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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
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~▲†▲~ (Xwxwxwxwv) - Discografia

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Gênero: Eletrônica/ Witch House/ Industrial/ Ambiente
País: Rússia
Ano: 2010 e 2011

Comentários: Apesar dos parênteses no título, a banda deixa em seus discos, e nas demais tags, os caracteres ~▲†▲~, referindo-se realmente ao seu nome. Obviamente é praticamente impossível achar tal banda desta forma, por isso utilizam a sequência Xwxwxwxwv para facilitar a busca e a divulgação de seu nome. Assim sendo, também fiz a utilização de ambos por via das dúvidas.

Pouco se sabe sobre ela, aliás, sou sincero em dizer que sei quase nada, fora seu som, e por isso ficarei devendo (quem deve é ela) informações. Contudo, seu som é hipnótico e agressivamente confuso. Perturbante e medonho, mostra o lado obscuro da música eletrônica, que ainda aumenta ao analisarmos os títulos das faixas e, evidentemente, as capas dos discos. Capas estas que querem dizer algo, ou não querem, ou não sabemos interpretar, ou não há o que interpretar. Apesar dessa aparência sombria, ela soa mais como 'desconhecida', e como bem sabemos, o desconhecido sempre nos gera receio, porém curiosidade.


Pode-se dizer que a 'til triângulo cruz triângulo til' se encaixa em uma 'nova' (década de 2000) categoria de música que cresce no submundo, principalmente estadunidense e europeu. Existem outras mais, algumas tão estranhas quanto, mas todas com suas características próprias. Porém uma coisa muitas delas tem em comum: O uso abusivo de triângulos (ou deltas), olhos e cruzes. Seu significado foge do meu conhecimento, mas sempre sugerem interpretação, e como cada um tem a sua, será fácil encontrar desde boas palavras como 'equilíbrio' até fantasias e conspirações como 'illuminat'. Já com relação ao Witch house, você pode ler algo a respeito na Wikipédia, mas aparentemente não segue as mesmas ideias mirabolantes, ou talvez seja simplesmente informação incompleta.


O som é deveras atraente aos que apreciam a música eletrônica com uma certa interferência industrial e executada de forma mais ambiente, calma, mas ao mesmo tempo com uma movimentação intensa, como de pequenas partículas. Apesar de parecer novo para alguns, em seu som podemos notar muitas influências, entre elas hiphop, darkwave, trance... e da própria música que fora anteriormente encapsulada, pois, sim, o comum é desacelerar músicas conhecidas, inclusive do mundo pop, até resultar nessa forma decadente.

O segundo disco, ~▲††▲~, é em geral mais 'acessível', puxando mais para o ambient e deixando de lado um pouco todo aquele masoquismo mental. Entretanto não se torna inferior, pelo contrário, é mais conciso e coeso, apesar de eu gostar mais do choque do EP.
O clipe acima é da música '•'(ponto), a primeira do EP, e foi feito à partir de cenas retiradas do filme Häxän, de 1922, conhecido por aqui como Haxan - A Feitiçaria Através dos Tempos. O segundo clipe é do novo álbum, uma viajem alucinante.

Este post foi atualizado em 14/09/2015 para restaurar os links quebrados e relatar que o projeto não mais existe (bom, pelo menos todos os seus links oficiais foram removidos), mesmo tendo mudado seu nome para VEINS há algum tempo.

//discoGs - ~▲†▲~ //discoGs - VEINS


~▲††▲~ [Album]
Tracklist:
1. Vague I 03:49
2. Social Phobia 04:02
3. unfortunately stuck 00:03
4. Dusk 03:19
5. экзотика 04:05
6. Vague II 03:21
7. Stickweed Houses 04:00
8. Disunited 03:46
9. Vague III 03:57
10. Spoffish 03:38

DOWNLOAD (discografia)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014
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Bölzer - Discografia

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Gênero: Black / Death Metal
País: Suíça

Comentário: Formada em 2008 na cidade de Zurique, a banda Bölzer vem ganhando uma atenção merecida por uma parte do público underground, além de alguns veículos de comunicação especializados em metal extremo. Tal atenção deve-se ao fato de que a banda vem reafirmando sua capacidade a cada material lançado, apresentando uma sonoridade bem interessante.

A banda consiste num duo formado por Okoi Thierry Jones (guitarra e vocal) e Fabian Wyrsch (bateria). Dois nomes desconhecidos do grande público mas que executam um belo trabalho à frente do Bölzer e não possuem um passado musical abrangente. Fabian tem seu nome ligado apenas ao Bölzer, enquanto Okoi tocou em bandas de curta duração da esfera Black/Death, além de duas em que faz parte paralelamente ao Bölzer.

O primeiro material lançado pelo banda foi a demo Roman Acupuncture em 2012. A demo composta por 3 faixas que totalizam cerca de 14 minutos, trazia uma banda promissora. A sonoridade altamente agressiva e esmagadora apresentada logo nos instantes iniciais da faixa título, é o suficiente para o ouvinte se empolgar. A bateria rápida e precisa, é o pilar da sonoridade que tem como destaque a série de riffs obscuros e dissonantes, encontrando na alternância vocal de Okoi a combinação ideal.

Em maio de 2013 o Bölzer lançou o EP intitulado Aura, que foi responsável pelo aumento no alcance de público da banda. Mantendo a pegada da demo, o duo demonstra um aprimoramento de suas ideias musicais, conseguindo criar uma sonoridade que chega a soar hipnótica. O riff principal de "Entranced By The Wolfshook" é um dos mais sensacionais que já ouvi, além de possuir uma parte mais cadenciada bem sombria e agradável. Ainda destaco a "The Great Unifier", faixa épica com duração de 10 minutos, na qual a atmosfera criada pela banda chega a ser sufocante e o vocal de Okoi soa bizarro (isso é um elogio) em algumas partes.

O EP Soma foi lançado em Agosto desse ano, vindo reafirmar que a qualidade apresentada pela banda, principalmente no trabalho anterior, era possível de ser repetida. Já na faixa de abertura "Steppes", aquela vibe cósmica e agressiva se faz presente. A outra faixa do EP é a "Labyrinthian Graves", despejando uma série de riffs insanos e mantendo o tom dissonante que ficou característico na sonoridade da banda, e contando com uma performance espetacular na bateria por Fabian.

O Bölzer é uma banda que consegue despertar a atenção do ouvinte com sua sonoridade intensa e agressiva, uma prova recente disso foi a apresentação da banda no Maryland Deathfest (clique aqui para conferir). Apesar da curta discografia até o momento atual, é uma daquelas bandas para se acompanhar atentamente, aguardando por futuras novidades e que mantenham a qualidade daquilo que já foi lançado.


domingo, 20 de abril de 2014
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Australasia - Discografia

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Gênero: Post-rock/ Post-metal
País: Itália
Ano: 2012, 2013 e 2014

Comentário: Não se engane com este nome, Australasia não é uma banda com elementos aborígenes localizada em algum território entre a Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné ou aquelas pequenas ilhas que poucos sabem de sua existência — que dirá seus nomes —, mas sim um duo italiano fazendo aquele post-rock sempre bem-vindo. Por vezes com uma pegada mais pesada do metal a la black metal justificado principalmente pelos blast beats, mas mantendo um certo elo etéreo guitarrístico para não fugir da proposta, enquanto que em outros momentos soa-se até dançante, com a ajuda de sintetizadores e vocais femininos.

Assim soa "Sin4tr4", o primeiro registro de Gian (guitarra/synths) e Rico (bateria) todo instrumental (sem contar a faixa "Apnea" que conta com uma ajudinha feminina) e que, segundo a banda, tem ares do grandessíssimo Ennio Morricone assim como também do extremo e underground mundo do metal. Isso acaba gerando músicas bem interessantes ao ponto de fato conseguirem escapar um pouco da mesmice que algumas bandas instrumentais teimam em reproduzir. Contudo aqui posso notar uma diferença bem grande entre as faixas, o que me acaba soando bem experimental. Não é como se fosse um post-rock mais pesado durante todo o disco, ou atmosférico durante os seus 22:18. Não, pelo contrário, existem mudanças bruscas de intensidade, fazendo com que nos desfrutemos de sentimentos diferentes. Isso é ótimo, mas é arriscado, eu diria, ao se pensar num disco com 7 músicas da qual a proposta pede por uma coerência. Bom, eu aprovei, não senti maiores prejuízos e na verdade pouco ou nada me incomodou já que tudo parece soar tão bem.

Mas Sin4tr4 se tratava de um EP, então em 2013, Gian Spalluto — que agora assina o projeto como músico multi-instrumentista: AUSTRALASIA is an evolutionary musical project, a collective featuring an alternating array of musicians and led by multi-instrumentalist Gian Spalluto. — lança o full length "Vertebra", um disco com 10 faixas, das quais "Antenna" e "Apnea" já haviam sido apresentadas no EP anterior, e as novas composições são igualmente belas. Deixando como exemplo para aguçá-los temos "Aorta", segunda música mais longa do álbum e que inicia com uma sonoridade que já resume bem o que esperar dali em diante, e com o final trazendo vocais femininos juntamente do piano. E aí, logo em seguida, "Vostok" dá o ar da graça com uma breve introdução eletrônica, que tende a volta mais tarde, a não ser no final em que eu sou surpreendido por um violão que me remeteu à forma brasileira de fazer música... mas não chegou a tanto, felizmente, pois Vertebra não é um disco para se experimentar tanto... quem sabe em outra ocasião. Já as demais novas faixas trazem mais peso, leveza, dissociação entre corpo e alma e assim por diante. Um belo disco lançado pelo selo Immortal Frost Productions.

E finalizando este post, o Australasia lançou em fevereiro deste ano um cover de Twin Peaks Theme, em homenagem ao compositor de trilhas sonoras Angelo Badalamenti, mas mantendo a característica ambiente.


Tracklist:
  1. Antenna 
  2. Spine
  3. Apnea 
  4. Scenario 
  5. Satellite 
  6. Retina 
  7. Fragile
Download/Comprar: BandCamp



Tracklist:
01. Aorta
02. Vostok
03. Zero
04. Aura
05. Antenna
06. Volume
07. Vertebra
08. Apnea
09. Deficit
10. Cinema

Download/Comprar: MediafireImmortal Frost Productions



Tracklist:
1.Twin Peaks Theme

Download/Comprar: BandCamp

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
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Clair Cassis - Discografia

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Gênero: Ambient Black Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2010 - 2011

Comentário: O Clair Cassis foi criado por Josh e Angela após o fim do Velvet Cacoon no ano de 2009, adicionando Daniel Marvin (ex Veinke) na formação da banda. Segundo Josh, o Clair Cassis é uma versão Pop do Velvet Cacoon, possuindo uma sonoridade mais limpa, coerente, compacta e priorizando o processo de criação das letras.

O álbum de estréia foi lançado em 2010 e leva o mesmo nome da banda. Composto por 7 faixas e com pouco mais de 30 minutos de duração, a sonoridade conseguiu atingir a estética desejada por Josh. É possível notar remanescentes do Velvet Cacoon na sonoridade, mas sem aquele instrumental carregado, sufocante e tão distorcido. Desde a faixa inicial pode se perceber claramente a proposta da banda, Ambercandle é um excelente cartão de boas vindas. A sonoridade encontrada na faixa resume bem o próprio Clair Cassis, aquele timbre distorcido das guitarras em contraste com o vocal executado sem se impôr em relação ao instrumental na maioria das vezes. The Feathered Fog já possui um instrumental mais rápido do que a faixa anterior, mas mantém as demais características. Kir Royale tem uma abordagem mais experimental e Dark Ambient, dá uma quebrada no ritmo que vinha sendo executado. A atmosfera envolvente de Our Overwintering in the Ivories é um dos melhores momentos do álbum, assim como ocorre na faixa seguinte Pearls & Pinesmoke, com Angela executando ótimas linhas de baixo. Noctilucent Petrichor e Hazelhearted In The Seaparlour são as duas últimas faixas do álbum, apresentando um instrumental carregado e o vocal de Josh se impondo mais do que nas demais faixas.

Os Eps Clair Cassis II e Luxury Absolute, lançados em 2010 e 2011 respectivamente, apresentam a mesma proposta do álbum de estréia da banda, uma mudança é o tempo das faixas que raramente atingem 3 minutos de duração. Apesar disso, não há uma alteração significante no som da banda, que mesmo através de faixas mais curtas conseguiu executar bem sua proposta sonora. A qualidade na produção desses dois Eps é melhor, o que deixa ainda mais proveitoso o som da banda.

A banda carece de fontes de informação sobre sua situação e notícias sobre lançamento de material novo, uma vez que está quase atingindo a marca de 3 anos sem lançar material inédito. Eu permaneço otimista aguardando por algo e que seja de qualidade tão agradável quanto os demais trabalhos da banda.


terça-feira, 15 de outubro de 2013
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Einstürzende Neubauten - Discografia

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© Thomas Rabsch (via Facebook)
Gênero: Experimental, Industrial, Noise
País: Alemanha

Comentário: De todas as possíveis discografias, duas sempre me causaram muito medo: a primeira é a do Das Ich que, de tanto medo, cheguei a jurar que só a postaria em meu último – e definitivo – dia como uploader no Ignes. A segunda é esta aqui, a discografia de Einstürzende Neubauten. Conquanto eu já tenha postado o álbum Haus Der Lüge, eu não estava preparada para falar da banda; hoje eu sei que realmente não estava e ainda sinto que não estou... Muitas pessoas pensam “é apenas música!”, todavia para cada post meu (exceto alguns daqueles posts que me pediram para fazer), há uma historia de paixão por trás... Paixão esta que fora fugaz ou que se prendera tanto a mim ao ponto de virar amor derradeiro, e que, por fim, expõe um pedaço meu que no geral forma o mosaico que sou. Também sinto medo pela disponibilização dos álbuns sob o título "Discografia". Pelo tempo de existência, Einstürzende possui várias "versões" para sua discografia, sendo assim, para montar este post, baseei-me pelo site da mesma.

Formada em 1980, permanece em atividade até os dias atuais, conquanto sua formação não seja mais a original. Seu nome significa algo como “Novos Prédios Desabando” e, segundo nossa recente historia de registros, uma de suas primeiras apresentações foi dentro de uma igreja a qual demoliram durante o concerto. Acredito que esta demolição deveria fazer parte das músicas que estavam sendo tocadas, pois esta é a identidade da banda: extrair música de barulhos triviais que vez ou outra aparecem em nossa vida, como o som de vidros se quebrando, estalar de latão, estouro de balões, batidas de panelas, passos pelos chãos, gritos e todos os ruídos possíveis.

Por esta peculiaridade de basear as músicas em ruídos comuns, muitos classificam o som da banda como Noise. Contudo, a sonoridade de Einstürzende é dual, ao mesmo tempo em que ela parece perturbadora (como na música Halber Mensch), ela pode ser melancolicamente serena (como a música Sabrina). Ela pode ser declamada ou ser composta com praticamente apenas ruídos harmônicos. E no meio de tudo, há synths leves ou pesados, experimentais que compõem o lado Industrial.

É fato que é necessário uma certa “maturidade” ou, quem sabe, loucura para gostar de Einstürzende – acho esta alternativa a mais coerente; pois é uma sonoridade que, por vezes, nem tem sonoridade! São músicas ritmadas de um jeito atípico, estranho e, claro, barulhento. Mas, para mim, não é o tipo de som feito para dançar ou curtir com os amigos. Quando escuto Einstürzende Neubauten, eu gosto de estar só e fico puta quando me interrompem. Do mesmo modo, eu levei anos para me apaixonar por esta banda, afinal, o que esperar de uma banda que tem como estúdio e fonte de música um verdadeiro depósito de sucatas?!

P.S.: Para quem não conhece a banda, recomendo escutar primeiramente o álbum Haus Der Lüge e depois o Halber Mensch, a meu ver, estes dois são álbuns extremos do E.N.: o primeiro com o lado mais musical e o segundo com o lado mais perturbador. E assim como no post da discografia do Lacrimosa, coloquei como "música amostra" apenas os álbuns que ouvi.

Myspace // Site Oficial // Last.fm
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
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Cold Womb Descent - Space Ambient Trilogy

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Gênero: Dark Ambient, Space Ambient
País: Polônia/México
Ano: 2011, 2012, 2013

Comentário: A NASA pretende levar o homem à Marte, mas esqueça o planeta vermelho. Você pode fazer um vôo bem mais longínquo. E, para isso, precisa apenas da música certa. Apresento-vos a trilogia Space Ambient Trilogy, de Cold Womb Descent.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013
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Slowdive - Discografia

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Gênero: Shoegaze, Dream-Pop
País: Inglaterra
Período em atividade: 1989 - 1995

Comentário: Shoegaze é ainda algo inusitado para mim, haja vista que venho paulatinamente conhecendo artistas do ramo e misturando-os de maneira "imprudente", sem ligar muito às leis que regem esse “universo”. Universo, este, governado por dois reis em minha concepção: Do lado “A”, conhecido por uma espera quase sem fim, está My Bloody Valentine, a banda com os fãs mais fiéis – e obviamente mais chatos – do Shoegaze. Do outro, o lado “B”, conhecido pelo conformismo, está Slowdive.

Formada em 1989, Slowdive foi uma filha legítima do Shoegaze: nasceu no final dos anos 80 e morreu antes do fim dos anos 90. Era composta por Rachel Goswell (vocal/guitarra), Neil Halstead (vocal/guitarra), Nick Chaplin (baixo) e Christian Savill (guitarra). Contou ainda com alguns bateristas, dentre eles Simon Scott, quem se destacou por participar dos álbuns Just For A Day e Souvlaki. A banda possui apenas mais um álbum além dos dois supracitados, Pygmalion; todos pela Creation Records.; e pouco após o lançamento desse, Slowdive encerra suas atividades como banda e renasce com Halstead e Goswell na banda Mojave 3, a qual pouco ouvi e, no entanto, percebo que em nada teve influência de Slowdive.

A primeira música que ouvi de Slowdive foi Crazy For You (Faixa nº 02) do Pygmalion e, por isso, resolvi começar por ele. Em minha opinião, este é o álbum mais contextual e não deveria servir para apresentar o trabalho da banda. Não estou dizendo que é ruim; muito pelo contrário, Pygmalion é uma viagem demasiadamente introspectiva em cores de neon que poucos sabem deleitar. E, por isso, em um primeiro contato poderia afastar o ouvinte do aprazível. Lançado em 1995, é o álbum que anuncia o fim de Slowdive e é quase um espasmo após o ápice em Souvlaki, o álbum que o precede.

Pygmalion começa com Rutti, uma faixa de 10 minutos baseada em um jogo de riffs estendidos e sobrepostos, pratos de bateria longínquos e com os etéreos vocais de Halstead. Esta faixa te puxa sorrateiramente para o mundo paralelo do álbum. E como um susto meio horripilante em seus 9 primeiros segundos de cacofonia seguidos de distorção, Crazy For You começa trazendo uma confusão de vocais para anunciar a verdadeira atmosfera de Slowdive, a introspecção angustiante que surge e oscila sem se notar; esta aparece na faixa seguinte, Miranda, dramática e onírica nos vocais de Goswell. E assim a viagem por Pygmalion segue cacofônica e distorcida até a última faixa do álbum – e, devo dizer, a minha preferida, dessas que eu sinto vontade de chorar! – All of Us, uma música baseada em vocal e guitarra acústica, apenas. A sensação que tenho é que de fato All of Us era uma despedida e, talvez, nenhuma música fosse melhor para encerrar o último álbum de uma banda. Em suma, Pygmalion é uma viagem de morte!

A sonoridade de Slowdive mudou com o tempo e Souvlaki, para muitos, foi o ápice da banda. Lançado em 1993, é o ponto de equilíbrio entre as distorções recorrentes em Pygmalion e o onirismo de Just For A Day; e, no entanto, com a peculiaridade sonora de destoar de ambos. É o álbum mais extenso – 14 faixas – com as músicas mais leves, fáceis e relaxantes de ouvir. Aquela introspecção angustiante do álbum sucedente é tão sutil em Souvlaki que quase inexiste. Muito embora algumas faixas sejam dotadas da mais refinada melancolia, este é o álbum mais “eufórico” – ou qualquer sentimento próximo entre alegria e euforia – da banda.

Alison é a música que abre Souvlaki e, como o álbum inteiro, traz uma melodia negligente, logo emerge na neblina sonora onírica os vocais de Halstead dizendo: “Alison, I’m lost / Alison, I said we're sinking” (Em tradução livre: “Alison, eu estou perdido / Alison, eu disse que estamos afundando”). De repente, quando você se envolve na música, ela já não parece tão “feliz” assim e ainda há um álbum inteiro por vir... Em seguida, distorcida e melancólica, Machine Gun começa e traz o contraponto do vocal de Goswell e Halstead. O álbum todo é dualista: se de um lado, ele te oferece uma melodia mais “animada”, do outro a letra da música absorverá toda esta “pseudo-alegria”. Do mesmo modo, as distorções e cacofonias não ficaram longe de Souvlaki, o solo de guitarra em Sing (faixa nº 04) é tão agudo e estendido que parece cantar em uma lamúria incomensurável junto a Goswell! Eu sempre penso que Souvlaki também é uma viagem, mas em sentido bad trip da coisa.

Por último – que na verdade é o primeiro –, está Just For A Day. Lançado em 1991, é o primeiro álbum de Slowdive e, por isso, traz todos aqueles subterfúgios de “primeiro álbum”: indefinição, experimentação e incerteza. Apesar de Souvlaki ser, de longe, o meu álbum preferido – e acho que é o da maioria daqueles que gostam de Slowdive –, preciso dizer que Just For A Day deve estar em segundo lugar no pódio. É, de fato, um álbum mediano e que, para quem não conhece, deveria ser escutado após Souvlaki, tal qual uma intermediação entre este e o Pygmalion.

Não há outra palavra para descrever o álbum além de onirismo. As levadas e vocais sutis te elevam a uma atmosfera letárgica. E eu ainda posso jurar que há uma influência pós-punkiísta ou qualquer coisa próximo a isto no álbum. Afinal, não é à toa que Just For A Day começa com bumbos de bateria e linhas de baixo dramáticas na música Spanish Air. O álbum começa profético, apocalíptico e se desenrola entre o leve (Celia's Dream), o derradeiro (Ballad of Sister Sue) e o excessivo surreal (Primal). Há quem diga que Just For A DaySouvlaki são tão encharcados de Dream-pop que Slowdive merece o título de Cocteau Twins do Shoegaze!

Slowdive foi uma banda marcante que, com seus três álbuns, dividiu épocas em toda sua brevidade. Seus álbuns não deveriam ser explicados e, sim, apenas sentidos, cada um a seu modo em toda liberdade do subjetivo do ser humano. Esta é a minha interpretação e me resigno se as sensações de Souvlaki, Just For A Day e Pygmalion surgirão diferentes em quem lê isto. De qualquer forma, uma vez eu disse que a minha concepção de “belo” era “melancólico”. E, para mim, a personificação sonora do belo é Slowdive!

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
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Corubo - Discografia

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Gênero: Folk / Black Metal / Ambient
País: Brasil
Anos de Atividade: De 1999 até os dias atuais.

Comentário: Hail servos de Tupã!! Não é de hoje que vejo vários "nacionalistas" questionando e criticando a atenção dada a bandas europeias de folk, falando que não conhecem Odin, babam ovo dos vikings e mimimi, então os problemas acabaram. O que vos trago aqui é a maior essência étnica nacional que temos, e sim, é com orgulho que disponibilizo a discografia de uma banda que entre várias outras, levam nossa cultura primitiva a tão elevado nível.

quinta-feira, 25 de julho de 2013
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Pulled Apart By Horses - Discografia

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Grunge, Noise Rock, Post Hardcore.
País: Inglaterra

Comentário: Em um pub qualquer da Inglaterra uma banda prepara seu equipamento em um canto. O lugar é escuro, o palco não tem mais de 30 centímetros de altura, mas quando os primeiros acordes são tocados a energia que preenche o lugar é intensa, o público vai a loucura e a banda dá o sangue no palco. Essa é a essência do rock, desde os primórdios, esse é o Pulled Apart By Horses.

Quando conheci a banda passei horas assistindo vídeos de suas apresentações ao vivo. Uma delas em especial chamou a minha atenção. A banda era uma das atrações do festival norte americano SXSW e o local do show parecia ser o fundo da casa de alguém, o palco era montando em um chão de pedra, atrás dos amplificadores tinha uma árvore e uma cerca típica de casas americanas completava o cenário. Mas, o modo que a banda se comportava me deslumbrou, era como se fosse o show mais importante de suas vidas em uma arena para milhares de pessoas, mas na verdade o público não passava de vinte.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
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Moveis Coloniais de Acaju - Discografia

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Gênero: Ska, Rock
País: Brasil
Ano: 1998 até os dias atuais

Comentário: Moveis Coloniais de Acaju é uma banda formada no ano de 1998 em Brasília, a adorada capital. A banda conta com dez integrantes, nove músicos e um produtor e todos eles assinam as composições. Os integrantes são: André (vocal), Beto Mejía (flauta), Eduardo Borém (Gaita, Teclado e Escaleta), Esdras (Saxofone), Fabio (Baixo), Fernando (Guitarra), Paulo (Sax Tenor), Gabriel Coaracy (Bateria), Alexandre (Trombone) e Fabricio (Produtor). Toda essa pluralidade no arranjo faz a banda criar um som perfeito e único, fazendo ela se destacar no cenário atual e acarretar vários fãs ao longo do Brasil.

A banda deve ótimo destaque após o show no porão do rock, em 2000, na qual fez um incrível show que repercutiu no Brasil todo. A banda ainda venceu o FINCA duas vezes, em 2001 e 2002. A banda ainda é criadora de um ótimo festival que acontece em Brasília, chamado “Moveis Convida” que foi criado em 2005 com o objetivo de reunir banda de todo o país, e de fora também como foi o caso de bandas como Juana Fé do Chile, para uma noite incrível de shows, e ainda possui debates sobre o mercado musical.

O primeiro disco de chama “Idem” e foi lançado em 2005 e tem uma pegada mio experimental no ritmo que possui ótimas quebras. Nesse primeiro disco você percebe claramente o som único da banda e a vontade de sempre explorar novas sonoridades dentro de uma única musica fazendo assim você ter uma experiência incrível viajando por diferentes ritmos e sons.

terça-feira, 23 de julho de 2013
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Gallhammer - Discografia

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Gênero: Black Metal / Doom Metal / Crust
País: Japão
Anos de Atividade: 2003 até os dias atuais

Comentário: Lembro-me que Gallhammer foi a primeira banda de metal extremo, composta apenas de mulheres, que eu tenha ouvido, e logo na primeira audição achei um som meio tosco, meio nas coxa, e logo desencanei do grupo. Uns anos depois, com uma base musical mais sólida, e compreendendo mais a arte, eis que me deparo de novo com essas japinhas e resolvo compartilhar com vocês uma das bandas mais conhecida do cenário do metal japonês.

Vivian Slaughter, a idealizadora do projeto e fã adivinha de quem? Sim, isso mesmo, Hellhammer, resolveu montar uma horda influenciada por esse ícone do black metal classiqueira, e convidou 2 integrantes, Risa Reaper e Mika Penetrator. Sim, agora temos uma banda, ou quase, já que nenhuma das 3 sabiam tocar nenhum instrumento, mesmo tendo feito parte de bandas anteriormente, todas eram vocalistas nos grupos de origem, então, cada uma escolheu um instrumento: Vivian Slaughter no contrabaixo, Risa Reaper na bateria e Mika Penetrator na guitarra, e bora aprender.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
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Bois de Gerião - Discografia

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Gênero: Ska
País: Brasil
Ano: Meados da década de 90 até 2006

Comentário: Vira e Meche Brasília está sempre lançando ótimas bandas para o Brasil, algumas continuam outras terminam por motivos pessoais, mas é inquestionável a importância da banda para o cenário cultural da cidade, e uma dessas bandas é Bois de Gerião, que tem dois discos lançados e que foi uma importante banda para movimentar a cena.

No primeiro disco a banda apostou em uma sonoridade voltada para o ska com pitadas daquela boa e velha textura Hardcore. A primeira musica, “Cifrão”, já mostra um sopro bem estruturado e riffs de guitarra que flertam com o vocal e sua letra clara e simples.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
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Summoning - Discografia

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Gênero: Ambient Black Metal, Atmospheric Black Metal, Epic Black Metal
País: Áustria
Ano: 1993 até o presente.

Comentário:

Tolkien foi um ser humano genial e eu estaria desperdiçando tempo ao tentar falar qualquer coisa nova sobre sua figura devido ao seu gigantesco legado e o interesse sempre crescente sobre sua literatura fantástica que fizeram com que seja hoje muito fácil conhecê-lo. Portanto, é alguém que dispensa apresentações. O que importa é que ele foi genial e, como não poderia deixar de ser, acabou influenciando várias gerações. E o seu legado se espalhou para além da literatura, chegando ao cinema e também à música. Sim, Howard Shore, o compositor das trilhas dos filmes adaptados de Tolkien por Peter Jackson, fez uma trilha fantástica para o universo tolkieniano, mas aqui falaremos de um outro tipo de música. Falaremos de Black Metal.

Summoning não é a única banda de black metal que se apropria de elementos do universo tolkieniano. Pelo contrário, há várias bandas que fazem ou fizeram uso do fruto da mente do escritor. Não vou citar, mas AQUI já se pode encontrar um punhado delas. Aliás, a título de informação, Burzum é um verbete da Língua Negra de Mordor que significa "escuridão" e Gorgoroth é uma planície localizada em Mordor. Porém, mesmo com tantas referências a Tolkien no mundo trevoso do black metal, Summoning se destaca em sua proposta.




A quem quiser ler mais e/ou baixar o conteúdo, clique no link a seguir, que está atualizado com o lançamento mais recente, quentinho, saído do forno, além de demos e até um boxed set.


terça-feira, 4 de junho de 2013
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The Middle East - Discografia

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Gênero: Indie Pop / Indie Folk / Post-Rock / Alternative / Ambient
País: Austrália
Anos em atividade: 2005-2011

Comentário: Não, a banda "The Middle East" não é do oriente médio. Tampouco fala sobre o triste conflito entre Palestina e Israel, pelo menos até onde eu pude perceber. The Middle East foi uma versátil banda australiana que viveu o suficiente para lançar poucas canções. Poucas, porém marcantes.

Não há muita informação oficial sobre a história da banda, ou seus membros. Sabemos que é uma banda tímida e "inconstante". Formada em 2005, lançou seu primeiro álbum independentemente em 2008. A banda se separou logo em seguida, mas o sucesso local do disco permitiu que pudessem se juntar e lançar novamente o mesmo álbum em formato EP, com menos canções, pela distribuidora Spunk. Tanto o álbum quanto o EP recebem o título de "The Recordings of the Middle East". Aqui, estou disponibilizando o álbum em seu formato completo. Foi a canção "Blood" que levou The Middle East para o resto do mundo. No embalo de todo o sucesso, e dos fãs que ganhou ao redor do mundo, a banda lança um novo álbum em 2011: "I Want That You Are Always Happy". Mas talvez exista alguma maldição na trajetória de The Middle East. Assim como em 2008, a banda anunciou sua separação poucos meses após o lançamento do disco. Desta vez, definitivamente. Ou, pelo menos até agora.

A sonoridade da banda é triste em 99% do tempo. Até nas canções mais alegres, há um ar de esmorecimento. Mas não pensem que a música é depressiva demais, ou que nada tem além de triste. The Middle East sabe explorar uma tristeza bela - um melancólico confortável, calmo, esperançoso, absorvível.
sábado, 18 de maio de 2013
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Memento Mori - Discografia

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Gênero: Power / Doom Metal
País: Suécia
Anos de Atividade: 1992 - 1997

Comentário: Lembro-me quando era mais jovem e vi um poster, igual a esse do ínicio do post, na casa de um amigo, e perguntei do que se tratava, e ele me respondeu: "Uma banda ai que você não vai gostar". Gravei o nome e algum tempo depois arrumei a discografia, que estava esquecida em um dos meus DVDs de mp3, e acabei resgatando-a, e a cada audição vejo o quanto meu amigo estava enganado.

Memento Mori se trata de uma banda de doom tradicional, formada na suécia pelo "carinha que cantava no Candlemass" e pelo "Guitarrista do Mercyfull Fate". É isso que ouço as vezes, e esses dois "carinhas" são nada mais, nada menos que Messiah Marcolin, que na MINHA opinião é a voz do Candlemass, e Mike Wead, um dos guitarristas de metal mais competentes. Marty Marteen no contra-baixo, Mikkey Argento na guitarra e Snowy Shaw na bateria completavam o time original. Marteen, Wead e Argento permaneceram por toda a meteórica carreira da banda, com passagens de Johan Billerhag (1995-1996) e Tom Björn (1997) na bateria, Kristian Andrén (1996) nos vocais, além da adição de um tecladista, Miguel Robaina, a partir do segundo disco.

Com 4 full-lenght lançados, o conjunto prima por uma obra linear com a proposta exposta já no primeiro disco, sem alterar a alma e os elementos que fizera sucesso outrora nas bandas anteriores dos músicos. O destaque de todo grupo não tem como ser outro, as guitarras tiram riffs "Sabbathticos" e "Mercyfull Fateanos" a dar com pau, estando além desses rótulos que usei como sátira. Carregado, pesado, denso, melódico, inteligente e versátil, podem resumir o papel dos guitarristas. Junte tudo isso a um contra-baixo competente; uma bateria precisa, carregada, que usa de recursos no momento correto, sem exageros e um vocal choroso e único, e pronto, temos a receita do sucesso. Imagine se Messiah Marcolin cantasse no Mercyfull Fate, ou Mike Wead fosse gravar e compor com Candlemass. Bem, os caras imaginaram, em um olhar muito superficial e a um grosseiro e ignorante ponto de vista, é mais ou menos isso que acontece.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
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Forró In The Dark - Discografia

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Gênero: Forró
País: Estados Unidos/Brasil
Ano: De 2002 até os dias atuais.

Comentário: Forró In The Dark é um ótimo projeto criado por quatro amigos, que une forró com elementos do rock com uma pitada de um som meio jazz. Apesar de ter um som brasileiro, a banda foi criada nos Estados Unidos, onde se apresenta toda noite em uma casa de shows chamada “Nublu”. O objetivo seria levar a energia do forró para fora de seu país de origem e, além de criar um som meio experimentalista unindo distintos tipos de musica, mostrar para as pessoas de fora esse som do nordeste do Brasil.

Claramente o forró hoje em dia está, de certa forma, banalizado, com grupos que envergonham os grandes mestres que sustentaram esse estilo no começo. Mas quanto a isso não precisam se preocupar, o Forró In The Dark não segue exemplos desses grupos atuais e seguem no mais puro estilo do forró baião brasileiro.

A banda é uma verdadeira mistura de instrumentos, temos guitarra, que é um instrumento pouco comum no forró e sax e flauta para acompanhar a animada percussão, essa mistura causa uma atmosfera boa na musica e enriquece o disco.

O primeiro disco, chamado “Bonfire os São João”, possui ótimas musicas instrumental, como por exemplo, “índios Do Norte” que possui um sopro bem trabalhado que realça o clima de forró da musica. Ainda temos a participação de David Byrne cantando “Asa Branca” em inglês de um jeito impecável. O único pecado do disco talvez, seja a musica “Paraíba”, cantada por Miho Hatori, que deu, com seu sotaque japonês, um som meio estranho para a musica. Erros a parte o disco é recompensado por ótimas musicas cantadas em português, como a musica “Que Que Tu Fez”, que possui um incrível toque de viola e uma letra indispensável.  Já “Oilelé La” apresenta os integrantes da banda de forma divertida, mostrando já um ritmo mais dançante com clima de festa.

Já o Segundo disco chamado “Light A Candle” já começa em tom animado com a musica “Bandinha” que remete claramente ao são João. Assim como no primeiro disco, no segundo o sopro faz mais um belo trabalho, como pode ser ouvido na musica “Saudades de Manezinho Araújo”, “Anão De Jardim” e também em “Perro Loco” na qual o sax é quem toma o lugar acompanhado o vocal espanhol. Em Nonsencial eles usam pitadas de elementos do reggae que de certa forma condiz com a letra. No primeiro disco é possível ouvir uma versão crua e instrumental de “Lampião chegou”, já nesse segundo disco a musica esta completamente e belamente trabalhada, Assim como “Caipirinha” que fala sobre a amada bebida brasileira.

Forró In The Dark é um grupo que merece ser apreciado e reconhecido até mesmo por aqueles que não gostam de forró.

                                                           

sexta-feira, 10 de maio de 2013
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Obituary - Discografia

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Anos de Atividade: De 1988-1997, 2003 até os dias atuais

Comentário: Vos trago aqui nesse humilde espaço, uma das bandas que moldaram meu gosto por death metal, e creio que tenha influenciado nos gostos e nos trabalhos de muita gente. No longínquo ano de 1984, cinco jovens da Flórida formaram um conjunto chamado Executioner, mas em 1986 descobriram que em Boston tinha uma banda com o mesmo nome, e então mudaram para Xecutioner, mantendo a mesma fonética, mas dando um jeito diferente na grafia. Em 1988 assinaram contrato com a Roadrunner e mudaram definitivamente para Obituary, e assim alcançaram o ápice na carreira e ficaram conhecidos como são hoje.

Um dos grandes feitos desse grupo foi manter a maioria dos integrantes durante a carreira, o que foi fundamental para manter a essência intacta. O grupo de jovens que contava com Donald Tardy (bateria), Trevor Peres (guitarra), Daniel Tucker (contra-baixo), John Tardy (vocais) e Allen West (guitarra em 3 passagens) tiveram apenas mudanças de baixistas e guitarristas, mantendo os irmãos Tardy além de Peres por toda a carreira. O inicio do conjunto foi tocando covers de Celtic Frost e Venom, mas foi quando ouviram Possessed que decidiram o que realmente queriam fazer, e apartir dai, criaram um jeito novo de fazer death metal, inovando nos vocais, parecendo mais brutal e contundente do que já fora visto outrora.

terça-feira, 12 de março de 2013
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Pensées Nocturnes - Discografia

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Gênero: Neoclassical / Black Metal
País: França
Ano: 2008 - Dias atuais

Comentário: Certa noite estive ouvindo alguns dvds de música que eu tenho e que estavam meio esquecidos e me deparei com a discografia dessa banda, que não é um "grupo" qualquer e isso eu explico logo mais. Formado em 2008 em Paris, na mesma França em que Peste Noire, Deathspell Omega e Neige com seus incontáveis projetos comandam a cena,  Pensées Nocturnes nos brinda com um som clássico, erudito, rico mas muito desesperador, sombrio e único, o que os tornam diferente e muito fascinante.

Na realidade se trata de uma "One man band" idealizada e realizada por Vaerohn, que compõe e toca magistralmente todos os instrumentos. Abusando de instrumentos eruditos como flautas, violinos, pianos entre vários outros, contrasta com guitarras caóticas, vocais viscerais e uma cozinha consistente, e nos tras um ambiente totalmente obscuro, freak e doentio, mas lindo e encantador. Com uma discografia limpa, sem EP nem demos, Vaerohn já lançou três full-lenght, com o quarto pra ser lançado esse ano, e prontamente postado aqui, assim que se tornar disponível.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
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Blue Cheer - Discografia

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Gênero: Blues / Hard Rock / Psycodelic Rock / Acid Rock
País: Estados Unidos
Anos de Atividade: 1966 a 2009 (com vários hiatos durante os mais de 40 anos)

Comentário: Tudo nessa nossa existência tem um ínicio, um ponto de partida, e se for uma história de sucesso, todo mundo quer ter sido o primeiro, o pioneiro a pensar naquilo, e se tratando de heavy metal, Blue Cheer se não foi a pioneira, estava entre as que geraram o que conhecemos como música pesada hoje em dia. Com um som psicodélico pesadíssimo para época, foi um dos criadores dos riffs que ficaram conhecidos com o Black Sabbath. Ao decorrer da carreira, a maturidade e outras influências musicais, a banda fez um som mais calcado no acid rock, tendo influências do country e até do pop em seus discos dos anos 80.

Fundado na califórnia, a primeira formação do conjunto foi Dickie Peterson(contra-baixo e vocais) , Eric Albronda(bateria) e Leigh Stephens(guitarra). Albronda mais tarde foi substituído por Paul Whaley, que junto com Jerre Peterson (guitarra), Vale Hamanaka (teclados) e Jerry Whiting (vocais e gaita) completavam o lineup. Albronda continuou produzindo e co-produzindo os cinco primeiros álbuns do Blue Cheer. Uma curiosidade é a respeito do nome da banda. Algumas fontes dizem que foi baseada em tabletes de LSD comuns na época, mas outros dizem que foi inspirado em um sabão comum nas mercearias locais. Outra curiosidade foi que Blue Cheer decidiu adotar uma configuração power trio após ver Jimi Hendrix tocar no Festival Pop de Monterey. Hamanaka e Badejo foram convidados a sair. Jerre Peterson não quis permanecer no grupo por solidariedade deixando Dickie, Leigh  e Paul como um trio. Outras fontes dizem que o trio desertor abandonou por conta da pesada tournê a qual passaram.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
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Lunatic Soul - Discografia

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Gênero: Atmospheric Rock, Art Rock, Dark Ambient, Progressive Rock, Psychedelic, Experimental, Post-Rock, e mais umas coisas parecidas
País: Polônia
Anos em atividade: Desde 2008

Comentário:

A viagem de uma alma lunática e suas experiências no limbo do pós-morte, suas lembranças do passado e um constante conflito acerca da própria sanidade. É sobre isso que se trata Lunatic Soul. A mente por trás de tudo é Mariusz Duda, vocalista e baixista, porém multiinstrumentista, do Riverside que, para quem não conhece (será possivel?), é uma banda cotada como um dos grandes nomes do rock progressivo contemporâneo, com um estilo bastante similar ao de Porcupine Tree. Essa comparação, inclusive, já rendeu boas discussões.

Até o presente momento, o projeto conta apenas com três álbuns. Os dois primeiros são conceituais e para quem se debruçasse sobre as letras das músicas contidas no primeiro álbum, notaria facilmente que a história precisava continuar de alguma forma, e foi justamente isso que foi feito no disco subsequente. De certa forma, apesar dos dois anos de diferença entre um lançamento e outro, é como se fossem um único álbum dividido em dois discos. O terceiro lançamento, no entanto, é essencialmente instrumental.

Apesar de Mariusz Duda ser a alma do projeto e seu grande executor, ele não é responsável por todos os instrumentos tocados em todas as músicas, portanto, tenho minhas dúvidas quanto a Lunatic Soul ser tratada como uma "one man band". Entre seus principais ajudantes figura o nome de Maciej Szelenbaum, que participou dos três álbuns já citados.

Se você se interessou em ler até aqui, clique no "Continue Lendo>>" logo ali abaixo e prepare-se para alguns "spoilers" saudáveis sobre o conteúdo das músicas que o ajudarão, assim pretendo, a participar da viagem junto com esta alma lunática. Pelo conteúdo denso da temática, achei por bem destrinchar pormenorizadamente as músicas tanto quanto possível. Lunatic Soul não é música pra se ouvir como pano de fundo. Ela é complexa, profunda e intimamente reflexiva. Recomendo que trate este material apresentado como se acompanhasse a história de um filme ou um livro se quiser que experiência seja completa.



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