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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
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Call of the Void - Ageless

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Gênero: Grindcore / Crust / Hardcore
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Qualquer dúvida sobre a qualidade do segundo álbum de estúdio do Call of the Void que eu poderia ter, desapareceu em questão de minutos. Bastou eu dar play em Ageless para notar que a banda não está para brincadeira.

A banda faz um mix de diversos estilos e consegue criar uma sonoridade absurdamente agressiva, direta e suja. Imagine mesclar elementos de Grindcore com Sludge, Crust Punk e Hardcore, certamente você vai se lembrar de pelo menos uma banda que já tenha feito isso antes. Mas não estou cobrando originalidade do Call of the Void, o resultado final de Ageless fala por si próprio. 

Se com Dragged Down a Dead End Path a banda já deixou claro sua proposta, Ageless serve para mostrar que a banda tem potencial para esse tipo de sonoridade. O álbum possui guitarras que seguem um padrão similar, sempre num tom mais agressivo e com poucos momentos mais "limpos". A bateria e o baixo acompanham de perto o ritmo e característica das guitarras. O vocal totalmente harsh, traz consigo toda a fúria que o instrumental transmite ao ouvinte. 

Sem dar muitas voltas, as faixas se encaixam perfeitamente dentro do contexto do álbum. A ferocidade da faixa Truth in Bone é o primeiro grande momento do álbum na minha opinião, com grande destaque para o baterista Gordon Koch. A faixa "R.I.S." por sua vez é uma das mais curtas do álbum e traz uma influência perceptível do Converge. A banda incluiu duas faixas instrumentais, I e II respectivamente, só consigo imaginar que estão ali para dar uma "pausa para respirar" ao ouvinte. O combo iniciado com a faixa The Hive e que se estende até a faixa Honor Among Thieves, é devastador. Uma sequência de 4 faixas que distribuem uma pancadaria da melhor qualidade.

Ageless foi lançado no último dia 6 de Fevereiro, pela Relapse Records. São 34 minutos de uma sonoridade bem intensa e agressiva, construída com diversas influências e muito bem encaixadas dentro da proposta da banda. 




Tracklist:

01. Old Hate
02. Truth In Bone
03. The Sun Chaser
04. R.I.S.
05. Black Ice
06. I
07. The Hive
08. Cold Hands
09. Long Knives
10. Honor Among Thieves
11. II
12. Ageless

Ouça em: Spotify

:
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
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Dephosphorus - Ravenous Solemnity

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Gênero: Black / Death Metal / Grindcore
País: Grécia
Ano: 2014

Comentário: Aqueles que acompanham minhas resenhas já devem ter reparado que eu tenho um apego maior por bandas que mesclam sonoridades variadas, e que em alguns casos, fica até difícil colocar um rótulo específico para facilitar na indicação da banda aos leitores. O Dephosphorus é mais uma dessas bandas que possuem influências vindas de esferas diferentes, e que por mais que não seja algo completamente inovador, o resultado final é bem satisfatório. Após um bom debut, a banda conseguiu em seu segundo álbum de estúdio intitulado Ravenous Solemnity, dar uma cara própria ao som e evoluir.

O trio grego passou por uma mudança na formação no ano de 2013. Com a saída do baterista Nikos Megariotis, Thanos Mantas (guitarra) e Panos Agoros (vocal) chamaram para ocupar o posto de baterista o experiente John Votsis (Dodsferd, Ravencult, entre outras).

A banda se mantém independente, mas poderia muito bem fazer parte de alguma gravadora especializada nesse tipo de som. A intensidade e energia contidas no som da banda podem ser comparadas com a apresentada em uma performance ao vivo, mas que em Ravenous Solemnity conta com uma produção digna dos mais sinceros elogios. A presença de John Votsis acrescentou qualidade à banda, basta conferir sua performance no decorrer do álbum e principalmente em faixas mais intensas e exigentes como "Glorification Of The Anti-Life Equation" e "Vicious Infinite Regress".

Um fato curioso sobre a banda, é que eles classificam sua sonoridade como "Astro Grind". Ok, muitos músicos até fogem de rótulos, e no caso do Dephosphorus, tal definição é a combinação de um dos estilos explorados e da temática voltada a assuntos astronômicos que a banda possui.

Apesar da sonoridade direta e intensa, a banda ainda surpreende ao decorrer do álbum e apresenta alguns momentos distintos nas faixas. Logo na abertura do álbum com "Reversed Into Contraction", o instrumental agressivo ganha destaque com algumas passagens próximas do Prog Death Metal. Já em "Ancient Drone", os riffs pesados e frenéticos do início cedem espaço para riffs mais lentos e um tom mais sombrio.

Ravenous Solemnity agrada dentro daquilo que se espera vindo da combinação de tais sonoridades, trazendo 15 faixas bem animadas e empolgantes totalizando cerca de 43 minutos. Bem produzido e contando com uma ótima performance dos membros, o álbum é garantia de um som intenso, direto e que agrada desde os fãs de Grindcore até os de Death Metal.




Tracklist:

01. Reversed Into Contraction (3:02)
02. There Is A Color (2:54)
03. Ancient Drone (2:27)
04. Dark On Dark (1:34)
05. Astrocyte Portal (3:20)
06. Storming The Sloan Wall (2:56)
07. False Vacuum (3:33)
08. Ravenous Solemnity (4:03)
09. Towards The Cold, Mysterious Infinity (2:28)
10. Hammer Of Logic (2:53)
11. A Fountain Of Daggers (3:28)
12. Buried Alive In Obsolescence (3:18)
13. Glorification Of The Anti-Life Equation (3:33)
14. Vicious Infinite Regress (2:35)
15. The Blood Runs Red (1:47)


Download: Sendspace

sexta-feira, 18 de abril de 2014
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Mistress - II: The Chronovisor

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Gênero: Grindcore / Sludge Metal
País: Inglaterra
Ano: 2003

Comentário: A banda inglesa Mistress é oriunda da cidade de Birmingham, esteve em atividade no período de 1998 à 2007 e lançou 4 álbuns de estúdio. Os membros da banda são bem conhecidos para algumas pessoas, simplesmente pelo fato dos mesmos participarem de bandas como Anaal Nathrakh, Benediction e Fukpig.

II: The Chronovisor é o segundo álbum de estúdio da banda e foi lançado no ano de 2003, apresentando uma evolução da sonoridade criada no álbum de estréia. Sem firulas a banda emplaca 9 ótimas faixas distribuídas em 40 minutos e teve como resultado um álbum bem empolgante, agressivo e direto.

É incrível a química entre os membros da banda, justamente pelo fato de todos já se conhecerem de outros projetos e bandas, o que ajudou a desenvolver uma sonoridade onde se nota claramente o entrosamento entre eles. Conduzido por uma série de riffs devastadores, o álbum causa grande empolgação no ouvinte. Faixas como "Psychic One Inch Punch" e "Piss for Blood, Shit for Brains" deixam isso bem claro, o instrumental rápido e pesado é impressionante. O vocal de Dave Hunt soa insano em todas as faixas, algo que não será novidade para aqueles que já conhecem Anaal Nathrakh. "38" é o momento de maior inspiração da banda, um petardo de 12 minutos de muito peso, alternância e agressividade. O álbum ainda conta com duas faixas bônus, ambas covers. São elas "In the Shadow of the Horns" do Darkthrone e "Like Broken Glass" do Crowbar.

II: The Chronovisor é bem tocado e gravado, fazendo a audição do álbum ser bem proveitosa e ainda mais para aqueles que estão afim de um som mais cru e sem enrolação. É o álbum da banda que mais me agrada, mas os outros 3 também são bem interessantes e não fogem da proposta apresentada em II: The Chronovisor.


Tracklist:
01. Rat Piss
02. Psychic One Inch Punch
03. Hell is Other People
04. Wanker Colony
05. The Chronovisor
06. Hit Bottom
07. No Memory
08. Piss for Blood, Shit for Brains
09. 38
10. In The Shadows Of The Horns (Darkthrone cover) *bônus
11. Like Broken Glass (Crowbar cover) *bônus

Download: 4Shared

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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Pigsty - Planet Of The Pigs

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Gênero: Grindcore/Death Metal
País: República Tcheca
Ano: 2009

Comentário: Topi, Bormman, Otyn e Ubina, esses são os quatro integrantes de uma das bandas mais cruéis de grindcore da Republica Tcheca. O primeiro nos vocais, que são tremendamente brutais. O segundo na guitarra, levando muita energia e peso. O terceiro na bateria, equilibrando ritmos bem construídos com a maior quebradeira. E o ultimo no baixo, mantendo o ritmo – as vezes junto à guitarra, à bateria ou liderando o som.

O álbum começa sem dar a impressão de um grind pesado e louco, na verdade o som que começa a aparecer é muito mais puxado ao death metal muito bem feito. Logo começa a pesar e pesar e a porradaria surge. Na segunda musica do álbum “Brand New Dawn”, eles já mostram o trabalho com uma brutalidade inegável e sem abandonar certa ordem. É um grindcore bem audível e violento!

Os vocais em inglês com passagens em tcheco gritados em coro dão uma sensação de imersão muito boa no ambiente da música. As musicas falam de morte, álcool, drogas, sexo, gore e ódio, tinha como ser melhor? Não! 

Eu vou destacar a música “Pure Business” porque a letra dela é ótima e tem algumas partes no idioma materno da banda, isso dá bsatante valor pra musica. A melodia em si é bem gostosa de ouvir, tem uma sonoridade muito boa e, apesar de não ser a mais elaborada do disco, é uma das melhores.

O disco é impecável, 31:21 minutos de grincore bem executado. E quem é fã da vertente sabe que quanto mais você vai pra leste na Europa, mais sinistro o grind vai ficando, está aqui uma prova disso.


                                              Site Oficial / Last.fm / Facebook

Tracklist:
1. Inspection Report – 3:34
2. Brand New Dawn – 2:23
3. Untranslatable – 3:06
4. Time Has Come – 2:49
5. Demon Alcohol – 3:54
6. Santa’s Las Ride – 2:28
7. Just A Playground – 3:42
8. Pure Business – 2:43
9. It’s Too Easy – 3:28
10. Reborn – 3:10

Download: 4shared / Mega

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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Fukpig - 3

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Gênero: Black Metal / Crust / Grindcore
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: O último álbum de estúdio dos necropunks ingleses do Fukpig, foi lançado em Janeiro de 2012 e recebeu o nome 3, fazendo referência ao fato de ser o terceiro álbum de estúdio da banda (sério?). A banda é oriunda de Birmingham na Inglaterra e os membros atuais são Paul Kenney (Rot/Mistress) que usa o pseudônimo Misery e é irmão do Mick do Anaal Nathrakh. Paul tocou baixo numa série de shows do Anaal Nathrakh entre os anos de 2006 e 2010. O outro membro é Duncan Wilkins (Horde/Mistress), que usa o pseudônimo Drunk. Além de outros 3 que participam exclusivamente das performances ao vivo da banda.

O álbum segue na mesma linha dos primeiros, com aquela dosagem da bagagem das outras bandas que os necropunks fizeram/fazem parte. Diferente dos dois álbuns anteriores, a banda usa uma faixa introdutória. Mas logo em seguida a porrada começa com Alcohol and Necropunk. Sua guitarra esmagadora acompanhada por um ritmo d-beat, são incríveis. Outra característica da banda, são as partes com apenas vocal e bateria, muito útil na criação do som da banda. A sonoridade do álbum não foge da característica da Alcohol and Necropunk, contendo em alguns instantes um synth com um tom sinistro ao fundo... mas mantém a pancadaria da melhor qualidade. Experimente escutar músicas como Calculated Tyranny, A Matrix Made of Shit ou The Eulogy of a Crushed Romantic no volume máximo, é impossível manter o corpo parado!

Os assuntos retratados nas letras do Fukpig, também merecem destaque. Hack e Mean World por exemplo, fazem críticas aos meios de comunicação. Democracy Reset, faz crítica ao governo, e Fascist Moron, tem um título autoexplicativo. Isso é apenas uma prévia que dou, o álbum contém um total de 16 faixas e cerca de 34 minutos de duração.

O álbum continua nos moldes dos anteriores e acredito que agradou todos os fãs da banda, além de atrair novos. A sonoridade agressiva e veloz, com uma temática vinda de uma visão odiosa referente à certos assuntos que rolam no país da banda, mantém a cara do Fukpig em 3, além de nos deixar ansiosos por mais um álbum de estúdio da banda.



Tracklist:

01. ...
02. Alcohol and Necropunk
03. Hack
04. Mean World
05. Democracy Reset
06. Fascist Moron
07. Unattainable Ideals
08. A Matrix Made of Shit
09. Hope Stings Eternal
10. Archaic Beliefs
11. Trogalodyte
12. Calculated Tyranny
13. Delight in the Dying of the Light
14. In the Absence of your Saviour
15. This World is Weakening
16. The Eulogy of a Crushed Romantic


Download: Mega / Mediafire


domingo, 24 de novembro de 2013
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Bandas Amigas #3 - Ressonância Mórfica, Secta & Primaz e Hollowood

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Bem meus caros, quem já acompanha o blog a algum tempo talvez reconheça essa coluna, que tanto ficou esquecida nos últimos tempos. Bandas Amigas é onde nós, desde os tempos mais primórdios, postamos de forma condensada as bandas que nos enviam material - não que deixemos de posta-las individualmente em posts próprios de vez em quando. Só que aqui, além da resenha individual como seria uma resenha, procuramos entre nós todos desta humilde casa analisar e dar nossas opiniões sobre três bandas selecionadas ao acaso dentre as que nos enviaram material nos últimos meses. E a partir de agora a coluna será semanal, saindo todo final de semana. Espero que assim consigamos fazer justiça a tantas e tantas pérolas independentes, nacionais e internacionais, que nos enviam material toda semana e que nos últimos tempos infelizmente não pudemos postar por inúmeras razões. Mas bem, vamos lá.

Como já estávamos sem postar essa coluna a bastante tempo, nesta edição trouxemos três nomes que já estavam engavetados no nossos arquivos pignianos a bastante tempo. O grindcore formado em Manaus mas sediado em Goiânia do Ressonância Mórfica, o Rap lusitano do Secta & Primaz e o rock experimental despojado paulistano do Hollowood.

Continue lendo e vamos conhecer esses caras.


Ressonância Mórfica

Formada em 1998 em Manaus-AM, posteriormente mudando-se para Goiânia-GO, o Ressonância Mórfica é uma banda de grindcore extremamente interessante, fora do clichê e que já lançou até a data apenas um full-lenght e um EP, além da demo. Com vocais em português e sonoridade pesada porém cadenciada, a banda nos surpreendeu desde o início, quando esperávamos um Grindcore mais direto. E isso foi ótimo, sem dúvida a fórmula da banda chamou nossa atenção por ser cativante ainda que diferenciada, mesmo que as influências sejam notadas claramente em cada acorde como vindo das bandas de grindcore canônicas, mas com uma dose cavalar de influência do Crossover nacional (vide Ratos de Porão e Gangrena Gasosa).



"O conceito é interessante, consegue fugir da sonoridade usual do grindcore e soam mais atmosféricas do que outras bandas do gênero, porém o uso de gutural "falado" em português acaba soando meio cômico lembrando a Banda Ritual, acaba por perder a seriedade. "
- Koticho
"Puta banda, tem um conceito e uma estilística foda, soa pesada, mas o vocal cantado em português é uma faca de dois gumes. Cantar em português é interessante, mas acho que faltou nojeira, ficou muito claro o que o cara canta, e isso incomoda meus ouvidos, tipo um cara dando lição de moral em português com voz gutural. Na minha concepção o vocalista poderia ser mais ininteligível, mais escarrado, mais brutal. A parte instrumental tem um guitarrista muito bom, que arruma riffs bem inteligentes, mesmo usando algumas nuances de punk/ hc (vide cunnilingus), nada que empobreça o trampo. Faltou também um pouco de brutalidade na batera" 
- Nagano

Ressalto ainda que colocar no full  um poema musicado do Augusto dos Anjos agregou bastante valor a podridão do esquema. Mas, por fim, seguem os links que a bandas nos enviou:

Agregados Onimodos Malditos
2005

Tracklist:

1. Pasquim 03:03
2. Sentimento Exaustivo 01:50
3. Mnp 02:15
4. Reação Irracional de Destrutividade 01:53
5. Lisarb na Contramão 02:31
6. Aleivosia 01:39
7. Plutocracia 04:49
8. Cunnilingus 02:20
9. Penumbra 02:59
10. Quiproquo 03:41
11. O Deus Verme 04:29

Ouça:
Soundcloud (com o full todinho disponível)  // Myspace // Site // Facebook




Secta & Primaz 
Advindos de Lisboa, Secta & Primaz é uma dupla parte do Hip Hop Tuga, o Hip Hop português, sediados em Marinha Grande. Secta é um rapper que participou, além desta que nos enviaram, várias outras mixtapes com vários outros artistas, e assim com Primaz (aka Primaz Lirix) fazem parte um projeto chamado RESI2430, que se descreve como: "RESI2430 é um projecto musical oriundo da Marinha Grande que actua principalmente no panorama do hip-hop “tuga”. Composto pela integração de três antigas formações de hip-hop desta cidade, expõem o seu trabalho em diversos formatos como poesia, ilustração, musica, produção, ou beatbox.". A dupla nos enviou sua mixtape, Caneta, Papel e Bolas, que se apresenta como um bootleg, mas tem uma produção bem limpa e perfeitamente apreciável. Como eu particularmente não sou o melhor conhecedor de Hip Hop deste blog, deixo-vos com a análise dos meus colegas:

"Rap português numa linhagem semelhante ao de nomes que fazem um trabalho mais melancólico no underground americano como o Sadistik, tem uma produção bacana com bom uso de samples e beats. Acostumando com o sotaque português, que sempre acaba por soar estranho para os brasileiros, pode se tornar algo interessante e promissor. " 
- Koticho

"Gostei do som Secta & Primaz. Por ser uma mixtape, lançada em 2012, dá um certo ar de inacabado, mas a proposta deles é rap old-school: muitos samples, scratches, rimas bem construídas. As canções são curtas e diretas. Eles fazem parte dum movimento cultural de Lisboa chamado "Resi2430" que mescla outros elementos da cultura hip-hop." 
- Bruno Lisboa

Caneta, Papel e Bolas
Mixtape, 2012


Tracklist: 22 faixas não-intituladas

DOWNLOAD: Mediafire

Conheça melhor o Secta & Primaz:

Facebook (Secta-Mate) // Soundcloud











Hollowood 
Formados em 2007 na capital paulista, o Hollowood é uma míriade de combinações musicais girando em torno da espontaneidade do punk, do math rock, do post-hardcore, do emo e do post-rock. Como descreveram a si mesmos no email que recebemos: "Começou com o clássico “amigos de colegial que se juntam pra tocar uns hardcore”. Hoje, Dan (voz/guitarra), INSS (guitarra/voz), Renato (baixo/voz) e Kajiro (bateria) fazem músicas em que cabe hardcore, math rock, metal, pop, "indie"... Seja o que for — se for real.". Não tem descrição melhor que isso mesmo. O instrumental é divertido, complexo e cativante, e o vocal apela pro post-hardcore/emo/pop punk de forma intensa. A banda nos enviou dois materiais ao longo de 2012, um single contendo as faixas "Undone" e "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head) Blues" e um EP, Zero. Sem dúvida vale a pena a conferida pra quem curte bandas como Toe, Algernon Caldwallader, This Town Needs Guns e muitas outras que eu poderia citar.

"Banda bem ativa do cenário alternativo/underground paulistana, o instrumental da Hollowood é carregado de influências de bandas da cena de math-rock japonesa, nomes como Ling Tosite Sigure, toe e te' se fazem bem aparentes, porém, o vocal com timbres "adolescentes" em faixas como Zero acaba por soar excessivamente pop punk, fazendo lembrar mais de Blink 182 do que das outras influências citadas, em outras canções quando isso não se mostra tão aparente com os vocais puxando mais para o emo e post-hardcore dos anos 90 acabam por fluir bem melhor com todo o conjunto." 
- Koticho
Single
2012


Tracklist:

01. Undone
02. "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues

DOWNLOAD: Mediafire



Eu realmente curti o instrumental dessa música.


Zero (EP)
2012

Tracklist:

1 - Zero
2 - Bordeau Waltz
3 - Undone
4 - "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues
5 - Z.E.R.O.M.I.X.

Ouça e baixe no Bandcamp:




Conheça melhor o Hollowood:

Facebook//Canal do Youtube//Soundcloud

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Então é isso galera, espero que tenham curtido essa edição de ressurgimento da seção e aguardem semana que vem com novas bandas. Valorizem os caras, se curtir e for da sua cidade, procure ir nos shows, e se não for, comprar o material da banda, acompanhar o que ela vem fazendo e tudo mais.

E acima de tudo: um obrigado gigantesco a todas as bandas que apareceram aqui e que nos enviam uma tonelada de material todo mês. Nós iremos postar todas, podem ter certeza. É extremamente gratificante receber tanta coisa boa, de tantos lugares e estilos diferentes. Continuem firmes!

Até semana que vem!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
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5 Stabbed 4 Corpses - Dance or Die

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Gênero: Brutal Death Metal / Grindcore
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Por causa de alguns lançamentos eu poderia dizer que o ano de 2013 já poderia acabar, pois muita coisa que eu sou verdadeiramente fã lançaram disco de inéditas esse ano, e vos trago o segundo full-lenght da melhor banda de grindcore que eu ouvi nos últimos anos, e a qual eu sou verdadeiro entusiasta e fiel seguidor.

Formado por Mella (contrabaixo), Alex (bateria), Slava (guitarra) e Rico (vocais), esse quarteto, que se mantêm sem modificações desde a formação do conjunto, faz um som que eles denominam "Bloody Samba Grind", e como bom brasileiro, esse "samba" ficou meio exagerado, existe sim um swing pouco ou jamais visto em outras bandas de grindcore, mesmo nas mais grooveadas, e isso é uma coisa que me agrada e que a difere da sacolada de bandas iguais que nascem e morrem diariamente.

Falando do disco em si, a evolução em relação ao anterior é gritante. O que pode parecer uma faca de dois gumes é em relação a gravação, a produção e mixagem. Tudo soa muito cristalino, tudo audível, maravilhoso, e é quando eu me pergunto: Será que um abafado ali, uma sujeira acolá, uma guitarra mais pegada não daria uma podridão benéfica?? Bom, ai vai do gosto, na minha opinião só faltou um pouquinho mais de peso e de podreira nas guitarras, no resto soa tudo perfeito.

O disco conta com 15 canções executadas magistralmente em pouco menos de 40 minutos, isso mesmo, canções despejadas como tem que ser. Passagens cantadas em espanhol, bateria quebrada, bumbos duplos humanamente tocados, e um vocal soberbo, maravilhoso, acho que Rico é o melhor cantor do estilo que eu já ouvi. Versátil e preciso, usa muitas técnicas que incluem pig squeal, gritaria, náusea, urros, tudo como tem que ser, no momento certo, posso dizer que a leitura da música é algo que ele domina.

Um trabalho que beira a perfeição e que me faz cada vez mais fã. Essa banda que na minha humilde concepção, é a melhor que eu tive o prazer de conhecer, caminha a passos largos em direção ao reconhecimento. Direto, coeso, com uma leitura musical perfeita, esse grupo tem muito a crescer e se tornar uma dos mais renomados do mundo. Um dos grandes lançamentos de 2013, obra prima de uma curtíssima discografia, mas que já tem credenciais a ocupar grandes festivais. Um album pra se ouvir de pé, se você procura uma nojeira e uma porrada na cara, seu disco é esse, masterpiece, sem mais.

Facebook / Myspace

Tracklist:
1.Dance or Die - 02:46    
2.Pig Celebration - 02:40    
3.Divvy Girls Toy - 02:42    
4.Romantic Slaughter Boy - 02:33    
5.Ride a Knife - 03:40    
6.Butt, Butt, Happy Fistfuck - 01:36    
7.Grannies Gang Bang -     03:13    
8.Drunken Monkeys - 01:54    
9.Sick Big Clit - 03:09    
10.Psycho Dance - 02:49    
11.Whore of Bloody Samba - 02:04    
12.Drunken Monkeys - 03:01    
13.Skank or Wank - 02:08    
14.Entrails Stew for BBQ - 02:25    
15.Final Masturbation - 02:27

Download:
Mega / Rapidshare / Zippyshare / Cloudzer
segunda-feira, 29 de julho de 2013
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Exhumed - Necrocracy

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Gênero: Death Metal / Grindcore
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Parem as máquinas!! Tenho o prazer de trazer o ultimo disco dessa banda que considero a melhor e mais completa do grindcore mundial, e que aqui mostra que está em excelente forma, com um peso raramente visto, associado a aura mística que envolve o grupo, trás mais um grande lançamento nesse ano surpreendente.

Oriundos da Califórnia, esse atual quarteto conta com o líder, cabeça e fundador Matt Harvey nos vocais e guitarra, Rob Babcock no contrabaixo e backing vocals, Bud Burke que já fora baixista em sua primeira passagem pelo conjunto, assume a outra guitarra, enquanto Mike Hamilton segura as baquetas.

Com 9 faixas oficialmente gravadas, esse play que trago-lhes conta com nada mais, nada menos que 5 bônus. É pura porrada nos tímpanos, é coisa linda, sem choro. Com uma técnica apuradíssima, sem podreira em produção nem mixagem, vemos aqui o auge de uma banda mítica. Tudo soa perfeito, e o inicio do pesadelo começa na faixa inicial, tirando uns efeitinhos meio modernosos no vocal, a canção abre o disco com excelência. "Necrocracy" é a pérola do album, que música foda, a bateria está soberba, aliás, o contrabaixo estalando é lindo e os duetos das 6 cordas completam a faixa que dá nome ao trabalho. Das faixas bônus gostei muito de "Chewed up, Spit Out", essa sim trás a raiz, o peso do grindcore, com um minuto e meio de porrada suficientes pra te ensurdecer.  Se formos comparar com o "Gore Metal" e "Anatomy is Destiny", esse trabalho apresenta músicas muito mais limpas, mais trampadas, mais cristalinas, sem aquele "quê" tosco que os mais saudosistas adoram, e eu também, mas essa é uma fase já vivida nos discos anteriores, e pra mim, esse é um puta disco, que não deve em nada, absolutamente nada aos anteriores.

Preparem-se para um banho de caos, sangue, vômito e pus, que é isso que encontraremos aqui. Extremamente maduro e agressivo, esse disco nos trás uma banda que achou o auge, e não traiu o estilo, aliás, evoluiu e encontra-se em uma fase muito iluminada. Tire o papai, a mamãe e as crianças da sala e mergulhe nesse mundo do Splatter que esse grupo nos proporciona. Imprescindível, sem mais.

Myspace / Twitter

Tracklist:
1.Coins Upon the Eyes - 04:03    
2.The Shape of Deaths To Come - 04:37    
3.Necrocracy - 04:09    
4.Dysmorphic - 04:45    
5.Sickened - 04:44    
6.(So Passes) the Glory of Death - 04:25    
7.Ravening - 03:59    
8.Carrion Call - 03:56    
9.The Rotting - 03:51      
10.The Beginning After the End (Bonus Track) - 4:29
11.Not yet Dead Enough (Bonus Track)  - 3:55
12.E Pluribus, Mortem (Bonus Track) - 2:45
13.Chewed up, Spit Out (Bonus Track) - 1:29
14.Go for the Throat (Bonus Track) - 0:53

Download:
Mega / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer /Zippyshare

terça-feira, 7 de maio de 2013
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Contrastic - Contrastic

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Gênero: Death Metal / Grindcore
País: República Checa
Ano: 2000

Comentário: Melhor do que postar alguma coisa realmente boa, é postar coisas que gostamos de verdade e que temos como parâmetro dentro de um determinado estilo, e esse é extamente o que acontece nesse post que vos trago. Após um certo tempinho sem trazer um grind na esperança de um lançamento bombástico, cansei de esperar e trouxe cá o melhor disco da era pós-"Napalm" na minha opinião. Contrastic é uma banda da República Checa, formada em 1993 que tem apenas esse full-lenght, além de 1 demo e 3 splits, mas o grupo já esta prometendo um release novo pra 2013.

Esse album foi gravado com Polu nas guitarras, U.B.I.N.A. no contra-baixo,  Trisy na bateria e programações e Putti nos vocais.

Esse disco é uma obra de arte a começar pela capa, que é uma gravura da Ariel da "A Pequena Sereia" que sugere que seja pintada a mão por uma criança. O album tem menos de meia hora de duração e já é o suficiente pra ser lembrado nas discussões. É um disco que não soa brutal, extremo, mas tem uma produção e os detalhes impecáveis e a habilidade dos músicos é perceptível até aos mais leigos. Influências que vão do punk/hc ao goregrind, além de elementos de música eletrônica, prog, pornografia, diversão, estão entre uma infinidade de  nunaces presentes nesse trabalho riquíssimo. O guitarrista abusa dos efeitos e distorções pouco usados no estilo, aparece com Uaua e mais uma pá de coisas q soaram extremamente legais, com riffs muito criativos, sem perder o peso. A presença de synths, além da quebradeira da bateria e alguns pianos são visiveis por todo trabalho. O vocalista merece uma citação a parte, pois é muito versátil, usando growl, pig squeal, ou apenas a garganta limpa, além do belo coro que ora ou outra aparece.

Excelente trabalho em relação a produção, mixagem e arranjos, tudo soando perfeito e cristalino, um dos melhores discos de Grind/Death Metal já feito, curto, mas não tão direto, soando único, e um dos casos raros de "neo-grind" ou "avant-garde grind core", e por mais estranho que pareçam esses rótulos, após ouvir o trabalho, percebe-se que estes gêneros veêm naturalmente na cabeça. Indispensável pra quem curte grindcore e pra quem gosta de música boa, com certo experimentalismo, mas tudo sem parecer absurdo e indigesto.

Facebook / Myspace / LastFM

Tracklist:
1.War Laws? - 03:52    
2.Verchrottung Durch Arbeit - 03:07    
3.Sex with Four Walls - 03:46    
4.Y.F.C. - 00:55    
5.Chopin's Ulcerous Colic - 01:04    
6.The Letter - 03:24    
7.I Feel Dislike - 00:33    
8.Vocalic System from the Perspective of a Social Distinctivness - 03:10    
9.Unattractive "M" - 01:37    
10.About... - 08:25     

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sábado, 23 de fevereiro de 2013
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Matanza - Encontrados Muertos

6 comentários
Gênero: Grindcore / Brutal Death Metal
País: México
Ano: 2012

Comentário: Sim, esse é o último trabalho do Matanza e lançado em 2012 e que pouca gente conhece ou ouviu dizer, mas calma, esse não é o cd dos "bad boys", MTVzeiros, ou como queiram (polêmica ahahahah), homônimo brasileiro, e sim do brutal, visceral e sanguinolento Matanza mexicano, formado em 2005, que nos brinda com seu 1º full-lenght, mas que já tem um nome bem consolidado na cena.

Esse disco foi gravado por Maton nas guitarras, programador de bateria e backing vocals, Perturbador nos vocais e Xulub Makuxtal no contra-baixo. Hoje o grupo já não conta mais com Xulub, mas para nossa satisfação, ou a minha pelo menos, tem um baterista conhecido como La Bestia. Uma coisa bem legal é o visual do conjunto, com máscaras simbolos de filmes americanos, como a  focinheira do Dr. Lecter do Silêncio dos inocente e a famosa máscara de hockey imortalizada por Jason Vorhees nas continuações do sexta feira 13 regadas a muito sangue tentam passar uma imagem gore aos fãs do grupo. A influência do Brujeria aqui é totalmente escancarada (se bem que qualquer banda que fizer um grind/brutal cantado em espanhol me lembrará Brujeria),o visual e a temática lembram bastante o grupo de Brujo, mesmo fazendo um som ao meu ver mais genérico, mais cru, mais visceral, mas ainda é muito cedo para esse trio almejar chegar aos pés do Brujeria.

Encontrados Muertos é um excelente disco de grindcore, com uma pegada que impressiona. O gore é algo presente na alma da banda, que ja nos apresenta uma capa sanguinária. O vocal principal é algo extremamente competente, diversas técnicas, gutural e pig squeal a dar com pau, muito bem encaixados nas  canções. As guitarras tem riffs bem precisos, rápidos, como devem ser, sem frescuras. O Contra-baixo faz o mesmo que as guitarras, sem nenhum destaque e a bateria programada consegue alcançar velociade sobre humana, bem trabalhada, mas com alguns exageros, brutalizando na maioria do disco. Ponto positivo para as composições  gore/satanistas e as introduções faladas no começo de algumas canções, como um exorcismo entre vários clichês do estilo. O ponto baixo do album fica a cargo da produção/mixagem, que deixaram guitarra/contra-baixo com o volume bem baixo, sendo o segundo inaudível em várias passagens. O timbre da bateria tambem faz soar um pouco amador, artificial, empobrecendo muito o  trabalho, mas nada de tire o brilho final.

As músicas que eu destaco é a de abertura "Carniceria", com uma intro muito legal com um jornalista falando de uma chacina que seria um ritual satânico, e a canção em si começa mais cadenciada até brutalizar de maneira absurda, destaque pro vocal muito bom. "Machete" tem uma raríssima aparição do contra-baixo, e no decorrer da música tem uma bateria muito bem programada, com um tempo meio louco e uma rápidez insana e sobrenatural. O destaque maior é a digníssima "Cadáveres Putrefactos", que ganhou até um videoclipe bem gore, e no meu ver bem engaçado e propositalmente (creio eu) tosco, já com o batera em seus postos.

Bem, Matanza é uma banda em franca escalada ao reconhecimento e nesse disco mostra o porquê. Regado a muito ódio, blasfêmia e gore, muito gore, tras um disco muito bom, com alguns pecados, óbvio, por ser um disco independente, tem de tudo para ter sua própria identidade no cenário mundial e alçar vôos mais  altos. Indicado pra que curte uma ótimo gore/grind/brutal, e não indicado pra quem gosta daquele "Matanzinha" aqui do brasil. Música pra se ouvir enquanto desossa um boi ou numa tarde quente de verão, indicadíssimo.

Myspace / Facebook

Tracklist:
1.Carniceria - 01:38
2.Asesinato - 02:40
3.Cadáveres Putrefactos - 02:36
4.Descuartizada - 03:03    
5.Entre Muertos - 02:32    
6.Infierno - 02:27      
7.Machete - 03:29      
8.Muertes Infernales - 03:26
9.Mutilando Cuerpos - 02:36
10.Posesiones Satánicas - 03:27
11.Blasfemia - 03:50

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
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Spineless Fuckers - Funny Games

0 comentários
Gênero: Grindcore
País: República Checa
Ano: 2012

Comentário: Com imenso prazer que vos trago uma das bandas mais originais de grindcore que eu ouvi nos  últimos tempos. Oriundos de Brno, na República Checa, essa banda formada em 2007 tras em seu terceiro full-lenght um som pautado pelo bom humor, extremamente agradavel e legal, diferente do que a esmagadora maioria faz ou já fez.

Formado por 5 integrantes extremamente competentes, esse grupo consegue nos surpreender a cada canção executada. Fik no contra-baixo consegue realmente aparecer com seu instrumento, com momentos de firmeza e algum destaque. Fechando a cozinha, Reef destrói as baquetas e mostra a importância de um ser humano assumir o ritmo de um conjunto. Variando levadas de total rapidez e violência, até cadências permeadas de break downs muito inteligentes e pertientes, destaque para o trabalho minucioso dos pratos, com ataques e conduções detalhados e muito ricos. As 6 cordas ficam a cargo de Mara, com riffs competentes, mas sem um momento de brilhantismo, apenas fazendo seu trabalho como deve ser. Os microfones ficam por conta de Kure, e é o ponto alto do conjunto, com uma versatilidade pouco vista, ele flutua entre urros, pig squeals e guturais com extrema naturalidade, fazendo o que exatamente a canção pede, mostrando um trabalho acima da média. Entre os músicos, o peculiar fica com Marien e seu violoncelo, que enriquece, individualiza e marca de uma maneira positiva o trabalho, fazendo passagens insanas e inesperadas, é a cereja do bolo nesse trampo impecável. Ponto positivo para a arte da capa, que mostra com muito bom humor o sexo animal entre pandas sacanas, ursos conhecidos pela falta de interesse sexual.

O disco conta com 18 canções em pouco mais de 27 minutos. Destaca-se "I'll Wipe Your Tears With A Hammer", com um riff muito legal, uma levada mais cadenciada e com um contra-baixo muito alto, mostra um grind mais clássico. "Water Dropping From The Dripping-Flap" é uma faixa muito interessante, aqui abusam do violoncelo e tem até uma passagem mais clean, meio jazzistica, muito bem feita e criativa. De longe a mais peculiar e minha preferida é "Look, There Is A Stub Nail", com 1 minuto consegue ser folk, o vocalista usa todo seu repertório vocal e o intrumental é algo soberbo e muito rico, é o grande destaque do cd, que tambem conta com uma produção impecável, digno dos grandes.

Fazia muito tempo que eu não me surpreendia positivamente com uma banda de um estilo, que até certo ponto é conservador, e que eu tivesse pressa em postar. Um disco muito legal, com um humor evidente, coeso e muito original, vale o download, pois apesar de ser um trabalho de música extrema, é muito acessível. Pena eu não ter conhecido antes, pois entraria sem dúvidas entre os meus discos tops de 2012. Aprecie e se surpreenda!!

Myspace / LastFM

Tracklist:
1.Melancholic Alcoholic (Mara v depce) - 01:49    
2.Mushroom Hunters - 01:56    
3.Marquis de Sade Is Going to the Forest (Markyz de Sade do lesa) - 01:33    
4.Little Doggy Go-Kart (Psi Motokarka) - 00:52   
5.Rabbin's Bio-Eggs (Rabinovy biovejce) - 02:28    
6.The Return of Radiator (Navrat Radiatora) - 00:44    
7.2 Yokels in Action (2 Jarci v akci) - 01:38    
8.I'll Wipe Your Tears with a Hammer (Utru ti slzu kladivem) - 01:30    
9.Sods in Tinfoil (Buzny v alobalu) - 00:41    
10.Clash of the Snowmen (Souboj snehulaku) - 01:55    
11.Water Dropping from the Dripping-Flap (Kape voda z okapu) - 01:23    
12.Attack of Humble-Bee (Cmedla utoci) - 02:28    
13.Look, There Is a Stub Nail (Je, hele, hmozdinka) - 01:06    
14.3 Dildo Extenders (3 nastavce) - 01:40    
15.Farts in the Pocket (Vetry v kapse) - 00:29    
16.Fishy Beer from the Mountains (Rybi pivo z hor) - 01:43    
17.Cookie-Bookie Tradada (Kuby Buky tradada) - 00:20    
18.Diablo James - 03:04

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terça-feira, 30 de outubro de 2012
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Brujeria - Brujerizmo

3 comentários

Gênero: Death Metal/Grindcore
Ano: 2000
País: México

Comentário: México nunca foi dos países mais relevantes para a cena headbanger mundial, isso é fato, porém, em 1994 o Brujeria surgiu, ultrapassando todas as barreiras, com músicas totalmente em espanhol, sem jamais apelar para o inglês, com uma temática única e com o passar dos anos se tornando simplesmente uma super banda com a adesão de integrantes que já tocaram em grandes nomes do metal extremo de todos os cantos do mundo.

Satanismo, bruxaria, assassinatos, política, violência, trafico de drogas, de imigrantes ou de pessoas, uma mistura da realidade social mexicana abordada de forma agressiva, com parte da cultura bruxa enraizada no folclore país são os temas que passam pelas letras do Brujeria, e com todo esse lirismo extremamente denso e agressivo, musicalmente não poderia ser de outra forma, músicas lacônicas, cadenciadas, rápidas e com um peso impressionante, saídas das mãos de gente como Dino Cazares (Fear Factory), Billy Gould (Faith No More), Nick Barker (ex-Dimmu Borgir), Raymond Herrera (Fear Factory), Jeff Walker (Carcass), Adrian Erlandsson (At the Gates) e Shane Embury (Napalm Death), é incrível como uma banda mexicana conseguiu aglomerar tantos nomes importantíssimos do mundo inteiro em uma única banda, e liderando esse bando de gringos desde 1989 temos Fantasma, Pinche Peach e Juan Brujo, os três mexicanos que assumem alcunhas de traficantes e destilam todo seu ódio contra os americanos com seus guturais.

Apesar da banda continuar na ativa, Brujerizmo foi o ultimo álbum gravado pelo grupo, e já se passaram 12 anos desde então, mesmo assim o release não perdeu sua qualidade ou sequer ficou datado para a música extrema. De forma venenosa, Brujo urra seu ódio contra o racismo, a xenofobia e os problemas políticos de seu país, barulheira matadora sem qualquer approach de acessibilidade. É extremamente violento.

Tracklist:

1. Brujerizmo
2. Vayan Sin Miedo
3. La Traicion
4. Pititis, Te Invoco
5. Laboratorio Christalitos
6. Division Del Norte
7. Marcha De Odio
8. Anti-Castro
9. Cuiden A Los Ninos
10. El Bajon
11. Mecosario
12. El Desmadre
13. Sida De La Mente

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terça-feira, 9 de outubro de 2012
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Cattle Decapitation - Monolith of Inhumanity

1 comentários
Gênero: Progressive Death Metal / Grindcore
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Estive em um pequeno hiato de postagens, pensando no que seria produtivo para uma postagem até ouvir essa obra prima. Oriundo da Califórnia, esse quarteto formado em 1996 trás em seu quinto full-lenght um death/grind de extrema qualidade em todos os aspectos. Conhecidos por terem uma grande fanbase entre os apoiadores e militantes dos direitos dos animais, os membros deste grupo tem uma ideologia fortíssima pró meio ambiente e anti-humana, e tem entre seus membros, Josh e Travis, vegetarianos convictos.

Com uma produção impecável e uma capa impressionante, esse conjunto conta com 4 músicos irrepreensíveis. Derek Engemann no contra-baixo faz um trabalho competente, mas como é de costume no estilo, faz o básico, sem destaque, mas com uma precisão impecável. Para escrever sobre a bateria de David McGraw precisamos de tempo e algumas linhas dessa humilde resenha. Recheado de break downs e levadas progressivas, a bateria eleva o nível instrumental a outro patamar. Com requintes de crueldade McGraw arrebenta os tambores, faz um trabalho de pratos peculiar, acelerando e cadenciando o tempo músical de maneira monstra, sendo o ponto forte da cozinha, o verdadeiro alicerce de sustentação instrumental. Josh Elmore é o responsável pelas 6 cordas e faz riffs de extrema qualidade, mas soa um pouco pragmático as vezes, sendo melhor em passagens cadenciadas, do que em passagens rápidas, havendo um pouco de queda na performance criativa quando tem que acelerar muito, mas nada que prejudique ou destoe, eu que sou chato em alguns quesitos. Os solos de guitarra merecem todas as atenções, pois são lindos e muito trabalhados, sem afobação. O vocal, animal, gutural, versátil, perfeito, é o que a banda tem de melhor. Parece que Travis Ryan usa toda sua empatia com os animais pra externar de maneira bestial todas as canções do disco.

Por se tratar de um disco linear, perfeito, coeso, qualquer canção destacada seria de uma aceitação geral, mas como é de praxe, a faixa que abre o album, "The Carbon Stampede", mostra pra que a banda veio, com uma pegada mais low de começo, tem a cadência e o vocal seus destaques, com um solo de guitarra lindo, perfeita para uma abertura. "Dead Set on Suicide" vem logo após, com um contra-baixo destacado, uma vocalização bestial e um refrão que cola muito, um verdadeiro hit. Eu tenho o costume de destacar a última canção do album, que normalmente é onde os caras da banda mostram todo seu potencial, com todas as influências afloradas, mas as vezes não tem poderio "popular" para ficar entre as primeiras. É na última música que tem o direito da liberação músical, e aqui é exatamente o que acontece. "Kingdom of Tyrants" é a saidera, e sem exageros, é a melhor do disco, sem dúvidas, merecendo ganhar um mini filme oficial fudido que vocês podem apreciar ao fim da postagem. Com uma variação vocal, linda, parece que tem umas 3 canções dentro de uma, mas mantendo um padrão, sendo muito coesa e pesada.

Um trabalho limpo, perfeito, soberbo, onde o grindcore fica em segundo plano frente ao prog. Um disco viciante, emocionante, onde a banda mostrou o ápice da maturidade musical, não podendo ser usada como parâmetro para julgamentos de outros albums do gênero, já que dificilmente um grupo por mais consagrado e inspirado, vai alcançar a qualidade obtida aqui nesse trabalho. Masterpiece, 5 estrelas, sem exageros, um clássico inclassificável.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.The Carbon Stampede - 03:39    
2.Dead Set on Suicide - 03:18
3.A Living, Breathing Piece of Defecating Meat - 02:58
4.Forced Gender Reassignment - 03:54
5.Gristle Licker - 04:54
6.Projectile Ovulation - 03:31
7.Lifestalker - 04:15
8.Do Not Resuscitate - 03:18
9.Your Disposal - 04:47
10.The Monolith - 03:39
11.Kingdom of Tyrants - 04:50

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
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Stoma - The Glorification Of Sexual Depravation

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Gênero: Goregrind / Grindcore / Death Metal
País: Holanda
Ano: 2012

Comentário:Trago-lhes esse mais novo trabalho desse grupo oriundo da holanda formada em 1998 e que nos brinda com um Goregrind de muita qualidade, e que acaba de fazer uma tour pelo Brasil, passando por estados como Rio Grande do Norte, Paraiba, Pará além das capitais da mídia como São Paulo e Rio de Janeiro. O nome desse grupo, a grosso modo, significa uma cavidade no corpo, aberto naturalmente ou cirurgicamente, que promove a exposição/comunicação de um orgão interno com o meio externo, sendo a colostomia (porção do intestino que fica exposto no abdômen) a mais comum.

A banda é formada pelo baterista Ziggy Blunt, AxKx no contra-baixo, Dennis Braincasket nas 6 cordas, GOB nos gritos e 391 no gutural, formando a dupla nos microfones. A saída dos formadores da banda Still Beer(guitarrista) e de Puke Vomit(baterista, assumindo o baixo com a entrada de Ziggy) não parece ter afetado o poder da banda em se fazer um grindcore de moer todos os ossos do corpo.

Nesse disco temos um grind matador, bem intenso, sem faixas de "recreação" entre elas, trazendo 15 faixas tocadas de verdade. A mixagem merece os parabéns, mostrando o que realemnte a banda faz. A bateria, como não podia deixar de ser, é extremamente veloz, o baixo audível e tocado, fechando uma cozinha realmente muito boa. As guitarras fazem o arroz com feijão, com riffs moedores, sem descanso. Os vocais que ficam um pouco abaixo, mesmo sendo uma dupla, falta uma versatilidade, falta algo diferente, sendo bem repetitivos, e tornando-se limitado e genérico em algumas passagens, mas na maioria do disco mostra muita competência, estando longe de comprometer, muito pelo contrário, com alguns momentos brilhantes.

Eu não vou ficar aqui comentando as canções do disco, mas trata-se de um trampo completamente splatter, vide os nomes das canções "Purulent Encopresis", "Urethral Defloration" e "Prolapsed Cumfarting Shittube". Destaque total para "The Origin Of The Feces", com uma levada punk e um contra-baixo fenomenal, cadenciada e cativante. E a primeira "The Glorification Of Sexual Depravation" que como já se tornou comum, tem uma intro de sitcom americano, com risadas do Chaves, e uma música perfeita pra abrir um disco, relativamente longa (?!), e tocada de maneira agressiva e magistral.

Esse disco me agradou em todos os aspectos, e é um trabalho realmente tocado, sem bateria eletrônica e nenhuma maquiagem a princípio, bem coeso, sem enrolações que hoje em dia é muito comum. Destaque para arte da capa. Ótimo trabalho de uma banda que está sempre no Brasil e já pode ser considerada um expoente do meio. Para as pessoas iguais a mim, que apreciam um grind violento, sanguinário e purulento, excelente pedida pra bangear até quebrar o pescoço e quem sabe virar tema pra uma música do próximo disco.

Myspace / LastFM

Tracklist:
01.The Glorification Of Sexual Depravation - 02:16
02.Trucker Fags In Denial - 01:38
03.The Gummi Tit Butcher - 01:39
04.Rectal cranium inversion - 02:28
05.Tag Team Gangbang - 00:56
06.The Origin Of The Feces - 02:30
07.Purulent Encopresis - 01:40
08.Totally Nullo - 01:54
09.Morbid Grindfreak - 01:55
10.Urethral Defloration - 01:08
11.Der Leichenfresser - 03:29
12.Romantic Rectal Reaming - 01:39
13.Spineless Coward - 02:05
14.Prolapsed Cumfarting Shittube - 01:00
15.Diarrhea Bukkake - 01:41

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
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Discografia - Anaal Nathrakh

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Gênero: Black Metal/Grindcore
País: Reino Unido
Ano de Criação: 1999

Biografia: Apenas duas pessoas conseguem fazer de forma magistral a barulheira que parece a de um exército inteiro, aqui Dave Hunt assume a alcunha de V.I.T.R.I.O.L, enquanto Mick Kenney a de Irrumator, esse é o Anaal Nathrakh. Nome que muitos estranham de primeira (por motivos óbvios hehe), mas nada mais é do que uma referência ao filme Excalibur, mais precisamente remete ao nome de um feitiço (hálito de serpente) executado pelo mago Merlin. Dave Hunt já é figurinha carimbada, vocalista do Benediction, banda seminal do Death Metal britânico, resolveu dar as caras em um projeto diferente e ainda mais extremo, convidou Mick Kenney que já era experiente no meio do Black Metal e Grindcore, e enfim nascia o Anaal Nathrakh. Inicialmente apenas uma banda de Raw Black Metal de estúdio, sem maiores pretensões, o projeto viria a crescer mais do que seus dois idealizadores imaginariam.

A proposta aqui é simples, fazer um som extremamente visceral,  a trilha sonora do apocalipse por assim dizer, pois bem, objetivo alcançado com sucesso. Apesar da intenção de ter uma sonoridade bem crua no início, essa proposta foi sendo deixada de lada com o tempo (mas obviamente sem perder toda a agressividade), são várias e várias camadas de vocais e guitarras sobrepostas, variações absurdas, tudo isso mirando a maior caoticidade possível de se criar musicalmente, e é esse o grande charme do duo. São diversas timbres usados, chegando a dar até uma atmosfera que lembra o Industrial, que aumenta ainda mais a violência sonora da coisa.

sábado, 4 de agosto de 2012
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5 Stabbed 4 Corpses - Get Smashed

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Gênero: Brutal Death Metal / Grindcore
País: Alemanha
Ano: 2011

Comentário: Trago lhes nesse post um quarteto alemão que consegue fazer uma podreira muito bem feita e muito apreciada por esse que vos escreve. A banda foi criada em 2009 e conta com apenas 1 full-lenght, sem registros de demos, EPs e etc na discografia.

O Lineup do grupo é formado por Alex na bateria, fazendo um trabalho rápido e característico, sem firula, direto ao ponto, sem uma técnica que mereça destaque. Mella Stamp é a "Dama do Grindcore", a menina responsável pelo contra-baixo, com uma atitude monstra, ela toca as 3 ou 4 notas da canção com personalidade, mesmo com a mixagem do baixo lixenta como de costume, o instrumento é audível, fechando bem a cozinha. Slava é o guitarrista, e o cara que da o peso nescessário em seus riffs rápidos, porem um pouco pobre, mas o importante é o barulho que ele consegue tirar com sua arma de 6 cordas. O vocalista, Rico, é o grande destaque, com uma versatilidade vocal que impressiona muito. Muito inteligente a colocação da voz, variando do gutural brutal, passando por um gutural visceral e fazendo 2 estilos de pig squeal que me deixou impressionado com a técnica usada, com o detalhe de não ser apenas um cantor de estúdio, reproduzindo fielmente suas técnicas ao vivo.

Esse release lançado em setembro de 2011, conta com 17 canções de pura sujeira, chutadas em pouco mais de 32 minutos de pura brutalidade e velocidade. O disco abre com "All Day Penetration", sendo perfeita para dar boas vindas ao ouvinte, deixando toda a temática porn a mostra, e fazendo clara referência suína declarada, com vários porcos grunhindo ao terminar a música. "Bloddy Cockriders" é onde a variação vocal acontece a toda hora, ótima faixa para os vocalistas usarem como exemplo de versatilidade vocal. A canção "Collateral Damage" é a mais brutal e violenta do cd, aqui sim, trazendo o grindcore a sua origem. "Splattered Sanoritas" é o clássico dos clássicos da banda, onde podemos ver toda a atitude da banda no preview numa performance memorável principalmente de sua baixista. A faixa "Psycho Dance" fecha o disco e mostra um vocal mais "cantado" e um instrumental mais cadenciado, terminando o disco de uma maneira perfeita.

Esse album é muito coeso, apesar da baixa qualidade de mixagem, tras um grindcore muito bem executado e de ótima qualidade. A qualidade musical dos membros pode ser questionada, pois é um pouco pobre e não inova em nada, mas são velozes e barulhentos, com um conjunto que funciona muito bem em sua quimica, além de Rico ser um dos melhores vocalistas do estilo que eu já ouvi, se não o melhor, sem exageiros. Um disco pra quem quer podreira, porn e gore, e não espera nada além de meia hora pra bater a cabeça e se divertir. Uma ótima pedida pra quem curte o estilo igual a mim, mas se você espera algo trampado e técnico, passe longe, pois o lance aqui é se divertir com esse maravilhoso debut dessa banda que tem uma carreira muito promissora. Lindo disco.

MySpace // LastFM

Tracklist:
1.All Day Penetration - 02:16    
2.Just Another Funeral - 03:28    
3.Stuppid Bondage Slut - 01:55    
4.Bloody Cockriders - 02:05    
5.Collateral Damage - 00:59    
6.The Rotten Pussy Blues - 00:57    
7.Talking Shit - 01:12    
8.Drowned in Menstruation - 03:23    
9.Splattered Senoritas - 02:19      
10.All You Sinners - 02:02    
11.Bleed - 02:04    
12.Facefucker - 00:51    
13.Analcritters - 01:30    
14.Who's Next - 01:19    
15.Rape Kill Eat - 02:23    
16.Die Ass Fuck Die - 01:13    
17.Psycho Dance (Bonus Track) - 02:48

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terça-feira, 10 de julho de 2012
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Enjoy My Bitch! - A Bitch Romance?

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Gênero: Death Metal / Grindcore
País: México
Ano: 2012

Comentário: Venho através deste, mostrar o debut dessa banda mexicana formada em 2004, e que desde a sua fundação, já lançou 4 demos, 2 split e 1 EP, e seu primeiro full-lenght me surpreendeu de uma maneira bem positiva, e figura na minha lista de melhores lançamentos do primeiro semestre de 2012, tanto pela música, quanto pela arte da capa.

Eduardo Asmodeo é responsável pelas cordas, samplers e vocais. É dele os riffs de guitarra usados nesse trabalho, que soam rápidos e brutais de uma maneira geral, sem solos e firulas. O contra - baixo (?), também por conta de Asmodeo é algo inaudível, e não merecia nem ser creditado. Outro membro é E. Paton, que tabém faz os vocais e samplers. O curioso é que em sua formação é citado RoboDrill, que se trata da bateria programada de forma brutal e extremamente veloz, mas nada que um ser humano não pudesse fazer.

Ao comentar o disco, impossível não fazer menção a capa, que assim como o próprio nome da banda explora o fetiche do vinil inter-racial, pressupondo a tematica doente, sexual e explorativa desse trabalho. O ataque anti-cristão gratuito também é comum, além do disco ser de algumas polêmicas gratuitas. O trabalho feito aqui é algo peculiar, original e de maneira nenhuma deve ser levado a sério, tendo passagens realmente risíveis. Uma coisa que me chamou a atenção que apesar do disco ser composto em inglês na sua totalidade, samplearam mulheres e matérias jornalisticas falando em espanhol, o que me lembra muito Brujeria, mas os caras aqui, ao contrário do cunho político dos Brujos, usam paródias, como na faixa "Bleeding Anal Jesus", onde uma repórter noticia o episódio em que Rihanna foi agredida por Chris Brown antes de receber o Grammy, e que o ator pagou uma fiança e foi solto, sendo que essa introdução foi feita pra zombar, já que não tem nada a ver com a canção que é extremamente agressiva. "In the Chamber of Lies" é uma música extremamente violenta, mas tem uma introdução de algum sitcom, onde a menina diz pro cara que é virgem, e as risadas a lá Chaves vem a tona. Musicalmente, os destaques são "Green Eyes (part II)", que tem os riffs bem feitos, rápidos, os vocais brutais, abusando do Pig Squeal, com uma variação ritmica legal. Outra canção, talvez a mais polêmica, mas que mostra uma música coesa e bem pesada e variada é "Pedophilia with the Second Daughter of Marie ". A introdução é uma mãe mandando a filha pra igreja, e ela dizendo que não vai, fazendo alusão aos casos de pedofilia, trazendo uma faixa muito pesada, com uma barulheira e gritaria infernal, mostrando a seriedade e a força da banda, e com uma passagem muito legal de uma canção do oriente médio no fim da faixa, mostrando uma riqueza e peculiaridade ímpar.

Um album que é ótimo devido a seus samplers muito engraçados e criativos e muita variação temática nonsense. Excelente pedida pra quem cansou dos mesmos temas e está aberto a algumas polêmicas. Um disco que na minha opinião não é nenhum masterpiece do genero, longe disso, mesmo levando a música brutal a sério e com competência, o conjunto original da obra foi que me chamou muito a atenção, e não deve ter a sua concepção levada ao extremo do tr00. Posso estar enganado, mas pra quem tem a mínima  sensíbilidade, e acho que até para a própria banda, a parte que merece respeito, e muito respeito, fica apenas por conta da musicalidade, essa sim extrema por natureza. Grande surpresa nesse 2012 que promete muito ainda. 

MySpace//LastFM

Tracklist:
1.Shiting in the Grave of Christ - 05:03    
2.Whipped Ass - 03:32
3.Green Eyes (Part II) - 05:13    
4.Pedophilia with the Second Daughter of Marie - 03:43    
5.Bleeding Anal Jesus - 05:35
6.In the Chamber of Lies - 02:30    
7.Christ Was a Fag - 04:33
8.Cross Whore - 03:37    
9.Brea Bennet - 06:04    
10.Outro - 01:51

Download:
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
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Cadaveric Crematorium - One of Them

2 comentários
Gênero: Brutal Death Metal / Grindcore
País: Itália
Ano: 2012

Comentário: Venho através desse post, mostrar mais um lançamento de 2012. Esse quarteto italiano, formado em 1996, esta no seu 4º full-lenght, e por se tratar de um grupo Gore, me agrada em quase todos os sentidos.

Esse álbum tem todos os clichês que um belo grindcore tem que ter. Músicas violentas, rápidas, barulheira sem sentido, e um instrumental dos fodas. As guitarras disparam riffs infinitos, com versatilidade e variações contundentes, aparecendo até um violão em 3 canções. O ponto fraco é a falta de peso das guitarras, parecendo muito limpas, falta o punch, e o volume da mixagem deixou a desejar. O contra-baixo acompanha bem a guitarra, faz lá seu dever de casa, como de costume. A bateria é a grande estrela dos  instrumentos, variada, com algumas quebradas, mas com bumbos velozes e violentos quanto tem que ser. O vocal é muito característico, com pig squeal a rolê, gritos, e um gutural responsa, que segura bem a onda.

Das 19 faixas, 9 são realmente tocadas, as outras 10 são faixas com falas, instrumentos acústicos, som ambiente e muito noise (som de flatos, um zumbi se alimentando, chuva, sirenes, etc...), vindo como introdução das faixas seguintes. Destaque pra "Supercharged Sun", que começa com uma batera comendo, mas que vem a cadenciar, por pouco tempo, e a variação vocal é muito bem feita, com todos os ingredientes possíveis. A introdução acústica "Delta", esconde a porrada que esta por vir, com "WWIII", onde um porco grita muito, e os riffs são extremamente competentes. O duo que eu mais gostei é a faixa "Sigma", que eu interpretei como um violão tocando calmamente, com uma pessoa correndo, quando ela se depara com um zumbi, ela se assusta, algo se quebra, e o monstro se alimenta dessa pessoa (a interpretação da cena depende da mente doentia do ouvindo, ficando livre a viagem), que imenda a "Zombies Will Dominate", que é a mais bem feita, com uma batera com uma pegada monstra, o vocal suino dominando, e uma passagenzinha Jazz/Cabaret (oh wait??), só as guitarras que carecem de peso.

Disco muito legal, não esperem um grande clássico, mas pra fãs de gore, uma bela pedida. Mesmo a produção sendo muito florestinha (ehehehehe), vale pelo experimentalismo, as sacadas dos arranjos, e pra quem curte musicas rápidas, vocais grotescos e passagens non sense, o download é obrigatório.

MySpace//LastFM

Tracklist:
1.Alfa - 01:05    
2.Smiling and Farting - 03:24    
3.Beta - 00:23    
4.Supercharged Sun - 02:46    
5.Gamma - 01:28    
6.The Protected - 04:53    
7.Delta - 01:16    
8.WWIII - 03:22    
9.The Mutants - 04:19    
10.Genetic Corruption - 03:28    
11.Theta - 01:02    
12.They're Back - 02:15    
13.Lambda - 00:10    
14.It's Enough - 03:48    
15.Omicron - 00:11    
16.Infected Scientist - 04:59    
17.Sigma - 00:56    
18.Zombies Will Dominate - 02:40    
19.Omega - 00:52   

Download:
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Quem escreve e faz os uploads:

 
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