Mostrando postagens com marcador Heavy Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Heavy Metal. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Avatar

Black Magic - Wizard's Spell

0 comentários

Gênero: Heavy / Speed / Thrash Metal
País: Noruega
Ano: 2014

Comentário: Bandas fazendo uma sonoridade que resgata a tônica de bandas clássicas do Metal do final da década de 70 e início da década de 80, não são novidade pra mim e nem pra ninguém. Usualmente, a grande maioria passa despercebida por não me causar empolgação com o som realizado. Mas com o Wizard's Spell do Black Magic foi diferente.

A banda criada no ano de 2006, deu vida ao seu álbum de estréia somente agora em 2014. O duo norueguês é composto por Jon (baixo, guitarra e vocal) e por Sadomancer (bateria e vocal), esse último o qual  já conhecia por seu trabalho no ótimo Deathhammer. 

Sem muita firula, o álbum é de fácil assimilação para aqueles que admiram nomes clássicos do Metal 70's e 80's. Uma vez que a banda absorve e incorpora influências de nomes da NWOBH como Angel Witch, além de bandas como Mercyful Fate e Slayer (essencialmente do Show No Mercy). 

O álbum é bem animador e direto, um revival feito com uma fidelidade imensa às bandas nas quais se inspiraram. Faixas como "Rite of the Wizard" e "Night of Mayhem", trazem o lado mais agressivo e dinâmico da banda, duas faixas bem animadoras que emplacam uma série de ótimos riffs e uma bateria sólida. A instrumental "Voodoo Curse" e a ótima "Thunder", mostram talvez os dois momentos mais inspirados da banda no álbum, ambas possuindo uma evolução incrível, além do instrumental e vocais arrasadores. 

Wizard's Spell conquista pela simplicidade e por ser um revival bem elaborado. Para os amantes da sonoridade  da NWOBHM combinada com bandas percursoras do Thrash Metal, o álbum vai certamente agradá-los. 33 minutos de um revival marcante e que empolga logo de cara, vale a pena dar uma chance ao Black Magic.


Tracklist:
01 - Black Magic
02 - Rite of the Wizard
03 - Voodoo Curse
04 - Thunder
05 - Death Militia
06 - The Ritual
07 - Night of Mayhem
08 - Possessed
09 - Embrace by the Occult

Download: Mediafire

quinta-feira, 6 de março de 2014
Avatar

Pantera - Vulgar display of power

1 comentários

Gênero: Thrash metal / Groove Metal / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1992

Comentário: "O passado é um lugar estranho", assim pondera o cantor britânico Morrissey, num dos momentos de interação com o público no disco ao vivo Live at Earls Court. Tal afirmação é, talvez, a melhor maneira de tentar compreender os primórdios do Pantera.

Com carreira iniciada na década de 80, o hoje ícone mor da segunda leva do thrash metal safra anos 90 foi durante os anos inicias uma banda que condessou o que pior existiu no período: o glam metal. Tal aposta durou cerca de quatro álbuns, todos quase indignos de nota. O cansaço e o fracasso resultaram numa enorme guinada para algo mais pesado e sujo: o ótimo Cowboys from hell. Mas se o disco lançado em 1990, apesar de inovador, ainda carregava heranças do malfadado passado é exatamente em Vulgar Display of power que o grupo texano atingiu o seu ápice criativo.

Produzido por Terry Date, produtor que seria responsável por grande parte da discografia da banda, o disco reúne o que de melhor a trupe de liderada por Phil Anselmo, vocalista e um dos melhores frontman de todos os tempos. De um lado temos as já clássicas guitarras de Dimebag Darrel que carregam de melodias dissonantes suas canções que primam por muito peso e distorções. Anselmo foi responsável pela temática das letras que primam, como a capa pode indicar, por retratar a violência e brutalidade quotidiana. Carregado de hinos, temos aqui desde os mundialmente famosos singles "Mouth for war", a enrustida balada "This love", "Hollow" e "Walk" que, de longe, sintetiza todo o poderio da banda dada a sequência de riffs marcantes cometidos por Dimebag que somada a ótica desafiadora impressa por Anselmo nos versos e a cozinha precisa formada por Rex Brown e o baterista Vinnie Paul criam o que talvez seja a clássica canção que será eternizada pelo público fã deste gênero. Ainda vale fazer menção as ferozes e rápidas "Fucking hostile" e "Rise"; o groove presente em "Regular people (conceit)" e peso absurdo cometido em "By demons be driven".    

O álbum segue até hoje com um dos discos mais influentes da seara thrash, groove e heavy metal. Todo e qualquer ouvinte do som pesado perpassa por este clássico que em 2012 comemorou 20 anos de existência com reedição de luxo contendo uma faixa a mais, "Piss", e um DVD contendo performances ao vivo e os vídeos clipes do período.

A banda seguiria produzindo discos que seriam cada vez mais pesados e sucessos de público e crítica, mas infelizmente um "fã" assassinou Darrell em plena performance em 2004.

A volta e o futuro do grupo seguem em aberto, mas com chances remotas infelizmente.

O que nos resta é seguir ouvindo este petardo.
 

Tracklist:

01. Mouth for war
02. A new level
03. Walk
04. Fucking hostile
05. This love
06. Rise
07. No good (attack the radical)
08. Live in a hole
09. Regular people (conceit)
10. By demons be driven
11. Hollow

Download: Mediafire

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Avatar

Van Halen - Van Halen

0 comentários

Gênero: Hard Rock / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1977

Comentário: "Muitas bandas recentemente parecem estar no intuito de deixar a platéia em depressão. Eu nunca entendi. Isto, para mim, é como sentar num bar e beber para lembrar", assim profere Tommy Lee, baterista do Motley Crue, em entrevista concedida para o essencial livro Louder than hell, the definitive oral history of metal. A alusão aqui no caso remete a cena musical do fim dos anos 70 que parecia estar malfadada à bandas pós-punk no qual a tristeza surge em estado latente. Remando contra a maré a cena metal, que já havia saído do underground via o sucesso de bandas como Judas Priest e Black Sabbath, chegava em 1977 como uma nova proposta: saem as alusões ao diabo, o satanismo e odes literatura de cavalaria, entram a diversão, o hedonismo e o sexo desenfreado. Muitos foram os artistas que pegaram carona nesta seara, mas o precursor sem dúvida fora o Van Halen graças ao clássico álbum de estréia.

Van Halen, o disco, é diversão do início ao fim e a produção de Ted Templeman capta todos os pormenores da banda: os vocais precisos de David Lee Roth, a surreal guitarra do mestre Eddie Van Halen, e a suingada cozinha formada por Michael Anthony (baixo) e Alex Van Halen (irmão de Eddie e baterista). A começar temos o hino "Runnin' with the devil", um dos melhores cartões de visita de todos os tempos. O título ("correndo com o diabo") engana, mas trata-se de canção sobre o prazer imediato e sem regras. A seguir temos "Eruption", faixa predileta entre todos os guitarristas. Na mesma Eddie comete um canção instrumental conduzida meramente por sua guitarra estridente e melódica. Para quem dúvida da aproximação existente entre a música clássica e o metal, precisa urgentemente ouvir esta faixa. "You really got me", cover do Kinks, é o caso clássico onde a criatura supera o criador. Os britânicos liderados por Ray Davies criaram a faixa tempos e a mesma é tida como o "ano zero" para os metaleiros de plantão. Porém, somente a execução de uma banda do gênero poderia dar o tom correto a canção. "Ain't talk about love", outra faixa clássica, tem um dos riffs iniciais mais emblemáticos da carreira do Van Halen. "I'm the one" é acelerada e guarda herança roqueiras oriundas dos anos 50, provando que a sonoridade da banda poderia beber de outras fontes, como iria ser provado disco à disco. "Atomic punk", como o nome entrega, trata-se de uma canção de revolta em prol da mudança de paradigmas. "Feel your love tonight" fala de sexo abertamente, mas enrustido de promessas de amor. "Little dreamer" é raro caso de canção séria. Na mesma temos Lee Roth abordando mudança comportamental, a caretice e o fato de poucos se importarem. "Ice cream man" é blueseira old style na essência e explode solos desconsertantes e precisos em sua reta final. "On fire", derradeira faixa, é de longe umas das melhores produções realizadas pelo grupo. Tudo soa maravilhosamente bem e a letra dialoga com o que seria o tom da década seguinte: a onipresença da banda.

"Entretenimento é  feito para ser escapismo. Não é para lhe mostrar o quão miserável você é", diz Vince Neil, também do Motley Crue  no mesmo livro citado acima. Percebe-se aqui que o Van Halen cumpriu muito bem esta sina, dando ao heavy metal a uma nova face.

Por fim, se nos anos 80 a cena hair metal nasceu, para o bem ou para o mal, muito se deve ao exímio trabalhado feito pela trupe. Mais do que isso, Van Halen, criou todo um novo legado de guitarristas que se inspiram nas suas técnicas, firulas e de lá até hoje muitas bandas são criadas e inspiradas após a audição deste clássico.
                     

Tracklist:

01. Runnin' with the devil
02. Eruption
03. You really got me
04. Ain't talk about love
05. I'm the one
06. Jamie's Cryin
07. Atomic Punk
08. Feel your love tonight
09. Little dreamer
10. Ice cream man
11. On fire

Download: MEGA

quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Avatar

Satan's Satyrs - Wild Beyond Belief!

0 comentários
Gênero: NWOBHM/Heavy Metal/Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: "Hail Satan! Hey Lucifer! We are here baby". Fala pra mim, nego: Tem como um play começar de forma mais bonita?

Confesso que não sou o maior entusiasta do mundo quando se trata de bandas atuais que tentam resgatar o espirito do metal oitentista. Não por não curtir o metal feito nessa época, mesmo porque, ja dizia minha falecida vovozinha "Quem não gosta de Hellhammer brasileiro bom não é". O problema é que a maioria das bandas nesse estilo ou se contentam em apenas copiar descaradamente uma determinada banda da época, ou são insossas mesmo. Mas como toda regra tem sua exceção (inclusive essa, mas isso é papo pra conversas sem futuro na mesa de algum bar decadente da Rua Augusta), devo dizer que o Satan's Satyrs realmente me conquistou. Talvez por fazer uma musica que ao mesmo é simples mas que incorpora tantas e tantas referências legais como a NWOBH, speed metal, heavy metal classico, punk e até um pouco de Doom classico!

O Satan's Satyrs surgiu no ano 2009 em Herndon/Virginia (EUA). A principio uma one man band criada pelo baixista e vocalista Clayton Burgess (mais conhecido na quebrada como Claythanas) que influenciado por filmes de horror, filmes de motociclistas e bandas como Electric Wizard, Black Flag e Witchfinder General, gravou de la pra ca uma demo, um EP e um full lenght. Esse material foi gravado somente pelo Claythanas, mas nesse ano de 2013 a banda virou oficialmente um power trio.

O que trago pra vocês nesse post é justamente o full lenght "Wild Beyond Belief!", lançado em 2012 e uma verdadeira pepita para os amantes do metal negro e fétido. Contando com oito pedradas perfeitas, o album é maravilhoso do inicio ao fim. Desde o começo com "Sadist 69" e sua pegada matadora até o fechamento com a doom psicodelica "Satan's Satyrs" é impossivel pular uma unica faixa. Esse lado mais doom psicodélico alias, não se faz tanto presente, mas quando aparece mesmo que sutilmente, brilha mais que o Ronaldo no Corinthians, faixas como "Strange Robes", "Alucard" e a ja citada "Satan's Satyrs" comprovam bem isso. Os solos, se não são virtuosos, aparecem sempre na hora certa e são dignos de figurar no repertório de qualquer air guitar hero que se preze.

A gravação também caiu muito bem para o estilo apresentado pela banda. Propositalmente saturada mas deixando tudo muito audível. Inclusive o vocal agressivo e cheio de reverb, fazendo desse um album imperdivel e perfeito pra você assustar as testemunhas de jeová que batem a sua porta num domingo de manhã.




Tracklist:

01 - Sadist 69
02 - Electric Witchwhipper
03 - Carnival of Souls
04 - Servitors and Myrmidons
05 - Strange Robes
06 - Alucard
07 - Bellydancer's Delight
08 - Satan's Satyrs

Download: MEGA


quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Avatar

Motörhead - Aftershock

0 comentários
Gênero: Heavy Metal, Speed Metal
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário:  “We’re Motörhead. We play Rock and Roll.” É assim que Lemmy Kilmister anuncia a sua banda, com a confiança de quem tem quase 40 anos de estrada com uma das bandas mais importantes do gênero. O Motörhead é uma das bandas que melhor traduziu o espírito do rock n roll. Sujo, bêbado, sozinho no canto de um bar qualquer, meio cansado de tudo e pronto para explodir, assim é o Motörhead e assim é Aftershock.

Aftershock é o 21° disco do Motörhead e surpreende pelo peso. Músicas como “Heartbreaker”, “End Of Time”, “Do You Believe”, “Going To Mexico” e “Queen Of The Damned” são um deleite para qualquer fã e um ótimo começo para aqueles que ainda não estão familiarizados com o som da banda. Posso afirmar com toda a certeza que esse é o melhor trabalho da história recente do Motörhead. Mikkey Dee é um monstro na bateria e o riffs de Phill Campbell são um dos grandes destaques do disco.

Este é o registro de um trio com décadas de estrada, fazendo música pura e simplesmente pela vontade de fazer música. Não é pelo dinheiro, não é pela fama e nem para perpetuar uma lenda. Aftershock é sobre uma banda movida pelo amor àquilo que faz e é isso que torna o Motörhead tão incrível.

Recentemente a banda deixou um show pela metade no Wacken Open Air devido a problemas de saúde de Lemmy. Por este mesmo motivo a tour de divulgação do disco foi adiada para o ano que vem. Os acontecimentos recentes podem ter mostrado que Lemmy não é indestrutível. Mas, Aftershock nos mostra que o Motörhead é.

Tracklist:
1. Heartbreaker
2. Coup De Grace
3. Lost Woman Blues
4. End Of Time
5. Do You Believe
6. Death Machine
7. Dust And Glass
8. Going To Mexico
9. Silence When You Speak To Me
10. Crying Shame
11. Queen Of The Damned
12. Knife
13. Keep Your Powder Dry
14. Paralyzed

MEGA // Novafile

domingo, 18 de agosto de 2013
Avatar

Cirith Ungol - Paradise Lost

1 comentários

Gênero: Heavy/Doom Metal
País: EUA
Ano: 1991

Comentário: Cirith Ungol foi uma banda californiana formada em 1972 influenciada pelo Heavy Metal do Black Sabbath (com a levada Doom que dizemos hoje ter) e o Hard Rock de bandas como Thin Lizzy. A banda lançou 4 álbuns de estúdio até ter seu fim decretado em 1992, e Paradise Lost é o último deles.

A sonoridade de Paradise Lost é bastante particular no que tange ao Doom e ao Heavy Metal tradicional, sendo, ao mesmo tempo, uma mistura de ambos. Os riffs de guitarra de Jim Bazarra são densos e pesados, sempre dobrados e sempre com uma levada épica típica do Doom dos anos 70-80, mas também com pegadas da NWOBHM evidentes e maravilhosas. Cirith Ungol é muitas vezes relacionada entre bandas de Doom tradicional, mas é importante ressaltar que a banda embora tenha sido influenciada pelo Black Sabbath desde sua gênese, em Paradise Lost o grupo definitivamente lembra mais o Candlemass que uma banda de Stoner. Mas um Candlemass com o vocal rouco e estridente de Tim Baker, que vem do Hard Rock, e não com o vocal melódico do Doom Tradicional, o que dá um charme todo especial.

O nome da banda, retirado da passagem sombria de Mordor onde vivia Shelob, chama atenção e conta uma parte da sonoridade do grupo, que é um deleite pros amantes de riffs de Heavy com atmosferas mais obscuras e intensas. A música de abertura é um dos maiores clássicos da banda, Join The Legions, e tem muito do que vai ser ouvido no restante do disco. Um disco que mistura tão justapostamente Doom e Heavy que temos em sequencia duas faixas como Go It Alone e Chaos Rising. Ouçam só e vocês vão entender o que estou dizendo.

Enfim, banda recomendada a fãs de Doom Tradicional e também de Heavy Metal clássico com pegadas mais intensas. Cirith Ungol e seu Paradise Lost são um dos últimos grandes discos de Metal dos anos 80, embora tenha sido lançado tardiamente em 91. A efeito de curiosidade, a edição original de 91 é raríssima de se encontrar, o disco foi relançado não oficialmente em 2002 e muito provavelmente é este que vos posto. 




Tracklist:

1. Join the Legion            04:33  
2. The Troll          03:50
3. Fire (The Crazy World of Arthur Brown cover) 03:01  
4. Heaven Help Us 06:24  
5. Before the Lash 04:41
6. Go It Alone 04:23  
7. Chaos Rising 08:42
8. Fallen Idols 06:45
9. Paradise Lost 06:13


Download:

MEGA
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Avatar

Ghost - Infestissumam

0 comentários
Gênero: Heavy/Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: O teste do segundo disco é sempre algo duro pela qual todas as bandas devem passar, e com o Ghost não foi diferente. Após mostrar um ótimo disco de estreia, a banda tinha que provar agora, que conseguiria manter a fúria apresentada no primeiro disco, e que conseguiriam mudar dentro da banda, sem causar estragos.

Enquanto o primeiro disco apresentava musicas guiadas por baixo, melodias que davam a sensação de estar preso em um loop e letras um tanto interessante, o segundo disco surge diferente, claramente que as letras continuam com o mesmo impacto, assim como a caracterização da banda e o proposito, mas a sonoridade ganhou uma textura muito mais forte e impactante com esse novo disco e isso é algo que vemos logo na primeira musica, “Infestissumam”, que aparece certeiramente como uma espécie de coral de cardeais de uma igreja, é também a musica que serve de cabeça para “Per Aspera Ad Inferi” que ainda possui elementos do disco anterior, mas com sonoridade melhor trabalhada.
sábado, 27 de julho de 2013
Avatar

Danzig - Danzig

0 comentários
Gênero: Heavy Metal com influências de Doom / Rock and Roll
País: EUA
Ano: 1988

Comentário: Sempre dou um jeito de postar um clássico, seja de qual estilo for, e dessa vez vos trago um disco que foi o divisor de águas na carreira desse músico, que antes era ligado diretamente ao punk, e que marcou o heavy metal americano.

Como todos estamos carecas de saber, Glenn Danzig foi o fundador, o compositor e a cabeça por trás do Misfits, o qual formara em 1977, junto com seu parceiro Jerry Only, que era responsável pela grana no grupo. Em 1983, Glenn sai dos Misfits e forma a banda Samhain, a qual em 1987, mergulhado já no heavy metal, seu parceiro e DJ dos Beast Boys, Rick Rubin , o qual produziu esse disco, deu a ideia pro nome do conjunto se mudar para Danzig, e foi o que aconteceu, mesmo ficando os mesmos integrantes e nada mudar tecnicamente. No ano seguinte, 1988, gravaram essa pérola do metal americano. Muita treta rolou ainda, Glenn passou Only pra trás, acusou os músicos dos Misfits de serem preguiçosos, mas toda a polêmica deixo pra quando eu postar a discografia dos pioneiros do Horror Punk.

A formação que gravara esse album foi Glenn Danzig nos vocais, Chuck Biscuits na bateria, Earie Von no contrabaixo e John Christ nas guitarras. James Hetfield fez backing vocals em 2 canções, "Twist of Cain" e "Possession", mas não foi creditado devido a seu contrato com a Elektra Records.

O disco é uma obra de arte, e mesmo gravado há 25 anos atrás, é lembrado pelos fãs da banda como talvez o melhor. Com 40 minutos de duração, é um trabalho pesado e com uma aura sombria, muito parecida e visivelmente influenciada pela primeira wave de Doom Metal. Os riffs de rock and roll clássicos também são constantes nas músicas, ora ou outra tirando a responsabilidade das canções. Uma pegada mais "Bluesera" é facilmente identificada nos vocais muito versáteis, como em "Not of this World", e na levada/riff de "She Rides", na minha concepção enriqueceram muito o disco. Na minha opinião, a tríade que me faz pirar é "Soul of Fire", "Am I Demon" e a famosa, coxinha mas estupenda e clássica "Mother", que teve até video clipe e prêmios da MTV americana. Bom, por muito tempo na minha vida, quando terminava a faixa numero 6, eu desligava o play e ia ouvir outra coisa, coisa mais idiota, pois "Evil Thing" é a melhor tecnicamente de todo o LP, é uma quebradeira, uma variação muito legal e um riff bem marcante, aliás, muito marcante.

Bom, eu poderia finalizar a resenha com vários adjetivos, frases de efeito, mas vou finalizar de uma maneira sucinta, "Clássico é clássico e vice-versa". Brincadeiras a parte, esse é um album de cabeceira, um masterpiece, que nem sempre é disponibilizado e tem os devidos créditos. Se você não tem ou não conhece, bora baixar, e ver um grande trabalho da carreira dessa banda, e do heavy metal americano, indispensável.

Facebook / Home Page

Tracklist:
1.Twist of Cain - 04:18      
2.Not of this World - 03:42      
3.She Rides - 05:10     
4.Soul on Fire - 04:36      
5.Am I Demon - 04:59      
6.Mother - 03:25      
7.Possession - 03:55      
8.End of Time - 04:02      
9.The Hunter (Albert King cover) - 03:31    
10.Evil Thing - 03:17

Download:
Mega / Rapidshare / Cloudzer / Freakshare / Zippyshare

terça-feira, 11 de junho de 2013
Avatar

Christopher Lee - Charlemagne: The Omens of Death

0 comentários
Gênero: Symphonic Heavy Metal / Power Metal
País: Reino Unido
Ano: 2013

Comentário: Consagradíssimo no meio cinematográfico, nosso saudoso Sir Christopher Lee lançou nesse ano, por incrível que pareça, seu 4º full-lenght, o primeiro 100% heavy metal, épico e muito bem executado. Com uma carreira com incontáveis filmes, dublagens e programas de televisão, Lee que nasceu em 27 de maio de 1922, nos agracia com seu talento desde 1946, quando estreiou em uma série de tv chamada Kaleidoscope. De lá pra cá, ficou famoso pelas atuações como Drácula em vários filmes, além de 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro, Conde Dooku na franquia Star Wars e Saruman, em Lord of the Rings / The Hobbit, onde angariou os fãs mais nerds como eu.

Cantor de música clássica, fazendo o baixo nos vocais, teve seu inicio no heavy metal nos anos 2000, após participações nos discos do Rhapsody of Fire e Manowar como narrador nas canções, fazendo sua primeira contribuição cantada no single The Magic of the Wizard's Dream de 2005 do RoF. A banda que gravou Charlemagne: The Omens of Death conta com os Guatemaltecos Hedras Ramos (pai) no contra-baixo e Hedras Ramos (filho) nas guitarras, Ollie Usiskin na bateria, além do dono do projeto nos vocais. Esse grupo foi formado em 2011 e conta com vários vocalistas convidados.

O disco em si é uma opera metal conceitual, muito bem feito e produzido. Lançado em seu 91º aniversário, o famigerado Saruman tem uma grande retaguarda e pode extravasar todo seu talento musical. Com canções épicas/medievais, o disco inteiro é permeado de riffs e solos de guitarras impressionantes, feito pelo guitarrista de só 21 anos, 70 anos mais novo que Lee, o que mostra que a idade não é lá algo muito relevante em alguns casos. Passagens narradas, sonoplastia ambiente contendo trovões, cavalos, povos inflamados, chuvas tambem são constantes aqui. Os pontos altos do album ficam por conta de "Charles the Great", uma verdadeira canção de heavy metal, com todos elementos de sucesso do gênero, com um coro  de arrepiar. "Massacre of the Saxons" tambem merece atenção. Com um trabalho perfeito da cozinha, cadenciando e levando a música na toada certa. Nessa faixa podemos ver Lee com uma faceta menos cantada e mais narrativa.

Não poderiamos esperar nada menos que um ótimo disco. Mesmo não sendo espetacular nem original, o cd tras um trabalho vocal no minimo pouco usado. Christopher Lee usa uma voz grave, ora cantada, ora narrada, e conta com o apoio de vocalistas excelentes, que ajudam o release a não soar enjoativo e  massante. Uma ótima pedida pra quem curte um som mais épico, e quer ver um dos grandes artistas mundiais atuando de forma convincente apesar dos 91 anos, mostrando que ainda tem muita lenha pra queimar.

Twitter / Official Website

Tracklist:
1.The Portent - 04:29    
2.Charles the Great - 06:23    
3.The Siege - 07:09    
4.Massacre of the Saxons - 05:41    
5.Drawing of a New Age - 04:40    
6.Let Legend Mark Me As the King - 05:45    
7.The Betrayal - 05:02    
8.The Devil's Advocate - 04:54    
9.The Ultimate Sacrifice - 05:10    
10.Judgement Day - 03:41    

OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA. 
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.

terça-feira, 4 de junho de 2013
Avatar

Black Sabbath - 13

2 comentários


Gênero
: Doom/Heavy Metal
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Provavelmente o álbum mais aguardado do Metal nos últimos anos (ou pelo menos pelos fãs que tem respeito aos maiores responsáveis pelo gênero ser o que é hoje), 13 é o novo disco do Black Sabbath, uma banda completamente dispensável de ser apresentada, e aqui está ele. Com Ozzy Osbourne nos vocais, Tommy Iommi nas guitarras e Geezer Butler no baixo, este é o mais próximo que o Sabbath chegou nos últimos anos de uma reunião de sua formação original. Então logo as expectativas em cima do disco eram as maiores possíveis.

Sem mais delongas, o disco é puramente Doom, com leves pitadas de Heavy Metal - embora seja uma estupidez tremenda "rotular" percursores do gênero. Mas realmente, o peso e a cadência dos riffs são incrivelmente intensos, especialmente na primeira metade do disco. "End Of The Beginning" joga isso na nossa cara, com um riff fodástico e uma levada de puro feeling, um excelente começo que já mostra que a veio esta reunião. "God Is Dead?", single de apresentação do disco lançado já a algum tempo, já denunciava essa levada. Em "Loner" somos levados diretamente aos anos 70 com um riff totalmente confortável para a Iommi mas que rendeu a banda várias gerações de fãs. O vocal de Ozzy soa bem mais moderno atualmente, mas quando ele se deixa chegar a tons mais agudos tudo soa como antigamente. Uma pena que isso não seja assim tão constante.

"Zeitgeist" também tem uma levada bastante setentista, extremamente blues, leve e melancólica, mas no entanto acaba ao final soando um tanto quanto "leve demais". Embora seja uma excelente "balada" com pouquíssima variação. "Age Of Reason" é quase um ode ao Stoner Metal, estilo que deve-se inteiramente ao Black Sabbath e principalmente a Tommy Iommi. Uma pequena aula, embora não seja nada que nós não estejamos totalmente acostumados a ouvir copiado em centenas de outras bandas que surgiram nos últimos quarenta e poucos anos, então soa, de certa forma, familiar e não muito atrativa. Aos menos a princípio. Do meio pro final ela toma caráter mais lento e finalmente pesado, o que dá um ar muito interessante.

"Live Forever" é talvez minha preferida do disco, com um riff cativante e um refrão pegajoso e instigante, como só o Sabbath sabe fazer. Essa música e as duas primeiras faixas pra mim valem o disco e toda a reunião da banda. "Damaged Soul" novamente cai de cara no blues e soa extremamente clássica, e ganha o ouvinte no fato de ser totalmente "sabbathiana", com um solo no final que faz esquecer completamente que Iommi tem "somente" 65 anos e acabou de ser recuperar de um Linfoma. Porra, respeito. "Dear Father" francamente deixa um gosto de tapa buraco, e apesar do riff ser promissor, é bastante entediante. Uma pena. Mas assim se encerra o disco, com um nada quase manjado som de sinos tocando e tempestade caindo, o que no caso aqui, é simplesmente ser Black Sabbath.

Apesar de eu não te-lo citado muito durante a resenha, Geezer Butler é majestral durante toda a audição, com um baixo absolutamente essencial pra se criar essa sensação de se estar ouvindo Black Sabbath. E isso por causa da intensidade com a qual ele se coloca como base e muitas vezes até mesmo como lead da sonoridade da banda, contando com o fato que temos um trio criativo com mais de quarenta anos de história. Só poderia mesmo ficar algo sensacional. Bill Ward, o baterista clássico da banda, resolveu não entrar no projeto da reunião, segundo ele, pela "ausência de um contrato assinável". Não sei é perdoável. Mas o fato é, o lugar vago ficou com Brad Wilk, baterista do Rage Against The Machine. Não que a ausência de Ward não tenha sido sentida, ela é nítida em todos os momentos. Mas Wilk soube não nos deixar ter muitas saudades de Ward com um trabalho extremamente competente.

Por fim, 13 é um verdadeiro disco do Sabbath. Muitas resenhas por aí talvez irão discordar, mas eu adorei o disco e é de longe o meu álbum preferido entre quaisquer álbuns que tenham sido lançados pelos membros da banda em qualquer um dos seus projetos paralelos nos últimos anos. O que significa que esses caras tem que ficar juntos, simplesmente nasceram pra ser Black Sabbath. E nós estamos muito, muito, MUITO, agradecidos por isso. Vão dizer que o disco soa como tributo, ou que é moderno demais. Mas eu não tenho muito do que reclamar, exceto por algumas faixas com menos feeling que outras. Mas de forma geral, é uma aula.


Tracklist:

1. End of the Beginning 08:07
2. God Is Dead? 08:54
3. Loner 05:06
4. Zeitgeist 04:28
5. Age of Reason 07:02
6. Live Forever 04:49
7. Damaged Soul 07:43
8. Dear Father 07:06


Download:

MEGA (320Kbps, 122.9 Mb)

segunda-feira, 8 de abril de 2013
Avatar

Lordi - To Beast or Not to Beast

1 comentários
Gênero: Heavy Metal / Hard Rock
País: Finlândia
Ano: 2013

Comentário: Eu fiquei surpreso quando vi que saira um disco novo desses monstrengos, e já fui logo baixando com o intuito de postar imediatamente neste humilde espaço, mas por vários motivos extra-campo atrasei um pouco, mas ainda se trata de uma novidade entre várias nesse ano cabalístico (todos os anos são cabalísticos, ou não?). No longínquo ano de 1992, Mr. Lordi (Tomi Petteri Putaansuu) formou uma banda que se tornaria tão peculiar como popular na finlândia, tanto pelo seu figurino, carisma e presença, quanto pelo peso e poder contido nas canções do grupo.

Permeada de grandes sacrificios, como ficar com as pesadas maquiagens e figurinos por até 8 horas pra gravações de promos, além da óbvia falta de exposição dos egos, Lordi tem muito que se orgulhar, pois são considerados por muitos os nº1 da música finlândesa. Em 2002, o hit "Would You Love a Monsterman" alcançou a primeira colocação no país; Em 2006 "Hard Rock Hallelujah" ganhou o Eurovision Song Contest em Atenas, que é um dos mais importantes festivais de canções da europa, e que ocorre de forma anual. Após essa vitória, uma praça central na cidade natal de Mr. Lordi, Rovaniemi(Fin) foi renoameada como Lordi Square. Se não bastasse, no show de comemoração do prêmio em Helsink, 90 mil finlândeses cantaram a música vencedora, batendo o record mundial de maior Sing-a-long, ou seja, é um conjunto de muito respeito.

Com uma base consolidada e liderada por Mr. Lordi nos vocais, o grupo conta com Amen nas guitarras, OX no contra-baixo. As mudanças da formação do último disco ficaram por conta da entrada de Hella nos teclados (que ao longo da história sempre foram tecladistas mulheres), e a entrada de Mana na bateria, após o óbito de Otus (Tonmi Lillman) em fevereiro de 2012.

Conhecidos por superproduções e superpromoções, como realizações de clipes impecáveis, e até um longa metragem de terror (Dark Floors - The Lordi Motion Picture, lançado no brasil com o nome de Alma Diabólica) de 2008, baseado nas idéias de seu líder e que contou com a atuação dos membros do conjunto na época, e nesse disco não é diferente. Com um punch mais hard rock, com vários elementos eletrônicos e uma pegada beirando o pop em alguns refrãos, é um trabalho que a primeira vista funcionaria muito bem ao vivo. Minhas canções preferidas são "Candy for the Cannibal" com um riff de guitarra animal, e um arranjo fenomenal, além de um refrão chiclete. "Something Wicked This Way Comes" já é mais pesada, mostra uma banda mais heavy, mais cadênciada, deixando os teclados para o ambiente. "The Riff" não poderia ficar fora da menção, aqui mostra que os caras realmente manjam das coisas. Com um clipe muito bem feito (novidade) e até certo ponto bem humorado, nos brinda com um hit cheio de alternativas, que vai de uma pegada industrial, um instrumental pesado e um refrão que nos faz mexer e que tem tudo pra ser um clássico.

Se você quer um disco recheado de alternativas, com uma produção impecável, riffs de guitarras riquíssimos, refrãos que não sairão da sua cabeça, além de vários monstros que sabem muito bem onde pisam e o que querem, esse é seu disco. O grande deslize, se é que podemos chamar disso, seria a falta de peso em certos momentos, além de uma certa faceta dançante e menos "bangeante", assumindo uma postura mais pop, se é que me entendem. Uma mudança até certo ponto sutil e evolutiva, nada que assustará quem já conhece o trabalho do grupo. Mais um disco que vale muito a pena nesse 2013 que esta apenas começando, pra quem procura uma coisa mais hard rock e menos heavy metal. Um album de cinema!!!

Myspace / LastFM

Tracklist:
1.We're Not Bad for the Kids (We're Worse) - 03:23
2.I Luv Ugly - 03:48      
3.The Riff - 03:45      
4.Something Wicked This Way Comes - 04:58
5.I´m the Best - 03:15      
6.Horrifiction - 03:29    
7.Happy New Fear - 04:46
8.Schizo Doll - 04:34    
9.Candy for the Cannibal - 04:43
10.Sincerely with Love - 03:14    
11.SCG6: Otus' Butcher Clinic - 03:24

Download:
Mega  / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Avatar

Megadeth - Discografia

3 comentários

Gênero: Thrash Metal / Heavy Metal / Hard Rock
País: EUA
Anos em Atividade: 1983–2002; 2004–atualmente

Comentário: Dave Mustaine era guitarrista do Metallica em 1982. Ele ajudou a escrever algumas canções, e gravou algumas músicas com a banda. Mas no ano seguinte, ele foi humilhantemente expulso da banda, devido ao seu exagero no uso de álcool e drogas, e seu comportamento agressivo. Ao ser demitido, Mustaine foi largado bêbado num ônibus. Foi aí que começou mais famosa e mais tradicional guerra do Heavy Metal.

Mustaine não encarou muito bem sua expulsão. Bem pelo contrário, ele queria vingança, sangue, morte! Então decidiu criar sua própria banda, que seria muito mais rápida, mais pesada, mais bem feita do que o Metallica. Eis que surge o Megadeth.

A rixa entre as duas bandas durou bastante tempo, e cresceu junto com as mesmas. Metallica e Megadeth se tornaram, talvez, as duas maiores bandas do Thrash Metal, e carregaram sua rivalidade até mesmo para os fãs. Aparentemente, Mustaine já fez as pazes com Hetfield e cia. Inclusive, voltaram a dividir o mesmo palco, nas apresentações do Big Four, as quatro grandes bandas do Thrash Metal, que conta também com Slayer e Antrhax. É um "final" feliz para a rivalidade que ajudou a criar esta maravilhosa banda, o Megadeth, cuja discografia apresentarei agora, de maneira bem sucinta.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Avatar

Porco na Cena #16 - Black Label Society

0 comentários

São Paulo Chapter Succeed

Posso não ter mais 14 anos, pouco escutar Black Label Society hoje em dia, mas Zakk Wylde continua sendo o cara mais badass do mundo. Em um domingo frio e chuvoso na capital paulista, Zakk com todos seus maneirismos conduziu uma bela celebração ao heavy metal.

Concorrendo na mesma noite com os shows do Arch Enemy no Carioca Club e do Creed (RISOS) no Credicard Hall, o show do BLS não esgotou, mas rendeu um bom público para o HSBC Brasil. Com atraso de poucos minutos, as cortinas do palco se fecharam, as luzes se apagaram e a ansiedade dos presentes disparou. Also Sprach Zarathustra de Strauss ecoou por todo o lugar (lembra aquela música de 2001: Uma Odisseia no Espaço?), seguido então pelo soar das clássicas sirenes que que anunciam o início de todos os shows da banda.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Avatar

Ghost - Opus Eponymous

4 comentários

Gênero: Heavy/Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2010

Comentário: Ghost aparentemente está se tornando um dos novos queridinhos do metal, a banda acende meteoricamente, e apenas um ano após seu debut vem caindo nas graças de verdadeiros monstros do Heavy Metal. Agora em 2011 além de excursionar pelos mais importantes festivais de metal europeus como Hellfest e Download e com bandas como In Flames e Opeth, ainda apareceram estampados nas camisetas de gente como Phil Anselmo, Brent Hinds, Fenriz e James Hetfield que se declaram abertamente fãs do grupo sueco. Logo de cara eles chamam a atenção pelo visual, a banda é formada por Papa Emeritus, uma figura sombria que usa trajes papais negros e uma maquiagem que chega a remeter a caveiras mexicanas do "Dia de los Muertos", e seus fiéis sacerdotes, todos os outros instrumentistas chamados apenas de "Nameless Ghouls", que utilizam mantos pretos impossíveis de não lembrar do Sunn O))) ou de personagens de seitas secretas saídos diretamente de uma história de ficção.

Opus Eponymous, seu primeiro e único full lenght lançado até então vem alavancando fãs com seu delicioso e agradável Heavy/Doom que bebe diretamente nas fontes do estilo dos anos 70. Uma belíssima homenagem a bandas como Mercyful Fate, Blue Oyster Cult e Black Sabbath da era Ozzy, mas ainda assim sem esquecer de incorporar uma roupagem totalmente própria e moderna ao longo dos 35 minutos que duram o disco. Suas letras que fariam Anton Lavey se orgulhar com seu ode ritualístico a Lúcifer  são cantadas com uma naturalidade que as vezes chega a soar até doce.

Por fim, Ghost se mostra cativante e grudento, com uma combinação bem própria do feijão com arroz clássico, sem invencionices, mas que conseguiu definir sua própria cara, sem soar como uma mera referência ou revival sem identidade alguma.

MySpace//LastFM

Tracklist

1."Deus Culpa"   1:34
2."Con Clavi Con Dio"   3:33
3."Ritual"   4:28
4."Elizabeth"   4:01
5."Stand by Him"   3:56
6."Satan Prayer"   4:38
7."Death Knell"   4:36
8."Prime Mover"   3:53
9."Genesis"   4:03

MEGA//Outros Links

segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Avatar

Porco na Cena #7 - PDR Festival 2012

1 comentários

O feriado de 7 de setembro este ano foi mais barulhento que de costume na capital do país. Além do tradicional desfile de comemoração da nossa independência, Brasília recebeu a 15ª edição do PDR Festival,  o Porão do Rock. Com atrações inéditas, outras já batidas, e algumas outras boas surpresas, o festival agradou, além disso, pela primorosa equipe que tratou o som do três palcos com todo o carinho, uma tentativa admirável de pontualidade e pelo clima, que amenizou os ânimos com duas noites agradabilíssimas.

O line-up do festival teve nomes como Red Fang, pela primeira vez no país, Trivium, que dividia o posto de headliner do dia 7, Vanguart, Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Autoramas com participação de BNegão, fazendo um show nostálgico e recheado de hits, Claustrofobia, que agitou o ginásio Nilson Nelson com seu thrash metal. Passaram também pelos três palcos, o stoner rock pioneiro do Kyuss Lives!, o britpop de Gaz Coombes, ex Supergrass, Sepultura que retornou ao país após turnê pela europa e lançou seu mais recente disco, o Kairos. Karina Buhr com toda a sua performance e teatralidade também abrilhantou a edição, junto com Vivendo do Ócio com seu indie baiano, e diversas outras atrações que agradaram um público variado que se encontrava na arena.

terça-feira, 24 de abril de 2012
Avatar

Adrenaline Mob - Omertà

19 comentários


Gênero: Progressive/ Heavy Metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Mal se juntaram, esses galãs do rock´n roll, Mike Portnoy e Russel Allen (com mais uns caras bons aí, mas quem se importa depois de saber dos dois primeiros?), já tão dando maior bafafá no mundinho antenado. Em 2011, eles promoveram a banda com o vídeo no qual tocam uma versão de “The Mob Rules”, do Black Sabbath. Aí já jogaram na hand o EP, e num intervalo não muito grande, lançaram o digníssimo "Omertà".

Bom, vocês já perceberam que é a típica banda que não tem erro né?

Vim correndo fazer essa resenha, que já estava fervendo aqui nos neurônios, antes que né, ficasse mto ~last week~. Loguinho vai começar a pipocar em tudo quanto é blog, já senti os primeiros estouros, aí me piquei a mula aqui pro lápis virtual. Porque olha, puta albunzinho bão, irmão!

Ah! E também pq eles vão tocar no s2 Sweden Rock Festival s2 (sucesso sucesso sucesso!), na Suécia ~obviamente~ em junho. Façam suas preces, joguem positividade para esta que vos fala, pq se o papai do céu ouvir direitinho, vocês poderão ler resenhas EXCRUSIVAS desse festival, pignetes, pignetos e pigfilhos!

E tem mais, olha como eles são bonzinhos: na última Black Friday comprei pelo site uma camiseta lindademeudeus e ganhei o EP di grátis sem custo adicional e gratuitamente de forma que não precisei pagar por! Nhó, que amores!
Véi, imagina se eu consigo autografar tudo? Nossa, Nóza!
Ó, se vc, empresário de sucesso que está lendo esse post, fizer o povo do Pignes ficar rico escrevendo unprofessionalmente sobre música, juro que eu te dou a camiseta, o EP, e mais a cueca suada do Mike Portnoy (à qual sem dúvida eu terei acesso), tudo autografadinho, banhado no formol e embalado à vácuo! Me liga tá?

Agora vamos ao que vocês realmente querem ler ;p
Eles se dizem, e eu adoro sempre citar como as bandas se autointitulam, “a musical mafia of the highest order”. Aí vc vê que “Omertà” é um termo bem coisa das máfias, negócio de código de silêncio, essas piras de criminoso destemido. Sim, destemido! Agora traduza isso pro inglês... Pronto! Vc já sabe o nome da música que introduz o álbum: “Undaunted”.
Ela é chique, já chega dando aviso aos wannabe xarope, pra ficarem espertos, que negócio ali é tru. Lá no release do álbum os caras dizem que ela é perfeita pra tocar em uma luta do UFC, haha! Pô, e sabe que é?!
“Psychosane” e “Believe Me” são mais frenéticas, e não menos chiques. Agora, tem "Down to the floor" que é pra acordar os vizinhos depois de uma bela noite agitando e liberando loucamente determinados hormônios, se é que vocês me entendem (...) Algumas baladinhas mais meiguinhas fazem parte do álbum também, mas vou deixar a minha parte mimimi falar só de "Come Undone", versão da original do Duran Duran, que ficou coimailindideus! A vocal do Halestorm participa mto dignamente, aliás, Liebe Lzzy Hale! Mulherzinha por dentro, um bocado ogra por fora, como se deve ser.

Estou terminando esse post lá do chuveiro, cantando "cannot believe you´re taking my heart...TO PIEces" (garganta rasgando = voz aguda) "whOOO do you neeeed? whOOO do you loooove? when you cOOOme undone? (com o sabonete na boca = voz grave).

Apreciem!


Tracklist:
  1. Undaunted (4:45)
  2. Psychosane (4:38)
  3. Indifferent (4:30)
  4. All On The Line (4:21)
  5. Hit The Wall (6:33)
  6. Feelin’ Me (3:55)
  7. Come Undone (4:50)
  8. Believe Me (3:59)
  9. Down To The Floor (3:33)
  10. Angel Sky (4:26)
  11. Freight Train (4:13)



quinta-feira, 5 de abril de 2012
Avatar

Pignes LIVE! #1 - Motörhead - Everything Louder Than Everyone Else

0 comentários


Gênero: Heavy Metal, Speed Metal, Hard Rock
País de Origem: Inglaterra
Quando: 21 de maio de 1998
Onde: Hamburgo, Alemanha

Comentário: Novo projeto do Pignes (que eu espero muito que dê certo), toda semana será postado um novo disco ao vivo, mostrando toda a força da banda no seu habitat natural, o palco. Discos ao vivo trazem a banda em sua essência, sem efeitos de estúdio, sem produção, com imperfeições e imprevistos, o som cru e visceral, como deve ser a experiência de um show ao vivo.

Para estrear esse projeto resolvi postar uma das bandas mais fodas de todos os tempos, uma banda que inspirou milhares de outras e a criação desse projeto, o Motörhead, banda do lendário Lemmy Kilmister em um dos melhores discos ao vivo que já ouvi.



O Motörhead foi formado em 1975 apos Lemmy ser despedido do Hawkwind por nas palavras de Lemmy "estar usando as dorgas erradas", ele foi preso no Canadá por posse de cocaína. O nome é inspirado pela última música que Lemmy fez com o Hawkwind. O primeiro show aconteceu em julho daquele ano, e com a banda ganhando fama aos poucos foram contratados por uma gravadora, porém o disco foi rejeitado. O primeiro disco, auto-intitulado, foi lançado em 1977 e depois disso o Motörhead nunca mais parou, com músicas rápidas, sujas e pesadas a banda foi evoluindo até alcançar o status que tem hoje.

Everything Louder Than Everyone Else, terceiro disco ao vivo da banda, foi gravado em Hamburgo na Alemanha em 1998 e traz algumas das músicas mais famosas do Motörhead, como "Iron Fist", "Sacrifice", "Orgasmatron" "Killed By Death" (que alias, tem um dos melhores vídeo clipes da história da música) e claro "Ace Of Spades", em uma performance incrível e poderosa, com um repertório impecável, como os shows do Motörhead costumam ser. O disco abre com a frase "We are Motörhead, and we're gonna kick your ass" ao melhor estilo Lemmy Kilmister
.

Tracklist:
Disco 1
1. Iron Fist
2. Stay Clean
3. On Your Feet Or On Your Knees
4. Over Your Shoulder
5. Civil War
6. Burner
7. Metropolis
8. Nothing Up My Sleeve
9. I'm So Bad
10. The Chase Is Better Than The Catch
11. Take The Blame
12. No Class
13. Overnight Sensation
14. Sacrifice



Disco 2
1. Born To Raise Hell
2. Lost In The Ozone
3. The One To Sing The Blues
4. Capricorn
5. Love For Sale
6. Orgasmatron
7. Going To Brazil
8. Killed By Death
9. Bomber
10. Ace Of Spades
11. Overkill

Depositfiles // RapidShare // Badongo // MegaShare // BayFiles






sábado, 19 de novembro de 2011
Avatar

Disturbed - Discografia

4 comentários

Gênero: Alternative/Heavy/Nu Metal
País: Estados Unidos
Periodo de Atividade: 1996-2011 (em hiato)

Comentário: Surgida em 1996 junto com uma leva de bandas que carregavam o rotulo de Alternative Metal, a banda se destacava das demais por ter uma sonoridade mais sombria, agressiva e pesada, com destaque para o vocal raivoso de David Draiman e seus gritos, que viraram marca registrada. Mas foi só no início dos anos 2000 com o lançamento do álbum “The Sickness” e com o single "Down with the Sickness" e seu famoso “oo-ah-ah-ah-ah”, é que conseguem maior reconhecimento, então dai pra frente decoloram, emplacando hits, botando álbuns atrás de álbuns no topo das paradas, o Disturbed conseguiu assim consolidar seu trabalho no cenário do Metal mundial e hoje goza de um estável sucesso e uma legião de fãs fieis em todo mundo.

A banda inicialmente se chamava Brawl, mas depois da entrada de Dramian em 1996, ele resolveu mudar o nome para Disturbed, que é a mente criativa por trás da banda, escrevendo praticamente todas as canções, abordando as mais diversas temáticas, mas sempre de um ponto de vista pessoal. Dramian é filho de pais judeus ortodoxos, e foi uma criança muito rebelde, sendo transferido de escola várias vezes por indisciplina, e parece que o seu comportamento rebelde também rendeu abusos por parte dos sues pais. Aos 16 anos sua namorada comete suicídio, o que serviu de inspiração para escrever a canção: "Inside the Fire", do álbum “Indestructible”. Creio que a conturbada infância e adolescência de Dramian fazem com ele use suas canções como válvula de escape para sentimentos reprimidos, e nas suas interpretações ele consegue transmitir todos esses sentimentos e emoções ao ouvinte, de maneira bem intensa, que na sua maioria são de raiva, revolta, e indignação. Isso é pra mim um dos maiores atrativos da banda.

Em 2000 a banda lança seu primeiro álbum, “The Sickness”, que é o considerado o mais pesado e sombrio da banda, também é o álbum que a banda mais usa elementos eletrônicos, característica essa que deixada mais de lado nos trabalhos posteriores. O álbum chegou ao número 29 na Billboard 200 e vendeu mais de 4 milhões de copias nos estados unidos desde o seu lançamento e contém a faixa "Down with the Sickness", música de maior sucesso do disco, que estava na trilha sonora do filme “A Rainha dos Condenados”.

No ano seguinte lançam “Believe” que comparado com o trabalho anterior apresenta menos peso, e apresenta um ar mais melódico. As temáticas das canções ganham uma abordagem mais religiosa, espiritualista e reflexiva, inspiração vinda do ataque às torres gêmeas em 2001 e a morte do avô de Dramian. O álbum conseguiu o primeiro lugar na Billboard 200.

Em 2005 lançam o álbum “Ten Thousand Fists” que também alcança o primeiro lugar na Billboard 200. A banda já possui bastante prestigio, sendo uma das atrações principais do Ozzyfest 2006. Quanto à sonoridade, os caras retomam novamente o peso e agressividade característica, mas com um diferencial, são adicionados solos de guitarra as canções, o que não havia nos álbuns anteriores.

“Indestructible” é lançado em 2007 e como os seus dois antecessores também alcança o primeiro lugar na Billboard 200. A banda continua com sonoridade pesada, mas dessa vez flertando mais com o Hard Rock e Heavy Metal.

Então em 2010 é lançado o álbum “Asylum”, e aqui temos a mesma formula usada nos álbuns anteriores, principalmente no “Indestructible”, mas dessa vez tudo parece mais fluido e coeso, e podemos perceber claramente uma sonoridade mais madura que nos álbuns anteriores. “Asylum” foi o quarto álbum consecutivo da banda a alcançar o primeiro lugar na Billboard 200, o que antes só havia sido conseguido pelo Metallica e Dave Matthews Band. No mesmo ano em comemoração aos 10 anos de lançamento do álbum “The Sickness” eles o remasterizam, e o re-lançam em uma versão que inclui B-sides.

Então depois de 15, bem sucedidos, anos na ativa os caras resolveram dar uma parada nas suas atividades e já anunciaram que vão entrar em hiato por tempo indeterminado. Os integrantes alegam motivos pessoais para a pausa no trabalho. E recentemente Dan Donegan, guitarrista da banda, deu a seguinte declaração a Billboard.com:

     “Eu não sei se serão seis meses ou seis anos ou mais do que isso. Eu realmente não sei. Então é um pouco assustador para eu pensar sobre isso: ‘E se a gente não voltar? Essa parte realmente me incomoda. Nós sentimos muita falta e queremos fazer tudo novamente. E, não porque um cara simplesmente alguém diz: ‘Ei, eu realmente sinto falta disso …’ “ 

    “Minhas esperanças estão nisso: ‘Se ficarmos longe tempo suficiente, nós vamos querer isso e muito mais (referindo-se ao retorno da banda). Eu gosto de pensar que, no tanto de coisas que fizemos juntos e como foi boa a química na banda – espero que mais cedo ou mais tarde – a gente de repente fale: ‘Cara, nós estamos sentindo muita falta. Queremos voltar lá’. Ficarei surpreso se isso não acontecer.”

Porém antes de encerarem suas atividades, eles resolveram lançar um álbum de despedida (?), uma compilação de B-Sides, que segundo Donegam é: "Um monte de nossas músicas favoritas foram deixadas de lado em nossos álbuns com o propósito de esperar que veria a luz do dia." O álbum intitulado “The Lost Children”, com certeza é um registro memorável e contém a essência da banda, sendo que irá agradar facilmente qualquer fã de carteirinha e até ser um deleite para aqueles que ainda não experimentaram da sonoridade.

O álbum contém 16 faixas, que por ser de momentos distintos da banda, não apresentam muita coesão entre si, deixando o álbum mais com um aspecto de Greatest Hits, contando com dois covers muito bacanas de “Midlife Crisis” do Faith No More’s e Living After Midnight do Judas Priest.

[Site/MySpace/LastFM]

Releases:

Álbum: The Sickness
Ano: 2000

Tracklist:

1.Voices - (3:11)
2.The Game - (3:47)
3.Stupify - (4:34)
4.Down With the Sickness - (4:38)
5.Violence Fetish - (3:24)
6.Fear - (3:46)
7.Numb - (3:44)
8.Want - (3:52)
9.Conflict - (4:35)
10.Shout 2000 - (4:17)
11.Droppin” Plates - (3:49)
12.Meaning of Life - (4:02)

Megaupload/Mediafire/Já postado aqui



Álbum: Believe
Ano: 2002


Tracklist:

1.Prayer - (3:41)
2.Liberate - (3:30)
3.Awaken - (4:29)
4.Believe - (4:27)
5.Remember - (4:11)
6.Intoxication - (3:14)
7.Rise - (3:57)
8.Mistress - (3:36)
9.Breathe - (4:21)
10.Bound - (3:53)
11.Devour - (3:52)
12.Darkness - (3:56)

Megaupload/Mediafire/4Shared



 Álbum: Ten Thousand Fists
Ano: 2005


Tracklist:

1.Ten Thousand Fists - (3:33)
2.Just Stop - (3:46)
3.Guarded - (3:22)
4.Deify - (4:18)
5.Stricken - (4:07)
6.I'm Alive - (4:41)
7.Sons of Plunder - (3:50)
8.Overburdened - (5:59)
9.Decadence - (3:26)
10.Forgiven - (4:14)
11.Land of Confusion - (4:49)
12.Sacred Lie - (3:07)
13.Pain Redefined - (4:09)
14.Avarice - (2:56)

Megaupload/Mediafire/4Shared





  Álbum: Indestructible
Ano: 2008


Tracklist:


1.Indestructible - (4:37)
2.Inside the Fire - (3:50)
3.Deceiver - (3:48)
4.The Night - (4:45)
5.Perfect Insanity - (3:55)
6.Haunted - (4:41)
7.Enough - (4:19)
8.The Curse - (3:24)
9.Torn - (4:08)
10.Criminal - (4:15)
11.Divide - (3:35)
12.Façade - (3:46)

Megaupload/Mediafire/4Shared/Já postado aqui





Álbum: Asylum
Ano: 2010


Tracklist:

1.Remnants - (2:43)
2.Asylum - (4:36)
3.The Infection - (4:08)
4.Warrior - (3:24)
5.Another Way To Die - (4:13)
6.Never Again - (3:33)
7.The Animal - (4:13)
8.Crucified - (4:36)
9.Serpentine - (4:09)
10.My Child - (3:18)
11.Sacrifice - (4:00)
12.Innocence - (4:31)
13.I Still Haven't Found What I'm Looking For - (5:28)
14.Down With the Sickness (Live) - (5:55)
15.Stricken (Live) - (4:17)

Megaupload/Mediafire/4Shared







 Álbum: The Sickness 10th Anniversary Edition
Ano: 2010


Tracklist:

1.Voices - (3:11)
2.The Game - (3:47)
3.Stupify - (4:34)
4.Down With the Sickness - (4:38)
5.Violence Fetish - (3:24)
6.Fear - (3:46)
7.Numb - (3:44)
8.Want - (3:52)
9.Conflict - (4:35)
10.Shout 2000 - (4:17)
11.Droppin” Plates - (3:49)
12.Meaning of Life - (4:02)
13.God Of The Mind - (3:05)
14.A Welcome Burden - (3:31)

Megaupload/Mediafire/4Shared




 Álbum: The Lost Children
Ano: 2011


Tracklist:

1.Hell - (4:15)
2.A Welcome Burden - (3:31)
3.This Moment - (3:05)
4.Old Friend - (3:35)
5.Monster - (4:04)
6.Run - (3:12)
7.Leave It Alone - (4:06)
8.Two Worlds - (3:30)
9.God Of The Mind - (3:04)
10.Sickened  - (3:58)
11.Mine - (5:04)
12.Parasite - (3:23)
13.Dehumanized - (3:32)
14.3 - (4:01)
15.Midlife Crisis - (4:03)
16.Living After Midnight - (4:25)

Megaupload/Mediafire/4Shared



quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Avatar

Crushing Axes - Member Of The Unholy Society

0 comentários
Gênero: Metal/Death Metal /Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 2010

Comentários: One-man-band, o Crushing Axes nasceu em 2008 e até o momento só transita pela internet como uma banda virtual. Idealizado por Alexandre Rodrigues, aborda temas como mitologia nórdica, misantropia, o lado negro/obscuro da força mente e alma humana, que se somadas dá ao músico uma boa oportunidade e maior variedade de influências que virão a acarretar letras mais bem elaboradas, ou mesmo podendo variar, ficando a mitologia em uns e a misantropia em outros. E por falar em influências, talvez a parte mais confusa e sobrecarregada de influências seja de fato o som, que é basicamente definido como Death metal, seguido de referências thrash. Na minha opinião falta muita coisa aí. O músico constrói passagens atmosféricas, inconstâncias (fugindo muito do death 'tradicional) e parecendo querer colocar tudo dentro de um único disco, de uma única música.

Mas já volto a falar disto, pois irei destacar o músico em si. Como um one-man-band, esbanja de um vocal grave muito bem aceito para a proposta. Nota-se que seus guturais são até, como eu posso dizer, 'naturais', saindo sem maiores esforços. Não som bom em avaliar guturais, mas o que o Alexandre executa é um dos meus favoritos. Pelo seu death ser menos rápido, ter um toque de morbidez, além da gravação em si não poder ser comparada com bandas que dão ao luxo um estúdio (não estou dizendo que é pior ou melhor, mas sim diferente), acabo comparando seu gutural ao de Felix, vocalista do Crematory.

Alexandre também se mostra um guitarrista muito bom, e parece que tem destreza em cima de um palco, porém isso é o que ouvi por aí, ainda não conferi nenhum de seus vídeos. Neste álbum em questão as linhas de baixo e bateria, além do teclado e samples se encaixam muito bem. O único 'problema' é que eu me sinto num mar de referências. O disco tem a força de um death mórbido, muita influência do heavy tradicional (certas 'deixas' inclusive me fazem lembrar dos projetos de King Diamond). Também noto influências do doom e dark metal, que no final deixa seu som com um gostinho daquilo que chamamos de 'metal moderno' mas que ao mesmo tempo é abraçado por uma atmosfera antiquada, que recebem ainda mais força com o teclado.

A linha de bateria soa 'embromada' algumas vezes, mas nota-se que é o que se pode fazer em softwares e por trás da confusão é possível perceber a real intenção. Ao colocar um baterista real considero óbvio a mudança de 'embromático' para emblemático.

Os riffs são bons, alguns deles bem marcantes, mas não é nenhuma Blood Avenger (que como bem sabemos é a melhor banda do mundo). Brincadeiras à parte, o disco é muito bom, claro que precisa ser pensado se tudo que foi colocado nele é válido, além de chamar pessoas reais para tocar, já que se trata de death metal com fortes influências de outros gêneros, e não black metal (que me perdoem os fãs do gênero, eu também curto, mas a falta ou não execução de um som mais técnico é evidente e marca registrada do BM). Fora isso é de fato um dos melhores trabalhos 'faça você mesmo, e sozinho' de metal nacional que ouvi recentemente.

Daria realmente uma boa banda se o Alexandre fosse menos egoísta, já que o mesmo lança um disco virtual por ano... nada disso, quem se interessar pode entrar em contato com ele, o cara é gente fina, e de quebra aproveita para baixar todos os demais discos dele.

Recomendo que também ouça Rest In Disgrace. Não que eu as considere semelhantes, mas Crushing Axes parece ter as mesma influências e/ou estar indo pelo mesmo caminho.

Myspace//LastFM

Tracklist:
1 - Greed (2:35)
2 - Apocalypse Everyday (2:00)
3 - The Fall (3:20)
4 - Assassin (1:25)
5 - Slavery (5:34)
6 - Death Row (3:16)
7 - Wrath Of The Fallen (1:42)
8 - Hail (2:34)
9 - Almost Done (6:09)
10 - Personal Universe (4:34)

Download

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.