pays Du Carrousel, var. - Anouar Brahem (Tunísia)
    06. Haru No Umi - Michio Miyagi (Japão)
    07. Hagia Sophia – Irfan (Bulgaria)
    08. Les Musicians du Nil – Salamat (Egito)
    09. Dark Moon, High Tide - Afro Celt Sound System (Vários)
    10. Allah - Youssou N'Dour (Senegal)
    11. Madan – Salif Keita (República do Mali)
    12. Dance of Eagle - Sainkho Namtchylak (Mongólia)
    13. Sodade - Cesária Évora (Cabo Verde)
    14. Alma Não Tem Cor – Karnak (Brasil)
    15. Allah Uya – Ali Farka Touré (República do Mali)
    16. O Rama - Susheela Raman (Reino Unido / Sri Lanka)
    17. Cler Achel – Tinariwen (República do Mali)
    18. Zombie - Fela Kuti (Nigéria)
    19. I Love You! - Omar Faruk Tekbilek (Turquia)
    20. Tumhain Dillagi Bhool (Part 2) - Nusrat Fateh Ali Khan (Paquistão)

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