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terça-feira, 12 de abril de 2016
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La Dispute - Somewhere at the Bottom of the River Between Vega and Altair

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Gênero: Post-Hardcore
País: EUA
Ano: 2006

Comentário: Por mais datado que soe o gênero "Post-Hardcore" num contexto "2008", os primeiros acordes já denunciam novidade e a constatação que La Dispute é muito mais que uma banda de Post-HC. Especialmente pela fervorosa adoração com os quais muitos fãs da banda se apresentam, e isso foi a primeira coisa que me chamou atenção sobre o grupo. Raramente tal furor é infundado.

Este álbum que vos apresento foi o primeiro Full-Lenght da banda depois de um intenso EP, Vancouver, de 2006. A levada é mais rápida que os futuros lançamentos do grupo, mais Post-Hardcore em si, porém os elementos mais importantes da banda já se fazem presentes: o liricismo do vocalista Jordan Dreyer, a influência massiva do Jazz e o spoken-word. Dreyer, de fato, antes da banda já era poeta e isso foi transportado para o La Dispute na forma ainda de um vocalista versátil, que consegue susurrar, berrar e cantar de forma característica dentro de um nicho onde quase todos os vocalistas tentam soar o mesmo. Uma das primeiras coisas notáveis na sonoridade da banda é a praticamente initerrupta sequência de versos na maioria das músicas. Há poucos momentos somente instrumentais - embora eles existam e sejam tão poderosamente poéticos quanto os versos. No geral, as palavras são metralhadas em nós sem piedade. O que de certa maneira é até cruel, dada a sinceridade e intensidade da poesia de Dreyer.

Enquanto a poesia é cantada ou declamada, o instrumental da banda acompanha. Por vezes dissonante e intenso, o clima que mais fica na cabeça, no entanto, é uma melodia cadenciada e atmosférica, altamente influenciada pelo ritmo spoken-word de muitos trechos de músicas da banda. Em termos gerais, a capacidade do La Dispute de absorver o ouvinte é um absurdo. A transição entre vocais mais lentos e berros é tão suave e bem colocada que a previsibilidade nesse caso é extremamente prazerosa. A vibe de "desabafo" é algo totalmente constante na discografia da banda e essa mistura é crucial pra que isso se construa.

Somewhere... é uma excelente maneira de começar a entender o La Dispute, e daí partir pro resto da discografia. De preferência e quase obrigatoriamente, devidamente acompanhado as letras ao mesmo tempo para total e absoluta degustação da banda. Definitivamente não recomendo, no entanto, se você não quiser correr o risco de dar de cara com machucados internos. Mas se o seu dia já está indo dessa pra uma melhor, caia dentro e vá até o fundo de vez.



Tracklist:

1."Such Small Hands"  1:35
2."Said the King to the River"  4:01
3."New Storms for Older Lovers"  4:59
4."Damaged Goods"  2:55
5."Fall Down, Never Get Back Up Again"  2:45
6."Bury Your Flame"  4:35
7."Last Blues for Bloody Knuckles"  5:00
8."The Castle Builders"  2:46
9."Andria"  4:20
10."Then Again, Maybe You Were Right" 1:36
11."Sad Prayers for Guilty Bodies"  3:46
12."The Last Lost Continent"  12:02
13."Nobody, Not Even the Rain"  1:10


Ouça aqui: Spotify
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
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Crib45 - Marching Through The Borderlines

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Gênero: Post-Metal/Atmospheric Sludge
País: Finlândia
Ano: 2014

Comentário:
Mais tardio do que este post, Marching Through The Borderlines foi parido em abril de 2014, cinco anos após o primeiro e até então único full-length da banda Crib45, o Metamorphosis, um dos discos das levas subsequentes da cena post-metal que mais me agradaram, assumindo posições elevadíssimas no meu ranking ficcional (pois não existe de fato, não costumo piramidar discos). Foi um disco de estreia memorável, muito embora a banda não tivesse tanto reconhecimento. Bom, pelo menos não se ouvia falar de Crib45 por aqui.
Apesar da espera, Marching Through The Borderlines se mostrou igualmente bem conduzido, ainda apresentando, vez ou outra, os saborosos saxofone e clarinete do primeiro disco e o vocal convincente de Teemu Mäntynen. A diferença, aos meus ouvidos, em relação ao lançamento anterior está numa produção mais caprichada — embora, tenho de confessar, a produção mais "natural" é um dos pontos que mais me fez gostar de Metamorphosis —, em passagens eletrônicas de bom caimento e algumas outras performances bem pontuais no decorrer da obra.

A saída de vários integrantes também causou uma dissemelhança entre as obras, já que alguns deles eram também vozes de apoio. Uma pena, já que os vocais limpos ao lado do som rasgado, alto e ao mesmo tempo grave emitido por Teemu era de uma complementação belíssima. Entretanto, há de se notar que este disco foi conduzido de forma que necessitasse um pouco menos de vocais de apoio e, quando chega a hora, não apresentam tanto destaque como ouvíamos antes, principalmente porque aqui é comum estarem gritando, envoltos de muita distorção provinda das guitarras. Mas no geral, os novos integrantes se saíram bem e não tenho queixas.

Enquanto o Metamorphosis nos alegra a cada música, tornando-as individualmente memoráveis, deixando as vezes um pequeno vácuo no feeling entre elas, Marching Through The Borderlines parece se preocupar mais com o todo, com a coesão entre as nove faixas. Um álbum diferente, com uma nova formação (à exceção de Teemu) e que soa naturalmente mais moderno, mais alternativo que seu antecessor.

Ambos os discos, assim como singles e EPs, podem ser ouvidos através do Spotify.

segunda-feira, 11 de maio de 2015
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Raketkanon - Rktkn#2

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Gênero: Experimental / Sludge / Post-Hardcore
País: Bélgica
Ano: 2015

Comentário: O Raketkanon é uma daquelas bandas que você provavelmente nunca ouviu falar e dificilmente a conheceria em circunstâncias normais, não há muito sobre a banda circulando pela internet nos principais sites que divulgam lançamentos. O quarteto belga produz uma sonoridade pouco convencional e de difícil assimilação, fugindo de muitos aspectos que poderiam agradar um público maior.

Mas apesar de todas as adversidades relacionadas à banda e sua sonoridade, resolvi conferir RKTKN#2, o segundo álbum de estúdio da banda lançado no dia 6 de Março pela KKK Records. O álbum se inicia com o single Florent, uma faixa conduzida por um ritmo bem agradável e uma sonoridade bem cativante. O timbre da guitarra é bem suave, ao contrário do vocal que se lança aos berros ao decorrer dos 3 minutos da faixa. Já na faixa seguinte Niko Van Der Eeken, a bateria simples e lenta se une ao bom incremento de synths no início da faixa. Em sua evolução, o instrumental se torna mais amplo, utilizando riffs mais pesados do que os apresentados na faixa anterior.

Após as duas primeiras faixas do álbum, fica bem clara a ideia do Raketkanon no que se diz respeito à fazer música. A banda não segue uma estética bem definida, as faixas sofrem diversas variações de ritmos, que se alternam entre aqueles mais cativantes e outros mais cadenciados. E é numa dessas faixas mais cadenciadas que a banda conseguiu fazer uma faixa mais bem estruturada que a maioria das outras. Mathilde é uma faixa calma e bem conduzida através de leveza instrumental e o tom ameno do vocal. O desenvolvimento da faixa traz um instrumental mais agitado, com uma guitarra introduzindo riffs mais marcantes e o vocal num tom de agonia. A épica Hanz talvez seja o maior destaque do álbum. A faixa traz um clima sombrio e psicodélico, conduzido por um instrumental mais arrastado e com o vocal se dispersando em meio ao instrumental, levando o ouvinte ao climax máximo da música feita pelo Raketkanon.

RKTKN#2 não é um álbum que vai agradar à muitos, a maneira como o Raketkanon desenvolveu as faixas é peculiar, trazendo ritmos aleatórios e timbres de guitarra simples. porém, cativantes. Acredito que aqueles que gostam de se aventurar em sonoridades e bandas mais experimentais, encontrarão na música feita pelo Raketkanon algo de interessante ao longo dos 40 minutos do álbum.



Tracklist:

01. Florent
02. Nico Van Der Eeken
03. Suzanne
04. Mathilde
05. Elisa
06. Ibrahim
07. Harald
08. Hanz

Ouça em: Spotify 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
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Husker Du - New day rising

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Gênero: Alternative rock / Post-hardcore / Hardcore / Punk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1985

Comentário: Michael Azerrad, autor do livro Our band could be your life;obra que esmiúça a cena indie norte-americana dos  anos 80, descreve de forma primorosa a eferverscência daqueles tempos no qual uma gama de bandas, ainda obscuras, buscava arduamente seu lugar ao sol no cenário musical. No mesmo temos acessos à relatos de músicos, críticos e pessoas que acompanharam de perto a ascensão e queda desta cena que até hoje repercute tamanha a qualidade. Dentre tantas histórias magnificas a mais relevante delas é talvez a do trio Husker Du.

Formado por Bob Mould (guitarra e voz), Grant Hart (bateria e voz) e Greg Norton (baixo), a banda é do tempo em que a tal "cena alternativa" ainda não tinha nem mesmo nome, fator este que fez com que muitas das bandas desta época (leia-se Black Flag, The Replacements, Minor Threat entre tantas outras) fossem categorizadas meramente como punk, classificação reducionista por demais. Exemplo este é o terceiro álbum Husker Du, New day rising.

Produzido por Spot e pelo grupo em si, é neste álbum em que percebemos que as qualidades e vertentes sonoras de Mould e Hart. Distintos compositores, ambos atendem por características dispares em suas composições que podem ser, sem exagero algum, comparadas ao trabalho cometido por Lennon e McCartney na fase psicodélica dos Beatles. De um lado temos Grant, que responde pelo lado Macca do trio, responsável por canções hermeticamente ensolaradas e com refrões memoráveis carregados de emoção, tanto nas letras quando ao modo desleixado de cantar, como são audíveis em "Terms of physic warfare", "If I told you" (uma das raras parceiras com o guitarrista), a essencialmente punk "Girl who lives on Heaven Hill" e a pérola pop, conduzida ao piano, chamada "Books about UFOs". Bob, por outro lado, responde pela parte urgente, experimental e crua do disco, aproximando-o assim de John. A faixa título, cuja letra é repetição desenfreada  da sentença "novo dia raiando" por todos os seus 2 minutos e 35 segundos já merece destaque e é sem dúvida uma das melhores produções cometidas por eles. Não obstante, o guitarrista é responsável por toda a porção punk/hardcore, seja em canções pegajosas seja em "I apologize" e "I don't know what you're talking about", na elogiada "Celebrated summer" (coverizada inclusive pelo Anthrax), nas aceleradas "Whatcha drinkin'" e "Plans I make" ou na desconjuntada, distorcida e surreal "How to skin a cat".

Infelizmente, a união do trio não duraria por muito tempo. Drogas, desavenças e suicídio do empresário (David Savoy) sucumbiriam e provocaram o fim. Após este disco a banda gravaria ainda outros três grandes álbuns e encerraria de fato suas atividades.                          

De certo, anos mais tarde comprovariam que legado deixado pela banda seria enorme. Afinal muitas bandas da safra anos 90 afirmam ser o trio de Minnesota ser a sua grande influência. Vale lembrar inclusive que o Pixies nasceu de um anuncio postado com os seguintes dizeres "banda procura baixista que goste de Peter, Paul and Mary e Husker Du". De tempos em tempos muito outros artistas pagariam tributo e se hoje Mould e Hart seguem elogiadas carreiras solos muito se deve ao trabalho realizado nos anos de ouro desta década.
         

Tracklist:

01. New day rising
02. Girl who lives on Heaven Hill
03. I apologize
04. Folk lore
05. If I told you
06. Celebrate summer
07. Perfect Example
08. Terms of physic warfare
09. 59 times the pain
10. Powerline
11. Books about UFOs
12. I don't know what you're talking about
13. How to skin a cat
14. Whatcha drinkin'
15. Plans I make

Download: Mediafire

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
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Crib45 - Metamorphosis

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Gênero: Atmospheric Sludge/Post-Hardcore
País: Finlândia
Ano: 2009

Comentário: Metamorphosis é o primeiro e único full-length da banda Crib45, que só lançara duas demos e um EP. Formada em 2002, na cidade de Helsinki, Finlândia, Crib45 começou como uma banda de Grunge, mas que felizmente evoluiu para uma sonoridade ainda mais alternativa e experimental. A sonoridade da mesma é muito boa e mesmo original. É pesada e lenta, como outras bandas do estilo, porém com uma beleza desigual em meio ao clima mórbido, melancolista, que até demonstra requintes de "progressividade". Tudo isso fortalecido por suas letras que falam sobre a fraqueza humana, tristeza e a dor.

A banda praticamente não possui informações escritas, deixando-nos apenas a par de sua música da forma mais importante e significativa que existe, que é através de áudios e vídeos que mostram, mesmo depois de quase 10 anos de estrada, que a banda ainda está se encontrando e tem um longo caminho a ser explorado. Principalmente porque, tendo como principais influências bandas do nipe de Perfect Cirle, Nine Inch Nails, Faith No More, Khoma, Cult of Luna, Isis, Callisto e Deftones, é muito difícil fazer algo ruim e certamente eu lhes digo que é uma interessante revelação a ser acolhida.

FanSite||BandCamp
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
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Bandas Amigas #6 - Lingering Last Drops, Ilusion e The Tape Disaster

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Lingering Last Drops
Apesar de já ter feito parte do selo Sinewave, Lingering Last Drops apresenta neste mais recente lançamento ("no") uma estética muito diferente do que conhecemos por shoegaze, embora seja notável a presença deste gênero na mente, composição e execução de Carlos Paraná (que começou sozinho e, embora não seja mais o única pessoa na banda, a formação é inconstante e não citarei outros nomes). Seu som vai além de melancolia, mas traz também influências que parecem ter vindo de soundtracks de filmes de terror, jazz e até ritmos tribais, que como dito por Carlos: (…) Vai desde os terrores orquestrados de Scott Walker até o batmacumba dos Mutantes.
A banda surgiu em 2006, tendo lançado seu primeiro trabalho "The Lingering Last Drops" em 2009 pelo Sinewave — o que logo anuncia a possibilidade de um shoegaze — e "Daylight or Something Similar" em 2010, que distanciou bastante da sonoridade do primeiro disco. Agora em "no", seu mais recente lançamento, nos é apresentado uma estética diferenciada e com uma forte tendência a barrar alguns ouvintes logo de cara, graças a presença da faixa "Innocent". Ao decorrer do disco, o som se "harmoniza", ao mesmo tempo em que se enegrece e experimenta mais, com o vocal cedendo espaço para uma instrumentação mais melancólica.

Pignianos sobre esse som:
"A proposta como um todo é interessante, easy-listening e tudo mais. Mas o vocal realmente está aquém de todo o resto."
— Forbidden

"O vocal na música "Innocent" pode barrar alguns possíveis ouvintes, ou até servir como um diferencial, mas o mais importante é que o disco funciona estranhamente bem com todo esta psicodelia, drone, elementos eletrônicos, ritmos tribais, influência jazz e outras que enriquecem seu post-rock."
— Damien Willis

Disco: no [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock/ Experimental

Tracklist:
1.innocent 04:13
2.boxes 05:01
3.the moon canyons 04:00
4.iqlusion\flatliner blues 10:12
5.outerspace 03:38
6.false projection 03:51
7.musidora 04:53

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Links: BandCamp//WordPress







Ilusion
Com uma sonoridade e estilo próprio de quem vive na capital paulista (ou você acha que só nordestino e sulista podem ser reconhecidos pela forma de fazer música?), compartilham de certa semelhança com bandas entre Dance of Days e Glória — mas não só isso. É uma banda que ainda engatinha, embora seus integrantes demonstrem boa experiência adquirida de bandas anteriores, trazendo um ar de confiança bastante claro para uma banda que surgiu somente em 2012. Em 2013 lançaram seu primeiro EP, intitulado "Distância" e contendo 6 faixas que exalam o cheiro dos shows paulistanos e arredores. Lançaram também o single "Fim dos Tempos", uma alusão e inclusive lançada na própria data de 21 de dezembro de 2012, dia do fim do mundo (o evento foi adiado), que segundo Guilherme Krol, guitarrista da banda: "Essa foi uma idéia interessante, porque tivemos duas semanas para compor a música e gravar, o que gerou uma correria enorme e muitas noites sem dormir.".
Ilusion é formada por Vazz (Vocais), Ícaro (Guitarra Solo), Krol (Guitarra) e Lêe (Bateria). Saca o clipe de "Outro Lugar".

Pignianos sobre esse som:
"Uma das faixas que mais gostei fora "Fim dos Tempos", onde tanto o vocal como instrumental me convenceram, mesmo com sua sonoridade faltando um bom acabamento e o vocal se desviando as vezes. Aliás, nota-se isso na maioria de suas faixas e talvez uma melhor produção já elevaria muito o som proposto pelos rapazes, mas ficaria contente também com uma sintonia melhor do vocal em determinadas músicas ou passagens. Só que, curiosamente, ainda assim o vocalista marca muita presença, representando demais o som dos caras e sendo bastante cativante. Nenhuma critica mais severa ao instrumental, pelo menos não ao som que a banda se propõe a fazer."
— Damien Willis

Disco: Distância [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-Hardcore/ Metal Alternativo

Tracklist:
1.Outro Lugar
2.Castelos de Areia
3.Monstro
4.Ponto de Partida
5.Fim dos Tempos
6.Não

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Links: Facebook//Soundcloud







The Tape Disaster
Apesar de toda a ecleticidade deste blog, é inegável que um dos pontos fortes, e também fracos de um grupo entre os colaboradores, tanto daqueles que saem, como dos que continuam, é o post-rock e congêneres. E parece não ser o bastante corrermos atrás de bandas do gênero, também temos que aturar que elas apareçam em nossos e-mails (Óh, que tormento!). E dessa forma que The Tape Disaster chegou até nós de uma forma mais direta, porque na real estivera sempre perto, logo ali naquele antro de audição chamado Sinewave. E definitivamente não é uma banda desconhecida neste meio, graças a participação em festivais (alguns deles promovidos pelo próprio netlabel) e lançamento de materiais de grande beleza e profundidade. O quarteto de Porto Alegre, que é Andres Araujo (baixo), Bruno Severo (guitarra), Rubens Formiga (bateria) e Thivá F.S (guitarra), lançou em 2011 seu primeiro EP, intitulado "Realidade Aumentada" e em 2012 "A Voz do Fogo" (Alan Moore detected), este com apenas duas músicas, mas que somam 12 minutos de puro êxtase. Saca o clipe de "Vitor Hugo (Hoje Utopia Amanhã Carne e Osso)".

Pignianos sobre esse som:
"Achei a sonoridade do "The Tape Disaster" bem sinestésica, se puder adjetivar assim, como dizem no release da banda é até rotulável, mas realmente complexo. Acho que as faixas tem aquela introspecção que eles mesmo pregam, mas transcendem, em algum momento, e você se pega indo além da música e se conecta realmente com o que eles fazer. Me agradou muito, de fato. (nem sei se dá pra entender muito disso, mas foi a primeira impressão que a banda me causou)."
— Lucas Rodrigues

"Bandas instrumentais de post-rock/post-hardcore soam maravilhosas quando fazem exatamente o que a gente espera que façam, e com competência. The Tape Disaster é simplesmente isso."
— Forbidden

Disco: A Voz do Fogo [EP]
Ano: 2012
Gênero: Post-rock/ Instrumanetal

Tracklist:
01. A Voz do Fogo
02. Vitor Hugo (Hoje Utopia, Amanhã Carne e Osso)

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Links: Facebook//Soundcloud

sexta-feira, 1 de novembro de 2013
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Kill Moves - Split 7' with Better Leave Town

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Gênero: Melodic/ Post HC
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: Eu confesso que não estou tão inserido nesse universo do hardcore, nem entendo tanto dos diversos rótulos que o compõem. Só sei que este split dos belorizontinos do Kill Moves traz um post hardcore agitado em de certa forma direto, apesar de suas introspecções.

Em seus pouco mais de seis minutos (afinal é um split, na qual a parte do Kill Moves conta apenas com duas músicas, por isso serei bem sucinto) a banda destoa seus riffs melódicos em suas duas composições, uma com um direcionamento mais direto e agitado e a segunda com mais introspecção.

Agora, só imaginem ao vivo. Ou venham conferir a banda no Exhale the Sound Festival em novembro!


Tracklist:
1- Worn Out
2- A Bright Hush



Download:



domingo, 1 de setembro de 2013
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Cap'n Jazz - Analphabetapolothology

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Gênero: Emo
País: Estados Unidos
Ano: 1998

Comentário: Cap'n Jazz é daquelas bandas que todo mundo deveria ouvir alguma vez. Apesar de não ser exatamente de fácil apreciação - os vocais incomodam muitos que prezam apenas pelo afinamento - o grupo é de uma importância enorme pro rock alternativo dos anos noventa pra cá.


Formada em Chicago no ano de 1989, a banda dos irmãos Kinsella foi uma das mais importantes para o recém-surgido emo. Emo do meio-oeste, como era chamado, não se aproxima do emo que ficou famoso no início dos anos 2000. Essa primeira variação era mais pesada, dramática e derivada do post-hardcore. Seria injusto dizer que não pode-se perceber influências dele no novo emo, mas são poucas e diluídas pelo poder do mercado.

Voltemos a banda do meio-oeste americano, que como eu já disse, foi extremamente influente no cenário do rock alternativo. Isso se deu principalmente pelo som que eles ajudaram a sedimentar. Diferente das melodias mais pesadas e arrastadas de outras bandas emos, o som do Cap'n Jazz era alegre e solto. Era agressivo, mas agressivo mais rápido, como num punk tradicional, não trabalhado com várias camadas de som.

Na seguinte compilação, Analphabetapolothology - haja saco pra escrever isso - a banda mostra o quão delicado poderia ser seu agressivo e cru som. Numa quantidade enorme de faixas, indo das mais pesadas as mais leves, das mais lentas as mais rápidas - mas sempre chorosas - temos uma excepcional amostra do que foi o Cap'n Jazz e o movimento que ele encabeçou

quinta-feira, 25 de julho de 2013
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Pulled Apart By Horses - Discografia

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Grunge, Noise Rock, Post Hardcore.
País: Inglaterra

Comentário: Em um pub qualquer da Inglaterra uma banda prepara seu equipamento em um canto. O lugar é escuro, o palco não tem mais de 30 centímetros de altura, mas quando os primeiros acordes são tocados a energia que preenche o lugar é intensa, o público vai a loucura e a banda dá o sangue no palco. Essa é a essência do rock, desde os primórdios, esse é o Pulled Apart By Horses.

Quando conheci a banda passei horas assistindo vídeos de suas apresentações ao vivo. Uma delas em especial chamou a minha atenção. A banda era uma das atrações do festival norte americano SXSW e o local do show parecia ser o fundo da casa de alguém, o palco era montando em um chão de pedra, atrás dos amplificadores tinha uma árvore e uma cerca típica de casas americanas completava o cenário. Mas, o modo que a banda se comportava me deslumbrou, era como se fosse o show mais importante de suas vidas em uma arena para milhares de pessoas, mas na verdade o público não passava de vinte.
sábado, 13 de abril de 2013
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Pulled Apart By Horses & Blood Red Shoes - Heartsink/Get Off My Ghost Train

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Gênero: Indie, Alternative, Garage Rock, Noise Pop, Post Hardcore, Grunge
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Heartsink/Get Off My Ghost Train é o primeiro de uma série de splits que serão feitos pela gravadora do guitarrista do Pulled Apart By Horses, a Covered Records, todos seguindo esta mesma ideia, uma banda tocando um cover da outra. Para a estreia do projeto o Pulled Apart By Horses convidou o Blood Red Shoes para este split e o resultado é excelente.

O Pulled Apart By Horses foi formado em 2008 em Leeds, na Inglaterra. A banda tem dois ótimos discos em seu currículo, o auto intitulado de 2010 e o ótimo Tough Love de 2012. Os dois discos são altamente recomendados. Para esse Split o Pulled Apart By Horses escolheu aquela que é, provavelmente, a música mais pop do Blood Red Shoes, "Heartsink" e conseguiu imprimir a sua marca na música, com o peso exato que ela precisava.

Vindos de Brighton, Inglaterra, o Blood Red Shoes foi formado em 2004, por Steven Ansell e Laura-Mary Carter. Desde então a dupla vem conquistando cada vez mais espaço na cena Indie pop britânica. A música escolhida pela banda foi "Get Off My Ghost Train". O duo fez um ótimo trabalho transformando a música em algo sombrio e denso, na mesma linha dos últimos lançamentos da banda, In Time To Voices de 2012 e o recentemente lançado Ep Water.

Tracklist:
1. Get Off My Ghost Train
2. Heartsink

MEGA // Novafile

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
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Porco na Cena #19 - August Burns Red + We Came as Romans

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Quentíssimas noites em São Paulo! Calor esse intensificado pela camada cinzenta de poluição, pelo trânsito e pelo aglomerado de pessoas na frente do Carioca Club. Um local que, ainda que eu não goste tanto, se mostra atrativo quanto aos shows. E, falando em show, este deu o que falar: a polêmica troca de datas e de bandas que fez com que muita gente desistisse de assisti-lo; o que era pra ter sido um show em agosto, com acompanhamento do Carnifex e do The Ghost Inside, foi repassada para o dia dois de dezembro, com We Came as Romans e os brasileiros do Anchor no lugar das duas bandas supracitadas - o que ainda era bastante atrativo.

Com sol a pino, chegamos ao local do show lá pelas 16h, com a abertura da casa prevista para as 16h30. Mas, pra quem já foi pelo menos umas duas vezes no Carioca Club, sabe que pode contar com um atraso de meia, até uma hora, e desta vez não foi exceção; só fomos nos dar conta de que a gente estava em Pinheiros pra ver August Burns Red, e não pra ficar bebendo, quando já passavam das 18h.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
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Porco na Cena #18 - Alexisonfire

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O começo de 2012 não foi nada fácil para os fãs de Post-Hardcore: primeiramente foi o Thursday, no fim do ano passado, anunciando um hiato por tempo indeterminado (leia-se: até quando faltar dinheiro). Depois, A Static Lullaby, em janeiro, divulgou o fim definitivo da banda. Como se isso não bastasse, duas outras bandas anunciaram uma Farewell Tour, ou seja, uma turnê de despedida, um adeus em grande estilo. Uma delas foi o Thrice, que não incluiu o Brasil em seu trajeto. A outra lembrou de nossa terra, e a visita se deu de maneira inesquecível, não só para o público, mas tembém para os próprios músicos: o Alexisonfire fez o melhor show do ano em terras nacionais.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012
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This Town Needs Guns - Discografia

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Gênero
: Math Rock/Post-Hardcore/Indie
País: Inglaterra
Ano: 2004 - Atualmente

Comentário: O Math Rock é um estilo que tem as mesmas raízes que o Post-Rock, porém abre mão de longas passagens ambient (embora algumas bandas como o Tera Melos caiam nessa vibe as vezes) para em seu lugar inserir arpejos e tappings rápidos e precisos, acompanhados de uma bateria técnica em compassos incomuns, normalmente completamente assimétricos e variando costantemente o tempo e o próprio compasso. Inicialmente a grande maioria das bandas do estilo são bastante melódicas, e eis o trunfo maior do estilo - em meio a uma provável anarquia de notas rápidas, tappings e baterias insanas surgem melodias perfeitamente belas e ordenadas. Essa fórmula do Math Rock acaba tornando o estilo um membro do guarda-chuva estilístico do Post Rock, mas sendo um de seus membros que mais agradam quem considera o Post-Rock um estilo cansativo, por ter músicas longas demais ou vazias demais. Pelo contrário, o Math Rock tem tal absurda quantidade de elementos em cada música, que é quase impossível não ser surpreendido pelas músicas soarem melódicas no final das contas.

This Town Needs Guns é uma banda de Math Rock, não há dúvidas. Porém, ao contrário da maioria das bandas do estilo que a exemplo do Post-Rock, são instrumentais, esta aqui é uma banda que conta com vocais e eles inclusive são elementos primordiais nas melodias. Essa incursão acaba tornando a banda praticamente um Post-Hardcore ultra técnico e bem mais profundo, afinal, felizmente, quando digo "Post-Hardcore" aqui, estou me referindo àquele de bandas como Sunny Day Real Estate e Mineral, por exemplo. O TTNG não foi exatamente a percussora desse tipo de Math Rock, mas sem dúvida foi uma das que mais conseguiu sucesso com essa receita.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
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Billy Talent - Discografia

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Gênero: Punk Rock / Alternative Rock / Post-Hardcore / Melodic Hardcore
País: Canada
Ano: 2001 – Presente.

Comentário: 8 anos após sua formação, o quarteto canadense Pezz, encontrou problemas quanto à patente  ao assinar o contrato oferecido pela Warner Music Canada's A&R,  forçando-os a aderir um novo nome. Este, baseado em um personagem do romance Hardcore Logo, de Michael Turner.
sábado, 12 de maio de 2012
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Hot Water Music - Exister

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Gênero: Punk Rock/Post-Hardcore/Emo
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Dois anos em hiato e outros seis após o seu fim oficial, a aclamada Hot Water Music está de volta; nos trazendo este CD que é, no mínimo, singular. Num tempo de música eletrônica, indie e influências new wave presente em praticamente todos os gêneros, o quarteto nos traz um lançamento à la old school.
O release, que oficialmente ainda nem foi lançado e que trago em primeira mão a vocês, conta com o já conhecido "vozerão" de Chuck Ragan (que a propósito, acabou se tornando um tanto quanto ego-cêntrico nesse trabalho). A diferença, dessa vez, é que a banda resolveu se reinventar aprofundando o post-hardcore e deixando o emo um pouco de lado.
 Mais pesado e metal que de costume, o álbum, muito bem trabalho -diga se de pasagem-, impõe um ritmo rápido e, contraditoriamente, refrões grudentos que se repetem ao longo das canções, vide State Of Grace, Drag My Body e Pledge Wore Thin.
 Sem ficar atrás do vocal alternado, o instrumental também se destaca pelos riffs contínuos, vindos de Chris Wollard (guitarrista e back-vocal) e Jason Black (baixista); e também pelo ritmo frenético™ da bateria de George Rebelo; como fica claro em Boy, You're Gonna Hurt Someone, Safety e em Paid In Full, que põem o ponto final, ou melhor, a cereja no topo, deste excelente álbum. (In)felizmente, quando você percebe ele já está no fim, nos deixando com aquela (boa e) velha vontade de quero mais, nos forçando a ouvir o álbum continuamente (pelo menos eu ainda não consegui tirá-lo do repeat).

Site//MySpace//LastFM

Tracklist:
1. "Mainline" - 2:32
2. "Boy, You're Gonna Hurt Someone" - 2:34
3. "State Of Grace" - 2:20
4. "Drown In It" - 2:43
5. "Drag My Body" - 3:21
6. "Safety" - 2:50
7. "Exister" - 3:01
8. "Wrong Way" - 3:47
9. "Take No Prisoners" - 3:13
10. "Pledge Wore Thin" - 3:01
11. "No End Left In Sight" - 3:15
12. "The Traps" - 2:47
13. "Paid In Full" - 2:33

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domingo, 1 de abril de 2012
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te’ – 音の中の『痙攣的』な美は、観念を超え肉体に訪れる野生の戦慄。

6 comentários
Gênero: Post-Rock/Math-Rock
País: Japão
Ano: 2012

Comentário: Muitos associam o rock japonês logo de cara com pessoas estranha, usando roupas espalhafatosas, maquiagens carregadíssimas e perucas. Pensam que são bandas de clones de Elke Maravilha ou algum grupo de drag queens performáticos. Mas a realidade é que os japoneses vão muito além dessa onda de bandas que utilizam o visual kei sem pudores e compõe músicas temas de animes.

Te’ (ou té) integra um nicho muito rico no Japão que é o do post-rock, post-rock esse que se envereda por diversas vertentes e ramificações diferentes, o do té conseguimos captar uma essência bem grande tanto do Math-Rock (como sua prima mais conhecida, o Toe) e também do post-hardcore, que dão uma pegada mais enérgica e poderosa o som.

Este novo EP do Té (que eu não colocarei o titulo aqui pela sua enormidade), conta com 3 faixas inéditas, e mais 9 ao vivo, e bem, a performance ao vivo dos japas é extremamente intensa (como pode ser visto no vídeo abaixo). Por fim o que temos como resultado de toda essa salada é um post-rock forte e crescente, com a energia e velocidade do post-hardcore por vezes unido a dissonância e polirritmia do math-rock moldando o ritmo quebrado do som, esse é um prato cheio para todos os apreciadores de música instrumental ou qualquer uma das vertentes citadas acima.

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Tracklist:

1. 音の中の「痙攣的」な美は,観念を超え肉体に訪れる野生の戦慄。
2. 「反復」は時間観を撹拌し,思惟の歩をゆるめ涅槃の郷愁を誘う。
3. 俯瞰も仰視も果ては茫洋な空に対峙す,その偉観こそ真の「現実」
4. 人間は自由なものとして生まれ,至る所で「鎖」に繋がれてゆく。
5. 如何に強大な精神や力といえども知性なくしては「無」に等しい。
6. 天涯万里,必然を起こすは人に在り,偶然を成すは「天」に在り。
7. いつも好転する未来を望み,しかし時節の変化は「恐」れている。
8. 思想とは我々の選ぶものを見せず,我々の好むものを「見」せる。
9. 沈黙中の表情にこそ,言葉選びに勝る本当の雄弁が「存在」する。
10. 夢とは現実という平凡なものに付ける美しさに似た「嘘」の俗称。
11. 言葉を用いて奏でる者は才能に在らず,ただの記憶に「過」ぎぬ。
12. 我々は希望に従って約束をし,恐怖にかられて約束を「果」たす。

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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Cloud Nothings - Attack On Memory

2 comentários

Gênero: Indie Rock/Post-Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Cloud Nothings surge no grupo “gratas surpresas” da música alternativa nos últimos tempos. A banda é recente, começou a apenas 3 anos atrás em um porão em Cleveland, Ohio, e já é responsável por 3 bons álbuns de estúdio, sendo Attack On Memory o melhor até o momento, que fora inclusive a primeira banda de 2012 a receber o selo “Best New Music” da chatissima Pitchfork.

Começou como um projeto de indie rock lo-fi por Dylan Baldi que depois largou a faculdade para se dedicar a música de modo integral e montar um grupo completo. Inicialmente surge muito inspirado pela simplicidade das bandas dos anos 80~90 de indie rock/lo fi como o Guided By Voices, Dinosaur Jr. e Sebadoh, fora óbvias referências ao garage punk dos anos 60. Mas agora, em Attack On Memory, parte dessa simplicidade é largada e dá abertura a fortes influências de post-hardcore, inserindo mais peso e experimentações. O som agora está mais carregado e intenso, cheio de sentimentos, lembrando o trabalho de bandas consagradas como o Thursday e o Sunny Day Real Estate e chega ao climax em Wasted Days, uma música forte de quase 9 minutos de duração.

Por fim só nos resta acompanhar a carreira do grupo e ver até onde vão chegar, por enquanto figuram nas listas dos melhores álbuns lançados em 2012 até o momento.

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Tracklist:

1. No Future/No Past
2. Wasted Days
3. Fall In
4. Stay Useless
5. Separation
6. No Sentiment
7. Our Plans
8. Cut You

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
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Dance Gavin Dance - Downtown Battle Mountain II

0 comentários
Gênero: Post-Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: É bem interessante ver com o Post-Hardcore se regenerou, se modificou bastante e se tornou cada vez mais complexo e, ao mesmo tempo, de maior qualidade. Algumas bandas não sabem dosar todos os elementos do gênero, chegando a extravasar em um tipo de elemento, o que torna a audição meio penosa. O Dance Gavin Dance não é uma delas.
Existente desde 2005, o DGD é capitaneado por Jonny Craig, um cara polivalente que esteve à frente de projetos como o Emarosa e o Isles & Glaciers, além de ter lançado alguns trabalhos solo. Com a banda, Craig consegue harmonizar os gritos rasgados, os vocais limpos e o aspecto progressivo da banda, com solos que beiram ao Mathcore. Tudo isso bem alinhado conquista facilmente os fãs do estilo.
Downtown Battle Mountain II é o último disco da banda, do ano passado, lançado pouco antes de eles decidirem entrar num hiato, algo que deve ser sido um tipo de lei pras bandas de Post-HC no ano passado - Thrice, Thursday e A Static Lullaby tomaram o mesmo caminho. O álbum é uma espécie de continuação do registro de estreia, e traz onze faixas intensas e de muita qualidade.

[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Spooks" - 4:04
  2. "Pounce Bounce" - 2:26
  3. "The Robot with Human Hair Pt. 2 ½" - 4:36
  4. "Thug City" - 3:17
  5. "Need Money" - 3:08
  6. "Elder Goose" - 3:44
  7. "Heat Seeking Ghost of Sex" - 4:07
  8. "Blue Dream" - 4:41
  9. "Privilously Poncheezied" - 3:54
  10. "Swan Soup" - 4:01
  11. "Purple Reign" - 4:43


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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Mutyumu - Il y a

9 comentários

Gênero: Avant-Garde/Experimental/Post-Everything/Neoclassical/etc.
País: Japão
Ano: 2008

Comentário: Os Japoneses são criativos, isso é inegável, ainda mais quando suas criações/invenções tendem para o bizarro, nesse quesito, pra mim, eles são imbatíveis. Porque, por mais inocente, banal ou ordinário que qualquer coisa for, eles possuem a incrível capacidade de tornar aquilo em algo bizarro, é como se fosse um toque de Midas, mas ao invés de ouro, transformam em algo em bizarro. Sei que a palavra “bizarro” já possui intrinsicamente uma conotação pejorativa, mas nesse caso, eu a uso apenas para denotar a condição de extraordinário, e fora do padrão. Porque muitas dessas bizarrices japonesas, não necessariamente são ruins, algumas chocam, outras são engraçadas, non-sense, e já algumas, como é o caso desse disco, são fenomenais, verdadeiras obras-primas. Mas porque todo esse falatório? É porque o álbum, ao qual dedico esse post, expressa exatamente o que eu disse, e retrata muito bem a incrível capacidade dos japoneses de serem bizarramente geniais!

Esse com certeza é um dos trabalhos que eu encontrei mais dificuldade para escrever uma resenha, porque ele é extremamente diverso e possui várias influencias. É aquele tipo de banda que você não consegue encaixar em nenhum tipo de gênero e para as quais se inventaram as tags Experimental, Avant-Garde e Post-Qualquercoisa. E para o grupo em questão, ainda não é suficiente.

Mutyumu, foi formada em 2001 no Japão e lançaram seu primeiro full-length, homônimo, em 2006, e o segundo trabalho foi lançado em 2008, “il y a”, esse que aqui apresento a vocês.

Bem esse é um álbum extremamente diverso, e seria impossivel resumir sua essência em uma resenha, portanto vou tentar dar uma visão beeem geral, pra que também a resenha não fique muito extensa e cansativa de ler.

As três primeiras faixas vão te dar uma boa ideia do que está por vir, e é com se preparassem o ouvinte para o resto do álbum. Começa com "intro - ilya -" que é uma puta de uma introdução, praticamente toda tocada por instrumentos de cordas friccionadas, como violino e violoncelo, muito leve e bela, um pouco melancólica e sombria, mas maravilhosa. Depois vem "die Ewige Wiederkunft” que pode pegar o ouvinte de surpresa, já que sai de uma leve e melodiosa introdução, para de rompante entrar uma guitarra e bateria rápidas, e logo depois o piano, para então tocarem freneticamente até darem uma acalmada, e deixar a canção mais leve, bem no estilo J-Pop, com uma bela e angelical voz feminina, dai pra frente à canção alterna de momentos mais suaves, para mais caóticos, com o piano sempre em evidencia. Então na faixa seguinte “L'œil est Dieu” já começa com a vocalista berrando e o instrumental bem caótico, meio post-hardcore. Daí pra frente cada faixa segue o mesmo padrão, que é o de surpreender o ouvinte.

Durante todo o álbum você vai ouvir violinos, violoncelos, piano, órgão, baixo, guitarra, bateria, sintetizadores, etc. Mas e a sonoridade? Bom, essa é extraordinária, do inicio ao fim, mas cada canção é única. Posso tentar citar algumas influências percebidas ao longo do disco que são Death Metal, Post-Hardcore, Post-Rock, Neoclássico, Jazz, Noise, Música Sacra, Folk, J-Pop, etc, etc, etc. Mas tudo isso misturado de forma coesa e executado com maestria pelos integrantes, que são versáteis e virtuosos, de forma que você pode ouvir duas músicas do mesmo álbum e pensar que são de bandas distintas. Um destaque especial para a vocalista Hachisunoit, que pode cantar como um anjo, ou berrar com um demônio. As canções ora são melodiosas, profundas, etéreas, caóticas, descontraídas, reflexivas, sublimes, atmosféricas, envolventes, bizarras, e muito, muito mais.

Essa foi uma falha tentaiva de colocar em palavras aquilo que não se pode expressar. Então sem mais enrolação, baixem o álbum, e desfrutem dessa obra ímpar.

[Site//MySpace//LastFM]

Tracklist:

1.intro - il y a - - (2:25)
2.die Ewige Wiederkunft - (6:14)
3.L'ceil est Dieu - (4:32)
4.toi et moi - (5:21)
5.repetitional existence - (5:52)
6.doxa incarnate - (4:31)
7.unforgiven - (6:12)
8.raison d'etre - (6:20)
9.sappho - (4:54)
10.prayer - (10:27)
11.hai no hi - (4:07)

Dowload:

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
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Thrice - Major/Minor

0 comentários
Gênero: Post-Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Quem tem lá entre seus vinte e vinte e três anos de idade certamente iniciou a formação do gosto musical lá pelos idos do fim da década de noventa, início dos anos 2000. Se você olhar pra trás, muitas das bandas das quais você curtia lhe causam vergonha, hoje em dia. Outras, você simplesmente não vê mais tanta empolgação em suas músicas, mas ainda guarda um espaço sentimental pra elas na sua biblioteca. Algumas poucas, entretanto, subsistem pétreas na sua consideração, tendo evoluído através dos anos a ponto de te cativar em diferentes fases da sua vida. Pra quem se embrenhou pelos meios do Hardcore, o que levou automaticamente ao Post-Hardcore, o Thrice certamente é uma dessas bandas.
Com oito álbuns nas costas, os californianos se consagraram como um dos maiores expoentes de seu gênero, consolidando uma carreira invejável. No finalzinho do ano passado anunciaram um hiato de duração indeterminada. Antes disso, porém, lançaram um álbum de extrema qualidade.
Major/Minor prossegue no sentido de amadurecimento que a banda vinha tomando desde o Vheissu, de 2005, e mostra que mais de dez anos de entrosamento resultam em grandes qualidades. Sentimental, carregado de emoções e impecavelmente melódico, o álbum significou ao grupo uma despedida compatível com tudo aquilo que eles representam. Que descansem, façam projetos paralelos e, de preferência, voltem a nos brindar com álbuns primorosos.

[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Yellow Belly" – 3:58
  2. "Promises" – 4:09
  3. "Blinded" – 4:24
  4. "Cataracts" – 4:03
  5. "Call It in the Air" – 4:37
  6. "Treading Paper" – 4:41
  7. "Blur" – 3:14
  8. "Words in the Water" – 6:26
  9. "Listen Through Me" – 4:37
  10. "Anthology" – 4:24
  11. "Disarmed" – 4:49



Bayfiles

Quem escreve e faz os uploads:

 
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