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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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James Vincent McMorrow - Post Tropical

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Gênero: Indie Folk / Art Pop / Contemporary RnB
País: Irlanda
Ano: 2014

Comentário: Um dos bons dilemas que a internet nos traz é a quantidade inesgotável de informação que nos coloca à disposição. Isso se aplica à música de uma maneira muito simples: há pouco tempo pra muito álbum. Mal conseguimos passar a régua em tudo o que tínhamos vontade de conferir liberado no ano que passou, e 2014 já começa a nos brindar com pérolas que nos fazem deixar de lado a atualização musical da tag #2013. O primeiro registro que brilha à distância neste ano vem da Irlanda, e mistura Soul, Indie e Folk de uma maneira apaixonante: Post Tropical, de James Vincent McMorrow abre os trabalhos de um ano de muitas expectativas.
Quando a Vagrant Records trouxe o trabalho do compositor ao outro lado do oceano, em 2010, ele se tornou um estranho no ninho em meio aos outros artistas do selo, cujo rol, em sua maioria, era formado por bandas de Screamo e Post-Hardcore. Quatro anos mais tarde, é possível ver que o crew da gravadora diversificou bastante de estilos, sendo possível afirmar que McMorrow abriu a porteira para essa diversificação.
A palavra de ordem em Post Tropical é atmosfera: os arranjos suaves de piano, acompanhados de elementos pontuais de música eletrônica, dão o tom do disco e enfeitam perfeitamente o constante falsete do talentoso músico. Sua voz é diferente, seu canto emana um tom que não estamos acostumados a ouvir com muita frequência. Logo na faixa de abertura, Cavalier, nos deparamos com uma composição profunda e uma performance de muita entrega, coisa que se repete em quase todo o registro. Gold, All Points e Look Out são outros três exemplos de grande aplicação de emoção nos vocais. Todas elas seguem uma fórmula bastante eficaz: a da elevação. É possível notar que, em todas essas faixas, o tom da canção, por meio de seus arranjos, vai aumentando gradativamente, até se chegar no clímax e, a partir daí, descer novamente e terminar na mesma calmaria que se apresentou de início.
Trata-se de um registro bastante compacto, com dez faixas redondinhas e perfeitas para o seu propósito. Sem dúvida alguma, Post Tropical é um trabalho bastante alvissareiro para aqueles que gostavam do Bon Iver, mas não gostaram do Volcano Choir, seu novo projeto; ou pra quem curtia o City and Colour, mas não se animou lá grandes coisas com o rumo que a carreira dele tomou enquanto se afastava do folk. McMorrow consegue preencher esse vazio, inovar e dar uma guinada em sua carreira, tudo com apenas dez canções.




Tracklist:

  1. "Cavalier" - 4:43
  2. "The Lakes" - 4:07
  3. "Red Dust" - 4:01
  4. "Gold" - 3:00
  5. "All Points" - 3:43
  6. "Look Out" - 3:26
  7. "Repeating" - 4:38
  8. "Post Tropical" - 4:33
  9. "Glacier" - 4:09
  10. "Outside, Digging" - 4:31


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
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Kelela - Cut 4 Me

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Gênero: Contemporary RnB / UK Bass / Neo-Soul
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Um dos maiores clichês do mundo artístico se consubstancia na afirmação de que a dor transforma o artista. De momentos difíceis advém grandes obras. Com base nisso, podemos citar inúmeros poetas que, por se tornarem reclusos e solitários, presentearam o mundo com extensas e intrincadas obras, que séculos depois de sua assinatura remanescem relevantes ao mundo moderno. Dito isto, nos perguntamos: quantas vezes um pé na bunda teve como efeito indireto a confecção de uma obra de grande qualidade? Acreditamos que este número seja inestimável. O disco que ora apresentamos é mais um exemplo dessa saga: Cut 4 Me, mixtape que apresenta a cantora Kelela ao mundo, se deve em grande parte ao término traumático de um relacionamento.
Sem medo nenhum de soar piegas, a artista afirma em entrevista que o grande grau de emoção incutido nas faixas do registro se deve, em muito, à dissolução da parceria afetiva com Tosin Abasi, da banda de metal progressivo Animal As Leaders. Ela deu declarações de que queria perpassar às faixas uma sensação que é familiar a todos nós: o sentimento que nos invade quando alguém diz que nos ama, mas ao mesmo tempo nos magoa, característica inerente à condição permanentemente contraditória do ser humano.
No entanto, Kelela não queria se passar por vítima, ou ainda parecer mais uma moça frágil e chorosa, que não se sustenta pelas próprias pernas face a uma desilusão amorosa. Queria se mostrar altiva - "sair por cima", no popular. Não queria se lamentar, mas sim analisar profundamente as consequências dolorosas da situação.
O que podemos afirmar é que ela, com certeza, atingiu seu alvo. Cut 4 Me é um registrado recheado de letras emotivamente potentes e muito bem elaboradas, além de vocais temperados por uma paixão avassaladora, no que ousamos cravar que, nesse quesito, nada a superou no ano passado. Faixas como Enemy e Do It Again são os exemplos que melhor sintetizam essas duas características latentes da mixtape.
Como se não bastassem todos esses predicados, há mais um trunfo, este dos mais efetivos: a produção. Prodigiosos arranjos que não devem a nada a qualquer artista de música eletrônica experimental ladeiam a cantora de modo perfeito, completando uma sintonia ímpar. Gente como Girl Unity, Bok Bok, Jam City, Nguzunguzu - o melhor deles, em nossa opinião - se dedicando de modo irreprochável. Trata-se de experimentalismo eletrônico e vocais de Soul Music combinados em homogeneidade há muito não vista.
A sensualidade do Contemporary RnB ganha uma potente representante, um legítimo exemplar da mais admirável beleza negra: esta descendente de etíopes se dedicou pra valer em uma "mera" mixtape. Nem precisamos dizer o quão ansiosos estamos para o seu primeiro disco de carreira.


Tracklist:

  1. "Guns & Synths" - 2:56
  2. "Enemy" - 4:17
  3. "Floor Show" - 4:38
  4. "Do It Again" - 3:00
  5. "Go All Night (Let Me Roll)" - 1:43
  6. "Bank Head" (Extended) - 5:02
  7. "Cut 4 Me" - 3:53
  8. "Keep It Cool" - 4:10
  9. "Send Me Out" - 4:12
  10. "Go All Night (Let It Burn)" - 1:47
  11. "Something Else" - 4:07
  12. "A Lie" - 3:40
  13. "Cherry Coffee" - 6:00


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domingo, 19 de janeiro de 2014
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Robert Glasper Experiment - Black Radio 2 (Deluxe Edition)

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Gênero: Neo Soul / Neo Jazz / Hip Hop / R&B
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Dando sequência à minha lista de melhores do ano passado, trago aqui um dos projetos mais interessantes que tive oportunidade de escutar nestes últimos tempos. Para quem não conhece, eu explico. Robert Glasper é um pianista de Jazz e dos bons. O objetivo de Robert neste projeto porém é mostrar que se pode fazer músicas originais, instigantes e belas sem desagradar o "Deus Mercado".

Para atingir sua meta, Robert Glasper conta com o apoio de uma moçada sempre muito talentosa. Enquanto o primeiro Black Radio contava com gente como Erykah Baduh e Mos Def, o segundo traz um pessoal como a musa do Neo Jazz Norah Jones, o competente rapper Common, o soulmen Anthony Hamilton e muitos outros.

Enquanto o primeiro Black Radio era mais experimental, trazendo alguns covers interessantes. O segundo acerta o pop em cheio e o efeito colateral, como era de se esperar, é o piano do Robert bem menos proeminente.

Primeiro grande destaque é "I Stand Alone" aonde a sinergia entre a voz do Patrick Stump do Fall Out Boy e o piano de Glasper impressiona com um refrão graciosamente colocado entre os versos matadores do Common. A performance sempre estonteante da Jill Scott marca presença em Calls, uma canção baseada na repetição, mas ainda assim muito bonita.

Minha favorita é Yet To Find aonde Anthony Hamilton mostra o razão dele ser um dos melhores cantores da atualidade, a influência da música Gospel é nítida e a interpretação do Hamilton dispensa comentários. A versão de Jesus Children do Stevie Wonder é quase tão comovente quanto a original. Mais um lançamento que não se pode deixar passar.

"Thank God we've still got musicians and thinkers whose obsession with excellence and whose hunger for greatness remind us that we should all be unsatisfied with mimicking the popular, rather than mining the fertile veins of creativity that God placed deep inside each of us."

P.S.: O formato dos arquivos não é MP3, mas sim, MPEG-4 (256 kbps).


Tracklist:
01. Baby Tonight (Black Radio 2 Theme / Mic Check 2)
02. I Stand Alone (feat. Common & Patrick Stump)
03. What Are We Doing (feat. Brandy)
04. Calls (feat. Jill Scott)
05. Worries (feat. Dwele)
06. Trust (feat. Marsha Ambrosius)
07. Yet To Find (feat. Anthony Hamilton)
08. You Own Me (feat. Faith Evans)
09. Let It Ride (feat. Norah Jones)
10. Persevere (feat. Snoop Dogg, Lupe Fiasco & Luke James)
11. Somebody Else (feat. Emeli Sandé)
12. Jesus Children (feat. Lalah Hathaway & Malcolm Jamal Warner)
13. Big Girl Body (feat. Eric Roberson)
14. You're My Everything (feat. Bilal & Jazmine Sullivan)
15. I Don't Even Care (feat. Macy Gray & Jean Grae)
16. Lovely Day
17. Trust (feat. Marsha Ambrosius & Common)


Download: MEGA
sábado, 9 de novembro de 2013
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Al Green - I'm Still In Love With You

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Gênero: Soul / R&B / Gospel
País: EUA
Ano: 1972

Comentário: Eu não sei quanto a vocês, leitores. Mas música é uma das minhas maiores paixões, costumo dizer que minha vida possui uma trilha sonora composta por canções que se modificam de acordo com meu humor, porém em termos de emoções, Al Green é um artista completo. Ele pode te fazer sentir triste ou alegre com um mesmo disco, mas solitário você jamais se sentirá.

Al Green foi o melhor cantor dentro da música gospel e um dos melhores da música secular, dono de uma voz sedutora e controlada. Ele canta como se sentisse a música, como se sussurrasse nos ouvidos da amada. Toda essa paixão é melhor representada em “Simply Beautiful”.

Os arranjos do disco, apesar de não serem complexos, são bastante precisos, em perfeita sintonia com o principal destaque, a voz de Al Green. Após colocar suas mãos em "Oh, Pretty Woman" do Roy Orbison, ele faz sua mágica e injeta doses do melhor R&B, em uma bela interpretação, provando que existe vida além do Rock and Roll, algo que eu demorei um tempo para perceber.

A percussão e o órgão que dão início a "I'm Glad You're Mine" vão fazer você querer dançar, mas tenha cuidado para que os metais e os falsetes do Al Green em "I'm Still in Love With You" não te façam ligar para alguma ex-namorada, querendo consertar as pendências daquele amor mal resolvido.

Al Green e sua música esbanjam algo que muitos artistas de hoje fracassam ao perseguir, carisma e elegância. Eu não deixaria de conferir este clássico de 1972.


Tracklist:
01. I'm Still in Love With You
02. I'm Glad You're Mine
03. Love and Happiness
04. What a Wonderful Thing Love Is
05. Simply Beautiful
06. Oh, Pretty Woman
07. For the Good Times
08. Look What You Done for Me
09. One of These Good Old Days


Download: Bayfiles//ZippyShare//Ziddu//Freakshare
domingo, 13 de outubro de 2013
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Noora Noor – Soul Deep

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Gênero: Blues, R&B
País: Somália
Ano: 2009

Comentário: O Blues tem uma magia certeira, algo criado pela mistura de instrumentos e dança de melodias, algo que certamente te atinge e conquista na hora, mas para isso é fortemente necessário uma voz potente, suave e sentimental ao mesmo tempo. Bem, Noora Noor pode se orgulhar, pois a voz dela é exatamente com essas características e ela faz um incrível disco, recheado de referencias e bom gosto.

O disco abre com “What Man Have Done”, e logo percebemos que o disco não vai se limitar a um estilo, mas vai arriscar, variar e misturar. Nessa primeira musica, por exemplo, nos somos apresentados a sons eletrônicos misturados com um clima bem R&B. Mas é na segunda musica que o disco começa a se abrir e mostrar suas “garras”. “Someone You Use” traz uma musica com um clima bem gospel, embora sua letra não se agarre a esse estilo, pelo contrario, ela reflete um desabafo que fica ótimo na voz de Noora, que a cada musica mostra um poder musical incrível.

É difícil escolher o ponto alto do disco, mas aposto em “Forget What I Said”, que mostra um autentico Blues e uma guitarra com suas melhores melodias casando perfeitamente com a voz cheia de dor de Noora. “Your Good Thing” se mostra uma boa sequencia para sua antecessora, e não decepciona ao mostrar suavidade nas melodias e agressividade no vocal.

Destaco aqui também “Dedication”, “Die For You” e “Move On Up” que não deixam o disco cair e provam sua força.


Tracklist:
1. What Man Have Done
2. Someone You Use
3. Funky Way
4. Forget What I Said
5. Your Good Thing
6. Little Ghetto Boy
7. She Will Break Your Heart
8. Dedication
9. Musiq
10. Die For You
11. Move On Up
12. You Will Always Be Free

Download: Mega / Mirror
terça-feira, 17 de setembro de 2013
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Selah Sue - Selah Sue

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Gênero: Soul / Reggae /  RnB
País: Bélgica
Ano: 2011

Comentário: Assim como, acredito eu, a maioria de vocês, também não estava lá muito animado com o Rock in Rio. O evento, que ao tornar Cláudia Leitte e Ivete Sangalo algumas de suas atrações principais nos últimos anos se tornou piada pronta, não empolgou muita gente, exceto os fãs mais ávidos de um ou outro artista. Como festival, em si, não revela mais a importância de que era gravado outrora, nem traz ao Brasil muitos shows inéditos ou verdadeiramente alternativos. Sinceramente? Não tenho nada contra. sei que a última tendência nesse mundinho raivoso que é a internet é odiar tudo o que está na moda. Isso é algo que tem me irritado profundamente nos facebooks alheios e é por isso mesmo que pouco me importa se Beyoncé ou Justin Timberlake fechando o ROCK in Rio pode ser algum tipo de contradição - dois artistas aos quais, aliás, passei a nutrir um grande respeito nos últimos anos.
Pois bem, algo mudou no quesito "o Rock in Rio não trará novidades" quando na sexta feira, meio que por acaso, acabei passando pelo multishow no fim de tarde. Na tela estava uma loirinha mirrada, magra, de olhos assustadoramente azuis e com uma voz extremamente diferente de tudo o que já tinha ouvido sair da garganta de cantoras que batem com o seu tipo físico. E que voz! Confesso que nos primeiros minutos seu tom não me agradou muito, soava meio forçado, mas de cara eu já pensei: "isso deve ser sensacional em gravação de estúdio". Poucos instantes depois, entretanto, já me via completamente envolvido pela apresentação. Uma participação dispensável de Maria Rita - nada contra, até gosto da artista brasileira, mas nada que acrescentasse coisa alguma ao que já vinha ocorrendo - e o show se finda, deixando uma imensa vontade de pesquisar mais sobre aquela que eu ainda nem sabia o nome.
Selah Sue é a alcunha pela qual atende. E ela vem de um país do qual não estamos exatamente acostumados a receber música: a Bélgica. A pesquisa retornou que ela possui apenas um debut album até o momento, este homônimo que vos apresento. E é sensacional: uma mistura fina de reggae e soul com um vozeirão alternativo demonstra muito conteúdo e uma espantosa maturidade pra uma candidata a diva de meros vinte e quatro anos (vinte e dois à época de seu lançamento).
É incrível sua capacidade de vagar entre dois estilos que não são comumente conjugados, como o Reggae e o Soul. Em Peace of Mind por exemplo, recebemos sua voz envolvente até um refrão que beira ao Hip Hop, permeia o reggae e se aprofunda em manter o ouvinte imerso na excelente produção. A produção, aliás, se mantém nesse nível por todo o registro.
Se não é um disco perfeito - confesso, as últimas faixas são muito semelhantes umas às outras -, seu álbum de estreia revela, ao menos, um potencial gigantesco, que torcemos para que seja delicadamente explorado. É impossível não enxergar um quê de Amy Winehouse em suas interpretações, mas sem perder a originalidade: é nítido que Sue não quer viver à sombra dessas comparações, e busca uma identidade toda sua. Não esperava muito do Rock In Rio, mas o pouco com que me brindou me fez criar uma expectativa enorme sobre o futuro da música belga. Uma surpresa bastante agradável.





Tracklist:
  1. "This World" - 4:45
  2. "Peace of Mind" - 4:03
  3. "Raggamuffin" - 2:40
  4. "Crazy Vibes" - 3:48
  5. "Black Part Love" - 4:03
  6. "Mommy" - 3:37
  7. "Explanations" - 2:47
  8. "Please" (feat. Cee Lo Green) - 5:05
  9. "Summertime" - 4:41
  10. "Crazy Sufferin Style" - 4:08
  11. "Fyah Fyah" - 4:02
  12. "Just Because I Do" - 2:53

 
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sábado, 24 de agosto de 2013
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Nina Simone - Silk & Soul

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Gênero: Jazz / R&B / Soul / Blues / Gospel
País: EUA
Ano: 1967

Comentário: Atendendo aos pedidos da Ariel, eu decidi escrever sobre uma mulher que, além de magnífica pianista, cantora e compositora, acabou tornando-se um ícone da luta contra o racismo e o machismo.

Em sua carreira, Simone passeou por diversos gêneros musicais, em Silk & Soul não poderia ser de outra forma. Eu consigo dividir o disco em duas partes, uma parte "Silk", aveludada e doce. A segunda parte seria a "Soul", sensual e dançante. Claro que essa divisão não é natural e nem tão clara, foi só uma forma de facilitar a análise do disco, quando o assunto é Nina Simone, as coisas nunca são tão preto no branco.

A primeira parte é composta pelas belíssimas Turning Point, Cherish, The Look Of Love, Love O' Love e a autoral, Consummation. Em Turning Point, Nina conta a estória de uma pequena garota que não pode brincar com sua coleguinha de classe, pois sua mãe não aprova que ela se divirta com meninas com a pele "cor de chocolate". Apesar da pesada crítica social, a performance de Nina é tão estonteante a ponto de fazer parecer que a música é uma canção de ninar. Consummation é outra que vale destacar, baseada na obra de Sebastian Bach, o compositor favorito de Nina. É também o momento mais emotivo e aonde ela mostra toda a força de suas cordas vocais.

Da segunda parte, a versão de I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free de Billy Taylor é um dos destaques com a emoção na voz de Nina crescendo conforme o andamento da canção se acelera. Já Some Say é um mergulho no melhor do Soul, com um trabalho lindo de percussão e nos metais.

Silk & Soul é só mais uma prova do quão versátil Nina Simone pode ser, do quanto ela se sente à vontade lutando ou amando, talvez as duas coisas nem estejam tão distantes, não sei. O que eu sei é que você não deveria deixar de conferir este pedaço da discografia impecável de Nina Simone.

"Calling me a jazz singer was a way of ignoring my musical background because I didn't fit into white ideas of what a black performer should be. It was a racist thing; 'If she's black she must be a jazz singer."


Tracklist:
01. It Be's That Way Sometimes
02. The Look Of Love
03. Go To Hell
04. Love O' Love
05. Cherish
06. I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free
07. Turn Me On
08. Turning Point
09. Some Say
10. Consummation

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terça-feira, 20 de agosto de 2013
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The Man with the Iron Fists - OST

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Gênero: Hip-Hop/Rap, R&B e Neo-Soul
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: RZA ataca novamente!
Provavelmente o mais bem sucedido membro do lendário grupo de rap Wu-Tang, Robert Diggs parece ter aberto mão de sua carreira como MC para trabalhar apenas com produções; sejam elas qual forem, já que trabalhou com Jay-Z e Kanye West em Watch the Throne e, ano passado, até contribiu com vocais no EP Letur-Lefr, de John Frusciante.

Bandcamp / Last.fm

 Mas, se engana (e muito) quem pensa que essa mudança tira-o do foco dos holofotes. Na verdade, essa parece até ter inflado ainda mais seu ego, como podermos ver no mais recente longa metragem de Quentin Tarantino, onde RZA não só estrelou o personagem principal como também exerceu o cargo de produtor executivo, sendo responsável por toda a trilha sonora. O resultado? Bom, ele ganhou um espacinho aqui no blog, então hei de imaginar-se que foi muito bom...

 A proposta de O Homem dos Punhos de Ferro é simples: trazer de volta um clássico gênero antigo. Porém, para que faça sucesso, é necessário que adapte-o, atualize-o. E, se essa resenha fosse sobre o filme estaríamos falando de asiáticos e suas artes marciais, mas como se trata da trilha sonora, estamos falando mesmo é sobre R&B, Soul e sua mescla com o Hip-Hop. -- Na verdade Neo-Soul, mas isso é só um detalhe. Assim como a participação do The Black Keys.



 A produção conta com grandes nomes. Dentre eles algumas figurinhas já carimbadas dos fãs de rap, como membros do Wu-Tang Clan (Method Man, Raekwon e outros), também novos nomes como Kanye West, Wiz Khalifa e até Freddie Gibs.
No entanto, o destaque vai para o outro lado da moeda, vai para os verdadeiros cantores: Corrine Bailey Rae, Mable John, Frances Yip, The Revelations e Tre Williams -- porque afinal, venhamos e convenhamos, hip-hop não foi feito para compor filmes... Deixo, portanto, pra eles o pódio, mas mais especificamente para os últimos dois pela belíssima canção "I Forgot To Be Your Lover" (abaixo).

Tracklist:
1. "The Baddest Man Alive" The Black Keys & RZA - 3:51
2. "Black Out" Ghostface Killah, M.O.P. & Pharoahe Monch - 4:12
3. "White Dress" Kanye West - 3:35
4. "I Forgot To Be Your Lover" The Revelations feat. Tre Williams - 3:22
5. "Get Your Way (Sex Is A Weapon)" Idol Warship - 4:11
6. "Rivers of Blood" Wu-Tang Clan & Kool G Rap - 4:41
7. "Built for This" Method Man, Freddie Gibs & StreetLife - 4:25
8. "The Archer" Killa Sin - 2:56
9. "Just Blowin' In The Wind" RZA & Flatbush Zombies - 4:34
10. "Chains" Corrine Bailey Rae - 3:42
11. "Tick, Tock" Pusha T, Raekwon, Joell Ortiz & Danny Brown - 6:18
12. "Green Is The Mountain" Frances Yip - 2:58
13. "Six Directions of Boxing" Wu-Tang Clan - 4:51
14. "Your Good Thing Is About To End" Mable John - 2:58
15. "I Go Hard" Wiz Khalifa, Ghostface Killah & Boy Jones - 4:17

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sábado, 17 de agosto de 2013
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Justin Timberlake - The 20/20 Experience

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Gênero: Neo Soul / R&B / Pop / Hip Hop / Outros
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Ok, você pode acusar o Justin Timberlake de ser muita coisa, mas você não pode acusá-lo de não ser esperto. O que ele fez em The 20/20 Experience foi aproximar seu som da onda de retomada do Soul que está rolando no mercado americano, onda que trás consigo gente muito talentosa como John Legend e Raphael Saadiq, mas que é assunto pra outra resenha, o que eu quero dizer aqui, é que só um cara bem esperto fica sete anos sem lançar nada e ainda consegue causar o murmurinho que The 20/20 Experience causou.

Pusher Love Girl, canção de abertura, é muito longa e repetitiva, como infelizmente todas as demais. Não chega a ser dançante, mas você também não consegue ficar parado. Suit & Tie é uma mistura legal de R&B e Pop, a participação do Jay-Z não é brilhante, mas é efetiva. Finalmente chegamos em Don't Hold The Wall, um dos pontos altos disco, com diversos andamentos, abordando diversos gêneros musicais.

Daí em diante as coisas começam a desandar, Strawberry Bubblegum até ganha alguns pontos por conta da ousadia de misturar R&B, música eletrônica e terminar com uma levada bem abrasileirada, mas também sofre com o problema da repetitividade e com as letras pífias. Chegamos na insuportável Tunnel Vision que chega a me lembra o tal "funk carioca". Até que em Spaceship Coupe você perde toda esperança, pensa que a coisa desandou de vez, com uma das letras mais bregas e piegas da história, enjoativa. Na hora de escutar é uma faixa que você deveria pular, mas se quiser ouvir, vá por sua conta e risco e se vomitar no final, a culpa não é minha.

That Girl é a luz no final do túnel, um soul bem tranquilo com um pouco de Hip Hop, mistura que até pode parecer bobinha, mas que flui fácil e é aonde o Justin, que não tem uma grande voz, encontra sua melhor interpretação. Let The Groove In é a melhor do disco, a mistura de R&B e música africana não podia ter dado mais certo, é o tipo de coisa que eu gostaria de ver outtros artistas tentando também, o resultado seria, no mínimo, interessante. Mirrors se parece mais com os trabalhos antigos do Justin Timberlake, não é nada demais, mas não chega a comprometer. O disco termina com a profunda (isso mesmo, eu escrevi certo, PROFUNDA) Blue Ocean Floor. A canção é linda, o som de uma pessoa respirando e de água se movendo compõem um fundo sonoro hipnotizante.

No final das contas, The 20/20 Experience é um bom disco, sofre com as letras ruins, a canções muito longas e repetitivas. Mas se ignorar os defeitos, você vai encontrar coisas bem legais e a vontade de fazer algo diferente daquilo que predomina no show business americano. O que esperar do próximo disco de Justin Timberlake? Só as vendas e o mercado poderão nos dizer, espero que ele siga pelo mesmo caminho.


Tracklist:
01. Pusher Love Girl
02. Suit & Tie (Feat. Jay-Z)
03. Don't Hold The Wall
04. Strawberry Bubblegum
05. Tunnel Vision
06. Spaceship Coupe
07. That Girl
08. Let The Groove In
09. Mirrors
10. Blue Ocean Floor

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segunda-feira, 22 de julho de 2013
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Roberta Flack - Quiet Fire

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Gênero: Soul / R&B / Jazz
País: EUA
Ano: 1971

Comentário: Dona de uma das mais belas vozes da década de 1970 e de uma discografia impecável, Roberta Flack é um pouco diferente de suas colegas, como a Aretha Franklin, ela não altera a melodia das músicas originais que regrava, pois não precisa disto para transformar suas versões em algo único e pessoal.

No máximo, ela reduz o andamento das canções, apostando em arranjos simples, mas belos e na força das palavras e de sua própria voz para emocionar. Com exceção de Go Up Moses e Sunday and Sister Jones, ponto alto do disco, as canções são bem tristes e com andamento lento.

Quiet Fire é dos discos mais inspirados da carreira de Flack, recheado com versões, talvez ainda melhores que as originais, de ótimas música como Bridge Over Troubled Water do Paul Simon e a linda balada Will You Still Love Me Tomorrow da Carole King. Não deixe de conferir.


Tracklist:
01. Go Up Moses
02. Bridge Over Troubled Water
03. Sunday and Sister Jones
04. See You Then
05. Will You Still Love Me Tomorrow
06. To Love Somebody
07. Let Them Talk
08. Sweet Bitter Love

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sábado, 25 de maio de 2013
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Hugh Laurie - Didn't It Rain

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Gênero: Blues / Tango / R&B
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Hugh Laurie sempre mostrou seu talento com musica no seriado House, e quando o aclamado programa acabou Hugh decidiu mergulhar de cabeça nas aguas da musica, fazendo interpretações de clássicos do Blues. Em 2011 lançou seu ótimo disco chamado “Let Them Talk” um disco que apresentava uma atmosfera melancólica e feliz ao mesmo tempo.

E agora, não tanto tempo depois, ele lança “Didn’t Rain”, que segue o tipo do primeiro disco, e faz interpretações de clássicos. Mas se engana aquele que pensa que Hugh continua nesse disco o Blues do disco passado, pois em “Didn’t Rain”, Laurie decide variar e nos apresenta um disco que, claro, possui blues, mas também possui um ótimo tango e um arranjo de tirar o folego.

Começando com “The St. Louis Blues” o disco já mostra ser diferente, a musica possui um clima divertido, na qual os instrumentos dançam entre si fazendo uma agradável dança de melodias.

“Kiss By Fire” é a primeira musica a roubar totalmente a atenção, é um autentico tango, cantado por uma doce voz feminina que começa com espanhol e depois cede ao inglês para acompanhar Hugh.

segunda-feira, 20 de maio de 2013
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Charles Bradley - No Time For Dreaming

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Gênero: Soul / Funk / R&B
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Chega a ser triste Charles Bradley ter lançado o primeiro trabalho somente aos 62 anos. Com seu vozeirão e aquele visual badass, Bradley cria uma energia contagiante, uma espécie de conexão com o ouvinte.

A musicalidade de Bradley parece ser nascida da mistura de James Brown, Otis Redding e Lee Fields. Os gritos, a emoção e os belos arranjos dos grandes clássicos da música Soul em pleno século XXI.

O disco já abre com a politizada The World (Is Going Up In Flames) com seu teclado pesaroso e melancólicos backing vocals, até que a voz de Bradley vai crescendo, explodindo em um refrão emocionante. Minha faixa preferida entretanto é a relaxante Lovin You, Baby. A canção começa guiada pela bateria e vai se encorpando em uma declaração de amor muito bonita, os trompetes e saxofones dão o toque final quando Bradley perde o fôlego, após mais uma interpretação vinda do fundo do coração.

Na verdade, eu não preciso falar mais nada a respeito de Charles Bradley, sua música fala por si só, salta da caixa-de-som e te dá uma verdadeira lição de vida.


Tracklist:
01. The World (Is Going Up In Flames)
02. The Telephone Song
03. Golden Rule
04. I Believe In Your Love
05. Trouble In The Land
06. Lovin You, Baby
07. No Time For Dreaming
08. How Long
09. In You (I Found A Love)
10. Why Is It So Hard
11. Since Our Last Goodbye
12. Heartaches And Pain



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quinta-feira, 25 de abril de 2013
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Chet Faker - Thinking In Textures

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Gênero: Post-Dubstep / R&B / Lo-Fi / Chill Out
País: Austrália
Ano: 2012

Comentário: Não entendo muito a respeito de música eletrônica, conheci o James Blake aqui no blog e a sonoridade me agradou, resolvi procurar mais fundo, meio às cegas, dentro do tal Dubstep.

Desisti depois do primeiro clipe do Skrillex, rs. Mas uma boa recordação que me restou dessa busca foi Thinking In Textures do Nick Murphy ou Chet Faker se preferirem. Foi também "meio às cegas" que o Chet começou a fazer seu som, de forma bem despretensiosa mesmo e despretensiosa é um bom adjetivo para sua música. Entretanto o cover que ele fez da canção "No Diggity" do grupo de R&B Blackstreet se transformou em um viral na internet. A partir de então o projeto cresceu até render seu primeiro fruto.

O que você pode esperar de Thinking In Textures são batidas bem relaxantes e a bela voz de Chet. Não tenho certeza se é uma influência, mas acredito que Chet Faker seja uma alusão a outro Chet que também tinha essas características. No fim das contas, o trabalho de Chet é uma coesa e calma viagem pelo mundo do R&B, Jazz e Dubstep e eu recomendo que você compre apenas a passagem de ida. Baixe!


Tracklist:
01. I'm Into You
02. Terms and Conditions
03. No Diggity
04. Love and Feeling
05. Cigarettes and Chocolate
06. Solo Sunrise
07. Everything I Wanted



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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
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Jeremih - Late Nights with Jeremih

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Gênero: Contemporary R&B / Pop Rap
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Quem acredita sempre alcança. A frase pode soar clichê, mas Jeremih Felton, conhecido no mundo da música apenas pelo seu primeiro nome, nela se fiou até conseguir chamar a atenção de algum nicho para o seu trabalho. Com seus dois primeiros discos, um homônimo, de 2009, e All About You, de 2010, Jeremih mostrou uma certa evolução, mas não a ponto de o destacá-lo de forma veemente no mercado da música. Em cada um deles, Jeremih emplacou um single - Birthday Sex e Down On Me, respectivamente - mas nenhum de forma avassaladora. Sua busca pelo mainstream era financiada pela Def Jam Recordings, gravadora que se reveza entre o Pop e o Hip Hop. Tido como um dos grandes potenciais dentre o rol de artistas do selo (que conta com nomes como Ne-Yo e Rihanna), Jeremih nunca conseguiu se estabelecer como cantir pop de sucesso, sendo suas aventuras no gênero bem medianas.
Pois bem, anunciado um terceiro álbum para o ano passado, desentendimentos com a gravadora fizeram com que o disco fosse adiado. Recebeu, então, uma permissão para lançar uma mixtape de forma independente. O cantor, então, decidiu outorgar um viés mais alternativo ao seu trabalho, sem perder, no entanto, a veia pop que lhe é tão característica. Para isso, recrutou dois DJs cujos nomes vêm ganhando força no meio alternativo do Hip Hop: DJ Pharris e DJ Drama.
E o resultado de Late Nights with Jeremih é excelente: o cantor possui um talento incontestável em sua voz, e isso, aliado às produções ousadas traz um novo conceito de música pop.O trabalho traz faixas intensas, como Feel the Bass e Outta Control, bem como canções mais conceituais, como a sensaiconal F_ck You All the Time, talvez o passo mais largo dado com a mixape, por ser uma mistura de música Pop, Hip Hop, Soul e Minimal numa só faixa.
Jeremih também permite a participação de dois nomes das antigas - Fabolous e E-40 - mesclando-os com nomes desconhecidos e promissores do Hip Hop e R&B contemporâneos. Todo esse aparato, essa mistura de elementos, não só recoloca Jeremih no rol de grandes promessas, como mostra sua versatilidade, deixando evidente que é um erro forçar sua entrada no mundo da fama apenas pelos atalhos da composição radiofônica. Vai além, aliás: dá mostras de que um novo estilo pode estar nascendo, algo que alia popular ao experimental. O que, por si só, soa como uma contradição, sem dúvida é algo muito interessante.




Tracklist:
  1. "Skit Intro (Jeremih)" - 1:19
  2. "Rosa Acosta" - 3:37
  3. "Fuck U All the Time" (feat. Natasha Mosley) - 3:08
  4. "Outta Control" (feat. Gucci Mane & 2 Chainz) - 4:35
  5. "Ahh Shit" (feat. Fabolous) - 3:21
  6. "All Over Me" (feat. Sir Michael Rocks) - 3:21
  7. "Go to the Mo" - 3:17
  8. 773 Love" - 3:45
  9. "Keep It Moving" (feat. Marcus Fench) - 3:38
  10. "Ladies" (feat. Twista & AK) - 4:38
  11. "Late Nights (Interlude)" - 0:27
  12. "Late Nights" - 3:04
  13. "Girls Go Wild" - 2:32
  14. "Rated R (The Masterpiece)" - 3:09
  15. "Feel the Bass" - 3:19
  16. "Let Me Down Easy" (feat. Marcus Fench) - 1:57
  17. "Knockin'" (feat. Y.G. & E-40) - 3:10
  18. "Letter to Fans" (feat. Willie Taylor) - 4:21

 

Download:

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
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Drops de Bacon #3 - Neo-Soul e Contemporary R&B

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O Soul é um dos estilos mais sensacionais da música, com uma das histórias mais encantadoras. No entanto, o gênero ficou um grande, digamos, hiato de carência de grandes nomes entre a década de setenta e os anos 2000. Nessa década, o ótimo D'Angelo conseguiu dar mais um sopro de vivacidade nesse jaez da música. Por cerca de dez anos, entretanto, assistimos a uma movimentação, de certo modo, morna de seus adeptos. Nesse ano, no entanto, o grande Frank Ocean lançou um disco que pode ser o grande pilar do recomeço. Mas ele não veio sozinho: vários lançamentos do chamado Neo-Soul e o que se convencionou denominar de Contemporary R&B deram as caras de modo a arrebatar público e crítica. Logo abaixo você confere cinco de seus principais exemplos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
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Frank Ocean - channel ORANGE

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Gênero: Rn'B / Hip Hop
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Dentre os ícones que a Internet ajudou a criar de forma meteórica, Frank Ocean é, certamente, um dos mais curiosos. Afiliado ao OFWGKTA, decerto o maior caminho que a grande rede, sozinha, conseguiu fazer um artista independente trilhar até o presente momento, Ocean sempre se destacou em suas aparições nas canções de membros do coletivo. Dando um toque mais calmo, mais lírico, às faixas, funcionava como uma espécie de contraponto às exortações maléficas e arruaceiras que os demais integrantes proliferavam por discos e palcos. Pois bem, lançada a mixtape Nostalgia, Ultra, em 2011, ganhou uma exposição tremenda acerca de seu talento, o que o levou a fazer uma dupla participação no Watch the Throne, esperado e aclamado trabalho colaborativo entre Jay-Z e Kanye West. A partir daí, sua aura underground estava praticamente superada, chegando a, até mesmo, compor faixas para John Legend, Beyoncé e - vejam vocês - Justin Bieber.

E aí, dois dias antes do lançamento de seu primeiro full lenght, a cereja do bolo: Frank sai do armário. Algo, para ele, como deixou transparecer, com a significância de encerramento de mais um ciclo. Um ritual de passagem, que necessitava de uma formalidade. Algo que, convenhamos, é até estranho, já que o OFWGKTA explorava bastante a homofobia em suas letras - o que nos faz perceber, agora, que não passa de marketing, já que a imagem que criaram pra eeles foi tão (ou mais) relevante quanto sua música, em si, para seu sucesso. Em meio a todo esse aglomerado de acontecimentos importantes em sua vida, o lançamento de channel ORANGE (2012, Def Jam) movimentou ainda mais o assunto "Frank Ocean". O disco é introduzido por pequenos sons que ganham imediatamente quem tem mais ou menos a idade do cantor: o som de abertura dos jogos do playstation, o original, te transportam imediatamente para sua infância, caso você tenha sido um adepto desses jogos. Agrado feito, é fácil gostar da faixa seguinte, Thinkin Bout You, uma das melhores do álbum.

Quanto às participações, as três apresentadas são surpreendentemente, de certa forma, bastante agradáveis. Reitero esse fator surpresa por alguns motivos. Primeiro: Earl Sweatshirt apresenta sau contribuição mais sensata à música até hoje. Sempre o enxerguei como pertendendo a um menor escalão de talento dentre os membros do Odd Future, mas dessa vez sua participação é relevante. Segundo: John Mayer, apesar de não aparecer muito por aí, é um ótimo guitarrista, e a ideia de trazê-lo para uma faixa instrumental, ainda que de duração bem curta, é bastante promissora. E, por fim, Andre 3000: quem espera seu flow jocoso característico, suas faixas sempre animadas, pode esquecer. Mas isso é bom, muito bom: ver o cara que fez tanto com o Outkast se aventurar no Soul, e se sair bem, é algo bem legal pra quem acompanha sua carreira.

Nem só de acertos se compõe o álbum: Pyramids, por exemplo, embora seja uma boa faixa, acaba por dar uma quebrada na fluidez do disco por ter quase dez minutos. Outro fator que poderia ter sido mais bem explorado são as pequenas faixas que entrecortam o tracklist, como foi feito em Nostalgia, Ultra. Aqui, se utiliza desse meio de maneira bastante eficaz dentre as primeiras faixas, mas parece que isso é esquecido da metade do disco pra frente.No entanto, o saldo geral é positivo. O gênero do Rn'B vinha sido esquecido nos últimos anos. A característa latente de "música para meter" (sim, meter, somos todos crescidos por aqui) ficou arraigada pelo mestre Marvin Gaye, e foi arrefecendo ao longo dos anos. Nos anos noventa, o estilo ganhou nova injeção de ânimo com o trabalho preciso de D'Angelo, mas também ficou por isso mesmo aos poucos. Frank Ocean é a nova cara do Rn'B, um nome que consolida, com channel ORANGE, tudo aquilo que um bom astro do gênero precisa: polêmica, talento e boas letras românticas. E o melhor: não se limita a imitar o passado. Dá uma roupagem nova, uma cara quase que totalmente inexplorada, que é a da produção alternativa. A partir de agora, é oficial: dá pra voltar a achar graça no Rn'B, sem necessidade de olhar pra trás, com ar de saudosismo.

[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Start" - 0:46
  2. "Thinkin Bout You" - 3:21
  3. "Fertilizer" - 0:40
  4. "Sierra Leone" - 2:29
  5. "Sweet Life" - 4:23
  6. "Not Just Money" - 1:00
  7. "Super Rich Kids" (featuring Earl Sweatshirt) - 5:05
  8. "Pilot Jones" - 3:04
  9. "Crack Rock" - 3:44
  10. "Pyramids" - 9:53
  11. "Lost" - 3:54
  12. "White" (featuring John Mayer) - 1:16
  13. "Monks" - 3:20
  14. "Bad Religion" - 2:55
  15. "Pink Matter" (featuring André 3000) - 4:29
  16. "Forrest Gump" - 3:15
  17. "End" - 2:15
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
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Amy Winehouse - Lioness: Hidden Treasures

4 comentários
Gênero: Pop, Soul, R&B, Jazz
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: Amy Winehouse, bem, acho que não preciso falar mais nada, todos conhecem a história, cantora Londrina de talento inegável e com uma quedinha por álcool e drogas, faleceu em julho desse ano. Pouco mais de quatro meses depois de sua morte é lançado “Lioness: Hidden Treasures”, o disco é uma compilação de demos, covers e canções inéditas, gravadas desde antes do lançamento de “Frank” até as canções que ela trabalhava esse ano, para seu terceiro disco.  

“Lioness: Hidden Treasures” traz 12 faixas, entre elas uma versão mais lenta de “Valerie”, um dos clássicos de Amy, e outra versão de “Tears Dry”, “The Girl From Ipanema” cover de um clássico da música brasileira, “Between the Cheats” é uma das faixas inéditas que Amy gravou para seu terceiro disco, “Body and Soul” que é um dueto com Tony Bennet é a ultima canção gravada por Amy; o ponto fraco do disco (pelo menos em minha opinião) é a faixa “Like Smoke” que contem uma parceria com o rapper Nas, dispensável.

“Lioness: Hidden Treasures” faz jus ao legado de Amy Winehouse e toda a genialidade e beleza de sua voz e de suas canções, canções essas que durarão por muito mais tempo do que a curta, porém intensa carreira de Amy.


MySpace

Site Oficial

Tracklist:
 1. Our Day Will Come
2. Between The Cheats
3. Tears Dry
4. Will You Still Love Me Tomorrow
5. Like Smoke
6. Valerie
7. The Girl From Ipanema
8. Halftime
9. Wake Up Alone
10. Best Friends,Right
11. Body and Soul
12. A Song For You

Download:

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MediaFire


terça-feira, 27 de setembro de 2011
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Frank Ocean - Nostalgia, Ultra

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Gênero: R&B / Hip Hop / Rap
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Com muita anarquia, descontrução de conceitos, agitação e violência, o OFWGKTA bagunçou o tabuleiro do jogo da indústria fonográfica mundial. Liderados por Tyler, the Creator, esse foi o ano da afirmação do coletivo, que faz Hip Hop sujo e apologético, mas de um jeito bastante original, o que causou um monstruoso - e merecido - hype em cima dos trabalhos do grupo, bem como dos álbuns solo de seus membros.
Diante dessa descrição, é quase impossível de acreditar, após ouvir o disco que aqui lhes apresento, que Frank Ocean é um membro do controvertido Odd Future. No lugar dos perturbadores samples soturnos, uma atmosfera suave. Em vez dos flows agitados - com frequentes distorções -, uma voz agradável em melodias de igual ordem. Onde constavam letras sanguinolentas e escatológicas, frases inspiradores intercaladas com um pessimismo quase poético.
Ocean se revela um cara maduro e centrado. Depois desse trabalho, o enxergo como, praticamente, um ponto de equilíbrio em meio aos seus desordeiros amigos. A curiosidade se aguça: como será que ele se portará nos palcos do SWU, no dia 12 de novembro. Fica também a torcida: tendo em vista que o Golf Wang interpreta não só os raps do grupo, mas também canções da carreira solo de seus membros, que Ocean nos brinde com algumas dessas faixas. Disco brilhante, talento promissor.


Tracklist:
  1. "Street Fighter" - 0:22
  2. "Strawberry Swing" - 3:55
  3. "Novacane" - 5:03
  4. "We All Try" - 2:52
  5. "Bitches Talkin' (Metal Gear Solid)" - 0:22
  6. "Songs 4 Women" - 4:13
  7. "Love Crimes" - 4:00
  8. "GoldenEye" - 0:18
  9. "There Will Be Tears" - 3:15
  10. "Swim Good" - 4:17
  11. "Dust" - 2:31
  12. "American Wedding" - 7:01
  13. "Soul Calibur" - 0:18
  14. "Nature Feels" - 3:14

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    quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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    Pignes 60's: Funk/Soul/RnB

    1 comentários


    No meu post de apresentação neste notável blog, eu disse que vocês não haveriam de esperar de mim resenhas muito longas, já que o papel delas é instigar, de forma sucinta, o leitor a comprar a sua ideia, no caso, baixar o disco indicado. No entanto, vai ser bem difícil cumprir com o prometido ao se falar de uma coletânea que cobre uma década. Ainda mais com estilos tão marcantes.
    De um modo geral, Funk, Soul e R&B se entrelaçaram na década de 60. Alguns artistas desse selecionado se enveredaram pelos três estilos alternadamente. Os frutos desse período são colhidos até hoje, e um deles é o tão amado Hip Hop, e esse é um dos motivos que mais me alegraram em pesquisar mais a fundo o objeto desta coletânea. Sendo assim, passemos aos artistas escolhidos.
    Quanto ao funk, cabe ressaltar que falar dele e não falar de James Brown é incorrer em erro gravíssimo. O cara praticamente inventou o estilo, que na década seguinte causou frenesi geral e encimou todas as paradas. Papa's Got a Brand New Bag retrata perfeitamente seu estilo e sua vivacidade. Elétrica e direta. E Se alguma música pode rivalizar com o legado de Brown no quesito importância ao funk, certamente é Thank You (Fallentinme Be Mice Elf Agin). Considerada uma das mais influentes canções do gênero, foi lançada em dezembro de 69, e obteve trocentas regravações, inluindo uma de Eddie Murphy, bem recente, pro terceiro filme da série Shrek.
    Passando-se ao Soul, inicio com aquela que é reconhecida como a rainha do estilo. Respect foi escrita por Otis Redding (que também consta dessa lista), e afirmou a carreira de Aretha Franklin de vez, em 1965. Além dela, Sam Cooke é considerado um dos inventores do Soul, e consta de qualquer lista que fale do gênero, inequivocamente. Quanto aos duos, Sam & Dave formaram uma dupla carismática e de grande sucesso, que outorgaram alegria ao estilo e contribuíram para seu sucesso. Não poderia faltar, também, a vertente do Soul Blues, cujo maior expoente é Bobby Bland.
    Mas o grande difusor do estilo, cuja importância histórica é inegável, é a Motown Records, gravadora fundada por Berry Gordy Jr em Nova York que propagou diversas formas de Soul. É responsável por grande parte dos lançamentos da década, inclusive das faixas aqui inscritas da lavra de The Miracles, Martha & the Vandellas, The Mar-Keys (soul instrumental), The Four Tops, The Temptations e The Supremes.
    Completam esse selecionado alguns nomes que dispensam apresentações: Ray Charles, Stevie Wonder, Barbara Lewis, Wilson Pickett e Otis Redding, cujas canções que aqui incluí combinam letra e melodia perfeitamente. Valeu a pena montar essa coletânea só por descobrir tais músicas, de verdade.
    Por fim, eu não poderia deixar de incluir algo nosso. Wilson Simonal é o Brasil na Soul/Funk/R&B do pignes. Nem Vem que Não Tem é a canção mais malandrona da face da terra. “Uma musiquinha para machucar os corações”, como ele próprio, do alto de toda sua sagacidade, introduz. Com “nem vem de garfo que hoje é dia de sopa” e “nem vem de escada que o incêndio é no porão”, chego à conclusão que tantos sentidos figurados juntos não podem dar em algo ruim. E como se não bastasse, incluí, como bonus track, a versão EM FRANCÊS, sim, EM FRANCÊS, desse clássico, feita por Michel Zanini. Aproveitem!

    Tracklist
    1. James Brown - Papa's Got A Brand New Bag - 4:20
    2. Sly & the Family Stone - Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin) - 4:50
    3. Aretha Franklin - Respect - 2:22
    4. Sam & Dave - Soul Man - 2:39
    5. Wilson Pickett - Mustang Sally - 3:59
    6. Wilson Simonal - Nem Vem que Não Tem - 2:31
    7. The Supremes - You Can't Hurry Love - 2:53
    8. The Four Tops - I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)
    9. Marvin Gaye & Tammi Terrel - Ain't no Mountain High Enough - 2:24
    10. The Temptations - Ain't Too Proud To Beg - 2:30
    11. The Mar-Keys - Last Night - 2:33
    12. Martha & the Vandellas - Nowhere to Run - 2:55
    13. Sam Cooke - (What A) Wonderful World - 2:11
    14. The Miracles - Ooo Baby Baby - 2:47
    15. Bobby Bland - Turn On Your Love Light - 2:31
    16. Otis Redding - (Sittin' On) the Dock of the Bay - 2:45
    17. Stevie Wonder - For Once In My Life - 2:49
    18. Ray Charles - I Can't Stop Loving You - 4:13
    19. Barbara Lewis - Baby I'm Yours - 2:30
    20. Michel Zanini - Tu Veux Ou Tu Veux Pas - 2:45
    Mirrorcreator
    terça-feira, 23 de agosto de 2011
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    Fugees - Discografia

    1 comentários
    Gênero: Hip hop/rap/ Soul/ R&B/ Reggae
    País: EUA
    Atividade: 1992—1998, 2004—2006

    Comentários: De vez em quando eu apareço com alguma banda que fez sucesso durante um tempo, uma década, e depois simplesmente acabou ou não conseguiu continuar manter-se em evidência. Este é o caso de Fugees, banda formada por dois haitianos e uma descendente (daí o nome 'fugees') que nasceu, se popularizou e finalizou seus projetos durante a década de 90 (1992-1998). A banda era formada pela rapper/cantora/produtora Lauryn Hill, do rapper/cantor/produtor Wyclef Jean, e pelo rapper Pras Michel, onde faziam uma fodástica parceria de estilo que, de certa forma, eram equivalentes e se entendiam. Tal parceria conta com a cultura hip hop e seu rap em primeiro plano, o soul, o r&b, o reggae e até com música caribenha em mínima escala. Essa sequência é maior precisa no primeiro disco, Blunted on Reality de 1994. Nele temos uma variedade de samples que vão desde músicas da diva Aretha Franklin até bandas como Earth, Wind & Fire e Chic. Apesar da notória qualidade do disco inicial, o qual garantiu até alguns hits, não foi ele capaz de comover a grande mídia. Aí que entra em campo o The Score (1995), segundo, último e lendário disco do trio. Sua recepção foi muito grande, tão grande que é até hoje uma referência, reconhecido e entendido com um dos melhores discos do mundo, entrando com certa facilidade em uma lista de poucas centenas de outros discos... ou somente uma centena. Sim, The Score é um dos 100 melhores nas listas de hip hop, embora tenha a façanha de entrar em outras listas generalizadas da Billboard.

    Mas deixando essa balela de listas de lado, o que talvez tenha chamado a atenção é o apelo mais pop deste, o que inclui uma maior exploração da bela e encorpada voz de Lauryn Hill, distanciando um pouco a banda daquele astral 'gueto'. Outro motivo é que o disco, assim como de certa forma sugere o título, conta com covers, incluindo de hinos como "No Woman, No Cry", que fora pregada aos quatro cantos da terra (a terra é quadrada) por Bob Marley, apesar dela levar o nome de quando Bob ainda estava com os The Wailers. Tal música recebeu um novo espírito e ficou transformada, não deixando de continuar linda na voz de Wyclef Jean. O outro hino é também a música mais conhecida da banda, superando quaisquer produções originais que tenham feito nestes dois discos: Killing Me Softly.


    Esta música foi composta originalmente em 1971 por Charles Fox e Norman Gimbel, que por sua vez fora inspirada através de um poema de Lory Lieberman, cuja a própria fora a primeira à gravá-la. Mas a faixa decolou realmente através da interpretação e versão de Roberta Flack em 1973. De lá pra cá, assim como a própria No Woman, No Cry de Bob Marley & The Wailers, a canção recebeu várias e várias versões dos mais diferentes segmentos musicais, mas uma das melhores ficou com Fugees. O que revela também que tal música casa melhor com vocais femininos, de preferência com aquela tonalidade que só uma ascendente de africano possui, pois ficou a cargo de Lauryn e não perdeu nada do brilho. Por fim, com o trio a Killing Me Softly ganhou todo um aspecto marginal interessantíssimo. O disco conta também com ótimas originais, de onde ouvimos samples e interpretações de Enya, The Delfonics, The Temptations, Modern Jazz Quartet, Ramsey Lewis, Afrika Bambaataa, Eric B. & Rakim e outros. Entretanto a banda acaba em 1998 sem mais nenhum lançamento. Houve reuniões e uma tentativa de retomada em 2004, mas não passou de apresentações e um single, se desfazendo novamente dois anos depois.

    Após o encerramento da banda pela primeira vez cada um se dedicou àquilo que já vinha fazendo, ou viriam a fazer, que basicamente eram bem semelhantes: atuação em alguns filmes, trabalhos em trilhas sonoras e discos solo. Ficou então The Score salvo na memória, e nas listas, mas eu o acho um disco menos coeso, apesar de ótimo. Como um disco, como um todo, Blunted on Reality é na minha opinião bem melhor. Já no The Score as canções me soam mais individualistas.

    Cá trago também um Bootleg e o Greatest Hits oficial, contendo músicas inéditas. É cortesia da casa, já que são poucos discos.


    Blunted on Reality (1994)
    Tracklist:
    01. Introduction (01:14)
    02. Nappy Heads (04:29)
    03. Blunted (Interlude) (06:49)
    04. Recharge (05:10)
    05. Freestyle (Interlude) (01:08)
    06. Vocab (05:02)
    07. Special News Bulletin (Interlude) (00:20)
    08. Boof Baf (05:09)
    09. Temple (04:03)
    10. How Hard Is It? (03:52)
    11. Harlem Chit Chat (Interlude) (00:49)
    12. Some Seek Stardom (03:42)
    13. Giggles (04:21)
    14. Da Kid From Haiti (Interlude) (00:59)
    15. Refugees On The Mic (04:57)
    16. Living Like There Ain't No Tomorrow (04:00)
    17. Shouts Outs From The Block (09:17)
    18. Nappy Heads (Remix) (05:22)
    Mediafire//Megaupload//MirrorCreator



    The Score (1996)
    Tracklist:
    01. Red Intro (01:51)
    02. How Many Mics (04:28)
    03. Ready Or Not (03:46)
    04. Zealots (04:20)
    05. The Beast (05:37)
    06. Fu-Gee-La (04:20)
    07. Family Business (feat. Forte & Omega) (05:43)
    08. Killing Me Softly (04:58)
    09. The Score (feat. Diamond D) (05:02)
    10. The Mask (04:50)
    11. Cowboys (feat. Pace 1, Young Zee & Ra Digga) (05:23)
    12. No Woman, No Cry (04:33)
    13. Manifest / Outro (05:59)
    14. Fu-Gee-La (Refugee Camp Remix) (04:23)
    15. Fu-Gee-La (Sly & Robbie Mix) (05:27)
    16. Mista Mista (02:42)
    17. Fu-Gee-La (Refugee Camp Global Mix) (04:19)
    Mediafire//Megaupload//MirrorCreator



    Bootleg Versions (1996)
    Tracklist:
    01. Ready Or Not (Clark Kent / Django Remix) (05:17)
    02. Nappy Heads (Mad Spider Mix) (04:27)
    03. Don't Cry Dry Your Eyes (04:14)
    04. Vocab (Salaam's Remix) (07:00)
    05. Ready Or Not (Salaam's Ready For The Show Remix) (04:41)
    06. Killing Me Softly (Live At The Brixton Academy) (02:41)
    07. No Woman, No Cry (Steve Marley Remix) (05:27)
    08. Vocab (Refugees Hip-Hop Remix) (04:37)
    Mediafire//Megaupload//MirrorCreator



    Greatest Hits (1993-2003/2003)
    Tracklist:
    CD1
    01. Fu-Gee-La (04:06)
    02. No Woman No Cry (04:20)
    03. Ready Or Not (03:49)
    04. Killing Me Softly With His Song (04:52)
    05. The score (04:09)
    06. How Many Mics (04:15)
    07. Cowboys (04:47)
    08. Nappy Heads (Remix Radio Edit) (04:39)
    09. Vocab (Refugee Hip Hop Remix) (04:02)
    10. The Sweetest Thing (Mahogany Mix) (04:24)
    11. A Change Is Gonna Come (live BBCradio 1) (02:47)
    12. Killing Me Softly With His Song (live from MCM) (04:35)
    13. Freestyle (live BBCradio 1) (04:59)

    CD2
    01. Ready Or Not (Clarck Kent Remix) (04:02)
    02. Ready Or Not (Salaam's Ready For The Show Remix Instrumental) (04:26)
    03. Fu-Gee-La (Refugee Camp Mix) (04:27)
    04. Fu-Gee-La (Sly and Robbie Mix) (05:35)
    05. Killing Me Softly With His Song (Sound Barrier Remix) (04:22)
    06. No Woman No Cry (Remix W. Steve Marley) (04:39)
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