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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
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Van Halen - Van Halen

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Gênero: Hard Rock / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1977

Comentário: "Muitas bandas recentemente parecem estar no intuito de deixar a platéia em depressão. Eu nunca entendi. Isto, para mim, é como sentar num bar e beber para lembrar", assim profere Tommy Lee, baterista do Motley Crue, em entrevista concedida para o essencial livro Louder than hell, the definitive oral history of metal. A alusão aqui no caso remete a cena musical do fim dos anos 70 que parecia estar malfadada à bandas pós-punk no qual a tristeza surge em estado latente. Remando contra a maré a cena metal, que já havia saído do underground via o sucesso de bandas como Judas Priest e Black Sabbath, chegava em 1977 como uma nova proposta: saem as alusões ao diabo, o satanismo e odes literatura de cavalaria, entram a diversão, o hedonismo e o sexo desenfreado. Muitos foram os artistas que pegaram carona nesta seara, mas o precursor sem dúvida fora o Van Halen graças ao clássico álbum de estréia.

Van Halen, o disco, é diversão do início ao fim e a produção de Ted Templeman capta todos os pormenores da banda: os vocais precisos de David Lee Roth, a surreal guitarra do mestre Eddie Van Halen, e a suingada cozinha formada por Michael Anthony (baixo) e Alex Van Halen (irmão de Eddie e baterista). A começar temos o hino "Runnin' with the devil", um dos melhores cartões de visita de todos os tempos. O título ("correndo com o diabo") engana, mas trata-se de canção sobre o prazer imediato e sem regras. A seguir temos "Eruption", faixa predileta entre todos os guitarristas. Na mesma Eddie comete um canção instrumental conduzida meramente por sua guitarra estridente e melódica. Para quem dúvida da aproximação existente entre a música clássica e o metal, precisa urgentemente ouvir esta faixa. "You really got me", cover do Kinks, é o caso clássico onde a criatura supera o criador. Os britânicos liderados por Ray Davies criaram a faixa tempos e a mesma é tida como o "ano zero" para os metaleiros de plantão. Porém, somente a execução de uma banda do gênero poderia dar o tom correto a canção. "Ain't talk about love", outra faixa clássica, tem um dos riffs iniciais mais emblemáticos da carreira do Van Halen. "I'm the one" é acelerada e guarda herança roqueiras oriundas dos anos 50, provando que a sonoridade da banda poderia beber de outras fontes, como iria ser provado disco à disco. "Atomic punk", como o nome entrega, trata-se de uma canção de revolta em prol da mudança de paradigmas. "Feel your love tonight" fala de sexo abertamente, mas enrustido de promessas de amor. "Little dreamer" é raro caso de canção séria. Na mesma temos Lee Roth abordando mudança comportamental, a caretice e o fato de poucos se importarem. "Ice cream man" é blueseira old style na essência e explode solos desconsertantes e precisos em sua reta final. "On fire", derradeira faixa, é de longe umas das melhores produções realizadas pelo grupo. Tudo soa maravilhosamente bem e a letra dialoga com o que seria o tom da década seguinte: a onipresença da banda.

"Entretenimento é  feito para ser escapismo. Não é para lhe mostrar o quão miserável você é", diz Vince Neil, também do Motley Crue  no mesmo livro citado acima. Percebe-se aqui que o Van Halen cumpriu muito bem esta sina, dando ao heavy metal a uma nova face.

Por fim, se nos anos 80 a cena hair metal nasceu, para o bem ou para o mal, muito se deve ao exímio trabalhado feito pela trupe. Mais do que isso, Van Halen, criou todo um novo legado de guitarristas que se inspiram nas suas técnicas, firulas e de lá até hoje muitas bandas são criadas e inspiradas após a audição deste clássico.
                     

Tracklist:

01. Runnin' with the devil
02. Eruption
03. You really got me
04. Ain't talk about love
05. I'm the one
06. Jamie's Cryin
07. Atomic Punk
08. Feel your love tonight
09. Little dreamer
10. Ice cream man
11. On fire

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domingo, 1 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #4 - Oxyde Noir, A Transgressão & Thrills And The Chase

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Pois bem, cá estamos de volta, após uma semana, com a edição quatro do nosso quadro Bandas Amigas, onde nós apresentamos a vocês três bandas que nos enviaram material. Três bandas selecionadas por nós num universo de dezenas de bandas que nos enviaram coisas ao longo do tempo em que não tivemos espaço para elas aqui. Tempo este que acabou, e portanto aqui estamos.

Hoje temos uma edição que vai contar com música eletrônica sombria, post-punk e rock alternativo. Deliciem-se.


Oxyde Noir

O Oxyde Noir é uma banda americana de Nova York que se propõe a uma tarefa interessante: compor trilhas sonoras para filmes imaginários. E pelo que se pode perceber, filmes noir. A banda já lançou até a data três aĺbuns, sendo que o primeiro deles, Monochrome, foi-nos enviado para que postassemos, e cá estamos o fazendo.

A sonoridade do grupo é soturna, ainda que eletrônica, hipnotizante e intensa. As batidas lembram trip-hop, enquanto que as melodias lembram o Dark Ambient. É um som indescrítivel mas extremamente bom de se ouvir. E extremamente pictórico, imprimindo em nossas mentes cenários decadentes e serenos. Confiram.

Esse é o tipo de banda que eu imaginaria ouvir numa balada underground russa bancada por um mafioso do petroleo, tipo aquela que o Rammstein toca em Triplo X, sabe? É exatamente essa a atmosfera que o Oxygen Noir me remete. Essencialmente um industrial de construção delicada, mas com várias influências externas, o maior feito desse EP é a criação de uma atmosfera extremamente imersiva e agradável de mergulhar.

- Koticho


Um ótimo exemplo de como utilizar batidas eletrônicas sem perder de vista a dramaticidade da coisa. Um som que soa orgânico, vibrante e insano como deve ser. Só achei que as músicas poderiam se estender um pouco mais, gosto quando esse tipo de atmosfera domina o ambiente por mais tempo.

- Áquila



Conheça melhor o Oxyde Noir: Facebook//Site Oficial

Monochrome
2012


Tracklist:
1.Automat 02:51   
2.Hot Heart 02:54   
3.Alfheim 03:41   
4.Arthropod 03:46   
5.Insect State 03:44

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A Transgressão

A Transgressão é uma banda de pós-punk/garage rock da cidade de Campinas, São Paulo. Formada em 2008, a formação explora a mistura entre os estilos citados anteriormente numa atmosfera lo-fi e despretenciosa. O resultado é uma sonoridade despojada, sombria e leve ao mesmo tempo. Darkwave at it's finest.

A banda nos enviou seu EP de 2012, "Um Dia Para o Resto de Sua Vida". Confira.

O cover de A Forest do The Cure que encerra o EP mostra exatamente o que é a banda. Soa realmente como um EP perdido dos anos 80, que bebe direto da fonte da onda mais soturna do Post-Punk, junto da energia que as bandas de Garage Rock carregavam com suas guitarras distorcidas e aceleradas.

- Koticho


Certamente aquela banda ruidosa que pede para ser ouvida ao vivo, em um encontro de bandas locais, tanto quanto em um CD bem produzido, no qual qualquer tentativa de aliviar os ouvidos das transgressões sonoras é coisa para fracos. A banda cumpre o papel, embora seja aquele papel rabiscado e amassado que faz companhia para algumas moedas dentro do bolso. Esse é o espírito. E ainda tem seu charme com músicas que acabam repentinamente. Confesso, porém, que a faixa que dá título ao álbum não me conquistou tanto, acredito em riffs mais marcantes e no investimento em letras em inglês para as próximas gravações. Destaco “Industrial Village Lover” e o cover de “A Florest”, do The Cure.

- Damien Willis



Conheça melhor o A Transgressão: Facebook

Um Dia Para o Resto da Sua Vida
2012 - EP

Tracklist:

1. Constrói e Destrói 4:31    
2. hey You Download 2:53    
3. Visita de Vincent Price 2:38    
4. Industrial Village Lover 3:12    
5. Um Dia Para o Resto Da Sua Vida 2:11

Download: Mediafire









Thrills And The Chase

Banda paulistana, que se define como " trazendo uma roupagem moderna para melodias inspiradas no glam dos anos 70, folk, blues e jazz", mas que no fim das contas soa como uma banda de hard rock dos anos 70/80 em formato moderno, bem produzida e chegada aos retoques comerciais da música atual. Tudo da banda é bem produzido, bonito e chama atenção. A começar pelo visual da banda, indo até a produção dos clipes, como este que podem ver aqui embaixo.

Hard Rock não é exatamente meu gênero preferido, mas não dá pra negar que a Thrills & Chase se esforçou em executar a formula do gênero que já tá pra lá de batido da maneira certinha. É tudo muito bem feito e produzido, o som tem punchy e refrõezinhos grudentos, estão ok dentro da sua proposta, os fãs do gênero devem ficar satisfeitos.

- Koticho


As músicas funcionam muito bem, bom vocal e produção bastante decente que certamente agradarão aos que não esperam surpresas, mas que gostam de um som mais convencional, vamos assim dizer, e com qualidade. Não sou um amante do rock feito pela Thrills & The Chase, que aparenta mostrar o caminho entre a raiz e o fruto do estilo de música que faz, mas destaco o carisma que senti ao ouvir as músicas e a qualidade evidente que pode ser notada impressa logo na capa.

- Damien Willis


Thrills & The Chase neste EP promove o encontro do hard rock com a linguagem pop, pois refrões e riffs grudentos são o tom . A produção é caseira, mas honesta. Destacam-se as faixas "Moping Jack" e "Damsel in Distress", cujo vídeo clipe é muito bem dirigido.

- Bruno Lisboa



Conheça melhor o Thrills And The Chase: Site Oficial // Facebook


Introducing Thrills And The Chase
2013 - EP


Tracklist:

1.Damsel In Distress  4:00
2.Rogue Vogue   3:19
3.One For The Road   1:44
4.Sister Thriller    4:13
5.Moping Jack    3:24
6.Does The World Owe You Anything    4:00


Download: Link Direto




E é isso aí pessoal, ficamos por aqui com essa edição da coluna. Até semana que vem!
sábado, 23 de novembro de 2013
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Nashville Pussy - High as Hell

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Gênero: Rock and Roll/Hard Rock/ Punk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2000

Comentário: Comemorando a segunda passagem do Nashville Pussy pelo Brasil, que vem fazendo shows matadores pelo país todo (como eu bem pude presenciar no ultimo dia 21 de Novembro em Londrina), trago a vocês em meu primeiro post musical do blog essa verdadeira jóia do rock pauleira mundial.
Caso você não esteja familiarizado com o som dessa banda de Atlanta, imagine se os caras do ZZ Top cruzassem com os caras do Motorhead e tivessem um filho que alem de fã de Sex Pistols e AC/DC ainda enxergasse em Larry Flynt um exemplo de vida a ser seguido. O Nashville Pussy seria esse filho!
Hard Rock sujo em seu estado mais bruto, com um pé fincado no punk e outro na musica de raiz americana (notadamente o blues e o country). Tudo isso abençoado pela santa trindade: sexo, drogas e rock and roll. Alias, nem da pra esperar nada politicamente correto de uma banda que carrega a palavra "Pussy" no nome né?
"High as Hell" é o segundo CD da banda e o melhor em minha humilde opinião, já que não é tão cru quando o primeiro e nem tão "polido" (aspas mais que necessárias, já que chamar qualquer álbum da banda de polido chega a ser quase uma heresia) quanto os posteriores. Curiosamente, esse é o ultimo trabalho lançado com a formação original da banda, tendo em vista que a baixista Corey Parks saiu da banda antes de gravar o terceiro CD. Completam a banda ainda os marmanjos Blaine Cartwright nos vocais e guitarra e Jeremy Thompsom na bateria, alem da guitarrista Ruyter Suys, uma especie de "Angus young com peitões ligada no 220" que se destaca individualmente com seus solos arrebatadores por todas as musicas do disco. Alias, ao vivo ela também é um espetáculo a parte, dançando, andando de joelhos, fazendo caretas, assoviando e chupando cana, enfim, COIDILOCO MEU BRÓDI.
Ao dar play no Cd você ja se depara com roncos de motores e a bateria frenética de "Strutin Cock" anunciando uma das melhores musicas de abertura que eu ja ouvi em toda minha vidinha besta. E o ritmo não cai um segundo sequer durante toda a audição dessa belezura. Passando pelas maravilhosas "She's got the drugs", "Wrong side of a gun" com seu riff mais pegajoso que chicletes Ploc com figurinhas do É o Tcham, a quase hardcore "Piece of Ass", a AC/DCiana faixa titulo, "Go to Hell" com sua pegada blues e letra fantástica e culminando com a catártica "Drive", é só paulada boa do inicio ao fim do cd.
Enfim, não tem muito mais o que dizer sobre a banda. Baixe esse disquinho, coloque as brejas no freezer, renove o estoque de destilado vagabundo e chame os amigos pra festa. Como diz a atriz e filosofa Christiane Torloni "HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!"




Tracklist:
01. Struttin’ Cock
02. Shoot First And Run Like Hell
03. She’s Got The Drugs
04. Wrong Side of a Gun
05. Piece of Ass
06. High as Hell
07. You Ain’t Right
08. Go to Hell
09. Rock ‘N’ Roll Outlaw
10. Let’s Ride
11. Blowjob From a Rattlesnake
12. Drive


Download: Mega / 4shared

domingo, 18 de agosto de 2013
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Cirith Ungol - Paradise Lost

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Gênero: Heavy/Doom Metal
País: EUA
Ano: 1991

Comentário: Cirith Ungol foi uma banda californiana formada em 1972 influenciada pelo Heavy Metal do Black Sabbath (com a levada Doom que dizemos hoje ter) e o Hard Rock de bandas como Thin Lizzy. A banda lançou 4 álbuns de estúdio até ter seu fim decretado em 1992, e Paradise Lost é o último deles.

A sonoridade de Paradise Lost é bastante particular no que tange ao Doom e ao Heavy Metal tradicional, sendo, ao mesmo tempo, uma mistura de ambos. Os riffs de guitarra de Jim Bazarra são densos e pesados, sempre dobrados e sempre com uma levada épica típica do Doom dos anos 70-80, mas também com pegadas da NWOBHM evidentes e maravilhosas. Cirith Ungol é muitas vezes relacionada entre bandas de Doom tradicional, mas é importante ressaltar que a banda embora tenha sido influenciada pelo Black Sabbath desde sua gênese, em Paradise Lost o grupo definitivamente lembra mais o Candlemass que uma banda de Stoner. Mas um Candlemass com o vocal rouco e estridente de Tim Baker, que vem do Hard Rock, e não com o vocal melódico do Doom Tradicional, o que dá um charme todo especial.

O nome da banda, retirado da passagem sombria de Mordor onde vivia Shelob, chama atenção e conta uma parte da sonoridade do grupo, que é um deleite pros amantes de riffs de Heavy com atmosferas mais obscuras e intensas. A música de abertura é um dos maiores clássicos da banda, Join The Legions, e tem muito do que vai ser ouvido no restante do disco. Um disco que mistura tão justapostamente Doom e Heavy que temos em sequencia duas faixas como Go It Alone e Chaos Rising. Ouçam só e vocês vão entender o que estou dizendo.

Enfim, banda recomendada a fãs de Doom Tradicional e também de Heavy Metal clássico com pegadas mais intensas. Cirith Ungol e seu Paradise Lost são um dos últimos grandes discos de Metal dos anos 80, embora tenha sido lançado tardiamente em 91. A efeito de curiosidade, a edição original de 91 é raríssima de se encontrar, o disco foi relançado não oficialmente em 2002 e muito provavelmente é este que vos posto. 




Tracklist:

1. Join the Legion            04:33  
2. The Troll          03:50
3. Fire (The Crazy World of Arthur Brown cover) 03:01  
4. Heaven Help Us 06:24  
5. Before the Lash 04:41
6. Go It Alone 04:23  
7. Chaos Rising 08:42
8. Fallen Idols 06:45
9. Paradise Lost 06:13


Download:

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sexta-feira, 17 de maio de 2013
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Kadavar - Abra Kadavar

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Gênero: Stoner rock / Rock Psicodélico
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Quem ouve desavisado o novo disco da banda Kadavar pode achar que se trata de algum disco perdido do início dos anos 70. No fundo, ele não estaria errado. Os caras fazem um som diretamente influenciado pelo hard rock e o psicodelismo daquela época. Black Sabbath logo vem a mente. Uma audição mais atenta, porém pode logo perceber que não se deve exagerar tanto. Existe uma forte adequação ao que chamamos hoje de stoner e alguns lugares comuns do rock "pesado" atual são perceptíveis.

É uma espécie de Kyuss fundido com Black Sabbath com uma produção bem limpa, sem muito peso direto nas guitarras. É interessante o suficiente para garantir que não seja apenas uma cópia de outros. Soa bem como revival.

A guitarra sola bem, não muito distorcida. O baixo e o batera vão com sede ao pote. O som parece uma máquina de engrenagem a todo vapor. É uma tijolada. Eu, particularmente, gosto bastante. Acho os caras talentosos e bem preparados no som deles. Não revitalizam um gênero do passado mas dão um belo exemplo. Só que é ai que está o problema. Esse disco tem razão de existir? Seria ele bom? Fico pensando nisso bastante.

Por um lado, os caras são talentosos. Provavelmente estão fazendo música que gostam. O gênero, apesar de antigo, tem muitos amantes. Eles não são completamente viuvos, tendo, como eu disse, influências de coisas novas, mas relativamente discretas.

Por outro, música e arte, na minha opinião, tem de ter uma correlação com o momento histórico delas. Não digo que todo mundo precisa ser de vanguarda e inovador, mas pelo menos é necessário dialogar com os problemas e ânsias sonoras da sua geração. Não dá pra fingir que nada está acontecendo a sua volta. Quem tinha que fazer o som que eles estão fazendo hoje, uns podem dizer, já fez.

No fim, não sei ao certo que lado é o correto. Acho que não posso dar tanto crédito ao disco quando existem muitas bandas tentando quebrar convenções ou entender melhor novos sons. Eles já estão trabalhando em cima de uma receita de bolo bem estabelecida. Não tem muito erro. Mas será que isso faz deles menos capazes ou importantes do que o pessoal mais em termos com a sua própria época?

Acho que cabe a vocês descobrir.




Tracklist:

1. Come Back Life - 5:02
2. Doomsday Machine - 4:47
3. Eye of the Storm - 6:04
4. Black Snake - 4:24
5. Dust - 4:12
6. Fire - 5:18
7. Liquid Dream - 4:12
8. Rhythm for Endless Minds - 4:16
9. Abra Kadabra - 3:02
10. The Man I Shot - 7:04

Download: MEGA Mirror Creator
segunda-feira, 8 de abril de 2013
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Lordi - To Beast or Not to Beast

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Gênero: Heavy Metal / Hard Rock
País: Finlândia
Ano: 2013

Comentário: Eu fiquei surpreso quando vi que saira um disco novo desses monstrengos, e já fui logo baixando com o intuito de postar imediatamente neste humilde espaço, mas por vários motivos extra-campo atrasei um pouco, mas ainda se trata de uma novidade entre várias nesse ano cabalístico (todos os anos são cabalísticos, ou não?). No longínquo ano de 1992, Mr. Lordi (Tomi Petteri Putaansuu) formou uma banda que se tornaria tão peculiar como popular na finlândia, tanto pelo seu figurino, carisma e presença, quanto pelo peso e poder contido nas canções do grupo.

Permeada de grandes sacrificios, como ficar com as pesadas maquiagens e figurinos por até 8 horas pra gravações de promos, além da óbvia falta de exposição dos egos, Lordi tem muito que se orgulhar, pois são considerados por muitos os nº1 da música finlândesa. Em 2002, o hit "Would You Love a Monsterman" alcançou a primeira colocação no país; Em 2006 "Hard Rock Hallelujah" ganhou o Eurovision Song Contest em Atenas, que é um dos mais importantes festivais de canções da europa, e que ocorre de forma anual. Após essa vitória, uma praça central na cidade natal de Mr. Lordi, Rovaniemi(Fin) foi renoameada como Lordi Square. Se não bastasse, no show de comemoração do prêmio em Helsink, 90 mil finlândeses cantaram a música vencedora, batendo o record mundial de maior Sing-a-long, ou seja, é um conjunto de muito respeito.

Com uma base consolidada e liderada por Mr. Lordi nos vocais, o grupo conta com Amen nas guitarras, OX no contra-baixo. As mudanças da formação do último disco ficaram por conta da entrada de Hella nos teclados (que ao longo da história sempre foram tecladistas mulheres), e a entrada de Mana na bateria, após o óbito de Otus (Tonmi Lillman) em fevereiro de 2012.

Conhecidos por superproduções e superpromoções, como realizações de clipes impecáveis, e até um longa metragem de terror (Dark Floors - The Lordi Motion Picture, lançado no brasil com o nome de Alma Diabólica) de 2008, baseado nas idéias de seu líder e que contou com a atuação dos membros do conjunto na época, e nesse disco não é diferente. Com um punch mais hard rock, com vários elementos eletrônicos e uma pegada beirando o pop em alguns refrãos, é um trabalho que a primeira vista funcionaria muito bem ao vivo. Minhas canções preferidas são "Candy for the Cannibal" com um riff de guitarra animal, e um arranjo fenomenal, além de um refrão chiclete. "Something Wicked This Way Comes" já é mais pesada, mostra uma banda mais heavy, mais cadênciada, deixando os teclados para o ambiente. "The Riff" não poderia ficar fora da menção, aqui mostra que os caras realmente manjam das coisas. Com um clipe muito bem feito (novidade) e até certo ponto bem humorado, nos brinda com um hit cheio de alternativas, que vai de uma pegada industrial, um instrumental pesado e um refrão que nos faz mexer e que tem tudo pra ser um clássico.

Se você quer um disco recheado de alternativas, com uma produção impecável, riffs de guitarras riquíssimos, refrãos que não sairão da sua cabeça, além de vários monstros que sabem muito bem onde pisam e o que querem, esse é seu disco. O grande deslize, se é que podemos chamar disso, seria a falta de peso em certos momentos, além de uma certa faceta dançante e menos "bangeante", assumindo uma postura mais pop, se é que me entendem. Uma mudança até certo ponto sutil e evolutiva, nada que assustará quem já conhece o trabalho do grupo. Mais um disco que vale muito a pena nesse 2013 que esta apenas começando, pra quem procura uma coisa mais hard rock e menos heavy metal. Um album de cinema!!!

Myspace / LastFM

Tracklist:
1.We're Not Bad for the Kids (We're Worse) - 03:23
2.I Luv Ugly - 03:48      
3.The Riff - 03:45      
4.Something Wicked This Way Comes - 04:58
5.I´m the Best - 03:15      
6.Horrifiction - 03:29    
7.Happy New Fear - 04:46
8.Schizo Doll - 04:34    
9.Candy for the Cannibal - 04:43
10.Sincerely with Love - 03:14    
11.SCG6: Otus' Butcher Clinic - 03:24

Download:
Mega  / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer

sábado, 16 de fevereiro de 2013
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Blue Cheer - Discografia

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Gênero: Blues / Hard Rock / Psycodelic Rock / Acid Rock
País: Estados Unidos
Anos de Atividade: 1966 a 2009 (com vários hiatos durante os mais de 40 anos)

Comentário: Tudo nessa nossa existência tem um ínicio, um ponto de partida, e se for uma história de sucesso, todo mundo quer ter sido o primeiro, o pioneiro a pensar naquilo, e se tratando de heavy metal, Blue Cheer se não foi a pioneira, estava entre as que geraram o que conhecemos como música pesada hoje em dia. Com um som psicodélico pesadíssimo para época, foi um dos criadores dos riffs que ficaram conhecidos com o Black Sabbath. Ao decorrer da carreira, a maturidade e outras influências musicais, a banda fez um som mais calcado no acid rock, tendo influências do country e até do pop em seus discos dos anos 80.

Fundado na califórnia, a primeira formação do conjunto foi Dickie Peterson(contra-baixo e vocais) , Eric Albronda(bateria) e Leigh Stephens(guitarra). Albronda mais tarde foi substituído por Paul Whaley, que junto com Jerre Peterson (guitarra), Vale Hamanaka (teclados) e Jerry Whiting (vocais e gaita) completavam o lineup. Albronda continuou produzindo e co-produzindo os cinco primeiros álbuns do Blue Cheer. Uma curiosidade é a respeito do nome da banda. Algumas fontes dizem que foi baseada em tabletes de LSD comuns na época, mas outros dizem que foi inspirado em um sabão comum nas mercearias locais. Outra curiosidade foi que Blue Cheer decidiu adotar uma configuração power trio após ver Jimi Hendrix tocar no Festival Pop de Monterey. Hamanaka e Badejo foram convidados a sair. Jerre Peterson não quis permanecer no grupo por solidariedade deixando Dickie, Leigh  e Paul como um trio. Outras fontes dizem que o trio desertor abandonou por conta da pesada tournê a qual passaram.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
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The Experience Nebula Room - Happiness is a Live Experience + Christmas Single 2012

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Gênero: Rock instrumental/ Alternativo-psicodélico-progressivo/ Hard rock/...
País: Brasil (RS)
Ano: 2012 e 2013

Comentário: O Natal já passou, o ano velho já se foi, mas ainda assim lhe convido a conferir mais um trabalho que, muito além de festejar tal data, teve como intenção agradecer àqueles que apoiaram a The Experience Nebula Room. Se trata do single "Christmas Single 2012", que veio tardio, mas isso pouco importa quando na verdade temos aqui uma banda que mesmo nos seus primeiros passos, visto sua formação em 2011, esbanja uma sonoridade própria e intensa desde uma demo/single, a "Ignition", e que reafirmou-se totalmente no EP ao vivo "Happiness is a Live Experience", registrado durante o Grito Rock Festival de 2012 no Rio Grande do Sul.

Formada por Rafael Rechia (Guitarra/ Vocal), Eduardo Custódio (Baixo/ Bateria/ Vocal) — ambos integrantes da também gaúcha The Sorry Shop de Régis Garcia — e Nicholas Lucena (Bateria/ Baixo/ Vocal) — que também recebe agradecimentos —, o som do TENR faz muitas referências, dedurando suas inspirações, que vão de Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Pink Floyd até ícones dos anos 90 como Nirvana e Alice In Chains, mas sem se deixar levar pela falta de personalidade, o que poderia facilmente ocorrer ao incrementar seu som com psicodelias, progressividades e até pegadas hardrock carimbadas na história, mas dão a volta por cima com uma coerente virtuose barulhenta instrumental sem solos longos mas de riffs atraentes... Por isso que poderei dizer que a banda veio em boa hora, tanto pela onda 70's revival que circula o globo como pelas bandas nacionais instrumentais que vem surgindo e agradando muitos ouvidos — tímpanos nacionais e gringos.
Coisa fina!


Tracklist:
  1. Blackout
  2. Full of Steam
  3. Mr. Lazybones
  4. Scapegoat
  5. Smokestack Song
  6. So Stoned
Download: Mediafire





Tracklist:
  1. Breaking News
  2. Wanna Dance?
Download: Mediafire

domingo, 16 de dezembro de 2012
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Flying Colors - Flying Colors

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Gênero: Hard Rock, Progressivo
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Supergrupos, como tenho medo dessa palavra. Bem, é simples, supergrupos quase nunca conseguem algo épico como os fãs dos músicos que estão formando esse tal supergrupo querem. Flying Colors é mais um supergrupo no meio de tantos, é composto por Mike Portnoy na bateria (dar continuidade no Transatlantic que é bom nada, né?), Neal Morse nosso amado cristão progressista (cristão progressista?, soa estranho, não é? mas deixarei) nos teclados e vocais, Dave LaRue no baixo, Steve Morse na guitarra, e um até então desconhecido por todos (eu pelo menos nunca tinha ouvido/lido nada sobre esse cidadão) Casey McPherson como vocalista principal.

Flying Colors é aquele tipo de disco que você dá play sem esperar muita coisa, mas no final da audição que beira uma hora a uma hora de duração, te surpreende mostrando que eles acertaram em cheio, mesclar a complexidade do Progressivo, do Metal e do Jazz com um pegadinha HardPop. Um disco cheio de influencias, que vão de Pain Of Salvation em ''Shoulda Coulda Woulda'' (eu também posso estar louco) e Beatles, em ''Fool In My Heart'' onde Portnoy solta a franga e larga os backing vocals e canta mermo, homi tá que tá a lá  ''Roger Taylor'' e, por falar em ''Queen'',  ''Love Is What I’m Waiting For'' tem uma pegadinha no piano que lembra, né? Então o disco é cheio de influencias, mas não vira um disco de ''homenagem'' como soou o ''Adrenaline Mob''. (isso me faz lembrar que MP está virando um Mike Patton da vida, com diferença que Mike Patton dá continuidade nos seus excêntricos e maravilhosos projetos)

RResumindo a obra, filhos se vocês estavam esperando uma parada meio ''não uso drogas, eu faço é comer com farinha'' como era nos anos 70 esqueçam, esse disco fica mais para uma farofada bem executada.

Detalhe para arte do disco lindíssima!




Tracklist:
01. Blue Ocean
02. Shoulda Coulda Woulda
03. Kayla
04. The Storm
05. Forever In A Daze
06. Love Is What I’m Waiting For
07. Everything Changes
08. Better Than Walking Away
09. All Falls Down
10. Fool In My Heart
11. Infinite Fire


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
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Drops de Bacon #2 - Dinossauros em 2012

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Seguindo a fórmula de sucesso dos drops, trazemos agora a versão com grande nomes da música mundial, que já têm um legado e uma carreira extremamente difundida e consolidada na cultura popular, e que nesse ano, em que o apocalipse se aproxima, nos agraciam com discos de músicas inéditas. Alguns deles em um hiato bem grande, outros nem tanto, provando que apesar de um nome gravado eternamente na história, ainda têm muita lenha pra queimar, mostrando que a idade e a experiência nos casos de gênios, só vem para somar. Vai aqui um compilado de full-lenghts de lendas musicais, que talvez vocês, por algum motivo, não saibam que eles lançaram disco de inéditas, ou quer apenas ver o poderio desses vovôs em pleno ano do esperado fim do mundo. A postagem vai assinada por Renato Nagano, com quatro contribuições do mundo do Rock, e PH, que fecha o post com um retorno triunfal dos becos do Hip Hop.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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Porco na Cena #13 - Sweden Rock Festival 2012

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É com muito atraso orgulho que apresento a resenha do Sweden Rock Festival! 

Depois de muita aventura, muita emoção, muita vid@ lok@, muito sentimentalismo, muito amor no coração, e se duvidar, uma quase demissão aqui do blog ;p, aqui vai o meu relato representando o Porco na Suécia, finalmente!

Como o prometido, dei um pulo ali naquela terra linda de deus (com pessoas lindas de deus também, só pra caso algum desinformado nunca tenha ouvido falar sobre isso) e tive uma experiência bacaníssima no festival mais organizado que eu já vi e que eu provavelmente vou ver (a não ser que eu vá novamente). 

palco principal do festival + céu sueco ;p
sexta-feira, 13 de julho de 2012
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Classic Rock Magazine #170: The New Avengers

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Gênero: Stoner rock/ Stoner metal/ Hard rock/ Classic rock/ ...
País: Vários (bandas) / Reino Unido (revista)
Ano: 2012 (mixtape)

Comentário: Segundo a 170ª edição (28 de março??) da revista britânica Classic Rock, estas 15 músicas representam alguns dos Novos Vingadores e a Nova Geração de Super-heróis do Rock Clássico e foram disponibilizados juntamente com a revista, que trazia em sua capa nada menos que a explosiva AC/DC. E vou te dizer, é sempre muito difícil fazer listas como esta e tentar transmitir realmente a ideia proposta por cada música e banda incluídas, mas "The New Avengers" parece ter sido deliciosamente montada, com um pouco do melhor que está rolando por aí de "revival".

Encontrei esta coletânea enquanto pesquisava para fazer o post anterior, do Black Wizard — que ironicamente nem consta na lista da revista — e não tive dúvidas de que deveria ouvir e, logo em seguida, de que deveria publicá-la.
São 15 bandas, 15 músicas e uma certa variedade de gêneros que acabam sendo desnecessários quando pegamos o espírito da mixtape e "classic rock" parece saciar muito bem qualquer vontade de rotulá-las.
Mas não foi somente isso que me chamou a atenção. O fato de metade, ou mais, das bandas serem, até então, desconhecidas para mim foi o ponto crucial para que eu me interessasse em ouvi-la (até porque não vejo lá muita graça em baixar coletâneas da internet só com bandas que eu conheça). Em contrapartida também me interessou o fato das bandas conhecidas serem muito boas, o que mostra pelo menos um indício da qualidade e dedicação da coleta: Black Stone Cherry, Turbowolf, Ghost, Crippled Black Phoenix e The Answer.

Mas enfim, baixem, curtam e confiram aqui um artigo/resumo oficial sobre a edição em questão.

Classic Rock Magazine

Tracklist:
01. Howlin Rain - Self Made Man
02. Black Stone Cherry - In My Blood
03. Foxy Shazam - I Like It
04. Rival Sons - Face of Light
05. Turbowolf - Let's Die
06. Butch Walker and the Black Widows - Summer of '89
07. Ghost - Ritual
08. Crippled Black Phoenix - Laying Traps
09. The Answer - Nowhere Freeway
10. The Union - Blame It on Tupelo
11. Shinedown - Miracle
12. Phantom Limb - Prisoner
13. Band of Skulls - Wanderluster
14. The Trews - Hope & Ruin
15. The Treatment - Shake the Mountain

Download:
Bayfilespt1//Bayfilespt2 OR Zippysharept1//Zippysharept2
sábado, 19 de maio de 2012
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Dare - Blood From Stone

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Gênero: Hard rock/ AOR
País: Inglaterra
Ano: 1991

Comentário: Dare é uma daquelas bandas que acabam sendo quase que esquecidas, ou nunca chegando a fazer grande sucesso, mas que cuja formação e músicas foram marcantes para uma parcela de ouvintes, principalmente entre os limites territoriais da Inglaterra.
Foi formada em 1985 por ninguém menos que o vocalista e tecladista Darren Wharton — que outrora fora membro da banda do lendário Thin Lizzy — e contou também com Vinny Burns, guitarrista que já passou por várias bandas, das quais algumas consagradas: Ten, Asia, Ultravox, Bob Catley, Hugo, FM, The Ladder, Phoenix Down e Burns Blue. Além destes dois, Brian Cox, físico de partículas e apresentador da BBC — e principal responsável por eu ter conhecido a banda, pois apresenta ao belíssimo documentário/série Wonders of the Universe (2011), também pela BBC — teve sua passagem e registro no comando dos teclados (Apesar de não ser nenhum dos mais notáveis físicos, é sim um grande entusiasta no que se refere ao entendimento do universo e demonstra isso publicando livros, se apresentando como um comunicador carismático e unindo ciência com humor).

A banda, que ainda se encontra em atividade, lançou 9 discos que se diferenciam entre sim, tanto em linha melódica com no line-up, mas ficou marcada principalmente pelo disco de estréia, "Out Of The Silence", de 1988. Já "Blood From Stone", que adotou uma posição mais pesada e até acabou desagradando alguns que esperavam por algo semelhante ao primeiro, não soa surpreendente, mas sua sonoridade é de muito bom gosto. São também os únicos trabalhos do Dare que conheço, até porque não sou dos maiores simpatizantes e conhecedores do gênero, mas os recomendo fortemente, especialmente aos que curtem um bom hard rock e AOR, com um vocal casadíssimo com a pegada instrumental, riffs grudentos, solos bem encaixados e aquelas baladas que nunca poderiam faltar.

LastFM

Tracklist:
01. Wings of Fire
02. We Don't Need a Reason
03. Surrender
04. Chains
05. Lies
06. Live to Fight Another Day
07. Cry Wolf
08. Breakout
09. Wild Heart
10. Real Love

Download (não sabe baixar? Clique aqui)
domingo, 13 de maio de 2012
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High Tide - Discografia

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Gênero: Progressive Rock, Hard Rock, Psychedelic Rock, Art Rock, Proto Metal
País: Inglaterra
Anos em Atividade: 1969-1970, 1989-1990

Comentário: O final da década de 60 e início da década de 70 marcou um dos melhores momentos na história do Rock. Títulos universalmente conhecidos, como "Woodstock" e "Sgt. Peppers", por si só, já dizem tudo. Nesta época, o Psychedelic Rock estava carregado de belos frutos, que serviram de base para o desenvolvimento do Progressive Rock e do Heavy Metal. Neste período, inúmeras bandas criaram músicas geniais que, infelizmente, se perderam ou ficaram esquecidas no tempo. Jamais esquecidas por completo, mas, talvez, ofuscadas pelo brilho do que veio a sucedê-las. Essas músicas se misturavam entre os estilos Psyche, Heavy e Prog.

High Tide é uma das bandas desse meio. Não está estre as mais conhecidas, mas não chega a ser uma raridade, sendo que seu primeiro álbum é sempre citado em listas que coletam os tops da época ou de seu estilo.

Portanto, deixo claro a partir de agora: você que deseja baixar apenas um álbum desta discografia, baixe "Sea Shanties", o primeiro e mais renomado disco da banda. Não vou arriscar dizer que este é o melhor de todos, mas além de ser considerado a masterpiece do grupo, já leva em si o fundamental de sua sonoridade.

O que há de mais marcante do som do High Tide é o uso intenso de violino. High Tide foi uma das bandas pioneiras em usar violino juntamente ao Rock, e o fez de forma peculiar e deslumbrante. Em Sea Shanties, o som do violino elétrico de Simon House se enreda com a guitarra distorcidíssima de Tony Hill, e fazem um som espantosamente bem elaborado, especialmente quando se tem em vista o ano de gravação do álbum, 1969. Sea Shanties é marcante de várias formas: além da qualidade técnica e artística, o disco foi extremamente inovador quanto ao desenvolvimento do Rock falado no início do texto. As guitarras pesadíssimas anunciam o nascimento do Metal, o desenvolvimento dinâmico do som anuncia a explosão do Rock Progressivo (há quem cita Sea Shanties como o primeiro álbum de Progressive Metal da história). Isto sem deixar de lado o característico clima do Psychedelic Rock, principalmente no que tange às melodias e aos riffs dos momentos mais calmos. E mesmo com longas faixas instrumentais, o vocal também impressiona, muito forte, chegando a lembrar o estilo de Jim Morrison.

Os primeiros segundos da primeira faixa, Futilist's Lament já mostra tudo isto. A guitarra que introduz o disco já assusta por tamanha distorção. O violino bizarro se junta, e a música parece ficar bagunçada. Há grandes períodos instrumentais, onde os instrumentistas parecem brigar para ver quem é melhor, criando assim, passagens vituosas e excitantes. Mudanças drásticas de tempo e de peso são comuns. Com algumas pitadas de Jazz, Sea Shanties se assemelha às vezes ao épico Birds of Fire do Mahavishnu Orchestra.



Formada em 1969, a banda lançou seu primeiro disco neste ano, o segundo em 1970, mas se separou durante a gravação de um terceiro álbum no mesmo ano. Entretanto, durante a década de 70, House e Hill se juntaram e criaram muitas músicas sozinhos, sem ainda lançar nada. Os demais discos foram publicados só entre 1989 e 1992 - seis álbuns, praticamente tudo de uma vez. Não pude constatar as datas exatas de lançamento de cada disco, visto que várias fontes apontam datas diferentes.

O segundo álbum, High Tide (1970), também muito renomado, é menos pesado, mais organizado. O Prog Rock aparece mais aqui, com uma pitada também de Folk. Dos demais álbuns, Insteresting Times (1989) foi gravado durante a década de 70 e tem grande presença de música eletrônica, bem chegado ao New Wave mesmo, se fazendo assim, o álbum mais distinto da banda. Precious Cargo e The Flood são coletâneas de demos, B-sides e canções deixadas de fora dos primeiros álbuns. Várias destas canções estão nos álbuns aqui disponibilizados, como bônus tracks. A Fierce Nature composto e tocado por Tony Hill, e se assemelha aos lançamentos antigos. Ancient Gates e The Reason Of Success levam consigo longas faixas, cheias de improvisações intrumentais bem agradáveis. Há ainda uma coletânea, denominada Open Season, composta em maior parte por canções dos álbuns mais recentes.

High Tide é um ótimo exemplo do som Psyche-Hard que fez um dos melhores momentos do Rock entre o fim dos anos 60 e início dos anos 70. Peço licença a todos para, rapidamente, citar aqui um outro blog dedicado à música - The Day After the Sabbath, que vem publicado dezenas de coletâneas de bandas realmente underground ativas nesse período. Acreditem, é música boa que não acaba nunca. 


Progarchives || LastFM


Releases:

 Álbum: Sea Shanties
Ano: 1969

Tracklist:

02. Death Warmed Up
03. Pushed, But Not Forgotten
04. Walking Down The Outlook
05. Missing Out
06. Nowhere
07. The Great Universal Protection Racket (Bonus)
08. Dilemma (Bonus)
09. Death Warmed Up (Demo, Bonus)
10. Pushed, But Not Forgotten (Demo, Bonus)
11. Time Gauges (Bonus)

Download:
(165mb, 320kbps)
Links em breve...






 Álbum: High Tide
Ano: 1970

Tracklist:

01. Blankman Cries Again
02. The Joke
03. Saneonymous
04. The Great Universal Protection Racket (Bonus)
05. The Joke (Demo)
06. Blankman Cries Again (Demo)
07. Ice Age (Bonus)

Download:

(153mb, 320kbps)




 Álbum: Interesting Times
Ano: 1989

Tracklist:

01. Nightmare
02. The Nexialist
03. Survival
04. Ice Age
05. Dream Beam
06. Movie Madness
07. The Reason Why
08. Strike a Light
09. Rock Me On Your Wave
10. Heartstream

Download:
(65mb, 192kbps)
Links em breve...





  Álbum: Precious Cargo
Ano: 1990

Tracklist:

01. Blood Lagoon
02. Quest
03. Inflight
04. Ice Age
05. Movie Madness
06. Exploration
07. Rock Me On Your Wave

Download:
(77mb, VBR ~ 250kbps)
Links em breve...





   Álbum: The Flood
Ano: 1990

Tracklist:

01. Unearthed
02. All of one race
03. Static in the attic
04. The ballad of Norris Mill
05. The Flood
06. Unhinged
07. Light your torch
08. The great universal confidence trick
09. Icarus Phoenix
10. Ice Age
11. Steady in E

Download:
(98mb, 320kbps)
Links em breve....





   Álbum: A Fierce Nature
Ano: 1990

Tracklist:

01. Chess
02. Roll on
03. A Fierce Nature
04. Tribute
05. Time to change
06. Incitement
07. Power and Purpose

Download:
(100mb, 320kbps)
FileFlyer





   Álbum: Ancient Gates
Ano: 1990

Tracklist:

01. Resonance
02. Golden Space
03. Raga Kanda
04. Aht Variant
05. Ancient Gates-Starless Skyli

Download:
(158mb, 320kbps)
Links em breve...





   Álbum: The Reason of Success
Ano: 1990-1992 (?)

Tracklist:

01. Garage Gods
02. Elephant Trails
03. The Whid
04. Raga Misra
05. Turn yourself down

Download:
(128mb, 320kbps)
Links em breve...





   Álbum: Open Season (Compilation)
Ano: 2000

Tracklist:

01. Open Season
02. Unearthed
03. Static In The Attic
04. The Ballad Of Norris Mill
05. The Great Univarsal Confidence Trick
06. Icarus Phoenix
07. Unhinged
08. All Of One Race
09. Resonance
10. Turn Yourself Down
11. Light Your Torch
12. Steady In E
13. Garage Gods
14. Spindle

Download:
(184mb, 320kbps)
Links em breve...


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