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terça-feira, 17 de junho de 2014
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Mastodon - Once More 'Round the Sun

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Gênero: Progressive / Psychedelic / Sludge Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: O Mastodon é uma daquelas bandas que se tornaram bem populares nos últimos anos, os americanos de Atlanta emplacaram alguns dos álbuns que rapidamente entraram na minha lista de favoritos. Aquele Sludge Metal que vinha acompanhado de vários elementos do Metal Progressivo e que era a principal característica da banda nos primeiros álbuns, foi meio que deixado em segundo plano nos últimos dois lançamentos da banda, onde o apego pelo Progressivo ficou em primeiro plano.

Quase 3 anos se passaram desde o lançamento de The Hunter, até então o último trabalho de estúdio dos caras, agora os fãs se deliciam com o novo álbum Once More 'Round the Sun. Para aqueles que já acompanharam a banda, não vai soar nada diferente, uma vez que a banda executa uma sonoridade moldada naquilo que já haviam feito nos trabalhos anteriores, mas apresentando uma evolução como sempre ocorreu nos trabalhos lançados. 

As entrevistas cedidas pelos membros da banda antes do álbum vazar, deixavam no ar uma curiosidade. Algumas coisas puderam ser reveladas antes, como em uma entrevista com o guitarrista Bill Kelliher, na qual ele dizia que o álbum não seria conceitual (algo que se tornou uma das características marcantes nos álbuns da banda) e trataria de eventos ocorridos na vida dos membros durante o último ano. A arte do álbum dessa vez partiu para uma linha bem psicodélica, que serviu bem pra representar a vibe contida no álbum.

As duas músicas que foram liberadas antes "High Road" e "Chimes at Midnight" aumentaram a ansiedade que cercava o lançamento do álbum. Duas faixas distintas, a primeira numa pegada bem mais empolgante e dinâmica, já a segunda trazia uma abordagem mais complexa com várias alternâncias de ritmo, um instrumental impecável e vocais excelentes. O álbum é bem produzido e impactante, "The Motherload" traz o baterista Brann Dailor soltando a voz como havia feito no The Hunter. A faixa é um dos highlights do álbum e traz um solo de guitarra pra deixar qualquer um de boca aberta. "Asleep In The Deep" é uma das minhas favoritas do álbum, aquela levada mais viajada como a banda já fez por diversas vezes, se mostra precisa e tocante na faixa e com um refrão transcendental. Ainda temos a incrível faixa de encerramento intitulada "Diamond in the Witch House", na qual temos por mais uma vez a participação do lendário Scott Kelly do Neurosis (e mais uma infinidade de bandas). A construção da faixa me lembra a "Hearts Alive" do Leviathan, um petardo de quase 8 minutos, com riffs impressionantes e Scott Kelly dando um show no vocal.

É difícil pra mim citar todas as faixas, justamente porque o álbum me agradou além das expectativas. Once More 'Round the Sun traz um Mastodon preciso e com uma química impressionante entre os membros. O álbum soa como uma evolução do álbum anterior, fazendo uma visita à alguns elementos já explorados e trazendo algumas novidades, isso sem perder as características que a banda desenvolveu ao longo da carreira. O Mastodon faz o convite, cabe a você decidir se embarca nessa viagem ou não.




Tracklist:
01. Tread Lightly
02. The Motherload
03. High Road
04. Once More ‘Round the Sun
05. Chimes at Midnight
06. Asleep in the Deep
07. Feast Your Eyes
08. Aunt Lisa
09. Ember City
10. Halloween
11. Diamond in the Witch House

Download: Mediafire

 
sábado, 19 de abril de 2014
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Quialtera - Jgmglibtz

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Gênero: Progressive Rock/ Metal/ Experimental
País: São Paulo, Brasil
Ano: 2014

Comentário:
Eu estava com muita vontade em voltar a escrever resenhas, mas devido aos dias corridos, à preguiça crônica e outros fatores, como o receio em relação à ferrugem mental — no que diz respeito à música —, acabei deixando o blog de lado para me dedicar mais às putarias do mundão (ou nada disto). Mas bem, encerrando por aqui a parte "pratos limpos", venho apresentar um trabalho que considero deveras interessante, recém lançado e de origem nacional.

"Quialtera", nome de origem teórico-musical que, de forma simplificada, significa uma alteração rítmica em uma música, sendo um nome realmente válido para a proposta da banda paulista, mas não totalmente representativa. Isso porque a banda de Yuri Deryous (Guitarra/ Teclado/ Vocal), Walter Aires (Guitarra), Emerson Dylan (Baixo) e Jean Custer (Bateria) é — usando uma frase extremante brega — uma "explosão de gêneros" e deixa transparecer uma sobrecarga de influências muito legais e bem encaixadas, o que evita que essa "mistura" toda passe de interessante, para cansativo. Toda essa qualidade é ainda mais valorizada por ter sido apresentada logo em seu primeiro disco "Jgmglibtz", cujo título, segundo o próprio vocalista Yuri: "Já o nome do cd não significa merda nenhuma".

Saca a história:
"Estávamos eu (Yuri), o batera e o baixista em um bar, daí esse baixista tentou mandar um sms pro guitarrista que não tinha ido, mas ele tava tão travado que digitou essa merda aí (...) Até hoje ninguém desvendou o que ele pretendia escrever".

O disco Jgmglibtz, fruto de um trabalho que se iniciou em 2011 e que foi lançado em março deste ano, traz muitas referências, sendo que logo na primeira faixa, The Sounds We're Made Of, já podemos ouvir a maioria delas, todas moldadas como se fossem uma demonstração daquilo que o disco nos reserva. E essa demonstração vai desde uma linha hard rock, uma pegada as vezes mais punk, back vocals remetendo à black music, um triangulo puxando "a nordestina" e até momentos relâmpagos de blast beats, só pra mostrar que a rapaziada é do metal, mas de forma tão sutil que não chega a "endemonizar" a faixa. Já outras faixas se comportam de forma mais leves, com direito a um solene piano, enquanto que outras, revelam aquele heavy metal que estava difuso na primeira faixa.

Recapitulando, é um disco que vai te fazer banguear; remeter-te às sonoridades presentes em discos como "We're Here Because We're Here" (Anathema), à riffs paralelamente executados com vocais a nos lembrar de Opeth (e, particularmente, outros que me soam uma mistura de Exxótica com Black Sabbath) e ouvir baixos e cordas de guitarras viajando pelo espaço que deduram que estes caras andaram ouvindo muito Pink Floyd. E ao final, a viajem é fantástica e veio em boa hora, "pegando carona" com os atuais olhares voltados para o "Cosmos" (volta do seriado; astronomia em alta; novas descobertas; efervescência de áreas como astrobiologia; etc...).



Tracklist:
1.The Sounds We're Made Of 04:20
2.Permanent Perception 08:54
3.Às Memórias Ausentes, Notas de Ansiedade 02:45
4.Fuck The Folk 06:23
5.The Pig Speaks 03:00
6.Ana 09:10
7.Take a Ride 14:06
8.Jgmglibtz 06:30

Download: MediafireBandCamp / SoundCloud(streaming)
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
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Dark Suns - Orange

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Gênero: Progressive/ Art rock
País: Alemanha
Ano: 2011


Comentário: Indo direto ao ponto, com a fome de quem não resenha há décadas, vos trago essa obra prima alaranjada dos sóis negros, de cujo trabalho já falei aqui. Sem brincadeira, durante todo o tempo em que fiquei reclusa deste espaço pigniano, era este álbum que eu estava compulsivamente ouvindo. Amando, vangloriando. Re-ouvindo. Cada música entrava em processo de digestão prazerosa por em média, um mês. Não porque eu sou louca (é bom frisar), mas porque ele é bom de verdade. Porém, é uma jornada cheia de turbulências e mudanças de temperatura. Dá pra explorar várias vibes inusitadas no caminho. Mas é aquela coisa, culpa do Pink Floyd talvez, você tem que ouvir do começo ao fim pra entender a paisagem. Tem fases histéricas, fases contemplativas, fases quebradeira pura e o que dificilmente falta, fases românticas. Ele é completamente diferente do Existence. Sai em disparada pra longe da melancolia profunda e delicada, embora dê umas ensaiadas na queda em busca dela. Mas nunca fica lá no fundo do poço, prefere beirar à loucura do que se cobrir daquele manto gótico e viscoso. Eu diria ainda, que o elemento que controla a sanidade ou a falta dela, é a montanha russa percorrida pelos teclados e o vocal. E tudo isso com um pé nos anos 70. É por isso que eu sou apaixonada por prog, e especialmente pelo Dark Suns, cada álbum é uma aventura.

“Toy”, a música de abertura, está aí bem colocada. Ela em si mesma já traz diferentes fases, já dando o recado do que você vai encontrar. Por ela você também já pode registrar o potencial versátil do vocalista, que vai do suave ao estridente como quem aciona sem querer o alarme do carro do vizinho. Aí você passa por “Eight quiet minutes”, “Elephant” e “Diamond” degustando os picos e quedas da montanha russa, e cai em “Not enough fingers”, pra dar uma anestesiada. Inteira instrumental, ela aparece do nada com calmaria, e injeta um pouco de estabilidade e meditação no meio do caminho. Mas pra não exagerar no descanso, vem “Ghost” e entra direto dando aquela chacoalhada rápida, pra aí mesclar uma deprezinha, e voltar pro stress aventureiro que a essas alturas, você já está se acostumando. Mas a entrada de “That is why they all hate you in hell” é sacanagem. Se você apertar o play desavisado, fica um pouco traumatizado com a gritaria que vai estuprar sua disposição. Mas como eu disse, uma vez acostumado, relaxa e g... você entendeu. A estridência faz parte da emoção, estamos tratando de um álbum anti-tédio, então não reclame. Mas tranqüilo, se você sobreviver a essa, será recompensado devidamente em “Vespertine”, que é a segunda música mais longa do álbum. Então força, conto contigo. Vai rolar um sax nervoso, coisa fina. O finalzinho dela conclui com uma levadinha madura, de quem já passou por muita coisa e sabe manter a serenidade. Depois dela vem “Scaleman”, que não dá moleza, não é só porque você atingiu amostras da iluminação que tem que ficar nessa onda de serenidade. Buda já fez isso pra gente. Tem que dar uma sacudida pra lembrar que é jovem, mas evidenciar um piano, um vocal macio, que é coisa de gente que sabe o que tá fazendo, pra onde vai, de onde vem. É tipo uma lição de moral de quem não perde tempo com lamentações, mostra os erros e o que deve ser aprendido, mas deixa o discurso bonito, jovial e enérgico. Prepara o campo para a próxima geração. “Antipole”, por sua vez, vem com uns coros, meio que dizendo - “Ok, vc chegou no céu. Nós anjos vamos te mostrar o filme da sua vida”. Você se diverte né. Mas também se emociona porque vê muita coisa que dá saudade. Não à toa, essa tem 14 minutos meu caro! É preciso, você chegou até aqui, vai levar tempo pra juntar o quebra-cabeças, se recompor. E em tese, esse seria o fim...

Mas o céu não é o limite. Você ganhou um bônus de 21 minutos e 50 segundos de vida (ou 4 músicas). Tô upando no pacote o “Re-Orange”, EP acústico que te dá uma segunda chance pra pagar os pecados. Mas como você foi uma pessoa muito boa, não é nada difícil, é leve como um... acústico. Como pagar um pecadinho de ter roubado laranjas de um pomar. Inclusive, vem com releituras. Mamão com açúcar (quem sabe você tenha roubado mamões). Essa parte não precisa de nem meio mês pra digerir, é só curtir as 4 seguidas mesmo. Na moralzinha. Rever algumas emoções, já com o gostinho de quem conhece o caminho. “The devil finger´s peace” relê a letra de “Toy”, acrescentando novos insights, numa cor jazz. “Megalomaniacs” fala de “Scaleman”, e é uma das minhas preferidas; traz uma Juliet pra dividir um pouco as emoções de um Romeo que tanto sangra e tanto procura. “The sad song of the elephant man”, que relê “Elephants”, não te tira desse lugar mais sensível, pelo contrário, dá uma reforçada gostosa. Lembra “Stairway to Heaven”. Mas pra não rolar choro ou coisa do tipo, vem “Four quieter minutes”, relendo “Eight quiet minutes”, com um vocal mais malandrinho, porque afinal você sabe que não foi tão bonzinho assim, né? Foram muitas laranjas e muitos mamões... Uns cigarros talvez.

E a capella, só você e o coro das suas próprias outras vozes se despedem dessa jornada que vai dando seu adeus. Seus últimos minutos, seu último mamão, seu último cigarro.

My last cigarette
Here in the sunlit corner
I found that peace
Being just like
Mine.

Tracklist:

1. Toy (3:53)
2. Eight Quiet Minutes (3:53)
3. Elephant (4:55)
4. Diamond (3:14)
5. Not Enough Fingers (4:59)
6. Ghost (6:26)
7. That Is Why They All Hate You In Hell (4:31)
8. Vespertine (8:26)
9. Scaleman (5:21)
10. Antipole (14:13)


Re-Orange Acoustic EP 

1. The Devil Fingers' Peace (6:21)
2. Megalomaniacs (5:12)
3. The Sad Song of the Elephant Man (5:54)
4. Four Quieter Minutes (4:19)

Download:
MEGA

quarta-feira, 17 de abril de 2013
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Porco na Cena #24 - Symphony X

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Não sou dos maiores fãs do metal progressivo tocado por bandas como Symphony X, mas de alguma maneira o quinteto americano me cativa e esta é a segunda vez que vejo uma apresentação dos caras que já se tornaram figurinha carimbada no Brasil. 

A primeira vez que vi o Symphony X foi em 2007 no extinto Via Funchal em sua segunda passagem por terras tupiniquins, desde então a América do Sul se tornou destino obrigatório para banda nos anos seguintes. A mudança de shows de uma casa de grande porte como o Funchal, para um Carioca Club que tem em torno de 1/4 da capacidade da outra define bem a mudança recente no cenário de shows no Brasil. Essa diminuição de tamanho não é exclusividade do Symphony X, pelo contrário, quase todas as bandas perderam público com o passar dos anos por inumeros motivos, em grande parte pela alta incidência de shows, valores altos nos ingressos e grande concorrência (Na mesma semana o Carioca Club recebeu o Down de Phil Anselmo e o Carcass além do próprio Symphony X). Mas ainda assim os americanos demonstraram que tem uma base de fãs fiél e sólida no Brasil, com um Carioca Club praticamente lotado, mesmo após tantas turnês por aqui e tanta concorrência de shows próximos. 
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Cult of Luna - Vertikal

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Gênero: Atmospheric Sludge Metal/Post-Rock/Electronic
País: Suecia
Ano: 2013

Comentário: Foram 5 anos desde que o Cult of Luna lançou Eternal Kingdom, seu ultimo álbum até então. Fora também o maior hiato que a banda manteve entre um disco e outro desde seu debut auto-intitulado, onde mantiveram uma frequência de até então, 2 anos na gravação de cada trabalho. Os suecos lançaram 5 discos na década passada e se firmaram como um dos nomes mais proeminentes em uma das reinvenções mais interessante que o heavy metal ganhou nos anos 2000, a tal da nova safra do metal progressivo, ou post-metal, ou atmospheric sludge metal, chame como quiser. 

O que temos aqui é mais um trabalho de alta qualidade como seus cinco antecessores, tendo sua maior inspiração nascida do filme Metropolis de 1927, dirigido pelo austríaco Fritz Lang, onde o conceito não aparece vagamente, mas está ali influenciando não só a parte lírica como também sua sonoridade e até sua parte gráfica. Vertikal não é uma obra de fácil absorção, é o tipo de disco que precisa de diversas audições para que sua digestão seja feita por completa (convenhamos, é algo que a maior parte dos bons álbuns progressivos pedem). Suas influências atiram para várias direções, do post-rock ao krautrock, industrial e dubstep (calma, mais pra frente eu explico), e não fique com medo, não há nada desconexo por aqui, muito pelo contrário, o que temos é um trabalho bem coeso. Sem dúvidas a maior inovação em relação aos seus antecessores fora a grande incorporação de elementos eletrônicos permeando todo o disco, e se a parte atmosférica anteriormente sempre fora de grande preocupação, em Vertikal a tradição se mantém, mas apresentada de forma diferente, as passagens acústicas, as guitarras limpas abrem espaço para um uso extremamente constante de programações eletrônicas.

O disco é longo, como eu disse, precisa de calma para ser degustado, desde sua introdução com a faixa The One que puxa muito para o industrial e também para o clima de Metropolis com estruturas lineares, remetendo justamente ás maquinas do filme de Lang. Á seguir I: The Weapon abre de fato o disco com uma potência absurda, logo em seu primeiro segundo o urro de Klas Rydberg surge monstruosamente com guitarras pesadas que trabalham ao longo da faixa sempre junto de toques eletrônicos e momentos contrastantes de melancolia, porém, isso só guarda a surpresa que vem a seguir, Vicarious Redemption, o grande destaque do disco. Um épico de 20 minutos, mais de 5 minutos apenas de introdução numa crescente digna das melhores bandas de post-rock acompanhada por batidas repetitivas (lembra o que eu falei sobre as maquinas de Metropolis?) para então por fim chegar uma progressão de acordes, uma nova crescente em clima soturno e por fim a porrada sonora, o sludge vem visceral e se mantém até que OPA, WOB WOB WOB, pois é, por cerca de 30 segundos o Skrillex ataca e uma dose de wobble bass, é descarregado, confesso que comecei a rir na primeira vez que aquilo surgiu, o negócio pula na sua cara do nada, mas quer saber? até que ficou legal, e a pancada continua, o peso só aumenta até chegar no estado de caos, Vicarious Redemption é forte, e grande concorrente a música do ano na opinião de quem vos fala. (Eu sei que ainda é muito cedo pra isso, mas o negocio é do caralho).

O resto do disco mantém o mesmo padrão de qualidade, após Vicarious temos The Sweep, um quase que interlúdio eletrônico, meio sci-fi, projetado por urros macabros de "Hail falls; Burn like fire; Hate turns; The swell. The end." Sinchronicity sendo a que mais se aproxima do metal industrial com sua repetição de riffs e suas inúmeras camadas eletrônicas. E o disco segue nessa interação eletro-metal, onde é interessante notar como muitas vezes as batidas eletrônicas servem pra dar um boost nos graves deixando o disco ainda mais pesado, mas também serve para exprimir a parte atmosférica do disco, criando aquele climinha que todos adoram do contraste entre o agressivo e o melancólico. Por fim o disco é encerrado por Passing Through, onde Klas demonstra mais uma vez que muito além de rasgados e guturais viscerais, possui belos vocais limpos, que funcionam muito bem em faixas calmas e melancólicas (And With Her Came The Birds do Somewhere Along The Highway é uma das coisas mais lindas da vida).

Vertikal é um grande álbum, daqueles que crescem a cada ouvida e que mesmo tendo sido lançado nos primeiros dias de Janeiro, deve ser lembrado no final do ano por todas aquelas listas de melhores que todo mundo adora publicar.

Tracklist

1.The One 2:16
2.I: The Weapon 9:24
3.Vicarious Redemption 19:51
4.The Sweep 3:09
5.Synchronicity 7:13
6.Mute Departure 9:08
7.Disharmonia 0:45
8.In Awe Of 9:56
9.Passing Through 6:03



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sábado, 15 de dezembro de 2012
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Mastodon - Discografia

2 comentários

Gênero: Progressive Rock/Metal/Sludge
País: Estados Unidos
Tempo em atívidade: 1999-Atualmente

Comentário: Mastodon {Atlanta, Georgia} foi formada em 1999, e durante a ultima década ascendeu de forma meteórica se tornando febre e conquistando pelo mundo adeptos vindos de diversos nichos, pessoas que não possuíam a minima empatia por música pesada passaram a simpatizar com o quarteto, alcançaram uma posição rara, o de fazer música estritamente pesada, mas que ficou longe de se limitar a um único segmento de público. A banda se destaca por consolidar um som próprio, onde fica um pouco difícil definir limites e barreiras, pois, de álbum para álbum ela consegue ser dinâmica, inconstante e isso sem deixar de lado suas próprias características sonoras já muito bem definidas e sedimentadas.

Cheios de técnica, a banda faz o contrário de muitas outras ditas progressivas e dispensa firulas desnecessárias, apesar de sempre surgir algum instrumento, nem que sutilmente e ligeiramente "solto", antecedendo, sobressaindo ou sucedendo as faixas, além de várias mudanças no andamento das músicas, investem principalmente na originalidade e numa mistura magnífica de estilos pesados e violentos como o Groove e o Hardcore. Somando com o caótico e contrastante Sludge e acrescentando ainda uma quantidade considerável de Stoner Rock, Rock Progressivo, Post-Rock entre outros elementos, fazem um grande caldeirão onde poderemos saborear sonoridades próximas às empenhadas por bandas influentes como Melvins, Neurosis, ISIS, Kyuss, e lembranças de revolucionárias como Pink Floyd, Black Sabbath e King Crimson.

terça-feira, 2 de outubro de 2012
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Porco na Cena #10 - Pain of Salvation

9 comentários

Este ano, mais uma vez, me desloquei de Curitiba até nossa querida SP para marcar presença no show da banda da minha vida (e dane-se você que não curte), o Pain of Salvation. Em um intervalo de pouco mais de 1 ano e 3 meses, meus queridos suecos resolveram retornar ao Brasil. O que é muito satisfatório, visto que eles não vinham pra cá desde 2005, ano este, inclusive, em que eu me ferrei bonito. Foi quando o show em Curitiba foi cancelado minutos antes de começar. Eu, que era toda jovenzinha atacada, me frustrei num nível sem precendentes. Até cheguei a organizar um motim para ir na frente do hotel dos caras e reclamar desse disparate! Acreditem, cheguei mesmo a fazer isso. Sabe deus o que a banda pensou daqueles adolescentes nada a ver esperando eles com cara feia no saguão do hotel... Mas pelo menos conseguimos trocar uma meia dúzia de idéias com os caras, já que o show eles ficaram devendo. A verdade é que rolou uma treta com os produtores, pois eles não providenciaram a infraestrutura mínima exigida pela banda. O promotor responsável prometeu colocar tudo em ordem até o momento do show, o que, obviamente, não aconteceu. Putos da vida, o PoS e sua trupe desarmou o circo e mandou beijos. E nem se emocionaram com o meu motim :{

Mas deus existe, deus é bom, deus é mais. Eis que em 2011 eles voltam com tudo. Fui nos shows do Rio e SP. A data dos shows coincidiu com o aniversário do Daniel Gildenlöw, e na noite de autógrafos consegui umas fotinhos e uns mimimi. Até tive tempo de entregar um belo de um presente pra dar ~força~ pra ele. Um tomate loco. Sei lá. Um negócio desse é mágico. Tem que servir pra alguma coisa, haha.

sexta-feira, 18 de maio de 2012
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Crippled Black Phoenix - (Mankind) The Crafty Ape

6 comentários
Gênero: Progressive Rock/Metal/Post-Rock
País: Reino Unido
Ano: 2012

Comentário: Eu sei, a capa é feia e tosca, o nome “Crippled Black Phoenix” também não ajuda, mas vamos, dê uma chance a este post.

Pra começar, estamos falando de uma “super banda”, o nome dado para bandas ou projetos formados por integrantes de diversos grupos diferentes, e de certa relevância. Crippled Black Phoenix é britânico e fora idealizado por duas cabeças extremamente relevantes para o rock na atualidade, visto que suas bandas de origem foram responsáveis por definir gêneros. Um deles é Justin Greaves, responsável por fundar a lendária banda de Doom/Stoner Electric Wizard e que além das baquetas, aqui assume diversos instrumentos, que vão do Banjo ao Serrote (sim, a ferramenta mesmo), mas também passa por instrumentos normais como a guitarra e o teclado. O outro nome responsável por criar o projeto fora Dominic Aitchison, um dos membros fundadores do Mogwai, uma das bandas responsáveis por definir e projetar o post-rock para a popularidade que tem hoje. O grupo nunca teve um lineup fixo, é um grande projeto colaborativo entre grandes músicos, mais de 20 pessoas passaram pelo projeto até hoje, gente que tem o nome relacionado a bandas que vão do Iron Maiden ao Portishead.

O início veio calcado no Post-Rock como gênero principal, mas ainda assim bem vanguardista e cheio de experimentalismo, e sempre muito influenciado pelo rock progressivo setentista de bandas como Pink Floyd e King Crimson. Álbum após álbum (aqui estamos no quinto), as influências foram se acumulando, do Folk ao Slowcore, passando pelo Art Rock e pela música barroca, agora chegamos num ponto que fica impossível de definir, temos músicas que possuem a levada de um blues tradicional, á momentos de clara influência de trip hop e rock psicodélico, isto também torna quase que impossível de definir uma faixa de destaque em todo o trabalho. No final das contas o que temos é uma ópera rock ambiciosa, que como não podia deixar de ser pra um bom álbum de rock progressivo, é todo conceitual, as músicas se amarram e formam uma única grande história dividida em três atos. Com uma história que gira em torno da decadência humana, dos problemas econômicos e sociais que enfrentamos atualmente, é como se uma banda Punk resolvesse investir no rock progressivo.

Sem dúvidas o Crippled Black Phoenix com seu Mankind – The Crafty Ape farão parte dos lançamentos progressivos mais relevantes de 2012, com sua grande mistura de influências, mas que ainda assim soa coerente, sem se perder em uma bagunça sonora. E ah, vale apena conferir o clip que dá o tom de todo o trabalho, com sua percussão em ritmo de marcha, os integrantes com vestimentas de guerra, tudo voltado para um protesto, para o clima caótico que envolve o álbum.

Facebook//LastFM

Tracklist:

CD1
01 – Nothing (We Are…)
02 – The Heart Of Every Country
03 – Get Down And Live With It
04 – (In The Yonder Marsh)
05 – A Letter Concerning Dogheads
07 – Laying Traps
08 – Born In A Hurricane
09 – Release The Clowns
10 – (What)

CD2
01 – A Suggestion (Not A Very Nice One)
02 – (Dig, Bury, Deny)
03 – Operation Mincemeat
04 – We Will Never Get Out This World Alive
05 – Faced With Complete Failure, Utter Defiance Is The Only Response

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quinta-feira, 10 de maio de 2012
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Dark Suns - Existence

3 comentários
Gênero: Progressive Metal
País: Alemanha
Ano: 2005

Comentário: HelloooooooooooooooooooooooooooooooooowWwWw galereeeeeem!
BRINCADEIRA VEI! Não vou escrever desse jeito, relaxa, hehe. Já tava se contorcendo aí embaixo dos seus óculos Woody Allen style - na frente do seu charuto cubano - sentado numa pilha de livros sobre a revolução iraniana-malasiana no oeste da Estônia que eu sei!

Mas já que você está lendo e perdendo ~OU~ ganhando seu tempo aqui, saiba que se você for uma pessoa esforçada e baixar o álbum que indico-lho neste momento, você será uma pessoa mais...mais...sabe assim, meio mais ou menos e quem sabe um tanto...MAIS CONHECEDORA DE ROCK PROGRESSIVO ALEMÃO! HAR! Agora chantageei hein.

Mas é o seguinte, vou logo parar com essa coisa colorida toda aqui pq, além de eu não ser baitola, a banda é dark. O sol deles é dark. Todos os sóis deles são dark (beijo pros astrofísicos presentes. Góticos, vocês também serão lembrados. Oi? Astrofísicos também são góticos? Então tá resolvido).

Em 1997 que essa belezura de banda começou, na cidade de Leipzig. Bem, eles começaram com um álbum que ia mais pro doom, chamado "Swanlike" (bom também). Mas depois dele resolveram dar uma abandonada nos vocais guturais e assimilar o jeito mais progressivo de ser, que todos sabemos, será sempre o melhor ;p

É aí que entra o "Existence". Ele começa bem misterioso, com uma introdução que já vai chamando a atenção dos góticos (astrofísicos também, tá bom). Narraçãozinha em tom de vampiro seduzindo, vozes de criança, chuva... Beleza, chegamos na faixa “The Euphoric Sense”, meu xodó. Primeiro pq eu adoro músicas com as palavras euphoria e euphoric (sei lá, peçam pros metidos a Freud explicarem). Segundo porque ela me lembra aquela fase adolescente sentimental que chora ouvindo “Emotion Sickness” do Silverchair na frente do espelho (já que nunca nem ouviu falar de progressivo).

Até aqui você já entendeu que vai ser um álbum denso, com nuances deprês (nuance já é uma palavra que eu não gosto, mas fica aí o registro de que eu sei usá-la). O fato é que em muitos momentos você pode até chegar a lembrar de Anathema, Anekdoten, Porcupine Tree, por aí vai. “Daydream” é uma faixa bem bonita, diria até romântica, pro astrofísico que quer fazer uma serenata para sua gótica na mira. “Her and the Element” dá uma exageradinha no vocal galã-deprê, mas continua sendo uma das músicas marcadamente interessantes do álbum. Enfim, é todo um conjunto de quebras de tempo, teclados quase místicos, picos de emoções pesadas, corações batendo.

E você achava que eu não ia citar como a banda se autodenomina ou denomina o próprio álbum? Cá está, segundo eles, Existence “is a journey through the dreamy emotional worlds of a brittle existence, trying to escape traumatic conditions during the various stages of a process of self-discovery. A musical maze full of intensity” (e vai aprender inglês que dessa vez não vou traduzir, meu amor).

Bom, vc que leu até aqui e ainda não foi convencido a escutar o som dos caras, ou, vc gótico e/ou astrofísico que está, como quem não quer nada, dando um rolê pela Alemanha em junho, pega essa: eles vão fazer um show acústico com o Pain of Salvation dia 8, em Leipzig. No mínimo, no MÍNIMO, eles tem ~contatos~. Er, eles são bons mesmo e inclusive o Kristoffer Gildenlöw, ex baixista do PoS, já gravou com eles.

Deleitem-se!

MySpace//LastFM

Tracklist:

1. Zero (2:09)
2. A Slumbering Portrait (2:32)
3. The Euphoric Sense (5:54)
4. Her And The Element (6:39)
5. Daydream (4:40)
6. Anemone (6:27)
7. You, A Phantom Still (11:17)
8. Gently Bleeding (7:19)
9. Abiding Space (7:10)
10. Patterns Of Oblivion (10:50)
11. One Endless Childish Day (12:59)

Links:

SendMyWay // BayFiles

terça-feira, 24 de abril de 2012
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Adrenaline Mob - Omertà

19 comentários


Gênero: Progressive/ Heavy Metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Mal se juntaram, esses galãs do rock´n roll, Mike Portnoy e Russel Allen (com mais uns caras bons aí, mas quem se importa depois de saber dos dois primeiros?), já tão dando maior bafafá no mundinho antenado. Em 2011, eles promoveram a banda com o vídeo no qual tocam uma versão de “The Mob Rules”, do Black Sabbath. Aí já jogaram na hand o EP, e num intervalo não muito grande, lançaram o digníssimo "Omertà".

Bom, vocês já perceberam que é a típica banda que não tem erro né?

Vim correndo fazer essa resenha, que já estava fervendo aqui nos neurônios, antes que né, ficasse mto ~last week~. Loguinho vai começar a pipocar em tudo quanto é blog, já senti os primeiros estouros, aí me piquei a mula aqui pro lápis virtual. Porque olha, puta albunzinho bão, irmão!

Ah! E também pq eles vão tocar no s2 Sweden Rock Festival s2 (sucesso sucesso sucesso!), na Suécia ~obviamente~ em junho. Façam suas preces, joguem positividade para esta que vos fala, pq se o papai do céu ouvir direitinho, vocês poderão ler resenhas EXCRUSIVAS desse festival, pignetes, pignetos e pigfilhos!

E tem mais, olha como eles são bonzinhos: na última Black Friday comprei pelo site uma camiseta lindademeudeus e ganhei o EP di grátis sem custo adicional e gratuitamente de forma que não precisei pagar por! Nhó, que amores!
Véi, imagina se eu consigo autografar tudo? Nossa, Nóza!
Ó, se vc, empresário de sucesso que está lendo esse post, fizer o povo do Pignes ficar rico escrevendo unprofessionalmente sobre música, juro que eu te dou a camiseta, o EP, e mais a cueca suada do Mike Portnoy (à qual sem dúvida eu terei acesso), tudo autografadinho, banhado no formol e embalado à vácuo! Me liga tá?

Agora vamos ao que vocês realmente querem ler ;p
Eles se dizem, e eu adoro sempre citar como as bandas se autointitulam, “a musical mafia of the highest order”. Aí vc vê que “Omertà” é um termo bem coisa das máfias, negócio de código de silêncio, essas piras de criminoso destemido. Sim, destemido! Agora traduza isso pro inglês... Pronto! Vc já sabe o nome da música que introduz o álbum: “Undaunted”.
Ela é chique, já chega dando aviso aos wannabe xarope, pra ficarem espertos, que negócio ali é tru. Lá no release do álbum os caras dizem que ela é perfeita pra tocar em uma luta do UFC, haha! Pô, e sabe que é?!
“Psychosane” e “Believe Me” são mais frenéticas, e não menos chiques. Agora, tem "Down to the floor" que é pra acordar os vizinhos depois de uma bela noite agitando e liberando loucamente determinados hormônios, se é que vocês me entendem (...) Algumas baladinhas mais meiguinhas fazem parte do álbum também, mas vou deixar a minha parte mimimi falar só de "Come Undone", versão da original do Duran Duran, que ficou coimailindideus! A vocal do Halestorm participa mto dignamente, aliás, Liebe Lzzy Hale! Mulherzinha por dentro, um bocado ogra por fora, como se deve ser.

Estou terminando esse post lá do chuveiro, cantando "cannot believe you´re taking my heart...TO PIEces" (garganta rasgando = voz aguda) "whOOO do you neeeed? whOOO do you loooove? when you cOOOme undone? (com o sabonete na boca = voz grave).

Apreciem!


Tracklist:
  1. Undaunted (4:45)
  2. Psychosane (4:38)
  3. Indifferent (4:30)
  4. All On The Line (4:21)
  5. Hit The Wall (6:33)
  6. Feelin’ Me (3:55)
  7. Come Undone (4:50)
  8. Believe Me (3:59)
  9. Down To The Floor (3:33)
  10. Angel Sky (4:26)
  11. Freight Train (4:13)



terça-feira, 17 de abril de 2012
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Gorod - A Perfect Absolution

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Gênero
: Technical Death Metal
País: França
Ano: 2012

Comentário: Não é surpresa os franceses do Gorod, banda formada em 2005 em Bordeaux, lançarem um álbum incrivelmente bom. Mas A Perfect Solution é simplesmente o melhor disco que eu já ouvi dos caras, e acreditem, isso é muita coisa, ainda que a banda esteja lançando somente seu quarto full-lenght. Quem conhece sabe, o esquema aqui é velocidade e técnica, só que com um diferencial que faz do Gorod e algumas outras bandas do gênero excepcionalmente cativantes: saber medir aonde é mais importante o feeling do que simplesmente centenas de notas por segundo. E quando isso é feito na medida certa em conjunto com a técnica e precisão de todos os integrantes da banda, é quase impossível não sair uma jóia como essa.

Todos os membros da banda são excelentes músicos, é bastante difícil algum se destacar em meio a toda essa chuva de técnica, mas o ponto forte do grupo são os riffs dos guitarristas Mathieu Pascal e Nicolas Albeny. Os caras misturam riffs tipicamente 'clássicos', digamos assim, do Technical Death (a lá Death ou Atheist) com muito bem manjadas e empolgantes sessões grooveantes com ajuda dos bumbos duplos e do baixo, este que como em muitas bandas de Technical Death Metal tem papel importantissimo na sonoridade da banda. Isso ainda com muitos solos - a banda usa e abusa de trechos totalmente instrumentais, certas músicas tem pouquissimo vocal - influenciados por desde jazz até notas bem latinas ou inspiradas no rock clássico (se acha isso estranho, coloque um bom fone de ouvido e preste bem atenção nos solinhos, vale a pena pela riqueza de influencias em cada um). E ainda tem o fato que músicas como "Elements And Spirit", apesar de serem extremamente técnicas, conquistam com trechos até relativamente simples, mas muito bem encaixados. E essa faixa mostra bem até onde vai o álbum: nela temos até um pequeno trecho com vocais limpos, algo que volta a acontecer em alguns pontos do disco.

Os vocais, como disse, ficam bastante em segundo plano devido a todo o instrumental absurdamente inspirado do disco, mas compensam isso sendo totalmente versáteis, desde guturais bem graves até rasgados, passagens limpas bastante inspiradas e alguns trechos spoken word. O vocalista Julien "Nutz" Deyres aguenta bem o tranco de toda a velocidade do álbum também berrando as letras com uma precisão incrivel acompanhando os compassos nem sempre totalmente simétricos das faixas, e isso é algo que eu sempre acho extremamente interessante no Technical Death Metal, não é fácil ter fôlego pra acompanhar as viradas de bateria do estilo, mas Julien não só consege isso como chama a atenção pra si em diversos momentos.

Finalizando uma resenha na qual não consegui deixar de ser longo, A Perfect Absolution é um álbum absurdamente cativante, inspirado, moderno e ousado mas sem perder a influencia inegável dos monstros do estilo como Death, Atheist e Cynic. Sinceramente, obrigatório aos fãs do gênero pela exímia capacidade dos músicos de usar a técnica em favor do feeling. Uma aula. Sem mais.

Site Oficial

Tracklist:

1.Birds of Sulphur 04:15
2.Sailing Into the Earth04:57
3.Elements and Spirit 05:09
4.The Axe of God 03:48
5.5000 at the Funeral 05:55
6.Carved in the Wind 06:21
7.Varangian Paradise 04:35
8.Tribute of Blood 04:03

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Se ainda resta alguma dúvida, manjem esse esporro ultra técnico e grooveado e acabem com ela:

sábado, 14 de abril de 2012
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Borknagar - Urd

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Gênero: Black / Progressive / Viking / Folk Metal
País: Noruega
Ano: 2012

Comentário: Trago nesse post o novo trabalho dessa banda que, juntamente com Otyg, são as mais influentes, importantes e as pioneiras nesse estilo folk/viking metal, e dizer que esse álbum é algo sublime seria uma redundância no que se diz respeito a carreira desse super grupo, pois desde o seu início, em 1995, vem evoluindo a cada trampo, e deixando o som cada vez mais complexo, e mais acessível, agradando dos fãs mais antigos que entendem a evolução natural de uma banda, aos fãs que estão sendo iniciados no metal nos dias de hoje. URD, a tosco modo, na mitologia nórdica, é uma deusa representada por uma anciã, que só olha para trás, e guarda os segredos do passado, e isso tem a ver com a volta da banda a falar da natureza, dos elementos, da mitologia, o que foi deixado um pouco de lado no disco anterior chamado "Universal".
 
Falar dos integrantes dessa banda é uma covardia, o instrumental é algo perfeito, que dispensa qualquer tipo de comentário. Os vocais nesse album são divididos entre ICS Vortex, que tambem toca contra-baixo, e foi o responsável pelas linhas limpas do Dimmu Borgir, e o lendário Vintersorg, que fundou o Otyg tambem em 1995, e a homônima  Vintersorg em 1998, também clássica do Viking, que é o responsável pela parte vocal mais extrema. O maior destaque intrumental desse cd é o teclado, que é o total responsável pela atmosfera única que esse disco proporciona com maestria. Esse trabalho foi concebido com o dever de colar na sua mente, sendo muito leviano destacar uma única musica,  mas tenho alguns destaques que talvez resuma o cd. A faixa "Roots" começa com uma cadência mais light, mas logo se torna visível a velocidade, e é uma das musicas mais atmosféricas, com linhas vocais perfeitas e solos de guitarra emocionantes. "Frostbite" tem uma passagem instrumental lindíssima, cadenciada, com acelerações no momento certo, puro feeling do baterista David Kinkade (o mesmo batera do Soulfly), fazendo o ouvinte instintivamente prever a levada naturalmente, e o dueto vocal vocal é impressionante. "In a Deeper World" é mais progressiva, mais natural, mesmo assim emocionalmente linda. Mas não tem como citar a veia prog sem exaltar "The Winter Eclipes", que é a mais longa do cd, e é uma aula de música, em todos os aspectos, instrumentais, vocais, essa musica consegue resumir todo trabalho em uma única faixa, evidenciando a genialidade e a total maturidade dos músicos. Esse trampo ainda conta com 2 bônus, "Age of Creation", e a cover do Metallica " My Friend of Mysery" do Black Album.

O Som da banda soa o mesmo que na época do Origin e do Quintessence, com uma atmosfera antiga, vintage, que nos faz sentir o cheiro do orvalho, o frescor da floresta. A ponta Brazuca do disco fica por conta da arte feita pelo brasileiro Marcelo Vasco, muito forte e bonita. Um disco da volta as origens, de se ouvir de pé, e aplaudir, perfeito, me arrisco a dizer que é o melhor disco do gênero em anos, e com certeza, é um dos melhores, se não o melhor do ano no heavy metal até aqui. O grande diferencial fica por parte da coerência musical. A responsabilidade e respeito com os fãs da banda podem ser o um dos segredos dessa perfeição artística, além de todas essas cabeças legendárias pensando juntas, o que faz dessa banda a suprema dentre todas, sem exageros. Recomendadíssimo pra fãs de Metal em geral ou não, tenho certeza que pode emocionar até os mais eruditos. Obrigatório.

Myspace / Last FM

Tracklist:
1. Epochalypse - 06:08      
2. Roots - 05:55    
3. The Beauty of Dead Cities - 04:15      
4. The Earthling - 06:51      
5. The Plains of Memories - 04:27    
6. Mount Regency - 06:08      
7. Frostrite - 04:50      
8. The Winter Eclipse - 08:45      
9. In a Deeper World - 05:42
10. The Age Of Creation (Bonus Track) - 6:19
11. My Friend of Misery (Metallica cover - Bonus Track) - 6:19

Download:

Depositfiles / Freakshare / Rapidshare / Badongo / Fileflyer

terça-feira, 3 de abril de 2012
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Blank Faces- Freefall

1 comentários


Gênero: Post Metal
País: Polônia

Ano: 2011

Comentário: Da safra de bandas de Post Metal que lançaram seus álbuns no ano passado, creio que nenhuma chamou tanto a minha atenção quanto os poloneses do Blank Faces no seu debut intitulado Freefall. Ok, certo, as bandas desse gênero tem um longo casamento com o Sludge, e embora eu prefira muito mais uma mistura de Post Rock, Prog e Metal do que o velho Post Metal com pegada de hardcore e vocais gritados, considero este álbum o melhor do gênero lançado no ano passado.

O som da banda lembra muito Isis e outros figurões do gênero, mas se diferencia -e muito- por mostrar influências maiores de Prog. Inclusive um amigo meu disse que eles soavam como Neoprog, algo que eu não pude apurar pelo meu desconhecimento nesse gênero... e, embora tenham essa influência, as músicas ainda são minimalistas como todo Post Metal deve ser.

Um dos pontos fortes do álbum é a ambientalização- os teclados, os riffs de guitarra a ele aliados. As canções são bastante atmosféricas, e apesar de os sintetizadores aparecerem meio mascarados por baixo da camada de guitarras e baixo, os pianos vem à tona dando um 'feeling' extra às músicas (confira ''Anxious'' no vídeo abaixo, e Everything Is Still Happening). Outra característica do álbum é que ele é totalmente instrumental, o que, na minha opinião, o deixa mais interessante.

É um álbum que eu recomendo a fãs de Post Metal que puxam mais pro lado do Post Rock do que pro Sludge- pra quem curte If These Tress Could Talk, Tides From Nebula, Alinda e bandas do gênero, é recomendadíssimo.



Tracklist:

1 Intro 01:44
2 The End of the Beginning Marks the Beginning of the End 05:58
3 Anxious 06:13
4 Everything Is still Happening 07:55
5 Like Planets In Slow Motion 05:02
6 ... 02:16
7 Freefall 10:39


Download:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
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Zelophilia - Lust, Loathing, & Love

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Gênero: Experimental/ Mathcore/ Mathmetal/ Progressive/ Avant-garde
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Zelophilia é uma banda que parece reunir tudo que você já ouviu de mais inovador e doido no rock/metal sem soar repetitivo e de certa forma com maestria. Você se lembrará dos projetos de Mike Patton e Devin Townsend, SOAD, Meshuggah, incluindo muita influência do rock/metal alternativo, punk, death metal, pitadas de música barroca e muito mais.

Os intrumentos seguem uma linha mais mathcore/metahmetal, com toda aquela barulhenta e técnica, mas tem seus momentos de romantismo sádico, principalmente quando o vocal (com boa variação de técnicas vocais) está presente. Maravilho é a passagem dos gritos insanos para um grave solene.

Lust, Loathing, & Love é o debut e portanto não tenho muito o que informar sobre a banda, mas embora sobre-carregada de influências bem óbvias é difícil apontar algo não agradável em seu som. Me soa muito bem, músicas bem construídas onde observo uma certa relação com as bandas que citei anteriormente. Apesar disso a descrição que a banda nos deixa é essa: "Sounds like a childishly simplified, watered down combination of Meshuggah, The Locust, Dillinger Escape Plan, and Daughters".


Facebook//LastFM//BandCamp

Tracklist:
01. The Locust Plague Antarctica 01:59
02. Dancing In Bloody Leather 02:33
03. Demons & Diminished Chords 02:33
04. Deconstruction 02:53
05. Feed 01:35
06. Gentle Sleep 00:55
07. Product of Man (Not Nature) 03:21
08. The Fornicator’s Suicide Note 03:20
09. Wolves Scavenging For Crumbs 02:38
10. Scrawny Children 04:50
11. Lust, Loathing, & Love 03:29

Download (BandCamp)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
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Myrath - Tales Of The Sands

3 comentários
Gênero: Progressive Metal
País: Tunísia
Ano: 2011

Comentário: Advinda de uma cidade de apenas 6 mil habitantes na costa da Tunísia, chamada Ez-Zahara, os membros do Myrath decidiram montar uma banda em 2006. Porém como a grande maioria das bandas africanas e do oriente médio, tinha aparentemente o mesmo futuro: ser sempre uma banda limitada ao círculo regional em que se encontrava. Porém, como algumas vezes aconteceu com algumas bandas do oriente médio (exclui-se aqui Orphaned Land, Melechesh e Salem por exemplo, por que são bandas de Israel e lá o bagulho é bem diferente) o Myrath conseguiu apoio de um selo francês chamado Brennus Music (que também tem em seu histórico o apoio a diversas bandas do norte da África) e conseguiu lançar seus dois primeiros álbuns. E a estupenda qualidade dos mesmos levou a banda a assinar com um selo um pouco maior, o também francês XIII Bis Records para o lançamento de Tales Of The Sands. E então o Myrath se tornou uma das primeiras bandas de Metal da Tunísia a conseguir assinar com uma gravadora e expandir sua sonoridade para a Europa.

E esse sucesso todo dos primeiros discos se deve a sonoridade da banda, extremamente influenciada por nomes como Kamelot, Symphony X e Evergrey - este último a mais óbvia e direta das influências. O vocalista Zaher Zorgati (que tem uma pose de galã das mil e uma noites que eu vou te contar...) é competentíssimo em mesclar a sonoridade do Prog Metal europeu com as particularidades da música árabe (embora o Symphony X mesmo sempre use e abuse da musicalidade árabe em seus álbuns). E o instrumental do grupo é excelente e original nesse ponto, pois os teclados - que costumam ser os elementos mais irritantes nas bandas do estilo - tem um papel importantíssimo na construção das melodias do oriente médio e perdem aquele papel melódico com inúmeros solos de sintetizadores que já são bem clichês. Guitarras, baixo e bateria são bem pesados, temos muito da influência dos últimos discos do Evergrey e do Symphony X e isso dá uma energia fenomenal em contraste com os vocais limpos e melódicos de Zaher.

Sinceramente, este é um album que ficou perdido entre os lançamentos do ano passado, e nem apareceu em nosso Top 50, mas sem dúvida é um dos melhores para os fãs do estilo. Recomendadissimo.

PS: Vou colocar duas prévias, uma o clipe que saiu com o álbum, e outra da faixa título que é de longe a melhor faixa do álbum e vocês TEM que ouvir.

Site Oficial

Tracklist:

1. Under Siege 04:28
2. Braving The Seas 04:20
3. Merciless Times 03:28  
4. Tales of the Sands 05:19
5. Sour Sigh 04:58
6. Dawn Within 03:31
7. Wide Shut 05:25
8. Requiem for a Goodbye 04:23
9. Beyond the Stars 05:15
10. Time to Grow 04:02

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Tales Of The Sands
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
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Uneven Structure - Februus

12 comentários


Gênero: DJENT/Math/Progressive Metal
País: Suécia/França
Ano: 2011

Comentário: Conheci o Uneven Structure, pelo seu EP, intitulado “8”, lançado em 2009, lembro que gostei bastante da sonoridade dos caras, apesar de não ter notado nada de excepcional e achar muito parecido com Meshugga e outros genéricos dentro do movimento chamado DJENT.

DJENT, pra quem ainda não conhece, é um subgênero ou movimento dentro do metal, em que suas bandas também são classificadas como Math Metal, são conhecidas pelo uso prolongado de passagens polimétricas, compassos de bateria complexos, andamentos estranhos, angulares, riffs de guitarra dissonantes, afinações baixas, etc. Os precursores do estilo foram os suecos do Meshuggah.

Mas agora em outubro a banda lança seu primeiro full-length, Februus. Baixei motivado pela curiosidade esperando que seguisse a mesma linha do EP, que não é ruim, mas que não apresentava nada de surpreendente. Então para minha surpresa, quando comecei a ouvir as músicas, pude perceber claramente a evolução banda, que pra mim amadureceu musicalmente e conseguiu encontrar sua sonoridade.

Sua estrutura musical ainda esta bem calcada nos elementos que caracterizam o DJENT, mas a banda conseguiu criar uma identidade própria. O vocal varia de guturais rasgados a belos melódicos, sem ficar enjoativo, o instrumental muito técnico, bateria presente encaixando perfeitamente com os riffs de guitarra e suas baixas afinações, mas o grande diferencial é que a os caras conseguem criar ambientações bem bacanas e envolventes, leves e cativantes criando um belo contraste de peso e leveza.

A banda com certeza se superou e conseguiu se livrar dos clichês desse “gênero” que é tão novo, mas já está tão saturado.

[Site/MySpace/LastFM]

Tracklist:

CD 1:
Awaken - (6:35)
Frost - (6:00)
Hail - (5:55)
Exmersion - (2:54)
Buds - (7:20)
Awe - (3:01)
Quitance - (6:29)
Limbo - (2:19)
Plenitude - (7:16)
Finale - (8:05)

CD 2:
Dew Upon Shapelees Bounds - (10:01)
Winds From Untold Memories - (8:28)
Promises Of Our Early Days - (16:37)

Download:

Megaupload
Mediafire-(CD1/CD2)
4Shared-(CD1/CD2)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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Primus - Sailing The Seas Of Cheese

1 comentários

Gênero: Funk Rock/Alternative Metal
País: Estados Unidos
SWU: 14.11.11, Main Stage

Comentário: Ano de 1984, California, Les Claypool ainda um jovem de 21 anos, resolve montar o que viria a ser o Primus, porém em pouco tempo ele estacionou a banda por bons 6 anos. O ano é 1990 quando finalmente o Primus volta a ativa e lança seu primeiro álbum, Suck On This, gravado ao vivo e lançado de forma independente e ainda no mesmo ano lançaria Frizzle Fry, o primeiro álbum de fato gravado em estúdio.

Com esses dois álbuns o Primus chamou alguma atenção conseguindo assinar um contrato com uma primeira gravadora para o lançamento de Sailing The Seas Of Cheese, o trabalho responsável por colocar o trio de fato no mapa do Rock. O lançamento foi deverás promissor, visto que também na época o tal do Funk Rock estava no auge, Faith No More colhendo os frutos de seu The Real Thing, Red Hot Chilli Peppers lançando Blood Sugar Sex Magik, e pouco atrás desses dois monstros surgiam várias outras ótimas bandas como o Living Colour, Infectious Grooves e a mais experimental de todas, o Primus.

O grande destaque do Primus sempre foi e sempre será Les Claypool que torna o som da banda tão marcante com seu baixo, o instrumento que costumeiramente é o que fica mais escondido na maioria das bandas de rock, aqui o efeito é inverso, o baixo potente e slapeado de Claypool é jogado na sua cara como o instrumento mais evidente. Porém, Claypool ainda tem o apoio de dois músicos incríveis, Larry Lalonde, ex-guitarrista do Possessed e o baterista Tim Herb, dono de um groove absurdo.

Sailling The Seas Of Cheese ainda contou com a participação de Tom Waits em Tommy The Cat, um dos grandes hits da banda,  fora a faixa Jerry Was A Race Car Driver que se tornará o grande clássico deles (e muitos aqui devem conhecer graças ao primeiro jogo da série Tony Hawk's Pro Skater.

Tracklist

1."Seas of Cheese" - 0:42
2."Here Come the Bastards" - 2:55
3."Sgt. Baker" - 4:16
4."American Life" - 4:32
5."Jerry Was a Race Car Driver" - 3:11
6."Eleven" - 4:19
7."Is It Luck?" - 3:27
8."Grandad's Little Ditty" - 0:37
9."Tommy the Cat" - 4:15
10."Sathington Waltz" - 1:42
11."Those Damned Blue Collar Tweekers" - 5:20
12."Fish On (Fisherman Chronicles, Chapter II)" - 7:45
13."Los Bastardos" - 2:39



sábado, 15 de outubro de 2011
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Anubis Gate - Anubis Gate

1 comentários

Gênero: Progressive metal
País: Dinamarca
Ano: 2011

Comentários: Forte concorrente ao melhor álbum de prog metal do ano, ao meu ver. A banda, nesse novo álbum, parece buscar fontes/inspirações semelhantes ao Vanden Plas, sem falar do vocalista, que tem um timbre muito parecido com o da Vanden Plas. A diferença entre as duas é que a Anubis Gate é mais melódica. O timbre alto é predominante no álbum, com back vocals altos da mesma forma, criando uma espécie de coro de poucas vozes com variedade impressionante e uma qualidade um tanto melancólica ao estilo Anubis que aumenta o poder e o impacto emocional do material. Muitas pontes com sintetizadores onipresentes, nada demaseadamente exagerado, bom de ouvir. Ótimo disco, que você ouvirá se repetir e nem perceberá. Destaque para a música "The Re-Formation Show".

Site oficial

Line up:
Henrik Fevre - Vocals, bass
Morten Sørensen - Drums
Jesper M. Jensen - Guitars
Kim Olesen - Guitars, synthesizers


Tracklist:
01. Hold Back Tomorrow
02. The Re-Formation Show
03. Facing Dawn
04. World In A Dome
05. Desiderio Omnibus
06. Oh My Precious Life
07. Golden Days
08. Telltale Eyes
09. River
10. Circumstanced

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
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(Sic)monic - Somnambulist

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Gênero
: Progressivo/Death Metal/Metal Alternativo/Experimental
País: EUA
Ano: 2008

Comentário: Pra se ter uma idéia da bagunça de estilos que é essa banda, o Prog Archives define (Sic)monic no mesmo gênero que bandas como Opeth e Enslaved, o tal do "Extreme Progressive Metal". Já por outro lado, eu digo que com certeza o público que mais vá gostar da banda seja o do Metal Alternativo, de bandas como I'll Niño. E isso tudo por incrível que pareça não denota uma banda absurdamente experimental ou que justaponha estilos diversos de forma forçada. (Sic)monic é só algo muito diferente.

Formada na cidade de Phoenix, no Arizona, a banda começou suas atividades em 2005 e logo três anos depois já lançava seu segundo álbum - o primeiro havia saido logo no ano seguinte a formação da banda de forma independente - e com ele conseguiram uma atenção no meio underground que está gerando muita expectativa para o álbum que deve ser lançado no início do ano que vem. Isso por que em Somnambulist temos uma combinação impossível de falhar: um vocalista extremamente bom, capaz de variar de limpos grudentos a guturais absurdamente extremos, com uma banda coesa que vai de baladinhas românticas a esporros de Death Metal de forma praticamente indolor. Uma das jogadas mais geniais que uma banda de Metal pode ter atualmente é misturar refrões grudentos, técnica e peso, e o (Sic)monic conquista isso fácilmente. Aí entra a parte do Metal Alternativo, os vocais limpos lembram muito refrões bem comerciais e grudentos. No entanto, isso imerso em um instrumental quase na totalidade do disco absurdamente pesado - mas um pesado de verdade, nada forçado, alguns momentos a banda é puro Death Metal - e uma influência bem clara do Metalcore, no sentido de que a banda se deixa ser pesada e cadenciada ao mesmo tempo, em muitos momentos tornam a banda mesmo que extremamente grudenta, extremamente experimental.

A parte do "Prog Metal" que eu também vi muito ser dito por aí eu já acho meio discutível, afinal a banda é experimental apenas no campo do Metal Alternativo, se deixando ser infinitamente mais pesada, e principalmente mesclando tudo de forma absolutamente harmoniosa. Mas no entanto não há momentos absurdamente técnicos ou improvisados, nem viagens atmosféricas. O álbum é curto e direto, bem sincero e aparentemente a intenção da banda nunca foi ser uma banda progressiva ou experimental, mas grudará todas as faixas na sua cabeça. Extremamente recomendado a quem, como eu, cansa as vezes de bandas muito simples, mas ao mesmo tempo se derrete todo num refrão melódico feito da forma certa. Peso, técnica, experimentalidade e melodia, eis o (Sic)monic.

Tracklist:

1. To The Fiendz (5:19)
2. Till The Morning Light (7:11)
3. Somnambulist (3:14)
4. Illumination (7:32)
5. Of Blood And Grace (6:30)
6. Requiem (4:14)
7. Oxygen (4:21)
8. No Conscience (4:59)
9. Just How Far Down Do You Want To Go? (5:25)
10. Paradiseum (4:39)
11. Acid Epiphanies (4:35)

Links


Megaupload
Outros Links (Multiupload)

sábado, 8 de outubro de 2011
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Giant Squid - The Ichthyologist

2 comentários

Gênero: Post-Metal / Progressive Metal / Experimental  
País: EUA
Ano: 2009

Comentário: O Giant Squid é uma banda estadunidense formada em 2001. Desde aquela época, eles vem batalhando para a divulgação de seu trabalho. Apesar das constantes mudanças na formação do grupo, desde o lançamento de The Ichthyologist, os integrantes são quase os mesmos.

The Ichthyologist é um disco conceitual. Narra a estória de um homem que, ao perder-se no mar com seu navio, perde-se também de sua própria humanidade e, adotando medidas não humanas de sobrevivência, durante vários anos vagando pelo mar, torna-se outro tipo de ser. Todas as músicas têm um nome científico, em latim, de alguma criatura marítma.

O grupo tem sido comparado ao System of a Down em alguns reviews que li pela internet. Claramente é um exagero, mas eu acho que há um embasamento. Isso se deve muito ao, vocalista e guitarrista, Aaron Gregory. Sua interpretação e timbre de voz lembram bastante Serj Tankian do SOAD. Aaron curiosamente é mergulhador em um aquário de São Francisco, aonde cuida dos animais.

Na banda, os violoncelos servem sempre como preparação para os riffs pesados. Os vocais podem ser arrastados, sussurrados, gritados. Mas sempre sofridos. Minimalista, o disco prende-se aos vários detalhes que apresenta, seja a flauta de Lorraine Rath em Sevengill ou trompete que se ergue em Panthalassa. As influências são variadas. Não é difícil encontrar resquícios de Doom Metal ou Rock Progressivo. Tudo sem virtuosismo, apenas um grande experimentalismo. Belas melodias e mudanças de andamento são o trunfo do grupo que, tal como o mar, vai da calmaria a tempestade sem dar avisos.

Apesar de algumas faixas não decolarem como deveriam, o disco tem ótimas participações epeciais como Anneke van Giersbergen, na balada Sevengill, e Karyn Crisis do Crisis. Instrumentos incomuns e belos arranjos somados a um grande peso. Obrigatório!

MySpace

Tracklist:
01. Panthalassa (Lampetra tridentata)
02. La Brea Tar Pits (Pseudomonas putida)
03. Sutterville (Vibrio cholerae)
04. Dead Man Slough (Pacifastacus leniusculus)
05. Throwing a Donner Party at Sea (ft. Karyn Crisis) (Physeter catodon)
06. Sevengill (ft. Anneke van Giersbergen, Lorraine Rath) (Notorynchus cepedianus)
07. Mormon Island (ft. Kris Force) (Alluvial Au)
08. Blue Linckia (Linckia laevigata)
09. Emerald Bay (ft. Cat Gratz) (Prionace glauca)
10. Rubicon Wall (Acipenser transmontanus)

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