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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
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~▲†▲~ (Xwxwxwxwv) - Discografia

5 comentários
Gênero: Eletrônica/ Witch House/ Industrial/ Ambiente
País: Rússia
Ano: 2010 e 2011

Comentários: Apesar dos parênteses no título, a banda deixa em seus discos, e nas demais tags, os caracteres ~▲†▲~, referindo-se realmente ao seu nome. Obviamente é praticamente impossível achar tal banda desta forma, por isso utilizam a sequência Xwxwxwxwv para facilitar a busca e a divulgação de seu nome. Assim sendo, também fiz a utilização de ambos por via das dúvidas.

Pouco se sabe sobre ela, aliás, sou sincero em dizer que sei quase nada, fora seu som, e por isso ficarei devendo (quem deve é ela) informações. Contudo, seu som é hipnótico e agressivamente confuso. Perturbante e medonho, mostra o lado obscuro da música eletrônica, que ainda aumenta ao analisarmos os títulos das faixas e, evidentemente, as capas dos discos. Capas estas que querem dizer algo, ou não querem, ou não sabemos interpretar, ou não há o que interpretar. Apesar dessa aparência sombria, ela soa mais como 'desconhecida', e como bem sabemos, o desconhecido sempre nos gera receio, porém curiosidade.


Pode-se dizer que a 'til triângulo cruz triângulo til' se encaixa em uma 'nova' (década de 2000) categoria de música que cresce no submundo, principalmente estadunidense e europeu. Existem outras mais, algumas tão estranhas quanto, mas todas com suas características próprias. Porém uma coisa muitas delas tem em comum: O uso abusivo de triângulos (ou deltas), olhos e cruzes. Seu significado foge do meu conhecimento, mas sempre sugerem interpretação, e como cada um tem a sua, será fácil encontrar desde boas palavras como 'equilíbrio' até fantasias e conspirações como 'illuminat'. Já com relação ao Witch house, você pode ler algo a respeito na Wikipédia, mas aparentemente não segue as mesmas ideias mirabolantes, ou talvez seja simplesmente informação incompleta.


O som é deveras atraente aos que apreciam a música eletrônica com uma certa interferência industrial e executada de forma mais ambiente, calma, mas ao mesmo tempo com uma movimentação intensa, como de pequenas partículas. Apesar de parecer novo para alguns, em seu som podemos notar muitas influências, entre elas hiphop, darkwave, trance... e da própria música que fora anteriormente encapsulada, pois, sim, o comum é desacelerar músicas conhecidas, inclusive do mundo pop, até resultar nessa forma decadente.

O segundo disco, ~▲††▲~, é em geral mais 'acessível', puxando mais para o ambient e deixando de lado um pouco todo aquele masoquismo mental. Entretanto não se torna inferior, pelo contrário, é mais conciso e coeso, apesar de eu gostar mais do choque do EP.
O clipe acima é da música '•'(ponto), a primeira do EP, e foi feito à partir de cenas retiradas do filme Häxän, de 1922, conhecido por aqui como Haxan - A Feitiçaria Através dos Tempos. O segundo clipe é do novo álbum, uma viajem alucinante.

Este post foi atualizado em 14/09/2015 para restaurar os links quebrados e relatar que o projeto não mais existe (bom, pelo menos todos os seus links oficiais foram removidos), mesmo tendo mudado seu nome para VEINS há algum tempo.

//discoGs - ~▲†▲~ //discoGs - VEINS


~▲††▲~ [Album]
Tracklist:
1. Vague I 03:49
2. Social Phobia 04:02
3. unfortunately stuck 00:03
4. Dusk 03:19
5. экзотика 04:05
6. Vague II 03:21
7. Stickweed Houses 04:00
8. Disunited 03:46
9. Vague III 03:57
10. Spoffish 03:38

DOWNLOAD (discografia)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015
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Pyramids - A Nothern Meadow

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Gênero: Experimental / Ambient / Black Metal / Shoegaze
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Em seu álbum de estréia os americanos do Pyramids mostraram uma sonoridade bem experimental, contando com o vasto repertório de influências e sonoridades exploradas. O álbum teve uma recepção favorável e com boas críticas, mostrando uma banda que tinha potencial a ser explorado. O álbum de estréia foi lançado em 2008, seguido por diversas colaborações do Pyramids com nomes como Nadja, Mammifer e Horseback, além de ter faixas remixados por bandas como Ulver e Lustmord.

Analisando tudo isso, pode se dizer que  o Pyramids teve anos de grandes experiências e que permitiram a banda uma bagagem maior para o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. A Nothern Meadow foi lançado no dia 17 de Março pela Profunde Lore Records, contando com as participações de Vindsval (Blut Aus Nord) e Colin Marston (Gorguts, Krallice).

Se comparado ao debut, uma característica que evoluiu em A Nothern Meadow é que o desenvolver das faixas flui mais naturalmente, sem aquela sensação de estarem dispersas ou perdidas. Para uma banda que faz uma experimentação com elementos do Industrial, Dark Ambient, Shoegaze, Post-Rock, Drone e Black Metal, a sonoridade soa precisa e bem estruturada. Normalmente em algum momento do álbum, um desses estilos é mais utilizado que os outros, mas a combinação em si foi muito bem feita.

A atmosfera do álbum é pesada, trazendo passagens mais sufocantes em que o instrumental é mais denso. Ainda há momentos em que a música do Pyramids ganha um tom mais simples e com um clima mais agradável. Alguns riffs  no álbum lembram bastante alguns utilizados pelo Blut Aus Nord na trilogia 777, assim como a programação da bateria (que foi feita por Vindsval). Os vocais trazem um tom mais pacífico e calmo na maior parte do álbum, diferenciando-se do instrumental, mas em algumas partes é utilizado um vocal ríspido que combina muito bem com as o tom do instrumental.

Pode-se dizer que a sonoridade apresentada pelo Pyramids é algo complexo e com um clima bem introspectivo, o que pode não agradar aqueles que não estão habituados com esse tipo de proposta. Em A Nothern Meadow, o Pyramids traz um álbum sombrio, depressivo e instigante, Música torta e estranha, mas que agrada a quem procura mais na música do que apenas uma ideia óbvia e fácil de digerir, A Nothern Meadow conduz o ouvinte à uma experiência no lado mais sombrio da mente ao longo de 50 minutos. Destaque para a faixa I Am Sorry, Goodbye.



Tracklist:

01. In Perfect Stillness, I’ve Only Found Sorrow
02. The Earth Melts Into Red Gashes Like The Mouths Of Whales
03. The Substance Of Grief Is Not Imaginary
04. Indigo Birds
05. I Have Four Sons, All Named For Men We Lost To War
06. I Am So Sorry, Goodbye
07. My Father, Tall As Goliath
08. Consilience

Ouça em: Spotify


quarta-feira, 4 de março de 2015
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Suicidal Romance - Rêves & Souvenirs

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Gênero: EBM / Industrial
País: Estônia
Ano: 2015

Comentário: Preciso dizer que ao me deparar com este disco o qual posto cá, meu coração imediatamente transbordou de amor. O mix de sutileza e devastação de Rêves & Souvenirs pode conquistar tanto os corações sentimentais quanto os mais brutos e gélidos. Isto porque ele é resultado do melhor de três discos (“Love Beyond Reach”, “Shattered Heart Reflections” e “Memories Behind Closed Curtains”) lançados ao longo da carreira turbulenta de Suicidal Romance; a qual foi formada em 2006 e traz Viktoria Seimar (voz principal), Dmitry Ivanov (compositor e segunda voz) e Maarja Korstnik nos sintetizadores.

Para mim, Rêves & Souvenirs é um excelente disco para se conhecer o trabalho de Suicidal Romance, pois traz as principais características do grupo: infantis vocais femininos em contraponto a vocais rasgados masculinos (em uma espécie de “a bela e a fera” vocal) sobre uma batida rápida e voraz (alguma coisa Techno / Música de Boate / Afins). Apesar de conter músicas com levadas dançantes, Rêves & Souvenirs possui uma sutileza que muito me lembra o Futurepop.

Lembra-me até mesmo Blutengel – nos seus momentos mais alucinantes –  em algumas passagens. Em outros momentos, em uma batida lamuriosa e estendida, lembra-me um pouco o tipo de “dramatização sonora” que Otto Dix utiliza. E as influências reveladas pela banda vão além, passando por Frozen Plasma e In Strict Confidence. Algo que apenas reforçar o caráter doce / bruto de Rêves & Souvenirs.

Destaque para faixa 4, "Whisper Goodbye".

Site Oficial / Facebook / Last.fm

Tracklist:
01. Make Me Blind
02. Hold Me
03. Lose Your Fears
04. Whisper Goodbye
05. Build Me A Heart
06. Call Me
07. Ecstatic
08. Not Alone
09. Touch
10. Remember Me
11. White Snow
12. Dreamers
13. Remember Me (Emphasis Cover)
14. Not Alone (Blutengel Remix)
15. Touch (ES23 Remix)

sábado, 31 de janeiro de 2015
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Marilyn Manson - The Pale Emperor

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Gênero: Industrial/Blues Rock
País: USA
Ano: 2015

Comentário: Foi no final dos anos 80 que Brian Hugh Warner adotou o pseudônimo Marilyn Manson e adentrou o universo da música. Demorou um bom tempo até que alcançasse o sucesso em 1996 com Antichrist Superstar. Sucesso que em muito se deve ao empurrão de um grande amigo da época, Trent Reznor, a mente por trás do Nine Inch Nails.

Com o hit "The Beautiful People" não demorou muito para que Manson invadisse a MTV.  Seu nome começou a ventilar por toda a mídia americana e automaticamente se tornou o inimigo numero um de todos os cidadãos de bem dos Estados Unidos.  Tornando seus filhos, em sua maioria garotos excluídos e problemáticos, os primeiros fãs de um recente ídolo Outro fator que ajudara e muito a projeção de Manson foi seu sucesso ter vindo durante a construção do New Metal. Bandas como Korn, Deftones, Limp Bizkit e Slipknot começavam a surgir e despontar por toda a América do Norte, atraindo uma geração de jovens que se identificavam com suas letras pessimistas e cheias de angustia. Apesar de Marilyn Manson não ser exatamente uma banda de New Metal, as semelhanças entre ambos eram inegáveis.

A aparência andrógena e extravagante e as constantes declarações anticristãs e pró-satanismo (apesar de sempre em tom de ironia e escárnio) causaram grande choque em boa parte do mundo nos anos 90. Assim como bandas como Black Sabbath e Alice Cooper fizeram nos anos 70, o cantor repetia a dose. Em um mundo globalizado e com muito mais acesso à informação, Marilyn Manson se tornou uma das figuras mais extremas e controversas da década. Mas isso aos poucos foi mudando. Com o status de rockstar já consolidado nos anos 2000, o músico fora visto cada vez mais envolvido em Hollywood, se relacionado com belas mulheres, participando de diversos filmes e seriados e passando de figura extrema do rock a mais um excêntrico personagem do show business. Suas letras e estética também aos poucos foram mudando, perdendo a temática anticristã e se enveredando por caminhos como luxuria, sexo, drogas e violência. Manson se tornou um ‘Bon Vivant’.

Por coincidência ou não, foi a partir dos anos 2000 que a música de Manson começou a perder relevância. Suas letras se tornaram óbvias demais, suas referências a drogas e violência ficaram batidas e sonoramente seus discos mais distantes do Metal Industrial do início da carreira. Com menos distorção e poucas batidas eletrônicas que sempre caracterizaram o gênero, The Pale Emperor é praticamente um disco de hard rock (no termo geral da palavra, como os americanos gostam de usar pra englobar qualquer banda um pouco mais pesada do que o Coldplay). Provavelmente é o seu melhor trabalho em tempos recentes, pós The Golden Age of Grotesque, que marcou sua guinada a uma persona mais acessível, mesmo que ainda se distancie muito do artista perturbado que surpreendeu e chocou o mundo na década de 90. Temos alguns bons respiros de criatividade no disco, como em The Mephistopheles of Los Angeles: "Lazarus has got no dirt on me, And I'll rise every danger, I'm the mephistopheles of los angeles". Porém, Manson podia ter se esforçado mais. O disco é longo e se torna repetitivo demais durante sua execução, coisa que acaba por encobrir as boas faixas do disco que seria melhor se fosse mais enxuto.

Fazendo alusão ao próprio titulo do disco, The Pale Emperor pode soar um trabalho quase pálido e sem vida. Mas não chega a soar incômodo em momento algum.  Com atenção podemos encontrar bons suspiros de criatividade em seu decorrer, mas distancia cada vez mais de seus tempos mais extremos que talvez nunca mais retornem. Mas tudo bem, esse novo Manson do Show Business, ator de ótimas séries como Sons of Anarchy continua sendo um personagem bem legal para se ter por aí.




Tracklist:

1. "Killing Strangers" 5:36
2. "Deep Six" 5:02
3. "Third Day of a Seven Day Binge" 4:26
4. "The Mephistopheles of Los Angeles" 4:57
5. "Warship My Wreck" 5:57
6. "Slave Only Dreams to be King" 5:20
7. "The Devil Beneath My Feet" 4:16
8. "Birds of Hell Awaiting" 5:05
9. "Cupid Carries a Gun" 4:59
10. "Odds of Even" 6:22

Download:


terça-feira, 23 de setembro de 2014
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Emptiness - Nothing But The Whole

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Gênero: Experimental / Black / Death Metal
País: Bélgica
Ano: 2014

Comentário: Quando uma banda resolve se reinventar, ela está ciente de que o resultado pode não ser satisfatório para seu público alvo, além de render algumas críticas negativas. A banda Emptiness se aventurou por esse caminho em seu quarto álbum de estúdio, e até o momento, o álbum vem colhendo ótimos resultados por parte do público e mídia especializada.

Nothing But The Whole é um álbum sombrio e experimental, daqueles em que o resultado final da sonoridade é até difícil de ser claramente descrito. O passado da banda ligado ao Black / Death e que foi o ponto principal até o álbum anterior, aqui ganha nova forma com a adição de elementos vindos do Industrial e Dark Ambient, algo que bem utilizado pelo Blut Aus Nord em alguns álbuns e pelo The Axis of Perdition. 

Do início ao fim, o álbum apresenta contrastes bem interessantes e não causa a sensação de ser algo repetitivo ou monótono. A bateria alterna entre momentos mais intensos e passagens que lembram algumas bandas de Industrial Rock/Metal. As guitarras em alguns momentos sofrem algum efeito de distorção ou possuem um tom mais dissonante, algo que combina muito bem com esse tipo de sonoridade. 

Um álbum que chama a atenção pela capa e sonoridade, altamente recomendado para aqueles que gostam de sonoridades que fujam um pouco dos padrões convencionais. Cito como destaques do álbum a "All is Know" (a mais experimental do álbum) e a "Lowland" (dona de uma  atmosfera incrível e hipnótica). 



Tracklist:

01. Go and Hope
02. Nothing But The Whole
03. Behind The Curtain
04. All Is Known
05. Tale Of A Burning Man
06. The Past Is Death
07. Lowland

Download: Sendspace

sexta-feira, 8 de agosto de 2014
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Esplendor Geométrico - Comisario de La Luz / Blanco de Fuerza

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Gênero
: Industrial
País: Espanha
Ano: 1985

Comentário: Esplendor Geométrico é uma banda espanhola formada em 1980, em Madrid. O grupo retira seu nome de uma obra de Filippo Tommaso Marinetti, considerado fundador do Futurismo, um movimento surgido na Itália no início do século XX que exaltava a modernidade de forma profética: a agitação das metrópoles, a violência urbana, a juventude precoce, os avanços tecnológicos, e tudo isso estava nas pinturas, esculturas e todas as outras formas artísticas que o futurismo abrangiu em seu auge. Pensar que todas essas características tão próprias do nosso tempo eram completamente alienígenas para a mentalidade do final do século XIX e início do século XX, mas, ainda assim, estavam presentes no Futurismo italiano, é no mínimo estarrecedor. Não por acaso, no entanto, o futurismo, otimista como aparentava, definhou quando começou a Primeira Guerra Mundial, em 1914.

Esplendor Geométrico, a banda, surge justamente em 1980, uma década onde brincar com a antimusicalidade ganhou nome: Industrial.  E antimusicalidade era tão vanguardista quanto pintar quadros de uma realidade décadas à frente, ao menos quase 35 anos atrás. Comisario de La Luz / Blanco de Fuerza é o segundo full-lenght do grupo, e o primeiro lançado pelo seu selo próprio,  Esplendor Geométrico Discos.

O álbum é cru e visceral, mas cadenciado de forma magistral. Usando sonoridades industriais e metálicas, Esplendor Geométrico consegue criar paisagens sonoras destrutivas e incrivelmente concretas, com estruturas construídas de forma a envolver e prender. Faixas como Comisario de Luz IV são exemplos de um uso genial da manipulação de sons concretos, analógicos e crus em uma época onde praticamente tudo que era feito nessa área eram experimentos baseados na tentativa e erro de se aproximar de alguma coisa vagamente musical (ou o mais longe disso possível). A abstração aqui é completa. Mesmo que o peso do som seja monstruoso, seu uso cadenciado abre espaço para um vazio psicológico onde nossos pensamentos complementam a sonoridade.

O maior trunfo do disco, pra mim, é a percussão, formada essencialmente de uma seleção cuidadosa de sons concretos. E assustadoramente moderna, precisa e pesada. Impossível escutar sem sentir-se envolvido e preparado para toda e qualquer barulhada bizarra que apareça subitamente no caminho. E isso é incrível. O último lançamento da banda foi em 2011, mas este disco aqui permanece e permanecerá inalteradamente clássico.


Tracklist:

1 - Comisario De La Luz I 4:57
2 - Comisario De La Luz II 5:18
3 - Comisario De La Luz III 4:30
4 - Comisario De La Luz IV 4:59
5 - Blanco De Fuerza I 9:12
6 - Blanco De Fuerza II 3:37
7 - Blanco De Fuerza III 4:48
8 - Blanco De Fuerza IV 4:21
Bonus Tracks da versão em CD, lançada em 2011:
9 - Noising In The Rain I 5:52
10 - Noising In The Rain II 5:04
11 - Noising In The Rain III 4:12
12 - Noising In The Rain IV 3:05


Download:

135 Mb, 320 Kbps: MEGA
quarta-feira, 30 de abril de 2014
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P.H.O.B.O.S. - Tectonics

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Gênero
: Industrial/Doom Metal/Experimental
País: França
Ano: 2005

Comentário: Antes de mais nada, se faz mister a distinção: 'industrial' aqui é aquele industrial corrosivo e altamente experimental, que deu origem a uma multitude de estilos cada vez mais experimentais e corrosivos como o Noise e o Dark Ambient, e não aquele 'industrial' a qual nos referimos quando se tratando de EBM. Portanto P.H.O.B.O.S. não é mais uma daquelas bandas de Industrial Metal que resolveram ter a idéia de mesclar EBM e Metal. P.H.O.B.O.S. é uma das mais intensas, potentes e devastadoras formas de se fazer Metal já compostas, calcando-se totalmente no Noise, no Dark Ambient e no Industrial dos anos 80.

Formada em 2000, a banda foi criada por Frédéric Sacri e Philipe Gerber, em Paris, ainda que somente Frédéric permaneça na banda até hoje. Em 2003 a banda fez sua primeira aparição ao vivo, mas desde então estas continuam sendo raras. A escolha de tudo na banda é criteriosa e precisa: Phobos é o filho de Ares, o deus grego da Guerra, e representa o Medo. Ao lado de seu irmão divino Deimos, que representa o Terror, ambos nomeiam as duas luas de Marte (que é a versão romana de Ares). Phobos representa o pânico que a Guerra trás e, nos mitos, guerreava ao lado de seu pai. Como bem sabemos pelo Martial Industrial, poucas coisas combinam tão bem com industrial como a Guerra. E por que não, o medo? Não raramente os vocais rasgados estridentes na musicalidade do P.H.O.B.O.S. nos instigam um desconforto característico do pavor. Mas se não bastasse isso, ainda há samples de gritos desesperados de dor e terror espalhados por cada nota de guitarra abafada ou batida industrial da percussão da banda.

E em falando de percussão, nenhum título é mais apropriado pra esse álbum quanto "Tectonics". As guitarras no disco são completamente coadjuvantes, num mar de espancamentos industriais percussivos banhados em noise, completamente hipnóticos. A magia causada pela mistura da percussão no front e os vocais e guitarras no background é completamente envolvente, ainda que cause dores de cabeça nos desavisados. Tectonicamente imprimindo suas batidas compassadas de maneira simetrica, porém nada convencional ou previsível, as faixas do disco vão se desenrolando uma mais pesada que a outra.

Mas a música do P.H.O.B.O.S. não é somente cru e visceral, ela também é melódica. Nas profundezas da sonoridade da banda existem acordes melódicos, algumas vezes até lembrando a distorção do Nadja. Isso não torna, no entanto, o disco algo completamente imprevisível - em fato logo na terceira faixa tudo que o P.H.O.B.O.S. tem para oferecer em Tectonics já está posto na mesa. Mas ao mesmo tempo, o disco é exatamente o tipo de coisa para se ouvir com o real intuito de ouvi-lo - portanto nas segundas e terceiras ouvidas o disco cresce absurdamente. Especialmente pelo fato que ficará óbvio com qual humor este deve ser ouvido, em quais circunstâncias e em quais ambientes.

Infelizmente bem pouco divulgado, o trabalho de Frédéric deve ser mais disseminado aos fãs de Metal e Industrial, por que além de extremamente bom é uma das mais perfeitas justaposições dos dois estilos, sem exagerar em nenhum lado. Exageros esses que não se tornaram raros, mesmo num mar de tentativas de fazer essa junção anteriormente.

A banda após esse disco lançou ainda mais dois full-lenghts, onde a sonoridade foi um pouco mais desenvolvida, e esse ano está pra lançar um split com nada menos que o Blut Aus Nord, uma das mais incríveis e pioneiras bandas do Post-Black Metal. Definitivamente aguardando ansiosamente. E além de tudo isso, a arte visual da banda ainda é fantástica, o que pode ser conferido no merchandise da banda, aqui. Realmente é mais uma das coisas que me faz lamentar terrivelmente a disparidade de valor entre o Euro e o Real.




Tracklist:

1. Nietzschean Dynamics 01:44
2. Gregarious 07:11
3. Wisdoom  07:14
4. Monochrome Red 09:21
5. Engulfed In Subduction 04:02
6. Nihil Credo 07:30
7. Inseminator/Matrix 10:22
8. Dormant/Dead End 10:43


Download:

MEGA
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
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Nachtmahr - Feindbild

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Gênero
: Industrial/EBM
País: Áustria
Ano: 2014

Comentário: Projeto solo de Thomas Rainer, famoso pelo L'âme Immortelle, o Nachtmahr vem sendo, desde que surgiu, em 2007, um dos mais intensos projetos de Industrial de toda a cena. E aqui quando se fala em "Industrial" se pensa em batidas REALMENTE intensas, bate estaca constante com o máximo possível de bass kick, vocais rasgados constantemente e essencialmente na lingua alemã, o idioma oficial do EBM (que se preze).

No seu último álbum, Veni Vidi Vici, Thomas tomou um caminho sutilmente mais leve, visivelmente menos pesado que os álbuns anteriores. Em Feindbild o clima ainda não é tão corrossivo quanto nos primeiros discos, mas é com certeza bem mais pesado que o disco anterior. O que no entanto não deixou de dar espaço para faixas mais dançantes e melódicas, como o cover I Hate Berlin e a faixa Die Fahner Unserer Väter, que maravilhosamente tornam a musicalidade do Nachtmahr imprevisível, finalmente. Por que embora eu ame os discos mais pesados e crus do Nachtmahr, eu confesso que já era completamente repetitivo. Feindblind mistura várias fases do projeto, numa amostra visível de maturidade da sua sonoridade.

Genialmente, Thomas consegue, mesmo usando vocais limpos, não dar um clima "L'âme Immortelle" pras faixas graças ao instrumental muito mais pesado e a temática sempre constante na segunda guerra, com batidas marciais o tempo inteiro. O mimetismo do compositor é uma das coisas que eu mais admiro em Rainer, e ele consegue manter uma qualidade constante em tudo que compõe que é invejável. Até os samples que ele encaixa na maioria das faixas são extremamente bem escolhidos. É curioso como a sonoridade do Nachtmahr parece ser bem menos saturada que muitos projetos de Industrial/EBM, mais enxuta e mais direcionada, mas consegue ser muito, muito mais intensa. Tomemos como exemplo outro projeto que admiro muito na cena, o Heimartaede. Comparando a densidade de sintetizadores nas duas musicalidades, o Nachtmahr é incrívelmente mais econômico, mas passa a mesma atmosfera opressiva. A faixa que sem dúvida mais exemplifica isso é a fantástica Parasit.

Mas acima de ser um excelente compositor, Thomas Rainer é um excelente vocalista. Seu vocal rasgado, que é o protagonista do álbum, é intenso exatamente com o estilo pede, mas seu vocal limpo é fantástico desde o L'âme Immortelle (eu, francamente, embora goste muito do L'âme, sempre fico esperando ansiosamente pelas músicas que o Thomas canta nos álbuns). Quando Thomas faz vocais limpos de forma mais estridente e grave, é impossível não nos lembrarmos da intensidade germânica do Rammstein. O que é inevitável, mas não é e nunca será um defeito.

Em suma, Nachtmahr novamente nos faz ter vontade de vestir um uniforme militar. Pra dançar e berrar em alemão, naturalmente. Mas não fazendo odes à Alemanha, e sim exclamando: Kaiserthum Österreich über alles!

PS: Feindbild foi lançado hoje, 14.02.14, numa edição especial que vem acompanhada de uma HQ de 36 páginas, por isso a capa tão cartunizada, feita pelo artista alemão Bruce Stirling John Knox. Por sinal, confiram o trabalho do cara no site oficial dele, aqui. É finíssimo.


Tracklist:

1 Wir sind zurück
2 Dämon
3 I Hate Berlin (feat. Frl. Plastique) (Second Decay Cover)
4 Die Fahnen unserer Väter
5 Chaos
6 Parasit 
7 Feindbild
8 Stehend sterben
9 Liebst du mich?
10 The Torch
11 Wache

Download:

MEGA (98 Mb, 320 Kbps)

sábado, 1 de fevereiro de 2014
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Marilyn Manson - Smells Like Children

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Gênero: Industrial / Experimental
País: EUA
Ano: 1995

Comentário: O Smells Like Children é o segundo álbum (alguns dizem EP, mas né, dezesseis faixas, classifico como álbum) do Manson e banda. Produzido por Trent Reznor, gravado em Nova Orleans, esse álbum de remixes tem uma essência bastante soturna, drogada, experimentalista, até.

Bem, falando das faixas apresentadas, quero passar rapidamente por algumas que se destacam. Enquanto a primeira funciona mais como um prelúdio do álbum em sim, a segunda “Diary of a Dope Fiend”, funciona basicamente para envolver o espectador (considero aqui o álbum como uma obra, sei lá porque) na estética do álbum. O título da faixa é uma brincadeira com um livro infantil escrito em 1964 – e é essa estética de polemizar com assuntos de família que o álbum propõe: e cumpre. O álbum funciona como uma junção da temática do primeiro álbum da banda, o Portrait of an American Family e talvez um anúncio de um dos mais aclamados álbuns do Manson, o Antichrist Superstar.

Inúmeras faixas do álbum são experimentações da banda, sons ensurdecedores, falas, batidas, brincadeiras com sonoridade, um som mais bastante agressivo e beirando o non-sense, de fato. Então porque cargas d'água fiquei sentado 54min43seg ouvindo um amarrado de faixas inicialmente desprovidas de sentido? Primeiro: eu gosto, de verdade. Segundo: os covers. Ah, eles! Se para você nada do que falei anteriormente te prende ou te faz parar por álbuns minutos para analisar o álbum talvez as regravações do Manson irão.

Começando pelo clássico hit gótico e sombrio e nascido de uma bad trip do Brian Hugh Warner: “Sweet Dreams”. Cover do Eurythmics e nesse cover nada se parece muito com a versão original. É muito mais pesado, doentio, soturno, arrisco dizer que a letra da composição tem mais ligação com o Manson do que com o Eurythmics. Em sua autobiografia o cara explica o porquê disso, basicamente tem ligação com “Some of them want to get used by you... / Some of them want to abuse you”, uma dualidade que, segundo ele, viveu a vida toda. E bem, ah, sim, entendo essa visão artística dele por escolher gravar a faixa, até.

Após mais algumas experimentações. Uma delas “Fuck Frankie”, onde “fuck Frankie, fuck Frankie” é repetido e seguido por gemidos por um minuto e quarenta e oito chegamos ao segundo cover do álbum. Ae! “I Put a Spell On You”, do Screamin' Jay Hawkins, mas originalmente conhecida por mim na voz da Nina Simone, ícone do gospel/soul americano. A faixa aqui se torna uma súplica de possessão, gritaria macabra e agressividade. A canção foi regravada diversas vezes, mas sua gravação original foi feita em meio a alucinógenos, grunhidos e murmúrios de um entorpecido Jay Hawkins, que em estado de transe gravou-a e depois teve de aprender como cantar como fez na gravação, já que não lembrava de nada que tinha feito. O cover do Manson só repete em seu gênero a soturnidade original da canção, mas mesmo assim não deixa de ser um cover genial.

Mais algumas experimentações e no meio o último, mas não menos importante, cover do álbum. “Rock 'n' Roll Nigger”, da Patti Smith. Comparando a original com a regravação elas tem até o mesmo tom de revolta, de rebelião e etc, aliás, é isso que a letra pede. Mas a faixa do Manson é mais rápida, lembrando e muito “1996” do Antichrist Superstar. Esse cover é colossal! Por ele o Manson foi até preso, proibido de cantá-lo em um show, ele descumpriu a regra e foi parar na cadeia (com um cagaço filho da mãe dos tiras, vale ressaltar). Se acham dispensáveis os outros covers deem uma chance a “Rock 'n' Roll Nigger” pra mim é um dos melhores covers já feitos pela banda (e olha que tem cover pra caramba!)

Por fim para amarrar que, de fato, existe uma ligação desse álbum com o seu sucessor. Smells Like Children termina com uma hidden track de oito minutos muito sem sentido, mas hipnotizante, tal qual Antichrist Superstar e sua faixa secreta 99.



Tracklist:

01. The Hands of Small Children
02. Diary of a Dope Fiend
03. Shitty Chicken Gang Bang
04. Kiddie Grinder (Remix)
05. Sympathy for the Parents
06. Sweet Dreams (Are Made of This)
07. Everlasting Cocksucker (Remix)
08. Fuck Frankie
09. I Put a Spell on You
10. May Cause Discoloration of the Urine or Feces
11. Scabs, Guns and Peanut Butter
12. Dance of the Dope Hats (Remix)
13. White Trash
14. Dancing with the One-Legged...
15. Rock N Roll Nigger
16. Hiden Track

Download: MEGA


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
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Ryoji Ikeda - +/-

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Gênero
: Minimal/Eletrônico/Noise/Ambient
País: Japão
Ano: 1997

Comentário: Ryoji Ikeda nasceu em 1966 na cidade de Gifu, na região central do Japão, mas hoje em dia reside na França, em Paris. Ikeda é um dos mais reconhecidos artistas de um dos gêneros mais prolíficos do Japão: O eletrônico experimental. Seja na veia do Noise, do Ambient ou manifestações menos avant-garde, japoneses sabem experimentar sonoridades como ninguém. Ryoji em especial, faz uma coisa que eu sempre tive curiosidade em fazer, especialmente por ter me graduado em uma área de exatas. Compor música baseando-me essencialmente em padrões matemáticos.

A relação entre matemática e música é intrínseca e indistinguível em todos os gêneros, porém é na música eletrônica que ela brilha. Stockhausen, no século passado, já brincava com a matemática que rege a composição musical erudita e a formulação com a qual esta é escrita, intrinsecamente dependente de padrões matemáticos rigídios e facilmente previsível a partir de uma análise desses padrões. Não é difícil, ao se pensar em partituras e a linguagem musical formal, compor uma música baseando somente em padrões matemáticos, se, é claro, nos dispojarmos da intenção de produzir algo comercial e popular. Na música eletrônica, baseada em oscilações de circuitos elétricos, isso se torna ainda mais óbvio e eficiente.

Quando alteramos os parâmetros infindáveis de um sintetizador, o que estamos fazendo na prática é alterar o funcionamento de componentes eletrônicos de circuitos de forma a que a corrente que passa nestes seja alterada. A oscilação padrão de circuitos com corrente alternada é senoidal, daí vem a mais famosa base musical eletrônica, os senos, com sua sonoridade adocicada. Se no entanto alteramos a frequência com que adentra no circuito a força eletromotriz, modificamos o formato de saída da nossa corrente. Usando este recurso, alcançamos um outro padrão comum que é também utilizado largamente na música eletrônica: as ríspidas ondas quadradas, que já possuem um som mais metálico e intenso.  Criando uma série de circuitos combinados de forma a misturar padrões oscilatórios das mais variadas formas, frequências e amplitudes, obtemos a infinidade de sons que um sintetizador é capaz de produzir. Isso é tudo simplesmente matemática, que por acaso também é música.

Ryoji se baseia nesses princípios para, ao invés de simplesmente usar um sintetizador como ferramenta, partir da matemática por trás pra criar a música. Mas não qualquer música. Brincando com padrões, Ryoji cria uma sonoridade minimalística, experimental e ambient em sua melhor proporção. A música ambient tem por definição a capacidade de emocionar e envolver sem necessidade de ser explíticita. Na musicalidade de Ikeda, isso é levado ao extremo de alguns sons terem frequências tão altas ou tão baixas que estão no limiar de serem inaudíveis para o ouvido humano, ainda que sejam perceptíveis de uma forma curiosa quando o silêncio do fim da faixa chega. Além disso, Ikeda soa paradoxalmente melódico. Não esperem caos sonoros, o rigor matemático por trás de tudo aqui torna tudo extremamente ordenado. No entanto não é tão denso quanto artistas como o Pan Sonic - mas nunca se sabe realmente se aquela faixa que parece ser simplesmente um pulsar agudo repetitivo não esconde por trás uma parade sonora de alta frequência. Só somos capazes de descobrir isso quando a música acaba - por que embora sejam frequências inaudíveis, ainda assim elas são diferentes do silêncio absoluto.

Ikeda também é artista plástico, e na realidade sua sonoridade é apenas uma das várias manifestações da sua arte. Arrogantemente, não é algo pra qualquer um. Mas é uma das melhores coisas que o Ambient pode produzir.



Tracklist:

headphonics (1995-96)

01 headphonics 0/0 3:12
02 headphonics 0/1 3:11
03 headphonics 1/0 4:16

+/- (1996)

04 + 2:50
05 +. 5:07
06 +.. 10:55
07 - 6:36
08 -. 11:51
09 -.. 13:24
10 +/- 1:05

Download:

MEGA (96 mb/320 Kbps)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
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VA - The Guide To Grave Wave (by Мишка)

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Gênero
: Post-Punk, Industrial, Witch House, Ambient, Noise, Shoegaze, Experimental, Neofolk
País: Vários
Ano: 2010

Comentário: "Grave Wave? Que porra de estilo é esse? É mais um estilo de Metal? Esses metalero adora inventar estilo" Não, caro amigo. Nada disso.

Grave Wave é uma alcunha criada em 2010 pela seção musical da loja de roupas estadunidense Mishka (ou estilizadamente, Мишка) para batizar uma amálgama de estilos variados com uma mesma vibe que começou a aparecer no underground do séc XXI, a internet, com uma pegada neogótica, oitentista revival e que trouxe consigo de volta uma pegada obscura que muito era evidente nos anos 80 mas que nos anos 90 pouco apareceu. Os gêneros que esse guarda-chuva musical abrangem são variadíssimos, porém surgiram todos por volta de 2010 e permanecem até hoje, meros quatro anos depois, praticamente, salvo raríssimas exceções, encrustado no underground. Post-Punk Revival na vibe do Interpol, mas ainda mais obscuros, com uma pegada que eu diria neo-batcave; Shoegaze, mas um shoegaze quase ambient, quase noise, quase Ethereal; Neofolk com uma vibe mais distópica que o normal, Witch House - o maravilhoso estilo eletrônico indescritível que abusa dos recursos de edição musical do novo século da forma mais sinistra e melódica possível, sem falar dos sempre presentes Dark Ambient, Noise e do rock Experimental de maneira geral - não que o resto aqui deixe de ser experimental em algum aspecto - que está mais dark do nunca.

Esse clima sinistro da música dos anos 10 se desenvolveu através das mídias sociais, especialmente do youtube e do bandcamp, sendo assim uma das primeiras ondas estilísticas a usufruir inteiramente do mundo digital para se propagar. Se nos anos 80 o Darkwave se propagadou através das saudosas fitas cassete trocadas mão à mão, hoje em dia a dita Grave Wave se multiplica downloads mundo a fora. Porém, curiosamente, essa divulgação massiva que a internet proporciona não agrada totalmente quem prega um estilo "underground". Então para evitar a divulgação excessiva que destruiria o caráter cult do gênero, muitos projetos e bandas aqui citadas tem nomes pouco usuais e ingoogleáveis, como "†‡†" ou "M△S▴C△RA". Portanto muitas vezes é de uma dificuldade hercúlea encontrar material disponível dessas bandas, o que faz esta coletânea aqui ser tão importante.

Quando em seu blog o coletivo Mishka postou essa coletânea, em 3 discos, com os mais interessantes e icônicos artistas supostamente ligados a essa "wave" musical a qual chamaram de Grave Wave, rapidamente esta se tornou referência no que tange a estilos como o Post-Punk Revival e o Witch House, especialmente. Não bastasse o fato de terem reunido 35 faixas em 2 horas e meia do 'estilo', eles ainda fizeram um artigo caprichadíssimo contando todos os pormenores de cada banda e do estilo como um todo. É simplesmente imperdível, tanto que reposto aqui mas com os links originais diretamente do bandcamp deles, e os incentivo fortemente que visitem o post original. Isso aqui é mais uma homenagem que qualquer coisa. Por que faz tempo que eu sou fanático por essa coletânea.

Baixem e corram atrás, por que nesses quatro anos, quase todas as bandas citadas já lançaram um monte de coisa nova e um monte de outras bandas surgiram com as mesmas propostas. Mas não se esqueçam que isso não é do Ignes, muito menos meu. Mas vale muitíssimo a pena divulgar por aqui.

Post Original no Mishka Bloglin

Tracklist:

Disco 1
1. These New Puritans – Orion
2. Dream Affair – Silent Story
3. His Electro Blue Voice 0 Black Veils
4. Screen Vinyl Image – Siberian Eclipse
5. Blessure Grave – Stranger In the House
6. Soft Metals – Hot on the Heels of Love
7. //TENSE// – Turn It Off (Valis Remix)
8. Funerals – Aitu (LQD Live Edit)
9. Pink Priest – Snake Flick Its Tongue
10. Scorpion Violente – Ray Ov Gold
11. Ðose – Spells

Disco 2
1. Hussle Club – Good Morning Midnight
2. White Car – Spread Spit Slap
3. These New Puritans – White Chords (Stalker Remix)
4. Night Gallery – Mary Bell
5. LAKE R▲DIO – Always
6. Gr†ll Gr†ll – They All
7. Passions – Endless
8. Warm Hands – Darker
9. Memory Tapes – Green Knight (Creep Remix)
10. GHXST – Holy Speed
11. M△S▴C△RA – krystalMETH/alanWATTS

Disco 3
1. Gatekeeper – Visions
2. Salem – Asia (Jokers of the Scene Remix)
3. Fostercare – Heat High (Refix)
4. Party Trash – Beast
5. Lust For Youth – On Your Knees
6. Cult of Youth – Lace Up Your Boots
7. GuMMy†Be▲R! – Gurl
8. Cccandy – Blood and Guts
9. Black Math – Bottomless Sea
10. †‡† (Ritualzzz) – Kvltstep
11. Dadfag – Twins
12. Mater Suspiria Vision – The Ring
13. Nowa Huta – Nowa Huta vs. Pink Priest (NOWAHUTARMX)




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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
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Nine Inch Nails - The downward spiral

5 comentários

Gênero: Industrial
País: Estados Unidos
Ano: 1994

Comentário: "Eu sou o ódio que você tenta esconder" (Mr. selfdestruct). "Nada pode me parar agora. Eu não me importo mais" (Piggy). "Seu Deus está morto e ninguém se importa. Se existe um inferno te vejo lá" (Heresy). "Eu quero lhe fuder como um aninal. Eu quero te sentir por dentro" (Closer). "Você acreditou em todas as mentiras, não foi?" (Ruiner). "Eu quero foder à todos no mundo" (I do not want this). "Eu sou tão impuro" (Reptile). "Eu me feri hoje para ver se ainda sinto" (Hurt). Caos, destruição, heresia, luxúria, masoquismo, descrença. Tudo ao mesmo tempo agora. Assim é The downward spiral, clássico atemporal, cometido há quase 20 anos atrás.

Gravado parcialmente em Beverly Hills, numa mansão onde Charles Manson cometeu a famosa série de assassinatos, o disco é autêntico retrato da teoria do caos dos tempos atuais. À começar ouvimos alguém sendo espancado brutalmente cuja batidas agoniantes dão o tom em "Mr. selfdestruct". Sim, a mente doentia de Trent Reznor, líder do grupo, enxerga música em momentos como este. "Piggy" tem linha de baixo marcante e é tem a frase chave, já citada acima, que futuramente apareceria numa série de outras canções do NIN. "Heresy" tem guitarra suja, riffs marcantes e questiona valores religiosos. "March of pigs" é acelerada e faz ode ao desejo desenfreado humano. "Closer", um dos mais famosos hinos cometidos na década de 90, tem base dançante e tem como alvo a perda do controle e a falta de razão humana. "Ruiner" é conduzida por elementos eletrônicos safra 80's e versa sobre a descrença ante ao mundo dominado por mentiras. Mais a frente surge "A warn place", faixa instrumental que funciona como um respirar tamanha a destruição promovida. Interessante hoje pensar que faixas deste tipo daria o tom para que anos mais tarde Trent produzisse elogiadas trilhas sonoras para o cinema. O encerramento fica a cargo de "Hurt", hino depressivo em referência a autoflagelação, ao abuso de drogas e ao suicídio que recentemente foi eternizada na voz do finado Johnny Cash.

"A vida é uma bagunça imunda", assim está numa das falas icônicas de "O sétimo selo", clássico do cinema dirigido pelo gênio existencialista chamado Igmar Bergman. Reznor sabe muito bem disso. E enquanto não chegamos a destruição e falência humana total o mesmo segue produzindo a trilha sonora do fins dos tempos.      

Tracklist:

01. Mr. selfdestruct
02. Piggy
03. Heresy
04. March of pigs
05. Closer
06. Ruiner
07. The becoming
08. I do not want this
09. Big man with a gun
10. A warm place
11. Eraser
12. Reptile
13. The downward spiral
14. Hurt

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terça-feira, 15 de outubro de 2013
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Einstürzende Neubauten - Discografia

10 comentários
© Thomas Rabsch (via Facebook)
Gênero: Experimental, Industrial, Noise
País: Alemanha

Comentário: De todas as possíveis discografias, duas sempre me causaram muito medo: a primeira é a do Das Ich que, de tanto medo, cheguei a jurar que só a postaria em meu último – e definitivo – dia como uploader no Ignes. A segunda é esta aqui, a discografia de Einstürzende Neubauten. Conquanto eu já tenha postado o álbum Haus Der Lüge, eu não estava preparada para falar da banda; hoje eu sei que realmente não estava e ainda sinto que não estou... Muitas pessoas pensam “é apenas música!”, todavia para cada post meu (exceto alguns daqueles posts que me pediram para fazer), há uma historia de paixão por trás... Paixão esta que fora fugaz ou que se prendera tanto a mim ao ponto de virar amor derradeiro, e que, por fim, expõe um pedaço meu que no geral forma o mosaico que sou. Também sinto medo pela disponibilização dos álbuns sob o título "Discografia". Pelo tempo de existência, Einstürzende possui várias "versões" para sua discografia, sendo assim, para montar este post, baseei-me pelo site da mesma.

Formada em 1980, permanece em atividade até os dias atuais, conquanto sua formação não seja mais a original. Seu nome significa algo como “Novos Prédios Desabando” e, segundo nossa recente historia de registros, uma de suas primeiras apresentações foi dentro de uma igreja a qual demoliram durante o concerto. Acredito que esta demolição deveria fazer parte das músicas que estavam sendo tocadas, pois esta é a identidade da banda: extrair música de barulhos triviais que vez ou outra aparecem em nossa vida, como o som de vidros se quebrando, estalar de latão, estouro de balões, batidas de panelas, passos pelos chãos, gritos e todos os ruídos possíveis.

Por esta peculiaridade de basear as músicas em ruídos comuns, muitos classificam o som da banda como Noise. Contudo, a sonoridade de Einstürzende é dual, ao mesmo tempo em que ela parece perturbadora (como na música Halber Mensch), ela pode ser melancolicamente serena (como a música Sabrina). Ela pode ser declamada ou ser composta com praticamente apenas ruídos harmônicos. E no meio de tudo, há synths leves ou pesados, experimentais que compõem o lado Industrial.

É fato que é necessário uma certa “maturidade” ou, quem sabe, loucura para gostar de Einstürzende – acho esta alternativa a mais coerente; pois é uma sonoridade que, por vezes, nem tem sonoridade! São músicas ritmadas de um jeito atípico, estranho e, claro, barulhento. Mas, para mim, não é o tipo de som feito para dançar ou curtir com os amigos. Quando escuto Einstürzende Neubauten, eu gosto de estar só e fico puta quando me interrompem. Do mesmo modo, eu levei anos para me apaixonar por esta banda, afinal, o que esperar de uma banda que tem como estúdio e fonte de música um verdadeiro depósito de sucatas?!

P.S.: Para quem não conhece a banda, recomendo escutar primeiramente o álbum Haus Der Lüge e depois o Halber Mensch, a meu ver, estes dois são álbuns extremos do E.N.: o primeiro com o lado mais musical e o segundo com o lado mais perturbador. E assim como no post da discografia do Lacrimosa, coloquei como "música amostra" apenas os álbuns que ouvi.

Myspace // Site Oficial // Last.fm
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
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Nine Inch Nails - Hesitation Marks

1 comentários

Gênero: Industrial, Alternative, Experimental, Dark Ambient, Noise
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Resenhar o disco de uma banda pela qual tenho enorme admiração, que significa tanto para mim e com a qual me identifico bastante sem soar tendencioso parece uma tarefa complexa.

O Nine Inch Nails surgiu da mente perturbada do jovem Trent Reznor no final dos anos 80. Com o som caótico de seu disco de estreia, Pretty Hate Machine e o Ep  Broken lançado em seguida, a banda conquistou público e crítica. Mas, foi com o lançamento de The Downward Spiral que a banda explodiu de vez, em um sentido quase literal. A performance do Nine Inch Nails no Woodstock 94 é simplesmente histórica. A imagem de Trent coberto de lama, correndo freneticamente, derrubando tudo e todos que ficassem em seu caminho é a mais icônica de sua carreira. De lá pra cá muita coisa mudou. O som do NIN ficou mais sombrio, mais "acessível", Trent se envolveu com trilhas sonoras, decretou o fim do Nine Inch Nails, se casou, formou o How To Destroy Angels e por fim, resolveu que era hora de voltar com a banda que o consagrou.

Hesitation Marks é o oitavo disco da banda. O disco traz uma sonoridade bem diferente de seu antecessor, The Slip de 2008 e é, provavelmente, o disco mais pop do Nine Inch Nails, o que pode causar certo estranhamento nos primeiros momentos. O primeiro show do retorno já mostrava a nova direção da banda, abrindo com um música nova, 'Copy Of A', já ficava claro que Hesitation Marks seria um disco mais dançante do que o anterior. A verdade é que a escolha dos singles, 'Came Back Haunted' e 'Everything', não fez jus a totalidade do disco. Hesitation Marks é melhor do que eu esperava. Faixas como 'Satellite' te conquistam aos poucos e quando você se dá conta, está se movendo no ritmo da música. 'All Time Low', 'Various Methods Of Escape', 'I Would For You' e 'In Two' são suaves e com batidas mais pop mas, ao mesmo tempo, são sombrias e densas e é essa ambiguidade que faz de Hesitation Marks um disco especial.

No final das contas Hesitation Marks é um ótimo disco mas, peca pela extensão. Esse erro já foi cometido antes no disco duplo 'The Fragile'. Hesitation Marks é mais puxado para o trabalho de Trent Reznor com trilhas sonoras e certamente merece um lugar especial na discografia da banda.

Tracklist:
1. The Eater Of Dreams
2. Copy Of A
3. Came Back Haunted
4. Find My Way
5. All Time Low
6. Disappointed
7. Everything
8. Satellite
9.  Various Methods Of Escape
10. Running
11. I Would For You
12. In Two
13. While I'm Still Here
14. Black Noise

MEGA // Novafile

quinta-feira, 6 de junho de 2013
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Gothminister - Utopia

0 comentários
Gênero: Industrial Metal / Gothic Metal
País: Noruega
Ano: 2013

Comentário: Conheci Gothminister em uma dessas andanças cibernéticas, afim de montar um soundtrack para as minhas famigeradas crônicas de Vampiro a Máscara, e logo me interessei muito pelo que vi, pois além de uma sonoridade foda, os caras tinham uma performance e uma caracterização bem convincentes, e nesse ano eles lançam mais um disco muito legal. Formada em 1999 em Oslo, essa banda já alcançou seu 13º release entre full-lenghts, EPs e singles, e já estão mais do que consolidados no cenário em que atuam.

O grupo é formado por Gothminister (Bjørn Alexander Brem) nos vocais e contra-baixo, Chris Dead (Christian Svendsen) na bateria, além de Icarus (Glenn Nilsen) e Turbo Natas (Ketil Eggum) nas guitarras, e assim conseguem uma sonoridade única e estupenda.

Em Utopia o que vemos é o que realmente é esperado: vocais graves, riffs cortantes e pesados e elementos eletrônicos a dar com pau. Palmas para a produção, mixagem e arte do disco, tudo realmente impecável. O que vemos no album é um show de hits a dar com pau. A primeira que destaco é "Someone Is After Me", com um riff matador, um lirismo muito inteligente e um refrão que vai te pegar na primeira audição, uma canção que funcionará muito bem ao vivo devido a sua potência e simplicidade. A faixa que da nome ao trabalho também tem todos os elementos que tornaram a banda referência. Um pouco menos pesada, mas muito mais melódica, com uma cadência perfeita, além de elementos eletrônicos que dão uma atmosfera sombria, pausas dramáticas recorrentes e uma ponte para o refrão perfeita, a melhor do disco na minha opinião."Raise the Dead" tem uma toada mais pesada, com uma guitarra mais contundente, uma pegada heavy metal, o vocal se desdobra em milhares e a mesma capacidade de refrões chicletes não difere nessa canção.

Mais um belo disco na carreira dessa banda, que é a única de industrial que eu ainda acompanho, e que me faz ter vontade de escrever e compartilhar. Um trabalho acessível e recheado de hits e refrões grudentos. Para dançar ou bangear, ou o dois, tudo que se espera deles está exatamente aqui. Grande lançamento do ano no gênero!!

LasttFM / Myspace

Tracklist:
1.The New Beginning - 0:47
2.Someone Is After Me - 3:50
3.Utopia - 3:43
4.March - 0:54
5.Horrorshow - 3:05
6.Nightmare - 5:33
7.Afterlife - 3:43
8.Helldemon - 1:42
9.All Alone - 4:10
10.Purgatory - 0:49
11.Eternal - 4:00
12.Raise The Dead - 4:33
13.Boogeyman - 6:08

Download:
Mega / Rapidshare / Zippyshare / Freakshare / Cloudzer

domingo, 28 de abril de 2013
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CygnosiC - Fire and Forget

2 comentários
Gênero: Dark Electro, Industrial, EBM
País: Grécia
Ano: 2013

Comentário: CygnosiC é um estrangeiro som emergente buscando espaço nesse gremlinsíco mundo de bandas/projetos "electro". Formada em 2006 é uma banda do tipo "one man": Georg Psaroudakis, <tietagem> este portador da genuína beleza grega! </tietagem>. Com três álbuns no currículo – dentre eles o aclamado "A Deity In Pain", lançado em 2010 e um "reborn" em 2012 – e muitos elogios pela sonoridade em antítese: levemente pesada!

Fire and Forget é um álbum, primeiramente com uma bela capa (isto por si só chama atenção!) e, segundo, marca uma fase mais leve de CygnosiC, com mais synths de "boate", porém também com a velha batida hard de pano de fundo e o vocal marcante de Georg: seco, rouco, gutural. Quando eu falei do som em antítese, eu me referia a esta mistura do artista; a sonoridade da música a princípio é soft, mas o vocal e a letra são hard. Em outras palavras, Fire and Forget é o Futurepop para quem gosta de Harsh EBM!

Site Oficial || Myspace || Lastfm || Facebook || Twitter

Tracklist:
01. Fire And Forget
02. Escape
03. This Is The Night
04. Alone
05. Crawl
06. The Drowning
07. Mad Desire
08. Begin With Me
09. One Last Time
10. Behold The Lie
11. Greed
12. The Darkness
13. Find You
14. Until Glory

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segunda-feira, 4 de março de 2013
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Centhron - Asgard

8 comentários
Gênero: EBM, Industrial, Aggrotech, Dark Electro
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: É foda você ser apaixonada por um gênero em que 80% do que produzem é uma merda! E nem me venham dizer que as batidas dessas bandinhas de Metal Agrário (Aggrotech) incendeiam uma pista de dança! Reconheço que uma ou outra música é "inflamável", contudo, não dá para juntar música a música e fazer uma playlist de determinada banda/projeto! Sou chata para com música eletrônica e, sendo bem sincera, é o tipo música que geralmente não aguento ouvir um álbum inteiro de tanta mesmice que tende a ser.

Penso na raridade que é encontrar e ouvir um álbum como Asgard. Era esperável uma batida dançante nesse álbum, haja vista que se trata de Centhron, a banda que mais protagonizou vídeos no Youtube de Industrial Dance no mundo ocidental! Contudo, devo ressaltar que a qualidade desse álbum vai muito mais além do que simples músicas dançantes (e puta que pariu, bota dançante nisso!)...

Asgard é a morada dos deuses nórdicos e, na faixa de mesmo nome, é nítida a exclamação instigante a Odin. A capa do álbum, devo ressaltar, foi o que me chamou atenção a princípio. Pensei "Nossa, parece jogo de RPG!". A ironia (ou não... vai saber!) é que se você ouvir o álbum e imaginar lutas contra monstros, zumbis, alienígenas, robôs ou seja lá o que for que tenha invadido a Terra e transformado-a em um grande buraco escuro e levando à extinção a raça humana... Bem, você chegará a conclusão de que não é uma teoria absurda, pelo contrário... Parece mesmo uma aventura trevosa musicada (e as foderosas fotos promo desse álbum provam isso)!

Eu disse que as músicas eram dançantes. A diferença é que TODAS as músicas são dançantes (exceto a último, pois é o pronunciamento misericordioso da batalha e do campo de carnificina e do odor da morte!)... Vocais rasgados, samplers, efeitos sonoros, brutalidade eletrônica; se você ligar seu corpo junto ao play das músicas, você terá de aguentar firme e não infartar! No mínimo, Asgard é para quebrar o pé dançando ou matando algumas criaturas!

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Tracklist:
01. Fuck Off And Die
02. Viking
03. Zombie Nazi Babe
04. Dr. Fuck You
05. Cyberlady
06. Slutbutt
07. Lamia
08. Panzerfaust Tyr
09. L’etat C’est Moi
10. Asgard
11. Ich Bin Ein Gott
12. Draugr
13. Untitled (Bonus Track)

Download: Mega | Outros Links

terça-feira, 27 de novembro de 2012
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Iperyt - Totalitarian Love Pulse

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Gênero
: Industrial Black Metal
País: Polônia
Ano: 2006

Comentário: Sempre tive um pé atrás ao ver a mistura de Industrial e Metal. Primeiro por que não raro as bandas que se rotulam dessa forma mal sabem o que estão fazendo - já vi desde Trance até EBM misturado com Metal e rotulado como "Industrial". Mas na verdade no final das contas o próprio termo Industrial em si tem múltiplos significados na música, desde o experimental industrial dos anos 80 até o 'dançante' industrial do EBM da atualidade. No Metal então o termo "Industrial" acabou recaindo sobre qualquer banda que mescle ao peso do estilo elementos eletrônicos de forma pesada. Mas posteriormente, talvez numa tentativa de resolver essa indecisão inerente ao termo 'industrial', surgiram estilos mais especificos como o Industrial Black Metal, após muitas bandas do estilo começarem a incluir em seu som elementos de diversos estilos de música eletrônica, desde o próprio EBM, até o Gabber e o Breakcore. Expoentes do estilo são, por exemplo, The Kovenant e Samael nas suas fases atuais e o francês CNK.

No meio disso surge na Polônia uma banda que conseguiu se destacar, e ela se chama Iperyt. E ela se destaca por justamente beber de uma fonte de música eletrônica que sempre teve tudo a ver com o Metal mas raramente foi aproveitada como deveria nas mais diversas fusões desta com os estilos mais extremos. E ela é o Hardcore Techno, mais especificamente o Gabber, dois estilos de música eletrônica que são em si completamente pesados, rápidos, intensos e muitas vezes possuem temáticas sinistras, maléficas e violentas. Porém o Iperyt não tinha a menor pretensão de perder a essência extrema da sua sonoridade, e misturou isso a um poderosissimo Black/Death Metal com uma certa tendência ao Grindcore (especialmente pelo kick de hardcore/gabber quase constante nas músicas que eleva consideravelmente os BPM's). A única outra banda que eu conheço que tentou e conseguiu realizar essa fusão foi o The Berzerker - que é uma das bandas mais pesadas que eu já ouvi, e o Iperyt não fica muito atrás, pra se ter noção de como fica essa receita no final.

Então basicamente o Iperyt mescla guitarras e bateria de Black/Death Metal, com vocais que oscilam entre os rasgados de Black Metal, guturais graves de Death Metal e não raro rasgados diferentes que lembram aqueles usados por bandas do chamado "Aggrotech" (embora tenha gente que insiste que esse gênero não existe, vocês entederam o que eu quero dizer). Além disso, está na receita um sintetizador que mostra a total influência do Gabber, embora ela se mostre bem mais evidente no kick de hardcore (um bate estaca cuja velocidade oscila entre o rápido e o rápido pra caralho, quase hipnoticamente). Não há no entanto muita variação entre as faixas, é uma receita simples - porém muito bem feita - repetida em diversas formas, variando os riffs de Metal e a pegada de Hardcore o quanto for possível, pra manter um ar de novidade a cada faixa. No geral, digamos que a variedade das faixas de Totalitarian Love Pulse não seja muito mais que a variedade que uma banda de Grindcore consegue ter, e no entanto que curte os estilos mais pesados e extremos sabe que nem sempre isso é exatamente relevante. Quando o que interessa é ouvir algo pesado e direto, o importante é a banda tentar a cada música superar a violência da faixa anterior sendo ainda mais rápida e barulhenta. E de fato esse disco parece um desafio do Iperyt consigo próprio em soar cada vez mais extremo a cada faixa.

Resumindo: se você curte Black/Death Metal, Grindcore e ao mesmo tempo curte Gabber e Hardcore (o gênero de música eletrônica), Iperyt é a banda perfeita para equilibrar as duas coisas e matar nossa curiosidade de como seria a mistura. E deu certo. Porém a experiência mostra que não foi coincidência - o que tem bandas que tentaram isso e acabaram soando artificiais e forçadas não dá pra contar nos dedos. O Iperyt por sua vez é talentoso em ser violento. Simplesmente isso.



Tracklist:

1. Transgression of Inhumanity 04:01
2. Adoration of Social Demise 03:36
3. Abuse You Fucking Christ 03:38
4. Calm Regained 03:11
5. The Silent Murderer 03:51
6. Scorched Earth Creed 02:22
7. Wolfcalls 03:35
8. Let's Fucking Rejoice 03:11
9. Filthy Criminals 03:00
10. Superior Breed 03:30
11. Totalitarian Love Pulse 04:03

Download:

Gamefront/Megashares/Extabit/Bayfiles
domingo, 28 de outubro de 2012
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Absynthetic - XSX! [EP]

1 comentários
Gênero: Industrial, Cyber, Metal
País: Brasil (Joinville - SC)
Ano: 2011 (?)

Comentário: "Oi, meu nome é stalker, prazer!". E todas as horas de minha vida dedicadas a observar a vida alheia, silenciosamente, parecem ter me direcionado para este trabalho o qual posto cá. Certa noite, pulando de profile em profile no Facebook, vejo um homem "bonito" e me detenho em suas fotos (eu adoro quando as pessoas deixam as fotos no modo "público"! Inclusive, é grande a possibilidade de eu já ter stalkeado você que está lendo isso agora! RÁ!), lá havia um álbum dedicado a um show desta banda aqui... e assim, eu conheci Absynthetic. Para quem frequenta uma "cena consolidada", como acontece na região Sul/Sudeste do país, deve ser normal ver pessoas vestidas de Mortal Kombat andando e fazendo shows por aí. Contudo, para mim ainda é um acontecimento que me deixa encantada ver um show fucking cyber com pessoas tocando e cantando de verdade, pois isto não existe aqui em BelCity... Então, adianto que isto deva ter influenciado nesta minha mais nova paixonite!

Formada em 2010 por XcyteX (vocal), Oxynoise (guitarra) e Blaster B (bateria), Absynthetic traz guitarras pesadas, vocais graves/mecânicos, gritos culturais e batidas furiosas de bateria, além de synths dançantes que compõem a tenuidade do Metal Industrial com o Cyber Metal. Duas coisas, devo ressaltar, me chamaram atenção nesta banda, mesmo que para 80% das pessoas isto não seja relevante: 1- A estética dela, o som que esses caras fazem é envolvente (pois é rápido e dançante) mesmo se eles estivessem trajando paletó e gravata, contudo, acho importante os membros encarnarem seus cyber papeis! 2- Eles fazem shows! E pelo que vi nas fotos disponíveis no FB, eles ainda dão absinto na boca dos espectadores durante suas performances... Eu realmente queria ir em um show assim: música boa, gente bonita, Mortal Kombat e absinto na boca!

Tracklist:
01. XSX!
02. Congregation
03. Machines Rusting
04. To Don't Say Goodbye (Tonight)

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
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Oomph! - Discografia

1 comentários
Gênero: Industrial
País: Alemanha

ComentárioPara quem não conhece Oomph! (se é que alguém não conhece), devo ressaltar que mesmice não existe para esses caras aqui. Formada em 1989, a banda nunca trocou de integrantes. Isso mesmo! Por mais incrível que pareça – mesmo após 23 anos nas costas e esta recorrente "deixa-e-volta" de bandas – a formação permanece original com Dero Goi no vocal e bateria, Robert Flux na guitarra e sampling e Andreas Crap nos teclados e guitarra, quando excepcionalmente nos shows contam com a presença de dois musicistas de apoio: Christian “Leo” Leonhardt (bateria) e Hagen Gölehmkühler (baixo).

E toda esta estabilidade dentro da banda, quem sabe, funcione como um contraste para a transitoriedade de suas músicas, pois “Industrial” aqui é apenas uma longínqua tentativa de rotular o som de Oomph!. Contudo, afirmo que, do mesmo modo como o próprio Industrial ganhou diversas representações e sonoridades ao longo do tempo, Oomph! parece ter acompanhado tal progressividade sem perder sua essência. Sendo assim, a banda traz batidas que nos remetem desde o EBM Old School até o Metal Industrial Clássicão, passando por umas levadas extremas (ou não) de rock’n roll!

Esta mudança sonora é perceptível nos álbuns, onde nitidamente o primeiro álbum Oomph!, lançado em 1992, traz uma sonoridade mais clássica do Old School, enquanto os álbuns posteriores já possuem uma presença mais marcante das guitarras raivosas do Metal Industrial com synths mais cibernéticos, sobretudo a partir do álbum Defekt, lançado em 1995. Até esbarrar no dançante MEU hit Such Mich Find Mich, faixa presente no álbum Des Wahnsinns Fette Beute o qual fora lançado em Maio deste ano.

No mais, os álbuns dos entremeios possuem suas devidas peculiaridades – singelas, porém marcantes. Sperm, por exemplo, é o álbum da música Sex, que CAUSOU quando mostrou insinuações de um casal de idosos transando, além da música ter sido lançada como Single e trazer na capa do mesmo uma dupla penetração. Unrein, para mim, é um álbum de opostos: ora com músicas pesadas (o álbum com músicas pesadas mesmo é o Wunschkind), ora com baladinhas, ora com os dois na mesma música; enquanto GlaubeLiebeTod tem uns synths/riffs meios “Ufo Music”.

Por fim, mesmo que eu passasse parágrafos e parágrafos tentando descriminar o som ou o que a banda é/significa, sobretudo para mim, ainda assim faltaria muita coisa. Oomph! sempre consegue me surpreender e, para mim, até o “ruim” deles – e digo isso relacionado ao álbum Des Wahnsinns Fette Beute, que deixou a desejar, confesso – é bom! Provavelmente, Oomph! seja um grande exemplo de como inovar sem deixar a peteca cair!

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