Hante. - Her Fall And Rise
País: França
Ano: 2014
Comentário: A tecladista/vocalista Hélène de Thoury é a cabeça pensante por trás de Hante. (em que a tradução literal seria “assombração”), este é um projeto solo e paralelo de Hélène, cujo trabalho já vem sendo consolidado em sua performance na banda Minuit Machine, esta por sua vez segue mais ou menos a mesma vertente de música eletrônica que Hélène apresenta em Hante e é igualmente encantadora. Contudo, ressalto que em seu projeto, a artista adota uma postura mais agressiva e por isso é necessário saber separar os trabalhos que, apesar de bem próximos (tanto no quesito estrutural da sonoridade e composição das músicas quanto na estética), são diferentes. Volto a dizer, Hante. tem uma pegada mais instigante em contraponto à introspecção dos synths de Minuit Machine.
Não me arrependo de meu Top Melhores de 2014, mas confesso que se tivesse escutado Hante. antes, seria com certeza mais uma dúvida pairando sobre minhas escolhas tendo em vista tamanha qualidade e potencial que este projeto traz. Se de um lado a estrutura instrumental de Her Fall And Rise é firulenta porque carrega os sintetizadores de Hélène na base, do outro é puramente crua porque este é o único instrumento musical físico de fato presente. No mais, Thoury leva Hante. no gogó. E ressalto: que voz desdenhosa! Muito embora, suportar o peso do resquício de Coldwave em uma estrutura de synths e vocais traga demasiadas responsabilidades, parece que a sonoridade de Hante. encaixa tão bem nessa forma de se fazer música que até aquelas velhas e duras linhas de contrabaixo típicas dessa vertente musical soam mais como caprichos do que essenciais.
Em suma, mesmo já ouvindo quantas vezes foi possível, eu ainda não sei o que me agrada mais: se é a pegada dark das batidas (um revival goth 80/90’s) ou a atmosfera de perigo ou alerta e escape que o disco vai te arrastando. Ele é volátil o que combina bem com a estética da artista e da artwork do disco (essa coisa abstrata e que se esvai) assim como sua brevidade. Her Fall And Rise é um disco de excessos (synths em excesso) bem dosados.
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Tracklist:
01. Falling From Grace
02. Damages
03. One More Dance
04. Beyond The Waves
05. The Storm
06. Il n'y a qu'un pas
07. This Morning of September
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~▲†▲~ (Xwxwxwxwv) - Discografia
Categories :
/Damien Willis . #Discografia . Ambient . Dark Ambient . Darkwave . Electronic . House . Industrial . Witch House
País: Rússia
Ano: 2010 e 2011
Comentários: Apesar dos parênteses no título, a banda deixa em seus discos, e nas demais tags, os caracteres ~▲†▲~, referindo-se realmente ao seu nome. Obviamente é praticamente impossível achar tal banda desta forma, por isso utilizam a sequência Xwxwxwxwv para facilitar a busca e a divulgação de seu nome. Assim sendo, também fiz a utilização de ambos por via das dúvidas.
Pouco se sabe sobre ela, aliás, sou sincero em dizer que sei quase nada, fora seu som, e por isso ficarei devendo (quem deve é ela) informações. Contudo, seu som é hipnótico e agressivamente confuso. Perturbante e medonho, mostra o lado obscuro da música eletrônica, que ainda aumenta ao analisarmos os títulos das faixas e, evidentemente, as capas dos discos. Capas estas que querem dizer algo, ou não querem, ou não sabemos interpretar, ou não há o que interpretar. Apesar dessa aparência sombria, ela soa mais como 'desconhecida', e como bem sabemos, o desconhecido sempre nos gera receio, porém curiosidade.
Pode-se dizer que a 'til triângulo cruz triângulo til' se encaixa em uma 'nova' (década de 2000) categoria de música que cresce no submundo, principalmente estadunidense e europeu. Existem outras mais, algumas tão estranhas quanto, mas todas com suas características próprias. Porém uma coisa muitas delas tem em comum: O uso abusivo de triângulos (ou deltas), olhos e cruzes. Seu significado foge do meu conhecimento, mas sempre sugerem interpretação, e como cada um tem a sua, será fácil encontrar desde boas palavras como 'equilíbrio' até fantasias e conspirações como 'illuminat'. Já com relação ao Witch house, você pode ler algo a respeito na Wikipédia, mas aparentemente não segue as mesmas ideias mirabolantes, ou talvez seja simplesmente informação incompleta.
O som é deveras atraente aos que apreciam a música eletrônica com uma certa interferência industrial e executada de forma mais ambiente, calma, mas ao mesmo tempo com uma movimentação intensa, como de pequenas partículas. Apesar de parecer novo para alguns, em seu som podemos notar muitas influências, entre elas hiphop, darkwave, trance... e da própria música que fora anteriormente encapsulada, pois, sim, o comum é desacelerar músicas conhecidas, inclusive do mundo pop, até resultar nessa forma decadente.
O segundo disco, ~▲††▲~, é em geral mais 'acessível', puxando mais para o ambient e deixando de lado um pouco todo aquele masoquismo mental. Entretanto não se torna inferior, pelo contrário, é mais conciso e coeso, apesar de eu gostar mais do choque do EP.
O clipe acima é da música '•'(ponto), a primeira do EP, e foi feito à partir de cenas retiradas do filme Häxän, de 1922, conhecido por aqui como Haxan - A Feitiçaria Através dos Tempos. O segundo clipe é do novo álbum, uma viajem alucinante.
Este post foi atualizado em 14/09/2015 para restaurar os links quebrados e relatar que o projeto não mais existe (bom, pelo menos todos os seus links oficiais foram removidos), mesmo tendo mudado seu nome para VEINS há algum tempo.
//discoGs - ~▲†▲~ //discoGs - VEINS
1. Vague I 03:49
2. Social Phobia 04:02
3. unfortunately stuck 00:03
4. Dusk 03:19
5. экзотика 04:05
6. Vague II 03:21
7. Stickweed Houses 04:00
8. Disunited 03:46
9. Vague III 03:57
10. Spoffish 03:38
DOWNLOAD (discografia)
Lebanon Hanover - Besides The Abyss
País: UK
Ano: 2015
Comentário: Uma das coisas que sempre me abalou em Lebanon Hanover é delicadeza decadente e poética da arte sonora e, curiosamente, também visual da banda. Reconheço que prezo muito pela estética e me deparar com os filtros, lugares, cores e synths de Lebanon Hanover chega a doer de tanta paixão! Sobretudo, porque nunca uma banda conseguiu personificar ou materializar sensações da sonoridade de suas músicas de forma tão harmoniosa como LH. As capas dos discos falam por si próprias (e isso desde o primeiro disco lançado The World is Getting Colder, o qual postei aqui).
Com uma sonoridade mais disforme nos quesitos sintetizadores e riffs psicodélicos estendidos, Besides The Abyss parece ser o disco mais introspectivo já lançado por Lebanon Hanover. Retornei para Tomb For Two e sua Gallowdance (postados aqui), como também voltei ao (ultra)romantismo de Why Not Just Be Solo com suas Northern Lights e a crueza belíssima (ainda em primeiro lugar de meu pedestal lebaniano) de The World is Getting Colder e seu “Die World”. De fato, Besides The Abyss tem sim um caráter mais intimista, seja pela composição sonora, pela proposta do disco ou as letras das músicas.
A estrutura musical de Lebanon Hanover é a mesma: o vocal cru, grave e gélido de Larissa (que ainda canta em alemão) com o vocal emotivo de William, junto aos supracitados synths disformes, linhas de baixo duras e riffs canalhas psicodelicamente estendidos em uma composição minimalista e trevosa – daquela velha tentativa de revival goth 80’s que a banda carrega. Besides The Abyss soa ser uma noite mais escura e fria às criaturinhas cheias de clichês que vagam solitárias e de preto por aí. Como uma vez disse, Lebanon Hanover é coisa finíssima!
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Tracklist:
01. Hollow Sky
02. The Crater
03. Fall Industrial Wall
04. The Chamber
05. The Well
06. The Moor
07. Broken Characters
08. Chimerical
09. Dark Hill
10. Spirals
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Friends of Alice Ivy - The Golden Cage And Its Mirrored Maze
Categories :
/Ariel C. . #2014 . Darkwave . Ethereal . Neoclassical
País: Australia
Ano: 2014
Comentário: E cá estou eu trazendo justiça a um dos discos que não pude colocar no Top 2014. Friends of Alice Ivy passou perto, todavia infelizmente não tive tempo suficiente de absorver a beleza estética Steampunk em forma de romance e sonoridade de The Golden Cage And Its Mirrored Maze – muito embora eu saiba que não teria onde alocá-lo. De qualquer forma, 2014 não pode acabar sem mais esta citação.
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Tracklist:
01. The Aerial Mariners
02. Song of Lyra
03. Miranda
04. False Fox
05. The Sky of the Bright Unfoldings
06. Igraine
07. Oars Under Glass
08. Song of the Willows
Winter Severity Index - Slanting Ray
País: Itália
Ano: 2014
Comentário: Após séculos de reclusão na torre mais alta do reino mais distante, onde permaneci imóvel como uma gárgula, sofrendo da sede pelos lançamentos de 2014 que não vieram – ou não surpreenderam/agradaram. Eis que de em gota em gota, vez ou outra, brota um disco que faz este ano valer alguma coisa (musicalmente falando), como Slanting Ray do duo Winter Severity Index.
Formado em 2009 no formato clássico de banda com 4 integrantes e renascido em 2012 como um duo de Simona Ferrucci (voz, guitarra, baixo e bateria eletrônica) e Alessandra Romeo (teclado e sintetizador), Winter Severity Index possui não mais que dois EP's, e o de maior expressão lançado em 2013 sob o nome de Survival Rate, onde você pode ouvi-lo aqui.
Em Survival Rate é possível perceber a crueza típica das primeiras gravações de qualquer banda. Muito embora a nível de pós-punk, em 80% dos casos, o cru é mais exaltado que as firulas, o caso de Slanting Rate é um pouco mais específico pela atmosfera presente no disco, que muito me lembra os synths/samples sombrios de Clan of Xymox e The Frozen Autumn (a faixa 6, Fishblood, é um exemplo audível disso).
P.S.: Obrigada, Lux, por ter upado para mim!
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Tracklist:
01. At Least the Snow
02. Ordinary Love
03. A Sudden Cold
04. Bianca
05. The Brightest Days
06. Fishblood
07. Lighting Ratio
08. No Will
09. Compulsion
10. Embracing the Void
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Astari Nite - Stereo Waltz
País: USA
Ano: 2014
Comentário: Após longo exílio em terras cruéis existentes por trás do logof, tento voltar lentamente a esta casa que, mesmo ausente, ainda acompanho. Então, sem escrachar com pé na porta, venho cá com sutileza, dessas que não pedem para entrar, mas igualmente não arrombam e transformam a atmosfera aos poucos, eis: Astari Nite.
Esta é uma banda recente, formada em 2010 de uma maneira casual e despretensiosa. Composta por Mychael Ghost (vocal), Illia Tulloch (bateria), Michael Setton (guitarra) e M. Sallons (baixo), e apesar de possuir uma formação crua, produz um som bem trabalhado, encharcado de synths e programação. As primeiras músicas autorais vieram em 2011 e foram lançadas em singles quase isolados entre 2011 e 2013, até finalmente convergirem e emergirem em Stereo Waltz, que se posta como um álbum de músicas “velhas”.
Há também várias passagens sonoras que tonalizam as músicas como algo retrô, daquilo dançante que ficou perdido entre os anos 80 e 90 em bandas como Depeche Mode e, algumas vezes, New Order (os sintetizadores da faixa 5 “I.O. 1987”, por exemplo, mostram isso). Eu ainda posso jurar que tem algo "gaze" nele. Em suma, Stereo Waltz é um apanhado de sonoridades que oscilam entre oitentista, goth, indie, pós-punk, revival e tudo mais, em uma sensação de deja-vu sonoro, quando pensamos “Ei, eu já ouvi isso em algum lugar!”. Quiçá, já em Janeiro, tivemos um dos melhores álbuns do ano e ainda não sabemos!
P.S.: Vale a pena também conferir o videoclipe da música "Pyramids" (faixa 3).
Tracklist:
01. Contentment
02. Astrid
03. Pyramids
04. Coven
05. I.O. 1987
06. Prayer for Lovers
07. Violently We Try
08. Wendy Darling
09. Red Letter Day
10. Waves
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Blutengel - Monument
Categories :
/Ariel C. . #2013 . Dark Electro . Darkwave . Electronic
País: Alemanha
Ano: 2013
Comentário: Em algum momento no passado, li um artigo de revista que falava sobre os vários tipos de vampiros, seus poderes, fisiologia, proveniência e maldições. Blutengel, por sua vez, conta os vários tipos de sentimentos que um vampiro poderia ter. É a narradora de um ser amaldiçoado e seu pacto com o diabo, onde adquire sua “meia-vida”. Em Monument, a historia contada é daquele que já sente o peso da eternidade e sua inevitável solidão.
Se de um lado temos a perspectiva contemporânea de vampiro: alguém que vive em casarões antigos e usa roupas de látex justíssimas ou formais no estilo mais clássico do que é concebido como gala – e aqui cabe a observação da verossímil semelhança da arte de Monument para Underworld (o filme); exposta em figurinos e tonalidades das cores nas fotografias
A temática do amor é uma constante em Monument, porém como um amor proibido ou que, por algum motivo, não pode ser concretizado e, por isso, machuca. O álbum começa e termina com a mesma música pós-apocalíptica que, por fim, acaba deixando margem para um novo começo. O primeiro single lançado é também a segunda faixa do álbum, Save Our Souls, uma crítica um tanto quanto ácida cuja fotografia e lugar do videoclipe são belíssimo! O segundo single, You Walk Away, é a faixa que destaquei pelo clichê dramático e pela bela batida introdutória da música (confesso). Por fim, o terceiro single Kinder Dieser Stadt – faixa 3 – é uma das amarras dos sentimentos e ideologias ao “vampirismo” (e eu devo dizer que, além de ter um videoclipe bonito, até agora é uma das minhas preferidas do álbum; quiçá, perdendo apenas para Uns Gehort Die Nacht e All These Lies).
Em suma, fazia tempo que não tínhamos uma Blutengel tão pesada e dançante. Há quem diga que Monument é o ápice, que estas são as músicas que consolidam a sonoridade de Blutengel e que é de certa forma questionador pelo que virá depois. Particularmente, eu discordo; acho que isso foi feito lá em 2007 com meu tão amado Labyrinth. Contudo, Monument ainda é um marco e, seja lá o que vier, terá de suprir muitas expectativas. Então, carpe Monument!
P.S.: Lembrando que já postei a discografia de Blutengel aqui.
Tracklist:
CD 1:
01. A New Dawn To Rise (Intro)
02. Save Our Souls
03. Kinder Dieser Stadt
04. All These Lies
05. Tears Might Dry
06. Uns Gehort Die Nacht
07. Die Zeit
08. When I Feel You
09. Willst Du?
10. Nie Mehr
11. You Walk Away
12. Deine Welt
13. Lebensrichter
14. Monument
CD 2:
01. Legend Part 1
02. A Place Called Home
03. Tod_Sunde
04. One Voice
05. Wake Me Up
06. Konigin Der Nacht
07. I Am
08. Legend Part 2
CD 3 (Dark & Pure):
01. No Eternity (Piano Version)
02. Weine Nicht Um Mich (Piano Version)
03. Time (Piano Version)
04. Save Me (Piano Version)
05. Am Ziel (Piano Version)
[ Mega ]
Lebanon Hanover - Tomb For Two
País: UK
Ano: 2013
Comentário: Penso que Lebanon Hanover é aquele tipo de banda que tu sabes o que esperar, porém ainda irás invariavelmente te surpreender! Depois dos quase irmãos gêmeos siameses The World Is Getting Colder e Why Not Just Be Solo nascerem em 2012, a banda pare outro monstrinho que, não menos poético e decadente que os outros, emana uma Lebanon Hanover mais trevosa. Claro, é inevitável a comparação entre um e outro álbum e a conclusão de que todos, por mais que aloprem em especificidades simplórias, são uniformes!
Bem como aquele friozinho na espinha que vem cada vez que tu és arrebatado por uma banda que surge como uma das mais fidedignas e prolixas do revival fucking goth nos últimos anos – sobretudo quando está banda é formada por um casal. Afinal, nessas décadas de amor e goth, nós sabemos os destinos trágicos que essas bandas acabam tendo. Rezemos para que o amor e, por conseguinte, a banda não acabem!
De qualquer forma, Tomb For Two chega trevosando já no nome. E convenhamos: que capa de álbum belíssima da qual não haveria imagem melhor que a usada! Em seu sentido estrutural, este álbum não foge nenhum pouco das características fatídicas de Lebanon Hanover: synths exacerbados, baterias sampleadas, baixo imponente e aquela guitarrada escrachada e chula nos riffs mais canalhas! Afinal, quem precisa de firulagem sonora quando tu ganhas o título goth nos clichês e no gogó?
Os vocais frios de Larissa Iceglass aparecem desprovidos de sentimento humanóide em tonalidades de falsa melancolia, enquanto contradizem os chorosos e trevosos vocais de William Maybelline. Bem assim, a música mais tenebrosa – dessas que arrepiam literalmente assim que os vocais de William emanam – é também aquela de nome mais tosco “Midnight Creature” (faixa 9). E não esqueçamos de Gallowdance – faixa 5, a qual também fora lançada como single –, onde, em seu videoclipe, Larissa dança apática com uma corda no pescoço; e do belíssimo clipe vintage de I Believe You Can Survive (faixa 6)!
Tomb For Two é cru, dançante e ambíguo para mim: ao mesmo tempo que é introspectivo e te permite uma viagem solitária em um dia nublado, é extrovertido para dançares em uma festa meia-noite no cemitério. Em outras palavras, tudo aquilo que Lebanon Hanover vem demostrando ser. Tomb For Two já tem seu lugar garantido em meu Top Álbuns 2013 e coração!
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Tracklist:
01. Sadness Is Rebellion
02. Your Fork Moves
03. Stahlwerk
04. Hall Of Ice
05. Gallowdance
06. I Believe You Can Survive (Elegy For The Introvert)
07. Tomb For Two
08. Autofocus Has Ruined Quality
09. Midnight Creature
10. Invite Me To Your Country
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Lebanon Hanover - The World Is Getting Colder
País: UK
Ano: 2012
Comentário: Lebanon Hanover é o retrato caricatural da cena underground goth, onde as músicas são produzidas em uma gravadora independente e os videoclipes são dirigidos, filmados, atuados e editados pelos próprios membros – e ainda no estilo mais clássico de fotografia do que conhecemos como “indie” em cenários e figurinos tumblrísticos. Formada em 2010 por Larissa Gergiou (a.k.a Larissa Iceglass) e William Morris (a.k.a William Maybelline), já possui dois álbuns no currículo, além de um Split lançado em 2011 com a banda alemã La Fete Triste e um single lançado em fevereiro deste ano ("Gallowdance") que, por sua vez, anuncia o lançamento do terceiro álbum da banda agora em setembro.
Muito embora os dois álbuns do duo tenham sido lançados no mesmo ano, The World is Getting Colder em fevereiro do ano passado (2012) e Why Not Just Be Solo em outubro, optei por postar o primeiro, pois este traz a crueza que todo primeiro álbum tem. The World is Getting Colder é a únião de músicas das quais foram produzidas por três anos. Por isso, não é à toa que o videoclipe da música Totally Tot fora produzido ainda em 2010, de maneira bem amadora assim como todos os outros clipes da banda. Why Not Just Be Solo é um álbum de synths e conjunção sonora mais trabalhado e que, no entanto, não perde a linhagem do primeiro álbum. Contudo, se partirmos da ideia do goth bruto, com notas/sonoridades simples, interessa-me mais The World is Getting Colder.
As letras das músicas de Lebanon Hanover são simples, falam de nostalgia e ambientam uma espécie de revival da cena goth 80’s; por vezes são dotadas de ironia escrachada (“Ask me if I’m a goth or a manic depressive”) e contam uma história romântica de questionamentos e (auto)análises urbanoides, tudo em rimas simples e repetitivas, bem como cantadas em inglês e alemão. Na parte instrumental, Lebanon Hanover é uma banda basicamente de sintetizadores; com baterias sampleadas, guitarra (Larissa) com riffs simples e contrabaixo (William) de linhas duras e arrastadas. Sendo assim, é inevitável a altivez dos synths com batidas marcantes e reverberantes, além de simples, repetitivas e lentas em sentido minimalista. Os vocais são alternados, ora o cru vocal de Larissa em tons de lamentos frios em uma música, ora o vocal fantasmagórico de fera chorosa de William na música seguinte.
Em suma, The World is Getting Colder é simples, seja nas levadas frias ou nas letras de fácil assimilação; e que, no entanto, é surpreendente. Por fim, apenas lamento por quem não ouvirá Lebanon Hanover, pois, como diria Y., isso aqui é coisa fina!
P.S.: Para quem quiser ouvir Why Not Just Be Solo é só clicar aqui e recomendo assistirem o videoclipe de Northern Lights.
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Tracklist:
01. Die World
02. Ice Cave
03. No.1 Mafioso
04. Sand
05. Totally Tot
06. Kunst
07. Die World II
08. _
09. Canibal
10. Einhorn
11. Sunderland
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Deleyaman - Second
Categories :
/Ariel C. . Darkwave . Ethereal . Experimental . World Music
País: EUA/França
Ano: 2003
Comentário: Começarei este post como Second se inicia: pelo fim! Então, se eu pudesse resumir em uma frase – que na verdade é uma junção de palavras – o que o álbum é, contém e proporciona, talvez, essa seria: “Dolorosamente sedutor”. Deleyaman não é uma banda muito famosa e, para um conhecedor voraz do assunto, quiçá seja uma dessas que fazem mais do mesmo, afinal, o Ethereal é bem “esteticamente simplório", apesar de profundo. Mas, o que importa não é o que se faz e sim como se faz!
Deleyaman foi formada em 2000 pelo multi-instrumentista Aret Madilian – quem é armênio, mas residia nos Estados Unidos e depois se mudou para França –, Gerard Madilian e Beatrice Valantin. O primeiro álbum, intitulado “00/1” e gravado em 2001, fora feito de maneira caseira e amadora em uma espécie de “home Studio”, e não chegara sequer a ter expressão no cenário underground francês. Cantado predominantemente por Aret, enquanto Beatrice atuava nos backing vocals; falava das obras poéticas antigas dos trovadores armênios. Gerard, por sua vez, assumiu um instrumento antigo chamado “duduk” – é um instrumento de sopro que tem mais ou menos 3.000 anos de idade –; e junto aos sintetizadores, guitarras sampleadas, baixo e percussão feitos por Aret, esta fora basicamente a construção sonora de “00/1” e o primeiro passo para o Second.
Lançado dois anos após o primeiro, Second parece ter sido a continuação triste de 00/1 – bem como o álbum sucedente, o “3”, é mais triste ainda. Então, posso dizer que Second é na verdade um meio termo entre o mais experimental (“00/1”) e o mais triste (“3”). Traz uma pegada meio oriental e os vocais de Aret são muito sedutores, tais quais são lamuriosos os de Beatrice – este álbum marca a atuação de Beatrice como vocal e divisão deste em duetos com Aret. A construção instrumental permanece basicamente a mesma do primeiro, embora em Second já conste a presença da baterista Maria Bjorlingsson, quem divide outros instrumentos estranhos com Gerard e Aret, como o saz (?), oud (??) e def/daf persa (??).
Second é um álbum ao contrário: ele começa triste (com a faixa “Sparrow”) e termina alegre (com a faixa instrumental “Dice”). Suas músicas são cantadas em outros idiomas além do armênio e inglês, como sueco; e vão muito além dos gêneros musicais descritos logo no início do post! De uma maneira geral, é muito difícil categorizar as músicas/álbuns de Deleyaman – principalmente depois que a banda assinou com a gravadora Equilibrium Music e lançaram mais dois álbuns e, recentemente, um single. Então, eu posso dizer que neste mesmo álbum tem algo de Neoclassical, Dark Ambient, New Age e sei lá mais o quê!
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01. Sparrow
02. The Door
03. Îken
04. Ambi Metch
05. Battlefield
06. Lei Lei
07. Yana
08. 5th Day
09. Black Rainbow
10. Arev
11. Dice
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The Woken Trees - NNON
País: Dinamarca
Ano: 2013
Comentário: Uma banda cujos membros – quase todos – cresceram em uma vila e aprenderam a tocar juntos seus próprios instrumentos musicais. Convergindo, assim, à inevitável (?) formação de The Woken Trees, em 2010; composta por Kim Heyst (vocal), Malte Selsing (contrabaixo), Henrik Østerby (guitarra), Magnus Westergaard (guitarra), Thomas Brandt (bateria), Mathias Riis (sintetizador).
NNON é um álbum de estreia breve (não mais que 40 minutos e com uma qualidade abissal), um tanto quanto barulhento – até onde a Coldwave permite ir, mas eu ainda posso jurar que alguns synths são bem psicodelicamente Noise – e profundo. Suas músicas foram escritas entre 2011 e 2012, gravadas e masterizadas em 2012 e, finalmente, lançadas esse ano.
Quiçá, NNON traga músicas um pouco contextuais (tenho ouvido The Woken Trees em dias chuvosos) e, em um primeiro momento, não tão apaixonantes. É necessário se entregar aos vocais de Kim e deixar-se levar pelos estilhaços sonoros: as guitarras hipnóticas, os synths galhofáticos, o contrabaixo misterioso e a bateria preguiçosa! São músicas que se completam e é difícil escolher entre elas. Do mesmo modo, a meu ver, é o tipo de sonoridade que não foi feita para dividir... É introspectivo e, como eu disse, abissal; o que, no entanto, cabe a cada um sentir isso ou não!
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Tracklist:
01. Orders
02. Dead Underwood
03. Holy Water
04. Yells
05. Succubus
06. Children of Chalk
07. Open Wounds
08. Half Hollow
09. Your Sun, Your Skull
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Soror Dolorosa - No More Heroes
Categories :
/Forbidden . #2013 . Darkwave . Gothic rock . Post-Punk
Gênero: Post-Punk/Gothic Rock
País: França
Ano: 2013
Comentário: Nos anos 80 existiu, principalmente (mas não somente), na Europa, um estilo de música que buscava suas raízes na simplicidade direta do Punk Rock porém com a melancolia de uma década decadente de fim de século, a obscuridade do ocultismo e a nostalgia clássica. Estilos melancólicos e obscuros existiram em todas as eras da música popular, em especial me referindo ao século XX, mas talvez o que foi mais longe nisso foi o Post-Punk e em sua vertente mais dedicada, o Gothic Rock. Ao lado de outros estilos com as mesmas características líricas e temáticas que surgiram no período, surgia também o rótulo do Darkwave, em referência ao termo "New Wave". A França, no meio disso, criou um cenário totalmente próprio para todos os estilos do chamado Darkwave, com uma lírica tão poética que ia além do que havia sido feito antes e uma profundidade melancólica ainda mais intensa. À essa variação sutil mas importante dos grupos franceses deu-se o nome de Coldwave. E o Soror Dolorosa é uma banda formada pela nata da musicalidade melancólica francesa da atualidade que poderia perfeitamente figurar entre as melhores bandas do Coldwave nos anos 80.
Definir a sonoridade do Soror Dolorosa é fácil: pegue simplesmente tudo de mais genial que foi produzido pela Coldwave a 30 anos atrás e remonte numa única banda. A harmonia entre os músicos é um fator essencial em uma banda de post-punk, onde tradicionalmente os vocais sempre se destacam dando o feeling necessário à atmosfera cadenciada produzida pelo baixo sempre na cara, a guitarra de background e a bateria soturna. E os vocais de Andy Julia - que já tocou em nomes fortíssimos do Black Metal francês como Peste Noire, Mutillation, Nuit Noire e Celestia - não só seguram essa responsabilidade, como a abraçam maravilhosamente. O baixo de Hervé é competente em todos os sentidos, enquanto as guitarras (originalmente compostas pelo guitarrista da banda até o ano passado, Emey) se igualam em competência construíndo as atmosferas da sonoridade de forma perfeita, executadas pelo também baterista do grupo Franck Ligabue. Frank é em realidade o guitarrista original da banda, que em No More Heroes apenas comanda o instrumento durante as gravações, o posto atualmente é de cargo de Nicolas Mons, deixando Frank somente responsável pela bateria.
Em suma, Soror Dolorosa não é nada original, nem nada inovador, em nenhum mais remoto sentido. No entanto, nada disso é necessário pra que o Soror seja uma das melhores bandas da atualidade. A particularidade da banda talvez resida nos vocais de Andy e na incrível capacidade do grupo de soar oitentista em pleno século XXI e da forma mais absurdamente exitosa possível. Se eu já era um grande fã da banda desde seus primeiros lançamentos, em especial o debut da banda, Blind Scenes, este disco consolidou ainda mais minha paixão pelo grupo. Se você é fã de Gothic Rock, Post Punk e toda essa sonoridade do Darkwave/Coldwave dos anos 80, Soror Dolorosa e No Mores Heroes não são simplesmente recomendações essenciais, são obrigatórios.
Tracklist:
1. Silver Square (5:44)
2. Sound & Death (6:51)
3. Dany (6:01)
4. The Figure Of The Night (4:35)
5. Hologram (4:43)
6. Motherland (5:21)
7. Wormhole (5:54)
8. A Dead Yesterday (5:22)
9. Exodus (5:22)
Download:
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Blutengel - Discografia
Categories :
/Ariel C. . #Discografia . Dark Electro . Darkwave . Future Pop
País: Alemanha
Comentário: Apresenta-me um indivíduo que pire nessa bagaça de Dark Eletrônico que não goste/tenha gostado de Blutengel! Do mesmo modo, mostra-me um site de download de música dark que não tenha no mínimo um álbum da banda... É fato que todo mundo já achou/acha o Chris Pohl bonito, ou já pirou/pira nas performances que acontecem durante os shows. Até os mais “puros-sangues” possuem um passado que, em algum momento, envolveu Blutengel − que eu sei...
Não tem jeito: Blutengel é o pop, o feijão-com-arroz, o clichê
A banda foi fundada em 1998 pelo Chris Pohl, quem teve problemas contratuais com seu antigo grupo, o tal do “Seelenkrank”. Conquanto a banda, de algum modo, tenha permanecido uns bons sei-lá-quantos-anos com a mesma formação, esta mudou bastante. Logo no início, quando Blutengel ainda era um espermatozóide caminhando para vagina do mundo, a vocalista Nina Bendigkeit foi a primeira a pedir arrego em 2000. Depois vieram as duaszinhas do Tristesse de La Lune (Katie Roloff e Gini Martin, esta última que entrou para ficar no lugar de Nina) em 2001. Em 2004, foi a vez de Eva Pölzing pedir para sair (ela havia entrado no lugar de Gini). E por último, em 2010, Constance Rudert deixou a banda para se dedicar ao seu projeto
A palavra “Blutengel” significa Anjo de Sangue e a característica mais marcante da banda é o embasamento vampírico das músicas, das roupas e tudo mais. E ainda adotando a concepção de que o vampiro é um ser amaldiçoado que fez um pacto com o diabo (Lúcifer). No entanto, tal pacto é visto de forma positiva (imortalidade, beleza e força) e, a partir disto, persuasiva...
Deixe-nos mudar sua vida
Você só tem que fechar seus olhos
Você verá beleza e prazer
Isso é real ou só um sonho?
Feridas que sangram, almas sem vida
Dias se passaram e não voltam
Não há nada pra se arrepender
Noites inquietantes - um pesadelo vencerá
Olhos que queimam e lábios sangrentos
Pele tão branca, veja o fato:
Vida imortal, para sempre [...]
Beauty and Delight
A sonoridade de Blutengel permanece na escuridão, onde o mais dançante e alegre tende para uma festa ala Blade II. Há o abuso de duos femininos e sobrepujantes vocais masculinos (limpos), sobreposição vocal e sonora que por vezes, para no fim encontrarem a harmonia, estão em tempos diferentes. Desta forma, a construção musical de Blutengel está nos detalhes: são tonalidades vocais mais firmes, em determinado momento, ou a breve galhofagem-solo eletrônica ou teclados, e por aí vai.
Particularmente, Blutengel teve um papel catalisador e integrante de suma importância em minha vida, em dois momentos principais: Em meados de 2007, quando ouvi pela primeira vez a banda, da qual era “classificada” como EBM/Industrial, e vendo isto comecei a procurar mais sobre esses gêneros que, até então, desconhecia. E, no final de 2008, quando, na minha ânsia por mais álbuns da banda, acabei vindo parar aqui... O resto da história você já conhece!
Obs: Para quem já tentou, sabe que o difícil não é encontrar a discografia do Blutengel, e sim encontrá-la completa. Eu realmente pesquisei muito e me baseei no site da banda para chegar até aqui; porém, se estiver faltando algum álbum, é só falar que retorno às minhas pesquisas.
Artesia - Discografia
Categories :
/Ariel C. . #Discografia . Atmospheric Rock . Celtic Music . Darkwave . Ethereal
País: França
Comentário: Formada em 2001, Artesia – de cujo nome é inspirado no personagem Robert d’Artois, da saga medieval Reis Malditos do escritor Maurice Druon –; a princípio, era um projeto composto apenas por uma pessoa: Agathe, quem compôs e gravou a primeira demo da mesma, em 2003, intitulada L'éveil de l'âme. Contudo, pela má qualidade da mesma acabou não sendo distribuída. No mesmo ano, o projeto ganhou uma nova integrante: a violinista Gaëlle. Agora, ganhando moldes de banda, o duo lança outra demo em 2004, esta com relativa divulgação, intitulada L'aube Morne. No ano seguinte, é composto e gravado o primeiro álbum, Hilvern, o qual seria lançado em 2006. Após este lançamento, o grupo assina com a Prikosnovénie, esta a qual já é bem conhecidinha por nós, justamente por promover bandas que seguem a linha Ethereal e, diga-se de passagem, são lindas com potenciais absurdos!
Em 2007, lançam o álbum Chants D'automne, e em 2008, Gaëlle deixa a banda alegando motivos pessoais. Agathe continua com a banda compondo algumas músicas para o próximo disco e, posteriormente, recebe ajuda do guitarrista/percussionista Loïc, quem se tornaria membro oficial algum tempo depois, junto à entrada de mais um integrante: a violinista Coralie.
Devido ao fato da banda sempre ter sido composta por violinistas e predominância feminina, a sonoridade de Artesia é feérica, com vocais femininos doces, melancólicos e etéricos; e instrumentais acústicos, de percussão, além de choros de violino. E quando eu digo "choro" é porque esta sonoridade é excessivamente melancólica! A própria Agathe já afirmou que o som que Artesia faz é um Atmosférico Melancólico. Ouvir essa banda é embarcar em uma viagem de terras distantes que existiram (ou não) apenas no imaginário popular de sociedades extintas. Particularmente, quando escuto certas músicas de Artesia, de tanta dor musical, tenho a sensação de que esta é a trilha sonora para o momento em que o espírito deixa a matéria!
P.S.: Quem não souber por onde começar, pode seguir a ordem de lançamentos dos álbuns mesmo. Último post do ano; adeus 2012!...
Mantus - Wölfe
Categories :
/Ariel C. . #2012 . Darkwave . Gothic Metal
País: Alemanha
Ano: 2012
Comentário: Como muitos sabem, na Antiguidade, os romanos comumente absorviam a cultura dos povos que conquistavam em sua expansão territorial. Dentre esses povos, dois se destacaram em relação à formação cultural do povo romano: os gregos e os etruscos. Por sua vez, os etruscos até os dias atuais ainda possuem origens desconhecidas para nós; habitavam o norte da península itálica e muito contribuíram para paganismo romano, haja vista que vários deuses adorados pelos etruscos, passaram também a serem louvados pelos romanos.
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Tracklist:
01. Vertigo
02. Hoffnungslos Allein
03. In Den Krieg
04. Legenden
05. Baal
06. Durch Die Zeit
07. Mehr
08. Wölfe
09. Vielleicht Ist Es Liebe
10. Loki
11. Monster
12. Teufel
13. Trauermarsch
Download: Rapidshare // Outros Links
The Beauty of Gemina - Iscariot Blues
Categories :
/Ariel C. . #2012 . Darkwave . Gothic rock
País: Suíça
Ano: 2012
Comentário: Formada em 2006, The Beauty of Gemina traz Michael Sele no vocal/sintetizador, Mac Vinzens (bateria), David Vetsch (baixo), além Dennis Mungo como guitarrista de apoio nos shows. Sua historia começa quando a banda Nuuk termina, esta era a banda que Michael fazia parte. Pouco encontrei sobre Nuuk em si, mas dizem por aí que o som deles era uma mistura de The Cure e HIM. Se era mesmo, eu não sei, e em praticamente nada se reflete neste álbum o qual posto cá. Claro que devemos levar em consideração que Iscariot Blues é o último álbum lançado até agora por The Beauty of Gemina e antes dele, há três álbuns dos quais não me despertaram nenhum interesse – muito embora tenham capas lindíssimas. Ou seja, se há um acúmulo e herança advindos da primeira banda, estes já se dissiparam antes de Iscariot Blues.
The Beauty of Gemina é até bem famosa, já tocou no Wave-Gotik-Treffen
Com letras repetitivas – que fogem à forma clássica de verso-refrão – que falam de tristeza, solidão, dor e suicídio; a sonoridade de Iscariot Blues é crua com, no máximo, uma espécie de balada "Goth Blues" por conta da utilização demasiada de guitarras acústicas e synths que estão presentes e, no entanto, não me parecem relevantes. Os vocais são graves e embriagados que, por vezes, se arrastam e combinam perfeitamente não apenas com as músicas mas também com a própria beleza albina draculesca de Michael Sele. E quando se escuta Iscariot Blues, você está sujeito à transitoriedade das músicas que migram – ou brincam – entre um gênero e outro, entre o quase genuíno e o híbrido!
- Myspace // Site Oficial // Lastfm
Tracklist:
01. Voices Of Winter
02. Haddon Hall
03. Badlands
04. Golden Age
05. Stairs
06. Prophecy
07. Dark Revolution
08. June 2
09. Seven-Day Wonder
10. Last Night Home
Download: Mega
Initial Chaos - Median Of Life... Terminate The Process
País: Rússia
Ano: 2008
Comentário: Há tempos venho reparando nesta tênue linha que existe entre os gostos darks, e quando digo "dark" englobo também nossos primos distantes do Black Metal. Logo que eu conheci o Forba, ele me veio com uma teoria que, na época, eu achei um absurdo e, hoje, penso que é bem plausível: o Dark dos góóóthikus é muito próximo ao Dark dos bangers (Black Metal) e não apenas por trazer elementos sonoros similares, porém, sobretudo, pelos seus ouvintes. Quantas pessoas conhecemos que rasgam bíblias, queimam igrejas, fazem culto ao Varg, mas quando toca aquele Harsh EBM porradão ficam LOKA LOKA LOKA?! Eu conheço um monte, além de ter uma notória queda por BM! Então, para os mais céticos/puros-sangues que leram até aqui e já estão preparados para bombardear este post com argumentos contra, vejamos o caso de Initial Chaos...
Esse é um projeto formado em 2005, composto por três pessoas: Dagon'om, Hunter'om e Ogneslavom. Na verdade, não sei se ele ainda existe, pois as informações sobre este grupo são extremamente limitadas a pouquíssimos sites russos! Median of Life... Terminate the Process é o seu primeiro (e aparentemente o único) álbum e o qual recebeu apenas 500 cópias lançadas pela Cyberborea Records (uma gravadora de Black Metal).
Este álbum traz músicas cantadas – com vocais do tipo “matando um porco” versão abafado – e instrumentais – estas últimas que, conquanto não possuam vocais, não são enfadonhas, pelo contrário, elas muito contribuíram à atmosfera eletro, medonha e melancólica que o álbum possui! De maneira geral, a sonoridade do projeto é assim: Imagina o som de uma banda de Black Metal. Agora tira os instrumentos básicos (guitarra, bateria e baixo), joga uns synths e samplers em cima e, voilá, você terá Initial Chaos em sua forma mais crua! Claro, a sonoridade deste projeto é mais complexa, ela envolve uma versão light daquilo que os seguidores de Baphomet estão acostumados e, simultaneamente, mais dark do que os adorados de gárgulas costumam ouvir.
Por fim, acredito que Initial Chaos é o exemplo verossímil de que em terra que reina Black Metal e Industrial, quem tem uma banda com nome escrito de forma ilegível é rei!
P.S.: Darkwave Suicidal Black Metal é um gênero que criei para condizer com o post.
Tracklist:
01. Полночь
02. Медиана жизни… terminate the process
03. Eno Anoia
04. Сгнить под куском целлофана
05. Колыбельная для Лауры
06. Перекресток миров
07. Небо на вкус спазмами рвоты
08. Междустрочье
09. Хаос внутри
10. В сумерках города (Bonus Track)
11.Невозвращение (Instrumental - Bonus Track)
Download: Rapidshare // Outros Links
Violet Tears - Breeze of Solitude
País: Itália
Ano: 2007
Comentário: Violet Tears não pertence àquela categoria de bandas que se renovam ao passar dos anos, pelo contrário, este é um exemplo clássico do óbvio e da estagnação musical. Não mais que isso, traz consigo toda trevosidade clichê das bandas goth’s: frescurinhas de letras e desenhos bordados, além do roxo imponente junto ao preto melancólico nas capas de seus álbuns. De 1998 – seu ano de formação – até os dias atuais, pouco produziu e sobrevive com apenas três discos, lançados esparsamente ao longo do tempo e dos quais são retilíneos, sem muita diferença sonora de um para outro.
Eu diria que neste álbum, o qual posto cá, quem canta são os instrumentos e quem toca são os vocais... Vocais femininos graves, grudentos, frenéticos, que beiram a angústia a tal ponto de mandarem para o inferno a sutileza do Ethereal! Para alguns será uma sonoridade fácil, gostosa e simplória. Para mim, foi algo que me desceu rasgando... Um som difícil de ouvir e que eu me questionava: “Por que diabos estou ouvindo isso?!”. Quiçá, Violet Tears seja aquele tipo de banda que te conquista lentamente a partir do momento que você a rejeita.
- MySpace || Site Oficial || Last.Fm
Tracklist:
01. Rising Tide
02. Doubt
03. Eternal Illusion
04. Homecoming
05. Waves Of Loneliness
06. The Long Years
07. Velvet Moon
08. Dimenticati
09. Drowned
Download: FreakShare || HotFile || Outros Links
Heimataerde - Gottgleich
Categories :
/Ariel C. . #2012 . Dark Electro . Darkwave . Industrial . Techno
País: Alemanha
Ano: 2012
Tracklist:
CD 1:
01. Der Weg
02. Templerblut
03. Diese Nacht
04. Zwischen Den Sternen
05. Agnus Dei
06. Wacht Auf
07. God Rest Ye Merry Gentlemen
08. Tief In Dir
09. Outremer
10. Dein Opfer
11. Pilgerlied
12. Al Naharot Bavel
13. Allein
14. Leise Fliesst Der Ebro
CD 2:
01. Die Suche
02. Schlechte Nachrichten
03. Alagons Kastell
04. Nachttraum
05. Das Wiedersehen
06. Escatron
07. Der Feind
08. Die Kirche
09. Das Gefecht
10. Die Gabe
11. Zebaoth
12. Aufbruch
Download: BayFiles || FreakShare || Outros Links
oOoOO - Our Love Is Hurting Us EP
Categories :
/MarcosAlves . #2012 . Ambient . Dark Ambient . Darkwave . Post-Industrial . Shoegaze . Synthpop . Trip-Hop . Witch House
País: Estados Unidos
Ano: 2012
Comentário: Projeto de Chris Dexter Greenspan, oOoOO (cuja pronuncia correta é "oh") é uma daquelas bandas que foi incluída naquilo que o Pithcfork Media definiu como Witch House. O primeiro lançamento foi o EP CD-R de 2010, e de lá pra cá a banda vem ganhando reconhecimento, chegando a ser convidada para fazer remixes para bandas como The Big Pink, Him e Marina & The Diamonds.
Our Love Is Hurting Us, assim como os lançamentos anteriores do oOoOO, traz uma sucessão de músicas bem viajadas, com um ritmo envolvente e batidas que remetem ao Trip Hop. A música que abre esse Ep, "TryTry", destoa um pouco do resto do EP, em seguida "Springs", que é um dos maiores destaques desse lançamento, vem carregada de elementos do Tri Hop, como citado anteriormente, bem como a subsequente "Starr", que traz um vocal bem arrastado. "Break Yr Heart" é a música mais "acessível" desse EP, que fecha com o vocal infantil da ótima "NoWayBack".
Tracklist:
1. TryTry
2. Springs
3. Starr
4. Break Yr Heart
5. NoWayBack
2Shared // BayFiles // DepositFiles // ZippyShare // MegaShare // Badongo














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