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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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Русичі - Щебетала пташечка

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Gênero: Folk-Pop-Rock /Experimental & Alternativo
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Como a Ucrânia chamou atenção para si nos últimos meses, achei que poderia aproveitar o momento para trazer novamente o disco Shchebetala ptashechka (Щебетала пташечка /  A Birdie Twittered) que eu havia publicado anos atrás. Por seu som alegre e boas vibrações, é uma boa para tentar se livrar um pouco das tensões e ao mesmo tempo me mascarar, fazendo-me parecer que só estou preocupado com nossos colegas ucranianos e não tenho a menor intenção de lucrar com essa postagem. Brincadeiras à parte (até porque não ganhamos um centavo sequer), um dos principais motivos por eu indicar o som de Rusychi (Rusyczi / Русичі) é pelo valor mantido ao seu idioma natal, embora não vire totalmente as costas ao inglês, e por apresentar uma mistura entre elementos da cultura ucraniana — à começar pelo seu nome, uma derivação de "rusychies/rutheni", que faz referência aos eslavos orientais, antepassados dos russos, bielorrussos e, claro, dos ucranianos — com o de outras, flertando com reggae, rock alternativo, hip hop, ska e funk.

Acaba não dependendo muito de distorções elétrico-instrumentais, deixando o som extremamente agradável e alegre, dando espaço ainda para outras inserções como o country e até bossa nova/samba, mergulhados na própria atmosfera folk da banda. Rusychi não faz nada de complexo, ou muito estranho, mas sabe como trazer a música popular, do agrado dos mais exigentes e tradicionais, aos ouvidos mais modernos e que buscam fugir da mesmice.

Todos esses elementos são acompanhados por instrumentos como sopilka, ocarina, cane sopilka (todas flautas) e outras, das quais me nego a tentar identificar, e pela voz de Mila Mazur que, com seu vocal presencial, acrescenta muito à banda, merecendo atenção nas entonações e performances quando as músicas caiem em algum estilo diferente e depois voltam ao folclórico.

Destaco a faixa "Вербовая дощечка", uma das músicas que melhor representam o lado folk do disco, servindo de boa introdução. "Грушечка" segue o clima da anterior, porém mais alegre e "Ти до мене не ходи" é agitada, onde a flauta e a guitarra se encaram enquanto o vocal se esforça mais para aparecer. Como última indicação, "Калино-малино", que fecha o disco de forma funkeada, agora liderada pelo vocal masculino, ficando Mila com o backvocal.




Tracklist:
1. Вербовая дощечка
2. Грушечка
3. Мав я раз дівчиноньку
4. Щебетала пташечка
5. Ти казала (Підманула)
6. Ой за гаєм (фрагмент)
7. Мала конопельки
8. Стоїть дівча
9. Ти до мене не ходи
10. Калино-малино

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Shebetala ptashechka ("Bird twittered") from Rusychi on Myspace.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
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Mocha Lab - Cthulhu: The Funksical

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Gênero: Funk / Experimental / Art Rock
País: EUA
Ano: 2009

Comentário: Mocha Lab é apenas a ponta de um iceberg que constitui projetos musicais assinados por Paul Shapera, cuja temática de seus discos (a maioria) demonstra a sua grande dedicação à arte steampunk — e suas vertentes, como dieselpunk e atompunk, ambas estampadas como títulos — e claramente influenciado pelas obras "lovecraftianas", como bem explicita o título do presente disco. Mas, sabe-se lá como exatamente seriam músicas ideais para um mundo steampunk (dúvida que me vem como quando comparo o disco em questão à algumas músicas de Rasputina, por exemplo), Shapera, mais precisamente em seu projeto Mocha Lab, deixa claro à partir do "Cthulhu: The Funksical" que seu estilo cósmico é embebido, pra não dizer realmente tomado, em swing e um groove psicodélico de alta qualidade e criatividade, tornando-se muito original. São construções sonoras de resultado bastante agradável, principalmente pela pegada black, mesmo que a psicodelia e as experimentações não passem nem um pouco despercebidas e gerem eficaz estranheza.

Acredito que não seja o único a estranhar o disco pela primeira audição, até porque não é apenas os ouvidos que são instigados. A ideia em fundir o bom, velho e animado funk com o mundo medonho de Howard Phillips Lovecraft chega a soar jocoso num primeiro instante, e vamos combinar, assim continua ao longo das dezenas de reproduções de cada faixa. Mas os risos e estranhezas abrem brecha para a admiração e seriedade da obra, tamanho carisma que flui. Eu diria que é o "black no dark", se é que ficou clara a piada insossa.

O disco é conceitual, e ao decorrer trata de alguns seres místicos do universo criado por Lovecraft, mas da maneira quase inconciliável de Paul Shapera, cuja ligação ocorre principalmente durante as 8 primeiras faixas numeradas (numeradas propositalmente, portanto não é preguiça do autor deste post em editar as faixas), numa narrativa curta, em vozes otimizadas por vocoder (creio) e com entonações caricatas — na realidade bem dentro da proposta do funk. E o próprio compositor chega a chamar sua história de "ridícula".
Mas não se engane, não é um disco chato com "falatório desnecessário", pois você é facilmente levado pelos vários tentáculos musicais que aparecem durante o disco, ao mesmo tempo que não sentirá falta do Rock, um ser quase onipresente que na minha opinião pertence a espécie dos Grandes Antigos, ou seja, mesmo quando está em sua tumba, não é privado da capacidade de se comunicar.

Cthulhu: The Funksical é o álbum mais recente assinado como Mocha Lab, mas The Coffee Cellar, Subduction e Anamnesis valem a audição, além é claro de todo catálogo presente no BandCamp. Ainda como dica, visitem o site Site Lovecraft para baixar os e-books.


"Na sua casa em R'lyeh, Cthulhu morto espera sonhando. Se ligou, baby!?"



domingo, 8 de junho de 2014
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The Black Keys - Turn Blue

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Gênero: Blues Rock / Progressive rock / Funk / Pop / Soul
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Em meados dos anos 90 o desenho "Pink e Cérebro", criado por Steven Spielberg e Tom Ruegger,  foi uma febre entre crianças e adolescentes. Para os de boa memória, um dos momentos mais célebres da obra era o seu encerramento no qual Pink questionava ao amigo  "o que faremos amanhã à noite?", e Cérebro em tom sinistro respondia "o que sempre fazemos todas as noites. Tentar conquistar o mundo!". A alusão aqui se faz necessária para entendermos um pouco da carreira do duo americano The Black Keys.

Com carreira iniciada em 2001, a banda formada por Dan Auerbach e Patrick Carney surgiu em meio a um revival da cena blues garage na terra do Tio Sam tendo como concorrente de cena o também duo White Stripes. Desta fase foram produzidos 4 álbuns, The big come up, Thickfreakness, Rubber factory e Magic Portion, todos produzidos em caráter lo-fi e próprio, mas que garantiram a exposição merecida seja pelos elogios da crítica, seja pela abertura de shows de artistas do calibre de Beck, Sleater-Kinney e Dashboard Confessional. Mas uma grande parcela do público ainda não havia se rendido ao duo e para tanto a guinada sonora foi necessária.

Em 2008 a mudança gradual começou a ser pavimentada via Attack & release, primeiro disco com um produtor de fato colaborando no processo criativo: o hoje elogiadíssimo Danger Mouse. Mouse, que na época colhia os louros inicias da fama devido ao estrondoso sucesso de projeto Gnarls Barkley, soube manter dosas a essência suja da sonoridade da dupla casando de forma ímpar com uma produção polida resultando num dos discos daquele ano. A parceria deu tão certo que para álbuns seguintes, o ótimo Brothers e o multiplatinado El camino, o trabalho seguiu em plena forma resultando no então sonhado sucesso mundial. Tanto barulho fez com que o duo virasse uma banda, saísse das pequenas arenas e migrasse para ser headliner de festivais mundo afora. Nós, brasileiros, inclusive vivenciamos parte deste fenômeno quando o The Black Keys foi atração principal na segunda noite do Lollapalooza Brasil 2013.

Pois bem, ao que parece a experiência de estar no centro das atenções não foi algo valoroso para o duo e a prova disso é Turn Blue, o mais recente trabalho destes senhores de Ohio. Se nos dois álbuns anteriores, que mais se assemelhavam a coletâneas com dezenas de hits, a aposta agora é o retrocesso em todos os sentidos. Produzido novamente por Danger Mouse, em sua quarta parceira, aqui é visível a saída da proposta de criar hinos a serem entoados em estádios em prol de algo mais intimista e audível em seus detalhes. A canção de abertura "Weight of love" já entrega de bandeja a nova sonoridade: em seus quase sete minutos, a canção mais longa criada pelo duo, temos um longa introdução instrumental, um solo de guitarra e certo ar progressivo setentista, herança talvez do Pink Floyd. O ar retrô, aliás, é o que conduz o disco. "In time" é carregada se suingue beirando ao funk. A faixa título é uma balada que promove o encontro de blues de outrora com um toque de soul. A pegajosa "Fever", primeira single do rebento, soa melodicamente como sobra de Brothers, graças ao seu potencial radiofônico. "Year in review" a bateria ligeiramente acelerada dá o tom para Dan solte o verbo sobre o seu doloroso processo de divórcio, tema este que circunda todo o trabalho. Destacam se ainda a psicodélica "Bullet in the brain", "It's up to you now" faixa que consegue unir a lado rock do velho Keys com o balanço setentista, a literalmente funky "10 lovers" e "Gotta get away", faixa de encerramento, é uma pérola pop que encerra brilhantemente o trabalho que, merecidamente, debutou em primeiro lugar na Billborad.

Por fim, por mais que o plano de dominar o mundo fora deixado de lado há de vangloriar a ousada nova proposta escolhida pelo The Black Keys. Afinal, mesmo que o resultado talvez não agrade os fãs de última hora a qualidade impressa faz com que por muitas e muitas vezes ouçamos o disco para percebermos cada detalhe criado nesta imensidão sonora chamada Turn Blue.      

[Site]

Tracklist:

1. "Weight of Love"  
2. "In Time"  
3. "Turn Blue"
4. "Fever"  
5. "Year in Review"  
6. "Bullet in the Brain"  
7. "It's Up to You Now"  
8. "Waiting on Words"  
9. "10 Lovers"  
10. "In Our Prime"  
11."Gotta Get Away"  

Download: 4shared 

:
sábado, 5 de outubro de 2013
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Sly & The Family Stone - Fresh

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Gênero: Funk / Soul
País: EUA
Ano: 1973

Comentário: Se você gosta de Funk, você já possui este ótimo disco do Sly & The Family Stone. Se ainda não conhece o gênero, Fresh é a melhor festa de boas-vindas que você poderá ter.

Fresh é um pouco diferente de seus anteriores, aqui o Funk foi soberano movendo-se numa direção mais comercial, apostando em andamentos mais lentos, porém não menos dançantes. Liricamente o grupo se mostrou mais aberto, embora as críticas sociais não tenham sido abandonadas por completo. Babies Makin' Babies demonstra a preocupação com a falta de planejamento familiar, enquanto Skin I'm In relata o orgulho de ser negro.

Segundo dizem, Miles Davis teria ficado tão maravilhado com a faixa de abertura, In Time, que teria feito sua banda escutá-la por meia hora repetidamente. Minhas preferidas são If You Want Me To Stay e Let Me Have It All. Rusty Allen que foi o substituto de Larry Graham fez um ótimo trabalho com um baixo bem grooveado e o Sly fez o que ele sabe fazer, soltou a voz e, como de costume, foi um dos maiores destaques do disco.

Fresh foi o último grande clássico da Family Stone, depois dele o grupo foi se deteriorando, muito em conta, do abuso de drogas por parte, principalmente, do Sly. Então não perca a oportunidade de escutar um clássico de uma época.


Tracklist:
01. In Time
02. If You Want Me To Stay
03. Let Me Have It All
04. Frisky
05. Thankful N' Thoughtful
06. Skin I'm In
07. I Don't Know (Satisfaction)
08. Keep On Dacin'
09. Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)
10. If It Were Left Up To Me
11. Babies Makin' Babies

Download: BayFiles//DepositFiles//Uploaded//Bitshare
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
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Tim Maia - Racional

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Gênero: MPB / Soul / Funk / Black Music
País: Brasil
Ano: 1975 / 1976 / 2011 (lançamento oficial)

Comentário: Sebastião Rodrigues Maia, nosso saudoso e louvável Tim Maia, teve uma carreira repleta de polêmicas, excessos, irresponsabilidade, mas muita, muita genialidade, sendo o top mind quando se fala em soul/black music/funk/disco entre outros vários gêneros encontrados em sua vasta e riquíssima discografia, mas aqui não falaremos de seu cartel discográfico, e sim, de uma fase que ele renega, mas que é muito importante na carreira dele e de uma maneira músical, sendo irrepreensível a qualidade das composições, mesmo que suas letras sejam um louvor, as canções são muito bem feitas.

Nossa história começa em 1974, nosso Síndico já tinha 4 discos homônios gravados, um sucesso grande com clássicos como "Não quero Dinheiro", "Gostava tanto de você", "Azul da cor do Mar", "Você" entre vários outros. Foi na casa de seu amigo Tibério Gaspar, que tinha um pai adepto a Cultura Racional, que Tim teve o primeiro contato com um livrinho do "Universo Racional".  Depois desse primeiro contato, o cantor decidiu conhecer a seita, raspar a cabeça e vestir branco. Sem gravadora, o cantor já havia criado o selo Seroma (cujo nome vinha das iniciais de Sebastião Rodrigues Maia). Após aderir ao movimento, resolveu  modificar todas as letras que vinha gravando, trocando-as por louvores ao Racional Superior. Largou as drogas, as quais era usuário (nunca confirmou, muito menos negou o uso em excesso). Tim posou para fotos sem a famosa barba e bigode, com o cabelo, outrora Black Power, cortado à máquina, tendo por trás um enorme poster de “seu” Manoel, o “mestre de branco”. Com seu lado polêmico sempre afiado, começou a dar declarações atacando antigos amigos, como Raul Seixas, a quem dizia “charlatão”, devido ao seu envolvimento com o mago Aleister Crowley. Diz a lenda que nessa época Tim haveria dado uma grande quantidade de seus discos para seu sobrinho Ed Motta, que pelo visto, foram muito bem aproveitados.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
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Charles Bradley - No Time For Dreaming

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Gênero: Soul / Funk / R&B
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Chega a ser triste Charles Bradley ter lançado o primeiro trabalho somente aos 62 anos. Com seu vozeirão e aquele visual badass, Bradley cria uma energia contagiante, uma espécie de conexão com o ouvinte.

A musicalidade de Bradley parece ser nascida da mistura de James Brown, Otis Redding e Lee Fields. Os gritos, a emoção e os belos arranjos dos grandes clássicos da música Soul em pleno século XXI.

O disco já abre com a politizada The World (Is Going Up In Flames) com seu teclado pesaroso e melancólicos backing vocals, até que a voz de Bradley vai crescendo, explodindo em um refrão emocionante. Minha faixa preferida entretanto é a relaxante Lovin You, Baby. A canção começa guiada pela bateria e vai se encorpando em uma declaração de amor muito bonita, os trompetes e saxofones dão o toque final quando Bradley perde o fôlego, após mais uma interpretação vinda do fundo do coração.

Na verdade, eu não preciso falar mais nada a respeito de Charles Bradley, sua música fala por si só, salta da caixa-de-som e te dá uma verdadeira lição de vida.


Tracklist:
01. The World (Is Going Up In Flames)
02. The Telephone Song
03. Golden Rule
04. I Believe In Your Love
05. Trouble In The Land
06. Lovin You, Baby
07. No Time For Dreaming
08. How Long
09. In You (I Found A Love)
10. Why Is It So Hard
11. Since Our Last Goodbye
12. Heartaches And Pain



Download: DepositFiles//ZippyShare//Turbobit//PutLocker
sábado, 6 de outubro de 2012
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Afrika Bambaataa & Soulsonic Force - Planet Rock: The Album

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Gênero: Hip Hop / Electro-Funk / Disco
País: Estados Unidos
Ano: 1986

Comentário: Nós, digníssimos membros deste blog, que fazemos a circulação de cultura musical acontecer, temos um grupo específico no facebook, no qual discutimos os rumos do blog, o PIB do país, o corte de cabelo do Neymar, dentre outras inutilidades. Ontem, a discussão adveio de um pedido de sugestão de um dos uploaders, que estava duvidoso acerca do gênero Electropop, e pedia um exemplo de artista deste nicho. Um dos postadores - cuja identidade não vou revelar, para preservar sua integridade - sugeriur Afrika Bambaataa. Pensei comigo: what the fucking fuck? Logo em seguida ele se retratou, é verdade, mas a sua dislexia serviu para me lembrar do primoroso trabalho de Bambaataa e a sua incomensurável influência em um de meus estilos preferidos: o Hip Hop.
Planet Rock: The Album é considerado o primeiro grande registro de sua carreira, quase um debut,e pode ser tomado como um exemplo fidedigno das transformações que a música pode operar na vida de alguém. Nascido e criado no Bronx, bairro violento de Nova York, - onde se passam os filmes do Charles Bronson, arrebentando com bandidos, pra s eter uma ideia - sua juventude teve lugar num tempo em que a grande "moda" entre as classes mais baixas era a formação de gangues para cometer delitos e arruaças. Além disso, a rivalidade com outras gangues também era algo relevante, gerando conflitos que, muitas vezes, desfalcavam os seus batalhões, retirando a vida de muitos jovens.
A Black Spades era uma das mais famosas dessas organizações criminosas. E como era imperioso na estatística, Bambaataa, um então juvenil Kevin Donovan, seu nome de nascença, se agregou ao grupo e, por muitas vezes, agrediu rivais, destruiu propriedades alheias, se aglomerou para usar drogas, enfim, mil manifestações do ódio. Só coisa de gente bem intencionada. Aos poucos, foi vendo a gérmen do Hip Hop crescer, e tomado pelas batidas que passou a arriscar como DJ, percebeu que aquele não era o caminho mais adequado.
Hoje, é apontado como uma das maiores razões pela qual a Black Spades decaiu a partir de 1973 e se extinguiu pouco tempo depois. Saindo da gangue, fundou a Universal Zulu Nation, grupo de Hip Hop e ativismo social, e foi seguido por muitos outros comparsas dos tempos de rebeldia imotivada. As crenças da nova união deram origem à Hip Hop Declaration of Peace, iniciativa conjunta do Temple of Hip Hop (outro grupo formado por um grande nome, KRS-One).  A declaração enumera dezoito princípios visando ao bem comum.
E como que um agradecimento pelo fato de a música ter transformado sua vida, Bambaataa transformou pra sempre os rumos da música. É considerado um dos pais do Hip Hop, e, ouvindo Planet Rock de cabo a rabo, é possível identificar ali a semente do que o bom Hip Hop representa hoje. Ouvindo lançamentos, por sua vez, dá pra reconhecer o dedo de Bambaataa na quase totalidade dos registros dos rappers hodiernos.
Enfim, é um cara que não se consegue ignorar, nem mesmo deixar de admirar. Até porque, convenhamos: quem é que fica parado ao ouvir as famosíssimas batidas da faixa título. Sinta a batida, rapaz.



Tracklist:
  1. "Planet Rock" – 7:31
  2. "Looking for the Perfect Beat" – 6:51
  3. "Renegades of Funk" – 6:45
  4. "Frantic Situation" (Frantic Mix) (feat. Melle Mel) – 5:07
  5. "Who You Funkin' With?" – 6:23
  6. "Go-Go Pop" (feat. Trouble Funk) – 6:00
  7. "They Made a Mistake" – 5:30


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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Seu Jorge & Almaz - Seu Jorge & Almaz

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Gênero: MPB/ Samba/ Soul/ Funk/ Chillout/ Rock/ ...
País: Brasil
Ano: 2010

Comentário: Ou também conhecido por aí como Seu Jorge e Nação Zumbi, só porque Almaz é o projeto paralelo de Pupillo — um dos melhores guitarristas de nosso tempo — e Lucio Maia — notável baterista —, integrantes da Nação Zumbi, o espalhando pelo mundo com um certo toque de exagero na descrição, mas válido quanto à sonoridade. Apesar disso não há dúvidas que os dois trazem consigo o espírito da nação morto-viva, e quando digo isso não estou referindo só do manguebeat.
Porém Almaz conta ainda com o reconhecido compositor de trilhas sonoras Antonio Pinto, a parceria com o um dos artistas brasileiros em maior evidência no momento, o Seu Jorge e o produtor Mario Caldato Jr., que já trabalhou com os Beastie Boys, Jack Johnson, Bebel Gilberto entre outros.

Com essa grata união surgiu uma sonoridade bem própria e surpreendente, mesmo que todas as músicas apresentadas no disco sejam de outros autores. Os músicos reformularam todas as músicas em que meteram a mão de forma quase genial, abusando da diversidade nas escolhas e nas referências vivenciadas. De Jorge Ben à Kraftwerk, de Martinho da Vila à Michael Jackson reproduzem com extrema desenvoltura um misto de sonoridades sem soar forçado. O resultado, que vai além de 'abrasileirar' músicas em inglês, nos ajuda a derrubar certas barreiras e pensamentos de possíveis incompatibilidades entre gêneros.

Agora a esperança é dos caras começarem a lançar músicas próprias, mas um outro disco cover seria muito bem recebido. Taí, um belo de um supergrupo nacional.

Site//LastFM

Mega

domingo, 20 de novembro de 2011
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Turbo Trio - Baile Bass

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Gênero: Funk/ Hip-hop/ Eletropop/ Ragga/ Dub
País: Brasil
Ano: 2007

Comentário: E por falar em miami bass e congêneres eu não poderia deixar de lado um projeto nacional como o Turbo Trio. Este é formado pelo grande (em talento) BNegão, já conhecido aqui por sua trajetória no Planet Hemp e atualmente no Bnegão & Os Seletores de Freqüência responsável pelo clássico imediato Enxugando o Gelo de 2003. Enquanto BNegão manda bala nos vocais Tejo Damasceno e Alexandre Basa ficam com a parte da programação, samples e sintetizadores. Ficou animal

Tejo Damasceno já tinha trabalhado com BNegão no projeto Instituto e Alexandre Basa é o fundador do Mamelo Sound System. Em Turbo Trio porém uma das grandes influências é o já citado miami bass e seu 'filho' funk carioca. Mas Baile Bass não é um disco de funk, e sim transita entre o hip hop, dub, ragga ('filho' do dancehall) e eletropop.

Além do som ser bem alternativo, as letras são tranquilas, indicado pra toda família dançar no meio da sala e não serem 'obrigados' a ouvirem o que não precisa, inclusive mandando umas idéias boas, críticas leves e sempre mantendo o bom humor.

O disco não causou tanto quanto o Enxugando o Gelo e é o único fruto deste projeto, mas fez minha cabeça e certamente é um material importante na carreira do trio, garantindo viagens mundo afora.
Indico pra quem curte uma batida mais forte (potencializada pelo vocal do Bernardo Santos) sem dependência da promiscuidade.

MySpace//LastFM

quinta-feira, 17 de novembro de 2011
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João Brasil - Discografia | Parte 1

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Gênero: Brega/ Funk Carioca/ Soul/ Pop/ Electronic
País: Brasil (RJ) / Inglaterra (Londres)
Atividade: ??? - atualmente

Comentário“cantor, compositor, multi-instrumentista, mito, hitmaker underground, natureza subversiva, gênio para alguns, viciado em comunicação e música pop, faz músicas bem-humoradas e sarcásticas, ou seja, um cara legal.”

João Brasil é provavelmente mais reconhecido na blogosfera como produtor de mashups e Dj, mas ele vai um pouco além disto. Formado em publicidade e com um diploma da faculdade norte-americana Berklee College of Music, João Brasil parece misturar muito bem as duas áreas, já que é um hitmaker de sucesso.
Não existem barreiras para seus mashups, e não guarda nenhum remorso ao misturar Beatles com Mr. Catra, Jay-Z com Luiz Caldas, Bob Dylan com Olodum, Napalm Death com Cauby Peixoto, ou até mesmo 'Enter Sandman' do Metallica com 'Dança do Creu' do MC Creu.

Um de seus projetos mais significativos e famosos na rede também envolve mashups. Em 2010 o músico se comprometeu com o blog 365 Mashups, inspirado no calendário musical de Hermeto Pascoal, onde se comprometeu com a ambiciosa missão de produzir um mashup por dia durante o ano todo (enquanto dividia-se com seu mestrado)! E ele cumpriu zelosamente sua promessa, além de ter dado origem à algumas várias misturas realmente sensacionais.

Chegou também a separar algumas e lançar na rede (na realidade ele lança tudo de graça na rede) como EPs, o que deu origem a algumas compilações como "Let It Baile", analogia ao disco Let It Be (1970) dis Beatles, de onde saiu uniões como o funk carioca, ou "Black Album Brasil", analogia ao disco Black Album do Jay-Z sob a mesma fórmula de re-utilizar o disco, e ainda "Tom Jobim Loves Baile Funk", que vocês já podem imaginar... Certo? Também podemos citar "Mash Mash Carnaval Hits", compilação que não leva a participação de um músico específico, mas sim onde ao menos uma das músicas utilizadas na mistura tenha samba carnavalesco, ou outro tipo de samba.


Mas o mestre brasileiro dos mashups não sabe fazer só isso. Lançou em 2009 o disco "Big forbidden dance", onde misturou nada menos que 130 samples em apenas nove músicas. Unindo músicas dos anos 70 com hits que estourariam meses antes, ou aproximar Iron Maiden e seu heavy metal com Kaoma e sua lambada, ele pode ser visto como um assassino, torturador, ou demolidor de preconceitos.
Entretanto já havia lançado em 2007 algo totalmente inédito e original: "8 Hits". Nele João Brasil mostrou que também sabe fazer suas próprias tosqueiras, e não 'apenas' brincar com a dos outros. Utilizando de um pop dos anos 90, funk carioca e soul, deu origem a uma verdadeira pérola que lhe garantiu até uma passagem ao Domingão do Faustão e várias no extinto Mucho Macho da MTV, onde sua música "Baranga" se tornou o tema das encalhadas e dos guerreiros e muito idolatrado por Mionzera.
O som é brega, as letras também e estão cheias de ironia. Mas também contem indícios fortes de um músico multinacional, por dentro da cultura pop e que convive com várias tribos, entre elas os hipsters.

João é carioca, mas mora em Londres, onde fez mestrado de design em mídia interativa na Middlesex University e se apresenta nas festas inglesas de música brasileira do Club Popozuda. Também participa de eventos na Alemanha, Holanda e França.
Recentemente lançou o single "L.O.V.E. Banana", música e clipe que exalam o clima tropical de nosso país e que possui a participação de Lovefoxxx (vocalista do CSS), Marina Fasolina (ex-Bonde do Rolê) e Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará.



Sem dúvidas João Brasil causa 'nojinho' nos puristas. Mais eclético que puta falida da Rua Augusta, faz um verdadeiro trabalho arqueológico. Quando uma música não te agrada, ele sempre dá um jeito de reaproveitá-la, misturando-na em outra, criando assim algo novo, mas ainda velho, e te quebra ganhando um novo hit.
Bom, mas nada melhor que as palavras do próprio mito: “Eu tento juntar as coisas que, teoricamente, não combinam. É um processo bem experimental mesmo: tenho a ideia e experimento. A pista é para ser divertida, um lugar de confraternização, sem preconceitos, onde todos possam dançar juntos com suas diferenças.”.

Aqui trago a mixtape Big Forbidden Dance e o álbum 8 Hits.



Big Forbidden Dance
Tracklist:
1 – Mia too sexy in the bathroom (4:03)
2 – Sensual roll (3:48)
3 – Orgasmadance (4:19)
4 – This is how we dance (3:42)
5 – Classic baby (3:19)
6 – Square screw (3:44)
7 – I want it now (3:49)
8 – Low money (5:32)
9 – Big lambada (5:36)
Mediafire//Megaupload




8 Hits
Tracklist:
1. Baranga
2. Quero fazer amor
3. Mamãe, virei capitalista
4. Supercool
5. Elisa
6. O carnaval acabou com meu fígado
7. Mônica Valvogel
8. Pau Molão
9. Cobrinha Fanfarrona
10. Don’t go to Australia
Mediafire//Megaupload

quarta-feira, 26 de outubro de 2011
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Ghostland Observatory - Paparazzi Lighining

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Gênero: Eletrônico
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: Outra das interessantes atrações a figurar no New Stage do SWU, desta vez no dia 12 de novembro, o Ghostland Observatory é um duo advindo do Texas que combina Funk com Rock, outorgando a essa mistura uma atmosfera eletrônica.
O vocalista, Aaron Kyle Behrens, também toca guitarra e lidera a dupla. O outro integrante é Thomas Ross Turner, que abusa do synthesizer, além de tocar bateria e teclado. Para resumir em uma palavra o comportamento do grupo, eu escolheria o termo "doideira". A dupla é animada, e toda apresentação beira à histeria, o que se reflete no próprio estilo de cantar de Behrens, o que pode desagradar a alguns.
Não é um som exatamente convencional, mas não se pode negar que é interessante, e bastante original.

[ Site Oficial / MySpace ]

Tracklist:
  1. "Piano Man" - 3:23
  2. "Ghetto Magnet" -2:25
  3. "Move With Your Lover" -2:46
  4. "All You Rock & Rollers" -2:21
  5. "Vibrate" -3:08
  6. "Sad Sad City" -3:05
  7. "Stranger Lover" -3:39
  8. "Paparazzi Lightning" -4:27
  9. "I'll Be Suzy" -4:27
  10. "Midnight Voyage" -5:04 

Hotfile / Rapidshare / Sendspace / Outros Links

    ghostland observatory-vibrate by Frankenskeez
    quinta-feira, 20 de outubro de 2011
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    Michael Franti & Spearhead - Stay Human

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    Gênero: Funk / Dancehall / Acoustic / Hip Hop / Rap
    País: Estados Unidos
    Ano: 2001

    Comentário: Uma das atrações do palco principal do primeiro dia de SWU, confesso que nunca sequer tinha ouvido falar de Michael Franti, músico, compositor e poeta estadunidense, oriundo de San Francisco, e acabei por me surpreender com tamanho legado de versatilidade que foi empregado em seus trabalhos.
    Com dois álbuns solo e mais sete outros liderando o projeto Michael Franti & Spearhead, o músico faz uma verdadeira mistura eclética entre Reggae, Hip Hop, Funk, Lo-Fi, Surf Music, dentre outros tantos outros gêneros que ocasionalmente emprestam suas peculiaridades às composições de Franti.
    Trata-se de uma figura excêntrica: um dos últimos românticos do mundo da música, que realmente não se importa com os rios de dinheiro que podem ser oferecidos pelas gravadoras, e só se contenta em poder viver de sua música e ter seu trabalho apreciado pelo público. A título de curiosidade: ele não usa sapatos, nem tênis, nem chinelo. Está sempre descalço. Sabe-se lá por que.
    Stay Human é a sua masterpiece. É um álbum conceito, no qual as músicas críticas são entrecortadas por excertos de um fictício programa de rádio, que está fazendo a cobertura do julgamento de Irmã Fátima, uma ativista negra acusada de assassinato. Excelente reflexão sobre as injustiças sociais. O clima do disco é cativante, mesmo tratando de assuntos tão cruéis.

    [ MySpace / LastFM ]

    Tracklist:
    1. "Oh My God" - 5:07
    2. "Stay Human Radio Segment: Beginning Radio Station" - 0:53
    3. "Stay Human (All the Freaky People)" - 4:27
    4. "Stay Human Radio Segment: Talking to After" - 0:59
    5. "Rock the Nation" - 4:26
    6. "Sometimes" - 4:05
    7. "Stay Human Radio Segment: Interview to Gov. Franklin Shane 1" - 1:26
    8. "Do Ya Love" - 4:50
    9. "Stay Human Radio Segment: Interview to Gov. Franklin Shane 2" - 1:18
    10. "Soulshine" - 3:58
    11. "Every Single Soul" - 5:44
    12. "Stay Human Radio Segment: Interview to the supportive caller" - 1:02
    13. "Love'll Set Me Free" - 3:57
    14. "Thank You" - 4:55
    15. "Stay Human Radio Segment: Exclusive Interview to Sister Fatima" - 2:30
    16. "We Don't Mind" - 4:49
    17. "Stay Human Radio Segment: Talking to Yesterday" - 0:50
    18. "Speaking of Tongues" - 4:45
    19. "Stay Human Radio Segment: Interview to Brother Jihaal" - 1:36
    20. "Listener Supported" - 4:38
    21. "Stay Human Radio Segment: Breaking News" - 0:44
    22. "Skin on the Drum" - 6:19

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      quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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      Adrian Younge - Black Dynamite OST

      0 comentários
      Gênero: Funk/ Soul/ Porn Groove/ OST
      País: EUA
      Ano: 2009

      Comentário: DYNOMATE!! DYNOMATE!! Filme pra negão nenhum botar defeito... bem, talvez não seja bem por aí. Black Dynamite é um filme atual mas rodado de forma à imitar e relembrar os anos 70. Neste quesito já vemos potencial, pois mesmo eu ao assisti-lo me indaguei: "Isso não pode ser de 2009!", devido à ótima captação que fizeram. Outro quesito definitivo é a ação e porraderia, daquelas que deixam escapar que os atores nem se tocam e já caem ao chão agonizando de dor — com certeza feito de propósito, alimentando assim a parte comédia do filme. Romance ao estilo cafajeste e toda uma exaltação do poder negro são um terceiro ponto importante, se não o mais. A referência a outros filmes de época parece estar clara, como que quase um tributo, sobre tudo ao gênero blaxploitation, porém consegue chamar a atenção toda para si como se fosse um dos únicos. O humor também está presente nas falas, roupas e no protagonista, um afro-americano, veterano no Vietnã e ex-CIA que decide fazer a limpa após a morte de seu irmão mais novo.
      Mas um filme tão divertido e original assim deveria ganhar sua própria score. Porém eis que a irmandade black também tem seu pessoal de alta confiança e qualidade. Adrian Younge, com apoio de toda uma equipe de primeira, se encarregou da música e compôs uma trilha perfeita que soa como um disco digno de ser visto nas prateleiras das lojas, não somente como mais uma score ignorada pelos ~~cinéfilos~~. Com muito funk, soul e talvez até uma presença trip-hop e lounge, contando ainda com potentes vocais femininos e masculinos (também negros, a coisa aqui é preta!).

      LastFM

      quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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      Pignes 60's: Funk/Soul/RnB

      1 comentários


      No meu post de apresentação neste notável blog, eu disse que vocês não haveriam de esperar de mim resenhas muito longas, já que o papel delas é instigar, de forma sucinta, o leitor a comprar a sua ideia, no caso, baixar o disco indicado. No entanto, vai ser bem difícil cumprir com o prometido ao se falar de uma coletânea que cobre uma década. Ainda mais com estilos tão marcantes.
      De um modo geral, Funk, Soul e R&B se entrelaçaram na década de 60. Alguns artistas desse selecionado se enveredaram pelos três estilos alternadamente. Os frutos desse período são colhidos até hoje, e um deles é o tão amado Hip Hop, e esse é um dos motivos que mais me alegraram em pesquisar mais a fundo o objeto desta coletânea. Sendo assim, passemos aos artistas escolhidos.
      Quanto ao funk, cabe ressaltar que falar dele e não falar de James Brown é incorrer em erro gravíssimo. O cara praticamente inventou o estilo, que na década seguinte causou frenesi geral e encimou todas as paradas. Papa's Got a Brand New Bag retrata perfeitamente seu estilo e sua vivacidade. Elétrica e direta. E Se alguma música pode rivalizar com o legado de Brown no quesito importância ao funk, certamente é Thank You (Fallentinme Be Mice Elf Agin). Considerada uma das mais influentes canções do gênero, foi lançada em dezembro de 69, e obteve trocentas regravações, inluindo uma de Eddie Murphy, bem recente, pro terceiro filme da série Shrek.
      Passando-se ao Soul, inicio com aquela que é reconhecida como a rainha do estilo. Respect foi escrita por Otis Redding (que também consta dessa lista), e afirmou a carreira de Aretha Franklin de vez, em 1965. Além dela, Sam Cooke é considerado um dos inventores do Soul, e consta de qualquer lista que fale do gênero, inequivocamente. Quanto aos duos, Sam & Dave formaram uma dupla carismática e de grande sucesso, que outorgaram alegria ao estilo e contribuíram para seu sucesso. Não poderia faltar, também, a vertente do Soul Blues, cujo maior expoente é Bobby Bland.
      Mas o grande difusor do estilo, cuja importância histórica é inegável, é a Motown Records, gravadora fundada por Berry Gordy Jr em Nova York que propagou diversas formas de Soul. É responsável por grande parte dos lançamentos da década, inclusive das faixas aqui inscritas da lavra de The Miracles, Martha & the Vandellas, The Mar-Keys (soul instrumental), The Four Tops, The Temptations e The Supremes.
      Completam esse selecionado alguns nomes que dispensam apresentações: Ray Charles, Stevie Wonder, Barbara Lewis, Wilson Pickett e Otis Redding, cujas canções que aqui incluí combinam letra e melodia perfeitamente. Valeu a pena montar essa coletânea só por descobrir tais músicas, de verdade.
      Por fim, eu não poderia deixar de incluir algo nosso. Wilson Simonal é o Brasil na Soul/Funk/R&B do pignes. Nem Vem que Não Tem é a canção mais malandrona da face da terra. “Uma musiquinha para machucar os corações”, como ele próprio, do alto de toda sua sagacidade, introduz. Com “nem vem de garfo que hoje é dia de sopa” e “nem vem de escada que o incêndio é no porão”, chego à conclusão que tantos sentidos figurados juntos não podem dar em algo ruim. E como se não bastasse, incluí, como bonus track, a versão EM FRANCÊS, sim, EM FRANCÊS, desse clássico, feita por Michel Zanini. Aproveitem!

      Tracklist
      1. James Brown - Papa's Got A Brand New Bag - 4:20
      2. Sly & the Family Stone - Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin) - 4:50
      3. Aretha Franklin - Respect - 2:22
      4. Sam & Dave - Soul Man - 2:39
      5. Wilson Pickett - Mustang Sally - 3:59
      6. Wilson Simonal - Nem Vem que Não Tem - 2:31
      7. The Supremes - You Can't Hurry Love - 2:53
      8. The Four Tops - I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)
      9. Marvin Gaye & Tammi Terrel - Ain't no Mountain High Enough - 2:24
      10. The Temptations - Ain't Too Proud To Beg - 2:30
      11. The Mar-Keys - Last Night - 2:33
      12. Martha & the Vandellas - Nowhere to Run - 2:55
      13. Sam Cooke - (What A) Wonderful World - 2:11
      14. The Miracles - Ooo Baby Baby - 2:47
      15. Bobby Bland - Turn On Your Love Light - 2:31
      16. Otis Redding - (Sittin' On) the Dock of the Bay - 2:45
      17. Stevie Wonder - For Once In My Life - 2:49
      18. Ray Charles - I Can't Stop Loving You - 4:13
      19. Barbara Lewis - Baby I'm Yours - 2:30
      20. Michel Zanini - Tu Veux Ou Tu Veux Pas - 2:45
      Mirrorcreator
      sexta-feira, 22 de abril de 2011
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      BNegão e os Seletores de Frequência – Enxugando o Gelo

      8 comentários

      Gênero: Hip Hop/Funk
      Ano: 2003
      País: Brasil

      Comentário: Dos álbuns nacionais mais importantes da década, Os Seletores de Freqüência,  banda liderada por Bernardo dos Santos, vulgo BNegão, figurinha bem conhecida no cenário musical principalmente por ter feito parte do finado Planet Hemp, mostra que mesmo após o fim da banda, teve potencial para mandar um álbum ainda melhor do que seus anteriores em seu tão saudoso projeto legalize.

      BNegão formou os seletores de frequência escolhendo a dedo cada músico, cada um extremamente competente e de uma qualidade absurda. Enxugando o Gelo foi o debut, uma puta mistura entre hip-hop, música jamaicana, jazz, samba, soul, funk carioca, afrobeat e hardcore unindo tudo isso a letras ácidas cheias de críticas sociais.

      Assim como sucesso na crítica nacional, o álbum conseguiu boa exposição lá fora, e críticas igualmente positivas chegando até a ser citado no New York Times. Vale destacar também que fora um dos primeiros álbuns nacionais a serem disponibilizados completamente de graça na internet em seu lançamento, muito antes de nomes como Radiohead e Nine Inch Nails que hoje em dia são constantemente lembrados como músicos que levantaram a bandeira contra as gravadoras e disponibilizaram seus álbuns para downloads logo em seu lançamento.

      Tracklist

      1. A Palavra / O Primeiro Passo
      2. Nova Visão
      3. Seletores de Frequência
      4. Enxugando Gelo
      5. (Funk) Até o Caroço
      6. A Verdadeira Dança do Patinho
      7. Qual É O Seu Nome?
      8. O Opositor
      9. No Hay
      10. V.V.
      11. Dorobo
      12. O Processo
      13. Prioridades


      domingo, 30 de janeiro de 2011
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      Demon Fuzz - Afreaka!

      5 comentários
      Gênero: Afro Jazz-Fusion/ Ska/ Soul/ Funk/ Experimental/ Rock Progressivo/Psicodélico
      País: Inglaterra
      Ano: 1970 - 2005 (re-lançado em formado digital + 3 músicas do EP)

      Comentário: Demon Fuzz, banda da cena afrodescendente européia que faz um som tão bom quanto se pode imaginar. Muito psicodélico e progressivo, usando e abusando dos estilos, mesmo assim sem ficar absolutamente técnico e cansativo, pelo contrário, é de uma harmonia incrível e a melodia sempre a passear pelo seu som. Instrumental excelente, sem comparações, que além dos instrumentos básicos do rock, ainda conta com piano, órgão, trombone, sax, flauta e congas.
      Por tais instrumentos, podemos deduzir que a banda adicione pitadas fortes de Soul e um clima embalado pela cultura afro. Mas vai muito além disso. É quase como uma afronta aos bons músicos de antes e de agora. Soa até como blasfema de tão autoritária e pretensiosa, e ainda assim, mostra com gentileza e gratidão que só moldara tudo aquilo que já existia, tudo aquilo que lhes influenciou. O resultado obviamente é um trabalho que faz você se render aos delírios do rock, dos metais, dos batuques e do psicodélico. Também é de esperar de qualquer um que escreva algo sobre a banda, citar e dar as honras ao vocal leve e reconfortante de Smokey Adams.

      Em todo caso, Demon Fuzz é emblematicamente original demais pra ser real, mas é, ou melhor era. Uma pena não terem lançado nada além, talvez estes 8 negros vieram ao mundo somente para mostrar que o limite não é uma palavra adequada à música e que técnica, simplicidade, diversidade e melodia podem sim ser parceiros, isso em apenas 8 músicas. Ao decorrer do disco, seremos também convidados à Índia, Arábia e até Etiópia, o que mostra ainda mais experimentalismo em suas mangas.

      Para quem já os conhecia — e digo quanto ao conhecimento do primeiro play de 1970, que continha 5 faixas — saiba que este é um novo lançamento (2005), contendo mais 3 faixas do primeiro EP, totalizando 8 faixas de pura satisfação.

      Amazon||LastFM

      Integrantes:
      Smokey Adams (voz)
      Ray Rhoden (piano, órgão)
      W. Raphael Joseph (guitarra)
      Sleepy Jack Joseph (baixo)
      Steven John (bateria)
      Clarance Brooms Crosdale (trombone)
      Paddy Corea (flauta, sax, congas)
      Ayinde Folarin (congas)

      Tracklist:
      01. Past, Present And Future
      02. Disillusioned
      03. Another Country
      04. Hymn To Mother Earth
      05. Mercy (Variation No. 1)
      06. I Put A Spell On You (*bônus)
      07. Message To Mankind (*bônus)
      08. Fuzz Oriental Blues (*bônus)

      FileFactory||MegaUpload
      quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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      Tarantino Experience: The Ultimate Tribute to Quentin Tarantino

      1 comentários

      Gênero
      Rock'n Roll/Blues/Jazz/Funk 
      País: EUA 
      Ano: 2009 

      Comentário: Álbum lançado no Brasil pela Music brothers, no ano de 2009. Tarantino Experience é uma reunião de algumas das musicas das trilhas sonoras dos seus filmes de maior sucesso e de canções que não estão inclusas em suas obras cinematográficas. O álbum é de fato uma experience ao estilo do diretor dos aclamados filmes Pulp Fiction , Kill Bill Inglorious Bastards ,Death Proof.

      Tracklist

      CD 1
      1. Bang Bang ( My Baby Shot Me Down ) - Nancy Sinatra
      2. Girl, You'll Be a Woman Soon - Urge Overkill
      3. Always On the Telephone - Ladybug Transistor
      4. Out of Limits - The Hurricanes
      5. Sad Shades of Blue - Geater Davies
      6. Woman to Woman - Joe Cocker
      7. I Put a Spell On You - Screamin' Jay Hawkins
      8. Pipeline - The Surf Coronados
      9. Fever - Billie Jo Spears
      10. Paint It Black - Chris Farlowe
      11. Murder in the Graveyard - Screamin' Lord Such
      12. Rebel Rouser - Duane Eddy
       
      CD 2
      1. Misirlou - Dick Dale & His Del-tones
      2. Ghost Riders in the Sky - Fendermen
      3. Spooky - Dennis Yost & the Classics IV
      4. Look-ka-py-py - The Meters
      5. Something You Got - Wilson Pickett
      6. Indian Giver - 1910 Fruitgum Company
      7. Me and You and a Dog Named Boo - Lobo
      8. Midnight Confessions - The Grass Roots
      9. Judy in Disguise - John Fred & His Playboy Band
      10. Deep Purple - Nino Tempo & April Stevens
      11. Apache - Richard Twang & His Cadillacs
      12. I Walk the Line - Johnny Cash

      sábado, 25 de setembro de 2010
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      Chico Correa & Electronic Band

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      Gênero
      : Jazz, Rock, Electronic, Música Regional Brasileira,
      País: Brasil
      Ano: 2006

      Comentario: De João Pessoa, na Paraíba, o projeto musical Chico Correa & Electronic Band aponta uma trilha saliente na paisagem sônica brasileira e funde referências sertano-agrestes a aspirações globo-locais. O trabalho da banda impressiona pela liberdade com que seus músicos encontram parentescos entre gêneros tão diversos quanto rock, funk, bossa nova, baião, samba de coco, jazz, trip hop, dub e outros.
      No disco os ritmos vão do agrestewerk cangaçi-gangsta de ‘Coco de elevador’ ao eletrofunk que é a praia em que transita ‘Eu Pisei Na Pedra’, enquanto ’Mangangá’ mistura rock e maracatu, mas com uma fórmula diferente da usada pelo mangue-beat. Outras pistas: ‘Bossinha’, ‘Baião Lo-fi’… A fauna humana local é representada por ‘Lelê’ (toada de saudade interestelar) e ‘Odete’ (Drum ‘n’ roots). Ao vivo, o grupo atua um live-PA: Chico manipula a parafernália eletrônica e conduz a guitarra, a graciosa voz de Larrisa dispara glissandos mouriscos e o quarteto de jazzistas galopa faixas de áudio que sincronizam o tradicional samba-de-coco-de-engenho paraibano com células de step-funked breakbeat.


      Pagina Oficial
      MySpace
      Blog

      Tracklist

      1. Eu Pisei Na Pedra (4:06)
      2. Cantador (1:31)
      3. Mangangá (4:24)
      4. Bossinha (3:17)
      5. Coco De Elevador (4:12)
      6. Terra (3:14)
      7. Baião Lo-fi (5:28)
      8. Lelê (3:59)
      9. Odete (remix 2006) (4:47)
      10. Baile Muderno (3:13)
      11. Descanso De Tela (2:16)
      12. Cantador (Armando Antonio Remix) (5:18)
      13. Bossinha (Aquilez Remix) (9:00)
      (Só clicar em uma das faixas para fazer download)

      Download
      sábado, 14 de agosto de 2010
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      Buddy Miles - Expressway to Your Skull

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      Gênero:
      Funk, Soul, Blues Rock, Rhythm and Blues

      País:
      EUA

      Ano:
      1968

      Comentário:
      Este é o álbum de estréia da carreira solo de Buddy Miles um dos maiores multi instrumentistas da história, conhecido por ser um prodígio desde a sua infância e tocar com juntamente com outros gênios da musica como Hendrix, Carlos Santana Muddy Waters David Bowie, Steve Wonder. Em Expressway to Your Skull, Buddy mostra o seu talento, cantando e também tocando; baixo, guitarra, bateria. Expressway to Your Skull é uma mistura empolgante de ritmos que vão desde a psicodélica, passando por pegadas de Soul e Funk. O Álbum é uma montagem que mistura vários ritmos, alegre, barulhento em alguns instantes.

      Pagina Oficial



      Tracklist:


      01. Train

      02. Let Your Love Light Shine

      03. Don't Mess With Cupid

      04. Funky Mule

      05. You're the One (That I Adore)

      06. Wrap It Up

      07. Spot on the Wall

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      quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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      Discografia - Betty Davis

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      Gênero:Funk, Funk rock, Soul
      País:EUA
      Comentário: Betty Davis (Pittsburgh, 26 de julho de 1945) é uma cantora negra de música funk e soul estadunidense. Foi casada com o astro do jazz Miles Davis, daí seu sobrenome.
      Betty Davis foi o primeiro album, lançado pela Just Sunshine Records em 1973. O álbum foi produzido por Greg Errico e contribuições características de uma série de músicos notáveis tais como Neal Schon, Sylvester, Larry Graham e The Pointer Sisters. Embora aquém comercialmente na época agora seus álbuns são verdadeiros clássicos.
      Fonte: wikipedia

      Betty Davis-1973

      Tracklist:

      01. If I’m In Luck I Might Get Picked Up
      02. Walking Up The Road
      03. Anti Love Song
      04. Your Man My Man
      05. Oooh Yea
      06. Steppin’ In Her I Miller Shoes
      07. Game Is My Middle Name
      08. In The Meantime
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      They Say I’m Different -1974

      01. Shoo-b-doop And Cop Him
      02. He Was A Big Freak
      03. Your Mama Wants Ya Back
      04. Don’t Call Her No Tramp
      05. Git In There
      06. They Say I’m Different
      07. 70’s Blues
      08. Special People





      Nasty Gal-1975


      Tracklist:
      01. Nasty Gal
      02. Talkin’ Trash
      03. Dedicated To The Press
      04. You And I
      05. Fellins
      06. F.U.N.K
      07. Gettin’ Kicked Off, Havin’ Fun
      08. Shut Off The Light
      09. This Is It!
      10. The Lone Ranger
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      Is It Love or Desire-1976

      Tracklist:
      1. Is it lover or desire
      2. It's so good
      3. Whorey Angel
      4. Crashin' from Passion
      5. when Romances says Good Bye
      6. Bottom of the Barrel
      7. Star Starve, You Now
      8. let's Get Personal
      9. Bar Hopin'
      10. For My Man

      Quem escreve e faz os uploads:

       
      Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

      Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.