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sábado, 30 de maio de 2015
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Ufomammut - Ecate

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Gênero: Stoner / Sludge / Doom Metal
País: Itália
Ano: 2015

Comentário: Toda vez em que os italianos do Ufomammut anunciam um novo álbum de estúdio, sou tomado pela expectativa em relação ao que está por vir. Ecate é o oitavo álbum de estúdio da banda (não levando em conta a colaboração com o Lento) e chega como um dos grandes lançamentos de 2015.

A imagem deixada pela banda no duplo ORO lançado em 2012 foi positiva e extasiante, o Ufomammut consegue seguir uma estética padrão com modificações básicas, mas que revigoram a sonoridade da banda. Em Ecate não foi diferente, o trio italiano traz um álbum com um repertório de dar inveja em muitas bandas por aí.

A sonoridade da banda é uma daquelas que não se encontra facilmente, por mais que venha sendo explorada por muitos, o Ufomammut o faz com maestria. Se em ORO a banda conseguiu criar uma atmosfera densa e que envolvia o ouvinte ao longo do álbum, em Ecate ela se mostra ainda mais poderosa e completa. Instrumental pesado, uso sábio dos sintetizadores, passagens psicodélicas e com um ar espacial, tudo isso está presente em Ecate. A sensação caótica e esmagadora proporcionada pelas partes mais pesadas no instrumental, se mostram ainda mais eficientes neste álbum.

Se o tom de misticismo que acompanha a banda lhe agrada, o álbum traz todo um conceito em torno da deusa grega Hécate, trazendo composições sólidas e que conseguem contrastar perfeitamente com a sonoridade da banda. O álbum facilmente vai conquistar os apreciadores do estilo logo de cara, a faixa de abertura Somnium traz a assinatura do que é o Ufomammut. Riffs pesados, baixo desconcertante e absurdamente nítido, todos sintetizadores possíveis criando aquele clima bruto repleto de psicodelia, uma bateria precisa tanto nos momentos mais intensos quanto nas partes mais cadenciadas e os vocais distorcidos e dispersos em meio ao instrumental, Somnium chega a ser sufocante em seus momentos derradeiros. 

As 6 faixas que compõe o álbum são de grande qualidade e chega a ser até injusto apontar apenas uma favorita. A curta Pluoton é mais objetiva, 3 minutos de uma sonoridade pesada e impactante. Chaosecret e Temple jogam mais com alterações de ritmos, passagens mais psicodélicas e ainda nos  brindam com riffs impiedosos, além do ótimo trabalho de vocalizações apresentados. Revelation é um interlúdio de 4 minutos, um instrumental carregando uma vibe espacial bem sombria. Daemons é a de maior intensidade, a banda apresenta um instrumental bem enérgico conduzido por alguns dos melhores e mais pesados riffs do álbum, que se encerra com uma passagem ambient num tom assombroso e escuro.

Ecate é mais um ponto alto entre os álbuns do Ufomammut, uma banda que não cai em oscilações e nem perde a pegada ao decorrer dos anos. O álbum lançado no dia 31 de Março pela Neurot Recordings, é um registro caótico e bem estruturado, com a banda apresentado todas as facetas que lhe tornaram popular entre os apreciadores do estilo.




Tracklist:

01. Somnium
02. Plouton
03. Chaosecret
04. Temple
05. Revelation
06. Daemon

Ouça em: Spotify ou Rdio


segunda-feira, 11 de maio de 2015
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Raketkanon - Rktkn#2

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Gênero: Experimental / Sludge / Post-Hardcore
País: Bélgica
Ano: 2015

Comentário: O Raketkanon é uma daquelas bandas que você provavelmente nunca ouviu falar e dificilmente a conheceria em circunstâncias normais, não há muito sobre a banda circulando pela internet nos principais sites que divulgam lançamentos. O quarteto belga produz uma sonoridade pouco convencional e de difícil assimilação, fugindo de muitos aspectos que poderiam agradar um público maior.

Mas apesar de todas as adversidades relacionadas à banda e sua sonoridade, resolvi conferir RKTKN#2, o segundo álbum de estúdio da banda lançado no dia 6 de Março pela KKK Records. O álbum se inicia com o single Florent, uma faixa conduzida por um ritmo bem agradável e uma sonoridade bem cativante. O timbre da guitarra é bem suave, ao contrário do vocal que se lança aos berros ao decorrer dos 3 minutos da faixa. Já na faixa seguinte Niko Van Der Eeken, a bateria simples e lenta se une ao bom incremento de synths no início da faixa. Em sua evolução, o instrumental se torna mais amplo, utilizando riffs mais pesados do que os apresentados na faixa anterior.

Após as duas primeiras faixas do álbum, fica bem clara a ideia do Raketkanon no que se diz respeito à fazer música. A banda não segue uma estética bem definida, as faixas sofrem diversas variações de ritmos, que se alternam entre aqueles mais cativantes e outros mais cadenciados. E é numa dessas faixas mais cadenciadas que a banda conseguiu fazer uma faixa mais bem estruturada que a maioria das outras. Mathilde é uma faixa calma e bem conduzida através de leveza instrumental e o tom ameno do vocal. O desenvolvimento da faixa traz um instrumental mais agitado, com uma guitarra introduzindo riffs mais marcantes e o vocal num tom de agonia. A épica Hanz talvez seja o maior destaque do álbum. A faixa traz um clima sombrio e psicodélico, conduzido por um instrumental mais arrastado e com o vocal se dispersando em meio ao instrumental, levando o ouvinte ao climax máximo da música feita pelo Raketkanon.

RKTKN#2 não é um álbum que vai agradar à muitos, a maneira como o Raketkanon desenvolveu as faixas é peculiar, trazendo ritmos aleatórios e timbres de guitarra simples. porém, cativantes. Acredito que aqueles que gostam de se aventurar em sonoridades e bandas mais experimentais, encontrarão na música feita pelo Raketkanon algo de interessante ao longo dos 40 minutos do álbum.



Tracklist:

01. Florent
02. Nico Van Der Eeken
03. Suzanne
04. Mathilde
05. Elisa
06. Ibrahim
07. Harald
08. Hanz

Ouça em: Spotify 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
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Call of the Void - Ageless

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Gênero: Grindcore / Crust / Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Qualquer dúvida sobre a qualidade do segundo álbum de estúdio do Call of the Void que eu poderia ter, desapareceu em questão de minutos. Bastou eu dar play em Ageless para notar que a banda não está para brincadeira.

A banda faz um mix de diversos estilos e consegue criar uma sonoridade absurdamente agressiva, direta e suja. Imagine mesclar elementos de Grindcore com Sludge, Crust Punk e Hardcore, certamente você vai se lembrar de pelo menos uma banda que já tenha feito isso antes. Mas não estou cobrando originalidade do Call of the Void, o resultado final de Ageless fala por si próprio. 

Se com Dragged Down a Dead End Path a banda já deixou claro sua proposta, Ageless serve para mostrar que a banda tem potencial para esse tipo de sonoridade. O álbum possui guitarras que seguem um padrão similar, sempre num tom mais agressivo e com poucos momentos mais "limpos". A bateria e o baixo acompanham de perto o ritmo e característica das guitarras. O vocal totalmente harsh, traz consigo toda a fúria que o instrumental transmite ao ouvinte. 

Sem dar muitas voltas, as faixas se encaixam perfeitamente dentro do contexto do álbum. A ferocidade da faixa Truth in Bone é o primeiro grande momento do álbum na minha opinião, com grande destaque para o baterista Gordon Koch. A faixa "R.I.S." por sua vez é uma das mais curtas do álbum e traz uma influência perceptível do Converge. A banda incluiu duas faixas instrumentais, I e II respectivamente, só consigo imaginar que estão ali para dar uma "pausa para respirar" ao ouvinte. O combo iniciado com a faixa The Hive e que se estende até a faixa Honor Among Thieves, é devastador. Uma sequência de 4 faixas que distribuem uma pancadaria da melhor qualidade.

Ageless foi lançado no último dia 6 de Fevereiro, pela Relapse Records. São 34 minutos de uma sonoridade bem intensa e agressiva, construída com diversas influências e muito bem encaixadas dentro da proposta da banda. 




Tracklist:

01. Old Hate
02. Truth In Bone
03. The Sun Chaser
04. R.I.S.
05. Black Ice
06. I
07. The Hive
08. Cold Hands
09. Long Knives
10. Honor Among Thieves
11. II
12. Ageless

Ouça em: Spotify

:
domingo, 16 de novembro de 2014
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Porco na Cena # 47 - Doomsday Fest 2014

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São Paulo, minha São Paulo. Aaah São Paulo, com domingos de secas, meu Brasil de tretas! Já há alguns meses havia preocupações sociais e políticas circulando via facebook e congressos. Podemos condensar o domingo do dia 26 numa fornalha de panfletagem política de tudo que é lado; com alguma garoa pra tirar a aridez da coisa toda. Sim, o domingo foi quente em vários sentidos.

Mas é domingo, e todos sabem que um domingo sufocante é um bom dia pra pegar aquela camiseta cinzenta do Venom - e que mal cabe direito - e prestigiar mais um evento do nosso Doom Metal, arquitetado mais uma vez pela Last Time Produções (que está ativamente trazendo o Doom nacional aos fins de semana de São Paulo e atraindo um público cada vez maior e mais fiel).

(crédito das fotos a Thiago Santos)


terça-feira, 17 de junho de 2014
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Mastodon - Once More 'Round the Sun

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Gênero: Progressive / Psychedelic / Sludge Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: O Mastodon é uma daquelas bandas que se tornaram bem populares nos últimos anos, os americanos de Atlanta emplacaram alguns dos álbuns que rapidamente entraram na minha lista de favoritos. Aquele Sludge Metal que vinha acompanhado de vários elementos do Metal Progressivo e que era a principal característica da banda nos primeiros álbuns, foi meio que deixado em segundo plano nos últimos dois lançamentos da banda, onde o apego pelo Progressivo ficou em primeiro plano.

Quase 3 anos se passaram desde o lançamento de The Hunter, até então o último trabalho de estúdio dos caras, agora os fãs se deliciam com o novo álbum Once More 'Round the Sun. Para aqueles que já acompanharam a banda, não vai soar nada diferente, uma vez que a banda executa uma sonoridade moldada naquilo que já haviam feito nos trabalhos anteriores, mas apresentando uma evolução como sempre ocorreu nos trabalhos lançados. 

As entrevistas cedidas pelos membros da banda antes do álbum vazar, deixavam no ar uma curiosidade. Algumas coisas puderam ser reveladas antes, como em uma entrevista com o guitarrista Bill Kelliher, na qual ele dizia que o álbum não seria conceitual (algo que se tornou uma das características marcantes nos álbuns da banda) e trataria de eventos ocorridos na vida dos membros durante o último ano. A arte do álbum dessa vez partiu para uma linha bem psicodélica, que serviu bem pra representar a vibe contida no álbum.

As duas músicas que foram liberadas antes "High Road" e "Chimes at Midnight" aumentaram a ansiedade que cercava o lançamento do álbum. Duas faixas distintas, a primeira numa pegada bem mais empolgante e dinâmica, já a segunda trazia uma abordagem mais complexa com várias alternâncias de ritmo, um instrumental impecável e vocais excelentes. O álbum é bem produzido e impactante, "The Motherload" traz o baterista Brann Dailor soltando a voz como havia feito no The Hunter. A faixa é um dos highlights do álbum e traz um solo de guitarra pra deixar qualquer um de boca aberta. "Asleep In The Deep" é uma das minhas favoritas do álbum, aquela levada mais viajada como a banda já fez por diversas vezes, se mostra precisa e tocante na faixa e com um refrão transcendental. Ainda temos a incrível faixa de encerramento intitulada "Diamond in the Witch House", na qual temos por mais uma vez a participação do lendário Scott Kelly do Neurosis (e mais uma infinidade de bandas). A construção da faixa me lembra a "Hearts Alive" do Leviathan, um petardo de quase 8 minutos, com riffs impressionantes e Scott Kelly dando um show no vocal.

É difícil pra mim citar todas as faixas, justamente porque o álbum me agradou além das expectativas. Once More 'Round the Sun traz um Mastodon preciso e com uma química impressionante entre os membros. O álbum soa como uma evolução do álbum anterior, fazendo uma visita à alguns elementos já explorados e trazendo algumas novidades, isso sem perder as características que a banda desenvolveu ao longo da carreira. O Mastodon faz o convite, cabe a você decidir se embarca nessa viagem ou não.




Tracklist:
01. Tread Lightly
02. The Motherload
03. High Road
04. Once More ‘Round the Sun
05. Chimes at Midnight
06. Asleep in the Deep
07. Feast Your Eyes
08. Aunt Lisa
09. Ember City
10. Halloween
11. Diamond in the Witch House

Download: Mediafire

 
sexta-feira, 18 de abril de 2014
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Mistress - II: The Chronovisor

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Gênero: Grindcore / Sludge Metal
País: Inglaterra
Ano: 2003

Comentário: A banda inglesa Mistress é oriunda da cidade de Birmingham, esteve em atividade no período de 1998 à 2007 e lançou 4 álbuns de estúdio. Os membros da banda são bem conhecidos para algumas pessoas, simplesmente pelo fato dos mesmos participarem de bandas como Anaal Nathrakh, Benediction e Fukpig.

II: The Chronovisor é o segundo álbum de estúdio da banda e foi lançado no ano de 2003, apresentando uma evolução da sonoridade criada no álbum de estréia. Sem firulas a banda emplaca 9 ótimas faixas distribuídas em 40 minutos e teve como resultado um álbum bem empolgante, agressivo e direto.

É incrível a química entre os membros da banda, justamente pelo fato de todos já se conhecerem de outros projetos e bandas, o que ajudou a desenvolver uma sonoridade onde se nota claramente o entrosamento entre eles. Conduzido por uma série de riffs devastadores, o álbum causa grande empolgação no ouvinte. Faixas como "Psychic One Inch Punch" e "Piss for Blood, Shit for Brains" deixam isso bem claro, o instrumental rápido e pesado é impressionante. O vocal de Dave Hunt soa insano em todas as faixas, algo que não será novidade para aqueles que já conhecem Anaal Nathrakh. "38" é o momento de maior inspiração da banda, um petardo de 12 minutos de muito peso, alternância e agressividade. O álbum ainda conta com duas faixas bônus, ambas covers. São elas "In the Shadow of the Horns" do Darkthrone e "Like Broken Glass" do Crowbar.

II: The Chronovisor é bem tocado e gravado, fazendo a audição do álbum ser bem proveitosa e ainda mais para aqueles que estão afim de um som mais cru e sem enrolação. É o álbum da banda que mais me agrada, mas os outros 3 também são bem interessantes e não fogem da proposta apresentada em II: The Chronovisor.


Tracklist:
01. Rat Piss
02. Psychic One Inch Punch
03. Hell is Other People
04. Wanker Colony
05. The Chronovisor
06. Hit Bottom
07. No Memory
08. Piss for Blood, Shit for Brains
09. 38
10. In The Shadows Of The Horns (Darkthrone cover) *bônus
11. Like Broken Glass (Crowbar cover) *bônus

Download: 4Shared

quinta-feira, 27 de março de 2014
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Amalthea - In the Woods

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Gênero: Post-Metal / Sludge Metal
País: Suécia
Ano: 2014

Comentário: A banda sueca Amalthea começou com uma sonoridade baseada em um Hardcore/Screamo. Com o lançamento do EP "The World Ends With You", a sonoridade da banda mudou para o Post-Metal, estilo que foi muito bem trabalhado em seu segundo álbum de estúdio, chamado In the Woods.

O quarteto formado por Per Skytt (guitarra, vocal), Erik Skytt, (bateria), Jeremias Valsten (baixo) e Simon Mellergårdh (baixo), conseguiu aprimorar a sonoridade desenvolvida no EP que antecedeu o álbum, trazendo 7 faixas muito bem produzidas e inspiradas.

A sonoridade não vai soar como novidade para aqueles que já conhecem o gênero, e para aqueles que ainda não conhecem ou tem vontade de aprofundar mais nele, garanto que o álbum vai corresponder à suas expectativas. O instrumental ficou bem agradável, com todos os membros tocando com qualidade. A atmosfera profunda e tocante ganhou ainda mais com o uso de trompete e trombone em algumas faixas. A alternância entre vocal limpo e harsh, como sempre se torna um dos pontos altos nas bandas do estilo, algo que não foi diferente em In The Woods, com Per Skytt sabendo impôr o alcance ideal e o tom certo em sua performance.

A faixa Harm me agradou bastante, contendo partes mais tranquilas onde a percussão tímida, os dedilhados na guitarra e o trompete ao fundo, dão uma atmosfera incrível no som, enquanto as partes pesadas destacam a técnica que a banda possui. Vapour tem uma variação de ritmo bem agradável, apresentado um vocal limpo bem melancólico em seu decorrer em contraste com o harsh, além de um belo instrumental que novamente esbanja qualidade.

In the Woods não soa inovador, mas é de fato um álbum bem interessante e agradável. A banda em muitos momentos soa como seus conterrâneos do Cult of Luna, que é uma banda que me agrada muito. De qualquer modo, o álbum é altamente recomendado para aqueles que gostam do estilo e apreciam um material bem produzido e tocado.



Tracklist:
01. Rain
02. The Fall
03. Harm
04. Field
05. Vapour
06. Rust
07. End

Download: Mediafire 

domingo, 9 de março de 2014
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The Lion's Daughter & Indian Blanket - A Black Sea

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Gênero: Blackened Sludge Metal / Doom Metal / Folk
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Certas colaborações entre bandas geram ótimos álbuns. Recentemente tivemos uma colaboração incrível entre Ulver e Sunn O))), que resultou num dos lançamentos mais agradáveis e fascinantes de 2014. Também tenho que citar a colaboração entre Neurosis e Jarboe realizada em 2003, digna dos mais belos elogios. Um lançamento que passou despercebido por mim em 2013 e apenas recentemente tive o prazer de conhecer, foi a colaboração entre The Lion's Daughter e Indian Blanket.

Sei que a descrição do gênero que dei na parte de informação do álbum já foi bem chamativa, mas garanto que é ainda melhor do que você deve estar imaginando no momento. The Lion's Daughter é uma banda americana que tem uma sonoridade baseada em um Blackened Sludge Metal, com uma certa pegada de Post-Metal e Doom Metal. Já o Indian Blanket, é uma banda também americana de Folk, com um certo tom sombrio.

A mistura entre essas duas bandas resultou em algo muito belo. O álbum combina peso e suavidade de maneira igual, de modo que as faixas vão apresentar riffs pesados em alguns momentos ou belos arranjos acústicos em outros. Os vocais também são impecáveis, seja o harsh com tom de ódio, ou os vocais limpos de tom melancólico, sempre trazendo uma grande carga sentimental. O álbum em si tem um clima escuro e de pura melancolia, algo que é reforçado com o uso de violinos que deram enfoque nesse clima.

O álbum inteiro é excelente, mas destaco as faixas que mais me agradaram. A faixa de abertura Wolves, já traz à tona a beleza sonora que é Black Sea. Iniciada com um vocal limpo, acompanhado de dedilhados no violão, violinos e uma percussão calma, a música tem uma explosão de melodias em seu decorrer e ganha riffs pesados e uma combinação de vocais harsh e limpo de muita qualidade, com uma pegada Atmospheric sem igual. That Place e Moonshiner, são as duas faixas que encerram o álbum e apresentam as mesmas características iniciais, resumidas em um Folk bem melancólico, com belos arranjos e vocais bem tocantes. A diferença é que a That Place sofre uma grande mudança ao seu decorrer, com a sonoridade do Sludge/Doom se fundindo com o Folk. A Moonshiner (clique aqui para escuta-lá) se mantém apenas no Folk, a faixa se tornou uma das minhas faixas favoritas no geral por sua beleza única, a faixa consegue transmitir ao ouvinte com clareza as emoções contidas nela, algo que eu considero louvável.

Eu gostaria de ficar falando por horas sobre Black Sea, um álbum que é difícil de dar uma descrição rápida pela grandeza que representa em todos os sentidos. Surpreendente, melancólico, tocante e de muita qualidade do início ao fim, é isso o que o álbum representou pra mim. Uma experiência bela para quem gosta de misturas de gêneros adversos e que resultam em algo de qualidade tão fascinante, que palavras não são capazes de descrever tudo merecidamente.



Tracklist:
01. Wolves
02. Gods Much more Terrible
03. Swann
04. Song For the Devil
05. Timeless Waters
06. Sea of Trees
07. That Place
08. Moonshiner

Download: Mediafire

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
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Alaskan - Despair, Erosion, Loss

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Gênero: Sludge / Post-Metal
País: Canadá
Ano: 2014

Comentário: A banda canadense Alaskan foi formada em meados dos anos 2000, já lançou 2 álbuns de estúdio, 2 EP's e um Split. Despair, Erosion, Loss é o segundo álbum de estúdio da banda, lançado após cerca de 3 anos do seu antecessor Adversity; Woe, que foi disponibilizado recentemente pra download no Bandcamp do Alaskan. A banda consiste num trio formado por Scotty (bateria), Gary (guitarra e vocal) e Cory (vocal e baixo).

Despair, Erosion, Loss possui 6 faixas e cerca de 37 minutos de duração. O álbum começa de maneira empolgante com Sacrifice, combinando passagens mais calmas com outras cheias de peso, num clima totalmente de desespero criado pelos vocais precisos e marcantes. Esbanjando técnica e precisão ao longo de seus 5 minutos de duração, a faixa se encerra numa combinação perfeita entre os vocais rasgados e o instrumental pesado. Fiend é a faixa seguinte, começa de maneira menos explosiva se comparada com a faixa anterior. Aqui as coisas caminham tranquilas, num ritmo lento imposto pela banda. Só por volta de dois minutos decorridos de faixa que há uma alteração no ritmo, na qual o instrumental pesado alterna bons momentos na guitarra, acompanhada pelas ótimas linhas de baixo e uma bateria sólida e precisa. A parte final da faixa é de uma beleza incrível, após um momento de ritmo lento, com o instrumental executado de maneira calma ao fundo, enquanto o vocal vai nos conduzindo à uma verdadeira pancadaria no final da faixa, tudo isso num clima de desespero transmitido pelo vocal e o instrumental vindo a fortalecer esse sentimento. Inferno começa de maneira agitada, com o peso se destacando deste início, num instrumental harmonioso e do vocal despejando palavra por palavra, frase por frase, construindo algo incrível. As partes instrumentais não deixam a desejar, esbanjando muita técnica e talento, a banda consegue criar nos momentos finais da faixa, uma atmosfera singular, tocante e o mais importante: sincera. Submerged inicialmente me lembra o Isis na época do Celestial, uma faixa pesada, agressiva e impetuosa. Repentinamente ocorre uma quebra de ritmo que muda totalmente a cara da faixa, onde existe um ruído estridente ao fundo, em meio ao instrumental quase ausente, antes retornar ao peso inicial que a faixa havia apresentado. O início de Guiltless por um momento nos faz pensar que seria uma faixa calma, mas não. Após alguns instantes o vocal surge acompanhado do instrumental novamente pesado, aqui num tom ambíguo de sentimentos, sendo eles raiva e agonia. A atmosfera criada pela banda é muito bela, mesmo nas partes mais lentas e calmas, onde apenas dedilhados na guitarra e uma percussão quase que mínima ditam o ritmo ou no final dinâmico e pesado, onde a banda consegue envolver o ouvinte na atmosfera contida na faixa. Eternal é a faixa de encerramento e minha favorita no álbum. A alternância constante no instrumental, a atmosfera profunda e a sensação de desespero transmitida por ela, são sensacionais! Pouco antes dos 3 minutos de faixa, temos um dos momentos mais belos do álbum, uma sequência instrumental linda, cheia de harmonia, serena e caminha de maneira sublime, até que novamente surja o vocal agressivo e a faixa ganha um final explosivo e muito bem executado.

Despair, Erosion, Loss é algo muito bom de se ouvir, com certeza vai te envolver na atmosfera criada pelas faixas e lhe proporcionar bons momentos. Uma informação bacana é que todo material da banda está encontra disponível pra download gratuito em sua página do Bandcamp. Fica aí a dica para aqueles que assim como eu, apreciaram cada segundo deste álbum incrível!


Tracklist:
01. Sacrifice
02. Fiend
03 Inferno
04. Submerged
05. Guiltless
06. Eternal

Download: Mega


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
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Kylesa - Time Will Fuse Its Worth

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Gênero: Sludge Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: Kylesa é um banda de Sludge Metal americana oriunda de Savannah, Georgia. Os membros formadores eram membros do Damad, uma banda de Sludge/Crust surgida no início da década de 90. Time Will Fuse Its Worth é o terceiro álbum de estúdio da banda e o primeiro a contar com a adição de uma segunda bateria. O line up da banda nesse álbum era composto por Phillip Cope (guitarra / vocal), Laura Pleasants (guitarra / vocal), Corey Barhorst (baixo / vocal) e os dois bateristas, Jeff Porter e Carl McGinley.

O Kylesa nos dois álbuns anteriores, fez um som que apesar de ótimo, ainda não empolgava tanto como o que foi desenvolvido em Time Will Fuse Its Worth. A começar pelo fato da banda ter adicionado mais uma bateria, o que não é algo inédito, mas certamente somou muito e abriu novos horizontes na sonoridade da banda, sem falar que ao vivo é totalmente destruidora a performance dos dois bateristas. Tenho que ressaltar que nesse álbum a banda incorporou alguns elementos progressivos e até mesmo um pouco de psicodelismo ao som, diferente dos dois primeiros que tem uma sonoridade bem tênue e não tão variante como encontramos nesse álbum. Outra coisa que merece ser destacada são os vocais e riffs esmagadores encontrados no álbum. Laura e Phillip esbanjam técnica e habilidade com as guitarras e uma grande energia e disposição nos vocais.

O álbum se inicia com uma Intro, caracterizada por ritmos tribais, tons distorcidos e um grito ao fundo, que ao aumentar o tom abre caminho para What Becomes an End, inicia-se assim uma pancadaria da melhor qualidade, anunciada pelos vocais raivosos de Laura acompanhados pelos do Phillip e do Corey, acrescentando intensidade ao som. Hollow Server começa devastadora e ganha um tom menos agressivo na metade da  faixa, onde a banda apresenta guitarras com um tom psicodélico. Where the Horizon Unfolds tem um início "sombrio", mas rapidamente isso é abandonado e a banda volta a executar sua proposta sonora agressiva. Between Silence and Sound é um dos pontos altos do álbum, trazendo uma abordagem mais progressiva, a música vai se desdenhando através de ótimos riffs, baterias num ritmo empolgante e vocais impressionantes. Intermission dá uma amenizada nas ações da banda, apresentando a mesma proposta da Intro, ritmos tribais acompanhados por guitarras cheias de distorção. As baterias são o destaque inicial em Identity Defined, seguidas pela ótima sequência de riffs e os excelentes vocais de Laura e Phillip, além de um solo lindo na metade final da faixa. Ignoring Anger tem uma introdução feita no teclado, prezando a calmaria... até que a banda novamente quebre o clima com seu instrumental pesado. A faixa é outro ponto alto no álbum , muito bem construída e executada, dando destaque à todos os instrumentos. The Warning também tem seu início executado no teclado e começa a se moldar nos primeiros instantes pela ótima sequência dos vocais de Phillip e Corey. O momento mais sensacional da música ocorre quando Laura surge nos vocais, pouco após uma parte mais calma, a moça aparece "berrando" de forma linda, juntamente de um instrumental pesado e coeso. O fim do álbum é com o duo de bateristas esbanjando técnica em Outro.

Time Will Fuse Its Worth foi o ponto de partida das mudanças que fizeram do Kylesa a banda que é hoje. As inovações e experimentações feitas pela banda no álbum foram ótimas, possibilitando a banda expandir ainda mais sua sonoridade. O álbum é excelente e após escutá-lo, dificilmente você vai conseguir deixar ele de lado, passará a ser uma de suas referências ao se falar de Sludge Metal da melhor qualidade.


Tracklist:
01. Intro
02. What Becomes An End
03. Hollow Severer
04. Where The Horizon Unfolds
05. Between Silence And Sound
06. Intermission
07. Identity Defined
08. Ignoring Anger
09. The Warning
10. Outro

Download: Mediafire

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
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Neurosis - Honor Found in Decay

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Gênero: Sludge / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: O Neurosis é a banda que mais escuto atualmente, e não é pra menos! Os caras fazem um som incrível, muito bem elaborado e interessante. A banda é bastante influente e tida como pioneira do Post-Metal.

Na época em que esse álbum saiu, vi alguns comentários negativos sobre ele... e até hoje gostaria de saber o motivo. O que temos aqui é uma obra de arte que vai se completando a cada música executada, na qual a atmosfera triste, desesperada e certas vezes confusa, ditam o ritmo do álbum.

Uma banda que sempre vem moldando seu som, experimentando, arriscando e acertando. Honor Found in Decay nos trás a bagagem adquirida pela banda em todos esses anos, com a mesma proposta dos anteriores, mas modificada necessariamente para se desmembrar dos demais. As guitarras pesadas, a distorção em alguns momentos, os pianos, sintetizadores e órgão se misturam pelas faixas, lideradas pelos vocais de Scott Kelly Steve e Von Till, que por mais uma vez deram conta do recado e conseguiram transmitir com clareza as emoções, sentimentos e desabafos contidos nas letras. Se você escutar o álbum e não se agradar de primeira, não me culpe. O álbum está além da captação ágil e simples dos nossos ouvidos e mentes, como em todos os trabalhos da banda, é algo que você vai descobrindo e redescobrindo com o passar dos dias e cresce de maneira singular dentro do seu conceito.

O ponto alto do álbum na minha opinião é My Heart for Deliverance, onde o tom de desespero é marcante e a dúvida quanto à um determinado algo prende o ouvinte, tendo em seu ápice uma explosão de melodias em um atmosfera incrível que somente o Neurosis é capaz de fazer. Mas ainda destaco At the Well e Casting of the Ages, ambas magníficas. Um dos melhores álbuns lançados em 2012 na minha opinião.


Tracklist:

01. We All Rage In Gold
02. At The Well
03. My Heart For Deliverance
04. Bleeding The Pigs
05. Casting Of The Ages
06. All Is Found… In Time
07. Raise The Dawn

Download: Mediafire

 
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
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Noye - Away

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Gênero: Sludge / Post Metal
País: Rússia
Ano: 2012

Comentário: Os russos do Noye criaram a banda no ano de 2010 e lançaram seu álbum debut no ano de 2012. O quarteto é mais um que resolveu se aventurar no Sludge/Post Metal. A banda é composta por Andrey Severin no baixo, Andrey Ermakov na bateria, Captain Beard na guitarra e Evgeniy Severin no vocal e guitarra.

Land of Silence and Darkness é a abertura do álbum, trata-se de uma faixa instrumental, eletrônica e experimental, uma característica mantida em todas as faixas instrumentais contidas no álbum, que servem de interlúdio entre uma música e outra. A faixa Mire, inicialmente tem uma pegada bem agradável, conduzida por uma série de ótimos riffs, que são acompanhados pelo ótimo vocal de E. Severin, que mantém um excelente nível ao decorrer da faixa, sempre potente e fazendo valer o instrumental. Dead Stones é uma faixa conduzida por uma série de ótimos riffs e com leves distorções em alguns momentos.

Spinners segue a mesma proposta das demais, seu diferencial é a distorção e efeitos contidos em quase toda a faixa. Dark Wing é a seguinte, mais uma faixa instrumental, que prepara o ouvinte para  Fracture, que apesar de ter uma duração curta, é uma faixa impressionante. Sludge da melhor qualidade, agressivo e sem firulas. O vocal do E. Severin está impecável nessa faixa. Gjöll é mais uma faixa instrumental, na mesma pegada eletrônica das instrumentais anteriores.

Hrimthurs vem logo na sequência, um jam sensacional, onde os membros da banda esbanjam habilidade e qualidade. O ótimo ritmo criado pela bateria, é acompanhado pelos ótimos riffs, aqui menos agressivos e mais melódicos, além do baixo que não deixa por menos no quesito qualidade. Terror é outra faixa de destaque, E. Severin mescla seu harsh vocal com um vocal mais limpo e com certo tom de agonia em alguns momentos.  Logo após, vem outra instrumental que leva o nome Disconnection. The Shelf é minha favorita do álbum, seu início primoroso, onde as pancadas na bateria somadas aos berros de ódio feitos por E. Severin empolgam o ouvinte. Tenho que elogiar o trabalho desempenhado pelos guitarristas nesta faixa em especial, conseguiram criar riffs impressionantes. A faixa tem uma quebrada no ritmo em certo momento, que cede espaço para um longa sequência de riffs pesados e em alguns momentos cheios de distorção.

O álbum é bastante interessante pra quem já conhece e gosta do gênero, e até mesmo pra quem tem interesse em conhecê-lo. A sonoridade lembra um pouco os dois primeiros álbuns do Cult of Luna, mas com uma abordagem não tão complexa. Mas a banda não é apenas mais uma derivação nesse meio, muito pelo contrário. É uma banda criativa e com uma inspiração nítida, que pode surpreender ainda mais no futuro.




Tracklist:

01. Land of Silence and Darkness
02. Mire
03. Dead Stones
04. Spinners
05. Dark Wings
06. Fracture
07. Gjöll
08. Hrimthurs
09. Terror
10. Disconnection
11. The Self

Download: Mega


sexta-feira, 15 de novembro de 2013
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte I

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Olá, minha galera bonita de Deus e Belzebu! O Pignes sente-se orgulhoso em dizer que encarou horas de viagem dentro de uma estufa móvel (leia-se: um ônibus cheio de gente suando por todos os poros sob um sol de humildes quarenta graus à sombra) a caminho de Belo Horizonte no último fim de semana, para trazer pra vocês a cobertura completa (ou quase) deste grande evento do underground e da música alternativa de nossa Terra de Santa Cruz. Foram vinte e duas bandas numa apresentação contínua e sem pausas pra fôlego, espremidas num tempo de mais ou menos onze horas de shows que reuniram grandes, bons, velhos e novos nomes do hardcore, sludge, post metal e da música experimental em geral. E foi num clima eclético e frenético que o festival organizado pelo blog Exhale the Sound transcorreu.

Por conta do número enorme de bandas envolvidas nesta resenha, ela será dividida em dois posts. Leia e exale o som da música torta.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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God Demise - S/T

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Gênero
: Crust/Sludge
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Não é preciso se estender muito nessa resenha, quem leu o gênero da banda já curtiu sem eu precisar dizer mais nada. Mas acreditem, tem muito mais em God Demise do que simplesmente o óbvio e bem mais do que se espera de um álbum cuja duração é menos que 10 minutos.

Gravado em casa, S/T é o primeiro trabalho dos belorizontinos, que formaram a banda no final do ano passado. É um misto despretencioso de sujeira hardcore advinda de todas as direções possíveis - sludge, doom, d-beat, crust, grind - e uma pegada particular brutalmente obscura, que a diferencia e define. Os vocais são miméticos, ora soando totalmente sludge, como na faixa Sightless ora soando perfeitamente Crust, com em Allright Eyes. Isso sem falar na profundidade que tomam na última faixa, Abound In Hate. O instrumental é condizente com essas variações, ora arrastadíssimos, ora totalmente atmosféricos com um pézinho no Noise e ora completamente energéticos.

A gravação caseira da demo é incrivelmente perfeita pra sonoridade do grupo: Ao mesmo tempo que é limpa o suficiente para a veia Crust sobressair sem obstáculos, é suja na medida certa pros arrastões do sludge corroerem as caixas de som de dentro pra fora. E como a banda aposta, como já descrito, numa pegada mais obscura e intensa, o baixo tem papel especial na receita e toma essa responsabilidade com louvor em todas as faixas. S/T é uma daquelas demos que deixam uma vontade absurda de ver onde essa idéia vai dar.

God Demise é uma das bandas que eu mais to ansioso pra ver ao vivo no Exhale The Sound Festival, que vai rolar semana que vem, dia 9 de Novembro, em Belo Horizonte. Ao vivo os caras devem mostrar toda a pegada que a demo nos incita. Fiquem de olho nesses caras, recomendado demais.

Teaser dos caras pro festival:




PS: Essa capa da demo é fodona.

Tracklist:

1. Unaware Mind 02:22
2. Slumbering 01:47
3. Vagary 01:36
4. Alight Eyes 01:35
5. Sightless 01:27
6. Abound in Hate 01:03



terça-feira, 26 de março de 2013
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Entropia - Vesper

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Gênero: Black Metal / Sludge / Post-Metal
País: Polônia
Ano: 2013

Comentário: Após um tempinho sem postar, e pensando cá com meus botões, fui vendo aqui na minha biblioteca de bandas e me deparei com um lançamento de 2013, mais precisamente de fevereiro, e que mexeu comigo já na minha primeira audição e achei imprescindível compartilhar tal obra com vosotros. Trata-se do debut do quinteto polonês chamado Entropia, que nos brinda com um som caótico, arrastado e muito sombrio.

Tudo nesse album me chamaou a atenção, a começar pela arte da capa, feita por Marcin Gadomski, que na minha opinião retrata muito bem o disco, uma coisa cinzenta, obscura e delicada em certos aspectos. A produção e mixagem também devem ser ressaltados, um disco independente e realmente irretocável, com a sonoridade e ambientação perfeitas, com volumes e nuances poucos vistos por minha pessoa. O lineup conta com Patryk Budzowski na bateria, Michał Duda na guitarra, Damian Dudek nos teclados, Michał Dziedzic nos vocais, guitarra e samplers e Marek Ceńkar no contra-baixo e vocais, formando um time de primeira linha, introsado e muito homogêneo sem o mínimo de equívocos.

O cd é perfeito em sua concepção, e trata-se um trampo temático, com os títulos das canções sendo nomes de grandes pensadores/personagens da história da humanidade. Como de costume nas minhas resenhas, eu comento algumas faixas do trabalho, e muitas vezes eu cito que é dificil escolher uma canção de destaque, e dessa vez é impossível então comentarei o disco ao todo. Por ser um disco coerente, coeso e linear, a variação instrumenal, vocal e lírica é realmente escassa, o trabalho ao todo tem um ambiente melancólico, arrastado, guitarras com riffs extremos e muito bem feitos, contrastando com passagens limpas e harmoniosas resultantes de palhetadas soberbas, bateria que tem batidas hipnóticas, mas que em certo ponto retrata bem o desespero. O baixo é algo realmente presente, e muito estralado, o que na minha opinião enriquece a sonoridade. O vocal visceral é permeado com growled vocals pontuais, o que deixa as coisas maravilhosas. Mas o diferencial fica por conta dos teclados e samplers. Colocados de forma magistral, em algumas passagens singelas, discretas, mas sempre presentes, responsáveis pelas variações das nuances, e por compactar o disco e faze-lo soar como uma única peça.

Um disco maravilhoso, único, uma experiência soberba, um trabalho que nos faz pensar na vida, ou na falta dela, nos levando a agonia e para alguns ápices emocionais. Um cd para se ouvir e ser aclamado após cada audição, masterpiece, um dos grandes lançamentos do ano até aqui, download obrigatório pra quem curte o gênero ou quera apenas um disco lindo pra pensar na (ex)amada.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.Dante - 04:39    
2.Gauss - 07:24    
3.Pascal - 10:24    
4.Vesper - 08:20    
5.Tesla - 09:26    
6.Marat - 09:05

Download:
Mega / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer / Turbobit / Queenshare
sábado, 23 de março de 2013
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Wolvhammer - The Obsidian Plains

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Gênero
: Black/Sludge Metal
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Formados em 2008 em Minneapolis nos EUA, o Wolvhammer mal saiu do berço e já estuprou todos os ouvidos que alcançaram este segundo disco, The Obsidian Plains, lançado em 2011. A vibe de mesclar o Sludge Metal e o Black Metal não é nova, porém ela geralmente tende mais ao lado Doom Metal da coisa, o que já não acontece por aqui. Wolvhammer é violento, pesado, rápido e direto, mas se dá o luxo de ter uma pegada hardcorezada e obscura a lá Crustcore, só que bem menos caótica que bandas como Martyrdöd, sabendo cadenciar os riffs na medida certa pra casar com a intensidade dos vocais rasgados e imundos.

As faixas oscilam entre momentos extremamente pesados do Black Metal/Crust, trechos 'melódicos' ligados a influência do Doom Metal e momentos violentíssimos onde a veia do Sludge toma conta. E isso numa única faixa. A sonoridade do Wolvhammer é bastante original nesse sentido, a mescla dos estilos aos quais ela se propõe é bastante homogênea, a transição entre os momentos durante as faixas é bastante fluida e o feeling transborda. Wither, por exemplo, começa violenta e extrema, pra do meio pra frente ter uma cadenciada no ritmo brusca para um Sludge pesado na linha de bandas como Thou e Monarch!, e depois ainda volta a ser pesada. No outro extremo, Ghosts In The Water começa cadenciada num ar de Doom/Sludge Metal bastante obscuro, e quando se menos se espera, entram blast beats e tremolos geladissimos, cortando a espinha. É uma variação maravilhosa e constante em todas as faixas que nos prende do início ao fim no disco, sem cansar. Ainda há espaço pra muito mais coisas e influências, que só ouvindo e reouvindo pra sacar.

Naturalmente, apesar dessa ligeira originalidade na mescla de sonoridades, o som do Wolvhammer é altamente influenciado pela cena do Metal estadunidense, especialmente do USBM de bandas como Cobalt e dos trechos mais intensos do Sludge do Neurosis. Nada que seja um problema, mas na realidade isso acaba com grande parte da possível sensação de nunca ter ouvido nada igual antes que a banda poderia proporcionar. Aqui e ali tudo é muito familiar, embora extremamente bom.

Recomendadíssimo pra quem curte uma sonoridade mais extrema, rápida e intensa, mas sem perder a obscuridade e o feeling. Aos fãs de todas as bandas citadas na resenha, um prato cheio imperdível.




Tracklist:

1. The Gleaming 06:59
2. Writhe 07:40
3. Bones of the Pious 04:35
4. Ghosts in the Water 05:46
5. Shadowhorn 03:46
6. A Defiled Aesthetic 06:59
7. The Sentinels 08:20

Download:

Mega//Bayfiles//Gamefront
sexta-feira, 1 de março de 2013
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VA - Doommantia Vol. 1

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Gênero:
Doom Metal (Stoner, Sludge, Drone, Doom/Death, Tradicional, Pyschedelic Rock)
País
: Vários
Ano: 2012

Comentário: Doom Metal, um dos principais subestilos do Heavy Metal, muito provavelmente inclusive o primeiro de todos, cadencia e obscurece a música desde os anos 70. Lá se vão tantas décadas, onde o estilo se desmembrou em vertentes tão diversas como o popular Stoner Metal e o extremamente obscuro Funeral Doom, além da vibe atmosférica do Drone e o peso do Doom/Death ou do Sludge Metal. Nesse meio tempo milhares de bandas surgiram em todo mundo, mas nada se compara ao boom que o estilo teve dos anos 90 pra cá, quando surgiram bandas como My Dying Bride, Katatonia, Anathema e Paradise Lost, e nos anos 2000, com a internet. Internet que expandiu os limites do estilo de uma forma tão absurda que facilmente hoje em dia podemos ter acesso a bandas do estilo advindas do mais diversos cantos do globo, como a 1000 Funerals do Irã, o YOB do Japão, o Orphaned Land de Israel, o Mar de Grises do Chile e o Grämlich da África do Sul. E isso graças a sites de divulgação do estilo, como por exemplo, o Doommantia.

Na ativa a vários anos, o site se dedica a resenhas e entrevistas, de álbuns e artistas do gênero, em suas mais diversas vertentes, e se tornou uma referência no assunto, especialmente depois que criou o fórum Doommantia, um dos melhores lugares da internet pra se discutir Doom Metal com gente de todos os cantos do mundo. Porém, chegamos a parte da história que infelizmente é o objetivo deste post. O site foi cofundado por Ed Barnard, que ergueu o site de um mero blog à um site dedicado ao estilo como era até julho do ano passado, quando Ed sofreu um ataque do coração. Desde então Ed passou a necessitar de medicamentos caríssimos e cuidados médicos intensivos.

Ed e uma peita do Burning Witch. Moral.
Ed Barnard tem uma doença cardíaca congênita chamada de Síndrome de Eisenmenger. Seu mais eficiente tratamento é uma cirurgia delicada e de custo estapafúrdio, com os quais Ed não pode arcar. Após o acontecido, Ed conseguiu arduamente seguir sua vida até que, devido aos custos totais de cuidados médicos de internação, o cara foi despejado da casa onde morava e atualmente vive em abrigos, de favor ou na rua. Sim, a situação é trágica nesse nível. A situação de Ed gerou diversas atitudes de apoio ao cara, desde o apoio psicológico de toda a comunidade que acomapanhava o site, até ajuda financeira advinda de shows beneficentes, doações de amigos e até mesmo uma doação direta da Earache Records, uma das mais conceituadas gravadoras de Metal Extremo do mundo. Porém nada disso ainda foi suficiente para Ed, que piora a cada dia mais, como visto em atualizações postadas regularmente por sua esposa Sally Doomvixen no próprio Doommantia e nos fóruns.

Em vista disso, uma das mais legais formas de angariar custos em benefício de Ed foi esta coletânea que vos posto, Doommantia Vol. 1, um compêndio de nada mais nada menos que 39 bandas de Doom Metal de todo o globo e de mais variadas vertentes em mais de 4 horas de música, tudo isso coroado pelo lindíssimo artwork produzido pelo artista Coby Ellison e custando meros 7 dólares, em torno de 14 reais, disponível via download no Bandcamp. 7 dólares que além de ajudar Ed, traz consigo uma fantástica coletânea com somente bandas de qualidade surpreendentemente boa, do inicio ao fim. Desde Sludge, Death/Doom, Stoner e Psychedelic Rock até Drone, a seleção é realmente incrível. Eu confesso que adquiri a coletânea para ajudar Ed, mas me surpreendei positivamente logo na primeira audição com a qualidade das bandas aqui presentes. Então, esse post além de ser um apoio à Ed e ao Doommantia, é uma forma de apresentar-vos a uma das mais fantásticas coletâneas do estilo que vocês podem encontrar por aí.

Óbviamente neste post não haverá links para download, vou deixar apenas o link da coletânea no Bandcamp para que comprem e ajudem Ed se se interessarem. Só pra citar, a pouco mais de dois anos atrás o criador do Ignes Elevanium, Alexandre Ferreira, nosso querido Alx, faleceu devido ao mesmo problema cardíaco. Uma infeliz coincidência que só nos motiva ainda mais à divulgar a coletânea e tentar ajudar Ed da forma como podemos. Ajudem também. E lembrem-se: eu não estou exagerando só por que é uma causa nobre. A coletânea é realmente excelente. Vale muito a pena. Doações de qualquer valor independentes da coletânea também podem ser realizada no próprio site do Doommantia, à direita, via paypal. E é isso, agora é com vocês.

Tracklist:

1. Blackwolfgoat - Tyche 04:11
2. At Devil Dirt - Let It Flow 06:57
3. Low Gravity - 27 Names 07:42
4. Ichabod - Hollow God 05:46
5. Fister - Deaf Wish 04:40
6. Undersmile - Anchor 12:43
7. Compel - A National Acrobat (Black Sabbath) 06:50
8. Iron Man - Choices (Acoustic) 04:28
9. Wizard's Beard - Subirse el Muerto 08:34
10. OceansRainbow - Metatron's Cube 12:28
11. Beelzefuzz - Peace Mind 02:35
12. Conan - Hawk as Weapon (Live) 06:50
13. Lazarus Complex - The Least of These 04:42
14. Spyderbone - Your God 05:15
15. Order of the Owl - Cocaine Super Demon (7-Inch Edit) 05:55
16. Dope Flood - Uncertain 04:42
17. War Injun - War Injun 07:50
18. Heathen Bastard - Cannabis Giganticus 03:17
19. Halmos - Theory 05:56
20. Križ - Surrounded by Evil (Fulfilled with Love) 04:22
21. Bongripper - Sex Tape 04:12
22. Demonaut - Fallen/Risen 05:15
23. In the Company of Serpents - Malice 07:38
24. Switchblade Jesus - Oblivion (Live) 07:08
25. Pale Divine - Black Coven 06:10
26. When the Deadbolt Breaks - The Scavengers Daughter 07:24
27. Bastard of the Skies - Grays Sports Almanac 03:49
28. Gorgantherron - Cemetery Shoes 03:31
29. Screaming Mad Dee and Alex Vanderzeeuw - The Situation Dies 02:47
30. Chowder - The Innsmouth Look 03:40
31. War Iron - Inch Cape 12:09
32. Hollow Leg - Warbeast 06:41
33. Crawl - Butchers Hollar 02:48
34. Desolation - The Light is Gone 10:35
35. Ketea - Quiet Ruin 09:18
36. Sludgethrone - Tortured Reach 07:00
37. Vulture - Long I Crawl 05:38
38. Wolfpussy - Last Call 03:25
39. The Departure - Farewell 03:50

Pra ouvir e comprar no Bandcamp:



Só pra sacarem o nível da coletânea, temos coisas a esse patamar aí no meio. Finíssimo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
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Batillus - Furnace

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Gênero
: Doom/Sludge/Black Metal
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Batillus é uma banda bem nova no cenário estadunidense do Doom Metal mais extremo, tendo se formada em 2008, mas no entanto de lá pra cá já tendo lançado 3 splits, 2 EPs, 1 Full e estar prestes a lançar mais um Full em 2013. Furnace é o debut da banda, de 2011, e um imperdivel disco pra fãs de bandas como Burning Witch, Monarch!, Thou e afins.

A sonoridade de Furnace é um constante misto de um instrumental voltado para diversas vertentes do Doom Metal com vocais bem além do próprio estilo, bem mais pesados, rasgados e intensos que o previsível. O mais interessante da banda é que o instrumental oscila entre trechos cadenciadíssimos onde a banda se aproxima bastante de um Funeral Doom extremamente seco, até momentos mais pesados onde a influência do Sludge e até mesmo do Stoner Metal é evidente. E nesses trechos é que os vocais de Fade Kainer são melhor aproveitados, dando um feeling excelente e até mesmo uma pegada levemente diferenciada pra outras bandas do estilo, permanecendo extremamente violento e arrastado ao mesmo tempo.

Quem curte bandas como o Eyehategod, que pratica um Sludge mais obscuro, provavelmente se sentirão em casa com o Batillus, e ainda vão ganhar o fato que a banda pega outras influências interessantes no seu som, mas nessa mesma vibe obscura e violenta. Há a presença não muito constante de teclados aqui e lá na sonoridade, algo meio inesperado pra uma banda desse estilo, porém que combina muito bem em certos momentos mais cadenciados e próximos a um Funeral Doom pesado, como dito antes. Em certos momentos a banda no entanto cai de cabeça no Black Metal, seja com blast beats ou seja com vocais extremamente abafados e rasgados. No entanto, nesses trechos, as guitarras permanecem bem cadenciadas o que torna a sonoridade mais próxima de um DSBM extremamente lúgubre, o que combina extremamente bem com o Sludge Metal. Então fica tudo em casa, e flui muito bem.

Batillus é uma excelente banda que se propõe a fazer um estilo relativamente saturado mas o faz com excelente proficiência e ainda tem seu diferencial em detalhes muito importantes. Recomendado que apreciem enquanto o novo da banda não sai, e a previsão é sair em março, pois os teasers do disco preveem um excelente lançamento pra 2013 no estilo.




Tracklist:

1. ...And The World Is As Night To Them 08:53
2. Deadweight 05:39
3. Uncreator 03:39
4. The Division 08:21
5. What Heart 07:44
6. Mautaam 10:08

Download:

Bayfiles//Gamefront//Outros Links (Mirrorcreator)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Cult of Luna - Vertikal

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Gênero: Atmospheric Sludge Metal/Post-Rock/Electronic
País: Suecia
Ano: 2013

Comentário: Foram 5 anos desde que o Cult of Luna lançou Eternal Kingdom, seu ultimo álbum até então. Fora também o maior hiato que a banda manteve entre um disco e outro desde seu debut auto-intitulado, onde mantiveram uma frequência de até então, 2 anos na gravação de cada trabalho. Os suecos lançaram 5 discos na década passada e se firmaram como um dos nomes mais proeminentes em uma das reinvenções mais interessante que o heavy metal ganhou nos anos 2000, a tal da nova safra do metal progressivo, ou post-metal, ou atmospheric sludge metal, chame como quiser. 

O que temos aqui é mais um trabalho de alta qualidade como seus cinco antecessores, tendo sua maior inspiração nascida do filme Metropolis de 1927, dirigido pelo austríaco Fritz Lang, onde o conceito não aparece vagamente, mas está ali influenciando não só a parte lírica como também sua sonoridade e até sua parte gráfica. Vertikal não é uma obra de fácil absorção, é o tipo de disco que precisa de diversas audições para que sua digestão seja feita por completa (convenhamos, é algo que a maior parte dos bons álbuns progressivos pedem). Suas influências atiram para várias direções, do post-rock ao krautrock, industrial e dubstep (calma, mais pra frente eu explico), e não fique com medo, não há nada desconexo por aqui, muito pelo contrário, o que temos é um trabalho bem coeso. Sem dúvidas a maior inovação em relação aos seus antecessores fora a grande incorporação de elementos eletrônicos permeando todo o disco, e se a parte atmosférica anteriormente sempre fora de grande preocupação, em Vertikal a tradição se mantém, mas apresentada de forma diferente, as passagens acústicas, as guitarras limpas abrem espaço para um uso extremamente constante de programações eletrônicas.

O disco é longo, como eu disse, precisa de calma para ser degustado, desde sua introdução com a faixa The One que puxa muito para o industrial e também para o clima de Metropolis com estruturas lineares, remetendo justamente ás maquinas do filme de Lang. Á seguir I: The Weapon abre de fato o disco com uma potência absurda, logo em seu primeiro segundo o urro de Klas Rydberg surge monstruosamente com guitarras pesadas que trabalham ao longo da faixa sempre junto de toques eletrônicos e momentos contrastantes de melancolia, porém, isso só guarda a surpresa que vem a seguir, Vicarious Redemption, o grande destaque do disco. Um épico de 20 minutos, mais de 5 minutos apenas de introdução numa crescente digna das melhores bandas de post-rock acompanhada por batidas repetitivas (lembra o que eu falei sobre as maquinas de Metropolis?) para então por fim chegar uma progressão de acordes, uma nova crescente em clima soturno e por fim a porrada sonora, o sludge vem visceral e se mantém até que OPA, WOB WOB WOB, pois é, por cerca de 30 segundos o Skrillex ataca e uma dose de wobble bass, é descarregado, confesso que comecei a rir na primeira vez que aquilo surgiu, o negócio pula na sua cara do nada, mas quer saber? até que ficou legal, e a pancada continua, o peso só aumenta até chegar no estado de caos, Vicarious Redemption é forte, e grande concorrente a música do ano na opinião de quem vos fala. (Eu sei que ainda é muito cedo pra isso, mas o negocio é do caralho).

O resto do disco mantém o mesmo padrão de qualidade, após Vicarious temos The Sweep, um quase que interlúdio eletrônico, meio sci-fi, projetado por urros macabros de "Hail falls; Burn like fire; Hate turns; The swell. The end." Sinchronicity sendo a que mais se aproxima do metal industrial com sua repetição de riffs e suas inúmeras camadas eletrônicas. E o disco segue nessa interação eletro-metal, onde é interessante notar como muitas vezes as batidas eletrônicas servem pra dar um boost nos graves deixando o disco ainda mais pesado, mas também serve para exprimir a parte atmosférica do disco, criando aquele climinha que todos adoram do contraste entre o agressivo e o melancólico. Por fim o disco é encerrado por Passing Through, onde Klas demonstra mais uma vez que muito além de rasgados e guturais viscerais, possui belos vocais limpos, que funcionam muito bem em faixas calmas e melancólicas (And With Her Came The Birds do Somewhere Along The Highway é uma das coisas mais lindas da vida).

Vertikal é um grande álbum, daqueles que crescem a cada ouvida e que mesmo tendo sido lançado nos primeiros dias de Janeiro, deve ser lembrado no final do ano por todas aquelas listas de melhores que todo mundo adora publicar.

Tracklist

1.The One 2:16
2.I: The Weapon 9:24
3.Vicarious Redemption 19:51
4.The Sweep 3:09
5.Synchronicity 7:13
6.Mute Departure 9:08
7.Disharmonia 0:45
8.In Awe Of 9:56
9.Passing Through 6:03



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sábado, 15 de dezembro de 2012
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Mastodon - Discografia

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Gênero: Progressive Rock/Metal/Sludge
País: Estados Unidos
Tempo em atívidade: 1999-Atualmente

Comentário: Mastodon {Atlanta, Georgia} foi formada em 1999, e durante a ultima década ascendeu de forma meteórica se tornando febre e conquistando pelo mundo adeptos vindos de diversos nichos, pessoas que não possuíam a minima empatia por música pesada passaram a simpatizar com o quarteto, alcançaram uma posição rara, o de fazer música estritamente pesada, mas que ficou longe de se limitar a um único segmento de público. A banda se destaca por consolidar um som próprio, onde fica um pouco difícil definir limites e barreiras, pois, de álbum para álbum ela consegue ser dinâmica, inconstante e isso sem deixar de lado suas próprias características sonoras já muito bem definidas e sedimentadas.

Cheios de técnica, a banda faz o contrário de muitas outras ditas progressivas e dispensa firulas desnecessárias, apesar de sempre surgir algum instrumento, nem que sutilmente e ligeiramente "solto", antecedendo, sobressaindo ou sucedendo as faixas, além de várias mudanças no andamento das músicas, investem principalmente na originalidade e numa mistura magnífica de estilos pesados e violentos como o Groove e o Hardcore. Somando com o caótico e contrastante Sludge e acrescentando ainda uma quantidade considerável de Stoner Rock, Rock Progressivo, Post-Rock entre outros elementos, fazem um grande caldeirão onde poderemos saborear sonoridades próximas às empenhadas por bandas influentes como Melvins, Neurosis, ISIS, Kyuss, e lembranças de revolucionárias como Pink Floyd, Black Sabbath e King Crimson.

Quem escreve e faz os uploads:

 
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