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domingo, 14 de dezembro de 2014
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Friends of Alice Ivy - The Golden Cage And Its Mirrored Maze

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Gênero: Darkwave, Ethereal, Neoclassical
País: Australia
Ano: 2014

Comentário: E cá estou eu trazendo justiça a um dos discos que não pude colocar no Top 2014. Friends of Alice Ivy passou perto, todavia infelizmente não tive tempo suficiente de absorver a beleza estética Steampunk em forma de romance e sonoridade de The Golden Cage And Its Mirrored Maze – muito embora eu saiba que não teria onde alocá-lo. De qualquer forma, 2014 não pode acabar sem mais esta citação.

Formada em 2007, pela vocalista Kylie e o músico Amps, os mesmos vinham de uma banda chamada Ostia, nos anos 90. Também seguindo a linha Ethereal/Darkwave. Contudo, passado tempo e amadurecimento, Kylie e Amps se juntaram para formar suas próprias canções que figuram curiosamente entre os gostos por Cocteau Twins e Dead Can Dance.

De um lado temos a delicadeza dos celestiais vocais de Kylie: doces, agudos, longínquos e oníricos. Do outro, o instrumental de Amps é minimalista, psicodélico e que decorre a seu tempo. Para mim, The Golden Cage And Its Mirrored Maze é uma viagem solitária, em tons quentes e irreiais de neon que deve ser concebida na totalidade (dificilmente após ouvir a primeira música, você irá querer parar). Este disco corre uniforme, mas igualmente em evidência de sua qualidade.

Site Oficial - Facebook - Lastfm - Spotify

Tracklist:
01. The Aerial Mariners
02. Song of Lyra
03. Miranda
04. False Fox
05. The Sky of the Bright Unfoldings
06. Igraine
07. Oars Under Glass
08. Song of the Willows

sábado, 7 de dezembro de 2013
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Corde Oblique - Per Le Strade Ripetute

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Gênero: Neofolk, Ethereal, Neoclassical
País: Itália
Ano: 2013

Comentário: Não tem jeito, Corde Oblique é o tipo de banda com músicas sonoramente homogêneas – aquelas que não adianta você esperar inovações mirabolantes, pois estas não virão. As músicas são "semelhantes" e, assim, um álbum se emenda ao outro no tempo. Mesmo Per Le Strade Ripetute sendo seu quinto álbum, as músicas dele não diferem tanto daquelas produzidas nesses oito anos de existência. Algo que para mim não interfere nem um pouco na magnitude e paixão pelo trabalho de Riccardo Prencipe.

Contudo, este álbum o qual posto cá é abusivo quanto à sua identidade – delineada e subjetiva. Para quem ouve pela primeira vez, é inegável que a voz dulcícola de Floriana Cangiano (vocalista mais evidente nesta obra) soa, em um primeiro momento, meio Laura-Pausiniana. A cantora abre o álbum declamando os primeiros versos de Averno (faixa 1), após 20 segundos dramáticos de violino e violão. Este drama figurará o encerramento do full-length, quase da mesma maneira: entre choros graves de violinos que correm rápido, silenciam e se esvaem para dar lugar a uma lamentação singela, fugaz e surpresa de violão nos minutos finais de Uroboro (faixa 11).

Enquanto já partimos de Averno e não chegamos em Uroboro, passaremos por Saramago; pelas metamorfoses inexoráveis do ser humano e sua constante procura pela felicidade/paz; pela gravação natural dentro de um templo "fantasma" próximo a Nápoles (Itália) de Riccardo e seu violão (vídeo); por uma declamação atmosférica de hino à deusa Hera; entre outras surpresas que chegam e partem nos levando para o fim do álbum – além de uma interpretação lindíssima em cordas de Requiem for a Dream. Ressalto eufórica que Per Le Strade Ripetute é um – quiçá, O – álbum mais encorpado, de músicas e tons mais intensos em um turbilhão de provocações sonoras que permeiam o clássico e o acústico!

P.S.: Vale lembrar que tem a discografia de Corde Oblique no blog → aqui.

[ Site / Lastfm / Myspace / Facebook ]

Tracklist:
01. Averno
02. Il Viaggio di Saramago
03. My Pure Amethyst
04. In the Temple of Echo
05. Bambina d’Oro
06. Heraion
07. Due Melodie
08. Le Fontane di Caserta
09. Requiem for a Dream
10. Ali Bianche
11. Uroboro

[ Mega ]


sexta-feira, 13 de setembro de 2013
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Irfan - Seraphim

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Gênero: Ethereal, World Music, Experimental
País: Bulgária
Ano: 2007

Comentário: Um dia eu ainda me visto de dançarina do ventre e saio dançando essas músicas por aí! Claro, Irfan não é uma banda propriamente de música folclórica árabe dessas que figuram as mil e uma noites, apesar de falar sobre e sofrer influência! De qualquer forma, esta é mais uma pupila de nossa velha conhecida Prikosnovénie – famosa gravadora independente de Ethereal que lançou obras de Artesia, Caprice, Δαιμόνια Νύμφη (Daemonia Nymphe), Flëur, Les Secrets de Morphée, entre outros. E, do mesmo modo, Irfan não é tããão inédita para o blog assim, haja vista que apareceu na Coletânea de World Music do Matheus Henrique (ironicamente com a mesma música que deixarei em destaque vagabundo!).

Formada em 2001, Irfan traz musicistas que já pertenciam ao cenário da música tradicional local e proviam de bandas como Isihia, Om e Zarathustra. O nome vem de um signo utilizado no Sufismo – uma das correntes do Islão – que vem do árabe/persa e pode ser traduzido como “gnosis”, “conhecimento místico” ou “revelação”. Antes de Seraphim, o grupo possui apenas um álbum, cujo nome é o mesmo da banda e fora lançado em 2003.

As músicas de Irfan, além de sofrerem influência, falam sobre o folclore e música sagrada que permeiam as regiões/povos da Bulgária, Bálcãs, Pérsia, Caucásia, Oriente Médio e África do Norte, bem como a música medieval europeia e bizantina. Para quem não sabe, Hagia Sophia – a música em destaque – ou Santa Sofia é o nome de uma igreja construída em 532-537, em Constantinopla (capital do Império Bizantino), erguida em homenagem à segunda pessoa da Santíssima Trindade; Sophia vem de “sabedoria” e seu nome completo pode ser concebido como “Igreja da Santa Sabedoria de Deus”.

A construção instrumental é baseada em percussão tradicional medieval, violão de sete cordas, viola de gamba, darbuka, daf, bendir, oud, saz, santoor, duduk, entre outros instrumentos tradicionais, principalmente oriundos da Índia. Uma curiosidade sobre Irfan é que esta banda ficou famosa por conta dos vocais etéreos masculinos, dos quais sempre surgem em contraponto e em segundo plano aos místicos vocais femininos de Denitza Seraphimova.

P.S.: Recomendo também a faixa nº 05, "Fei".


Tracklist:
01. Simurgh
02. Invocatio
03. Hagia Sophia
04. Vernal Garden
05. Fei
06. Los Ojos De La Mora
07. Star Of The Winds (Khaukab Al Hawwa)
08. Invocatio II
09. Return To Outremer

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terça-feira, 25 de junho de 2013
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Deleyaman - Second

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Gênero: Ethereal, Experimental, World Music, Darkwave
País: EUA/França
Ano: 2003

Comentário: Começarei este post como Second se inicia: pelo fim! Então, se eu pudesse resumir em uma frase – que na verdade é uma junção de palavras – o que o álbum é, contém e proporciona, talvez, essa seria: “Dolorosamente sedutor”. Deleyaman não é uma banda muito famosa e, para um conhecedor voraz do assunto, quiçá seja uma dessas que fazem mais do mesmo, afinal, o Ethereal é bem “esteticamente simplório", apesar de profundo. Mas, o que importa não é o que se faz e sim como se faz!

Deleyaman foi formada em 2000 pelo multi-instrumentista Aret Madilian – quem é armênio, mas residia nos Estados Unidos e depois se mudou para França –, Gerard Madilian e Beatrice Valantin. O primeiro álbum, intitulado “00/1” e gravado em 2001, fora feito de maneira caseira e amadora em uma espécie de “home Studio”, e não chegara sequer a ter expressão no cenário underground francês. Cantado predominantemente por Aret, enquanto Beatrice atuava nos backing vocals; falava das obras poéticas antigas dos trovadores armênios. Gerard, por sua vez, assumiu um instrumento antigo chamado “duduk” – é um instrumento de sopro que tem mais ou menos 3.000 anos de idade –; e junto aos sintetizadores, guitarras sampleadas, baixo e percussão feitos por Aret, esta fora basicamente a construção sonora de “00/1” e o primeiro passo para o Second.

Lançado dois anos após o primeiro, Second parece ter sido a continuação triste de 00/1 – bem como o álbum sucedente, o “3”, é mais triste ainda. Então, posso dizer que Second é na verdade um meio termo entre o mais experimental (“00/1”) e o mais triste (“3”). Traz uma pegada meio oriental e os vocais de Aret são muito sedutores, tais quais são lamuriosos os de Beatrice – este álbum marca a atuação de Beatrice como vocal e divisão deste em duetos com Aret. A construção instrumental permanece basicamente a mesma do primeiro, embora em Second já conste a presença da baterista Maria Bjorlingsson, quem divide outros instrumentos estranhos com Gerard e Aret, como o saz (?), oud (??) e def/daf persa (??).

Second é um álbum ao contrário: ele começa triste (com a faixa “Sparrow”) e termina alegre (com a faixa instrumental “Dice”). Suas músicas são cantadas em outros idiomas além do armênio e inglês, como sueco; e vão muito além dos gêneros musicais descritos logo no início do post! De uma maneira geral, é muito difícil categorizar as músicas/álbuns de Deleyaman – principalmente depois que a banda assinou com a gravadora Equilibrium Music e lançaram mais dois álbuns e, recentemente, um single. Então, eu posso dizer que neste mesmo álbum tem algo de Neoclassical, Dark Ambient, New Age e sei lá mais o quê!

P.S.: Destaque para faixa 04, "Ambi Metch".

Site Oficial || Lastfm || Facebook || Bandcamp

Tracklist:
01. Sparrow
02. The Door
03. Îken
04. Ambi Metch
05. Battlefield
06. Lei Lei
07. Yana
08. 5th Day
09. Black Rainbow
10. Arev
11. Dice

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
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Artesia - Discografia

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Gênero: Ethereal, Darkwave, Atmospheric, Celta
País: França

Comentário: Formada em 2001, Artesia – de cujo nome é inspirado no personagem Robert d’Artois, da saga medieval Reis Malditos do escritor Maurice Druon –; a princípio, era um projeto composto apenas por uma pessoa: Agathe, quem compôs e gravou a primeira demo da mesma, em 2003, intitulada L'éveil de l'âme. Contudo, pela má qualidade da mesma acabou não sendo distribuída. No mesmo ano, o projeto ganhou uma nova integrante: a violinista Gaëlle. Agora, ganhando moldes de banda, o duo lança outra demo em 2004, esta com relativa divulgação, intitulada L'aube Morne. No ano seguinte, é composto e gravado o primeiro álbum, Hilvern, o qual seria lançado em 2006. Após este lançamento, o grupo assina com a Prikosnovénie, esta a qual já é bem conhecidinha por nós, justamente por promover bandas que seguem a linha Ethereal e, diga-se de passagem, são lindas com potenciais absurdos!

Em 2007, lançam o álbum Chants D'automne, e em 2008, Gaëlle deixa a banda alegando motivos pessoais. Agathe continua com a banda compondo algumas músicas para o próximo disco e, posteriormente, recebe ajuda do guitarrista/percussionista Loïc, quem se tornaria membro oficial algum tempo depois, junto à entrada de mais um integrante: a violinista Coralie.

Devido ao fato da banda sempre ter sido composta por violinistas e predominância feminina, a sonoridade de Artesia é feérica, com vocais femininos doces, melancólicos e etéricos; e instrumentais acústicos, de percussão, além de choros de violino. E quando eu digo "choro" é porque esta sonoridade é excessivamente melancólica! A própria Agathe já afirmou que o som que Artesia faz é um Atmosférico Melancólico. Ouvir essa banda é embarcar em uma viagem de terras distantes que existiram (ou não) apenas no imaginário popular de sociedades extintas. Particularmente, quando escuto certas músicas de Artesia, de tanta dor musical, tenho a sensação de que esta é a trilha sonora para o momento em que o espírito deixa a matéria!

P.S.: Quem não souber por onde começar, pode seguir a ordem de lançamentos dos álbuns mesmo. Último post do ano; adeus 2012!... 2013, vem nimim!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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Havnatt - Havdøgn (EP)

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Gênero: Dark Folk, Neofolk, Folk, Ambient, Ethereal
País: Noruega
Ano: 2012

Comentário:
Havnatt é um duo norueguês composto por Cecilie Langlie nos vocais e Tom Simonsen nos violões. Infelizmente, as informações que consegui achar sobre a banda são bem poucas, mas isso não a torna menos atraente. Vamos, então, ao que consegui...

Ambos os integrantes da banda também possuem, ao que parece, outros projetos musicais, tais como Skumring, Omit and Vagrant God. Porém, foquemos em Havnatt, um projeto que surgiu em 2006. O propósito inicial do duo era "musicalizar" alguns poemas de Tormod Skagestad, um poeta, dramaturgo e ator norueguês. As três primeiras faixas deste EP, a saber, Myrulla, Havnatt and Prammen são estes poemas, que fazem parte de um livro chamado Havdøgn, que é o título que leva este EP e que é, na realidade, uma coleção de poemas deste autor. Curioso é que, segundo informações colhidas, a própria família do falecido poeta é quem estaria interessada na musicalização de suas obras.

Esteticamente, é um EP calmo... calmíssimo, eu diria! As músicas são belas passagens de violão, tocadas de forma simples e sem muitas firulas, aliadas a um vocal feminino doce e suave que canta em norueguês e que você pode não fazer a mínima idéia do que ela está falando, mas com certeza ao menos tenta se convencer de que algo muito lindo e poético deve ser (é, eu não achei as letras). O estilo é comumente chamado de Dark Folk, embora eu não tenha visto nada de muito sombrio. Apesar disso, a capa do álbum foi bem escolhida, pois é a paisagem perfeita para embalar a mente se ouvir Havnatt. Você pode ouvir o álbum inteiro seguido, que dura pouco menos que meia hora, e acreditar que, na realidade, ouviu apenas uma música, uma bela e grande música, pois há poucas variações. Apenas a última faixa, Jernbaneskinnur Søv Gjennom Landet possui umas pequenas passagens de piano.

Havnatt participou, em 2009, da compilação de Neofolk intitulada "Whom the Moon a Nightsong Sings" na qual participaram nomes de peso com Les Discrets, Ulver e Empyrium e a qual eu também pretendo qualquer dia postar aqui. Aqui no pignes, também já foi postada uma banda de estilo muito parecido e que também participou da coletânea, a saber Ainulindalë, então se você curtiu essa banda, com certeza irá se deliciar ao som doce e triste de Havnatt.



Tracklist:

01. Myrulla - 6:22
02. Havnatt - 3:33
03. Prammen - 7:10
04. Han Som Skyggar Meg - 4:42
05. Jernbaneskinnur Søv Gjennom Landet - 7:29


Download:

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domingo, 30 de setembro de 2012
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Caprice - Discografia

12 comentários
Gênero: Neoclassical, Baroque, Ethereal, Neofolk
País: Rússia

Comentário: Esses tempos tenho apelado para o Last.fm para conhecer bandas, já que me falta o tempo para visitar os meus compartimentos secretos nesta imensidão suja cibernética. A ironia é que todo mundo já fazia isso e eu só descobri agora! Enfim, Caprice é outro fruto desta minha vida de desbravadora em terras lastiéfeminianas!

Formado em 1996 e liderado pelo pianista/compositor Anton Brejestovski, esse grupo é outro pupilo da Prikosnovénie, gravadora já conhecida pela sua quedinha por bandas que fazem a linha Ethereal Feérico. Contudo, até 2001 – ano que assinaram com a mesma – os tempos eram outros... No mesmo ano de formação, lançaram seu primeiro álbum intitulado Зеркало (Mirror) e o qual é cantado em russo. Esse álbum fala do fim da vida, da morte e da vida após a morte. E nele é perceptível a influência do Rock Progressivo e até mesmo um certo experimentalismo em algumas passagens de certas músicas. Contudo, a Prikosnovénie veio e as ideias do grupo mudaram junto à gravadora. Eles começaram a se interessar por fadas e elfos; e junto aos vocais doces e agudos – por vezes líricos – de Inna Brejestovskaya e ao idioma Laoris – este criado pelo próprio grupo como a representação da língua que as fadas provavelmente falariam – é a marca do grupo. Possuem uma típica sonoridade acústica clássica, com a utilização de violino, harpas, flauta, clarinete, violoncelo, etc, além de piano e uns synths muito sutis.

Após o contrato com a gravadora, Anton passou a abordar outros temas como a poesia de William Blake e o universo épico de Tolkien, além de escrever as letras em outros idiomas além do russo, como alemão, inglês e o próprio laoris; possivelmente em uma tentativa de ir mais longe do meio musical de onde já viviam no leste europeu. A grande ironia é que Caprice, para nós que vivemos no Ocidente, chegou apenas com sua trilogia das músicas das fadas: Elvenmusic 1, 2 e 3. Estes álbuns são cantados principalmente em laoris e simbolizam as músicas das fadas, mas também são cantados em outros idiomas como o inglês na faixa Faeries Stole Bridget (Elvenmusic 3), pois esta seria o mundo das fadas na percepção humana. Indubitavelmente esta trilogia é a mais famosa do grupo, a que mais encontramos em sites brasileiros e, mesmo tão conhecidos por nós, ainda há uma grande lacuna nas informações disponíveis por aí!

Obs 1: Antes que uma certa pessoinha venha me perguntar qual álbum baixar primeiro, sugiro a seguinte ordem: baixe primeiro a trilogia (se não gostar de Elvenmusic 1 nem continue escutando os outros álbuns de Caprice!), depois passe para o álbum Зеркало. Depois escute qualquer outro álbum desde que não seja o Kywitt! Kywitt!, este possue uma sonoridade mais "densa" o que o torna sutilmente diferente dos demais e, portanto, deveria ser escutado por último.

Obs 2: Normalmente eu não coloco as imagens dos encartes dos álbuns, mas o encarte (covers) do Ginderwodan Part I é tão bonito que abri uma exceção!

Obs 3 (e mais importante): Este post marca a minha utilização do Narod como servidor “âncora”. Este é um servidor russo que atuará em meus posts mais ou menos como o Megaupload fazia. Ele é bem fácil de usar, mas de todo modo elaborei uma “tutorial” que está disponível na nossa barra de Informações: Como usar o narod em 3 passos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012
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Your Schizophrenia - [c]нежное одиночество (Demo)

2 comentários
Gênero: Dark Ambient, Ethereal, Instrumental
País: Rússia
Ano: 2010

Comentário: Um álbum breve de uma artista marcante; da série Conheci pelo Lastfm, e de cujas músicas estão quase todas lá, disponíveis para download em baixa qualidade, é verdade, e, contudo, ainda te impulsionam a procurar cada vez mais, a ir aos sites mais recônditos e duvidosos deste espaço cibernético para procurar o mínimo que seja sobre esta artista, quando tudo o que você precisava saber já estava lá!

Natalia Drepina é a estranha moça por trás de Your Schizophrenia: um projeto solo que sobrevive na internet e vai além da arte em forma de música, pois entrelaça as estranhas e solitárias notas das músicas em fotografias que, de um jeito ou de outro, parecem complementá-las. Uma demo predominantemente instrumental, com um som (literal) de coração pulsante, do vento que sopra, do violino que chora enquanto as notas de piano lamentam, de uma poesia recitada sobre dissonância e uma angustiante música que é cantada com vocais sussurrados, quase infantis, perto de seu final.

Tracklist:
01. Winter Entry
02. The Morning
03. Winter Requiem
04. Interrupt
05. Snow Of My Dreams

Download: Mediafire // Rapidshare // Outros Links

terça-feira, 4 de setembro de 2012
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Violet Tears - Breeze of Solitude

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Gênero: Darkwave, Ethereal
País: Itália
Ano: 2007

Comentário: Violet Tears não pertence àquela categoria de bandas que se renovam ao passar dos anos, pelo contrário, este é um exemplo clássico do óbvio e da estagnação musical. Não mais que isso, traz consigo toda trevosidade clichê das bandas goth’s: frescurinhas de letras e desenhos bordados, além do roxo imponente junto ao preto melancólico nas capas de seus álbuns. De 1998 – seu ano de formação – até os dias atuais, pouco produziu e sobrevive com apenas três discos, lançados esparsamente ao longo do tempo e dos quais são retilíneos, sem muita diferença sonora de um para outro.

Eu diria que neste álbum, o qual posto cá, quem canta são os instrumentos e quem toca são os vocais... Vocais femininos graves, grudentos, frenéticos, que beiram a angústia a tal ponto de mandarem para o inferno a sutileza do Ethereal! Para alguns será uma sonoridade fácil, gostosa e simplória. Para mim, foi algo que me desceu rasgando... Um som difícil de ouvir e que eu me questionava: “Por que diabos estou ouvindo isso?!”. Quiçá, Violet Tears seja aquele tipo de banda que te conquista lentamente a partir do momento que você a rejeita.

Tracklist:
01. Rising Tide
02. Doubt
03. Eternal Illusion
04. Homecoming
05. Waves Of Loneliness
06. The Long Years
07. Velvet Moon
08. Dimenticati
09. Drowned

Download: FreakShare || HotFile || Outros Links

sábado, 16 de junho de 2012
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Trees of Eternity - Demo [2009]

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Gênero: Atmospheric Doom Metal, Melancholic, Downtempo Metal
País: Finlândia/Suécia
Ano: 2009

Comentário:

O Doom Metal é um gênero que tem sido laboratório de várias experimentações, e algumas dessas experimentações já se tornaram marca registrada de inúmeras bandas. Porém, nesse cenário que pode parecer um tanto saturado, sempre há coisas novas e fresquinhas surgindo.

Trees of Eternity executa uma espécie doom metal atmosférico, ou, como a dupla preferiu descrever-se em seu facebook: "The project can be described as down-tempo, doom/death inspired melancholia with ghostly female vocals.". De fato, down-tempo é um termo interessante para designar as músicas compostas e executadas aqui, pois o som é bastante arrastado, apesar de não ter, exatamente, muito a ver com a outra ramificação do Doom Metal, o Funeral Doom.

Não posso, porém, deixar passar a informação de que a banda é composta por Juha Raivio, guitarrista da já consolidada banda de Death/Doom Metal Swallow the Sun, e, também, pela magnífica cantora e compositora Aleah (a qual em seus projetos solo executa um Dark Ambient muito bem feito), que já havia feito participação junto à banda Swallow the Sun, no álbum New Moon. Na realidade, o vocal de Aleah é a alma de Trees of Eternity. Aqui encontramos um vocal suave, sussurrante, fantasmagórico, angelical. É impressionante como a voz desta jovem sul-africana naturalizada sueca parece casar de forma surreal nas quatro músicas que ouvimos. O som é, na maioria das vezes, arrastado e lento, porém, há peso quando se faz necessário. Tudo, entretanto, é pensado de maneira a deixar o som equilibrado em sua temática etérea.

Esta demo é composta por quatro músicas, porém, segundo informações obtidas na página do facebook da banda, um álbum full-length está sendo trabalhado e contará com mais três integrantes, os quais nós, mortais, não sabemos quem são, pois estão mantidos sob sigilo, além de músicos convidados aclamados (ui!). Por enquanto, este é todo o material disponível da banda.

MySpace//LastFm//Facebook

Tracklist:

01. A Million Tears - 7:19
02. Black Ocean - 7:19
03. My Requiem - 5:59
04. Sinking Ships - 3:39


Links: [DepositFiles] [BayFiles] [Badongo]


quarta-feira, 11 de abril de 2012
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Clan of Xymox - Notes From the Underground

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Gênero: Eletro-Goth/Darkwave
Ano: 2001
País: Holanda

Comentários: Não conheço muito do trabalho de Dostoyevsky para poder afirmar se o título do álbum tem algo a ver com a obra do romancista, mas de qualquer forma, Notes From the Underground é um trabalho que chama a atenção: precedido pelo excelente CREATURES, é um lançamento que se destaca pela sua sonoridade em particular; músicas mais melancólicas e etéreas, que casam perfeitamente com o vocal grave de Ronny Moorings, e as batidas eletrônicas que remetem a um eletro com mais influências de Industrial (o que se tornou bem mais notável nos lançamentos que se seguiram).

O ponto alto do álbum são os teclados muito bem colocados, dando um toque bastante etéreo às canções (e que aparecem bem escancarados na música que eu considero como sendo a melhor do álbum, Something Wrong). Esse tipo de som nos remete diretamente a bandas de Shoegaze e Ethereal no que diz respeito à atmosfera criada pelos efeitos dos teclados e guitarras. E, claro, o que não poderia faltar: o baixo de Mojca Zugna que, apesar de não aparecer tanto como é de costume nesse estilo, mantém a base das músicas enquanto os teclados se apoiam nas melodias principais (ressaltando como o álbum é voltado para os teclados).

As músicas mais etéreas são as que mais se destacam: Something Wrong é uma canção com melodias cativantes e envolventes- essa última característica é a que mais salta à vista. Internal Darkness chama a atenção com uma melodia tétrica e a voz grave de Moorings, que se combinam para dar coesão ao contexto da letra. Into Her Web é uma ''balada'' sem percussão e distorção, movida a pianos e ao acústico das guitarras (esta canção é a que, talvez, mais nos remete ao Shoegaze/ Ethereal). E por fim, Number One, que destila elegância com seus riffs viciantes.

Myspace//LastFM

Tracklist:

1 Innocent 5:51
2 I Want You 5:21

3 Internal Darkness 5:13
4 At Your Mercy 6:48
5 Anguish 8:55
6 Number One 5:38
7 Into Her Web 2:55
8 The Bitter Sweet 5:15
9 Liberty 5:58
10 Something Wrong 7:18
11 Mysterium 2:44
12 The Same Dream 4:22

Rapidshare//Mediafire


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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Δαιμόνια Νύμφη (Daemonia Nymphe) - Discografia

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Gênero: Música da Grécia Antiga (Neofolk, Neoclássico, Ethereal)
País: Grécia

Comentário: E quem melhor para falar sobre os gregos e suas raízes mitológicas do que os próprios gregos?! É fato que o berço da civilização em parte se encontra naquelas longínquas terras, de povos e formas de arte milenares. Quiçá, refletindo a respeito disso e na complexa Mitologia Grega, Δαιμόνια Νύμφηnasceu em 1994 com o intuito de resgatar suas raízes musicais. E em seu percurso de gravações e lançamentos estrangeiros, traduziram seu nome para aquela nossa velha, conhecida e maldita língua “mundial” da qual não me canso de dizer o quão a desprezo: o Inglês. Então, Δαιμόνια Νύμφη passou a ser Daemonia Nymphe e, consequentemente, suas músicas também ganharam traduções. E, mais que isso, tais traduções permearam o cenário mundial sobrepujantemente aos nomes originais, de modo a quase apagá-los. Tanto é que só consegui encontrar os nomes originais das músicas de apenas um dos álbuns!

Assinaram com selos alemães independentes e, posteriormente, como “decolagem” da banda veio o contrato com a NADA famosa e renomada gravadora francesa Prikosnovenie. Chegaram a lançar dois EP’s antes do primeiro álbum vir, de cujo título deste carrega o próprio nome da banda, quais sejam: Ο Βακχικός Χορός Των Νυμφών (The Bacchic Dance of the Nymphs), lançado em 1998; e Τυρβασία (Tyrvasia), lançado em 1999. Estes dois EP’s foram compilados, posteriormente, e lançados em apenas um álbum, em 2004, este último que viria a ser o segundo álbum da banda. Em 2007, lançaram seu terceiro álbum e, ano passado, lançaram um DVD.

Sua música essencialmente é tida como Música da Grécia Antiga ou Folk Pagão, onde os músicos utilizam instrumentos bem antigos feitos por Nicholas Brass exclusivamente para a banda − como lira, barbitos, krotalas (este geralmente era tocado por mulheres dançarinas) e flautas-duplas − com instrumentos contemporâneos. São compostos por 3 mulheres musicistas das quais encarnam o papel de ninfas e 3 músicos homens de base instrumental e vocal.

As letras das músicas são baseadas em rituais de celebração e hinos órficos e homéricos, além de poemas de Safo para Zeus e Hécate. São geralmente cantadas como gritos de guerras distantes pelos vocais masculinos e/ou em tons de festejos ou lamúrias pelos vocais femininos, e por vezes são declamadas ao invés de cantadas; sempre fazendo esse contraste do grave masculino com o etérico feminino, com ares dramáticos, épicos ou de sedução festiva. No palco, também procuram encenar aquilo que cantam, criando atmosferas, utilizando-se de máscaras e vestimentas antigas para isto.

Por fim, acredito que é aqui onde o Ignes assume o papel de difusor de cultura musical. Δαιμόνια Νύμφη é uma viagem no tempo, uma recriação de histórias contadas ao longo dos séculos, um resgate mais que autêntico de uma manifestação cultural que atinge a nós mesmos dos quais estamos tão distantes, conquanto não entendamos nada e nem saibamos pronunciar o nome desta banda, acho válida a tentativa dela de expor para o mundo suas raízes, do mesmo modo acho válida a nossa em apreciar o que esses músicos fazem.

Myspace // Last.fm 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011
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Flëur - Эйфория

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Gênero: Folk, Dream Pop, Neoclássico, Ethereal e sei lá mais o quê!
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Um grupo musical com dois membros principais e influências absurdamente indefinidas quanto a sua sonoridade, este é Flëur. Formado em 2000 por Olga Pulatova e Olena Voinarovski, estas são as duas únicas musicistas pertencentes de fato a este grupo, também são as autoras das músicas, conquanto, com o passar do tempo, os outros integrantes já vêem participando da construção sonora, as letras ainda são escritas exclusivamente pelas duas fundadoras.

Flëur me lembra um pouco Kent no quesito popularidade, pois não é um grupo tão conhecido mundialmente, porém, bem famoso na Rússia e Ucrânia. Assinou com a Prikosnovenie logo em seu primeiro álbum e alguns lançamentos posteriores, alguns deles lançados primeiramente na França e com o título traduzido para inglês, muito embora as letras de Flëur até hoje sejam cantadas em russo (olha que coisa linda!).

Quiçá, a maior curiosidade a respeito deste grupo é a incapacidade de se definir um gênero musical que o mesmo segue. Há quem diga que seus primeiros álbuns tendiam para o Ethereal/Neoclássico. O grupo chegou até a criar um termo chamado “cardiowave” para se encaixarem em algo, todavia, este virou mesmo foi o nome de uma gravadora independente! Atualmente, Flëur tende para o Dream Pop, por conta da Prikosnovenie que os associou sonoramente a bandas como Cocteau Twins.

O fato é que em Эйфория a confusão sonora e indefinida é ABSURDA (Sim, escrito com letras em caixa alta e tudo!). Nele você pode encontrar desde um Folk Neoclassista, com direito a bucólicas flautas, a algo mais Soul e eu até posso jurar que há uma certa influência de Bossa Nova em algumas músicas. Enfim, é difícil dizer o que se esperar de Эйфория, apenas que é um álbum inconstante, indeciso, com um nome e cantado em um idioma estranho com sutilezas nobres de instrumentos eruditos e de percussão! (E eu já adianto que a música que coloquei em destaque definitivamente não explicita o que esse álbum traz).

Tracklist:
01. Интро
02. Волна
03. Отречение
04. Новое матное слово
05. Исполинские чёрные грифы
06. Тёплые коты
07. Эйфория
08. Никто не должен прийти
09. Два облака
10. Ресница
11. ...и Солнце встает над руинами
12. Река времён
13. Коралловые небеса
14. Мечты
15. Мы никогда не умрём

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
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Anathema - Falling Deeper

0 comentários

Gênero: Progressive Rock / Symphonic Rock / Ethereal
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: Falling Deeper não é exatamente um novo trabalho dos irmãos Cavanagh e seus amigos. O álbum é uma coletânea de re-leituras orquestradas de músicas do começo dark/doom da carreira da banda.
Basicamente, o que o Anathema produziu neste lançamento foi, capturar algumas das melhores músicas de sua época mais true e impregnaram-nas com a essência do Anathema contemporâneo: belas orquestrações, melodias majestosas e, por muitas vezes, etéreas.

As músicas originais estão todas presentes nos álbums Serenades e The Silent Enigma e nos EPs Crestfallen e Pentecost III. Elas são, em grande parte, instrumentais, com leves adições de arranjos vocais, que apenas remetem às letras originais. Excessão no caso de Everwake, originalmente do EP Crestfallen, onde a ex-vocalista do The Gathering e atual Agua de Annique, Anneke van Giersbergen gravou seus belíssimos vocais nesta obra.

Os arranjos orquestrados foram compostos por Dave Stewart, o mesmo responsável pelos arranjos no último, e lindo, álbum da banda We're Here Because We're Here.

Os destaques ficam por conta de  Crestfallen, que inspirou o nome do álbum, por uma linha de sua letra original, Kingdom, Everwake e o gran-finale Sunset of Age.

Falling Deeper pode ser um pouco decepcionante, para aqueles que esperavam um "álbum de verdade", pois se trata de uma sonoridade que remete mais à uma trilha sonora do que à um legítimo álbum do Anathema, mas não se engane: beleza e sentimento transbordam deste trabalho, e como não poderia deixar de ser: Anathema acertou a mão mais uma vez. Enjoy.

Tracklist

1. Crestfallen
2. Sleep in Sanity
3. Kingdom
4. They Die
5. Everwake
6. J'ai Fait Une Promesse (I Made a Promise)
7. ...Alone
8. We, The Gods
9. Sunset of Age

Site Oficial

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
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Les Secrets de Morphée - Discografia

5 comentários
Gênero: Dark Ambient, Neoclássico, Ethereal
País: França

Comentário: Como já havia anunciado no post do XVIIº Vie: não dá para falar de Les Secrets de Morphée sem falar de XVIIº Vie, haja vista que as duas bandas possuem a mesma essência que convergem da mesma protagonista (?): Karin Mérat, dona do principal vocal nas duas bandas... Sabe aquele tipo de banda que ficou conhecida exatamente por que uma outra banda foi formada a partir dela e esta outra banda fez “sucesso”?! Este também é o caso de XVIIº Vie, retorno a esta banda pelo simples fato de que este post não se trata apenas da discografia de Les Secrets de Morphee, mas também, e sobretudo, pela consolidação de XVIIº Vie em sua forma sólida − aqui entra a ironia do termo “sólido”, pois o XVIIº Vie poderia ser tudo, menos sólido, haja vista que a própria formação do Les Secrets de Morphée é decorrente de uma espécie de crise de identidade!

Assim como o The Frozen Autumn (analogia mode: ON), XVIIº Vie teve o seu período de crise e, ao contrário do mesmo, nunca retornou deste. Sendo assim, a formação do LSM é o resultado desta perda e conseqüente busca por uma nova identidade; de tal modo que não se tem uma data exata (ao menos que seja conhecida) da formação enquanto começo de um projeto/término de uma banda/começo de uma outra banda. Pelas minhas contas cronológicas, o LSM nasceu ainda enquanto o XVIIº Vie existia, no entanto a primeira não seguiu como uma banda paralela e, sim, como herdeira (isto é nítido em sua sonoridade e em referências feitas por aí).

Também pupila da Prikosnovénie, LSM tem em sua formação: Karin Mérat e Amélie Duranteau; ficou "conhecida" após abrir para o Faith and The Muse (banda esta bem conhecida que eu ainda não tomei vergonha na cara e parei para ouvir) e o resultado disto foi a gravação do álbum 5 Avril 2000. Herdando da XVIIº Vie, as temáticas pagães e uma influência nítida de resquício daquele clima Dark New Age (presente de forma explícita na música Ys). Contudo, as semelhanças tendem a parar aí, pois o som feito pela LSM não é climático (é absurdamente introspectivo), não é melancólico (é fúnebre!), não há profecia vocal (há agudíííííssimos lamentos misturados com lirismo). Baseada em percussão pesada, violinos propositalmente esganiçados − no álbum Chuchotements, estes foram feitos por Franck Dematteis (Die Form) − e synths que oscilam entre dor e medo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011
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XVIIº Vie - La Prana

1 comentários
Gênero: Ambient, Ethereal, Dark New Age, Darkwave (?)
País: França 
Ano: 1996 

Comentário: Pense numa banda underground que habita o subsolo do underground e existe quase de forma fantasmagórica... Esta é o XVIIº Vie. Pupila da Prikosnovénie, segundo fontes duvidosas, foi formada em 1993 por Anastásia (teclado e vocais), Karin Mérat (vocais, teclado e percussão) e Franck (guitarra acústica, vocais e percussão) e entrou em extinção ainda no final dos anos 90. Na verdade, este post é tão-somente uma espécie de prefácio para meu próximo post: a discografia do Les Secrets de Morphée; pois não dá para falar de LSM sem falar de XVIIº Vie − você saberá por que. 

O som do XVIIº Vie possui peculiaridades bem interessantes, tais como a temática mitológica/pagã em suas letras (a fada na capa do álbum representa bem este caráter e inclinação à mitologia céltica/nórdica e como a banda, neste álbum, tentou buscar um “espírito da natureza”); partindo disto a sonoridade das músicas é construída em tons climáticos, basicamente em percussão e synths e, o que é mais notório, um vocal feminino predominante ora profético, ora dramático, ora lamurioso e ora num tom que muito me lembra algo meio New Age, fazendo contraponto aos versos recitados por um vocal masculino. 

Tracklist: 
01. Les Elfes De La Lumiere 
02. Totentanz 
03. L'etoile Oubliee 
04. Spirit's Skin 
05. HOH 
06. To Chyba Wszystko 
07. Cobalt 
08. Ultimatum 
09. Frozen Legend 
10. Lorna 
11. Psaume 
12. Fetish 
13. Faust 
14. L'imaginaire 
15. Ma Zausze



Download: Mega
sexta-feira, 22 de julho de 2011
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The Frozen Autumn - Discografia + Static Movement - Visionary Landscapes

4 comentários
Gênero (The Frozen Autumn): Darkwave/Ethereal
Gênero (Static Movement): Darkwave/Synthpop
País: Itália

Comentário: Sob um pano de fundo frio e nostálgico a respeito do som darkwave produzido nos anos 80, The Frozen Autumn foi criado em 1993 por Diego Merletto, este que já havia se envolvido em diversos projetos/bandas do meio darkwave como tecladista e/ou cantor, no final da década de 80. Por um tempo Merletto ficou como “membro-solo” da banda, até encontrar o guitarrista Claudio Brosio. A tão famosa parceria de Merletto com Arianna, mais conhecida como Froxeanne, veio apenas em 1997, junto ao lançamento do álbum Fragments of Memories, este marca a entrada de Froxeanne e maior utilização da tendência “artística” da banda, haja vista que o próprio som neste álbum é mais minimalista. Um ano de turnê, dois álbuns já nas costas e o guitarrista Claudio Brosio caiu fora por perder interesse na banda. Começa então a fase eletronicamente ostracista do The Frozen Autumn: a formação do projeto Static Movement.

O projeto Static Movement era composto pelos mesmos membros do TFA: Diego e Arianna, e ainda com um som bem próximo do mesmo. No entanto, por Merletto e Froxeanne serem ambos tecladistas e cantores, o som produzido pelo Static Movement era mais direcionado ao experimentalismo eletrônico, com bem mais synths que o TFA, uma proeminente utilização de vocais femininos (algo que, até então, não acontecia no TFA) e, claro, uma total ausência de guitarras! Sendo assim, ainda que sob outro nome e até mesmo sob outra vibe, o único álbum lançado do SM, o Visionary Landscapes, é considerado por muitos o terceiro álbum do TFA. Outro fator marcante neste projeto foi a maior utilização de videoartes produzidas pelo próprio Merletto.

Todavia, após esta crise de identidade, resolveram retomar o TFA, que no álbum Emotional Screening Device teve o reflexo de todos esses acontecimentos. E assim o TFA seguiu tranquilo em sua vida de synths até no final de 2007, quando o guitarrista da banda Act Noir começou a tocar com eles e dar, além de maior equilíbrio no quesito sonoridade, uma levada mais “rock”.

De resto, posso dizer que o som feito pelo The Frozen Autumn é bem climático, que eles de fato conseguiram fazer, com demasiada utilização de synths, esse revival de usar sobretudo preto com médios óculos escuros e cabelos propositalmente desgrenhados, além de um romantismo obtido pelos refrões grudentos, repetitivos e vocais masculinos e femininos suaves e etéricos...
ATENÇÃO: A produção da banda entrou em contato conosco e pediu para que retirássemos os links e assim o fizemos. Contudo, o post ficará aqui como referência.


quinta-feira, 7 de julho de 2011
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Jandek - Ready For the House

1 comentários
Gênero: Lo-Fi, Avant-Garde, Minimal, Ethereal, Anti-Folk
País: EUA
Ano: 1978

Comentário: Jandek, acredite ou não, é um dos mais prolíficos artistas da música americana. Hoje (2011) ele possui nada menos que 66 (SESSENTA E SEIS) álbuns lançados, independentemente, pelo selo tão enigmático quanto ele mesmo chamado Corwood. "Como eu nunca ouvi falar nesse cara?" você deve se perguntar. Bom, não é sua culpa. Jandek é um artista recluso, completamente avesso à exposição. Por mais de duas décadas, ele conseguiu com sucesso permanecer anônimo, apenas reconhecido pela alcunha "Jandek".

E a música de Jandek? Ah, a música de Jandek é um fenômeno aparte. Na minha opinião, o que melhor pode descrever o som de Jandek é a curiosa palavra composta "Anti-Musical". A sonoridade da música de Jandek rompe com qualquer paradigma musical que estamos habituados e programados a buscar no som. A gravação é de baixa fidelidade, o famoso Lo-Fi. Tudo que ouvimos é um violão, ou eventuais e diversos instrumentos como gaitas e afins, tocando notas estranhas e fora de tempo, acompanhado por uma voz soturna e melancólica. "Esse cara não sabe tocar" é o que muitos podem pensar ao ouvir Jandek pela primeira vez. Eu não creio que seja este o caso.

A música de Jandek, por mais anti-musical que seja, transmite uma sensação densa de solidão. Suas letras são bizarras e, por vezes, engraçadas. Mas nunca conseguem tirar a inebriante sensação de solidão. É como se fosse possível visualizar um rapaz sentado no escuro martelando notas aleatórias em seu violão e cantando qualquer coisa que lhe vem à cabeça. O que provavelmente é o processo de composição de Jandek, mas nada se sabe, uma vez que o mesmo não dá entrevistas.

Ready for the House é o primeiro álbum de Jandek, e também o primeiro do selo Corwood. Como viria a ser padrão de seus álbuns, a capa é uma fotografia sem títulos, fontes, ou nada que indique que isto é um álbum. Tudo ajuda a criar a atmosfera de mistério sobre este personagem.

Como disse anteriormente, não acredito que Jandek seja um charlatão, existe alma demais em seu material para alguém que não sabe tocar. Além do que, alguém que não sabe tocar e está apenas de brincadeira "pegando os trouxas" não produz uma média de 2 álbuns por ano por 3 décadas inteiras.
Para muitos, esta não será uma viagem musical agradável e nem interessante, mas tenho certeza que entre os leitores do Ignes existem pessoas, que como eu, encontrarão beleza e intrigarão-se por este exemplar único de músico.

Myspace || Lastfm

Tracklist:
01. Naked in the Afternoon  (4:44)
02. First You Think Your Fortune's Lovely (8:04)
03. What Can I Say, What Can I Sing  (4:44)
04. Show Me the Way, O Lord (4:11)
05. Know Thy Self (3:31)
06. They Told Me About You (4:26)
07. Cave in on You (4:18)
08. They Told Me I Was a Fool (5:04)
09. European Jewel (Incomplete) (4:40)

Download: Mega || 4shared

sábado, 18 de junho de 2011
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Cinderella Effect - Cinderellicious

3 comentários
Gênero: Darkwave/Ethereal
País: Alemanha
Ano: 2010
Comentário: Como muitos sabem, eu era uma freqüentadora pentelha do blog antes de ascender a uploader, e vivia pedindo mais posts darks, pois já havia baixado quase tudo daqui. No entanto, de tudo o que baixei, algo que nunca me chamou atenção foi este projeto da Constance, principalmente, porque seu primeiro álbum (“Pearls”) é composto apenas por covers. Sendo assim, conquanto a faixa Daydreamer me lembre vagamente a música Lost Boys do 69 Eyes, o Cinderecillious não possui covers louvemos Bog por isso!.

Constance Rudert assumiu os vocais de Blutengel em 2001 e permanaceu até 2010, quando decidiu sair da banda para se dedicar ao Cinderella Effect. Superando as más línguas, a saída não abalou a relação da cantora com o Chris Pohl, haja vista que quem produz o projeto de Constance é próprio Chris Pohl. O projeto veio para se adequar às músicas que Constance vinha compondo fora do padrão da banda Blutengel.

O Cinderellicious, com esse nome tão hellokittiano, é um álbum de carta forma progressivo que vai do mais alegre para o mais lamurioso. Possui vocais etéricos − por vezes líricos − com utilização de melancólicos vocais sobrepostos; batidas leves de eletrônico que dão um toque mais pop em contraste aos violinos e teclados utilizados de forma melancólica, consumista e obscura.

Para quem pediu o álbum, aqui está.
AVISO: Esse post é dedicado a você, que pediu e que com certeza vai voltar para dizer o que achou, não é?! (Ariel fazendo figa)



Tracklist:
01. Tracing
02. Daydreamer
03. Noiselessly
04. Always
05. The Crown Princess
06. To Keep the Golden Mean
07. Hear Me Out
08. Summer Wine
09. Fallen Star
10. Uninvited
11. If Holy is



Download: Filesonic | Depositfiles | Megaupload | Easy Share | Fileserve | Hotfile | Rapidshare | Zshare | Mediafire | Uploadbox

sábado, 7 de maio de 2011
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The Moon and the Nightspirit - Discografia

6 comentários
Gênero: Neofolk, Ethereal, Pagan
País: Hungria
Período em Atividade: 2003 - Presente

Comentário: The Moon and the Nightspirit foi formado em 2003 por Ágnes Tóth e Mihály Szabó na Hungria. A beleza não se encontra só em suas músicas, mas nas ilustrações que Ágnes, a vocalista multi-instrumentista, pinta em seus álbuns, mostrando a fantasia de criaturas das tradicionais lendas do folclore húngaro. Isto tudo se encaixa perfeitamente nas letras que o guitarrista, Mihály, compõe. Já foram comparados com diversas bandas como: Ataraxia (boa!) e Chandeen.

O primeiro álbum deles, Of Dreams Forgotten and Fables Untold (2005), é em sua maioria cantado em inglês, com exceção de duas músicas em húngaro, Égi Táltos e Holdanyánk. Já o segundo álbum, Regõ Rejtem (2007), é totalmente cantado em húngaro. Ganharam destaque na cena pagan folk depois de dividirem palco com as bandas: Corvus Corax, Korpiklaani, Blackmore’s Night e Faun. (ótimas bandas!)

Em 2009 voltaram com seu terceiro álbum, Ösforrás, também todo em húngaro. Uma oferenda aos deuses adormecidos das florestas antigas. Agora, em 2011, lançaram seu quarto álbum, Mohalepte. Eu ouvi pouco dele ainda, mas já posso dizer que são tão bons quanto os outros. Ágnes continua com sua voz de sereia e Mihály encantando com o som de suas cordas. Espero que curtam essa banda maravilhosa. E deixem-se serem encantados pela doce voz de uma linda criatura.

Autor: Jéssica Medeiros, nossa Jéss.

[ Site / Myspace / Lastfm / Facebook ]

Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.