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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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Heaven Shall Burn - VETO

1 comentários

Gênero
: Melodic Death Metal/Metalcore
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Num surto de vontade, cá estou eu postando no meio da madrugada um disco que eu ouvi mais do que esperava ano passado, e que vem de uma das bandas mais interessantes do metal atual. Seja pelo seu peso absurdamente característico do metalcore alemão, que tem pés fincados fortemente no Death Metal Melódico de bandas como At The Gates e Carcass (ou seja, sem vocais limpos aqui, mas muitos riffs pegajosos por todos os lados) ou pela sua temática política fortemente de esquerda.

VETO é o sétimo full-lenght da banda e mostra um grupo maduro, que explodiu com o bombástico Antigone (2004), um disco que abusava de palavras de ordem e riffs que oscilavam entre o famoso "para e vai" dos grooves do metalcore e levadas melódicas entre uma centena de palm mutes. VETO possui a mesma pegada clássica da banda, que são riffs baseados em uma pegada pesadíssima, mas com um background histórico e temáticas muito mais profundas que os discos anteriores da banda. Especialmente pela figura icônica de Lady Godiva, personagem de uma lenda - com requintes históricos - datada no século XIII, de uma nobre inglesa empenhada a convencer seu marido, Leofric, Conde da Mércia, a reduzir impostos sobre a região que governava, asolada por fome e miséria. A lenda conta que, após muita insistência de Godiva, Leofric desafia a esposa a desfilar nua pelas ruas da cidade, montada a cavalo, para que o desejo de Godiva fosse atendido, em tom irônico e sarcástico. Godiva então ordena que todos os cidadãos não saiam de casa e fechem as janelas (afinal, considere que estamos em plena Idade Média) e faz a vontade do marido, que acaba acatando o desejo da Lady, impressionado pela coragem inabalável da esposa e em honra com sua promessa.

Coragem e resistência são palavras recorrentes na lírica do Heaven Shall Burn, e a história de Lady Godiva cai como uma luva. Assim como o título do álbum, VETO - latim para "Proibo" - que é mais uma palavra forte, poderosa e intensa no léxico da banda alemã. As letras são intensas, violentas e cativantes. Os trechos mais intensos do instrumental sempre coincidem com versos mais pegajosos e incitadores, coisas como anti-tirania, defesa das minorias e enfrentamento da autoridade são comuns e largamente disseminadas.

Mas se muito foi dito do instrumental e da lírica, não se pode encerrar-se a resenha sem ser comentado sobre a técnica e o vocal de Marcus Bischoff, que é um monstro dos vocais de rasgados do metalcore, levando-os ao patamar de serem mais intensos e violentos que qualquer banda de Death Metal. Oscilando entre um mais comum rasgado agudo até graves grunhidos, o vocal de Marcus é sempre perfeitamente preciso o suficiente para que as letras são se percam em desnecessárias distorções vocais. Dessa forma incrível, nem mesmo o mais raivoso berro insandecido de raiva mascara a mensagem que a banda quer passar. O vocal de Marcus é, portanto, imprescindível na sonoridade do Heaven Shall Burn.

E nada melhor que ser surpreendido no meio do disco por um cover do Blind Guardian, Valhalla, e seus improváveis vocais limpos em meio ao gutural incrivelmente afinado e tremolos de guitarra. VETO é um must de 2013 que temo ser menos reconhecido do que deveria.




Tracklist:

1.Godiva 04:19
2.Land of the Upright Ones 04:08
3.Die Stürme rufen dich 03:59
4.Fallen 04:29
5.Hunters Will Be Hunted 05:59
6.You Will Be Godless 03:10
7.Valhalla (Blind Guardian cover) 05:29
8.Antagonized 03:33
9.Like Gods Among Mortals 04:20
10.53 Nations 04:06
11.Beyond Redemption 05:46

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sexta-feira, 14 de março de 2014
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Descend - Wither

0 comentários

Gênero: Progressive / Melodic Death Metal
País: Suécia
Ano: 2014

Comentário: A Suécia sempre nos presenteou com bandas de grande qualidade em todos os subgêneros do Metal. E nos dias atuais, isso não foi deixado de lado. Além de bandas clássicas que ainda lançam ótimos trabalhos, temos a nova safra que sempre traz algo surpreendente e agradável.

Esse é o caso do Descend, banda formada no ano de 2003 na cidade de Estocolmo e que recentemente lançou seu segundo álbum de estúdio, chamado Wither. Neste álbum o lado progressivo da banda ganhou mais enfoque que o lado melódico, trazendo um instrumental muito bem elaborado em todas as oito faixas que formam o álbum. Cada instrumento ganhou o devido destaque no decorrer de Wither, algo que vale à pena ser citado. O trabalho dos guitarristas alternam-se entre momentos no qual executam riffs devastadores e outros em que desenvolvem belas passagens acústicas. O vocal sempre potente e no tom ideal, alterna-se entre o gutural (mais presente no álbum) e o vocal limpo, que veio somar na atmosfera criada pela banda, trazendo um certo tom de melancolia. A bateria me agradou bastante, desde os blast beats de tirar o fôlego, até mesmo em partes mais cadenciadas, onde a técnica foi o fator de destaque.

Confined By Evil é a faixa de abertura, trazendo desde seus momentos iniciais um peso esmagador e que cede espaço para passagens mais melódicas e progressivas no decorrer da faixa. Esse evolução que ocorre nas faixas de Wither é muito bem realizada, transformando faixa por faixa em algo único e moldando as faixas de maneira com que cada uma tenha seu diferencial. É possível notar uma influência clara do Opeth no som da banda, principalmente na época do "Blackwater Park" e "My Arms, Your Hearse". Essa influência talvez seja mais facilmente assimilada em In Hours of Despair, onde a evolução da faixa ocorre de maneira magnífica, alternando entre um instrumental pesado indo de encontro para partes mais acústicas e de um tom progressivo magnífico. A presença do vocal limpo em contraste com o gutural, criou um variação de intensidade sem igual. Devo destacar também a faixa título, um interlúdio de caráter progressivo e acústico, trazendo belas melodias e quebrando a sequência imposta pela banda no álbum. Sundown, a faixa de encerramento, também merece ser citada. Ao longo de seus 12 minutos de duração, a banda executa um instrumental muito preciso e bem elaborado, meio que fazendo uma análise do que se foi criado no  álbum.

Wither pode ser um divisor de águas na carreira da banda, uma vez que as características exploradas no álbum, podem servir de base para uma evolução do som para algo moldado exclusivamente no Metal Progressivo. Mas isso no momento é apenas uma dedução! Wither é um álbum bom de se escutar, muito bem produzido e mais um ótimo lançamento no ano de 2014.



Tracklist:
01. Confined by Evil
02. The Rancorous Paradigm
03. In Hours of Despair
04. Severance
05. Wither
06. Diabolic
07. From Grace to Grave
08. Sundown

Download: Mediafire


quinta-feira, 14 de novembro de 2013
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Saturnus - Paradise Belongs to You

2 comentários
Gênero: Melodic Death / Doom Metal
País: Dinamarca
Ano: 1996

Comentário: Mesmo meio ausente, e com pouca inspiração em relação a lançamentos de 2013, venho recorrendo a clássicos do meu acervo, e é com muita honra que vos trago um grande clássico do Doom Metal noventista, que ajudou a moldar o estilo  tão difundido que vemos hoje em dia. Esse album é o debut, e na minha opinião, o melhor da carreira da banda, quiçá um dos melhores de Doom no geral, mesmo não sendo tão famoso e cultuado.

O grupo que lançou esse disco era composto por Thomas A.G. Jensen nos vocais, Jesper Saltoft na bateria e teclados, Anders Ro Nielsen nos teclados, Brian Hansen no contrabaixo e Kim Larsen nas guitarras. Esse time foi o responsável por um dos mais épicos trabalhos de todos os tempos.

O disco conta com 9 canções magistrais. Aqui tudo soa perfeito, atual, mesmo com aquele feeling de "antigueira" que o trampo pode nos passar. As guitarras melódicas, com riffs espetaculares, hipnóticos casam perfeitamente com os teclados, imprescindíveis e soberbos, com um papel importantíssimo no contexto, sem cansar e parecer forçado, trás uma atmosfera erudita e lírica raramente vista. A bateria, assim como o contrabaixo, são corretíssimos e precisos, responsáveis por fazer o disco fluir. A cereja do bolo é o vocal de Jensen, que é algo fenomenal. Sussurros e lamúrias contrastam com um growl assustador e extremamente grave e profundo, fazendo a melhor performance vocal da carreira da banda, sem exageros.

Com pouco mais de uma hora, o play é composto de canções longas, e invariavelmente começam com canto de pássaros. Destaco a faixa que dá nome ao trabalho, pesada, hipnótica e densa. "The Fall of Nakkiel (Nakkiel Has Fallen)" me surpreendeu com uso de violões e flautas, e um lindo dueto vocal dos convidados Christina Arvedlund e Mikkel Andersen e é, sem dúvidas, a música mais bela e leve de todo o album. Outra que merece destaque é "I Love Thee", que começa despretensiosa e nos surpreende com um urro brutal, além de ter o Doom clássico em toda sua composição, é maravilhosa.

Não sou muito da vertente Doom, tampouco domino ou sou um fã irracional, mas esse disco merece todo destaque e atenção possíveis. A qualidade e o brilho são gritantes. Um clássico por vezes esquecido, que trás nuances pioneiras para um estilo pragmático, se olharmos as várias bandas genéricas por ai. Um masterpiece que dói na alma em cada audição, que soa leve e nos leva ao inferno com um único urro brutal. Indispensável para quem cultua o gênero, ou pra quem quer conhecer e se aprofundar no assunto, temos uma aula de Doom, pra ser modesto.

Myspace / Official Website

Tracklist:
1.Paradise Belongs to You - 10:14      
2.Christ Goodbye - 08:09      
3.As We Dance the Paths of Fire and Solace - 01:41     
4.Pilgrimage of Sorrow - 09:16      
5.The Fall of Nakkiel (Nakkiel Has Fallen) - 05:05      
6.Astral Dawn - 07:53      
7.I Love Thee - 08:34      
8.The Underworld - 09:26
9.Lament for This Treacherous World - 07:29    

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domingo, 16 de junho de 2013
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Amon Amarth - Deceiver of the Gods

6 comentários
Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: Acabou a agonia e venho compartilhar o disco mais esperado por mim nesse ano de 2013, e como um grande fã da banda, vejo que minha espera valeu a pena. Formado em 1988 foi uma das precursoras do Viking Metal, e teve origem em Estocolmo com o nome de Scum, em 1992 teve o nome mudado para Amon Amarth, que significa Montanha da Perdição em Sindarin (língua élfica , língua de Beleriand, língua nobre), baseado na obra já muito explorada, O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien.

Em seu 9º full-lenght e com apenas 3 mudanças no lineup, o grupo conta com uma formação intacta desde 1998, quando entraram Fredrik Andersson na bateria e Johan Söderberg nas guitarras. O restante dos músicos são os fundadores do projeto: Ted Lundström no contrabaixo, Olavi Mikkonen nas guitarras e Johan Hegg nos vocais.

Gravado no Backstage Studios em Derbyshire/UK e lançado pela Metal Blade Records, o album tem uma produção de dar inveja. Andy Sneap foi o responsável técnico do trabalho, nos trazendo  uma mixagem perfeita e cristalina, fazendo tudo parecer perfeito. A arte da capa ficou por conta do já carimbado Tom Thiel, que é constante no trabalho do conjunto desde 2001, e usa a mesma temática mítica já característica nos cds anteriores.

Em pouco mais de 47 minutos, o disco é extremamente contundente, direto e pesado. Com 10 canções lineares, é porrada de ponta a ponta. "Deceiver of the Gods" é a faixa de abertura, e como eu sempre defendo que a primeira é a mais importante, pois é nela que decidimos se vamos continuar a audição ou não, aqui ela é perfeita, forte, ríspida, com um refrão potente, e é candidata a permanecer no setlist das turnês para sempre. "Hel" merece destaque pela participação do semi-deus Messiah Marcolin, e propositalmente ou não, tem uma pegada mais Doom. O contraste das vozes de Marcolin e Hegg ficou bem legal, além de um ambiente mais "faraônico", mas senti falta de uma passagem solo do ex vocalista do Candlemass. A faixa "Warriors of the North" é a mais longa e a minha preferida. Melódica, com uma vasta variedade de riffs e mudanças rítmicas, é daquelas que poderíamos tirar mais alguma música de dentro dela. Destaque para as guitarras, com duetos soberbos e muita criatividade, já vale o disco.

A espera valeu muito a pena, um puta disco, forte, potente, poderoso, sem frescura e nenhuma firula. Na minha concepção, o melhor lançamento de 2013 até aqui. Um trabalho que faz os Deuses Vikings sentirem orgulho de serem citados e bradados, e os fãs seguirem fiéis e orgulhosos com um trabalho como esse, que sem dúvidas, foi feito totalmente pra quem acompanha e é entusiasta da banda, como esse que vos escreve. Masterpiece.

Obs.: Disco duplo Deluxe Edition, contando com um cd com 4 canções bônus.

LastFM / Myspace

Tracklist:
CD1
1.Deceiver of the Gods - 04:19
2.As Loke Falls - 04:38    
3.Father of the Wolf - 04:19    
4.Shape Shifter - 04:02    
5.Under Siege - 06:17    
6.Blood Eagle - 03:15    
7.We Shall Destroy - 04:25    
8.Hel - 04:09    
9.Coming of the Tide - 04:16    
10.Warriors of the North - 08:12

CD2
1.Burning Anvil of Steel - 04:27
2.Satan Rising - 04:20
3.Snake Eyes - 03:12
4.Stand Up to Go Down - 03:27

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sexta-feira, 7 de junho de 2013
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Children of Bodom - Halo of Blood

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Gênero: Melodic Death Metal
País: Finlândia
Ano: 2013

Comentário: Tenho uma lista imensa de bandas que eu ouvia quando era mais jovem, e sempre que sai um album novo, mesmo eu sabendo que não vou gostar, que o trabalho vai ser ruim e ficar aquém daquilo que eu ouvia no princípio, eu ouço pra poder criticar e ver qual é o buraco que o grupo esta se metendo. Tendo em vista os últimos três discos anteriores a esse, eu tinha certeza do que eu ouviria, mas foi ai que eu me enganei redondamente.

Como todos estamos carecas de saber, CoB foi formado em 1997 e seus integrantes são popstars na Finlândia, sendo ícones da cena, tanto pela carreira pioneira e muito influente no gênero, quanto pelas participações dos integrantes em bandas famosas como Sinergy, Impaled Nazarene, Evemaster, entre outras. Com as mesma formação desde o inicio, com exceção Roope Latvala, que assumiu a guitarra base após a saída Alexander Kuoppala em 2003, o resto do time é composto por Henkka T. Blacksmith no contra-baixo, Jaska W. Raatikainen na bateria, Janne Warman nos teclados e Alexi "Wildchild" Laiho, na guitarra solo e vocais, muito famoso tanto pela qualidade musical inegável, quanto pela vida pessoal, como seu relacionamento com a multibandas Kimberly Goss e uma tentativa de suicídio frustrada com a ingestão de pilulas para dormir.
terça-feira, 21 de maio de 2013
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Dark Tranquillity - Construct

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Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: Formado em 1989 com o nome de Septic Broiler (tendo o nome mudado para o atual em 1991), essa banda dispensa apresentações, sendo uma das pioneiras do Gothenburg Melodic Death Metal, que virou uma tendência e uma escola, firmando esse nome como um gênero a parte dentro do Death Metal.

Contabilizando mais de 20 anos de carreira, a formação do grupo está mais do que consolidada desde 1999, contando com Martin Henriksson na guitarra e contra-baixo, Anders Jivarp na bateria, Niklas Sundin na guitarra, Martin Brändström nos teclados e  Mikael Stanne nos vocais.

Construct é o décimo full-lenght do conjunto e trás uma banda madura, muito consistente e competente no que se propõe a fazer. Facilmente na primeira audição se percebe os elementos que transformaram esse grupo como em um dos mais importantes e influentes no estilo. "For Broken Words" abre o disco de maneira morna, é uma excelente música, mas acho que poderia ser substituída  por "The Silence in Between", que soa mais pesada e mais direta, com um refrão e um peso absurdo. Abusando de passagens mais introspectivas, "Uniformity" é a canção que poderia sintetizar o disco. Mais carregada, um vocal limpo a tira colo e uma ambientação dark, dita a proposta do conjunto nesse trabalho e ao longo da carreira, ganhando até um clipe. Na minha concepção "Weight of the End" é a melhor faixa do album, com um jeitão mais "dazantiga", um riff bem feito e uma levada mais cadenciada, o que é constante no disco, nos trás um vocal que não alivia em nenhum momento. Temos que salientar o alto nível da produção e da performance da banda em um todo, soando cristalino e perfeito em todas as partes técnicas.

Esse album que vos trago é um dos grandes lançamentos do ano, soando com maturidade e coesão, muito devido a sua formação consistente que perdura e tende a continuar até o fim dos tempos. Ponto positivo para a facilidade de fazer hits, nunca perdendo a identidade, o que conta muito para os fãs, dá credibilidade e soa honesto. Uma coisa que eu estimo é quando ouço o trabalho novo de uma banda "padrão no estilo", e ela soa como ela mesmo, e é exatamente isso que ocorre aqui. Dark Tranquillity, que ao contrário de muitos, não precisa se reinventar e jogar toda uma carreira pelo ralo, sendo o bastante soar como ela mesmo e a cada nova empreitada, mostra que ainda tem muita lenha pra queimar, e é isso que faz um fã feliz. Indicadíssimo.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.For Broken Words - 04:34
2.The Science of Noise - 03:50    
3.Uniformity - 05:31    
4.The Silence in Between - 03:32    
5.Apathetic - 03:29    
6.What Only You Know - 04:01    
7.Endtime Hearts - 03:59    
8.State of Trust - 04:06    
9.Weight of the End - 04:56    
10.None Becoming - 04:31    

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
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In Flames - Discografia parte I

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Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Primeira Fase: 1990~1994

Comentário: Talvez você já tenha ouvido um velho clichê de que “o grunge assassinou o heavy metal” no início dos anos 90, eu particularmente enxergo isso de forma contrária, vejo como um dos acontecimentos mais benéficos e prolíficos que poderiam ter acontecido com o metal. Com o estilo de Seattle tão em alta, e toda a onda já estagnada do Heavy e Thrash oitentista em baixa, os headbangers foram obrigados a botar seus dons criativos pra ralar e foi assim que tivemos o surgimento de uma enorme gama de sub-gêneros que viriam a render belíssimas obras para diversas vertentes. Não me aprofundarei nos outros estilos que surgiram na época, falarei aqui do que interessa, o tal do Melodic Death Metal.

Meados da década de 90, uma nova febre surge entre a molecada sueca, uma febre maior do que figurinhas do Pokemon, tazos da Elma Chips ou cards do Yugi-Oh, uma nova vertente do heavy metal surge pra incomodar a vida dos pais mais conservadores, e fazer com que os adolescentes do gélido país infernizem seus parentes a lhes presentearem com um instrumento musical. Impulsionados pelo boom do metal extremo que apareceu no final da década de 80, com o death metal e o black metal, além de referências puxadas da NWOBHM, e também pelo ascendente grupo de garotos escatológicos do Carcass. Foi especificamente na Suécia, mais especificamente ainda em Gotemburgo que houve a explosão de um novo gênero, essa tal onda foi liderada por At The Gates, Dark Tranquility e é claro o In Flames. Em cada garagem provavelmente havia um bando de moleques deixando seus cabelos crescer e tentando criar seu som que na época não havia a definição que há hoje, era apenas um misto do que surgia do metal extremo com melodias grudentas e de fácil assimilação nas guitarras, eis então que nasciam um dos pioneiros do Melodic Death Metal.

Nessa primeira fase do In Flames houveram algumas mudanças entre os membros do grupo, sendo que hoje em dia o In Flames não conta com mais nenhum integrante original em sua formação, porém nesse principio de banda, vários integrantes que viriam a se tornar importantes personagens da cena sueca passaram por aqui. A pessoa chave dessa primeira formação do In Flames fora o vocalista Mikael Stanne, que hoje em dia responde pelo posto de vocalista do Dark Tranquility a mais de 15 anos, ele foi o responsável por registrar as primeiras marcas vocais na Demo de 93 e no primeiro Full Lenght da banda, o Lunar Strain.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
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Wintersun - Time I

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Gênero: Symphonic / Melodic Death Metal
País: Finlândia
Ano: 2012

Comentário: Trago-lhes neste post, uma das mais gratas surpresas que eu tive nestas últimas semanas. Oriundos de Helsinki, essa banda teve uma origem um pouco diferente. Wintersun era o projeto paralalo de Jari Mäenpää, então vocalista e guitarrista do Ensiferum. Em 2004, uma turnê do Ensiferum calhou de coincidir com as datas da gravação do debut da banda paralela, fazendo Jari optar por sair de sua primeira banda para se dedicar inteiramente ao Wintersun, tendo ele gravado o primeiro full-lenght quase inteiro, contando apenas com o auxilio de Kai Hahto na bateria.

O atual lineup conta com Teemu Mäntysaari nas guitarras, Jukka Koskinen no contra-baixo, Kai Hahto, o baterista já citado acima, e o poderoso chefão Jari Mäenpää, que além de ser o vocalista, é também o tecladista, guitarrista e o principal compositor deste trabalho.

Como citou Jari Mäenpää, esse grupo faz um "Extreme Majestic Technical Epic Melodic Metal". Exagero?? Talvez não, a análise do cd pode nos abrir a mente. Trata-se de uma banda de Melodic Death Metal acima de tudo. Fugindo totalmente do folk/viking praticado pelo Ensiferum, não consegui ver nenhuma semelhança entre as duas bandas. Com uma produção impecável, cristalina, o disco conta com apenas 5 canções, sendo 2 instrumentais. A intro é a instrumental "When Time Fades Away",  uma viagem profunda, com uma chuva ao fundo, usa apenas instrumentos acústicos como flautas, tambores, violinos, tornando-se uma das canções épicas mais lindas feita por uma banda de metal. Colada nela vem "Sons of Winter and Stars", que é dividida em 4 partes em uma única faixa: I.Rain of Stars; II.Surrounded by Darkness; III.Journey Inside a Dream e IV.Sons of Winter and Stars. Essa é talvez a melhor canção épica de uma banda de death metal de todas. Contando com participações de monstros sagrados nos vocais e coros como Heri Joensen (Týr); Jukka-Pekka Miettinen, Olli Vänskä e Mathias Nygård (Turisas) além de Sami Hinkka e Markus Toivonen (Ensiferum), seria uma heresia eu tentar descrever o que se passa nesses 13 minutos lindos, épicos, perfeitos e jamais vistos, um clássico desde já! A seguir vem "Land of Snow and Sorrow", que conta com um instrumental perfeito, incluindo harpa, um belo vocal, um teclado atmosférico monstro e uma guitarra soberba. "Darkness and Frost" é a outra instrumental, e destoa um pouco do resto do disco, soando um pouco pobre frente a grandeza do trabalho. Conta com um teclado bastante presente e tambores primitivos com algumas pitadas de modernidade sintetizadas, o que me desagradou. Pra fechar vem "Time", que mostra um som mais roots com uma veinha mais folk, com poucas passagens mais épicas, abusando da melodia guitarra/teclado, vocais mesclados entre o limpo e o extremo, fecha com responsabilidade os 40 minutos do disco.

Eu não sou muito fã de death melódico, mas esse disco conseguiu ir além, com um som de gigante, uma grande variedade instrumental e uma criatividade além da imaginação, esse disco tem tudo pra ser um dos grandes do estilo. Para os Tr00s, passem longe. Masterpiece, para fã de metal épico, mais um dos grandes lançamentos do ano! Uma viagem garantida.
ps: Não consegui nenhuma canção como preview (fui uppar em vários sites e inflingi os direitos em todos), então coloquei a gravação dos coros da musica "Sons of Winter and Stars". Logo lançando o disco e ficando disponível no youtube/outro site eu coloco um preview digno.

Site Oficial / LastFM / Myspace

Tracklist:
1.When Time Fades Away - 04:08
2.Sons of Winter and Stars - 13:31    
3.Land of Snow and Sorrow - 08:22    
4.Darkness and Frost - 02:22
5.Time - 11:45

Download:
Sendmyway  / Bitshare / Extabit / Bayfiles / Megashares / Crocko

quinta-feira, 26 de julho de 2012
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Porco na Cena #3 - The Agonist

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Confesso que hoje em dia o Metalcore/Death Metal Melodico do The Agonist não me empolga tanto, mas as vezes a oportunidade surge, show é show, então fomos prestigiar a apresentação do quinteto canadense que retornou a São Paulo exatamente 1 ano depois de sua primeira apresentação por aqui. 

O local escolhido para o show fora o Carioca Club, tradicional casa paulistana de pagode, mas que nos últimos três anos se tornara um dos principais estabelecimentos para shows de metal e hardcore, uma quantidade absurda de bandas internacionais apareceram por aqui nos últimos anos e passaram por lá. O que na verdade não é uma má escolha, (porém, pro The Agonist foi). Não se tem muitos espaços para shows com a infra-estrutura e tamanho oferecidos pelo Carioca. Possui uma lotação para cerca de 1500 pessoas, palco bom, visibilidade boa de qualquer lugar da casa, acústica razoável, e aparentemente é uma opção de locação bem barata. Porém, os produtores devem ter noção do tamanho da banda que estão produzindo, e não jogar um show numa casa bem maior do que o publico da interessado.
terça-feira, 1 de maio de 2012
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Sad Theory - A Madrigal of Sorrow

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Gênero: Melodic Death Metal
País: Brasil
Ano: 1998

Comentário: Sad Theory é uma banda Curitibana formada em 1998 que toca um Death Metal Melódico muito peculiar, e conta na sua formação com músicos graduados na UFPR (universidade Federal do Paraná), o que vem a pesar de uma maneira muito positiva, visto as composições cultas do grupo. Gravou 3 álbuns em estúdio, sendo esse o segundo e melhor, devido a todos os ingredientes contidos nesse trabalho.

Esse trampo é tão peculiar, que não conheço uma banda que se assemelha a essa. Esse disco é conceitual, e foi inspirado no livro controverso e censurado do francês Charles Baudelaire, “As Flores do Mal”. As letras falam de poesia, amor, e é o que rege esse trabalho. Todo o instrumental é correto, coeso e único. A bateria é cadenciada, sendo que o batera Alison Schlichting, tem uma riqueza ritmica e uma sensibilidade que assusta, abusando da quebradeira, acelerando com bumbos na velocidade da luz, e cadenciando muito quando necessário, sendo o grande destaque da cozinha. O contra-baixo é muito coerente, sem inventar sendo de Carlos Machado o papel de principal compositor, onde ele usa toda sua cultura de graduado em letras, para fazer a diferença. As guitarras são de uma beleza extrema, sem deixar o peso de lado, mas é muito mais melódica e sensível, o que deixa o disco muito diferente, e na minha opinião é o grande trunfo, é aquilo que difere lindamente, fazendo um dueto lírico nunca visto por minha pessoa nesse gênero musical. O vocalista Claudio Rovel é o responsável pelo peso, sim é o vocalista que deixa a banda com a potência que ela precisa, ele que com seu gutural suja, no melhor sentido de todos, a poesia, e com sua variação vocal dilascerante grita uma agonia poética, com sua performance impecável em todo o disco. Violões e teclados fecham os arranjos mais que perfeitos, dando o toque erudito.

Esse disco conta com 11 faixas autorais, e por ser um álbum temático, fica impossivel destacar alguma musica, ou ouvir uma canção isolada, sendo coerente e fechado em atos. O cd começa com o petardo que da o nome ao trabalho. "Caress" é uma canção curta intrumental que precede as 3 próximas que são o ponto alto do disco, nas composições líricas e intrumentais, divididas em 3 atos interligadas. Toda a melancolia e a tristeza fica por aqui. "Weepy Drop" na minha opinião é a grande música do disco, mostrando toda a maturidade, variação ritmica, intrumental e vocal, sendo lindíssima a ponto de emocionar. O disco conta ainda com "Pain Poisons Soul", que é talvez a mais pesada desse trabalho, com poucas variações, com o espirito Death, ganhando um clipe produzido, e nessa canção que Carlos Machado começa a ficar evidente pro ouvinte que não se liga muito nas composições. É ele que declama o poema A Madrigal, de sua autoria, no inicio e no fim dessa faixa, e ele mesmo fecha cantando a acustica e linda "Blinding Sun", com chave de ouro.

Banda nacional, única, que mostra a força da educação e cultura nas suas composições, nadando contra a maré do gênero, que é estigmatizado em só se falar de gore, splatter e afins, Sad Theory nesse trabalho, que é muito além de um cd de música, é uma obra literária e poética. Um download obrigatório, para se ouvir de pé, e aplaudir após o término, copiar as letras e declamar pra namorada. Uma obra de arte da música erudita brasileira, sem exageros.


Tracklist:
1. A Madrigal of Sorrow - 03:11     
2. Caress - 00:26     
3. In Dusk - 03:54
4. Soothing Memories - 03:46
5. Lost Why - 04:15
6. Intimate Abyssal - 02:18
7. Weepy Drop - 03:45
8. Un Quelqu’un Solitaire - 04:30
9. Bitter Taste - 04:14
10.Pain Poisons Soul - 03:37
11.Blinding Sun - 04:20

Download:


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Amaranthe - Discografia

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Gênero: Melodic Death Metal / Power Metal
País: Dinamarca / Suécia
Período de Atividade:
2008 - Atualmente

Comentário: Este é o meu primeiro post para o Pignes. Acompanho o blog faz já alguns anos e, neste primeiro post, resolvi abordar uma banda nova que ainda não apareceu por aqui. Trata-se do Amaranthe. Composta por membros oriundos de dois países, Dinamarca e Suécia, a banda foi formada pelos amigos Jake E e Olof Mörck em meados do ano de 2008 com o nome de "Avalanche" tendo que, posteriormente, alterar seu nome devido a uma reivindicação de direitos autorais.A banda tem em sua formação ainda a bela Elize Ryd, Andy Solvestrom, Morten Lowe e Johan Andreassen.

A banda estreou em 2009, gravando seu primeiro EP intitulado "Leave Everything Behind", pela gravadora Spinefarm Records. O EP recebeu boas críticas o que, naturalmente, culminaria na gravação do primeiro álbum, auto-intitulado, lançado em 2011 e igualmente bastante elogiado pela crítica especializada. Com o sucesso, a banda tocou pelo mundo, tendo tocado ao lado de importantes bandas do metal como HammerFall, Megadeth e Motörhead.Cita-se ainda que a vocalista Elize Ryd também vem atuando como vocalista da banda Kamelot, banda para a qual o Amaranthe vem abrindo os shows desde o princípio.

Particularmente gosto muito do estilo da banda, uma mistura de "Slipknot com Epica" (sendo bem genérico, risos). Explicando... o Amaranthe possui três vocalistas: Andy Solvestrom possui o vocal mais gritado/agressivo, Jake E possui o vocal mais "limpo"/melódico e, obviamente, Elize Ryd é o vocal feminino. Acredito que a banda seja uma das pioneiras neste tipo de formação e o resultado é bem interessante. Sobre o gênero, creio que podemos classificar a banda como uma mistura harmoniosa de melodic death metal com power metal.

Neste post disponibilizo o EP e o único álbum lançado até o momento. Deixo abaixo o clip da música "Hunger", presente em ambos os trabalhos. Espero que gostem!

Post enviado pelo leitor Fred pro email do blog! Obrigado cara!

(e postergado pelo Forba, claro)


Lastfm / Facebook
quinta-feira, 8 de março de 2012
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Ego Fall - Discografia

2 comentários

Gênero: Melodic Death/Folk Metal
País: Mongólia Interior/China
Periodo de Atividade: 2001-Atualmente

Comentário: Eu particularmente gosto muito de Folk Metal, não só do Celta e Medieval, mas das bandas em geral que se propõe misturar elementos musicais da sua cultura local, ou de outras culturas especificas, com alguma vertente do Metal. Mas o que acontece é que predominantemente, o que se encontra por ai são bandas que misturam elementos da cultura escandinava, celta e eslava, o que não é ruim, pelo contrario, eu gosto dessa receita, com a gaita-de-fole, harpas, flautas e tudo mais, mas seria interessante também ouvir um Folk Metal influenciado por outras culturas menos conhecidas, menos difundidas, e em lugares que não tem tradição, ou muita expressividade no meio Metal. Conheço algumas bandas desse tipo, e dentre elas essa que posto aqui hoje, que é uma das minhas preferidas. Resolvi postar ela agora por conta também do meu último post sobre música ritualística influenciada pelas raízes do budismo tibetano (aqui), já que essa banda é de uma região próxima, e possuir similaridades culturais. Os membros da banda são provenientes da Mongólia Interior, região autônoma, mas que está sob jurisdição da China. A banda em questão se chama "颠覆M" em Chinês, mas para divulgação internacional usam o nome de Ego Fall.

A banda surgiu por volta do ano de 2000, mas passou por várias mudanças no seu line-up, no nome e no estilo musical, até que por volta de 2007 já estavam com os membros definidos e com uma proposta musical mais concreta, que é um Melodic Death Metal pendendo para o Metalcore, com influências musicais da cultura local.

Em 2008 os caras lançam seu primeiro trabalho, intitulado “Spirit Of Mongolia” e apesar do nome do álbum dar a ideia de que ele viria carregado de influências da cultura local, nesse primeiro lançamento eles foram mais discretos, mesmo que em algumas canções eles fazem uso do canto difónico, e a técnica vocal que eles usam é muito parecida com a que os caras do Phurpa fazem, e os elementos da musica local são menos evidentes, predominando Melodic Death Metal com influencia da música eletrônica, que é possível notar em várias canções, o que deu um contraste bem bacana. Mas mesmo o álbum não sendo tão Folk, ele não é ruim, pelo contrario, achei muito bom, porque os caras conseguem fugir dos clichês desses gêneros já tão desgastados.

Então em 2010 lançam seu segundo álbum, intitulado “Inner M”, fazendo referência a sua terra de origem: Inner Mogolia (Mongolia Interior), e nesse álbum podemos perceber que os integrantes evoluíram musicalmente e já apresentam um trabalho mais consistente e maduro, bem estruturado, que no tocante as influências do Metal continuaram as mesmas, um Death Metal Melódico, com toques de música eletrônica, só que dessa vez lotado de influências musicais da cultura local, tanto que nesse disco algumas canções são em Mandarim e também na língua mongol, diferente do primeiro em que todas as canções são em Mandarim, o que pra mim ficou perfeito, porque apesar de não entender bulhufas, creio que eles conseguiram captar a essência da música regional e misturar de forma coesa com os elementos do Metal. As canções possuem passagens pesadas, com guturais e vocais rasgados, que intercalam com momentos calmos e que evocam uma atmosfera de meditação, com cantos tradicionais, o canto difónico também está presente, ou momentos mais melódicos, com vocal limpo, tudo permeado pelos elementos da cultura local, que às vezes são predominantes, ou em alguns momentos cede o lugar para a agressividade e impetuosidade do Metal, e em contraste, alguns elementos de música eletrônica aqui e ali dão o toque final. Dizendo assim parece que o som é uma bagunça, mas não é, os integrantes unem todos esse elementos de maneira harmoniosa e agradável.

Como não conheço muito a respeito da cultura dos caras, e as informações sobre a banda que encontrei são repetitivas e descrevem quase nada a respeito da influência da música regional, eu não sei listar os instrumentos usados e nem a origem das influências com precisão, mas imagino que devem ser do budismo e ritos xamânicos antigos, que é bastante comum naquela região.

Essa banda pra mim além de um deleite é um achado, e eu realmente tiro o chapéu para o trabalho dos caras, porque conseguiram lançar dois álbuns de extrema qualidade, mesmo sendo de uma região bastante precária tecnologicamente e e que não possui tradição no que se refere ao Metal, de forma que era necessario que fossem para Beijing todo ano para gravar e tentar divulgar o trabalho, e mesmo assim, conseguiram fazer com maestria o que muitas bandas com todos os recursos possíveis, falham miseravelmente.

Extremamente recomendado!

[MySpace//LastFM//Facebook]

Releases:

Álbum: Spirit of Mongolia (蒙古精神)
Ano: 2008

Tracklist:

1.Spirit of Mongolia - (4:50)
2.Gates of Nightmare - (4:33)
3.Holy Totem - (4:28)
4.Self Awakening - (3:36)
5.The Principle of Troublous Times - (4:31)
6.Echo of Abyss - (4:50)
7.Rebirth - (3:36)
8.Requiem - (3:57)
9.Iron Heel - (3:39)

Download:




Álbum: Inner M
Ano: 2010

Tracklist:

1.传说 - (5:07)
2.吹响号角 - (3:53)
3.勇敢的心 - (5:04)
4.苏力德之下 - (4:36)
5.东归 - (3:58)
6.游牧者的骄傲 - (4:10)
7.永恒-瞬间 - (4:24)
8.不灭之火 - (4:48)
9.无疆 - (3:49)

Download:


domingo, 31 de julho de 2011
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In Flames - Discografia Parte IV (Final)

5 comentários

Gênero: Melodic Death/Modern Metal
País: Suécia
Quarta Fase: 2002~2011

Comentário: Finalmente, a quarta e ultima parte da discografia comentada do In Flames que por acaso é a parte mais extensa, e apesar de que em cada álbum existe uma abordagem e um direcionamento diferenciado, todos eles aqui remetem a mesma coisa: metal moderno, criativo, de uma banda que não tem medo de arriscar e faz músicas que refletem seu atual estado de espirito.

Antes de mais nada queria deixar explicito o quão incrivel foi a capacidade do In Flames de se tornar uma banda completamente única, se você tiver um pouco de intimidade com seus trabalhos, seja do cru Lunar Strain, até aos mais modernos, é possivel perceber que é In Flames a partir desde detalhes minimos quanto timbres vocais ou estilos de riffs e melodias, até as linhas de bateria. Eles ao mesmo tempo que conseguem se remodelar em cada trabalho, conseguem manter características únicas que definiram a banda, aquela sonoridade que não tem o que dizer, é In Flames.

terça-feira, 12 de julho de 2011
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In Flames - Discografia parte III

5 comentários
Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Terceira Fase: 1998~2001

Comentário: Enfim chegamos a fase de transição do In Flames, a que marca a passagem do In Flames do seu Melodic Death Metal tradicional, para o que viria a se transformar no que é conhecido hoje em dia apenas como "Modern Metal".
Antes de mais nada, temos por fim a entrada do baixista Peter Iwers à banda marcando assim o In Flames formado por: 

Daniel Svensson – Bateria
Peter Iwers – Baixo
Bjorn  Gelotte – Guitarra
Jesper Stromblad – Guitarra
Anders Friden – Vocal

Se o In Flames possui uma formação clássica, fora essa, que permaneceu por mais de 10 anos inalterada e que também fora responsável por colocar o In Flames no patamar de hoje em dia, como uma das maiores bandas de metal da atualidade.

sexta-feira, 8 de julho de 2011
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In Flames - Discografia Parte II

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Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Segunda Fase: 1995~1997

Comentário: Continuando a discografia do In Flames comentada por fases, lá vai a segunda parte (a primeira você pode encontrar aqui).

Essa é provavelmente uma das fases mais amadas pelos fãs, aqui temos o In Flames solidificando-se ao promissor futuro que os esperaria como uma das maiores bandas de metal moderno. Durante os 3 anos iniciais, os membros eram trocados constantemente, porém agora temos a entrada de Anders Friden  (membro fundador do Dark Tranquility), nosso querido vocalista dono de timbres completamente únicos e que se tornaria o rosto da banda. Temos também a estréia de Bjorn Gellote que hoje em dia é o principal guitarrista e compositor do quinteto, porém quando entrou em 1996 fora como baterista. 

The Jester Race (que nesse post conta com a versão relançada com as faixas do EP Black Ash Inheritance inclusas) e Whoracles são duas verdadeiras pérolas. Ambos musicalmente soam bem semelhantes apesar de Whoracle ser um pouco mais cristalino, mas de qualquer forma, ambos são repletos de verdadeiros clássicos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011
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Septicflesh - The Great Mass

1 comentários
Gênero: Symphonic Death Metal, Melodic Death Metal
País: Grécia
Ano: 2011

Comentário: No topo da minha lista pessoal de álbuns favoritos em 2011 até agora, The Great Mass é um dos principais lançamentos de Metal do ano. É meio complicado manter links de lançamentos online por muito tempo, mas esta maravilha aqui merece a tentativa.

Septicflesh (ou "Septic Flesh", como era grafado nos álbuns antigos) já demonstrou ser uma banda que sabe incrementar seu Death Metal sem perder o peso fundamental do estilo. Com fantásticos álbuns lançados no decorrer de sua carreira - álbuns estes que viajavam no Doom, Gothic, Black e Industrial - Septicflesh tornou definitivo seu gosto pela música orquestrada no seu álbum de 2008, Communion. Este álbum uniu o Death Metal com uma orquestra de forma genial, sendo muito bem recebido pelo público. The Great Mass repete essa mistura e, devo dizer, com muito mais maestria.

A Orquestra Filarmônica de Praga foi contratada para executar as partes sinfônicas escritas pelo guitarrista e compositor Christos Antoniou, que é letrado em música. Ou seja: não é música artificial, nem tecladinhos, nem sintetizadores, nem alguns violinos tocando uma melodia repetitiva. É música orquestral DE VERDADE, executada por quase 130 músicos especializados. O Metal também é de verdade. Bruto e pesado. Talvez até simples demais. E sim, encaixou perfeitamente. É sem dúvidas uma das melhores (a melhor?) combinações de Metal e Sinfonia que já tive a oportunidade de escutar.

Me parece o álbum mais pesado do Septicflesh. Mesmo com a constante presença da sinfonia, o trabalho não é enjoativo, nem "épico", tampouco mainstream. O album mais se aproxima do Pop(?) no início da faixa Pyramid God, cujo final é supreendentemente sombrio. "Sombrio". Este é o clima provocado pela sinfonia. Muitas passagens parecem trilha sonora de filmes de terror. Aqueles instrumentos de sopro, violinos cortantes, coros... É uma atmosfera realmente tenebrosa.

Observa-se que as guitarras são sobressaltantes, e não se deixam ser apagadas pela sinfonia. Em alguns momentos pausam para dar destaque à orquestra, principalmente no início de cada faixa, mas permanecem sempre a frente, ficando a orquestra responsável pela ambientação sombria da música. O gutural é constante, com algumas poucas doses de vocal limpo de Sotiris Vayenas, voz que, na minha opinião, deveria ser mais utilizada. As letras, no geral, me desagradaram um pouco, pois não parecem fluir com naturalidade. Entretanto, abordam temas bem legais. Dou destaque para a letra de Apocalypse.


Site Oficial || Myspace

Tracklist:

1. The Vampire from Nazareth
2. A Great Mass of Death
3. Pyramid God
4. Five-Pointed Star
5. Oceans of Grey
6. The Undead Keep Dreaming
7. Rising
8. Apocalypse
9. Mad Architect
10. Therianthropy



Download:
(99mb, 320kbps)


Megaupload || Mediafire || FileFactory || Outros links no Mirrorcreator.com
domingo, 12 de junho de 2011
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In Flames - Sound Of A Playground Fading

8 comentários
País: Suécia
Gênero: Death Metal Melódico
Ano: 2011

Comentário: Eu sempre preferi o In Flames moderno à época mais antiga da banda, talvez seja por isso que eu gostei bastante do novo disco do grupo, Sounds Of a Playground Fading. Se quiser ver algo do In Flames mais antigo, uma nota que remeta ao passado da banda sequer, esqueça, o disco está extremamente moderno, coisa que pra mim é positiva, afinal, como eu disse, tenho preferência pela época pós-Clayman da banda.

Podemos ver uma mudança clara nos vocais de Anders. Além do uso se vocais limpos ser predominante, os mesmos estão mais sujos e rasgados, e os guturais não são completamente "gritados" como no Clayman, estão mais roucos e menos agudos do que geralmente, assim como os vocais limpos, que também estão mais roucos.

O peso continua, as guitarras mantém o excelente nível de sempre, com riffs rápidos e menos melódicos agora, a bateria se mostra agressiva e muitas vezes acompanhando as notas dos riffs, e o baixo também se apresenta pesado e agressivo, algumas vezes com o uso de distorção. No álbum há algumas músicas mais leves e com um ar mais obscuro, porém excelentes.

A recepção do disco está sendo ótima por parte dos fãs, apesar do grupo soar um pouco diferente, fator negativo na mente de pessoas idiotas. Sinceramente? Sounds Of a Playground Playing pisa no Whoracle fácil, disco que eu acho um tanto monótono, afinal, o In Flames ainda se rendia ao Death Metal Melódico simplório naquela época. O grupo acabou de lançar o disco que é o meu segundo preferido, só perde para o excelente Clayman.

Faixas:
1. Sounds of a Playground Fading - 04:44
2. Deliver Us - 03:30
3. All For Me - 04:31
4. The Puzzle - 04:34
5. Fear Is the Weakness - 04:07
6. Where the Dead Ships Dwell - 04:27
7. The Attic - 03:18
8. Darker Times - 03:25
9. Ropes - 03:42
10. Enter Tragedy - 03:59
11. Jester's Door - 02:38
12. A New Dawn - 05:52
13. Liberation - 05:10

Line Up:
Anders Fridén - Vocals
Björn Gelotte - Guitars
Peter Iwers - Bass
Daniel Svensson - Drums, Percussion
Niclas Engelin - Guitars

quinta-feira, 26 de maio de 2011
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Closer - A Darker Kind of Salvation

0 comentários
Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Ano: 2008

Comentário: Já avisando que nada tenho o que comentar sobre Closer, pela falta de informações ou por falta de escurecimento de massa cinzenta, apresento A Darker Kind of Salvation, o primeiro e único — até então — Full-length da banda, lançado em 2008.

São classificados como melodeath, mas é impossível negar algumas pegadas groove, por parte do instrumental e o mais forte indício de metalcore, mas que ao invés do imaginado, a aproxima muito de bandas como (mas ainda muito mais pesada e se limitando às linhas dos instrumentos) Five Finger Death Punch. Definitivamente é bem nesta linha (vou explicar), pois diferente de umas e outras que tentam unir o lado dançante e bonitinho com o peso e brutalidade do death, Closer não, digamos que ela endureça mais o lado sensível e sensibilize o lado bruto, tornando o disco um híbrido perfeito, de sonoridade exclusivamente definida e sem criar um ligamento sensível entre duas coisas distintas.

Seu ritmo é contínuo, sem grandes paradas para teclados ou coisas do tipo, incluindo solos. Ou seja, um disco inteiro para se extrapolar. Porém como os riffs — por vezes quase dançantes e grudentos — fazem com que ela não se torne algo extremamente pesado, pelo contrário, faz-se um bom aproveitamento, uma química boa. Eu praticamente destaco o disco todo, são músicas com riffs grudentos, sem dúvidas, mas não posso ir embora sem ter feito ao menos a menção sobre o vocal, que na minha opinião é demais.

Em geral dá pra se notar uma clara referência ao metal (death/melodeath) sueco, sim, mas com uma proposta um pouco mais diferente, meio americanizada e moderninha. Os riffs são mais pop, o lado pop do metal talvez, mas que no caso fora muito bem utilizado e fugiu de se misturar com aquelas bandas de metalcore com o fardo de montei uma banda de/no colegial pra pegar as guriasContras: O disco parece ter pressa, e não é somente pelos apenas 38 minutos de duração, mas faixa por faixa parecem serem perseguidas por um cronômetro (assim como este post).

OfficialSite//MySpace
sábado, 21 de maio de 2011
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Amon Amarth - Surtur Rising

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País: Suécia
Gênero: Death Melódico/Viking Metal
Ano: 2011

Comentário: O Amon Amarth nunca foi uma banda de enfatizar as atmosferas e temáticas sonoras Vikings, apesar das letras sempre abordarem esse tema. Em seus discos, a banda sempre deu mais espaço para um Death Metal Melódico pesado e não tão acelerado, vocais guturais graves - fator incomum no gênero - e riffs melódicos, como de costume no estilo. E em seu disco anterior, Twilight Of The Thunder God de 2008, o grupo deixou os Vikings só com as letras mesmo, sendo que a temática de guerra era um tanto ausente em diversas músicas, arrisco a dizer que a mesma foi bem discreta.

E em Surtur Rising temos uma mudança não tão drástica, mas que deixa mais aparente essa temática, além de uma maior agressividade, uma maior velocidade e até mesmo uma diferença na guitarra, com riffs mais velozes remetendo ao Power Metal em certos momentos, e solos excepcionais, vide "War Of The Gods", canção que esbanja excelência quando o assunto é guitarra - mas não é só no instrumento que a música é boa.

Os guturais do grande Johan Hegg seguem como sempre, fortes, firmes e agressivos, cozinha da banda pesada e precisa, e num geral, o Amon Amarth continua uma excelente banda. Destaques são dificílimos de serem feitos devido ao fato do disco ser inteiramente ótimo, mas eu arriscaria dizer que "Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II" e "Live Without Regrets" são as duas melhores, pois se for para destacar mais uma, terá que ser mais da metade do disco, risos.

E vale também comentar a qualidade do grupo ao vivo. Desde aos riffs até os solos, Olavi não erra nada, executando tudo com perfeição, enquanto Johan mantém os guturais sem falhar nemhum momento, com agressividade e empolgação de sobra, além de ser extremamente simpático e comunicativo com a plateia. Presença de palco excepcional, e musicalidade então nem precisa ser comentada. Essa última frase vale tanto para o show quanto para Surtur Rising.

Faixas:
1. War of the Gods - 04:33
2. Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II - 05:58
3. Destroyer of the Universe - 03:41
4. Slaves of Fear - 04:25
5. Live Without Regrets - 05:03
6. The Last Stand of Frej - 05:37
7. For Victory or Death - 04:30
8. Wrath of the Norsemen - 03:44
9. A Beast Am I - 05:14
10. Doom Over Dead Man - 05:55

Line Up:
Johan Hegg - Vocals
Johan Söderberg - Guitars
Olavi Mikkonen - Guitars
Ted Lundström - Bass
Fredrik Andersson - Drums


quinta-feira, 24 de março de 2011
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Carcass - Symphonies of Sickness

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Gênero: Goregrind, Grindcore, Melodic Death Metal
País: Inglaterra
Ano: 1989

Comentário: Formado em 1985, em Liverpool ( Inglaterra ), o CARCASS sem sombra de dúvida, uma das bandas mais surpreendentes da história do heavy metal, um grupo que começou tocando uma violentíssima, dura e ininteligível descarga sonora, com letras degradantes e nojentas em seus primeiros álbuns, tornou-se um dos mais requintados e técnicos grupos metálicos de sua época. Inicialmente a banda contava com Bill Steer (guitarra), Jeff Walker (baixo), Ken Owen (bateria) e Sanjiv (vocal). Um ano depois, Sanjiv (vocal) saiu da banda e o guitarrista Bill Steer foi para o Napalm Death, outra grande banda de Grindcore. Mas Steer não abandonou o Carcass, digamos que o Napalm Death era seu trabalho paralelo. Esses acontecimentos resultaram em um período de inoperância na banda. O período foi curto, e pra provar que o Carcass estava novamente à ativa, em 1987, sem o vocalista Sanjiv, o conjunto começa a trabalhar como um trio. A responsabilidade dos vocais então foi dividida entre dois membros da banda, Bill com um vocal gutural grave, Jeff com vocais rasgados e distorcidos através de um pitchshifer. Lançado em 1989 o excelente Symphonies Of Sickness, com uma produçao superior ao Reek of Putrefaction - "ouça a fabulosa “Exhume to Consume" , com músicas mais bem estruturadas e técnicas, ainda que mantivessem a velocidade inacreditável e o peso extremo com faixas mais extensas e ainda mais criativas de um grindcore pesado e rápido, com letras escatológicas cheias de termos médicos e vocais insanos o álbum é considerado um clássico do grindcore. Claro, isso pode soar completamente comum hoje em dia, mas imagine a cena a 19 anos atrás. Então em 1996 houve a dissolução da banda. Apesar de ter acabado a bons anos atrás os fãs continuam fiéis a banda, e já foram agraciados com três coletâneas . Mais uma banda excelente exterminada pelo mercado intransigente, porém deixando um excelente legado, que se depender dos fãs vai perdurar por muito tempo. Enviado por +++ Bl@ck Guardian +++

Tracklist:
1. Reek Of Putrefaction
2. Exhume To Consume
3. Excoriating AbdominalEmanation
4. Ruptured In Purulence
5. Empathological Necroticism
6. Embryonic Necropsy and Devourment
7. Swarming Vulgar Mass Of Infected Virulency
8. Cadaveric Incubator Of Endo Parasites
9. Slash Dementia
10. Crepitating Bowel Erosion

MediaFire
Rapidshare
Megaupload

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.