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segunda-feira, 14 de julho de 2014
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Frida – Original Motion Picture Soundtrack

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Gênero: Folk / Mariachi / Tango / Música Tradicional Mexicana
País: Estador Unidos
Ano: 2002

Comentário: Dia desses finalmente tomei vergonha na cara e vi a cinebiografia da Frida Kahlo, uma das maiores pintoras mexicanas, que apresenta em seus trabalhos uma estética totalmente inovadora, sofrida, decidida, autêntica, transgressora e delicada. Não tenho eu palavras para descrever o quanto a obra dela me toca, do quanto eu vejo e não tento compreender o que está ali, porque é um erro tentar ler um artista dessa maneira. Mesmo que por mais que me falem que não se deve julgar a tela pela história de vida daquela assinatura é inegável que com a Frida essa regra se torna exceção. Ela se pintou em seus quadros, criou uma vida com aquelas telas – criou a vida dela. E novamente repito, acho que tudo que eu falar aqui sobre os quadros dela vai ser pouco, eu nunca vou conseguir descrever o quanto sou realmente grato por um dia ter encontrado com o trabalho dela.

Enfim, quadros a parte, vamos ao filme. A atuação de Salma Hayek é impecável como Frida e o que faz moldura para a maravilhosa atuação dela, além de seu fascínio pelo trabalho da Kahlo, é a trilha sonora. Composta basicamente por Elliot Gondenthal, compositor norte-americano que já trabalhara em filmes como “Entrevista com o Vampiro” (por sinal as trilhas sonoras dos filmes são bastante diferentes), a trilha de Frida é bastante tradicional, sem contar com pop/rock tipicamente presentes nas trilhas de Holywood, já que o filme é ambientado na faixa de tempo entre as décadas de 20-50 as músicas também podem ser ambientadas entre essas décadas. Quase todas cantadas em espanhol, menos a última faixa que consta com os vocais de Caetano Veloso cantando em inglês.

Meu intuito ao apresentar essa resenha aqui é dar continuidade ao que venho postando aqui no blog, algo que converse com a música tradicional/folclórica; de raiz, de cada nicho cultural. Queria mesmo apresentar algo que conservasse o espírito das veias abertas da América Latina, que fosse relevante e que tivesse deixado uma marca na história das Américas. Frida foi uma dessas marcas – e toda essa trilha sonora é o background, e também porque não artista principal, para que o sangue latino continue a circular por entre as veias desse continente.

Pois bem, as faixas instrumentais recorrem bastante aos típicos violões mexicanos e suas nuances. “The Floating Bed” e “Self-Portrait with Hair Down” são duas que podemos exemplificar: a primeira caminha pelo lado mais mariachi e empolgante da trilha, com cordas rápidas e agitadas, a segunda tem certo flerte com o tango, faixa importante para o filme, no momento em que Frida se separa de Diego, corta seus cabelos e traveste-se de homem, fazendo tudo isso para desagradá-lo, a faixa é bem densa, mas apresenta também nuances, mesmo tendo somente pouco mais de um minuto.

Aqui “Portrait of Lupe” merece algum destaque tanto pela sua importância no filme quanto para a trilha. Lupe fora a primeira esposa de Diego e diversas vezes ria-se da cara de Frida por ela ter casado com um homem que nunca seria verdadeiramente dela. Na faixa vemos as nuances das relações das duas, a calmaria inicial ao conhecerem, a agressividade de Lupe no casamento de Frida e Diego e a cumplicidade de ambas depois de algum tempo: consigo dentro da canção enxergar todos esses caminhos percorridos por ambas.

Das faixas em que se encontram a presença de vocais, muitos deles muito bem cantados pela Lila Downs e pela Chavelas Vargas destacarei algumas faixas. As duas versões de “La Llorona” são fantásticas, a interpretada pela Chavela Vargas é fodidamente (desculpem pelo palavrão) doída. A voz, a sonoridade, a letra e a cena em que ela é inserida são o palco ideal para a canção, sem mais (aliás a Chavelas deve aparecer por aqui logo menos ou logo mais). A por Lila Downs é entoada como um verdadeiro canto mariachi, mas em potência vocal ela não fica por trás, mas a interpretação e arranjo da Chavelas é assustadoramente emocionante, gritada, visceral – e é esse exagero e essa dualidade das duas faixas que me encantam na música latina.

Essa visceralidade latina também encontramos em “Paloma Negra”, merece ser ouvida, o urro da Chavelas nessa faixa é uma das coisas mais belas desse álbum, vale o play! A faixa que a própria Salma Hayek interpreta “La Bruja” também caminha pelos lados do visceral mexicano/latino, cordas rápidas e vocal tão rápido quanto, nessa faixa vemos toda a entrega de Salma ao papel de Frida, mais uma que vale o play.

A faixa que encerra o álbum “Burn it Blue” é um dueto de Caetano Veloso e Lila Downs, dueto esse presente nos créditos finais do filme e a única faixa que consta com um vocal em inglês, como já dito. A Lila aqui mostra realmente seu potencial que se entrelaça muito bem com a calmaria que o Caetano apresenta na música – é realmente uma música muito boa, rendendo até apresentações em premiações, tendo em vista que essa trilha sonora fora premiada com um Oscar.

Pois bem, acho que o álbum em si resume bem o tom do filme da Frida, que as vezes escorrega, mas em sua trilha é magistral. Ponto para o Elliot Gondenthal, que conseguiu trazer o ar de latinidade necessário para o meio estadunidense que caricatura negativamente uma cultura tão rica quanto a da América Latina.


Tracklist:
01. Benediction and Dream
02. The Floating Bed
03. El Conejo
04. Paloma Negra
05. Self-Portrait With Hair Down
06. Alcoba Azul
07. Carabina 30/30
08. Solo Tú
09. El Gusto - Performed by Trio Huasteco Caimanes de Tamuin
10. The Journey
11. El Antifaz
12. The Suicide of Dorothy Hale
13. La Calavera
14. La Bruja
15. Portrait of Lupe
16. La Llorona
17. Estrella Oscura
18. Still Life
19. Viva la Vida
20. The Departure
21. Coyoacán and Variations
22. La Llorona
23. Burning Bed
24. Burn It Blue

Download: MEGA

sábado, 8 de junho de 2013
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Paco de Lucia - Solo Quiero Caminar

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Gênero: Tango / Jazz / Flamenco
País: Espanha
Ano: 1981

Comentário: Flamenco é um estilo muito peculiar e encantador, possui características do tango, da musica cigana, além de excelentes músicos que dominam a viola espanhola de um jeito espetacular.
E foi procurando saber mais sobre esse estilo que achei o Paco de Lucia, nome artístico de Francisco Sánchez Gomes. O cara é simplesmente um magico no violão, capaz de te levar ao paraíso através de sua mão rápida até suas melodias mais bonitas.

Confesso que nunca fui fã de guitarristas que usavam a rapidez a seu favor, como Yngwie Malmsteen, mas não é possível não se encantar com a rapidez que Paco de Lucia mostra, isso porque ela condiz perfeitamente com os outros instrumentos, criando uma sonoridade única e perfeita.
sábado, 25 de maio de 2013
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Hugh Laurie - Didn't It Rain

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Gênero: Blues / Tango / R&B
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Hugh Laurie sempre mostrou seu talento com musica no seriado House, e quando o aclamado programa acabou Hugh decidiu mergulhar de cabeça nas aguas da musica, fazendo interpretações de clássicos do Blues. Em 2011 lançou seu ótimo disco chamado “Let Them Talk” um disco que apresentava uma atmosfera melancólica e feliz ao mesmo tempo.

E agora, não tanto tempo depois, ele lança “Didn’t Rain”, que segue o tipo do primeiro disco, e faz interpretações de clássicos. Mas se engana aquele que pensa que Hugh continua nesse disco o Blues do disco passado, pois em “Didn’t Rain”, Laurie decide variar e nos apresenta um disco que, claro, possui blues, mas também possui um ótimo tango e um arranjo de tirar o folego.

Começando com “The St. Louis Blues” o disco já mostra ser diferente, a musica possui um clima divertido, na qual os instrumentos dançam entre si fazendo uma agradável dança de melodias.

“Kiss By Fire” é a primeira musica a roubar totalmente a atenção, é um autentico tango, cantado por uma doce voz feminina que começa com espanhol e depois cede ao inglês para acompanhar Hugh.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011
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Fleurs Noires - Orchestre de Tango

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Gênero: Tango
Ano: 2007
País: Argentina/França

Comentário: Durante o período ditatorial na Argentina, muitos músicos tanguistas se exilaram na romântica e nostálgica Paris, desta forma, entende-se o porquê de Paris e Argentina se entrelaçarem tanto quando se trata de Tango. Não é de hoje que bandas parisienses optam por tocarem este ritmo latino ao invés de algo mais direcionado à sua própria terra natal.

Eis o caso de Fleurs Noires: este é um grupo composto por 11 musicistas, todas mulheres, que fazem esta conexão: França-Argentina, haja vista que a nacionalidade de suas integrantes variam entre esses dois países; compondo assim músicas inspiradas em artistas famosos que também difundiram esta idéia de Paris Tango. 

Orchestre de Tango é álbum, claro, predominantemente orquestral; que mostra bem o que essas meninas se propuseram a fazer: a sensualidade tanguistísca ora romântica, ora selvagem em uma releitura contemporânea de bases tradicionais. Como outras bandas que emergiram dos anos 90 para cá, sobretudo, em um boom de tango eletrônico, Fleurs Noires não fundamenta seu contemporâneo aí; este elemento está em suas performances teatrais herdadas de Paris!
Tracklist:
01. Sombras
02. Tango Atroz
03. Maquinando
04. Obsesivo
05. 11 heures 25
06. Urbano
07. Candombe del funeral
08. Disonante
09. Milonga del Immigrante
10. Cruzando el charco



Download: Megaupload // Mediafire // Outros Links
sábado, 21 de agosto de 2010
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Bajofondo - Mar Dulce

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Gênero: Tango Eletrônico
Ano: 2007
País: Argentina/Uruguai

Comentário: Muito embora esta banda se enquadre totalmente fora daquilo que havia me comprometido em fazer, eu não podia deixar de postar um gênero músical que é, RELATIVAMENTE (Sim, escrito em letras maiúsculas e tudo, para a ênfase ser maior!), novo e tanto gosto!

Como muita gente, conheci Bajofondo através da navela "A Favorita", pois Pa'Bailar era a música de abertura (e convenhamos que também era a única coisa que prestava na novela!). O grupo foi criado em 2002 por Gustavo Santaolla (Sim, o cara que levou dois Oscars por melhor trilha sonora original nos filmes: "O Segredo de Brokeback Mountain" - é, o filme dos gays! - e "Babel") junto a Juan Campodónico.

"Mar Dulce" é o terceiro álbum da banda e o primeiro (COINCIDENTEMENTE) que não vem com o "sobrenome" Tango Club. Por quê?! Não sei! Porém, por saber que a vontade do grupo era internacionalizar o álbum, além de captar um tal de "espírito cósmico tangueiro" (termo usado pelo próprio Santaolla) e como sou uma profunda conhecedora da Numerologia [mentira], acredito que eles foram a uma numeróloga e ela disse "Tirem o Tango Club do nome da banda e alcançarão o que desejam". Eles tiraram e foram parar na novela das 8 e no “Programa do Jô”, aqui no Brasil! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Viajei legal agora! Eu sei, eu sei!

Enfim, voltando a linha de pensamento de "internacionalizar" o álbum, esta idéia está bem explícita nas participações especiais que o mesmo traz: a espanhola Mala Rodriguez em El Andén, o britânico Elvis Costello em Fairly Right, o japonês Ryota Kumatsu em Pa’Bailar, e por aí vai.

“Mar Dulce” tem o intuito de ressaltar a identidade cultural, misturada ao contemporâneo, do tango. O próprio nome do álbum é bem simbólico, pois “Mar Dulce” era como o espanhol Juan Diaz de Solís, primeiro europeu a navegar nas águas do rio da Prata (rio, este, que está intimamente ligado à origem do tango), em 1516. Nomeou o local “mar” (por ser tão largo a ponto de não se ver a outra margem) e “dulce” porque, embora lembrasse um oceano, tratava-se de um rio. Solís desejava encontrar a passagem entre os dois oceanos (Atlântico e Pacífico), porém acabou sendo morto por indígenas.

Formação da banda:
• Gustavo Santeolla: guitarra, percussão, compositor, produtor;
• Juan Campodónico: compositor, produtor, programação, DJ;
• Luciano Supervielle: piano, compositor, scratches, programação, DJ;
• Martin Ferres: bandônion;
• Javier Casalla: violino;
• Gabriel Casacuberta: contrabaixo;
• Verónica Loza: vozes.


Tracklist:
01. Grand Guignol
02. Cristal
03. Ya No Duele (Con Santullo)
04. Hoy (Con Juan Subirá)
05. Pa'Bailar (Con Ryota Kumatsu)
06. Pulmon
07. Fairly Right (Con Elvis Costello)
08. El Mareo (Con Gustavo Cerati)
09. El Andén (Con Mala Rodriguez)
10. Infiltrado
11. Borges Y Paraguay
12. Tuve Sol
13. No Pregunto Cuantos Son
14. Slippery Sidewalks (Con Nelly Furtado)
15. Zitarrosa
16. Chiquilines (Con Lágrima Rios)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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Astor Piazzola - Libertango

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Gênero: Música Erudita / Tango
País: Argentina
Ano: 1997
Descrição: To postando esse abum para provar que nossos hermanos Argentinos são bons pelo menos em uma coisa: Tango. Assim como o Samba está para o brasileiro, o Tango está para o Argentino, e como músico, eu tenho que assumir, eles são os melhores no que se diz respeito a esse estilo. Não é qualquer pessoa que consegue tocar um tango bem tocado, precisa da pegada, assim como existe pegada de metaleiro, etc. Trago a vocês um album duplo do maior compositor/interprete de tango da história: Astor Piazzolla, (Mar del Plata, 11/03/1921 - Buenos Aires 04/07/1998). Foi um baita bandeonista, que inovou a maneira de fazer tango, incorporando elementos do Jazz em sua música, e criando uma nova vertente de composição, seguida ainda hoje. Possui uma discografia invejável, tendo gravado discos com grandes nomes da música como Tom Jobim. Recomendo a faixa 05 do disco 2, institulada Libertango, uma de suas músicas mais famosas, que é interpretada com frequência por várias orquestras ao redor do mundo. Aproveitem, não é todo dia que um Argentino faz algo que presta! (6) Brincadeiras a parte, esse album é fabuloso! P.S.: Esse álbum é ao vivo, o que dá todo um charme a gravação!
Recomendo que escutem as músicas com um bom phone de ouvido, para um melhor aproveitamento do álbum!


Tracklist:

01 - Libertango
02 - Meditango
03 - Undertango
04 - Adios Nonino
05 - Violentango
06 - Novitango
07 - Amelitango
08 - Tristango

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