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quinta-feira, 6 de agosto de 2015
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Drenge - Undertow

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Gênero: Alternative Rock, Garage Rock, Grunge
País: Inglaterra
Ano: 2015

Comentário: Quando o Drenge surgiu, vindo de uma pequena cidade no norte da Inglaterra, com seu primeiro disco era difícil não se render ao então duo formado pelos irmãos Eion e Rory Loveless.

O disco homônimo saiu em meados de 2013 e era uma explosão de riffs pesados e refrões grudentos, a exemplo do carro-chefe, “Bloodsport”. Um disco pesado e recheado de uma frustração que só quem mora, ou já morou, em uma cidade pequena, é capaz de compreender.

O Drenge cresceu, viu o mundo, excursionou com grandes nomes, tocou em grandes festivais e agora conta com mais um membro. A forma que essas mudanças afetaram os irmãos Loveless fica bem clara em Undertow, segundo disco da banda.

Embora faixas como “We Can Do What We Want” (primeiro single do álbum) e “Favorite Son” ainda resgatem o espírito adolescente do primeiro disco, Undertow soa mais maduro, adulto e elaborado.

O maior trunfo do disco certamente reside no fato deste ficar cada vez mais denso, sombrio e pesado a cada música. É fácil perceber a atmosfera do disco se transformando, o que torna de Undertow uma metáfora para a passagem da fúria adolescente (We Can Do What We Want) para as nuances complexas da vida adulta (Standing In The Cold; Have You Forgotten My Name?).

Destaque para a faixa “The Woods”, o melhor trabalho da banda até então.

Tracklist:
1 . Introduction
2. Running Wild
3. Never Awake
4. We Can Do What We Want
5. Favourite Son
6. The Snake
7. Side By Side
8. The Woods
9. Undertow
10. Standing In The Cold
11. Have You Forgotten My Name?

Ouça: Spotify


quinta-feira, 16 de julho de 2015
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Wand - Golem

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Gênero: Garage Rock, Noise Rock, Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Uma miscelânea de gêneros como Garage Rock, Grunge, Noise, Punk e Psychedelic Rock convergindo em uma explosão surreal de guitarras barulhentas. Essa é uma ótima definição do que os californianos do Wand apresentam em seu segundo disco, o viciante Golem.

As influências citadas pela banda durante o processo de composição do disco (Melvins, Sleep e Electric Wizard) ficam bem claras nas faixas iniciais. O disco abre com o riff pesado e com ares de Black Sabbath de “Unexplored Map”, uma música relativamente curta. Em seguida a pesadíssima “Self Hypnosis in 3 Days” abusando de riffs simplistas e de um noise rock latente. “Self Hypnosis in 3 Days”  é definitivamente o maior destaque do disco.

Todo o peso presente nas faixas anteriores é interrompido pela onírica “Melted Rope”, fortalecendo os argumentos daqueles que comparam o Wand a um ‘Tame Impala mais pesado’. Apesar da indiscutível qualidade da música, essa parece meio deslocada no contexto do albúm.

Importante ainda destacar a quase pop “Cave in”. Uma música que, localizada no meio do disco, é uma espécie de meio termo entre os extremos apresentados neste disco.

Após as barulhentas “Floating Head” e “Planet Golem” o disco encerra com “The Drift”, uma faixa quase toda feita com sintetizadores, reafirmando a diversidade de estilos que perpassam ao longo de Golem.


Tracklist:
1. The Unexplored Map
2. Self Hypnosis In 3 Days
3. Reaper Invert
4. Melted Rope
5. Cave In
6. Flesh Tour
7. Floating Head
8. Planet Golem
9. The Drift

Ouça: Spotify


terça-feira, 14 de outubro de 2014
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Playlists do Porco #8 - Duos

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Duas pessoas, o número mínimo de integrantes necessários para se formar uma banda e, talvez, o número ideal. Impossível é não ficar surpreso com a energia que flui entre duas pessoas no palco, mostrando que a complexidade musical, tão admirada por alguns, é irrelevante diante da energia que impulsiona uma platéia ao êxtase (e também ao ecstasy).

Do White Stripes ao celular de dois chips, esse formato se mostra ideal. Esta playlist consiste em 9 faixas que passam pelo Stoner, Grunge, Garage Rock e Indie. Sempre respeitando o formato em questão.

Boa audição!



Obs: O Bass Drum Of Death se tornou um trio, mas na época do lançamento da música que está nesta playlist, ainda era uma dupla.

domingo, 14 de setembro de 2014
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Death From Above 1979 - The Physical World

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Gênero: Dance Punk, Stoner Rock, Noise Rock
País: Canadá
Ano: 2014

Comentário: No longínquo ano de 2004 o Dance Punk com tons de Stoner Rock do Death From Above 1979 confundia pessoas por aí. Com músicas que ao mesmo tempo podiam encher pistas de dança e criar grandes rodas de mosh, o duo canadense fez seu nome sair do underground e conquistar fãs devotos e críticas positivas mundo afora. A banda formada por um baixista e um baterista ganhou remixes de Justice e Josh Homme, teve música sampleada pelo Cristal Castles e uma singela homenagem dos brasileiros do CSS.

Após o lançamento de apenas um disco a banda se separou. Agora, 10 anos após o lançamento do até então único disco, o incrível You’re A Woman, I’m A Machine, o Death From Above 1979 retorna com um disco tão pesado e dançante quanto seu predecessor, vencendo o ceticismo de muitos, inclusive o meu.

The Physical World é um deleite para os fãs da Death From Above 1979. Produzido por Dave Sardy, que já trabalhou com Oasis, LCD Soundsystem e Nine Inch Nails, o disco, já na música de abertura, “Cheap Talk”, mostra que a banda não perdeu o ritmo e o baixo distorcido em conjunto com os sintetizadores tímidos empolgam qualquer um. Acompanhada de “Right On Frankstein” e a super dançante “Virgins”, o ouvinte já está convencido da qualidade do disco logo em sua sequência inicial. Aos que ainda tinham dúvidas, cabe às ótimas “Nothin’ Left” e “Government Trash” saná-las. Fechando com a faixa título, a monstruosa "The Physical World", fica a vontade de ouvir de novo e de novo este que é um dos melhores discos do gênero lançados este ano.

E que venham os próximos 10 anos!

Tracklist:
1. Cheap Talk
2. Right On, Frankenstein!
3. Virgins
4. Always On
5. Crystal Ball
6. White Is Red
7. Trainwreck 1979
8. Nothin' Left
9. Government Trash
10. Gemini
11. The Physical World

MEGA

domingo, 25 de maio de 2014
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Far From Alaska - ModeHuman

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Gênero: Grunge, Indie, Alternative, Stoner
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: ModeHuman certamente irá figurar nas listas de melhores discos nacionais do ano. O quinteto potiguar apresenta em seu disco de estreia uma sucessão de riffs pesados que remetem diretamente aos anos 90, combinados com uma sonoridade moderna em uma deliciosa ambiguidade que torna este um disco divertido e cativante.

O primeiro Ep, Stereochrome, caiu nas graças de Shirley Manson, vocalista do Garbage, com quem o Far From Alaska tocou no Planeta Terra Festival em 2012, mesmo ano em que a banda foi formada. A visibilidade em torno da banda cresceu e no final de 2013 começam as gravações do primeiro disco, ModeHuman.

O disco abre com ‘Thievery’, primeiro single lançado por eles. Fica difícil não traçar um pararalelo entre o Far From Alaska e bandas grunge lideradas por garotas no começo dos anos 90, como o The Breeders ou o Elastica, mas não para por aí. O Far From Alaska ainda tem mais a oferecer. ‘Politks’ é a mais diferente do disco, dançante, pesada e carregada de sintetizadores é certamente um dos destaques deste lançamento. A partir de ‘Another Round’ tudo começa a soar, de alguma forma, diferente e se você ainda não se rendeu ao som da banda, bem, esta é hora. A bela sequência formada pela já citada ‘Another Round’, ‘About Knives’ e ‘Rolling Dice’ impressionam pela qualidade e deixam qualquer ouvinte babando. O terceiro ato começa com ‘Communication’ com um clima mais direcionando ao Stoner Rock setentista que segue até o fim do disco, sendo interrompido apenas pela eletrônica ‘ModeHuman pt. 1’.

O Far From Alaska acerta em cheio com seu disco de estreia. Barulhento, direto, pesado e moderno, ModeHuman não sairá da sua playlist tão cedo.

Tracklist:

1. Thievery
2. Deadmen
3. Dino Vs Dino
4. Politiks
5. Another Round
6. About Knives
7. Rolling Dice
8. Mama
9. Greyhound
10. Communication
11. The New Heal
12. Tiny Eyes
13. ModeHuman pt1
14. Rainbows
15. Monochrome

MEGA // Novafile

sábado, 19 de abril de 2014
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Rolland Hazzard - Young Girls

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Gênero: Blues / Garage Rock / Indie Rock
País: EUA
Ano: 2014

Comentário: Estava com muita vontade de voltar a resenhar pro blog, mas queria resenhar algo que eu nunca tivesse escutado, mas que de “a primeira ouvida” me agradasse ao ponto de me deixar elétrico e morrendo de vontade de resenhar, ensaiei duas resenhas antes dessa, que talvez, um dia eu possa vir a terminar, mas nenhum dos outros dois álbuns me capturou tanto quando o “Young Girls.”

Minhas pesquisas não obtiveram muito sucesso, o que posso dizer da banda é que: O Rolland Hazzard é uma típica banda do interior dos Estados Unidos, oriundos do Texas, formada em 2002, com dois trabalhos anteriormente lançados, o EP “Christmas Day” e o “Christmas Day B-sides. Ok, agora vamos a coisas que me agradaram na banda além da capa que esteticamente eu achei maravilhosa para o álbum: o garage rock despreocupado/despudorado/leve que eles fazem. Não parece, mas sempre que posso recorro a esse estilo e é quase certo de me sentir agradado.

As duas primeiras faixas “Young Girls” e “Gold”, são típicas do estilo que descrevi acima e juntas funcionam muito bem, uma sequência muito bem escolhida para iniciar o álbum, aliás a crescente que “Gold” apresenta é incrível, além de um refrão que fica meio grudado na sua cabeça – um desses famosos refrões-chiclete com uma sonoridade fodalizamente contagiante.

Até “My Name” o álbum segue todo em um up contagiante do típico garage rock texano. “My Name” vem quebrar a estrutura do álbum – e isso é muito bom. Música mais lenta, mais puxada pra um blues, distorções no vocal, cordas bem marcadas, música maravilhosa, tanto na sequência do álbum quanto sozinha, uma das minhas preferidas. “Imaginary Kindgon”, a faixa seguinte, cai no blues e desculpem o palavrão, mas porra, eu estava esperando justamente isso no álbum, bluesão melancólico de vocal sujo e nostálgico – aqui mais um motivo irrefutável pra dar uma chance a banda.

“Baptized”, conta com a introdução instrumental mais linda do álbum, um lindo flerte com o country, se assim posso dizer, as faixas seguintes sequem mais ou menos na mesma linha dela, só há uma nova quebra com “Ghost of Memphis”, um retorno ao blues, aqui mais explosivo; visceral, muito merecido para encerrar o álbum – que em si não tem um ponto alto destacado, mas é despudoradamente bom e intenso; que realmente me agradou em vários sentidos e que eu vou colocar nos meus dispositivos móveis de áudio para ouvir sempre.


Tracklist:
01. Young Girls   
02. Gold   
03. Hether St.  
04.Fuck Around  
05. My Name  
06. Imaginary Kingdom  
07. Tonight's Trouble  
08. Baptized  
09. They Don't Know  
10. Summer Worship   
11. Ghosts of Memphis 

Download: MEGA

terça-feira, 3 de dezembro de 2013
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Hellbenders - Brand New Fear

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Gênero: Stoner Rock
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Minha primeira experiência com o Hellbenders foi quando a banda abria para o Black Drawing Chalks, em uma casa de shows de Belo Horizonte. A segunda foi quando encontrei os integrantes da banda no mosh, em meio a chuva de cerveja que tomou conta do lugar.

Existe uma cena musical muito interessante rolando em Goiânia. Inspirados, na maior parte, pelo lendário MQN, bandas como o Black Drawing Chalks, Dry e o Hellbenders se destacam no movimento Garage/Stone Rock goiano.

Brand New Fear, primeiro full lenght deles, é recheado daquilo que torna a cena goiana tão interessante. Guitarras pesadas, bateria acelerada e baixo carregado são distribuídos em 10 músicas que falam sobre mulheres, bebedeiras e tudo aquilo que é típico do Stoner Rock, executadas com maestria pelo quarteto em um verdadeiro massacre sonoro.

'Brand New Fear', 'Whorehouse Murder e 'Outburst' formam uma bela sequência de abertura, sendo esta última uma daquelas músicas que levam qualquer a entrar a se levantar e entrar na roda. Ao longo do disco músicas como 'Hurricane', '3 times Or More' e 'No Thinking' se destacam pelo peso e qualidade surpreendentes.

Os segundos finais de 'Smashing Cars, Chasing Stars', música que fecha o disco, deixam a certeza de que a cena goiana está em chamas e muita coisa boa ainda virá desses garotos e seus conterrâneos.

Tracklist:
1. Brand New Fear
2. Whorehouse Murder
3. Outburst
4. Hurricane
5. 3 Times Or More
6. Escape Song
7. No Thinking
8. Shoot On Spot
9. Holy Whiskey
10 Smashing Cars, Chasing Stars

Download gratuito no site oficial.

quinta-feira, 25 de julho de 2013
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Pulled Apart By Horses - Discografia

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Grunge, Noise Rock, Post Hardcore.
País: Inglaterra

Comentário: Em um pub qualquer da Inglaterra uma banda prepara seu equipamento em um canto. O lugar é escuro, o palco não tem mais de 30 centímetros de altura, mas quando os primeiros acordes são tocados a energia que preenche o lugar é intensa, o público vai a loucura e a banda dá o sangue no palco. Essa é a essência do rock, desde os primórdios, esse é o Pulled Apart By Horses.

Quando conheci a banda passei horas assistindo vídeos de suas apresentações ao vivo. Uma delas em especial chamou a minha atenção. A banda era uma das atrações do festival norte americano SXSW e o local do show parecia ser o fundo da casa de alguém, o palco era montando em um chão de pedra, atrás dos amplificadores tinha uma árvore e uma cerca típica de casas americanas completava o cenário. Mas, o modo que a banda se comportava me deslumbrou, era como se fosse o show mais importante de suas vidas em uma arena para milhares de pessoas, mas na verdade o público não passava de vinte.
sábado, 13 de julho de 2013
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Pignes LIVE! # 16 - The White Stripes - Nine Miles From The White City/Elephant Demos

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Blues Rock
País de origem: Estados Unidos
Quando: 2 de julho de 2003.
Onde: Aragon Ballroom, Chicago, Estados Unidos.

Comentário: Esse ano o White Stripes comemora 10 anos do lançamento daquele que é, para muitos, o melhor álbum da banda, Elephant. Sim, 10 anos. Parece que foi ontem, mas essa obra prima da música alternativa completou 10 anos e como manda a tradição, sempre que um disco atinge essa marca uma tonelada de material inédito deve ser lançada. Mas, não todo o material, pois deve sobrar alguma coisa pro aniversário de 20 anos.

Elephant redefiniu os rumos da música na primeira década do século XXI. O riff inconfundível de 'Seven Nation Army' ainda hoje é repetido em toda e qualquer festinha indie, em jogos de futebol, manifestações populares e por pessoas de bom gosto em todo o mundo. O disco ainda tem clássicos como "The Hardest Button To Button", "I Want To Be The Boy To Warm Your Mother's Heart" e  "I Just Don't Know What You Do To Myself".
sábado, 15 de junho de 2013
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Slow Warm Death - Slow Warm Death

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Gênero: Garage Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Eu gosto de um rock experimental tanto quanto qualquer um aqui. Escutar sons novos e diferentes nunca foi um problema. Mas volta e meia, não dá. Eu preciso de um disco de rock direto ao ponto. Aquele som direto, tocado rápido, alto, com sangue nos olhos. Não precisa ser o mais extremo, nem sou muito disso. O que falta é aquele quê, uma sensação de estar ouvindo algo direto ao ponto, sem rodeios. Esse ano, finalmente, encontrei um novo disco assim; Slow Warm Death é uma banda surgida das cinzas de Snowing, uma banda de emo formada em 2008.

Essa banda original, emo, tentava resgatar as raízes. Era legal, interessante de verdade. Mas a época já tinha passado. Seja por que for, ela acabou rápido, 2011 cerrou o caixão do jovem grupo. Daí, surge o Slow Warm Death, uma banda de rock de garagem. Daqueles bem diretos, que sem rodeios partem pra porrada sonora. Após um pequeno release, é em 2013 que sai o primeiro disco, self titled.

Se o emo resgatado do Snowing não deu muito certo, o rock de garagem que parece do final dos anos 80 soa perfeitamente novo. Talvez por conta da produção, o disco não parece um revival. É atual sem cortar as raízes. Pra ser sincero, na primeira vez que escutei fiquei com a impressão de se tratar de um Arctic Monkeys muito mais legal.

A primeira música começa devagar. Antes do primeiro minuto, porém, o bicho pega. A guitarra entra, o vocalista se solta e as distorções surgem. A bateria, por melhor que seja, fica em segundo plano. O disco é, sem dúvidas, da guitarra. Sem parar, ela carrega o disco. Sobe uma nota mais aguda, sai a distorção, vem música mais doom ou outras punk, ela continua. É uma lembrança de porque, apesar de tudo, a guitarra é o ícone do rock.

De músicas carniceiras para outras bem mais tranquilas - como em blood 2 - a banda faz um pouquinho de tudo. Era, sinceramente, aquilo que estava faltando. Todos os anos dizem que alguém surge pra salvar o rock. Não vejo porque salvar algo que continua soltando coisas desse nível todo ano. O que precisa surgir é um pouquinho menos de pré conceitos. Dê uma chance aos rapazes do Slow Warm Death, se você gosta de rock não irá se arrepender.




Tracklist:
1. Sleep
2. Alone
3. Liar
4. Holy Ghost
5. Crack
6. Kill You
7. Conversation
8. Blood
9. Blood 2
10. Sunburn

Download: MEGA
quarta-feira, 12 de junho de 2013
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The Dead Pirates - Malevolent Melody EP

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Gênero: Garage Rock
País: Inglaterra
Ano: 2010

Comentário: Vocês não sabem, mas eu, assim como McBess (diretor de arte), quero cursar design gráfico -- no momento faço cursinho pré-vestibular. E, assim como com Black Drawing Chalks (outra banda formada nesse ramo), não consigo separar a banda de sua imagem. Talvez até pelo modo como conheci o grupo...

Sempre gostei de ilustrações, pode se dizer que é um hobbie e, assim, tenho o costume de procurar coisas novas. Não que The Dead Pirates seja lá muito nova. Na verdade, a parceira musical entre vosso diretor de arte e seu irmão, Ben Franklin, começou antes mesmo de eu entrar para o Ensino Médio. Podemos, inclusive, conferir como foi: do início a esse EP inaugural do conjunto e então ao curtinho FAT, de 2011.




Acabei por descobrir o icônico estilo acima do tal McBess ao procurar por novas inspirações, novos traços. E acho que ele serve também como um ótimo exemplo do trabalho de um designer gráfico -- que seria a realização de todo o projeto gráfico e visual de publicações, anúncios, vinhetas de TV ou até, em tempos difíceis, web-designer. Ele, como bom profissional, uniu o útil ao agradável. Empunhou seu violão, seu irmão, juntou sua trupe e formou-os personagens -- quase como o Gorillaz.

A música, assim como o desenho, não poderia ter ficado diferente. Características bem produzidas e riffs marcantes integram a imagem desse grupo. Guitarras sujas e barbas compridas , mas nada saturado.
Há também uma grande semelhança com gêneros dos indie e alternative rock -- no entanto, é a essência underground o ingrediente secreto para o aroma hipster.

Tracklist:
1. "WOOD" - 4:16
2. "recorded by the devil" - 3:05
3. "Malevolent Melody" - 3:55
4. "LAZAR" - 1:53

Download:
Bitshare / Depositfiles Mega


quarta-feira, 15 de maio de 2013
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The Drones - I See Seaweed

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Gênero: Punk Blues / Alternative Rock / Garage Rock
País: Austrália
Ano: 2013

Comentário: Fim de expediente. Chega cansado do trabalho, mas mesmo assim tem que estudar religiosamente trancado em seu quarto, pra evoluir na vida. Basta de estudar por hoje, hora de dar uma lida em algumas resenhas gringas de lançamentos. Tem sido um bom ano pra música. Parceria do Aesop Rock com Kimya Dawson? Sounds great... vamos procurar na locadora do Paulo Coelho. "The Drones"... Nunca ouvi falar... já ouvi um discaço de Drone esse ano, o The Haxan Cloak. A resenha até que tá dando moral. Bom, vou baixar.
As semanas passam. As jornadas das 8h às 17h consomem os dias como as nuvens de gafanhotos que assolaram o Egito naquelas épocas longínquas. Arranja uns serviços extraordinários além da jornada habitual pra ganhar uma grana a mais. Pequenos prazeres, como deitar e ouvir um disco novo, analisando-o, no headphone passam a ser cada vez mais raros. Chega de estudar por hoje... Nossa, há quanto tempo que eu não entro no TheNeedleDrop. Vamos ver o que Mr. Fantano tem ouvido... Loved List, geralmente gosto dos discos que ele gosta... "The Drones"? Já ouvi falar dessa banda... Pqp, já baixei, preciso ouvir. To com um pouco de sono, mas acho que vale a pena, faz tanto tempo que não paro pra ouvir nada... um Dark Ambient antes de uma noite de bom sono não pode fazer mal.
Primeira faixa. I See Seaweed, igual ao título. Peraí, isso não tem nada de Drone... isso aí é um Indie Rock meio gritado, meio lamentado. Pausa. Pesquisa sobre o artista. Banda australiana que já tinha três álbuns antes deste, com um público fiel relativamente volumoso. Se sente ignorante. Logo ele que se vangloria por conhecer praticamente tudo no que diz respeito a música. Volta pro registro. Despausa.
Começa a ouvir sem pretensão, afinal já não era o que pensava inicialmente. A letra conta uma história. Bacana, gosta disso numa música. Uma história um tanto quanto sombria, aliás. Melhor ainda. O que era uma audição despretensiosa vai semeando um interesse crescente a cada termo incomum utilizado na música, em contraponto a um mundo de composições fracas, como tem sido atualmente. "Caralho, que letra é essa?!" - e a surpresa se instala. Acaba a primeira faixa. Um pequeno baque.
How to See Through Fog é a seguinte. Parece um pouco mais tradicional, digamos. Mais calma, com certeza, sem a interpretação quase teatral que o vocalista brilhantemente outorgou à primeira faixa. Verifica se é tão longa quanto à outra... não, só quatro minutos. Ainda assim uma boa faixa. A expectativa aumentou um pouco.
They'll Kill You. Título forte, tanto quanto a faixa em si. A intensidade está de volta. Novamente: que letra. Que experiência. Uma atmosfera sombria envolvendo um contexto emotivo. Já não consegue mais se desprender do disco. Uma situação quase física. Quando perpassa as demais faixas, ao final de Why Write a Letter That You'll Never Send?, talvez a melhor do disco, já não tem mais sono. Já deseja ouvir o álbum inteiro novamente. Tem a sensação de que o álbum será injustiçado nas lista de melhores do ano lá em dezembro.
Os dias passam. O álbum agora o acompanha em seu dia a dia. Ouve pelo menos cinco de suas faixas durante o expediente, todo dia, quando dá uma folga. Passa a acompanhá-lo nas corridas diárias, hábito que passou a cultivar. Decide que vai escrever sobre o disco. Está mentalmente esgotado, e parte da culpa é do próprio disco, que exige muito de ouvidos já desacostumados com conteúdo que seja ao mesmo tempo psicodélico, sombrio e emotivo. Abre o rascunho da postagem, começa um parágrafo convencional umas duas, três vezes. Não consegue, desiste. Tenta fazer algo diferente. Deve ser a inspiração da originalidade do trabalho. Obrigado, The Drones.




Tracklist:
  1. "I See Seaweed" - 8:34
  2. "How to See Through Fog" - 4:12
  3. "They'll Kill You" - 6:05
  4. "A Moat You Can Stand In" - 4:22
  5. "Nine Eyes" - 7:12
  6. "The Grey Leader" - 6:15
  7. "Laika" - 6:20
  8. "Why Write a Letter That You'll Never Send" - 9:17 

 

Download:

MEGA
sábado, 13 de abril de 2013
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Pulled Apart By Horses & Blood Red Shoes - Heartsink/Get Off My Ghost Train

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Gênero: Indie, Alternative, Garage Rock, Noise Pop, Post Hardcore, Grunge
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Heartsink/Get Off My Ghost Train é o primeiro de uma série de splits que serão feitos pela gravadora do guitarrista do Pulled Apart By Horses, a Covered Records, todos seguindo esta mesma ideia, uma banda tocando um cover da outra. Para a estreia do projeto o Pulled Apart By Horses convidou o Blood Red Shoes para este split e o resultado é excelente.

O Pulled Apart By Horses foi formado em 2008 em Leeds, na Inglaterra. A banda tem dois ótimos discos em seu currículo, o auto intitulado de 2010 e o ótimo Tough Love de 2012. Os dois discos são altamente recomendados. Para esse Split o Pulled Apart By Horses escolheu aquela que é, provavelmente, a música mais pop do Blood Red Shoes, "Heartsink" e conseguiu imprimir a sua marca na música, com o peso exato que ela precisava.

Vindos de Brighton, Inglaterra, o Blood Red Shoes foi formado em 2004, por Steven Ansell e Laura-Mary Carter. Desde então a dupla vem conquistando cada vez mais espaço na cena Indie pop britânica. A música escolhida pela banda foi "Get Off My Ghost Train". O duo fez um ótimo trabalho transformando a música em algo sombrio e denso, na mesma linha dos últimos lançamentos da banda, In Time To Voices de 2012 e o recentemente lançado Ep Water.

Tracklist:
1. Get Off My Ghost Train
2. Heartsink

MEGA // Novafile

segunda-feira, 4 de março de 2013
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Sound City - Real To Reel

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Gênero: Rock N Roll, Grunge, Stoner
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário:  E então Dave Grohl resolve se aventurar pelo cinema, chamar alguns amigos e gravar um grande disco.

Sound City é um documentário dirigido pelo incansável Grohl e conta a história do estúdio de mesmo nome, localizado em Los Angeles, Califórnia. Alguns dos maiores nomes da música passaram por Sound City. Neil Young gravou seu After The Gold Rush lá. Johnny Cash, Elton John, Grateful Dead, Cheap Trick, Nirvana, Queens Of The Stone Age, Rage Against The Machine, A Perfect Circle e Nine Inch Nails também já passaram pelo Sound City Studio que fechou suas portas em 2011.

Após comprar vários dos equipamentos do estúdio onde gravou o lendário Nevermind, Dave Grohl resolveu fazer um documentário que exaltasse a história do estúdio, creditando aqueles que fizeram história em suas instalações e dessa forma contar uma grande parte da história da música desde os anos 70.

O documentário também questiona o uso excessivo de recursos digitais nas músicas atualmente. Auto-tune, Pro Tools e ferramentas que tornam a música cada vez mais genérica, menos orgânica, e criam uma infinidade de "artistas" de talento duvidoso os quais eu nem vou me dar o trabalho de enumerar.

Enquanto conta a história do estúdio um grande disco é feito. Com as participações de Josh Homme (Queens Of The Stone Age), Trent Reznor (Nine Inch Nails), Krist Novoselic (Nirvana), Paul MacCartney, Tim Commerford e Brad Wilk (Rage Against The Machine), Stevie Nicks (Fleetwood Mac), seus companheiros de Foo Fighters, Nate Mendel, Pat Smear, Taylor, entre outros, Dave toca em todas as músicas, em um disco que todo amante de música deveria ouvir.

Sound City Movie é, talvez, o maior presente de Grohl para a música e não vejo uma forma melhor de terminar este texto do que com as palavras do próprio Dave.

"Eu realmente sinto que o SOUND CITY é o trabalho mais importante da minha vida. Espero que vocês também. Estou louco pra que vocês o vejam! Mostrem para os seus amigos! Juntem-se, formem uma banda, soem como merda, e mudem o mundo. VÃO!"

Tracklist:
1. Heaven and All – Robert Levon Been, Dave Grohl, Peter Hayes
2. Time Slowing Down – Tim Commerford, Chris Goss, Grohl, Brad Wilk
3. You Can't Fix This – Grohl, Taylor Hawkins, Rami Jaffee, Stevie Nicks
4. The Man That Never Was – Grohl, Hawkins, Nate Mendel, Pat Smear, Rick Springfield
5. Your Wife Is Calling – Grohl, Hawkins, Alain Johannes, Smear, Lee Ving
6. From Can to Can't – Grohl, Rick Nielsen, Scott Reeder, Corey Taylor
7. Centipede – Goss, Grohl, Johannes, Joshua Homme
8. A Trick with No Sleeve – Grohl, Homme, Johannes
9. Cut Me Some Slack – Grohl, Paul McCartney, Novoselic, Smear
10. If I Were Me – Jessy Greene, Grohl, Jaffee, Jim Keltner
11. Mantra – Grohl, Homme, Trent Reznor

Bayfiles // Freakshare // Turbobit // Bitshare

quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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Black Drawing Chalks - No Dust Stuck On You

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Gênero: Stoner Rock
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: O Black Drawing Chalks é certamente uma das bandas mais legais do país. No Dust Stuck On You, terceiro disco deles, mostra todo o poder desses quatro caras de Goiânia que formaram uma banda para falar de mulher e cerveja e acabaram se tornando uma referência dentro do estilo atualmente.

Com participação de ex-integrantes o sucessor de Life Is A Big Holiday For Us de 2009 mostra uma nova direção musical da banda, que inova sem perder aquilo que nos fez gostar tanto deles. Em 15 a faixas o Black Drawing Chalks mostra competência e qualidade. Começando com a explosiva "Famous" passando pelas ótimas "Cut Myself In Two", "Street Rider" e "Walking By" música que exala a essência dos anos 90. Em seguida temos as dançantes "No Anchor" (a minha preferida) e "Disco Ghost", faixa que vem sendo apontada como um dos maiores destaques do disco. A parte mais pesada começa a partir de "I've Got Your Flavor" que possui um vídeo clipe com gravações antigas da banda. "Swallow" é uma faixa pesada e muitíssimo trabalhada, é um dos melhores exemplos da evolução do Black Drawing Chalks. O disco ainda traz uma nova versão da faixa "Little Crazy", que havia sido lançada anteriormente no Ep Love Bazukas, gravada na ocasião com participação de Chuck Hipolitho (Ex-Forgotten Boys, Vespas Mandarinas), a viajada "Deni's Dream" e termina de forma excepcional com "Cheat, Love And Lies", faixa que tinha aparecido no álbum ao vivo dos caras, o Live In Goiânia.

O disco, logo após seu lançamento, foi disponibilizado gratuitamente no site oficial da banda. Onde também podem ser encontrados os lançamentos anteriores.

Tracklist:
1. Famous
2. Cut Myself In Two
3. Street Rider
4. Walking By
5. No Anchor
6. Disco Ghost
7. I've Got Your Flavor
8. Simmer Down
9. Swallow
10. Imatture Toy
11. Black Lines
12. Little Crazy
13. The Stalker
14. Deni's Dream
15. Cheat Love And Lies

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quarta-feira, 25 de julho de 2012
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Bad Sports - Kings of the Weekend

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GêneroGarage Rock / Punk Rock
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Ah como eu odeio começar um texto, aquele espaço em branco te encarando e quase dizendo "porra, você não consegue fazer melhor não?".
Considerando a capa a cima, quase temos a mesma reação quanto ao gênero "porra, você não consegue achar alguém que pareça menos hipster não?" e, sinceramente, tá difícil.
 Mas deixando as aparências um pouco de lado, acho que podemos voltar ao começo, afinal, esse é o debut do trio; nada de "ah, vamos fazer um EP pra apresentar pra galera antes do CD", nada de "ah, vamos ver se a gente consegue assinar com uma gravadora antes do CD", nada disso. Não sei se posso dizer que deu certo, porque mesmo tendo tocado no SXSW 2011, ainda apresentam aquele ar mal-produzido digno da cena underground.
O álbum em si, faz júz ao rótulo e, consequentemente, descarta aquela primeira impressão de três-garotos-hipsters; já algumas faixas, trazem-o à tona novamente.
 Can't Just Be Friends e Sweet Sweet Mandi me lembra os primeiros álbuns dos Ramones, – é, eu sei que vou ser crucificado nos comentários, mas calma que ainda tem mais – enquantoTeenage Girls se assemelha à The Clash. Sendo assim, é impossível não cogitar que "os três-garotos-hipsters fizeram um trabalho à la ´ah, vamos fazer um CD tipo anos 80`"; porém, (independente da  má qualidade de gravação) se a idéia foi mesmo essa, o trio andou fazendo sua lição de casa.

Tracklist:
1. "Off Switch" - 1:47
2. "Can't Just Be Friends" - 1:47
3. "Sweet Sweet Mandi" - 1:14
4. "Teenage Girls" - 2:03
5. "Inside and Out" - 2:16
6. "You Look Funny" - 1:56
7. "I May Be Cruel" - 2:26
8. "I'm in Love With Myself" - 2:21
9. "Get My Head" - 1:48
10. "June Sixteenth" - 1:57
11. "Can't Stay" - 2:13
12. "You Don't Wanna Know" - 1:58
13. "Someday in the Future" - 3:29
14. "Days of Denton" - 2:55

segunda-feira, 16 de julho de 2012
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Pignes LIVE! #12 - Arctic Monkeys - At The Apollo

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Gênero: Indie Rock/Garage Rock
País de Origem: Inglaterra
Quando: 14 de Outubro de 2008.
Onde: Manchester, Apollo.

Comentário: Acho que podemos dispensar as apresentações, afinal, Arctic Monkeys é um dos grupos mais influentes e populares dos últimos tempos. Porém, dispensemos também o vintage e as jaquetas de couro; o DVD que trago, de 2008, não mostra a mesma banda que atualmente conhecemos, portanto, convido-os a situarem-se em um passado recente, quando eles ainda não haviam traído o movimento.

quarta-feira, 11 de julho de 2012
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Bass Drum Of Death - GB City

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Gênero: Garage Rock, Indie Rock, Noise
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Bass Drum Of Death é uma banda que casa muito bem as influências do rock setentista, o som alternativo dos anos 90 e bandas indie dos anos 2000, extraindo dessa mistura um som pesado, dançante e que te faz querer ouvir mais e mais. Formada em 2008 a banda contava apenas com John Barrett, que fazia tudo sozinho até a entrada de Colin Sneed na bateria. Em 2011 veio o primeiro disco da banda, o destruidor, GB City.

GB City é um disco carregado de energia. Com o auxílio de guitarras sujas, John Barrett canta aos gritos musicas sobre bebedeiras, mulheres, confusão e tudo aquilo que uma banda de rock deve falar. Em um disco gravado de forma quase caseira a banda mostra em onze músicas um som destruidor e digno da atenção de qualquer um que goste do estilo. Bass Drum Of Death é puro rock n' roll, por mais clichê que essa frase possa soar.

O disco abre com a bateria de "Nerve Jamming", que mostra o que a banda faz de melhor, com guitarras ruidosas e vocais sujos a música demonstra toda a visceralidade do disco. "Get Found" é um dos grandes destaques desse disco, e abre uma sequência de ótimas músicas, que segue com "Velvet Itch" e "High School Roaches". Ainda sobra espaço no disco para a indiezinha "Young Pros" e a explosiva "Heart Attack Kid". Bass Drum Of Death é uma banda que eu gostaria muito de ter conhecido antes.

Tracklist:
1. Nerve Jamming
2. GB City
3. Get Found
4. Velvet Itch
5. High School Roaches
6. Spare Room
7. Young Pros
8. Heart Attack Kid
9. Leaves
10. I Could Never Be Your Man
11. Religious Girls

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sábado, 7 de julho de 2012
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A Place To Bury Strangers - Worship

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Gênero: Noise Rock, Experimental, Shoegaze, Alternative Rock, Garage Rock.
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: O trio de noise rock A Place To Bury Strangers, se orgulha de carregar o título de banda mais barulhenta de Nova York, como foi classificada nos seus primeiros anos de atividade. A banda lançou seu primeiro disco, homônimo, em 2007 e no ano seguinte já abria shows para o Nine Inch Nails. O segundo disco garantiu a banda aparições em festivais como o Coachella, então não era de se espantar que Worship, terceiro disco da banda, já nascesse em meio a certas expectativas.

Com guitarras carregadíssimas de distorções e experimentalismo, que remetem a bandas como Sonic Youth, por exemplo, a banda não decepciona em Worship, com musicas que poderiam se encaixar em seus trabalhos antigos ("Alone", "Mind Control" e "Why Can't I Cry Anymore", por exemplo) e algumas com uma pegada, digamos, mais acessível (como "You Are The One"), o disco é empolgante do início ao fim.

Tracklist:
1. Alone
2. You Are The One
3. Mind Control
4. Worship
5. Fear
6. Dissolved
7. Why I Can't Cry Anymore
8. Revenge
9. And I'm Up
10. Slide
11. Leaving Tomorrow

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sexta-feira, 29 de junho de 2012
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Blood Red Shoes - In Time To Voices

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Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Garage Rock
País: Ingleterra
Ano: 2012

Comentário: In Time To Voices é o terceiro disco da banda britânica Blood Red Shoes, disco esse que traz uma banda diferente, sai o peso de Fire Like This (2010) e a velocidade de Box Of Secrets (2008) e entram as guitarras arrastadas e melancólicas, que podem ser ouvidas em musicas como "Cold", por exemplo. In Time To Voices é um disco mais trabalhado, mais lento, apesar da música mais pesada da banda estar nesse disco, a pedrada "Je Me Perds". A banda dessa vez se mostra mais profissional. A predominância dos vocais de Laura-Mary Carter ajuda a criar o clima do disco.

O disco abre com a faixa título, "In Time To Voices", que parece anunciar o que será o disco, começando arrastada e crescendo gradativamente até se tornar grandiosa da metade para o final, seguida por "Lost Kids" uma das melhores do disco e a que mais remete aos trabalhos anteriores da banda. Após "Cold" o disco fica mais lento, com as sonolentas "Two Dead Minutes", "The Silence And The Drones" e "Night Lights", a sequencia é interrompida pela pesadíssima "Je Me Perds". "Stop Kicking" e "Down Here In The Dark" são musicas que se destacam na segunda metade do disco.

In Time To Voices é um disco que pode desagradar aqueles que assim como eu esperavam algo na mesma linha de seu antecessor, mas se torna um disco agradável após algumas audições.

Tracklist:
1. In Time To Voices
2. Lost Kids
3. Cold
4. Two Dead Minutes
5. The Silence And The Drones
6. Night Lights
7. Je Me Perds
8. Stop Kicking
9. Slip Into Blue
10. Down Here In The Dark
11. 7 Years

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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