Mostrando postagens com marcador Dance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dance. Mostrar todas as postagens
sábado, 30 de novembro de 2013
Avatar

LCD Soundsystem - This Is Happening

4 comentários
Gênero: Dance-punk/ Eletronic/ Indie
País: EUA
Ano: 2010

Comentário:
This is Happening entrou fácil na minha lista de melhores de 2010 — mesmo que eu o tenha curtido já em 2011 —, e também na de muitos, visto que o agradável e animador CD pode ser encontrado sem nenhum esforço em listas de 2010, vindo até a encabeçar algumas delas. Não é uma obra necessariamente única, mas é específica e artisticamente original.

Em um breve histórico, o homem por trás deste trabalho, que já rendera 3 álbuns, materiais virtuais e vários singles, é o músico, produtor e Dj James Murphy, co-fundador da gravadora independente de dancepunk DFA Records (o que lhe garantiu uma treta judicial com o Death from Above 1979). Responsável também por produzir remixes para nomes como Radio 4, Le Tigre, N.E.R.D., Soulwax, Blues Explosion, Nine Inch Nails, Automato, Gorillaz, UNKLE e The Chemical Brothers.

Seu maior e mais notável projeto, responsável por tanta aclamação, é a banda LCD Soundsystem, formada em 2002 na cidade de Nova Iorque, e que chamou atenção desde seu primeiro single "Losing My Edge". Em 2005 foi lançado o debut e homônimo, acolhido pela crítica especializada e que contava com o mais novo hit "Daft Punk Is Playing at My House", tornando-se uma das maiores revelações do ano. No ano seguinte, apresentou-se no nosso Skol Beats, em São Paulo, onde dividiu o palco com Prodigy, DJ Marky e Armin van Buuren. No mesmo ano lançaram e disponibilizaram para download a faixa ''45:33'' como parte de uma promoção da Nike, exclusivamente pelo iTunes. O ano de 2007 ganhou seu segundo álbum de Murphy, intitulado Sound of Silver, onde mais uma vez as pessoas e revistas especializas desdobraram-se em elogios. Em novembro do mesmo ano LCD Soundsystem volta ao Brasil e se apresenta na Via Funchal, também São Paulo, com abertura do músico sueco The Field. Ao final desta turnê, é lançada a faixa "Big Ideas" para a trilha do filme ''21'' (conhecido no Brasil como ''Quebrando a Banca'').

This Is Happening só veio anos mais tarde, e depois de todo este tempo de produção, chegou mais uma vez surpreendendo seus fãs e críticos. Apesar de ter vazado antes de seu lançamento — frustração desabafada pelo próprio James Murphy — podemos notar que suas expectativas foram bem saciadas. A música "Drunk Girls" ganhou um clipe, produzido pelo conceituado Spike Jonze (tendo em seu currículo clipes como "Sabotage", dos Beastie Boys; "Wonderboy", de Tenacious D; "The Suburbs", do encabeçador de listas Arcade Fire; além de ter feito de muitos outros grupos, como R.E.M., Daft Punk, The Chemical Brothers, Dinosaur Jr., Teenage Fanclub, Björk, Fatboy Slim, ...) e que certamente merece um super destaque pela criatividade e humor à dar as mãos por esta letra doentia.

Um trabalho pop mas com uma certa progressividade, por vezes em calda de introspecção, se recusando a fazer músicas curtas meramente comerciais. Com um toque extremamente europeu, nos remetendo principalmente as atuais promessas suecas, a banda também nos faz relembrar, delicadamente, de Bowie, Velvet Underground e outros arcossauros. As passagens, muitas vezes altamente repetitivas, estão longe de serem cansativas, criando um clima duradouro, mas um tanto dançante, para ser ouvido nas mais requintadas noitadas, ou mesmo em casa, durante seu processo mental mais criativo do dia — ou ainda para estimula-lo. Um pop feito a partir de inacessibilidades musicais unidas à influências populares do mundo geek. Isso fica claro por suas letras, fazendo referências que nem todo mundo entenderá..

E encerrando, quando escrevi este post, o LCD Soundsystem ainda existia; Murphy não havia participado, ao lado de Andre 3000 (OutKast), do single "Doyathing" do Gorillaz;  Não havia produzido o mais recente disco do Arcade Fire, Reflektor; ....



segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Avatar

Alizée - Une Enfant Du Siecle

0 comentários

Gênero
: Pop/Europop/Dance/Eletronica
País: França
Ano: 2010

Comentário: Então que eu estava conferindo um vídeo na internet de uma menina mostrando os peitinhos e me aparece isso. Alizée é uma cantora de música pop francesa. Mas muito mais que isso, a música dela carrega bastante identidade. É com certeza uma das poucas cantoras de música pop que me agradou, não sei ainda muito bem o porquê.

Alizée Jecotey foi descoberta em um desses realities musicais da França, o Granies Star, e ganhou a oportunidade de gravar dois álbuns. Com o sucesso feito pelos discos e pelos singles da cantora que atingiram muito bem a Asia, America do sul e Europa. As músicas falavam principalmente de experiências vividas na adolescência dela, como Moi...Lolita e L’Alizé, com essas ela conseguiu garantir a carreira que viria pela frente.

O cd é bem suave e tem músicas pequenas, de lentinhas bonitinhas à rapidinhas com ritmo bacana pra dançar. Os elementos de musica eletrônica e dance com certeza dão uma força nessa parte. A voz de Alizée e seu sotaque francês assinam a música, em outras palavras, quando se escuta é impossível não pensar “ó, isso é da Alizée”.

A primeira música que eu ouvi dela foi a “Les Collines (Never Leave You)” a trilha sonora do vídeo dos peitinhos. A música é bem gostosa de ouvir e tem partes em inglês e outras em francês, oque acredito ter me chamado tanta atenção. Na música ela fala sobre uma visita que ela fez á Nova York e sobre a vontade que tinha de não deixar a cidade.

Eu queria ter mais pra falar sobre ela, mas foi assim que fiquei quando a conheci, sem palavras, e assim estou até hoje.


                                                   Site Oficial / Facebook

Tracklist:
01. Eden, Eden – 4:22
02. Grand Central – 3:24
03. Limelight – 5:09
04. La Candida – 2:14
05. Les Collines (Never Leave You)- 3:43
06. 14 Decembre – 3:18
07. A Coeur Fendre – 3:07
08. Factory Girl – 4:11
09. Une Fille Difficile – 3:41
10. Mes Fantomes – 3:16

Download: Mega / 4shared

quarta-feira, 12 de junho de 2013
Avatar

Mixhell - Spaces

2 comentários

Gênero: Electroclash, House, Dance
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Não é exagero nenhum dizer que Iggor Cavalera é um dos maiores bateristas das últimas décadas. Conhecido por seu trabalho com a seminal banda que formou com seu irmão Max em Belo Horizonte, cidade deste que vos fala, Iggor revolucionou o instrumento ao introduzir elementos da música brasileira no Thrash do Sepultura com suas batidas tribais e agressivas.

A nova empreitada de Iggor não é tão nova assim. o Mixhell foi formado em 2008 em parceria com sua esposa, Laima Leyton e conta atualmente com o baixista e produtor Max Blum. O primeiro disco chega apenas em 2013, ano em que a banda tocou no Lollapalooza Brasil e está cotada para se apresentar no mega festival britânico Glastonbury.

Mesmo com prezando por batidas simplistas o disco tem a cara de Iggor Cavalera e isso pode ser visto claramente na faixa "White Ropes", uma das melhores do disco. Outro destaque é "Exit Wound", que conta com os vocais de Greg Puciato do The Dillinger Escape Plan.

O maior atrativo do disco é ver como Iggor se aventura em um estilo tão diferente daquele que o consagrou e como ele se sai bem nesta tarefa.

Tracklist:
1. Antigalactic
2. Exit Wound
3. Mind Drop
4. The Edge
5. The Way
6. Internal
7. Once Again
8. White Ropes
9. Daria
10. Come With Me
11. The Shape

MEGA // Novafile

segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Avatar

Sleigh Bells - Treats

3 comentários
Gênero: Post-Punk / Dance / Noise Pop
País: Estados Unidos
Ano: 2010

Comentário: Uma jovem modelo adolescente, cuja principal aparição midática é uma propaganda da Nickelodeon Magazine, revista direcionada ao público infantil. Um guitarrista de uma banda de Post-Hardcore Progressivo. A junção de ambos não parece algo muito lógico, e, ocorrendo, não pode dar em coisa boa, correto? Errado!
Sleigh Bells é um duo formado por Alexis Krauss, a tal da minazinha que era modelo juvenil (que era uma criancinha assim, e hoje é revoltada assim), e Derek Miller, dissidente da Poison the Well (que já apareceu no pignes aqui e aqui).
Em Treats, álbum de estreia, a dupla apresenta uma releitura do Noise Pop, surgido nos anos 80, mesclando de maneira bem criativa as guitarras e os elementos de música eletrônica. É um trabalho bem melódico e intenso. Eu consideraria como um Indie Pop sob uma ótica mais mal educada.

Tracklist:
  1. "Tell 'Em" - 2:56
  2. "Kids" - 2:46
  3. "Riot Rhythm" - 2:37
  4. "Infinity Guitars" - 2:32
  5. "Run the Heart" - 2:41
  6. "Rachel" - 2:19
  7. "Rill Rill" - 3:50
  8. "Crown on the Ground" - 3:49
  9. "Straight A's" - 1:32
  10. "A/B Machines" - 3:35
  11. "Treats" - 3:29
MySpace / LastFm / Twitter / Facebook

Rapidgator//Bayfiles//Rapidshare//Hotfile

sexta-feira, 25 de maio de 2012
Avatar

Tying Tiffany - Dark Days, White Nights

2 comentários
Gênero: Electroclash, Synthpop, Shoegaze, Experimental
País: Itália
Ano: 2012

Comentário: Vinda da cena Indie Rock italiana, a ex-baixista, Tying Tiffany, que também já atuou em filmes independentes, lançou em 2005 a primeira música desse novo projeto, que saiu na coletânea Full Body Workout Vol. 2, da gravadora de música eletrônica alemã Get Physical. Em 2005 ela lançou seu primeiro disco, Undercover, e de lá pra cá ela não parou mais, foram dois discos e dois Ep's até chegar ao disco em questão, Dark Days, White Nights.

 Dark Days, White Nights começa com a épica "New Colony", a música é grandiosa, a típica música de abertura. "Dark Day" é mais dançante, e tem mais a cara de Tying Tiffany, "Drowin" faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 12 e é uma grande música. "Sinistral" cumpre o que título promete, é bom gothic rock, ecos de Siouxsie And The Banshees podem ser ouvidos durante a música. "She Never Dies" tem uma batida forte, é a mais dançante do disco. "Universe" e "Unleashed" são duas músicas bem post-industrial. "5 am" tem um clima ambiente que mesmo em meio a barulheira de algumas músicas não destoa do resto do disco, certamente um dos maiores destaques. "White Nights" fecha o disco invocando novamente o clima Gothic Rock.

Tracklist:
1. New Colony
2. Dark Day
3. Drownin
4. Sinistral
5. She Never Dies
6. Universe
7. Unleashed
8. 5 Am
9. Lepers Of The Sun
10. White Night

FreakShare // RapidShare // DepositFiles // 2Shared // BayFiles // Badongo

quarta-feira, 23 de maio de 2012
Avatar

You Love Her Coz She's Dead - You Love Her Coz She's Dead

1 comentários
Gênero: Dance Punk, Noise, Experimental, 8-Bit, Electroclash, Digital Hardcore
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: A primeira vez que ouvi o You Love Her Coz She's Dead achei que era só mais uma banda tentando ser o Crystal Castles, depois percebi que o som deles vai bem além disso. Formado em 2007 por Jay Rocky Dead e Elle Dead, o duo de música eletrônica britânico mistura vários estilos em uma barulheira caótica que pode causar certo estranhamento para aqueles que não estão acostumados ao estilo.

A banda assinou com o selo Kitsuné em 2008, lançando no mesmo ano a música "Wizards" em uma coletânea da gravadora, que contou também com nomes como Does It Offend You Yeah, The Chemical Brothers, Hot Chip e The Gossip. No mesmo ano a música "Superheroes" foi lançada também em uma coletânea da referida gravadora, que dessa vez contava com bandas como La Roux e Digitalism. Em 2011 o álbum homônimo foi lançado.

O disco abre com "Leap Of Desire" uma faixa excelente, logo de cara mostrando todo o poder da banda, com Elle gritando os pulmões para fora, como é feito na maior parte do disco, com samples de vídeo games antigos e uma batida marcante a música certamente foi uma ótima escolha para a abertura do disco, seguida por "Sunday Best", que é a faixa mais dançante do disco, com uma linha de baixo muito bem feita é uma música feita para as pistas. "Mud", a minha preferida, traz bastante elementos de dubstep misturada com a barulheira que a banda sabe fazer muito bem. "Legacy", é uma música cativante, com um refrão marcante é um dos grandes destaques do disco, seguida pela ótima "Blinded". "Pull Out The Nails" é explosiva, dançante e barulhenta, funciona muito bem ao vivo. O Disco fecha com a calma "Softer Cell". You Love Coz She's Dead é um disco para ser ouvido sempre, SEMPRE, no volume máximo.

Infelizmente, em abril desse ano, por meio do Facebook foi anunciado que Elle deixaria o You Love Coz She's Dead, isso deixa a banda em uma situação bem difícil e perto do fim.

Tracklist:
1. Leap Of Desire
2. Sunday Best
3. Mud (feat. Sucker Twin)
4. Legacy
5. Blinded
6. This Is Raid
7. Pull Out The Nails
8. Leap Of Desire II
9. Nowhere To Run
10. Softer Cell

FreakShare // RapidShare // DepositFiles // 2Shared // BayFiles // Badongo

sábado, 25 de fevereiro de 2012
Avatar

The Ting Tings - Sounds From Nowheresville

0 comentários
Gênero: Indie Pop, Indie Rock, Dance Punk
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: Depois de uma longa espera o duo britânico The Ting Tings lança Sounds From Nowhersville, sucessor do ótimo We Started Nothing, de 2008. O esperado segundo disco foi adiado por várias vezes, até seu lançamento enfim em 2012, o que aparentemente despertou certa antipatia por parte dos fãs. O disco recebeu críticas pesadas e eu sinceramente não entendo o porquê, o disco realmente não é tão bom quanto We Started Nothing, mas de forma alguma é um disco ruim, é um ótimo disco pop, as pessoas parecem que esqueceram o tipo de música pop que é feita hoje em dia, perto dos hits radiofônicos atuais Sounds From Nowheresville é uma obra prima.

O disco, que originalmente se chamaria Kunst, teve seu lançamento cancelado em 2010, segundo a banda por que soava muito igual a tudo que tocava na época. Sounds From Nowheresville traz ótimas músicas pop, como pode ser visto na sequencia inicial com "Silence", "Hit Me Down Sonny" e "Hang It Up", o disco traz também uma nova face da banda, com músicas mais sérias como "Guggenheim" e "Day To Day" e a quase tropical "Soul Killing", que me lembrou bastante o Copacabana Club, o disco encerra com a melancólica "In Your Life", que é o tipo de música que eu jamais esperava do The Ting Tings.

MySpace

Tracklist:
1. Silence
2. Hit Me Down Sonny
3. Hang It Up
4. Give It Back
5. Guggenheim
6. Soul Killing
7. One By One
8. Day To Day
9. Help
10. In Your Life

MediaFire // Depositfiles // RapidShare // MegaShare

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Avatar

Sleigh Bells - Reign Of Terror

2 comentários
Gênero: Noise Pop, Indie Pop, Dance Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Sleigh Bells é um duo norte americano de noise pop composto pelo guitarrista/produtor Derek Miller e pela bela vocalista Alexis Krauss, formado no Brooklyn, em Nova York no ano de 2008. Em 2010 a banda lançou o seu disco de estréia Treats, um ótimo disco que trouxe fama a banda, que se apresentou no Coachella e no Pitchfork Music Festival daquele ano. Treats trazia músicas que misturavam um som pop radiofônico com uma barulheira eletrônica e guitarras distorcidas, formula que deu extremamente certo e pode ser vista em músicas como “Infinite Guitars” que fez parte de um comercial do Windows Phone.

Em seu segundo disco o Sleigh Bells afasta a tal “maldição do segundo disco”, Reign Of Terror é um disco ótimo, que deve ser ouvido no último volume, como já mostrava o Video Promocional liberado pela banda no final do ano passado. Reign Of Terror é mais pesado que seu antecessor e a combinação de melodias pop e guitarras distorcidas soa absurdamente bem. O disco abre com explosiva faixa ao vivo “True Shred Guitar”, que junto com “Born To Lose” e “Crush” fazem uma ótima abertura para o disco, a parte mais pop do disco fica por conta da seqüência “End Of The Line”, “Leader Of The Pack” e “Comeback Kid”, o peso da guitarra de Derek volta em “Demons”, o disco fecha com a excelente “D.O.A.”.

MySpace

Tracklist:
1. True Shred Guitar
2. Born To Lose
3. Crush
4. End Of The Line
5. Leader Of The Pack
6. Comeback Kid
7. Demons
8. Road To Hell
9. You Lost Me
10. Never Say Die
11. D.O.A.


FreakShare // BayFiles // DepositFiles // ZippyShare // Badongo // Rapidgator

sábado, 11 de fevereiro de 2012
Avatar

Yello - Stella

0 comentários
Gênero: Electronic/ Dance/ New Wave/ Synthpop
País: Suíça
Ano: 1985

Comentário: "Bow bow, chick, chicka chickaaaaa. Bow bow, chick, chicka chickaaaa" - Já deu pra entender ou será que precisarei fazer uma resenha?

Ok, vamos fazer uma resenha: Yello pode soar desconhecido aos ouvidos de muitos, principalmente para esta parte do ocidente, mas ela tem suas glórias e, de certa maneira, faz parte da vida de cada um de nós. A dupla, suíça, se destaca por sua versatilidade no uso do eletrônico.
Com uma sonoridade que varia entre synthpop, new wave e dance, Dieter Meier e Boris Blank são conhecidos por manipularem vocais e estão muito ligados à cultura popular, tendo suas músicas emprestadas para filmes, desenhos, séries, jogos e comerciais. Enquanto Boris Blank cuida dos sons, batidas e de cada instrumento (dos quais são sempre projetados e executados por Blank, que sempre cria novos e evita reutilizá-los em trabalhos posteriores), o milionário Dieter Meier fecha com os vocais — que quase sempre recebem manipulação — e se encarrega da direção dos clipes — já que é metido a cineastra —, tornando-os um dos melhores exemplos dessa arte extremamente criativa, mas muito subestimada por quem não entende o universo eletrônico.

Stella é o quarto disco da dupla e existe um motivo todo especial para ter sido o escolhido. Antes de tudo o disco é maravilhoso e muito diversificado. É uma mistura de sons, estilos e ideais que o faz soar de clássico à futurista.
Entre algumas músicas se destaca àquela qual destacou toda a banda: Oh Yeah, música estranha e viciante que viria a ser um dos grandes temas de um dos mais saudosos filmes norte-americanos: Ferris Bueller's Day Off (Curtindo a Vida Adoidado). Além deste a música é tema do Duffman (Simpsons), O Segredo do Meu Sucesso (com Michael J. Fox no papel principal), entre outros.

Ao começar a ouvir o disco você talvez pense que Oh Yeah seja uma estranha no ninho, mas com o decorrer do disco notará que existem outras estranhezas lá e, portanto, não há motivos para discriminá-la.
Recomendo a banda para quem curte os grandes nomes do synthpop/new wave mas que está disposto a se surpreender com algum eventual ruído industrial, vocal feminino, trecho funkeado e solo de guitarra.

Site//LastFM

sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Avatar

Rednex - Sex & Violins

7 comentários

Gênero: Country/Eletronic/Eurodance
País: Suécia
Ano: 1995

Comentário: Imagine música country bem animada, daquelas que se ouve em festas caipiras do estados unidos, com banjos, violinos, gaitas, etc., agora misture isso com música eletrônica, estilo Eurodance, e tudo isso tocado por uma banda Sueca. Foi com essa receita nada convencional e um tanto inusitada, que a banda Rednex (Modo como se lê “Rednecks”, palavra em inglês que é o equivalente no português a “caipira”) fez bastante sucesso na década de 90, em países como Áustria, Holanda e Suécia, com suas músicas extremamente dançantes e divertidas, conseguindo até um relativo sucesso internacional com o single "Cotton Eye Joe", lançado em 1994.

Então se valendo da popularidade alcançada com single "Cotton Eye Joe", que emplacou como hit na Europa e EUA, lançam o álbum “Sex & Violins”, que fez sucesso, e também emplacou outros hits como: “Old Pop in an Oak" e "Wish You Were Here". A mistura é feita de forma perfeita, e as canções são divertas, dançantes e extremamente grudendas!

O Grupo foi idealizado Janne Ericsson, Örjan Öberg, e Reiniz Pat, que contava com um grupo de atores vestidos como verdadeiros caipiras norte americanos. O grupo passou por várias formações ao longo dos anos e continua ativo até hoje, mas não possuem mais nem um membro da formação incial e já não fazem o mesmo sucesso de outrora.

[Site/MySpace/LastFM]

Tracklist:

1.Cotton Eye Joe - (3:14)
2.Hittin' the Hay - (3:17)
3.Riding Alone - (3:27)
4.Wish You Were Here - (3:56)
5.Mary Lou - (3:38)
6.Old Pop in an Oak - (3:32)
7.Nowhere in Idaho - (4:05)
8.The Sad But True Story Of Ray Mingus... - (2:21)
9.Fat Sally Lee - (3:16)
10.Shooter - (3:44)
11.McKenzie Brothers - (4:28)
12.Rolling Home - (4:22)
13.Wild 'N Free - (3:39)

Download:

Megaupload
Mediafire
4Shared

sábado, 29 de outubro de 2011
Avatar

Copacabana Club - Tropical Splash

1 comentários

Gênero: Indie Rock, Synthpop, New Wave, Alternativo
País: Brasil
Ano: 2011

Comentário: Copacabana Club é uma banda de Curitiba que mescla Indie Rock, New Wave, Synthpop e um (leve) toque de música brasileira, a banda foi formada meio por acaso, em uma conversa de bar, após o guitarrista, Alec Ventura, voltar de uma temporada em Londres.

Em 2008 a banda lançou um EP intitulado “King Of The Night”, que trazia a excelente “Just do It”, que na voz suave da vocalista Camila, tocou incessantemente naquela época, sendo tema de comerciais e dando reconhecimento internacional á banda, que tocou no festival norte-americano South by Southwest em 2010.

Em 2011 a banda lançou seu primeiro disco “Tropical Splash”, que traz novas versões das faixas do EP “King Of The Night” e várias inéditas, como as incríveis, “Mrs Melody” que abre o disco com um ritmo dançante e refrão marcante, “Backyard” primeiro single desse disco, “Tropical Splash” que lembra os clássicos musicais dos anos 80, e as envolventes “Peach” e “Sex Sex Sex”.

Segundo definição da própria banda em sua página no FaceBook “Copacabana Club são três caras e duas garotas de Curitiba que desde 2007 fazem Indie rock com toques sutis de música brasileira. As canções certeiras do quinteto atraem um público cada vez maior e transformam cada show numa verdadeira pista de dança.”

MySpace

Site Oficial

Tracklist:
1. Mrs. Melody
2. Sounds Like Confusion
3. Sex Sex Sex
4. Pas Toujours
5. It's Us
6. Darling
7. Come Back
8. Peach
9. King Of The Night
10. Backyard
11. Tropical Splash
12. Just Do It
13. Gimme Yr Heart

Download:

MegaUpload

MediaFire


sábado, 24 de setembro de 2011
Avatar

So So Modern - Crude Futures

1 comentários
Gênero: Rock Alternativo, Indie, Dance
País: Nova Zelândia
Ano: 2010

Comentário: Filha do cyberespaço, So So Modern começou a ganhar destaque entre 2006 e 2007, adivinhem por onde?! Sim, pela internet! Através do Myspace, ganharam notoriedade, participaram de compilações e inúmeros shows consecutivos... Tudo isso, acredite, sem ainda terem gravado um álbum sequer!

Crude Futures é o seu álbum de estréia e traz quase uma justificativa sonora ao nome da banda (que pode se entender como “mais ou menos moderno”), pois a sonoridade de suas músicas são meio vanguardistas e, em contraponto, permeadas por elementos eletrônicos, com direito à conjunção instrumental efusiva e hiperativa e alguns vocais esganiçados. É um álbum que mostra muito potencial de uma banda que poderia muito bem virar arroz de festa alternativa, e, no entanto, como o próprio nome diz é cru, conquanto tenha sido preparado, de um jeito ou de outro, em 3 ou 4 anos, pelo próprio histórico de procrastinação da banda, devemos esperar algo mais sólido apenas nos álbuns que virão por aí. Desta forma, Crude Futures é conciso, soa como a primeira música de um setlist que tende a ferver a pista de dança!


Tracklist:
01. Life in The Undergrowth
02. The Worst is Yet To Come
03. Drendrons
04. Be Anywhere
05. Berlin
06. Dusk & Children
07. Holiday
08. Island Hopping, Channel Cross...
09. Give Everything

Download: Megaupload // Mediafire // Outros Links

terça-feira, 13 de setembro de 2011
Avatar

SebastiAn - Total

4 comentários
Gênero: Electro house/ French house/ Dance
País: França
Ano: 2011

Comentário: Me pediram para trazer algo parecido com The Toxic Avenger, mas não sei se acertei a mão no tempero... em todo caso o que trouxe é de superar expectativas.
SebastiAn (Sebastian Akchoté) é um produtor e Dj francês de electro house que está na estrada desde 2005, tendo lançado uma quantia consideravelmente grande de releases — em relação aos vários projetos de música eletrônica existentes —, remixes e além de supervisionar/coordenar o trabalho de outros artistas. Sempre com muita originalidade.
Seu som relembra, principalmente neste último release, discos como "Cross" do Justice, ou ANGST, do The Toxic Avenger, além de apresentar toda uma influência de Daft Punk, que, aliás, quem nesta cena não possui ao menos um pouco de influência deles.
De todas as citações, com certeza eu o comparo mais com Justice, porém talvez a diferença maior esteja numa experimentação maior de Sebastian e a proposta de fazer de seu último lançamento — mas primeiro disco realmente concreto e fortificado — a trilha sonora perfeita para uma pista de dança sem muitos limites.
Com as participações de Mayer Hawthorne, da gloriosa M.I.A. e uma ponta produtiva de Gaspard Auge, a metade do Justice, nota-se uma variante capaz balançar os mais incubados e fazendo destas 22 faixas uma balada perfeita.
As vinte e duas faixas são ainda divididas entre seis que trabalham como interlúdios e outras duas que se encarregam de abrir e fechar o disco, deixando a dúvida se quero ouvi-lo sozinho como um nerd ou dançá-lo numa pista.
Enfim, um disco que joga synths, despeja agressividade ao mesmo tempo que se deixa mostrar seu lado romântico e passivo.

MySpace//LastFM

sábado, 13 de agosto de 2011
Avatar

Patenbrigade Wolff - Demokratischer Sektor

0 comentários
Gênero: Trance, Techno, House, EBM, Industrial, Dark Electro, Aggrotech, Synthpop, Noise, Psy, e os caralhos... e...???...
Ano: 2008
País: Alemanha

Comentário: Demokratischer Sektor é um álbum deveras estranho, sobretudo, na sequência e na gororoba das músicas! Neste Setor Democrático googletradutor mode: ON da música eletrônica, cada música segue − de certa forma − um gênero eletrônico. Por exemplo, Maurerradio (Old School Retro Club Mix) tem uma batida mais EBM/Industrial; Gefahrstoffe feat. Sarah Noxx já segue algo mais Aggrotech; Turmdrehkran (Remix by Absurd Minds) é mais Dance/Futurepop; Demokratischer Sektor (PVD Club Remix) tende para o House/Trance/Techno, com uma sonoridade bem mais leve e dançante como aquelas que encontramos comumente em festas de música eletrônica; Ostberliner Bauarbeiter (Rohbau Remix by Kiew) é mais Noise e por aí vai.

Realmente não sei se, de fato, o Patenbrigade Wolff resolveu unificar boa parte dos gêneros eletrônicos em apenas um álbum, contudo, posso afirmar que este álbum conseguiu atingir diversas preferências eletrônicas por mais antagônicas que fossem, ainda que com tão-somente uma música para cada gosto... e, claro, é bem dançante!



Tracklist: 
01. Maurerradio (Extended Version)
02. Sendersuche 1
03. Stalinallee
04. Sendersuche 2
05. Demokratischer Sektor (Blutfuss Club Remix)
06. Schusswechsel
07. Die rote Fahne faellt
08. Ostberliner Bauarbeiter (Rohbau Remix by Kiew)
09. Demokratischer Sektor (PVD Club Remix)
10. Turmdrehkran (Extended Version)
11. Maurerradio (Old School Retro Club Mix)
12. Mit jedem sender informationen
13. Turmdrehkran (Remix by Absurd Minds)
14. Turmdrehkran (PVD Club Remix)
15. Ostberliner Bauarbeiter (Club Mix)
16. Gefahrstoffe feat. Sarah Noxx
17. Krantransport feat. Sarah Noxx
18. Schadenshoehe unbekannt
19. Karl Eduard von Schnitzler
20. Maurerradio (Remix by leserotique)




Download: Megaupload | Mediafire | Rapidshare | Hotfile | Outros links
sábado, 30 de julho de 2011
Avatar

The Toxic Avenger - ANGST

1 comentários
Gênero: Electro house/ French house/ Dance
País: Paris - França
Ano: 2011

Comentário: Direto da cidade de Paris, terra de Justice e Daft Punk, o The Toxic Avenger também tem em comum sua música, tanto na semelhança sonora como na qualidade dos Djs. Com este nome provavelmente tirado de um velho filme de horror b americano é que Simon Delacroix, produtor de electro thrash, está ganhando fama pelo mundo. Utilizando de uma fórmula parecida com a dos projetos citados anteriormente, com notáveis influências de punk, hardcore e pop sessentista e sintetizando tudo como bem deseja, Simon se tornou uma grande revelação, sendo inclusive citado como tal pela revista Rolling Stone.

Tem em seu currículo remixes para Ladytron, Late of the Pier, Chromeo, e o IHC labelmates Heartsrevolution. Além de apresentações ao lado de artistas como Mstrkrft, Late of the Pier, Black Lips, Yelle, The Teenagers, Vitallic, e o Public Enemy

O disco que vos trago é nada menos que seu primeiro álbum e pelo qual o Dj está se ocupando com turnês por vários países. Ele tem um apelo, por vezes, diferente de alguns nomes que viu aqui. Talvez o mais destacável seja o new rave — ou demais características — que consegue dar uma 'romantizada', 'melancolizada' ou talvez 'humanizada' às faixas.

Se você saca de Justice, se amarra em Daft Punk e SebastiAn, curtiu meu post do The Bloody Beetroots e conhece alguns dos demais nomes aqui citados mas não conhece o TTA e seu mais novo ANGST, só posso dizer uma coisa: Não sabe o que está perdendo.

MySpace//LastFM
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Avatar

The Bloody Beetroots - Romborama

0 comentários
Gênero: Electro House/ Dance
País: Itália
Ano: 2009

Comentário: Cá trago o único álbum de The Bloody Beetroots, um dos grandes e empolgantes projetos de electro house e dance da Europa. O projeto italiano está na estrada desde o final de 2006 e conta com os Djs Bob Rifo, Tommy Tea e mais tarde Edward Grinch, como baterista ao vivo mas que fora substituído pelo atual Battle. Apesar de único disco, sabemos que bons Djs vivem de shows, incluindo remixes, feats, singles, compilações, etc, e, portanto, possuem obviamente mais material que isto.

Já fizeram remixes de/para The Whip, South Central, Naïve New Beaters, Audioporno, Cazals, Britney Spears, The Chemical Brothers, Alex Gopher, Crookers, Etienne De Crecy, Michael Sembello, Timbaland, Metallica, Benny Benassi, The Kills, MSTRKRFT e muitos outros. Além disto algumas de suas músicas e versões podem ser encontradas em: FIFA 09 com a música "Butter" , em 2K Sports " NBA 2K9 com "Mac Mac" e outras apresentadas em CSI Miami.

Em Romborama não é diferente. Em meio à produções originais e remixes, a banda esbanja simpatia. Com músicas que o farão lembrar facilmente de um mundo dominado por projetos como Justice, Daft Punk, The Toxic Avenger e vários outros. Sua diversidade depende principalmente dos artistas originais e portanto podemos encontrar hip hop, hard, techno, funk, revival, horror, requintes de erudita e outras lindezas.

Ao vivo são reconhecidos por usarem máscaras do Venom, aliás, um dos meus vilões favoritos.

Lastfm//WebSite//MySpace
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Avatar

Stromae - Cheese

1 comentários

Gênero: House/Eletro
País: Bélgica
Ano: 2010
Comentários: Mais um post pra série: "vão me xingar". Stromae é o nome artístico do compositor belga Paul Van Haven, filho de pai ruandense e mãe belga, nascido em 1985 em Bruxelas. Inicialmente como rapper, mas sempre mantendo sua lingua mãe - o francês - como base, tentou diversas empreitadas musicais até conseguir finalmente o sucesso mesclando o Eurodance 90's com o idioma francês e uma pitada própria. Com seu Macbook e outros poucos equipamentos, Stromae (não coincidentemente inverso para "Maestro") se tornou febre na Europa com o single Alors On Dance no ano passado, e em seguida lançando seu primeiro full-lenght, Cheese.

Mas e daí, o que fez o Forba se interessar por um disco tão pop como esse, exceto sua viadagem característica? Mais do que músicas grudentas, Stromae me conquistou pelo idioma francês com um refinado sotaque belga, clipes inteligentes e letras inspiradas, como a da própria Alors On Dance que versa:

"Quem fala de estudo, fala de trabalho,
Quem fala de trabalho, fala de dinheiro,
Quem fala de dinheiro, fala de gastos,
Quem fala de empréstimos, fala de demandas,
Quem fala de dívida, fala de oficial de justiça,
E também de estar no meio da merda
Quem fala de amor, fala também de crianças
E fala sobre pra sempre, e sobre separação
Quem fala dos seus parentes, fala de tristeza porque os problemas quase nunca vêm sozinhos
Quem fala de crise, fala do mundo, fala da fome e do Terceiro Mundo
Quem fala de cansaço, fala também do acordar ainda surdo do dia anterior
Então vamos sair para esquecer os problemas

Então vamos dançar..."

fonte

Bem, se você realmente não gostar desse estilo de música, existem vários outros estilos te aguardando no blog. Caso tenha um mínimo de gosto quando escuta uma batidinha de eletro, recomendo Stromae com unhas e dentes. Caso ainda haja dúvidas, deixo-vos o clipe de Te Quiero, outro single do disco.

Tracklist:

1 Bienvenue Chez Moi 2:47
2 Te Quiero 3:26
3 Peace Or Violence 3:09
4 Rail De Musique 4:07
5 Alors On Danse 3:28
6 Summertime 3:07
7 Dodo 3:57
8 Silence 4:41
9 Je Cours 3:15
10 House'llelujah 3:59
11 Cheese 3:01
12 Alors On Danse (90's Remix) 2:51

OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA. 
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Avatar

Cyndi Lauper - True Colors

0 comentários
Gênero: Pop, Rock, Dance-pop, New wave
País: EUA
Ano: 1986

Comentário: Não é apenas um som que ouvi no verão passado, viciei, ouvi pra cacete, e depois enjoei. Cyndi Lauper é a diva mais punk — que não punk — que eu conheço.
Enfim, um pouco de história. Para os desinformados, Cyndi Lauper (Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton) é uma cantora, compositora, multi instrumentista e atriz (chegou a ganhar o Emmy) estadunidense (por algum motivo, passei minha adolescência toda achando que ela era SOMENTE de origem francesa, mas na real é franco-americana) que nasceu no ano longínquo de 1953. Logo em seu primeiro álbum, She's So Unusual, Lauper se tornou a primeira mulher - e a primeira artista global - a emplacar cinco músicas na Billboard, a parada musical mais "importante" do mundo. Com uma voz única e marcante, Lauper tem a marca de 30 milhões de vendas entre os 11 discos e 40 singles.

Cyndi é também bastante lembrada pelo saudoso The Goonies, que é basicamente um filme obrigatório na bagagem de qualquer pré-adolescente, no qual ela canta a canção tema, "The Goonies 'R' Good Enough". Já no mesmo ano ela participou do memorável projeto USA for Africa, um dia liderado por Michael Jackson, onde vários artistas cantaram a canção We are the World.

Em 1986 chegou o álbum responsável por este post. "Chegou" é meio desanimador para um álbum que também alcançou, com suas músicas, alguns lugares altos — o que inclui o 1º — na Billboard.

Sinceramente, não sei o que destacar neste álbum. Não sei explicar o porque dele, de sua escolha, já que poderia facilmente ter escolhido o anterior ou o posterior para postar (o que não inclui os demais, que são bem diferentes). Talvez por estar mais maduro, mais vivo e mais empolgante, mas não poderia exemplificar bem isso. O toque rocker é definitivamente um ponto forte, que integrou mais técnica e rebeldia no instrumental, e talvez em seu vocal. As canções vão de agitadas à lentas/calmas, mas todas belas e bem fluentes. A parte eletrônica também marca presença e se diferencia muito da anterior. As músicas ainda possuem aquele clima antiquado, mas não são todas, e nem da mesma forma. E suas letras, foram feitas para atingir profunda e delicadamente as pessoas, pois como diria a própria: “Quero chegar nas pessoas que batalham todo santo dia, naqueles para quem a maior conquista é conseguir construir alguma coisa, conseguir viver um dia atrás do outro. Por isso escolhi ser suave. Agora, se suavidade é confundida com frescura, o problema não é meu.”

True Colors conta também com a canção What’s Going On, do cantor de soul e R&B Marvin Gaye e Iko Iko, escrita originalmente por James "Sugar Boy" Crawford em 1953, e gravada anos mais tarde (1965) por The Dixie Cups, no que parece, em uma versão diferente.
O álbum também contou com músicos como o guitarrista e produtor musical Nile Rodgers (Chic, Madonna, Diana Ross), o cantor, compositor e pianista Billy Joel (Echoes, The Hassles, Attila, Elton John) e o guitarrista e vocalista do King Crimson, Adrian Belew (King Crimson, Frank Zappa, The Bears).

Fora isso, Lauper é uma mulher admirável. Consegue ser bonita além do fator aparência (que nem lhe ajuda muito mesmo), mas sim atitudes. Vulgar, polêmica (no sentido fútil da coisa) e mesquinha, são palavras que não consigo associar à sua pessoa.

WebSiteOficial
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Avatar

SNAP! - World Power

0 comentários
Gênero: Dance/ Euro dance/ House/ Hip house
País: Alemanha
Ano: 1990

Comentário:
SNAP! é mais um daqueles grupos que você certamente já ouviu mas que provavelmente nunca prestou atenção no nome, ou nunca soube mesmo.

Formado na Alemanha — em 1989 — pelos produtores Michael Münzing (usando o pseudônimo Benito Benites) e Luca Anzilotti (pseudônimo John "Virgo" Garrett III), é um grupo de música eletrônica que faz uma sonoridade voltada ao Dance (ou eurodance) e ao Hiphouse, que como o nome já deduz, uma mistura de Hip hop com House music, estilos em alta na década de 90.

O maior destaque do SNAP! é o seu sucesso "The Power", uma música que seria reconhecida mesmo cantada de baixo d'àgua. Este hit está presente no debut "World Power", lançado em 1990. Logo no segundo Cd, intitulado "The Madman's Return", de 1992, trouxe outro grande hit, a música "Rhythm Is a Dancer".

O grupo está na ativa até hoje, com uma mudança de integrantes durante sua estrada. Possuem cinco álbuns, vários singles, algumas compilações e dois DVDs, sendo um deles também uma compilação de suas melhores músicas.

Este CD possui a magia de ser o primeiro da banda e na minha opinião, ser melhor até mesmo que o segundo (não ouvi os demais, mas não parecem ter o mesmo nível destes dois).
Músicas a serem destacadas, além do hit "The Power" — que abre o CD — é a "Cult Of Snap", uma mistura de música eletrônica com elementos tribais presentes na cultura africana. Em geral o álbum é calmo até, não sendo possível julgá-lo totalmente pelo seu hit. "Ooops Up" e "Witness The Strength" já são mais calmas, contudo esta última brinca com uma música do Led Zeppelin, bem interessante, apesar de ser apenas algumas passagens. "Mary Had A Little Boy", que também ganhou um clipe é outra faixa conhecida. "Only Human" é no beat box, e para fechar, um remix da "The Power" nessa versão que lhes trago.

Então é isso, um post para conhecer mais a fundo um som que vive de hits antigos, mas que tem seu charme próprio. Recomendado para quem curte Culture Beat, Corona, C-Block...ou seja, eurodance dos anos 90. Confira também meu post do MC Hammer, que possui algumas música semelhantes e uma dica pessoal, assista "The Fresh Prince of Bel-Air" (Um Maluco no Pedaço) e ouvirá muito dance e hiphouse.

Clique nas faixas para ver os clipes.

MySpace
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Avatar

Justice - †

0 comentários
Gênero: Electro House/ French House (French touch)/ Dance-Rock
País: Paris, França
Ano: 2007
Comentário: Meu CD favorito do estilo e um dos únicos do Justice. A dupla (Gaspard Augé e Xavier de Rosnay) possui uma penca de singles, remixes, e mais recentemente um novo álbum ao vivo, mas somente este álbum de estúdio.

Justice faz um som envolvente e dinâmico. Puxando o carrinho de projetos como Daft Punk, une elementos do pop, indie rock e dance, deixando uma marca única em suas músicas. Influenciados também pelo disco e pelo heavy metal, fazem um electro house diferente. Além é claro das composições próprias, a dupla já fez vários remixes, incluindo de artistas famosos como Britney Spears, Fatboy Slim, Daft Punk, Franz Ferdinand, Mystery Jets, entre outros.

Li isso na Wikipédia, que Justice é como um tributo ao Metallica, que é deduzido pelo bigode do Gaspard, uma suposta homenagem ao James Hetfield e o crucifixo utilizado pela banda, referência ao Master of Puppets. Mas ainda teria o próprio nome da dupla, "Justice", referente ao ... And Justice For All. Se é verdade, eu não sei, o que sei é que em 2008, fizeram um tributo ao Metallica que serviu de encerramento para o show deles, presente no álbum A Cross The Universe (álbum fuderástico, só não postei porque notei que é preciso conhecer melhor o CD "†" para depois cair na farra). Sutilmente a faixa se chama "Final" ("Metallica" seria mais sutil, mas tudo bem).

A banda também faz muitas outras referências:
O título da faixa "One Minute to Midnight" é uma referência à canção "Two Minutes to Midnight", do Iron Maiden.
A capa do seu álbum de estreia é na verdade, em referência ao álbum Electric Warrior do grupo de rock T. Rex.
Sua canção "Let There Be Light" é também uma homenagem à banda AC/DC com sua canção "Let There Be Rock".
Outra marcante é a D.A.N.C.E., referindo-se ao Michael Jackson.

Além de tais referências e homenagens, é notável as muitas alusões que fazem ao cristianismo. E tem um papo aí que os diretores "satanistas" colocaram imagens subliminares no DVD A Cross The Universe...

Enfim, um projeto extremamente interessante, não só musicalmente. Se você curte The Bloody Beetroots, Sebastian, Daft Punk, Lifelike, Alan Braxe, Modjo, Boys Noize e outros da cena francesa/italiana e de electro house, com certeza está perdendo tempo ao não baixar este CD.

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.